06/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa



Universidades privadas terão R$ 60 milhões para infraestrutura

Conar determina ao MEC que altere anúncio de TV sobre escolha da faculdade

Universidades só têm acesso a dados de seus candidatos

A quinta chamada já está no site

Ação pede fim do ensino religioso nas escolas

Novo Plano Nacional de Educação deve ter pouco mais do que 25 metas; atual tem 295

Presidenciáveis não apresentam, em debate, propostas inovadoras para a educação

Candidatos ao governo do Estado respondem sobre defensoria dativa e pagamento de precatórios em debate na OAB/SC

Enquetes realizadas pela internet revelam descontento com o exame da OAB

Revisão do ECA, por C.A. Silveira Lenzi*

Resolução do MEC recomenda realização de concurso para funcionário da educação a cada quatro anos

Ministério da Educação instaura processos de aplicação de penalidades contra diversas instituições de ensino superior

Conselho Nacional quer o fim da reprovação no início do ensino fundamental

Jornada integral pode ser votada em setembro

Inep assume inúmeras tarefas e fica marcado por sucessivas falhas

Conselho Nacional de Educação, apesar de suas dificuldades operacionais,  concluiu sua reunião de agosto

Senado aprova projeto que permite prisão às vésperas das eleições

UFSC altera a data do vestibular

Superuniversidade

Escolas com casos de bullying apresentam desempenho inferior em avaliação

Troca de emprego para ganhar mais bate recorde no ano

Mudanças de regras na alfândega: menos restrições para os viajantes devem reduzir filas na chegada ao país

Profissional de Administração está entre os que tiveram maiores aumentos salariais


Haddad e o Enem

Projeto espanhol que levar 3,6 milhões de africanos à escola

Formação em medicina na Rússia é oferecida a brasileiros

Aumento da longevidade leva à criação de novas carreiras

Universitário pode se inscrever para ser educador em escolas de SP

Oferta de vagas para jovens cresce bem abaixo da média

Universidades privadas terão R$ 60 milhões para infraestrutura
Fonte: www.nota10.com.br, 06/08/2010
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT) lança uma chamada pública para selecionar propostas para apoio financeiro de projetos voltados à ampliação de infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica de universidades privadas.
Somente poderão participar desta chamada instituições sem fins lucrativos que tenham, no mínimo, três anos de criação e pelo menos um curso de doutorado reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). As propostas devem ser enviadas até o dia 21 de setembro. Serão disponibilizados nesta chamada recursos não reembolsáveis da ordem de R$ 60 milhões, originários do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Cada universidade privada poderá participar como executora em apenas uma proposta, que deverá ser apresentada em formulário próprio, disponível no site da Finep, e encaminhado pela administração superior da instituição. O valor total solicitado em cada proposta deverá ter como referência o número total de cursos de doutorado da universidade. Cada curso dá direito a uma solicitação de apoio da ordem de R$ 1 milhão até o limite de R$ 10 milhões.

Conar determina ao MEC que altere anúncio de TV sobre escolha da faculdade
Fonte: ABMES
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu, por unanimidade de votos da Sexta Câmara do Conselho de Ética, que o Ministério da Educação (MEC) deverá alterar o anúncio “IGC – Índice Geral de Cursos”, veiculado na televisão. A peça publicitária causou constrangimentos e prejuízos a diversas instituições de ensino superior (IES), por não informar ou não apresentar destaque suficiente às características do índice apresentado, induzindo o consumidor a possível erro.
O anúncio do MEC orientava o estudante a avaliar se a instituição é “boa o suficiente” tendo como base o IGC. Mas, segundo a Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas (Abrafi), que entrou com o pedido de análise da peça publicitária, o índice, atualmente, é obtido na grande maioria das vezes por meio de análise de apenas alguns cursos, que não chegam a representar 50% dos cursos oferecidos pelas IES. Dessa forma, o IGC em formato atual não representa a qualidade da instituição como um todo e o MEC estaria induzindo ao uso de um indicador incompleto, que não fornece à comunidade condições para avaliar uma IES e escolher a faculdade ou universidade.
Considerando que estes esclarecimentos não foram repassados pelo MEC aos estudantes interessados, o Conar recomendou a alteração do anúncio para que fique claro ao consumidor em que situação o IGC pode ser divulgado, incorporando esses esclarecimentos ao anúncio, bem como no site indicado na peça publicitária.

Universidades só têm acesso a dados de seus candidatos
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 06/08/2010 - São Paulo SP
Carlos Lordelo 
Funcionários de instituições de ensino superior que usam a nota do Enem em seus processos seletivos afirmam que não tinham acesso aos dados pessoais de todos os inscritos no País - como alegou ontem o presidente do Inep, Joaquim Soares Neto. Segundo eles, as instituições só tinham acesso aos dados dos estudantes que disputam uma de suas vagas  oferecidas. Para acessar o sistema do Inep é necessário cadastrar usuário e senha, que são fornecidos pelo MEC ao reitor da instituição - que escolhe pessoas de sua confiança para navegar no site. Instituições que adotam o Enem como vestibular, usando o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), recebem pronta uma relação dos aprovados, preparada pelo  MEC. As que reservam parte das vagas para quem fez o Enem ou usam o exame para compor a nota final solicitam os dados dos candidatos por meio do site, informando os números de inscrição. O sistema processa o pedido e devolve uma lista com as notas, o nome completo e o CPF. 

A quinta chamada já está no site
Fonte: Diário Catarinense, 06/08/2010
Foi divulgada, ontem, a quinta chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni).
Os candidatos devem comparecer à instituição de ensino para a qual se inscreveram e comprovar as informações fornecidas a partir de hoje até a próxima segunda-feira.
A relação de documentos que deve ser apresentada pode ser consultada no site do ProUni (http://siteprouni.mec.gov.br/) ou na própria instituição de ensino. Para saber se foi pré-selecionado, o candidato deve acessar a página do programa e informar o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o CPF. Depois desse período, se ainda houver bolsas disponíveis, será feita mais uma chamada, prevista para o dia 12 de agosto.

Ação pede fim do ensino religioso nas escolas
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 06/08/2010 - São Paulo SP 
DE BRASÍLIA - A Procuradoria Geral da República entrou ontem com ação com o objetivo de pôr fim ao ensino religioso nas escolas públicas. De acordo com a  procuradora Deborah Duprat, o Estado é laico e não deve dar ensino religioso, que na sua opinião traz "prejuízo das visões ateístas, agnósticas ou de religiões com  menor poder". Não há previsão para a data do julgamento. O relator do caso será o ministro Ayres Britto, que se diz "espiritualista". 

Novo Plano Nacional de Educação deve ter pouco mais do que 25 metas; atual tem 295
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 06/08/2010
Da Redação em São Paulo 
O novo PNE (Plano Nacional de Educação) para os próximos dez anos trazer pouco mais de 25 metas a serem cumpridas até 2020. A informação é do membro do conselho do movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos –que participa, também, do Conselho Nacional de Educação. O atual plano, que deixa de valer no final deste ano, tem 295 metas. O próximo PNE, que valerá entre 2011 e 2020, deve seguir para o Congresso Nacional em até duas semanas, após ser concluído pelo Ministério da Educação. A redução  de metas foi uma das diretrizes apontadas pela última Conae (Conferência Nacional de Educação), realizada em Brasília em março deste ano.
Segundo Ramos, um número excessivo de metas torna impraticável o cumprimento de todas. “Nem metade delas [das atuais] tem indicador para traduzi-las”, diz. A redução de metas, no entanto, não significa necessariamente que haverá um corte, mas sim  que elas devem vir mais condensadas. O novo  PNE não deve ter mais do que 30 metas. Para especialistas, o atual PNE fracassou, já que poucas das atuais metas foram efetivamente cumpridas nos últimos dez anos. Entre as que foram atingidas, estão a criação do ensino fundamental de nove anos e a ampliação das estratégias de avaliação da educação básica. Não se cumpriu, por exemplo, a meta de expansão da educação de jovens e adultos e a redução da repetência e do abandono escolar. 

Presidenciáveis não apresentam, em debate, propostas inovadoras para a educação
Fonte: Jornal da Educação
O primeiro debate entre os principais candidatos à Presidência da República foi realizado pela Rede Bandeirantes de Televisão, neste dia 5 de agosto.
Todos consideraram a educação (como a saúde e segurança) como prioritária para o desenvolvimento do país.
Entretanto, em suas propostas para o setor,  nenhuma inovação foi apresentada.
O que é certo é que o atual ministro da Educação não permanecerá exercendo a pasta.
Faltam, portanto, 147 dias para o País ter o seu ministro de número 168, em 188 anos de independência do Brasil. 
A média ministro/ano é baixíssima, se comparada com outras Nações e corresponde a 1/1,11 ministro/ano.

