03/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Quem pagou taxa do Enem fora do sistema MEC deve enviar comprovante ao Inep

Educação como processo de vida

Se é importante fazer faculdade

Não é correto cultiva a expulsão de alunos como rotina

Meninos têm risco 67% maior de ir mal na escola, diz pesquisa

O gargalo da formação

Salário de professor varia até quatro vezes entre Estados

Faculdades têm matrículas suspensas

Melhor universidade do Brasil, a USP é uma das top 200 no mundo

36,1% dos professores de escolas cearenses não têm diploma

Presidente da Capes abre a terceira semana de Avaliação Trienal

A economia do Brasil em crescimento!

Diane Ravitch, ex-secretária-adjunta de Educação dos EUA

Grupo Multi adquire rede de ensino no Sul

Denúncias só com nome e sobrenome

PF prende policial supostamente envolvido em fraude de prova da OAB

A nova face do Brasil

Dionísio Dias Carneiro, nossa educação e riqueza

Como o Google pode ajudar a mudar o rumo da sua Empresa?

Pesquisador publica dados de mais de 100 milhões de usuários do Facebook

Gigantes perdem oportunidades à espera de aprovação para fusões

Grupo americano Washington Post vende revista Newsweek

Controladores querem abrir o capital até 2013


Empresas começam a adotar padrões internacionais de contabilidade este ano

Quem pagou taxa do Enem fora do sistema MEC deve enviar comprovante ao Inep
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 03/08/2010 às 09:02 hs.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, identificou que alguns candidatos pagaram a taxa de inscrição por meio de guias de recolhimento da União (GRUs) geradas fora do sistema do Ministério da Educação (MEC). Por esse motivo, algumas inscrições permanecem pendentes porque a taxa consta como não paga.
Os estudantes nesta situação - e tenham efetuado o pagamento até a data limite de 23 julho - devem enviar os comprovantes ao Inep até as 18h sexta-feira (6). O documento pode ser enviado por meio de fax pelo telefone (61) 2022-3300 ou pelo site do Inep na seção Fale Conosco.
O Inep não soube informar o número de candidatos com o pagamento da taxa pendente, mas o participante pode consultar sua situação pelo site do Enem no endereço www.enem.inep.gov.br, a partir do número de inscrição.
Fonte: Jornal Primeira Hora

Educação como processo de vida
Fonte: O Tempo, 03/08/2010 - Belo Horizonte MG
Oswaldo Antunes
O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) mostra uma educação com problemas: 24 mil escolas não oferecem igualdade social. A se considerar "educação como prática de liberdade" (Paulo Freire), o ensino deve ser politizado e popularizado. É hora de entender que não será possível desenvolver o homem integral sem educação. O candidato à Presidência da República que quiser fazer isso necessita ter na bagagem uma pedagogia democrática e não antiquada. E o que se está vendo são programas antigos para melhora da alfabetização. É roupagem nova para jargões da escola baseada na memorização: melhorar salários e aumentar o número de professores, além de assegurar a promoção do aluno. Não se cogita possibilitar a todos a conquista da liberdade e da cidadania. No entanto, educação é processo de vida. E para ensinar a viver a escola deve ser uma sociedade em miniatura. Já se foi o tempo em que o aluno era colocado diante de fórmulas matemáticas esotéricas para advinhação. Os estudiosos entenderam que não adianta somar pontos com o propósito de passar de ano.
Talvez porque Deus seja mesmo brasileiro, temos experiência sugestiva e bastante curiosa. Está diante de nós um fenômeno de sucesso na política, graças a uma educação popularesca. Pode-se discordar quanto a ser um bom exemplo, mas é significativo para que se entenda a necessidade de prática educativa orientada para as necessidades políticas. Trata-se da conquista do governo pelo iletrado e atual presidente Lula. Ele comprova o sucesso de um tipo de educação não costumeira nos bancos escolares. O presidente aprendeu com a vida. Seu círculo de cultura foi o meio social em que viveu. Saiu do pau de arara, aprendeu a conquistar posições de chefia e acabou no topo.
Pouco brilhante, Lula é verboso para consumo próprio, sem o bacharelismo que ensinou, e ainda ensina, as regalias da elite. E com seu matreiro autodidatismo, conquistou uma parcela formidável da opinião pública. Ele lembra um outro fenômeno, Aberlado Barbosa, o Chacrinha dos bons tempos, aquele que Carlos Lacerda, o comunicador por excelência, admirava. Por esperteza ou por não poder, livrou-se da alfabetização pura e simples, reservada aos que são considerados "fora da história". Obteve o ensino não reservado às massas. E esse exemplo às avessas mostra como é necessário estabelecer uma pedagogia democrática.

Se é importante fazer faculdade
Fonte: Clipping Educacional Consae - Zero Hora, 30/07/2010 - Porto Alegre RS
Eduardo Jablonski 
Hoje, pouco antes de começar minha aula, ouvi aluna defendendo a seguinte opinião: “Para que fazer faculdade? Depois ficaremos obrigatoriamente desempregados. Todos os meus conhecidos que se formaram não trabalham na área.” Aristóteles que me perdoe, mas ela tem e ao mesmo tempo não tem razão. Pela minha experiência, acompanhando a carreira de centenas e até milhares de pessoas nos últimos 20 anos, concluo que as pessoas graduadas com nível superior se dividem em três grupos. O primeiro abriga os relapsos, os que não gostam de estudar, os que faltam muitas aulas, os que copiam trabalhos de colegas ou da internet, os que não prestam atenção na fala do professor, os que não leem a bibliografia solicitada, os que não pesquisam, os que não procuram livros sobre a matéria, para tentar se aperfeiçoar, os que faltam às  aulas quando há palestras. Esses caras jamais conseguirão trabalhar na área na qual se formaram. Se arranjarem vaga, será com certeza por tempo reduzido. A incompetência os demitirá. Sei de jornalista de meio impresso que acha que repórter não precisa dominar a gramática da Língua Portuguesa. É por pensar assim que ele, em 15 anos de profissão, tendo se formado em grande universidade, nunca obteve espaço em grandes jornais.
O segundo grupo engloba pessoas que fazem tudo pela metade. Estudam um pouco, leem alguma coisa, prestam atenção no professor, têm alguma assiduidade. Mas não são dedicados, não se esforçam tanto quanto seria necessário, não suam sangue para obter promoções ou empregos importantes. Esses indivíduos vão  trabalhar na área, sim, mas não atingirão os melhores postos, a não ser por milagre ou por amizade. O terceiro grupo envolve os estudiosos, os que leem a respeito do campo que escolheram o tempo todo, os que passam a madrugada sobre os livros, os que estudam regularmente e, quando necessário, param tudo para estudar ainda mais. Esses homens e mulheres serão os vencedores de amanhã. Talvez nunca fiquem desempregados. Conheço dezenas e até centenas de casos em cada um desses grupos e nunca vi exceção. Abri essa alternativa, porque não sou o dono da verdade. Posso estar equivocado. Mas, concluindo, não é verdade que não adianta estudar, que é perda de tempo. Quem se dedica se dá bem, e quem não se dedica se dá mal. É simples assim. A verdade em geral é simples. 

Não é correto cultiva a expulsão de alunos como rotina
Fonte: Informativo Confenen On line
No horário reservado para resolver questões burocráticas, aparece na sua frente um aluno que foi expulso da classe. Você acha que o melhor caminho é conversar com ele ou dar-lhe uma bronca e que isso vai resolver o problema. Que nada! Na semana seguinte, vem outro e depois outro. Além de atrapalhar a rotina e tornar a sua sala um lugar temido pelos jovens, a falta de atitude dos gestores para diminuir as expulsões de sala de aula pode tornar comum uma prática que deveria ser exceção. Em pesquisa realizada este ano em escolas do estado de São Paulo por Luciene Tognetta e Telma Vinha, da Universidade Estadual de Campinas, 82% dos alunos disseram que já foram expulsos ou viram algum colega sendo colocado para fora de aula por comportamento inadequado.
À escola cabe identificar e analisar os motivos de atitudes inadequadas por parte dos estudantes e dos professores e funcionários. Uma primeira medida é levantar questões como: é sempre o mesmo aluno que é convidado a se retirar da sala? Ou é determinado professor que tem o hábito de expulsar? Que atitude levou à exclusão? As respostas vão apontar os caminhos para a ação: caso seja sempre o mesmo aluno, vale investigar como estão o desempenho dele, a participação na aula e o relacionamento com os colegas. Se é um docente que tem por costume tomar essa medida, é preciso saber o que o incomoda e oferecer maneiras de resolver conflitos. Como é a postura dele durante a aula? Os alunos entendem as atividades propostas?
É bom lembrar que algumas regras de convivência precisam ser discutidas pelos alunos para que eles também se sintam responsáveis por cumpri-las. E os critérios para punições estão entre elas. A escola é um espaço educativo e as situações de resolução de conflitos são ricas para que os alunos aprendam valores e atitudes da boa convivência social.
 
