
30/07/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
MEC divulga resultado da quarta chamada do ProUni
Candidato que obteve a bolsa parcial pode utilizar o FIES
FIES deixa de exigir número de matrícula na hora da inscrição no site
MEC intensifica processos de supervisão de instituições de ensino superior
MEC altera normas sobre o FIES
IV Concurso de Teses sobre Defesa Nacional
FIESC vai premiar também estudantes
Fiscalização do Ponto Eletrônico começa dia 26 de agosto
Bomba, Bomba!
Confederação Nacional de
Estabelecimentos de Ensino realiza reunião e decide ingressar
com ADIn contra a lei da filantropia
Tomada de financiamento ficará mais fácil para os estudantes
Crédito educativo fica mais acessível
Conselho Nacional de Educação divulga pauta apenas de sua Câmara de Educação Básica
Precisamos formar 10 mil doutores por ano, diz presidente de associação de pós-graduandos
Resolução normatiza RCA
Programa de apoio financeiro para bibliotecas é aberto pelo BNDES
Instituições do exterior abrem os braços para o Brasil
Matrícula na escola poderá ser exigida para jogadores de futebol de 12 a 21 anos
Revista faz edição temática com conteúdos para quem vai fazer Enem e vestibular
Latino-americanas mais escolarizadas casam menos
Casais do mesmo sexo podem declarar o companheiro como dependente no Imposto de Renda
Prazo para inclusão de débitos no Refis vence dia 30
Curso gratuito para avaliadores no Sebrae
Educação, ciência, tecnologia e inovação são debatidos em reunião da SBPC
Conheça a jurisprudência do STJ sobre a
aplicação de exame psicotécnico em concurso
público
Justiça no Estado do Piauí é a mais cara do Brasil
Cumbica: escolhido o consórcio que vai projetar 3º terminal
Setor de cartões deve assinar acordo que evita práticas abusivas
Ministro diz que Brasil se acostumou a ver o ambiente rural como lugar de atraso e de pobreza
MEC divulga resultado da quarta chamada do ProUni
Fonte: Folha de São Paulo, 30/07/2010
Os candidatos pré-selecionados na quarta chamada do ProUni
(Programa Universidade para Todos) devem comparecer à
instituição de ensino para a qual se inscreveram e
comprovar as informações fornecidas a partir desta
sexta-feira até a próxima segunda (2).
A relação de documentos que deve ser apresentada pode ser
consultada no site do ProUni ou na instituição de ensino.
O resultado da quarta chamada foi divulgado ontem (29).
Para saber se foi pré-selecionado, o candidato deve acessar a
página do programa e informar o número de
inscrição no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)
e o CPF (Cadastro de Pessoa Física).
Depois desse período, se ainda houver bolsas disponíveis,
serão feitas até mais duas chamadas para
convocação de pré-selecionados. A próxima
chamada está prevista para o dia 5 de agosto.
O total de bolsas se refere àquelas que as
instituições participantes do programa são
obrigadas a oferecer, de acordo com a lei que instituiu o ProUni.
Além das bolsas obrigatórias, ainda há as
adicionais, que são ofertadas a critério das
instituições.
Candidato que obteve a bolsa parcial pode utilizar o FIES
Fonte: ABRAFI
O candidato que obteve a bolsa parcial pode utilizar o Fies (Fundo de
Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) para custear a parte da
mensalidade não coberta pela bolsa.
Para conseguir o financiamento, de acordo com o MEC, não
há necessidade de passar por processo seletivo. Basta apenas que
o bolsista esteja matriculado em alguma instituição e
curso que participe do ProUni e que solicite o financiamento no sistema
do Fies, no período definido pelo MEC.
Retirado do site: http://www1.folha.uol.com.br/saber/775072-mec-divulga-resultado-da-quarta-chamada-do-prouni-veja.shtml
ou visite o site: http://blog.covac.com.br/
FIES deixa de exigir número de matrícula na hora da inscrição no site
Fonte: Portal G1, 29/07/2010
Uma mudança na legislação do Fundo de
Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), publicada no
Diário Oficial da União nesta quinta-feira (29), deve
facilitar a inscrição dos estudantes no programa. A
partir de agora, os candidatos ao financiamento não precisam
mais informar o número de matrícula na
instituição de ensino superior para fazer a
inscrição no site do Fies. O programa federal financia a
graduação de estudantes no ensino superior que não
têm condições de arcar com os custos da
formação e estão regularmente matriculados em
instituições particulares, cadastradas no programa e com
avaliação positiva no MEC.
Estudantes que têm bolsa parcial do Programa Universidade para
Todos (ProUni) também podem solicitar o financiamento.
O número da matrícula precisará ser informado na
hora de validar a inscrição no financiamento na
universidade. Só após essa validação, com o
estudante devidamente matriculado, é que ele deve procurar uma
agência da Caixa para contratar o financiamento. “Esta
mudança vai ter impacto na contratação do
financiamento para melhorar as condições para o
estudante”, disse a diretora de Políticas e Programas de
Graduação da Secretaria de Educação
Superior (Sesu), do Ministério da Educação, Paula
Branco de Mello.
Outra mudança está relacionada à adesão das
instituições de ensino superior ao Fies. A partir de
agora, as instituições poderão diminuir o limite
de crédito para o financiamento ou até sair do programa,
que tem adesão voluntária. Se tomarem essa
decisão, as mantenedoras das instituições
são obrigadas a garantir o financiamento para estudantes que
tiverem finalizado a inscrição no site do Fies. Segundo
Paula, há um período de 20 dias entre a
inscrição e a contratação do financiamento
pelo estudante. “É uma mudança para adequar o
sistema. Não temos tido problemas com as mantenedoras”,
disse Paula.
Outras mudanças - Neste ano, o governo anunciou uma série
de mudanças no Fies. Uma das novidades é que as
inscrições, abertas no dia 3 de maio, não
têm mais data para terminar, e os alunos podem pedir o
financiamento a qualquer momento. Antes, havia um período
limitado para solicitar o benefício. Os juros do financiamento
foram reduzidos de 6,5% ao ano para 3,4% ao ano. Há ainda
benefícios para estudantes de medicina e de licenciaturas.
Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE), há recursos no orçamento para 125 mil contratos e
foi solicitado crédito adicional para outros 75 mil. No primeiro
mês de inscrições, 11.472 estudantes assinaram
contrato.
MEC intensifica processos de supervisão de instituições de ensino superior
Fonte: Jornal da Educação nº 3808
O Ministério da Educação vem editando sucessivos
atos trazendo restrições às atividades das
universidades, centros universitários e faculdades.
As medidas tem sido anunciadas por portarias e despachos especialmente
da Secretaria de Educação a Distância e da
Secretaria de Educação Superior que decorrem de processos
administrativos iniciados por diversos motivos.
É recomendável que as instituições
acompanhem diretamente nos departamentos encarregados da
supervisão se existe trâmite de
denúncias. Ocorrendo é ideal que a
mantenedora tome conhecimento dos fatos e se antecipe à um
eventual questionamento, apresentando suas razões, o
que poderia ser caracterizado como uma defesa prévia.
A falta desse acompanhamento poderá ensejar surpresas
desagradáveis, com ciência dos fatos através da
imprensa ou do diário oficial da União.
MEC altera normas sobre o FIES
Fonte: Publicação do Instituto de Pesquisas
Avançadas em Educação, ano 15, nº 3809,
30/07/2010
O Ministério da Educação editou a Portaria
Normativa nº 18, de 28 de julho de 2010 (publicada no
Diário Oficial da União de 29), alterando normas sobre o
FIES.
A mesma altera as Portarias Normativas MEC 1 de 22 de janeiro de 2010, e 10, de 30 de abril de 2010.
A partir de agora somente poderá contratar financiamento com
recursos do FIES o estudante regularmente matriculado em curso de
graduação não gratuito e com
avaliação positiva no Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior (SINAES)
oferecido por instituição de ensino superior (IES) cuja
mantenedora tenha efetuado adesão ao Fundo, nos termos da
Portaria Normativa MEC nº 1, de 2010.
