10/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Conar determina ao MEC que altere anúncio de TV sobre escolha da faculdade IGC

FIES acabará com exigência de fiador

Admissão automática de diplomas é rejeitada pelo Parlasul

Novo PNE trará pouco mais de 25 metas

Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio é instituído por lei federal

MEC investiga 11 faculdades por aumentar dívida de aluno carente


Universidades dizem ignorar motivo das denúncias ou ter resolvido questão

Sindicato teme vazamento de dados do Enade

Enem 2010 recebe 4,6 milhões de inscrições

Enem continua sem contrato com empresas

Enem será passaporte para 35 federais

Auditoria para apurar vazamento de dados do Enem deve ser concluída em 30 dias

Inep não assinou contrato do Enem

A desmoralização do Enem

Orçamento da Capes vai superar R$ 3 bilhões em 2011, diz ministro

Medida provisória libera recursos de R$ 1,6 bilhão para o ensino médio

Jovens levam projeto a Brasília

Novo documento tem dispositivos contra falsificação

Conselho Nacional de Educação divulga súmula parcial de pareceres aprovados em maio, junho e julho

Parecer fixa as Diretrizes Operacionais para a matricula no Ensino Fundamental e na Educação Infantil

Projeto do governo proíbe castigos corporais em crianças e adolescentes

Procuradoria questiona ensino religioso nas escolas públicas

Normas legais aplicáveis aos programas de pós-graduação lato sensu

Quem tem medo da reforma?

Na educação, a esquerda é elitista

Educação profissionalizante será prioridade chinesa

Obama diz que educação e economia caminham juntos 


Cidade norte-americana cria programa de bonificação de docentes para vencer problemas com desempenho dos alunos


Federais de Minas Gerais formalizam consórcio

MEC investiga 11 faculdades por aumentar dívida de aluno carente

A palmada em foco, por João José Leal*

Em breve, giz será aposentado

PEC permite a bolsista e estagiário contar tempo trabalhado para aposentadoria

Máquina do bem ou do mal?

Na França, medida diminuiu contaminação por HIV

Projeto divide ajuste da complementação do Fundeb em três parcelas

PE e AL terão R$ 249 milhões para reconstruir escolas

Escolas e postos não funcionarão

Biodiversidade é tema de concurso promovido pela Unesco


Os números para o Senado

Conar determina ao MEC que altere anúncio de TV sobre escolha da faculdade IGC
Fonte: ABRAFI
Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu, por unanimidade de votos da Sexta Câmara do Conselho de Ética, que o Ministério da Educação (MEC) deverá alterar o anúncio “IGC – Índice Geral de Cursos”, veiculado na televisão. A peça publicitária causou constrangimentos e prejuízos a diversas instituições de ensino superior (IES), por não informar ou não apresentar destaque suficiente às características do índice apresentado, induzindo o consumidor a possível erro.
O anúncio do MEC orientava o estudante a avaliar se a instituição é “boa o suficiente” tendo como base o IGC. Mas, segundo a Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas (Abrafi), que entrou com o pedido de análise da peça publicitária, o índice, atualmente, é obtido na grande maioria das vezes por meio de análise de apenas alguns cursos, que não chegam a representar 50% dos cursos oferecidos pelas IES. Dessa forma, o IGC em formato atual não representa a qualidade da instituição como um todo e o MEC estaria induzindo ao uso de um indicador incompleto, que não fornece à comunidade condições para avaliar uma IES e escolher a faculdade ou universidade.
Considerando que estes esclarecimentos não foram repassados pelo MEC aos estudantes interessados, o Conar recomendou a alteração do anúncio para que fique claro ao consumidor em que situação o IGC pode ser divulgado, incorporando esses esclarecimentos ao anúncio, bem como no site indicado na peça publicitária.
ABMES - Lidyane Lima
Assessoria de Imprensa

FIES acabará com exigência de fiador
Fonte: Jornal da Educaçaõ nº 3816
O Presidente da República anunciou que até o final de seu mandato será criado um fundo garantidor que acabará com a exigência do fiador para estudantes de baixa renda terem acesso ao FIES.
Atualmente o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior traz exigências de garantias e isso representa um impedimento para o acesso.
Segundo a promessa haverá uma carência de um ano e meio e dezesseis anos para pagamento.  A taxa de juros será de 3,5% ao ano.

