05/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Pesquisador institucional ganhará novas responsabilidades e passará a ser o procurador da entidade junto ao MEC

Avaliação? Contratem um cérebro, urgentemente!

ProUni: 5ª chamada no dia 5

Furo no Enem

Site vaza informações de alunos

Especialista em Direito Digital diz que inscritos no Enem devem ser indenizados por vazamento de dados

Após vazamento, aluno que esqueceu a senha não consegue acessar nota do Enem


Dados do Enem ficam inacessíveis por prazo indeterminado, diz Inep

Educação Integral pode ser votada hoje

Brasileiros buscam graduação diferenciada fora do país

Estatuto e Plano Nacional são próximas metas para juventude

Obra sobre História da África é traduzida para uso em licenciaturas

Avaliação da OAB reprovada na internet

30 horas semanais para assistentes sociais

Bolsa Família poderá dar verba extra

Alunos terão aula de educação financeira

Plano para ensino básico terá 25 metas

Súmula de Pareceres - reunião ordinária dos dias 6, 7 e 8/07 2010

Indígenas não são preparados para a universidade

Harvard cria curso sobre os novos desafios dos executivos após a crise

MEC autoriza novo curso de direito

Escolas apostam no aumento da pós-graduação no país

Sete dicas para conquistar um bom estágio e desenvolver a carreira

Autor do "Guia politicamente incorreto da história do Brasil" - Leandro Narloch ataca o ensino nas escolas

Notícias da Política

Pesquisador institucional ganhará novas responsabilidades e passará a ser o procurador da entidade junto ao MEC
Fonte: Jornal da Educação
Será editada, dentro de próximos dias, portaria ministerial definindo novas atribuições para os atuais pesquisadores institucionais.
Os mesmos passarão a se chamar, provavelmente, "procuradores institucionais"  e a relação do Ministério da Educação com as universidades, centros universitários e faculdades ocorrerá através desse profissional designado pelas mantenedoras.
A nova mudança traz uma certa sistematização do canal de comunicação onde o dirigente da IES não será o elemento oficial pela ligação com as diversas secretarias e órgãos da estrutura do MEC.
(IPAE 027 - 08/10)

Avaliação? Contratem um cérebro, urgentemente!
Fonte: Revista Gestão Universitária, Edição 235
As Instituições de Ensino Superior - IES precisam urgentemente de providenciar a contratação de um profissional para cuidar apenas do acompanhamento dos instrumentos de avaliação incluídos no site do INEP e de sua articulação com a legislação vigente. Mas este deve ter um cérebro privilegiado, capaz de entender a lógica do enorme enrosco que virou este assunto. Os problemas são inúmeros e a possibilidade de, mesmo seguindo os instrumentos estarmos em falta com o atendimento à legislação é enorme. E a consequência já se sabe: “não fez nada, mas vai preso do mesmo jeito”. Aja paciência para suportar tanta bagunça e confusão. Não se trata de aceitar mudanças, pois a mudança é uma regra estável neste setor, mas de conviver com a desorganização institucionalizada e, pior, sem instância para reclamação a não ser um atendimento 0800 do tipo: Sim, Senhor; um minuto, Senhor; vou abrir um “chamado”, Senhor; anote o número do “chamado”, Senhor; e por aí vai... A confusão começa com o instrumento principal, o Instrumento de Avaliação Externa que subsidia o ato de recredenciamento das Instituições de Ensino Superior. No site do INEP o instrumento foi modificado para atender ao Ofício Circular MEC/INEP/DAES/CONAES 067 do último dia 9 de julho de 2010. No entanto, podemos encontrar na mesma página outra versão do mesmo instrumento, sem a modificação. São duas versões no mesmo site. Se o indivíduo acertar e clicar na versão modificada ótimo, se não...
As exigências do Ofício Circular 067 atingem outros instrumentos de avaliação, mas a bagunça se instala quando estes são parcialmente modificados sem nenhuma razão plausível. Em seu item “d”, por exemplo, o Ofício exige que a expressão “Requisitos Legais” seja alterada para “Requisitos Legais e Normativos” em todos os instrumentos de avaliação de cursos de graduação que subsidiam os seguintes atos regulatórios: Autorização, Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento. No entanto, esta alteração não ocorreu no Instrumento de Avaliação de Cursos Superiores de Tecnologia que subsidia o ato de reconhecimento; no Instrumento de Avaliação do Curso de Direito que subsidia o ato de reconhecimento; no Instrumento para autorização de Bacharelados e Licenciaturas; no Instrumento para autorização dos Cursos Superiores de Tecnologia; no Instrumento para autorização dos cursos de Direito; no Instrumento para autorização de cursos de Medicina e nem no Instrumento de Avaliação do Curso de Medicina que subsidia o ato de reconhecimento, ou seja, alguns foram modificados, muitos outros não. Qual a razão para a modificação parcial se é algo tão simples e a exigência é clara? Vai entender...
Outro item exigido pelo Ofício que virou uma confusão foi o “b I” que exige a exclusão nos descritores dos conceitos 3, 4 e 5 do Indicador 3.2 da expressão “Imprescindível” no Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação – Bacharelado e Licenciatura para fins de Reconhecimento. Este indicador trata da exigência de gabinetes de trabalho para professores e o indicador não é mais “imprescindível” para reconhecimento de cursos de Bacharelado e Licenciatura. No entanto, a exigência continua no Instrumento de Autorização para Bacharelados e Licenciaturas, no item 3.1.2 que trata o indicador como imprescindível. Podemos entender então que para autorização temos que ter os gabinetes e no momento do reconhecimento não? Muito bem, então autorizamos os cursos com gabinetes e retiramos os gabinetes no momento do reconhecimento? Ou podemos deduzir que alguém brilhantemente entendeu que, tendo sido exigência na autorização, já existiria no momento do reconhecimento? Porém, conclui-se que este brilhantismo não ocorreu quanto no Instrumento de Avaliação do Curso de Direito que subsidia o ato de reconhecimento percebe-se que a exigência dos gabinetes também continua. Vamos ter gabinetes somente para os professores do curso de direito? Outro imbróglio é a questão dos Planos de Cargo e Carreira. A expressão “homologado por órgão do Ministério do Trabalho e Emprego” foi excluída do indicador 5.3 do Instrumento de Avaliação Externa que subsidia os atos de recredenciamento das IES por exigência do item “a IV” do Ofício Circular 067, mas a exigência de protocolo no órgão competente do Ministério do Trabalho e Emprego continuou nos Requisitos Legais e Normativos, conforme item “a IX” do mesmo documento. Esta mudança de homologado para protocolado nos Requisitos Legais e Normativos já tinha sido feita em função do Ofício Circular DAES/INEP/MEC 048, de 13 de maio de 2010. Se a exigência continua, pois com esta confusão nunca se sabe, por que não trocaram a expressão “homologado” por “protocolado” no indicador 5.3 do Instrumento? A falta da expressão no indicador não cria um conflito dentro do mesmo instrumento? Os outros requisitos legais e normativos são exigidos também nos indicadores. Por que este requisito é diferente?
No Diário Oficial da União do dia 27 de julho de 2010 foi publicado o Parecer CONAES no. 4, de 17 de junho de 2010, homologado pelo Sr. Ministro e o Projeto de Resolução no. 01, também de 17 de junho de 2010 que normatiza a questão do Núcleo Docente Estruturante – NDE. No entanto, embora o Parecer já esteja publicado e homologado nada mudou nos instrumentos de avaliação em função deste documento. Quando estas mudanças vão ocorrer? Obedecemos aos instrumentos ou o Parecer homologado? E como ocorrerão estas mudanças? Parcialmente? Até quando as IES brasileiras terão que suportar este “vai e vem” de modificações desencontradas? O SINAES propõe, dentre outras coisas, a utilização de múltiplos instrumentos de forma articulada para a formação de um conceito global. Como formar um conceito global no meio de tanta desarticulação?

ProUni: 5ª chamada no dia 5
Fonte: Folha Dirigida, 04/08/2010 - Rio de Janeiro RJ
Os participantes do Programa Universidade para Todos (ProUni) poderão conferir nesta quinta-feira, dia 5, o resultado da quinta chamada de convocados pelo site do Ministério da Educação. Entre os dias 6 de 9, os estudantes deverão realizar a comprovação das informações declaradas ao se inscreverem. É necessário acessar os dados no sistema, utilizando a senha criada durante a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os candidatos pré–selecionados devem comparecer às instituições de ensino de posse dos documentos que comprovem as informações prestadas em sua ficha de cadastro.
Para isso, eles devem comparecer à instituição para a qual solicitaram inscrição e apresentar, entre outros: documento de identificação; contas de água, gás, energia elétrica ou telefone (fixo ou móvel); contrato de aluguel em vigor ou declaração do proprietário do imóvel; declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF); demonstrativo ou comunicado do  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou da Receita Federal do Brasil (RFB); e comprovante de rendimentos do candidato e dos integrantes de seu grupo familiar. O programa existe desde 2005 e mais de 690 mil estudantes já ingressaram em instituições de ensino superior por meio das bolsas distribuídas pelo ProUni. Por ano, são realizados dois processos seletivos, um para candidatos que ingressarão no primeiro semestre e outro para aqueles que entrarão nas universidades no segundo semestre.