O estudante somente poderá pleitear um financiamento para um único curso de graduação.
Para fins da contratação do financiamento não
será considerado regularmente matriculado o estudante cuja
matrícula acadêmica esteja na situação de
trancamento geral de disciplinas durante o período de
inscrição no FIES.
(IPAE 169- 07/10)
IV Concurso de Teses sobre Defesa Nacional
Fonte: https://www.defesa.gov.br
O Ministério da Defesa recebe até 6 de agosto as
inscrições para o concurso que tem como objetivo
estimular o desenvolvimento de pesquisas e o estudo acadêmico
sobre temas relacionados com a Defesa Nacional. Na categoria Trabalho
Civil, a premiação da tese de doutorado será de R$
10.000,00 e da dissertação de mestrado, R$ 6.000,00. Na
categoria Trabalho Militar, a tese de doutorado premia em R$ 7.000,00 e
a dissertação de mestrado, R$ 4.000,00.
FIESC vai premiar também estudantes
Fonte: Diário Catarinense, p.15, 30/07/2010
A 25ª edição do Prêmio Sistema Fiesc de
Jornalismo 2010 foi lançada ontem, na Capital. Além das
categorias mídia impressa e mídia eletrônica, foi
incluído este ano o destaque acadêmico, para premiar
reportagens produzidas por alunos de graduação em
jornalismo, matriculados em cursos reconhecidos pelo MEC. A ficha de
inscrição está disponível no site www.fiescnet.com.br/premio.
Fiscalização do Ponto Eletrônico começa dia 26 de agosto
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego
Foi publicada na terça-feira (27), no Diário Oficial da
União, a Instrução Normativa (IN) nº 85, que
disciplina a fiscalização do Sistema de Registro
Eletrônico de Ponto (SREP), regulamentado pela Portaria nº
1.510. O documento estabelece os procedimentos que devem ser observados
pelos Auditores Fiscais do Trabalho (AFT) durante a
fiscalização das empresas que adotam o Ponto
Eletrônico.
A IN mantém o prazo para a entrada da portaria em vigor em 26 de
agosto, estabelecendo os critérios da dupla visita dos AFTs,
já prevista pelo artigo 23 do Regulamento de
Inspeção do Trabalho (RIT), de 15 de março de
1965. O documento prevê que, no caso da
fiscalização do Registrador Eletrônico de Ponto
(REP), a dupla visita será formalizada em
notificação que fixará prazo de 30 a 90 dias,
definido pelo auditor fiscal do trabalho, que deverá apresentar
um relato da situação encontrada na empresa.
Não havendo a regularização do registrador no
prazo determinado pelo AFT, o empregador será autuado e os autos
de infração enviados para o Ministério
Público do Trabalho. As demais regras da portaria, que
não dizem respeito ao equipamento (hardware), não exigem
a dupla visita, pois completam 12 meses em agosto.
O artigo 23 da RIT diz que os "auditores fiscais do trabalho têm
o dever de orientar e advertir as pessoas sujeitas à
inspeção do trabalho e os trabalhadores quanto ao
cumprimento da legislação trabalhista e observarão
o critério de dupla visita", entre outros casos, quando ocorrer
promulgação ou expedição de novas leis,
regulamentos ou instruções ministeriais, sendo feita
apenas a instrução dos responsáveis. Também
afirma que após 90 dias de vigor da Portaria a
autuação das infrações não
dependerá de dupla visita e que o período para
realização da mesma deve ser definido em IN.
A instrução publicada ainda define o que deve ser
verificado no SRPE pelos auditores fiscais do trabalho durante as
visitas, os documentos que devem ser recolhidos e as funcionalidades
dos equipamentos. Entre os documentos que o empregador deve apresentar
estão o Termo de Responsabilidade e Atestado Técnico
emitido pelo fabricante do Programa de Tratamento de Registro de Ponto
utilizado; o Termo de Responsabilidade e Atestado Técnico
emitido pelo fabricante do REP; e Espelho de Ponto Eletrônico
emitido pelo Programa de Tratamento de Registro de Ponto. Em meio
eletrônico, o empregador deve fornecer o Arquivo de Fonte de
Dados Tratados e o Arquivo de Controle de Jornada pra Efeitos Fiscais.
O auditor fiscal do trabalho deverá conferir o modelo do REP
utilizado pela empresa na página eletrônica do MTE.
Também deve verificar se o equipamento utilizado está
emitindo e disponibilizando o comprovante para o empregado e o livre
acesso do auditor à Memória de Registro de Ponto.
Por meio das marcações do ponto, o AFT poderá
identificar eventuais irregularidades como a ausência ou
redução de intervalos de jornada,
realização de horas-extras além do permitido, ou
sem remuneração devida, concessão de descanso
semanal, entre outros. O descumprimento de qualquer
determinação da portaria levará à lavratura
de autos de infração.
Se comprovada a adulteração de horários marcados
pelo trabalhador ou dispositivos que permitam a alteração
dos dados, o auditor fiscal do trabalho deverá apreender
documentos e equipamentos necessários para
comprovação da irregularidade e copiar arquivos
eletrônicos. Ainda deverá elaborar um relatório
sobre o fato, com os autos de infração lavrados e
documentação apreendida, que será encaminhado
à chefia técnica e, posteriormente ao Ministério
Público do Trabalho e outros órgãos, para
providências.
Bomba, Bomba!
Fonte: www.abmeseduca.com, 29/07/2010
Embora com 64 anos de idade, e não entenda nada de armas
nem de munições, começo a pensar na
possibilidade de fazer um curso sobre esses artefatos, tiro ao
alvo, defesa pessoal, e comprar revistas especializadas. Quem sabe
iniciar por estágios em “paint ball”. O mais perto
que chego sobre algo contundente é o velho estilingue e nunca
consegui sequer acertar um pardal, na infância.
Mas, cá pra nós, o futuro se avizinha em
escuridão, preto total, de onde precisarmos todos nos tornar
Senhor da Guerra ou Senhor das Armas.
Essa foi minha percepção ao ler notícia no site R7
Notícias (veja aqui) sobre as declarações do
candidato do PSOL à presidência nas próximas
eleições,Plínio de Arruda Sampaio, mais um
que começa a dar tiros pra todo lado, nas quais ele
“defende o fim das escolas privadas”, querendo tornar o
sistema educacional totalmente público. Valha me Deus ! É
o que faltava para uma festança, tipo farra do boi
educacional.
O candidato está senil para ocupar o cargo pretendido ou
antes da entrevista se entregou a Baco. Por mais razões que ele
tenha ( ? ) com tal afirmação/proposta, com certeza,
não ganhou nem mais um voto. Seja pelo tresloucado e
disparate, não quanto à idéia mas quanto a
realidade numérica e estatística que se mostra.
Os números falam por si quanto ao universo de alunos no
básico e no superior, ao volume de escolas, cursos, e sobretudo
valores. O SEMESP — www.semesp.org.br — abriga tais
informações, senão também o MEC-INEP.
O candidato sabe quanto custa um aluno em escola particular e o mesmo aluno na pública ?
Nas públicas, em alguns deles, 2 ou 3 vezes mais, em outros, 4 a 5 vezes mais.
O patrimônio/investimento das particulares ronda aos bilhões de reais.
Mas, vamos à crítica construtiva sobre as
afirmações do candidato, ainda que com ironia, por
força de estilo:
1-)Com a medida ele pretende o fim das escolas particulares evitando a
desigualdade social no país. É mesmo por aí ?;
2-)Os imóveis dessas escolas devem ser desapropriados para que o
acesso ao centro (?) se torne universal e cita o Colégio Santa
Cruz, de São Paulo. O candidato não conhece o
patrimônio das demais escolas, básicas ou superiores ! ;
3-)Duvidando da meritocracia, os professores devem receber o mesmo
salário. Com todo o respeito, o candidato sabe do investimento
pessoal de um professor do Piauí e de São Paulo ou Rio de
Janeiro ?;
4-)Ao se referir ao ProUni afirma que é preciso dar mais
atenção ao ensino básico, antes de investir
muito no universitário. Prezado candidato, com todo o respeito,
novamente, recomendo ler uma crônica do Stanislaw Ponte Preta que
relata a saga de uma madre dirigindo uma Lambretta pela Ponte da
Amizade, em eventual contrabando de algo.