Candidatos ao governo do Estado respondem sobre defensoria dativa e pagamento de precatórios em debate na OAB/SC
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
Durante cerca de uma hora e meia, os candidatos Angela Amin, Ideli Salvatti, Raimundo Colombo e Rogério Novaes responderam a questões formuladas pela OAB/SC em um debate realizado na sede da Seccional, em Florianópolis, na manhã desta quinta-feira (5). O debate previsto para a parte da tarde teve a presença apenas do candidato José Carmelito Smieguel. Os demais não compareceram e não justificaram a ausência, apesar de confirmação anterior. O vídeo com a íntegra do debate estará disponível no início na próxima semana no site da OAB/SC.
Um auditório lotado acompanhou atentamente o debate, que teve clima tranquilo e sem embates. Apenas um pedido de direito de resposta foi formulado pelo candidato Raimundo Colombo, que foi indeferido pela comissão especial formada para este fim. Os candidatos, após a apresentação inicial, começaram respondendo a duas perguntas formuladas pela OAB/SC, sobre defensoria dativa e pagamento de precatórios, com dois minutos para resposta.
Pergunta 1 - O candidato é a favor da manutenção da defensoria dativa nos moldes como funciona hoje ou é favorável à criação de uma defensoria pública? O senhor (a senhora) se compromete a manter o pagamento mensal feito aos defensores dativos?
Angela Amin – O trabalho vem sendo positivo, com resolutividade e chegando na ponta de Santa Catarina. Há hoje um processo judicial em andamento e se for desfavorável ao estado de Santa Catarina haverá a necessidade de agregação dos trabalhos, mas a OAB precisa manter os trabalhos. O pagamento deve ser atualizado permanentemente e a parceria é fundamental, principalmente nessa questão. Há compromisso com o pagamento.
Ideli Salvati – Santa Catarina é o único estado do país que não tem uma defensoria pública e se a tivermos isso não excluirá a atual forma como o direito e justiça são garantidos. A defensoria dativa é muito benéfica e poderemos fazer com que se complemente garantindo a defesa dos direitos da população. O pagamento tem que estar consignado mensalmente, com repasse automático até para evitar a discricionariedade do governo. É um serviço prestado e que precisa ser pago por atender a quem mais precisa.
Rogério Novaes – Sei da diferença brutal entre o modelo estatal e o modelo preconizado pela OAB e cito como exemplo o município do Vidal Ramos, que tem três advogados inscritos como dativos e que faz parte da comarca de Ituporanga. No máximo haveria defensores nas comarcas, o que deixa sem assistência quem mora em outros municípios. Da forma como é hoje, 0,15% do orçamento estadual está comprometido com o atendimento ao carente e uma defensoria pública exigiria 1% do orçamento do estado. Na verdade, Santa Catarina não é o único a não ter defensoria pública, é o primeiro em um modelo eficaz. Me comprometo de coração.
Raimundo Colombo – Excelentes resultados por um custo operacional muito menor. Coerente com a minha linha de pensamento. Sou a favor da manutenção, vou dar força e exercer o papel de fortalecer o sistema. Tenho compromisso claro com a continuidade, inclusive de pagar o passivo, pois quando atrasa-se o pagamento aumenta a dívida e compromete o crédito.
PERGUNTA 2 - Qual o tratamento que o próximo governo dará à questão do pagamento dos precatórios no Estado.
Angela Amin – A emenda constitucional 62 é clara e cumpriremos o que é de obrigação do Estado nos R$ 650 milhões que Santa Catarina deve, pois o cidadão credor deve ser respeitado.
Raimundo Colombo – O Estado está pagando R$ 3,6 milhões mensais. O gestor público deve ser criativo e encontrar um novo modelo para eliminar um passivo que compromete a imagem do Estado. Vamos buscar um modelo mais eficiente, estamos pesquisando a experiência do estado do Rio de Janeiro.
Rogério Novaes – O Estado deve respeitar o cidadão e os precatórios já foram alvo de situações constrangedoras, pois a conta ficou grande demais. O PV propõe fazer um pacto com a sociedade. Santa Catarina não está cumprindo com a cronologia e há o compromisso de não repetir no futuro.
Ideli Salvati – Tem que haver seriedade e responsabilidade de assumir o pagamento. O passivo é alto há muitas pessoas em situação indelicada, como um cidadão de 72 anos que está em estágio terminal de câncer e não chegará a receber o precatório devido. O modelo de ordem cronológica abre precedentes lamentáveis. Como governadora, assumo o compromisso de retomar a normalidade dos pagamentos.
Em seguida, o terceiro bloco teve perguntas de candidato a candidato, com tema livre, e um minuto para as perguntas, um minuto e meio para as respostas e um minuto para a réplica. O primeiro candidato foi sorteado na hora, com livre escolha do debatedor que vai responder. Sorteado, Raimundo Colombo inquiriu Rogério Novaes sobre a questão ambiental no estado. Rogério Novaes perguntou a Ângela sobre soluções para o agronegócio em Santa Catarina; Angela Amin questionou Ideli Salvati sobre a nova regulação da saúde; e Ideli Salvati interrogou Raimundo Colombo sobre a sua postura na questão dos direitos humanos e a violência policial nos presídios.
No quarto bloco, também os candidatos fizeram perguntas entre si, mas sobre temas específicos que foram sorteados na hora,  com um minuto para as perguntas, um minuto e meio para as respostas e um para a réplica. A ordem de perguntas foi sorteada trinta minutos antes de iniciado o debate.
Que proposta concreta o senhor tem de policiamento ostensivo para melhorar a segurança pública?
Raimundo Colombo – Implantação de uma polícia comunitária ostensiva e localizada. Modelo que defendo e criei em Lages quando prefeito, pois a comunidade se sente protegida.
Angela Amin – É necessária a presença da polícia nas ruas, mas com condições de trabalho, carreira reavaliada, evolução nas condições de trabalho, aproximação da comunidade e tecnologia.
O que fazer para dar segurança jurídica na questão ambiental de Santa Catarina?
Angela Amin – Um dos grandes desafios é o chamamento para a importância da OAB. A legislação precisa evoluir, bem como os instrumentos de trabalho dos órgãos públicos e técnicos envolvidos. Há necessidade de parceria para a construção de um novo modelo de agir.
Rogério Novaes – O Estado promove a irresponsabilidade com seus atos, pois há conflito na ordem jurídica. Santa Catarina precisa aprimorar sua gestão, pois quem homologa precisa ser parceiro.
Onde o senhor pretende cortar os gastos públicos estaduais?
Rogério Novaes – O Estado é pesado. São 21 secretarias de estado e 36 secretarias regionais não proporcionais e sem unidade de serviço. O corte não deverá ser feito pelo orçamento, mas pela gestão. O orçamento não é grande, mas mal gasto e deverá ser feita reestruturação da gestão do Estado.
Ideli Salvati – O objetivo é fazer com que as coisas funcionem. Por exemplo, constitucionalmente, 2% do orçamento do Estado deve ser aplicado em ciência e tecnologia, mas desconheço que seja aplicado tal valor nesta área.
O quinto bloco foi um pinga-fogo.  Tópicos específicos para que os candidatos tivessem conhecidas suas preferências pessoais e culturais, como livros, filmes, músicos, compositores, artistas plásticos nacionais e catarinenses, entre outras questões. O sorteio dos candidatos aconteceu na hora.
A pergunta final foi a mesma para todos os candidatos: o que o senhor (a senhora) pretende fazer pela advocacia catarinense?
Rogério Novaes – Reconhecimento do seu valor e importância de cada cidadão catarinense.
Angela Amin – A defesa das prerrogativas profissionais
Ideli Salvati – Parceria. E só se promove parceria com quem se respeita e admira.
Raimundo Colombo – Estarei aberto ao diálogo com respeito e transparência.
Os candidatos encerraram com três minutos para suas mensagens finais, momento em que pediram o voto, agradeceram à iniciativa da OAB/SC e o apoio recebido de suas militâncias. O presidente Paulo Borba entregou a todos por escrito as perguntas enviadas por e-mail por advogados de todo o estado e por questão da exiguidade do tempo não puderam ser todas formuladas. Borba finalizou convidando desde já que – caso haja segundo turno em Santa Catarina – para um novo debate então.
O debate está sendo realizado em duas etapas.  A primeira, entre as 9h30min e 11h30min, com a participação de Ângela Amin, Ideli Salvati, Raimundo Colombo e Rogério Novaes; e a segunda entre Valmir Martins, Gilmar Salgado, José Carmelito Smieguel e Amadeu Hercilio da Luz, das 14h30min às 16h30min. As regras neste sentido foram aprovadas durante reunião na sede da OAB-SC, presentes os assessores ou representantes dos candidatos, seus partidos ou coligações.

