
03/08/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Quem pagou taxa do Enem fora do sistema MEC deve enviar comprovante ao Inep
Educação como processo de vida
Se é importante fazer faculdade
Não é correto cultiva a expulsão de alunos como rotina
Meninos têm risco 67% maior de ir mal na escola, diz pesquisa
O gargalo da formação
Salário de professor varia até quatro vezes entre Estados
Faculdades têm matrículas suspensas
Melhor universidade do Brasil, a USP é uma das top 200 no mundo
36,1% dos professores de escolas cearenses não têm diploma
Presidente da Capes abre a terceira semana de Avaliação Trienal
A economia do Brasil em crescimento!
Diane Ravitch, ex-secretária-adjunta de Educação dos EUA
Grupo Multi adquire rede de ensino no Sul
Denúncias só com nome e sobrenome
PF prende policial supostamente envolvido em fraude de prova da OAB
A nova face do Brasil
Dionísio Dias Carneiro, nossa educação e riqueza
Como o Google pode ajudar a mudar o rumo da sua Empresa?
Pesquisador publica dados de mais de 100 milhões de usuários do Facebook
Gigantes perdem oportunidades à espera de aprovação para fusões
Grupo americano Washington Post vende revista Newsweek
Controladores querem abrir o capital até 2013
Empresas começam a adotar padrões internacionais de contabilidade este ano
Quem pagou taxa do Enem fora do sistema MEC deve enviar comprovante ao Inep
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 03/08/2010 às 09:02 hs.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep),
responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de
2010, identificou que alguns candidatos pagaram a taxa de
inscrição por meio de guias de recolhimento da
União (GRUs) geradas fora do sistema do Ministério da
Educação (MEC). Por esse motivo, algumas
inscrições permanecem pendentes porque a taxa consta como
não paga.
Os estudantes nesta situação - e tenham efetuado o
pagamento até a data limite de 23 julho - devem enviar os
comprovantes ao Inep até as 18h sexta-feira (6). O documento
pode ser enviado por meio de fax pelo telefone (61) 2022-3300 ou pelo
site do Inep na seção Fale Conosco.
O Inep não soube informar o número de candidatos com o
pagamento da taxa pendente, mas o participante pode consultar sua
situação pelo site do Enem no endereço
www.enem.inep.gov.br, a partir do número de
inscrição.
Fonte: Jornal Primeira Hora
Educação como processo de vida
Fonte: O Tempo, 03/08/2010 - Belo Horizonte MG
Oswaldo Antunes
O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) mostra uma
educação com problemas: 24 mil escolas não
oferecem igualdade social. A se considerar "educação como
prática de liberdade" (Paulo Freire), o ensino deve ser
politizado e popularizado. É hora de entender que não
será possível desenvolver o homem integral sem
educação. O candidato à Presidência da
República que quiser fazer isso necessita ter na bagagem uma
pedagogia democrática e não antiquada. E o que se
está vendo são programas antigos para melhora da
alfabetização. É roupagem nova para jargões
da escola baseada na memorização: melhorar
salários e aumentar o número de professores, além
de assegurar a promoção do aluno. Não se cogita
possibilitar a todos a conquista da liberdade e da cidadania. No
entanto, educação é processo de vida. E para
ensinar a viver a escola deve ser uma sociedade em miniatura. Já
se foi o tempo em que o aluno era colocado diante de fórmulas
matemáticas esotéricas para advinhação. Os
estudiosos entenderam que não adianta somar pontos com o
propósito de passar de ano.
Talvez porque Deus seja mesmo brasileiro, temos experiência
sugestiva e bastante curiosa. Está diante de nós um
fenômeno de sucesso na política, graças a uma
educação popularesca. Pode-se discordar quanto a ser um
bom exemplo, mas é significativo para que se entenda a
necessidade de prática educativa orientada para as necessidades
políticas. Trata-se da conquista do governo pelo iletrado e
atual presidente Lula. Ele comprova o sucesso de um tipo de
educação não costumeira nos bancos escolares. O
presidente aprendeu com a vida. Seu círculo de cultura foi o
meio social em que viveu. Saiu do pau de arara, aprendeu a conquistar
posições de chefia e acabou no topo.
Pouco brilhante, Lula é verboso para consumo próprio, sem
o bacharelismo que ensinou, e ainda ensina, as regalias da elite. E com
seu matreiro autodidatismo, conquistou uma parcela formidável da
opinião pública. Ele lembra um outro fenômeno,
Aberlado Barbosa, o Chacrinha dos bons tempos, aquele que Carlos
Lacerda, o comunicador por excelência, admirava. Por esperteza ou
por não poder, livrou-se da alfabetização pura e
simples, reservada aos que são considerados "fora da
história". Obteve o ensino não reservado às
massas. E esse exemplo às avessas mostra como é
necessário estabelecer uma pedagogia democrática.
Se é importante fazer faculdade
Fonte: Clipping Educacional Consae - Zero Hora, 30/07/2010 - Porto Alegre RS
Eduardo Jablonski
Hoje, pouco antes de começar minha aula, ouvi aluna defendendo a
seguinte opinião: “Para que fazer faculdade? Depois
ficaremos obrigatoriamente desempregados. Todos os meus conhecidos que
se formaram não trabalham na área.”
Aristóteles que me perdoe, mas ela tem e ao mesmo tempo
não tem razão. Pela minha experiência, acompanhando
a carreira de centenas e até milhares de pessoas nos
últimos 20 anos, concluo que as pessoas graduadas com
nível superior se dividem em três grupos. O primeiro
abriga os relapsos, os que não gostam de estudar, os que faltam
muitas aulas, os que copiam trabalhos de colegas ou da internet, os que
não prestam atenção na fala do professor, os que
não leem a bibliografia solicitada, os que não pesquisam,
os que não procuram livros sobre a matéria, para tentar
se aperfeiçoar, os que faltam às aulas quando
há palestras. Esses caras jamais conseguirão trabalhar na
área na qual se formaram. Se arranjarem vaga, será com
certeza por tempo reduzido. A incompetência os demitirá.
Sei de jornalista de meio impresso que acha que repórter
não precisa dominar a gramática da Língua
Portuguesa. É por pensar assim que ele, em 15 anos de
profissão, tendo se formado em grande universidade, nunca obteve
espaço em grandes jornais.
O segundo grupo engloba pessoas que fazem tudo pela metade. Estudam um
pouco, leem alguma coisa, prestam atenção no professor,
têm alguma assiduidade. Mas não são dedicados,
não se esforçam tanto quanto seria necessário,
não suam sangue para obter promoções ou empregos
importantes. Esses indivíduos vão trabalhar na
área, sim, mas não atingirão os melhores postos, a
não ser por milagre ou por amizade. O terceiro grupo envolve os
estudiosos, os que leem a respeito do campo que escolheram o tempo
todo, os que passam a madrugada sobre os livros, os que estudam
regularmente e, quando necessário, param tudo para estudar ainda
mais. Esses homens e mulheres serão os vencedores de
amanhã. Talvez nunca fiquem desempregados. Conheço
dezenas e até centenas de casos em cada um desses grupos e nunca
vi exceção. Abri essa alternativa, porque não sou
o dono da verdade. Posso estar equivocado. Mas, concluindo, não
é verdade que não adianta estudar, que é perda de
tempo. Quem se dedica se dá bem, e quem não se dedica se
dá mal. É simples assim. A verdade em geral é
simples.
Não é correto cultiva a expulsão de alunos como rotina
Fonte: Informativo Confenen On line
No horário reservado para resolver questões
burocráticas, aparece na sua frente um aluno que foi expulso da
classe. Você acha que o melhor caminho é conversar com ele
ou dar-lhe uma bronca e que isso vai resolver o problema. Que nada! Na
semana seguinte, vem outro e depois outro. Além de atrapalhar a
rotina e tornar a sua sala um lugar temido pelos jovens, a falta de
atitude dos gestores para diminuir as expulsões de sala de aula
pode tornar comum uma prática que deveria ser
exceção. Em pesquisa realizada este ano em escolas do
estado de São Paulo por Luciene Tognetta e Telma Vinha, da
Universidade Estadual de Campinas, 82% dos alunos disseram que
já foram expulsos ou viram algum colega sendo colocado para fora
de aula por comportamento inadequado.
À escola cabe identificar e analisar os motivos de atitudes
inadequadas por parte dos estudantes e dos professores e
funcionários. Uma primeira medida é levantar
questões como: é sempre o mesmo aluno que é
convidado a se retirar da sala? Ou é determinado professor que
tem o hábito de expulsar? Que atitude levou à
exclusão? As respostas vão apontar os caminhos para a
ação: caso seja sempre o mesmo aluno, vale investigar
como estão o desempenho dele, a participação na
aula e o relacionamento com os colegas. Se é um docente que tem
por costume tomar essa medida, é preciso saber o que o incomoda
e oferecer maneiras de resolver conflitos. Como é a postura dele
durante a aula? Os alunos entendem as atividades propostas?
É bom lembrar que algumas regras de convivência precisam
ser discutidas pelos alunos para que eles também se sintam
responsáveis por cumpri-las. E os critérios para
punições estão entre elas. A escola é um
espaço educativo e as situações de
resolução de conflitos são ricas para que os
alunos aprendam valores e atitudes da boa convivência social.
Meninos têm risco 67% maior de ir mal na escola, diz pesquisa
Fonte: Portal G1, 27/08/2010
Alunos do sexo masculino têm mais problemas de conduta. Estudo ouviu mais de 9.000 crianças em 16 estados
Do G1, em São Paulo
Uma pequisa feita pelo Instituto Glia, da Faculdade de Medicina de
São José do Rio Preto, da Universidade La Sapienza de
Roma e do Albert Einstein College of Medicine de Nova Iorque, aponta
que os meninos apresentam um risco 67% maior de ter um baixo desempenho
escolar do que as meninas. O estudo chamado de Projeto
Atenção Brasil (PAB) avaliou 9.149 crianças e
adolescentes de 16 estados e 81 cidades brasileiras. Segundo a
pesquisa, os meninos são mais afetados pois apresentam mais
problemas de conduta, hiperatividade, problemas com colegas e de
comportamento social, enquanto as meninas apresentam maior
número de sintomas emocionais.