5-)Ao se referir às cotas ele diz que “de certo modo
é um mal necessário e que na verdade não deveria
ser racial, deveria ser de pobreza. Comé que é ? Certa
feita meu motorista se apresentou pedindo aumento de salário
porque a mulher dele estava grávida, sem que eu tivesse feito
sexo com ela. Eu deveria pagar pelo “bem bom de
alguém” ? Pode ?
6-)Quanto à educação no campo é enaltecida
a ação do MST, cujos expedientes seriam a
redenção. Um momento, vamos organizar o galinheiro.
Solução educativa para qual fim? Ocupar/invadir
terras de outrem sem que a Lei admita ? É negar o Poder
Legislativo! ;
7-)Quanto à religião, deveriam fornecer curso de
pensamento religioso e os estudantes obrigados a participar da escolha.
Os pais dos alunos deveriam ter o direito de escolher a religião
do professor. Quer dizer, a comunidade é quem escolhe as
habilidades e competências do docente, não
importando suas propriedades profissionais e formativas mas só
em função da prática religiosa ?
Nesse quesito, questionado se a religião poderia tornar-se um
tema de segregação entre o povo brasileiro o candidato
admitiu que o risco existe,. “mas também existe o
intercâmbio de cultura”. Ah! existe mas qual a
solução e efetividade dos resultados?
Desculpe os contraditos no foco ideológico. Deram-se por
razão de deferência ao septuagenário, a quem
credito respeito pela cultura e Inteligência.
Sem bola de cristal na minha frente, não vai dar certo,
não mesmo, embora adote o bordão latino
“traditiones mores majorum”.
Prof. Roney Signorini
Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Confederação Nacional de
Estabelecimentos de Ensino realiza reunião e decide ingressar
com ADIn contra a lei da filantropia
Fonte: Jornal da Educação nº 3808
A CONFENEN realizou reunião de seus Conselhos em
Brasília e, dentre outros temas, deliberou pelo ingresso de
Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei 12.101,
de 27 de novembro de 2009, que dispõe sobre o reconhecimento de
direitos da associações e fundações como
entidades filantrópicas.
A nova lei, já regulamentada pelo Decreto 7.237, de 20 de julho
de 2010, afronta a Constituição eis que trata a
matéria como isenção e não como imunidade e
exige diversas contra-partidas.
Em agosto a ação será protocolada no Supremo Tribunal Federal.
(IPAE 163 - 07/10)
Tomada de financiamento ficará mais fácil para os estudantes
Fonte: Assessoria de Imprensa da Sesu, 29/07/2010
O estudante que necessita recorrer ao Fundo de Financiamento da
Educação Superior (Fies) ganha mais um incentivo. A
partir de agora, a comprovação de matrícula
passará a ser exigida somente no momento da
validação de sua documentação junto
à Comissão Permanente de Supervisão e
Acompanhamento (CPSA).
Na situação anterior, a comprovação era
necessária no momento da inscrição no Fies.Com a
mudança, o estudante poderá ter a garantia do
financiamento antes de assumir um compromisso com a
instituição de ensino. A mudança foi determinada
pela portaria normativa nº 18, publicada nesta quinta-feira, 29,
no Diário Oficial da União.
A inscrição do estudante continuará sendo feita
pelo sítio do Fies. Após a inscrição, o
aluno deverá validar a documentação junto a
Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA)
da instituição, para então contratar o
financiamento junto a uma instituição bancária.
Crédito educativo fica mais acessível
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 29/07/2010 às 11:17 hs.
Os bancos estão investindo mais em linhas de financiamento para
estudantes, o chamado crédito educativo. Além de pagar
só metade enquanto estudam e quitar a outra metade só
depois da formatura, outra vantagem são os juros. As taxas, que
variam de zero a 1,89% ao mês, praticamente metade das cobradas
em linhas de crédito direto ao consumidor, que ficam entre 3,5%
e 4% ao mês.
O Itaú-Unibanco começou a oferecer o produto no
início deste ano. O Santander/Real pretende
lançá-lo nos próximos meses. Pioneiro, o programa
Pravaler, da Ideal Invest, correspondente do banco ABC, já
repassou R$ 163 milhões a faculdades desde 2006.
No Brasil os estudantes começam a pagar parte do
empréstimo (50% da mensalidade) já no começo do
benefício. Assim, sobra um resíduo menor após a
formatura.
Os juros são menores, parecidos com os do empréstimo
consignado. A universidade arca com um percentual desses juros. Como
contrapartida, ela zera o seu risco de inadimplência, que
atualmente chega a 23%.
No caso do Pravaler, a maioria dos estudantes que recorrem ao
crédito trabalha o dia todo, tem 24 anos e postergou a entrada
na faculdade por questões financeiras.
O valor médio da mensalidade do estudante com financiamento
costuma ser superior ao do aluno que paga com recursos próprios.
"É o estudante que seria eletricista, mas queria se tornar
engenheiro. Podia pagar um curso de enfermagem, mas sonhava fazer
medicina. Com o financiamento, eles escolhem o curso que querem, e
não o que podem pagar. Geralmente, é a primeira pessoa da
família com curso superior"", explica Carlos Furlan, diretor da
Ideal Invest.
Para Marcos Magalhães, diretor do Itaú-Unibanco, 800 mil
pessoas poderiam acessar o ensino superior a cada ano, mas não o
fazem por problemas de renda.
Casada e mãe de duas meninas, de 7 e 9 anos, Marcia Bezerra
Pinto, 28, trabalha com organização de eventos e decidiu
retomar os estudos no ano passado, após o marido terminar a
faculdade. Depois de iniciado o curso, optou pelo financiamento do
Pravaler. "Estava muito apertado porque a faculdade que escolhi
é muito cara. Queria fazer o curso com mais tranquilidade",
afirmou Marcia.
Riscos
O tempo de financiamento chega a oito anos; é tão longo
quanto o do empréstimo imobiliário, só que sem
garantias. Se o mutuário não paga a
prestação, o banco toma a casa. Se o recém-formado
não pagar, o banco perderá o dinheiro emprestado.
Para que as instituições não corressem esses
riscos, foi estudado um modelo viável, com juros mais baixos e
acessíveis. Assim, os bancos comerciais passaram a enxergar o
crédito educativo de uma nova maneira: como um mercado
potencial, que surge com a emergência das classes C e D.
Empréstimo vai ajudar na conclusão de curso
O cenário para financiar cursos universitários é
desanimador. Por isso, o crédito educativo é a modalidade
de financiamento que ainda tem dificuldade de se viabilizar no Brasil.
O motivo não poderia ser mais cruel: financiar o estudante
brasileiro envolve altíssimo risco, na visão dos bancos.
A qualidade do ensino é ruim, os estudantes chegam despreparados
à universidade e a chance de desistência é
altíssima.
De cada 100 ingressantes, só 42 vão terminar o curso
superior, segundo o Sindicato das Universidades Privadas (Semesp).
Para piorar, não há garantia de que o
recém-formado conseguirá entrar no mercado de trabalho.
E, ao contrário de financiamentos de carros, onde o bem pode ser
tomado, não há garantia.
Fonte: O Tempo
Conselho Nacional de Educação divulga pauta apenas de sua Câmara de Educação Básica
Fonte: Jornal da Educação nº 3808
O CNE, que se reúne nos próximos dias 3, 4 e 5 de agosto,
divulgou pauta apenas da Câmara de Educação
Básica.
Os assuntos a serem tratados na sessão da Câmara Superior deverão ser informados nos próximos dias.
A CEB terá os assuntos de rotina nos dois primeiros dias.
Já no último, promoverá, das 9h30 às 13
horas, reunião
de trabalho que discutirá as “Contribuições
das pesquisas de pós-graduação para a melhoria da
qualidade da Educação Básica”. A
coordenação é do conselheiro José Fernandes
de Lima, estando prevista a participação de convidados
especiais.