Furo no Enem
Fonte: Diário Catarinense, 05/08/2010
Sistema mostrou fragilidade
A divulgação indevida dos dados ocorreu por uma “fragilidade no sistema”, de acordo com o presidente do Inep, Joaquim Soares Neto.
– Era possível ter acesso aos links sem a senha. O Inep está com uma estrutura grande de segurança. Isso não afeta a credibilidade do Enem.
No ano passado, o Enem foi cancelado às vésperas da sua realização porque a prova foi roubada de dentro da gráfica que imprimia o material.
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse no início da tarde de ontem, que o Ministério e a Polícia Federal estão à disposição do ministro da Educação, Fernando Haddad, se quiser ajuda na investigação.
Confiança abalada, de novo
Nos últimos anos, a mídia vem divulgando uma série de informações sobre vazamento e qualidade duvidosa dos concursos elaborados no Brasil. Em 2009, ocorreu o fato mais surpreendente: a falta de segurança provocou o cancelamento da prova do Novo Enem, deixando os 4,1 milhões de inscritos inseguros em relação à prova. Resultado? Cerca de1,6 milhões de alunos não realizaram o exame. Em 2010, voltamos a confiar no Enem como um mecanismo democrático de acesso ao ensino superior. Porém, novas notícias sobre vazamento de informação, desta vez de dados dos estudantes, preocupam professores e alunos que estão se dedicando e apoiando o Enem. Seria importante que as autoridades que cuidam da educação não brincassem com a vida de milhares de estudantes que sonham em mudar sua trajetória através da inclusão nas universidades. A mudança da educação passa por seriedade, compromisso e credibilidade.
Otávio Auler (professor, historiador, sociólogo e cientista político).
Vazamento de dados poderá gerar ações
O vazamento de dados pessoais como RG, CPF, nome da mãe e informações do perfil socioeconômico e do desempenho dos inscritos pode resultar em ações de indenização contra o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
As informações estiveram disponíveis no site mantido pelo MEC por ao menos três horas – entre 14h e 17h – de terça-feira.
Por se tratar de uma fundação federal, a União pode ser co-autora. A observação é do advogado Adriano Tavares, especialista em Direito Civil.
– É difícil mensurar o dano, mas o Enem faz parte de um certame no qual o candidato se inscreve para ingressar em uma instituição que ele não pode bancar. Além disso, quem garante que os dados não serão usados na falsificação de documentos? – questiona.
No site, o Inep admite o vazamento das informações sobre os inscritos no Enem de 2007, 2008 e 2009. Explica que os dados dos estudantes, armazenados no banco do instituto, eram colocados numa área reservada do site, com endereço específico, e liberados para as Instituições de Ensino Superior (IES) e Secretarias de Educação que solicitassem para utilização nos seus processos seletivos.
Essas instituições se comprometiam a não divulgar os dados e teriam acesso mediante usuário e senha.
De acordo com a informação, “tão logo informado que o endereço em área reservada havia se tornado público, o Inep fechou o endereço específico”. Informa, ainda, que a direção do Inep apura causas e responsabilidades que provocaram o ocorrido.
O presidente do Inep, José Joaquim Soares Neto, admitiu a falha. Mas declarou que os dados não ficaram numa lista aberta e que não teve nenhum tipo de lista na internet. Por enquanto, não foi dada nenhuma orientação para que as superintendências da Polícia Federal investiguem ou recebam ocorrências.
– É necessário aguardar o desenrolar das ações. Pelo número de instituições com acesso, parece difícil se chegar a um responsável. Não se pode antever ou antecipar que o vazamento irá resultar na prática de um crime como a falsificação de documentos – explica o delegado Ildo Rosa, chefe da Comunicação Social da Polícia Federal em SC.
angela.bastos@diario.com.br
Ângela Bastos

Site vaza informações de alunos
Fonte: Jornal A Notícia, 05/08/2010
MEC investiga falha que deixou abertos dados sigilosos de 12 milhões de inscritos
O Ministério da Educação (MEC) anunciou ontem, em nota, que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) está apurando as causas e responsabilidades a respeito do vazamento de dados pessoais de 12 milhões de inscritos nas últimas três edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O órgão pretende descobrir de que maneira as informações sobre inscritos nos exames de 2007, 2008 e 2009 ficaram disponíveis na internet.
Até o fim da tarde de terça-feira, estudantes cadastrados tiveram dados como nome, RG, CPF, data de nascimento e nome da mãe expostos em links abertos no site do Inep. Segundo o MEC, está sendo levantada a hipótese de alguém ligado a uma instituição de ensino ter repassado links do banco de dados do Inep com a entrada da senha. Os dados já estavam fora do ar às 17 horas de terça, após o MEC ter sido avisado da falha.
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse que a Polícia Federal está à disposição para ajudar na investigação. “É um vazamento de dados específicos que não deveria ter ocorrido. Mas é menos grave que o vazamento da prova do Enem, que compromete a lisura do certame”, disse Barreto, referindo-se ao vazamento da prova do Enem, no ano passado, que obrigou o adiamento do exame.
A abertura de dados pessoais pode causar dor de cabeça ao dono das informações. O advogado especializado em segurança de tecnologia, David Rechuslki, diz que há um mercado de compra dessas informações. “Muitas pessoas que têm o documento furtado têm problemas de crédito porque os dados foram usados para abertura de crediário em lojas.”
Segundo o advogado, o risco é maior porque foram divulgados em conjunto dados como CPF, RG e nome completo. Rechuslki recomenda aos candidatos que procurem a polícia imediatamente caso sejam vítimas de algum crime.

Especialista em Direito Digital diz que inscritos no Enem devem ser indenizados por vazamento de dados
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 05/08/2010 às 11:14 hs.
RIO - O Especialista em Direito Digital, José Antonio Milagre afirmou que é cabível um pedido de indenização dos alunos ao Ministério da Educação (MEC) pelo fato de dados sigilosos de 12 milhões de estudantes terem ficado disponíveis no site do Inep, órgão do ministério responsável pela elaboração do Enem. Segundo Antonio Milagre, o candidato tem direito a reparação por danos materiais e morais, além dos danos relativos a negligência dos órgão público. (Leia mais: Dados do Enem divulgados indevidamente podem ser utilizados em fraudes, afirma criminalista)
- Só a conduta de expor indevidamente os dados já gera um dano com direito a reparação. Isso acontece mesmo que o estudante não tenha sofrido nenhuma perda com a divulgação das informações. O Estado tem que indenizar essas pessoas - diz. (Saiba mais: Estudante que esqueceu a senha não consegue acessar nota do Enem)
"Só a conduta de expor indevidamente os dados já gera um dano com direito a reparação"
As informações dos candidatos inscritos no exame estiveram disponíveis na internet por ao menos três horas - entre às 14h e às 17h de terça-feira (3). De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), na página constavam apenas nome, RG, CPF, nome da mãe e número de matrícula dos estudantes.
Em 2007, o Inep passou a pedir, no Censo Escolar, informações de cada aluno da escola, como endereço e nome dos pais. O argumento era de que esses dados só deveriam ser fornecidos com autorização das famílias.
Investigação
O presidente do Inep, Joaquim Soares Neto, afirmou que a divulgação indevida dos dados ocorreu por uma fragilidade no sistema. (Veja também: Polícia Federal pode investigar vazamento de dados sigilosos de inscritos no Enem)
"Esse problema não afeta de forma alguma a credibilidade do Enem"
Neto afirmou que as responsabilidades estão sendo apuradas.
- O Inep está com uma estrutura bastante grande de segurança, estamos investindo muito nisso. Esse problema não afeta de forma alguma a credibilidade do Enem - diz.
Fonte: O Globo on line