Enquetes realizadas pela internet revelam descontento com o exame da OAB
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 05/08/2010 - Brasília DF
O teste obrigatório é contestado por muitos estudantes de direito
Camila de Magalhães 
Aluna do 6º semestre de direito do Iesb, Amanda Moreira Andrade, 19 anos, é contra a obrigatoriedade do exame de ordem da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para exercer a advocacia. Para ela, não ter a garantia de advogar ao terminar os cinco anos de graduação é lamentável. “A faculdade já é suficiente para nos qualificar”, acredita. Já os colegas Pedro Jaguaribe, 20, e Ronaldo Bispo Lima, 25, atestam a dificuldade das provas, mas julgam que são necessárias. A polêmica sobre o exame foi novamente levantada após a divulgação do resultado de uma enquete, realizada pela Agência Senado em julho. A pesquisa on-line revelou que 94,3% dos 167.355 votos foram favoráveis ao Projeto de Lei nº186/2006, em tramitação na Casa, de autoria do senador Gilvam Borges (PMDB/AM), que considera o exame inconstitucional e o elimina como requisito para o exercício da advocacia no país.
A tendência foi confirmada em levantamento do site www.correiobraziliense.com.br/euestudante. Até as 18h de ontem, eram 34.835 votos, sendo 92% favoráveis à extinção do exame. Os resultados, no entanto, são fruto da mobilização dos integrantes do Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito (MNBD), uma organização criada em 2007 por estudantes, acadêmicos e pessoas formadas de todo o país para lutar contra o exame pós-diploma como exigência para se inscrever no órgão fiscalizador nacional. Além de atuar junto a parlamentares no apoio a projetos de lei contrários à prova ou sugerindo mudanças nas avaliações da OAB, o grupo questiona a constitucionalidade do exame em vários tribunais regionais do país, pois acredita que o exame fere o princípio do livre exercício das profissões. Para eles, a obrigatoriedade vai de encontro à lei de diretrizes e bases da educação no que se refere à autonomia das universidades de habilitar e qualificar os bacharéis para o exercício da profissão.
“Até recentemente, não tínhamos advogados que assinassem qualquer tipo de petição contra o exame de  ordem. Hoje, já temos toda uma estrutura”, observa o presidente nacional em exercício do MNBD, Reynaldo Arantes. A expectativa agora é de que a discussão chegue logo ao Supremo Tribunal Federal, já que está na fila para entrar na pauta de julgamento. Arantes destaca que os altos índices de reprovação nas provas da OAB refletem um possível direcionamento da avaliação para barrar os bacharéis e criar uma reserva de mercado. No Distrito Federal, das 3.165 pessoas que prestaram o 3º exame de 2009, realizado em abril deste ano, apenas 614 (19,4%) foram aprovadas nas duas etapas. Ou seja, a reprovação superou 80%.
Interesses sociais - Arantes ressalta que o movimento é favorável ao Projeto de Lei do Senado nº 43/2009, de autoria de Marcelo Crivella (PRB-RJ), cuja proposta é adotar a aplicação das provas para todos os cursos superiores. “Se houver um exame ainda na faculdade para aferir o conhecimento dos estudantes durante a formação, tudo bem. Desde que sejam aplicados pelo Ministério da Educação e não por conselhos profissionais”, pondera o presidente do MNDB. Para o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, o resultado das enquetes não impressionam, já que não há rigor científico e os internautas podem votar várias vezes. De acordo com ele, os argumentos dos integrantes do movimento contra as provas também são questionáveis. Ophir diz que, do ponto de vista da constitucionalidade e da legalidade, a Ordem se sente confortável para demonstrar que o exame é autorizado por lei e pela Constituição e que a aprovação ou a reprovação de bacharéis em direito não significa reserva de mercado de trabalho, mas zelo com os interesses sociais.
“A lei deseja proteger a sociedade dos profissionais ainda não habilitados para lidar com dois bens fundamentais para as pessoas: a liberdade e o patrimônio. Para a OAB, enquanto instituição, seria muito interessante ter 2 milhões de advogados, número de bacharéis que   estariam na advocacia se não tivéssemos o exame. Hoje, somos 700 mil de associados. Não podemos medir a força da instituição pelo número de pessoas que nela estão inseridas, mas pela qualidade dessas pessoas.” Sem a mínima habilitação, salienta o presidente da OAB, advogados despreparados poderiam causar prejuízo aos clientes, como a perda de patrimônio ou não serem atendidos de maneira apropriada em questões judiciais. Ophir acrescenta que o exame de ordem está servindo inclusive como instrumento para medir a qualidade do ensino de direito no Brasil. “O próprio MEC tem se utilizado do resultado para renovar ou não as licenças das faculdades. Isso nós conseguimos graças à respeitabilidade e justiça do exame na cobrança do conteúdo a que faculdade são obrigadas a ensinar”, destaca. Ophir atribui a alta taxa de reprovação à má qualidade do ensino aliada à procura do curso de direito por quem não tem vocação, mas se interessa pela carreira em busca das oportunidades oferecidas pelos concursos públicos. Na avaliação dele, há um “verdadeiro estelionato educacional”, com a venda do sonho da formação superior e do título de advogado, sem a preparação necessária.
1 - Prática jurídica - O exame de ordem da OAB foi criado pela lei nº 4.215, de 1963, como uma opção para alunos de direito que não haviam feito estágio de prática jurídica e administração forense. Somente em 1994 é que a aprovação no teste tornou-se obrigatória como requisito para exercício da profissão de advogado, conforme previsto na Lei nº 8.906/94, o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "O próprio MEC tem se utilizado do resultado para renovar ou não as licenças das faculdades” - Ophir Cavalcante, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil. Barrados: 80,6% - de reprovação no DF no 3º exame de 2009. 2 milhões - de bacharéis de todo o país ainda não foram aprovados no exame. 700 mil - é o número de associados à OAB atualmente 

Revisão do ECA, por C.A. Silveira Lenzi*
Fonte: Diário Catarinense, p. 18, 06/08/2010
O desenvolvimento educacional nacional, orientado pela proteção legal da infância e da juventude, sempre foi preocupação especial das nações civilizadas. Em 1990, o Legislativo aprovou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma pretensão de marcar tratamento diferenciado para os delitos cometidos por esta categoria, em termos infracionais. Em agosto de 2009, foram introduzidas alterações no ECA para amenizar dispositivos infracionais, ou seja, relativizar condutas criminosas, com resultados inglórios que sobejam em nossas memórias.
Nas comemorações dos 20 anos de vigência do ECA, o governo federal determinou aos seus legisladores que promovam alterações na legislação para reduzir, mais ainda, as cominações. Este açodamento governamental, sem que houvesse uma avaliação nacional de autoridades competentes, sobre os 20 anos de vigência da lei, as consequências sociais, criminais, e patológicas da juventude transgressora; o sistema dos conselhos tutelares e medidas prisionais repressivas.
Pretende, agora, o governo, reduzir as penas dos menores infratores, muitos usados por traficantes e quadrilheiros na criminalidade crescente. O ECA, para muitos estudiosos, é mal formulado, distante das gritantes e diferentes barreiras socioeconômicas e culturais do país, onde menores são usados são usados como “laranjas” em sequestros, assaltos, tráfico de drogas e armas.
Para amenizar a realidade, o governo responde com a utópica “Lei da Palmada”, uma pretensão impossível (quem vai ver e quem vai denunciar?), e insiste na reformulação do estatuto para diminuir penas de internamento, o que não ocorre em países mais adiantados, preocupados com a verdadeira recuperação dos menores infratores.
A anunciada revisão do ECA, ao que parece, não será para melhorá-lo.
*Desembargador

