
26/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Conselho Nacional de Educação libera súmula parcial de sua reunião de maio
Para compilar as leis
Brasil é 3º mais desigual na América Latina
MEC instaura processo para proibir Unicid de oferecer cursos a distância
A melhor notícia da sucessão presidencial
Complexibilidade de relacionamento com o MEC cria instabilidade em instituições de ensino superior
Chapecó - Salário 20% maior que o de professor
Harvard vai limitar relações entre médicos e laboratórios
Índia apresenta tablete semelhante ao Ipad por US$ 35
Esqueceram de “mim”?
Novas frentes de atuação provocam melhores resultados para mantenedoras
Brasil terá R$ 856 milhões destinados ao financiamento de pesquisas
Mais de 70% de escolas urbanas tem internet de alta velocidade
Aparelho semelhante ao iPad estará a disposição de estudantes indianos em 2011
R$ 650 milhões para distribuir laptops
A carreira de contabilista, por José Maria C. Alcazar*
Faltam 200 contadores em Joinville
Brasil tenta atrair mais estrangeiros para universidades
Ensino
Os resultados do Ideb e do Enem
As propostas para o ensino médio
Sinte vê falhas, governo diz que melhorou
Educação em Santa Catarina
Financiar de forma responsável
Juizados Especiais dos aeroportos começam a funcionar nesta sexta-feira
Bancos apostam em crédito educativo
Ciência e Tecnologia vai destinar R$ 865 milhões ao financiamento de pesquisas
A difícil nota 6 da educação brasileira
Evasão nas faculdades, existe solução?
Professor poderá acumular aulas e bolsas da CAPES e CNPq
A crise econômica e o resgate do ensino
Conselho Nacional de Educação libera súmula parcial de sua reunião de maio
Fonte: Jornal da Educação
Com grande atraso, o CNE finalmente liberou a súmula dos seus
pareceres da reunião ocorrida nos dias 4, 5, 6 e 7 de maio.
Foram poucas as decisões: apenas um parecer do Conselho Pleno,
três da Câmara de Educação Básica e
vinte e nove da Câmara de Educação Superior.
Vê-se que nem todos os pareceres foram incluídos na
Súmula. Três deles tinham sido divulgados anteriormente
(os 102, 105 e 107). Estão ocultos ainda os pareceres 94, 95 e
114.
O procedimento do órgão dificulta um acompanhamento das decisões que devem ser públicas.
Não se tem conhecimento dos pareceres das sessões de
junho e de julho e não há previsão para que eles
sejam conhecidos.
(IPAE 137- 07/10)
Para compilar as leis
Fonte: Diário Catarinense, p.10, 25/07/2010
Um projeto inédito, que deve durar 30 meses, está em fase
final de elaboração na Assembleia Legislativa. É a
consolidação das leis catarinenses.
A proposta é compactar a legislação até o
final de 2012 e editá-la. O presidente Gelson Merísio
(DEM), que ultima os detalhes para a divulgação do
projeto, defende a consolidação por racionalizar a
visão geral de toda a legislação no Estado.
– Temos que triar as leis derrocadas, revogadas e repetidas – salienta um entusiasmado Merísio.
O trabalho deverá ser desenvolvido por 10 professores doutores,
a partir de um convênio com a Universidade Federal de Santa
Catarina. Unificar a legislação exigirá
técnica e muita paciência. O custo não foi
revelado. O lançamento ocorre em breve.
Merísio lembra que, dia desses, um estagiário da casa
alertou sobre a análise de um artigo de uma lei, que havia sido
extinta pela Justiça em uma Ação Direta de
Inconstitucionalidade.
– Estávamos prestes a emendar uma norma, o
parágrafo de uma lei inexistente – disse Merísio,
sem precisar a matéria em questão, mas alertando sobre a
atual fragilidade do trabalho de pesquisa no Legislativo.
O presidente da Assembleia explica que a consolidação tem
caráter inédito no Brasil. Algo semelhante está em
curso em São Paulo. A ideia geral é facilitar a consulta
das leis que, de fato, vigoram em Santa Catarina.
Brasil é 3º mais desigual na América Latina
Fonte: Diário Catarinense, p. 12, 25/07/2010
O Brasil tem o terceiro pior índice de desigualdade em toda a
América Latina e o Caribe, segundo dados divulgados pelo
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O país está abaixo apenas da Bolívia e do Haiti. O
índice que mede o grau de desigualdade ficou em 0,56 no Brasil,
enquanto o Haiti registrou 0,59 e a Bolívia, 0,6.
MEC instaura processo para proibir Unicid de oferecer cursos a distância
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 10:56 hs em 26/07/2010
A Secretaria de Educação a Distância, do
Ministério da Educação, instaurou processo
administrativo para aplicação de penalidades na
Universidade Cidade de São Paulo (Unicid), segundo portaria
publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira
(26).
Segundo a portaria, a penalidade aplicada será o
descredenciamento da universidade para oferta de cursos superiores na
modalidade a distância. O motivo, de acordo com a secretaria,
são deficiências na oferta de cursos superiores a
distância.
A universidade não cumpriu termo de saneamento de
deficiências, publicado no Diário Oficial de 2 de junho de
2009, “especialmente no que tange à transferência de
gestão acadêmica pedagógica aos parceiros”,
de acordo com a secretaria.
A portaria afirma que a universidade terá 15 dias para
apresentar defesa após receber notificação. O G1
procurou a assessoria de imprensa da universidade e aguarda resposta.
Fonte: G1 - Portal Globo
A melhor notícia da sucessão presidencial
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 25/07/2010 - São Paulo SP
Em começo de campanha, promessas dos candidatos mostram que sabem para onde vento está soprando
Gilberto Dimenstein
Há persistentes rumores de que determinadas escolas
particulares, espalhadas pelo Brasil, estariam fazendo uma
seleção de seus melhores alunos para prestar as provas do
Enem, influenciando no resultado. As suspeitas sobre o truque fazem
sentido do ponto de vista comercial. A boa pontuação
aparece na imprensa como sinônimo de porta de entrada para as
melhores faculdades e, depois, para os mais cobiçados empregos.
Isso se traduz em valor da mensalidade. Há casais que fazem
reserva de matrícula antes mesmo de terem filhos. Há pais
que preparam as crianças para os futuros -e estressantes-
vestibulinhos. O grupo Objetivo, por exemplo, viu-se obrigado a
explicar, na semana passada, quando foi divulgada a lista do Enem, que
não tinha como meta brilhar no "ranking" ao criar uma escola
destinada aos seus melhores alunos, que lhes oferece prêmios de
acordo com o desempenho em simulados. Se tivesse garantido a tempo o
registro, fazendo valerem as notas, a "nova escola" estaria entre as
cinco melhores instituições de ensino do Brasil.
Há, nesse debate, um desconhecimento sobre como aferir a
qualidade de uma escola. Mas há também a melhor
notícia da sucessão presidencial e aí basta
analisar as principais promessas dos candidatos.
O desconhecimento é baseado no fato de que boa parte (fala-se em
até 70%) do desempenho de um estudante é resultado de
fatores externos à sala de aula. Deve-se em geral
às suas habilidades naturais -a inteligência, a disciplina
e a força de vontade, por exemplo- combinadas com o "background"
familiar. Daí se pode avaliar como o "ranking" é
impreciso. As melhores instituições têm mais
recursos e tendem a atrair as famílias que têm mais
dinheiro e são mais atentas à educação dos
filhos. Resta saber se tudo isso vai gerar os melhores profissionais,
já que o mercado de trabalho tem suas regras próprias de
seleção. Algumas escolas de elite criaram um
índice, com a ajuda do Datafolha, para saber se seus ex-alunos
estão empregados e quanto ganham muito tempo depois de formados.
Independentemente da imprecisão, os indicadores criaram
transparência e uma saudável competição,
levando as instituições particulares a investir em
qualidade, o que envolve cifras bilionárias. Depois da compra do
Anglo pela Abril, a Pearson, dona do "Financial Times", arrematou, na
semana passada, por R$ 900 milhões, o grupo COC. A
competição começa a aparecer no setor
público -não só entre governos mas também
entre escolas. A melhor notícia da sucessão presidencial
até agora é que, neste início de campanha, as
principais promessas dos candidatos presidenciais estão ligadas
ao ensino. É um óbvio sinal de que eles sabem para onde
está soprando o vento. Na semana passada, o TSE (Tribunal
Superior Eleitoral) divulgou que as mulheres são a maioria do
eleitorado. E as pesquisas informam que elas dão mais
atenção à educação do
que os homens, fenômeno especialmente visível na
classe C, em que elas vêm ocupando mais posições
como chefe de família e abocanhando melhores empregos.
São vários os trabalhos que mostram que, ao entrar no
ensino médio, a mulher postergou a gravidez.
Na semana passada, o IBGE informou que o índice de desemprego
está em 7%. Seria bem maior se os jovens não estivessem
retardando a entrada no mercado de trabalho para ficar mais tempo na
sala de aula. Estima-se que, sem isso, o indicador já estivesse
acima de 10%. É uma tendência que se acentuará com
a aprovação da obrigatoriedade de ir à escola
até os 17 anos de idade. São sinais inequívocos de
que estamos deixando para trás, embora lentamente, o pior dos
dados divulgados na semana passada pelo TSE: 1 em cada 5 brasileiros
(27 milhões) não foi à escola ou é
analfabeto. Computando os analfabetos funcionais, gente que não
entende um texto com um mínimo de complexidade,
chegaríamos, pelo menos, à metade do eleitorado. De
acordo com o TSE, o país ainda tem mais eleitores analfabetos do
que formados numa faculdade. PS- Vale a pena ler o documento elaborado
pelo Movimento Nossa São Paulo, divulgado na semana passada, em
que são relatadas experiências bem-sucedidas de melhoria
da qualidade de vida a partir das cidades. Verdadeiro manual de
soluções inovadoras, dedica um capítulo às
escolas.
