
23/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Diploma dos tecnólogos vale para concurso e pós-graduação
Súmula de Pareceres - reunião 4, 5, 6 e 7 de maio de 2010.
Conselho Estadual da Educação retorna Sessões do 2º Semestre
Convocados no ProUni têm de confirmar dados a partir desta 5ª feira
INEP abre o cadastramento de docentes para elaborar questões do ENADE
Ações trabalhistas podem interditar duas faculdades
Ramo educacional da Disney investirá no Brasil
Britânicos compram COC por R$ 888 mi
Decreto regulamenta filantropia
Brasil permanece um dos mais desiguais do mundo, apesar de progresso, diz ONU
Vai uma nota de 100 dólares aí?
Inadimplentes negociam na hora de fazer rematrícula na universidade
Democracia e ensino
Sobram vagas para área de engenharia
'Falta muito, mas já melhorou'
SC tem maior índice do país
Emprego de bolsista da Capes terá que ser na área em que ele estuda, diz presidente do órgão
Plínio diz que Banco Mundial é contra universidades qualificadas em países emergentes
Fundações deixam de ser 'caixa' de universidades e buscam setor privado
Faculdade pode recusar rematrícula de aluno inadimplente, diz Idec
Enem deve servir para escolas repensarem métodos
Novas tecnologias serão usadas para reconstrução de escolas
Diploma dos tecnólogos vale para concurso e pós-graduação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 22/07/2010 - Brasília DF
Ascom MEC
O diploma de graduação dos tecnólogos tem validade
para participação de candidatos em concursos
públicos de nível superior, em cursos de
especialização e de pós-graduação. A
garantia é da área de regulação da
educação profissional do Ministério da
Educação, diante da dúvida, comum entre os
graduandos, quanto à validade do documento.
Muitos estudantes optam inicialmente por essa modalidade de ensino em
razão da rapidez de ingresso na vida profissional. Voltados para
a formação especializada e, consequentemente, para o
mercado de trabalho, os cursos superiores de tecnologia
representam 16% da oferta de graduação no país.
Assim como os egressos de cursos de bacharelado e licenciatura, os
tecnólogos recebem diploma de graduação e
têm o mesmo direito de fazer cursos de
especialização, de mestrado ou de doutorado e participar
de concursos públicos. Podem também ingressar em curso de
mestrado profissional.
“Não há restrição legal quanto ao
tecnólogo fazer pós-graduação”,
ressalta o coordenador de regulação da
educação profissional e tecnológica do MEC,
Marcelo Feres. “É preciso ter em mente
também que o egresso pode dar continuidade aos estudos,
independentemente de títulos acadêmicos.” Os cursos
tecnológicos existem no Brasil desde a década de 60 do
século passado. Nos últimos anos, a procura aumentou. O
número de alunos matriculados cresceu, entre 2002 e 2008, de
81,3 mil para 421 mil, segundo dados do censo da educação
superior. Entre os cursos mais procurados estão os de
gastronomia, automação industrial, análise e
desenvolvimento de sistemas, radiologia e gestão de recursos
humanos. Todos com salários iniciais em torno de R$ 2 mil.
Súmula de Pareceres - reunião 4, 5, 6 e 7 de maio de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:44 hs.
23/07/2010 - SÚMULA DE PARECERES REUNIÃO ORDINÁRIA DOS DIAS 4, 5, 6 E 7 DE MAIO/2010.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2561.pdf
Fonte: DOU n.º 140 - 23.07.2010
Conselho Estadual da Educação retorna Sessões do 2º Semestre
Fonte: CEE/SC http://www.cee.sc.gov.br/
Nos dias 09 e 10 de agosto o Conselho Estadual de
Educação retomará as reuniões do 2º
Semestre. Confira a programação abaixo:

Convocados no ProUni têm de confirmar dados a partir desta 5ª feira
Fonte: G1, São Paulo, 22/07/2010
Os alunos convocados na terceira chamada do Programa Universidade
para Todos (ProUni) divulgada nesta quarta-feira (21) devem confirmar
os dados declarados na inscrição junto à
instituição de ensino a partir desta quinta-feira (22). O
prazo termina na próxima segunda-feira (26).
Para ter direito à bolsa, é imprescindível que o
estudante cumpra esta fase do processo. Os resultados podem ser
consultados no site do ProUni. É necessário digitar o
número de inscrição do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) e CPF.
Ao todo, 52.419 candidatos foram pré-selecionados na primeira
chamada do programa, sendo 37.039 para bolsas integrais e 15.380 para
bolsas parciais, que cobrem 50% da mensalidade, de acordo com o MEC.
Caso ainda restem bolsas, poderão ocorrer mais três chamadas nos dias 29 de julho, 5 de agosto e 12 de agosto.
Puderam participar do ProUni candidatos com nota mínima de 400
no Enem 2009, que não tenham zerado na redação,
não tenham diploma de ensino superior e que tenham renda
familiar mensal per capita que não exceda três
salários mínimos.
Ao efetuar a inscrição, o candidato podia escolher
até três opções de
instituições de ensino, cursos ou turnos e modalidades de
bolsa, dentre as disponíveis conforme sua renda familiar per
capita e a adequação aos requisitos.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-616161.
INEP abre o cadastramento de docentes para elaborar questões do ENADE
Fonte: Jornal da Educação
O INEP abriu o sistema de cadastramento de docentes interessados em
compor o Banco de Elaboradores do Banco Nacional de Itens do Exame
Nacional de Desempenho dos Estudantes (BNI-ENADE).
O sistema de cadastramento insere-se em um processo mais amplo de
estruturação para que o INEP assuma diretamente a
responsabilidade pela formulação dos seus instrumentos de
avaliação, constituindo, para tal, um sistema de
elaboração e revisão de itens. Tem-se como
intuito, também, aumentar a participação da
comunidade acadêmica de todo o Brasil nos processos de
avaliação educacional desenvolvidos por este Instituto.
Os interessados poderão se cadastrar no período de 19 a
28 de julho de 2010 no endereço eletrônico
www.inep.gov.br. O Edital de Credenciamento, que contem as
condições de cadastramento, seleção,
convocação e demais informações relevantes
ao processo, assim como o Cronograma de Atividades do BNI Enade 2010,
estão disponíveis na pagina de inscrição.
Ações trabalhistas podem interditar duas faculdades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:18 hs.
23/07/2010 - Denúncias de assédio moral, dispensa
coletiva sem pagamento de verbas rescisórias e violência
física contra trabalhadores motivaram o Ministério
Público do Trabalho (MPT) a ajuizar ações civis
públicas contra as Faculdades São Salvador e São
Tomaz de Aquino.