Resolução do MEC recomenda realização de concurso para funcionário da educação a cada quatro anos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 06/08/2010 
Elisa Estronioli em São Paulo 
O ministro da Educação, Fernando Haddad, homologou na quarta-feira (4) uma resolução que recomenda aos governos estaduais, municipais e federal a realização de concursos para preencher os quadros de funcionários das escolas sob sua responsabilidade a cada quatros anos. O objetivo é que, em dez anos, todos os trabalhadores da educação básica pública sejam servidores públicos.
Para Maria Izabel Azevedo Noronha, relatora do documento no Conselho Nacional de Educação (CNA), a resolução é importante para barrar a crescente terceirização desses profissionais nas instituições de ensino. “A escola tem uma especificidade de trabalhar com seres humanos, não dá para trocar de funcionário todo ano [como acontece com os terceirizados]. Outra questão é:  quando você tem um funcionário terceirizado, ele presta contas à empresa e não ao conselho do Estado, que é o gestor do projeto político-pedagógico. [Com a resolução] você faz com que sejam prestadas contas ali. Também é uma questão de transparência.” O documento também estabelece, entre outros pontos, que os Estados instituam plano de carreira para os funcionários técnicos e administrativos das instituições de ensino. “O objetivo é que eles também sejam concebidos como educadores, no sentido amplo, pois na escola todos tem a intencionalidade de educar”, afirma Maria Izabel.
"Meta possível" - A resolução nº 5 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação foi instruída pelo parecer nº 9, homologado no dia 30 de julho. Ela  não tem força de lei, já que os entes federados têm autonomia para gerir seu processo educacional. Para Roberto Franklin de Leão, presidente do Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, as diretrizes do documento são vistas como “meta possível”, mas que “vai demandar muita mobilização e debate para mudar a concepção de vários gestores e mostrar que a contratação é fundamental para uma educação pública de qualidade”. A resolução surge a após lei federal 12.014/2009, de autoria da senadora Fátima Cleide (PT/RO), que altera o artigo 61 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), reconhecendo “trabalhadores em educação, portadores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim” como “profissionais da educação básica”. 

Ministério da Educação instaura processos de aplicação de penalidades contra diversas instituições de ensino superior
Fonte: Jornal da Educação
A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação editou diversas portarias instaurando processos administrativos contra várias instituições de ensino superior.
Apesar dos efeitos jurídicos não serem imediatos, eis que há prazos recursais e um longo fluxo onde se aplica o amplo direito de defesa, os reflexos práticos, junto à comunidade educacional e à sociedade são imediatos, eis que a matéria é amplamente difundida pela imprensa.
Há perdas significativas do número de alunos, o que causa um déficit às mantenedoras, com consequências só dimencionadas posteriormente.
Atualmente centenas de universidades, centros universitários e faculdades estão em processo de supervisão especial.  
Notam-se que tais procedimentos vem ocorrendo somente contra as IES da rede privada de ensino, muito embora os pontos que provocam as punições ocorram também na rede federal de educação superior.

Conselho Nacional quer o fim da reprovação no início do ensino fundamental
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 05/08/2010  
Nos próximos dias, o ministro da Educação, Fernando Haddad, receberá uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) que prevê o fim da reprovação nos três primeiros anos do ensino fundamental. A medida, na prática, é uma tentativa de resgate dos ciclos de progressão continuada, criados com o propósito de combater a repetência e a evasão escolar. Pelo sistema, o aluno só pode ser reprovado ao término de cada etapa de aprendizagem, que pode variar de dois a quatro anos, dependendo do modelo adotado pela escola. No regime seriado, majoritário no País, o estudante pode ser reprovado a cada ano. O texto, aprovado no início de julho pelo CNE, depende da homologação do Ministério da Educação (MEC). Ele não prevê a adoção dos ciclos em todas as fases da educação básica, mas deixa explícita a recomendação para as séries iniciais, de forma a garantir a continuidade do processo de alfabetização das crianças. “Mesmo quando o sistema de ensino ou a escola, no uso de sua autonomia, fizerem opção pelo regime seriado, será necessário considerar os três anos iniciais do ensino fundamental como um bloco pedagógico ou um ciclo sequencial não passível de interrupção”, afirma o parecer.
Em 2008, mais de 79 mil alunos da primeira série da educação fundamental não passaram de ano. O número representa 3,5% das matrículas dessa série. Para especialistas, a reprovação numa idade tão precoce (6 anos) compromete o desempenho do aluno por toda a trajetória escolar. “É preciso reconhecer que as crianças precisam de um tempo maior para se alfabetizar. Se ela tiver alguma dificuldade, devemos ajudá-la e não reprová-la”, afirma Clélia Brandão, presidente da Câmara de Educação Básica do CNE. “Reprovar é um fator de desestímulo. E, se resolvesse algo, o Brasil seria um dos países com melhor qualidade de ensino do mundo.” O ciclo de alfabetização de três anos não deve encontrar problemas para ser ratificado pelo MEC. “Não se trata de maquiar dados estatísticos. Uma vez reprovada, a criança tende a repetir os mesmos erros, caso seja submetida à mesma estratégia de aprendizagem que fracassou com ela”, avalia a secretária nacional de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda. A educadora destaca, no entanto, que as escolas não serão obrigadas a aderir aos   ciclos. “Os sistemas de ensino têm autonomia para fazer suas escolhas.”
Apesar das vantagens alardeadas pelos defensores dos ciclos, a medida pode encontrar forte oposição. A cada nova eleição, surgem críticas ferozes ao modelo, apelidado pelos críticos de “aprovação automática”. No ano passado, por exemplo, um dos primeiros atos do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), foi a extinção, por decreto, dos ciclos de progressão no ensino fundamental, uma de suas promessas de campanha. Apenas o ciclo inicial, de alfabetização, foi poupado. Em Várzea Paulista, no interior de São Paulo, um promotor conseguiu uma liminar na Justiça para impedir a progressão continuada nas escolas municipais. Para embasar o pedido, destacou relatos de diretores de escolas que admitiam possuir “alunos concluintes do ensino fundamental com graves deficiências de leitura e escrita”. Pouco depois, a prefeitura conseguiu derrubar a liminar, que exigia a retenção dos alunos que não tinham aprendido 50% do conteúdo previsto no ano letivo. Para o educador Miguel Arroyo, professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais e ex-secretário- adjunto de Educação de Belo Horizonte, esses exemplos foram desastrosos. “A cultura da reprovação só serve para segregar e estigmatizar os alunos, como se eles fossem os únicos responsáveis pelo fracasso escolar”, afirma. “Ignora-se o fato de que as escolas estão despreparadas, com salas superlotadas, professores de baixa qualificação, estrutura precária. Em vez de atacar esses problemas, é mais fácil punir os alunos, deixar os retardatários para trás.”
Na mesma linha segue a argumentação de Roberto Leal, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. “Não temos nada contra os ciclos, mas é preciso que as escolas tenham condições de suprir as necessidades dos alunos com problemas”, pondera. De acordo com a educadora Magda Soares, professora da Universidade Federal de Minas Gerais, a receita de sucesso é conhecida por todos, mas pouco aplicada. “É preciso envolver o aluno, levar em conta o contexto social no qual está inserido, avaliá-lo sempre, oferecer reforço e acompanhamento individual durante toda a trajetória escolar. Só que essa é   uma realidade muito distante da maioria das  escolas brasileiras.” Cerca de 30% das escolas públicas brasileiras adotaram os ciclos de progressão continuada, segundo o Censo Escolar de 2006, o último a separar dados dos diferentes modelos. A medida não garante desempenho superior dos alunos, mas reduziu os indicadores de reprovação e evasão escolar.
Dados do Ministério da Educação revelam que o abandono no ensino fundamental passa dos 9% no sistema seriado, enquanto as escolas com ciclos têm uma taxa de evasão na casa dos 5%. Além disso, o número de reprovados no regime de progressão é de 9,1%, diante aos 15,5% do outro sistema. Quanto à qualidade do aprendizado, ao contrário do que pregam os críticos, não há diferenças significativas. Um dos poucos estudos dedicados a comparar o desempenho dos estudantes dos dois sistemas foi publicado no fim de 2008, por pesquisadores do Banco Itaú, da USP e do Ibmec. Ao avaliar as médias de 23 mil escolas estaduais na Prova Brasil, exame que avalia os alunos da rede pública, eles constataram uma variação nas notas inferior a 2% – ora pendendo a favor de um modelo, ora para outro. Conclusão: a disparidade no desempenho era ínfima, se comparada aos benefícios da redução do abandono nas escolas que aderiram aos ciclos.
Mesmo sendo apenas uma recomendação do Conselho Nacional de Educação, Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), aposta numa adesão maciça ao ciclo de alfabetização de três anos. “Os estudos comprovam que a reprovação não garante sucesso escolar. Não vejo resistência por parte dos gestores públicos em relação a essa questão.” O educador Artur Gomes de Morais, professor da Universidade Federal de Pernambuco, destaca, porém, a necessidade de preparar melhor as crianças que ingressam no ensino fundamental. “Países como a França e a Espanha, usando ciclos, já assumiram que as crianças devem estar alfabetizadas ao término do ano letivo em que completam 6 anos de idade”, afirma. “Para que isso ocorra, é preciso universalizar o acesso à educação infantil e estimular a criança a refletir sobre a escrita alfabética desde os 4 anos.” (Carta Capital) 

