23/07/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Diploma dos tecnólogos vale para concurso e pós-graduação

Súmula de Pareceres - reunião 4, 5, 6 e 7 de maio de 2010.

Conselho Estadual da Educação retorna Sessões do 2º Semestre

Convocados no ProUni têm de confirmar dados a partir desta 5ª feira

INEP abre o cadastramento de docentes para elaborar questões do ENADE

Ações trabalhistas podem interditar duas faculdades

Ramo educacional da Disney investirá no Brasil

Britânicos compram COC por R$ 888 mi

Decreto regulamenta filantropia

Brasil permanece um dos mais desiguais do mundo, apesar de progresso, diz ONU

Vai uma nota de 100 dólares aí?

Inadimplentes negociam na hora de fazer rematrícula na universidade

Democracia e ensino

Sobram vagas para área de engenharia

'Falta muito, mas já melhorou'

SC tem maior índice do país

Emprego de bolsista da Capes terá que ser na área em que ele estuda, diz presidente do órgão

Plínio diz que Banco Mundial é contra universidades qualificadas em países emergentes


Fundações deixam de ser 'caixa' de universidades e buscam setor privado

Faculdade pode recusar rematrícula de aluno inadimplente, diz Idec 


Enem deve servir para escolas repensarem métodos

Novas tecnologias serão usadas para reconstrução de escolas

Diploma dos tecnólogos vale para concurso e pós-graduação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 22/07/2010 - Brasília DF
Ascom MEC 
O diploma de graduação dos tecnólogos tem validade para participação de candidatos em concursos públicos de nível superior, em cursos de especialização e de pós-graduação. A garantia é da área de regulação da educação profissional do Ministério da Educação, diante da dúvida, comum entre os graduandos, quanto à validade do documento.
Muitos estudantes optam inicialmente por essa modalidade de ensino em razão da rapidez de ingresso na vida profissional. Voltados para a formação especializada e, consequentemente, para o mercado  de trabalho, os cursos superiores de tecnologia representam 16% da oferta de graduação no país. Assim como os egressos de cursos de bacharelado e licenciatura, os tecnólogos recebem diploma de graduação e têm o mesmo direito de fazer cursos de especialização, de mestrado ou de doutorado e participar de concursos públicos. Podem também ingressar em curso de mestrado profissional.
“Não há restrição legal quanto ao tecnólogo fazer pós-graduação”, ressalta o coordenador de regulação da educação profissional e tecnológica do MEC, Marcelo Feres. “É preciso ter em   mente também que o egresso pode dar continuidade aos estudos, independentemente de títulos acadêmicos.” Os cursos tecnológicos existem no Brasil desde a década de 60 do século passado. Nos últimos anos, a procura aumentou. O número de alunos matriculados cresceu, entre 2002 e 2008, de 81,3 mil para 421 mil, segundo dados do censo da educação superior. Entre os cursos mais procurados estão os de gastronomia, automação industrial, análise e desenvolvimento de sistemas, radiologia e gestão de recursos humanos. Todos com salários iniciais em torno de R$ 2 mil. 

Súmula de Pareceres - reunião 4, 5, 6 e 7 de maio de 2010.
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:44 hs. 
23/07/2010 - SÚMULA DE PARECERES REUNIÃO ORDINÁRIA DOS DIAS 4, 5, 6 E 7 DE MAIO/2010.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2561.pdf 
Fonte: DOU n.º 140 - 23.07.2010

Conselho Estadual da Educação retorna Sessões do 2º Semestre
Fonte: CEE/SC http://www.cee.sc.gov.br/
Nos dias 09 e 10 de agosto o Conselho Estadual de Educação retomará as reuniões do 2º Semestre. Confira a programação abaixo:


Convocados no ProUni têm de confirmar dados a partir desta 5ª feira
Fonte: G1, São Paulo, 22/07/2010
Os alunos convocados na terceira chamada  do Programa Universidade para Todos (ProUni) divulgada nesta quarta-feira (21) devem confirmar os dados declarados na inscrição junto à instituição de ensino a partir desta quinta-feira (22). O prazo termina na próxima segunda-feira (26).
Para ter direito à bolsa, é imprescindível que o estudante cumpra esta fase do processo. Os resultados podem ser consultados no site do ProUni. É necessário digitar o número de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e CPF.
Ao todo, 52.419 candidatos foram pré-selecionados na primeira chamada do programa, sendo 37.039 para bolsas integrais e 15.380 para bolsas parciais, que cobrem 50% da mensalidade, de acordo com o MEC.
Caso ainda restem bolsas, poderão ocorrer mais três chamadas nos dias 29 de julho, 5 de agosto e 12 de agosto.
Puderam participar do ProUni candidatos com nota mínima de 400 no Enem 2009, que não tenham zerado na redação, não tenham diploma de ensino superior e que tenham renda familiar mensal per capita que não exceda três salários mínimos.
Ao efetuar a inscrição, o candidato podia escolher até três opções de instituições de ensino, cursos ou turnos e modalidades de bolsa, dentre as disponíveis conforme sua renda familiar per capita e a adequação aos requisitos.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-616161.

INEP abre o cadastramento de docentes para elaborar questões do ENADE
Fonte: Jornal da Educação
O INEP abriu o sistema de cadastramento de docentes interessados em compor o Banco de Elaboradores do Banco Nacional de Itens do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (BNI-ENADE).
O sistema de cadastramento insere-se em um processo mais amplo de estruturação para que o INEP assuma diretamente a responsabilidade pela formulação dos seus instrumentos de avaliação, constituindo, para tal, um sistema de elaboração e revisão de itens. Tem-se como intuito, também, aumentar a participação da comunidade acadêmica de todo o Brasil nos processos de avaliação educacional desenvolvidos por este Instituto.
Os interessados poderão se cadastrar no período de 19 a 28 de julho de 2010 no endereço eletrônico www.inep.gov.br. O Edital de Credenciamento, que contem as condições de cadastramento, seleção, convocação e demais informações relevantes ao processo, assim como o Cronograma de Atividades do BNI Enade 2010, estão disponíveis na pagina de inscrição.
 
