
29/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Governo faz acordo com bancos para criar cotas de 10% para alunos do ProUni
MEC altera Portaria do FIES
ONU empossa nova Relator pelo Direito à educação
Fiscalização de ponto eletrônico é adiada
Como melhorar a Educação?
Recursos privados favorecem universidade
Hoje na História: 1833 - França inicia reforma da educação pública
Ensino privado, benefício público
Proposta promete aumentar número de alunos no ensino superior
Sentenças judiciais terão linguagem acessível
Responsabilidade social
A homenagem às mais lembradas
As empresas destaques são do Norte de SC
Seguir ou desistir: eis a questão
Domingo (01/08) encerra a submissão de artigos da Chamada de Trabalho do XXI ENANGRAD
OAB e CFC lançam hoje cartilha sobre fiscalização de contas dos candidatos
Sancionada lei que criminaliza violência nos estádios
OAB Nacional oferece uma bolsa de estudos em Paris para curso de Direitos Humanos
Homologação Parecer 4/2010 CONAES - Projeto Resolução 1/2010, que normatiza o NDE
OAB defende órgão de controle externo para enquadrar os Tribunais de Contas
Evasão nas universidades chega a 20%. Por que estudantes desistem?
Aneel aprova regulamentação da nova lei da Tarifa Social de Energia Elétrica
Universidade do Mato Grosso qualifica professores no Japão
Atraso na homologação da rescisão pelo sindicato não viabiliza pagamento de multa
Estado condenado por acidente ocorrido com menor em escola pública
SC é 2° em participação feminina
Máquina de SC será usada em todo o país
MCT autoriza FINEP a lançar editais no valor de R$ 835 milhões
Em reunião da SBPC, Dilma diz que aplicará mais recursos em ciência e tecnologia
Presidente da SBPC quer mais ligação entre empresas e pesquisa
Acordo entre Febraban e MEC prevê estágio para aluno do ProUni
Meninas têm mais chances de alcançar bom desempenho escolar
Redes de ensino devem aderir a programa de obras para alfabetização
Governo faz acordo com bancos para criar cotas de 10% para alunos do ProUni
Fonte: O Estado de São Paulo, 28/07/2010 - Editoria: VIDA
O Ministério da Educação (MEC) e a
Federação Brasileira de Bancos (Febraban) devem assinar
hoje um acordo para que os bancos reservem até 10% de vagas de
estágio a alunos do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A entidade prevê, para o primeiro ano da parceria, uma
média de 600 jovens estagiando por meio do acordo. "Estamos
integrando forças com outros órgãos para promover
a diversidade e ações afirmativas", disse Mário
Sérgio Vascocelos, diretor de relações
institucionais da Febraban. Segundo ele, o acordo envolve, além
do MEC, as secretarias de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial e de Políticas para as Mulheres.
A ideia é incentivar a inclusão de mulheres e negros,
valorizar a diversidade no setor bancário, fortalecer os
processos de administração e gestão de carreiras
da mulher e proporcionar oportunidades de inserção no
mercado de trabalho de homens e jovens negros que participaram do
ProUni.
MEC altera Portaria do FIES
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
Diário Oficial da União de quinta-feira, 29 de julho de 2010
PORTARIA NORMATIVA Nº 18, DE 28 DE JULHO DE 2010
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GABINETE DO MINISTRO
Altera as Portarias Normativas MEC nº 1, de 22 de janeiro de 2010, e nº 10, de 30 de abril de 2010.
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso de suas
atribuições e considerando o disposto na Lei nº
10.260, de 12 de julho de 2001 , resolve:
Art. 1º O art. 1º e o § 10 do art. 2º da Portaria
Normativa MEC nº 10, de 30 de abril de 2010, passam a vigorar com
a seguinte redação:
"Art. 1º Somente poderá contratar financiamento com
recursos do FIES o estudante regularmente matriculado em curso de
graduação não gratuito e com
avaliação positiva no Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior (SINAES)
oferecido por instituição de ensino superior (IES) cuja
mantenedora tenha efetuado adesão ao Fundo, nos termos da
Portaria Normativa MEC nº 1, de 2010.
§ 1º O estudante somente poderá pleitear um
financiamento para um único curso de graduação.
§ 2º Para fins da contratação do financiamento
de que trata o caput deste artigo, não será considerado
regularmente matriculado o estudante cuja matrícula
acadêmica esteja na situação de trancamento geral
de disciplinas durante o período de inscrição no
FIES." (NR)
"Art. 2º ...................................................................................
§10 O estudante poderá solicitar financiamento pelo FIES em
qualquer período do ano, devendo a matrícula de que trata
o art. 1o ser comprovada por ocasião da validação
da inscrição referida no art. 5º desta Portaria."(NR)
Art. 2º A Portaria Normativa MEC nº 10, de 30 de abril de 2010, passa a vigorar acrescida do seguinte artigo 20-A:
"Art. 20-A Ficam convalidados até a data da
publicação desta Portaria os atos praticados pelas CPSA e
pelos agentes operador e financeiro do FIES, relativos às
validações e contratações realizadas
após transcorridos os prazos estabelecidos no art. 4º desta
Portaria."
Art. 3º Os arts. 26 e 27 da Portaria Normativa MEC nº 1, de
22 de janeiro de 2010, passam a vigorar com a seguinte
redação:
"Art. 26.....................................................................................
§ 4º (revogado)"
"Art. 27....................................................................................
I - da modalidade e do valor da adesão;
§ 3º O início da vigência dos aditamentos
previstos nos incisos II a IV do caput deste artigo fica condicionado
à previa homologação do agente operador, que
poderá exigir da mantenedora da instituição de
ensino documentos e informações adicionais para essa
finalidade.
§ 4º A mantenedora da instituição de ensino que
reduzir valor ou alterar a modalidade da adesão, nos termos do
inciso I do caput deste artigo, fica obrigada a assegurar aos
estudantes as condições previstas nos incisos I e II do
parágrafo único do art. 21 desta Portaria" (NR).
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Fernando Haddad
ONU empossa nova Relator pelo Direito à educação
Fonte: Informativo Online Confenen
O novo relator foi indicado pelo governo da Índia e por dois
juízes da Corte Internacional de Justiça de Haia,
além de ter sua candidatura apoiada pela Plataforma de ONGs pelo
direito à educação sediada em Genebra.
A função do relator especial é investigar
informações e denúncias sobre
violações do direito à educação,
suas causas e consequências. Também executa missões
e visitas a países e envia apelos ou pedidos de esclarecimento a
governos. Anualmente deve elaborar relatórios temáticos
que são apresentados à Assembleia Geral da ONU.
Nos últimos relatórios, o costa-riquenho Vernor
Muñoz, que exerceu o mandato de 2004 a 2010, abordou
questões sobre gênero e educação (2006);
deficiências (2007); situações de emergência
(2008) e prisioneiros (2009). Em abril deste ano, o dossiê tratou
do tema dos migrantes e refugiados.
Fiscalização de ponto eletrônico é adiada
Fonte: O Estado de S. Paulo, 28/07/210 - Colaborou: Rafael Moraes Moura
"Nos primeiros 90 dias de vigência da implantação
da medida, controle será apenas educativo para as empresas que
não cumprirem novas regras
O governo prorrogou por até 90 dias o prazo para que a
fiscalização do trabalho comece a autuar as empresas que
não cumprirem as novas regras para o controle eletrônico
de jornada de trabalho dos empregados.
No dia 25 de agosto vence o prazo para que as empresas com mais de dez
funcionários, e que optam pelo sistema de ponto
eletrônico, substituam os equipamentos atuais por outros que
emitam um comprovante toda vez que o empregado passar seu
crachá. A fiscalização terá início
no mesmo dia, mas será apenas educativa nos primeiros 90 dias de
vigência da medida.
Os procedimentos a serem observados pelos fiscais foram disciplinados
pela instrução normativa n.º 85, do
Ministério do Trabalho e Emprego, publicada no Diário
Oficial da União de ontem. O documento estabelece o
critério de dupla visita dos auditores fiscais do trabalho.
Ou seja, na primeira visita, as empresas que estiverem em desacordo com
as novas regras não serão autuadas. Elas terão
prazo de 30 a 90 dias, definido pelo fiscal, para regularizar a
situação. Não havendo regularização
do equipamento no prazo determinado, o empregador será autuado e
os autos de infração enviados para o Ministério
Público do Trabalho.
Anunciadas há m ano, as novas regras para o ponto
eletrônico colocaram empresários e sindicalistas contra o
governo. Os empresários reclamam de aumento de custos, enquanto
os sindicalistas alegam que a medida desrespeita categorias que
já negociam controles de ponto mais flexíveis nos acordos
coletivos. "Não tem sentido, não tem máquinas no
mercado, as empresas vão ter de importar máquinas,
não existe mecanismo para implantação desse ponto
eletrônico nesse prazo de tempo e da forma como foi planejado",
criticou o presidente da Confederação Nacional da
Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, após se reunir
com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.
Segundo Andrade, Lula garantiu que "vai tomar providência" .
Cálculos dos fabricantes de relógios de ponto indicam que
o volume de comprovantes deverá chegar a 1 bilhão por
ano, quando o sistema estiver completamente implantado.
Regras
Empresas com mais de dez funcionários são obrigadas a
controlar a jornada de trabalho dos empregados. O controle pode ser de
forma manual, mecânica ou sistema de ponto eletrônico."
Como melhorar a Educação?
Fonte: Eduardo de Carvalho Andrade, Valor Econômico, 28/07/10
Em 75 anos, o PIB do Brasil poderia ser 35% maior em termos reais.
Nossos alunos continuam na lanterna nos resultados dos testes de
proficiência internacional. Os custos para a sociedade são
significativos
Depois de oito anos de governo de cada um dos principais partidos, PSDB
e PT, pode-se dizer que eles apresentam uma mancha nos seus
currículos. Nenhum deles foi capaz de melhorar a qualidade da
Educação. Os nossos alunos continuam na lanterna nos
resultados dos testes de proficiência internacional. Os custos
para a sociedade são significativos. Em 75 anos, o PIB do Brasil
seria 35% maior em termos reais, se o governo adotasse uma
política que aumentasse gradativamente a qualidade da
Educação de forma a reduzir pela metade, dentro de 20
anos, a diferença que nos separa da qualidade média dos
países da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A grande questão que deveria ser colocada nos debates
presidenciais deste ano é como melhorar a Educação
brasileira e a peça-chave é o bom professor. As
evidências de que ele faz a diferença são
acachapantes . Durante um ano letivo, ele é capaz de ensinar o
equivalente a 1,5 ano. Já um professor ruim ensina o equivalente
a 0,5 ano.
Isso ocorre mesmo com ambos lecionando na mesma escola, estando sujeito
às mesmas condições de trabalho e tendo alunos com
as mesmas características. Apesar dessas diferenças de
desempenho, os seus salários não guardam nenhuma
relação com a sua contribuição para o
aprendizado do aluno. Uma nova política educacional deveria ser
formada pelo tripé composto pela identificação dos
bons professores, incentivos adequados para reter e atrair os bons
profissionais e mudança na legislação. Vejamos
cada um dos seus componentes.
