
28/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
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veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Presidente da República nomeia dois ministros para o STJ
Parceria entre MEC e Febraban cria 'cota de estágio'
Gestores têm até dia 14 para solicitar correção no Ideb
Lei já vale em Santa Catarina
Quem é o eleitor catarinense
Brasil começa a selecionar alunos para o Parlamento Juvenil
Universidades alemãs procuram alunos brasileiros para intercâmbio
Decreto regulamenta programa federal Um Computador por Aluno
Computador para todos os alunos
Tecnologia do Brasil ajuda cegos na rede
Ensino Superior - Trainee ganha rival especialista
Educação a distância: desafios e limites
A crise econômica e o resgate do ensino
Pnud faz consulta para escolher boas práticas em biodiversidade
A noite das campeãs
Vestibulando deve se conhecer antes de decidir a carreira que vai seguir
Seguir ou desistir: eis a questão
Grana x vocação
Analfabetismo atinge 3 milhões de jovens trabalhadores rurais no Brasil
Maior nível de escolaridade protege cérebro contra sintomas de demência
'Custo Brasil' e educação contêm avanço do Brasil, indica relatório
Municípios têm aumento significativo de
recursos transferidos pela União e podem desenvolver projetos
com apoio de instituições
Projeto da Microsoft leva imagens panorâmicas para o mundo ‘street view’
Educação é um dos desafios do Brasil para alcançar crescimento sustentável
Prédio na Bélgica muda de cor para informar previsão do tempo
Conselho Federal institui concurso de artigos
A hora e a vez do ensino médio
Egito busca apoio de empresas de tecnologia para melhorar ensino
Projeto amplia a lista de doenças do trabalho
Precisamos formar 10 mil doutores por ano, diz presidente de associação de pós-graduandos
Programa dá início à formação de professor sem licenciatura
Presidente da República nomeia dois ministros para o STJ
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva,
nomeou, nesta terça-feira (27), para ocupar o cargo de ministro
do Superior Tribunal de Justiça (STJ) o desembargador Paulo de
Tarso Vieira Sanseverino, do Tribunal de Justiça do Rio Grande
do Sul, e Maria Isabel Gallotti Rodrigues, juíza federal do
Tribunal Regional Federal da 1a Região. A nomeação
foi publicada no Diário Oficial da União,
seção 2.
O desembargador Vieira Sanseverino vai ocupar a vaga deixada com a
aposentadoria da ministra Denise Arruda, enquanto a juíza
federal Gallotti Rodrigues ficará na vaga do ministro Fernando
Gonçalves. Os ministros nomeados devem ser empossados no prazo
máximo de 30 dias.
Gaúcho de Porto Alegre, o desembargador Paulo de Tarso Vieira
Sanseverino é integrante do TJRS desde 1999. Graduado em Direito
pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do
Sul, é mestre e doutor pela Faculdade de Direito da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul. Magistrado de carreira desde 1986, exerce
também o magistério na Escola Superior da Magistratura,
da Ajuris, da qual foi diretor no biênio 2006/2007. Ele
compôs a lista tríplice após concorrer com outros
48 integrantes de tribunais de Justiça.
Desembargadora federal desde 2001, Maria Isabel Galloti Rodrigues
graduou-se em Direito pela Universidade de Brasília, em 1985,
onde também concluiu o mestrado em Direito e Estado, em 1988.
Atuou como advogada perante os tribunais superiores, Justiça
Federal, do Trabalho e do Distrito Federal. Foi curadora especial em
sentenças estrangeiras, procuradora da República de
2ª Categoria, sendo promovida ao cargo de procuradora Regional da
República em 1996, passando a oficiar perante o Tribunal
Regional Federal da 1ª Região e designada procuradora-chefe
da Procuradoria Regional da República da 1ª Região.
Concorriam à vaga 22 magistrados federais.
Parceria entre MEC e Febraban cria 'cota de estágio'
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, 27/07/2010
Previsão é que acordo resulte em cerca de 600 jovens estagiando no primeiro ano
Mariana Mandelli - O Estado de S. Paulo
O Ministério da Educação e a
Federação Brasileira de Bancos (Febraban) devem assinar
hoje um acordo que deve fazer com que os bancos reservem até 10%
de vagas de estágio a alunos do Programa Universidade para Todos
(ProUni). A entidade com o governo federal prevê, para o
primeiro ano da parceria, uma média de 600 jovens estagiando por
meio do acordo. “Não estamos reinventando nenhum tipo de
processo. Estamos integrando forças com outros
órgãos para promover a diversidade e ações
afirmativas”, afirma Mário Sérgio Vasconcelos,
diretor de relações institucionais da Febraban.
“Assim, vamos oferecer vagas e oportunidades de
capacitação, treinamento e de
carreira.” Segundo ele, o acordo envolve, além do
MEC, a Secretaria de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial (SEPPIR) e a Secretaria de Políticas para as
Mulheres (SPM). A ideia é incentivar a inclusão de
mulheres e negros, valorizar a diversidade no setor bancário,
fortalecer os processos de administração e gestão
de carreiras da mulher e proporcionar oportunidades de
inserção no mercado de trabalho de homens e jovens negros
que participaram do ProUni e jovens de maior vulnerabilidade
social. Devem participar da cerimônia de assinatura do
acordo o presidente da Febraban, Fabio Barbosa; a diretora de
Políticas e Programas de Graduação do MEC, Paula
Branco de Mello; o ministro da SEPPIR, Eloi Ferreira de Araújo,
e a ministra da SPM, Nilcéa Freire.
Gestores têm até dia 14 para solicitar correção no Ideb
Fonte: www.nota10.com.br, 28/07/2010
Diretores de escola, secretários municipais e estaduais de
educação têm até dia 14 de agosto para
solicitar correção no Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb), se houver
divergência quanto aos indicadores publicados. Os gestores
poderão solicitar ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
(Inep) eventuais correções referentes à Taxa
Média de Aprovação, Desempenho na Prova
Brasil/Saeb e Ideb. O Inep publicará os dados definitivos do
Ideb 2009 após análise de todas as
solicitações.
Lei já vale em Santa Catarina
Fonte: Jornal A Notícia, 28/07/2010
Respeito à regra levou o TRE a negar a candidatura de João Pizzolatti
Por 4 votos a 2, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu que a Lei
Ficha Limpa vale para as eleições deste ano. Com isso, o
deputado João Pizzolatti (PP) teve o registro de candidatura
negado, ontem, também por 4 a 2.
A discussão sobre o tema começou na sessão de
segunda-feira, a partir do pedido de impugnação da
candidatura de João Pizzolatti. Na ocasião, três
juízes já tinham se manifestado a favor da
aplicação da lei em 2010. O juiz-relator do processo,
Oscar Juvêncio Borges Neto, votou contra, acompanhado de Carlos
Vicente da Rosa Góes. O desembargador Sérgio Torres
Paladino pediu vista do processo, adiando a votação para
ontem.
O voto do desembargador era o mais esperado porque, se votasse contra a
adoção em 2010, jogaria a decisão para o
presidente Newton Trisotto. Mas acabou decidindo pela
aplicação da Ficha Limpa. “Seguramente esse
será o tema mais tormentoso a ser decidido pelos
tribunais”, disse o presidente pouco antes da sessão. A
defesa de João Pizzolatti usou dois argumentos. Um de que
qualquer lei que altere o processo eleitoral não se aplica
à eleição daquele ano. Outra tese foi a
presunção de inocência. Os juízes não
acataram nenhum dos argumentos e o enquadraram pela
condenação no TJ e por dolo ao patrimônio
público.
O advogado Alessandro Abreu, vai recorrer ao Tribunal Superior
Eleitoral sobre o registro da candidatura. “A campanha
continua”, disse. Sobre o enquadramento no Ficha Limpa, disse que
o deputado também recorrerá até a última
instância, o Supremo Tribunal Federal (STF), se for
necessário.
Quem é o eleitor catarinense
Fonte: Jornal A Notícia, 28/07/2010
Informações da Justiça mostram que a maioria do eleitorado é mulher
Mulher, solteira e com ensino fundamental incompleto. Dos 4,5
milhões de catarinenses aptos a votar em outubro deste ano, a
maior parte se encaixa nesse perfil, segundo o cadastro de eleitores do
Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC).
Grande parte dos cadastrados (25,26%) não declarou a
profissão. Entre os que registraram sua ocupação,
20,18% são estudantes e ainda não trabalham. Comparado
às eleições de 2006, última vez que o
catarinense foi às urnas para escolher presidente, governador,
senador e deputados estaduais e federais, o perfil se mantém,
exceto pela idade. Neste ano, a maioria dos votantes (24%) tem entre 45
e 59 anos. As pessoas de 25 a 34 anos representam a segunda faixa do
eleitorado. Em 2006, também segundo a Justiça Eleitoral,
predominavam eleitores entre 25 e 34 anos.
Na faixa etária de voto facultativo, a quantidade de jovens
entre 16 e 18 anos diminui 8%, enquanto os votantes maiores de 70 anos
aumentaram em 23%. Para as eleições de 2010, o
número total de eleitores cresceu 8,9% em relação
a 2006. O percentual do Estado dentro do eleitorado nacional representa
3,3%.