Ações trabalhistas podem interditar duas faculdades
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:18 hs. 
23/07/2010 - Denúncias de assédio moral, dispensa coletiva sem pagamento de verbas rescisórias e violência física contra trabalhadores motivaram o Ministério Público do Trabalho (MPT) a ajuizar ações civis públicas contra as Faculdades São Salvador e São Tomaz de Aquino.
As denúncias foram conduzidas pelo procurador do MPT Manoel Jorge e Silva Neto, coordenador do Núcleo de Combate à Discriminação no Trabalho do MPT/BA, as ações pedem a imediata suspensão das atividades das instituições, até que sejam resolvidas todas as irregularidades trabalhistas.
As ações foram ajuizadas no início de julho e os processos já foram distribuídos, com audiências marcadas para agosto. A ACP proposta contra a Faculdade São Tomaz de Aquino e seus sócios terá audiência no dia 12 de agosto, na 26ª Vara do Trabalho de Salvador. No caso da ação proposta contra a Faculdade São Salvador e seus sócios, a audiência será no dia 30 de agosto na 24ª Vara do Trabalho de Salvador.
Para o procurador, o quadro de desrespeito aos direitos dos trabalhadores nessas instituições atingiu nível insuportável, o que determinou o pedido de impedimento de atividade nociva.
Ele ainda ressalta ainda que muitas outras faculdades privadas já estão indiciadas em inquéritos civis públicos em andamento no MPT, o que também resultará em providências cabíveis.
"As denúncias contra faculdades privadas na Região Metropolitana de Salvador aumentaram significativamente a partir da aquisição dessas entidades por grupos estrangeiros", instiga.
Após as faculdades rejeitarem a intimação para oferecer defesa, deixando transcorrer os prazos legais, o MPT propôs as ações judiciais diante das sistemáticas transgressões aos direitos trabalhistas de professores e demais trabalhadores.
Caso sejam condenadas, as faculdades deverão pagar uma indenização de R$ 5 milhões cada, a título de dano moral coletivo. O valor é reversível ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.
A equipe da Tribuna entrou em contato por telefone com as duas instituições, sendo informada por funcionários da Faculdade São Tomaz de Aquino que no momento não havia ninguém responsável para falar sobre o fato.
Já na Faculdade São Salvador, o coordenador do Núcleo de Relações Institucionais, Bartolomeu Rebouças, informou que a situação já teria sido resolvida, e que o MPT teria dado um parecer favorável à instituição. O mesmo se dispôs a prestar novos esclarecimentos. 
Fonte: Tribuna da Bahia

Ramo educacional da Disney investirá no Brasil
Fonte: Jornal da Educação
A escola de inglês para crianças, Disney English, ramo de educação da Walt Disney, pretende abrir em 2011 uma filial no Brasil. A escola já está presente na China e tem como objetivo expandir o número de unidades para 148. A maioria está localizada em Xangai, que também ganhará um parque temático.
O preço das aulas é em média US$ 1700,00 por 96 horas de aula. As crianças aprendem com os personagens da Disney, como Mickey. O grupo americano resolveu investir na China ao perceber o crescimento da demanda no país.
O presidente da Disney Publishing Worldwide, Russell Hampton, a empresa pretender nos próximos 12 meses os investimentos estarão focados no Brasil  e na rápida expansão da China. O grupo ainda está estudando um sistema de ensino à distância e um pacote de formação em línguas que podem ser comprados em lojas de varejo.
 