Caracterizar um bom professor não é tarefa simples. Um
bom professor não necessariamente é aquele que realiza
vários cursos de especialização, que tem
vários anos de experiência em sala de aula, que tem notas
altas em exames sobre o conteúdo da sua disciplina ou qualquer
outra característica observável pelo gestor. Esses
são exemplos de fatores utilizados hoje no Brasil para promover
os professores. É preciso criar um sistema capaz de
identificá-lo.
Por um lado, o governo federal poderia dar uma importante
contribuição. Se a Prova Brasil fosse expandida para
outras séries e outras áreas do conhecimento, seria
possível saber qual é a efetiva
contribuição do professor da turma (ou do grupo de
professores) para o aprendizado do aluno. Essa informação
tornaria possível a identificação dos melhores
professores. Por outro lado, estudos mostram que os diretores, quando
perguntados, são capazes de prever quais são os
professores excelentes ou péssimos em termos de
contribuição para o aprendizado do aluno. Eles não
são capazes de ranquear os professores medianos. Os pais que
acompanham a evolução acadêmica dos seus filhos
também sabem quem são os melhores professores.
Não raro pedem para os seus filhos serem alocados nas suas
classes. Surpreende que o atual sistema não seja capaz de
utilizar informações como essas para premiar os
profissionais mais capacitados.
Passa-se então para a segunda ponta do tripé. Deveria ser
estimulado que cada município e Estado crie um sistema de
remuneração que use as informações sobre o
desempenho dos professores, obtidas ou pelos resultados dos seus alunos
ou com diretores e pais. Os bons professores devem receber uma
bonificação significativa.
Depois de alguns anos observando seus desempenhos, de forma a impedir
avaliações apressadas e injustas, os piores professores
devem ser demitidos. Deve-se colocar à disposição
durante esse processo programas de treinamento. Mas, ao mesmo tempo,
deve-se ter em mente que os seus impactos podem ser limitados, pois
não se sabe muito bem como “construir” um bom
professor.
No Brasil, é comum que a política de pagamento de
bonificações nas escolas públicas seja igual em
número de salários adicionais para todos os professores,
em função do desempenho da escola como um todo em termos
de melhorias das notas dos seus alunos nos testes de
proficiência. A justificativa é que todos contribuem para
o sucesso e fracasso da escola e também para manter o
necessário espírito de unidade e
colaboração entre o corpo docente.
No entanto, dado que os professores contribuem de forma tão
diferenciada para o aprendizado dos alunos, é fundamental que
parte significativa (talvez 50%) das bonificações seja em
função dos seus desempenhos individuais e o restante em
função da performance global da escola. Com a
adoção de um sistema meritocrático e o
correspondente aumento das remunerações dos bons
professores, espera-se que para a profissão sejam
atraídos novos e bons profissionais. O impacto pode ser
significativo.
Estudo feito para a situação dos Estados Unidos mostra
que se os 10% piores professores fossem substituídos por
professores, não excelentes, mas medianos, a qualidade da
educação subiria do atual patamar (posição
35 no ranking de matemática) para o nível finlandês
(top 2). Se o impacto fosse semelhante no caso brasileiro,
reduziríamos pela metade a nossa distância da média
dos países da OCDE.
A última ponta do tripé envolveria uma necessária
mudança na legislação trabalhista. Hoje, um
professor concursado não pode ser demitido caso fique comprovada
a sua incapacidade de ensinar. Uma nova legislação
deveria explicitar que os novos professores contratados já
estariam sujeitos ao sistema meritocrático descrito acima, com
maiores salários, sim, mas sujeitos à demissão.
Com os conhecimentos existentes hoje, as mudanças sugeridas
acima são aquelas mais prováveis de gerar uma melhoria na
qualidade da educação. São políticas
fáceis de sugerir, mas não tão simples de
implementar, pois exigiria um enfrentamento do corporativismo. Quem
teria a ousadia necessária para a sua adoção: PSDB
ou PT?
Eduardo de Carvalho Andrade é PhD em economia pela Universidade de Chicago e professor do Insper.
eduardo.andrade@insper.org.br
Recursos privados favorecem universidade
Fonte: Folha de São Paulo, 28/07/2010
São já vários os casos em que as empresas
estão investindo recursos para que setores das universidades
desenvolvam pesquisa de interesse recíproco
O artigo "Universidade, mecenato e mercado", publicado nesta
seção em 2 de julho pelos professores Ricardo Antunes e
Marcus O. G. Correia, aborda o tema da doação às
universidades de forma superficial e deformada, que não permite
sustentar suas posições contrárias a essas
iniciativas.
Nem sequer chegam a fazer uma distinção entre duas formas
das universidades captarem recursos extras àqueles advindos do
repasse de verbas do governo: as doações de pessoas
privadas e as parcerias com empresas.
A primeira, comum em muitos países, mas mais expressiva nos
Estados Unidos ("endowment"), é uma doação de
cidadão privado à universidade, que a utiliza segundo
suas metas. Geralmente, são ex-alunos que não
impõem nenhum direcionamento aos recursos doados ou
milionários que doam recursos vultosos para programas definidos.
Este último caso ocorre tipicamente com doadores que tiveram
pessoas de seu entorno com uma doença particular que
reconhecidamente requer pesquisa para seu entendimento e cura.
Para se ter uma ideia do que representam as doações, a
Universidade Stanford foi a que mais recursos captou em 2009 nos
Estados Unidos, permitindo investir US$ 1,1 bilhão em
salários, bolsas para estudantes e programas. Isso representa
30% do orçamento de Stanford, que neste ano somou US$ 3,7
bilhões.
Não há nenhuma suspeita de que essas
doações por pessoas privadas, que nos Estados Unidos
somaram US$ 27,9 bilhões de dólares em 2009, tenham se
constituído em ameaça à liberdade de
cátedra ou em um estorvo para a pesquisa básica no setor
acadêmico, como temem os articulistas.
Muito ao contrário, ela abriu possibilidades para
lançamentos de programas, contratações e
fortalecimento no ensino e pesquisa.
A parceria com empresas tem enfoque distinto e já ocorre em
pequena escala em nossas universidades. Ela geralmente se dá a
partir do interesse recíproco de um pesquisador e de uma
empresa; a meta principal é criar tecnologia de ponta.
No Brasil, onde as empresas ainda estão desaparelhadas em
infraestrutura e recursos humanos para alcançarem sozinhas essa
meta, a universidade tem um papel catalisador importante.
São já vários os casos em que as empresas
estão investindo recursos para que setores específicos
das universidades e institutos desenvolvam pesquisa de interesse
recíproco e formem recursos humanos para seus próprios
quadros. Como negar que este é outro papel social importante da
universidade?
O único perigo é o de que que essa parceria seja
caracterizada como uma mera prestação de serviços
ao invés de criadora de tecnologia de ponta.
Órgãos das universidades estão qualificados para
avaliar esse aspecto; eu mesmo já participei de um deles, em que
isso era feito rotineiramente.
Tudo o que foi dito acima pode ser desqualificado por um posicionamento
rígido, para não dizer ideológico, de que a
universidade não deve se imiscuir com interesses de setores
privados, individuais ou empresariais. E que os recursos adicionais
necessários devem advir do setor público.
Nesse ponto, o questionamento não é mais
ideológico, mas puramente corporativista, pois principalmente do
setor acadêmico espera-se uma visão aberta para a
realidade social e econômica da nação.
Isso significa, para ficar apenas no setor educacional, perguntarmos a
nós mesmos por que o desejo de abocanhar uma
porção ainda maior dos recursos públicos que
são para atendimento do ensino básico, médio e
superior?
Rogerio Meneghini, professor titular aposentado do Instituto de
Química da USP, é coordenador científico do
programa SciELO de revistas científicas brasileiras e membro da
Academia Brasileira de Ciências. Foi presidente da primeira
Comissão de Avaliação da USP (1993-1997).
Hoje na História: 1833 - França inicia reforma da educação pública
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Opera Mundi, 28/07/2010
Em 28 de julho de 1833, o ministro da Educação da
França, François Guizot, faz votar uma lei que iria
transformar o ensino primário no país e no mundo. Ela
obrigava as comunas com mais de 500 habitantes a ter pelo menos uma
escola primária de meninos e a manter pelo menos um professor
primário. Além disso, cada departamento francês
deveria ter uma escola de formação de professores do
ensino básico. Os estabelecimentos privados foram legalizados e
a instrução religiosa, mantida. A instrução
pública na França seria modificada mais tarde pelas leis
Falloux e Ferry. Promulgada por iniciativa de Alfred de Falloux,
então ministro da Educação
(Instrução Pública), uma nova lei, sancionada em
15 de março de 1850, instaurou a liberdade do ensino
secundário. Fez a distinção entre
educação pública (a cargo de uma comuna, de um
departamento ou do Estado) e o ensino privado, ao qual foi conferida
ampla liberdade. De outra parte, favoreceu o ensino católico nos
estabelecimentos primários e obrigou as comunas de mais de 800
habitantes a abrir uma escola para as meninas. Contrária ao
princípio da laicidade no ensino, esta lei acabou revogada. Em
1881 e 1882, as leis Ferry seriam promulgadas.
Em 28 de abril de 1848 surgiu a escola maternal. O termo
“maternal” foi empregado pela primeira vez em
substituição àquilo que então se chamavam
“casas de asilo” ou simplesmente “asilo”. Desde
1830, os asilos tinham por função acolher as
crianças que ficavam brincando e perambulando pelas ruas
enquanto seus pais trabalhavam. Além do ensino, também
era oferecida assistência às crianças, cuja idade
variava de 2 a 6 anos. A pedagoga Marie Pape-Carpentier desempenhou um
papel importante na modificação do funcionamento desses
estabelecimentos, especialmente quanto aos métodos empregados,
relativamente duros. Foi necessário, porém, esperar pelas
leis de Jules Ferry, em 1881, para que as escolas maternais fossem
efetivamente instituídas.
Em 15 de novembro de 1866, nasceu a Liga Francesa de Ensino,
graças à vontade e empenho de Jean Macé, que tinha
lançado um apelo para reunir o máximo de
voluntários para melhorar a educação na
França. Muitos seentusiasmaram pelo projeto e dele fizeram
parte. Com um número de adesões sempre crescente em todo
o país, a Liga passou a lutar por uma educação
popular, pública. Lançou uma petição pela
educação obrigatória, gratuita e laica. Quando as
leis Ferry foram aprovadas, a Liga adotou um estatuto jurídico,
se organizou em federações e nunca parou de lutar contra
as desigualdades e em favor do desenvolvimento cultural.
Finalmente, em 16 de junho de 1881, o novo ministro da
Educação, Jules Ferry, aprovou uma lei que estabelecia a
gratuidade da escola. A partir de 1879, ordenou a
publicação de uma série de textos a fim de
promover a escola pública e reduzir o peso da Igreja na
educação das crianças e jovens franceses. Nesse
contexto, uma nova lei seria sancionada em 28 de março de 1882,
tornando obrigatória a educação para as
crianças de 3 a 6 anos e definitivamente laica. A
educação civil substituiria a religiosa e até os
professores deveriam ser laicizados no seio de escolas especializadas.