Admissão automática de diplomas é rejeitada pelo Parlasul
Fonte: Jornal da Educação
Na última quarta-feira, dia 4, a Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) rejeitou o Projeto que estabelece a aprovação automática dos diplomas dos países do bloco para a contratação de professores e para concursos públicos.
A senadora Marisa Serrano defendeu a não aceitação da proposta por acreditar que o projeto extrapola os limites de acordo assinado pelos países do Mercosul em 1999.
As comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania analisam a proposta, que tramita em caráter conclusivo.

Novo PNE trará pouco mais de 25 metas
Fonte: Jornal da Educação
Segundo membro do conselho do movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos, o novo Plano Nacional de Educação, que estabelecerá um pouco mais de 25 metas para 2020. O atual, com validade até o fim deste ano, possui 295.
Após ser finalizado pelo Ministério da Educação, o Plano seguirá para o Congresso.  redução significativa nas metas previstas para os próximos dez anos foi uma das diretrizes apontadas pela Conferência Nacional de Educação, que aconteceu em março.
Mozart Ramos defendeu a criação de menos metas como forma de obter mais sucesso, já que o PNE em vigor não alcançou bons resultados por não ter cumprido grande parte das metas.

Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio é instituído por lei federal
Fonte: Jornal da Educaçaõ nº 3816
O Governo Federal editou a Lei 12.306, de 6 de agosto de 2010, instituindo o Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio.
A norma decorre da conversão da Medida Provisória 484, de 2010 e tem, como um dos objetivos, alocar recursos na ordem de R$ 800 milhões para o mesmo.
Seus objetivos são os de contribuir para  incentivar a melhoria dos indicadores de qualidade do ensino médio; suprir recursos financeiros de forma a equalizar oportunidades educacionais no nível do ensino médio e atender à ampliação das matrículas no ensino médio público.
Referido Programa será executado por meio de transferência direta aos Estados considerados prioritários pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, conforme os seguintes parâmetros:  o número de matrículas no ensino médio público; os indicadores disponíveis para aferir o desenvolvimento da educação básica, conforme calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP; e o valor anual por aluno a ser praticado em 2010, em cada fundo estadual, no âmbito do FUNDEB.
 
MEC investiga 11 faculdades por aumentar dívida de aluno carente
Fonte: Informativo de Notícias do Ensino Superior -  Abrafi  09/08/2010.
Suspeita do Ministério da Educação é que cobrança de mensalidade de alunos do Fies estava acima da regular.
O Ministério da Educação abriu processos para investigar se 11 universidades privadas cometeram irregularidades na cobrança de mensalidades de alunos do Fies (fundo federal de financiamento estudantil). Há suspeita que os valores cobrados estavam acima do regular.
Entre as instituições citadas estão a Unip e a Uninove, duas das maiores do país. Ambas afirmam que a pasta ainda não enviou os detalhes dos procedimentos.
Os processos foram abertos após o MEC receber denúncias de que as instituições não concederam aos bolsistas do Fies descontos dados aos demais. A lei exige que os valores devam ser os mesmos aos dois grupos.
Um dos principais abatimentos concedidos é o referente ao pagamento da mensalidade no dia correto, que normalmente resulta em descontos entre 5% e 10%.
Se a dedução não é aplicada, o estudante paga um valor acima tanto da mensalidade (referente ao valor não financiado pelo Fies) quanto do saldo devedor (a ser pago ao Fies após a formatura). Já a universidade recebe recursos acima do previsto.
Segundo o MEC, a maior parte dos processos administrativos refere-se a denúncias recebidas em 2008 e 2009. As universidades têm dez dias para se manifestarem. "O procedimento é aberto quando a instituição não deu esclarecimentos suficientes", afirma a diretora do MEC responsável pela área, Simone Horta Andrade.
Os 11 procedimentos foram publicados nesta semana. Os da Unip e da Uninove ocorreram ontem. A pasta deverá abrir outros. Se confirmada a irregularidade, a universidade é obrigada a ressarcir o estudante e o fundo, além de ficar um período sem poder receber novas bolsas do Fies. Segundo Andrade, a maior parte dos processos refere-se a casos individuais. Se o bolsista tiver dúvidas em relação à sua situação, pode ligar no 0800 616161 (central de atendimento do ministério).
A pasta não soube informar quantos estudantes foram potencialmente prejudicados nem o montante de recursos envolvidos.
Colaborou FERNANDA BASSETTE
Fonte: Folha de São Paulo ou visite o site: http://blog.covac.com.br/