(IPAE 164 - 07/10)
Precisamos formar 10 mil doutores por ano, diz presidente de associação de pós-graduandos
Fonte: Uol - Educação visite ou o site: http://blog.covac.com.br/, 28/07/2010
"Digo que precisamos formar mais de 10 mil doutores por ano para que
possamos realizar o desenvolvimento econômico e social do
país”, disse a presidente da ANPG
(Associação Nacional de Pós-Graduandos),
Elisangela Lizardo. “Tenho visto críticas equivocadas.
Há quem diga que já temos muitos doutores, que não
precisamos continuar formando no ritmo em que estamos", completou a
acadêmica em mesa-redonda da 62ª reunião anual da
SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), que
acontece de 25 a 30 de julho em Natal.
A mesa-redonda, que aconteceu dia 26 de julho, tratava dos três
anos do Reuni (Programa Reestruturação e Expansão
das Universidades Federal). Para ela, a expansão da
graduação deve se estender à pós. “A
ANPG ressalta que o fomento, em especial às bolsas, tanto de
iniciação científica como para os
pós-graduandos, é muito importante para o desenvolvimento
do sistema. Essas iniciativas devem ser casadas", disse Elisangela.
Outra especialista que participava do encontro, Helena Nader, considera
a pós-graduação como um dos desafios do programa
de expansão: “Quero ver como será o Reuni da
pós-graduação”.
O representante do MEC (Ministério da Educação) no
debate, Murilo Camargo, comentou sobre o Programa de
Qualificação das Universidades Públicas. A
iniciativa, que une MEC e Capes (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) tem como
objetivo auxiliar as universidades a estruturar seus programas de
pós-graduação. Segundo a Sesu (Secretaria de
Ensino Superior), a intenção é induzir e orientar
para que as instituições mais novas sejam polos
produtores de conhecimento.
“Começou a ser feito um mapa da situação de
cada instituição, pois elas terão que se atender,
dentro de um prazo estabelecido, o que prevê
resolução já aprovada pelo CNE, mas que ainda
necessita de homologação pelo MEC”, explicou
Camargo. O coordenador se referia à resolução, que
regulamenta o art. 52, inciso I da Lei 9.394, de 1996, e dispõe
sobre normas e procedimentos para credenciamento e recredenciamento de
universidades do sistema federal de ensino. No art. 3º, inciso VI,
é dito que, para ser credenciada como universidade, a
instituição deve ter oferta regular de pelo menos quatro
cursos de mestrado e dois de doutorado, reconhecidos pelo MEC. As
instituições que não preenchem este requisito
terão prazo para cumprimento até 2016.
*Com informações da Capes
Resolução normatiza RCA
Fonte: CRA NEWS
O Conselho aprovou resolução normativa para acrescentar
regras para o Registro de Comprovação de Aptidão
para Desempenho de Atividades de Administração (RCA). As
novidades se referem ao trabalho dos fiscais do CRA, que devem observar
a Resolução Normativa CFA nº 304. O prazo para
expedir o RCA ficou em até dois dias após o recebimento
dos documentos. A resolução também considera a
possibilidade de o fiscal solicitar outros comprovantes ou fazer uma
verificação no local de trabalho para confirmar as
capacidades técnicas que vão estar no RCA. Para ler as
outras decisões e o documento na íntegra, consulte a
Resolução Normativa CRA-SC n° 312.
O RCA é um documento que contém as experiências de
trabalho de uma pessoa ou empresa e serve como prova para qualquer
órgão da administração pública ou
privada.
Programa de apoio financeiro para bibliotecas é aberto pelo BNDES
Fonte: Publicação do Instituto de Pesquisas
Avançadas em Educação, ano 15, nº 3809,
30/07/2010
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social abriu
inscrições para o Programa de Preservação
de Acervos de Bibliotecas.
Seu objetivo é selecionar projetos candidatos a obter
colaboração financeira não reembolsável
para a preservação de acervos arquivísticos,
bibliográficos e museológicos, nas categorias definidas
pela chamada pública. O prazo de inscrição se
encerra em 3 de setembro de 2010.
O apoio, efetivado na forma de recursos não
reembolsáveis, se destina a projetos que tenham como finalidade
uma ou mais das seguintes ações:
catalogação; higienização e
acondicionamento; restauração; gerenciamento ambiental;
instalação de sistemas de segurança;
infraestrutura e visitação.
Para ampliar as possibilidades de apoio a investimentos de escopo mais
abrangente, o Programa vai admitir duas modalidades de projeto:
Individual, com foco em um único acervo; e Âncora, que
pode buscar replicar o apoio em diversos pontos de uma rede de
ação ou em acervos independentes, aglutinados por algum
elemento comum (temática; geográfico; necessidade de
ações comuns de preservação).
O valor total do programa será de até R$ 24
milhões, considerada a periodicidade bienal. O valor da
colaboração financeira por operação
observará os limites máximos de R$ 1 milhão para
Projeto Individual e de R$ 5 milhões para Projeto Âncora.
Cada proponente poderá apresentar somente um projeto em cada
modalidade. Para os interessados, o BNDES disponibiliza um Roteiro para
Elaboração de Projetos.
O BNDES constituirá uma Comissão de Seleção
para avaliar o mérito e a prioridade dos projetos inscritos,
estabelecendo duas listas de classificados, por modalidade. As listas
de cadastro de reserva terão validade de 24 meses a partir da
data de sua divulgação. O número de projetos
classificados por modalidade será definido pela Comissão
de Seleção, que será formada por até
três especialistas contratados, um indicado pelo
Ministério da Cultura e até três representantes do
BNDES.
Instituições do exterior abrem os braços para o Brasil
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 29/07/2010 às 09:11 hs.
Para empresas brasileiras com cacife para contrair algumas centenas de
milhões de dólares em dívida, o mercado
internacional de capitais está de braços abertos. Nem a
Copa do Mundo nem a temporada de férias no Hemisfério
Norte foram suficientes para afastar as companhias nacionais dos
investidores ávidos por títulos corporativos brasileiros
em moeda estrangeira.
Após a freada em maio e junho nas emissões por conta da
aversão a risco deflagrada pelos repetidos sustos com a
situação fiscal de países europeus, o
frigorífico JBS, a petroquímica Braskem, a
BM&FBovespa, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes e a Companhia
Siderúrgica Nacional foram algumas das empresas que acessaram o
mercado global de dívida em julho, numa invasão em ritmo
equiparável ao que se viu nos primeiros quatro meses, quando
companhias brasileiras emitiram cerca de US$ 18 bilhões em
bônus no exterior.
"O Brasil está na crista da onda e passou ao largo das crises
nos Estados Unidos e na Europa. Não falta crédito para
Brasil de jeito nenhum", diz Leonardo Kestelman, diretor para mercados
emergentes da Dinosaur Securities New York, com US$ 880 milhões
sob gestão.
Apesar do interesse por ativos brasileiros, existe liquidez de sobra
também para empresas de grande porte de outros países em
desenvolvimento, especialmente latinoamericanos, segundo Kestelman.
Entre as companhias que fizeram captações expressivas em
julho estão a Petróleos Mexicanos (Pemex), com uma oferta
de US$ 2 bilhões, e o Bancolombia, que levantou US$ 620
milhões.
O fluxo líquido para fundos de bônus de
nações emergentes está positivo há nada
menos do que oito semanas consecutivas, segundo relatório
publicado no dia 23 de julho pela EPFR Global, empresa de Cambridge,
Massachusetts, que monitora os fluxos internacionais de capital e
alocação de ativos.
A persistente incerteza sobre a recuperação
econômica nos Estados Unidos e na Europa - aliada ao rendimento
exíguo das aplicações nesses países, que
estão com juros reais negativos ou próximos de zero -
desvia o apetite dos investidores para nações com maior
potencial de crescimento, o que vem se traduzindo em fluxos externos
consistentes tanto para as ações como para a
dívida soberana e corporativa do país.