Após vazamento, aluno que esqueceu a senha não consegue acessar nota do Enem
Fonte: Estadão.edu, 04/08/2010 - São Paulo SP
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) já alterou seu portal para evitar que o desempenho pessoal de cada inscrito no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja acessado a partir das listas de dados pessoais que ficaram disponíveis na internet até ontem. De porte das informações (nº de inscrição, CPF, RG, Estado de origem e data de nascimento), o site informava a senha de cada inscrito, chegando, assim, às notas. Por esse caminho, a reportagem teve acesso, inclusive, às cinco notas do exame do próprio filho do ministro da educação, Fernando Haddad - que prestou o Enem em 2009. Não é mais possível que os inscritos recuperem a senha no portal porque a ferramenta foi suprimida.
Conforme o Estado adiantou nesta quinta-feira, uma falha do Inep permitiu acesso livre aos dados pessoais de 12 milhões de inscritos nas últimas três edições do Enem. Os links - que estavam sem a proteção de senha - com as relações de inscritos nos exames de 2007, 2008 e 2009 foram tirados do ar por volta de 17 horas  de quarta-feira (3), depois que a reportagem alertou o Inep sobre a falha. Ao contrário do que o Inep divulgou, os dados não ficaram livres na internet apenas na tarde de ontem. Os links foram encontrados há cerca de quatro meses por técnicos de uma escola de 1.º e 2.º graus da Grande São Paulo, que alertaram o Estado e pediram anonimato. Para ter acesso aos dados, não foi necessário fazer nenhum trabalho de hacker, mas seguir links indicados no portal.

Dados do Enem ficam inacessíveis por prazo indeterminado, diz Inep
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 05/08/2010 às 10:18 hs.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Joaquim Soares Neto, disse nesta quarta-feira (4) ao G1 que não há prazo para que as informações sobre os estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estejam disponíveis na internet.
Os dados dos estudantes foram tornados públicos por meio de uma das 231 instituições que têm acesso ao sistema por meio de senha, afirmou Neto mais cedo. As informações só vão ser disponibilizadas novamente quando não houver “fragilidade de segurança” no sistema, afirmou o presidente do Inep.
Por enquanto, as instituições não podem ter acesso aos dados dos estudantes. Os alunos também não poderão acessar as notas do Enem até que o problema de segurança seja corrigido. "Estamos resolvendo esse problema de fragilidade do sistema para ele voltar ao ar brevemente, porque s instituições e os estudantes precisam dos dados", afirmou.
Neto disse que vai coordenar pessoalmente a auditoria que será realizada para apurar o vazamento. De acordo com ele, ainda é cedo para saber se houve erro ou má-fé ou qual instituição vazou os dados.
"Neste momento, tenho que esperar o resultado da auditoria do Inep para passar mais informações, pois não posso prejulgar."
Segundo ele, é possível rastrear de onde partiu o vazamento de informações, já que o sistema só é acessado por senha. Neto não descartou um pedido para que a Polícia Federal investigue o caso, se houver indícios de vazamento intencional.
Segundo a assessoria do Inep, não há risco de segurança em relação à prova do Enem 2010, porque o exame ainda não foi elaborado. O Inep não informou quais medidas foram adotadas para barrar novos vazamentos nem quantos funcionários trabalham na área de segurança do site da instituição.
Fonte: G1 - Portal Globo

Educação Integral pode ser votada hoje
Fonte: Jornal da Educação 
Deve ser votado nesta quarta-feira o parecer da relatora Professora Raquel Teixeira a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o regime de oito horas diárias nas escolas públicas, durante reunião da Comissão Especial sobre a PEC.
Além disso, a PEC estabelece punição para agentes públicos que deixarem crianças fora da escola. Os agentes poderão perder o cargo ou mandato, e estarão sujeitos à inelegibilidade, pelo período de oito anos.
(IPAE 020 - 08/10)

Brasileiros buscam graduação diferenciada fora do país
Fonte: Portal Aprendiz, 03/08/2010
Seja em busca de um diferencial no mercado de trabalho ou de uma experiência única, cada vez mais estudante brasileiros estão ingressando em faculdades dos Estados Unidos e do Reino Unido. Os jovens buscam cursos diferenciados, instituições com melhores recursos e a imersão integral em outra cultura. A carioca Clara Ferraz, de 18 anos, está de malas prontas para iniciar o ano letivo em agosto na Oberlin College, no estado norte-americano de Ohio. “Gostei da faculdade porque no primeiro ano alunos de humanas, exatas e biológicas estudam juntos. Eu não preciso escolher a área que quero seguir. Penso em estudar Teatro ou Meio Ambiente, mas só vou decidir no segundo ano”, conta. Estudar nos EUA tornou-se possível para Clara graças a uma bolsa de estudos de 80%, que cobre a anuidade do curso e gastos com moradia, alimentação e livros. “O custo total da faculdade, com os gastos pessoais, é de US$ 55 mil anuais. Algo totalmente fora da minha realidade, mas com a bolsa para estrangeiros ficou acessível”, afirma a estudante.
Dados do Instituto de Educação Internacional (IIE) dos EUA apontam um crescimento de 13% em 2009 no número de estudantes de graduação brasileiros. Em 2008, 3.712 estudantes deixaram o Brasil para estudar em instituições norte-americanas. No ano seguinte, o número atingiu 4.201 e colocou o Brasil em 15º lugar no ranking dos países que mais mandam estudantes deste nível acadêmico para os EUA. Mayhara Izidoro, de 22 anos, fez uma escolha profissional ao se matricular na em Fashion Merchandising na Berkeley College, em Nova York. “Aqui as oportunidades no meio da moda são maiores do que no Brasil. Além disso, na Berkeley encontrei o curso específico que eu queria, Admistração para moda”, conta a jovem que mora em Nova York e cursa sua segunda faculdade, de Design de Joias, na Fashion Institute of Technology (FIT). Sem bolsa de estudo, Mayhara arcou com custos anuais de aproximadamente US$ 23,6 mil para pagar a faculdade. A estudante estima o custo de vida e os gastos com livros sejam por volta de US$ 2.400 por ano. “Foi uma das melhores experiências da minha vida. Aprendi muito, cresci muito, e sou muito grata pelos meus pais terem me apoiado nesses quatro anos longe deles”, avalia.
De acordo com o British Council, a procura de estudantes brasileiros por cursos de graduação no Reino Unido também cresceu. Com números mais modestos, porém um crescimento significativo de 51% nos últimos quatro anos, a região recebeu 500 estudantes em 2009. Em 2005 eram 330. “Atribuímos este crescimento ao aumento do número de jovens, em idade de iniciar uma graduação, com inglês fluente, e a necessidade de buscar uma diferenciação no mercado de trabalho. Para esses estudantes, a graduação no Reino Unido é vista como um investimento de carreira. Tanto é que a área mais buscada entre as instituições britânicas é a de negócios”, destaca Rodrigo Gaspar, gerente de Marketing do British Council Brasil. As universidades mais populares entre os brasileiros estão duas instituições de Londres: a University of the Arts London, com 40 estudantes, e a London Metropolitan University, com 25 alunos do Brasil. Formado pela London Metropolitan University em Film and Broadcast Production (cinema), o paulista John Evans, 23 anos, destaca a importância de estudar em um país de primeiro mundo. “Tenho parte da cultura inglesa na forma como trabalho”, avalia.
Quem pretende cursar uma faculdade no Reino Unido deve contar com um alto investimento, pois para graduação, as oportunidades de bolsa são praticamente inexistentes. “Para pós, mestrado, doutorado e pesquisa, há diversos programas. Na graduação é muito raro”, explica Gaspar. A anuidade dos cursos, no entanto, se assemelha aos preços pagos em universidades particulares de São Paulo. Por ano, a graduação no Reino Unido custa cerca de 10 mil libras (R$ 27 mil reais). O que encarece é o custo de vida de morar na Europa. “Os custos aqui são altos. Bem mais altos que no brasil. Se eu tivesse estudado Cinema em São Paulo, teria estudado na FAAP, que tem uma mensalidade de aproximadamente R$ 2.000. É quase o que eu pagava em Londres. Mas o que é mais caro aqui não são os cursos, mas os custos de vida, aluguel comida e entretenimento”, destaca Evans.
Graças a uma bolsa para estudantes estrangeiros, Flavia Paolucci, 41 anos, esticou seu intercâmbio na Southern Vermont College, nos EUA, em 1987, quando tinha 18 anos. Sem condições de arcar com os custos da faculdade, ela procurou a direção da instituição e descobriu que o número de vaga para estudantes estrangeiros não estava preenchido. “Estive na hora certa e no local certo. Foi quase um milagre conseguir bolsa integral. Se você quer estudar fora, se você tem um objetivo, não espere sentado cair no seu colo. Vá em busca das informações, de contatos, porque as oportunidades existem. Não desanime com as dificuldades, não deixe de correr atrás porque vai ser difícil”, aconselha.
Encontrar programas de bolsas de estudos, preparar a documentação para se inscrever em uma faculdade fora do Brasil, realizar testes de proficiência é uma burocracia que pode assustar os estudantes. Porém há instituições que facilitam esse trabalho. Para estudar nos EUA, os estudantes podem contar com a Education USA e a Comissão Fulbright. “Para um estudante do Ensino Médio não são óbvias as oportunidades e os mecanismos para financiamento que ele dispõe para estudar fora do Brasil”, avalia o diretor executivo da Fulbright, Luis Loureiro. “Ajudamos a redigir cartas, a realizar as provas, aplicações e até pagamos os certificados necessários para estudantes carentes. Viabilizamos pra que eles encontrem uma oportunidade nos EUA”, elenca Loureiro.
Thais Pires, supervisora da Education USA e da Associação Alumni, afirma que as universidades norte-americanas também estão interessadas nos alunos brasileiros. “No ano passado tivemos 25 instituições participantes na feira ‘Education USA’ e este ano estamos com 38 inscritos”, conta. A feira irá acontecer no dia 8 de setembro no Hotel Intercontinental, em São Paulo, e em 9 de setembro no Hotel Marriot, no Rio de Janeiro. Para as universidades britânicas, todo o processo de candidatura é feito no Brasil pelo site da UCAS. O British Council possui um serviço gratuito de informações e dicas para quem quer saber como se candidatar: centro.info@britishcouncil.org.br / (11) 2126-7500. (Portal IG)