Jornada integral pode ser votada em setembro
Fonte: Jornal da Educação
Foi apresentado nesta quarta-feira pela deputada professora Raquel Teixeira o substitutivo aos projetos que alteram a jornada escolar. A proposta da deputada estabelece que o governo deverá ampliar a o tempo de aula dos alunos dos ensinos infantil, fundamental e médio para no mínimo sete horas diárias, de forma progressiva, até 2020.
O texto, que deve ser votado no início de setembro, e em seguida ir para Plenário, prevê ainda atividades opcionais extraclasse, após as sete horas diárias mínimas, com participação opcional da família. Os estados e municípios terão apoio técnico e financeiro da União.
Em seu substitutivo, Raquel Teixeira retirou o termo que previa punição aos agentes públicos responsáveis pela ausência de crianças e adolescentes da escola, que consta no Projeto inicial.

Inep assume inúmeras tarefas e fica marcado por sucessivas falhas
Fonte: Jornal da Educação
As sucessivas falhas no sistema de segurança do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira deixam claro que é necessário um forte investimento no órgão para dotá-lo de condições para executar as múltiplas tarefas que lhes cabe atualmente.
Não será surpresa que as avaliações voltem a ser executadas através das Secretarias do MEC, como ocorria no passado.
O INEP foi criado com funções nobres de promover estudos e pesquisas na área educacional.  Exerce bem esse papel, entretanto a transferência de todo um sistema de avaliação para o Instituto foi feita de forma prematura.   Considerando inexistirem recursos humanos em número suficiente, nem mesmo equipamentos e sistemas capazes de atender a esse novo modelo que vem sendo criado, há um processo natural de terceirização.
Estabelecem-se convênios com empresas e consórcios, inclusive sem licitação, o que fere o princípio da transparência e concorrência que sempre é salutar.
Criam-se banco de avaliadores com milhares de docentes competentes sob o prisma de formação, mas sem uma vivência prática de trabalho de campo. 
O subjetivismo que existe em cada pessoa faz com que os resultados sejam completamente diferentes para situações iguais, sem se falar nas falhas que já levaram a expurgar mais de uma centena de avaliadores desse quadro.
Urge a necessidade de se repensar o chamado Sistema Nacional de Avaliação da Educação que, de nacional, somente tem o nome.   O Brasil não adota um Sistema Nacional de Educação, como pretende o governo.   A Constituição Federal assegura a autonomia dos sistemas federal, estaduais e municipais.
 
Conselho Nacional de Educação, apesar de suas dificuldades operacionais,  concluiu sua reunião de agosto
Fonte: Jornal da Educação
O CNE realizou nos dias 3, 4 e 5 de agosto sua reunião mensal.
Foram divulgadas apenas pautas das Câmaras de Educação Básica e de Educação Superior.   Nelas continham informações acerca de reunião do Conselho Pleno, entretanto a pauta não foi disponibilizada, o que impede se saber os assuntos analisados pelo colegiado maior.
É evidente que os conselheiros e o pessoal de apoio têm interesse na normalização dos aspectos operacionais do CNE, entretanto nota-se um esvaziamento de suas atividades, tendo em vista que não são disponibilizados recursos humanos para que sejam cumpridas as funções do órgão.
Com falta de pessoal torna-se difícil dar sequência ao bom trabalho que era feito em gestões passadas.  Atualmente há uma significativa demora na liberação da súmula dos pareceres e os resultados são divulgados de forma parcial, em mais de uma publicação.
Existem pareceres que foram numerados, contudo por não terem sido disponibilizados, não permitem o conhecimento dos interessados e da sociedade.
Urge a necessidade de que as entidades representativas do setor educacional, bem como os dirigentes, busquem uma forma de saída para esse impasse.
Aliás a ninguém interessa que existam atos que se tornem secretos não por vontade dos envolvidos mas sim por ausência de meios para a difusão.

Senado aprova projeto que permite prisão às vésperas das eleições
Fonte: Folha Online
O Senado aprovou ontem (4) projeto que amplia a possibilidade de prisão de eleitores no período que vai dos cinco dias antes até dois dias depois da votação. Pela lei atual, os eleitores não podem ser presos às vésperas das eleições, a não ser em flagrante, para que possam cumprir o direito de ir às urnas. Com a mudança, os eleitores podem ser presos nesse período em casos de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, por desrespeito a salvo-conduto ou em casos de flagrante.
"É necessário coibir que delinquentes aproveitem da garantia da vedação de prisão nas vésperas das eleições para cometer atos criminosos", afirma o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da proposta.
O senador afirma que os cinco dias antes das eleições e as 48 horas posteriores, período em que atualmente as ordens de prisão são proibidas, "podem se revelar importantes para a detenção das pessoas para quem a sociedade não pode conceder o direito de ir e vir."
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou a mudança em caráter terminativo, ou seja, o projeto segue diretamente para análise da Câmara sem passar pelo plenário do Senado.
O projeto também garante aos candidatos o direito de não serem presos nos 15 dias antes das eleições, assim como os eleitores que trabalham nas sessões eleitorais e os ficais de partido no exercício de suas funções - com exceção dos casos de flagrante. O texto afirma que, se houver qualquer prisão, o juiz deverá analisar o pedido e determinar a punição do responsável pela prisão se ela for irregular.
PACOTE
A CCJ votou uma série de projetos nesta quarta-feira na única semana de trabalho dos parlamentares em agosto. O Congresso funciona em recesso branco até outubro para que os parlamentares se dediquem às campanhas eleitorais.
Entre as propostas aprovadas pela comissão, está o projeto que cria 9.185 cargos no Ministério Público, dos quais 2.381 podem ser preenchidos sem concurso público. Pelo texto, o MP poderá criar 1.294 funções comissionadas, reservadas a servidores efetivos (concursados).
Pelo projeto, as despesas com a criação dos novos cargos devem ser distribuídas ao longo de quatro anos, a partir de 2011.

UFSC altera a data do vestibular
Fonte: Diário Catarinense, p. 31, 06/08/2010
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) adiou o vestibular em um dia. As provas serão realizadas de 19 a 21 de dezembro, de acordo com edital divulgado ontem.
O vestibular teve a data alterada pelo fato de que 18 de dezembro marca o aniversário de 50 anos da instituição. As provas ocorrerão em Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Camboriú, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Curitibanos, Itajaí, Joaçaba, Joinville, Lages e Tubarão.
As inscrições serão realizadas somente pela internet, no www.vestibular2011.ufsc.br, de 28 de setembro a 27 de outubro. Em princípio, o número de vagas é 6.021, o mesmo do ano passado, em 82 cursos/habilitações, mas, de acordo com a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), até o início das inscrições, a Câmara de Ensino poderá aprovar o oferecimento de cursos novos ou a ampliação dos atuais. Com a publicação do edital, a UFSC abre, a partir de 13 de agosto, as inscrições para a solicitação de isenção da taxa de inscrição.
Este ano, pela primeira vez, a universidade concederá isenção parcial (50%) para os candidatos que se inscreverem em uma licenciatura ou Pedagogia.