Britânicos compram COC por R$ 888 mi
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 10:27 hs. 
23/07/2010 - Grupo editorial investe também em sistemas do Pueri Domus, gráficas e operações logísticas da rede SEB
Transação aumentará a participação do grupo britânico no mercado de material didático, avaliado em US$ 2 bi.
CAMILA FUSCO - DE SÃO PAULO
O grupo editorial britânico Pearson Education, que controla o jornal "Financial Times", anunciou ontem a compra da divisão de sistemas de ensino do SEB (Sistema Educacional Brasileiro) e de outros ativos da empresa por R$ 888 milhões.
A transação inclui os métodos de ensino (material didático) COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name, operações logísticas, gráficas e o portal educacional Klick Net.
Hoje, os sistemas de ensino da rede SEB são adotados em cerca de mil escolas particulares em cem municípios brasileiros. O total movimentado pelo mercado de materiais didáticos no país é de US$ 2 bilhões.
Com a venda dos sistemas de ensino para a Pearson, os controladores do SEB, liderados pelo presidente-executivo, Chaim Zaher, manterão a gestão de 31 escolas de educação básica e pré-vestibular COC, Pueri Domus e Dom Bosco em sete Estados, além de unidades de ensino superior presencial.
Também mantêm o controle de unidades de ensino superior presencial, 147 à distância e da rede Praetorium, de cursos preparatórios para a área jurídica e exames da OAB.
Do total pago, R$ 613,3 milhões serão destinados aos controladores do SEB e R$ 274,7 milhões serão pagos aos acionistas minoritários.
Serão realizadas duas ofertas públicas de aquisição de ações (OPA), uma avaliada em R$ 22 por ação, e a outra, em R$ 9. O plano do Pearson é fechar o capital do SEB, que foi à Bolsa em 2007.
A transação foi bem recebida pelos especialistas. "O valor foi positivo para o grupo, que tinha o preço-alvo da ação fixado em R$ 26", afirma Vitor Pini, analista do Bradesco.
FOCO NO ENSINO
No país há 40 anos, essa é a primeira investida da Pearson na área de ensino. Até agora, o grupo atuava no ramo de livros universitários e de idiomas.
"A área de sistemas de ensino do SEB deve gerar um faturamento de R$ 160 milhões em 2010", afirmou Guy Gerlach, presidente da operação brasileira da Pearson. No mundo, o grupo faturou 5,6 bilhões de libras.
Para os próximos cinco anos, o grupo Pearson projeta investimentos de R$ 100 milhões no país, tanto em aquisições de sistemas de ensino complementares como também no desenvolvimento de conteúdo. Também está nos planos a exportação do material para outros países.
A aquisição do SEB ocorre apenas uma semana depois de a família Civita anunciar a aquisição do sistema educacional Anglo. Segundo a Folha apurou, o valor da transação foi de R$ 400 milhões.
O grupo Pearson mapeia o setor no Brasil há quatro anos. O sistema Anglo foi um dos alvos dos britânicos, que enfrentavam a concorrência da família Civita e do grupo espanhol Santillana, controlador do sistema Uno de ensino, concorrente do COC. As negociações fracassaram em maio.
ESTRANGEIROS NO SETOR DE EDUCAÇÃO
REDE LAUREATE INTERNATIONAL
Oito instituições de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, entre elas a Universidade Anhembi Morumbi e a Universidade de Salvador (Unifacs) ORIGEM Estados Unidos
PEARSON EDUCATION
Sistema de ensino de educação fundamental e ensino médio COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name, que servem a cerca de mil escolas particulares em cem municípios ORIGEM Reino Unido
GRUPO SANTILLANA
Ensino de idiomas Richmond, o Sistema Uno para ensino fundamental, médio e pré-vestibular e a empresa de avaliação educacional Avalia ORIGEM Espanha.
"Método" COC é vendido para ingleses
Por R$ 613 mi, o empresário Chaim Zaher vende sistemas de apostilas e ensino, mas mantém escolas e cursos. Não vai mudar nada no cotidiano dos alunos matriculados nas escolas, segundo o diretor, Nilson Curti
JEAN DE SOUZA - RIBEIRÃO PRETO
Nascido há 47 anos em Ribeirão, o sistema de ensino COC passará a ser controlado, no prazo de dois meses, pelo capital inglês. As escolas que deram origem ao império educacional de Chaim Zaher, porém, permanecem nas mãos do empresário.
A venda de parte do SEB (Sistema Educacional Brasileiro), que tem entre suas marcas, além do COC, Pueri Domus e Dom Bosco, para a multinacional inglesa Pearson foi anunciada ontem. Por R$ 613 milhões, os ingleses compraram os sistemas de ensino do SEB, ou seja, direito de comercializar livros, metodologias e tecnologias com marcas COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name.
A estrutura responsável por esses produtos - gráfica, distribuição e logística- e o portal Klick Net também ficam com a Pearson. As escolas, faculdades e cursos, presenciais e à distância, que levam as bandeiras COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Praetorium e Unyca continuarão sob a gestão de Chaim. Para administrar esses novos ativos será aberta a Nova SEB, empresa que nasce com 75 mil alunos.
No cotidiano dos alunos das escolas "não muda nada", afirma o diretor superintendente do SEB, Nilson Curti. "O risco é melhorar."
Segundo ele, a Nova SEB terá acesso prioritário à tecnologia que a Pearson desenvolve e aplica em 55 países.
O contrato de fornecimento de material da multinacional inglesa, inclusive apostilas COC, Dom Bosco e Pueri Domus, para a nova empresa vale por sete anos.
Na estrutura atual do SEB, a fatia dos sistemas de ensino corresponde a 65% da receita, assim como a maior parte dos lucros.
Apesar de a nova estrutura comandada por Chaim ficar com um pedaço menor dos negócios, Curti diz que o foco na administração do ensino básico, médio e à distância "faz mais sentido".
"O DNA básico dos controladores é o ensino. A partir de agora, a Nova SEB vai ter foco para desenvolver novos negócios, sai capitalizada para fazer novas aquisições, desempenhar um plano de crescimento tão agressivo quanto foi feito nos últimos três anos."
HORA CERTA
Consultor do setor de educação, Carlos Antônio Monteiro diz que Zaher saiu "na hora certa" do negócio de sistemas de ensino. "Ele segurou as joias da coroa, onde está a competência essencial dele, e agora vai retomar o crescimento desse negócio."
Segundo Monteiro, esse mercado deixou para trás o momento de aquisições de pequenas empresas por grandes conglomerados, como o SEB, que agora passaram à posição de alvos de gigantes, como a Pearson.
"O que os ingleses compraram foi a experiência que o COC tem no mercado brasileiro. Com o poder de fogo que eles têm, vão crescer em cima disso", disse.
Rafael Burquim, analista do setor de educação da Planner Corretora, diz que o negócio beneficia controladores do SEB e investidores.
Quanto ao futuro da Nova SEB, porém, ele diz ser "menos otimista", já que ela nasce sem a unidade que mais gera receitas, a de sistemas, que é também a que tinha melhores perspectivas de médio e longo prazo. 
Fonte: Folha de São Paulo 

Decreto regulamenta filantropia
Fonte: Jornal da Educação
O governo federal editou o Decreto 7.237, de 20 de julho de 2010, regulamentando o processo de certificação das entidades beneficentes de assistência social para obtenção da isenção das contribuições para a seguridade social.
O texto complementa as regras que foram estabelecidas pela Lei 12.101, de 27 de novembro de 2009.
É uma longa regulamentação com cinquenta e um artigos.
A análise dos processos das entidades educacionais está sendo feito pelo Ministério da Educação que já emitiu a Portaria 920, com critérios acessórios.