As denúncias foram conduzidas pelo procurador do MPT Manoel
Jorge e Silva Neto, coordenador do Núcleo de Combate à
Discriminação no Trabalho do MPT/BA, as
ações pedem a imediata suspensão das atividades
das instituições, até que sejam resolvidas todas
as irregularidades trabalhistas.
As ações foram ajuizadas no início de julho e os
processos já foram distribuídos, com audiências
marcadas para agosto. A ACP proposta contra a Faculdade São
Tomaz de Aquino e seus sócios terá audiência no dia
12 de agosto, na 26ª Vara do Trabalho de Salvador. No caso da
ação proposta contra a Faculdade São Salvador e
seus sócios, a audiência será no dia 30 de agosto
na 24ª Vara do Trabalho de Salvador.
Para o procurador, o quadro de desrespeito aos direitos dos
trabalhadores nessas instituições atingiu nível
insuportável, o que determinou o pedido de impedimento de
atividade nociva.
Ele ainda ressalta ainda que muitas outras faculdades privadas
já estão indiciadas em inquéritos civis
públicos em andamento no MPT, o que também
resultará em providências cabíveis.
"As denúncias contra faculdades privadas na Região
Metropolitana de Salvador aumentaram significativamente a partir da
aquisição dessas entidades por grupos estrangeiros",
instiga.
Após as faculdades rejeitarem a intimação para
oferecer defesa, deixando transcorrer os prazos legais, o MPT
propôs as ações judiciais diante das
sistemáticas transgressões aos direitos trabalhistas de
professores e demais trabalhadores.
Caso sejam condenadas, as faculdades deverão pagar uma
indenização de R$ 5 milhões cada, a título
de dano moral coletivo. O valor é reversível ao FAT
– Fundo de Amparo ao Trabalhador.
A equipe da Tribuna entrou em contato por telefone com as duas
instituições, sendo informada por funcionários da
Faculdade São Tomaz de Aquino que no momento não havia
ninguém responsável para falar sobre o fato.
Já na Faculdade São Salvador, o coordenador do
Núcleo de Relações Institucionais, Bartolomeu
Rebouças, informou que a situação já teria
sido resolvida, e que o MPT teria dado um parecer favorável
à instituição. O mesmo se dispôs a prestar
novos esclarecimentos.
Fonte: Tribuna da Bahia
Ramo educacional da Disney investirá no Brasil
Fonte: Jornal da Educação
A escola de inglês para crianças, Disney English, ramo de
educação da Walt Disney, pretende abrir em 2011 uma
filial no Brasil. A escola já está presente na China e
tem como objetivo expandir o número de unidades para 148. A
maioria está localizada em Xangai, que também
ganhará um parque temático.
O preço das aulas é em média US$ 1700,00 por 96
horas de aula. As crianças aprendem com os personagens da
Disney, como Mickey. O grupo americano resolveu investir na China ao
perceber o crescimento da demanda no país.
O presidente da Disney Publishing Worldwide, Russell Hampton, a empresa
pretender nos próximos 12 meses os investimentos estarão
focados no Brasil e na rápida expansão da China. O
grupo ainda está estudando um sistema de ensino à
distância e um pacote de formação em línguas
que podem ser comprados em lojas de varejo.
Britânicos compram COC por R$ 888 mi
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:27 hs.
23/07/2010 - Grupo editorial investe também em sistemas do Pueri
Domus, gráficas e operações logísticas da
rede SEB
Transação aumentará a participação
do grupo britânico no mercado de material didático,
avaliado em US$ 2 bi.
CAMILA FUSCO - DE SÃO PAULO
O grupo editorial britânico Pearson Education, que controla o
jornal "Financial Times", anunciou ontem a compra da divisão de
sistemas de ensino do SEB (Sistema Educacional Brasileiro) e de outros
ativos da empresa por R$ 888 milhões.
A transação inclui os métodos de ensino (material
didático) COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name,
operações logísticas, gráficas e o portal
educacional Klick Net.
Hoje, os sistemas de ensino da rede SEB são adotados em cerca de
mil escolas particulares em cem municípios brasileiros. O total
movimentado pelo mercado de materiais didáticos no país
é de US$ 2 bilhões.
Com a venda dos sistemas de ensino para a Pearson, os controladores do
SEB, liderados pelo presidente-executivo, Chaim Zaher, manterão
a gestão de 31 escolas de educação básica e
pré-vestibular COC, Pueri Domus e Dom Bosco em sete Estados,
além de unidades de ensino superior presencial.
Também mantêm o controle de unidades de ensino superior
presencial, 147 à distância e da rede Praetorium, de
cursos preparatórios para a área jurídica e exames
da OAB.
Do total pago, R$ 613,3 milhões serão destinados aos
controladores do SEB e R$ 274,7 milhões serão pagos aos
acionistas minoritários.
Serão realizadas duas ofertas públicas de
aquisição de ações (OPA), uma avaliada em
R$ 22 por ação, e a outra, em R$ 9. O plano do Pearson
é fechar o capital do SEB, que foi à Bolsa em 2007.
A transação foi bem recebida pelos especialistas. "O
valor foi positivo para o grupo, que tinha o preço-alvo da
ação fixado em R$ 26", afirma Vitor Pini, analista do
Bradesco.
FOCO NO ENSINO
No país há 40 anos, essa é a primeira investida da
Pearson na área de ensino. Até agora, o grupo atuava no
ramo de livros universitários e de idiomas.
"A área de sistemas de ensino do SEB deve gerar um faturamento
de R$ 160 milhões em 2010", afirmou Guy Gerlach, presidente da
operação brasileira da Pearson. No mundo, o grupo faturou
5,6 bilhões de libras.
Para os próximos cinco anos, o grupo Pearson projeta
investimentos de R$ 100 milhões no país, tanto em
aquisições de sistemas de ensino complementares como
também no desenvolvimento de conteúdo. Também
está nos planos a exportação do material para
outros países.
A aquisição do SEB ocorre apenas uma semana depois de a
família Civita anunciar a aquisição do sistema
educacional Anglo. Segundo a Folha apurou, o valor da
transação foi de R$ 400 milhões.
O grupo Pearson mapeia o setor no Brasil há quatro anos. O
sistema Anglo foi um dos alvos dos britânicos, que enfrentavam a
concorrência da família Civita e do grupo espanhol
Santillana, controlador do sistema Uno de ensino, concorrente do COC.