Meninos têm risco 67% maior de ir mal na escola, diz pesquisa
Fonte: Portal G1, 27/08/2010
Alunos do sexo masculino têm mais problemas de conduta. Estudo ouviu mais de 9.000 crianças em 16 estados
Do G1, em São Paulo 
Uma pequisa feita pelo Instituto Glia, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, da Universidade La Sapienza de Roma e do Albert Einstein College of Medicine de Nova Iorque, aponta que os meninos apresentam um risco 67% maior de ter um baixo desempenho escolar do que as meninas. O estudo chamado de Projeto Atenção Brasil (PAB) avaliou 9.149 crianças e adolescentes de 16 estados e 81 cidades brasileiras. Segundo a pesquisa, os meninos são mais afetados pois apresentam mais problemas de conduta, hiperatividade, problemas com colegas e de comportamento social, enquanto as meninas apresentam maior número de sintomas emocionais.
Nos meninos, segundo o estudo, o impacto dos sintomas é maior que nas meninas, portanto, apresentam  maior risco de transtornos mentais (14,9% contra 10,5%). A pesquisa mostra, ainda, que os meninos são mais “irrequietos” e “hiperativos”, mais frequentemente “apresentam acessos de raiva e birras”, “preferem brincar só”, “brigam com outras crianças”, “distraem-se com maior facilidade”, “mentem”, “enganam”, “roubam” e “são perseguidos por outras crianças”. As meninas, por sua vez, mais frequentemente “têm consideração pelos sentimentos de outras pessoas”, “são mais prestativas com alguém que parece magoado”, “têm uma boa amiga”, “é querida por outras crianças” e “gentil com as crianças mais novas”, “pensam antes de agir” e “completam as tarefas que começam”. Portanto, de acordo com o estudo, as meninas se mostram mais resilientes que os meninos.
Saúde mental - O projeto tem como  objetivo principal revelar o retrato da saúde mental das crianças e adolescentes brasileiros, de forma a identificar fatores de risco e proteção que viabilizem medidas de prevenção e intervenção. Doutor em neurologia e diretor do Instituto Glia, Marco Antônio Arruda, disse ao G1 que a saúde mental não é só não ter transtornos mentais. "Há pessoas que não têm doença nenhuma, mas não têm saúde. Na saúde mental é a mesma coisa. A criança tem de estar em equilíbrio, ter comportamento e emoções que permitam que ela funcione normalmente e supere adversidades." Basedo no estudo, o Instituto Glia pretende disponibilizar recomendações para contribuir com o desempenho escolar a educadores e responsáveis por elaborar políticas públicas na área da infância e juventude. 
O gargalo da formação
Fonte: Jornal do Commercio, 29/07/2010 - Recife PE
Há uma relação direta entre as dificuldades de contratação de mão de obra especializada em um momento de expansão econômica, retratadas em matéria de capa do JC no domingo, 18, e os últimos resultados da avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que colocam Pernambuco em sétimo lugar entre os nove estados nordestinos. Ou seja, dentro de uma realidade problemática, a qualidade do ensino básico no Estado deixa ainda mais a desejar. Essa relação aparece com maior ou menor intensidade em praticamente todos os setores de nossa economia que vêm experimentando aquecimento nos últimos anos. De engenheiros para montagem industrial a padeiros. Trata-se de um reflexo do gargalo da formação, em que deficiências de aprendizado se acumulam em um sistema educacional de baixa eficiência, e se tornam dramáticas quando a necessidade pede o complemento do ensino técnico para o preenchimento de vagas de trabalho. Os cursos de panificação e confeitaria, como a maioria dos cursos, exigem o segundo grau - e aí o gargalo aparece, em tempos de boom econômico.
O resultado é o que temos constatado: a tendência de importar mão de obra para dar conta do acelerado ritmo de crescimento. Em Suape, somente o Estaleiro Atlântico Sul, a Refinaria Abreu e Lima e a Petroquimica Suape contabilizam 4,3 mil operários trazidos de fora de Pernambuco e do País. Se parece muito, a  expectativa é que será ainda mais. Cerca de 155 mil empregos qualificados serão gerados no complexo de Suape até 2015, de acordo com a Consultoria Ceplan. A demanda por pessoal atropelou a capacidade instalada de formação local, em um estado que possui um quinto da população analfabeta. Por um lado, isso garante o nível em que se espera que a economia possa continuar a crescer. Mas, por outro, reduz os benefícios dos empregos qualificados, que pagam melhores salários, e são deslocados da população residente para os grupos imigrantes convocados pelas empresas em decorrência da escassez de mão de obra preparada aqui dentro.
É claro que não se imagina nenhuma reserva de mercado profissional. Mas a naturalidade oficial com que o tema vem sendo abordado é preocupante, por indicar a aceitação do fato como estabelecido. Afinal, para que as oportunidades sejam ocupadas por pernambucanos no futuro, como afirma com otimismo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, teremos que passar por uma revolução educacional - que sequer desponta no horizonte. Vide a nossa nota no Ideb e as dificuldades generalizadas de contratação pelas empresas.
Para romper com o círculo vicioso da incapacitação presente, é preciso agir tendo em vista a dimensão urgente da questão. De pouco irão adiantar planos de longo prazo para um   problema imediato, bem como remendos de última hora, tradicionalmente reforços de português e matemática, que muitas vezes apenas reforçam a incapacidade primeira de um ensino básico satisfatório. Assim, é preferível a implantação de um modelo educacional que assuma a responsabilidade de travar uma guerra contra a desqualificação funcional - inclusive aquela que ronda as vagas de excelência.
É preciso fugir do convencional e buscar experiências de sucesso nesse campo, em outras partes do mundo, como exemplos a serem seguidos com disciplina escolástica. E aproveitar a experiência dos filhos da terra que vêm fazendo o caminho de volta depois de se aventurarem no exterior e em outros estados atrás de melhor condição de vida. Sair do convencional, enfatizamos, inclusive levando em conta outra face do problema: a infraestrutura de ensino. O conhecimento dos professores, em muitos casos despreparados para a missão formadora da maneira que a sociedade precisa, e a disponibilização de locais apropriados para o aprendizado, até no turno da noite, devem ser compreendidos como fundamentais para a aplicação do novo modelo, na escala requerida pelo trem-bala da economia pernambucana. Sob o risco de vermos a maioria de seus assentos preenchidos por pessoas de outros lugares - o que, sem sinal de preconceito, seria uma pena e uma perda para Pernambuco. 