Com a taxa básica da economia brasileira, a Selic, a 10,75% ao
ano e o Banco Central ainda em processo de aperto monetário, o
panorama de juros das economias desenvolvidas é um motivo
adicional para as empresas brasileiras irem a mercado, porque as taxas
dos bônus corporativos têm como referência o
rendimento dos títulos do Tesouro americano, geralmente os de
prazo de 10 anos, que na semana passada chegou a 2,85%, o menor desde
abril do ano passado.
"Com juro alto aqui, juro baixo lá e empresas brasileiras
precisando de dinheiro para investir por causa do aquecimento da
economia, o momento é positivo. As empresas estão se
capitalizando pra investir", diz Rodrigo Nassar, gerente da mesa
financeira da corretora Hencorp Commcor em São Paulo. "O
cenário é completamente propício."
Mesmo empresas que não precisam de centenas de milhões de
dólares no momento estão vendendo papéis no
exterior para trocar débitos antigos por dívida a juros
menores e prazos mais longos. Foi o caso da CSN, que em meados de julho
vendeu US$ 1 bilhão em bônus com vencimento em 2020, a uma
taxa de 6,5%, destinando os recursos "à extensão do
perfil de endividamento do grupo", de acordo com o comunicado da
siderúrgica ao mercado.
O movimento de captações externas, que já é
robusto, historicamente se acelera no início de setembro, quando
muitos investidores dos EUA e Europa retornam das de férias de
verão. Segundo especialistas, o empossamento de liquidez nas
economias desenvolvidas garante o apetite por ativos de maior
rendimento, como os bônus corporativos brasileiros, nos
próximos meses - a menos que surja um novo vendaval no
cenário internacional.
Camila Fontana, para o Valor, de São Paulo
Fonte: Valor Econômico
Matrícula na escola poderá ser exigida para jogadores de futebol de 12 a 21 anos
Fonte: Portal Aprendiz, 29/07/2010
Sarah Fernandes
Matrícula e frequência escolar poderão ser
pré-requisitos para adolescentes e jovens filiados a clubes de
futebol participarem de treinos e campeonatos. A medida valerá
caso o Congresso Nacional aprove um projeto que altera a chamada Lei
Pelé — com votação marcada para 3 de agosto.
Os clubes ficariam responsáveis por monitorar faltas e notas. O
projeto de lei, de número 5186/2005, pretende incentivar os
clubes a se enquadrarem na categoria de “formador”,
obrigados a oferecer assistência médica e
odontológica, além de acompanhar o rendimento escolar dos
atletas entre 12 e 21 anos. Também é necessário
oferecer alojamento adequado e contato fácil com a
família. Para incentivar os clubes formadores, o projeto de lei
determina que eles recebam entre 0,5% e 5% de qualquer venda dos
direitos federativos do jogador, dependendo do tempo em que ele
permaneceu na escolinha. Atualmente, os formadores só recebem
sobre negociações com clubes estrangeiros.
“No interior encontramos trabalho infantil em clubes de futebol,
com crianças de 10 ou 12 anos”, conta o deputado
José Rocha (PR-BA), autor do projeto de lei. “Com a
aprovação, a expectativa é que os clubes passem a
oferecer médico, dentista, seguro de vida para os meninos e que
só aceitem aqueles que estejam matriculados na escola”.
Para o presidente do Instituto Brasileiro de Direito Esportivo, Luiz
Felipe Santoro, a criação de mais clubes formadores
é uma urgência. “Eles têm maiores
obrigações em relação ao atleta. Com a
aprovação da lei os clubes formadores que ainda
não propiciam todos os pré-requisitos exigidos pela lei
vão ter que se ajustar”. Em tramitação desde
2005, as alterações na Lei Pelé sofreram
rejeições no Senado no começo de julho e voltam a
Câmara para a segunda votação, marcada para 3, 4 e
5 de agosto.
Caso paulista - A modificação da Lei Pelé adota um
modelo parecido com o implementado no futebol paulista, em vigor desde
outubro de 2009, com a aprovação da Lei 13.748, segundo
Santoro. A Federação Paulista de Futebol ficou
responsável por exigir comprovantes de matrícula na hora
da inscrição em campeonatos e as
agremiações devem pagar multa caso os filiados não
estejam na escola. “A grande novidade é a
fiscalização. Hoje ninguém verifica se o garoto
está matriculado”, afirma. A fiscalização em
São Paulo, porém, deixa a desejar para o assistente
social de um dos principais clubes paulistas, que preferiu não
se identificar. “O governo do estado vetou a cláusula
sobre fiscalização nos clubes, por isso nem sempre a
legislação é cumprida”, afirma.
Troca-troca - Além da fiscalização da
matrícula, o projeto de lei federal determina que peneiras,
treinos e campeonatos não coincidam com o calendário
letivo, ao contrário do que acontece, segundo o assistente
social. “Muitas vezes o garoto ‘estoura’ na escola e
desiste. Eles acabam valorizando mais os treinos”, comenta.
“Os clubes devem acompanhar de perto a formação
escolar dos atletas”. O projeto de lei também determina
que jovens até 18 anos não possam ter empresários.
O contrato deverá ser firmado direto com o clube, a partir dos
16 anos. “Os jovens nas mãos de empresários
são os mais vulneráveis. Já vi um garoto com 15
anos que passou por seis clubes em São Paulo, Rio de Janeiro e
Rio Grande do Sul, em busca de propostas melhores”, conta.
“A cada mudança ele perde o vínculo com a escola e
com o clube”.
Rotina - O clube em que o assistente social trabalha é
responsável por fazer a matrícula dos jovens na escola, e
acompanhar as notas. “Quando os meninos moram com os pais pedimos
que para enviarem o boletim, caso haja algum problema fazemos
reuniões com a família”, conta. “Com os
meninos alojados nós mesmos verificamos os boletins e
encaminhamos para os pais, sentamos para conversar com eles caso haja
problemas”. O acompanhamento, porém, não é
realidade em muitas agremiações, segundo o assistente
social. “Os clubes pequenos não tem assistência
social e pedagógica. É preciso fazer um trabalho mais
próximo com a família e com o aluno”.
Revista faz edição temática com conteúdos para quem vai fazer Enem e vestibular
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, 29/07/2010
Marici Capitelli - Jornal da Tarde
Abrir uma revistinha de palavras cruzadas em plena sala de aula
não será mais insubordinação. A partir da
próxima semana, os alunos terão um bom argumento para
incluir os passatempos nas rotinas escolares. É que a Coquetel,
tradicional publicação do gênero, traz ao mercado
em agosto uma versão temática com conteúdos
relativos aos temas tratados pelo Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) e também no vestibular. São cruzadinhas,
caça-palavras, criptograma e outras diversões que
prometem tornar menos árduas as tarefas escolares.
No primeiro número há passatempos relacionados ao
aquecimento global, energia, crise econômica, África,
genética e eleições brasileiras. Cada um dos temas
será abordado sob o ponto de vista de duas disciplinas. A
energia, por exemplo, terá jogos com conteúdos de
física e geografia. Já o aquecimento global, trará
conteúdos da geografia e biologia. Serão 32
páginas e 20 variedades de passatempos.
De acordo com o editor-chefe das revistas Coquetel e idealizador do
projeto, Daniel Stycer, não existe a pretensão de fazer
com que os alunos passem no vestibular ou tirem boas notas no Enem
só com as cruzadinhas. "A ideia é que os jogos sejam o
complemento de uma atividade curricular, mas nada que substitua livros,
apostilas ou professores. Não são apenas as revistas que
vão fazer o aluno passar no vestibular".
Para Stycer, o conteúdo das disciplinas poderá ser
aprendido de maneira divertida nas horas de lazer. Para desenvolver os
jogos, a editora contou com a consultoria de um corpo multidisciplinar
de professores e coordenadores. Ao todo, foram seis meses de trabalho.
A ideia, segundo o editor, nasceu da demanda de leitores - que pediam
um segmento de passatempos para os adolescentes. Para se chegar ao
produto final, os assuntos foram submetidos a alunos e profissionais de
várias instituições públicas e privadas.
"Dessa maneira, chegamos a conteúdos contemporâneos, que
estão por trás de várias disciplinas". O grande
desafio, segundo Stycer, é fazer com que os passatempos sejam
acessíveis para os alunos tanto da rede pública como da
privada.