Brasil começa a selecionar alunos para o Parlamento Juvenil
Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15710, 27/07/2010
As secretarias de educação das 27 unidades da
Federação e o Fundo das Nações Unidas para
a Infância (Unicef) têm prazo até 13 de agosto para
entregar ao Ministério da Educação a
relação dos alunos do ensino médio que vão
concorrer ao Parlamento Juvenil do Mercosul. O MEC fará a
seleção nacional de 14 a 16 de setembro, em
Brasília.
O coordenador de concepção e orientação
curricular da Secretaria de Educação Básica (SEB)
do MEC, Carlos Artexes Simões, explica que cada unidade
federativa deve selecionar três alunos do ensino médio
público, na faixa de 14 a 17 anos, e um professor. O Unicef vai
escolher 19 estudantes que representem a diversidade nacional —
indígenas, quilombolas, jovens de comunidades populares, da
Amazônia e do Semiárido nordestino.
Do grupo de 81 estudantes e 27 professores escolhidos nos estados e no
Distrito Federal e dos 19 indicados pelo Unicef, serão
selecionados 27 alunos e nove professores para representar o Brasil. A
primeira reunião do Parlamento Juvenil está prevista para
outubro, em Montevidéu. Lá estarão também
estudantes da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile e
Venezuela.
Na seleção dos alunos, segundo Artexes, as secretarias de
educação devem observar critérios como o
equilíbrio na representação de meninos e meninas,
bom desempenho escolar, liderança e experiência em
participação social. A escolha dos representantes do
Brasil — 18 titulares e nove suplentes — será
conduzida pelo Ministério da Educação com o apoio
do Unicef e do Observatório da Juventude da Universidade Federal
de Minas Gerais.
Na etapa nacional, em Brasília, os concorrentes, tanto
professores quanto estudantes, vão participar de oficinas
preparatórias para a reunião em Montevidéu e da
seleção final. Na viagem, cada professor será
responsável por grupos de três alunos. O
calendário, o processo de seleção e os
critérios de escolha de estudantes e professores estão na
página eletrônica do Parlamento Juvenil.
Representação — O Parlamento Juvenil do Mercosul
segue o modelo do Parlamento do Sul (Parlasul). Tanto a
representação parlamentar quanto a juvenil têm 126
membros (18 por país), calendário de reuniões e
agenda de debates coincidentes e presidência rotativa, entre
outros pontos.
No âmbito político, o Parlasul foi criado em 2005, mas
começou a atuar em 2007. É integrado por 18
representantes de cada país do bloco. No caso do Brasil,
é composto por deputados e senadores das cinco regiões. O
estatuto do Parlasul prevê eleições diretas dos
integrantes e representação proporcional ao número
de eleitores de cada país.
Ionice Lorenzoni
Universidades alemãs procuram alunos brasileiros para intercâmbio
Fonte: G1, 28/07/2010
Iberê Thenório Do G1, em Natal
Instituições alemãs estão procurando
estudantes brasileiros para oferecer vagas de intercâmbio em
nível superior e de pós-graduação. Em um
estande montado na reunião anual da Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência, em Natal, 12 universidades e centros de
pesquisas da Alemanha mostram seus projetos e convidam alunos e
professores para formar parcerias na área científica.
“Há muitas oportunidades para estudantes
brasileiros. Já na graduação é
possível fazer intercâmbio, que pode ser de um ou dois
semestres. No mestrado é possível fazer
‘sanduíche’ [quando o aluno faz parte do curso no
exterior]”, explica Anne Trettin, representante do estado
alemão de Baden-Wütenberg, que trouxe as entidades à
SBPC.
Além dos cursos, a Alemanha oferece também aos
brasileiros bolsas de graduação e
pós-graduação, concedidas por meio do DAAD, o
Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico.
Para quem se assusta com a língua, Trettin explica que há
muitos cursos em inglês, e nem sempre é necessário
ter alemão fluente. “No doutorado quase não
é preciso falar alemão. No mestrado também
há cursos em inglês. Para graduação
não são tantos, mas existem.”
Sobre a escolha do Brasil para investir em parcerias
científicas, a alemã afirma que o país tem muita
estrutura em pesquisa, e isso interessa aos europeus. “O Brasil
tem uma força econômica e de pesquisa muito grande,
está se desenvolvendo muito bem. É uma boa oportunidade
para trabalharmos juntos.”
Entre as 12 instituições que se apresentam na SBPC
está o Centro Alemão Aeroespacial, a Universidade Aberta
de Berlim e a Universidade de Kiel. Quem quiser saber mais sobre bolsas
oferecidas pelo governo alemão pode acessar o site da DAAD (em
português).
Decreto regulamenta programa federal Um Computador por Aluno
Fonte: G1, 27/07/2010
Decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado no
Diário Oficial da União desta terça-feira (27)
regulamenta o Programa Um Computador por Aluno (Prouca) e o Regime
Especial de Aquisição de Computadores para uso
Educacional (Recompe).
Além do presidente, assinam o decreto os ministros da Fazenda,
Guido Mantega, da Educação, Fernando Haddad, de
Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, e
Ciência e Tecnologia, Sergio Machado Rezende.
De acordo com o texto, o programa do governo federal pretende promover
a inclusão digital nas escolas das redes públicas de
ensino federal, estadual, distrital, municipal ou nas escolas sem fins
lucrativos de atendimento a pessoas com deficiência, com a
aquisição de equipamentos de informática, de
programas de computador (software) neles instalados e de suporte e
assistência técnica necessários ao seu
funcionamento.
A aquisição dos computadores será realizada por
meio de licitação pública, segundo o decreto.
Ato conjunto dos ministros da Educação e da Fazenda
estabelecerá definições,
especificações e características técnicas
mínimas dos equipamentos do programa, podendo, inclusive,
determinar os valores mínimos e máximos alcançados
pelo programa.
Segundo o decreto, para efeito de inclusão no Recompe,
terão prioridade as soluções de software livre e
de código aberto e sem custos de licenças, conforme as
diretrizes das políticas educacionais do Ministério da
Educação. O decreto traz ainda informações
sobre etapas mínimas e condicionantes de
fabricação dos equipamentos.
De acordo com o texto, são beneficiárias do Recompe
pessoas jurídicas habilitadas que exerçam atividade de
fabricação dos equipamentos e que sejam vencedoras do
processo de licitação e pessoas jurídicas que
exerçam a atividade de manufatura terceirizada para a vencedora
da licitação. Segundo o decreto, empresas que optam pelo
Simples Nacional não poderão aderir ao Recompe.
O decreto prevê isenção de Imposto sobre Produto
Industrializado (IPI), PIS/Pasep e Cofins, Imposto de
Importação e da Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico para as
empresas habilitadas.
Computador para todos os alunos
Fonte: Diário Catarinense, 28/07/2010
Foi publicado ontem, no Diário Oficial da União, o
Decreto 7.243 que regulamenta o Programa Um Computador por Aluno
(Prouca) e o Regime Especial de Aquisição de Computadores
para uso Educacional (Recompe), ambos da União.
O Prouca está sendo implantado em diversos estados brasileiros.
Segundo o decreto, a aquisição dos equipamentos
será realizada por meio de licitação
pública.
As definições, especificações e
características técnicas mínimas dos equipamentos
serão estabelecidas em conjunto pelos ministérios da
Educação e da Fazenda, que poderão, ainda,
determinar os valores mínimos e máximos alcançados
pelo programa. O Ministério da Educação já
adquiriu 150 mil laptops. Terão prioridade as
soluções de software livre e de código aberto e
sem custos de licenças. O decreto prevê
isenção de impostos para as empresas habilitadas.
Brasília
Tecnologia do Brasil ajuda cegos na rede
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 26/07/2010 às 10:20 hs.
Aparelhos leitores de livros digitais acabam facilitando a vida de quem
é deficiente visual. A primeira geração do Kindle,
por exemplo, trazia um emulador de voz que permitia a leitura em voz
alta do livro pelo aparelho. Note o tempo do verbo: "trazia".
Hoje isso não acontece mais. Por causa de ameaças de
editoras e associações de direitos autorais, os
fabricantes retiraram essa função dos aparelhos, com medo
de processos. Por isso, a União Mundial dos Cegos propôs
em Genebra (na Organização Mundial da Propriedade
Intelectual) a criação de um tratado para resolver a
questão. Se aprovado, o uso da leitura digital por deficientes
visuais não será violação de direito
autoral.
Quem, no mundo, seria contrário a um tratado que beneficiaria
tantos deficientes? Infelizmente, muitos: a RIAA
(Associação das Gravadoras), a MPA (Motion Picture
Association, do Cinema) e a Microsoft apresentaram
manifestações contrárias. Com isso, as
negociações estão paradas. Enquanto esse absurdo
acontece, a situação é diferente no Brasil.
Pesquisadores da UFRJ desenvolveram um programa para deficientes
visuais chamado DOSVOX (bit.ly/17LvJO).
É um software que permite usar o computador por sons: dá
para navegar, bater papo e acessar redes sociais. E, é claro,
escrever, baixar música e games.
O programa transforma tudo numa voz feminina (de curioso sotaque
carioca!). Já são mais de 20 mil usuários. Chama a
atenção o fato de o DOSVOX ser um software livre.
É gratuito e pode ser copiado livremente. Ele é produto
da colaboração entre alunos e professores da UFRJ,
coordenados pelo professor Antônio Borges. São
heróis. Merecem imenso reconhecimento.
Quando se compara a generosidade por trás do DOSVOX com o que
está acontecendo em Genebra, dá para ver quem é
cego de verdade. P.S. Obrigado a minha irmã Daniela, que
trabalha com deficientes visuais, por me mostrar o DOSVOX.
