
05/08/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Pesquisador institucional ganhará novas responsabilidades e passará a ser o procurador da entidade junto ao MEC
Avaliação? Contratem um cérebro, urgentemente!
ProUni: 5ª chamada no dia 5
Furo no Enem
Site vaza informações de alunos
Especialista em Direito Digital diz que inscritos no Enem devem ser indenizados por vazamento de dados
Após vazamento, aluno que esqueceu a senha não consegue acessar nota do Enem
Dados do Enem ficam inacessíveis por prazo indeterminado, diz Inep
Educação Integral pode ser votada hoje
Brasileiros buscam graduação diferenciada fora do país
Estatuto e Plano Nacional são próximas metas para juventude
Obra sobre História da África é traduzida para uso em licenciaturas
Avaliação da OAB reprovada na internet
30 horas semanais para assistentes sociais
Bolsa Família poderá dar verba extra
Alunos terão aula de educação financeira
Plano para ensino básico terá 25 metas
Súmula de Pareceres - reunião ordinária dos dias 6, 7 e 8/07 2010
Indígenas não são preparados para a universidade
Harvard cria curso sobre os novos desafios dos executivos após a crise
MEC autoriza novo curso de direito
Escolas apostam no aumento da pós-graduação no país
Sete dicas para conquistar um bom estágio e desenvolver a carreira
Autor do "Guia politicamente incorreto da história do Brasil" - Leandro Narloch ataca o ensino nas escolas
Notícias da Política
Pesquisador institucional ganhará novas responsabilidades e passará a ser o procurador da entidade junto ao MEC
Fonte: Jornal da Educação
Será editada, dentro de próximos dias, portaria
ministerial definindo novas atribuições para os atuais
pesquisadores institucionais.
Os mesmos passarão a se chamar, provavelmente, "procuradores
institucionais" e a relação do Ministério da
Educação com as universidades, centros
universitários e faculdades ocorrerá através desse
profissional designado pelas mantenedoras.
A nova mudança traz uma certa sistematização do
canal de comunicação onde o dirigente da IES não
será o elemento oficial pela ligação com as
diversas secretarias e órgãos da estrutura do MEC.
(IPAE 027 - 08/10)
Avaliação? Contratem um cérebro, urgentemente!
Fonte: Revista Gestão Universitária, Edição 235
As Instituições de Ensino Superior - IES precisam
urgentemente de providenciar a contratação de um
profissional para cuidar apenas do acompanhamento dos instrumentos de
avaliação incluídos no site do INEP e de sua
articulação com a legislação vigente. Mas
este deve ter um cérebro privilegiado, capaz de entender a
lógica do enorme enrosco que virou este assunto. Os problemas
são inúmeros e a possibilidade de, mesmo seguindo os
instrumentos estarmos em falta com o atendimento à
legislação é enorme. E a consequência
já se sabe: “não fez nada, mas vai preso do mesmo
jeito”. Aja paciência para suportar tanta bagunça e
confusão. Não se trata de aceitar mudanças, pois a
mudança é uma regra estável neste setor, mas de
conviver com a desorganização institucionalizada e, pior,
sem instância para reclamação a não ser um
atendimento 0800 do tipo: Sim, Senhor; um minuto, Senhor; vou abrir um
“chamado”, Senhor; anote o número do
“chamado”, Senhor; e por aí vai... A confusão
começa com o instrumento principal, o Instrumento de
Avaliação Externa que subsidia o ato de recredenciamento
das Instituições de Ensino Superior. No site do INEP o
instrumento foi modificado para atender ao Ofício Circular
MEC/INEP/DAES/CONAES 067 do último dia 9 de julho de 2010. No
entanto, podemos encontrar na mesma página outra versão
do mesmo instrumento, sem a modificação. São duas
versões no mesmo site. Se o indivíduo acertar e clicar na
versão modificada ótimo, se não...
As exigências do Ofício Circular 067 atingem outros
instrumentos de avaliação, mas a bagunça se
instala quando estes são parcialmente modificados sem nenhuma
razão plausível. Em seu item “d”, por
exemplo, o Ofício exige que a expressão “Requisitos
Legais” seja alterada para “Requisitos Legais e
Normativos” em todos os instrumentos de avaliação
de cursos de graduação que subsidiam os seguintes atos
regulatórios: Autorização, Reconhecimento e
Renovação de Reconhecimento. No entanto, esta
alteração não ocorreu no Instrumento de
Avaliação de Cursos Superiores de Tecnologia que subsidia
o ato de reconhecimento; no Instrumento de Avaliação do
Curso de Direito que subsidia o ato de reconhecimento; no Instrumento
para autorização de Bacharelados e Licenciaturas; no
Instrumento para autorização dos Cursos Superiores de
Tecnologia; no Instrumento para autorização dos cursos de
Direito; no Instrumento para autorização de cursos de
Medicina e nem no Instrumento de Avaliação do Curso de
Medicina que subsidia o ato de reconhecimento, ou seja, alguns foram
modificados, muitos outros não. Qual a razão para a
modificação parcial se é algo tão simples e
a exigência é clara? Vai entender...
Outro item exigido pelo Ofício que virou uma confusão foi
o “b I” que exige a exclusão nos descritores dos
conceitos 3, 4 e 5 do Indicador 3.2 da expressão
“Imprescindível” no Instrumento de
Avaliação de Cursos de Graduação –
Bacharelado e Licenciatura para fins de Reconhecimento. Este indicador
trata da exigência de gabinetes de trabalho para professores e o
indicador não é mais “imprescindível”
para reconhecimento de cursos de Bacharelado e Licenciatura. No
entanto, a exigência continua no Instrumento de
Autorização para Bacharelados e Licenciaturas, no item
3.1.2 que trata o indicador como imprescindível. Podemos
entender então que para autorização temos que ter
os gabinetes e no momento do reconhecimento não? Muito bem,
então autorizamos os cursos com gabinetes e retiramos os
gabinetes no momento do reconhecimento? Ou podemos deduzir que
alguém brilhantemente entendeu que, tendo sido exigência
na autorização, já existiria no momento do
reconhecimento? Porém, conclui-se que este brilhantismo
não ocorreu quanto no Instrumento de Avaliação do
Curso de Direito que subsidia o ato de reconhecimento percebe-se que a
exigência dos gabinetes também continua. Vamos ter
gabinetes somente para os professores do curso de direito? Outro
imbróglio é a questão dos Planos de Cargo e
Carreira. A expressão “homologado por órgão
do Ministério do Trabalho e Emprego” foi excluída
do indicador 5.3 do Instrumento de Avaliação Externa que
subsidia os atos de recredenciamento das IES por exigência do
item “a IV” do Ofício Circular 067, mas a
exigência de protocolo no órgão competente do
Ministério do Trabalho e Emprego continuou nos Requisitos Legais
e Normativos, conforme item “a IX” do mesmo documento. Esta
mudança de homologado para protocolado nos Requisitos Legais e
Normativos já tinha sido feita em função do
Ofício Circular DAES/INEP/MEC 048, de 13 de maio de 2010. Se a
exigência continua, pois com esta confusão nunca se sabe,
por que não trocaram a expressão “homologado”
por “protocolado” no indicador 5.3 do Instrumento? A falta
da expressão no indicador não cria um conflito dentro do
mesmo instrumento? Os outros requisitos legais e normativos são
exigidos também nos indicadores. Por que este requisito é
diferente?
No Diário Oficial da União do dia 27 de julho de 2010 foi
publicado o Parecer CONAES no. 4, de 17 de junho de 2010, homologado
pelo Sr. Ministro e o Projeto de Resolução no. 01,
também de 17 de junho de 2010 que normatiza a questão do
Núcleo Docente Estruturante – NDE. No entanto, embora o
Parecer já esteja publicado e homologado nada mudou nos
instrumentos de avaliação em função deste
documento. Quando estas mudanças vão ocorrer? Obedecemos
aos instrumentos ou o Parecer homologado? E como ocorrerão estas
mudanças? Parcialmente? Até quando as IES brasileiras
terão que suportar este “vai e vem” de
modificações desencontradas? O SINAES propõe,
dentre outras coisas, a utilização de múltiplos
instrumentos de forma articulada para a formação de um
conceito global. Como formar um conceito global no meio de tanta
desarticulação?
ProUni: 5ª chamada no dia 5
Fonte: Folha Dirigida, 04/08/2010 - Rio de Janeiro RJ
Os participantes do Programa Universidade para Todos (ProUni)
poderão conferir nesta quinta-feira, dia 5, o resultado da
quinta chamada de convocados pelo site do Ministério da
Educação. Entre os dias 6 de 9, os estudantes
deverão realizar a comprovação das
informações declaradas ao se inscreverem. É
necessário acessar os dados no sistema, utilizando a senha
criada durante a inscrição no Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem). Os candidatos pré–selecionados devem
comparecer às instituições de ensino de posse dos
documentos que comprovem as informações prestadas em sua
ficha de cadastro.