Essa foi a estrutura que serviu de base para o ensino público da
França daquela época em diante.
Ensino privado, benefício público
Fonte: www.amanha.com.br, em 28/07/2010
Luiz Roberto Liza Curi*
Vinte milhões de brasileiros devem acessar o ensino superior. O
desafio do país é atender à demanda com qualidade.
E para isso a rede privada é crucial
Nos últimos dez anos, o ensino superior se firmou no Brasil.
Houve uma ampliação do número de vagas e os
instrumentos de avaliação do Ministério da
Educação se tornaram mais competentes. Entretanto, ainda
hoje há quem veja a expansão do ensino superior
caracterizada muito mais pelo apetite das universidades privadas
– que estariam ávidas por ocupar um mercado atrativo
– do que por um processo de qualificação do
conjunto do sistema educacional brasileiro. Esse raciocínio,
embora conhecido, guarda uma série de desentendimentos. Vamos,
então, ligar o farol alto.
As instituições privadas de ensino superior vêm
dando enfoque à necessidade de atrair cada vez mais alunos. Essa
atitude está longe de ser estranha ou errática: alunos,
afinal das contas, são a razão de uma
instituição formadora. O que soa estranho é o fato
de que a necessidade de atrair alunos se tornou, exatamente, uma
necessidade.
Não é por acaso que algumas instituições
usam como principal argumento de atração de alunos o
preço da mensalidade
Hoje, parece não haver mais limites para as estratégias
de expansão e massificação do ensino superior. O
número de alunos se tornou mais importante do que a qualidade da
educação. É como se o êxito da
formação superior pudesse ser medido pelo número
de entrantes nas universidades, e não de concluintes e de seus
próprios desempenhos. Não é por acaso que algumas
instituições usam como principal argumento de
atração de alunos o preço da mensalidade –
em detrimento de outros fatores de atração mais, digamos,
acadêmicos.
O problema é peculiar, especialmente para um país como o
Brasil, cujos índices de acesso às universidades
são historicamente baixos. Temos, hoje, menos de 15% da
população de 18 a 24 anos matriculada em cursos
superiores. Perdemos para o Paraguai (17%) e para a Argentina (48%).
Passamos longe de Portugal (50%) e não conseguimos nem divisar a
Coreia do Sul (78%). Temos, assim, uma situação
aparentemente injusta: as instituições são
criticadas pelo ritmo de sua expansão em um país que,
justamente, carece de vagas no ensino superior. Sendo que essa
expansão ainda é insuficiente para igualarmos, ao menos,
os índices dos nossos vizinhos latino-americanos.
Os críticos costumam recorrer à questão da
qualidade da formação. É como se a expansão
do número de alunos fosse diretamente responsável pela
baixa qualidade outorgada – muitas vezes, genericamente – a
certas instituições privadas de ensino superior. De
fato, o número crescente de alunos tende a afetar negativamente
os indicadores de qualidade de algumas instituições.
Nos próximos 15 a 20 anos, cerca de 20 milhões de
brasileiros deverão buscar espaço no ensino superior.
Hoje, apenas 5 milhões estão matriculados
Mas será que essa expansão, isoladamente, é
suficiente para gerar desqualificação? Nos
próximos 15 a 20 anos, cerca de 20 milhões de brasileiros
deverão buscar espaço no ensino superior. Trata-se de um
crescimento significativo – hoje, apenas 5 milhões
estão matriculados. Desde 2002, o índice de crescimento
nas matrículas é de 12% ao ano. Devemos esperar uma
qualidade cada vez menor na medida em que as matrículas crescem?
Será a ignorância tão perigosamente
compulsória?
Eu considero que não. Precisamos, antes de tudo, de
políticas públicas que viabilizem o crescimento do ensino
superior sem perdas de qualidade. As avaliações, a
regulação e a supervisão periódica, somadas
a iniciativas de inserção como o ProUni, são
avanços que precisam ser reconhecidos e mantidos. Resta,
no entanto, incluir nessas políticas os quase 4 milhões
de alunos matriculados nas instituições privadas do
país. A formação de recursos humanos qualificados
e a organização de pesquisa e produção de
conhecimento não podem ser representadas exclusivamente pelas
universidades públicas. Da mesma forma, a atenção
que o poder público dispensa ao setor privado não deve se
restringir à fiscalização de seus meios de
formação ou a ações censitárias.
As políticas públicas deveriam gerar uma atitude
regulatória que estimulasse a inserção
econômica e social das universidades
As atividades de regulação e de avaliação
desenvolvidas pelo poder público deveriam considerar outras
dimensões além dos indicadores de oferta dos cursos ou do
aproveitamento dos alunos. Seria reconfortante se elas estimulassem as
instituições a rever seus conteúdos curriculares,
a gestão do conhecimento, as estratégias formadoras, os
perfis e as atividades docentes na produção do
conhecimento, a aproximação e a relação das
instituições de ensino com outras
organizações econômicas, o desempenho profissional
de seus egressos, entre outras ações estratégicas.
As políticas públicas deveriam gerar uma atitude
regulatória que estimulasse a inserção
econômica e social das universidades.
Quantidade não é tudo
Um país como o Brasil, que desenvolve políticas de
incentivo à indústria e à produção e
já avança para programas de inovação
tecnológica, não pode prescindir de espaços
tão capazes de produzir conhecimento e recursos humanos
qualificados. Como vimos, as instituições privadas
de ensino superior englobam quase 4 milhões de
matrículas. Trata-se, portanto, de um espaço a ser
considerado nas políticas públicas. Seria ótimo
se, em virtude do processo de expansão, o Estado desenvolvesse
mecanismos de incentivo financeiro – por meio de agências e
fundos governamentais, inclusive bancários – a projetos e
programas institucionais privados e bem avaliados.
Como contrapartida, tais mecanismos poderiam exigir que as
instituições atendessem a requisitos sociais e
econômicos de interesse regional, por exemplo, ou os inserissem
em seu processo formador. Assim constituídas, como agentes de
desenvolvimento, elas deixariam de ter foco exclusivo na necessidade de
captar alunos. E passariam, também, a incorporar como
ingrediente de sustentabilidade o interesse da sociedade por seus
alunos e docentes e por sua produção de conhecimento e
serviços.
A necessária expansão do ensino superior não
precisa, assim, estar limitada apenas à quantidade de alunos.
Deve, antes, levar em consideração as práticas
capazes de garantir a qualidade e a atualidade dos currículos.
Dessa forma, a sustentabilidade das instituições seria
revigorada. As novas matrículas passariam a ser geradoras de
novas oportunidades institucionais – e não só de
novas mensalidades.
O Brasil alcançou, em 2008, a 13a colocação no
ranking mundial da produção científica – o
que representa mais de 2% da produção mundial
Não se pode esquecer, porém, da importância das
universidades públicas, que realizaram grandes feitos nos
últimos dez anos. Com elas, o Brasil alcançou, em 2008, a
13a colocação no ranking mundial da
produção científica – o que representa mais
de 2% da produção mundial. Há 30 anos, nem
aparecíamos nesse ranking. Há dez anos, a
produção científica da França era 22 vezes
a do Brasil. Hoje, essa diferença caiu para duas vezes. Com
efeito, o Brasil passou, também em 2008, a 11º colocado
mundial em registros de patentes. O conhecimento produzido aqui
é um indicador da crescente relevância econômica
brasileira em termos de inovação e competitividade.
Não podemos desperdiçar esse potencial.
*Luiz Roberto Liza Curi é sociólogo e diretor de
educação superior e pesquisa do Sistema Educacional
Brasileiro (SEB)
Proposta promete aumentar número de alunos no ensino superior
Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/149809-PROPOSTA-PROMETE-AUMENTAR-NUMERO-DE-ALUNOS-NO-ENSINO-SUPERIOR.html, 26/07/2010
Especialistas ressaltam importância das universidades
comunitárias para atingir metas do Plano Nacional de
Educação. Hoje apenas 14% dos jovens estão no
ensino superior.
A proposta de regulamentação das
Instituições Comunitárias de
Educação Superior (Ices) - PL 7639/10 -, que possibilita
a compra de vagas pelo Poder Público para oferta gratuita
à população, deve ampliar o número de
jovens no ensino superior, segundo a deputada Maria do Rosário
(PT-RS).
A parlamentar lembra que o Plano Nacional de Educação
(Lei 10.172/01) tem como meta 30% dos brasileiros entre 18 e 24 anos no
ensino superior até 2011. Segundo a deputada, o próximo
plano, com metas para 2021, deve prever que cerca de 45% dos jovens
estejam na universidade. Hoje essa proporção não
passa de 14%. "Para alcançar tais objetivos, temos de continuar
investindo cada vez mais na educação pública e,
além disso, garantir uma alternativa viável, que é
a educação comunitária", afirma.
Para o presidente da Associação Brasileira das
Universidades Comunitárias (Abruc), Vilmar Thomé, o Poder
Público não tem condições de
alcançar essas metas sozinho. "Contudo, em parceria com
instituições de caráter público, como as
comunitárias, podemos dar um salto em relação
à inclusão de nossos jovens na educação
superior", defende.
Conforme dados do Ministério da Educação (MEC), o
custo médio de um aluno do ensino superior público chega
a R$ 11.820, por ano. O presidente da Abruc assegura que as parcerias
com instituições comunitárias não
representarão aumento de gastos. "O custo de
manutenção de um estudante em uma
instituição comunitária seria menor ou, no
mínimo, igual ao valor gasto hoje pelo Poder Público",
sustenta.
Qualidade dos cursos
Para Vilmar Thomé, a oferta de vagas pelas universidades
comunitárias também não acarretará perda de
qualidade do ensino. Segundo ele, essas instituições
oferecem cursos de qualidade técnica comparáveis à
das universidades públicas.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep) utiliza como parâmetro de avaliação
dos cursos de graduação e
pós-graduação o Índice Geral de Cursos
(IGC). Esse indicador varia de 1 a 5, a depender da qualidade da
faculdade avaliada. Não há dados oficiais
específicos sobre as escolas comunitárias, mas o
secretário-executivo da Associação Nacional de
Educação Católica do Brasil (Anec), Dilnei
Lorenzi, afirma que nenhum desses centros tem curso com IGC inferior a
3.
Sentenças judiciais terão linguagem acessível
Fonte: RS Notícias
Comissão de Constituição e Justiça aprovou, no último dia 30, proposta
O projeto de lei nº 7448/2006, da deputada Maria do Rosário
(PT-RS), foi aprovado em caráter conclusivo e, agora,
será enviada ao Senado, a menos que haja recurso para que seja
votado pelo Plenário da Câmara.
A advogada Mayra Palópoli aprova a proposta: “Os
jurisdicionados, muitas vezes, nem sequer entendem se ganharam ou
perderam uma ação por conta da linguagem excessivamente
técnica e rebuscada”.