Fonte: Folha de São Paulo
Ensino Superior - Trainee ganha rival especialista
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 26/07/2010 às 09:21 hs.
Raquel Bocato
De São Paulo
Os programas de trainee, que reinam absolutos há anos,
começam a dividir espaço com outro modelo de
formação: o de especialistas. Os dois buscam perfis
semelhantes de candidatos - selecionam pessoas com até dois anos
de formadas- e oferecem salários similares.
Contudo, enquanto o primeiro tem como objetivo formar gestores, o
segundo se pauta pela formação de especialistas -
não necessariamente alguém que ocupará em curto
prazo um cargo de coordenação ou gerência. Empresas
de construção e de varejo são as que mais investem
nesse modelo de formação de especialistas, indica a
gerente da consultoria DMRH Fabiana Nakazone.
A gerente da divisão de Jovens Profissionais da consultoria
Across, Rosana Tavares, acrescenta ainda as de engenharia e de TI
(tecnologia da informação).
A construtora Camargo Corrêa é uma das que mantêm,
desde 2007, um programa de dois anos para engenheiros e administradores.
O Jovem Profissional, que ofereceu 30 vagas e reuniu 17 mil
inscrições no ano passado, tem cerca de 70% de sua
estrutura concentrada no lado técnico. O restante é
dedicado ao comportamental.
"Não é um programa técnico, mas para o
profissional que vai trabalhar no campo", explica a gerente de
desenvolvimento organizacional, Ana Carolina Rodriguez. Há
programas, contudo, que mesclam a formação, preparando
para a área técnica e a gerencial. Um deles é o da
Racional Engenharia, que oferece cinco vagas. "Não se define o
caminho que ele vai seguir na empresa. Buscamos só engenheiros,
para a atividade "core"", esclarece Renata Moraes, gerente sênior
de desenvolvimento organizacional.
Frase:
"Em uma seleção de trainee, o candidato precisa mostrar
que tem conhecimento técnico, claro. Mas o lado comportamental
tem influência. É preciso desenvolver liderança,
oratória e técnicas de negocia-ção quando o
jovem está na faculdade"
Rinaldo Donato, 45
ex-trainee, gerente sênior da Racional Engenharia e um dos responsáveis pela seleção de trainees
DIFERENÇAS ENTRE OS PROGRAMAS
TRAINEE
Perfil
Recém-formado ou que tenha concluído a
graduação há até dois anos. Pode não
ter experiência profissional
Seleção
Testes de idioma e lógica, dinâmica de grupo, estudo de caso e entrevista
Programa
Varia de 12 a 18 meses, mas pode chegar a dois anos
Foco Chegar a um cargo gerencial
JOVEM PROFISSIONAL
Perfil
Ter até dois anos de formado e, de preferência, experiência
Seleção
Dinâmica de grupo e estudo de caso são opcionais
Programa
Segue o padrão do trainee ou varia de seis a 12 meses
Foco
Atuar em sua área de especialidade
Educação a distância: desafios e limites
Fonte: Revista Gestão Universitária, Edição 233
Manoel Jose Fonseca Rocha
Introdução - O Ministério de
Educação e Cultura credencia instituições
de Ensino Superior (Faculdades, Centros Universitários e
Universidades) a oferecerem cursos de graduação em regime
presencial, à distância e semipresencial. É
possível argumentar que entre estas modalidades de ensino, as
grandes indagações e fontes de
investigações que permeiam o mundo acadêmico
contemporâneo estão relacionadas ao EAD (Ensino a
Distância). São freqüentes, nos ambientes
universitários, discussões calorosas acerca da validade
dessa modalidade de ensino. Não é pra menos. Nós
professores ainda somos frutos de uma educação que
percebe a sala de aula como o único espaço viável
para as atividades de ensino e aprendizagem. De certa forma essa
concepção, mesmo considerada anacrônica para alguns
teóricos contemporâneos, continua sendo a
opção mais aceita nos meios escolares e, sem
dúvida, a que apresenta maior credencial simbólica no
mundo do trabalho. Talvez aqui residam os limites do EAD, ou seja, de
um lado as concepções acadêmicas que defendem a
modalidade e, de outro, as demandas do mundo do trabalho que analisam e
avaliam com cuidado e desconfiança essa modalidade. O fato
é que quando nos propomos pensar, discutir, refletir e
até mesmo opinar sobre o EAD, necessitamos, sobretudo, conhecer
esta modalidade. Conhecimento que compreende as duas extremidades do
processo de ensino e aprendizagem – a co-responsabilidade entre
professores e estudantes, de um lado, e o desejo de uma
formação acadêmica e não de um simples
Diploma, do outro. É nesse ambiente confuso e
polêmico que nos propomos, sem apologias e/ou análises
pessimistas, refletir a partir de experiências vividas em
ambientes do EAD. Por isso, nossa intenção é
socializar e fomentar discussões que contribuam para tornar essa
modalidade um espaço de trocas de conhecimento.
Como funciona o Ensino a Distância? - A Educação a
Distância, segundo o artigo 1º do Decreto nº 5.622, de
19 de dezembro de 2005 (que revoga o Decreto nº 2.494/98), que
regulamenta o artigo 80 da Lei nº 9.394/96, é a modalidade
educacional na qual a mediação
didático-pedagógica nos processos de ensino e
aprendizagem ocorre com a utilização de meios e
tecnologias de informação e comunicação,
com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em
lugares ou tempos diversos (BRASIL, 2005). Vale destacar, que para que
isso ocorra de forma eficiente, as instituições de ensino
devem oferecer uma estrutura compatível com as demandas do EAD,
entre elas, professores preparados e tecnologias eficientes. Outro
aspecto que entendemos merecer atenção é a falta
de autonomia do MEC para abertura de alguns cursos de
graduação como Direito, Medicina, Odontologia e
Psicologia. Estes cursos dependem da apreciação e
manifestação dos seus respectivos órgãos ou
conselhos (Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ou do
Conselho Nacional de Saúde, por exemplo) [...]”. (BRASIL,
2006).
Para muitos, a educação a distância encontra
origens em políticas de inclusão social por
meio da educação escolar, uma espécie
de engrenagem propulsora de acesso escolar às camadas mais
humildes da sociedade. Observe, por exemplo, que determinados cursos
para serem oferecidos na modalidade à distância necessitam
ser submetidos aos seus respectivos Conselhos Federais, como são
os casos dos cursos de Medicina e Direito, acima citados. Os cursos
ligados as Licenciaturas, que formam professores, por exemplo,
não demandam de apreciação e
manifestação de órgãos externos ao
Ministério da Educação, por isso são muito
presentes (História, Geografia, Pedagogia são exemplos).
Em outras palavras, podemos afirmar que o EAD é viável
para a formação de professores, mas
não-viável, para outras profissões. O estranho
é que todas as profissões, indistintamente, recebem uma
formação que transita pelas mais diversas esferas
ideológicas que norteiam as práticas educativas e
avaliativas dos diversos seguimentos escolares no Brasil.
Na prática, o grande receio está no fato de que a
Educação á Distância é uma
modalidade, onde o processo de ensino e aprendizagem ocorre com
auxílio de tecnologias de informação e de
comunicação (telefone e ferramentas de ambientes virtuais
de aprendizagem – AVA). O EAD, na verdade, atende aos mais
diversos perfis de alunos. Alunos graduados e pós-graduados,
até mesmo alunos que buscam uma nova graduação e
pós-graduação. É nesse contexto difuso,
como já foi dito, que possivelmente os desafios
pedagógicos do EAD encontrem seus limites.
EAD: uma forma de democratizar o ensino superior
No debate conflituoso sobre o EAD, pauta uma reflexão sobre o
seu público alvo. Pontua-se ações mitigadoras de
inclusão digital, atrelada as mazelas da gestão de ensino
aprendizagem contribuindo para o distanciamento da possibilidade de
acesso as ferramentas de mobilidade social no Brasil, através da
organização e aparelhamento da Educação
Básica e Superior. O distanciamento da sociedade informacional
alimenta a exclusão e impede que nossa sociedade se prepare
massivamente para os desafios cada vez maiores do mercado de trabalho e
da inserção minimamente competitiva no atual
cenário de mundialização{...}(SILVEIRA 2001) . No
EAD teremos que perpassar o canal da desigualdade social, pois trata-se
de uma modalidade que emerge nas demandas da sociedade excluídas
das relações educacionais formais, pautadas na
produção mercadológica. O EAD, no seu processo de
operacionalização da Educação, no sentido
mais democrático, cumpre papel fundamental na
construção de uma sociedade mais humana, pois socializa
de forma mais efetiva os conhecimentos que permeiam as academias, fato
não presente há bem pouco tempo. Claro que para isso,
é necessária a democratização ampla e
irrestrita de acesso não só aos meios tecnológicos
indispensáveis, mas também as linguagens que permeiam as
demandas do EAD. A teia se efetiva quando a linha da sociabilidade
educacional se personifica nas ações de inclusão
digital da política educacional cooperativa horizontalmente na
EAD, superando as mazelas da exclusão educacional. OS
LIMITES DO EAD: a necessidade da interação entre
estudante e professor. É necessário pensar a
prática do EAD em conjunto com a inclusão digital, sua
popularização, pois nem todos que possuem computadores
desejam dominar as ferramentas que norteiam os procedimentos
metodológicos dessa modalidade. Até pouco tempo, o
computador era visto como lazer, como prazer, no sentido do descobrir o
novo, de desvelar o desconhecido. Hoje, um grande número de
pessoas utiliza computadores no seu trabalho e em suas
residências, para os mais diversos objetivos, como:
operações bancárias e financeiras,
comunicação informal e formal, namoro etc. Atualmente
muitos, como já foi anunciado, vêm utilizando o computador
para buscar uma formação superior ou uma
pós-graduação, mas nesse público, nem todos
interagem com clareza e maturidade ou aceitam essa modalidade. Muitos
se sentem receosos, e destes não se pode tirar toda a
razão, pois a presença física de um professor ou,
simplesmente a presença falante, pode trazer muita
diferença no processo de ensino e aprendizagem. Pois, É
importante ter noção da amplitude do espaço
à sua volta, o mesmo que é ocupado por várias
pessoas ao mesmo tempo. Saber conviver neste espaço, ocupando-o
mesmo onde seu corpo não vai; ocupando-o com seu olhar, com sua
atenção, com a projeção de sua
presença. É isto. Reconhecer o espaço equivale a
criar uma presença, uma marca. Dessa forma, você e seu
aluno não fazem tão-somente parte de uma massa.