As negociações fracassaram em maio.
ESTRANGEIROS NO SETOR DE EDUCAÇÃO
REDE LAUREATE INTERNATIONAL
Oito instituições de graduação,
pós-graduação, mestrado e doutorado, entre elas a
Universidade Anhembi Morumbi e a Universidade de Salvador (Unifacs)
ORIGEM Estados Unidos
PEARSON EDUCATION
Sistema de ensino de educação fundamental e ensino
médio COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name, que servem a cerca de
mil escolas particulares em cem municípios ORIGEM Reino Unido
GRUPO SANTILLANA
Ensino de idiomas Richmond, o Sistema Uno para ensino fundamental,
médio e pré-vestibular e a empresa de
avaliação educacional Avalia ORIGEM Espanha.
"Método" COC é vendido para ingleses
Por R$ 613 mi, o empresário Chaim Zaher vende sistemas de
apostilas e ensino, mas mantém escolas e cursos. Não vai
mudar nada no cotidiano dos alunos matriculados nas escolas, segundo o
diretor, Nilson Curti
JEAN DE SOUZA - RIBEIRÃO PRETO
Nascido há 47 anos em Ribeirão, o sistema de ensino COC
passará a ser controlado, no prazo de dois meses, pelo capital
inglês. As escolas que deram origem ao império educacional
de Chaim Zaher, porém, permanecem nas mãos do
empresário.
A venda de parte do SEB (Sistema Educacional Brasileiro), que tem entre
suas marcas, além do COC, Pueri Domus e Dom Bosco, para a
multinacional inglesa Pearson foi anunciada ontem. Por R$ 613
milhões, os ingleses compraram os sistemas de ensino do SEB, ou
seja, direito de comercializar livros, metodologias e tecnologias com
marcas COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name.
A estrutura responsável por esses produtos - gráfica,
distribuição e logística- e o portal Klick Net
também ficam com a Pearson. As escolas, faculdades e cursos,
presenciais e à distância, que levam as bandeiras COC,
Pueri Domus, Dom Bosco e Praetorium e Unyca continuarão sob a
gestão de Chaim. Para administrar esses novos ativos será
aberta a Nova SEB, empresa que nasce com 75 mil alunos.
No cotidiano dos alunos das escolas "não muda nada", afirma o
diretor superintendente do SEB, Nilson Curti. "O risco é
melhorar."
Segundo ele, a Nova SEB terá acesso prioritário à
tecnologia que a Pearson desenvolve e aplica em 55 países.
O contrato de fornecimento de material da multinacional inglesa,
inclusive apostilas COC, Dom Bosco e Pueri Domus, para a nova empresa
vale por sete anos.
Na estrutura atual do SEB, a fatia dos sistemas de ensino corresponde a 65% da receita, assim como a maior parte dos lucros.
Apesar de a nova estrutura comandada por Chaim ficar com um
pedaço menor dos negócios, Curti diz que o foco na
administração do ensino básico, médio e
à distância "faz mais sentido".
"O DNA básico dos controladores é o ensino. A partir de
agora, a Nova SEB vai ter foco para desenvolver novos negócios,
sai capitalizada para fazer novas aquisições, desempenhar
um plano de crescimento tão agressivo quanto foi feito nos
últimos três anos."
HORA CERTA
Consultor do setor de educação, Carlos Antônio
Monteiro diz que Zaher saiu "na hora certa" do negócio de
sistemas de ensino. "Ele segurou as joias da coroa, onde está a
competência essencial dele, e agora vai retomar o crescimento
desse negócio."
Segundo Monteiro, esse mercado deixou para trás o momento de
aquisições de pequenas empresas por grandes
conglomerados, como o SEB, que agora passaram à
posição de alvos de gigantes, como a Pearson.
"O que os ingleses compraram foi a experiência que o COC tem no
mercado brasileiro. Com o poder de fogo que eles têm, vão
crescer em cima disso", disse.
Rafael Burquim, analista do setor de educação da Planner
Corretora, diz que o negócio beneficia controladores do SEB e
investidores.
Quanto ao futuro da Nova SEB, porém, ele diz ser "menos
otimista", já que ela nasce sem a unidade que mais gera
receitas, a de sistemas, que é também a que tinha
melhores perspectivas de médio e longo prazo.
Fonte: Folha de São Paulo
Decreto regulamenta filantropia
Fonte: Jornal da Educação
O governo federal editou o Decreto 7.237, de 20 de julho de 2010,
regulamentando o processo de certificação das entidades
beneficentes de assistência social para obtenção da
isenção das contribuições para a seguridade
social.
O texto complementa as regras que foram estabelecidas pela Lei 12.101, de 27 de novembro de 2009.
É uma longa regulamentação com cinquenta e um artigos.
A análise dos processos das entidades educacionais está
sendo feito pelo Ministério da Educação que
já emitiu a Portaria 920, com critérios acessórios.
Brasil permanece um dos mais desiguais do mundo, apesar de progresso, diz ONU
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:37 hs.
23/07/2010 - Apesar dos progressos sociais registrados no início
da década passada, o Brasil continua entre os países mais
desiguais do mundo, segundo atesta um relatório do Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que
será divulgado nesta sexta-feira.
O índice de Gini - medição do grau de desigualdade
a partir da renda per capita - para o Brasil ficou em torno de 0,56 por
volta de 2006 - quanto mais próximo de um, maior a desigualdade.
Isto apesar de o país ter elevado consideravelmente o seu
índice de desenvolvimento humano - de 0,71 em 1990 para 0,81 em
2007 - e ter entrado no grupo dos países com alto índice
neste quesito.
O cálculo do indicador de desigualdade varia de acordo com o
autor e as fontes e a base de dados utilizados, mas em geral o Brasil
só fica em melhor posição do que o Haiti e a
Bolívia na América Latina - o continente mais desigual do
planeta, segundo o Pnud.
No mundo, a base de dados do Pnud mostra que o país é o décimo no ranking da desigualdade.
Mas os dados levam em conta apenas 126 dos 195 países membros da
ONU, e em alguns casos, especialmente na África subsaariana, a
comparação é prejudicada por uma defasagem de
quase 20 anos de diferença.
Na seleção de países mencionada no
relatório do Pnud, os piores indicadores pela
medição de Gini são Bolívia,
Camarões e Madagascar (0,6) e Haiti, África do Sul e
Tailândia (0,59). O Equador aparece empatado com o Brasil com um
indicador de 0,56.
Colômbia, Jamaica, Paraguai e Honduras se alternam na mesma faixa do Brasil segundo as diferentes medições.