Nos meninos, segundo o estudo, o impacto dos sintomas é maior
que nas meninas, portanto, apresentam maior risco de transtornos
mentais (14,9% contra 10,5%). A pesquisa mostra, ainda, que os meninos
são mais “irrequietos” e “hiperativos”,
mais frequentemente “apresentam acessos de raiva e birras”,
“preferem brincar só”, “brigam com outras
crianças”, “distraem-se com maior facilidade”,
“mentem”, “enganam”, “roubam” e
“são perseguidos por outras crianças”. As
meninas, por sua vez, mais frequentemente “têm
consideração pelos sentimentos de outras pessoas”,
“são mais prestativas com alguém que parece
magoado”, “têm uma boa amiga”, “é
querida por outras crianças” e “gentil com as
crianças mais novas”, “pensam antes de agir” e
“completam as tarefas que começam”. Portanto, de
acordo com o estudo, as meninas se mostram mais resilientes que os
meninos.
Saúde mental - O projeto tem como objetivo principal
revelar o retrato da saúde mental das crianças e
adolescentes brasileiros, de forma a identificar fatores de risco e
proteção que viabilizem medidas de
prevenção e intervenção. Doutor em
neurologia e diretor do Instituto Glia, Marco Antônio Arruda,
disse ao G1 que a saúde mental não é só
não ter transtornos mentais. "Há pessoas que não
têm doença nenhuma, mas não têm saúde.
Na saúde mental é a mesma coisa. A criança tem de
estar em equilíbrio, ter comportamento e emoções
que permitam que ela funcione normalmente e supere adversidades."
Basedo no estudo, o Instituto Glia pretende disponibilizar
recomendações para contribuir com o desempenho escolar a
educadores e responsáveis por elaborar políticas
públicas na área da infância e juventude.
O gargalo da formação
Fonte: Jornal do Commercio, 29/07/2010 - Recife PE
Há uma relação direta entre as dificuldades de
contratação de mão de obra especializada em um
momento de expansão econômica, retratadas em
matéria de capa do JC no domingo, 18, e os últimos
resultados da avaliação do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que
colocam Pernambuco em sétimo lugar entre os nove estados
nordestinos. Ou seja, dentro de uma realidade problemática, a
qualidade do ensino básico no Estado deixa ainda mais a desejar.
Essa relação aparece com maior ou menor intensidade em
praticamente todos os setores de nossa economia que vêm
experimentando aquecimento nos últimos anos. De engenheiros para
montagem industrial a padeiros. Trata-se de um reflexo do gargalo da
formação, em que deficiências de aprendizado se
acumulam em um sistema educacional de baixa eficiência, e se
tornam dramáticas quando a necessidade pede o complemento do
ensino técnico para o preenchimento de vagas de trabalho. Os
cursos de panificação e confeitaria, como a maioria dos
cursos, exigem o segundo grau - e aí o gargalo aparece, em
tempos de boom econômico.
O resultado é o que temos constatado: a tendência de
importar mão de obra para dar conta do acelerado ritmo de
crescimento. Em Suape, somente o Estaleiro Atlântico Sul, a
Refinaria Abreu e Lima e a Petroquimica Suape contabilizam 4,3 mil
operários trazidos de fora de Pernambuco e do País. Se
parece muito, a expectativa é que será ainda mais.
Cerca de 155 mil empregos qualificados serão gerados no complexo
de Suape até 2015, de acordo com a Consultoria Ceplan. A demanda
por pessoal atropelou a capacidade instalada de formação
local, em um estado que possui um quinto da população
analfabeta. Por um lado, isso garante o nível em que se espera
que a economia possa continuar a crescer. Mas, por outro, reduz os
benefícios dos empregos qualificados, que pagam melhores
salários, e são deslocados da população
residente para os grupos imigrantes convocados pelas empresas em
decorrência da escassez de mão de obra preparada aqui
dentro.
É claro que não se imagina nenhuma reserva de mercado
profissional. Mas a naturalidade oficial com que o tema vem sendo
abordado é preocupante, por indicar a aceitação do
fato como estabelecido. Afinal, para que as oportunidades sejam
ocupadas por pernambucanos no futuro, como afirma com otimismo o
secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando
Bezerra Coelho, teremos que passar por uma revolução
educacional - que sequer desponta no horizonte. Vide a nossa nota no
Ideb e as dificuldades generalizadas de contratação pelas
empresas.
Para romper com o círculo vicioso da incapacitação
presente, é preciso agir tendo em vista a dimensão
urgente da questão. De pouco irão adiantar planos de
longo prazo para um problema imediato, bem como remendos de
última hora, tradicionalmente reforços de português
e matemática, que muitas vezes apenas reforçam a
incapacidade primeira de um ensino básico satisfatório.
Assim, é preferível a implantação de um
modelo educacional que assuma a responsabilidade de travar uma guerra
contra a desqualificação funcional - inclusive aquela que
ronda as vagas de excelência.
É preciso fugir do convencional e buscar experiências de
sucesso nesse campo, em outras partes do mundo, como exemplos a serem
seguidos com disciplina escolástica. E aproveitar a
experiência dos filhos da terra que vêm fazendo o caminho
de volta depois de se aventurarem no exterior e em outros estados
atrás de melhor condição de vida. Sair do
convencional, enfatizamos, inclusive levando em conta outra face do
problema: a infraestrutura de ensino. O conhecimento dos professores,
em muitos casos despreparados para a missão formadora da maneira
que a sociedade precisa, e a disponibilização de locais
apropriados para o aprendizado, até no turno da noite, devem ser
compreendidos como fundamentais para a aplicação do novo
modelo, na escala requerida pelo trem-bala da economia pernambucana.
Sob o risco de vermos a maioria de seus assentos preenchidos por
pessoas de outros lugares - o que, sem sinal de preconceito, seria uma
pena e uma perda para Pernambuco.
Salário de professor varia até quatro vezes entre Estados
Fonte: Portal IG Edução, 29/07/2010
Valorização profissional não acompanha
importância do docente para a educação.
Diferenças salariais são grandes
Carolina Rocha, iG São Paulo
A valorização dos professores é considerada ponto
crucial para o sucesso das escolas com bom desempenho no Exame Nacional
do Ensino Médio (Enem). Com salários de até R$ 7
mil, cursos de especialização pagos pelas
instituições onde trabalham e inúmeros recursos
à disposição, esses professores podem se
considerar privilegiados em relação ao cenário
nacional. A realidade salarial para a maioria das escolas do
País é bastante diferente das melhores escolas no ranking
do Enem, composto em sua maioria por instituições
privadas. Levantamento feito pela Confederação Nacional
dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com dados de
setembro de 2009, mostra que há professores que, mesmo com
diploma de ensino superior, ganham pouco mais de um salário
mínimo.
No Ceará, Estado com uma das remunerações mais
baixas do País, docentes em início de carreira ganham, em
média, R$ 627,08 por mês. O valor é quatro vezes
menor do que recebem os professores iniciantes no Distrito Federal.
Incluindo todas as gratificações, os salários dos
cearenses não ultrapassam R$ 739,29 quando começam a dar
aulas. No Amazonas, os docentes recebem pouco mais que isso: R$ 841,32.
De acordo com a pesquisa realizada pela CNTE, em Roraima, os iniciantes
ganham apenas R$ 10,19 a mais que no Estado vizinho. Em todos
esses casos, os profissionais que lecionam nas escolas amazonenses
não recebem o piso salarial definido em lei para a categoria.
Remuneração mínima - Em junho de 2008, foi
aprovada pelo Congresso Nacional uma emenda constitucional que institui
o piso salarial nacional para os professores. A categoria é a
única do País a ter o benefício assegurado na
Constituição Federal. Segundo a lei, os Estados e
municípios teriam até 1º de janeiro de 2010 para
começar a pagar a remuneração mínima de R$
950 a docentes que trabalhassem 40 horas semanais e tivessem o ensino
médio completo. O valor já subiu para R$ 1.024, segundo
correção feita pelo MEC na data em que o piso se tornaria
obrigatório em todo o País. Apesar da
determinação legal, milhares de professores estão
longe de receber esses valores. Os governos de Mato Grosso do Sul, Rio
Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Ceará, com apoio
da Confederação Nacional dos Municípios (CMN),
entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade
(Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a emenda
constitucional. Para eles, o valor definido pela lei seria superior ao
que poderia ser pago pelos Estados sem comprometer seus
orçamentos. “O STF já julgou que o piso é
constitucional, mas os Estados reclamam que o valor de R$ 1024
deve ser a soma do salário base com as
bonificações. A lei diz que o piso é só o
salário base e as bonificações devem ser pagas
além dele”, explica o vice-presidente do CNTE, Nilton
Canuto de Almeida. O STF precisa dar um parecer final para acabar com o
impasse. Até lá, muitos profissionais continuarão
recebendo o piso como soma do salário-base com
benefícios. “Se o piso considerar o valor dos
benefícios, os professores podem ser prejudicados na
aposentadoria, que é calculada a partir do salário base e
não das bonificações. Este pode ser um grande
prejuízo para o professor”, explica Almeida. Em Santa
Catarina, os docentes são pagos dessa forma. O menor
salário-base é o pago pelo Estado aos iniciantes: R$
534,46. Porém, com o pagamento de regências de classe, a
remuneração média chega a R$ 1.023,24.
“Ninguém no Estado ganha menos que o piso e, enquanto o
STF não julgar que o piso deve ser sem os acréscimos,
podemos pagar desta forma. No dia que isso mudar, nós nos
adaptaremos, mas, até lá, estamos dentro da lei”,
defende a diretora de Desenvolvimento Humano da Secretaria de
Educação de Santa Catarina, Elizete Melo. Na
opinião da diretora, a situação do professor em
Santa Catarina não é tão desfavorável.
“A maioria deles tem formação em licenciatura, por
isso esse valor é pago para poucos”, afirma.