Complexibilidade de relacionamento com o MEC cria instabilidade em instituições de ensino superior
Fonte: Jornal da Educação
Apesar do esforço de alguns setores do MEC há uma grande
complexidade no processo de relacionamento das
instituições de ensino superior com as diversas
Secretarias e órgãos da estrutura do Ministério,
como é o caso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira.
O sistema de atendimento pessoal é cada vez mais difícil
e quando ocorre é feito por servidores que não têm
o poder de decisão.
A necessidade de agendamentos onera em muito as mantenedoras uma vez
que geralmente não é possível a coincidência
de datas. Isso obriga o retorno à Brasília de dirigentes
por várias vezes.
É necessário que exista uma mudança nesse quadro
eis que os setor público é custeado pela sociedade que
paga tributos para ter o atendimento.
(IPAE 138- 07/10)
Chapecó - Salário 20% maior que o de professor
Fonte: Diário Catarinense, p. 24, 25/07/2010
Cansado do baixo salário, o professor de Educação
Física Milton Muniz desistiu da vida docente. Para ele, o setor
de construção civil foi uma oportunidade de ampliar a
renda.
– É um segmento que está em forte expansão – justifica.
Milton fez um curso gratuito de carpintaria no Senai e, há quase
dois meses, começou a trabalhar como carpinteiro. Em
relação ao que ganhava antes, o salário já
é 20% melhor.
O pedreiro Álvaro Rodrigues dos Santos afirma que a procura por
profissionais de construção civil aqueceu o mercado de
trabalho local. Prova disso é que ele trocou de emprego
recentemente e o seu salário quase dobrou nos últimos
quatro anos.
56 loteamentos foram aprovados nos últimos 10 anos em Chapecó
40 empreendimentos estão em análise e quatro, em fase de aprovação
31mil pessoas foi quanto cresceu a população de Chapecó desde 2000, segundo o IBGE
Harvard vai limitar relações entre médicos e laboratórios
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 10:29 hs em 23/07/2010
Profissionais da faculdade não poderão dar palestras para a indústria
Cláudia Collucci
De São Paulo
A partir de 2011, a Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), uma das
mais prestigiadas do mundo, proibirá seus médicos de dar
palestras para a indústria farmacêutica e de equipamentos.
Eles também não poderão aceitar presentes, viagens
ou refeições, exceto se isso for autorizado pela
faculdade.
No Brasil, o CFM (Conselho Federal de Medicina) já anunciou que
os médicos só poderão viajar a congressos com as
despesas pagas pela indústria se forem prestar serviço de
cunho científico, como dar palestra ou curso.
Os médicos de Harvard terão a permissão de fazer
pesquisas patrocinadas pela indústria e de atuar como
consultores. Porém, será fixado um limite de US$ 10 mil
para os pagamento de pesquisadores clínicos-incluindo os
honorários do profissional.
Também não poderão ter mais do que US$ 30 mil em
ações de empresas públicas e estão
proibidos de fazer parte de empresas privadas-se os produtos e
serviços dessa empresa tiverem relação com a
pesquisa do médico.
As novas recomendações foram feitas por um comitê
ético da faculdade e aceitas pela reitor de Harvard, Jeffrey
Flier. Em comunicado à imprensa, a universidade enfatizou que
manterá o relacionamento com a indústria, mas dentro de
certos limites.
"A nova política vai enfatizar a transparência e eliminar
a influência do marketing, mas não impedirá ou
limitará indevidamente as muitas parcerias produtivas que a
faculdade possa a ter com a indústria."
Educação Médica
Harvard também vai limitar o patrocínio de cursos de
educação continuada pela indústria, a exemplo do
que já fizeram outras universidades, como a de Michigan.
O financiamento só será aceito se existirem vários
patrocinadores e nenhuma entidade corporativa que forneça mais
da metade do montante total.
Para o presidente do CFM, Roberto D"Ávila, as escolas
médicas brasileiras deveriam seguir o exemplo de Harvard. "Tem
que acabar com essa persuasão agressiva da indústria, que
começa desde o início do curso", diz ele.
Fonte: Folha de São Paulo
Índia apresenta tablete semelhante ao Ipad por US$ 35
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 09:22 hs em 23/07/2010
Nova Délhi, 23 jul (EFE).- Os estudantes de
educação superior da Índia disporão, a
partir de 2011, de um computador com acesso a internet semelhante ao
Ipad por um custo que rondará os US$ 35.
"O Governo está disposto a subsidiar 50% do custo do
dispositivo, portanto o preço final será de 750
rúpias (aproximadamente US$ 16)", disse o porta-voz do
Ministério de Desenvolvimento de Recursos Humanos (HRD) indiano,
Mamta Varma.
O aparelho, um híbrido de computador portátil e PDA
(computador de mão), conta com tela e teclado táteis,
conexão Wi-Fi, uma entrada USB e uma bateria de dois watts, e
é idôneo para as áreas indianas que quase
não contam com conexão elétrica.
Com dimensões de 5x7x9 polegadas, o dispositivo funciona com o
sistema Linux e conta com um navegador de internet, um leitor de PDF,
dispositivos para videoconferência, open office, reprodutor
multimídia e capacidade multi-tarefa, embora não tenha um
disco rígido.
"Convidamos às companhias privadas a somar-se à
iniciativa. Já recebemos muitas amostras de interesse (para
produzir o aparelho)", assegurou Varma, que o comparou com o computador
"Ipad" da Apple.
O tablete foi desenvolvido em colaboração por
vários grupos de especialistas procedentes dos institutos
indianos de tecnologia de Bangalore, Kanpur, Kharagpur, Madras e
Mumbai, entre outros, e do Instituto indiano de Ciências.
A princípio, os especialistas desenvolveram um computador com um
custo de US$ 100, mas mais tarde conseguiram barateá-lo e,
segundo o Ministério, o preço poderia descer até
os US$ 10 caso as companhias decidam somar-se à
produção.
Fonte: Yahoo Brasil
Esqueceram de “mim”?
Fonte: ABMES.edu.com - Fórum julho 20th, 2010 | Author: admin
Prof. Thiago Francisco, Esp.
Coord. de Avaliação e Pesquisas Institucionais CPA – FACIERC
No ultimo dia 6 de julho a ABMES, com muita propriedade e
pertinência, promoveu o Seminário referente às
novas regras para o credenciamento de Universidades e Centros
Universitários. Apesar de não estar presente, em
função da distância (estou em Criciúma/SC),
acompanhei o seminário a partir da contribuição da
Internet e fiquei extasiado com tantas informações
importantes compartilhadas no evento. Porém fica a pergunta: em
todo este contexto, onde está a contribuição das
IES públicas neste sentido? O que eles estão pensando?
Qual é a opinião dos reitores sobre esta nova perspectiva?
Entendo a posição do CNE e, aproveito o contato, para
congratular a ABMES pela iniciativa. Na modalidade “a
distância”, “participei do seminário” e
estudei a fundo os aspectos da lei. Não é possível
identificar que as IES que assinaram termos de saneamento de
deficiências podem ser penalizadas, tendo seus processos quase
que sumariamente arquivados. Contudo, penso que alguns aspectos
torna-se coerentes e, certamente, o número de Centros
Universitários vai aumentar de modo brusco em
função das Universidades que não vão
cumprir os aspectos pré-determinados pela Lei.
O discurso do CNE, sempre muito ponderado, apresenta alguns aspectos
incoerentes, pois, como foi dito, não é a quantidade de
programas scrito-sensu que vai determinar a qualidade da IES, mas sim
sua densidade no contexto regional no qual a Universidade está
inserida. Desse modo, penso que faltou uma parceria importante entre o
CNE e as IES privadas na construção deste instrumento.
De fato, a pesquisa torna-se um “insumo” caro para estas
IES, as quais certamente vão preferir este
“rebaixamento” e se enquadrar como uma
instituição focada no ensino. Contudo, mesmo para os
Centros Universitários a extensão passa a ser um fator
relevante, bem como práticas de iniciação
científica institucionalizadas. Certamente pode ser um fator
importante na busca da qualificação do ensino, desde que
isso seja repensado sem o peso abrupto do ENADE/CPC/IGC.
Porém, fica a pergunta: Como ficam as IES isoladas neste
contexto? Elas, que povoam o mercado do ensino superior, tem uma
participação de quase 90% do mercado e são as que
mais carecem de políticas públicas e que necessitam de
auxílio do MEC, sobretudo por dois motivos: pela
ingerência do Ministério e pelo falta de financiamento
público que possa construir um auxílio rumo ao
posicionamento gerencial. Esperamos, portanto, que novas
discussões possam emergir deste processo e, assim, haja a
criação das políticas públicas para o
ensino superior que, em diversos momentos, foram citadas no documento
da CONAE.
As IES menores, responsáveis pela expansão significativa
do Ensino Superior no País, têm seu valor dentro do
contexto da democratização do ensino superior, sendo, em
determinados aspectos, pioneiras na oferta de determinados cursos e
metodologias de ensino. E este valor se dá por tais IES estarem
na linha de frente de uma batalha que já dura quase uma
década, mas que fazem por onde e promovem a
democratização do ensino no Brasil. É fato que
existem alguns “oportunistas” neste meio, mas a grande
maioria tem um significativo reconhecimento da sociedade na qual elas
se inserem.