Para isso, eles devem comparecer à instituição
para a qual solicitaram inscrição e apresentar, entre
outros: documento de identificação; contas de
água, gás, energia elétrica ou telefone (fixo ou
móvel); contrato de aluguel em vigor ou declaração
do proprietário do imóvel; declaração anual
do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF); demonstrativo ou
comunicado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou da
Receita Federal do Brasil (RFB); e comprovante de rendimentos do
candidato e dos integrantes de seu grupo familiar. O programa existe
desde 2005 e mais de 690 mil estudantes já ingressaram em
instituições de ensino superior por meio das bolsas
distribuídas pelo ProUni. Por ano, são realizados dois
processos seletivos, um para candidatos que ingressarão no
primeiro semestre e outro para aqueles que entrarão nas
universidades no segundo semestre.
Furo no Enem
Fonte: Diário Catarinense, 05/08/2010
Sistema mostrou fragilidade
A divulgação indevida dos dados ocorreu por uma
“fragilidade no sistema”, de acordo com o presidente do
Inep, Joaquim Soares Neto.
– Era possível ter acesso aos links sem a senha. O Inep
está com uma estrutura grande de segurança. Isso
não afeta a credibilidade do Enem.
No ano passado, o Enem foi cancelado às vésperas da sua
realização porque a prova foi roubada de dentro da
gráfica que imprimia o material.
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse no
início da tarde de ontem, que o Ministério e a
Polícia Federal estão à disposição
do ministro da Educação, Fernando Haddad, se quiser ajuda
na investigação.
Confiança abalada, de novo
Nos últimos anos, a mídia vem divulgando uma série
de informações sobre vazamento e qualidade duvidosa dos
concursos elaborados no Brasil. Em 2009, ocorreu o fato mais
surpreendente: a falta de segurança provocou o cancelamento da
prova do Novo Enem, deixando os 4,1 milhões de inscritos
inseguros em relação à prova. Resultado? Cerca
de1,6 milhões de alunos não realizaram o exame. Em 2010,
voltamos a confiar no Enem como um mecanismo democrático de
acesso ao ensino superior. Porém, novas notícias sobre
vazamento de informação, desta vez de dados dos
estudantes, preocupam professores e alunos que estão se
dedicando e apoiando o Enem. Seria importante que as autoridades que
cuidam da educação não brincassem com a vida de
milhares de estudantes que sonham em mudar sua trajetória
através da inclusão nas universidades. A mudança
da educação passa por seriedade, compromisso e
credibilidade.
Otávio Auler (professor, historiador, sociólogo e cientista político).
Vazamento de dados poderá gerar ações
O vazamento de dados pessoais como RG, CPF, nome da mãe e
informações do perfil socioeconômico e do
desempenho dos inscritos pode resultar em ações de
indenização contra o Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
As informações estiveram disponíveis no site
mantido pelo MEC por ao menos três horas – entre 14h e 17h
– de terça-feira.
Por se tratar de uma fundação federal, a União
pode ser co-autora. A observação é do advogado
Adriano Tavares, especialista em Direito Civil.
– É difícil mensurar o dano, mas o Enem faz parte
de um certame no qual o candidato se inscreve para ingressar em uma
instituição que ele não pode bancar. Além
disso, quem garante que os dados não serão usados na
falsificação de documentos? – questiona.
No site, o Inep admite o vazamento das informações sobre
os inscritos no Enem de 2007, 2008 e 2009. Explica que os dados dos
estudantes, armazenados no banco do instituto, eram colocados numa
área reservada do site, com endereço específico, e
liberados para as Instituições de Ensino Superior (IES) e
Secretarias de Educação que solicitassem para
utilização nos seus processos seletivos.
Essas instituições se comprometiam a não divulgar os dados e teriam acesso mediante usuário e senha.
De acordo com a informação, “tão logo
informado que o endereço em área reservada havia se
tornado público, o Inep fechou o endereço
específico”. Informa, ainda, que a direção
do Inep apura causas e responsabilidades que provocaram o ocorrido.
O presidente do Inep, José Joaquim Soares Neto, admitiu a falha.
Mas declarou que os dados não ficaram numa lista aberta e que
não teve nenhum tipo de lista na internet. Por enquanto,
não foi dada nenhuma orientação para que as
superintendências da Polícia Federal investiguem ou
recebam ocorrências.
– É necessário aguardar o desenrolar das
ações. Pelo número de instituições
com acesso, parece difícil se chegar a um responsável.
Não se pode antever ou antecipar que o vazamento irá
resultar na prática de um crime como a
falsificação de documentos – explica o delegado
Ildo Rosa, chefe da Comunicação Social da Polícia
Federal em SC.
angela.bastos@diario.com.br
Ângela Bastos
Site vaza informações de alunos
Fonte: Jornal A Notícia, 05/08/2010
MEC investiga falha que deixou abertos dados sigilosos de 12 milhões de inscritos
O Ministério da Educação (MEC) anunciou ontem, em
nota, que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
(Inep) está apurando as causas e responsabilidades a respeito do
vazamento de dados pessoais de 12 milhões de inscritos nas
últimas três edições do Exame Nacional do
Ensino Médio (Enem). O órgão pretende descobrir de
que maneira as informações sobre inscritos nos exames de
2007, 2008 e 2009 ficaram disponíveis na internet.
Até o fim da tarde de terça-feira, estudantes cadastrados
tiveram dados como nome, RG, CPF, data de nascimento e nome da
mãe expostos em links abertos no site do Inep. Segundo o MEC,
está sendo levantada a hipótese de alguém ligado a
uma instituição de ensino ter repassado links do banco de
dados do Inep com a entrada da senha. Os dados já estavam fora
do ar às 17 horas de terça, após o MEC ter sido
avisado da falha.
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse que a
Polícia Federal está à disposição
para ajudar na investigação. “É um vazamento
de dados específicos que não deveria ter ocorrido. Mas
é menos grave que o vazamento da prova do Enem, que compromete a
lisura do certame”, disse Barreto, referindo-se ao vazamento da
prova do Enem, no ano passado, que obrigou o adiamento do exame.
A abertura de dados pessoais pode causar dor de cabeça ao dono
das informações. O advogado especializado em
segurança de tecnologia, David Rechuslki, diz que há um
mercado de compra dessas informações. “Muitas
pessoas que têm o documento furtado têm problemas de
crédito porque os dados foram usados para abertura de
crediário em lojas.”
Segundo o advogado, o risco é maior porque foram divulgados em
conjunto dados como CPF, RG e nome completo. Rechuslki recomenda aos
candidatos que procurem a polícia imediatamente caso sejam
vítimas de algum crime.
Especialista em Direito Digital diz que inscritos no Enem devem ser indenizados por vazamento de dados
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 05/08/2010 às 11:14 hs.
RIO - O Especialista em Direito Digital, José Antonio Milagre
afirmou que é cabível um pedido de
indenização dos alunos ao Ministério da
Educação (MEC) pelo fato de dados sigilosos de 12
milhões de estudantes terem ficado disponíveis no site do
Inep, órgão do ministério responsável pela
elaboração do Enem. Segundo Antonio Milagre, o candidato
tem direito a reparação por danos materiais e morais,
além dos danos relativos a negligência dos
órgão público. (Leia mais: Dados do Enem
divulgados indevidamente podem ser utilizados em fraudes, afirma
criminalista)
- Só a conduta de expor indevidamente os dados já gera um
dano com direito a reparação. Isso acontece mesmo que o
estudante não tenha sofrido nenhuma perda com a
divulgação das informações. O Estado tem
que indenizar essas pessoas - diz. (Saiba mais: Estudante que esqueceu
a senha não consegue acessar nota do Enem)
"Só a conduta de expor indevidamente os dados já gera um dano com direito a reparação"
As informações dos candidatos inscritos no exame
estiveram disponíveis na internet por ao menos três horas
- entre às 14h e às 17h de terça-feira (3). De
acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep), na página constavam apenas nome,
RG, CPF, nome da mãe e número de matrícula dos
estudantes.
Em 2007, o Inep passou a pedir, no Censo Escolar,
informações de cada aluno da escola, como endereço
e nome dos pais. O argumento era de que esses dados só deveriam
ser fornecidos com autorização das famílias.
Investigação
O presidente do Inep, Joaquim Soares Neto, afirmou que a
divulgação indevida dos dados ocorreu por uma fragilidade
no sistema. (Veja também: Polícia Federal pode investigar
vazamento de dados sigilosos de inscritos no Enem)
"Esse problema não afeta de forma alguma a credibilidade do Enem"
Neto afirmou que as responsabilidades estão sendo apuradas.
- O Inep está com uma estrutura bastante grande de
segurança, estamos investindo muito nisso. Esse problema
não afeta de forma alguma a credibilidade do Enem - diz.