Diferenças entre municípios
De acordo com o CNTE, as médias salariais dos Estados caem,
muitas vezes, por conta das redes municipais. “A maior parte das
redes estaduais já paga ao piso, mesmo que seja incluindo os
benefícios junto aos salários, mas, em vários
municípios, nem mesmo isso está sendo respeitado”,
diz o vice-presidente da entidade. No Ceará, a rede estadual
paga pelo menos R$ 1.024 para os 300 professores da rede que não
possuem diploma de licenciatura. “Eles estão fora da sala
de aula, em processo de aposentadoria. A remuneração
média dos professores da rede com carga horária de 40
horas semanais é de R$ 2.240,30”, afirma Marta
Emília Silva Vieira, coordenadora de gestão de pessoas da
Secretaria da Educação do Ceará. Realidade bem
diferente da cearense é a da capital federal. O DF chega a pagar
R$ 2.551,59 com bonificações. O Amapá aparece em
segundo lugar entre os que melhor pagam os professores. A
remuneração total é de R$ 1.895,22, mas o
salário-base não passa de R$ 971,91. Em São Paulo,
a remuneração média paga para um professor
iniciante, com ensino médio e que trabalha 30 horas semanais,
é de R$ 1.213,26. Os salários pagos aos professores
são inferiores às remunerações de outros
profissionais cujo papel é essencial para a sociedade.
Médicos, advogados, engenheiros, contadores, policiais e caixas
de banco ganham mais.
Carência de profissionais - A baixa
remuneração contribui para que um problema antigo das
escolas brasileiras continue sem solução em um curto
período de tempo: a falta de profissionais. Com a crescente
expansão de investimentos e leis que tornaram
obrigatórios o ensino fundamental de nove anos e o ensino
médio, cada vez mais professores serão necessários
nas salas de aulas brasileiras. O último levantamento oficial
feito para tentar mensurar a quantidade de docentes que o País
precisa para atender à demanda brasileira apontava uma
carência de 250 mil professores nas escolas brasileiras. O estudo
elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) com a
ajuda do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep) se baseou em dados de 2007.
De lá para cá, os números não foram
atualizados. Mas um dos autores do estudo, Mozart Neves Ramos, acredita
que a realidade atual permanece a mesma de dois anos atrás.
“Não há como fazer uma mudança assim em
tão pouco tempo. Só para formar os futuros professores
são necessários quatro anos. Acho que a partir do ano que
vem poderemos perceber os impactos das políticas
adotadas”, pondera. O estudo realizado por Mozart mostra que as
maiores carências são nas áreas de exatas:
física, química, matemática e biologia. Só
em física é preciso contratar 23,5 mil novos professores
para o ensino médio. Mozart, que é conselheiro do
CNE, lembra que tão importante quanto suprir essa carência
é corrigir outro problema presente nos quadros docentes dessas
disciplinas. Muitos dão aulas sem formação
específica para as áreas.
Apenas 5% dos professores de física das séries finais do
ensino fundamental têm licenciatura na área. Em
química, apenas 10,4% dos docentes têm
formação adequada. Em biologia, 16,4%. Mesmo em
língua portuguesa, a disciplina dessa fase que mais possui
professores com formação adequada para o ensino da
matéria, os qualificados não passam de 65% do quadro de
profissionais da área. No ensino médio, as áreas
em que há mais profissionais com formação
inadequada são física (só 25,1% dos docentes
têm formação na área) e química (28%
dão aulas sem qualificação adequada). “Esse
é um problema que tem de ser analisado no mesmo patamar de
importância do déficit de docentes. Essa é uma
situação igualmente grave”, ressalta.
“É preciso reconhecer que muitas medidas foram tomadas
após esse estudo para enfrentar esse problema. A Universidade
Aberta do Brasil, a ênfase do Reuni (programa de expansão
das federais) e a implantação de programas de incentivo
à docência podem aumentar a quantidade de professores
formados no País”, diz. Colaborou Priscilla Borges, iG
Brasília
Faculdades têm matrículas suspensas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 30/07/2010 às 11:35 hs.
Por decisão do Ministério da Educação, a
FTB, no Recanto das Emas, e a AD1 - Unisaber, em Ceilândia Norte,
não podem realizar vestibular nem receber alunos transferidos.
Instituições não pagam aluguel há dois anos
Roberta Abreu
Duas faculdades de Brasília tiveram que suspender a entrada de
novos alunos, por meio de vestibular ou transferência,
após uma decisão do Ministério da
Educação (MEC) divulgada no Diário Oficial da
União de ontem. Indícios de problemas financeiros e
administrativos são as causas apontadas na Faculdade da Terra de
Brasília (FTB), localizada na Quadra 203 do Recanto das Emas, e
na AD1 – Unisaber, que fica na QNN 29, em Ceilândia Norte.
As instituições, que têm o mesmo
proprietário, vêm enfrentando problemas há algum
tempo, como a falta de pagamento aos funcionários. Na
segunda-feira, as portas da FTB foram lacradas por uma ordem judicial
de despejo, mas reabertas na quarta-feira. A falta de pagamento do
aluguel nos últimos dois anos foi o motivo da
ação. A reportagem tentou entrar em contato com os
diretores das faculdades, mas não obteve resposta.
Segundo as Portarias nº 964 e nº 965, de 28 de julho de 2010,
serão instaurados processos administrativos para a
apuração das condições de continuidade de
atividades acadêmicas e para a aplicação de
penalidades. Serão determinadas também medidas cautelares
administrativas de suspensão de novos ingressos nos cursos das
faculdades.
De acordo com a assessoria do MEC, desde quarta-feira as faculdades
estão proibidas de realizar vestibulares ou transferência
de alunos. As instituições têm 15 dias para
apresentar a defesa ou serão descredenciadas. Caso isso
aconteça, os alunos já matriculados não
serão prejudicados. “Eles poderão ser transferidos
para outras instituições”, garantiu a assessoria do
MEC.
Preocupado com o futuro dos alunos, o estudante de
administração da FTB Hugo Araújo, 27 anos, reuniu
um grupo de dicentes e formou uma comissão, da qual é o
presidente. Segundo ele, as faculdades vêm enfrentando problemas
desde o ano passado. “Houve uma greve dos professores, mas
ficamos tranquilos porque paralisações são
normais. Mas, quando nos deparamos com as portas fechadas na
segunda-feira, todos se preocuparam”, disse. A
solução, segundo ele, é a transferência.
“Fomos ao MEC ontem e nos disseram que não seremos
prejudicados e começamos a organizar documentos para a
mudança. Tudo indica que a faculdade já era”,
lamentou o estudante.
Greve
Sem salário há dois meses, os professores da FTB
ameaçam greve para o início das aulas, marcadas para 9 de
agosto. Segundo o presidente do Sindicato dos Professores em
Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal
(Sinproep-DF), Rodrigo de Paula, o problema é recorrente.
“No ano passado, os docentes paralisaram as atividades por 40
dias”, disse. De acordo com ele, se o pagamento não for
efetuado até o próximo dia 5, os professores param.
“Amanhã (hoje), às 15h, estaremos no
Ministério Público do Trabalho para entrar com uma
ação pública contra a faculdade para pedir a
penhora dos bens da FTB, e assim garantir, além dos
salários, os direitos trabalhistas da categoria”, avisa.
Segundo ele, há sete anos não são recolhidos o
FGTS e a previdência social. "Infelizmente o MEC deixou chegar a
esse ponto para tomar uma providência", lamenta Rodrigo.
Fomos ao MEC ontem e nos disseram que não seremos prejudicados e
começamos a organizar documentos para a mudança (para
outras instituições)”
Hugo Araújo, 27 anos, presidente de comissão de alunos da FTB
Fonte: Correio Braziliense - DF
Melhor universidade do Brasil, a USP é uma das top 200 no mundo
Fonte: Correio Braziliense, 02/08/2010 - Brasília DF
Cento e vinte e um. Esse é o número de
posições que separa a melhor universidade do Brasil da
mais bem cotada instituição de ensino superior no mundo,
a Universidade de Harvard, nos EUA. Segundo o ranking mundial de
universidades na web (Webometrics), divulgado no mês de julho, a
Universidade de São Paulo (USP) é a mais bem avaliada do
país e a segunda da América Latina, ocupando a 122ª
posição. Estadual, a USP é a única
instituição brasileira a aparecer na
classificação das 200 melhores do mundo, mas perdeu 64
posições desde o início do ano, quando aparecia em
58º lugar na lista mundial. De acordo com o último ranking
nacional, o segundo lugar é da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp), a 239ª do mundo, e o terceiro, da Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC), primeira federal do Brasil a constar na
lista, ocupando a 377ª posição internacional. Entre
as melhores da América Latina, a USP só perde para a
Universidade Nacional Autônoma do México, a 70ª do
mundo. Nesta avaliação, a Unicamp é a quarta
colocada, e a UFSC, a sexta.
As melhores do mundo - Segundo a classificação, os EUA
prevalecem entre as 50 mais bem classificadas
instituições de ensino superior do planeta, com as 21
melhores. A primeira universidade além do território
estadunidense a aparecer na lista é a Universidade de Cambridge,
localizada na Inglaterra (22º lugar). Entre as top 50, duas
são do Canadá, duas do Reino Unido, e uma da
Suíça. O Webometrics é um ranking realizado duas
vezes por ano desde 2004 a fim de analisar as publicações
eletrônicas disponíveis nos sites das universidades. Para
o rankeamento, foram avaliadas mais de 20 mil
instituições de ensino superior, das quais 12 mil
compõem a lista final. A classificação é
feita pela Cybermetrics Lab, um grupo de pesquisa pertencente ao
Conselho Superior de Investigações Científicas,
ligado ao Ministério da Educação da Espanha.
36,1% dos professores de escolas cearenses não têm diploma
Fonte: Povo, 02/08/2010 - Fortaleza CE
Na sala de aula, os professores incentivam os estudantes a passar nas
provas, avançar nas séries e seguir com os estudos. No
entanto, de acordo com os dados do Censo Escolar de 2009, 36,1% dos
docentes das escolas públicas e privadas ainda não
conseguiram chegar ao ensino superior. Os docentes da
educação básica também não
conseguiram melhorar em escolaridade nos últimos anos. Em 2007,
o percentual de professores sem graduação era de 32,8%. O
aumento do número de profissionais nesse perfil foi verificado
nacionalmente no mesmo período. No Ceará, ele foi ainda
maior, proporcionalmente. O pior quadro em escolaridade é o que
atua na educação infantil, com creche e
pré-escola. Dos 18.519 professores declarados ao
Ministério da Educação (MEC), 57,4% não
têm graduação no Estado. O levantamento do Censo
inclui rede pública e privada em todas as modalidades da
educação básica: educação infantil,
ensino fundamental e médio, educação profissional,
especial e de jovens e adultos.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), aprovada
em 1996, trazia como princípio de formação que
todos os professores da educação básica deveriam
ter concluído o ensino superior. A legislação
admitia, no entanto, que para as séries iniciais, das creches
até o atual 5º ano do ensino fundamental, os professores
poderiam ter finalizado o ensino médio “normal” ou
“pedagógico”. Atualmente, o que é somente
“admitido” pela legislação ainda representa
boa parte dos docentes nessas faixas de ensino.