Desigualdade e mobilidade
O relatório foca no problema da desigualdade na América
Latina, o continente mais desigual do mundo, segundo o Pnud. Dos 15
países onde a diferença entre ricos e pobres é
maior, dez são latino-americanos.
Em média, os índices Gini para a região são
18% mais altos que os da África Subsaariana, 36% mais altos que
os dos países do leste asiático e 65% mais altos que os
dos países ricos.
O documento traça uma relação entre a desigualdade
e baixa mobilidade social, caracterizada pelo círculo de
aprisionamento social definido pela situação familiar de
cada indivíduo.
No Brasil e no Peru, por exemplo, o nível de renda dos pais
influencia a faixa de renda dos filhos em 58% e 60%, respectivamente.
No Chile esse nível de pré-determinação
é mais baixo, 52% - semelhante ao da Inglaterra (50%).
Já nos países nórdicos, assim como no
Canadá, a influência da situação familiar
sobre os indivíduos é de 19%.
Alemanha, França e Estados Unidos (32%, 41% e 47%, respectivamente) se incluem a meio do caminho.
No campo educacional, os níveis de educação dos
pais influenciam o dos filhos em 55% no Brasil e em 53% na Argentina.
No Paraguai essa correlação é de 37%, com Uruguai
e Panamá registrando 41%.
A influência da educação dos pais no sucesso
educacional dos filhos é pelo menos duas vezes maior na
América Latina que nos EUA, onde a correlação
é 21%.
"Estudos realizados em países com altos níveis de renda
mostram que a mobilidade educacional e o acesso à
educação superior foram os elementos mais importantes na
determinação da mobilidade socioeconômica entre
gerações", afirma o relatório.
Para o Pnud, a saída para resolver o problema da desigualdade na
América Latina passa por melhorar o acesso das
populações aos serviços básicos - inclusive
o acesso à educação superior de qualidade.
O relatório diz que programas sociais como o Bolsa
Família, Bolsa Escola e iniciativas semelhantes na
Colômbia, Equador, Honduras, México e Nicarágua
representaram "um importante esforço para melhorar a
incidência do gasto social" na América Latina, sem que
isso tenha significado uma deterioração fiscal das contas
públicas.
"No que diz respeito à distribuição (de renda), as
políticas orientadas para o combate à pobreza e à
proteção da população vulnerável
promoveram, na prática, uma incidência mais progressiva do
gasto social, que por sua vez resultou em uma melhor
distribuição da renda."
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
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reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem
a autorização por escrito da BBC BRASIL.
Fonte: O Globo on line
Vai uma nota de 100 dólares aí?
Fonte: Portal O Meu Futuro
Todo profissional espera ser reconhecido pelos resultados que
alcança. Cabe ao líder incentivar o profissional a
alcançar e a superar suas metas.
Recentemente, uma entrevista na revista Exame me chamou a
atenção. Fiquei horrorizado com a maneira que o americano
David Novak, presidente da rede Yum!, dona da Pizza Hut, usa para
incentivar e motivar seus empregados. Chamado pela
publicação de Silvio Santos do fast food, anda com o
bolso cheio de dinheiro e a cada oportunidade dá uma nota de 100
dólares para premiar seu funcionário.
Isso, na verdade, é corrupção. É levar o
funcionário humilde à situação de pedinte,
que faz tudo para ganhar um trocadinho. Afinal, estamos diante de
empregados, funcionários e colaboradores ou de feras
domesticadas que se apresentam no circo, que se fizeram corretamente o
que o domador ensinou, ganha um amendoim?
Não é isso que motiva um funcionário e sim o
respeito, o reconhecimento ao seu trabalho, ao seu desempenho. O famoso
agrado está lá no finalzinho da lista. Não seja um
empregador que mais se parece com um domador de feras e, sim, um
motivador.
Uma pesquisa feita pela Cia de Talentos no Brasil, na Argentina e no
México revela que os principais motivos de escolha da empresa
dos sonhos pela geração Y são: bom ambiente de
trabalho, desenvolvimento e crescimento profissional. O fator
remuneração só foi citado por apenas 5% dos 35 mil
jovens entrevistados, com idade média de 24 anos.
Ou seja, mais do que um ótimo salário, as pessoas querem
ser relevantes, reconhecidas. Salário é um prêmio
ao seu esforço e dedicação, aos resultados
alcançados. Para isso, o líder precisa entender que o
caminho não é “comprar” o funcionário
com migalhas. Que exemplo Novak pensa dar ao distribuir gorjetas entre
os empregados, frangos de borracha, dentaduras de plástico e
outras aberrações como essas de brinde?
A matéria da revista diz que o executivo tem uma obsessão
por reconhecer o desempenho dos melhores funcionários.
Será mesmo? Não consigo imaginar que o uso de
métodos nada convencionais como esses sejam realmente eficazes.
Todo mundo quer ganhar dinheiro, mas não é a principal
meta. Quem dirá, então, trocados como recompensa ao seu
bom trabalho.
Não é à toa que passada a crise, as pessoas
estão ávidas por trocar de emprego. Um estudo do Hay
Group, realizado com 120 mil pessoas, aponta que 59% dos profissionais
buscam uma nova colocação. Esse cenário não
é só resultado de salários congelados, mas
também de promoções adiadas para evitar
demissões durante a crise.
Se antes os funcionários eram gratos por terem seus empregos
mantidos, diante do reaquecimento do mercado começam a mostrar o
quanto tiveram de sucumbir. Prova disso é que repensam suas
perspectivas de carreira, o que pode ser muito ruim para
organizações que não conseguiram tomar as medidas
necessárias para implementar programas eficazes de engajamento
durante os tempos difíceis.
Agora, sejam sinceros: seu talento merece ser recompensado com notas de míseros 100 dólares??
Fonte: Administradores
Inadimplentes negociam na hora de fazer rematrícula na universidade
Fonte: Portal Globo - Jornal Nacional
Uma pesquisa do Sindicato das Instituições de Ensino
Superior de São Paulo mostrou que o índice de atraso nas
mensalidades no estado está entre os mais altos dos
últimos dez anos. Nessa época de renovação
das matrículas, a solução é negociar.
Um exercício de matemática nas férias: fazer a
dívida com a faculdade caber no bolso. Juliana de Mari
não conseguiu pagar nenhuma mensalidade no semestre passado.
“Não tenho uma renda fixa, então, por esse motivo, eu tive alguns problemas financeiros”, contou.