São indivíduos. (VIANNA: 2002, p.32) Nós que
nos deparamos com o EAD, essa modalidade de ensino em
expansão, temos que ter a clareza de que o contato virtual e/ou
digital deve gerar uma reciprocidade de responsabilidades, com vistas a
aproximar professores e alunos. O aluno necessita ter certeza que
estamos com ele, ouvindo seus pedidos de ajuda, acalmando suas
ansiedades e lendo as coisas que escrevem. Enfim, orientando-os. Nessa
lógica, os limites impostos pela falta de
interação entre os agentes seriam suprimidos, e o EAD,
floresceria como um instrumento de democratização do
ensino superior.
CONSIDERAÇÕES - Entende-se então que, o EAD
é uma modalidade de ensino em fase de construção e
por isso demanda de ajustes constantes. Para muitos debatedores sua
origem está associada, sobretudo, há duas realidades
participes do mesmo contexto, ou seja: a necessidade de democratizar o
ensino superior seria uma e baratear os investimentos que demandam a
educação; a outra. Sem dúvida, nossa
experiência tem mostrado que o EAD cumpre um forte papel social
na medida em que socializa e democratiza o acesso a
educação. Simultaneamente, proporciona mobilidade social,
uma vez que as pessoas passam a ter acesso aos conhecimentos que
contribuem na explicação deste mundo. Entendemos que o
EAD, ao mesmo tempo em que apresenta possibilidades de
formação acadêmica para muitos, esbarra em limites,
na medida em que necessita avançar em seus procedimentos
didático-metodológicos.
A crise econômica e o resgate do ensino
Fonte: Editoria Tendências e Debates, do jornal Folha de S.Paulo, em 26/07/10
Como educador de uma escola de engenharia, o mercado financeiro causava
grande frustração nos anos pré-crise. Naquele
período, o mercado financeiro essencialmente monopolizava a
contratação de egressos dos cursos de engenharia.
Um egresso com essa formação poderia perfeitamente se
posicionar nesse mercado, sendo uma evidência de sua
versatilidade profissional. Entretanto, me questionava: por que ensinar
conteúdos programáticos de um curso de engenharia se o
estudante migrava invariavelmente para o mercado financeiro, ignorando
grande parte da sua formação técnica?
A crise tenha talvez dado a contribuição mais importante
para resgatar o ensino universitário e endereçar essa
questão. No pós-crise, diminuíram as oportunidades
no mercado financeiro, ruindo o deslumbramento dos estudantes com a
área. Resgatou-se a economia real, aquela que se baseia no
crescimento da produção, inclusive produção
intelectual.
E, nesse contexto, a universidade desempenha papel central. Nessa nova
economia, as melhores oportunidades surgirão nas áreas
técnicas, e os estudantes terão de perseguir a
compreensão dos conteúdos programáticos para
estarem preparados para elas.
A raiz da crise talvez tenha sido exatamente o mecanismo de
contratação do mercado financeiro. Nas últimas
décadas, tornou-se comum contratar físicos,
matemáticos e engenheiros, ampliando o horizonte cultural do
mercado.
Dessa forma, o mercado passou a conviver com profissionais capacitados
em entender os fenômenos físicos e construir modelos. Essa
cultura passou a ser usada para construir modelos para prever os
movimentos das bolsas, os mercados de derivativos e as taxas de juros.
Mas ocorreu um descolamento entre teoria e fenomenologia. Embora
padrões de evolução dos índices do mercado
possam ser previstos com certa precisão, o mercado não
é regido pelas leis físicas usuais. A fenomenologia do
mercado envolve eventos altamente não lineares, portanto,
qualquer modelo simplificado apresenta previsões imprecisas e
falha na previsão de eventos catastróficos.
Os modelos do mercado se descolaram de um principio básico de
qualquer modelo, seus limites de validade. A fenomenologia do mercado
está associada à opinião dos investidores,
confiança, perspectiva de lucro, eventos de difícil
modelagem. Mas os teóricos do mercado falharam na
percepção dos limites dos modelos e ignoraram uma lei de
qualquer sistema da natureza, a lei do equilíbrio.
Se entendessem isso, teriam notado que um crescimento contínuo
dos índices das bolsas é fundamentalmente
impossível.
A crise deixará seu legado por décadas: ela mostrou os
riscos de se apostar numa economia virtual, que se baseie em
números abstratos, lucros fictícios e dinheiro
inexistente. Aos educadores, ficou a percepção de que
vale a pena continuar acreditando na sua profissão.
João Francisco Justo Filho, é professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
Pnud faz consulta para escolher boas práticas em biodiversidade
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI4587535-EI8266,00-Pnud+faz+consulta+para+escolher+boas+praticas+em+biodiversidade.html
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud) abriu um processo de consulta para coletar estudos,
descrições e exemplos de projetos de
conservação da biodiversidade do Brasil, país
líder em espécies nativas, detentor de 15% a 20% de toda
a diversidade biológica mundial. A ideia é reunir
informações para apontar quais os benefícios
sociais e financeiros e os custos econômicos de uma gestão
de ecossistemas preocupada com a sustentabilidade.
A iniciativa será feita em duas etapas. Uma delas é um
questionário na internet, que já está no ar e
ficará disponível até meados de agosto. A outra
é um encontro com especialistas e autoridades na área de
meio ambiente, que será realizado na sede do Pnud nos dias 23 e
24 de agosto, com o objetivo de analisar e complementar os dados
colhidos pela pesquisa via web.
O objetivo da consulta é que técnicos do setor
público e privado, representantes de organizações
não governamentais (ONGs), acadêmicos e líderes
comunitários apresentem e detalhem experiências em
biodiversidade, além de apontar eventuais ligações
dessas práticas com a equidade e a geração de
renda.
Ao todo, o questionário tem 12 perguntas. Ele pede, por exemplo,
que se mencionem políticas públicas nos setores federal,
estadual ou municipal e se identifiquem impactos na
produção, na produtividade, no emprego e na renda.
Há também questões sobre áreas
prioritárias para ações de
conservação e mecanismos financeiros inovadores.
"Pretendemos sistematizar informações sobre casos e
experiências concretas de conservação da
biodiversidade", resumiu o biólogo Rodrigo Medeiros, um dos
assessores do Pnud responsáveis pela consulta nacional. "Vamos
consolidar informações sobre o que existe hoje que podem
ajudar a dimensionar a importância da conservação
da biodiversidade", completou o economista Carlos Eduardo Young,
também assessor do Pnud e membro do comitê técnico
da iniciativa.
As duas etapas fazem parte de um processo maior de consulta em
vários países latino-americanos, chamado Biodiversidade e
Ecossistemas: Por que são Importantes para o Crescimento
Sustentável e a Equidade da América Latina e do Caribe.
Já foram realizadas sete reuniões na região, em
nações também de grande biodiversidade
(México, Peru, Venezuela, Colômbia, Equador, Guatemala e
Trinidad e Tobago).
Os dados de sete workshops e da consulta brasileira servirão de
subsídio para um documento que será apresentado pelo Pnud
e parceiros no 10º Encontro da Conferência das Partes da
Convenção sobre Diversidade Biológica (COP10), em
Nagoia (Japão), entre 18 e 29 de outubro.
A noite das campeãs
Fonte: Jornal A Notícia, 28/07/2010
Promoção de “AN” e Instituto Mapa premia hoje as marcas mais lembradas
Hoje é dia de festa para os 89 vencedores das 33 categorias do
16º Top of Mind. Afinal, não é para qualquer um a
conquista do reconhecimento de ser a marca mais lembrada pelo
consumidor catarinense. A premiação será hoje
às 19h30, na sede da Fiesc, em Florianópolis.
As marcas campeãs foram apontadas em pesquisa de amostragem
realizada pelo Instituto Mapa, que entrevistou 2.400 pessoas em 27
cidades catarinenses. A promoção de “A
Notícia”, em parceria com o Instituto Mapa, a cada ano se
consagra ainda mais com o sinônimo de credibilidade. Nesta
edição, tem o patrocínio da Fecomércio, da
FCDL e Tractebel e o apoio da Fiesc e da Martinelli Empresarial.