“Vulnerabilidade” e “emergência” foram
termos usados por especialistas consultados pelo O POVO quando
questionados sobre o comprometimento da qualidade da
educação diante do desafio crescente de formar mais
professores. O presidente do Conselho Estadual de
Educação, Edgar Linhares, considera que a
situação é mais grave do que a especificada pelo
Censo. Ele calcula, com base nos dados preliminares enviados ao
órgão pelas 9.458 escolas credenciadas no Estado, que
mais de 70% dos professores não possuem formação
adequada para o conteúdo que ensinam ou para a faixa
etária em que atuam.
Linhares explica que inclui nesse perfil os professores da
educação infantil. “A rigor, eu posso considerar
que ninguém é ainda licenciado em Educação
Infantil, na medida em que o Conselho Nacional de
Educação ainda não definiu a estrutura dessa
licenciatura”. O presidente do Conselho Estadual situa que a
atual situação de escolaridade dos professores é
herança de um histórico de políticas emergenciais
que ampliaram e até massificaram o acesso às escolas no
Brasil, especialmente no ensino fundamental. Sem profissionais com
formação adequada, era preciso promover cursos de curta
duração e fazer contratações no
“improviso”. Com a vigência do Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (Fundeb) desde 2007, o reforço de
recursos na ampliação da educação infantil
e da educação de jovens e adultos pode ter causado um
efeito parecido. “Continuamos numa situação de
emergência. O Estado e os municípios têm a maior boa
vontade, mas não têm condição de formar
montanhas de professores. E às vezes, nem em todo lugar tem
(professores qualificados)”, complementa Edgar Linhares.
Presidente da Capes abre a terceira semana de Avaliação Trienal
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 03/08/2010 às 10:11 hs.
Durante a solenidade de abertura da semana, o presidente da Capes,
Jorge Almeida Guimarães, definiu a avaliação como
uma atividade tradicional que permitiu os avanços da
Ciência, Tecnologia e Educação que aconteceram na
pós-graduação brasileira nas últimas seis
décadas.
Para Guimarães a integração entre
avaliação e fomento é um dos fatores importantes
para o sucesso do processo de avaliação. “A Capes
não avalia apenas os cursos, ela os financia”, explicou.
O presidente da Capes também fez referência a
importância da parceria entre a coordenação e os
membros da comunidade científica, responsáveis pela
avaliação. “Sem participação da
comunidade científica não haveria nossa agência. O
crivo da Capes é o crivo dos consultores da comunidade
científica”, concluiu.
2ª semana
Na segunda semana, que terminou na sexta-feira, 30, cerca de 200
consultores divididos em onze comissões avaliaram os cursos de
Filosofia/Teologia; Sociologia; Antropologia/Arqueologia; Geografia;
História; Psicologia; Educação; Ciência
Políticas e Relações Internacionais;
Ciências Agrárias e Ciências de Alimentos.
Muitos desses consultores participaram pela primeira vez do processo da
Avaliação Trienal, entre eles está o professor
Arrilton Araujo de Souza, da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (UFRN), que participou como consultor da área de
psicologia. Para ele, o trabalho da comissão foi pesado,
“significa ler três anos de história de cada
programa e conferir dados. Mas ainda assim é muito
interessante”, destacando o crescimento no número de
programas e o aumento do conceito de alguns já existentes. A
comissão de Psicologia contou com 24 consultores e analisaram,
ao longo da semana, 64 programas.
Também participando pela primeira vez da
avaliação, Maria Lourdes Gisi e Marilda Aparecida
Behrens, consultoras da área de educação e
professoras da Pontifícia Universidade Católica do
Paraná (PUC/PR), elogiaram o atendimento oferecido para o
processo. “Desde o começo todas as
explicações foram muito claras. A oficina dada no
começo de junho também foi muito importante para o
trabalho. Só de saber que tinha toda uma assistência
preparada, já dava tranqüilidade, mesmo a
avaliação sendo um procedimento tenso”, relataram.
Na área de educação, 93 programas foram avaliados
por 36 consultores.
Infraestrutura
Pedro Luis da Costa Alves, consultor da área de Ciências
Agrárias I e professor da Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho”, Campus de Jaboticabal
(Unesp/Jaboticabal), enfatizou que a participação da
diretoria da Capes durante o processo de avaliação tornou
o trabalho mais dinâmico. Também citou que o ambiente de
trabalho facilitou o processo de avaliação. “No
caso de Ciências Agrárias, que é uma das maiores
áreas, a repartição do grupo em três salas
foi ideal, pois assim pudemos analisar melhor as sub-áreas de
modo que ninguém incomodasse ninguém. O trabalho foi
muito bem organizado.”
A respeito dos 166 programas avaliados por 40 consultores,
realçou o apoio das instituições e uma maior
preocupação na produção de artigos
científicos de melhor qualidade.
Na área de ciência e tecnologia de alimentos e de
sociologia, as consultoras Sueli Rodrigues, da Universidade Federal do
Ceará (UFC), e Soraya Vargas Côrtes, da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), relataram que o apoio da equipe
foi essencial para o desenvolvimento do trabalho. “A
infraestrutura foi ótima em diversos sentidos. Professores que
participaram de outras avaliações também revelaram
que está muito melhor que em anos anteriores”, disse
Soraya.
Na área de ciência e tecnologia de alimentos, dez
consultores analisaram 38 programas. Em sociologia, 42 programas foram
avaliados por 15 consultores.
Conceitos
A avaliação da pós-graduação stricto
sensu, criada em 1976, é um instrumento de importância
significativa para o fomento, tanto por parte das agências
brasileiras, como dos organismos internacionais.
Os programas recebem conceitos na seguinte escala: 1 e 2, que reprovam
o programa; 3 significa desempenho regular, atendendo ao padrão
mínimo de qualidade; 4 é considerado um bom desempenho e
5 é a nota máxima para programas com apenas mestrado.
Conceitos 6 e 7 indicam desempenho equivalente ao alto padrão
internacional.
O Ministério da Educação, por meio do Conselho
Nacional de Educação, reconhece os resultados da
Avaliação Trienal da Capes. É importante ressaltar
que os cursos que não possuem a recomendação da
Capes, não são autorizados pelo MEC e, por este motivo,
não podem conceder certificados de mestre e doutor.
Os resultados da Avaliação Trienal estão previstos
para serem divulgados no dia 13 de setembro e fornecerão
subsídios para a definição de planos e programas
governamentais de desenvolvimento e investimentos no Sistema Nacional
de Pós-Graduação.
Fonte: Portal Capes
A economia do Brasil em crescimento!
Fonte: Jornal Temas em Debate, 01/08/2010
Carlos Fernando Priess(*)
O Brasil está crescendo a olhos vistos, com um
extraordinário mercado livre e exportando muito, o que fortalece
sobremaneira a nossa economia.
O produto interno bruto (PIB) está se aproximando dos 2
trilhões de dólares, colocando o Brasil como a nona maior
economia do mundo, já desde 2008, conforme cálculos do
FMI e a segunda maior do continente, ficando atrás apenas dos
Estados Unidos. O PIB representa a soma de todos os bens e
serviços finais produzidos numa região, durante um
período determinado, sendo um dos indicadores mais utilizados no
mundo globalizado, com o objetivo de medir a atividade econômica
de uma região.
O Brasil, governado por metalúrgico do ABC Paulista, mas que
sabe das coisas, com um Ministério de primeira grandeza, torna
nossa economia cada vez mais firme, superando os principais reflexos da
recente crise econômica mundial.
Crise que não prejudicou a economia brasileira, que vem
crescendo a uma taxa média de cerca de 5% ao ano, conforme as
estatísticas têm demonstrado e provando que o modo de
crescer que o Governo vem praticando é sustentável.
O país é membro de diversas organizações
econômicas, como o Mercosul, a Unasul, o G8+5 e o G20. Nossos
parceiros comerciais estão na ordem das centenas, com 60% das
nossas exportações principalmente de produtos
manufaturados e semimanufaturados.
O Fórum Econômico Mundial, em sua reconhecida
avaliação, diz que o Brasil foi o país que mais
melhorou em competitividade e satisfazendo as necessidades e
expectativas dos clientes ou cidadãos aos quais estamos
servindo, superando a Rússia pela primeira vez.
Temos hoje um sofisticado setor tecnológico, inclusive,
desenvolvendo ousados projetos, que vão desde submarinos a
aeronaves e um respeitável programa de pesquisa espacial, com um
sofisticado centro de lançamento de satélites, tendo sido
único país do Hemisfério Sul a integrar uma equipe
responsável pela construção de uma importante
Estação Espacial Internacional.
Essa Estação Espacial Internacional, de cujo projeto,
é bom que se diga, teve a participação de
cientistas brasileiros, encontra-se em órbita em torno da Terra
a uma altitude de aproximadamente 360 quilómetros, tipicamente
designada de órbita terrestre baixa. São pontos
importantes e que dão cada vez mais, respeitabilidade ao nosso
país, além de fortalecer a nossa economia.
É também o pioneiro em muitos outros campos
econômicos, incluindo a produção de etanol, que
até os Estados Unidos querem fazer.
O Brasil tem estado, igualmente, na vanguarda do fenômeno das
multinacionais latino-americanas, que, graças à
tecnologia superior e organização, têm virado
sucesso mundial.
Essas multinacionais, tais como, Marcopolo, Braskem, Coteminas,
Embraco, Embraer, Gerdau, Natura, Perdigão, Petrobrás,
Sadia, Vale do Rio Doce, Votorantin e Weg, têm feito essa
transição, investindo maciçamente no exterior, na
região e fora dela, realizando, pois, uma parcela crescente de
suas receitas a nível internacional.