Salário de professor varia até quatro vezes entre Estados
Fonte: Portal IG Edução, 29/07/2010
Valorização profissional não acompanha importância do docente para a educação. Diferenças salariais são grandes
Carolina Rocha, iG São Paulo 
A valorização dos professores é considerada ponto crucial para o sucesso das escolas com bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com salários de até R$ 7 mil, cursos de especialização pagos pelas instituições onde trabalham e inúmeros recursos à disposição, esses professores podem se considerar privilegiados em relação ao cenário nacional. A realidade salarial para a maioria das escolas do País é bastante diferente das melhores escolas no ranking do Enem, composto em sua maioria por instituições privadas. Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), com dados de setembro de 2009, mostra que há professores que, mesmo com diploma de ensino superior, ganham pouco mais de um salário mínimo.
No Ceará, Estado com uma das remunerações mais baixas do País, docentes em início de carreira ganham, em média, R$ 627,08 por mês. O valor é quatro vezes menor do que recebem os professores iniciantes no Distrito Federal. Incluindo todas as gratificações, os salários dos cearenses não ultrapassam R$ 739,29 quando começam a dar aulas. No Amazonas, os docentes recebem pouco mais que isso: R$ 841,32. De acordo com a pesquisa realizada pela CNTE, em Roraima, os iniciantes ganham apenas R$ 10,19 a mais que no Estado  vizinho. Em todos esses casos, os profissionais que lecionam nas escolas amazonenses não recebem o piso salarial definido em lei para a categoria.
Remuneração mínima - Em junho de 2008, foi aprovada pelo Congresso Nacional uma emenda constitucional que institui o piso salarial nacional para os professores. A categoria é a única do País a ter o benefício assegurado na Constituição Federal. Segundo a lei, os Estados e municípios teriam até 1º de janeiro de 2010 para começar a pagar a remuneração mínima de R$ 950 a docentes que trabalhassem 40 horas semanais e tivessem o ensino médio completo. O valor já subiu para R$ 1.024, segundo correção feita pelo MEC na data em que o piso se tornaria obrigatório em todo o País. Apesar da determinação legal, milhares de professores estão longe de receber esses valores. Os governos de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Ceará, com apoio da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), entraram com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a emenda constitucional. Para eles, o valor definido pela lei seria superior ao que poderia ser pago pelos Estados sem comprometer seus orçamentos. “O STF já julgou que o piso é constitucional, mas os Estados  reclamam que o valor de R$ 1024 deve ser a soma do salário base com as bonificações. A lei diz que o piso é só o salário base e as bonificações devem ser pagas além dele”, explica o vice-presidente do CNTE, Nilton Canuto de Almeida. O STF precisa dar um parecer final para acabar com o impasse. Até lá, muitos profissionais continuarão recebendo o piso como soma do salário-base com benefícios. “Se o piso considerar o valor dos benefícios, os professores podem ser prejudicados na aposentadoria, que é calculada a partir do salário base e não das bonificações. Este pode ser um grande prejuízo para o professor”, explica Almeida. Em Santa Catarina, os docentes são pagos dessa forma. O menor salário-base é o pago pelo Estado aos iniciantes: R$ 534,46. Porém, com o pagamento de regências de classe, a remuneração média chega a R$ 1.023,24. “Ninguém no Estado ganha menos que o piso e, enquanto o STF não julgar que o piso deve ser sem os acréscimos, podemos pagar desta forma. No dia que isso mudar, nós nos adaptaremos, mas, até lá, estamos dentro da lei”, defende a diretora de Desenvolvimento Humano da Secretaria de Educação de Santa Catarina, Elizete Melo. Na opinião da diretora, a situação do professor em Santa Catarina não é tão desfavorável. “A maioria deles tem formação em licenciatura, por isso esse valor é pago para poucos”, afirma. 
Diferenças entre municípios 
De acordo com o CNTE, as médias salariais dos Estados caem, muitas vezes, por conta das redes municipais. “A maior parte das redes estaduais já paga ao piso, mesmo que seja incluindo os benefícios junto aos salários, mas, em vários municípios, nem mesmo isso está sendo respeitado”, diz o vice-presidente da entidade. No Ceará, a rede estadual paga pelo menos R$ 1.024 para os 300 professores da rede que não possuem diploma de licenciatura. “Eles estão fora da sala de aula, em processo de aposentadoria. A remuneração média dos professores da rede com carga horária de 40 horas semanais é de R$ 2.240,30”, afirma Marta Emília Silva Vieira, coordenadora de gestão de pessoas da Secretaria da Educação do Ceará. Realidade bem diferente da cearense é a da capital federal. O DF chega a pagar R$ 2.551,59 com bonificações. O Amapá aparece em segundo lugar entre os que melhor pagam os professores. A remuneração total é de R$ 1.895,22, mas o salário-base não passa de R$ 971,91. Em São Paulo, a remuneração média paga para um professor iniciante, com ensino médio e que trabalha 30 horas semanais, é de R$ 1.213,26. Os salários pagos aos professores são inferiores às remunerações de outros profissionais cujo papel é essencial para a sociedade. Médicos, advogados, engenheiros, contadores, policiais e caixas de banco ganham mais.
Carência de profissionais - A baixa  remuneração contribui para que um problema antigo das escolas brasileiras continue sem solução em um curto período de tempo: a falta de profissionais. Com a crescente expansão de investimentos e leis que tornaram obrigatórios o ensino fundamental de nove anos e o ensino médio, cada vez mais professores serão necessários nas salas de aulas brasileiras. O último levantamento oficial feito para tentar mensurar a quantidade de docentes que o País precisa para atender à demanda brasileira apontava uma carência de 250 mil professores nas escolas brasileiras. O estudo elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) com a ajuda do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) se baseou em dados de 2007.
De lá para cá, os números não foram atualizados. Mas um dos autores do estudo, Mozart Neves Ramos, acredita que a realidade atual permanece a mesma de dois anos atrás. “Não há como fazer uma mudança assim em tão pouco tempo. Só para formar os futuros professores são necessários quatro anos. Acho que a partir do ano que vem poderemos perceber os impactos das políticas adotadas”, pondera. O estudo realizado por Mozart mostra que as maiores carências são nas áreas de exatas: física, química, matemática e biologia. Só em física é preciso contratar 23,5 mil novos professores para o ensino médio.  Mozart, que é conselheiro do CNE, lembra que tão importante quanto suprir essa carência é corrigir outro problema presente nos quadros docentes dessas disciplinas. Muitos dão aulas sem formação específica para as áreas.
Apenas 5% dos professores de física das séries finais do ensino fundamental têm licenciatura na área. Em química, apenas 10,4% dos docentes têm formação adequada. Em biologia, 16,4%. Mesmo em língua portuguesa, a disciplina dessa fase que mais possui professores com formação adequada para o ensino da matéria, os qualificados não passam de 65% do quadro de profissionais da área. No ensino médio, as áreas em que há mais profissionais com formação inadequada são física (só 25,1% dos docentes têm formação na área) e química (28% dão aulas sem qualificação adequada). “Esse é um problema que tem de ser analisado no mesmo patamar de importância do déficit de docentes. Essa é uma situação igualmente grave”, ressalta. “É preciso reconhecer que muitas medidas foram tomadas após esse estudo para enfrentar esse problema. A Universidade Aberta do Brasil, a ênfase do Reuni (programa de expansão das federais) e a implantação de programas de incentivo à docência podem aumentar a quantidade de professores formados no País”, diz. Colaborou Priscilla Borges, iG Brasília 

Faculdades têm matrículas suspensas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 30/07/2010 às 11:35 hs. 
Por decisão do Ministério da Educação, a FTB, no Recanto das Emas, e a AD1 - Unisaber, em Ceilândia Norte, não podem realizar vestibular nem receber alunos transferidos. Instituições não pagam aluguel há dois anos
Roberta Abreu
Duas faculdades de Brasília tiveram que suspender a entrada de novos alunos, por meio de vestibular ou transferência, após uma decisão do Ministério da Educação (MEC) divulgada no Diário Oficial da União de ontem. Indícios de problemas financeiros e administrativos são as causas apontadas na Faculdade da Terra de Brasília (FTB), localizada na Quadra 203 do Recanto das Emas, e na AD1 – Unisaber, que fica na QNN 29, em Ceilândia Norte. As instituições, que têm o mesmo proprietário, vêm enfrentando problemas há algum tempo, como a falta de pagamento aos funcionários. Na segunda-feira, as portas da FTB foram lacradas por uma ordem judicial de despejo, mas reabertas na quarta-feira. A falta de pagamento do aluguel nos últimos dois anos foi o motivo da ação. A reportagem tentou entrar em contato com os diretores das faculdades, mas não obteve resposta.
Segundo as Portarias nº 964 e nº 965, de 28 de julho de 2010, serão instaurados processos administrativos para a apuração das condições de continuidade de atividades acadêmicas e para a aplicação de penalidades. Serão determinadas também medidas cautelares administrativas de suspensão de novos ingressos nos cursos das faculdades.
De acordo com a assessoria do MEC, desde quarta-feira as faculdades estão proibidas de realizar vestibulares ou transferência de alunos. As instituições têm 15 dias para apresentar a defesa ou serão descredenciadas. Caso isso aconteça, os alunos já matriculados não serão prejudicados. “Eles poderão ser transferidos para outras instituições”, garantiu a assessoria do MEC.
Preocupado com o futuro dos alunos, o estudante de administração da FTB Hugo Araújo, 27 anos, reuniu um grupo de dicentes e formou uma comissão, da qual é o presidente. Segundo ele, as faculdades vêm enfrentando problemas desde o ano passado. “Houve uma greve dos professores, mas ficamos tranquilos porque paralisações são normais. Mas, quando nos deparamos com as portas fechadas na segunda-feira, todos se preocuparam”, disse. A solução, segundo ele, é a transferência. “Fomos ao MEC ontem e nos disseram que não seremos prejudicados e começamos a organizar documentos para a mudança. Tudo indica que a faculdade já era”, lamentou o estudante.
Greve
Sem salário há dois meses, os professores da FTB ameaçam greve para o início das aulas, marcadas para 9 de agosto. Segundo o presidente do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinproep-DF), Rodrigo de Paula, o problema é recorrente. “No ano passado, os docentes paralisaram as atividades por 40 dias”, disse. De acordo com ele, se o pagamento não for efetuado até o próximo dia 5, os professores param. “Amanhã (hoje), às 15h, estaremos no Ministério Público do Trabalho para entrar com uma ação pública contra a faculdade para pedir a penhora dos bens da FTB, e assim garantir, além dos salários, os direitos trabalhistas da categoria”, avisa. Segundo ele, há sete anos não são recolhidos o FGTS e a previdência social. "Infelizmente o MEC deixou chegar a esse ponto para tomar uma providência", lamenta Rodrigo.
Fomos ao MEC ontem e nos disseram que não seremos prejudicados e começamos a organizar documentos para a mudança (para outras instituições)”
Hugo Araújo, 27 anos, presidente de comissão de alunos da FTB 
Fonte: Correio Braziliense - DF 

Melhor universidade do Brasil, a USP é uma das top 200 no mundo
Fonte: Correio Braziliense, 02/08/2010 - Brasília DF
Cento e vinte e um. Esse é o número de posições que separa a melhor universidade do Brasil da mais bem cotada instituição de ensino superior no mundo, a Universidade de Harvard, nos EUA. Segundo o ranking mundial de universidades na web (Webometrics), divulgado no mês de julho, a Universidade de São Paulo (USP) é a mais bem avaliada do país e a segunda da América Latina, ocupando a 122ª posição. Estadual, a USP é a única instituição brasileira a aparecer na classificação das 200 melhores do mundo, mas perdeu 64 posições desde o início do ano, quando aparecia em 58º lugar na lista mundial. De acordo com o último ranking nacional, o segundo lugar é da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a 239ª do mundo, e o terceiro, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), primeira federal do Brasil a constar na lista, ocupando a 377ª posição internacional. Entre as melhores da América Latina, a USP só perde para a Universidade Nacional Autônoma do México, a 70ª do mundo. Nesta avaliação, a Unicamp é a quarta colocada, e a UFSC, a sexta.
As melhores do mundo - Segundo a classificação, os EUA prevalecem entre as 50 mais bem classificadas instituições de ensino superior do planeta, com as 21 melhores. A primeira universidade além do território estadunidense a aparecer na lista é a Universidade de Cambridge, localizada na Inglaterra (22º lugar). Entre as top 50, duas são do Canadá, duas do Reino Unido, e uma da Suíça. O Webometrics é um ranking realizado duas vezes por ano desde 2004 a fim de analisar as publicações eletrônicas disponíveis nos sites das universidades. Para o rankeamento, foram avaliadas mais de 20 mil instituições de ensino superior, das quais 12 mil compõem a lista final. A classificação é feita pela Cybermetrics Lab, um grupo de pesquisa pertencente ao Conselho Superior de Investigações Científicas, ligado ao Ministério da Educação da Espanha.