Estatuto e Plano Nacional são próximas metas para juventude
Fonte: Portal Aprendiz, 04/08/2010
Desirèe Luíse
Após a aprovação da PEC da Juventude, o Estatuto e o Plano Nacional são os próximos passos almejados no campo da política pública para os brasileiros de 15 a 29 anos. Os textos já tramitam na Câmara dos Deputados, mas não devem ser votados em menos de dois anos. Promulgada, a Proposta de Emenda à Constituição 42/2008, conhecida como PEC da Juventude, agora é a Emenda Constitucional nº 65. Seu texto proporciona segurança jurídica ao Estatuto e ao Plano e reforça a necessidade para a construção de um marco legal para a juventude no país. O Plano Nacional de Juventude prevê um conjunto de metas que devem ser cumpridas pela União, em parceria com os estados, municípios e organizações juvenis. Já o Estatuto da Juventude pretende estabelecer um processo contínuo e articulado de investimentos para essa parcela da população. Aproximadamente 50 milhões de brasileiros têm entre 15 e 29 anos.
“O Estatuto detalha os direitos que devem ser assegurados e que não estão claros dentro das garantias gerais da população. O debate ainda deve avançar em relação ao que está tramitando na Câmara”, ressalta uma das representantes do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) e coordenadora da Comissão de Articulação e Diálogo do órgão, Luciana Martinelli.
De acordo com a conselheira, ações deverão estar centradas para pressionar o governo. “Com mobilização e trabalho haverá um resultado positivo para o Estatuto e o Plano. Prova disso foi a aprovação da PEC. O mesmo movimento deve ser feito agora”, diz Luciana.
A promulgação da Emenda Constitucional nº 65 representa, segundo o Conjuve, a mais importante vitória dos movimentos juvenis. Para que a aprovação ocorresse, o Conselho e outras entidades mobilizaram, por meio do Twitter, a juventude brasileira a falar e pressionar seus representantes no Congresso. Além da articulação via Internet, uma comissão percorreu os gabinetes do Senado e atuou no plenário para reforçar a importância da matéria. A Emenda Constitucional nº 65 insere o termo “jovem” no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição Federal. Após sete anos de tramitação da proposta no Congresso Nacional, a PEC foi aprovada com unanimidade na Câmara e no Senado. Como tramitou em regime especial, não necessitou de sanção presidencial.
Segunda Conferência Nacional - Na próxima quinta-feira (12/8), o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar um decreto de convocação para a Segunda Conferência Nacional de Juventude, programada para ocorrer no primeiro semestre de 2011. A expectativa é que o evento impulsione a sociedade a cobrar avanços relacionados à juventude. A Conferência tem como objetivos identificar desafios e prioridades de atuação para o poder público, promover o direito à participação da juventude e fortalecer a rede social relacionada à questão. Para o Conjuve, a aprovação da PEC 42/2008 ganhou força sobretudo após a Primeira Conferência, realizada em abril de 2008, quando a proposta foi eleita como símbolo maior da defesa da ampliação das políticas públicas juvenis.
Novos debates - O Conjuve realizará reuniões com os conselhos estaduais e municipais para estabelecer suas novas demandas. Os encontros, que serão divididos por região e acontecem neste mês de agosto, atuarão como fase preparatória do III Encontro Nacional de Conselhos de Juventude, previsto para novembro, em Brasília (DF). O primeiro evento acontecerá nesta quinta e sexta-feira (5 e 6/8), no Paraná, reunindo a Região Sul. Além dos conselhos de juventude, grupos e movimentos juvenis poderão participar das atividades. Para saber mais, os interessados devem enviar e-mail para angela.simao@planalto.gov.br O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) é composto por 60 membros, sendo 40 da sociedade civil e 20 do poder público.

Obra sobre História da África é traduzida para uso em licenciaturas
Fonte: www.nota10.com.br, 05/08/2010
O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) concluiu a tradução e atualização ortográfica dos oito volumes da coleção História Geral da África. As obras constituem material de referência que serão usados nos cursos de formação de professores em História da África e relações etnicorraciais e em cursos de graduação, especialmente nas licenciaturas e pedagogia.
A coleção é reconhecida como a principal obra de referência internacional sobre o continente africano, informa o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFSCar, Valter Silvério. Foi publicada pela primeira vez no final da década de 1980, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Agora, explica Silvério, a coleção será publicada pelo Ministério da Educação (MEC) e distribuída para os centros de formação de professores da educação básica das universidades e para pesquisa em bibliotecas. A expectativa de Silvério é que o MEC publique a coleção em novembro deste ano.
Durante dois anos, a pedido do MEC, a UFSCar coordenou a atualização ortográfica dos volumes da coleção já traduzidos pela Unesco: Metodologia e Pré-História, Antiga Civilização, África dos Séculos XII a XVI e A Dominação Colonial de 1880 a 1935.
No mesmo período, contratou tradutores da língua francesa para o português, que trabalharam nos outros quatro livros: África do século VII ao XI, África dos séculos XVI ao XVIII, África dos séculos XIX a 1880, e África de 1935 em diante, que é o oitavo volume.
Na avaliação do professor Valter Silvério, a coleção vai ajudar a suprir uma lacuna em nossa formação sobre o legado africano. A dimensão dos conteúdos, diz, vai além da história européia. “Abrange a história mundial dos povos originários”. Atende, ainda, a questão política atual de aproximação e aprofundamento do diálogo Sul-Sul, do estreitamento das relações do Brasil com o continente africano, além de ser útil para os países da África portuguesa.