Como um militante deste segmento e um afeiçoado pelo ensino
superior, fico no aguardo pelo epilogo das retificações
instrumentais e novas resoluções. Que tais aspectos
sirvam para a consolidação de uma política publica
que agrade gregos e troianos.
Por fim, fico feliz em poder contar com a ABMES, com a AMPESC e com as
demais Associações que militam no segmento privado.
Ficam, portanto, as congratulações a todos, pela riqueza
das discussões promovidas neste meio que compartilha um
conhecimento relevante ao desenvolvimento do País.
Novas frentes de atuação provocam melhores resultados para mantenedoras
Fonte: Jornal da Educação
Vários estudos mostram que é impossível que as
mantenedoras de estabelecimentos de ensino, tanto de
educação básica, como de superior, possam atingir
resultados satisfatórios se dependerem somente das
contribuições financeiras dos alunos matriculados nos
diversos cursos.
A diversificação de frentes de atuação
é fundamental, mesmo mantendo o princípio da
educação como objetivo primordial.
Há possibilidades de adição de novos recursos por
meio de projetos realizados para órgãos públicos,
empresas, ONGs, etc.
Esses ganhos adicionais são fundamentais para que exista o
reinvestimento, especialmente em setores pontuais e que representam
inovações.
Os melhores resultados vem de unidades que possuem um setor de
geração de negócios e de parcerias, feitas, por
meio de um processo permanente de relações institucionais.
(IPAE 139 - 07/10)
Brasil terá R$ 856 milhões destinados ao financiamento de pesquisas
Fonte: Jornal da Educação
O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, assinou nesse
domingo, durante cerimônia de abertura da reunião anual da
SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), editais
no valor de R$ 865 milhões para o financiamento de pesquisas. Os
documentos assinados pelo ministro autorizam a abertura dos editais
pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e pelo CNPq (Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Do montante, R$ 500 milhões serão destinados a pesquisas
em empresas privadas. Outros R$ 30 milhões ficarão a
cargo da construção de dois novos institutos ligados
à ciência do mar. O ministro acredita que o Brasil
está perto de fazer parte do grupo de dos maiores produtores de
conhecimento científico, o que tem despertado o interesse de
multinacionais para trazerem seus centros de pesquisas para terras
brasileiras.
A reunião da SBPC será realizada até a
próxima sexta-feira, dia 30, em Natal. Durante o evento
serão realizados simpósios, seminários,
mesas-redondas e outras atividades programadas, voltados ao debate dos
cenário atual, eleições presidenciais de outubro e
temas relativos às perspectivas para as pesquisas marinhas.
(IPAE 141 - 07/10)
Mais de 70% de escolas urbanas tem internet de alta velocidade
Fonte: Jornal da Educação
Na última sexta-feira, dia 23, o Ministério das
Comunicações divulgou que 72,75% das escolas
públicas urbanas do país dispõem de acesso
à internet de banda larga. Um percentual equivalente a 47.204
instituições de municipais, estaduais e federais. O
objetivo do programa Um Computador por Aluno, que foi lançado em
2008, é que até o fim deste ano sejam conectadas 64.879
escolas urbanas.
Apenas no primeiro semestre de 2010 ano foram beneficiadas pelo
programa cerca de 4.206. Os dados são da Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel). O órgão
revelou ainda que os estados com maior recebimento de conexões
foram São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Maranhão.
Já a região com menor acesso ao programa foi a Norte, que
de acordo com a Anatel, possuí maior dificuldade de acesso das
operadoras.
(IPAE 142 - 07/10)
Aparelho semelhante ao iPad estará a disposição de estudantes indianos em 2011
Fonte: Jornal da Educação
A partir do ano que vem, os estudantes indianos poderão contar
com uma nova ferramenta para os auxiliar no estudos. O tablet, aparelho
portátil semelhante ao iPad, Apple, foi apresentado na
última quinta-feira pelo governo indiano e terá custo
aproximado de US$ 35.
A proposta do Estado é subsidiar 50% do valor do aparelho, sendo
o restante pago pelos estudantes. O governo espera baratear ainda mais
o preço do tablet através de parcerias, chegando a US$ 10.
A ferramenta, que foi elaborada em colaboração com
especialistas de institutos de tecnologia de cidades indianas, possui
tela touchscreen, conexão Wi-Fi e sistema operacional baseado em
Linux.
(IPAE 143 - 07/10)
R$ 650 milhões para distribuir laptops
Fonte: Diário Catarinense, 25/07/2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou em
Caetés (PE), onde nasceu, o Programa Um Computador por Aluno,
que pretende promover a inclusão dos alunos da rede
pública de educação básica mediante a
distribuição de laptops.
O governo federal pretende investir R$ 650 milhões, usando recursos captados junto ao BNDES.
A carreira de contabilista, por José Maria C. Alcazar*
Fonte: Diário Catarinense, 26/07/2010
Acaba de ser sancionada Lei Federal, uma antiga
reivindicação da categoria: a obrigatoriedade do Exame de
Suficiência que, a exemplo da prova aplicada aos bacharéis
de Direito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), é uma
evolução no sentido de assegurar a necessária
valorização para que o futuro profissional de
contabilidade possa ter reconhecido seu conhecimento e
capacitação por um mercado cuja expansão é
notória. O texto valoriza a atividade, estimula maior
qualificação no preparo dos contabilistas e, mais
importante, garante aos profissionais técnicos já
registrados ou que obtiverem o registro até 1º de junho de
2015 o direito ao exercício da carreira. A atividade de
contabilista se sofistica e se torna complexa a cada dia. Se
examinarmos o mercado, constataremos que a carreira está em
ascensão. Hoje, no Brasil, já há 417 mil
contabilistas e 70 mil empresas contábeis.
Os profissionais da categoria sabem: quem não encarar seu
cotidiano como aprendizado permanente corre o risco de estagnar. A
disposição para o estudo, portanto, é uma
necessidade. E uma obrigação para com o cliente. Os
futuros profissionais contabilistas, necessariamente, terão de
ter uma base acadêmica sólida para ampliar as
oportunidades de crescimento. E o Exame de Suficiência é o
primeiro passo de uma vida de aprendizado constante.
Militamos em uma área em que as oportunidades se multiplicam.
Atualmente o contabilista não é mais coadjuvante –
é protagonista. Empresas de todos os portes não podem
prescindir das informações desses profissionais
simplesmente porque elas são cruciais para a tomada de
decisões.
O Exame de Suficiência busca oferecer, ao mercado, profissionais
valorizados e aptos para atender as demandas do sistema produtivo
contemporâneo.
* Empresário, presidente do Sescon/SP
Faltam 200 contadores em Joinville
Fonte: Jornal A Notícia, 25/07/2010
Em Joinville, faltam 200 contadores, diz o presidente do Sindicato das
Empresas Contábeis de Santa Catarina (Sescon-SC), Elias
Nicoletti Barth. Há 25.874 empresas informais no
município, apontam as contas da instituição. O
Sescon cria a universidade corporativa no Estado que inicia atividades
no próximo ano. Nova lei obriga o exame de suficiência
para quem se formar em ciências contábeis, a exemplo do
que acontece com os bacharéis em direito. Ele alerta para a
importância de empresas agirem dentro da lei: “A
fiscalização da Secretaria da Fazenda do Estado já
tem instrumentos e sabe quem está inadimplente”.
Perfil
Elias Nicoletti Barth é nascido em Guabiruba (SC), formado em
ciências contábeis e tem especialização em
controladoria. Está há quatro anos no comando do Sescon.
Foi diretor da Associação de Joinville e Região da
Pequena, Micro e Média Empresa (Ajorpeme) por dois anos. Antes,
atuou por 15 anos na área financeira e está há 26
anos na atividade contábil.
Atuação
A área de contabilidade está presente em várias
frentes, entre elas, a de assessoria de gestão em empresas.
Só 20% dos profissionais têm cursos de
pós-graduação. As micro e pequenas procuram mais
os serviços de gestão financeira.
Empreendedor individual
Em Santa Catarina, há 12.436 microempreendedores legalizados. A
expectativa é de se chegar a 25.874. No Estado, estima-se haver
258 mil empreendimentos informais. São os casos de manicures,
encanadores, carpinteiros, pedreiros, por exemplo. No Brasil,
são 311.124, com projeção de se chegar a 1.033.596
legalizados. O objetivo é trazê-los para a formalidade. A
rigor, há um milhão de informais. Na prática, para
efeito de cadastro, eles são considerados desempregados.
Não aparecem em registro algum. O microempreendedor individual
paga um só tributo, de R$ 57,15 por mês. Pode ter um
só empregado e deve faturar, no máximo, R$ 36 mil por ano.
Desafio
O principal desafio é o profissional ser valorizado e
reconhecido. A partir de 1º de junho de 2015, só os
contadores graduados poderão assinar os documentos e
demonstrativos. Até lá, os técnicos em
contabilidade terão de ser registrados no Conselho Regional de
Contabilidade para continuarem a trabalhar. A lei 2249/2010 exige exame
de suficiência, regulamentando a fiscalização pelo
conselho regional. A lógica passa por flexibilidade maior nas
anuidades do CRC e punições mais severas para o
exercício indevido da profissão.
Substituição tributária
Este modelo permite a cobrança de impostos na hora em que o
produto sai da fábrica. E o comerciante recupera o pagamento
antecipado quando vende a mercadoria ou o serviço. Ele
está “estocando imposto”. E como a média da
base de cálculo de ICMS (presunção de valor
cobrado do cliente final) sobre os itens é de 40%, isso
representa um problema. Especialmente para as microempresas.