De acordo com Mayra, para que a comunicação seja mais
eficiente, a linguagem deve ser menos técnica, dirigindo-se a
pessoas leigas na área. “Isso tornaria a
relação cliente-advogado mais transparente, pois o
cliente entenderia sozinho o que o juiz decidiu”, defendeu.
Responsabilidade social
Fonte: Jornal A Notícia, 29/07/2010
Consagrado como referência em marcas em Santa Catarina, o Top of
Mind chega à 16ª edição com novidades. Uma
delas é uma consulta aos consumidores sobre expectativa de
consumo – a estimativa é de gasto 20% acima do registrado
em 2009. A mais significativa delas é a escolha de empresas
destaques em responsabilidade social, preservação
ambiental e investimento em cultura.
São condições cada vez mais valorizadas pelo
mercado e também pelo público interno dos
empreendimentos, em uma relação em que todos ganham. As
cinco empresas escolhidas nesses quesitos na promoção de
“A Notícia” com o Instituto Mapa são de
Joinville e Jaraguá do Sul.
A escolha de empreendimentos do Norte com destaque em responsabilidade
social confirma a tradição de envolvimento das empresas
com suas respectivas comunidades na região. É do DNA de
boa parte das empresas, em especial do setor industrial, e o Top of
Mind apenas confirma. Claro que essa preocupação deve se
tornar ainda mais intensa. O reconhecimento desses esforços,
como fazem os consumidores na escolha das marcas mais lembradas,
é também uma maneira de incentivar a responsabilidade
social entre as empresas do Estado.
Encartado na edição de hoje, caderno especial sobre o Top
of Mind traz os 89 nomes mais lembrados pelo consumidor catarinense em
2010. Uma oportunidade para verificar a performance das marcas em Santa
Catarina.
A homenagem às mais lembradas
Fonte: Jornal A Notícia, 29/07/2010
89 referências para os catarinenses foram premiadas ontem à noite
Marcas, cidades, empresas e um empresário foram homenageados
ontem à noite, na sede da Fiesc, em Florianópolis, na
16ª edição do Top of Mind. 89 referências em
33 categorias receberam o prêmio. O evento é realizado por
“A Notícia” e pelo Instituto Mapa, com
patrocínio da Fecomércio, da FCDL e da Tractebel e apoio
da Fiesc e da Martinelli Advocacia Empresarial.
“As marcas são um ativo de primeira importância para
as empresas de bens e serviços. Ser, através do Top of
Mind, a referência na identificação e no
reconhecimento das marcas mais relevantes para os catarinenses é
motivo de muito orgulho para o jornal ‘A
Notícia’”, afirma Bruno Watté, diretor
regional do Grupo RBS em Joinville.
As marcas foram apontadas em pesquisa de amostragem realizada pelo
Instituto Mapa, que entrevistou 2,4 mil pessoas em 27 cidades
catarinenses do Norte, Vale do Itajaí, Grande
Florianópolis, Sul, Planalto e Oeste. O levantamento tem como
objetivo identificar qual marca está mais presente na mente dos
consumidores, avaliando o grau de popularidade e de
prestígio.
As empresas destaques são do Norte de SC
Fonte: Jornal A Notícia, 29/07/2010
As cinco empresas catarinenses que se destacaram pelo conjunto de
ações que envolvem os aspectos de responsabilidade
social, preservação ambiental e investimento em cultura
estão em Joinville e Jaraguá do Sul. Embraco, Tigre,
Tupy, Malwee e Weg foram as campeãs.
O diretor-presidente do Instituto Mapa, José Nazareno Vieira,
justifica o resultado explicando que normalmente a
população tem mais conhecimento deste tipo de atitude
quando ela é feita por grandes empresas. “As maiores
indústrias do Estado estão no Norte. A Malwee costuma
divulgar com frequência as ações ecológicas
que participa.”
A coordenadora da pós-graduação em
Responsabilidade Social da Sustentare, Vanessa Leite, diz que investir
em sustentabilidade valoriza a imagem. “É um diferencial
entre outras, pois atrai e retém novos talentos. Os jovens
estão atrás de empresas que tenham esse perfil para
trabalhar”, explica.
Seguir ou desistir: eis a questão
Fonte: Diário Catarinense, 28/07/2010

Domingo (01/08) encerra a submissão de artigos da Chamada de Trabalho do XXI ENANGRAD
Fonte: ANGRAD
Os trabalhos encaminhados ao XXI ENANGRAD - Encontro Nacional dos
Cursos de Graduação em Administração,
serão aceitos na modalidade de Artigos, versando sobre
questões didático-pedagógicas, nas seguintes
áreas temáticas:
Área Temática Código
Teoria Geral da Administração TGA
Finanças FIN
Marketing MKT
Gestão de Operações e Logística GOL
Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho GPT
Gestão de Informações e Tecnologia GIT
Ensino, Pesquisa e Formação Docente em Administração EPF
Empreendedorismo & Governança Corporativa EGC
Qualidade QLD
I - FORMATO DOS ARTIGOS
Os artigos submetidos ao XXI ENANGRAD, obrigatoriamente, devem apresentar o seguinte formato:
• Editor de texto
Word 6.0 ou posterior;
• Configuração das páginas
Tamanho do papel: A4 (29,7 x 21 cm);
Margens: superior 3 cm, inferior 2 cm, esquerda 3 cm, direita 2 cm;
• Fonte e Corpo do texto
Arial, corpo 12;
• Espaçamentos
Simples (entre caracteres, palavras e linhas).
• Conteúdo da primeira página
O nome da área temática e/ou seu respectivo
código, para a qual o artigo será submetido para
avaliação. A identificação da área
é obrigatória, sob pena de desclassificação
do mesmo.
O título do artigo em CAIXA ALTA.
• Conteúdo da segunda página
O Resumo com no mínimo 10 e no máximo 15 linhas, em um único parágrafo;
O Abstract com no mínimo 10 e no máximo 15 linhas, em um único parágrafo;
Palavras-chave;
Key-Words;
• Conteúdo das páginas subseqüentes
O artigo com no máximo 15 (quinze) páginas, além
das duas páginas iniciais citadas acima, incluindo
ilustrações, bibliografia e notas.
• Idioma
Serão aceitos artigos e os respectivos resumos submetidos em português, espanhol, inglês e francês.
• Tamanho do Arquivo
O artigo deve apresentar, no máximo, 5 Mb. Artigos com mais de 5Mb serão recusados automaticamente pelo sistema.
II – AUTOR E CO-AUTOR
Ao submeter seu artigo, informe no formulário de
submissão o nome do autor principal e de até 4 (quatro)
co-autores, caso haja. A identificação NÃO
deverá constar no corpo do texto sob pena de
desclassificação.
III - AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS
A DIRETORIA DE ENSINO E PESQUISA irá nomear um
avaliador-chefe para cada área temática. Este será
um profissional especializado na área em questão. Cada
avaliador-chefe indicará outros avaliadores para sua
área. Cada artigo será avaliado por pelo menos dois
avaliadores, utilizando o sistema “double blind review”.
IV – PRAZOS
SUBMISSÃO DOS ARTIGOS: até 01 de agosto de 2010.
Os artigos deverão ser encaminhados através do
endereço www.angrad.org.br, até a 23:59 do dia 01 de
agosto, horário oficial de Brasília.
RESULTADO DA AVALIAÇÃO: 15 de setembro de 2010
Os autores que tiverem seus artigos selecionados para
apresentação no XXI ENANGRAD deverão efetuar suas
inscrições até 15 dias após a
divulgação do resultado, com desconto especial concedido
pela coordenação do evento;
A PUBLICAÇÃO dos artigos selecionados nos ANAIS DO XXI
ENANGRAD dar-se-á somente mediante a confirmação
da inscrição do autor ou de pelo menos um dos co-autores;
A Confirmação da APRESENTAÇÃO do artigo no
XXI ENANGRAD, através de “e-mail resposta” ao
comunicado de aceite do mesmo, também será fator
determinante para a publicação nos ANAIS do evento.
O Autor do artigo selecionado receberá uma
comunicação por e-mail. Esta mensagem deverá ser
respondida com a confirmação da
apresentação do mesmo, indicando o nome do apresentador;
A apresentação dos artigos selecionados será uma
obrigatoriedade sine qua nom do autor e/ou do(s) co-autor(es). No caso
da impossibilidade de o autor e co-autores estarem presentes, os mesmos
poderão nomear um apresentador para o artigo, desde que este
esteja devidamente inscrito e confirmado no evento. A
confirmação se dará mediante ao pagamento da
inscrição;
Uma vez confirmada a apresentação do artigo, o autor ou
co-autor deverá realizá-la, sob pena de não poder
enviar artigos nos próximos 3 ENANGRADs;
V – DESCLASSIFICAÇÃO
Serão desclassificados os artigos que:
NÃO ESTIVEREM DE ACORDO COM A FORMATAÇÃO ESTIPULADA NO ITEM I DESTE REGULAMENTO;
POSSUÍREM QUALQUER TIPO DE IDENTIFICAÇÃO DOS AUTORES E CO-AUTORES NO CORPO DO TEXTO;
NÃO CUMPRIREM QUALQUER UM DOS PRAZOS DISCRIMINADOS NO ITEM IV DESTE REGULAMENTO;
VI - CERTIFICADOS
Serão expedidos os seguintes certificados:
Certificado de Congressista;
Certificado de Autor de Artigo;
Certificado de Apresentador;
Certificado de Mérito;
VII - PRÊMIOS
Os artigos que obtiverem a primeira colocação em cada
área temática receberão um Certificado de
Mérito, expedido pela coordenação do evento.
VIII - FORMATO DAS APRESENTAÇÕES
As apresentações dos artigos no XXI ENANGRAD deverão adotar os seguintes critérios:
Máximo de 10 minutos para a apresentação, mais 5 minutos para perguntas do público e debates;
A coordenação do evento disponibilizará em todas
as salas projetor multimídia que poderá ser utilizado
durante a apresentação.
IX – OBSERVAÇÕES GERAIS
A ANGRAD se abstém de qualquer responsabilidade quanto à
hospedagem e transporte dos autores e co-autores que tiverem seus
artigos selecionados para apresentação durante o XXI
ENANGRAD.
Rio de Janeiro, (RJ), em 01 de junho de 2010.
Prof. Antonio Gildo Paes Galindo
Diretor de Ensino e Pesquisa
OAB e CFC lançam hoje cartilha sobre fiscalização de contas dos candidatos
Fonte: Conselho Federal da OAB
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir
Cavalcante, e o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC),
Juarez Domingues Carneiro, lançam hoje (28), às 11h, uma
Cartilha das duas entidades com as propostas de
fiscalização da prestação de contas dos
candidatos às eleições de outubro deste ano. O
lançamento ocorrerá na sede do Conselho Federal da OAB,
em Brasília (SAS quadra 05, lote 02, bloco M).
Recentemente, OAB e CFC firmaram protocolo de intenções
que visa, entre outros pontos, a transparência e legalidade nas
prestações de contas das campanhas eleitorais dos
candidatos à Presidência da República e aos
governos estaduais.