Universidades dizem ignorar motivo das denúncias ou ter resolvido questão
Fonte: Informativo de Notícias do Ensino Superior -  Abrafi  09/08/2010.
Algumas universidades citadas pelo Ministério da Educação afirmam não ter sido informadas dos detalhes dos procedimentos. Outras dizem que já resolveram o problema com os alunos. Maior universidade do país, a Unip disse que não se pronunciaria por não saber qual era a denúncia.
A Uninove afirmou que também desconhece o porquê da abertura do processo ontem. "Só um aluno reclamou, em 2004, e ele já foi ressarcido", disse o responsável pelo departamento jurídico, Fábio Antunes Mercki. A Unipac também afirmou desconhecer o motivo da apuração. Informou que apenas na unidade de Juiz de Fora (MG) houve um caso de erro no desconto, envolvendo uma aluna do curso de educação física. A assessoria diz que a aluna já foi ressarcida.
O professor Vitor de Paula, da Unidesc, diz que a instituição mantém uma bolsa de estudos para todos os alunos que não recebem bolsas do governo (ProUni ou Fies). Para manter esse desconto, os alunos precisam pagar a mensalidade todo dia 5 e cumprir carga horária de 40 horas semestrais em ação social fora da universidade.
De acordo com o professor, os alunos do ProUni e do Fies não têm direito a desconto porque "recebem bolsas governamentais". A Folha não conseguiu contato com as demais instituições. (FT e FB)
Ionice Lorenzoni
Fonte: Folha de São Paulo ou visite o site: http://blog.covac.com.br/

Sindicato teme vazamento de dados do Enade
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 07/08/2010 
Depois do vazamento dos dados de 12 milhões de inscritos nas últimas três edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o sindicato que representa as faculdades e universidades particulares de São Paulo volta suas atenções à avaliação de alunos do ensino superior. A preocupação do Semesp é que as mesmas fragilidades apareçam também no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). O  Presidente do Semesp, Hermes Ferreira Figueiredo, afirmou que as consequências de uma falha no sistema podem atingir estudantes e universidades. "Caso ocorra com o Enade um vazamento como esse, há a possibilidade de macular indevidamente uma instituição", diz. O Enade também é organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), assim como o Enem. O site que   disponibiliza as médias das instituições no Enade é considerado frágil. O diretor de uma faculdade de São Paulo especializada em tecnologia explicou que as médias de cada instituição são disponibilizadas em um documento facilmente alterável. "No Enade, é uma tabela simples, um PDF", diz ele, que preferiu não se identificar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Enem 2010 recebe 4,6 milhões de inscrições
Fonte: G1, 09/08/2010
Número é recorde e supera em meio milhão total de inscritos de 2009.
Segundo o MEC, 59 universidades federais usarão exame no vestibular.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 recebeu 4,6 milhões de inscrições, número recorde desde a criação do exame, em 1998. O maior número de candidatos inscritos havia sido registrado em 2009, com 4,1 milhões. A informação foi publicada nesta segunda-feira (9) pela Agência Brasil, agência de notícias mantida pelo governo federal. A prova será realizada em 6 e 7 de novembro.
O ano passado foi o primeiro em que universidades federais passaram a usar a nota nos processos seletivos. No total, cerca de 2,6 milhões de estudantes fizeram a prova, que teve 37% de abstenção.
São Paulo é o estado com o maior número de inscritos. São 827.818. Em seguida vêm Minas Gerais (538 mil), Bahia (428 mil), Rio de Janeiro (314 mil), Rio Grande do Sul (295 mil), Paraná (228,4 mil), Pernambuco (228 mil) e o Ceará (208 mil). O Sudeste e o Nordeste concentram quase 70% dos participantes.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), cerca de 70 mil inscritos no exame têm menos de 16 anos e mais de um milhão têm entre 16 e 17 anos. Pouco mais de meio milhão têm 18 anos, 394 mil têm 19 anos e 304 mil têm 20 anos. Os candidatos entre 21 e 30 anos somam 1,5 milhão e os maiores de 30 são 691 mil.
Cerca de 2,7 milhões de inscritos neste ano já concluíram o ensino médio em anos anteriores. Outros 1,3 milhão estão cursando o último ano da etapa – desses, 1,1 milhão são de escola pública. Pouco mais de 500 mil só concluirão a etapa depois de 2010 e participam do Enem como treineiros.
O exame terá 180 questões de múltipla escolha e uma redação. No primeiro dia, as provas serão de ciências da natureza e humanas, cada uma com 45 questões. No segundo dia, os candidatos serão avaliados em matemática e linguagens, cada uma com 45 questões, além da redação.
Universidades
As 59 universidades federais do país usarão a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 em seus processos seletivos, segundo o Ministério da Educação. Do total, 35 usarão o exame como única forma de avaliação, sendo que 15 delas terão o uso restrito para parte das vagas ou para alguns cursos. O levantamento foi feito em julho pelo MEC.
Quatro universidades vão usar o resultado do Enem como parte da nota do vestibular. Em outras seis instituições, o exame substituirá a primeira fase do vestibular e em três, o Enem será usado para preencher vagas remanescentes (que não tenham sido preenchidas no processo seletivo tradicional).
Onze universidades federais que aderiram ao Enem, de acordo com o MEC, ainda não haviam definido, no início de julho, como irão utilizar o exame em seus processos seletivos.