Fonte: O Globo on line
Após vazamento, aluno que esqueceu a senha não consegue acessar nota do Enem
Fonte: Estadão.edu, 04/08/2010 - São Paulo SP
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep)
já alterou seu portal para evitar que o desempenho pessoal de
cada inscrito no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja
acessado a partir das listas de dados pessoais que ficaram
disponíveis na internet até ontem. De porte das
informações (nº de inscrição, CPF, RG,
Estado de origem e data de nascimento), o site informava a senha de
cada inscrito, chegando, assim, às notas. Por esse caminho, a
reportagem teve acesso, inclusive, às cinco notas do exame do
próprio filho do ministro da educação, Fernando
Haddad - que prestou o Enem em 2009. Não é mais
possível que os inscritos recuperem a senha no portal porque a
ferramenta foi suprimida.
Conforme o Estado adiantou nesta quinta-feira, uma falha do Inep
permitiu acesso livre aos dados pessoais de 12 milhões de
inscritos nas últimas três edições do Enem.
Os links - que estavam sem a proteção de senha - com as
relações de inscritos nos exames de 2007, 2008 e 2009
foram tirados do ar por volta de 17 horas de quarta-feira (3),
depois que a reportagem alertou o Inep sobre a falha. Ao
contrário do que o Inep divulgou, os dados não ficaram
livres na internet apenas na tarde de ontem. Os links foram encontrados
há cerca de quatro meses por técnicos de uma escola de
1.º e 2.º graus da Grande São Paulo, que alertaram o
Estado e pediram anonimato. Para ter acesso aos dados, não foi
necessário fazer nenhum trabalho de hacker, mas seguir links
indicados no portal.
Dados do Enem ficam inacessíveis por prazo indeterminado, diz Inep
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 05/08/2010 às 10:18 hs.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep), José Joaquim Soares Neto, disse
nesta quarta-feira (4) ao G1 que não há prazo para que as
informações sobre os estudantes inscritos no Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) estejam disponíveis na
internet.
Os dados dos estudantes foram tornados públicos por meio de uma
das 231 instituições que têm acesso ao sistema por
meio de senha, afirmou Neto mais cedo. As informações
só vão ser disponibilizadas novamente quando não
houver “fragilidade de segurança” no sistema,
afirmou o presidente do Inep.
Por enquanto, as instituições não podem ter acesso
aos dados dos estudantes. Os alunos também não
poderão acessar as notas do Enem até que o problema de
segurança seja corrigido. "Estamos resolvendo esse problema de
fragilidade do sistema para ele voltar ao ar brevemente, porque s
instituições e os estudantes precisam dos dados", afirmou.
Neto disse que vai coordenar pessoalmente a auditoria que será
realizada para apurar o vazamento. De acordo com ele, ainda é
cedo para saber se houve erro ou má-fé ou qual
instituição vazou os dados.
"Neste momento, tenho que esperar o resultado da auditoria do Inep para
passar mais informações, pois não posso prejulgar."
Segundo ele, é possível rastrear de onde partiu o
vazamento de informações, já que o sistema
só é acessado por senha. Neto não descartou um
pedido para que a Polícia Federal investigue o caso, se houver
indícios de vazamento intencional.
Segundo a assessoria do Inep, não há risco de
segurança em relação à prova do Enem 2010,
porque o exame ainda não foi elaborado. O Inep não
informou quais medidas foram adotadas para barrar novos vazamentos nem
quantos funcionários trabalham na área de
segurança do site da instituição.
Fonte: G1 - Portal Globo
Educação Integral pode ser votada hoje
Fonte: Jornal da Educação
Deve ser votado nesta quarta-feira o parecer da relatora Professora
Raquel Teixeira a Proposta de Emenda à
Constituição que prevê o regime de oito horas
diárias nas escolas públicas, durante reunião da
Comissão Especial sobre a PEC.
Além disso, a PEC estabelece punição para agentes
públicos que deixarem crianças fora da escola. Os agentes
poderão perder o cargo ou mandato, e estarão sujeitos
à inelegibilidade, pelo período de oito anos.
(IPAE 020 - 08/10)
Brasileiros buscam graduação diferenciada fora do país
Fonte: Portal Aprendiz, 03/08/2010
Seja em busca de um diferencial no mercado de trabalho ou de uma
experiência única, cada vez mais estudante brasileiros
estão ingressando em faculdades dos Estados Unidos e do Reino
Unido. Os jovens buscam cursos diferenciados,
instituições com melhores recursos e a imersão
integral em outra cultura. A carioca Clara Ferraz, de 18 anos,
está de malas prontas para iniciar o ano letivo em agosto na
Oberlin College, no estado norte-americano de Ohio. “Gostei da
faculdade porque no primeiro ano alunos de humanas, exatas e
biológicas estudam juntos. Eu não preciso escolher a
área que quero seguir. Penso em estudar Teatro ou Meio Ambiente,
mas só vou decidir no segundo ano”, conta. Estudar nos EUA
tornou-se possível para Clara graças a uma bolsa de
estudos de 80%, que cobre a anuidade do curso e gastos com moradia,
alimentação e livros. “O custo total da faculdade,
com os gastos pessoais, é de US$ 55 mil anuais. Algo totalmente
fora da minha realidade, mas com a bolsa para estrangeiros ficou
acessível”, afirma a estudante.
Dados do Instituto de Educação Internacional (IIE) dos
EUA apontam um crescimento de 13% em 2009 no número de
estudantes de graduação brasileiros. Em 2008, 3.712
estudantes deixaram o Brasil para estudar em instituições
norte-americanas. No ano seguinte, o número atingiu 4.201 e
colocou o Brasil em 15º lugar no ranking dos países que
mais mandam estudantes deste nível acadêmico para os EUA.
Mayhara Izidoro, de 22 anos, fez uma escolha profissional ao se
matricular na em Fashion Merchandising na Berkeley College, em Nova
York. “Aqui as oportunidades no meio da moda são maiores
do que no Brasil. Além disso, na Berkeley encontrei o curso
específico que eu queria, Admistração para
moda”, conta a jovem que mora em Nova York e cursa sua segunda
faculdade, de Design de Joias, na Fashion Institute of Technology
(FIT). Sem bolsa de estudo, Mayhara arcou com custos anuais de
aproximadamente US$ 23,6 mil para pagar a faculdade. A estudante estima
o custo de vida e os gastos com livros sejam por volta de US$ 2.400 por
ano. “Foi uma das melhores experiências da minha vida.
Aprendi muito, cresci muito, e sou muito grata pelos meus pais terem me
apoiado nesses quatro anos longe deles”, avalia.
De acordo com o British Council, a procura de estudantes brasileiros
por cursos de graduação no Reino Unido também
cresceu. Com números mais modestos, porém um crescimento
significativo de 51% nos últimos quatro anos, a região
recebeu 500 estudantes em 2009. Em 2005 eram 330.
“Atribuímos este crescimento ao aumento do número
de jovens, em idade de iniciar uma graduação, com
inglês fluente, e a necessidade de buscar uma
diferenciação no mercado de trabalho. Para esses
estudantes, a graduação no Reino Unido é vista
como um investimento de carreira. Tanto é que a área mais
buscada entre as instituições britânicas é a
de negócios”, destaca Rodrigo Gaspar, gerente de Marketing
do British Council Brasil. As universidades mais populares entre os
brasileiros estão duas instituições de Londres: a
University of the Arts London, com 40 estudantes, e a London
Metropolitan University, com 25 alunos do Brasil. Formado pela London
Metropolitan University em Film and Broadcast Production (cinema), o
paulista John Evans, 23 anos, destaca a importância de estudar em
um país de primeiro mundo. “Tenho parte da cultura inglesa
na forma como trabalho”, avalia.
Quem pretende cursar uma faculdade no Reino Unido deve contar com um
alto investimento, pois para graduação, as oportunidades
de bolsa são praticamente inexistentes. “Para pós,
mestrado, doutorado e pesquisa, há diversos programas. Na
graduação é muito raro”, explica Gaspar. A
anuidade dos cursos, no entanto, se assemelha aos preços pagos
em universidades particulares de São Paulo. Por ano, a
graduação no Reino Unido custa cerca de 10 mil libras (R$
27 mil reais). O que encarece é o custo de vida de morar na
Europa. “Os custos aqui são altos. Bem mais altos que no
brasil. Se eu tivesse estudado Cinema em São Paulo, teria
estudado na FAAP, que tem uma mensalidade de aproximadamente R$ 2.000.
É quase o que eu pagava em Londres. Mas o que é mais caro
aqui não são os cursos, mas os custos de vida, aluguel
comida e entretenimento”, destaca Evans.
Graças a uma bolsa para estudantes estrangeiros, Flavia
Paolucci, 41 anos, esticou seu intercâmbio na Southern Vermont
College, nos EUA, em 1987, quando tinha 18 anos. Sem
condições de arcar com os custos da faculdade, ela
procurou a direção da instituição e
descobriu que o número de vaga para estudantes estrangeiros
não estava preenchido. “Estive na hora certa e no local
certo. Foi quase um milagre conseguir bolsa integral. Se você
quer estudar fora, se você tem um objetivo, não espere
sentado cair no seu colo. Vá em busca das
informações, de contatos, porque as oportunidades
existem. Não desanime com as dificuldades, não deixe de
correr atrás porque vai ser difícil”, aconselha.