Sancionada lei que criminaliza violência nos estádios
Fonte: Agência Brasil
A lei que modifica o Estatuto do Torcedor e prevê
punições para torcedores, cambistas, torcidas organizadas
e até árbitros foi sancionada ontem (27) pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Centro Cultural
do Banco do Brasil (CCBB), sede provisória do governo federal.
No caso do torcedor, aquele que praticar atos de violência e
vandalismo a uma distância de até cinco quilômetros
dos estádios pode ser punido com multa, ficar proibido de
frequentar o estádio e pode ser preso por até dois anos.
Também sofrerá punição o torcedor que
entoar cânticos discriminatórios, racistas ou
xenófobos. “Na nossa visão, não é
razoável que o torcedor de futebol vá a um estádio
de futebol para entoar cânticos agressivos insinuando que vai
atacar, matar, agredir a polícia. Estádio não
é para esse tipo de conduta”, disse o ministro do Esporte,
Orlando Silva.
A torcida organizada que incitar a violência, provocar tumulto e
invadir locais restritos a competidores, árbitros e
dirigentes pode ficar impedida de ir aos jogos pelo prazo de
até três anos. As torcidas terão que cadastrar os
associados ou membros e repassar os cadastros aos clubes. O cadastro
deve ter fotografia, endereço e número dos documentos de
identidade e Cadastro de Pessoa Física (CPF) de cada torcedor.
A torcida organizada ainda passa a responder civilmente pelos danos
causados por seus associados ou membros no local do evento esportivo,
nas imediações ou no trajeto de ida e volta ao evento.
Durante as discussões do projeto de lei no Congresso Nacional,
as torcidas organizadas conseguiram que esse ponto fosse
excluído do texto, mas o Senado acabou restabelecendo o texto
original.
No que diz respeito aos cambistas, até então a atividade
não era criminalizada e não havia sanção
prevista para quem vendesse ingressos com sobrepreço. Com a lei,
está prevista multa e reclusão de um a dois anos para
quem vender ingressos de evento esportivo por preço superior ao
estampado no bilhete. Quem facilitar aos cambistas a
aquisição dos ingressos nas bilheterias também
pode ser punido.
Para o árbitro que solicitar ou aceitar vantagem ou promessa de
vantagem para manipular resultados de jogos a lei prevê multa ou
reclusão de dois a seis anos.
Pela lei, os estádios com capacidade a partir de 10 mil lugares
deverão instalar câmeras para monitorar o público e
as catracas de acesso aos estádios.
Ao ser perguntado sobre como será feita a
fiscalização, o ministro Orlando Silva afirmou que o
monitoramento do comportamento dos torcedores acontece principalmente
por imagem.
“A própria lei determina que os estádios tenham o
monitoramento por imagem e isso permite controlar o comportamento do
torcedor de qualquer ponto do estádio. Existe recurso para
identificar o rosto da pessoa que estimula determinada
prática”, afirmou o ministro.
Orlando Silva disse ainda que, paralelamente à previsão
de penas para o torcedor, é preciso vencer o desafio de
capacitar a polícia para atuar nos estádios. “A
polícia tem que passar a utilizar nos estádios armas
não letais, ter policiais mais preparados para lidar com a
multidão. Não é que vá ser batalhão
só para estádios, mas batalhões com pessoas
treinadas para lidar com a multidão, porque essa não
é uma questão simples de resolver”, concluiu o
ministro.
A lei sancionada hoje pelo presidente Lula foi elaborada em consenso
pelos ministérios do Esporte e da Justiça,
Ministério Público, Confederação Brasileira
de Futebol (CBF) e aprovada pelo Congresso Nacional. A mudança
no Estatuto do Torcedor integra o pacote de medidas do
Ministério do Esporte conhecido como Torcida Legal,
lançado em marco de 2009.
OAB Nacional oferece uma bolsa de estudos em Paris para curso de Direitos Humanos
Fonte: Poder Judiciário de Santa Catarina
Termina na próxima quinta-feira (29) o prazo para
inscrição dos advogados interessados em obter uma bolsa
de estudos para o curso "A Proteção dos Direitos
Humanos", que será realizado entre os dias 13 de setembro e 8 de
outubro de 2010, na mundialmente reconhecida Ecole Nationale
d'Administration (Escola Nacional de Administração), em
Paris - França. O candidato selecionado pelo Conselho Federal da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), receberá o valor de
aproximadamente 600 euros (para despesas de alimentação e
transporte), além da inscrição para o curso, a
hospedagem e o seguro saúde. A passagem aérea
ficará a cargo do próprio advogado.
A seguir, as regras para se candidatar à bolsa de estudos :
Para participar, o candidato deve preencher os seguintes requisitos:
ser advogado, com inscrição regular na Ordem dos
Advogados do Brasil; militar na área dos Direitos Humanos,
comprovadamente; ter até 45 anos; proficiência comprovada
no idioma Francês; preferencialmente com mestrado; ter passaporte
válido, com ao menos oito meses de validade.
Os interessados deverão juntar os seguintes documentos e
enviá-los para ri@oab.org.br até quinta-feira, 29 de
julho de 2010:
Formulário de inscrição preenchido (em francês) - Link: http://www.ena.fr/index.php?module=doc&action=getFile&id=19;
Currículo;
Cópia da Carteira de Advogado;
Foto 3x4 recente;
Carta de apresentação, em francês, com no máximo duas páginas;
Comprovante de proficiência no idioma Francês (Certificado, carta de escola de Francês etc);
Comprovante de atuação na área de Direitos Humanos.
Homologação Parecer 4/2010 CONAES - Projeto Resolução 1/2010, que normatiza o NDE
Fonte: Publicação no DOU nº 142, de 27.07.2010, Seção 1, página 14
DESPACHO DO MINISTRO
Em 26 de julho de 2010
Nos termos do inciso III do art. 4º do Decreto nº 5.773, de
09 de maio de 2006, o Ministro de Estado da Educação
HOMOLOGA o Parecer CONAES Nº 04, de 17 de junho de 2010, exarado
pela Comissão Nacional de Avaliação da
Educação Superior - CONAES, que dispõe sobre o
Núcleo Docente Estruturante - NDE, e o Projeto de
Resolução Nº 01, de 17 de junho de 2010, que
normatiza o respectivo Núcleo Docente Estruturante - NDE.
Fernando Haddad
Obs. Nos próximos dias o MEC deve publicar a referida Resolução que normatiza o NDE.
OAB defende órgão de controle externo para enquadrar os Tribunais de Contas
Fonte: Conselho Federal da OAB
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir
Cavalcante, defendeu ontem (26) a criação de um Conselho
Nacional dos Tribunais de Contas, para controle das ações
dos 34 tribunais dessa área, a exemplo do que já ocorre
no Judiciário, com o CNJ, e no Ministério Público,
com o CNMP. "A prestação de contas pelos Tribunais de
Contas é uma exigência de ordem moral e precisa se adequar
e se enquadrar à nova realidade que se vive no País, onde
a participação direta da sociedade no controle do Estado
deve se acentuar de forma crescente", afirmou Ophir. Duas propostas de
emenda à Constituição (PECs), com objetivo de
criar esse órgão de controle externo, já
estão tramitando no Congresso Nacional.
O presidente nacional da OAB lembra que desde o início de sua
gestão tem defendido a criação de um CNTC, que
estenda sua atuação sobre os 34 Tribunais de Contas
existentes no País - sendo 26 estaduais, um no Distrito Federal
e o restante, Tribunais municipais. "Esses Tribunais exercem um papel
de controle externo, na fiscalização da
aplicação dos dinheiros, bens e valores públicos,
mas sobre eles não há qualquer tipo de
fiscalização ou de controle", observou Ophir Cavalcante.
Para Ophir, o controle externo nos TCs servirá ainda "para
modernizá-los e livrá-los da nefasta influência
política na indicação de conselheiros, não
raro políticos derrotados em eleições ou
apadrinhados". Ele criticou também o fato de que muitos
Tribunais de Contas, exatamente pela falta de controle externo, ainda
funcionam hoje como "cidadelas do compadrio, espécie de enclaves
que não se submetem à Súmula 13 do Supremo
Tribunal Federal, que proíbe o nepotismo". Isso sem contar
outros desvios de funções e desmandos que não
sofrem qualquer auditagem da sociedade brasileira, salientou o
presidente da OAB, ao defender a criação do
órgão de controle exerno (CNTC) para os Tribuinais de
Contas.
Evasão nas universidades chega a 20%. Por que estudantes desistem?
Fonte: http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1908950&path=/suasfinancas/, 27/07/2010
Por: Camila F. de Mendonça
Em todo o Brasil, cerca de 20,7% dos estudantes de
instituições particulares de ensino superior desistem do
curso no meio do caminho, de acordo com dados do Semesp (Sindicato das
Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado
de São Paulo).
Ao contrário do que se possa imaginar, questões
financeiras não são os únicos motivos para tamanha
evasão, uma vez que o índice de desistência nas
faculdades públicas também é alto, de cerca de
14,4%. De acordo com o Semesp, somente na USP (Universidade de
São Paulo), 40% dos estudantes deixam as salas de aula no
primeiro ano da faculdade.
Mas quais as "pedras" encontradas por tantos universitários que
fazem com que eles desistam no meio do caminho? Para o
diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, o aumento da
concorrência (e do número) nas instituições
particulares, a mudança do perfil do aluno e o maior acesso das
classes C e D ao ensino universitário alteraram o cenário
– e ampliaram o número de jovens que não sabem os
caminhos a seguir para galgar uma carreira sólida.
Parou por quê?
Todos os fatores citados por Capelato levam aos outros. Se o perfil do
aluno mudou, as instituições também devem mudar.
“Mas, isso não ocorre, elas precisam mudar o modo de dar
aula”, afirma. “Por que não tornar o
currículo mais atrativo para os estudantes?”, questiona o
diretor. Independentemente do currículo, o que atrai muitos
estudantes é o preço do curso.
Para Capelato, uma escolha feita tendo esse fator como base só faz crescer a evasão.
Ele explica que a concorrência entre as particulares fez os
preços das mensalidades caírem ao longo dos anos.
Preços mais em conta atraíram um segmento que até
então imaginava que ser universitário era algo distante.
“A concorrência permitiu o acesso das classes C e D. A
formação desse segmento, contudo, é
frágil”, explica.
Dessa forma, mesmo tendo recursos para bancar uma mensalidade, muitos
futuros profissionais desistem do curso por não conseguirem
acompanhá-lo. Essa situação é verificada,
principalmente, nas universidades públicas. Capelato lembra que
nos cursos em que há grande parcela de estudantes de menor
renda, geralmente da área de Humanas, a evasão é
muito alta. “A qualidade do ensino médio público
é muito baixa e os alunos que chegam com uma base extremamente
frágil têm dificuldades de acompanhar os cursos”,
comenta.
E mesmo se uma mensalidade em um curso particular for mais baixa, ainda
assim, segmentos de menor renda podem ter dificuldades de arcar com as
despesas. “Tem muitas mensalidades que chegam a comprometer 50%
da renda familiar. Então, qualquer problema financeiro que esse
estudante tiver, ele vai desistir do curso”, diz Capelato.