Brasil permanece um dos mais desiguais do mundo, apesar de progresso, diz ONU
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 11:37 hs. 
23/07/2010 - Apesar dos progressos sociais registrados no início da década passada, o Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo, segundo atesta um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que será divulgado nesta sexta-feira.
O índice de Gini - medição do grau de desigualdade a partir da renda per capita - para o Brasil ficou em torno de 0,56 por volta de 2006 - quanto mais próximo de um, maior a desigualdade.
Isto apesar de o país ter elevado consideravelmente o seu índice de desenvolvimento humano - de 0,71 em 1990 para 0,81 em 2007 - e ter entrado no grupo dos países com alto índice neste quesito.
O cálculo do indicador de desigualdade varia de acordo com o autor e as fontes e a base de dados utilizados, mas em geral o Brasil só fica em melhor posição do que o Haiti e a Bolívia na América Latina - o continente mais desigual do planeta, segundo o Pnud.
No mundo, a base de dados do Pnud mostra que o país é o décimo no ranking da desigualdade.
Mas os dados levam em conta apenas 126 dos 195 países membros da ONU, e em alguns casos, especialmente na África subsaariana, a comparação é prejudicada por uma defasagem de quase 20 anos de diferença.
Na seleção de países mencionada no relatório do Pnud, os piores indicadores pela medição de Gini são Bolívia, Camarões e Madagascar (0,6) e Haiti, África do Sul e Tailândia (0,59). O Equador aparece empatado com o Brasil com um indicador de 0,56.
Colômbia, Jamaica, Paraguai e Honduras se alternam na mesma faixa do Brasil segundo as diferentes medições.
Desigualdade e mobilidade
O relatório foca no problema da desigualdade na América Latina, o continente mais desigual do mundo, segundo o Pnud. Dos 15 países onde a diferença entre ricos e pobres é maior, dez são latino-americanos.
Em média, os índices Gini para a região são 18% mais altos que os da África Subsaariana, 36% mais altos que os dos países do leste asiático e 65% mais altos que os dos países ricos.
O documento traça uma relação entre a desigualdade e baixa mobilidade social, caracterizada pelo círculo de aprisionamento social definido pela situação familiar de cada indivíduo.
No Brasil e no Peru, por exemplo, o nível de renda dos pais influencia a faixa de renda dos filhos em 58% e 60%, respectivamente.
No Chile esse nível de pré-determinação é mais baixo, 52% - semelhante ao da Inglaterra (50%).
Já nos países nórdicos, assim como no Canadá, a influência da situação familiar sobre os indivíduos é de 19%.
Alemanha, França e Estados Unidos (32%, 41% e 47%, respectivamente) se incluem a meio do caminho.
No campo educacional, os níveis de educação dos pais influenciam o dos filhos em 55% no Brasil e em 53% na Argentina. No Paraguai essa correlação é de 37%, com Uruguai e Panamá registrando 41%.
A influência da educação dos pais no sucesso educacional dos filhos é pelo menos duas vezes maior na América Latina que nos EUA, onde a correlação é 21%.
"Estudos realizados em países com altos níveis de renda mostram que a mobilidade educacional e o acesso à educação superior foram os elementos mais importantes na determinação da mobilidade socioeconômica entre gerações", afirma o relatório.
Para o Pnud, a saída para resolver o problema da desigualdade na América Latina passa por melhorar o acesso das populações aos serviços básicos - inclusive o acesso à educação superior de qualidade.
O relatório diz que programas sociais como o Bolsa Família, Bolsa Escola e iniciativas semelhantes na Colômbia, Equador, Honduras, México e Nicarágua representaram "um importante esforço para melhorar a incidência do gasto social" na América Latina, sem que isso tenha significado uma deterioração fiscal das contas públicas.
"No que diz respeito à distribuição (de renda), as políticas orientadas para o combate à pobreza e à proteção da população vulnerável promoveram, na prática, uma incidência mais progressiva do gasto social, que por sua vez resultou em uma melhor distribuição da renda."
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
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Fonte: O Globo on line 

Vai uma nota de 100 dólares aí?
Fonte: Portal O Meu Futuro
Todo profissional espera ser reconhecido pelos resultados que alcança. Cabe ao líder incentivar o profissional a alcançar e a superar suas metas.
Recentemente, uma entrevista na revista Exame me chamou a atenção. Fiquei horrorizado com a maneira que o americano David Novak, presidente da rede Yum!, dona da Pizza Hut, usa para incentivar e motivar seus empregados. Chamado pela publicação de Silvio Santos do fast food, anda com o bolso cheio de dinheiro e a cada oportunidade dá uma nota de 100 dólares para premiar seu funcionário.
Isso, na verdade, é corrupção. É levar o funcionário humilde à situação de pedinte, que faz tudo para ganhar um trocadinho. Afinal, estamos diante de empregados, funcionários e colaboradores ou de feras domesticadas que se apresentam no circo, que se fizeram corretamente o que o domador ensinou, ganha um amendoim?
Não é isso que motiva um funcionário e sim o respeito, o reconhecimento ao seu trabalho, ao seu desempenho. O famoso agrado está lá no finalzinho da lista. Não seja um empregador que mais se parece com um domador de feras e, sim, um motivador.
Uma pesquisa feita pela Cia de Talentos no Brasil, na Argentina e no México revela que os principais motivos de escolha da empresa dos sonhos pela geração Y são: bom ambiente de trabalho, desenvolvimento e crescimento profissional. O fator remuneração só foi citado por apenas 5% dos 35 mil jovens entrevistados, com idade média de 24 anos.
Ou seja, mais do que um ótimo salário, as pessoas querem ser relevantes, reconhecidas. Salário é um prêmio ao seu esforço e dedicação, aos resultados alcançados. Para isso, o líder precisa entender que o caminho não é “comprar” o funcionário com migalhas. Que exemplo Novak pensa dar ao distribuir gorjetas entre os empregados, frangos de borracha, dentaduras de plástico e outras aberrações como essas de brinde?
A matéria da revista diz que o executivo tem uma obsessão por reconhecer o desempenho dos melhores funcionários. Será mesmo? Não consigo imaginar que o uso de métodos nada convencionais como esses sejam realmente eficazes. Todo mundo quer ganhar dinheiro, mas não é a principal meta. Quem dirá, então, trocados como recompensa ao seu bom trabalho.
Não é à toa que passada a crise, as pessoas estão ávidas por trocar de emprego. Um estudo do Hay Group, realizado com 120 mil pessoas, aponta que 59% dos profissionais buscam uma nova colocação. Esse cenário não é só resultado de salários congelados, mas também de promoções adiadas para evitar demissões durante a crise.
Se antes os funcionários eram gratos por terem seus empregos mantidos, diante do reaquecimento do mercado começam a mostrar o quanto tiveram de sucumbir. Prova disso é que repensam suas perspectivas de carreira, o que pode ser muito ruim para organizações que não conseguiram tomar as medidas necessárias para implementar programas eficazes de engajamento durante os tempos difíceis.
Agora, sejam sinceros: seu talento merece ser recompensado com notas de míseros 100 dólares??
Fonte: Administradores