Avaliação da OAB reprovada na internet
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 05/08/2010 às 10:05 hs.
Contestado por muitos estudantes de direito, o teste obrigatório para o exercício da advocacia é alvo de enquetes virtuais que revelam o desagrado com a prova.
Aluna do 6º semestre de direito do Iesb, Amanda Moreira Andrade, 19 anos, é contra a obrigatoriedade do exame de ordem da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para exercer a advocacia. Para ela, não ter a garantia de advogar ao terminar os cinco anos de graduação é lamentável. “A faculdade já é suficiente para nos qualificar”, acredita. Já os colegas Pedro Jaguaribe, 20, e Ronaldo Bispo Lima, 25, atestam a dificuldade das provas, mas julgam que são necessárias. A polêmica sobre o exame foi novamente levantada após a divulgação do resultado de uma enquete, realizada pela Agência Senado em julho. A pesquisa on-line revelou que 94,3% dos 167.355 votos foram favoráveis ao Projeto de Lei nº186/2006, em tramitação na Casa, de autoria do senador Gilvam Borges (PMDB/AM), que considera o exame inconstitucional e o elimina como requisito para o exercício da advocacia no país.
A tendência foi confirmada em levantamento do site www.correiobraziliense.com.br/euestudante. Até as 18h de ontem, eram 34.835 votos, sendo 92% favoráveis à extinção do exame (1). Os resultados, no entanto, são fruto da mobilização dos integrantes do Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito (MNBD), uma organização criada em 2007 por estudantes, acadêmicos e pessoas formadas de todo o país para lutar contra o exame pós-diploma como exigência para se inscrever no órgão fiscalizador nacional. Além de atuar junto a parlamentares no apoio a projetos de lei contrários à prova ou sugerindo mudanças nas avaliações da OAB, o grupo questiona a constitucionalidade do exame em vários tribunais regionais do país, pois acredita que o exame fere o princípio do livre exercício das profissões. Para eles, a obrigatoriedade vai de encontro à lei de diretrizes e bases da educação no que se refere à autonomia das universidades de habilitar e qualificar os bacharéis para o exercício da profissão.
“Até recentemente, não tínhamos advogados que assinassem qualquer tipo de petição contra o exame de ordem. Hoje, já temos toda uma estrutura”, observa o presidente nacional em exercício do MNBD, Reynaldo Arantes. A expectativa agora é de que a discussão chegue logo ao Supremo Tribunal Federal, já que está na fila para entrar na pauta de julgamento. Arantes destaca que os altos índices de reprovação nas provas da OAB refletem um possível direcionamento da avaliação para barrar os bacharéis e criar uma reserva de mercado. No Distrito Federal, das 3.165 pessoas que prestaram o 3º exame de 2009, realizado em abril deste ano, apenas 614 (19,4%) foram aprovadas nas duas etapas. Ou seja, a reprovação superou 80%.
Interesses sociais
Arantes ressalta que o movimento é favorável ao Projeto de Lei do Senado nº 43/2009, de autoria de Marcelo Crivella (PRB-RJ), cuja proposta é adotar a aplicação das provas para todos os cursos superiores. “Se houver um exame ainda na faculdade para aferir o conhecimento dos estudantes durante a formação, tudo bem. Desde que sejam aplicados pelo Ministério da Educação e não por conselhos profissionais”, pondera o presidente do MNDB.
Para o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, o resultado das enquetes não impressionam, já que não há rigor científico e os internautas podem votar várias vezes. De acordo com ele, os argumentos dos integrantes do movimento contra as provas também são questionáveis. Ophir diz que, do ponto de vista da constitucionalidade e da legalidade, a Ordem se sente confortável para demonstrar que o exame é autorizado por lei e pela Constituição e que a aprovação ou a reprovação de bacharéis em direito não significa reserva de mercado de trabalho, mas zelo com os interesses sociais.
“A lei deseja proteger a sociedade dos profissionais ainda não habilitados para lidar com dois bens fundamentais para as pessoas: a liberdade e o patrimônio. Para a OAB, enquanto instituição, seria muito interessante ter 2 milhões de advogados, número de bacharéis que estariam na advocacia se não tivéssemos o exame. Hoje, somos 700 mil de associados. Não podemos medir a força da instituição pelo número de pessoas que nela estão inseridas, mas pela qualidade dessas pessoas.” Sem a mínima habilitação, salienta o presidente da OAB, advogados despreparados poderiam causar prejuízo aos clientes, como a perda de patrimônio ou não serem atendidos de maneira apropriada em questões judiciais.
Ophir acrescenta que o exame de ordem está servindo inclusive como instrumento para medir a qualidade do ensino de direito no Brasil. “O próprio MEC tem se utilizado do resultado para renovar ou não as licenças das faculdades. Isso nós conseguimos graças à respeitabilidade e justiça do exame na cobrança do conteúdo a que faculdade são obrigadas a ensinar”, destaca. Ophir atribui a alta taxa de reprovação à má qualidade do ensino aliada à procura do curso de direito por quem não tem vocação, mas se interessa pela carreira em busca das oportunidades oferecidas pelos concursos públicos. Na avaliação dele, há um “verdadeiro estelionato educacional”, com a venda do sonho da formação superior e do título de advogado, sem a preparação necessária.
Prática jurídica - O exame de ordem da OAB foi criado pela lei nº 4.215, de 1963, como uma opção para alunos de direito que não haviam feito estágio de prática jurídica e administração forense. Somente em 1994 é que a aprovação no teste tornou-se obrigatória como requisito para exercício da profissão de advogado, conforme previsto na Lei nº 8.906/94, o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Camila de Magalhães
Fonte: Correio Braziliense – DF

30 horas semanais para assistentes sociais
Fonte: Diário Catarinense, 05/08/2010
O Senado aprovou, e agora será encaminhado à sanção presidencial, o projeto de lei que fixa em 30 horas semanais o trabalho dos assistentes sociais. O projeto veda a redução do salário da categoria. O autor, deputado Mauro Nazif (PSB-RO), afirma que a maior exposição à fadiga, causada pelos exercício de determinadas profissões, justifica a redução.

Bolsa Família poderá dar verba extra
Fonte: www.nota10.com.br, 05/08/2010
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7332/10, do Senado, que dá prêmio em dinheiro para os estudantes participantes do programa Bolsa Família que tiverem bom desempenho acadêmico em avaliação oficial. Pela proposta, o benefício será variável e sem limite por família.
De acordo com a Agência Câmara, o resultado que deve ser alcançado e o valor do benefício a ser pago não foram definidos pelo projeto. O autor, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), optou por deixar os detalhes para o regulamento que deverá ser editado pelo Poder Executivo – se o projeto for aprovado.
Para Jereissati, a frequência às aulas, por si só, não é indicativo de sucesso escolar. "Há informações de que os professores, penalizados com a situação dos alunos de famílias cadastradas no Bolsa Família, acabam negligenciando esse controle", afirma.
O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias pobres. A participação no programa está condicionada à realização de exame pré-natal, ao acompanhamento nutricional, ao monitoramento de saúde e à frequência dos alunos em 85% das aulas.
A Lei 10.836/04 limita o pagamento da ajuda, por família, a três estudantes entre 0 e 15 anos e a dois estudantes entre 16 e 17 anos. Os valores variam entre R$ 22 e R$ 200, dependendo da renda da família e da idade do aluno. Atualmente, a lei não estabelece nenhum benefício extra relativo ao desempenho escolar.
A proposta, que tramita em regime de prioridade, será analisada conclusivamente pelas comissões de Educação e Cultura; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Alunos terão aula de educação financeira
Fonte: Diário Catarinense, 05/08/2010
Quinze mil alunos de 442 escolas no país começam, na segunda-feira, a ter aulas de educação financeira. Trata-se de um projeto piloto coordenado por entidades nacionais do setor, como BM&FBovespa e Banco Central. A experiência será acompanhada de perto pelo Banco Mundial (Bird), que classificou o programa brasileiro como inovador e decidiu usá-lo como referência internacional.
A ideia é ensinar os alunos a tomar decisões conscientes de consumo no dia a dia e como administrar a mesada. O projeto tem duração de um ano e meio, dividido em três módulos semestrais. Participam do projeto estudantes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Ceará e Tocantins.

Plano para ensino básico terá 25 metas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 05/08/2010 às 09:21 hs.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, revelou que o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece as diretrizes da educação básica para os próximos dez anos, está em fase de ajustes finais e terá apenas 25 metas, diferente da edição atual do documento que conta com 295 objetivos - a maioria deles não alcançados.
"Não está fechado ainda, estamos trabalhando em detalhes para apresentá-lo na semana que vem ao presidente Lula", disse Haddad. O ministro informou que trabalha com o prazo de duas semanas para apresentar o plano ao Congresso Nacional, que ficará encarregado de aprová-lo antes de o documento se transformar em lei. "Esperamos que a estratégia do MEC seja aceita pelo presidente. O Executivo que tem a palavra final."
Segundo Haddad, a estratégia do ministério foi usar os subsídios da Conferência Nacional da Educação (Conae), realizada em abril e contribuições do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para elaborar um documento que "a população possa decorar". "O plano atual se perdeu com muitas metas, algumas muito relevantes outras nem tanto. O objetivo do novo PNE é apresentar metas factíveis, que sejam plenamente alcançáveis e ajudar o país a avançar na educação nos próximos anos", reafirmou o ministro, sem destacar o conteúdo das metas.
Pelo que foi aprovado na Conae, uma das principais metas do PNE 2011-2020 deverá ser o aumento do financiamento da educação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) para o patamar de 10% - atualmente o Brasil está na casa dos 4,7%. A construção de um sistema nacional de educação, integrando com mais ênfase as esferas de governo na gestão educacional, a erradicação do analfabetismo e a criação de uma agência reguladora do setor também podem figurar no documento.
O presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Mozart Ramos, chama atenção para a demora na aprovação do projeto no Congresso. "Vamos torcer para que os parlamentares não encham o novo plano com novas metas inalcançáveis." (LM)
Fonte: Valor Econômico