Serão lançadas duas revistas por mês e cada uma
delas trará também informações sobre
carreiras profissionais. O primeiro número fala de geologia.
"Percebemos que os jovens chegam na época de prestar vestibular
sem saber qual profissão seguir. A nossa proposta é dar
informações que possam ajudá-los", diz Stycer.
Psicopedagoga há 20 anos, Raquel Caruso, da Clínica
Equipe Diagnóstica de Atendimento Clínico, acredita que a
revista é uma alternativa válida para a aprendizagem.
"É uma maneira lúdica e gostosa de se chegar à
resposta. Se o aluno não consegue, vai pesquisar e nessa
pesquisa compreende o que está sendo ensinado".
Raquel usa revistas do gênero para trabalhar com crianças
e costuma sugerir aos pais que ofereçam jogos educativos durante
as férias. Ela também recomenda o material aos
professores. "Eles podem ter a revista em sala e, quando o aluno
termina uma prova e uma atividade antes dos outros, para não
ficar atrapalhando, pode se divertir e aprender com os jogos", indica.
Raquel faz, contudo, uma ressalva com relação aos jovens.
"É um público que está muito voltado para o
computador, é preciso saber se a ideia vai mesmo chegar a eles",
diz. A tiragem inicial da revista será de 60 mil exemplares.
Latino-americanas mais escolarizadas casam menos
Fonte: Jornal da Educação nº 3808
Pesquisa da Universidade Harvard, mostrou que as mulheres
latino-americanas mais escolarizadas têm menos probabilidade de
se casar do que as mulheres menos educadas ou que os homens igualmente
educados. Para a pesquisa, são consideradas mulheres
escolarizadas aqueles que têm o ensino médio completo.
O estudo, que esteve presente em 40 países, revelou ainda que
grande parte das mulheres latino-americanas mais escolarizadas, quando
casam, escolhem homens menos escolarizados. No Brasil e Colômbia,
este percentual é de 40%, já nos EUA é de apenas
16%.
Para os homens latinos, o desempenho da mulher como dona de casa
importam mais que seu nível de escolaridade, diferente do que
ocorre em países desenvolvidos ou do leste europeu.
O Fórum Econômico Mundial já havia divulgado
pesquisa que indicava que as mulheres latino-americanas haviam
eliminado a diferença com os homens em termos de nível
educacional e que hoje as mulheres são mais escolarizadas na
média do que os homens na região.
(IPAE 167 - 07/10)
Casais do mesmo sexo podem declarar o companheiro como dependente no Imposto de Renda
Fonte: Agência Brasil
Casais de mesmo sexo poderão declarar o companheiro – ou a
companheira - como dependente do Imposto de Renda. Para tanto, basta
cumprir os mesmos requisitos estabelecidos pela lei para casais com
união estável. O Parecer 1.503/2010, da
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional foi aprovado pelo ministro da
Fazenda, Guido Mantega, e deverá ser publicado esta semana no
Diário Oficial da União. O parecer é
resultado de uma consulta feita por uma servidora pública que
desejava incluir a companheira – isenta no Imposto de Renda
– como sua dependente. Com isso, abre-se precedente para outros
casais de mesmo sexo na mesma situação.
Com base no princípio da isonomia de tratamento, o parecer
lembra que a legislação prevê a inclusão de
companheiros heterossexuais de uniões estáveis como
dependentes no Imposto de Renda e que o mesmo deve ser garantido aos
parceiros homoafetivos. “O direito tributário não
se presta à regulamentação e
organização das conveniências ou
opções sexuais dos contribuintes”, diz o documento.
“A afirmação da homossexualidade da união,
preferência individual constitucionalmente garantida, não
pode servir de empecilho à fruição de direitos
assegurados à união heterossexual”, consta do
parecer.
O Brasil não reconhece a união estável entre
pessoas do mesmo sexo, mas a Justiça – e agora o Executivo
– tem concedido a esses relacionamentos o mesmo tratamento legal
dado aos casais heterossexuais.
Em junho, a Advocacia-Geral da União reconheceu que a
união homoafetiva estável dá direito ao
recebimento de benefícios previdenciários para
trabalhadores do setor privado. O argumento é o de que a
Constituição não permite a
discriminação com base na orientação
sexual. Decisão no mesmo sentido veio da Justiça de Minas
Gerais, que manteve a inclusão de um funcionário
aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais para fins
previdenciários.
Em Mato Grosso, a Corregedoria de Justiça chegou a publicar
decisão que regulamenta a união entre pessoas do mesmo
sexo. A medida estabelece que casais homossexuais poderão
procurar os cartórios para pedir escritura pública
declarando a união homoafetiva.
O Superior Tribunal de Justiça, em 2008, foi favorável
à inclusão de um companheiro de mesmo sexo no plano de
saúde do parceiro. E, em abril deste ano, manteve a
adoção de uma criança por um casal homossexual.
Prazo para inclusão de débitos no Refis vence dia 30
Fonte: Consultor Jurídico
Quase 80 mil contribuintes podem ter a opção de entrada
no chamado Refis da Crise cancelada pelo fisco federal. O motivo
é que eles ainda não formalizaram a escolha entre o
parcelamento integral dos débitos constantes nos sistemas da
Receita Federa e da dívida ativa da União, e a
inclusão de apenas algumas dívidas no programa. O prazo
expira nesta sexta-feira (30/7).
O Refis da Crise, parcelamento de longo prazo aberto no ano passado
pela Lei 11.941, permite a negociação das dívidas
tributárias em até 15 anos, com abatimento de até
100% das multas incidentes, de até 45% dos juros e de todos os
encargos decorrentes do ajuizamento de execução.
De acordo com a Portaria Conjunta 3/2010, da Receita Federal e da
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, os optantes devem escolher
entre o parcelamento total dos débitos (opção pelo
“Sim”) ou manifestar a intenção de parcelar
apenas alguns débitos (opção pelo
“Não”). A escolha só pode ser feita com o
preenchimento da “Declaração de Inclusão de
Débitos nos Parcelamentos da Lei 11.941/2009”,
disponível nos sites da PGFN e da Receita. Quem não se
manifestar será descartado do programa.
Segundo a PGFN, 78.796 estão correndo o risco por ainda
não terem feito a opção. A maioria está em
São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, todos com mais de oito
mil omissos, incluindo pessoas físicas e jurídicas. Ao
todo no país, são 41 mil empresas e 38 mil pessoas
físicas devendo a informação.
Para evitar pagamentos indevidos, o fisco bloqueou a impressão,
via internet, dos documentos usados no recolhimento para quem ainda
não preencheu a declaração.
Quem optar por parcelar apenas alguns débitos deve informar
até 16 de agosto sua seleção. A
declaração deverá ser entregue na unidade do fisco
responsável pela cobrança, seja a Receita, seja a PGFN.
Até agora, 16 mil estão nessa situação. Com
informações da Assessoria de Imprensa da PGFN.
Curso gratuito para avaliadores no Sebrae
Fonte: CRA NEWS
O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)
oferece cursos gratuitos para formação de avaliadores
voluntários do Prêmio à Micro e Pequena Empresa
(MPE Brasil). Os participantes aprovados devem atuar nas visitas de
avaliação das empresas, em outubro e novembro de 2010. Os
cursos vão ser ministrados em Florianópolis, nos dias 31
de agosto e 1° de setembro, e em Chapecó, nos dias 13 e 14
de setembro. As inscrições devem ser feitas até o
dia 6 de agosto pelo e-mail canjos.br@gmail.com.
Educação, ciência, tecnologia e inovação são debatidos em reunião da SBPC
Fonte: Jornal da Educação nº 3808
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência realiza esta
semana, de 25 a 30 de julho, em Natal, sua 62ª Reunião
Anual, que tem como tema “Ciências do Mar: herança
para o futuro”.
O evento conta com a realização de conferências,
simpósios, mesas-redondas, encontros, sessões especiais,
minicursos e sessões de pôsteres para
apresentação de trabalhos científicos. Além
de eventos paralelos.