Inadimplentes negociam na hora de fazer rematrícula na universidade
Fonte: Portal Globo - Jornal Nacional
Uma pesquisa do Sindicato das Instituições de Ensino Superior de São Paulo mostrou que o índice de atraso nas mensalidades no estado está entre os mais altos dos últimos dez anos. Nessa época de renovação das matrículas, a solução é negociar.
Um exercício de matemática nas férias: fazer a dívida com a faculdade caber no bolso. Juliana de Mari não conseguiu pagar nenhuma mensalidade no semestre passado.
“Não tenho uma renda fixa, então, por esse motivo, eu tive alguns problemas financeiros”, contou.
Nas faculdades e universidades particulares paulistas, quase 24% das mensalidades não foram pagas em dia no ano passado, segundo o sindicato do setor. É um dos índices mais altos dos últimos dez anos.
A lei estabelece que o aluno com mensalidades em atraso tem direito de entrar na faculdade, assistir às aulas, fazer provas, até o fim do semestre ou ano letivo. Ele pode ser cobrado, mas não constrangido. Por exemplo: receber uma cobrança pelo correio, tudo bem. Agora, ser chamado na frente dos outros alunos, aí não.
Só na hora de renovar a matrícula, a instituição pode recusar o aluno. “Estamos reivindicando há muito tempo que reduza essa possibilidade de inadimplência para, no máximo, 60 dias. Para forçar o aluno a procurar a instituição e fazer o acerto dessas prestações”, declarou o presidente do Sindicato do Instituto de Ensino Superior – SP, Hermes Ferreira Figueiredo.
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) rebate: “Além de ser aluno da faculdade, ele é consumidor de serviço público essencial, porque a educação é direito garantido pela Constituição. Por isso, o aluno tem esse tratamento especial”, explicou a advogada do Instituto de Defesa do Consumidor, Mariana Ferreira Alves.
A solução, para os dois lados, é negociar. A multa não pode passar de 2%. Os juros, de 1% ao mês. A correção monetária tem que seguir o que estiver no contrato.
Luciana Chaves recebeu proposta para pagar a divida em seis vezes, mas negociou e conseguiu parcelar em nove. “Foi bom para mim e acredito que foi melhor para eles também porque eu continuei no segundo semestre e vou terrminar, se Deus quiser”.
Para maiores informações visite o site: http://blog.covac.com.br/

Democracia e ensino
Fonte: Jornal A Notícia, 23/07/2010
A constatação de que, de cada cinco pessoas aptas a votar neste ano, uma é analfabeta ou nunca frequentou a escola é preocupante demais para uma democracia que se inclui entre as maiores do mundo. Evidentemente, a condição de analfabeto não invalida a cidadania, nem deve ser excludente para que um eleitor escolha livremente seus representantes. Mas, num mundo de mensagens gráficas, em que a comunicação escrita se tornou imprescindível, quem não sabe ler e escrever leva desvantagem até mesmo para fazer uma boa escolha. O dever de políticos atualmente em busca de votos é encontrar a linguagem certa para fazer com que os eleitores nessa situação possam se mostrar seguros na hora de decidir seu voto. Uma vez eleitos, é preciso que venham a encontrar formas eficientes de atenuar o problema, facilitando a educação.
O País, que vem conseguindo reduzir gradativamente seus elevados níveis de analfabetismo, precisa se mostrar capaz de atender ao contingente da população adulta que ainda não domina ferramentas essenciais no cotidiano, como é o caso da leitura e da escrita. Do alcance desse objetivo vão depender em muito a consolidação da democracia e a continuidade do desenvolvimento econômico. É importante que os políticos lembrem disso não apenas na hora de pedir voto, mas especialmente depois de eleitos, pois é quando têm mais condições de enfrentar o problema.

Sobram vagas para área de engenharia
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 22/07/2010 às 10:50 hs. 
Com o Produto Interno Bruto (PIB) do País crescendo a uma taxa de 6,9%, procura por engenheiros está cada vez maior em todas as áreas e as escolas já não conseguem suprir a elevada demanda
Leonardo Spinelli
lspinelli@jc.com.br
Construção pesada, produção industrial, sistemas de informação, pesquisa e desenvolvimento. Num país cuja taxa estimada de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) está em 6,9%, a demanda por profissionais de engenharia só aumenta. O que dizer então de um Estado como Pernambuco, cujos percentuais de crescimento estão acima média nacional? A oferta de trabalho para engenheiros de todas as áreas nunca foi tão farta e quem sai da faculdade só não vai direto para uma vaga de emprego se não quiser, ou melhor, se preferir seguir nos estudos.
O período anterior, de baixo crescimento, no entanto, forçou muitos desses profissionais a procurarem outras atividades, incluindo concursos públicos. Este fenômeno reverbera até hoje e faz com que muitas indústrias tenham dificuldades de contratar engenheiros com experiência. Está sobrando vaga para a área de engenharia.
“O grande indicador são as escolas de formação. Os alunos estão com emprego garantido na fase final de curso. Nossas escolas já não atendem à demanda, o que termina com a importação de mão de obra. Há o boom na área de construção e grandes obras de infraestrutura”, comenta o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-PE), José Mário Cavalcanti, salientando que as três faculdades tradicionais jogam no mercado estadual cerca de 200 novos profissionais por semestre.
O diretor do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Edmilson Lima, reitera o argumento do bom momento. “É geral, tanto local como nacionalmente. Eu digo isso baseado na grande quantidade de alunos que procuram antecipar a colação de grau porque já estão com emprego. O fenômeno começou há dois anos. Na UFPE, o resultado disso é que houve redução na procura de pós-graduação stricto senso (mestrado e doutorado). Hoje os alunos preferem ir logo para o mercado.”
Em algumas áreas em que a economia de Pernambuco se destaca há escassez de cérebros. É o caso da tecnologia da informação. Há vagas no Porto Digital, mas muitas delas são desperdiçadas porque não há um profissional qualificado para determinada função. O Cesar é uma das instituições que sempre tem oportunidades disponíveis para engenheiros na área de TI. Entre as tecnologias e linguagens mais requeridas pelo Cesar, o mais difícil de encontrar são profissionais com conhecimentos em C++, C e .Net.
A nova era do Estado também traz dificuldades para se conseguir profissionais na área de montagem industrial. “Trazemos profissionais de Estados como São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul porque Pernambuco não tem tradição em montagem industrial. Dos cerca de 100 engenheiros que trabalham conosco, 10 são pernambucanos”, comentou o gerente administrativo da Odebrecht, Bernardo Pedral. A empresa é a responsável pela construção das plantas de PET, POY e PTA da Petroquímica Suape.
O resultado deste bom momento se reflete nos salários. “Antes as empresas queriam pagar abaixo do mínimo da categoria (oito salários mínimos). Hoje quem não paga, não consegue profissional”, diz o professor Edmilson Lima. Para se ter uma ideia, um engenheiro em Suape começa com salário de R$ 5 mil, enquanto a média fica na casa de R$ 10 mil. Um profissional experiente pode ter rendimentos acima de R$ 20 mil. 
Fonte: Jornal do Commercio 