Súmula de Pareceres - reunião ordinária dos dias 6, 7 e 8/07 2010
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 04/08/2010 às 11:37 hs. 
Súmula de Pareceres - Reunião Ordinária dos Dias 6, 7 E 8 de Julho de 2010.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2597.pdf 
Fonte: DOU n.º 148 - 04.08.2010 

Indígenas não são preparados para a universidade
Fonte: Jornal da Educação
Resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), revelaram que as escolas não preparam os índios para a faculdade.
De acordo com a coordenadora do curso de pedagogia especial da USP, Maria do Carmo Santos Gomite, as escolas indígenas realmente não possuem a intenção de preparar para o ensino superior. Gomite revelou que o principal objetivo é ensinar a esses alunos sobre cultura de seu povo, da língua e tradições.
O vice-presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) não acredita que haverá integração total dos índios no mercado de trabalho, já que o índice de evasão entre os indígenas que cursam uma graduação é lato, pois não conseguem acompanhar o ritmo das aulas e não se sentirem parte do ambiente de uma universidade.
(IPAE 018 - 08/10)

Harvard cria curso sobre os novos desafios dos executivos após a crise
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 04/08/2010 às 08:46 hs. 
Se existe uma coisa que o mundo aprendeu nos últimos três anos, é que as companhias de serviços financeiros simplesmente não operam da mesma maneira que as outras empresas. No entanto, isso é algo que Clayton Rose, professor de práticas de administração da Harvard Business School, entendeu há muito tempo. "As firmas de serviços financeiros têm um lugar único na economia, com muitas responsabilidades", diz. Ele deve saber, pois trabalhou no JP Morgan por duas décadas, antes de entrar para o mundo acadêmico.
Hoje em Harvard, ele elaborou e ministra um oportuno segundo ano facultativo no programa de MBA, tratando dos desafios e responsabilidades que os líderes desta indústria enfrentam. É um dos cursos introduzidos em Harvard ao longo do último ano, desenvolvido especialmente como resultado do colapso financeiro. Para o professor Rose, o curso "administrando a companhia financeira" foi elaborado com instruções que cobrem do setor bancário ao de seguros, empréstimos e o de corretagem de valores. "Trata-se de uma indústria ampla." O curso é voltado para estudantes do setor de serviços financeiros, além dos interessados sobre o assunto. A próxima turma começa em setembro.
O primeiro problema que as firmas de serviços financeiros enfrentam é de confiança, que foi bastante abalada nos últimos anos. O segundo tópico cobre as operações - tudo que vai da compensação ao gerenciamento de riscos. Um terceiro elemento é o desafio estratégico que as firmas financeiras enfrentam. Finalmente, ele olha para a transformação do setor. O curso usa estudos de casos que cobrem todos os suspeitos - Citigroup, Goldman Sachs, JP Morgan Chase, Bear Stearns e, é claro, o Lehman Brothers. Mas Rose também dá atenção a alguns casos mais incomuns, em especial ao do banco comunitário de uma única agência comandado por Hope Harris Johnson.
Como executivo-chefe do Friend Bank do sudeste do Alabama, Hope Harris Johnson tinha um ambicioso plano de crescimento de 20 anos. "Isso é tão importante quanto qualquer coisa que Jamie Dimon (executivo-chefe do Citigroup) faz", afirma. Segundo ele, o estudo dos casos é valioso, "pois permite que você tenha contato com esses problemas de uma maneira muito real, o que causa impacto nos alunos."
Mas junto com as questões mais técnicas, há também áreas cinzentas relacionadas à ética do setor bancário. Rose pondera sobe as diferenças entre os bancos há 20 anos e como eles operam hoje. Antes, se um banco tinha um grande cliente em uma determinada área, ele não pegava outro que fosse um concorrente direto. Isso mudou, diz ele.
Embora treinado como banqueiro, Rose percebe que as críticas dirigidas aos bancos de investimento precisam ser tratadas em sala de aula, em especial os problemas do forte sentimento contra Wall Street. Para ajudá-lo a fazer isso, ele coloca na sala de aula o que descreve como os líderes bancários mais ponderados. "Há líderes que são motivados por algo mais que o próximo negócio." É uma filosofia que está presente em todo o programa.
Rose é claramente alguém que adorou o período que passou em Wall Street e lastima algumas das mudanças. "Há uma oportunidade de ganhar dinheiro nessa indústria, mas não entre nela por causa disso. As pessoas que fazem isso, fracassam."
Della Bradshaw, Financial Times 
Fonte: Valor Econômico 

MEC autoriza novo curso de direito
Fonte: Correio Braziliense – DF ou visite o site: http://blog.covac.com.br/, 03/08/2010
Com a promessa de um ensino diferenciado, faculdade que funcionará na Asa Sul terá suas primeiras turmas no primeiro semestre de 2011. Instituição é a 22ª de Brasília a oferecer a formação
Os estudantes de Brasília vão ganhar uma nova opção para estudar direito. O Ministério da Educação aprovou a criação de mais uma instituição de ensino voltada a ensinamentos jurídicos na capital federal. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União de 23 de julho. A Escola de Direito de Brasília (EDB) vem somar aos 21 cursos já oferecidos na cidade — segundo dados da última avaliação da Ordem dos Advogados do Brasil —, porém com a promessa de prover uma educação diferenciada. Com início das aulas previsto para o primeiro semestre do ano que vem, a escola investe em novos métodos de ensino para entrar com força total em um mercado que forma cerca de 8 mil bacharéis em direito ao ano no Distrito Federal.
O projeto pedagógico, que pretende misturar dinamismo e inovação, deverá ser implantado em meados de fevereiro de 2011. A EDB será provida pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), fundado em 1998. “A ideia é levar o aluno a pensar. O professor vai chegar à sala de aula e expor os casos. As aulas serão mais interativas, dando oportunidade aos estudantes de participar e debater em cima de casos concretos. Haverá aulas expositivas, em que os alunos serão os atores em casos reais”, explicou a diretora-geral, Dalide Corrêa.
Ingressar no mercado de Brasília, que já conta com mais de duas dezenas de cursos nessa área, será um desafio para a Escola de Direito de Brasília. Por isso, a instituição terá, como coordenador de cursos, um dos mais conceituados especialistas em direito constitucional do país: o ministro Gilmar Ferreira Mendes, que presidiu o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça entre abril de 2008 e abril de 2010 (veja perfil). “Seremos uma excelência de ensino. Não teremos mais uma escola, mas, sim, uma escola diferenciada. O IDP já vem oferecendo cursos de pós-graduação e um mestrado muito bem conceituado. Pretendemos fazer o mesmo com o curso de direito”, esclareceu”, contou Corrêa.
Conceito relativo
As notas do último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) sobre o curso de direito motivaram a criação de uma entidade diferenciada. Em 2009, 18 cursos passaram pela avaliação do Ministério da Educação. Deles, apenas uma instituição obteve a nota máxima: 5. Nenhuma universidade ganhou nota 4 e quatro obtiveram a nota de corte, que é 3. Outras quatro apresentaram nota 2, ou seja, ficaram abaixo da média. E 11 cursos não tiveram conceito, tendo qualidade desconhecida pelo Enade. “Algumas pessoas dizem que há um superfaturamento de cursos de direito em Brasília. Pode até haver, mas agora estamos oferecendo uma escola forte. Os números do Enade mostram que Brasília tem muitas escolas de direito, mas os resultados obtidos precisam ser melhorados”, observou a diretora-geral da EDB.
As provas de seleção de alunos estão previstas para novembro. Por ano, a instituição vai oferecer 200 vagas: 100 no primeiro semestre e outras 100 no segundo. Cada turma terá 50 alunos, uma para o turno da manhã e outra para o turno da noite. Os preços ainda não ficaram definidos. “Estamos fazendo um estudo de mercado, porque, apesar de termos ensino de qualidade, temos a preocupação em oferecer preços compatíveis.”
8 mil número aproximado de estudantes que se formam todos os anos em direito no Distrito Federal.