Superuniversidade
Fonte: Clipping Educacional Consae - Estado de Minas, 02/08/2010 - Belo Horizonte MG
Reitores se reúnem amanhã, em Belo Horizonte, para formalizar consórcio e fusão de sete instituições federais de ensino superior de Minas com 90 mil alunos e cursos em 17 cidades
Glória Tupinambás 
A maior universidade pública do Brasil começa a nascer amanhã. Reitores de instituições de ensino superior de Minas se reúnem nesta terça-feira, em Belo Horizonte, para discutir a criação de um consórcio envolvendo sete federais do estado – de Alfenas (Unifal), Itajubá (Unifei), Juiz de Fora (UFJF), Lavras (Ufla), São João del-Rei (UFSJ), Ouro Preto (Ufop) e Viçosa (UFV). A fusão, inédita no país, mas comum nos Estados Unidos e em países da Europa, como a França, promete dar origem à “Superuniversidade do Sudeste”, apelido dado à gigante nos bastidores. Números superlativos justificam o título: serão 90 mil alunos, 15,6 mil novas vagas abertas a cada vestibular, 4,1 mil professores, 273 cursos de graduação e 179 programas de mestrado e doutorado espalhados por 17 cidades mineiras.
São tantos dígitos que a nova instituição vai desbancar até grandes nomes do ensino superior do país, como a Universidade de São Paulo (USP), que oferece 233 graduações e tem 88,2 mil alunos matriculados; e a Federal de Minas Gerais (UFMG), com 50 mil estudantes e 80 cursos de bacharelado e licenciatura. Também ficam para trás a Universidade Federal Fluminense (UFF), com 47,2 mil docentes e 66 graduações abertas; a Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com 40,5 mil alunos; e a Unicamp, com 2,8 mil novas vagas abertas a cada vestibular. O consórcio promete mudar a distribuição do poder na educação brasileira e ainda permitir que as instituições mineiras   sonhem com espaço em rankings internacionais. A proposta foi apresentada ao ministro da Educação, Fernando Haddad, no fim do mês passado. A previsão é de que os detalhes finais sejam acertados amanhã entre os reitores, para que o consórcio seja assinado até o fim do ano. De acordo com o projeto, as universidades manteriam a autonomia, mas formulariam um único plano de desenvolvimento institucional (PDI). Trocando em miúdos, isso significa que elas permanecerão com reitores e conselhos universitários próprios, mas vão criar estratégias conjuntas para captar mais recursos, contratar professores, construir laboratórios, trocar equipamentos e tecnologias e trabalhar de maneira integrada em programas de ensino, pesquisa e extensão.
A escolha das sete universidades foi feita com base em critérios geográficos e de qualidade do ensino. Todas as instituições estão localizadas num raio de 200 a 300 quilômetros de distância, nas porções Sul e Sudeste do estado. Além disso, todas têm cursos de graduação com notas 4 e 5 (aproveitamento máximo) no Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado pelo MEC. Na pós-graduação, 15 programas têm nível 5; cinco têm nível 6 e dois, nível 7, o mais alto. Outro ponto forte é o fato de que a maior parte das federais tem áreas de atuação específicas, como as de Viçosa e Lavras, no campo das ciências agrárias; a de Itajubá, destaque em tecnologia; e a de Alfenas, na saúde. Essa característica deve permitir que elas trabalhem   de maneira complementar.
“A ideia é somar competências. Todas as universidades são relativamente pequenas e detêm maior competência em alguma área específica do conhecimento. O consórcio vai trazer maior mobilidade estudantil, com alunos cursando disciplinas em mais de uma instituição; dissertações e teses poderão ser compartilhadas; e a contratação de professores deverá ser feita por meio de um único concurso público. Além disso, podemos ter câmpus coordenados por mais de uma universidade em municípios-polo dentro da área de abrangência do consórcio. O governo federal já se mostrou favorável e o governo estadual também será chamado para compor a parceria, pois a proposta vai trazer mais desenvolvimento regional”, explica o reitor da Ufla, Antônio Nazareno Guimarães Mendes, que também preside o Fórum de Dirigentes das Instituições Públicas de Ensino Superior de Minas Gerais. Segundo Nazareno, o termo de constituição do consórcio deve ser assinado no mês que vem e, até o fim do ano, o novo plano de desenvolvimento institucional deve ser concluído. A adesão à proposta será voluntária e, além da aprovação dos reitores, o consórcio depende do aval dos conselhos superiores de cada universidade. O MEC informou que a criação do consórcio é legal e não fere a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), mas nenhum representante do ministério quis conceder entrevista sobre o assunto. 

Escolas com casos de bullying apresentam desempenho inferior em avaliação
Fonte: Jornal da Educação
Durante audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, realizada nesta quarta-feira, o pesquisador José Batista de Albuquerque falou sobre "Diversidade na Comunidade Escolar do País", e exposta o cruzamento dos dados da Prova Brasil de 2007 com uma pesquisa que mostrou que escolas onde se observou mais atitudes agressivas entre os alunos, apresentaram as avaliações mais baixas em Português e Matemática no exame.
Segundo Albuquerque, os dados não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito entre os dois problemas, entretanto ele disse ser possível atribuir as variações dos resultados em provas a atitudes, crenças e valores dos atores do ambiente escolar. Assim como o conhecimento sobre bullying em que os professores e funcionários são vítimas.
Participaram da pesquisa mais de 15 mil alunos básico do país, além de professores, pais, diretores e funcionários.

Troca de emprego para ganhar mais bate recorde no ano
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 02/08/2010 às 11:03 hs. 
Conjuntura: Entre janeiro e maio, 30,5% das pessoas que se desligaram das empresas pediram demissão
João Villaverde, de São Paulo
Sérgio Mendonça, do Dieese: rotatividade está acima da média histórica
Nos primeiros cinco meses deste ano, dois recordes mudaram o padrão do mercado de trabalho brasileiro. De janeiro a maio, 30,5% das pessoas desligadas pediram demissão, percentual bem acima do auge anterior, de 26%, registrado em 2008. A troca de emprego por decisão do trabalhador levou a outra mudança inédita - a redução dos pedidos de seguro-desemprego para o menor nível em dez anos.
Levantamento realizado pelo Valor com dados do Ministério do Trabalho mostra que os resultados de 2010 são mais expressivos que os de 2008, quando o ciclo de crescimento econômico iniciado em 2004 alcançou seu auge. Dos trabalhadores com carteira assinada que deixaram seus empregos entre janeiro e maio de 2008, o equivalente a 23,8% o fizeram por conta própria. A proporção despencou no ano seguinte, quando, em igual período, representaram 16% dos desligados de suas funções. O recorde anterior (26%) foi atingido no período entre junho e outubro de 2008, logo antes da explosão dos efeitos da crise mundial sobre a economia brasileira.
A contrapartida do aumento das demissões por decisão do trabalhador é o aumento da taxa de rotatividade no emprego formal, que nunca foi tão alta em um início de ano. O indicador construído pelo Ministério do Trabalho mensura quantos trabalhadores foram substituídos em uma empresa ou setor no mês em análise. A rotatividade oscila, desde 2005, em torno de 3,6% ao mês. No primeiro trimestre de 2008, o indicador chegou a atingir média de 4,07. Em igual período deste ano, a média foi maior e o resultado mensal de junho, 4,10 pontos, é o maior para o mês desde 2005 (ver gráfico).
A rotatividade, em geral, decorre da decisão das empresas de trocar seus funcionários, seja por inadequação de um recém-contratado, seja pela oportunidade de contratar um funcionário mais qualificado, seja para reduzir o custo total da folha de salários, substituindo remunerações mais altas por outras menores. Os dados de 2010 indicam que, neste ano, a taxa está aumentando também por decisão dos trabalhadores, que provavelmente encontraram um emprego melhor ou com maior remuneração. Por isso, ela ajuda a reduzir a demanda por seguro-desemprego.
Foto Destaque
"Numa época de expansão econômica, como a que vivemos hoje, é normal que parcela maior dos desligamentos seja motivada por pedidos de demissão, uma vez que o trabalhador encontra salários maiores. A empresa, que perde o funcionário, vai atrás de outro, e assim sucessivamente. A taxa de rotatividade aumenta e a demanda por seguro-desemprego diminui", afirma Hélio Zylberstajn, presidente do Instituto Brasileiro de Relações de Emprego e Trabalho (Ibret). Zylberstajn, que também é professor da USP, avalia que o processo é "altamente pró-cíclico", uma vez que depende do aquecimento econômico. "Em momentos de baixa, ninguém quer sair do emprego, então os pedidos de demissão diminuem", diz.
A menor disposição para pedir seguro-desemprego, no entanto, é inédita, ainda que o ritmo de crescimento da economia hoje seja semelhante ao de anos como 2007 e 2008, quando o PIB passou por elevações de 6,1% e 5,1%, respectivamente. Naquele biênio, a proporção de trabalhadores que solicitaram o benefício em relação aos que foram dispensados sem justa causa variou entre 87,2% e 77,3%.
De janeiro de 2005 para cá, contando os resultados recordes de 2010, a média dessa relação foi 81,3%. À exceção de janeiro, quando a relação entre requerentes e demitidos sem justa causa obteve valor igual à média histórica, todos os outros meses de 2010 tiveram resultados inferiores à barreira dos 80% - saindo de 78% em fevereiro para 71% em abril, chegando a derreter em maio, quando atingiu o vale de toda a série, 57,9%.
Para Sérgio Mendonça, assistente da coordenação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o resultado recorde de 2010 na comparação com outros períodos de atividade aquecida pode estar condicionada ao aumento da taxa de rotatividade além da média histórica. "Mesmo aqueles que são demitidos não requerem o seguro-desemprego, porque logo conseguem outro trabalho", diz ele.
Além disso, avalia Mendonça, "como a rotatividade está muito alta, muitos não conseguem permanecer no emprego pelo tempo determinado em lei para assegurar o seguro". Para acionar o seguro-desemprego junto ao Ministério do Trabalho é preciso ter ao menos seis meses de vínculo empregatício com carteira assinada.
Segundo João Saboia, diretor do Instituto de Economia da UFRJ, a demanda por benefícios do seguro-desemprego deve continuar em patamares rebaixados até o fim do ano. "Entramos agora no melhor momento do mercado de trabalho brasileiro, que é o período entre agosto e novembro", diz Saboia, para quem a taxa de desemprego continuará caindo e a rotatividade aumentando. "Se você pode ganhar mais porque outra empresa está oferecendo salários maiores, você não vai se agarrar ao emprego no qual está agora", afirma. 
Fonte: Valor Econômico 