Nas faculdades e universidades particulares paulistas, quase 24% das
mensalidades não foram pagas em dia no ano passado, segundo o
sindicato do setor. É um dos índices mais altos dos
últimos dez anos.
A lei estabelece que o aluno com mensalidades em atraso tem direito de
entrar na faculdade, assistir às aulas, fazer provas, até
o fim do semestre ou ano letivo. Ele pode ser cobrado, mas não
constrangido. Por exemplo: receber uma cobrança pelo correio,
tudo bem. Agora, ser chamado na frente dos outros alunos, aí
não.
Só na hora de renovar a matrícula, a
instituição pode recusar o aluno. “Estamos
reivindicando há muito tempo que reduza essa possibilidade de
inadimplência para, no máximo, 60 dias. Para forçar
o aluno a procurar a instituição e fazer o acerto dessas
prestações”, declarou o presidente do Sindicato do
Instituto de Ensino Superior – SP, Hermes Ferreira Figueiredo.
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) rebate: “Além
de ser aluno da faculdade, ele é consumidor de serviço
público essencial, porque a educação é
direito garantido pela Constituição. Por isso, o aluno
tem esse tratamento especial”, explicou a advogada do Instituto
de Defesa do Consumidor, Mariana Ferreira Alves.
A solução, para os dois lados, é negociar. A multa
não pode passar de 2%. Os juros, de 1% ao mês. A
correção monetária tem que seguir o que estiver no
contrato.
Luciana Chaves recebeu proposta para pagar a divida em seis vezes, mas
negociou e conseguiu parcelar em nove. “Foi bom para mim e
acredito que foi melhor para eles também porque eu continuei no
segundo semestre e vou terrminar, se Deus quiser”.
Para maiores informações visite o site: http://blog.covac.com.br/
Democracia e ensino
Fonte: Jornal A Notícia, 23/07/2010
A constatação de que, de cada cinco pessoas aptas a votar
neste ano, uma é analfabeta ou nunca frequentou a escola
é preocupante demais para uma democracia que se inclui entre as
maiores do mundo. Evidentemente, a condição de analfabeto
não invalida a cidadania, nem deve ser excludente para que um
eleitor escolha livremente seus representantes. Mas, num mundo de
mensagens gráficas, em que a comunicação escrita
se tornou imprescindível, quem não sabe ler e escrever
leva desvantagem até mesmo para fazer uma boa escolha. O dever
de políticos atualmente em busca de votos é encontrar a
linguagem certa para fazer com que os eleitores nessa
situação possam se mostrar seguros na hora de decidir seu
voto. Uma vez eleitos, é preciso que venham a encontrar formas
eficientes de atenuar o problema, facilitando a educação.
O País, que vem conseguindo reduzir gradativamente seus elevados
níveis de analfabetismo, precisa se mostrar capaz de atender ao
contingente da população adulta que ainda não
domina ferramentas essenciais no cotidiano, como é o caso da
leitura e da escrita. Do alcance desse objetivo vão depender em
muito a consolidação da democracia e a continuidade do
desenvolvimento econômico. É importante que os
políticos lembrem disso não apenas na hora de pedir voto,
mas especialmente depois de eleitos, pois é quando têm
mais condições de enfrentar o problema.
Sobram vagas para área de engenharia
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 22/07/2010 às 10:50 hs.
Com o Produto Interno Bruto (PIB) do País crescendo a uma taxa
de 6,9%, procura por engenheiros está cada vez maior em todas as
áreas e as escolas já não conseguem suprir a
elevada demanda
Leonardo Spinelli
lspinelli@jc.com.br
Construção pesada, produção industrial,
sistemas de informação, pesquisa e desenvolvimento. Num
país cuja taxa estimada de crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB) está em 6,9%, a demanda por profissionais de engenharia
só aumenta. O que dizer então de um Estado como
Pernambuco, cujos percentuais de crescimento estão acima
média nacional? A oferta de trabalho para engenheiros de todas
as áreas nunca foi tão farta e quem sai da faculdade
só não vai direto para uma vaga de emprego se não
quiser, ou melhor, se preferir seguir nos estudos.
O período anterior, de baixo crescimento, no entanto,
forçou muitos desses profissionais a procurarem outras
atividades, incluindo concursos públicos. Este fenômeno
reverbera até hoje e faz com que muitas indústrias tenham
dificuldades de contratar engenheiros com experiência.
Está sobrando vaga para a área de engenharia.
“O grande indicador são as escolas de
formação. Os alunos estão com emprego garantido na
fase final de curso. Nossas escolas já não atendem
à demanda, o que termina com a importação de
mão de obra. Há o boom na área de
construção e grandes obras de infraestrutura”,
comenta o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura
(Crea-PE), José Mário Cavalcanti, salientando que as
três faculdades tradicionais jogam no mercado estadual cerca de
200 novos profissionais por semestre.
O diretor do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE), Edmilson Lima, reitera o argumento do bom momento.
“É geral, tanto local como nacionalmente. Eu digo isso
baseado na grande quantidade de alunos que procuram antecipar a
colação de grau porque já estão com
emprego. O fenômeno começou há dois anos. Na UFPE,
o resultado disso é que houve redução na procura
de pós-graduação stricto senso (mestrado e
doutorado). Hoje os alunos preferem ir logo para o mercado.”
Em algumas áreas em que a economia de Pernambuco se destaca
há escassez de cérebros. É o caso da tecnologia da
informação. Há vagas no Porto Digital, mas muitas
delas são desperdiçadas porque não há um
profissional qualificado para determinada função. O Cesar
é uma das instituições que sempre tem
oportunidades disponíveis para engenheiros na área de TI.
Entre as tecnologias e linguagens mais requeridas pelo Cesar, o mais
difícil de encontrar são profissionais com conhecimentos
em C++, C e .Net.
A nova era do Estado também traz dificuldades para se conseguir
profissionais na área de montagem industrial. “Trazemos
profissionais de Estados como São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e
Rio Grande do Sul porque Pernambuco não tem
tradição em montagem industrial. Dos cerca de 100
engenheiros que trabalham conosco, 10 são pernambucanos”,
comentou o gerente administrativo da Odebrecht, Bernardo Pedral. A
empresa é a responsável pela construção das
plantas de PET, POY e PTA da Petroquímica Suape.
O resultado deste bom momento se reflete nos salários.
“Antes as empresas queriam pagar abaixo do mínimo da
categoria (oito salários mínimos). Hoje quem não
paga, não consegue profissional”, diz o professor Edmilson
Lima. Para se ter uma ideia, um engenheiro em Suape começa com
salário de R$ 5 mil, enquanto a média fica na casa de R$
10 mil. Um profissional experiente pode ter rendimentos acima de R$ 20
mil.