Aí entra uma outra questão. Se a renda está mais
apertada, invariavelmente, universitários das classes
econômicas mais baixas não param de trabalhar, mesmo
estudando. A dificuldade de se levar uma dupla jornada é outro
motivo que compromete a conclusão do curso.
A escolha errada
Outro motivo da evasão é o descontentamento, seja com o
curso ou mesmo com a profissão. Ainda assim, muitos decidem
terminar o que começaram e até entrar no mercado de
trabalho, mesmo descontentes. Para Capelato, levar uma decisão
errada até o fim pode até comprometer o desempenho
profissional no futuro, afinal, um profissional infeliz vai ter de se
esforçar muito para atingir resultados medianos.
A gerente de Orientação de Carreira da Cia de Talentos,
Bruna Dias, acredita que, mesmo descontente, esse jovem de hoje pode
ser um ótimo profissional amanhã. Para ela, a
questão é outra. “É o preço que se
paga por isso. Atuar em uma profissão que eu já
não queria muito é fazer um esforço grande para
entregar resultados básicos”, afirma.
Ela aconselha àqueles que estão pensando em desistir por
falta de estímulo a parar e refletir. “Se for uma certeza
e ele tiver condições, é melhor parar mesmo e
tentar outra coisa”, diz Bruna. Contudo, para grande parte dos
universitários, parar no meio do caminho significa não
voltar mais a estudar. Por isso, a assistente de
Orientação e Informação Profissional do
Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola), Gisele
Laranjeira Sepúlveda, recomenda atenção antes de
escolher o curso. “Conhecer as aptidões, as
competências e as habilidades desde cedo ajuda nessa
escolha”, afirma.
Além disso, a informação sobre o curso, a
instituição, a profissão e as perspectivas de
carreira que ela oferece devem ser bem analisada. E, se a
insatisfação bater, é melhor tentar entender de
onde ela vem, se do curso ou mesmo da profissão. Para evitar
desespero logo no primeiro ano de faculdade, Gisele lembra que os
cursos são sempre bem generalistas. “Tendo essa
informação, ele saberá lidar com essas
disciplinas”, afirma.
Bruna lembra também que é preciso analisar os valores da
profissão com os valores do futuro profissional. “Os
estudantes precisam saber que as escolhas são difíceis,
mas as consequências também”.
Aneel aprova regulamentação da nova lei da Tarifa Social de Energia Elétrica
Fonte: Aneel
Agência aprovou nessa terça resolução
normativa que regulamenta as novas regras determinadas pela Lei
n°12.212/2010
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta
terça resolução normativa que regulamenta as novas
regras determinadas pela Lei n° 12.212/2010 sobre a Tarifa Social
de Energia Elétrica (TSEE). O subsídio, que beneficiava
todas as unidades que consumissem até 80 kWh mensais, por
exemplo, será concedido às famílias inscritas no
Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal
(CadÚnico) que tenham renda familiar mensal per capita de
até meio salário mínimo.
Indígenas e quilombolas também serão beneficiados
com o desconto. O CadÚnico é de responsabilidade do
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
(MDS).
A retirada do benefício dos consumidores que tinham direito
à TSEE de acordo com a Lei nº 10438/2002 é uma
exigência legal que deverá ser cumprida pela Aneel no
prazo de 24 meses.
Os titulares de unidades que consomem acima de 80 kWh/mês
(quilowatt hora por mês), na média dos últimos 12
meses enquadrados na Resolução 246/02, deverão
perder o benefício a partir de 20 de novembro deste ano.
Enquanto que os antigos beneficiários, com consumo na
média dos últimos 12 meses entre 80 e 220 kWh/mês,
que atendiam aos critérios estabelecidos pela
Resolução 485/02 deverão ser descadastrados a
partir de 20 de março de 2011.
A Aneel estabeleceu que em até 60 dias a partir da
publicação desta resolução, as
distribuidoras devem informar a todos os consumidores das classes
residencial e rural, por meio de mensagem na fatura de energia
elétrica, a respeito do direito à TSEE aos que atendam o
disposto pela lei.
A Agência definiu também como será aplicado o
desconto em habitações multifamiliares, popularmente
conhecidas como cortiços, onde não é
possível instalar mais de um medidor. Nessa hipótese, a
distribuidora deverá manter medição única
para as habitações. O desconto, nesse caso, deverá
ser aplicado de forma cumulativa multiplicado pelo número de
famílias que utilizem a mesma unidade consumidora.
A regulamentação da lei ficou em audiência
pública de 26 de maio a 28 de junho. Nesse período,
ocorreram três sessões presencias da audiência nas
capitais Salvador (09/06), Fortaleza (17/06) e São Paulo
(24/06). Durante o processo, a Agência recebeu 67
contribuições de consumidores, órgãos de
defesa do consumidor, representantes de distribuidoras de energia,
Ministério Público e parlamentares.
Autor: Assessoria de Imprensa Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte
Universidade do Mato Grosso qualifica professores no Japão
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 28/07/2010 às 08:56 hs.
Excelente domínio das ferramentas e da tecnologia da
educação a distância, desempenho na
execução das tarefas e exigência de respostas
rápidas dos orientadores são pontos que destacam os
educadores brasileiros que fazem o curso de pedagogia a distância
no Japão. A formação, que começou em julho
de 2009, é feita pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
em parceria com a Universidade Tokai.
O curso é dirigido a professores brasileiros sem
graduação ou com formação diferente daquela
em que trabalham, explica a coordenadora do projeto de
formação de professores pelo Acordo Brasil-Japão,
Kátia Morosov Alonso, da UFMT. Na turma de 270 alunos, 80%
são educadores brasileiros e os demais são japoneses,
argentinos, paraguaios, peruanos e bolivianos que lecionam na
língua portuguesa em escolas para brasileiros.
As aulas presenciais, seminários temáticos e encontros de
avaliação acontecem em três polos da Universidade
Tokai, nas cidades de Nagoya, Hamamatsu e Ota, e no campus Shanon da
instituição na cidade de Hiratsu. De acordo com
Kátia Morosov, quatro professores da UFMT fazem a
coordenação presencial do curso nos polos e no campus
Shanon, mas a universidade tem uma equipe de atendimento no Brasil.
No conjunto, a equipe da UFMT dedicada ao curso soma 47 profissionais:
17 fazem a orientação acadêmica, oito especialistas
produzem conteúdos e trabalham com os alunos, 13 integram a
equipe tecnológica que mantém a plataforma e
páginas eletrônicas do curso, três estão na
parte de registro das avaliações de desempenho
acadêmico, um é coordenador do curso e um,
vice-coordenador.
Mesmo com o bom aproveitamento dos professores que estão no
Japão, a realização do curso de pedagogia, na
avaliação de Kátia Morosov, é um desafio
para a Universidade Federal de Mato Grosso e para os cursistas. Fuso
horário com 12 horas de diferença, jornada de trabalho
dos cursistas de oito a nove horas diárias de segunda-feira a
sábado, custo elevado dos deslocamentos urbanos entre a escola
ou residência do aluno e o polo, estão entre os problemas
enfrentados.
“É uma experiência difícil porque tratamos
com outra cultura”, diz a coordenadora. No Japão, explica,
o fato de ser forte a cultura do trabalho individual e da
competição, associado à escassez de espaço
físico, fazer reuniões e seminários constitui um
problema. “Diferente de nós, eles dão pouca
importância ao trabalho coletivo”, diz.
No caso do fuso horário, a UFMT fez adaptações
para atender os educadores que estão no Japão. As
videoconferências, que compõem a parte presencial do
curso, por exemplo, começam no Brasil às 5 horas da
manhã de sábado (17 horas de domingo no Japão). O
domingo é o único dia livre que eles têm.
Conteúdos – De julho de 2009, quando o curso
começou, a julho deste ano, os professores estudaram os
fundamentos da educação a distância e os
conteúdos da pedagogia – sociologia, filosofia,
história da educação e pedagogia da
infância. De agosto em diante, durante 20 a 24 meses, eles
vão estudar conteúdos e metodologias de cinco
áreas do conhecimento – linguagem, matemática,
ciências, história e geografia.
A última parte do curso é dedicada à área
de organização da escola que compreende políticas,
planejamento, sistemas educacionais e gestão escolar. O curso
tem duração de quatro anos (2009-2013), divididos em oito
semestres, e carga de 3.360 horas. A cada semestre o curso tem
três momentos presenciais, sendo dois por videoconferência
e um encontro com os professores da UFMT, no Japão.
Dados do portal da Embaixada do Brasil em Tóquio indicam que
funcionam no Japão 71 escolas brasileiras, das quais 52 foram
homologadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e 19
estão em processo de homologação. Kátia
Alonso estima que hoje 80% dos professores que trabalham em escolas
brasileiras no Japão lecionam na educação infantil
e nas séries iniciais do ensino fundamental. É para eles
que a universidade oferece a licenciatura em pedagogia.
Ionice Lorenzoni
Fonte: MEC
Atraso na homologação da rescisão pelo sindicato não viabiliza pagamento de multa
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
A multa prevista na Consolidação das Leis do Trabalho em
decorrência do atraso na quitação das verbas
rescisórias pelo empregador não se aplica quando o caso
é de demora na homologação da rescisão pelo
sindicato. Foi esse entendimento que norteou a decisão da Quarta
Turma do Tribunal Superior do Trabalho, determinando a exclusão
da multa da condenação que havia sido imposta à
Spal Indústria Brasileira de Bebidas S.A.
O trabalhador contou ter sido avisado antecipadamente da
demissão e que a empresa efetuou o depósito das verbas
rescisórias, no valor de R$ 9.173,47, em sua conta corrente no
prazo legal de dez dias. No entanto, ele pleiteou que a Spal lhe
pagasse a multa do artigo 477, parágrafo 8º, da CLT, porque
somente depois de um mês foi realizada a
homologação da quitação pelo sindicato de
classe, quando a empresa lhe entregou as guias para levantamento do
depósito recursal e do seguro desemprego.
No recurso que interpôs ao Tribunal Regional do Trabalho da
2ª Região (SP), o ex-empregado da Spal conseguiu a
condenação da empresa ao pagamento de horas extras,
13º salário, férias e 1/3, FGTS mais 40%, verbas
rescisórias e a multa do artigo 477 da CLT, entre outros itens.
A indústria de bebidas recorreu ao TST somente quanto à
multa, alegando ser indevido o seu pagamento, já que as verbas
rescisórias foram pagas no prazo legal e que o prazo previsto no
artigo 477, parágrafo 6º, da CLT, refere-se ao pagamento
das verbas rescisórias, não se estendendo para a data da
homologação da rescisão contratual.
A Quarta Turma deu razão à empresa. A ministra Maria de
Assis Calsing, relatora do recurso de revista, verificou que a
jurisprudência do TST, quanto ao assunto, é no sentido de
considerar que não cabe o pagamento da multa. A ministra
referiu-se, inclusive, a um processo de relatoria do ministro Milton de
Moura França, no qual ele explica que a exigência da lei
é “que o pagamento das parcelas objeto do termo de
rescisão ou recibo de quitação se dê no
prazo, de forma que a homologação posterior não
pode ser considerada como fato gerador de aplicação de
multa”.