Mudanças de regras na alfândega: menos restrições para os viajantes devem reduzir filas na chegada ao país
Fonte: O Globo Online
A Receita Federal quer concentrar as operações de fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras terrestres em indivíduos que realmente possam estar trazendo contrabando ou drogas para o país. O fim das restrições, a partir desta semana, à entrada de produtos importados comprados para uso pessoal vai reduzir a burocracia da inspeção sobre as bagagens do turista comum e permitir que os fiscais se detenham em casos importantes. A medida também deve facilitar a vida do contribuinte, garantindo-lhe segurança jurídica, e menos filas na chegada ao país.
- O mais importante é dar transparência aos critérios do Fisco e facilitar a vida do viajante - disse o assessor do ministro da Fazenda, Marcelo Fiche.
Dados da Infraero mostram que 13 milhões de passageiros brasileiros e estrangeiros embarcaram ou desembarcaram em voos internacionais nos aeroportos do país no ano passado. Nos dois primeiros meses de 2010, foram 2,7 milhões. Mantido o ritmo atual, este número pode fechar o ano em mais de 16 milhões de embarques e desembarques. Esta é apenas uma parte do potencial de pessoas a serem beneficiadas pela portaria assinada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a ser publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira. O problema é que o número de fiscais não vem crescendo no mesmo ritmo.
A partir desta segunda-feira, relógios de pulso, câmeras fotográficas, celulares e outros aparelhos eletrônicos de uso pessoal - com exceção de computadores e filmadoras - não precisam ser declarados à Receita e não serão mais contabilizados na cota individual de produtos importados a que os passageiros têm direito (US$ 500 para quem viaja de avião e US$ 300 para quem cruza as fronteiras terrestres ou chega pelos portos). O mesmo vale para roupas, acessórios e produtos de higiene pessoal. A única condição é que estes produtos não apareçam repetidos nas bagagens.
Também estão sendo fixados limites individuais para a importação de bebidas alcoólicas (12 garrafas), cigarros (10 maços com 20 unidades cada), charuto (25 unidades) e cigarrilhas (250 gramas). Até então, as quantidades eram determinadas segundo o bom senso dos fiscais.
Computador não foi liberado pois prejudicaria indústria
Os viajantes também não estão mais obrigados a entregar à Receita a Declaração de Saída Temporária de Bens (DST) antes de embarcar com laptops, câmeras fotográficas ou filmadoras fabricados em outros países. Mesmo assim, ainda é preciso ter em mãos um documento que prove que o aparelho pertence ao passageiro. Podem ser notas fiscais ou placas de patrimônio para o caso de quem viaja a trabalho.
Sobre a mesa do ministro, que já trabalhava na medida há um mês e meio, esteve ainda uma proposta para a liberação da compra de um computador por viajante fora da cota individual, segundo fontes da Receita. Mas ele descartou a possibilidade por considerar que poderia ser interpretada como uma iniciativa eleitoreira e ainda prejudicaria a indústria nacional, que hoje teria computadores a preços acessíveis.
A Receita deve publicar nesta segunda-feira a Instrução Normativa com os detalhes da medida.
Os gastos dos brasileiros no exterior nunca foram tão altos, como mostram as estatísticas do Banco Central para o primeiro semestre deste ano (US$ 7 bilhões) e registraram aumento de 60% em relação ao mesmo período de 2009. O governo não espera que a medida venha aumentar o volume de compras.

Profissional de Administração está entre os que tiveram maiores aumentos salariais
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 05/08/2010 às 10:27 hs. 
Pesquisa aponta as áreas e cargos que mais cresceram nos últimos quatro meses no quesito salário.
Por Redação Administradores, www.administradores.com.br
Um levantamento realizado pela Catho Online, empresa de currículos na internet, identificou os 20 cargos – e seus respectivos setores – que obtiveram os maiores aumentos salariais nos últimos quatro meses. De acordo com o estudo intitulado Pesquisa Salarial e de Benefícios as maiores altas foram obtidas por profissionais de Engenharia. Os jovens profissionais tiveram destaque nas áreas de Recursos Humanos e Comercial, nos cargos de analista júnior e trainee, respectivamente. A função de assistente em Administração/Setor Financeiro também aparece na lista.
O cargo de coordenador da área de Engenharia do Meio Ambiente, que teve o maior aumento entre as funções pesquisadas, registrou um aumento de 23,1%, segundo a Catho. O salário médio desse profissional, que em fevereiro era de R$ 6.152,57, passou para R$ 7.573, 79.
"Engenharia do Meio Ambiente aparecer em primeiro lugar, como a área de maior aumento salarial dos últimos meses, é reflexo do enorme crescimento deste tema dentro das empresas. E, de carona com esta preocupação, profissões e cursos - que há alguns anos não existiam - também começaram a aparecer, como a própria Engenharia do Meio Ambiente", diz Marco Soraggi, diretor da pesquisa.
Em segundo, terceiro e quarto lugares no ranking também aparece o cargo de coordenador, nas áreas de Engenharia de Obras, Engenharia Civil e Engenharia de Qualidade, respectivamente. O quinto colocado é o Técnico em Engenharia Mecatrônica.
Administração
O cargo de assistente, na área específica classificada como Administrativo/Financeiro, aparece em 17º lugar, com um aumento de 10% nos últimos quatro meses. O salário médio, que era de R$ 1177,50, passou para R$ 1295,35.
Outras áreas relacionadas ao mundo da Administração também aparecem no top 20 da pesquisa, como Vendas; Hiper/Supermercados – lojas; Recursos Humanos; Comercial e Planejamento Empresarial.
Confira o ranking:

A pesquisa
Esta foi a 32ª edição da pesquisa, que é atualizada a cada três meses, e os dados apresentados se referem ao aumento ocorrido entre fevereiro e junho de 2010. 164 mil profissionais, de mais de 20 mil empresas, em 3.338 cidades de todo o Brasil participaram do levantamento através do preenchimento de formulários eletrônicos.
O estudo traz dados de mais de 1.800 cargos, de 214 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 21 regiões geográficas do Brasil, além de sete faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Haddad e o Enem
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 06/08/2010 às 09:15 hs. 
O país deveria estar debatendo o Plano Nacional de Educação que o MEC promete enviar ao Congresso até o final do ano. Não é trivial - o ministro Fernando Haddad pretende reduzir os 295 objetivos do plano prolixo a 25 metas que a população possa memorizar.
Em lugar dessas prioridades, contudo, discute-se a sexta falha grave relacionada ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Haddad lançou uma série de projetos para pôr a educação pública brasileira nos trilhos. Um deles é transformar o Enem no filtro principal de acesso ao ensino superior, aposentando os famigerados vestibulares. Até o momento deu quase tudo errado, desacreditando uma iniciativa com méritos. Em setembro passado, a divulgação de locais de exame indicava que alguns candidatos fariam a prova a até 50 km de suas casas. Pouco tempo depois, o jornal "O Estado de S. Paulo" noticiou o vazamento das questões da prova, impondo seu adiamento. Realizado o exame, divulgou-se um gabarito errado.
Em fevereiro, o MEC corrigiu notas erradas de 900 participantes. No mês seguinte, o sistema Sisu de colocação de candidatos em universidades federais convocava para matrícula candidatos não classificados. Agora, descobre-se que dados sigilosos de 12 milhões de estudantes ficaram desprotegidos e disponíveis na internet.
São falhas amadoras, inadmissíveis numa instituição como o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão do MEC encarregado do Enem). Quem administra os projetos e as expectativas dessa legião de jovens não pode cometer erros tão primários.
Tenha ou não havido má-fé, o Inep necessita de um choque de responsabilidade e reciclagem técnica. Substituir o presidente, como se fez em dezembro, não resultou suficiente para pôr fim ao descalabro. Haddad deve satisfações mais completas aos milhões de estudantes que entregaram seus dados e futuro à confiança do ministério que ele chefia.