Fonte: Jornal do Commercio
'Falta muito, mas já melhorou'
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Globo, 23/07/2010 - Rio de Janeiro RJ
Catarina Alencastro
BRASÍLIA - Em entrevista à jornalista Catarina
Alencastro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, diz
que o Brasil percorreu menos da metade do caminho rumo a uma
educação de qualidade. Segundo ele, será
difícil alcançar a meta prevista para 2021, pois ainda
falta fazer o dobro do esforço feito até agora.
Por que o Brasil demorará tanto tempo para alcançar os países da OCDE?
FERNANDO HADDAD: Porque esses países priorizaram a
educação lá atrás. O Brasil começou
a priorizar a educação agora. Em 1994, não faz
tanto tempo assim, o Brasil aprovou emenda constitucional retirando
recursos da educação. Dez anos (de prazo para
alcançar a meta), você acha muito? São mais dois
governos. Há estados que são governados pela mesma
força política há 20 anos e estão
exatamente na mesma situação de 20 anos atrás.
Dois governos é tempo razoável para mudarmos a situação da educação?
HADDAD: Para atingir o patamar de excelência dos Estados Unidos,
da Itália, da Espanha, considero uma meta ousada. A Irlanda
levou 40 anos para atingir o patamar.
É possível antecipar o cumprimento da meta?
HADDAD: Na verdade, se mantivermos o ritmo atual, essas metas
serão antecipadas. Mas duvido que isso seja possível.
Por quê?
HADDAD: O ritmo está bem forte. O Ideb subiu um ponto em quatro
anos. Subir um ponto significa que os alunos do 5 ano do ensino
fundamental em 2009 têm a proficiência que alunos do 7 ano
tinham em 2005. É como se o brasileiro tivesse saltado dois anos
em escolaridade.
Com a nota 4,6 nós ainda estamos reprovados?
HADDAD: Quando você fala de uma escala de 0 a 10, você
passa a falsa impressão de que faltam 5,4 pontos para a gente
ter uma educação de qualidade. Na verdade nós
aumentamos 0,8 e falta 1,4. Então, nós cobrimos quase 40%
do percurso em quatro anos.
Mas ainda não chegamos a ter uma educação de qualidade, concorda?
HADDAD: Falta cobrir 60% do percurso. Isso significa que nós
vamos estar numa situação de países que têm
duas ou três vezes a renda >ita<per capita do brasileiro.
É difícil reconhecer que o Brasil ainda não tem um ensino de alto nível?
HADDAD: Não é isso. Se a qualidade estivesse caindo, o
sinal que você tinha que dar para o sistema era de alerta.
Nós, felizmente, tivemos uma inflexão dessa curva, que
era decrescente. Desde 2005 é crescente. Então o sinal
que você tem que passar é que temos um caminho pela
frente. Mas temos que sinalizar que estamos na direção
certa. Se eu não passar essa mensagem, à frente do cargo
em que estou, posso sugerir para os 200 mil diretores e 2
milhões de professores que estamos vivendo a mesma
situação de dez anos atrás. E não estamos.
Na verdade, nós começamos a vencer a batalha. Falta muito
ainda, mas a tendência é positiva.
SC tem maior índice do país
Fonte: Diário Catarinense, 23/07/2010
Estado lidera ranking nacional de trabalhadores carteira assinada, aponta pesquisa do Sine-SC
De cada cem catarinenses, 26 possuem carteira assinada. O índice
é o maior do país e está bem acima da média
nacional, de 16,6%.
A pesquisa foi divulgada ontem pelo Sistema Nacional de Emprego
(Sine-SC) e considera os dados do ano passado, quando existiam
1.589.317 empregos formais com carteira assinada no Estado –
profissionais concursados não contam – para 6.118.743
habitantes.
O estudo considera a população total residente,
independentemente da faixa etária. O técnico do Sine em
SC, Osnildo Vieira Filho, responsável pelo levantamento, aponta
a economia diversificada do Estado e a boa distribuição
geográfica da população como alguns dos fatores
que favorecem o Estado. O Vale do Itajaí lidera o ranking
regional (veja ao lado).
A evolução do emprego formal nos últimos anos,
associada ao baixo crescimento populacional, também contribuiu.
Em 10 anos, a população de SC aumentou 20%, média
de 1,8% ao ano, enquanto que o contingente de vagas com carteira
assinada avançou 85,%, ou 6,4% por ano.
Em 1999, com uma taxa de 16,8 empregos formais para cem habitantes, SC
ocupava o terceiro lugar no ranking nacional, atrás do Distrito
Federal e de São Paulo. Passou primeiro os paulistas e depois os
brasilienses.
Desde 2004, quando o indicador catarinense era de 20,8%, o Estado
assumiu a liderança e, no ano passado, chegou ao recorde de 26%.
No país, a média nacional passou de 11,8%, em 1999, para
16,6%, em 2009.
alexandre.lenzi@diario.com.br
ALEXANDRE LENZI
Emprego de bolsista da Capes terá que ser na área em que ele estuda, diz presidente do órgão
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 22/07/2010
Da Redação em São Paulo
O bolsista da Capes (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) que decidir
exercer uma atividade remunerada enquanto recebe o benefício
terá que fazê-lo em uma área que “seja
compatível” com o que estuda. A afirmação
é do presidente da instituição, Jorge Almeida
Guimarães. Na semana passada, o órgão liberou a
obtenção de um vínculo empregatício mesmo
que o estudante receba a bolsa. “Por exemplo, se uma pessoa
está fazendo um mestrado ou doutorado em licenciatura em
ciências, ou filosofia, ou língua portuguesa, ou em
matemática, a sua vinculação
profissional [deve ser] relativa à área de estudo. Esta
é uma exigência da portaria", afirmou Guimarães, em
entrevista ao site da Capes. De acordo com o presidente do
órgão, a ideia, com a medida, era reforçar as
áreas de tecnologia, saúde e educação
básica. Quem deve autorizar o exercício profissional do
aluno é o orientador.