Encontrar programas de bolsas de estudos, preparar a
documentação para se inscrever em uma faculdade fora do
Brasil, realizar testes de proficiência é uma burocracia
que pode assustar os estudantes. Porém há
instituições que facilitam esse trabalho. Para estudar
nos EUA, os estudantes podem contar com a Education USA e a
Comissão Fulbright. “Para um estudante do Ensino
Médio não são óbvias as oportunidades e os
mecanismos para financiamento que ele dispõe para estudar fora
do Brasil”, avalia o diretor executivo da Fulbright, Luis
Loureiro. “Ajudamos a redigir cartas, a realizar as provas,
aplicações e até pagamos os certificados
necessários para estudantes carentes. Viabilizamos pra que eles
encontrem uma oportunidade nos EUA”, elenca Loureiro.
Thais Pires, supervisora da Education USA e da Associação
Alumni, afirma que as universidades norte-americanas também
estão interessadas nos alunos brasileiros. “No ano passado
tivemos 25 instituições participantes na feira
‘Education USA’ e este ano estamos com 38 inscritos”,
conta. A feira irá acontecer no dia 8 de setembro no Hotel
Intercontinental, em São Paulo, e em 9 de setembro no Hotel
Marriot, no Rio de Janeiro. Para as universidades britânicas,
todo o processo de candidatura é feito no Brasil pelo site da
UCAS. O British Council possui um serviço gratuito de
informações e dicas para quem quer saber como se
candidatar: centro.info@britishcouncil.org.br / (11) 2126-7500. (Portal
IG)
Estatuto e Plano Nacional são próximas metas para juventude
Fonte: Portal Aprendiz, 04/08/2010
Desirèe Luíse
Após a aprovação da PEC da Juventude, o Estatuto e
o Plano Nacional são os próximos passos almejados no
campo da política pública para os brasileiros de 15 a 29
anos. Os textos já tramitam na Câmara dos Deputados, mas
não devem ser votados em menos de dois anos. Promulgada, a
Proposta de Emenda à Constituição 42/2008,
conhecida como PEC da Juventude, agora é a Emenda Constitucional
nº 65. Seu texto proporciona segurança jurídica ao
Estatuto e ao Plano e reforça a necessidade para a
construção de um marco legal para a juventude no
país. O Plano Nacional de Juventude prevê um conjunto de
metas que devem ser cumpridas pela União, em parceria com os
estados, municípios e organizações juvenis.
Já o Estatuto da Juventude pretende estabelecer um processo
contínuo e articulado de investimentos para essa parcela da
população. Aproximadamente 50 milhões de
brasileiros têm entre 15 e 29 anos.
“O Estatuto detalha os direitos que devem ser assegurados e que
não estão claros dentro das garantias gerais da
população. O debate ainda deve avançar em
relação ao que está tramitando na
Câmara”, ressalta uma das representantes do Conselho
Nacional da Juventude (Conjuve) e coordenadora da Comissão de
Articulação e Diálogo do órgão,
Luciana Martinelli.
De acordo com a conselheira, ações deverão estar
centradas para pressionar o governo. “Com
mobilização e trabalho haverá um resultado
positivo para o Estatuto e o Plano. Prova disso foi a
aprovação da PEC. O mesmo movimento deve ser feito
agora”, diz Luciana.
A promulgação da Emenda Constitucional nº 65
representa, segundo o Conjuve, a mais importante vitória dos
movimentos juvenis. Para que a aprovação ocorresse, o
Conselho e outras entidades mobilizaram, por meio do Twitter, a
juventude brasileira a falar e pressionar seus representantes no
Congresso. Além da articulação via Internet, uma
comissão percorreu os gabinetes do Senado e atuou no
plenário para reforçar a importância da
matéria. A Emenda Constitucional nº 65 insere o termo
“jovem” no capítulo dos Direitos e Garantias
Fundamentais da Constituição Federal. Após sete
anos de tramitação da proposta no Congresso Nacional, a
PEC foi aprovada com unanimidade na Câmara e no Senado. Como
tramitou em regime especial, não necessitou de
sanção presidencial.
Segunda Conferência Nacional - Na próxima quinta-feira
(12/8), o presidente da República Luiz Inácio Lula da
Silva deve assinar um decreto de convocação para a
Segunda Conferência Nacional de Juventude, programada para
ocorrer no primeiro semestre de 2011. A expectativa é que o
evento impulsione a sociedade a cobrar avanços relacionados
à juventude. A Conferência tem como objetivos identificar
desafios e prioridades de atuação para o poder
público, promover o direito à participação
da juventude e fortalecer a rede social relacionada à
questão. Para o Conjuve, a aprovação da PEC
42/2008 ganhou força sobretudo após a Primeira
Conferência, realizada em abril de 2008, quando a proposta foi
eleita como símbolo maior da defesa da ampliação
das políticas públicas juvenis.
Novos debates - O Conjuve realizará reuniões com os
conselhos estaduais e municipais para estabelecer suas novas demandas.
Os encontros, que serão divididos por região e acontecem
neste mês de agosto, atuarão como fase preparatória
do III Encontro Nacional de Conselhos de Juventude, previsto para
novembro, em Brasília (DF). O primeiro evento acontecerá
nesta quinta e sexta-feira (5 e 6/8), no Paraná, reunindo a
Região Sul. Além dos conselhos de juventude, grupos e
movimentos juvenis poderão participar das atividades. Para saber
mais, os interessados devem enviar e-mail para
angela.simao@planalto.gov.br O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve)
é composto por 60 membros, sendo 40 da sociedade civil e 20 do
poder público.
Obra sobre História da África é traduzida para uso em licenciaturas
Fonte: www.nota10.com.br, 05/08/2010
O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de
São Carlos (UFSCar) concluiu a tradução e
atualização ortográfica dos oito volumes da
coleção História Geral da África. As obras
constituem material de referência que serão usados nos
cursos de formação de professores em História da
África e relações etnicorraciais e em cursos de
graduação, especialmente nas licenciaturas e pedagogia.
A coleção é reconhecida como a principal obra de
referência internacional sobre o continente africano, informa o
coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFSCar,
Valter Silvério. Foi publicada pela primeira vez no final da
década de 1980, pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco).
Agora, explica Silvério, a coleção será
publicada pelo Ministério da Educação (MEC) e
distribuída para os centros de formação de
professores da educação básica das universidades e
para pesquisa em bibliotecas. A expectativa de Silvério é
que o MEC publique a coleção em novembro deste ano.
Durante dois anos, a pedido do MEC, a UFSCar coordenou a
atualização ortográfica dos volumes da
coleção já traduzidos pela Unesco: Metodologia e
Pré-História, Antiga Civilização,
África dos Séculos XII a XVI e A Dominação
Colonial de 1880 a 1935.
No mesmo período, contratou tradutores da língua francesa
para o português, que trabalharam nos outros quatro livros:
África do século VII ao XI, África dos
séculos XVI ao XVIII, África dos séculos XIX a
1880, e África de 1935 em diante, que é o oitavo volume.
Na avaliação do professor Valter Silvério, a
coleção vai ajudar a suprir uma lacuna em nossa
formação sobre o legado africano. A dimensão dos
conteúdos, diz, vai além da história
européia. “Abrange a história mundial dos povos
originários”. Atende, ainda, a questão
política atual de aproximação e aprofundamento do
diálogo Sul-Sul, do estreitamento das relações do
Brasil com o continente africano, além de ser útil para
os países da África portuguesa.
Avaliação da OAB reprovada na internet
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 05/08/2010 às 10:05 hs.
Contestado por muitos estudantes de direito, o teste obrigatório
para o exercício da advocacia é alvo de enquetes virtuais
que revelam o desagrado com a prova.
Aluna do 6º semestre de direito do Iesb, Amanda Moreira Andrade,
19 anos, é contra a obrigatoriedade do exame de ordem da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB) para exercer a advocacia. Para ela,
não ter a garantia de advogar ao terminar os cinco anos de
graduação é lamentável. “A faculdade
já é suficiente para nos qualificar”, acredita.
Já os colegas Pedro Jaguaribe, 20, e Ronaldo Bispo Lima, 25,
atestam a dificuldade das provas, mas julgam que são
necessárias. A polêmica sobre o exame foi novamente
levantada após a divulgação do resultado de uma
enquete, realizada pela Agência Senado em julho. A pesquisa
on-line revelou que 94,3% dos 167.355 votos foram favoráveis ao
Projeto de Lei nº186/2006, em tramitação na Casa, de
autoria do senador Gilvam Borges (PMDB/AM), que considera o exame
inconstitucional e o elimina como requisito para o exercício da
advocacia no país.