36,1% dos professores de escolas cearenses não têm diploma
Fonte: Povo, 02/08/2010 - Fortaleza CE
Na sala de aula, os professores incentivam os estudantes a passar nas provas, avançar nas séries e seguir com os estudos. No entanto, de acordo com os dados do Censo Escolar de 2009, 36,1% dos docentes das escolas públicas e privadas ainda não conseguiram chegar ao ensino superior. Os docentes da educação básica também não conseguiram melhorar em escolaridade nos últimos anos. Em 2007, o percentual de professores sem graduação era de 32,8%. O aumento do número de profissionais nesse perfil foi verificado nacionalmente no mesmo período. No Ceará, ele foi ainda maior, proporcionalmente. O pior quadro em escolaridade é o que atua na educação infantil, com creche e pré-escola. Dos 18.519 professores declarados ao Ministério da Educação (MEC), 57,4% não têm graduação no Estado. O levantamento do Censo inclui rede pública e privada em todas as modalidades da educação básica: educação infantil, ensino fundamental e médio, educação profissional, especial e de jovens e adultos.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), aprovada em 1996, trazia como princípio de formação que todos os professores da educação básica deveriam ter concluído o ensino superior. A legislação admitia, no entanto, que para as séries iniciais, das creches até o atual 5º ano do ensino fundamental, os professores poderiam ter finalizado o ensino médio “normal” ou “pedagógico”. Atualmente, o que é somente “admitido” pela legislação ainda representa boa parte dos docentes nessas faixas de ensino. “Vulnerabilidade” e “emergência” foram termos usados por especialistas consultados pelo O POVO quando questionados sobre o comprometimento da qualidade da educação diante do desafio crescente de formar mais professores. O presidente do Conselho Estadual de Educação, Edgar Linhares, considera que a situação é mais grave do que a especificada pelo Censo. Ele calcula, com base nos dados preliminares enviados ao órgão pelas 9.458 escolas credenciadas no Estado, que mais de 70% dos professores não possuem formação adequada para o conteúdo que ensinam ou para a faixa etária em que atuam.
Linhares explica que inclui nesse perfil os professores da educação infantil. “A rigor, eu posso considerar que ninguém é ainda licenciado em Educação Infantil, na medida em que o Conselho Nacional de Educação ainda não definiu a estrutura dessa licenciatura”. O presidente do Conselho Estadual situa que a atual situação de escolaridade dos professores é herança de um histórico de políticas emergenciais que ampliaram e até massificaram o acesso às escolas no Brasil, especialmente no ensino fundamental. Sem profissionais com formação adequada, era preciso promover cursos de curta duração e fazer contratações no “improviso”. Com a vigência do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) desde 2007, o reforço de recursos na ampliação da educação infantil e da educação de jovens e adultos pode ter causado um efeito parecido. “Continuamos numa situação de emergência. O Estado e os municípios têm a maior boa vontade, mas não têm condição de formar montanhas de professores. E às vezes, nem em todo lugar tem (professores qualificados)”, complementa Edgar Linhares.

Presidente da Capes abre a terceira semana de Avaliação Trienal
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 03/08/2010 às 10:11 hs.
Durante a solenidade de abertura da semana, o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, definiu a avaliação como uma atividade tradicional que permitiu os avanços da Ciência, Tecnologia e Educação que aconteceram na pós-graduação brasileira nas últimas seis décadas.
Para Guimarães a integração entre avaliação e fomento é um dos fatores importantes para o sucesso do processo de avaliação. “A Capes não avalia apenas os cursos, ela os financia”, explicou.
O presidente da Capes também fez referência a importância da parceria entre a coordenação e os membros da comunidade científica, responsáveis pela avaliação. “Sem participação da comunidade científica não haveria nossa agência. O crivo da Capes é o crivo dos consultores da comunidade científica”, concluiu.
2ª semana
Na segunda semana, que terminou na sexta-feira, 30, cerca de 200 consultores divididos em onze comissões avaliaram os cursos de Filosofia/Teologia; Sociologia; Antropologia/Arqueologia; Geografia; História; Psicologia; Educação; Ciência Políticas e Relações Internacionais; Ciências Agrárias e Ciências de Alimentos.
Muitos desses consultores participaram pela primeira vez do processo da Avaliação Trienal, entre eles está o professor Arrilton Araujo de Souza, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que participou como consultor da área de psicologia. Para ele, o trabalho da comissão foi pesado, “significa ler três anos de história de cada programa e conferir dados. Mas ainda assim é muito interessante”, destacando o crescimento no número de programas e o aumento do conceito de alguns já existentes. A comissão de Psicologia contou com 24 consultores e analisaram, ao longo da semana, 64 programas.
Também participando pela primeira vez da avaliação, Maria Lourdes Gisi e Marilda Aparecida Behrens, consultoras da área de educação e professoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), elogiaram o atendimento oferecido para o processo. “Desde o começo todas as explicações foram muito claras. A oficina dada no começo de junho também foi muito importante para o trabalho. Só de saber que tinha toda uma assistência preparada, já dava tranqüilidade, mesmo a avaliação sendo um procedimento tenso”, relataram. Na área de educação, 93 programas foram avaliados por 36 consultores.
Infraestrutura
Pedro Luis da Costa Alves, consultor da área de Ciências Agrárias I e professor da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de Jaboticabal (Unesp/Jaboticabal), enfatizou que a participação da diretoria da Capes durante o processo de avaliação tornou o trabalho mais dinâmico. Também citou que o ambiente de trabalho facilitou o processo de avaliação. “No caso de Ciências Agrárias, que é uma das maiores áreas, a repartição do grupo em três salas foi ideal, pois assim pudemos analisar melhor as sub-áreas de modo que ninguém incomodasse ninguém. O trabalho foi muito bem organizado.”
A respeito dos 166 programas avaliados por 40 consultores, realçou o apoio das instituições e uma maior preocupação na produção de artigos científicos de melhor qualidade.
Na área de ciência e tecnologia de alimentos e de sociologia, as consultoras Sueli Rodrigues, da Universidade Federal do Ceará (UFC), e Soraya Vargas Côrtes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), relataram que o apoio da equipe foi essencial para o desenvolvimento do trabalho. “A infraestrutura foi ótima em diversos sentidos. Professores que participaram de outras avaliações também revelaram que está muito melhor que em anos anteriores”, disse Soraya.
Na área de ciência e tecnologia de alimentos, dez consultores analisaram 38 programas. Em sociologia, 42 programas foram avaliados por 15 consultores.
Conceitos
A avaliação da pós-graduação stricto sensu, criada em 1976, é um instrumento de importância significativa para o fomento, tanto por parte das agências brasileiras, como dos organismos internacionais.
Os programas recebem conceitos na seguinte escala: 1 e 2, que reprovam o programa; 3 significa desempenho regular, atendendo ao padrão mínimo de qualidade; 4 é considerado um bom desempenho e 5 é a nota máxima para programas com apenas mestrado. Conceitos 6 e 7 indicam desempenho equivalente ao alto padrão internacional.
O Ministério da Educação, por meio do Conselho Nacional de Educação, reconhece os resultados da Avaliação Trienal da Capes. É importante ressaltar que os cursos que não possuem a recomendação da Capes, não são autorizados pelo MEC e, por este motivo, não podem conceder certificados de mestre e doutor.
Os resultados da Avaliação Trienal estão previstos para serem divulgados no dia 13 de setembro e fornecerão subsídios para a definição de planos e programas governamentais de desenvolvimento e investimentos no Sistema Nacional de Pós-Graduação.
Fonte: Portal Capes