Nota fiscal
A introdução de nota fiscal eletrônica e do sistema
SPED fiscal vai facilitar cada vez mais o trabalho da
fiscalização de tributos. O trabalho online já
permite o controle de estoques mensais de grandes e médias
empresas. Isso também deve chegar ao conjunto das companhias
menores. Esta circunstância vai forçar que todos se
ajustem à legislação. O Brasil caminha para ser um
país sério nas relações comerciais e no
trato entre as empresas e os governos. E vai aí um alerta: o
sistema de tributação estadual já sabe se o
comprador está inadimplente.
Universidade
A Universidade Corporativa Contábil de Santa Catarina vai entrar
em funcionamento em 2011, com sede em Florianópolis. Terá
parceria com instituições de ensino de diferentes
regiões do Estado. Vai oferecer cursos regulares e cursos
rápidos.
Cursos
É necessário que os cursos melhorem de qualidade. Com
certeza, vão surgir mais cursos práticos, não
necessariamente vinculados às universidades. Em Joinville e em
Florianópolis já há cursos com este foco. Alguns
duram de 32 a 80 horas. Um dos problemas mais sérios para as
empresas é a dificuldade de encontrar gente habilitada. O custo
do treinamento interno nos escritórios de contabilidade é
alto. E demora dois anos. Faltam 200 contadores no mercado de
Joinville. Há 190 empresas do setor, que empregam 2,2 mil
pessoas.
Cursos
É necessário que os cursos melhorem de qualidade. Com
certeza, vão surgir mais cursos práticos, não
necessariamente vinculados às universidades. Em Joinville e em
Florianópolis já há cursos com este foco. Alguns
duram de 32 a 80 horas. Um dos problemas mais sérios para as
empresas é a dificuldade de encontrar gente habilitada. O custo
do treinamento interno nos escritórios de contabilidade é
alto. E demora dois anos. Faltam 200 contadores no mercado de
Joinville. Há 190 empresas do setor, que empregam 2,2 mil
pessoas.
Prazo
Até dezembro, todas as áreas de atividade econômica
sem exceção deverão adotar a nota fiscal
eletrônica. Em abril, eram 68 setores enquadrados. Em julho,
vão se enquadrar mais 89, e em outubro, outros 47 vão ter
de aderir.
Guias
As empresas de contabilidade emitem 1.037.310 guias de tributos por
mês, em Santa Catarina, onde há 14.232 profissionais
registrados no Conselho Regional de Contabilidade. Há 2.922
empresas de contabilidade. Elas atendem a 207.462 clientes. As empresas
empregam 16.948 trabalhadores.
Futuro
O setor contábil vai crescer mais nas áreas de auditoria
e consultoria em gestão fiscal. A necessidade de contadores para
as pequenas empresas vai aumentar. E também vai crescer a
demanda para o setor público.
Digital
Já estão em operação 15 mil certificados
digitais no Estado. Com esta tecnologia, que facilita o cotidiano de
contadores e clientes, no futuro não será mais
necessário fazer alguns serviços burocráticos
pessoalmente. Com destaque para aqueles ligados a questões
envolvendo a Junta Comercial de Santa Catarina.
Brasil tenta atrair mais estrangeiros para universidades
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 24/07/2010 - São Paulo SP
Hoje, colombianos e peruanos lideram a demanda de fora por educação superior
Sabine Righetti
As principais universidades brasileiras querem aumentar o número
de alunos estrangeiros na graduação e
pós-graduação no país. O total de
estudantes de outros países em grandes universidades do mundo,
como as americanas Columbia, Harvard e Stanford e a britânica
Cambridge, giram em torno de 20%, somando graduação e
pós-graduação. Na USP, Unesp e Unicamp -que
estão entre as principais universidades do país e,
juntas, somam mais de 50% da produção científica
nacional- a fatia de estrangeiros está em torno de 2%. "Estamos
aumentando o escritório de internacionalização e
triplicando o número de funcionários", contou o reitor da
Unicamp, Fernando Costa, à Folha. Lá, boa parte dos
atuais 533 estrangeiros são da Colômbia (155) e Peru
(126). Para ele, é preciso ter infraestrutura para atender esses
alunos, "coisa que já existe nas universidades europeias e
americanas". A agrônoma uruguaia Cecilia Gianoni concorda.
Ela decidiu fazer doutorado no Brasil depois de alguns trabalhos em
cooperação com a Unicamp. "A infraestrutura é boa,
mas a burocracia é maior do que na Argentina, onde fiz
mestrado", conta. Parte desse arcabouço necessário
é o sistema de bolsas de estudos. As duas principais
instituições de fomento à pesquisa nacionais,
Capes e CNPq, oferecem juntas quase 2.000 bolsas para estrangeiros na
pós-graduação no país, a maioria de
países da América Latina, em especial Peru e
Colômbia. "Estamos pagando para formar estrangeiros? Não
é isso. Trata-se de um trabalho de colaboração",
diz Vahan Agopyan, pró-reitor de
pós-graduação da USP -na qual a
internacionalização também está sendo
priorizada.
De dentro pra fora - Agopyan lembra que a ideia
também é enviar estudantes brasileiros para fora do
país. Hoje, USP e Unicamp têm cerca de 2,5% dos alunos da
pós-graduação com experiência internacional.
A Unicamp quer chegar a 15%. Já a USP não fala em
números específicos. O corpo docente também tem
sido alvo das políticas. Para atrair os professores de fora, a
Unicamp espalhou anúncios em revistas internacionais e já
recebeu mais de 150 pretendentes. "A meta é ter professores
estrangeiros em áreas deficitárias no Brasil", diz o
reitor da Unicamp. Aulas em inglês, como ocorre nas grandes
universidades internacionais, não estão nos planos ainda.
Mas a hipótese não está descartada. "Isso
não fere a identidade nacional", diz Agopyan. A USP já
tem uma pós-graduação internacional, em
Piracicaba, totalmente em inglês, e em parceria com
instituições dos EUA. Talvez seja apenas a primeira.
Ensino
Fonte: Clipping Educacional Consae - Estado de Minas, 26/07/2010 - Belo Horizonte MG
Governo institui programa de assistência estudantil
Paulo Márcio Reis Santos, Advogado, professor universitário, mestre
Dia 20, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) o
Decreto 7.234, que instituiu o Programa Nacional de Assistência
Estudantil (Pnaes), a ser executado pelo Ministério da
Educação (MEC). O programa espera democratizar as
condições para a permanência dos jovens na
educação superior pública federal, minimizar os
efeitos das desigualdades sociais e regionais na educação
superior, reduzir as taxas de retenção e evasão e
contribuir para a promoção da inclusão social pela
educação. A norma determina que o Pnaes deverá
articular as atividades de ensino, pesquisa e extensão, para
atender os estudantes matriculados em cursos de graduação
presencial das instituições federais de ensino superior
(Ifes). As ações assistenciais do programa serão
desenvolvidas nas áreas de moradia estudantil,
alimentação, transporte, atenção à
saúde, inclusão digital, cultura, esporte, creche, apoio
pedagógico e ao acesso, participação e
aprendizagem de estudantes com deficiência, transtornos globais
do desenvolvimento e altas habilidades e
superdotação. Essas ações buscam viabilizar
a igualdade de oportunidades aos estudantes, contribuir para a melhoria
do desempenho acadêmico e agir, preventivamente, nas
situações de retenção e evasão
decorrentes da insuficiência de recursos financeiros.
O decreto prevê que os critérios metodológicos para
a seleção de alunos beneficiados pelo Pnaes
caberão às instituições federais de ensino.
Prioritariamente, o Pnaes atenderá estudantes oriundos da rede
pública de educação básica ou com renda
familiar de até um salário mínimo e meio.
Além desses requisitos, as instituições
fixarão as condições para a
percepção de assistência estudantil e os mecanismos
de acompanhamento e avaliação do programa. As despesas
com o programa correrão à conta das
dotações orçamentárias anualmente
consignadas ao MEC ou às instituições federais. O
Poder Executivo deverá compatibilizar a quantidade de
beneficiários com as dotações
orçamentárias existentes, observados os limites
estipulados na forma da legislação
orçamentária e financeira.
Em que pese o ensino superior gratuito nas universidades federais, nem
todos os estudantes concluem os cursos. A ausência do pagamento
das mensalidades não afasta, contudo, os gastos com transporte,
moradia, alimentação, material didático, cuidados
com a saúde, lazer e equipamentos de informática. Os
custos para a manutenção na faculdade acabam resultando
no abandono dos estudos. Segundo o MEC, 40% dos estudantes que
ingressam nas universidades públicas não conseguem
concluir o curso. Essa evasão ocorre por fatores internos e
externos ao sistema. Espera-se que a implementação do
Pnaes reduza a evasão estudantil. Não há
dúvidas de que essa democratização também
permitirá a maior efetividade do princípio da
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, previsto
pelo artigo 207 da Constituição Federal.
Os resultados do Ideb e do Enem
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 24/07/2010 - São Paulo SP
A divulgação pública das notas fornece
informações sobre a qualidade da educação
de cada escola
Fernando Veloso
Neste mês foram divulgados os resultados do Ideb (Índice
de Desenvolvimento da Educação Básica) e do Enem
(Exame Nacional do Ensino Médio) de 2009. O Ideb, criado em
2007, é um indicador que combina os resultados da Prova Brasil
com a taxa de aprovação. Como todas as escolas
públicas urbanas de 4ª e 8ª séries do ensino
fundamental são avaliadas, é possível calcular o
Ideb de cada escola. O Enem foi criado em 1998 com o objetivo de
avaliar o desempenho dos alunos da 3ª série do ensino
médio e daqueles que já tenham se formado e queiram
ingressar no ensino superior. Embora seja calculado para cada escola
pública ou privada, o Enem, diferentemente do Ideb, é um
exame voluntário. A nota da escola no Ideb ou no Enem tem um
papel importante de contribuir para que seja feito um
diagnóstico dos problemas de cada escola e, com isso, permitir
que sejam encontradas soluções adaptadas para o contexto
local. Além disso, a divulgação pública das
notas fornece informações sobre a qualidade da
educação de cada escola e, com isso, pode gerar uma
pressão por parte de pais e gestores para a melhoria dos
resultados.