'Falta muito, mas já melhorou'
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Globo, 23/07/2010 - Rio de Janeiro RJ
Catarina Alencastro
BRASÍLIA - Em entrevista à jornalista Catarina Alencastro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que o Brasil percorreu menos da metade do caminho rumo a uma educação de qualidade. Segundo ele, será difícil alcançar a meta prevista para 2021, pois ainda falta fazer o dobro do esforço feito até agora.
Por que o Brasil demorará tanto tempo para alcançar os países da OCDE?
FERNANDO HADDAD: Porque esses países priorizaram a educação lá atrás. O Brasil começou a priorizar a educação agora. Em 1994, não faz tanto tempo assim, o Brasil aprovou emenda constitucional retirando recursos da educação. Dez anos (de prazo para alcançar a meta), você acha muito? São mais dois governos. Há estados que são governados pela mesma força política há 20 anos e estão exatamente na mesma situação de 20 anos atrás.
Dois governos é tempo razoável para mudarmos a situação da educação?
HADDAD: Para atingir o patamar de excelência dos Estados Unidos, da Itália, da Espanha, considero uma meta ousada. A Irlanda levou 40 anos para atingir o patamar.
É possível antecipar o cumprimento da meta?
HADDAD: Na verdade, se mantivermos o ritmo atual, essas metas serão antecipadas. Mas duvido que isso seja possível.
Por quê?
HADDAD: O ritmo está bem forte. O Ideb subiu um ponto em quatro anos. Subir um ponto significa que os alunos do 5 ano do ensino fundamental em 2009 têm a proficiência que alunos do 7 ano tinham em 2005. É como se o brasileiro tivesse saltado dois anos em escolaridade.
Com a nota 4,6 nós ainda estamos reprovados?
HADDAD: Quando você fala de uma escala de 0 a 10, você passa a falsa impressão de que faltam 5,4 pontos para a gente ter uma educação de qualidade. Na verdade nós aumentamos 0,8 e falta 1,4. Então, nós cobrimos quase 40% do percurso em quatro anos.
Mas ainda não chegamos a ter uma educação de qualidade, concorda?
HADDAD: Falta cobrir 60% do percurso. Isso significa que nós vamos estar numa situação de países que têm duas ou três vezes a renda >ita<per capita do brasileiro.
É difícil reconhecer que o Brasil ainda não tem um ensino de alto nível?
HADDAD: Não é isso. Se a qualidade estivesse caindo, o sinal que você tinha que dar para o sistema era de alerta. Nós, felizmente, tivemos uma inflexão dessa curva, que era decrescente. Desde 2005 é crescente. Então o sinal que você tem que passar é que temos um caminho pela frente. Mas temos que sinalizar que estamos na direção certa. Se eu não passar essa mensagem, à frente do cargo em que estou, posso sugerir para os 200 mil diretores e 2 milhões de professores que estamos vivendo a mesma situação de dez anos atrás. E não estamos. Na verdade, nós começamos a vencer a batalha. Falta muito ainda, mas a tendência é positiva.

SC tem maior índice do país
Fonte: Diário Catarinense, 23/07/2010
Estado lidera ranking nacional de trabalhadores carteira assinada, aponta pesquisa do Sine-SC
De cada cem catarinenses, 26 possuem carteira assinada. O índice é o maior do país e está bem acima da média nacional, de 16,6%.
A pesquisa foi divulgada ontem pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine-SC) e considera os dados do ano passado, quando existiam 1.589.317 empregos formais com carteira assinada no Estado – profissionais concursados não contam – para 6.118.743 habitantes.
O estudo considera a população total residente, independentemente da faixa etária. O técnico do Sine em SC, Osnildo Vieira Filho, responsável pelo levantamento, aponta a economia diversificada do Estado e a boa distribuição geográfica da população como alguns dos fatores que favorecem o Estado. O Vale do Itajaí lidera o ranking regional (veja ao lado).
A evolução do emprego formal nos últimos anos, associada ao baixo crescimento populacional, também contribuiu. Em 10 anos, a população de SC aumentou 20%, média de 1,8% ao ano, enquanto que o contingente de vagas com carteira assinada avançou 85,%, ou 6,4% por ano.
Em 1999, com uma taxa de 16,8 empregos formais para cem habitantes, SC ocupava o terceiro lugar no ranking nacional, atrás do Distrito Federal e de São Paulo. Passou primeiro os paulistas e depois os brasilienses.
Desde 2004, quando o indicador catarinense era de 20,8%, o Estado assumiu a liderança e, no ano passado, chegou ao recorde de 26%. No país, a média nacional passou de 11,8%, em 1999, para 16,6%, em 2009.
alexandre.lenzi@diario.com.br
ALEXANDRE LENZI

Emprego de bolsista da Capes terá que ser na área em que ele estuda, diz presidente do órgão
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 22/07/2010
Da Redação em São Paulo 
O bolsista da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) que decidir exercer uma atividade remunerada enquanto recebe o benefício terá que fazê-lo em uma área que “seja compatível” com o que estuda. A afirmação é do presidente da instituição, Jorge Almeida Guimarães. Na semana passada, o órgão liberou a obtenção de um vínculo empregatício mesmo que o estudante receba a bolsa. “Por exemplo, se uma pessoa está fazendo um mestrado ou doutorado em licenciatura em ciências, ou filosofia, ou língua portuguesa, ou em matemática, a sua   vinculação profissional [deve ser] relativa à área de estudo. Esta é uma exigência da portaria", afirmou Guimarães, em entrevista ao site da Capes. De acordo com o presidente do órgão, a ideia, com a medida, era reforçar as áreas de tecnologia, saúde e educação básica. Quem deve autorizar o exercício profissional do aluno é o orientador.
“Não está previsto que a instituição ou o próprio curso como um todo diga que isso não vai ocorrer, mas entendo que muitos coordenadores de cursos podem vir a questionar essa decisão.   Todavia as instituições têm autonomia para decidir em contrário. A Capes não vai interferir se houver uma decisão desse tipo”, disse. Guimarães afirmou que quem já abriu mão da bolsa por ter vínculo empregatício não poderá reivindicá-la novamente. “Este caso cairia naquela regra de que todos poderão ter bolsa e não há essa perspectiva no sistema. Mas se o curso tiver quota de bolsa não utilizada, poderá concedê-la nesse caso.” Pela portaria publicada no último dia 16, caso fique comprovado algum desrespeito à nova norma, o aluno pode ter que devolver o dinheiro da bolsa à Capes. 