A economia do Brasil em crescimento!
Fonte: Jornal Temas em Debate, 01/08/2010
Carlos Fernando Priess(*)
O Brasil está crescendo a olhos vistos, com um extraordinário mercado livre e exportando muito, o que fortalece sobremaneira a nossa economia.
O produto interno bruto (PIB) está se aproximando dos 2 trilhões de dólares, colocando o Brasil como a nona maior economia do mundo, já desde 2008, conforme cálculos do FMI e a segunda maior do continente, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa região, durante um período determinado, sendo um dos indicadores mais utilizados no mundo globalizado, com o objetivo de medir a atividade econômica de uma região.
O Brasil, governado por metalúrgico do ABC Paulista, mas que sabe das coisas, com um Ministério de primeira grandeza, torna nossa economia cada vez mais firme, superando os principais reflexos da recente crise econômica mundial.
Crise que não prejudicou a economia brasileira, que vem crescendo a uma taxa média de cerca de 5% ao ano, conforme as estatísticas têm demonstrado e provando que o modo de crescer que o Governo vem praticando é sustentável.
O país é membro de diversas organizações econômicas, como o Mercosul, a Unasul, o G8+5 e o G20. Nossos parceiros comerciais estão na ordem das centenas, com 60% das nossas exportações principalmente de produtos manufaturados e semimanufaturados.
O Fórum Econômico Mundial, em sua reconhecida avaliação, diz que o Brasil foi o país que mais melhorou em competitividade e satisfazendo as necessidades e expectativas dos clientes ou cidadãos aos quais estamos servindo, superando a Rússia pela primeira vez.
Temos hoje um sofisticado setor tecnológico, inclusive, desenvolvendo ousados projetos, que vão desde submarinos a aeronaves e um respeitável programa de pesquisa espacial, com um sofisticado centro de lançamento de satélites, tendo sido único país do Hemisfério Sul a integrar uma equipe responsável pela construção de uma importante Estação Espacial Internacional.
Essa Estação Espacial Internacional, de cujo projeto, é bom que se diga, teve a participação de cientistas brasileiros, encontra-se em órbita em torno da Terra a uma altitude de aproximadamente 360 quilómetros, tipicamente designada de órbita terrestre baixa. São pontos importantes e que dão cada vez mais, respeitabilidade ao nosso país, além de fortalecer a nossa economia.
É também o pioneiro em muitos outros campos econômicos, incluindo a produção de etanol, que até os Estados Unidos querem fazer.
O Brasil tem estado, igualmente, na vanguarda do fenômeno das multinacionais latino-americanas, que, graças à tecnologia superior e organização, têm virado sucesso mundial.
Essas multinacionais, tais como, Marcopolo, Braskem, Coteminas, Embraco, Embraer, Gerdau, Natura, Perdigão, Petrobrás, Sadia, Vale do Rio Doce, Votorantin e Weg, têm feito essa transição, investindo maciçamente no exterior, na região e fora dela, realizando, pois, uma parcela crescente de suas receitas a nível internacional.
Sem falar que o Brasil é pioneiro nos campos da pesquisa de petróleo em águas profundas, de onde 73% de suas reservas são extraídas.
(*) Advogado/economista – carlos@priess.com.br

Diane Ravitch, ex-secretária-adjunta de Educação dos EUA
Fonte: O Estado de S.Paulo
Simone Iwasso 
Uma das principais defensoras da reforma educacional americana baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas, mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a educação, o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação. Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação. Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA. O livro, sem previsão de edição no Brasil, tem provocado intensos debates entre especialistas e gestores americanos. Leia entrevista concedida por Diane ao Estado. Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana? Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability (responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo. Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability? O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria ? e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas. Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações? Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste. Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados? Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho. E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores? Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades. Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação? As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de
responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação. O que se pode aprender da reforma educacional americana? A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los. Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos? A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação.

Grupo Multi adquire rede de ensino no Sul
Fonte: 03/08/2010 - Folha.com
O grupo Multi, maior rede de ensino de idiomas do país e controlador das marcas Wizard, Alps e Skill, fechou a compra da escola gaúcha Quatrum, especializada em aulas de inglês para crianças e adolescentes.
A transação inclui a compra de 17 franquias da rede, com atuação no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O valor da transação não foi divulgado, mas faz parte de um plano de aquisições que já soma R$ 100 milhões no ano.
Em janeiro, o grupo adquiriu a SOS Educação Profissional, e, em junho, a Microlins, ambas no segmento de ensino profissionalizante.
"O objetivo com a Quatrum é fortalecer os métodos de ensino para crianças e jovens entre 4 e 16 anos. Hoje, 65% dos nossos alunos são adultos", afirma Charles Martins, presidente do conselho de administração.
O plano é manter a marca Quatrum e levar a rede para outros Estados, começando por São Paulo.
Com a incorporação, o grupo Multi passa a ter cerca de 2.800 escolas franqueadas no país e mais de 1 milhão de alunos, entre o ensino de idiomas e as redes profissionalizantes.
Depois da Quatrum, o grupo pretende fazer mais aquisições, especialmente de redes regionais com faturamento de até R$ 20 milhões.
Escolas de outros segmentos também estão na mira. "Pretendemos analisar escolas que oferecem cursos livres ou até sistemas de ensino", diz Martins.
Em 2009, a rede faturou R$ 1,1 bilhão. A previsão para 2010 é de R$ 1,6 bilhão.
ENSINO NO EXTERIOR
O Grupo Multi tem hoje 50 escolas de inglês no exterior, em oito países da América Latina, EUA, Europa e Ásia.
O último avanço regional aconteceu no primeiro trimestre, com a inauguração de uma escola Wizard em Tianjin, na China. A unidade tem hoje cerca de 50 alunos.
Um sócio local do grupo Multi, com 15% de participação, comanda a prospecção de alunos. A rede estuda um modelo de franquias e a venda de livros de idiomas.
A atuação na China tem desafiado a rede especialmente no modelo de venda de cursos.
"Enquanto no Brasil muitas vezes o aluno fecha o contrato para o curso já na primeira visita, na China a venda pode durar semanas. Em compensação, o aluno paga à vista. Estamos aprendendo a melhor forma de lidar com esse público", diz Martins.
Apesar da fase de adaptação às peculiaridades locais, o grupo Multi acredita que, em breve, o país trará resultados expressivos.
"Estima-se que 300 milhões de chineses vão precisar falar inglês. Temos a chance de fazer da China nosso principal mercado em cinco anos", afirma.
Até 2012, o Grupo Multi pretende chegar a dez escolas na China, com investimentos de R$ 5 milhões.

Denúncias só com nome e sobrenome
Fonte: Jornal A Notícia, 03/08/2010
Práticas irregulares de candidatos já podem ser analisadas pelos juízes eleitorais
Os preparativos para as eleições de 3 de outubro se intensificaram em Joinville. Com a proximidade do início das propagandas eleitorais em rádio e na TV – dia 17 agosto –, as zonas eleitorais da cidade já estão atendendo a denúncias de eventuais práticas irregulares dos candidatos. A novidade fica por conta da impossibilidade de fazer acusações anônimas.
“A apresentação do documento que comprove a identidade da pessoa é um modo de facilitar nosso trabalho e mostrar que a denúncia tem, sim, um porquê de existir”, explica Sérgio Luiz Junkes, juiz da 96ª Zona Eleitoral, responsável por baixar a determinação judicial. Até o momento, nenhuma denúncia foi feita. Em Joinville, são quatro juízes eleitorais. Mas Junkes é o único que conduzirá as investigações de propaganda irregular.
A 19ª Zona Eleitoral também analisará acusações, mas apenas de Garuva e Itapoá. Para essas cidades, as denúncias anônimas terão validade. “Não quero desincentivar ninguém. Caso contrário, poderia intimidar pessoas a fazerem a acusações”, acredita o juiz Maurício Cavallazzi Póvoas. Entre as denúncias mais comuns feitas pela população, está o barulho causado por carros de sons e a distribuição de produtos.
Para todos os casos, o procedimento de investigação será o mesmo. O documento contendo a acusação chegará ao juiz, que analisará em conjunto com os fiscais eleitorais. Depois de tomados os depoimentos, toda a papelada será enviada para Florianópolis.
Caberá aos juízes da Capital, no TRE-SC, aplicar as penalidades ou não. Outro modo de fazer denúncias é diretamente ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que também pode abrir uma investigação por conta própria se tiver indícios de irregularidades.
As outras duas zonas eleitorais que existem em Joinville (76ªe 95ª) terão outras responsabilidades. A tarefa será a de garantir a logística do pleito. “Nas eleições em níveis estadual e federal, o trabalho será de organização e de preparação das eleições”, comenta Tatiane Langaro, chefe da 95ª Zona Eleitoral de Joinville.
Esta semana, serão enviados ofícios para os locais em que vão ocorrer as eleições e para o Centreventos Cau Hansen, onde será feita a apuração. A chegada das urnas eletrônicas ainda não tem data certa para ocorrer. Segundo o TRE, ainda este mês serão entregues no batalhão da Polícia Militar, em Joinville.