Durante a Reunião foi destacada a evolução do
Brasil na área de produção científica, que
hoje ocupa o 13º lugar. Também foi entrega à
candidata a Presidência da República, Dilma Rousseff, com
propostas da SBPC para os setores de educação,
ciência, tecnologia e inovação.
Outras informações sobre a 62ª Reunião Anual
da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência na
página http://www.sbpcnet.org.br/site/home/
Conheça a jurisprudência do STJ sobre
a aplicação de exame psicotécnico em concurso
público
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
A realização de exame psicotécnico em concursos
públicos é motivo de tensão para muitos
candidatos, devido à subjetividade do teste e à falta de
critérios claros de avaliação. Por essas
razões, pessoas reprovadas no exame costumam recorrer ao Poder
Judiciário em busca de liminares que garantam sua
participação em outras fases da disputa pelo tão
sonhado cargo público. Quando a ilegalidade é verificada,
as liminares são concedidas. O STJ tem jurisprudência
consolidada sobre as situações em que o teste
psicológico pode ou não ser exigido, e os direitos e as
obrigações dos candidatos.
Legalidade
O STJ entende que a exigência do exame psicotécnico e
psicológico para a aprovação em concurso
público somente é lícita quando está
expressamente prevista em lei. Importante ressaltar que edital de
concurso não é lei. De acordo com a jurisprudência,
a legalidade do exame psicotécnico está condicionada
à observância de três pressupostos
necessários: previsão legal, cientificidade e
objetividade dos critérios adotados, e possibilidade de
revisão do resultado obtido pelo candidato.
A objetividade dos critérios é, portanto,
indispensável à garantia de legalidade do teste. Dessa
forma, é vedado o caráter secreto e desconhecido dos
próprios candidatos. O edital de concurso deve conter, de forma
clara e precisa, os critérios utilizados na
avaliação. Quando isso não ocorre, o
Judiciário tem declarado a nulidade do exame.
O STJ entende que a determinação judicial para que seja
realizado novo exame psicotécnico deve ser feita
independentemente de pedido expresso da parte. Para os ministros, essa
decisão não implica julgamento extra petita, mas é
consequência lógica do reconhecimento da ilegalidade do
primeiro exame.
Uma vez declarada a nulidade do exame psicotécnico, o candidato
deve se submeter a novo exame. Com base nesse entendimento, a
jurisprudência do STJ não admite a pretensão de
candidatos que tentam se eximir da obrigação de fazer a
prova psicotécnica. O STJ também já decidiu que
exame de um concurso não vale para outro.
Carreira policial
Depois de serem reprovados no exame psicológico, dois candidatos
ao cargo de policial civil do Estado do Espírito Santo
recorreram ao STJ, sustendo a ilegalidade do exame. Argumentaram que o
teste foi realizado sem previsão legal e sem caráter
objetivo, uma vez que o edital não informou quais seriam os
requisitos mínimos necessários para serem considerados
recomendados para o cargo.
O recurso foi negado pelo STJ. Além de as irregularidades
alegadas não terem sido demonstradas por meio de prova
pré-constituída, o exame psicológico é
obrigatório para quem quer ingressar na carreira policial. Isso
porque o artigo 4º, inciso III, da Lei n. 10.826/2003 – que
disciplina o registro, posse e comercialização de armas
– exige a comprovação de aptidão
psicológica para manuseio de arma de fogo. O relator, ministro
Arnaldo Esteves Lima, da Quinta Turma, afirmou no voto que, diante da
circunstância de que o policial, invariavelmente, irá
manusear arma de fogo, não se pode falar em inexistência
de previsão legal para a exigência de
aprovação em exame psicológico em concurso
público para ingresso na carreira policial.
Agente Penitenciário Federal
No concurso para agente penitenciário federal, a Quinta Turma
considerou ilegal a exigência de exame psicológico por
falta de previsão legal. A relatora, ministra Laurita Vaz,
destacou que a Lei n. 10.693/2003, que criou a carreira, não
exige a realização do exame.
A União, autora do recurso, argumentou que o teste
psicológico tem sustentação nos artigos 5º,
inciso VI, e 14 da Lei n. 8.112/1990, os quais estabelecem ser a
aptidão física e mental requisito para investidura em
cargo público, que dependerá de prévia
inspeção médica oficial. Mas os ministros da
Quinta Turma não aceitaram a amplitude que a União
pretendia dar a esses dispositivos, a ponto de respaldar a
realização do psicotécnico.
Fato consumado
A frequência, por força de decisão liminar, em
curso de formação, e posterior aprovação,
não afasta a necessidade da realização de novo
teste psicotécnico. Isso porque o candidato, apesar de ter
concluído o curso de formação, não
preencheu as exigências legais contidas no edital. O entendimento
do STJ é de que a eventual permanência do candidato no
cargo, sem a aprovação no teste psicotécnico,
configuraria um estado de flagrante ilegalidade, que não pode
ser tolerado.
A Corte Especial pacificou o entendimento de que a
nomeação e posse de candidato cuja aptidão
psicológica ainda esteja sendo avaliada têm potencial
lesivo à ordem e à segurança públicas.
A Terceira Seção decidiu afastar a
aplicação da Teoria do Fato Consumado nas
hipóteses em que os candidatos tomam posse sabendo que os seus
processos judiciais ainda não foram concluídos. A
ciência da posse precária e a possibilidade de julgamento
em desfavor do candidato inviabilizam a aplicação dessa
teoria.
Contudo, se o candidato for aprovado em novo exame psicotécnico,
ele terá o direito de ingressar no cargo, sem a necessidade de
se submeter a novo curso de formação. Nessa
situação, aí sim, aplica-se a Teoria do Fato
Consumado, que em matéria de concurso público não
pode ser adotada sem o cumprimento das exigências legalmente
previstas.
Caso peculiar
O Poder Judiciário analisou um caso peculiar envolvendo exame
psicotécnico. Um candidato ao cargo de delegado da
Polícia Civil do Ceará perdeu o exame devido ao caos
aéreo gerado pela greve nacional dos controladores de voo, o que
atrasou a aeronave que o levaria ao local do teste.
Em primeiro grau, o candidato garantiu o direito de realizar novo exame
e ser matriculado no curso de formação. A liminar foi
mantida em segundo grau, o que levou o estado do Ceará a
recorrer ao STJ. Foram muitas as alegações: ofensa ao
edital, à regra da separação dos poderes e
à isonomia com outros candidatos que também perderam a
prova por motivos diversos. Argumentou também que não foi
responsável pelo caos aéreo e apontou a possibilidade do
efeito multiplicador.
O presidente do STJ, ministro Cesar Asfor Rocha, considerou que
não estavam presentes os requisitos para suspensão da
liminar e negou o pedido. Para ele, o alegado prejuízo à
ordem, à economia e à segurança públicas,
com a concessão da liminar a um único candidato,
não foi suficientemente demonstrado.
Justiça no Estado do Piauí é a mais cara do Brasil
Fonte: Conselho Federal da OAB
O Estado do Piauí tem uma das taxas judiciárias mais
caras do país, o que dificulta o acesso da
população aos sérvios do Poder Judiciário.
Uma reclamação foi feita à OAB (Ordem dos
Advogados do Brasil) e ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça)
para revisar os valores considerados exorbitantes. Isso empurra a
população que busca direitos na Justiça para a
Defensoria Pública e os juizados especiais.
A diferença é de mais de oito vezes o valor das taxas
judiciais de um processo, por exemplo, uma ação de
cobrança, no valor de R$ 150 mil, entre o judiciário do
estado do Amazonas e do Piauí. No Piauí para essa
ação tramitar seriam pagos R$ 7.441,55 de custas
processuais. No Amazonas, a mesma ação tem taxa de apenas
R$ 451,00. Comparando com estados mais próximos do Piauí,
como o Ceará a taxa
Cumbica: escolhido o consórcio que vai projetar 3º terminal
Fonte: O Estado de São Paulo, 13/07/2010
Liderado por arquitetos de São Paulo, grupo venceu
licitação internacional e desenhará
ampliação do maior aeroporto do País
O consórcio MAG, liderado pelo escritório Biselli &
Katchborian Arquitetos Associados, de São Paulo, assinou ontem
contrato com a Empresa Brasileira de Infraestrutura
Aeroportuária (Infraero) para projetar a
construção do terceiro terminal de passageiros do
Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Região Metropolitana de
São Paulo.