Plínio diz que Banco Mundial é contra universidades qualificadas em países emergentes
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 21/07/2010 - Brasília DF
Agência Brasil
O candidato do P-SOL à Presidência da República, Plínio Sampaio, disse na terça-feira (20/7), após uma rápida passagem pela Universidade de Brasília (UnB), que os estudantes brasileiros estão sendo vítimas de uma conspiração patrocinada pelo Banco Mundial, que visa a “transformar as universidades brasileiras em universidades meia-boca, que vão formar profissionais não totalmente capacitados para exercer profissões mais sofisticadas da era da informação”. O objetivo dessa “conspiração”,   segundo Plínio, é baixar o preço do trabalho intelectual, “que é o novo trabalho produtivo”. Ele disse que a economia mundial não vai se basear mais no operário de fábrica, e sim no universitário. Por isso, “vão expandir as universidades e baixar o nível delas nos países emergentes [como a Rússia, Índia, China, África do Sul e o Brasil]”. Segundo Plínio, esses países vão receber dinheiro do Banco Mundial para expandir suas universidades, mas em compensação vão ter um ensino de baixa
qualidade, pois “o grande ensino continuará sendo dado em Harvard, Cornell [universidades norte-americanas], na Sorbonne [França] e outras grandes universidades que contratarão profissionais desses países para fazer os seus trabalhos. E como tem bastante, o preço [salário] dos profissionais desses países emergentes vai ficar baixo”. Ainda de acordo com o candidato do P-SOL, “atrás disso vem expansão do ensino universitário e toda esta retórica, que fundamenta, inclusive, o ProUni”.
 
Fundações deixam de ser 'caixa' de universidades e buscam setor privado
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 22/07/2010 - São Paulo SP
Novas regras, sancionadas nesta semana, evitarão que as fundações cometam abusos financeiros, avalia a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci. Para a Andifes, oficialização do repasse de recursos beneficiará pesquisas
Lígia Formenti / Brasília 
As novas regras para o funcionamento das fundações de pesquisa deverão não apenas blindar as instituições contra abusos, mas garantir que seu principal papel seja executado: o de fazer a ponte com o mercado empresarial. A avaliação da secretária de Educação Superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci, é que esse processo ocorra a médio prazo, mas de forma consistente. "As universidades vão se familiarizar com as facilidades concedidas pelos decretos e, pouco a pouco, a fundação terá outra finalidade", comentou. Nesta semana, o governo lançou um pacote de medidas dando mais liberdade às universidades federais para gerir seus recursos e seu pessoal e, ao mesmo tempo, restringindo as atribuições das fundações de pesquisa. Nos últimos anos, sob a justificativa de falta de autonomia, universidades tornaram rotineira a transferência de recursos para fundações, espécie de banco informal que permitia resgate fácil dos recursos.
Criadas para dar agilidade às instituições de ensino, as fundações de apoio se tornaram, nos últimos anos, palco de irregularidades. O exemplo mais ruidoso foi o desvio de recursos de ensino da fundação da Universidade de Brasília (UnB) para equipar o apartamento do então reitor, Timothy Mulholland. Diante das suspeitas de irregularidades, o Tribunal de Contas da União (TCU) auditou 464 contratos e identificou incorreções. Recomendou, então, o veto de repasses federais diretamente para as fundações. O prazo fixado era  até 31 de dezembro. Com o tempo correndo, além da edição da Medida Provisória, a comunidade científica se mobilizou e preparou um anteprojeto de MP sobre o assunto, apresentado ao presidente Lula em maio. Embora considerada essencial para reduzir as irregularidades, a exigência do TCU tirou o sono da comunidade científica, que temia atraso no repasse de recursos para novos financiamentos. "Havia o receio de que pesquisas ficassem engessadas, caso a transferência fosse considerada ilegal", disse o secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Gustavo Balduino.
Projetos. Balduino destaca a importância do repasse. Como exemplo, cita projetos de pesquisa plurianuais. "Muitas vezes, uma fundação de amparo à pesquisa aprova o projeto ou libera recursos no fim do ano. Como fazer, então, diante do limite do uso de recursos apenas durante o ano fiscal?" A saída usada era transferir a verba para a fundação, para que fosse usada de acordo com necessidade, em anos posteriores. "Se o artifício não existisse, teríamos de devolver verba para o Tesouro." Maria Paula, do MEC, diz que essa transferência não será mais necessária e observa que a MP tem de ser avaliada no conjunto de providências adotadas: três decretos que ampliam a autonomia financeira e administrativa das instituições. A partir deles, as universidades poderão transferir o uso de recursos de um ano   orçamentário para outro e fazer aplicação de verbas inicialmente destinadas de uma área para outra. "Além de maior independência, esses recursos induzem instituições a usarem recursos da melhor forma possível, a fazer economia", avalia Maria Paula. Além de tornar legítima a transferência, a MP dá mais transparência às fundações. Agora, elas são obrigadas a publicar na internet relatórios semestrais de execução dos contratos. Limites também foram impostos. O dinheiro só pode ser usado para projetos de pesquisa ou de infraestrutura de laboratórios. Não pode ser utilizado para atividades como manutenção ou conservação de prédios, vigilância, serviços administrativos ou para contratação de pessoal.
MUDANÇAS: Atribuições - Apoiar projetos de ensino e pesquisa; auxiliar a administração dos recursos, mas somente aqueles destinados à execução dos projetos aprovados; financiar projetos de infraestrutura e aquisição de material desde que obedeçam diretrizes do plano de desenvolvimento da instituição; conceder bolsas de ensino, pesquisa e extensão. Proibições - Arcar com atividades de infraestrutura, conservação, limpeza, vigilância, telefonia ou outras tarefas que não estejam definidas no PDI; contratar pessoal administrativo, de manutenção ou professores que prestem serviços em caráter permanente para as universidades. Transparência - Fundações são obrigadas a divulgar na íntegra os contratos e os relatórios de execução. 