Enem continua sem contrato com empresas
Fonte: Jornal A Notícia, 10/08/2010
A três meses da realização do Enem de 2010 – que será o maior já ocorrido, com 4,6 milhões de inscritos – o contrato com as empresas que organizarão a prova ainda não foi assinado. Sem o acordo, Cespe/UnB e Fundação Cesgranrio não podem contratar fiscais e examinadores.

Enem será passaporte para 35 federais
Fonte: Diário Catarinense, 10/08/2010
Das 59 universidades federais do país, 35 usarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como a única forma de seleção de novos alunos. Dependendo da instituição, o exame valerá para o ingresso em todos os cursos ou em parte das vagas.
Entre as federais que vão utilizar o exame como fase única em todas as vagas estão a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) utilizará o Enem como forma para seleção em parte dos cursos, assim como a Universidade Federal Fluminense (UFF), que o usará em 20% das vagas.
Já as universidades federais do Triângulo Mineiro, de Campina Grande (PB), de Santa Maria (RS) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) vão utilizar o resultado do participante do Enem como parte da nota do vestibular.
Em seis outras instituições, o exame substituirá a primeira fase do processo seletivo. Em três universidades, o Enem será utilizado para preencher vagas remanescentes, que não tenham sobrado no processo tradicional.
De acordo com o MEC, 11 universidades federais ainda não definiram se utilizarão o resultado do Enem.

Auditoria para apurar vazamento de dados do Enem deve ser concluída em 30 dias
Fonte: www.nota10.com.br, 09/08/2010
A auditoria interna que foi aberta pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para apurar a responsabilidade pelo vazamento dos dados de alunos inscritos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve ser concluída em 30 dias. Segundo nota divulgada pelo Inep, o acesso ao sistema para instituições de ensino superior e secretarias de Educação está temporariamente fora do ar.
De acordo com a Agência Brasil, dados pessoais de participantes das edições de 2007, 2008 e 2009 ficaram com acesso livre no site do Inep. A página, que era reservada às instituições de ensino e só poderia ser consultada mediante senha, continha informações como o nome completo do aluno, o número da inscrição, a carteira de identidade, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o nome completo da mãe do candidato. Mas, por uma "fragilidade no sistema", segundo classificou o órgão, a página podia ser consultada sem o uso de senha.
Segundo o Inep, estão sendo estudadas mudanças na forma de acesso dos dados do Enem pela internet e, por isso, a consulta está limitada apenas aos participantes da prova, a partir do número de inscrição e da senha. Enquanto não se tem dados conclusivos sobre o vazamento dos dados, as instituições de ensino que necessitarem de informação devem entrar em contato com o Inep.
Caso o aluno tenha perdido sua senha de acesso, deve aguardar até a próxima semana, quando será colocado no ar um novo sistema de geração de senhas.

Inep não assinou contrato do Enem
Fonte: Diário Catarinense, 09/08/2010
A três meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 6 e 7 de novembro, o contrato com as empresas que organizarão a prova ainda não foi assinado. Sem isso, Cespe/UnB e Fundação Cesgranrio – que aplicarão o Enem – não podem contratar fiscais e examinadores. A presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estima que o contrato seja assinado até dia 20.