Sem falar que o Brasil é pioneiro nos campos da pesquisa de
petróleo em águas profundas, de onde 73% de suas reservas
são extraídas.
(*) Advogado/economista – carlos@priess.com.br
Diane Ravitch, ex-secretária-adjunta de Educação dos EUA
Fonte: O Estado de S.Paulo
Simone Iwasso
Uma das principais defensoras da reforma educacional americana baseada
em metas, testes padronizados, responsabilização do
professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal
avaliadas, mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que
serviu de inspiração para outros países, entre
eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a
educação, o sistema em vigor nos Estados Unidos
está formando apenas alunos treinados para fazer uma
avaliação. Secretária-adjunta de
Educação e conselheira do secretário de
Educação na administração de George Bush,
Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o
National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos
testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind
e Accountability, que tinham como proposta usar práticas
corporativas, baseadas em medição e mérito, para
melhorar a educação. Suas revisão de conceitos foi
apresentada no livro The Death and Life of the Great American School
System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano),
lançado no mês passado nos EUA. O livro, sem
previsão de edição no Brasil, tem provocado
intensos debates entre especialistas e gestores americanos. Leia
entrevista concedida por Diane ao Estado. Por que a senhora mudou de
ideia sobre a reforma educacional americana? Eu apoiei as
avaliações, o sistema de accountability
(responsabilização de professores e gestores pelo
desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas
as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de
todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais
continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e
identificamos apenas muitas fraudes no processo. Em sua opinião,
o que deu errado com os programas No Child Left Behind e
Accountability? O No Child Left Behind não funcionou por muitos
motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de
ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014.
Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria ? e
não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas
exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir
esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas
estão sendo fechadas porque não atingiram a meta.
Então, a legislação estava errada, porque apostou
numa estratégia de avaliações e
responsabilização, que levou a alguns tipos de
trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de
esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais
seria atingido. Isso também levou a uma redução do
currículo, associado a recompensas e punições em
avaliações de habilidades básicas em leitura e
matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque
pune escolas, diretores e professores que não atingem as
pontuações mínimas. Qual é o papel das
avaliações na educação? Em que elas
contribuem? Quais são as limitações?
Avaliações padronizadas dão uma fotografia
instantânea do desempenho. Elas são úteis como
informação, mas não devem ser usadas para
recompensas e punições, porque, quando as metas
são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar
artificialmente as pontuações. Muitos vão passar
horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os
alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas
disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas
avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas
para dar um retrato da educação, para dar uma
informação. Qualquer medição fica
corrompida quando se envolve outras coisas num teste. Na sua
avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o
gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos
necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles
também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores
para garantir que estão fazendo seu trabalho. E o que ajudaria a
melhorar a qualidade dos professores? Isso depende do tipo de
professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam
professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem
ajudar professores com mais dificuldades. Com base nos resultados da
política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar
a educação? As melhores escolas têm alunos que
nasceram em famílias que apoiam e estimulam a
educação. Isso já ajuda muito a escola e o
estudante. Toda escola precisa de um currículo muito
sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas,
leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem
essa ênfase em um currículo básico e bem
estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para
realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de
responsabilização é danosa para a
educação. Isso leva apenas a um esforço grande em
ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras
maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente,
melhorar a educação. O que se pode aprender da reforma
educacional americana? A reforma americana continua na
direção errada. A administração do
presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que
começamos no governo Bush. Privatizações de
escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com
poucos avanços de maneira geral. E a
responsabilização dos professores está sendo usada
de maneira a destruí-los. Quais são os conceitos que
devem ser mantidos e quais devem ser revistos? A lição
mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos
é que o foco deve ser sempre em melhorar a
educação e não simplesmente aumentar as
pontuações nas provas de avaliação. Ficou
claro para nós que elas não são necessariamente a
mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história,
ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos
formando é uma geração que aprendeu a responder
testes de múltipla escolha. Para ter uma boa
educação, precisamos saber o que é uma boa
educação. E é muito mais que saber fazer uma
prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes,
para que eles aproveitem a educação.
Grupo Multi adquire rede de ensino no Sul
Fonte: 03/08/2010 - Folha.com
O grupo Multi, maior rede de ensino de idiomas do país e
controlador das marcas Wizard, Alps e Skill, fechou a compra da escola
gaúcha Quatrum, especializada em aulas de inglês para
crianças e adolescentes.
A transação inclui a compra de 17 franquias da rede, com
atuação no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O valor
da transação não foi divulgado, mas faz parte de
um plano de aquisições que já soma R$ 100
milhões no ano.
Em janeiro, o grupo adquiriu a SOS Educação Profissional,
e, em junho, a Microlins, ambas no segmento de ensino
profissionalizante.
"O objetivo com a Quatrum é fortalecer os métodos de
ensino para crianças e jovens entre 4 e 16 anos. Hoje, 65% dos
nossos alunos são adultos", afirma Charles Martins, presidente
do conselho de administração.
O plano é manter a marca Quatrum e levar a rede para outros Estados, começando por São Paulo.
Com a incorporação, o grupo Multi passa a ter cerca de
2.800 escolas franqueadas no país e mais de 1 milhão de
alunos, entre o ensino de idiomas e as redes profissionalizantes.
Depois da Quatrum, o grupo pretende fazer mais
aquisições, especialmente de redes regionais com
faturamento de até R$ 20 milhões.
Escolas de outros segmentos também estão na mira.
"Pretendemos analisar escolas que oferecem cursos livres ou até
sistemas de ensino", diz Martins.
Em 2009, a rede faturou R$ 1,1 bilhão. A previsão para 2010 é de R$ 1,6 bilhão.
ENSINO NO EXTERIOR
O Grupo Multi tem hoje 50 escolas de inglês no exterior, em oito
países da América Latina, EUA, Europa e Ásia.
O último avanço regional aconteceu no primeiro trimestre,
com a inauguração de uma escola Wizard em Tianjin, na
China. A unidade tem hoje cerca de 50 alunos.
Um sócio local do grupo Multi, com 15% de
participação, comanda a prospecção de
alunos. A rede estuda um modelo de franquias e a venda de livros de
idiomas.
A atuação na China tem desafiado a rede especialmente no modelo de venda de cursos.
"Enquanto no Brasil muitas vezes o aluno fecha o contrato para o curso
já na primeira visita, na China a venda pode durar semanas. Em
compensação, o aluno paga à vista. Estamos
aprendendo a melhor forma de lidar com esse público", diz
Martins.
Apesar da fase de adaptação às peculiaridades
locais, o grupo Multi acredita que, em breve, o país
trará resultados expressivos.
"Estima-se que 300 milhões de chineses vão precisar falar
inglês. Temos a chance de fazer da China nosso principal mercado
em cinco anos", afirma.
Até 2012, o Grupo Multi pretende chegar a dez escolas na China, com investimentos de R$ 5 milhões.
Denúncias só com nome e sobrenome
Fonte: Jornal A Notícia, 03/08/2010
Práticas irregulares de candidatos já podem ser analisadas pelos juízes eleitorais
Os preparativos para as eleições de 3 de outubro se
intensificaram em Joinville. Com a proximidade do início das
propagandas eleitorais em rádio e na TV – dia 17 agosto
–, as zonas eleitorais da cidade já estão atendendo
a denúncias de eventuais práticas irregulares dos
candidatos. A novidade fica por conta da impossibilidade de fazer
acusações anônimas.
“A apresentação do documento que comprove a
identidade da pessoa é um modo de facilitar nosso trabalho e
mostrar que a denúncia tem, sim, um porquê de
existir”, explica Sérgio Luiz Junkes, juiz da 96ª
Zona Eleitoral, responsável por baixar a
determinação judicial. Até o momento, nenhuma
denúncia foi feita. Em Joinville, são quatro
juízes eleitorais. Mas Junkes é o único que
conduzirá as investigações de propaganda irregular.
A 19ª Zona Eleitoral também analisará
acusações, mas apenas de Garuva e Itapoá. Para
essas cidades, as denúncias anônimas terão
validade. “Não quero desincentivar ninguém. Caso
contrário, poderia intimidar pessoas a fazerem a
acusações”, acredita o juiz Maurício
Cavallazzi Póvoas. Entre as denúncias mais comuns feitas
pela população, está o barulho causado por carros
de sons e a distribuição de produtos.
Para todos os casos, o procedimento de investigação
será o mesmo. O documento contendo a acusação
chegará ao juiz, que analisará em conjunto com os fiscais
eleitorais. Depois de tomados os depoimentos, toda a papelada
será enviada para Florianópolis.
Caberá aos juízes da Capital, no TRE-SC, aplicar as
penalidades ou não. Outro modo de fazer denúncias
é diretamente ao Ministério Público Eleitoral
(MPE), que também pode abrir uma investigação por
conta própria se tiver indícios de irregularidades.
As outras duas zonas eleitorais que existem em Joinville (76ªe
95ª) terão outras responsabilidades. A tarefa será a
de garantir a logística do pleito. “Nas
eleições em níveis estadual e federal, o trabalho
será de organização e de preparação
das eleições”, comenta Tatiane Langaro, chefe da
95ª Zona Eleitoral de Joinville.
Esta semana, serão enviados ofícios para os locais em que
vão ocorrer as eleições e para o Centreventos Cau
Hansen, onde será feita a apuração. A chegada das
urnas eletrônicas ainda não tem data certa para ocorrer.
Segundo o TRE, ainda este mês serão entregues no
batalhão da Polícia Militar, em Joinville.
PF prende policial supostamente envolvido em fraude de prova da OAB
Fonte: G1, 02/08/2010
A Polícia Federal prendeu na última sexta-feira (30) um
policial rodoviário federal supostamente envolvido com a fraude
no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em um desdobramento
das investigações da Operação Tormenta,
deflagrada em junho para investigar suposta quadrilha que fraudava
concursos públicos em todo o país.
O policial já tinha sido preso temporariamente no dia 16 de
junho, quando a operação foi desencadeada e outras 11
pessoas foram presas, também temporariamente. Dessas, seis foram
soltas e as demais tiveram a prisão preventiva decretada para
não atrapalharem as investigações.