No entanto, várias dificuldades precisam ser levadas em conta na
interpretação dos resultados. Primeiro, é preciso
que o exame seja bem desenhado e avalie de forma adequada as
competências que os alunos devem adquirir em cada
série e nível de ensino. Outra dificuldade decorre do
fato de que as notas podem variar devido às
condições nas quais os exames foram feitos ou do grupo de
alunos que fez o exame em um ano específico. No caso do Ideb,
isso afeta particularmente o desempenho de escolas pequenas, que,
muitas vezes, apresentam grandes variações nas notas em
um período curto de tempo. No caso do Enem, o caráter
voluntário do exame cria dificuldades para sua
utilização na avaliação da qualidade das
escolas.
Em 2009, o Enem teve taxa de abstenção muito alta. Uma
reportagem publicada na Folha mostrou que escolas de São Paulo
com abstenção elevada tiveram grande salto no ranking
entre 2008 e 2009. Além disso, várias pesquisas mostram
que as notas dos alunos são muito relacionadas às
características socioeconômicas de suas famílias,
como a escolaridade dos pais. Para que os responsáveis por bons
resultados sejam premiados de forma adequada, é preciso que se
utilize uma medida do valor adicionado pela escola ao desempenho do
aluno. Estudos qualitativos realizados pelo MEC analisaram as
características das escolas e redes de ensino que obtiveram
resultados expressivos em comparação com escolas e redes
similares em termos do perfil socioeconômico dos alunos e de sua
localização geográfica. Embora as
estratégias sejam distintas, os casos de sucesso envolvem uma
combinação de determinados elementos, que também
são compartilhados por escolas e redes que obtiveram bons
resultados no Ideb e no Enem de 2009.
Um fator fundamental é a qualidade dos professores, que depende
não só de sua formação mas da sua
dedicação e da capacidade de transmitir conhecimentos.
Outra característica importante é o uso contínuo
de avaliações internas e externas para acompanhar o
desempenho individual dos alunos. A participação dos pais
e da comunidade na escola é outro elemento comum nas
experiências bem-sucedidas e contribui tanto para uma
cobrança das escolas como para uma melhoria do ambiente de
aprendizagem em casa. Além disso, é preciso ter uma boa
gestão, seja por parte dos diretores no caso das escolas, seja
por parte dos dirigentes educacionais no caso das redes. O grande
desafio é replicar esses casos isolados de sucesso para todo o
sistema educacional. Embora não existam receitas únicas,
uma estratégia baseada na combinação de metas
claras de aprendizagem, avaliação contínua,
premiação de bons resultados e seleção e
retenção de professores com base em critérios de
mérito pode ser bastante efetiva para melhorar a qualidade da
educação.
As propostas para o ensino médio
Fonte: Diário Catarinense, p.6, 25/07/2010
Ensino médio na rede pública é o tema deste
domingo do “Vida Real” , série que busca saber a
posição dos candidatos sobre questões que
não fazem parte do cardápio de generalidades das
campanhas. É uma forma de ajudar o eleitor a descobrir o que
pensam de fato os candidatos que tentam a chance de governar o Estado
de Santa Catarina.
O perfil do ensino médio em Santa Catarina pode ser resumido em
uma palavra: desigualdade. Entre as escolas públicas e privadas,
entre as urbanas e as rurais, dentro da própria rede
pública de ensino e desigualdade de oportunidades para os
estudantes. Essas características foram reveladas pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(Inep), com base no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
No Enem, a média catarinense da rede estadual de ensino foi de
531,54, de uma escala de 0 a mil. Comparando com outros Estados,
à primeira vista, a avaliação pode ser considerada
positiva, já que que SC está nas primeiras
colocações.
O Estado teve a segunda maior média das redes estaduais e 281
das 515 escolas catarinenses participantes tiveram nota acima da
média nacional, de 529. Apesar disso, especialistas alertam para
o baixo desempenho da educação no país como um
todo e afirmam que, mesmo acima da média, uma nota de 531,54
numa escala que vai até mil, não pode ser considerada
suficiente.
– O Enem é um tipo novo de exame e a rede de ensino como
um todo ainda não está muito familiarizada com ele. De
qualquer forma, ele nos ajuda a revelar fragilidades no ensino e
espera-se que os responsáveis reajam e adotem medidas. A
média nacional é muito baixa e a nota de SC não
nos coloca em uma situação privilegiada por estarmos um
pouco acima – avalia a professora universitária, doutora
em educação e pesquisadora em ensino médio, Ione
Valle.
A professora destaca que em SC menos de 50% dos jovens entre 15 e 19
anos estão no ensino médio e o percentual dos que
concluem é ainda menor. Segundo ela, o número de escolas
não é suficiente e não há uma
pressão popular para que se dê condições de
acesso a essas séries.
Além disso, Ione enfatiza que o ensino médio catarinense
é desigual e injusto para os alunos da rede pública, que
não têm as mesmas oportunidades oferecidas na rede privada.
A pesquisadora Leda Scheibe também pondera que a média nacional é baixa e alerta para outra questão:
– Considerando nossa situação econômica, o resultado deveria ser bem melhor.
diario.com.br
mayara.rinaldi@diario.com.br
MAYARA RINALDI
Sinte vê falhas, governo diz que melhorou
Fonte: Diário Catarinense, p.6, 25/07/2010
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, os
baixos índices são resultados da falta de
políticas públicas de educação. Segundo o
Sinte, as políticas são paliativas.
– Não há valorização, faltam
investimentos nas escolas e capacitação dos professores.
Se estamos nas primeiras posições na
comparação com outros Estados, os méritos
são dos professores e trabalhadores – afirma a
secretária geral Anna Julia Rodrigues.
Segundo o diretor de Educação Básica e
Profissional da Secretaria de Estado da Educação, Antonio
Pazeto, SC teve melhorias em relação a anos anteriores. A
Secretaria estuda o resultado do Enem e vai orientar diretores a
adotarem medidas nas áreas em que as pesquisas indicaram
deficiências.
Educação em Santa Catarina
Fonte: Diário Catarinense, p.6, 25/07/2010
1. As escolas públicas catarinenses ficaram mal no ranking do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Que projetos o sr (a)
adotaria para melhorar esse quadro?
Amadeu Hercílio da Luz (PCB)
Esse resultado é reflexo das políticas neoliberais e
autoritárias através dos governos conservadores que
sempre comandaram o Estado. Falta de valorização salarial
dos professores, pouco apoio material aos estudantes, escolas com
estruturas precárias só podem resultar em
educação de péssima qualidade. Enquanto os filhos
dos trabalhadores são submetidos a uma educação de
segunda classe, o Estado entrega milhões em
isenção fiscal às grandes empresas.
Angela Amin (PP)
A capacitação contínua dos professores em
diferentes áreas e do conhecimento. A adoção de
métodos de gestão, com indicadores e metas, e a devida
preparação das pessoas para a função.
Revisão e atualização dos métodos de ensino
e principalmente possibilitar a participação da
família nas ações escolares.
Ideli Salvatti (PT)
O Estado pode e deve funcionar melhor. Melhoraremos a qualidade do
conjunto do serviço público estabelecendo metas. Na
educação, precisamos ter metas claras de
redução da evasão, melhoria no rendimento. Nosso
compromisso é a valorização dos profissionais, a
instituição do Piso Salarial Profissional Nacional e a
definição de um pacto com os professores para
efetivação dessas melhorias. É uma via de duas
mãos, onde todos colaboram e se comprometem com os objetivos
comuns.
Gilmar Salgado (PSTU)
O investimento na educação pública é
baixíssimo, assim como os salários dos professores. A
reforma da previdência de Lula impede os educadores, adoecidos
pelo excesso de trabalho, de se aposentarem. Defendemos
formação de professores garantida pelo Estado, piso
nacional dos professores rumo a R$ 2,1 mil para 20 horas/aula,
concursos públicos e eleições diretas para a
direção das escola. Dobrar as verbas, com 10% do PIB para
ter uma educação pública, estatal e de qualidade.
Carmelito Smieguel (PMN)
Planejamento para motivação dos alunos e professores,
porque não são só os professores que estão
desmotivados. Os alunos também. Melhoraria os salários
dos professores e incentivo sem discriminação para
melhorar a qualidade dos professores. Assim, com certeza, a qualidade
do aprendizado dos alunos das escolas públicas será em
igualdade com o ensino praticado pelas escolas privadas.
Raimundo Colombo (DEM)
É preciso fortalecer os laços entre as comunidades e
escolas. Isso fica mais fácil quando damos maior poder às
associações de pais e professores para decisões
sobre investimentos. Em segundo, a qualificação dos
professores é fundamental. Isso tem que ser permanente,
ininterrupto. Em terceiro, estimular o ensino integral, criando
condições para atividades complementares à grade
curricular. Essas ações fortalecem a escola como
instrumento de integração social e a melhoria do ensino.
Rogério Novaes (PV)
Uma estratégia moderna na gestão pública, bastante
complexa na aplicação, mas compensadora, é a
meritocracia. Essa ferramenta se presta muito bem ao estímulo e
à promoção do trabalho do servidor público.