A tendência foi confirmada em levantamento do site
www.correiobraziliense.com.br/euestudante. Até as 18h de ontem,
eram 34.835 votos, sendo 92% favoráveis à
extinção do exame (1). Os resultados, no entanto,
são fruto da mobilização dos integrantes do
Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito (MNBD), uma
organização criada em 2007 por estudantes,
acadêmicos e pessoas formadas de todo o país para lutar
contra o exame pós-diploma como exigência para se
inscrever no órgão fiscalizador nacional. Além de
atuar junto a parlamentares no apoio a projetos de lei
contrários à prova ou sugerindo mudanças nas
avaliações da OAB, o grupo questiona a
constitucionalidade do exame em vários tribunais regionais do
país, pois acredita que o exame fere o princípio do livre
exercício das profissões. Para eles, a obrigatoriedade
vai de encontro à lei de diretrizes e bases da
educação no que se refere à autonomia das
universidades de habilitar e qualificar os bacharéis para o
exercício da profissão.
“Até recentemente, não tínhamos advogados
que assinassem qualquer tipo de petição contra o exame de
ordem. Hoje, já temos toda uma estrutura”, observa o
presidente nacional em exercício do MNBD, Reynaldo Arantes. A
expectativa agora é de que a discussão chegue logo ao
Supremo Tribunal Federal, já que está na fila para entrar
na pauta de julgamento. Arantes destaca que os altos índices de
reprovação nas provas da OAB refletem um possível
direcionamento da avaliação para barrar os
bacharéis e criar uma reserva de mercado. No Distrito Federal,
das 3.165 pessoas que prestaram o 3º exame de 2009, realizado em
abril deste ano, apenas 614 (19,4%) foram aprovadas nas duas etapas. Ou
seja, a reprovação superou 80%.
Interesses sociais
Arantes ressalta que o movimento é favorável ao Projeto
de Lei do Senado nº 43/2009, de autoria de Marcelo Crivella
(PRB-RJ), cuja proposta é adotar a aplicação das
provas para todos os cursos superiores. “Se houver um exame ainda
na faculdade para aferir o conhecimento dos estudantes durante a
formação, tudo bem. Desde que sejam aplicados pelo
Ministério da Educação e não por conselhos
profissionais”, pondera o presidente do MNDB.
Para o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, o resultado das
enquetes não impressionam, já que não há
rigor científico e os internautas podem votar várias
vezes. De acordo com ele, os argumentos dos integrantes do movimento
contra as provas também são questionáveis. Ophir
diz que, do ponto de vista da constitucionalidade e da legalidade, a
Ordem se sente confortável para demonstrar que o exame é
autorizado por lei e pela Constituição e que a
aprovação ou a reprovação de
bacharéis em direito não significa reserva de mercado de
trabalho, mas zelo com os interesses sociais.
“A lei deseja proteger a sociedade dos profissionais ainda
não habilitados para lidar com dois bens fundamentais para as
pessoas: a liberdade e o patrimônio. Para a OAB, enquanto
instituição, seria muito interessante ter 2
milhões de advogados, número de bacharéis que
estariam na advocacia se não tivéssemos o exame. Hoje,
somos 700 mil de associados. Não podemos medir a força da
instituição pelo número de pessoas que nela
estão inseridas, mas pela qualidade dessas pessoas.” Sem a
mínima habilitação, salienta o presidente da OAB,
advogados despreparados poderiam causar prejuízo aos clientes,
como a perda de patrimônio ou não serem atendidos de
maneira apropriada em questões judiciais.
Ophir acrescenta que o exame de ordem está servindo inclusive
como instrumento para medir a qualidade do ensino de direito no Brasil.
“O próprio MEC tem se utilizado do resultado para renovar
ou não as licenças das faculdades. Isso nós
conseguimos graças à respeitabilidade e justiça do
exame na cobrança do conteúdo a que faculdade são
obrigadas a ensinar”, destaca. Ophir atribui a alta taxa de
reprovação à má qualidade do ensino aliada
à procura do curso de direito por quem não tem
vocação, mas se interessa pela carreira em busca das
oportunidades oferecidas pelos concursos públicos. Na
avaliação dele, há um “verdadeiro
estelionato educacional”, com a venda do sonho da
formação superior e do título de advogado, sem a
preparação necessária.
Prática jurídica - O exame de ordem da OAB foi criado
pela lei nº 4.215, de 1963, como uma opção para
alunos de direito que não haviam feito estágio de
prática jurídica e administração forense.
Somente em 1994 é que a aprovação no teste
tornou-se obrigatória como requisito para exercício da
profissão de advogado, conforme previsto na Lei nº
8.906/94, o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB).
Camila de Magalhães
Fonte: Correio Braziliense – DF
30 horas semanais para assistentes sociais
Fonte: Diário Catarinense, 05/08/2010
O Senado aprovou, e agora será encaminhado à
sanção presidencial, o projeto de lei que fixa em 30
horas semanais o trabalho dos assistentes sociais. O projeto veda a
redução do salário da categoria. O autor, deputado
Mauro Nazif (PSB-RO), afirma que a maior exposição
à fadiga, causada pelos exercício de determinadas
profissões, justifica a redução.
Bolsa Família poderá dar verba extra
Fonte: www.nota10.com.br, 05/08/2010
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7332/10, do Senado, que
dá prêmio em dinheiro para os estudantes participantes do
programa Bolsa Família que tiverem bom desempenho
acadêmico em avaliação oficial. Pela proposta, o
benefício será variável e sem limite por
família.
De acordo com a Agência Câmara, o resultado que deve ser
alcançado e o valor do benefício a ser pago não
foram definidos pelo projeto. O autor, senador Tasso Jereissati
(PSDB-CE), optou por deixar os detalhes para o regulamento que
deverá ser editado pelo Poder Executivo – se o projeto for
aprovado.
Para Jereissati, a frequência às aulas, por si só,
não é indicativo de sucesso escolar. "Há
informações de que os professores, penalizados com a
situação dos alunos de famílias cadastradas no
Bolsa Família, acabam negligenciando esse controle", afirma.
O Bolsa Família é um programa de transferência
direta de renda que beneficia famílias pobres. A
participação no programa está condicionada
à realização de exame pré-natal, ao
acompanhamento nutricional, ao monitoramento de saúde e à
frequência dos alunos em 85% das aulas.
A Lei 10.836/04 limita o pagamento da ajuda, por família, a
três estudantes entre 0 e 15 anos e a dois estudantes entre 16 e
17 anos. Os valores variam entre R$ 22 e R$ 200, dependendo da renda da
família e da idade do aluno. Atualmente, a lei não
estabelece nenhum benefício extra relativo ao desempenho escolar.
A proposta, que tramita em regime de prioridade, será analisada
conclusivamente pelas comissões de Educação e
Cultura; de Seguridade Social e Família; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Alunos terão aula de educação financeira
Fonte: Diário Catarinense, 05/08/2010
Quinze mil alunos de 442 escolas no país começam, na
segunda-feira, a ter aulas de educação financeira.
Trata-se de um projeto piloto coordenado por entidades nacionais do
setor, como BM&FBovespa e Banco Central. A experiência
será acompanhada de perto pelo Banco Mundial (Bird), que
classificou o programa brasileiro como inovador e decidiu usá-lo
como referência internacional.
A ideia é ensinar os alunos a tomar decisões conscientes
de consumo no dia a dia e como administrar a mesada. O projeto tem
duração de um ano e meio, dividido em três
módulos semestrais. Participam do projeto estudantes dos estados
de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais,
Ceará e Tocantins.
Plano para ensino básico terá 25 metas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 05/08/2010 às 09:21 hs.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, revelou que o
novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece as
diretrizes da educação básica para os
próximos dez anos, está em fase de ajustes finais e
terá apenas 25 metas, diferente da edição atual do
documento que conta com 295 objetivos - a maioria deles não
alcançados.
"Não está fechado ainda, estamos trabalhando em detalhes
para apresentá-lo na semana que vem ao presidente Lula", disse
Haddad. O ministro informou que trabalha com o prazo de duas semanas
para apresentar o plano ao Congresso Nacional, que ficará
encarregado de aprová-lo antes de o documento se transformar em
lei. "Esperamos que a estratégia do MEC seja aceita pelo
presidente. O Executivo que tem a palavra final."
Segundo Haddad, a estratégia do ministério foi usar os
subsídios da Conferência Nacional da
Educação (Conae), realizada em abril e
contribuições do Conselho Nacional de
Educação (CNE) e do Instituto Nacional de Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para elaborar um documento
que "a população possa decorar". "O plano atual se perdeu
com muitas metas, algumas muito relevantes outras nem tanto. O objetivo
do novo PNE é apresentar metas factíveis, que sejam
plenamente alcançáveis e ajudar o país a
avançar na educação nos próximos anos",
reafirmou o ministro, sem destacar o conteúdo das metas.
Pelo que foi aprovado na Conae, uma das principais metas do PNE
2011-2020 deverá ser o aumento do financiamento da
educação em relação ao Produto Interno
Bruto (PIB) para o patamar de 10% - atualmente o Brasil está na
casa dos 4,7%. A construção de um sistema nacional de
educação, integrando com mais ênfase as esferas de
governo na gestão educacional, a erradicação do
analfabetismo e a criação de uma agência reguladora
do setor também podem figurar no documento.
O presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação e
membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Mozart
Ramos, chama atenção para a demora na
aprovação do projeto no Congresso. "Vamos torcer para que
os parlamentares não encham o novo plano com novas metas
inalcançáveis." (LM)
Fonte: Valor Econômico
Súmula de Pareceres - reunião ordinária dos dias 6, 7 e 8/07 2010
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 04/08/2010 às 11:37 hs.
Súmula de Pareceres - Reunião Ordinária dos Dias 6, 7 E 8 de Julho de 2010.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2597.pdf
Fonte: DOU n.º 148 - 04.08.2010
Indígenas não são preparados para a universidade
Fonte: Jornal da Educação
Resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica) e do Enem (Exame Nacional do
Ensino Médio), revelaram que as escolas não preparam os
índios para a faculdade.
De acordo com a coordenadora do curso de pedagogia especial da USP,
Maria do Carmo Santos Gomite, as escolas indígenas realmente
não possuem a intenção de preparar para o ensino
superior. Gomite revelou que o principal objetivo é ensinar a
esses alunos sobre cultura de seu povo, da língua e
tradições.
O vice-presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário)
não acredita que haverá integração total
dos índios no mercado de trabalho, já que o índice
de evasão entre os indígenas que cursam uma
graduação é lato, pois não conseguem
acompanhar o ritmo das aulas e não se sentirem parte do ambiente
de uma universidade.
(IPAE 018 - 08/10)
Harvard cria curso sobre os novos desafios dos executivos após a crise
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 04/08/2010 às 08:46 hs.
Se existe uma coisa que o mundo aprendeu nos últimos três
anos, é que as companhias de serviços financeiros
simplesmente não operam da mesma maneira que as outras empresas.
No entanto, isso é algo que Clayton Rose, professor de
práticas de administração da Harvard Business
School, entendeu há muito tempo. "As firmas de serviços
financeiros têm um lugar único na economia, com muitas
responsabilidades", diz. Ele deve saber, pois trabalhou no JP Morgan
por duas décadas, antes de entrar para o mundo acadêmico.
Hoje em Harvard, ele elaborou e ministra um oportuno segundo ano
facultativo no programa de MBA, tratando dos desafios e
responsabilidades que os líderes desta indústria
enfrentam. É um dos cursos introduzidos em Harvard ao longo do
último ano, desenvolvido especialmente como resultado do colapso
financeiro. Para o professor Rose, o curso "administrando a companhia
financeira" foi elaborado com instruções que cobrem do
setor bancário ao de seguros, empréstimos e o de
corretagem de valores. "Trata-se de uma indústria ampla." O
curso é voltado para estudantes do setor de serviços
financeiros, além dos interessados sobre o assunto. A
próxima turma começa em setembro.
O primeiro problema que as firmas de serviços financeiros
enfrentam é de confiança, que foi bastante abalada nos
últimos anos. O segundo tópico cobre as
operações - tudo que vai da compensação ao
gerenciamento de riscos. Um terceiro elemento é o desafio
estratégico que as firmas financeiras enfrentam. Finalmente, ele
olha para a transformação do setor. O curso usa estudos
de casos que cobrem todos os suspeitos - Citigroup, Goldman Sachs, JP
Morgan Chase, Bear Stearns e, é claro, o Lehman Brothers. Mas
Rose também dá atenção a alguns casos mais
incomuns, em especial ao do banco comunitário de uma
única agência comandado por Hope Harris Johnson.
Como executivo-chefe do Friend Bank do sudeste do Alabama, Hope Harris
Johnson tinha um ambicioso plano de crescimento de 20 anos. "Isso
é tão importante quanto qualquer coisa que Jamie Dimon
(executivo-chefe do Citigroup) faz", afirma. Segundo ele, o estudo dos
casos é valioso, "pois permite que você tenha contato com
esses problemas de uma maneira muito real, o que causa impacto nos
alunos."
Mas junto com as questões mais técnicas, há
também áreas cinzentas relacionadas à ética
do setor bancário. Rose pondera sobe as diferenças entre
os bancos há 20 anos e como eles operam hoje. Antes, se um banco
tinha um grande cliente em uma determinada área, ele não
pegava outro que fosse um concorrente direto. Isso mudou, diz ele.
Embora treinado como banqueiro, Rose percebe que as críticas
dirigidas aos bancos de investimento precisam ser tratadas em sala de
aula, em especial os problemas do forte sentimento contra Wall Street.
Para ajudá-lo a fazer isso, ele coloca na sala de aula o que
descreve como os líderes bancários mais ponderados.
"Há líderes que são motivados por algo mais que o
próximo negócio." É uma filosofia que está
presente em todo o programa.
Rose é claramente alguém que adorou o período que
passou em Wall Street e lastima algumas das mudanças. "Há
uma oportunidade de ganhar dinheiro nessa indústria, mas
não entre nela por causa disso. As pessoas que fazem isso,
fracassam."
Della Bradshaw, Financial Times
Fonte: Valor Econômico
MEC autoriza novo curso de direito
Fonte: Correio Braziliense – DF ou visite o site: http://blog.covac.com.br/, 03/08/2010
Com a promessa de um ensino diferenciado, faculdade que
funcionará na Asa Sul terá suas primeiras turmas no
primeiro semestre de 2011. Instituição é a
22ª de Brasília a oferecer a formação
Os estudantes de Brasília vão ganhar uma nova
opção para estudar direito. O Ministério da
Educação aprovou a criação de mais uma
instituição de ensino voltada a ensinamentos
jurídicos na capital federal. A portaria foi publicada no
Diário Oficial da União de 23 de julho. A Escola de
Direito de Brasília (EDB) vem somar aos 21 cursos já
oferecidos na cidade — segundo dados da última
avaliação da Ordem dos Advogados do Brasil —,
porém com a promessa de prover uma educação
diferenciada. Com início das aulas previsto para o primeiro
semestre do ano que vem, a escola investe em novos métodos de
ensino para entrar com força total em um mercado que forma cerca
de 8 mil bacharéis em direito ao ano no Distrito Federal.
O projeto pedagógico, que pretende misturar dinamismo e
inovação, deverá ser implantado em meados de
fevereiro de 2011. A EDB será provida pelo Instituto Brasiliense
de Direito Público (IDP), fundado em 1998. “A ideia
é levar o aluno a pensar. O professor vai chegar à sala
de aula e expor os casos. As aulas serão mais interativas, dando
oportunidade aos estudantes de participar e debater em cima de casos
concretos. Haverá aulas expositivas, em que os alunos
serão os atores em casos reais”, explicou a
diretora-geral, Dalide Corrêa.
Ingressar no mercado de Brasília, que já conta com mais
de duas dezenas de cursos nessa área, será um desafio
para a Escola de Direito de Brasília. Por isso, a
instituição terá, como coordenador de cursos, um
dos mais conceituados especialistas em direito constitucional do
país: o ministro Gilmar Ferreira Mendes, que presidiu o Supremo
Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça entre abril de
2008 e abril de 2010 (veja perfil). “Seremos uma excelência
de ensino. Não teremos mais uma escola, mas, sim, uma escola
diferenciada. O IDP já vem oferecendo cursos de
pós-graduação e um mestrado muito bem conceituado.
Pretendemos fazer o mesmo com o curso de direito”,
esclareceu”, contou Corrêa.
Conceito relativo
As notas do último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes
(Enade) sobre o curso de direito motivaram a criação de
uma entidade diferenciada. Em 2009, 18 cursos passaram pela
avaliação do Ministério da Educação.
Deles, apenas uma instituição obteve a nota
máxima: 5. Nenhuma universidade ganhou nota 4 e quatro obtiveram
a nota de corte, que é 3. Outras quatro apresentaram nota 2, ou
seja, ficaram abaixo da média. E 11 cursos não tiveram
conceito, tendo qualidade desconhecida pelo Enade. “Algumas
pessoas dizem que há um superfaturamento de cursos de direito em
Brasília. Pode até haver, mas agora estamos oferecendo
uma escola forte. Os números do Enade mostram que
Brasília tem muitas escolas de direito, mas os resultados
obtidos precisam ser melhorados”, observou a diretora-geral da
EDB.
As provas de seleção de alunos estão previstas
para novembro. Por ano, a instituição vai oferecer 200
vagas: 100 no primeiro semestre e outras 100 no segundo. Cada turma
terá 50 alunos, uma para o turno da manhã e outra para o
turno da noite. Os preços ainda não ficaram definidos.
“Estamos fazendo um estudo de mercado, porque, apesar de termos
ensino de qualidade, temos a preocupação em oferecer
preços compatíveis.”
8 mil número aproximado de estudantes que se formam todos os anos em direito no Distrito Federal.
Escolas apostam no aumento da pós-graduação no país
Fonte: Valor Econômico ou visite o site: www.blog.covac.com.br, 04/08/2010
Ensino executivo: Crescimento do ensino superior nos últimos
anos tem levado universidades a investirem na ampliação
da área de especialização.