Além do policial, a Justiça também determinou a
prisão domiciliar de um advogado envolvido com a quadrilha. Ele
ainda está sendo procurado pelos policiais.
A prisão preventiva do policial rodoviário, que ocorreu
em Guarulhos (SP), foi decretada pela Justiça Federal em Santos
(SP) depois de um pedido feito pela PF no relatório final do
inquérito que investigava especificamente irregularidades no
exame da OAB. A apuração contou com apoio da Corregedoria
da Polícia Rodoviária Federal.
No relatório final sobre as irregularidades no exame da OAB, a
PF indiciou mais de 30 pessoas entre integrantes da quadrilha e
candidatos que teriam se beneficiado com o vazamento da prova. Entre os
crimes investigados estão formação de quadrilha,
estelionato, peculato e receptação. De acordo com a PF, o
grupo teve acesso privilegiado ao exame de 2009, especificamente
à 2ª fase, realizada em fevereiro deste ano e que acabou
cancelada em março.
Investigações
As investigações sobre os demais concursos fraudados pela
quadrilha continuam. Até o dia 22 de junho, 120 pessoas
já tinham sido ouvidas e havia cerca de cem indiciados em toda a
operação.
Além da prova da OAB, a polícia apura irregularidades no
concurso da Receita Federal para auditor fiscal, realizado em 1994, e
no concurso para agente da Polícia Federal, em 2009. A quadrilha
também é investigada por supostas fraudes nos concursos
da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac),
realizado em 2009, e da Agência Brasileira de Inteligência
(Abin).
Quando a operação foi deflagrada, a PF expediu 34
mandados de busca e apreensão, sendo 21 na Grande São
Paulo, 1 no Rio de Janeiro, 3 na região de Campinas (SP) e 9 na
Baixada Santista.
Operação
A PF iniciou a apuração das fraudes após obter
informações durante a investigação social,
uma das fases do concurso para agente de Polícia Federal de
2009. A partir disso, descobriu que a quadrilha atuava em todo o
país, mediante o acesso aos cadernos de questões, antes
da data de aplicação das provas.
O grupo atuava por meio de aliciamento de pessoas que tinham acesso ao
caderno de questões, para acesso antecipado às provas;
repasse de respostas por ponto eletrônico durante a
realização do concurso e a indicação de uma
terceira pessoa mais preparada para fazer o concurso no lugar do
candidato-cliente, disse a PF. A quadrilha fazia ainda
falsificação de documentos e diplomas exigidos nos
concursos quando o candidato não possuía a
formação exigida.
Abin e Anac
Em uma segunda etapa, iniciada em 6 de julho, a Polícia Federal
começou a ouvir 45 pessoas que estariam envolvidas em supostas
fraudes nos concursos da Anac, realizado em 2009, e da Abin, aberto em
2008.
Entre os investigados, 36 teriam tido acesso com antecedência
às provas do concurso da Anac, que teve 81 mil concorrentes a
365 vagas. Desses suspeitos, 11 já tomaram posse, sendo oito em
cargo de analista e três no de técnico.
Em relação à prova da Abin, são nove
suspeitos e um deles tomou posse como oficial de inteligência. O
concurso teve 88,2 mil candidatos disputando 190 vagas. Ambos os
concursos foram organizados pelo Centro de Seleção e de
Promoção de Eventos da Universidade de Brasília
(Cespe/UnB).
Respostas
Na época, a Abin informou que não tinha sido oficialmente
notificada sobre a investigação e que não se
pronunciaria sobre o assunto. E, caso existisse alguma
notificação oficial da PF, poderia haver algum tipo de
manifestação por parte do órgão.
A Anac informou que quando a investigação da PF fosse
concluída e for confirmado o envolvimento dos suspeitos nas
irregularidades o órgão, tomará as medidas
administrativas cabíveis.
A assessoria técnica de comunicação do Cespe/UnB
informou que o acesso privilegiado às provas ocorria durante a
guarda dos malotes de provas, nas dependências da Polícia
Rodoviária Federal. De acordo com a PF, um policial
rodoviário federal preso na operação realizada em
junho teria copiado as provas e repassado aos chefes do grupo.
“O centro, assim como outras aplicadoras, foi vítima da
quadrilha. A Polícia Federal enfatizou que não há
qualquer indício de participação de servidores das
organizadoras”, afirma Ricardo Carmona, diretor-geral do
Cespe/UnB, lembrando que, "de acordo com a PF, a quadrilha
também tentou fraudar outros concursos do Cespe/UnB, mas
não obteve êxito em burlar o sistema de segurança
adotado pela instituição".
A organizadora informou ainda que a metodologia desenvolvida pela PF
durante as investigações das fraudes também
será utilizada pelo Cespe/UnB.
A instituição ressalta que os concursos não
serão anulados, pois os fraudadores estão sendo punidos.
“Não há razão para prejudicar os candidatos
aprovados que agiram de boa fé e esses são a
maioria”, diz Carmona.
Quadrilha cobrava até US$ 150 mil
De acordo com a PF, a quadrilha chegava a cobrar até US$ 150 mil
de cada candidato. “O concurso da OAB eles cobravam R$ 50 mil,
para agente da PF US$ 50 mil e já temos conhecimento de que para
o concurso para delegado da Polícia Federal eles iriam cobrar
US$ 150 mil”, afirmou Salem em junho.
De acordo com a polícia, o grupo atuava por meio de aliciamento
de pessoas que tinham acesso ao caderno de questões. Atuava no
repasse de respostas aos candidatos por meio de ponto eletrônico
durante a realização do concurso e ainda indicava uma
terceira pessoa mais preparada para fazer o concurso no lugar do
candidato. Ainda segundo a PF, a quadrilha fazia
falsificação de documentos e diplomas exigidos nos
concursos quando o candidato não possuía a
formação exigida.
A nova face do Brasil
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 03/08/2010 às 11:02 hs.
Num país onde a mudança tem sido uma constante há
pelo menos 7 décadas, é apenas normal que os resultados
de cada recenseamento sejam aguardados com mais interesse que os
anteriores, de 10 anos atrás. Ainda assim, a expectativa em
torno do que revelará o 12.º Censo Demográfico da
história nacional, iniciado domingo pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), parece mais justificada desta
vez.
A explicação está na aceleração e
amplitude das transformações vividas pela
população neste primeiro decênio do século
21. Uma combinação excepcional de estabilidade
macroeconômica com aquecimento da demanda global e a
implantação de ambiciosas políticas sociais
permitiram a dezenas de milhões de brasileiros migrar de classe
de renda, o que se refletiu no seu padrão de gastos,
hábitos de consumo, atitudes e condições de vida
em geral. Para não retroceder ainda além no tempo, o
Brasil mudou mais e para melhor entre 2000 e 2010 do que entre 1991 e
2000.
Para captar essa metamorfose e os seus efeitos para a fisionomia do
País, também o IBGE está mais apetrechado do que
antes. Ampliou-se de tal modo o escopo dos questionários do
Censo - com um mínimo de 37 itens a serem cobertos e um
máximo de 108, quando for o caso -, que o chamado retrato do
Brasil promete ser uma mina de informações. Sempre algo
fica de fora, ou porque o custo adicional não compensaria a
inclusão (o Censo custará cerca de R$ 1,7 bilhão)
ou porque oneraria além do razoável a paciência do
entrevistado. Talvez até se possa dizer que o que o IBGE
deixará de perguntar não vale a pena saber.
Este ano, nos 58 milhões de domicílios que os 192 mil
recenseadores pretendem visitar em 5.565 municípios -
além dos emigrantes a serem contados no exterior - os
respondentes dirão, pela primeira vez, se têm renda
derivada de programas sociais, se entre os moradores há
cônjuges do mesmo sexo, se falam línguas indígenas,
se têm motocicletas, quanto tempo gastam para ir até o
lugar de trabalho ou de estudo, se têm certidão de
nascimento, se vivem em habitações coletivas, como
penitenciárias, entre outras coisas. O levantamento
incluirá ainda dados sobre o entorno das moradias
(calçamento, iluminação pública, esgoto a
céu aberto e depósitos de lixo).
O Censo, como se sabe, é a principal fonte de
informações dos governos para a definição
de políticas públicas, além de balizar a
distribuição do Fundo de Participação dos
Municípios e orientar a representação parlamentar
dos Estados e municípios. As forças sociais sabem que a
sua capacidade de influir nas leis e programas de seu interesse depende
da sua expressão demográfica e condições
correlatas captadas pelo recenseamento. Uma de suas
funções, lembra o ex-presidente do IBGE Simon
Schwartzman, é "classificar pessoas de diferentes maneiras,
gerando expectativas de direitos".
Exatamente por isso, pelo menos desde o Censo passado grupos
étnicos lançam campanhas para que os entrevistados
"assumam" o que seria a sua presumível identidade. Os movimentos
racialistas incentivam as pessoas a se declararem negras (em vez de
pardas, por exemplo). Em 2000, negros e pardos somavam 47% da
população. O IBGE oferece 3 outras opções
de "cor ou raça": branca, amarela e indígena. O formato
do Censo, por sinal, resulta de uma negociação aberta,
com a conciliação de demandas diversas a se somarem aos
itens clássicos - idade, sexo, estado civil, religião,
níveis de educação e saúde, emprego e
condições do domicílio.
Alguns resultados não surpreenderão. É o caso de
tendências demográficas consolidadas, como a
redução da mortalidade infantil e da fecundidade
(número de filhos por mulher), o aumento da expectativa de vida
e da proporção de idosos numa população que
cresce à razão de 1,5% ao ano e que acaba de ultrapassar
a marca de 190 milhões. "O Censo prepara o País para a
próxima década", resume o presidente do IBGE, Eduardo
Nunes. Os brasileiros só têm a ganhar acolhendo os
recenseadores e respondendo com a verdade ao que indagarem.
Fonte: O Estado de São Paulo
Dionísio Dias Carneiro, nossa educação e riqueza
Fonte: O Estado de S.Paulo, 03/08/2010
Ilan Goldfajn
Estou em férias. Pela janela, Veneza e sua beleza ímpar.