A pesquisa tem como objetivo identificar qual marca está mais
presente na mente dos consumidores, avaliando o grau de popularidade e
prestígio da mesma em relação à
população. Desta forma, os resultados quantitativos das
pesquisas Top of Mind causam impacto junto às empresas,
agências de publicidade e veículos de
comunicação e satisfazem a curiosidade do público,
em saber quais são as marcas que mais ficam na memória e
quais são preferidas pelos consumidores.
Nesta edição, o Top também vai dar prêmios
especiais para as cinco empresas catarinenses que mais valorizam as
iniciativas em responsabilidade social, preservação
ambiental e investimentos em cultura. Além disso, serão
conhecidos o empresário de destaque, o time de futebol que
representa o Estado, a festa popular que é a cara de Santa
Catarina e as cidades que são lembradas por suas peculiaridades
econômicas.
“Vamos reverenciar empresas que alcançaram força de
marca pela qualidade diferenciada de seus produtos e
serviços”, explica o diretor-presidente do Instituto Mapa
José Nazareno Vieira.
2,4 mil - Foi o número de catarinenses ouvidos na pesquisa Top
of Mind, que identificou as marcas, as cidades, as empresas e o
empresário mais lembrado no Estado.
27 - É o número de cidades catarinenses onde o Instituto
Mapa fez a pesquisa Top of Mind. O levantamento foi feito no Norte,
Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Sul, Planalto e
Oeste.
Vestibulando deve se conhecer antes de decidir a carreira que vai seguir
Fonte: Folha de São Paulo, 28/07/2010
Felipe Luchete
A agenda da psicóloga Rosane Levenfus está cheia.
Há cerca de 20 anos na área de orientação
profissional, ela conta que, quanto mais perto das
inscrições para o vestibular, mais gente a procura.
Para quem ainda não decidiu qual carreira seguir, profissionais
ouvidos pela Folha afirmam que ainda dá tempo de buscar ajuda
antes do período de inscrições nos vestibulares de
fim de ano, que começa em agosto.
A maioria usa uma mesma palavra para definir a
orientação: autoconhecimento. Não é o
especialista que vai indicar uma profissão, é o jovem que
vai escolher.
"Não existe mágica. O que existe é
desinformação muito grande do jovem acerca de si mesmo e
do mercado de trabalho", afirma Rosane.
Há várias metodologias na área. Rosane faz testes
para avaliar se a pessoa está madura para decidir,
reúne-se pelo menos uma vez com os pais e estimula o
participante a pesquisar informações de cursos e
universidades.
A psicóloga e consultora de carreira Heloisa Yoshida promove
atividades lúdicas como "convidar" profissões para uma
festa: o jovem escolhe várias e depois imagina para quais
"convidadas" daria mais atenção.
A estudante Laís Carvalho, 16, deixou Santos, no litoral de SP,
para uma semana intensiva em julho no Instituto Colmeia, na capital. No
segundo ano do ensino médio, ela está em dúvida
entre administração e engenharia aeronáutica.
No primeiro dia de orientação, Laís e os colegas
colaram em uma cartolina imagens e palavras tiradas de revistas sobre o
que pensavam do mercado de trabalho.
A partir da atividade, eles discutiram valores que interferem na
escolha com a psiquiatra e orientadora profissional Maria Stella
Sampaio Leite. Carros, férias e dinheiro dividiam espaço
com estudo e esforço, por exemplo.
Na hora de escolher uma carreira, Stella não acredita em
vocação. Ela diz que o aluno deve identificar uma
motivação e refletir sobre a área de interesse que
lhe permitirá alcançar o que gosta.
Seguir ou desistir: eis a questão
Fonte: Diário Catarinense, 28/07/2010
Entender o que cada curso tem a oferecer vai ajudar você a
diminuir as chances de chegar no meio da graduação e se
dar conta de que tem mais uma difícil decisão pela frente.
Depois de tanto tempo de esforço e dedicação aos
estudos, a tão sonhada aprovação no vestibular
veio. No início, a empolgação toma conta, mas
quando a faculdade começa pra valer, muitas vezes vem a
dúvida: será que é isso mesmo que eu quero?
De acordo com a doutora em Psicologia Dulce Helena Soares, especialista
em orientação profissional, o principal motivo da
desistência no meio do caminho, depois de entrar na faculdade,
é a falta de informação sobre o curso. Segundo
ela, a maior parte dos estudantes que tem dúvidas não
sabe direito como é a vida do profissional formado na carreira
que pretende seguir.
– Muitas vezes, o aluno entra sem informações sobre
o curso e, ao longo da faculdade, continua sem saber como vai ser sua
vida depois de formado. Eu já atendi uma estudante de
Ciências Econômicas que estava para se formar e não
sabia onde trabalha um economista – alerta a professora.
Nos cursos ligados à computação, por exemplo, ela
explica que muitos alunos ingressam achando que vão trabalhar
com MSN, quando na verdade o trabalho de programação
feito por esses profissionais envolve muitas outras atividades.
Nesses casos em que os estudantes estão com muitas
dúvidas, uma das dicas é procurar um estágio para
que, com a prática, eles possam conhecer melhor a
profissão e perceber se realmente gostariam de seguir a carreira.
Grana x vocação
Fonte: Diário Catarinense, 28/07/2010
Na hora da escolha, é preciso avaliar bem, pois a
realização financeira é importante, mas não
é sinônimo de sucesso
A possibilidade de ganhar muito dinheiro depois de formado é um
dos critérios no topo da lista dos estudantes na decisão
sobre que faculdade fazer, segundo as psicólogas e especialistas
em orientação profissional Fernanda Sá e
Cláudia Basso.
– Um grande dilema dos estudantes é relacionar boa
remuneração com identificação profissional.
Na minha experiência como orientadora, tenho observado que o
fator dinheiro é o primeiro que os adolescentes olham quando
pesquisam sobre o curso, fazendo a escolha, muitas vezes, levando em
conta somente esse critério – avalia Cláudia.
Além disso, de acordo com Fernanda, nos últimos tempos a
procura por cursos que oferecem a oportunidade de disputar vagas em
concursos públicos, como o Direito, também tem crescido
consideravelmente.
– Esses jovens tem sido atraídos pela estabilidade e bons
salários que algumas carreiras no serviço público
proporcionam, mas, muitas vezes, se decepcionam já cursando a
graduação, ou quando não conseguem passar nesses
concursos, que são extremamente disputados – pondera a
especialista.
Quando o dinheiro se torna o único fator de decisão, as
psicólogas alertam para a grande probabilidade de que o
estudante se frustre na profissão e, muitas vezes, acabe
desistindo do curso ainda na metade do caminho. O critério,
segundo elas, não deve ser deixado de lado, mas não pode
ser exclusivo.
Para a psicóloga Luciana Boeinng, é importante que os
jovens avaliem que é mais difícil ganhar dinheiro fazendo
uma atividade em que você não se identifica.
– Quando estamos felizes com o trabalho, nossa capacidade
intelectual, emocional e até física melhora e podemos nos
desenvolver bem mais naquilo que fazemos, tendo assim maiores
rendimentos. Em contrapartida, quando não nos identificamos com
nossa profissão ou até com o curso que escolhemos,
é bem mais difícil atingirmos bons resultados –
reforça.
O ideal, segundo Fernanda, é entender que a escolha profissional
deve ser encarada como a elaboração de um projeto de
vida. Grana é importante, mas não é tudo. O que
vale é refletir sobre o que realmente é sucesso
profissional e o que você buscando na futura carreira.
Além do dilema dinheiro X vocação, outros
são determinantes para que os universitários se sintam
infelizes no andamento do curso, quando descobrem que não se
identificam com a carreira que escolheram. Nas páginas centrais,
confira dicas da especialista Dulce Helena Soares, para não
entrar nessa roubada.
mayara.rinaldi@diario.com.br
Mayara Rinaldi
Analfabetismo atinge 3 milhões de jovens trabalhadores rurais no Brasil
Fonte: Folha de São Paulo, 28/07/2010
Da Agência Brasil
Cerca de 40% das pessoas entre 16 e 32 anos que moram e trabalham no
campo são analfabetas. O analfabetismo atinge 3 milhões
dos quase 8 milhões de trabalhadores rurais do país nesta
faixa etária, de acordo com a secretária de Jovens
Trabalhadores Rurais da Contag (Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Agricultura), Maria Elenice Anastácio.
Se forem considerados os habitantes de pequenas cidades que sobrevivem
da economia rural, os números podem ser ainda mais preocupantes.
Para Maria Elenice, as condições atuais do ensino obrigam
o jovem a escolher entre o estudo e o trabalho. "O trabalhador rural
tem que buscar a cidade para ter acesso à saúde, à
informação e à escola. Mas como vão pegar
um transporte precário para estudar na cidade se estão
cansados do trabalho exaustivo?", questionou.
A coordenadora do curso de licenciatura em Educação no
Campo da Universidade de Brasília, Mônica Molina,
também apontou a pouca oferta de escolas no campo como
responsável pelas altas taxas de analfabetismo. "O interesse em
estudar existe. Hoje, o trabalhador dá mais importância ao
estudo do que em gerações anteriores, mas quando o aluno
chega à 5ª série, dificilmente encontra turmas no
meio rural. Então ele precisa ir estudar na cidade mais
próxima e acaba desistindo". Em pesquisa feita em assentamentos
de reforma agrária, Molina constatou que, aproximadamente 70%
das escolas rurais, são de 1ª a 4 série, enquanto
25% atendem os alunos de 5ª a 8ª e apenas 4% têm turma
de ensino médio.