Com o mesmo entendimento, a ministra Calsing concluiu que “o
atraso na homologação da rescisão pelo sindicato
da categoria não enseja o pagamento da multa do artigo 477,
parágrafo 8º, da CLT, porque o que se privilegia é o
pagamento em si”. A Quarta Turma seguiu o voto da relatora,
excluindo da condenação, por unanimidade, a multa
aplicada à empresa. (RR - 103700-21.2006.5.02.0383)
Estado condenado por acidente ocorrido com menor em escola pública
Fonte: Poder Judiciário de Santa Catarina
A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de
Justiça confirmou sentença da Comarca de Pinhalzinho, que
condenou o Estado de Santa Catarina ao pagamento de R$ 10 mil por danos
morais e materiais à estudante Letícia Amancio Kappaun -
representada na Justiça pelo pai, Dirceu Kappaun -, que sofreu
acidente durante horário de aula.
O acidente aconteceu em fevereiro de 2008, quando Letícia tinha
12 anos e frequentava a 6ª série do ensino na fundamental
na Escola Básica José Marcolino Eckert, em Pinhalzinho.
Após o intervalo para lanche, ao se encaminhar para a sala de
aula, foi atingida pela trave de futebol localizada na quadra
poliesportiva da instituição. A menina teve ferimento na
cabeça, dores abdominais e vômitos, comprovados pelo
registro de atendimento de urgência (SAMU).
O Estado alegou culpa da vítima, que havia se pendurado na
trave. Para tal versão, entretanto, não apresentou
provas. Relatos testemunhais e documentos comprovaram que houve
negligência dos responsáveis pelo estabelecimento de
ensino. “O Poder Público tem o dever de indenizar os danos
que suas atividades, serviços e inações causarem a
particulares, bastando, para tanto, a comprovação do
efetivo prejuízo e sua relação causal com a
conduta da administração”, explicou a relatora do
processo, desembargadora substituta Sônia Maria Schmitz.
O Estado também alegou a inexistência de prova da
omissão dos agentes públicos e do abalo
psicológico sofrido. “Sobressai dos autos que as
crianças não estavam sob vigilância dos superiores,
já que regressavam sozinhas do pátio (...) Estivessem a
administração da escola e os professores atentos,
poderiam ter evitado a drástica situação e suas
consequências”, acrescentou a magistrada. A decisão
foi unânime. (Apelação Cível n.
2009.067310-9)
SC é 2° em participação feminina
Fonte: Diário Catarinense, 29/07/2010
País tem maior percentual de eleitoras, porém candidatas ainda são a grande minoria no pleito
Santa Catarina é exemplo na busca das mulheres por igualdade na
participação política. O Estado é o segundo
em percentual de candidatas aos cargos públicos, superado apenas
pelo Rio de Janeiro.
Com 27,95% de candidatas, o Rio é seguido por Santa Catarina,
com 27,9%, e pelo Rio Grande do Sul, com 26,9% como as unidades da
federação em destaque. Os Estados que, proporcionalmente,
terão menos mulheres no pleito são Espírito Santo
(12,9%), Pernambuco (13,6%) e Minas Gerais (14,8%).
Apesar de serem a maioria entre os eleitores (52%), as mulheres ainda
são minoria na disputa das eleições deste ano.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 21.760
candidatos registrados até o momento, apenas 21,5 % são
mulheres. O cargo em que o registro de mulheres é maior é
de deputado distrital: 220 dos 885 candidatos, o que representa um
índice de 25,7%.
O cargo menos pleiteado pelas mulheres é o de governador –
só 10,7% dos 168 candidatos são do sexo feminino,
totalizando 18 candidatas.
A Lei Eleitoral determina que 30% das vagas em disputa sejam destinadas
ao sexo que se apresente como minoritário entre os inscritos
para concorrer aos cargos de deputado federal, estadual e distrital.
Máquina de SC será usada em todo o país
Fonte: Diário Catarinense, 29/07/2010
Aparelho criado por alunos do Instituto Federal de Educação será produzido e distribuído em escolas
O Ministério da Saúde escolheu a máquina de
preservativos criada pelo Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IF-SC) para distribuir
pelo país. Um projeto de João Pessoa (PA) também
será aproveitado.
A intenção do Ministério é instalar o
equipamento em 40 escolas do país para combater a Aids.
Florianópolis será uma delas. Os nomes das outras cidades
e a data da instalação não foram definidos.
Neste mês, a equipe do IF-SC terminou a montagem do aparelho. O
próximo passo é encaminhá-lo para Brasília,
onde será produzido.
De acordo com Ellen Vita, assistente técnica da Unidade de
Prevenção do Departamento de DST e Aids do
Ministério da Saúde, antes de lançar o desafio
entre 36 institutos federais de educação, o governo
tentou importar uma máquina de Miami, nos Estados Unidos. Mas o
equipamento não atendeu às necessidades: capacidade para
500 preservativos, programação para o aluno usar a
máquina digitando matrícula e senha, limite de 20
camisinhas por mês para cada estudante e uso de material
resistente.
– A máquina proposta por Florianópolis respeita
todas as diretrizes que pedimos. Agora será produzida em escala
comercial, com o preço definido pela empresa que ganhar a
licitação – disse Ellen.
Ela não falou sobre valores. Disse apenas que, para ajudar na
montagem do aparelho criado pelo IF-SC e pelo instituto da
Paraíba, o governo federal investiu R$ 180 mil – R$ 90 mil
para cada unidade.
Para desenvolver o aparelho, três alunos de Mecatrônica
contaram com a ajuda de dois professores do mesmo curso e um aluno de
Design de Produto. Eles usaram material que não quebra para
montar o protótipo do aparelho, que pesa 20 quilos.
O coordenador do curso de Mecatrônica, Valdir Noll, informou que
a equipe tentou projetar uma máquina fácil para
estudantes usarem e os responsáveis de cada escola – eles
terão uma chave para abrir e fechar a máquina –
controlarem.
MCT autoriza FINEP a lançar editais no valor de R$ 835 milhões
Fonte: FINEP
O Ministério da Ciência e Tecnologia acaba de autorizar o
lançamento pela FINEP de editais no valor total de R$ 835
milhões. O anúncio foi feito no primeiro dia da 62ª
Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da
Ciência (SBPC), que ocorre em Natal (RN). O principal deles
é o novo edital nacional de subvenção
econômica, que vai destinar R$ 500 milhões para projetos
de inovação desenvolvidos por empresas nas áreas
estratégicas da política de desenvolvimento produtivo e
do plano de ação de ciência, tecnologia e
inovação.
Em parceria com a Confederação Nacional da
Indústria (CNI) e a Mobilização Empresarial para
Inovação (Mei) também será disponibilizada
uma chamada pública no valor de R$ 100 milhões para
estruturação de núcleos de gestão de
inovação nas empresas brasileiras.
O restante dos recursos é para pesquisas em universidades e
instituições de ciência e tecnologia. No
decorrer do mês de agosto, serão lançados pela
FINEP dez editais voltados para ICT, no total de R$ 173 milhões.
Algumas dessas chamadas terão a parceria de outros
ministérios, instituições públicas e
privadas, e fundações de amparo à pesquisa.
Serão contempladas áreas como gestão de recursos
hídricos, sistemas de produção
agropecuária, construção naval e transporte
aquaviário.
Este ano, a FINEP já lançou 11 chamadas, que somaram R$
381 milhões. Foram contemplados segmentos como tecnologias
voltadas para a camada do pré-sal, fármacos,
telessaúde e telemedicina e pesca e aquicultura.
Autor: Marcia Telles - Revisão e Edição: Luiza Müller
Em reunião da SBPC, Dilma diz que aplicará mais recursos em ciência e tecnologia
Fonte: Correio Braziliense, 28/07/2010 - Brasília DF
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma
Rousseff, disse que se eleita pretende ampliar em até 2% do
Produto Interno Bruto (PIB) o montante de recursos destinados à
ciência e tecnologia. Atualmente, cerca de 1,3% do PIB vai para
esse setor. Dilma participou de encontro com pesquisadores, estudantes
e professores durante a 62ª Reunião Anual da Sociedade
Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A candidata disse
que dará continuidade à política de investimento
no setor, iniciada no governo Lula. “A ciência e tecnologia
é uma das questões mais importantes para o Brasil deixar
de ser emergente e se tornar uma nação mais
desenvolvida”, defendeu. Segundo ela, a política do seu
governo para ampliar a produção científica no
país será aliada à melhoria salarial dos
professores e ao desenvolvimento do sistema educacional. “Sem
salário digno, não há status social, não
há milagre.” Depois de discursar, Dilma visitou uma
exposição de posteres de estudantes presentes na
reunião da SBPC. Agora à tarde, ela participa de uma
caminhada no centro de Natal.
Presidente da SBPC quer mais ligação entre empresas e pesquisa
Fonte: Portal G1, 28/08/2010
É preciso replicar exemplo de Embrapa, Embraer e
Petrobrás, diz Raupp. Amazônia, mar e indústria
precisam de mais ciência, aponta
Iberê Thenório do G1, em Natal
A ciência precisa contribuir mais para o desenvolvimento. Essa
é a opinião do anfitrião da maior
conferência científica do Brasil, o presidente da
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco
Antônio Raupp. Durante a abertura da 62ª reunião
anual da SBPC, que ocorre nesta semana em Natal, Raupp defendeu mais
investimentos em institutos de pesquisa que possam aliar o conhecimento
acadêmico às necessidades econômicas do país.
Segundo ele, essa será a principal reivindicação
levada pelos cientistas às candidatas à presidência
da república Marina Silva (PV) e Dilma Roussef (PT), que
são esperadas durante a conferência em Natal. “Ainda
é muito reduzido o número de empresas que investe em
pesquisa. Sem isso elas não inovam, perdem produtividade e
correm o risco de serem ultrapassadas pela concorrência
internacional.” De acordo com Raupp, o Brasil já tem bons
exemplos de áreas econômicas que se desenvolveram
graças ao investimento em ciência, e é
necessário replicar essas experiências.
“O sucesso do agronegócio brasileiro se deve enormemente
à Embrapa. No petróleo, o que dá competência
à Petrobras para que ela seja referência mundial em
águas profundas é o seu centro de pesquisas. Na
aeronáutica, o exemplo é a Embraer, criada com suporte do
Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA) e do Instituto
Tecnológico da Aeronáutica (ITA), e hoje é a
terceira maior fabricante de aviões do mundo.” Para o
presidente da SBPC, é necessário criar uma ‘novas
Embrapas’ para a Amazônia, para a exploração
do mar, para o desenvolvimento do Semi-Árido e para os setores
industrial, elétrico, farmacêutico e
microeletrônico. Educação - Raupp também
cita a educação básica como um dos grandes
desafios para o desenvolvimento brasileiro. Segundo ele, o país
não está preparado para enfrentar uma economia mundial
que exige alto nível de educação. “A
inclusão pela educação é o único
meio de garantir a sustentabilidade de qualquer processo de
modernização da sociedade”, defende.