Por Stela Campos e Rafael Sigollo, de São Paulo
"Em dois anos, esperamos dobrar o número de alunos matriculados
na pós", diz Arthur Sperandéo de Macedo, vice-reitor do
Complexo Educacional FMU
Escolas que tradicionalmente investem em cursos de
graduação vislumbram um cenário promissor
também na área de pós-graduação para
os próximos anos. A FMU, Uninove, ESPM e Grupo Cruzeiro do Sul
Educacional, por exemplo, já contabilizam um aumento na demanda
por especializações e se preparam para crescer neste
segmento.
"Nos últimos dez anos, o número de alunos de
graduação triplicou no país e boa parte deles deve
procurar uma pós", afirma Arthur Sperandéo de Macedo,
vice-reitor do Complexo Educacional FMU. "O circuito de
educação continuada se dinamizou muito". Para ganhar
força na área e ter espaço para ampliar sua oferta
de cursos nos próximos anos, o grupo inaugura esta semana novas
instalações no bairro da Vila Mariana, na capital
paulista.
No novo prédio, a FMU concentrará todos os cursos de
pós, incluindo os de extensão e MBAs. O edifício
tem 44 salas e capacidade para atender a um fluxo de 6,5 mil
estudantes. Atualmente, dos quase 50 mil alunos do grupo, 4, 5 mil
frequentam os cursos de pós ou extensão. "Em dois anos,
queremos dobrar esse número", afirma o vice-reitor. A escola
também está incluindo outros cursos em seu
portfólio. "Entramos na área de novas tecnologias, redes
sociais e ampliamos as opções de extensão em
saúde, enfermagem e nutrição", diz Macedo.
Este ano, além do investimento no novo prédio para os
cursos de pós, a FMU está promovendo mudanças na
área de informática. Serão inaugurados sete novos
laboratórios com a substituição de 1.275
computadores. O total de investimentos previstos para este ano deve
ficar em torno de R$ 12 milhões. Desde 2008, o número de
estudantes na FMU cresceu 20%. A meta de crescimento para a
graduação em 2011 é de 20%.
Para o pró-reitor da Univove, Wilson Dourado, a
sofisticação do mercado de trabalho no Brasil tem exigido
uma melhor qualificação dos profissionais- o que tem
aumentado tanto a procura por cursos de graduação como de
especialização. "Estamos carentes em áreas
técnicas. O enfoque hoje está menos generalista, o que
leva a uma procura maior por formações específicas
além da tradicional", diz. Na Uninove, o pró-reitor
informa que a procura por cursos de pós cresceu 20% desde o ano
passado e deve continuar em alta. Para atender a esse crescimento, a
escola também ampliou seu leque de ofertas de cursos no
último ano. Lançou 15 novos na área de engenharia
e gestão. No total, oferece 70 opções de
pós e 50 de extensão. A escola tem hoje 90 mil alunos na
graduação e cerca de 4 mil nas
especializações.
Fábio Figueiredo, diretor de desenvolvimento do grupo Cruzeiro
do Sul Educacional acredita que os novos programas de financiamento
estudantil alavancam o número de alunos de
graduação e isso tem um reflexo natural na pós.
"Passada a crise de 2008, o crescimento orgânico dos cursos de
graduação presenciais foi retomado e acompanha a
evolução econômica do país. A velocidade
é menor do que há 10 anos, quando chegava a dois
dígitos, mas já cresce entre 4 e 5% em volume por ano",
diz.
O grupo tem 28 mil estudantes na graduação e 9 mil
matriculados em cursos de lato e stricto sensu e mais de 50 polos de
parceiros em pós-graduação presencial
distribuídos em todo o Brasil. Atualmente, entre 15 e 20% dos
bacharéis migram para os cursos de
pós-graduação oferecidos pela
instituição. "A especialização tende a se
tornar cada vez mais importante também pela
conscientização dos estudantes sobre a importância
de se qualificar constantemente", diz.
A ESPM também tem sentido o aumento da demanda por
especialização ano após ano. Em termos gerais,
essa procura cresceu em torno de 10% a 15%, segundo Licinio Motta,
diretor da pós-graduação. "Aumentamos o
número de turmas nos cursos já estabelecidos e criamos
outros no início do ano para atender a novas tendências do
mercado, como o curso de gestão de negócios do
entretenimento", afirma. O diretor diz que a atual estrutura da ESPM
para os cursos de pós-graduação ainda dá
conta desse crescimento de forma confortável, mas, mesmo assim,
a escola já está fazendo um planejamento e discutindo a
necessidade de expansão física para os próximos
anos. "Por enquanto, os investimentos estão mais concentrados em
novas tecnologias", diz Motta.
Sete dicas para conquistar um bom estágio e desenvolver a carreira
Fonte: Portal O Meu Futuro
Para agarrar a vaga desejada é preciso estar atento a novos fatores e características.
O que faz um candidato ser o profissional ideal para empresa?
Certamente é preencher os pré-requisitos
necessários para ocupar determinado cargo. Só que
atualmente, nota-se com frequência nos processos seletivos, a
reclamação de muitas empresas pela falta de
experiência dos candidatos para diversos cargos anunciados. E
como será possível “driblar” essa
situação?
Uma ótima possibilidade para isso é o estágio.
Esse primeiro contato do universitário com o ambiente
profissional é uma excelente forma do estudante desenvolver
habilidades necessárias para o exercício de sua
profissão escolhida. Só que até para conseguir um
estágio, não tem sido uma tarefa das mais fáceis.
De acordo com uma pesquisa da Nube (Núcleo Brasileiro de
Estágios), a cada dez estudantes universitários
brasileiros, apenas dois são estagiários.
“As empresas não querem apenas estagiários que
entendam as questões técnicas, mas buscam jovens que
colaborem e se atualizem dos fatos que ocorrem no mundo, no seu
país, na sua cidade”, alerta o especialista Waldir
Arevolo, consultor sênior da TGT, que acompanha departamentos de
TI há 25 anos. Nesse processo, investir na
formação, participando de cursos, palestras e workshops,
além de buscar estar atualizado, podem aumentar as chances de
conseguir uma boa oportunidade.
Indicação e redes sociais
As mudanças no contexto do estágio incluem também
a forma como os estudantes chegam até a vaga. Se antigamente os
anúncios eram os principais e quase únicos
responsáveis pela contratação, hoje a
indicação de colegas e a recomendação de
amigos é outra forma bastante utilizada na conquista de uma
oportunidade. Por isso, especialistas em Recursos Humanos orientam
esses jovens estarem sempre realizando seu network e mantendo um
saudável relacionamento com sua rede de contatos.
Outra dica para quem está em busca de uma vaga, é ficar
atento as redes sociais da internet, pois, esses sites podem funcionar
como uma verdadeira vitrine. “Já existem diversos relatos
de processos seletivos, no qual o desempate incluiu a análise do
comportamento dos candidatos em ambientes virtuais”, relata
Waldir Arevolo. Mas o consultor faz um alerta. “A
participação em redes sociais pode ser uma atividade
produtiva sob vários aspectos, mas devemos fazê-la com
consciência e com coerência”.
Agarrar a vaga e desenvolver a carreira
Atualmente, não basta apenas o candidato ser esforçado,
ter iniciativa e ser pontual. Para agarrar a vaga desejada é
preciso estar atento a novos fatores e características. Esse
estudante deve mostrar características como trabalhar em equipe,
interesse nas atividades, estar disponível para
execução das tarefas, além de estar atualizado e
disposto a aprender sempre.
“O estagiário precisa ter uma série de qualidades e
comportamentos que indiquem seu potencial de construir uma boa
carreira”, destaca Waldir Arevolo, “As empresas não
são mais apenas locais de aprendizagem para os
estagiários, elas precisam de pessoas que estejam preparadas
para interagir, contribuir e evoluir ali dentro. Para isso é
necessário que eles tragam sua bagagem pessoal e demonstrem
atitude colaborativa”, adianta o especialista.
Veja sete dicas relatadas pelo especialista para conquistar um bom estágio e desenvolver a carreira:
1. Seja conectado. Use as redes sociais ao seu favor. Atualize
frequentemente seu perfil profissional para deixar claro quais
são suas áreas de interesse, seus conhecimentos e
até atividades extracurriculares como esporte, vida cultural e
lazer.
2. Esteja antenado. Acompanhe os noticiários para desenvolver um
espírito crítico em relação aos fatos.
Quanto mais você souber, mais à vontade você
estará para conversar e contribuir com seus chefes e colegas de
trabalho.
3. Conheça e selecione a empresa onde você gostaria de
trabalhar. Se ela vai te escolher, você precisa tomar essa
decisão antes. É recomendado selecionar somente empresas
com as quais você se identifica para se candidatar, ao
invés de disparar currículo sem critérios de
identificação.
4. Mantenha coerência na sua vida real e virtual. Mais cedo ou
mais tarde, mentiras são descobertas. Não coloque no seu
perfil qualidades que você não tem. Além de expor
seu despreparo, as mentiras criam situações que
você não pode resolver.
5. Fique preparado para aprender e colaborar. Um bom estágio
abre muitas portas, especialmente quando você mostra que tem
opinião, conhecimento e vontade de crescer na profissão.
Quanto mais colaborativo for o estagiário, maiores serão
as chances dele se tornar um ótimo funcionário.