A consequência é que poucos alunos vão além
dos primeiros anos de escolaridade. Este fator, somado às
faltas, repetição de séries, professores
despreparados e recursos didáticos escassos, leva ao
analfabetismo funcional. "Sem acesso á
escolarização correta na idade apropriada, o jovem acaba
perdendo a condição de ler e interpretar após
alguns anos", afirmou Mônica.
Como solução, Mônica e Maria Elenice defendem a
ampliação do número de escolas no campo. "De 2005
a 2007 foram fechadas 8 mil escolas rurais e agora temos que garantir
as que já existem", disse Molina.
"Não adianta investir em transporte das pessoas para cidades
próximas. Poucos vão arriscar a vida em pau de arara para
terminar o ensino médio", completou Maria Elenice.
Maior nível de escolaridade protege cérebro contra sintomas de demência
Fonte: O Estado de São Paulo, 27/07/2010
Saúde. Pesquisa mostra que pessoas que estudam mais durante a
vida têm o cérebro tão afetado por problemas
neurodegenerativos quanto os demais, mas lidam melhor com as
manifestações físicas das doenças;
descoberta reforça importância da prevenção
Diversos estudos indicam que quanto maior o nível de
escolaridade, menor o risco de uma pessoa sofrer de demência. Mas
uma nova pesquisa publicada na revista Brain sugere que os mais
estudados têm o cérebro tão afetado por
doenças neurodegenerativas quanto os demais. A diferença
é que, nesses pacientes, as manifestações
físicas da demência são mais brandas.
Os cientistas analisaram o cérebro de 872 pessoas envolvidas em
três grandes estudos europeus sobre o envelhecimento que, antes
de morrer, preencheram questionários sobre seu nível de
educação, o momento em que abandonaram a escola e se
frequentaram a universidade ou não. A única
diferença significativa encontrada entre aqueles com maior grau
de escolaridade foi o tamanho do cérebro. Cada ano adicional de
estudo resultou numa chance 10% maior de o órgão estar no
seu tamanho máximo na hora da morte, ou seja, ter perdido menos
neurônios.
"Nosso estudo mostra que o ensino durante a juventude permite que
algumas pessoas lidem com muitas mudanças em seus
cérebros antes de apresentarem sintomas de demência",
afirmou a pesquisadora da Universidade Cambridge Hanna Keage.
Uma educação mais avançada, continua Hanna,
não está relacionada a diferenças nos danos ao
cérebro, mas as pessoas que estudaram por mais tempo se mostram
capazes de lidar melhor com tais danos.
Para o neurologista Cícero Coimbra, da Universidade Federal de
São Paulo, isso pode ser explicado pelo fato de que novos
neurônios são produzidos quando aprendemos uma nova
habilidade. "O cérebro possui células-tronco que, quando
estimuladas, transformam-se em novos neurônios. Esse processo
pode ocorrer a qualquer momento da vida, mesmo com 90 anos", diz.
Esse novos neurônios, diz Coimbra, migram para as áreas do
cérebro que normalmente são mais utilizadas pela pessoa.
Isso ajudaria a repor as células nervosas afetadas pela
doença.
A geriatra Rossana Funari, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos,
explica que em pessoas com baixa escolaridade, principalmente naquelas
que realizam atividades mecânicas, a parte do cérebro em
atividade é menor. Por isso, quando essas pessoas são
afetadas por doenças neurodegenerativas, os sintomas aparecem
mais rápido. "Além disso, é mais difícil
fazer o diagnóstico de demência em pessoas com mais
escolaridade, pois elas sabem disfarçar mais os sintomas", conta.
A demência está relacionada à morte de
neurônios. Entre as causas estão problemas vasculares,
alterações metabólicas, tumores e
infecções. Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 35
milhões de pessoas sofram com o problema, número que deve
crescer com o envelhecimento da população. Como
não há tratamentos eficazes, o desenvolvimento de
maneiras de prevenir a demência está se tornando cada vez
mais importante para os governos de todo o mundo. "Países em
desenvolvimento, como o Brasil, vão sofrer mais, por causa da
baixa escolaridade de sua população", alerta Rossana. /
COM REUTERS
Preste Atenção:
1. Intelecto. Manter um alto nível de atividade intelectual
ajuda a proteger o cérebro. Vale quebra-cabeça, jogos,
palavras cruzadas, novos idiomas.
2. Risco. Pesquisas indicam que a diabete tipo 2 e a hipertensão
aumentam o risco de desenvolver alguns tipos de demência, como
Alzheimer.
3. Alimentação. Uma dieta saudável auxilia na
prevenção. Recomenda-se ingerir peixes, frutas, legumes,
vegetais e ácidos graxos ômega 3.
4. Emoções. Tanto o estresse quanto a depressão
bloqueiam a síntese de novos neurônios e aceleram a
manifestação de demências.
5. Incidência. Em todo o mundo, o Alzheimer, um dos principais
tipos de demência, afeta 1 a cada 8 pessoas com mais de 65 anos.
'Custo Brasil' e educação contêm avanço do Brasil, indica relatório
Fonte: Clipping Educacional CONSAE - Portal G1, 27/07/2010
As deficiências do Brasil nos setores de infraestrutura e
educação estão entre os principais "desafios" que
o país precisa enfrentar para crescer de maneira
sustentável, avalia um relatório da consultoria
britânica Economist Intelligence Unit (EIU) divulgado nesta
terça-feira (27). O estudo reuniu dados da própria
consultoria, entrevistas com analistas e especialistas e um
levantamento feito entre abril e maio junto a executivos de 536
companhias em 18 países. A EIU identificou quatro áreas
nas quais o país precisa fazer progressos se quiser realizar o
seu potencial econômico: educação, infraestrutura,
inovação e reconhecimento internacional de marcas. "Se
estes desafios arraigados puderem ser solucionados na próxima
década, a economia poderia sustentar taxas de crescimento acima
de 5% ao ano por um longo período", disse a especialista da EIU
para as Américas, Justine Thody. "Para um país de renda
média com uma população perto de 200
milhões de habitantes, seria um dos mercados mais atraentes do
mundo."
Percepções e realizações - O
relatório, encomendado pelo banco HSBC, procurou avaliar "como
os investidores veem o Brasil e como o Brasil vê o mundo". Quase
metade dos entrevistados (49%) disse perceber o Brasil como um "mercado
jovem e crescente à altura da China, Índia ou
Rússia" e dois em cada cinco (40%) disseram ver o país
também como "um ator emergente na cena mundial". Entretanto, 31%
associaram a economia brasileira a um "mercado com grande potencial,
mas contido por um ambiente pobre de negócios", enquanto 13%
afirmaram que o Brasil é "principalmente conhecido pelos
extremos de riqueza e pobreza". A EIU estima que o país
crescerá 7,8% neste ano e 4,5% no ano que vem, chegando a 2014
com um PIB per capita de US$ 13,8 mil. Entretanto, para sustentar um
crescimento em torno de 5% em níveis prolongados, o país
precisa resolver gargalos pelo menos nos quatro campos citados no
relatório, segundo a consultoria e os entrevistados ouvidos na
pesquisa.
Desafios - Questionados sobre os principais obstáculos
operacionais para seus negócios no Brasil, por exemplo,
praticamente metade dos respondentes (49%) citou os baixos
padrões - ou os altos preços, daí o termo "custo
Brasil" - da infraestrutura do país. O estudo aponta que as
atividades de frete ainda dependem de transportes rodoviários
custosos, a malha ferroviária é pequena, os portos e
aeroportos estão congestionados e o potencial hidroviário
permanece inexplorado. Entre outras respostas frequentes, os
pesquisadores da EIU também registraram a
preocupação dos empresários com o
não-cumprimento de contratos, a corrupção e a
fraca governança corporativa (34% das menções). No
quesito educacional, o relatório apontou a falta de
mão-de-obra qualificada para preencher vagas cruciais nas
empresas. Entre as companhias americanas, por exemplo, esse é
considerado o principal desafio a ser enfrentado pelo Brasil (na
opinião de 47% das empresas). Para a EIU, a saída passa,
além da melhora no currículo educacional e o treinamento
dos professores, por um redirecionamento dos recursos públicos
do ensino universitário para a escola secundária. "Uma
educação pobre e poucos recursos na
educação secundária significam que os alunos que
terminam a escola estão entre os menos educados do mundo",
afirma a EIU.
Inovação e reconhecimento - Por fim, o país
enfrenta também desafios relativos à
inovação e ao reconhecimento de seus produtos no
exterior. Mais da metade dos entrevistados no Brasil (57%) disse
não ter estruturas voltadas para pesquisa e desenvolvimento, ou
sequer planos de criar tais estruturas. O relatório aponta que
é necessária uma maior aproximação entre
empresas e universidades para gerar conhecimento e
inovação - a exemplo do que já ocorre nas
áreas ambiental e agrícola, nas quais o Brasil é
um exportador de tecnologia. Na questão da
percepção da "marca Brasil" - essencial para garantir uma
boa acolhida aos produtos brasileiros nos mercados destinos -, o
relatório indicou que as companhias verde-amarelas "ainda sofrem
do pouco reconhecimento no exterior". "À parte algumas
companhias de alto perfil, as marcas brasileiras ainda carecem do
reconhecimento global de suas concorrentes ocidentais", afirma o
estudo. Nada menos que 84% dos entrevistados disseram que as marcas
brasileiras não são reconhecidas ou apreciadas no
exterior. Nos EUA, por exemplo, apenas 3% das empresas crêem que
as marcas do Brasil alcançam este grau de
distinção. Já na China, as marcas brasileiras
são bem-recebidas por 24% dos empresários.