Veja também:
Falta tudo para 2014
A obra é considerada estratégica para aplacar a crescente
demanda do setor e receber com padrões mínimos de
conforto para a Copa de 2014. Cumbica é o aeroporto mais
movimentado do País - em 2009, recebeu cerca de 21
milhões de passageiros.
A licitação internacional vencida pelo consórcio
MAG foi lançada em junho de 2009. Ao todo, 24 empresas, todas
nacionais, retiraram o edital. Muitas acabaram se associando, formando
sete consórcios. O vencedor vai receber R$ 22,6 milhões
para projetar o terceiro terminal de Cumbica. Além do
saguão de passageiros, o projeto também deve incluir a
construção do viário de acesso; pátio de
estacionamento de aeronaves; instalação da rede de
queroduto (dutos para o transporte de querosene de
aviação) e obras complementares.
Todos os estudos preliminares e os projetos básico e executivo
têm de ser entregues à Infraero num prazo de 23 meses.
É com base nesse material que a estatal vai preparar o edital
para a construção do terceiro terminal.
Além do escritório Biselli & Katchborian (nome
fantasia do Gabinete de Projetação Arquitetônica
Ltda), fazem parte do consórcio vencedor a PJJ Malucelli
Arquitetura e Construção Ltda. e a Andrade e Rezende
Engenharia de Projetos S.S. Ltda., ambas com sede em Curitiba. As
empresas paranaenses ficarão responsáveis pelos chamados
projetos complementares, que compreendem as instalações
hidráulicas, elétricas e de informática. O projeto
arquitetônico será feito pelo escritório paulista.
Fundado em 1986, o Biselli & Katchborian atuou em projetos de
destaque, como a ampliação do Aeroporto de
Florianópolis e o Teatro de Natal.
Aperto. A Infraero planeja ter 40% do terceiro terminal pronto e em
operação até a Copa de 2014. O restante da obra,
orçada em quase R$ 1 bilhão, seria entregue em junho de
2016.
Para aliviar o aperto em Cumbica no curto prazo, a estatal pretende
investir em três módulos operacionais provisórios -
estruturas pré-moldadas que reproduzem, de maneira mais simples,
as mesmas configurações de um terminal convencional. As
vantagens dos MOPs, segundo a Infraero, estão no custo (R$ 2.500
o m²) e na rapidez de instalação (3 meses). O
primeiro módulo de Cumbica está previsto para ser
entregue em dezembro.
PREOCUPAÇÃO
RICARDO TEIXEIRA: PRESIDENTE DA CBF E DO COMITÊ ORGANIZADOR DO MUNDIAL
"Os três grandes problemas que nós temos no Brasil para a
Copa são, inegavelmente, aeroporto em primeiro, aeroporto em
segundo e aeroporto em terceiro."
TRÊS PERGUNTAS PARA... ARTUR KATCHBORIAN: SÓCIO DA BISELLI & KATCHBORIAN ARQUITETOS ASSOCIADOS
1. Qual é o maior desafio?
O prazo. Digo que já começamos atrasados. É uma
obra complexa e vai ser uma tarefa hercúlea preparar o projeto
em 23 meses.
2.Mas é factível?
Se não fosse, a gente não entraria. Vamos precisar de
muita agilidade da Infraero para a aprovação das
várias etapas.
3. O projeto vai ser um marco da arquitetura?
Você não entra pensando nisso. Mas sabemos que um
aeroporto propicia isso. A ideia é harmonizar o terceiro
terminal com os que existem. Mas não tenho dúvida de que
o novo será marcante.
Setor de cartões deve assinar acordo que evita práticas abusivas
Fonte: InfoMoney
Abecs deve assinar com o MJ Termo de Ajustamento de Conduta para
não enviar cartões para os clientes sem
autorização
No próximo mês, a Abecs (Associação
Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e
Serviços) deve assinar com o DPDC (Departamento de
Proteção e Defesa do Consumidor), órgão do
Ministério da Justiça, um Termo de Ajustamento de Conduta
comprometendo-se a não enviar cartões para os clientes
sem autorização.
A informação, de acordo com a assessoria de imprensa da
Abecs, é do presidente Paulo Rogério Caffarelli. Segundo
ele, o Termo também prevê penalidades às empresas
que não respeitarem o Termo de Ajustamento de Conduta.
Para aos consumidores que autorizarem o envio da moeda de
plástico, o compromisso também prevê que as
empresas enviem um contrato sobre o uso consciente do cartão.
Na fatura
Além disso, outras mudanças devem estar previstas no
compromisso, como o fato de as faturas trazerem alertas sobre o uso do
crédito rotativo e sobre as taxas de juros do financiamento.
Hoje, essas informações constam nas faturas, mas muitas
vezes não são facilmente identificadas.
De acordo com a Abecs, o TAC estabelecerá que essas
informações deverão estar em locais de
visível identificação e de maneira a alertar os
consumidores sobre os riscos para o bolso de se entrar no
crédito rotativo.
Como parte das mudanças que o setor quer fazer na
relação com o consumidor, a Abecs lançou um site
com dicas para o uso consciente do cartão. No www.dicasdocartao.com.br, o consumidor também encontrará um simulador de despesas, que o ajudará a controlar as contas.
Acordo previsto
Em maio, a Abecs e a Febraban (Federação Brasileira de
Bancos) se comprometeram a reduzir práticas consideradas
abusivas, que prejudicam os clientes. O acerto foi debatido em
reunião realizada com representantes do setor de cartões,
dos bancos e do DPDC.
Práticas como cobranças indevidas, envio de
cartões sem solicitação dos consumidores e falta
de informação sobre a cobrança de tarifas foram
reconhecidas como abusivas pelos participantes.
Autor: Camila de Mendonça - Revisão e Edição: de responsabilidade da fonte
Ministro diz que Brasil se acostumou a ver o ambiente rural como lugar de atraso e de pobreza
Fonte: Correio Braziliense, 28/07/2010 - Brasília DF
Agência Brasil
Ao participar da cerimônia de abertura do 2º Festival
Nacional da Juventude Rural, o ministro do Desenvolvimento
Agrário, Guilherme Cassel, afirmou na terça-feira (27/7)
que o país se acostumou a ver o ambiente rural como um lugar de
atraso e de pobreza. Ele lembrou, entretanto, que somente o campo
é capaz de garantir segurança alimentar no Brasil.
“Todos os países do mundo estão preocupados em
resolver três agendas: segurança alimentar;
mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável;
e a construção de uma outra matriz energética.
Tudo isso tem a ver com a construção de um [ambiente]
rural mais igual”, disse. Durante o evento, o ministro da
Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci,
destacou que todas as conquistadas alcançadas no âmbito
dos trabalhadores – rurais e urbanos – se deram por meio de
mobilização. Ele cobrou maior participação
da juventude rural na elaboração de políticas
públicas e afirmou que vontade política nem sempre
é suficiente. “Transformação social
não se faz sem o povo na rua. Os movimentos sociais têm um
grande mérito nessas conquistas. A participação
social na elaboração de políticas públicas
tornou-se um método de governo”, avaliou o ministro.
Segundo Dulci, políticas de saúde e
educação para jovens, por exemplo, não existiam
– estavam “diluídas” em políticas
para o público em geral. “A juventude era invisível
no Brasil”, concluiu.
O 2º Festival Nacional da Juventude Rural prossegue até
sexta-feira (30) e deve reunir cerca de 5 mil jovens trabalhadores
rurais de todo o país para discutir a questão rural. O
evento é promovido pela Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Agricultura (Contag). Os jovens vão debater
políticas públicas de educação,
saúde, reforma agrária, crédito agrícola e
direitos humanos com representantes do governo federal, de
universidades públicas e de organismos internacionais,
além de organizações não governamentais.