Projeto espanhol que levar 3,6 milhões de africanos à escola
Fonte: Jornal da Educação
Pesquisa desenvolvida pela Unicef da Espanha revelou que em todo o mundo há cerca de cem milhões de crianças fora da escola.
A campanha espanhola Escolas para a África, que é desenvolvida em parceria com o Instituto Nelson Mandela, espera escolarizar oito milhões de alunos até 2013.
Nos últimos cinco anos, 3,6 milhões de crianças foram contempladas pelo projeto, que além de educação oferece alimentação e proteção contra violência e abusos.

Formação em medicina na Rússia é oferecida a brasileiros
Fonte: Jornal da Educação
Vinte estudantes brasileiros terão a oportunidade de estudar medicina na Rússia. A Universidade Estatal Médica de Kursk abriu vagas para o curso em inglês, que tem previsão de embarque para outubro.
Os noves primeiros serão destinados à Faculdade Preparatória, onde os estudantes aprenderão o idioma, com ênfase nos termos técnicos utilizados na profissão, e conhecimentos de disciplinas como física, química e biologia.
As inscrições podem ser feitas até 11 de agosto. Outras informações na página www.medicinarussa.com.br
 
Aumento da longevidade leva à criação de novas carreiras
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 06/08/2010 às 10:10 hs. 
Ao participar recentemente da II Jornada Interdisciplinar de Geriatria e Gerontologia promovida pelo Hospital Sírio-Libanês - o tema da minha palestra era o preparo do executivo para o processo de pós-carreira, tive a possibilidade de ampliar conhecimentos sobre o assunto. Um dos pontos que chamou minha atenção é o surgimento de novas áreas e oportunidades que o aumento da longevidade, e seus impactos, estão produzindo no mercado de trabalho. Mesmo porque grande parte do público que estava presente no evento era constituído por uma população jovem, com distintas formações técnica e acadêmica. Eles buscavam ampliar seus conhecimentos de maneira a poder atuar como "cuidador de idoso".
Foi possível perceber que, como resultado do aumento da longevidade da população brasileira - proveniente dos avanços da medicina, dos maiores cuidados preventivos que as pessoas têm com seu corpo, além do desenvolvimento de hábitos individuais mais saudáveis - surgiram novas necessidades, que precisarão ser atendidas por um emergente mercado voltado aos idosos.
Já é possível localizar, tanto no segmento de serviços como na área de produtos, uma gama de oportunidades para novas carreiras, profissões e empreendimentos. Vale ressaltar as áreas de saúde, cuidados físicos e psíquicos, além de entretenimento, arquitetura, educação permanente, hotelaria, alimentação, turismo e lazer.
Na área de saúde, é visível o aumento do número de geriatras como uma das especialidades cada vez mais procurada pelas pessoas que se encontram na meia-idade.
No campo dos cuidados físicos, podemos encontrar atividades de fisioterapia específicas para idosos, além de reabilitação e de personal training especializado em terceira idade. Na área do comportamento humano, surgem os terapeutas, conselheiros, mentores e especialistas nas diferentes etapas e transições da vida. O segmento de nutrição e gastronomia, por sua vez, começa a perceber a importância e as demandas específicas deste público.
Um campo novo no Brasil é o da arquitetura e funcionalidade nas construções, acabamentos e decoração para residências, clínicas, hotelaria e centros de lazer destinados ao público da terceira idade. Estas especialidades não se preocupam apenas com os fatores de segurança, mas também de respeito a sua história e tipo de atividade durante a vida ativa. Ou seja, tentam fazer com que a arquitetura não provoque uma ruptura muito grande nos seus hábitos e costumes.
No campo da educação continuada já se destacam as Universidades da Terceira Idade. E não são apenas centros de vida social que infantilizam o idoso com meras atividades de lazer ou preenchimento do seu tempo. São centros de educação continuada para novas etapas da vida.
Uma das maiores exigências da longevidade com qualidade de vida é que deveremos nos reinventar mais vezes ao longo da existência. Para tanto, se torna necessário um processo educativo que desenvolva novas habilidades e conhecimentos. Ou seja, que procure continuar dando sentido à vida, independentemente da fase que o idoso está vivendo.
Da parte das corporações, será cada dia mais importante desenvolver programas de estímulo aos profissionais para que assumam a responsabilidade da carreira como algo seu. Evitam, desta forma, criar dependentes que imaginam que as empresas irão cuidar da sua vida e de sua carreira. Cada vez mais, portanto, será necessário orientar as pessoas para que desenvolvam seus projetos buscando um maior equilíbrio entre o sucesso na vida profissional e pessoal. Vale ainda registrar o crescimento da população feminina neste contexto muito mais complexo, e onde os papéis estão sendo constantemente revistos ou questionados.
Para todo este universo de desafios e oportunidades, será necessária muita mão de obra especializada. Resta a cada um descobrir onde poderá aplicar melhor suas competências, formação e conhecimento.
Renato Bernhoeft é fundador e presidente do conselho de sócios da höft consultoria societária.

Universitário pode se inscrever para ser educador em escolas de SP
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 06/08/2010 às 10:12 hs. 
O Programa Bolsa Universidade da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo está com inscrições abertas para estudantes universitários interessados em atuar nos fins de semana como educadores em escolas públicas de todo o estado que integram o Programa Escola da Família.
O candidato deve estar matriculado em uma instituição de ensino superior conveniada com o Programa Bolsa Universidade; não receber outra bolsa, financiamento ou similar, proveniente de recursos públicos; e ter disponibilidade para atuar como educador universitário aos finais de semana em escolas estaduais ou municipais do estado.
As inscrições devem ser feitas até dia 13 de agosto no site http://escoladafamilia.fde.sp.gov.br, no link Faculdade/ Bolsa Universidade, que também dispõe da lista com o nome das instituições de ensino conveniadas.
O estudante contemplado receberá bolsa integral de seu curso. A secretaria arca com 50% do valor da mensalidade (com teto de R$ 267,00) e a instituição de ensino completa o restante do valor. Em contrapartida, o universitário atuará como educador nas unidades do Escola da Família, auxiliando no desenvolvimento das atividades do programa. 
Fonte: G1 - Portal Globo 

Oferta de vagas para jovens cresce bem abaixo da média
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 06/08/2010 às 10:21 hs. 
Empregos aumentaram 4,5% em 2009, ante 1,5% para jovens de 16 e 17 anos
Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, diz que mercado ainda tem preconceito contra a falta de experiência
JULIANNA SOFIA
DE BRASÍLIA
Apesar dos programas de governo para inserção de jovens no mercado de trabalho, a oferta de empregos para essa faixa da população foi a que apresentou resultados mais modestos na geração de vagas formais em 2009. Enquanto o número de empregos formais cresceu 4,5% em 2009, o aumento de vagas para jovens de 18 a 24 anos só aumentou 2,6%. A situação foi ainda pior para aqueles entre 16 e 17 anos: 1,5% de crescimento.
Dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho sobre a fotografia do emprego formal no Brasil - a Rais (Relação Anual de Informações Sociais)- revelam que as vagas para pessoas acima de 65 anos cresceram muito acima da média: 7,6%. "É preciso admitir que é difícil aumentar a oferta de empregos para jovens porque ainda há muito preconceito com a falta de experiência. O mercado é ruim, mesmo com programas como o Projovem, que busca inserir 400 mil jovens", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Para o governo, o fraco desempenho do emprego para jovens também pode sinalizar que essas pessoas estão optando por permanecer mais tempo na escola. A Rais é divulgada anualmente pelo governo e traz um retrato mais fiel do mercado de trabalho formal, pois inclui servidores públicos, trabalhadores temporários e avulsos e ainda informações residuais das empresas.
Mensalmente, o Ministério do Trabalho divulga o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, que mostrou que em 2009 haviam sido gerados 995 mil empregos formais. A Rais ampliou o número para 1,766 milhão. 
Fonte: Folha de São Paulo