Municípios têm aumento significativo
de recursos transferidos pela União e podem desenvolver projetos
com apoio de instituições
Fonte: Jornal da Educação nº 3807
Os municípios estão contando com um maior volume de
recursos federais para desenvolvimento de projetos. Esporte, turismo,
saúde e educação são as áreas mais
beneficiadas. É perfeitamente possível que as
instituições de ensino se habilitem para o recebimento
dessas verbas. Basta a elaboração de propostas dentro das
diretrizes pelo Executivo. Há necessidade que a
mantenedora não possua cadastro negativo em termos
tributários eis que isso ocorrendo provoca a
restrição nas licitações. Várias
universidades, centros universitários e faculdades já
possuem um portfólio específico de serviços que
podem ser prestadas para as municipalidades.
(IPAE 154- 07/10)
Projeto da Microsoft leva imagens panorâmicas para o mundo ‘street view’
Fonte: Portal O Meu Futuro
Street Slides leva imagens parônamicas para o mundo
Sair da bolha e ter uma visão mais ampla da realidade. É
isso, talvez sem tanta filosofia barata, que os pesquisadores da
Microsoft querem conseguir com o Street Slides. O programa, que vem
sendo testado até no iPhone, funciona como o Google Street View,
com imagens do nível da rua mostrando endereços.
Mas, se você der “zoom out”, a distorcida
visão em “bolha” dá lugar a uma tomada
panorâmica da rua e mostra a o verdadeiro diferencial do
programa. Sob esse ângulo fica mais fácil identificar
locais, ter ideia das distâncias e navegar entre os pontos
desejados. Ao acionar a visão panorâmica, você ganha
um espaço extra na tela, como mostra a imagem acima. Essas
tarjas cinzas, segundo o projeto, podem ser preenchidas com logotipos
de lojas e outros estabelecimentos comerciais que estejam na rua.
Você também pode navegar pelo botão amarelo, que
dá um giro de 180 graus e mostra o outro lado da rua, arrastando
as fotos na horizontal ou simplesmente arrastando o ponto de
referência na miniatura do mapa.
Como o projeto ainda está em desenvolvimento, ainda faltam
muitos trechos de “mundo real” para serem transformados
pela visão panorâmica.
Fonte: UOL
Educação é um dos desafios do Brasil para alcançar crescimento sustentável
Fonte: Jornal da Educação nº 3807
Um relatório da consultoria inglesa EIU (Economist Intelligence
Unit) divulgado nesta terça-feira (27) revelou que para Brasil
crescer de maneira sustentável, precisa enfrentar os desafios
trazidos pelas deficiências dos setores de infraestrutura e
educação. As outras duas áreas identificadas pela
consultoria são inovação e reconhecimento
internacional de marcas.
O estudo mostrou que no campo educacional o principal ponto de
preocupação é a falta de mão de obra
qualificada para preencher vagas cruciais nas empresas, e sugere
também maior aproximação entre empresas e
universidades para gerar conhecimento e inovação.
O foco do relatório encomendado pelo banco HSBC foi a descoberta
de "como os investidores veem o Brasil e e como o Brasil vê o
mundo". A pesquisa mostrou que 31% enxergam na economia brasileira um
"mercado com grande potencial, mas contido por um ambiente pobre de
negócios". Já 49% afirmaram que o Brasil é um
"mercado jovem e crescente à altura da China, Índia ou
Rússia". Outros 40% disseram ver o país também
como "um ator emergente na cena mundial".
A estimativa do grupo EIU é que o país cresça 7,8%
neste ano e 4,5% no ano que vem, chegando a 2014 com um PIB per capita
de US$ 13,8 mil. Porém, para manter um crescimento de 5% em
níveis prolongados, precisa enfrentar as deficiências nos
setores de educação, infraestrutura,
inovação e reconhecimento internacional das marcas.
(IPAE 158 - 07/10)
Prédio na Bélgica muda de cor para informar previsão do tempo
Fonte: Portal O Meu Futuro
Prédio que muda de cor para indicar a previsão do tempo
Quando você estiver passeando por Bruxelas, na Bélgica,
não estranhe ao verdois prédios iluminados com luz azul
– ou verde, amarela, vermelha, talvez atéuma mistura disso
tudo. A Dexiatower, conjuntoformado por duas torres,
temiluminação de LED para informar a previsão do
tempo.
Se a luz estiver verde, significa que a temperatura vai se manter
estável nodia seguinte. Cores mais quentes, como amarelo e
vermelho, indicam que o calorvai aumentar, enquanto o azul dá
sinal de queda na temperatura.
Ao todo, o estúdio de design lab-au usou 72 mil LEDs para
iluminar as 6 miljanelas do conjunto. Mas, recentemente, a crise
econômica colocou as torres emfase de racionamento. Do
pôr-do-sol à meia-noite, as luzes só ficam acesas
por10 minutos a cada hora.
Fonte: Uol Tecnologia
Conselho Federal institui concurso de artigos
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
Como parte das comemorações dos 80 anos da Ordem dos
Advogados do Brasil, a ser comemorado no dia 18 de novembro de 2010, o
Conselho Federal da OAB, por sua OAB Editora, instituiu o Concurso
Nacional de Artigos “80 Anos da OAB e a História do
Brasil”.
O artigo deverá ser inédito e versar sobre o tema
“80 Anos da OAB e a História do Brasil”,
entendendo-se por inédito aquele que nunca foi publicado em
livro, revista ou qualquer outra forma de publicação, por
mais restrita que tenha sido quanto a locais,
instituições ou tiragem.
Poderão participar do Concurso Nacional “80 Anos da
OAB e a História do Brasil”, Edição
Comemorativa dos 80 Anos da OAB, todos os advogados regularmente
inscritos no Cadastro Nacional dos Advogados, que estejam em dia com as
suas obrigações junto à OAB, exceto Conselheiros
Federais ou seus sócios, colegas e auxiliares de
escritório, servidores do Conselho Federal e membros de
órgãos e Comissões, Diretores e Conselheiros de
Seccionais e de Subseções, dirigentes de Caixas de
Assistência dos Advogados e demais membros da OAB (art. 45 da Lei
8906/94).
Mais detalhes no site do Conselho Federal da OAB: http://www.oab.org.br/pdf/EDITAL_OAB80.pdf
A hora e a vez do ensino médio
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 28/07/2010 às 08:54 hs.
Nos próximos quatro anos, o ensino médio deve ocupar o
primeiro lugar na pauta da educação brasileira.
Não há escolha: ou o país enfrenta a grave crise
que atinge a escola oferecida aos jovens de 15 a 17 anos ou vai
condenar a "morrer na praia" um contingente crescente de
crianças que vêm ingressando no sistema público e
conseguindo concluir o ensino fundamental, com qualidade um pouco
superior que a de períodos anteriores.
Os números do ensino médio atualmente são muito
ruins. Cerca de 80% dos jovens entre 15 e 17 anos estão na
escola, mas só metade destes cursa a série correpondente
à sua idade. De 10 milhões nessa faixa etária,
apenas 1,8 milhão conclui o 3º ano do ensino médio,
e só 9,8% dos que estão no 3º ano aprenderam o que
é esperado para essa série, segundo critérios no
movimento Todos Pela Educação.
"Esta é a hora e a vez do ensino médio", sentenciou num
seminário recente Wanda Engel, doutora em
educação, superintendente do Instituto Unibanco e uma das
pessoas que mais têm se dedicado ao tema. Além da
urgência na solução da crise, outros fatores fazem
do ensino médio prioridade absoluta.
Primeiro, o ensino médio será obrigatório, por
determinação constitucional, a partir de 2016, e, embora
seja responsabilidade dos Estados (85% dos alunos frequentam as redes
estaduais), o governo federal deverá contribuir no financiamento
desse esforço de universalização. Segundo,
é preciso responder à demanda por formação
da juventude, que, sem escolaridade, encontra cada vez mais
obstáculos para ingressar no mercado de trabalho. Terceiro, o
próximo presidente terá de decidir o que fazer com o Enem
(Exame Nacional do Ensino Médio), que foi reformulado na
gestão do ministro Fernando Haddad, mas ainda não "pegou".
Por tudo isso, é fundamental cobrar dos candidatos à
Presidência da República e aos governos estaduais uma
posição clara sobre o ensino médio. A
ampliação da educação profissional, que
virou foco de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), por
exemplo, é uma proposta louvável, mas ainda insuficiente.
Os candidatos precisam se aprofundar um pouco mais no tema e enfrentar
os números, que mostram desinteresse (compreensível) dos
jovens e falta de qualidade da escola. Um caminho possível passa
pelo diálogo entre governo federal e Estados para adotar medidas
articuladas, que voltem a dar perspectiva de futuro para os jovens.
Fonte: Destak Jornal - SP
Egito busca apoio de empresas de tecnologia para melhorar ensino
Fonte: Portal O Meu Futuro
Egito busca apoio de empresas de tecnologia para melhorar ensino
O Egito está buscando mais apoio de empresas como IBM para
melhorar o ensino de tecnologia nas escolas do país, numa
tentativa de expandir a indústria de terceirização
que pode movimentar US$ 10 bilhões por ano até 2020,
disse uma autoridade sênior.