Não há ruas, mas canais fluviais. Não há
carros, mas barcos e gôndolas. A sua arquitetura nos remete aos
dias de Marco Polo e seu poderio comercial na Idade Média. Vejo
hoje uma cidade próspera e bonita. Fico meditando sobre a
riqueza das cidades e dos países: o que os faz ricos, como se
mantêm prósperos por séculos?
A notícia do falecimento de Dionísio Dias Carneiro - meu
orientador, colega e amigo - chega tristemente. Lembro-me do seu gosto
por ler, escrever e ensinar. É a resposta à riqueza
persistente das nações: a capacidade de acumular
conhecimento, utilizá-lo produtivamente e transmiti-lo por
gerações é que torna (e mantém) as
nações ricas. O Brasil enfatiza hoje grandes obras para o
desenvolvimento, como na época do milagre. Mas a grande obra
será o milagre de revolucionar a educação no
Brasil.
Dionísio Dias Carneiro tinha apreço pelo conhecimento e
pela formação de pessoas, atributo raro no Brasil.
Dionísio dedicou a vida a estudar, ler, escrever e formar seus
alunos, que foram muitos. Todos orientados a seguir o rigor intelectual
e a imparcialidade na análise econômica. Seu uso ideal de
tempo era debater temas econômicos relevantes com um punhado de
colegas e muitos alunos.
Dionísio teve uma vida pública destacada no governo, na
academia e no setor privado. Ao longo da carreira, suas colunas
quinzenais sempre iluminaram os seus leitores. Assim como seus
comentários semanais iluminavam seus clientes. Suas
contribuições eram profundas e variadas.
O seu legado foi institucionalizado. Ele contribuiu decisivamente para
a construção do Departamento de Economia da PUC-Rio
há algumas décadas e, mais recentemente, para a
criação do Instituto de Estudos de Política
Econômica (Iepe da Casa das Garças), um espaço novo
para o debate livre sobre temas econômicos relevantes. Poucos
brasileiros se podem orgulhar de tamanho legado como o de
Dionísio.
Essas obras de Dionísio Dias Carneiro são parte da
riqueza do Brasil, que vai além do acúmulo de
edificações, máquinas e as (essenciais) obras de
infraestrutura. De fato, o atual objetivo primordial econômico do
Brasil parece ser acumular capital para crescer mais rápido, por
mais tempo. Vivemos no mundo do PAC 1, PAC 2, Belo Monte e outras
grandes obras. Todas são essenciais, todas necessárias
para evitar gargalos no futuro (nada de apagão e outras pragas!).
Mas acumular capital na forma tradicional (e antiga) não basta.
É preciso ênfase no acúmulo de conhecimento, na
formação de indivíduos que sejam capazes de ser
produtivos, de resolver problemas e liderar. O Brasil precisa de mais
capital humano.
No mundo de hoje, o acúmulo de capital humano tem
contribuído decisivamente para elevar o crescimento mundial.
Países capazes de transmitir mais conhecimento e usá-lo
de forma produtiva têm crescido mais. É o mundo das ideias
(aplicado aos serviços e à indústria) que tem
predominado. Os países que almejam desenvolver-se têm
investido na educação, formal e informal, na
formação do trabalhador. Muitos acreditam que
países como a Coreia do Sul se desenvolveram escolhendo
indústrias vencedoras e depreciando artificialmente o
câmbio (para poderem exportar mais e crescer). Mas se esquecem da
revolução na educação que ocorreu por
lá.
No Brasil houve bastante avanço na educação,
principalmente no acesso das crianças ao ensino fundamental e
médio: praticamente todas as crianças já
frequentam o ensino fundamental e mais de 80%, o ensino médio.
No entanto, apesar dos avanços no acesso, a qualidade da
educação escolar ainda é ruim. Continuamos com mau
desempenho nos testes de proficiência, em todos os níveis
de educação, tanto em termos absolutos quanto relativos
ao restante do mundo (somos piores mesmo se comparados com
países na mesma faixa de renda). Quase 80% dos nossos alunos de
15 anos não obtiveram a proficiência mínima em
Matemática (comparados com apenas 2% na Coreia do Sul). Em
leitura e Ciências, 64% e 57% não obtiveram a
proficiência mínima (comparados com zero e 2% na Coreia do
Sul).
Além da experiência internacional, há sinais de que
melhorias na educação, no Brasil, podem alavancar o
crescimento no País. Pelo menos se depender do retorno privado
de investir na educação: quem consegue adquirir mais
educação tem como benefício uma renda muito maior
na sua carreira.
Interessante é que apenas gastar mais não resolve.
Gasta-se no Brasil em educação o equivalente ao que se
gasta na Coreia do Sul (acima de 4% do produto interno bruto), com
resultados bem inferiores. Não basta simplesmente realocar
recursos para educação, é necessário
planejar e colocar os incentivos corretos para que professores e
escolas levem os alunos a um desempenho melhor.
Em suma, pensando na prosperidade (no Brasil, não em Veneza!),
houve tantos avanços nos últimos anos, mas ainda
há muito por fazer. Não faltam reformas a implementar,
algumas quase invisíveis para o grande público.
Há, hoje, uma oportunidade única para avançar,
calcada nos alicerces atuais. Porém é necessário
ter a humildade de reconhecer que não basta o que já foi
feito.
A vida de Dionísio foi de dedicação e
paixão até o fim. Deixou o que enriquece uma
nação: instituições que vão
permanecer conosco. Mas também um expressivo número de
ex-alunos e orientandos, nas mais diversas áreas, que seguem sua
paixão pelo conhecimento e pela educação. É
um legado e tanto, meu amigo.
Como o Google pode ajudar a mudar o rumo da sua Empresa?
Fonte: http://blog.valedaweb.com.br/como-o-google-pode-ajudar-a-mudar-o-rumo-da-sua-empresa/, 22/06/2010
O Google atualmente detém 95% das buscas realizadas no Brasil e um total de 63% nas buscas realizadas no Mundo.
Com o passar dos anos o Google passou a ser uma referência em
busca e em diversos outros serviços, sendo na sua maioria sempre
gratuitos. Com este crescimento gigante do Google as empresas têm
excelentes oportunidades de se destacarem, se mostrando ao mundo
literalmente.
Um reflexo do crescimento do Google é uma nova visão das empresas em relação ao marketing digital.
Para se ter uma idéia há alguns anos atrás ter
apenas um site era o bastante. Hoje as empresas também procuram
resultados, que vêem através do marketing digital e na sua
maioria de mecanismos de busca como o Google.
Então! Como o Google pode realmente ajudar a sua empresa? Veja
as principais opções para obter resultado com seu site
através do Google:
Tratando-se de resultados buscas, existem duas formas que lideram o momento atual da internet:
Google Gratuito (Resultados Orgânicos);
Google Pago – Adwords (Link Patrocinado).
Importante: muitas vezes você vai ouvir falar sobre SEO (Search
Engine Optimization – Otimização de Sites para
Buscadores) e SEM (Search Engine Marketing – Marketing em Sites
de Busca), não procure se preocupar com estes termos, apenas
tente compreender as explicações abaixo.
Google Gratuito (Resultados Orgânicos): a parte em vermelho na
figura acima mostra o local dos resultados gratuitos do Google, ou
seja, para o seu site estar posicionado neste local o site depende de
vários fatores. Alguns especialistas chegam a dizer que estes
fatores passam de 1.000, já outros mais modestos estipulam um
máximo de 200 fatores. O maior problema de todos é que os
fatores mudam de acordo com o Google, ou seja, podemos considerar o
Google neste ponto um organismo vivo, pois quando os especialistas
identificam os fatores, o Google muda, altera e faz algo diferente, e
assim a cada dia os engenheiros do Google criam novas formas de filtrar
o melhor resultado para entregar ao seu usuário que faz
uma busca.
Prós: após conseguir chegar às primeiras
colocações, a possibilidade de ficar no topo por um bom
tempo é grande, claro que isso depende de alguns fatores como:
deixar o site bem atualizado, ter um bom conteúdo relacionado ao
que você vende ou trabalha e muitos outros fatores.
Contra: O tempo para obter um bom resultado é de três a
seis meses, isto para casos com foco regionalizado, em caso de sites
com foco nacional, o tempo pode ir muito além.
Google Adwords ou Link Patrocinado: a parte em azul na figura acima
mostra o local dos resultados pagos, o famoso Google Adwords, conhecido
também como links patrocinados. O Google Adwords é uma
das principais fontes de renda do Google, e a cada dia são
diversos novos anunciantes, fazendo com que a concorrência fique
dia-a-dia mais acirrada, gerando assim um leilão de palavras
chaves. No Google Adwords cada palavra ou frase tem um custo, sendo
assim quem gastar mais no Google terá uma melhor
posição e também mais acessos em seu site, sendo
que o anúncio precisa ser bem direcionado ao que você
está tentando vender. A cobrança é feita somente
quando um internauta busca algo no Google e depois clica em cima do
anúncio, ou seja, só é feita a cobrança se
houver um clique para o site do anunciante, em resumo, podemos dizer
que esta política de cobrança é interessante,
diferente de alguns sites que cobram por visualizações.
Prós: o resultado é praticamente imediato, basta fazer um
cadastro e criar sua campanha no Google Adwords, e claro, fazer
também um pagamento inicial no valor mínimo de R$ 20,00
para ativação e mais um valor inicial que você
achar interessante para começar a anunciar, este valor depende
de vários fatores, consulte um especialista para saber mais
sobre isto. Depois de feito o pagamento, no máximo em 24h seu
anúncio começará a ser exibido. Há
também a forma de pagamento via cartão de crédito,
o que faz o anúncio aparecer em alguns minutos após a
confirmação da operadora de cartão de
crédito.
Contra: você, literalmente, nunca poderá parar de pagar o
Google, do contrário seu site não irá mais
aparecer na pesquisa do Google.
Pesquisador publica dados de mais de 100 milhões de usuários do Facebook
Fonte: Folha Online
Um pesquisador em segurança dos Estados Unidos divulgou um
arquivo cujo conteúdo engloba nomes, endereços de perfil
e números únicos de identificação de mais
de 100 milhões de usuários do Facebook. As
informações são do blog Bits, do jornal "The New
York Times" de quarta-feira (29). Segundo o site de economia da CNN,
foram dados de em torno de 170 milhões de usuários.