Escolas apostam no aumento da pós-graduação no país
Fonte: Valor Econômico ou visite o site: www.blog.covac.com.br, 04/08/2010
Ensino executivo: Crescimento do ensino superior nos últimos anos tem levado universidades a investirem na ampliação da área de especialização.
Por Stela Campos e Rafael Sigollo, de São Paulo
"Em dois anos, esperamos dobrar o número de alunos matriculados na pós", diz Arthur Sperandéo de Macedo, vice-reitor do Complexo Educacional FMU
Escolas que tradicionalmente investem em cursos de graduação vislumbram um cenário promissor também na área de pós-graduação para os próximos anos. A FMU, Uninove, ESPM e Grupo Cruzeiro do Sul Educacional, por exemplo, já contabilizam um aumento na demanda por especializações e se preparam para crescer neste segmento.
"Nos últimos dez anos, o número de alunos de graduação triplicou no país e boa parte deles deve procurar uma pós", afirma Arthur Sperandéo de Macedo, vice-reitor do Complexo Educacional FMU. "O circuito de educação continuada se dinamizou muito". Para ganhar força na área e ter espaço para ampliar sua oferta de cursos nos próximos anos, o grupo inaugura esta semana novas instalações no bairro da Vila Mariana, na capital paulista.
No novo prédio, a FMU concentrará todos os cursos de pós, incluindo os de extensão e MBAs. O edifício tem 44 salas e capacidade para atender a um fluxo de 6,5 mil estudantes. Atualmente, dos quase 50 mil alunos do grupo, 4, 5 mil frequentam os cursos de pós ou extensão. "Em dois anos, queremos dobrar esse número", afirma o vice-reitor. A escola também está incluindo outros cursos em seu portfólio. "Entramos na área de novas tecnologias, redes sociais e ampliamos as opções de extensão em saúde, enfermagem e nutrição", diz Macedo.
Este ano, além do investimento no novo prédio para os cursos de pós, a FMU está promovendo mudanças na área de informática. Serão inaugurados sete novos laboratórios com a substituição de 1.275 computadores. O total de investimentos previstos para este ano deve ficar em torno de R$ 12 milhões. Desde 2008, o número de estudantes na FMU cresceu 20%. A meta de crescimento para a graduação em 2011 é de 20%.
Para o pró-reitor da Univove, Wilson Dourado, a sofisticação do mercado de trabalho no Brasil tem exigido uma melhor qualificação dos profissionais- o que tem aumentado tanto a procura por cursos de graduação como de especialização. "Estamos carentes em áreas técnicas. O enfoque hoje está menos generalista, o que leva a uma procura maior por formações específicas além da tradicional", diz. Na Uninove, o pró-reitor informa que a procura por cursos de pós cresceu 20% desde o ano passado e deve continuar em alta. Para atender a esse crescimento, a escola também ampliou seu leque de ofertas de cursos no último ano. Lançou 15 novos na área de engenharia e gestão. No total, oferece 70 opções de pós e 50 de extensão. A escola tem hoje 90 mil alunos na graduação e cerca de 4 mil nas especializações.
Fábio Figueiredo, diretor de desenvolvimento do grupo Cruzeiro do Sul Educacional acredita que os novos programas de financiamento estudantil alavancam o número de alunos de graduação e isso tem um reflexo natural na pós. "Passada a crise de 2008, o crescimento orgânico dos cursos de graduação presenciais foi retomado e acompanha a evolução econômica do país. A velocidade é menor do que há 10 anos, quando chegava a dois dígitos, mas já cresce entre 4 e 5% em volume por ano", diz.
O grupo tem 28 mil estudantes na graduação e 9 mil matriculados em cursos de lato e stricto sensu e mais de 50 polos de parceiros em pós-graduação presencial distribuídos em todo o Brasil. Atualmente, entre 15 e 20% dos bacharéis migram para os cursos de pós-graduação oferecidos pela instituição. "A especialização tende a se tornar cada vez mais importante também pela conscientização dos estudantes sobre a importância de se qualificar constantemente", diz.
A ESPM também tem sentido o aumento da demanda por especialização ano após ano. Em termos gerais, essa procura cresceu em torno de 10% a 15%, segundo Licinio Motta, diretor da pós-graduação. "Aumentamos o número de turmas nos cursos já estabelecidos e criamos outros no início do ano para atender a novas tendências do mercado, como o curso de gestão de negócios do entretenimento", afirma. O diretor diz que a atual estrutura da ESPM para os cursos de pós-graduação ainda dá conta desse crescimento de forma confortável, mas, mesmo assim, a escola já está fazendo um planejamento e discutindo a necessidade de expansão física para os próximos anos. "Por enquanto, os investimentos estão mais concentrados em novas tecnologias", diz Motta.

Sete dicas para conquistar um bom estágio e desenvolver a carreira
Fonte: Portal O Meu Futuro
Para agarrar a vaga desejada é preciso estar atento a novos fatores e características.
O que faz um candidato ser o profissional ideal para empresa? Certamente é preencher os pré-requisitos necessários para ocupar determinado cargo. Só que atualmente, nota-se com frequência nos processos seletivos, a reclamação de muitas empresas pela falta de experiência dos candidatos para diversos cargos anunciados. E como será possível “driblar” essa situação?
Uma ótima possibilidade para isso é o estágio. Esse primeiro contato do universitário com o ambiente profissional é uma excelente forma do estudante desenvolver habilidades necessárias para o exercício de sua profissão escolhida. Só que até para conseguir um estágio, não tem sido uma tarefa das mais fáceis. De acordo com uma pesquisa da Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), a cada dez estudantes universitários brasileiros, apenas dois são estagiários.
“As empresas não querem apenas estagiários que entendam as questões técnicas, mas buscam jovens que colaborem e se atualizem dos fatos que ocorrem no mundo, no seu país, na sua cidade”, alerta o especialista Waldir Arevolo, consultor sênior da TGT, que acompanha departamentos de TI há 25 anos. Nesse processo, investir na formação, participando de cursos, palestras e workshops, além de buscar estar atualizado, podem aumentar as chances de conseguir uma boa oportunidade.
Indicação e redes sociais
As mudanças no contexto do estágio incluem também a forma como os estudantes chegam até a vaga. Se antigamente os anúncios eram os principais e quase únicos responsáveis pela contratação, hoje a indicação de colegas e a recomendação de amigos é outra forma bastante utilizada na conquista de uma oportunidade. Por isso, especialistas em Recursos Humanos orientam esses jovens estarem sempre realizando seu network e mantendo um saudável relacionamento com sua rede de contatos.
Outra dica para quem está em busca de uma vaga, é ficar atento as redes sociais da internet, pois, esses sites podem funcionar como uma verdadeira vitrine. “Já existem diversos relatos de processos seletivos, no qual o desempate incluiu a análise do comportamento dos candidatos em ambientes virtuais”, relata Waldir Arevolo. Mas o consultor faz um alerta. “A participação em redes sociais pode ser uma atividade produtiva sob vários aspectos, mas devemos fazê-la com consciência e com coerência”.
Agarrar a vaga e desenvolver a carreira
Atualmente, não basta apenas o candidato ser esforçado, ter iniciativa e ser pontual. Para agarrar a vaga desejada é preciso estar atento a novos fatores e características. Esse estudante deve mostrar características como trabalhar em equipe, interesse nas atividades, estar disponível para execução das tarefas, além de estar atualizado e disposto a aprender sempre.
“O estagiário precisa ter uma série de qualidades e comportamentos que indiquem seu potencial de construir uma boa carreira”, destaca Waldir Arevolo, “As empresas não são mais apenas locais de aprendizagem para os estagiários, elas precisam de pessoas que estejam preparadas para interagir, contribuir e evoluir ali dentro. Para isso é necessário que eles tragam sua bagagem pessoal e demonstrem atitude colaborativa”, adianta o especialista.
Veja sete dicas relatadas pelo especialista para conquistar um bom estágio e desenvolver a carreira:
1. Seja conectado. Use as redes sociais ao seu favor. Atualize frequentemente seu perfil profissional para deixar claro quais são suas áreas de interesse, seus conhecimentos e até atividades extracurriculares como esporte, vida cultural e lazer.
2. Esteja antenado. Acompanhe os noticiários para desenvolver um espírito crítico em relação aos fatos. Quanto mais você souber, mais à vontade você estará para conversar e contribuir com seus chefes e colegas de trabalho.
3. Conheça e selecione a empresa onde você gostaria de trabalhar. Se ela vai te escolher, você precisa tomar essa decisão antes. É recomendado selecionar somente empresas com as quais você se identifica para se candidatar, ao invés de disparar currículo sem critérios de identificação.
4. Mantenha coerência na sua vida real e virtual. Mais cedo ou mais tarde, mentiras são descobertas. Não coloque no seu perfil qualidades que você não tem. Além de expor seu despreparo, as mentiras criam situações que você não pode resolver.
5. Fique preparado para aprender e colaborar. Um bom estágio abre muitas portas, especialmente quando você mostra que tem opinião, conhecimento e vontade de crescer na profissão. Quanto mais colaborativo for o estagiário, maiores serão as chances dele se tornar um ótimo funcionário.
6. Demonstre motivação. Criar um blog, uma comunidade ou mesmo um site com assuntos relacionados à sua carreira indica que você tem iniciativa, criatividade e está comprometido com o seu futuro contexto profissional.
7. Crie seu diferencial e deixe o mercado saber disso. Cursos de idiomas, de gestão e aprendizados voltados à área corporativa são sempre bem vistos pelos selecionadores de Recursos Humanos.
Fonte: Administradores