Faculdade pode recusar rematrícula de aluno inadimplente, diz Idec 
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Economia, 22/07/2010
SÃO PAULO – Universitários que possuem dívidas com a faculdade devem ficar de olhos bem abertos no momento da rematrícula, que, para os cursos semestrais, acontece em julho. Isso porque, de acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), as instituições de ensino podem recusar o aluno inadimplente, o que está previsto na Lei 9.870/99. Para evitar a interrupção do curso, porém, o Idec orienta o aluno a tentar renegociar as mensalidades em atraso. A instituição não é obrigada a aceitar o acordo, mas é provável que  concorde, uma vez que tem interesse em receber os atrasados.
“O novo contrato não pode trazer disposições diferentes e menos favoráveis ao estudante do que o pactuado originalmente”, disse a advogada do Idec, Mariana Alves. Sobre o valor devido, podem ser cobrados juros, multa de mora e correção monetária, mas com limites. A multa de mora, por exemplo, não pode ultrapassar 2% ao mês, assim como a cobrança de juros, caso esteja previsto do contrato. Se o assunto não   constar no contrato, os juros não podem ultrapassar 1% ao mês.
Abusos - Caso a universidade se negue a fazer a rematrícula do aluno, ele tem a alternativa de mudar de instituição, para continuar o curso. Neste caso, o Idec esclarece que a instituição não pode reter documentos que impeçam que o aluno mude para outra faculdade. Outro abuso da faculdade seria o de não aceitar a inscrição de um estudante cujo nome está no SPC ou Serasa, listas de inadimplentes. 

Enem deve servir para escolas repensarem métodos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 22/07/2010
Avaliação tem de funcionar como canal para aprimoramento. Ensino não pode ser reduzido a uma lista classificatória
Ana Cássia Maturano especial para o G1, em São Paulo 
As coisas são sempre avaliadas em educação. Os estudantes que o digam. Fazem prova disso e avaliação daquilo. São perseguidos pelos fantasmas das notas, cobranças dos pais e classificações escolares. E para que serve tudo isso? Essa é uma questão que parece se perder. Quando uma escola avalia seus alunos, seu principal objetivo deve ser o de apurar seu próprio trabalho. Dependendo de como for o desempenho dos estudantes, ela deve ou não prosseguir em sua maneira de propiciar o conhecimento e desenvolvimento cognitivo de seus alunos.
No geral, o que se percebe não é bem isso. As avaliações acabam sendo um fim em si mesmo e não um meio de crescimento. Assim, os alunos com notas altas são bons e com eles está tudo bem. Do contrário, têm um problema que deverão correr atrás. Não atingiram os objetivos propostos, não aprenderam, não se apropriaram do conhecimento que a escola detém. E o verdadeiro fim de uma escola,  ajudar seus alunos a crescer, fica esquecido. Os métodos de avaliação, por sua vez, são só um modo de verificação de como as coisas andam no processo ensino aprendizagem, não são absolutos.
Tanto é assim que, observando a classificação das escolas de acordo com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nota-se alguns disparates. Por exemplo, com a diferença de apenas um ano o primeiro lugar do Enem 2009 ocupava a décima posição no ano anterior. Isso não é nada se considerarmos um colégio do interior de São Paulo: saltou da 336ª posição para a quarta considerando o mesmo período. Ou essas escolas têm se aproveitado do Enem para reverem seus trabalhos, o que num tempo tão pequeno dificilmente surtiria um efeito tão grande; ou essa avaliação precisa ser revista, não sendo muito confiável.
Sem status - Essa e outras avaliações das instituições de ensino, assim como as dos   alunos não devem servir apenas para garantir um status para quem é avaliado. Ano passado, algumas escolas tiveram problemas por não terem garantido um bom lugar na classificação do Enem. Foram questionadas pela sua clientela. Ela está no seu direito. Mas perpetuam aquilo que as instituições fazem com seus filhos – colocam todo o peso de um trabalho em um exame. Assim, ele é apenas usado para dizer se a escola é boa (como com os alunos), deixando de lado o que seria sua principal função: a de propiciar uma reflexão de seu trabalho e mudanças efetivas se necessário. No fim, os colégios acabam sendo vítimas de sua própria maneira de agir. Que as avaliações são necessárias, não há dúvida. No entanto, elas devem ser um meio de aprimoramento e crescimento. Ensinar e aprender é algo bastante dinâmico, não dá para reduzir a uma lista classificatória. É preciso mudar o modo de ver as coisas. Que a experiência das escolas com esse exame sirva para que elas repensem suas práticas. 

Novas tecnologias serão usadas para reconstrução de escolas
Fonte: www.nota10.com.br, 23 de Julho de 2010
Pré-moldados de madeira, painéis cimentícios, de gesso e de alumínio são algumas das novas tecnologias de construção propostas para a reconstrução das escolas alagoanas atingidas pelas enchentes, durante a audiência pública que discutiu o assunto. O encontro foi realizado ontem (22), no Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió.
Cerca de 100 pessoas, entre empresários da construção civil, engenheiros, técnicos e secretários municipais de educação participaram da audiência. No encontro, o arquiteto Tiago Radunz, coordenador-geral de infraestrutura educacional do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), expôs os seis projetos arquitetônicos de escolas que serão financiadas pelo governo federal. Os projetos abrangem unidades de uma até 12 salas, com capacidade para acolher até 432 alunos por turno.
Diversas questões foram levantadas pelos participantes durante a audiência. Entre elas, se os terrenos para as novas escolas já disporão de água, energia e esgoto; se a urbanização dos arredores dos colégios faz parte do conjunto do trabalho; e qual a tributação a ser aplicada na construção.
Ao encerrar o encontro, o diretor de administração e tecnologia do FNDE, José Carlos Freitas, garantiu que todas as questões levantadas serão analisadas, para se buscar uma solução que permita agilidade e transparência na reconstrução das unidades de ensino. “As sugestões apresentadas enriqueceram o processo”, afirmou.