PF prende policial supostamente envolvido em fraude de prova da OAB
Fonte: G1, 02/08/2010
A Polícia Federal prendeu na última sexta-feira (30) um policial rodoviário federal supostamente envolvido com a fraude no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em um desdobramento das investigações da Operação Tormenta, deflagrada em junho para investigar suposta quadrilha que fraudava concursos públicos em todo o país.
O policial já tinha sido preso temporariamente no dia 16 de junho, quando a operação foi desencadeada e outras 11 pessoas foram presas, também temporariamente. Dessas, seis foram soltas e as demais tiveram a prisão preventiva decretada para não atrapalharem as investigações.
Além do policial, a Justiça também determinou a prisão domiciliar de um advogado envolvido com a quadrilha. Ele ainda está sendo procurado pelos policiais.
A prisão preventiva do policial rodoviário, que ocorreu em Guarulhos (SP), foi decretada pela Justiça Federal em Santos (SP) depois de um pedido feito pela PF no relatório final do inquérito que investigava especificamente irregularidades no exame da OAB. A apuração contou com apoio da Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal.
No relatório final sobre as irregularidades no exame da OAB, a PF indiciou mais de 30 pessoas entre integrantes da quadrilha e candidatos que teriam se beneficiado com o vazamento da prova. Entre os crimes investigados estão formação de quadrilha, estelionato, peculato e receptação. De acordo com a PF, o grupo teve acesso privilegiado ao exame de 2009, especificamente à 2ª fase, realizada em fevereiro deste ano e que acabou cancelada em março.
Investigações
As investigações sobre os demais concursos fraudados pela quadrilha continuam. Até o dia 22 de junho, 120 pessoas já tinham sido ouvidas e havia cerca de cem indiciados em toda a operação.
Além da prova da OAB, a polícia apura irregularidades no concurso da Receita Federal para auditor fiscal, realizado em 1994, e no concurso para agente da Polícia Federal, em 2009. A quadrilha também é investigada por supostas fraudes nos concursos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), realizado em 2009, e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Quando a operação foi deflagrada, a PF expediu 34 mandados de busca e apreensão, sendo 21 na Grande São Paulo, 1 no Rio de Janeiro, 3 na região de Campinas (SP) e 9 na Baixada Santista.
Operação
A PF iniciou a apuração das fraudes após obter informações durante a investigação social, uma das fases do concurso para agente de Polícia Federal de 2009. A partir disso, descobriu que a quadrilha atuava em todo o país, mediante o acesso aos cadernos de questões, antes da data de aplicação das provas.
O grupo atuava por meio de aliciamento de pessoas que tinham acesso ao caderno de questões, para acesso antecipado às provas; repasse de respostas por ponto eletrônico durante a realização do concurso e a indicação de uma terceira pessoa mais preparada para fazer o concurso no lugar do candidato-cliente, disse a PF. A quadrilha fazia ainda falsificação de documentos e diplomas exigidos nos concursos quando o candidato não possuía a formação exigida.
Abin e Anac
Em uma segunda etapa, iniciada em 6 de julho, a Polícia Federal começou a ouvir 45 pessoas que estariam envolvidas em supostas fraudes nos concursos da Anac, realizado em 2009, e da Abin, aberto em 2008.
Entre os investigados, 36 teriam tido acesso com antecedência às provas do concurso da Anac, que teve 81 mil concorrentes a 365 vagas. Desses suspeitos, 11 já tomaram posse, sendo oito em cargo de analista e três no de técnico.
Em relação à prova da Abin, são nove suspeitos e um deles tomou posse como oficial de inteligência. O concurso teve 88,2 mil candidatos disputando 190 vagas. Ambos os concursos foram organizados pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).
Respostas
Na época, a Abin informou que não tinha sido oficialmente notificada sobre a investigação e que não se pronunciaria sobre o assunto. E, caso existisse alguma notificação oficial da PF, poderia haver algum tipo de manifestação por parte do órgão.
A Anac informou que quando a investigação da PF fosse concluída e for confirmado o envolvimento dos suspeitos nas irregularidades o órgão, tomará as medidas administrativas cabíveis.
A assessoria técnica de comunicação do Cespe/UnB informou que o acesso privilegiado às provas ocorria durante a guarda dos malotes de provas, nas dependências da Polícia Rodoviária Federal. De acordo com a PF, um policial rodoviário federal preso na operação realizada em junho teria copiado as provas e repassado aos chefes do grupo.
“O centro, assim como outras aplicadoras, foi vítima da quadrilha. A Polícia Federal enfatizou que não há qualquer indício de participação de servidores das organizadoras”, afirma Ricardo Carmona, diretor-geral do Cespe/UnB, lembrando que, "de acordo com a PF, a quadrilha também tentou fraudar outros concursos do Cespe/UnB, mas não obteve êxito em burlar o sistema de segurança adotado pela instituição".
A organizadora informou ainda que a metodologia desenvolvida pela PF durante as investigações das fraudes também será utilizada pelo Cespe/UnB.
A instituição ressalta que os concursos não serão anulados, pois os fraudadores estão sendo punidos. “Não há razão para prejudicar os candidatos aprovados que agiram de boa fé e esses são a maioria”, diz Carmona.
Quadrilha cobrava até US$ 150 mil
De acordo com a PF, a quadrilha chegava a cobrar até US$ 150 mil de cada candidato. “O concurso da OAB eles cobravam R$ 50 mil, para agente da PF US$ 50 mil e já temos conhecimento de que para o concurso para delegado da Polícia Federal eles iriam cobrar US$ 150 mil”, afirmou Salem em junho.
De acordo com a polícia, o grupo atuava por meio de aliciamento de pessoas que tinham acesso ao caderno de questões. Atuava no repasse de respostas aos candidatos por meio de ponto eletrônico durante a realização do concurso e ainda indicava uma terceira pessoa mais preparada para fazer o concurso no lugar do candidato. Ainda segundo a PF, a quadrilha fazia falsificação de documentos e diplomas exigidos nos concursos quando o candidato não possuía a formação exigida.

A nova face do Brasil
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 03/08/2010 às 11:02 hs.
Num país onde a mudança tem sido uma constante há pelo menos 7 décadas, é apenas normal que os resultados de cada recenseamento sejam aguardados com mais interesse que os anteriores, de 10 anos atrás. Ainda assim, a expectativa em torno do que revelará o 12.º Censo Demográfico da história nacional, iniciado domingo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), parece mais justificada desta vez.
A explicação está na aceleração e amplitude das transformações vividas pela população neste primeiro decênio do século 21. Uma combinação excepcional de estabilidade macroeconômica com aquecimento da demanda global e a implantação de ambiciosas políticas sociais permitiram a dezenas de milhões de brasileiros migrar de classe de renda, o que se refletiu no seu padrão de gastos, hábitos de consumo, atitudes e condições de vida em geral. Para não retroceder ainda além no tempo, o Brasil mudou mais e para melhor entre 2000 e 2010 do que entre 1991 e 2000.
Para captar essa metamorfose e os seus efeitos para a fisionomia do País, também o IBGE está mais apetrechado do que antes. Ampliou-se de tal modo o escopo dos questionários do Censo - com um mínimo de 37 itens a serem cobertos e um máximo de 108, quando for o caso -, que o chamado retrato do Brasil promete ser uma mina de informações. Sempre algo fica de fora, ou porque o custo adicional não compensaria a inclusão (o Censo custará cerca de R$ 1,7 bilhão) ou porque oneraria além do razoável a paciência do entrevistado. Talvez até se possa dizer que o que o IBGE deixará de perguntar não vale a pena saber.
Este ano, nos 58 milhões de domicílios que os 192 mil recenseadores pretendem visitar em 5.565 municípios - além dos emigrantes a serem contados no exterior - os respondentes dirão, pela primeira vez, se têm renda derivada de programas sociais, se entre os moradores há cônjuges do mesmo sexo, se falam línguas indígenas, se têm motocicletas, quanto tempo gastam para ir até o lugar de trabalho ou de estudo, se têm certidão de nascimento, se vivem em habitações coletivas, como penitenciárias, entre outras coisas. O levantamento incluirá ainda dados sobre o entorno das moradias (calçamento, iluminação pública, esgoto a céu aberto e depósitos de lixo).
O Censo, como se sabe, é a principal fonte de informações dos governos para a definição de políticas públicas, além de balizar a distribuição do Fundo de Participação dos Municípios e orientar a representação parlamentar dos Estados e municípios. As forças sociais sabem que a sua capacidade de influir nas leis e programas de seu interesse depende da sua expressão demográfica e condições correlatas captadas pelo recenseamento. Uma de suas funções, lembra o ex-presidente do IBGE Simon Schwartzman, é "classificar pessoas de diferentes maneiras, gerando expectativas de direitos".
Exatamente por isso, pelo menos desde o Censo passado grupos étnicos lançam campanhas para que os entrevistados "assumam" o que seria a sua presumível identidade. Os movimentos racialistas incentivam as pessoas a se declararem negras (em vez de pardas, por exemplo). Em 2000, negros e pardos somavam 47% da população. O IBGE oferece 3 outras opções de "cor ou raça": branca, amarela e indígena. O formato do Censo, por sinal, resulta de uma negociação aberta, com a conciliação de demandas diversas a se somarem aos itens clássicos - idade, sexo, estado civil, religião, níveis de educação e saúde, emprego e condições do domicílio.
Alguns resultados não surpreenderão. É o caso de tendências demográficas consolidadas, como a redução da mortalidade infantil e da fecundidade (número de filhos por mulher), o aumento da expectativa de vida e da proporção de idosos numa população que cresce à razão de 1,5% ao ano e que acaba de ultrapassar a marca de 190 milhões. "O Censo prepara o País para a próxima década", resume o presidente do IBGE, Eduardo Nunes. Os brasileiros só têm a ganhar acolhendo os recenseadores e respondendo com a verdade ao que indagarem.
Fonte: O Estado de São Paulo