“Não está previsto que a instituição
ou o próprio curso como um todo diga que isso não vai
ocorrer, mas entendo que muitos coordenadores de cursos podem vir a
questionar essa decisão. Todavia as
instituições têm autonomia para decidir em
contrário. A Capes não vai interferir se houver uma
decisão desse tipo”, disse. Guimarães afirmou que
quem já abriu mão da bolsa por ter vínculo
empregatício não poderá reivindicá-la
novamente. “Este caso cairia naquela regra de que todos
poderão ter bolsa e não há essa perspectiva no
sistema. Mas se o curso tiver quota de bolsa não utilizada,
poderá concedê-la nesse caso.” Pela portaria
publicada no último dia 16, caso fique comprovado algum
desrespeito à nova norma, o aluno pode ter que devolver o
dinheiro da bolsa à Capes.
Plínio diz que Banco Mundial é contra universidades qualificadas em países emergentes
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 21/07/2010 - Brasília DF
Agência Brasil
O candidato do P-SOL à Presidência da República,
Plínio Sampaio, disse na terça-feira (20/7), após
uma rápida passagem pela Universidade de Brasília (UnB),
que os estudantes brasileiros estão sendo vítimas de uma
conspiração patrocinada pelo Banco Mundial, que visa a
“transformar as universidades brasileiras em universidades
meia-boca, que vão formar profissionais não totalmente
capacitados para exercer profissões mais sofisticadas da era da
informação”. O objetivo dessa
“conspiração”, segundo
Plínio, é baixar o preço do trabalho intelectual,
“que é o novo trabalho produtivo”. Ele disse que a
economia mundial não vai se basear mais no operário de
fábrica, e sim no universitário. Por isso,
“vão expandir as universidades e baixar o nível
delas nos países emergentes [como a Rússia, Índia,
China, África do Sul e o Brasil]”. Segundo Plínio,
esses países vão receber dinheiro do Banco Mundial para
expandir suas universidades, mas em compensação
vão ter um ensino de baixa
qualidade, pois “o grande ensino continuará sendo dado em
Harvard, Cornell [universidades norte-americanas], na Sorbonne
[França] e outras grandes universidades que contratarão
profissionais desses países para fazer os seus trabalhos. E como
tem bastante, o preço [salário] dos profissionais desses
países emergentes vai ficar baixo”. Ainda de acordo com o
candidato do P-SOL, “atrás disso vem expansão do
ensino universitário e toda esta retórica, que
fundamenta, inclusive, o ProUni”.
Fundações deixam de ser 'caixa' de universidades e buscam setor privado
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 22/07/2010 - São Paulo SP
Novas regras, sancionadas nesta semana, evitarão que as
fundações cometam abusos financeiros, avalia a
secretária de Educação Superior do MEC, Maria
Paula Dallari Bucci. Para a Andifes, oficialização do
repasse de recursos beneficiará pesquisas
Lígia Formenti / Brasília
As novas regras para o funcionamento das fundações de
pesquisa deverão não apenas blindar as
instituições contra abusos, mas garantir que seu
principal papel seja executado: o de fazer a ponte com o mercado
empresarial. A avaliação da secretária de
Educação Superior do Ministério da
Educação, Maria Paula Dallari Bucci, é que esse
processo ocorra a médio prazo, mas de forma consistente. "As
universidades vão se familiarizar com as facilidades concedidas
pelos decretos e, pouco a pouco, a fundação terá
outra finalidade", comentou. Nesta semana, o governo lançou um
pacote de medidas dando mais liberdade às universidades federais
para gerir seus recursos e seu pessoal e, ao mesmo tempo, restringindo
as atribuições das fundações de pesquisa.
Nos últimos anos, sob a justificativa de falta de autonomia,
universidades tornaram rotineira a transferência de recursos para
fundações, espécie de banco informal que permitia
resgate fácil dos recursos.
Criadas para dar agilidade às instituições de
ensino, as fundações de apoio se tornaram, nos
últimos anos, palco de irregularidades. O exemplo mais ruidoso
foi o desvio de recursos de ensino da fundação da
Universidade de Brasília (UnB) para equipar o apartamento do
então reitor, Timothy Mulholland. Diante das suspeitas de
irregularidades, o Tribunal de Contas da União (TCU) auditou 464
contratos e identificou incorreções. Recomendou,
então, o veto de repasses federais diretamente para as
fundações. O prazo fixado era até 31 de
dezembro. Com o tempo correndo, além da edição da
Medida Provisória, a comunidade científica se mobilizou e
preparou um anteprojeto de MP sobre o assunto, apresentado ao
presidente Lula em maio. Embora considerada essencial para reduzir as
irregularidades, a exigência do TCU tirou o sono da comunidade
científica, que temia atraso no repasse de recursos para novos
financiamentos. "Havia o receio de que pesquisas ficassem engessadas,
caso a transferência fosse considerada ilegal", disse o
secretário executivo da Associação Nacional dos
Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior
(Andifes), Gustavo Balduino.
Projetos. Balduino destaca a importância do repasse. Como
exemplo, cita projetos de pesquisa plurianuais. "Muitas vezes, uma
fundação de amparo à pesquisa aprova o projeto ou
libera recursos no fim do ano. Como fazer, então, diante do
limite do uso de recursos apenas durante o ano fiscal?" A saída
usada era transferir a verba para a fundação, para que
fosse usada de acordo com necessidade, em anos posteriores. "Se o
artifício não existisse, teríamos de devolver
verba para o Tesouro." Maria Paula, do MEC, diz que essa
transferência não será mais necessária e
observa que a MP tem de ser avaliada no conjunto de providências
adotadas: três decretos que ampliam a autonomia financeira e
administrativa das instituições. A partir deles, as
universidades poderão transferir o uso de recursos de um
ano orçamentário para outro e fazer
aplicação de verbas inicialmente destinadas de uma
área para outra. "Além de maior independência,
esses recursos induzem instituições a usarem recursos da
melhor forma possível, a fazer economia", avalia Maria Paula.
Além de tornar legítima a transferência, a MP
dá mais transparência às fundações.
Agora, elas são obrigadas a publicar na internet
relatórios semestrais de execução dos contratos.
Limites também foram impostos. O dinheiro só pode ser
usado para projetos de pesquisa ou de infraestrutura de
laboratórios. Não pode ser utilizado para atividades como
manutenção ou conservação de
prédios, vigilância, serviços administrativos ou
para contratação de pessoal.
MUDANÇAS: Atribuições - Apoiar projetos de ensino
e pesquisa; auxiliar a administração dos recursos, mas
somente aqueles destinados à execução dos projetos
aprovados; financiar projetos de infraestrutura e
aquisição de material desde que obedeçam
diretrizes do plano de desenvolvimento da instituição;
conceder bolsas de ensino, pesquisa e extensão.