Autor do "Guia politicamente incorreto da história do Brasil" - Leandro Narloch ataca o ensino nas escolas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 04/08/2010 às 10:14 hs. 
Se o "Guia politicamente incorreto da história do Brasil", do jornalista Leandro Narloch, for adotado por uma escola, vai causar bastante confusão. Afinal, ele se propõe a desconstruir algumas das principais figuras da história do país. E as tijoladas são pesadas: Zumbi dos Palmares tinha seus escravos e Aleijadinho foi um personagem da literatura, por exemplo. O autor sabia que enfrentaria resistências, mas não está nem um pouco arrependido. Sua inspiração? Os próprios professores de história.
- Percebi que muito do que aprendi na escola, lá pelos anos 80 e 90, estava ultrapassado. Naquela época, a história era quase sempre uma ferramenta política, um manifesto contra "a elite". Por isso, resolvi fazer um livro reunindo tudo que era desagradável, todo contrariando o que aprendi com meus professores revolucionários - explica.
Segundo o jornalista, uma nova História do Brasil já surgiu nas universidades, mas chega muito lentamente às escolas, às pessoas comuns e até mesmo aos professores dos ensinos fundamental e médio. Para Narloch, deve-se aprender nas salas de aula como as pessoas pensavam em cada época, em vez de reduzir tudo a uma briga entre "mocinhos e bandidos".
Guia se propõe a contar uma outra história do Brasil / Divulgação
- Em vez de se reduzir tudo a uma luta de classes e interesses econômicos, a escola deve mostrar como as pessoas de uma época pensavam. Esse é o melhor caminho. Por muito tempo, a escravidão foi um costume aceito por todos - afirma, em mais um petardo polêmico.
Se você acha que o autor já esgotou todas as suas "vítimas", saiba que vem mais por aí:
- Devo lançar uma edição ampliada do Guia. A ideia agora será falar bem de figuras geralmente mal vistas, como os bandeirantes e os imperadores, entre outros. 
Fonte: O Globo on line  

Notícias da Política
Fonte: Jornal A Notícia, 05/08/2010
A senadora Ideli Salvatti (PT) e o deputado federal João Matos (PMDB) fecharam ontem a agenda da próxima semana, quando a dobradinha Dilma Rousseff-Michel Temer vai realizar a primeira viagem ao Estado, depois de homologados candidatos a presidente e vice. A estratégia foi que o peemedebista viesse primeiro, deflagrando o envolvimento do PMDB na campanha presidencial, já na segunda-feira. Na quarta ou quinta-feira, será a vez da petista.
Enquanto Michel Temer vai concentrar suas atividades eleitorais em Balneário Camboriú, tendo o prefeito Edison Piriquito (PMDB) como anfitrião, mas reunindo as principais lideranças partidárias do Estado, Dilma Rousseff deverá cumprir agenda em Florianópolis e Joinville ou Jaraguá do Sul.
Ideli também já conseguiu reservar um dia da segunda quinzena para uma visita institucional de Lula, com inaugurações como a da BR-282. À noite, o presidente participaria de uma atividade eleitoral.
Alternância
Mais de 600 lideranças de todo o Estado, principalmente do Planalto Norte e Médio Vale do Itajaí, participaram do lançamento oficial da campanha à reeleição do deputado Silvio Dreveck (PP). A tônica dos discursos em São Bento do Sul foi o sentimento de “mudança”. Angela Amin, que marcou presença, destacou que “alternância no poder” é a palavra de ordem nos roteiros que tem cumprido pelas diversas regiões do Estado.
Nova senadora
Quando assumiu o Senado, em 2003, Leonel Pavan (PSDB) prometeu à peemedebista Selma Westphal (2ª suplente) que durante o mandato teria oportunidade de exercer o cargo, em Brasília.
Nos quatro primeiros anos, o tucano potencializou sua atuação como senador para tentar viabilizar sua candidatura ao governo, em 2006. Compondo de vice na chapa de Luiz Henrique da Silveira (PMDB), Leonel Pavan acabou renunciando nos últimos dias de dezembro em favor do ex-deputado Neuto De Conto (PMDB), 1º suplente dele no Senado.
Novo secretário
Agora que está no exercício do governo, desde a renúncia de LHS em final de março, Leonel Pavan formulou um apelo a Neuto De Conto: licença por dois ou três meses, a fim de que seu aceno a Selma Westphal possa ser honrado.
Hoje, Neuto está consumando seu afastamento temporário do Senado, assumindo imediatamente a Secretaria de Articulação Nacional do governo estadual em Brasília. Desde o desembarque do DEM, com a demissão do ex-senador Geraldo Althoff, que a posição está vaga.
Selma assume formalmente no Senado na próxima semana, formando um tripé de suplentes catarinenses com Niura Demarchi (PSDB) e Belini Meurer (PT).
PRIORIDADE
O Norte é a região em que Angela Amin apresenta os mais modestos índices de intenção de voto. Não é por acaso que subiu a Dona Francisca para abraçar Sílvio Dreveck, ao seu lado na foto. À esquerda, Esperidião Amin e Udo Wagner, primeiro suplente de Hugo Biehl ao Senado.
João Pizzolatti está convicto do registro de sua recandidatura a deputado federal. E, seguindo a orientação do advogado, ingressou com dois recursos judiciais. Mesmo tendo sua candidatura impugnada pelo TRE, com base na Lei da Ficha Limpa, o pepista recorreu ao tribunal. Mas a aposta é o STF, a partir da alegação de que a nova lei não produz efeito retroativo e que seu caso não caracteriza dolo. Por garantia, João Pizolatti encaminhou ontem registro do filho Joãozinho a federal.
Debate
A coligação liderada por Angela Amin (PP, PDT e PTdoB) realiza sua primeira grande reunião com coordenadores regionais, prefeitos, vereadores e lideranças municipais, no sábado, em Lages, cidade administrada pelo pepista Renato Nunes. O encontro, com a presença de Angela e Manoel Dias, vai servir para discutir estratégias de campanha.
Polêmica
A AL aprovou projeto de Valdir Cobalchini (PMDB) que trata da distribuição dos lucros ou resultados aos administradores e trabalhadores das empresas estatais em SC. A proposta, que agora vai ser avaliada pelo governador, estabelece que o voto dos representantes do Estado nos conselhos administrativos terá que ser autorizado pelo Legislativo.
Sinalização
“A BR-101, o Porto de Imbituba, o Aeroporto de Jaguaruna. Chega de comemorar cimento. O que precisamos é de emprego e qualidade de vida. Precisamos de empresas e indústrias para gerar desenvolvimento, renda e futuro para a nossa gente”. A declaração foi do prefeito Beto Martins (PSDB), durante a visita da tríplice, ontem, em Imbituba. Ao pedir a Raimundo Colombo (DEM) uma atenção especial ao Sul do Estado, Beto aproveitou para arrematar politicamente, demonstrando seu engajamento na coligação: “Quem quer vencer busca argumentos, quem quer ser perdedor, busca justificativas”.
OVERDOSE
Em Brasília, Leonel Pavan bateu à porta do Ministério das Cidades, de Marcio Fortes (PP). Foi acompanhado pelo prefeito Jandir Belini (Itajaí), à direita, e do secretário Leodegar Tiscoski (Saneamento), à esquerda.
DISCRIÇÃO
O deputado federal Cláudio Vignatti (PT) já contabiliza o apoio de 200 dos 293 prefeitos catarinenses à sua candidatura ao Senado. A maior parte deles, de forma enrustida.
LEGISLAÇÃO
Além de não poderem se manifestar publicamente, muitos dos prefeitos não querem entrar em conflito com seus respectivos partidos. Quando não acenando com o primeiro voto, prometem o segundo.
APELO
Vignatti tem arregimentando respaldos variados pela perspectiva do PT continuar comandando o governo federal com Dilma Rousseff, o que proporcionaria aberturas financeiras para as prefeituras, cujos mandatos dos prefeitos vão até 2012.
CAPITAL
Os peemedebistas que estão à frente da campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer no Estado contam com a presença de Dário Berger no encontro de segunda-feira.
CALENDÁRIO
Além de Balneário Camboriú, pelo menos outras nove cidades vão ser visitadas por Michel Temer até as eleições, em três novos roteiros pelo Estado. A coordenação é de João Matos.