Dionísio Dias Carneiro, nossa educação e riqueza
Fonte: O Estado de S.Paulo, 03/08/2010
Ilan Goldfajn
Estou em férias. Pela janela, Veneza e sua beleza ímpar. Não há ruas, mas canais fluviais. Não há carros, mas barcos e gôndolas. A sua arquitetura nos remete aos dias de Marco Polo e seu poderio comercial na Idade Média. Vejo hoje uma cidade próspera e bonita. Fico meditando sobre a riqueza das cidades e dos países: o que os faz ricos, como se mantêm prósperos por séculos?
A notícia do falecimento de Dionísio Dias Carneiro - meu orientador, colega e amigo - chega tristemente. Lembro-me do seu gosto por ler, escrever e ensinar. É a resposta à riqueza persistente das nações: a capacidade de acumular conhecimento, utilizá-lo produtivamente e transmiti-lo por gerações é que torna (e mantém) as nações ricas. O Brasil enfatiza hoje grandes obras para o desenvolvimento, como na época do milagre. Mas a grande obra será o milagre de revolucionar a educação no Brasil.
Dionísio Dias Carneiro tinha apreço pelo conhecimento e pela formação de pessoas, atributo raro no Brasil. Dionísio dedicou a vida a estudar, ler, escrever e formar seus alunos, que foram muitos. Todos orientados a seguir o rigor intelectual e a imparcialidade na análise econômica. Seu uso ideal de tempo era debater temas econômicos relevantes com um punhado de colegas e muitos alunos.
Dionísio teve uma vida pública destacada no governo, na academia e no setor privado. Ao longo da carreira, suas colunas quinzenais sempre iluminaram os seus leitores. Assim como seus comentários semanais iluminavam seus clientes. Suas contribuições eram profundas e variadas.
O seu legado foi institucionalizado. Ele contribuiu decisivamente para a construção do Departamento de Economia da PUC-Rio há algumas décadas e, mais recentemente, para a criação do Instituto de Estudos de Política Econômica (Iepe da Casa das Garças), um espaço novo para o debate livre sobre temas econômicos relevantes. Poucos brasileiros se podem orgulhar de tamanho legado como o de Dionísio.
Essas obras de Dionísio Dias Carneiro são parte da riqueza do Brasil, que vai além do acúmulo de edificações, máquinas e as (essenciais) obras de infraestrutura. De fato, o atual objetivo primordial econômico do Brasil parece ser acumular capital para crescer mais rápido, por mais tempo. Vivemos no mundo do PAC 1, PAC 2, Belo Monte e outras grandes obras. Todas são essenciais, todas necessárias para evitar gargalos no futuro (nada de apagão e outras pragas!).
Mas acumular capital na forma tradicional (e antiga) não basta. É preciso ênfase no acúmulo de conhecimento, na formação de indivíduos que sejam capazes de ser produtivos, de resolver problemas e liderar. O Brasil precisa de mais capital humano.
No mundo de hoje, o acúmulo de capital humano tem contribuído decisivamente para elevar o crescimento mundial. Países capazes de transmitir mais conhecimento e usá-lo de forma produtiva têm crescido mais. É o mundo das ideias (aplicado aos serviços e à indústria) que tem predominado. Os países que almejam desenvolver-se têm investido na educação, formal e informal, na formação do trabalhador. Muitos acreditam que países como a Coreia do Sul se desenvolveram escolhendo indústrias vencedoras e depreciando artificialmente o câmbio (para poderem exportar mais e crescer). Mas se esquecem da revolução na educação que ocorreu por lá.
No Brasil houve bastante avanço na educação, principalmente no acesso das crianças ao ensino fundamental e médio: praticamente todas as crianças já frequentam o ensino fundamental e mais de 80%, o ensino médio.
No entanto, apesar dos avanços no acesso, a qualidade da educação escolar ainda é ruim. Continuamos com mau desempenho nos testes de proficiência, em todos os níveis de educação, tanto em termos absolutos quanto relativos ao restante do mundo (somos piores mesmo se comparados com países na mesma faixa de renda). Quase 80% dos nossos alunos de 15 anos não obtiveram a proficiência mínima em Matemática (comparados com apenas 2% na Coreia do Sul). Em leitura e Ciências, 64% e 57% não obtiveram a proficiência mínima (comparados com zero e 2% na Coreia do Sul).
Além da experiência internacional, há sinais de que melhorias na educação, no Brasil, podem alavancar o crescimento no País. Pelo menos se depender do retorno privado de investir na educação: quem consegue adquirir mais educação tem como benefício uma renda muito maior na sua carreira.
Interessante é que apenas gastar mais não resolve. Gasta-se no Brasil em educação o equivalente ao que se gasta na Coreia do Sul (acima de 4% do produto interno bruto), com resultados bem inferiores. Não basta simplesmente realocar recursos para educação, é necessário planejar e colocar os incentivos corretos para que professores e escolas levem os alunos a um desempenho melhor.
Em suma, pensando na prosperidade (no Brasil, não em Veneza!), houve tantos avanços nos últimos anos, mas ainda há muito por fazer. Não faltam reformas a implementar, algumas quase invisíveis para o grande público. Há, hoje, uma oportunidade única para avançar, calcada nos alicerces atuais. Porém é necessário ter a humildade de reconhecer que não basta o que já foi feito.
A vida de Dionísio foi de dedicação e paixão até o fim. Deixou o que enriquece uma nação: instituições que vão permanecer conosco. Mas também um expressivo número de ex-alunos e orientandos, nas mais diversas áreas, que seguem sua paixão pelo conhecimento e pela educação. É um legado e tanto, meu amigo.

Como o Google pode ajudar a mudar o rumo da sua Empresa?
Fonte: http://blog.valedaweb.com.br/como-o-google-pode-ajudar-a-mudar-o-rumo-da-sua-empresa/, 22/06/2010
O Google atualmente detém 95% das buscas realizadas no Brasil e um total de 63% nas buscas realizadas no Mundo.
Com o passar dos anos o Google passou a ser uma referência em busca e em diversos outros serviços, sendo na sua maioria sempre gratuitos. Com este crescimento gigante do Google as empresas têm excelentes oportunidades de se destacarem, se mostrando ao mundo literalmente.
Um reflexo do crescimento do Google é uma nova visão das empresas em relação ao marketing digital.
Para se ter uma idéia há alguns anos atrás ter apenas um site era o bastante. Hoje as empresas também procuram resultados, que vêem através do marketing digital e na sua maioria de mecanismos de busca como o Google.
Então! Como o Google pode realmente ajudar a sua empresa? Veja as principais opções para obter resultado com seu site através do Google:
Tratando-se de resultados buscas, existem duas formas que lideram o momento atual da internet:
Google Gratuito (Resultados Orgânicos);
Google Pago – Adwords (Link Patrocinado).
Importante: muitas vezes você vai ouvir falar sobre SEO (Search Engine Optimization – Otimização de Sites para Buscadores) e SEM (Search Engine Marketing – Marketing em Sites de Busca), não procure se preocupar com estes termos, apenas tente compreender as explicações abaixo.
Google Gratuito (Resultados Orgânicos): a parte em vermelho na figura acima mostra o local dos resultados gratuitos do Google, ou seja, para o seu site estar posicionado neste local o site depende de vários fatores. Alguns especialistas chegam a dizer que estes fatores passam de 1.000, já outros mais modestos estipulam um máximo de 200 fatores. O maior problema de todos é que os fatores mudam de acordo com o Google, ou seja, podemos considerar o Google neste ponto um organismo vivo, pois quando os especialistas identificam os fatores, o Google muda, altera e faz algo diferente, e assim a cada dia os engenheiros do Google criam novas formas de filtrar o melhor  resultado para entregar ao seu usuário que faz uma busca.
Prós: após conseguir chegar às primeiras colocações, a possibilidade de ficar no topo por um bom tempo é grande, claro que isso depende de alguns fatores como: deixar o site bem atualizado, ter um bom conteúdo relacionado ao que você vende ou trabalha e muitos outros fatores.
Contra: O tempo para obter um bom resultado é de três a seis meses, isto para casos com foco regionalizado, em caso de sites com foco nacional, o tempo pode ir muito além.
Google Adwords ou Link Patrocinado: a parte em azul na figura acima mostra o local dos resultados pagos, o famoso Google Adwords, conhecido também como links patrocinados. O Google Adwords é uma das principais fontes de renda do Google, e a cada dia são diversos novos anunciantes, fazendo com que a concorrência fique dia-a-dia mais acirrada, gerando assim um leilão de palavras chaves. No Google Adwords cada palavra ou frase tem um custo, sendo assim quem gastar mais no Google terá uma melhor posição e também mais acessos em seu site, sendo que o anúncio precisa ser bem direcionado ao que você está tentando vender. A cobrança é feita somente quando um internauta busca algo no Google e depois clica em cima do anúncio, ou seja, só é feita a cobrança se houver um clique para o site do anunciante, em resumo, podemos dizer que esta política de cobrança é interessante, diferente de alguns sites que cobram por visualizações.
Prós: o resultado é praticamente imediato, basta fazer um cadastro e criar sua campanha no Google Adwords, e claro, fazer também um pagamento inicial no valor mínimo de R$ 20,00 para ativação e mais um valor inicial que você achar interessante para começar a anunciar, este valor depende de vários fatores, consulte um especialista para saber mais sobre isto. Depois de feito o pagamento, no máximo em 24h seu anúncio começará a ser exibido. Há também a forma de pagamento via cartão de crédito, o que faz o anúncio aparecer em alguns minutos após a confirmação da operadora de cartão de crédito.
Contra: você, literalmente, nunca poderá parar de pagar o Google, do contrário seu site não irá mais aparecer na pesquisa do Google.