Operações terceirizadas, como suporte técnico e
centrais de atendimento, trazem atualmente US$ 1 bilhão em
negócios por ano ao Egito, que quer abocanhar uma fatia maior
dos negócios globais à medida que o declínio
populacional e os elevados custos na Europa estimulam a
ampliação dessas operações em outros locais.
Mas, apesar de algum sucesso, investidores estrangeiros frequentemente
reclamam da falta de qualificação no Egito e dizem ter de
pagar um prêmio para garantir funcionários com as
capacidades técnicas e de idioma necessárias.
“Se você olha para a Europa, sabe-se demograficamente que
há uma queda na disponibilidade de capital humano em certo
momento”, disse à Reuters o consultor de estratégia
da Agência de Desenvolvimento da Indústria da Tecnologia
da Informação (Itida, na sigla em inglês), Amin
Khaireldin.
“Ou você faz terceirizações no exterior ou
você importa pessoas. Os países europeus não querem
importar pessoas.”
Oracle, Microsoft e Stream Global Service estabeleceram
operações no Egito nos últimos cinco anos,
atraídas principalmente pela mão de obra barata,
incentivos fiscais e por uma infraestrutura no setor de
telecomunicações relativamente estável.
Khaireldin disse que a meta de gerar US$ 10 bilhões
através de serviços terceirizados até 2020 ainda
é preliminar. “O desafio que o governo está me
dando agora é desenvolver um programa para 10 bilhões, em
vez de 1 bilhão”, acrescentou.
Para estimular isso, a Itida – agência do Ministério
das Comunicações criada para promover e alimentar a
indústria de terceirização – começou
um programa anual com orçamento de US$ 10 milhões a US$
12 milhões para ensinar a estudantes universitários o
inglês, a como usar softwares da Microsoft e outras habilidades.
Fonte: Terra
Projeto amplia a lista de doenças do trabalho
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados
Tramita na Câmara o Projeto de Lei7212/10, do deputado Ricardo
Berzoini (PT-SP) e outros, que inclui entre asdoenças do
trabalho, a critério do médico perito da
Previdência Social: a doençadegenerativa; a inerente a
grupo etário; a que não produza incapacidadelaborativa; e
a doença endêmica adquirida por segurado habitante de
região emque ela se desenvolva, resultante de
exposição ou contato direto determinadopela natureza
dotrabalho.
Atualmente, a Lei 8.213/91estabelece que essas doenças
não são doenças do trabalho. Entretanto,
permiteque o perito, em caráter excepcional, considere qualquer
doença como sendo dotrabalho, desde que resulte das
condições de trabalho.
Considerando essa possibilidadeprevista pela lei, Berzoini quer retirar
o caráter de excepcionalidade dasdoenças acima, já
que o que conta é o critério do perito
daPrevidência.
A Previdência Social, porintermédio do INSS, é
responsável pela concessão e manutenção dos
benefíciosprevidenciários por incapacidade e
benefícios assistenciais, concedidos a partirde laudos periciais
emitidos pela perícia médica do órgão.
Condiçõesespeciais
Com a redação atual, a leidetermina que essas
enfermidades não podem constituir doença do trabalho.
Noentanto, afirma que poderão ser assim classificadas caso se
comprove que foramadquiridas em função de
condições especiais de atuação profissional.
Para Berzoini, uma vez que cadacaso deve ser analisado individualmente
pelo INSS, "não faz sentido o textoatual da lei, que considera
essas situações como exceção".
Tramitação
O projeto terá análiseconclusivaRito de
tramitação peloqual o projeto não precisa ser
votado pelo Plenário, apenas pelas comissõesdesignadas
para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em
duas situações: -se houver parecer divergente entre as
comissões (rejeição por uma,
aprovação poroutra); - se, depois de aprovado pelas
comissões, houver recurso contra esserito assinado por 51
deputados (10% do total). Nos dois casos, o projetoprecisará ser
votado pelo Plenário.das comissões de SeguridadeSocial e
Família; de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Precisamos formar 10 mil doutores por ano, diz presidente de associação de pós-graduandos
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 28/07/2010 às 08:59 hs.
"Digo que precisamos formar mais de 10 mil doutores por ano para
quepossamos realizar o desenvolvimento econômico e social do
país”, disse apresidente da ANPG (Associação
Nacional de Pós-Graduandos), ElisangelaLizardo. “Tenho
visto críticas equivocadas. Há quem diga que já
temosmuitos doutores, que não precisamos continuar formando no
ritmo em queestamos", completou a acadêmica em mesa-redonda da
62ª reunião anual daSBPC (Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência), que acontece de25 a 30 de julho em Natal.
A mesa-redonda, que aconteceu dia 26 dejulho, tratava dos três
anos do Reuni (Programa Reestruturação e
Expansãodas Universidades Federal). Para ela, a expansão
da graduação deve seestender à pós.
“A ANPG ressalta que o fomento, em especial às
bolsas,tanto de iniciação científica como para os
pós-graduandos, é muitoimportante para o desenvolvimento
do sistema. Essas iniciativas devem sercasadas", disse Elisangela.
Outra especialista que participava doencontro, Helena Nader, considera
a pós-graduação como um dos desafios doprograma de
expansão: “Quero ver como será o Reuni
dapós-graduação”.
O representante do MEC (Ministério da Educação)
nodebate, Murilo Camargo, comentou sobre o Programa de
Qualificação dasUniversidades Públicas. A
iniciativa, que une MEC e Capes (Coordenação
deAperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) tem como
objetivo auxiliaras universidades a estruturar seus programas de
pós-graduação. Segundo aSesu (Secretaria de Ensino
Superior), a intenção é induzir e orientar paraque
as insstituições mais novas sejam polos produtores
deconhecimento.
“Começou a ser feito um mapa da situação de
cadainstituição, pois elas terão que se atender,
dentro de um prazoestabelecido, o que prevê
resolução já aprovada pelo CNE, mas que
aindanecessita de homologação pelo MEC”, explicou
Camargo. O coordenador sereferia à resolução, que
regulamenta o art. 52, inciso I da Lei 9.394, de1996, e dispõe
sobre normas e procedimentos para credenciamento erecredenciamento de
universidades do sistema federal de ensino. No art.3º, inciso VI,
é dito que, para ser credenciada como universidade,
ainstituição deve ter oferta regular de pelo menos quatro
cursos demestrado e dois de doutorado, reconhecidos pelo MEC. As
instituições quenão preenchem este requisito
terão prazo para cumprimento até2016.
*Com informações da Capes
Fonte: Uol - Educação
Programa dá início à formação de professor sem licenciatura
Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=6146&Itemid= ou visite o site: www.blog.covac.com.br, 27/07/2010
Com a adesão de 32 instituições públicas de
ensino superior, o Procampo, programa do Ministério da
Educação para a qualificação de professores
sem licenciatura que trabalham em escolas rurais, iniciou a
formação de profissionais em 13 unidades da
Federação. As instituições
oferecerão cursos de graduação a cerca de 35 mil
educadores em atividade na área rural. Em 15 delas, a
formação atende 1.363 educadores. Até o fim do
ano, as 32 instituições terão matriculado 3.178
professores.
Segundo o diretor de educação para a diversidade da
Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, Armênio
Schmidt, o Procampo tem como prioridade o atendimento a professores das
redes públicas estaduais e municipais em atividade, mas sem
licenciatura; jovens que vivem na área rural que desejam seguir
o magistério e educadores dos movimentos sociais do campo.
O curso tem a carga horária e o tempo de duração
de uma licenciatura, mas é diferente no formato para atender
professores que precisam estudar e trabalhar. De acordo com Schmidt,
é oferecido em regime de alternância — aulas
presenciais intensivas (tempo-escola) nas férias escolares ou em
períodos determinados pelas universidades, combinadas com etapas
no local em que o professor leciona (tempo-comunidade). Na comunidade,
ele pesquisa, estuda e aplica o que aprende.
A licenciatura é multidisciplinar, com a abordagem de quatro
áreas: linguagens e códigos (para lecionar
português, literatura e artes); ciências da natureza e
matemática (matemática, química, física e
biologia); ciências humanas e sociais (filosofia, sociologia,
história e geografia); e ciências agrárias.
Política pública — A oferta de cursos de
licenciatura específicos para a qualificação dos
professores do campo começou em 2006, com um projeto-piloto
desenvolvido pelas universidades federais de Minas Gerais (UFMG), da
Bahia (UFBA) e de Sergipe (UFSE) e da Universidade de Brasília
(UnB). Hoje, o Procampo tem a adesão de 32
instituições.
Este ano, segundo Schmidt, o programa vai se tornar política
pública, com oferta de cursos de licenciatura regulares pelas
universidades — até 2009, essa oferta era definida por
edital. O MEC vai desenvolver o Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação à Docência (Pibid) Diversidade,
que abrangerá a formação de professores das
áreas rural e indígena. O Pibid Diversidade será
administrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (Capes).
O diretor da Secad salienta que o novo modelo permitirá
às instituições de educação superior
organizar a oferta anual de cursos sem depender de editais. Elas
poderão também garantir recursos para os quatro anos de
cada licenciatura. Schmidt observa ainda que os educadores, com vagas
anuais de ingresso, ganharão a oportunidade de fazer cursos de
formação e que o MEC terá a possibilidade concreta
de aumentar o número de cursos e de vagas, além de reunir
cerca de 35 mil professores com licenciatura e diploma de nível
superior obtidos em cursos de qualidade.
Ionice Lorenzoni