Acordo entre Febraban e MEC prevê estágio para aluno do ProUni
Fonte: G1, 28/07/2010
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) assinou
parceria com o Ministério da Educação (MEC), nesta
quarta-feira (28), que prevê a destinação de 10%
das vagas de estágio nos bancos para estudantes beneficiados
pelo Programa Universidade para Todos (ProUni).
Além da parceria com o MEC, a federação assinou
acordos com a Secretaria de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial e com a Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres.
A Febraban estima que 600 jovens que estudam com bolsa do ProUni em
universidades particulares devem ser beneficiados no primeiro ano do
acordo, que já começa a vigorar nesta quarta-feira.
Com relação à igualdade racial, o objetivo do
acordo firmado, segundo a Febraban, é buscar alternativas para a
contratação de negros. Será criado um hot-site com
a possibilidade de inscrição de candidatos oriundos de
universidades com programa de cotas raciais, para a
contratação, em sistema piloto, de até 100
candidatos.
Para as mulheres, a proposta é a de elaborar, num prazo
máximo de 60 dias, um programa de trabalho voltado para a
contratação, qualificação e
promoção das mulheres.
Meninas têm mais chances de alcançar bom desempenho escolar
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/meninas+tem+mais+chances+de+alcancar+bom+desempenho+escolar/n1237729151288.html
Pela primeira vez, a saúde mental da população
infanto-juvenil brasileira foi avaliada por um estudo
científico. Pesquisadores do Projeto Atenção
Brasil analisaram o comportamento de meninos e meninas de diferentes
Estados do País e concluíram que as estudantes do sexo
feminino têm 59% a mais de chance de alcançar um
desempenho escolar acima da média do que os do sexo masculino.
Segundo eles, a explicação está no comportamento e
na forma como ambos lidam com as emoções. As meninas
apresentam melhores índices de saúde mental. O estudo
comprovou que meninos estão mais sujeitos a dificuldades
emocionais, problemas de conduta e de habilidade social. Os menores
índices de saúde mental deles aumentam em 70% os riscos
de baixo desempenho escolar.
Os dados são do Projeto Atenção Brasil, um estudo
populacional desenvolvido pelo Instituto Glia, de Ribeirão Preto
(SP), com a colaboração de pesquisadores da Universidade
La Sapienza (Itália) e do Albert Einstein College of Medicine
(EUA). Para o presidente do Instituto Glia e coordenador da pesquisa,
neurologista da infância Marco Antonio Arruda, a superioridade no
desempenho escolar proporcionada pela habilidade social e os melhores
índices de saúde mental das meninas foi um achado
importante.
“No que se refere a desempenho escolar, as meninas ganham de
lavada. A pesquisa surpreendeu, porque mostrou características
comportamentais próprias das meninas, que interferem no
desempenho escolar. Elas pensam antes de agir, concluem as tarefas,
são mais resilientes, proativas”, afirmou.
De acordo com a pesquisa, as meninas apresentam um comportamento
pró-social, são queridas pelas outras crianças,
têm pelo menos um bom amigo e consideração pelos
sentimentos das pessoas. Já os meninos não gostam de
compartilhar brinquedos e doces, têm acessos de raiva, mentem ou
enganam, brigam e amedrontam colegas com frequência.
Foram entrevistados pais e professores de 9.149 crianças e
adolescentes de 81 municípios, em 16 unidades da
Federação. Os pesquisadores coletaram e analisaram dados
de crianças e adolescentes de ambos os sexos, de 5 a 18 anos de
idade, frequentando classes regulares do 1º ano do ensino
fundamental ao 3º ano do ensino médio em escolas
particulares e públicas, de zona urbana e rural.
A amostra final da pesquisa foi de 5.961 crianças e
adolescentes, pois foram considerados apenas os questionários
completos, respondidos por pais e professores.
Conceitos mais amplos
O estudo apresenta diferenças estatísticas significativas
entre meninos e meninas. Segundo Arruda, essa é a mais ampla
amostragem da saúde mental da população infantil
brasileira, que além de confirmar estudos internacionais,
revelou dados importantes.
“É a primeira vez que uma pesquisa nacional tem essa
dimensão, confirmando a diferença entre meninos e
meninas. Os meninos têm mais transtornos mentais, isso não
é novidade. Mas, saúde mental é um conceito mais
amplo, não é apenas a ausência de transtorno
mental. A criança pode ter um baixo índice de
saúde mental mesmo quando não apresenta nenhum
transtorno”, explicou.
As dificuldades apresentadas pelas crianças e adolescentes, como
problemas de conduta e com os colegas, hiperatividade e
desatenção são sinais de alerta para os pais e
para o sistema educacional do País. Os prejuízos gerados
pelas dificuldades do dia a dia à saúde mental das
crianças e dos adolescentes são chamados de "impactos"
pelos médicos.
O estudo identificou fatores de risco e de proteção que
podem direcionar medidas para impedir, minimizar ou inverter impactos
na saúde mental das crianças. Os resultados, além
de uma série de recomendações para a escola e a
família, foram reunidos em uma cartilha que será
lançada, no final da semana, durante o III Congresso Aprender
Criança, em Ribeirão Preto.
A pesquisa mostrou que, entre os meninos, o impacto das dificuldades
enfrentadas no dia a dia em problemas emocionais ou de conduta, por
exemplo, foi de 14%, enquanto para as meninas foi de 10%. Ou seja, eles
são mais afetados do que elas, em geral, porque têm menos
condições de lidar com problemas. O risco de fraco
desempenho escolar nesses casos é 580% maior. “Quanto
maior o número de dificuldades e maior o impacto, maior a
diferença na escola”, ressaltou.
Além de comprometer o desempenho escolar, os prejuízos
causados pelos baixos índices de saúde mental de meninas
e meninos se refletem na convivência familiar, no contexto
escolar e na vida social. Esses índices também apontam
para a propensão dessas crianças de desenvolver algum
transtorno mental ao longo da vida.
No meio do caminho, entre países ricos e pobres
Entre as 5.961 crianças e adolescentes de ambos os sexos, 32,6%
apresentaram dificuldades. Os meninos têm maiores índices
de dificuldades (29,4%), com problemas emocionais (36,7%), de conduta
(31%), com os colegas (26,9) e hiperatividade (19,3).
Segundo Arruda, 12,7% das crianças brasileiras acabam
desenvolvendo problema emocionais, ou de conduta, por causa do impacto
das dificuldades rotineiras em sua saúde mental. Com esse
índice, o Brasil está em uma posição
intermediária entre países pobres e ricos: Índia
(15%), Porto Rico (16,4%) e China (12%) a Estados Unidos (8,4%),
Grã Bretanha (8,8%) e Noruega (7%).
“A porcentagem de dificuldades é semelhante, com pequenas
variações. O impacto que é diferente, esse
é o dado importante. A partir deles, a gente parte para bons
programas de prevenção, de identificação
precoce das dificuldades. Pais com bom nível de escolaridade
têm melhores condições de evitar que se desenvolva
o impacto”, afirmou Arruda.
Segundo o neurologista, o despreparo dos pais, pela falta de
escolaridade e de informação, está intimamente
ligado às questões sociais da infância e ao fraco
desempenho escolar. E os professores, que, muitas vezes, passam mais
horas do dia com as crianças do que os próprios pais,
podem desempenhar um papel muito importante na
identificação dos alertas e na busca de ajuda para
meninos e meninas.
De pais para filhos
A pesquisa mostrou que o uso de tabaco pelas gestantes aumenta as
possibilidades de baixos índices de saúde mental (180%) e
desempenho escolar (170%) das crianças. O uso de álcool
na gravidez também potencializa o risco de comprometer o
desempenho escolar (150%) e é ainda mais desastroso para a
saúde mental (240%).
As crianças estão expostas a riscos que reforçam
significativamente as chances de baixos índices de saúde
mental. Viver em cidade de grande porte (com mais de 500 mil
habitantes) aumenta em 130%; ser filho de pais separados, 50%; e
crescer longe do pai e da mãe, 420%.
O estudo do Projeto Atenção Criança traz um dado
estatístico muito importante para explicar o fraco desempenho
escolar das crianças e adolescentes: o grau de
instrução dos chefes de família.
Comparando-se um filho de pais analfabetos ou com até o ensino
fundamental incompleto, com um filho de pais com ensino superior
completo, a chance dessa criança ter um baixo desempenho escolar
é 680% maior.
Redes de ensino devem aderir a programa de obras para alfabetização
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 28/07/2010 - Brasília DF
Ascom MEC
As redes de ensino de todas as unidades da Federação e
municípios que possuem turmas de alfabetização e
ensino fundamental na modalidade educação de jovens e
adultos (EJA), assim como as entidades parceiras do Programa Brasil
Alfabetizado, devem fazer a adesão ao Programa Nacional do Livro
Didático para Educação de Jovens e Adultos (PNLD
EJA) até 27 de agosto. O PNLD EJA adota o Programa Nacional do
Livro Didático para a Alfabetização de Jovens e
Adultos (PNLA), atualmente responsável pelo atendimento dos
estados e municípios participantes do Brasil Alfabetizado e das
escolas públicas com turmas de alfabetização. O
novo programa amplia o atendimento, incluindo o primeiro e o segundo
segmentos de EJA, que correspondem aos anos iniciais e finais do ensino
fundamental regular. A iniciativa, que vai beneficiar cerca de 5,7
milhões de educandos, em 2011, é da Secretaria de
Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade (Secad) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação (FNDE).
O processo de escolha das obras também traz um diferencial em
relação ao PNLD para o ensino regular. Os professores e
gestores das escolas têm ampla participação no
processo, mas a escolha será coordenada pelas secretarias
municipais e estaduais de educação, que definirão
as obras para todas as suas escolas. As turmas de
alfabetização das redes de ensino e do Brasil
Alfabetizado serão contempladas com livros didáticos de
alfabetização de jovens, adultos e idosos que abrangem os
componentes curriculares de letramento e alfabetização
linguística e numeramento e alfabetização
matemática. As redes que oferecem ensino fundamental na
modalidade EJA que fizerem essa opção
receberão materiais de história e geografia regionais
destinados ao primeiro e segundo segmentos.
As turmas do primeiro ciclo de EJA contarão com livros
reutilizáveis, abrangendo os componentes curriculares de
alfabetização (língua portuguesa e
matemática), de língua portuguesa, matemática,
ciências, história, geografia e arte. Já o segundo
segmento da modalidade de ensino será beneficiado com livros
reutilizáveis, abrangendo os componentes curriculares de
língua portuguesa, matemática, ciências,
história, geografia, arte e língua estrangeira moderna
(inglês ou espanhol). O processo de adesão pode ser feito
na página do PNLD na internet. Os interessados devem consultar
também as orientações para adesão ao PNLD
EJA 2011 na página eletrônica da Secad.
Orientações para a adesão ao PNLD EJA 2011