Pesquisador publica dados de mais de 100 milhões de usuários do Facebook
Fonte: Folha Online
Um pesquisador em segurança dos Estados Unidos divulgou um arquivo cujo conteúdo engloba nomes, endereços de perfil e números únicos de identificação de mais de 100 milhões de usuários do Facebook. As informações são do blog Bits, do jornal "The New York Times" de quarta-feira (29). Segundo o site de economia da CNN, foram dados de em torno de 170 milhões de usuários.
Segundo o diário, os dados foram extraídos por meio de um diretório público do Facebook, cuja função é possibilitar a criação de listas de usuários que compartilharam algum tipo de informação do perfil com qualquer um na internet. Os dados foram coletados e publicados no BitTorrent, e têm 2,8 Gbytes de tamanho. O arquivo também inclui os códigos de programação usados pelo pesquisador em segurança Ron Bowes, da empresa Skull Security.
Em comunicado, o Facebook disse que o nome daqueles usuários na lista não representam uma ameaça para os que se sentem confortáveis em compartilhar informações.
"Pessoas que usam o Facebook têm o direito de compartilhar apenas o que elas querem, com quem elas querem, e quando elas quiserem. Nossa responsabilidade é respeitar suas vontades. Nesse caso, a informação que as pessoas concordaram em tornar pública foi coletada por um único pesquisador", afirma a nota.
O "NYT" diz ainda que, em um post no blog da companhia, Bowes disse que decidiu compilar a lista de informações de usuários e compartilhá-la on-line a fim de mostrar que há um "problema de privacidade assustador" que envolve uma maneira de compartilhar informações com o resto da internet por intermédio do Facebook.
Até o fechamento da reportagem, o site da companhia estava fora do ar. O motivo que levou o especialista em segurança a compartilhar os dados não está claro.

Gigantes perdem oportunidades à espera de aprovação para fusões
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 31/07/2010 às 08:40 hs. 
Uma ideia que entusiasma o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, é estimular a formação de grupos brasileiros com musculatura para atuar como transnacionais. Algumas das maiores empresas brasileiras embarcaram nesse projeto e, por meio de fusões e aquisições, ganharam estatura para dar esse salto, mas há um entrave dentro da própria casa de Lula: o sistema brasileiro de defesa da concorrência no mercado interno, representado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. É na mesa de seus conselheiros que estão os processos que aguardam a aprovação de uniões de companhias que envolvem bilhões, mas que não têm prazo para serem concluídos.
Um exemplo é o Grupo Pão de Açúcar, que em junho do ano passado comprou o Ponto Frio e assim superou a rede rival Carrefour. Só no segundo trimestre deste ano, a receita combinada das duas companhias agora unidas bateu R$ 7 bilhões. Mas a união das empresas ainda depende do aval do Cade. Ainda que elas estejam operando juntas, sem essa definição existem passos que não podem ser dados, como eliminar negócios que se sobrepõem entre as duas redes ou cortar postos redundantes. Em suma, fazer economia e aproveitar mercados.
Outra fusão envolvendo o grupo de Abílio Diniz que também está tramitando na burocracia federal é a que envolve a Casas Bahia, ocorrida este ano. E há risco de veto à união, pois ela deixaria a empresa numa liderança muito folgada no ramo do varejo, com suposto prejuízo à concorrência interna. O faturamento anual das três empresas (Pão de Açúcar, Ponto Frio e Casas Bahia) chegaria a R$ 40 bilhões.
A união entre as processadoras de alimentos Sadia e Perdigão também aguarda o sinal verde do Cade, há um ano. A companhia resultante da fusão, a Brasil Foods, se tornou a quarta maior exportadora brasileira e faturou R$ 9,2 bilhões no mercado externo no ano passado. Mas o grupo carrega o peso de não conseguir unir oficialmente suas operações, deixando de aproveitar diversas sinergias.
Para o mercado, o que existe é a Brasil Foods, mas do ponto de vista administrativo a Sadia e a Perdigão continuam funcionando, emitindo notas separadamente e mantendo estruturas paralelas de recursos humanos e tributação, por exemplo, o que se traduz em desperdício de dinheiro. Situação semelhante enfrentam os bancos Itaú e Unibanco, que anunciaram a fusão em novembro de 2008 no valor de ativos combinados de R$ 575 bilhões. Pouco mais de um ano depois, esses ativos já atingem a marca de R$ 634,7 bilhões, o que faz da sociedade o maior dos conglomerados financeiros privados da América Latina.
O mandato do presidente Lula está perto do fim e com ele vai embora um fiador do processo de internacionalização dessas empresas. Elas temem que possam ocorrer restrições às uniões, como na criação da Ambev (Brahma e Antarctica se juntaram, mas marcas menores que estavam na parceria não puderam ser aproveitadas) e na compra da Brasil Telecom pela Oi (elas tiveram de manter os serviços de internet móvel separados para que o negócio fosse aprovado). Pior foi o caso entre Nestlé e Garoto, no qual o Cade determinou a dissolução do negócio.
O Cade informa que não há um prazo para análise das operações. Parte da demora ocorre porque, para julgar os processos, ele depende de pareceres da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, e da Secretaria de Direito Econômico (SDE), vinculada ao Ministério da Justiça. Além disso, os conselheiros podem pedir opinião de outros órgãos, como agências reguladoras e Banco Central.
Um projeto de lei propõe um prazo máximo de 180 dias úteis para apreciação de casos complexos e 20 dias úteis para os mais simples, mas este também está tramitando, sem muita velocidade, pelo Senado.
As empresas foram procuradas pela reportagem para comentar sobre a demora nos processos, mas não deram informações.
Redação Terra
Luciana Cobucci
Direto de Brasília
Fonte: Terra - ECONOMIA 

Grupo americano Washington Post vende revista Newsweek
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 03/08/2010 às 11:49 hs.
Valores da transação não foram divulgados. Novo dono promete manter empregos da maior parte dos funcionários.
O grupo americano de mídia Washington Post anunciou, nesta segunda-feira (02), a venda da revista Newsweek para o grupo Harman International Industries. Os valores da transação não foram divulgados.
Uma das principais revistas norte-americanas, a Newsweek era parte do grupo do Post há 50 anos. A crise econômica e a concorrência do noticiário online fizeram a revista encerrar 2009 com um prejuízo de cerca de US$ 30 milhões, após quedas tanto no número de anunciantes quanto na circulação.
Em nota, o presidente do grupo Washington Post, Donald Graham, afirmou que o novo dono da Newsweek, o milionário Sidney Harman, de 91 anos, se comprometeu a manter a maioria dos funcionários.
Fonte: www.administradores.com.br

Controladores querem abrir o capital até 2013
Fonte: 03/08/2010 - FOLHA DE S. PAULO – SP
Criado em 1987 pelo professor de inglês Carlos Wizard Martins, 53, o grupo Multi, que dobrou seu faturamento desde 2008, prepara-se para abrir o capital.
Controlado por quatro membros da família Martins -além do fundador, são sócios a mulher Vânia, 53, e os filhos gêmeos Charles e Lincoln-, o grupo contratou auditores externos e criou um conselho de administração com membros independentes para profissionalizar sua gestão.
Apesar da preparação, ir à Bolsa não é prioridade imediata. "O IPO é um meio, não um fim. Não precisamos de dinheiro agora para aquisições. O ideal é abrir o capital em até três anos", diz Charles Martins, presidente do conselho.

Empresas começam a adotar padrões internacionais de contabilidade este ano
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 03/08/2010 às 11:55 hs.
03/08/2010 - O processo de convergência e adaptação dos balanços do Brasil às IFRS não descaracteriza a contabilidade brasileira, mas permite que ela seja comparada no mercado internacional de forma igualitária
Agência Sebrae de Notícias
Rio de Janeiro - As empresas brasileiras terão de ajustar os seus balanços às Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS, do inglês Internacional Financial Reporting Standards) a partir deste ano. As novas regras deverão ser adotadas não só nas grandes empresas, mas também nas demonstrações financeiras de médias e pequenas corporações, afirmou o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Juarez Domingues Carneiro.
Para disseminar as informações sobre o tema, o CFC e outras entidades realizam a partir desta segunda-feira (2), no Rio de Janeiro, o seminário IFRS para Pequenas e Médias Empresas.
A ideia, segundo o presidente do CFC, é formar multiplicadores para aplicação dessas normas internacionais nas empresas de pequeno e médio porte, de modo a facilitar os negócios no cenário externo.
"O que existia, até alguns anos atrás, é que muitas empresas brasileiras de pequeno e médio porte, com potencial de exportação, acabavam esbarrando, muitas vezes, no nível de comparabilidade da contabilidade. A análise das demonstrações, dos balanços, era feita de forma injusta, porque adotava os padrões dos países onde era feita a demanda, desconsiderando a forma como nós apresentávamos".
Cerca de 700 pessoas, entre contadores de pequenas e médias empresas, professores universitários e estudantes do curso de ciências contábeis participarão do evento, que contará com a presença de instrutores do Comitê Internacional de Normas Contábeis. Também haverá transmissão online para que todos os conselhos regionais de Contabilidade possam acompanhar as palestras. "Eles têm o compromisso de, depois, multiplicar esse conhecimento dentro de cada estado."
O processo de convergência e adaptação dos balanços do Brasil às IFRS não descaracteriza a contabilidade brasileira, mas permite que ela seja comparada no mercado internacional de forma igualitária. Carneiro frisou que a partir da adoção dessas normas internacionais, qualquer empresa brasileira tem condições de ingressar no mercado exterior, com o mesmo nível de comparabilidade.
De acordo com o presidente do CFC, o Brasil será o primeiro país do mundo a ter todas as empresas adequadas às normas internacionais.
As companhias de grande porte foram as primeiras a implantar as normas internacionais do comitê, pois têm ações negociadas em Bolsas de Valores e participam do mercado internacional há mais tempo, explicou Carneiro.
As Normais Internacionais de Contabilidade foram adotadas primeiramente pela União Europeia, em 31 de dezembro de 2005, visando a harmonização dos balanços. Atualmente, 117 nações já adotam ou estão em fase de implantação dessas normas, estabelecidas pelo Comitê Internacional de Normas Contábeis.
Fonte: www.administradores.com.br