Proibições - Arcar com atividades de infraestrutura,
conservação, limpeza, vigilância, telefonia ou
outras tarefas que não estejam definidas no PDI; contratar
pessoal administrativo, de manutenção ou professores que
prestem serviços em caráter permanente para as
universidades. Transparência - Fundações são
obrigadas a divulgar na íntegra os contratos e os
relatórios de execução.
Faculdade pode recusar rematrícula de aluno inadimplente, diz Idec
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Economia, 22/07/2010
SÃO PAULO – Universitários que possuem
dívidas com a faculdade devem ficar de olhos bem abertos no
momento da rematrícula, que, para os cursos semestrais, acontece
em julho. Isso porque, de acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de
Defesa do Consumidor), as instituições de ensino podem
recusar o aluno inadimplente, o que está previsto na Lei
9.870/99. Para evitar a interrupção do curso,
porém, o Idec orienta o aluno a tentar renegociar as
mensalidades em atraso. A instituição não é
obrigada a aceitar o acordo, mas é provável que
concorde, uma vez que tem interesse em receber os atrasados.
“O novo contrato não pode trazer disposições
diferentes e menos favoráveis ao estudante do que o pactuado
originalmente”, disse a advogada do Idec, Mariana Alves. Sobre o
valor devido, podem ser cobrados juros, multa de mora e
correção monetária, mas com limites. A multa de
mora, por exemplo, não pode ultrapassar 2% ao mês, assim
como a cobrança de juros, caso esteja previsto do contrato. Se o
assunto não constar no contrato, os juros não
podem ultrapassar 1% ao mês.
Abusos - Caso a universidade se negue a fazer a rematrícula do
aluno, ele tem a alternativa de mudar de instituição,
para continuar o curso. Neste caso, o Idec esclarece que a
instituição não pode reter documentos que
impeçam que o aluno mude para outra faculdade. Outro abuso da
faculdade seria o de não aceitar a inscrição de um
estudante cujo nome está no SPC ou Serasa, listas de
inadimplentes.
Enem deve servir para escolas repensarem métodos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 22/07/2010
Avaliação tem de funcionar como canal para aprimoramento.
Ensino não pode ser reduzido a uma lista classificatória
Ana Cássia Maturano especial para o G1, em São Paulo
As coisas são sempre avaliadas em educação. Os
estudantes que o digam. Fazem prova disso e avaliação
daquilo. São perseguidos pelos fantasmas das notas,
cobranças dos pais e classificações escolares. E
para que serve tudo isso? Essa é uma questão que parece
se perder. Quando uma escola avalia seus alunos, seu principal objetivo
deve ser o de apurar seu próprio trabalho. Dependendo de como
for o desempenho dos estudantes, ela deve ou não prosseguir em
sua maneira de propiciar o conhecimento e desenvolvimento cognitivo de
seus alunos.
No geral, o que se percebe não é bem isso. As
avaliações acabam sendo um fim em si mesmo e não
um meio de crescimento. Assim, os alunos com notas altas são
bons e com eles está tudo bem. Do contrário, têm um
problema que deverão correr atrás. Não atingiram
os objetivos propostos, não aprenderam, não se
apropriaram do conhecimento que a escola detém. E o verdadeiro
fim de uma escola, ajudar seus alunos a crescer, fica esquecido.
Os métodos de avaliação, por sua vez, são
só um modo de verificação de como as coisas andam
no processo ensino aprendizagem, não são absolutos.
Tanto é assim que, observando a classificação das
escolas de acordo com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),
nota-se alguns disparates. Por exemplo, com a diferença de
apenas um ano o primeiro lugar do Enem 2009 ocupava a décima
posição no ano anterior. Isso não é nada se
considerarmos um colégio do interior de São Paulo: saltou
da 336ª posição para a quarta considerando o mesmo
período. Ou essas escolas têm se aproveitado do Enem para
reverem seus trabalhos, o que num tempo tão pequeno dificilmente
surtiria um efeito tão grande; ou essa avaliação
precisa ser revista, não sendo muito confiável.
Sem status - Essa e outras avaliações das
instituições de ensino, assim como as dos
alunos não devem servir apenas para garantir um status para quem
é avaliado. Ano passado, algumas escolas tiveram problemas por
não terem garantido um bom lugar na classificação
do Enem. Foram questionadas pela sua clientela. Ela está no seu
direito. Mas perpetuam aquilo que as instituições fazem
com seus filhos – colocam todo o peso de um trabalho em um exame.
Assim, ele é apenas usado para dizer se a escola é boa
(como com os alunos), deixando de lado o que seria sua principal
função: a de propiciar uma reflexão de seu
trabalho e mudanças efetivas se necessário. No fim, os
colégios acabam sendo vítimas de sua própria
maneira de agir. Que as avaliações são
necessárias, não há dúvida. No entanto,
elas devem ser um meio de aprimoramento e crescimento. Ensinar e
aprender é algo bastante dinâmico, não dá
para reduzir a uma lista classificatória. É preciso mudar
o modo de ver as coisas. Que a experiência das escolas com esse
exame sirva para que elas repensem suas práticas.
Novas tecnologias serão usadas para reconstrução de escolas
Fonte: www.nota10.com.br, 23 de Julho de 2010
Pré-moldados de madeira, painéis cimentícios, de
gesso e de alumínio são algumas das novas tecnologias de
construção propostas para a reconstrução
das escolas alagoanas atingidas pelas enchentes, durante a
audiência pública que discutiu o assunto. O encontro foi
realizado ontem (22), no Centro de Convenções Ruth
Cardoso, em Maceió.
Cerca de 100 pessoas, entre empresários da
construção civil, engenheiros, técnicos e
secretários municipais de educação participaram da
audiência. No encontro, o arquiteto Tiago Radunz,
coordenador-geral de infraestrutura educacional do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE), expôs os seis
projetos arquitetônicos de escolas que serão financiadas
pelo governo federal. Os projetos abrangem unidades de uma até
12 salas, com capacidade para acolher até 432 alunos por turno.
Diversas questões foram levantadas pelos participantes durante a
audiência. Entre elas, se os terrenos para as novas escolas
já disporão de água, energia e esgoto; se a
urbanização dos arredores dos colégios faz parte
do conjunto do trabalho; e qual a tributação a ser
aplicada na construção.
Ao encerrar o encontro, o diretor de administração e
tecnologia do FNDE, José Carlos Freitas, garantiu que todas as
questões levantadas serão analisadas, para se buscar uma
solução que permita agilidade e transparência na
reconstrução das unidades de ensino. “As
sugestões apresentadas enriqueceram o processo”, afirmou.