No magistério, nosso Estado caminhou contra a
evolução marginal mínima ao se opor ao piso
salarial nacional. Essa prática inversa ao investimento precisa
ser repensada. Nosso compromisso é com o reconhecimento das
pessoas que formam a estrutura pedagógica.
Valmir Martins (PSOL)
Faz algum tempo que nossas escolas andam mal das pernas. No meu tempo,
quem estudava em escola pública não precisava estudar em
cursinho para ser aprovado em vestibular. Hoje, não é
mais assim. Como está o índice de aprovação
em vestibular nas mesmas condições? A primeira medida
é aplicar o piso salarial do magistério aprovado no
Congresso. Não há ensino de qualidade sem
remuneração decente. A segunda é dar autonomia,
com eleição direta para diretores.
2. A Secretaria de Estado da Educação avalia projeto para
municipalizar as escolas estaduais de ensino fundamental, com o
argumento de que, com isso, terá mais dinheiro para o ensino
médio. O sr (a) concorda ou propõe alguma alternativa?
Amadeu Hercílio da Luz (PCB)
Em primeiro lugar este projeto é uma aplicação das
políticas do Banco Mundial na educação
catarinense. A municipalização visa a descentralizar o
ensino fundamental, abrindo possibilidade de privatização
da educação básica, o que já vem ocorrendo
com a terceirização
das serventes e merendeiras. Esta política vem sendo aplicada
também em nível federal. O PCB não concorda,
entende que o aumento dos investimentos na educação deve
se dar através do Estado sob o controle dos trabalhadores.
Angela Amin (PP)
Proponho, entre outras alternativas, a discussão com os
municípios sobre a viabilidade financeira que os mesmos
terão para assumir as unidades escolares. Além disso hoje
existe o Fundeb, que foi criado exatamente para garantir recursos
financeiros para a melhoria da qualidade do ensino médio.
Ideli Salvatti (PT)
A municipalização pode ocorrer se for adequada ao aluno.
Cada caso precisa ser analisado, porque há municípios sem
a menor condição de assumir. Ao municipalizar, o Estado
precisa transferir os recursos em função do Fundeb. Nosso
objetivo é ser o primeiro Estado a cumprir
a meta de obrigatoriedade do ensino dos 4 aos 17 anos até 2016.
Isso só foi possível com a aprovação da
mudança na Constituição, por mim proposta, que
garantiu mais recursos para a educação. Somente este ano
foram cerca de R$ 10 bilhões.
Gilmar Salgado (PSTU)
A municipalização em nada melhorará a qualidade da
educação. Ao contrário, levará à
privatização, pois as prefeituras não terão
dinheiro para manter as escolas. Trará ainda demissões e
retirada de direitos dos professores. O PSTU assume a
posição dos educadores da rede pública de nosso
Estado contra a municipalização. A primeira
vitória já veio: nossa luta conjunta fez o governo
LHS-Pavan retirar o projeto que estava na Assembleia Legislativa. Mas
é preciso ficar alerta, pois a ameaça à
educação é permanente.
Carmelito Smieguel (PMN)
Sou radicalmente contra municipalizar serviço de
educação do ensino fundamental para sobrar mais dinheiro
aos outros níveis de educação. Assim o governo
esta querendo transferir para os municípios a culpa da má
qualidade do ensino fundamental. Sou favorável a transferir o
ensino fundamental para os municípios desde que seja transferida
verba proporcional para cobrir as despesas do município com mais
este nível de educação. Desde 1996 venho lutando
pela implantação do orçamento regionalizado.
Raimundo Colombo (DEM)
Acho a alternativa válida. Mas sempre caímos no problema
da perversa distribuição da carga tributária entre
União, Estados e municípios. Como a União fica com
66% dos tributos arrecadados e prioriza o ensino superior, faltam
recursos para o ensino fundamental e médio. Mas quanto mais
perto a gestão da escola estiver das comunidades, melhor
será o controle de qualidade. Como a situação dos
municípios é a pior na distribuição da
arrecadação tributária, nem a União nem o
Estado devem transferir as responsabilidades.
Rogério Novaes (PV)
O Estado catarinense permitiu, ao longo de muito tempo, esse modelo
não uniforme e descomprometido de administrar a
educação. SC participa, conforme a região e a
cidade, desde o ensino pré-escolar até o terceiro grau e
a pós graduação. Isso precisa ser revisto criando
foco e compromisso naquilo que se tem eficiência. Tal
mudança, no entanto, não pode ser feita em curto prazo.
Consagramos a ampliação de investimento no ensino
médio e no ensino técnico, mantendo
condições atuais nos outros níveis.
Valmir Martins (PSOL)
A Secretaria da Educação já está
transferindo a responsabilidade para outras instituições
faz algum tempo. No lugar de abrir espaços públicos de
qualidade para bem educar, nossos governos procuram se desobrigar do
problema. Criança fora da escola constitui-se em um belo
caldo de cultura para o desenvolvimento da criminalidade. Não
querem manter escolas e são obrigados a manter cadeias para
menores. Melhor destinar mais à educação do que
buscar recursos para minimizar o problema da violência.
3. Professor assíduo e de escola com boa avaliação deve ganhar mais?
Amadeu Hercílio da Luz (PCB)
Não concordamos com a chamada remuneração por
desempenho. Essa política coloca os trabalhadores numa
lógica de competição e de individualismo. O que
deve ser feito é a valorização dos professores,
por um piso nacional baseado no salário mínimo do Dieese,
por 20h, com a hora-atividade respeitada. Os trabalhadores devem ter
mais e melhores direitos, coisa que o capitalismo não pode e
não poderá proporcionar. Uma sociedade plena de direitos
só se realizará no socialismo.
Angela Amin (PP)
A meritocracia tem demonstrado ser um sistema eficiente de
gestão, porém válido desde que os critérios
sejam discutidos e pactuados entre gestores e integrantes do
magistério público estadual. Sua
implementação deve ter como objetivo não só
premiar os professores, mas principalmente, proporcionar ensino com
qualidade.
Ideli Salvatti (PT)
Nossa proposta é de que todas as escolas alcancem boa
avaliação. Na educação, 82% dos
profissionais são mulheres que são mães, esposas e
donas de casa. Isso faz com que elas faltem mais ao trabalho. A
Secretaria da Educação precisa ter uma política
específica para as
mulheres e um quadro para substituí-las em sala de aula em caso
de falta. A melhoria da qualidade da educação é um
processo coletivo entre Estado, município e União, com
participação da sociedade.
Gilmar Salgado (PSTU)
O desempenho do professor e da escola dependem das
condições e do financiamento que o Estado dá para
a educação. Hoje, os governos pagam péssimos
salários e cortam verbas, mas jogam a culpa dos problemas nos
professores, punindo-os com esse tipo de avaliação.
É um
absurdo. Pais, professores e estudantes é que deveriam poder
avaliar e trocar os péssimos diretores e secretários de
educação indicados pelos governos, através
eleição direta nas comunidades escolares.
Carmelito Smieguel (PMN)
Conheço muito bem esta profissão. Meus pais são
professores aposentados, hoje existe o plano de carreira com a
avaliação de desempenho que ajuda a melhorar os
salários destes professores abnegados. O que precisa mesmo
é aumento real de salário, valorização dos
professores por parte de alunos, pais de alunos e, essencialmente, pelo
governo estadual.
Raimundo Colombo (DEM)
Defendo a meritocracia. A sociedade não suporta mais ter de
arcar com custos ou investimentos iguais para compromissos
públicos diferentes. O estímulo financeiro deve ter um
espaço, sem ser o único mecanismo, para estimular a
qualidade do ensino e da motivação da gestão das
escolas e professores. Eles precisam de apoio para darem essas
respostas, mas sistemas de avaliação devem ser
implementados para valorizarmos que se envolvem em dar retorno à
sociedade.
Rogério Novaes (PV)
A prática deve ser a meritocracia. Uma política que
premie aqueles que mais contribuem com o bom resultado, respeitando as
diferenças interpessoais. A assiduidade é compromisso e
não fica estabelecida em construção de valores, o
contrário sim e no sentido inverso. Agora o resultado do
trabalho, vai passar sim, a ser considerado. Para que não sejam
criadas falsas expectativas, essa política é de alguma
complexidade e terá procedimentos de ajustes e
correções na aplicação.
Valmir Martins (PSOL)
De jeito nenhum. Não se pode confundir escola pública de
qualidade e socialmente referenciada, com mercadorias. Professor tem
que ser bem remunerado e preparado. Tem que ter cursos de
especialização, mestrado, doutorado e
pós-doutorado. Este tem que ser um dos objetivos da Secretaria
da Educação e, principalmente, da escola, que deve ser
autônoma. Ser assíduo é obrigação do
servidor. Quando alguma escola não vai bem, temos que ter
políticas para enfrentar a questão.
Financiar de forma responsável
Fonte: Diário Catarinense, p.12, 25/07/2010
O Instituto Ethos e a Transparency International lançaram uma
cartilha destinada às empresas que desejam fazer
doações para as campanhas políticas deste ano. A
intenção das duas organizações é
orientar as empresas sobre como financiar de forma socialmente
responsável e dentro do que a Legislação Eleitoral
brasileira permite.
Um estudo feito pelas duas organizações apontou que as
principais financiadoras das campanhas no Brasil são, de fato,
as empresas. Nas últimas duas eleições, os
recursos privados de doações de pessoas físicas ou
jurídicas, dos próprios candidatos ou dos partidos foram
estimados em R$ 4,6 bilhões.
Desse total, R$ 500 milhões foram doações de 486
empresas que figuram entre as maiores do país. A quantia
é muito superior ao que é disponibilizado publicamente
aos partidos pelo Fundo Partidário: cerca de R$ 190
milhões por ano.