6. Demonstre motivação. Criar um blog, uma comunidade ou
mesmo um site com assuntos relacionados à sua carreira indica
que você tem iniciativa, criatividade e está comprometido
com o seu futuro contexto profissional.
7. Crie seu diferencial e deixe o mercado saber disso. Cursos de
idiomas, de gestão e aprendizados voltados à área
corporativa são sempre bem vistos pelos selecionadores de
Recursos Humanos.
Fonte: Administradores
Autor do "Guia politicamente incorreto da história do Brasil" - Leandro Narloch ataca o ensino nas escolas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 04/08/2010 às 10:14 hs.
Se o "Guia politicamente incorreto da história do Brasil", do
jornalista Leandro Narloch, for adotado por uma escola, vai causar
bastante confusão. Afinal, ele se propõe a desconstruir
algumas das principais figuras da história do país. E as
tijoladas são pesadas: Zumbi dos Palmares tinha seus escravos e
Aleijadinho foi um personagem da literatura, por exemplo. O autor sabia
que enfrentaria resistências, mas não está nem um
pouco arrependido. Sua inspiração? Os próprios
professores de história.
- Percebi que muito do que aprendi na escola, lá pelos anos 80 e
90, estava ultrapassado. Naquela época, a história era
quase sempre uma ferramenta política, um manifesto contra "a
elite". Por isso, resolvi fazer um livro reunindo tudo que era
desagradável, todo contrariando o que aprendi com meus
professores revolucionários - explica.
Segundo o jornalista, uma nova História do Brasil já
surgiu nas universidades, mas chega muito lentamente às escolas,
às pessoas comuns e até mesmo aos professores dos ensinos
fundamental e médio. Para Narloch, deve-se aprender nas salas de
aula como as pessoas pensavam em cada época, em vez de reduzir
tudo a uma briga entre "mocinhos e bandidos".
Guia se propõe a contar uma outra história do Brasil / Divulgação
- Em vez de se reduzir tudo a uma luta de classes e interesses
econômicos, a escola deve mostrar como as pessoas de uma
época pensavam. Esse é o melhor caminho. Por muito tempo,
a escravidão foi um costume aceito por todos - afirma, em mais
um petardo polêmico.
Se você acha que o autor já esgotou todas as suas "vítimas", saiba que vem mais por aí:
- Devo lançar uma edição ampliada do Guia. A ideia
agora será falar bem de figuras geralmente mal vistas, como os
bandeirantes e os imperadores, entre outros.
Fonte: O Globo on line
Notícias da Política
Fonte: Jornal A Notícia, 05/08/2010
A senadora Ideli Salvatti (PT) e o deputado federal João Matos
(PMDB) fecharam ontem a agenda da próxima semana, quando a
dobradinha Dilma Rousseff-Michel Temer vai realizar a primeira viagem
ao Estado, depois de homologados candidatos a presidente e vice. A
estratégia foi que o peemedebista viesse primeiro, deflagrando o
envolvimento do PMDB na campanha presidencial, já na
segunda-feira. Na quarta ou quinta-feira, será a vez da petista.
Enquanto Michel Temer vai concentrar suas atividades eleitorais em
Balneário Camboriú, tendo o prefeito Edison Piriquito
(PMDB) como anfitrião, mas reunindo as principais
lideranças partidárias do Estado, Dilma Rousseff
deverá cumprir agenda em Florianópolis e Joinville ou
Jaraguá do Sul.
Ideli também já conseguiu reservar um dia da segunda
quinzena para uma visita institucional de Lula, com
inaugurações como a da BR-282. À noite, o
presidente participaria de uma atividade eleitoral.
Alternância
Mais de 600 lideranças de todo o Estado, principalmente do
Planalto Norte e Médio Vale do Itajaí, participaram do
lançamento oficial da campanha à reeleição
do deputado Silvio Dreveck (PP). A tônica dos discursos em
São Bento do Sul foi o sentimento de
“mudança”. Angela Amin, que marcou presença,
destacou que “alternância no poder” é a
palavra de ordem nos roteiros que tem cumprido pelas diversas
regiões do Estado.
Nova senadora
Quando assumiu o Senado, em 2003, Leonel Pavan (PSDB) prometeu à
peemedebista Selma Westphal (2ª suplente) que durante o mandato
teria oportunidade de exercer o cargo, em Brasília.
Nos quatro primeiros anos, o tucano potencializou sua
atuação como senador para tentar viabilizar sua
candidatura ao governo, em 2006. Compondo de vice na chapa de Luiz
Henrique da Silveira (PMDB), Leonel Pavan acabou renunciando nos
últimos dias de dezembro em favor do ex-deputado Neuto De Conto
(PMDB), 1º suplente dele no Senado.
Novo secretário
Agora que está no exercício do governo, desde a
renúncia de LHS em final de março, Leonel Pavan formulou
um apelo a Neuto De Conto: licença por dois ou três meses,
a fim de que seu aceno a Selma Westphal possa ser honrado.
Hoje, Neuto está consumando seu afastamento temporário do
Senado, assumindo imediatamente a Secretaria de
Articulação Nacional do governo estadual em
Brasília. Desde o desembarque do DEM, com a demissão do
ex-senador Geraldo Althoff, que a posição está
vaga.
Selma assume formalmente no Senado na próxima semana, formando
um tripé de suplentes catarinenses com Niura Demarchi (PSDB) e
Belini Meurer (PT).
PRIORIDADE
O Norte é a região em que Angela Amin apresenta os mais
modestos índices de intenção de voto. Não
é por acaso que subiu a Dona Francisca para abraçar
Sílvio Dreveck, ao seu lado na foto. À esquerda,
Esperidião Amin e Udo Wagner, primeiro suplente de Hugo Biehl ao
Senado.
João Pizzolatti está convicto do registro de sua
recandidatura a deputado federal. E, seguindo a
orientação do advogado, ingressou com dois recursos
judiciais. Mesmo tendo sua candidatura impugnada pelo TRE, com base na
Lei da Ficha Limpa, o pepista recorreu ao tribunal. Mas a aposta
é o STF, a partir da alegação de que a nova lei
não produz efeito retroativo e que seu caso não
caracteriza dolo. Por garantia, João Pizolatti encaminhou ontem
registro do filho Joãozinho a federal.
Debate
A coligação liderada por Angela Amin (PP, PDT e PTdoB)
realiza sua primeira grande reunião com coordenadores regionais,
prefeitos, vereadores e lideranças municipais, no sábado,
em Lages, cidade administrada pelo pepista Renato Nunes. O encontro,
com a presença de Angela e Manoel Dias, vai servir para discutir
estratégias de campanha.
Polêmica
A AL aprovou projeto de Valdir Cobalchini (PMDB) que trata da
distribuição dos lucros ou resultados aos administradores
e trabalhadores das empresas estatais em SC. A proposta, que agora vai
ser avaliada pelo governador, estabelece que o voto dos representantes
do Estado nos conselhos administrativos terá que ser autorizado
pelo Legislativo.
Sinalização
“A BR-101, o Porto de Imbituba, o Aeroporto de Jaguaruna. Chega
de comemorar cimento. O que precisamos é de emprego e qualidade
de vida. Precisamos de empresas e indústrias para gerar
desenvolvimento, renda e futuro para a nossa gente”. A
declaração foi do prefeito Beto Martins (PSDB), durante a
visita da tríplice, ontem, em Imbituba. Ao pedir a Raimundo
Colombo (DEM) uma atenção especial ao Sul do Estado, Beto
aproveitou para arrematar politicamente, demonstrando seu engajamento
na coligação: “Quem quer vencer busca argumentos,
quem quer ser perdedor, busca justificativas”.
OVERDOSE
Em Brasília, Leonel Pavan bateu à porta do
Ministério das Cidades, de Marcio Fortes (PP). Foi acompanhado
pelo prefeito Jandir Belini (Itajaí), à direita, e do
secretário Leodegar Tiscoski (Saneamento), à esquerda.
DISCRIÇÃO
O deputado federal Cláudio Vignatti (PT) já contabiliza o
apoio de 200 dos 293 prefeitos catarinenses à sua candidatura ao
Senado. A maior parte deles, de forma enrustida.
LEGISLAÇÃO
Além de não poderem se manifestar publicamente, muitos
dos prefeitos não querem entrar em conflito com seus respectivos
partidos. Quando não acenando com o primeiro voto, prometem o
segundo.
APELO
Vignatti tem arregimentando respaldos variados pela perspectiva do PT
continuar comandando o governo federal com Dilma Rousseff, o que
proporcionaria aberturas financeiras para as prefeituras, cujos
mandatos dos prefeitos vão até 2012.
CAPITAL
Os peemedebistas que estão à frente da campanha de Dilma
Rousseff e Michel Temer no Estado contam com a presença de
Dário Berger no encontro de segunda-feira.
CALENDÁRIO
Além de Balneário Camboriú, pelo menos outras nove
cidades vão ser visitadas por Michel Temer até as
eleições, em três novos roteiros pelo Estado. A
coordenação é de João Matos.