Segundo o diário, os dados foram extraídos por meio de um
diretório público do Facebook, cuja função
é possibilitar a criação de listas de
usuários que compartilharam algum tipo de
informação do perfil com qualquer um na internet. Os
dados foram coletados e publicados no BitTorrent, e têm 2,8
Gbytes de tamanho. O arquivo também inclui os códigos de
programação usados pelo pesquisador em segurança
Ron Bowes, da empresa Skull Security.
Em comunicado, o Facebook disse que o nome daqueles usuários na
lista não representam uma ameaça para os que se sentem
confortáveis em compartilhar informações.
"Pessoas que usam o Facebook têm o direito de compartilhar apenas
o que elas querem, com quem elas querem, e quando elas quiserem. Nossa
responsabilidade é respeitar suas vontades. Nesse caso, a
informação que as pessoas concordaram em tornar
pública foi coletada por um único pesquisador", afirma a
nota.
O "NYT" diz ainda que, em um post no blog da companhia, Bowes disse que
decidiu compilar a lista de informações de
usuários e compartilhá-la on-line a fim de mostrar que
há um "problema de privacidade assustador" que envolve uma
maneira de compartilhar informações com o resto da
internet por intermédio do Facebook.
Até o fechamento da reportagem, o site da companhia estava fora
do ar. O motivo que levou o especialista em segurança a
compartilhar os dados não está claro.
Gigantes perdem oportunidades à espera de aprovação para fusões
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 31/07/2010 às 08:40 hs.
Uma ideia que entusiasma o presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva, é estimular a
formação de grupos brasileiros com musculatura para atuar
como transnacionais. Algumas das maiores empresas brasileiras
embarcaram nesse projeto e, por meio de fusões e
aquisições, ganharam estatura para dar esse salto, mas
há um entrave dentro da própria casa de Lula: o sistema
brasileiro de defesa da concorrência no mercado interno,
representado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o
Cade. É na mesa de seus conselheiros que estão os
processos que aguardam a aprovação de uniões de
companhias que envolvem bilhões, mas que não têm
prazo para serem concluídos.
Um exemplo é o Grupo Pão de Açúcar, que em
junho do ano passado comprou o Ponto Frio e assim superou a rede rival
Carrefour. Só no segundo trimestre deste ano, a receita
combinada das duas companhias agora unidas bateu R$ 7 bilhões.
Mas a união das empresas ainda depende do aval do Cade. Ainda
que elas estejam operando juntas, sem essa definição
existem passos que não podem ser dados, como eliminar
negócios que se sobrepõem entre as duas redes ou cortar
postos redundantes. Em suma, fazer economia e aproveitar mercados.
Outra fusão envolvendo o grupo de Abílio Diniz que
também está tramitando na burocracia federal é a
que envolve a Casas Bahia, ocorrida este ano. E há risco de veto
à união, pois ela deixaria a empresa numa
liderança muito folgada no ramo do varejo, com suposto
prejuízo à concorrência interna. O faturamento
anual das três empresas (Pão de Açúcar,
Ponto Frio e Casas Bahia) chegaria a R$ 40 bilhões.
A união entre as processadoras de alimentos Sadia e
Perdigão também aguarda o sinal verde do Cade, há
um ano. A companhia resultante da fusão, a Brasil Foods, se
tornou a quarta maior exportadora brasileira e faturou R$ 9,2
bilhões no mercado externo no ano passado. Mas o grupo carrega o
peso de não conseguir unir oficialmente suas
operações, deixando de aproveitar diversas sinergias.
Para o mercado, o que existe é a Brasil Foods, mas do ponto de
vista administrativo a Sadia e a Perdigão continuam funcionando,
emitindo notas separadamente e mantendo estruturas paralelas de
recursos humanos e tributação, por exemplo, o que se
traduz em desperdício de dinheiro. Situação
semelhante enfrentam os bancos Itaú e Unibanco, que anunciaram a
fusão em novembro de 2008 no valor de ativos combinados de R$
575 bilhões. Pouco mais de um ano depois, esses ativos já
atingem a marca de R$ 634,7 bilhões, o que faz da sociedade o
maior dos conglomerados financeiros privados da América Latina.
O mandato do presidente Lula está perto do fim e com ele vai
embora um fiador do processo de internacionalização
dessas empresas. Elas temem que possam ocorrer restrições
às uniões, como na criação da Ambev (Brahma
e Antarctica se juntaram, mas marcas menores que estavam na parceria
não puderam ser aproveitadas) e na compra da Brasil Telecom pela
Oi (elas tiveram de manter os serviços de internet móvel
separados para que o negócio fosse aprovado). Pior foi o caso
entre Nestlé e Garoto, no qual o Cade determinou a
dissolução do negócio.
O Cade informa que não há um prazo para análise
das operações. Parte da demora ocorre porque, para julgar
os processos, ele depende de pareceres da Secretaria de Acompanhamento
Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, e da
Secretaria de Direito Econômico (SDE), vinculada ao
Ministério da Justiça. Além disso, os conselheiros
podem pedir opinião de outros órgãos, como
agências reguladoras e Banco Central.
Um projeto de lei propõe um prazo máximo de 180 dias
úteis para apreciação de casos complexos e 20 dias
úteis para os mais simples, mas este também está
tramitando, sem muita velocidade, pelo Senado.
As empresas foram procuradas pela reportagem para comentar sobre a
demora nos processos, mas não deram informações.
Redação Terra
Luciana Cobucci
Direto de Brasília
Fonte: Terra - ECONOMIA
Grupo americano Washington Post vende revista Newsweek
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 03/08/2010 às 11:49 hs.
Valores da transação não foram divulgados. Novo
dono promete manter empregos da maior parte dos funcionários.
O grupo americano de mídia Washington Post anunciou, nesta
segunda-feira (02), a venda da revista Newsweek para o grupo Harman
International Industries. Os valores da transação
não foram divulgados.
Uma das principais revistas norte-americanas, a Newsweek era parte do
grupo do Post há 50 anos. A crise econômica e a
concorrência do noticiário online fizeram a revista
encerrar 2009 com um prejuízo de cerca de US$ 30 milhões,
após quedas tanto no número de anunciantes quanto na
circulação.
Em nota, o presidente do grupo Washington Post, Donald Graham, afirmou
que o novo dono da Newsweek, o milionário Sidney Harman, de 91
anos, se comprometeu a manter a maioria dos funcionários.
Fonte: www.administradores.com.br
Controladores querem abrir o capital até 2013
Fonte: 03/08/2010 - FOLHA DE S. PAULO – SP
Criado em 1987 pelo professor de inglês Carlos Wizard Martins,
53, o grupo Multi, que dobrou seu faturamento desde 2008, prepara-se
para abrir o capital.
Controlado por quatro membros da família Martins -além do
fundador, são sócios a mulher Vânia, 53, e os
filhos gêmeos Charles e Lincoln-, o grupo contratou auditores
externos e criou um conselho de administração com membros
independentes para profissionalizar sua gestão.
Apesar da preparação, ir à Bolsa não
é prioridade imediata. "O IPO é um meio, não um
fim. Não precisamos de dinheiro agora para
aquisições. O ideal é abrir o capital em
até três anos", diz Charles Martins, presidente do
conselho.
Empresas começam a adotar padrões internacionais de contabilidade este ano
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 03/08/2010 às 11:55 hs.
03/08/2010 - O processo de convergência e adaptação
dos balanços do Brasil às IFRS não descaracteriza
a contabilidade brasileira, mas permite que ela seja comparada no
mercado internacional de forma igualitária
Agência Sebrae de Notícias
Rio de Janeiro - As empresas brasileiras terão de ajustar os
seus balanços às Normas Internacionais de Contabilidade
(IFRS, do inglês Internacional Financial Reporting Standards) a
partir deste ano. As novas regras deverão ser adotadas
não só nas grandes empresas, mas também nas
demonstrações financeiras de médias e pequenas
corporações, afirmou o presidente do Conselho Federal de
Contabilidade (CFC), Juarez Domingues Carneiro.
Para disseminar as informações sobre o tema, o CFC e
outras entidades realizam a partir desta segunda-feira (2), no Rio de
Janeiro, o seminário IFRS para Pequenas e Médias Empresas.
A ideia, segundo o presidente do CFC, é formar multiplicadores
para aplicação dessas normas internacionais nas empresas
de pequeno e médio porte, de modo a facilitar os negócios
no cenário externo.
"O que existia, até alguns anos atrás, é que
muitas empresas brasileiras de pequeno e médio porte, com
potencial de exportação, acabavam esbarrando, muitas
vezes, no nível de comparabilidade da contabilidade. A
análise das demonstrações, dos balanços,
era feita de forma injusta, porque adotava os padrões dos
países onde era feita a demanda, desconsiderando a forma como
nós apresentávamos".
Cerca de 700 pessoas, entre contadores de pequenas e médias
empresas, professores universitários e estudantes do curso de
ciências contábeis participarão do evento, que
contará com a presença de instrutores do Comitê
Internacional de Normas Contábeis. Também haverá
transmissão online para que todos os conselhos regionais de
Contabilidade possam acompanhar as palestras. "Eles têm o
compromisso de, depois, multiplicar esse conhecimento dentro de cada
estado."
O processo de convergência e adaptação dos
balanços do Brasil às IFRS não descaracteriza a
contabilidade brasileira, mas permite que ela seja comparada no mercado
internacional de forma igualitária. Carneiro frisou que a partir
da adoção dessas normas internacionais, qualquer empresa
brasileira tem condições de ingressar no mercado
exterior, com o mesmo nível de comparabilidade.
De acordo com o presidente do CFC, o Brasil será o primeiro
país do mundo a ter todas as empresas adequadas às normas
internacionais.
As companhias de grande porte foram as primeiras a implantar as normas
internacionais do comitê, pois têm ações
negociadas em Bolsas de Valores e participam do mercado internacional
há mais tempo, explicou Carneiro.
As Normais Internacionais de Contabilidade foram adotadas primeiramente
pela União Europeia, em 31 de dezembro de 2005, visando a
harmonização dos balanços. Atualmente, 117
nações já adotam ou estão em fase de
implantação dessas normas, estabelecidas pelo
Comitê Internacional de Normas Contábeis.
Fonte: www.administradores.com.br