– O financiamento privado é determinante nas
eleições – afirmou Paulo Itacarambi,
vice-presidente do Instituto Ethos. Segundo ele, é por esta
razão que as empresas devem tomar alguns cuidados quando
decidirem fazer doações para algum partido
político ou candidato.
– Tenha critérios para escolher o candidato. Um é
saber a vida pregressa do candidato. Ver se ele tem a ficha limpa, por
exemplo – ressaltou. Outra dica que foi destacada por Itacarambi
é para que as empresas cobrem dos candidatos um compromisso
público com suas promessas de campanha.
De acordo com a cartilha, denominada A Responsabilidade Social das
Empresas no Processo Eleitoral e que está disponível
gratuitamente pelo site www.ethos.org.br,
as empresas que mais contribuíram para as eleições
são as da área de construção (cerca de 25%
do total), seguida pelas de bens de consumo e de siderurgia e
metalurgia (ambas com 12%) e os bancos (8%). Pela
legislação atual, as empresas podem doar até 2% do
faturamento bruto que tiveram no ano anterior ao da
eleição.
A cartilha foi lançada na Conferência Latino-Americana
sobre Responsabilidade Corporativa na Promoção da
Integridade e no Combate à Corrupção, promovida
pela Controladoria-Geral da União (CGU) com a
Organização para a Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O Instituto Ethos é uma organização não
governamental criada para mobilizar e ajudar as empresas a gerir seus
negócios de forma sustentável. Já a Transparency
International é uma organização da sociedade
civil, com representação em mais de 90 países, que
luta contra a corrupção em todo o mundo.
Juizados Especiais dos aeroportos começam a funcionar nesta sexta-feira
Fonte: Conselho Nacional de Justiça
A partir desta sexta-feira (23), passageiros que utilizarem os
aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília
poderão contar com os serviços dos juizados especiais
para solucionar problemas relacionados a serviço de transporte
aéreo. O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson
Dipp, participa da cerimônia de inauguração das
unidades judiciárias no aeroporto Juscelino Kubitschek, nesta
sexta-feira (23/7), às 14h, em Brasília. A solenidade
será realizada no saguão do desembarque 5, no
térreo do aeroporto e também contará com a
presença do presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, e do
presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e
Territórios (TJDFT), desembargador Otávio Augusto Barbosa.
A cerimônia em Brasília marca o início do
funcionamento das unidades judiciárias em cinco aeroportos
brasileiros: Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro,
Congonhas e Guarulhos, em São Paulo e Juscelino Kubitschek, em
Brasília. No Rio de Janeiro, o presidente do Tribunal de
Justiça do estado, desembargador Luiz Zveiter, inaugura o
juizado especial do aeroporto Santos Dumont também nesta
sexta-feira (23/7), às 14h, em cerimônia no Salão
de Embarque do Aeroporto Santos Dumont. Em São Paulo, o
presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região
(TRF3), desembargador Roberto Luiz Haddad, assina portaria que
regulamentará o funcionamento dos juizados de São Paulo,
em cerimônia que será realizada às 14h, desta
sexta-feira (23/7), na sede do TRF3, térreo, localizado à
Avenida Paulista, 1842.
Em todas as unidades judiciais, os passageiros poderão
solucionar eventuais conflitos relacionados a viagens, como
overbooking, atrasos e cancelamentos de voos, extravio,
violação e furto de bagagens, falta de
informação, entre outros, sem sair do aeroporto. Os
juizados especiais funcionarão em salas cedidas pela Infraero em
locais de fácil acesso, com sinalização adequada e
por tempo indeterminado. No aeroporto de Brasília, a unidade
está instalada no primeiro andar atrás do balcão
de vendas de passagens das companhias aéreas. No Santos Dumont,
no Rio de Janeiro, o atendimento será prestado no prédio
de embarque em sala situada próximo à área de
check-in e ao posto médico, enquanto no Galeão (RJ)
o juizado funcionará no 2º andar do Terminal de Passageiros
1, no setor de embarque internacional B.
Em São Paulo, no aeroporto de Congonhas, o serviço
será prestado em duas salas localizadas no mezanino do
saguão principal do aeroporto, ao lado do posto dos Correios.
Já em Guarulhos, os cidadãos podem buscar
atendimento no Terminal 1, Asa 'B', no corredor que fica atrás
dos balcões de check-in das empresas aéreas e ao lado do
posto médico. A instalação dos juizados nos
aeroportos está sendo feita pelos Tribunais de Justiça e
Tribunais Regionais Federais dos respectivos estados, sob a
orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O Provimento 11, assinado pelo ministro Gilson Dipp, na última
terça-feira (20/7), regulamenta a instalação. A
medida decorre do aumento de reclamações em
relação ao serviço de transporte aéreo.
Funcionamento – Cada juizado terá uma equipe de
funcionários e conciliadores, sob a coordenação de
um juiz, que tentará solucionar os conflitos por meio de um
acordo amigável entre os viajantes e as companhias aéreas
ou órgãos do governo. Para isso, as empresas e
órgãos terão de indicar um funcionário
responsável em cada um dos aeroportos, que participará da
audiência de conciliação, sempre que surgir uma
situação de conflito. Cada unidade estará
subordinada à coordenação de um juiz estadual e de
um juiz federal.
Se o problema não for resolvido por meio do acordo, o passageiro
pode apresentar pedido simplificado, oral ou escrito, para dar
início a um processo judicial. Nesse caso, o tribunal estadual
ou federal competente será acionado para que encaminhe o
processo ao juizado especial mais próximo do domicílio do
passageiro, onde tramitará a ação. São de
competência da Justiça Federal questões
relacionadas à Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac), à Infraero, à Polícia Federal e
à União e de responsabilidade dos juizados estaduais
problemas envolvendo as companhias aéreas.
Bancos apostam em crédito educativo
Fonte: Informativo de Notícias do Ensino Superior - Abrafi 26/07/2010
Uma das modalidades mais populares de financiamento começa a ser olhada, comercialmente, no Brasil.
Trata-se do crédito educativo, que financia o pagamento da
universidade para estudantes que pretendem se qualificar e disputar
espaço no mercado de trabalho.
Uma vez empregado, o recém-formado adquire renda e começa a quitar a dívida.
O modelo é simples, foi testado no mundo todo, mas nunca existiu no Brasil.
Só agora os bancos comerciais enxergam no produto um mercado
potencial, que surge com a emergência das classes C e D.
Até então, o modelo predominante era o subsidiado e de
caráter assistencial para a baixa renda.
Nos EUA, 80% dos estudantes têm financiamento.
O Itaú começou a oferecer o produto no início do
ano, e o Santander pretende lançá-lo nos próximos
meses.
Pioneiro, o programa Pravaler, da Ideal Invest, correspondente do banco
ABC, já repassou R$ 163 milhões a faculdades desde 2006.
Diferentemente do modelo americano, no Brasil os estudantes
começam a pagar parte do empréstimo (50% da mensalidade)
já no começo.
Assim, sobra um resíduo menor após a formatura.
Os juros vão de zero a 1,89% ao mês, próximo aos do
empréstimo consignado. A universidade arca com um percentual
desses juros. Como contrapartida, ela zera o seu risco de
inadimplência, que chega a 23%.
No caso do Pravaler, a maioria dos estudantes que recorrem ao
crédito trabalha o dia todo, tem 24 anos e postergou a entrada
na faculdade por questões financeiras. O valor médio da
mensalidade do estudante com financiamento costuma ser superior ao do
aluno que paga com recursos próprios.
"É o estudante que seria eletricista, mas queria se tornar
engenheiro. Podia pagar um curso de enfermagem, mas sonhava fazer
medicina. Com o financiamento, eles escolhem o curso que querem, e
não o que podem pagar. Geralmente, é a primeira pessoa da
família com curso superior", disse Carlos Furlan, diretor da
Ideal Invest. Casada e mãe de duas meninas, de 7 e 9 anos,
Márcia Bezerra Pinto, 28, trabalha com organização
de eventos e decidiu retomar os estudos no ano passado, após o
marido terminar a faculdade.
Escolheu psicologia na Universidade de Santo Amaro (Unisa), mas a
mensalidade custava R$ 700. Depois de iniciado o curso, optou pelo
financiamento do Pravaler.
"Estava muito apertado porque a faculdade que escolhi é muito
cara. Queria fazer o curso com mais tranquilidade", afirmou
Márcia.
Para Marcos Magalhães, diretor do Itaú Unibanco, 800 mil
pessoas poderiam acessar o ensino superior a cada ano, mas não o
fazem por problema de renda.
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
Retirado do site: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/772609-bancos-apostam-em-credito-educativo.shtml
Ciência e Tecnologia vai destinar R$ 865 milhões ao financiamento de pesquisas
Fonte: Informativo de Notícias do Ensino Superior - Abrafi 26/07/2010
A abertura da reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência) foi marcada ontem (25) pelo anúncio
de editais no valor de R$ 865 milhões para o financiamento de
pesquisas. O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende,
assinou documento autorizando a abertura dos editais pela Finep
(Financiadora de Estudos e Projetos) e pelo CNPq (Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Do montante total, a maior parte, cerca de R$ 500 milhões, vai
financiar pesquisas em empresas privadas. Mais R$ 30 milhões
serão destinados à criação de, pelo menos,
dois institutos focados nas ciências do mar – tema
principal da reunião da SBPC. O lançamento dos editais
deve ocorrer no prazo de 40 a 60 dias.
Rezende aposta que o Brasil está perto de integrar o grupo dos
maiores produtores de conhecimento científico, o que tem
despertado o interesse de multinacionais de trazer seus centros de
pesquisa para o país. Em 2008, os pesquisadores brasileiros
publicaram 30 mil artigos científicos. Atualmente, o país
ocupa o 13º lugar na publicação de material
científico – ficando na frente de países como
Rússia e Holanda. “Estamos perdendo o complexo de
vira-lata”, afirmou o ministro.
O presidente de SBPC, Marco Antônio Raupp, apontou como desafio a
realização de pesquisas capazes de atender às
demandas da sociedade e do setor industrial – a exemplo do que a
Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) faz para
tornar o agronegócio brasileiro competitivo. “Precisamos
de uma Embrapa para o mar, para a floresta amazônica e para a
indústria”, disse o cientista.
Na abertura do encontro, pesquisadores, professores e cientistas
prestaram uma homenagem ao paulista Aziz Ab'Saber – considerado
um dos geógrafos mais renomados do mundo e referência em
trabalhos sobre o meio ambiente e o impacto ambiental da atividade
humana.
Um dos eventos científicos mais importantes do país, a
reunião da SBPC vai até sexta-feira (30) em Natal. A UFRN
(Universidade Federal do Rio Grande do Norte) será a sede das
conferências, simpósios, mesas-redondas e outras
atividades programadas – a maioria relacionada ao cenário
atual e a perspectivas para as pesquisas marinhas.
Haverá ainda espaço para debater as
eleições de outubro. Estão previstos encontros com
os presidenciáveis que lideram as pesquisas eleitorais. De
acordo com os organizadores, foi confirmada a presença das
candidatas à Presidência da República Dilma
Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). Mais de 10 mil pessoas devem
participar dos seis dias de reunião.
Carolina Pimentel
Retirado do site: http://educacao.uol.com.br/ultnot/
A difícil nota 6 da educação brasileira
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 09:21 hs em 24/07/2010
Analistas apontam atraso histórico do país e
obstáculos como salário dos professores para se chegar
à meta de 2021 no Ideb
Catarina Alencastro
Com uma nota atual de 4,6 no Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb), o Brasil tem como meta
alcançar a nota 6 em 2021.
Esse patamar de excelência na qualidade de ensino já foi
alcançado pelos países-membros da OCDE
(Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico) há pelo menos sete anos.
Para chegar lá, especialistas ouvidos pelo GLOBO destacam que o
ensino brasileiro ainda tem que melhorar muito, mas reconhecem que a
caminhada nessa direção já começou. A
tarefa agora será de quem suceder ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
Célio da Cunha, consultor da Unesco em educação,
crê que o Brasil, por ter relegado a educação a
segundo plano, dificilmente poderá cumprir a meta prevista daqui
a 11 anos. Segundo ele, enquanto a maioria dos países investiu
no ensino no século passado, o Brasil se omitiu:
— O Brasil só recentemente tratou de corrigir um atraso
histórico de não colocar a educação no
centro. A preocupação da União com o ensino
fundamental é muito recente. Enquanto isso, o povo permaneceu
excluído. É preciso que estados e municípios
caminhem em uníssono em direção à meta.
Cunha avalia que ainda não há uma política
nacional eficiente, pois alguns estados e municípios
estão muito piores do que o restante do país. A
disparidade acaba puxando o resultado de todo o Brasil para baixo.
Em Bertolina (PI), Pedra Branca do Amapá (AP) e Lagoa da Canoa
(AL), por exemplo, o Ideb atingido foi inferior a 2,5 em 2009. Na outra
ponta, Aperibé, no Estado do Rio, com pouco mais de 10 mil
habitantes, conseguiu a média 6,1.
Fonte: O Globo on line - Blog do Noblat
Evasão nas faculdades, existe solução?
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 10:09 hs em 26/07/2010
O número de vagas para ingressar no ensino superior tem crescido
muito, tanto nas universidades públicas quanto nas faculdades
privadas em todo Brasil. Paralelamente a taxa anual de evasão
nas instituições de ensino superior é de 22% nos
últimos cinco anos, segundo estudo realizado pelo Instituto Lobo
para desenvolvimento da educação.
O curioso é que nos cursos menos tradicionais existem vagas
sobrando e a evasão é superior aos cursos mais disputadas
no vestibular. Nos cursos conhecidos por serem de maior status a
evasão é mínima e isso se reflete no perfil dos
alunos que passam no vestibular, ou seja, muitos possuem melhores
recursos financeiros para conseguirem se manter.
Outro fator determinante é que alguns estudantes passam no
vestibular e depois querem trocar de curso, pedindo transferência
e por não conseguirem, muitos alunos acabam desistindo do curso
no qual foram aprovados. Isso aumenta o índice de evasão
e no caso das universidades públicas, existe o
desperdício de recursos públicos, sendo a conta paga por
nós.
Em faculdades privadas um dos motivos da evasão é o valor
das mensalidades. Muitos estudantes não conseguem
pagá-las e desistem da carreira tão sonhada. Um fato
marcante entre alunos de instituições privadas é
que a maioria trabalha e a cultura de muitas empresas, no Brasil,
não permite que o funcionário seja liberado
antecipadamente para chegar a tempo nas aulas. Ainda é
possível citar os mecanismos de financiamento que além de
não darem conta de atender a demanda de estudantes que
necessitam de ajuda financeira, burocratizam e dificultam o acesso as
bolsas do ensino superior.
Na sua opinião, quais os motivos que levam as pessoas a
desistirem das faculdades? A cultura que incentiva a busca de cursos
tradicionais e as poucas vagas existentes nos mesmos? A baixa qualidade
de ensino e estrutura física dos nossos cursos? Baixa
remuneração de algumas profissões? Falta de bolsas
para financiar os estudos? Falta de objetividade e qualidade no ensino
público e privado? Falta de orientação na escolha
do curso?
Pessoal, mande seu comentário!
Fonte: Blog Otavio Auler
Professor poderá acumular aulas e bolsas da CAPES e CNPq
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 10:09 hs em 24/07/2010
Foi publicada no dia 16/07 a Portaria Conjunta 1 que permite o
acúmulo de bolsas da CAPES e do CNPq e de atividades remuneradas
em áreas correlatas ao campo de atuação,
"especialmente quando se tratar de docência como professores nos
ensinos de qualquer grau".
Com isso, o professor poderá receber a bolsa e manter
vínculo empregatício com as instituições de
ensino, desde que respeite as regras do curso de
pós-graduação e das agências, inclusive
quanto aos prazos.
A portaria veda a acumulação de bolsas com outras agências de fomento, como a FAPESP, por exemplo.
Fonte: FEPESP
Fonte: Portal Sinpro-SP
A crise econômica e o resgate do ensino
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 09:42 hs em 26/07/2010
No pós-crise, diminuíram as oportunidades no mercado
financeiro e resgatou-se a economia real, que se baseia no crescimento
da produção
Como educador de uma escola de engenharia, o mercado financeiro causava
grande frustração nos anos pré-crise. Naquele
período, o mercado financeiro essencialmente monopolizava a
contratação de egressos dos cursos de engenharia.
Um egresso com essa formação poderia perfeitamente se
posicionar nesse mercado, sendo uma evidência de sua
versatilidade profissional. Entretanto, me questionava: por que ensinar
conteúdos programáticos de um curso de engenharia se o
estudante migrava invariavelmente para o mercado financeiro, ignorando
grande parte da sua formação técnica?
A crise tenha talvez dado a contribuição mais importante
para resgatar o ensino universitário e endereçar essa
questão. No pós-crise, diminuíram as oportunidades
no mercado financeiro, ruindo o deslumbramento dos estudantes com a
área. Resgatou-se a economia real, aquela que se baseia no
crescimento da produção, inclusive produção
intelectual.
E, nesse contexto, a universidade desempenha papel central. Nessa nova
economia, as melhores oportunidades surgirão nas áreas
técnicas, e os estudantes terão de perseguir a
compreensão dos conteúdos programáticos para
estarem preparados para elas. A raiz da crise talvez tenha sido
exatamente o mecanismo de contratação do mercado
financeiro.
Nas últimas décadas, tornou-se comum contratar
físicos, matemáticos e engenheiros, ampliando o horizonte
cultural do mercado. Dessa forma, o mercado passou a conviver com
profissionais capacitados em entender os fenômenos físicos
e construir modelos. Essa cultura passou a ser usada para construir
modelos para prever os movimentos das bolsas, os mercados de
derivativos e as taxas de juros.
Mas ocorreu um descolamento entre teoria e fenomenologia. Embora
padrões de evolução dos índices do mercado
possam ser previstos com certa precisão, o mercado não
é regido pelas leis físicas usuais. A fenomenologia do
mercado envolve eventos altamente não lineares, portanto,
qualquer modelo simplificado apresenta previsões imprecisas e
falha na previsão de eventos catastróficos.
Os modelos do mercado se descolaram de um principio básico de
qualquer modelo, seus limites de validade. A fenomenologia do mercado
está associada à opinião dos investidores,
confiança, perspectiva de lucro, eventos de difícil
modelagem. Mas os teóricos do mercado falharam na
percepção dos limites dos modelos e ignoraram uma lei de
qualquer sistema da natureza, a lei do equilíbrio.
Se entendessem isso, teriam notado que um crescimento contínuo
dos índices das bolsas é fundamentalmente
impossível. A crise deixará seu legado por
décadas: ela mostrou os riscos de se apostar numa economia
virtual, que se baseie em números abstratos, lucros
fictícios e dinheiro inexistente. Aos educadores, ficou a
percepção de que vale a pena continuar acreditando na sua
profissão.
João Francisco Justo Filho, doutor em engenharia pelo MIT
(Massachusetts Institute of Technology, nos EUA), é professor da
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Fonte: Folha de São Paulo