A desmoralização do Enem
Fonte: O Estado de São Paulo, 07/08/2010
Os fatos não confirmam as repetidas declarações do presidente Lula de que o ministro da Educação, Fernando Haddad, é um dos mais competentes membros de sua equipe. O vazamento dos dados pessoais de 12 milhões de alunos que se submeteram às três últimas edições do Enem é mais uma confirmação de que pouca coisa funciona bem na área de educação. Informações que deveriam ser mantidas em sigilo foram expostas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) com acesso livre.
Trata-se de falha grave. Em primeiro lugar, porque resultou no desrespeito ao direito à inviolabilidade de informações pessoais previsto pela Constituição, no capítulo das garantias fundamentais, e em uma violação das leis que disciplinam a segurança no processamento de dados pessoais em órgãos públicos. E, em segundo lugar, porque o episódio expõe os alunos a investidas de criminosos, uma vez que os dados vazados constituem um verdadeiro maná de informações para estelionatários e até sequestradores. Com o CPF, o RG e os nomes dos pais de uma pessoa é possível a prática de uma série de delitos - da confecção de documentos falsos à abertura de empresas fictícias e contas bancárias. "O criminoso comete os crimes, mas consegue ficar com o nome limpo, enquanto o estudante que prestou o Enem pode ficar com o nome sujo", diz o delegado Eduardo Gobetti, do Deic.
Como o regulamento do Enem é taxativo, comprometendo-se a resguardar o sigilo das informações sobre os candidatos, o vazamento é a pá de cal na desmoralização daquele que já foi um dos mais respeitados mecanismos de avaliação escolar do País. Decorrentes da inépcia do MEC, os primeiros problemas do Enem começaram em 2009, com as dificuldades enfrentadas pelos candidatos para se inscrever pela internet no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que permite usar as notas do exame no vestibular das universidades federais.
Em seguida, houve o vazamento da prova dois dias antes de sua realização, que obrigou o MEC a elaborar um novo teste, a um custo de R$ 30 milhões, e desorganizou o calendário das universidades. Quando o teste foi finalmente realizado, o MEC divulgou o gabarito errado. Na fase de matrículas, o Sisu falhou mais uma vez e o MEC não conseguiu distribuir as vagas das universidades federais com transparência, a ponto de ter matriculado quem não tinha média. O Sisu também não publicou a nota de vários alunos que fizeram o teste. Para usá-la no vestibular, eles tiveram de recorrer à Justiça. Por fim, foram identificadas falhas na correção das provas, a ponto de um estudante que fez uma redação de somente quatro linhas ter tirado uma nota boa.
Por causa da série de confusões provocadas pela incompetência do MEC, o Enem de 2009 teve uma abstenção de 40% dos inscritos - a maior já registrada desde sua criação, em 1998. Com o vazamento dos dados pessoais dos candidatos dos três últimos exames, o Enem perdeu a pouca credibilidade que ainda lhe restava. Acuado, Haddad, que já devia ter investido há muito tempo na modernização do sistema de informática do MEC, anunciou uma auditoria no Inep. A atual diretoria do órgão está no cargo há alguns meses, pois a anterior foi demitida depois do fiasco do Enem de 2009.
A desorganização do Enem é apenas um dos aspectos do fracasso do governo Lula no campo da educação. Esse governo teve oito anos para tentar melhorar a qualidade do ensino fundamental e médio e fracassou. O MEC também perdeu tempo com a demagogia da democratização do ensino superior e expandiu as universidade federais com base em critérios mais políticos do que técnicos.
Recentemente, sob a justificativa de estimular os programas de serviços à comunidade e evitar que o próximo governo "acabe" (sic) com o Programa de Educação Tutorial (PET), que tem por objetivo qualificar os melhores alunos da graduação, o MEC baixou duas portarias que o desfiguram inteiramente. Interpelado duramente por professores e alunos durante a reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Natal, Haddad prometeu rediscutir as mudanças e revogar as portarias.

Orçamento da Capes vai superar R$ 3 bilhões em 2011, diz ministro
Fonte: G1, 09/08/2010
Um dos objetivos da Capes é fomentar cursos de pós-graduação.
No ano passado, mais de 45 mil bolsas foram distribuídas.
O orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai superar os R$ 3 bilhões, em 2011, segundo o Ministério da Educação. O anúncio foi feito pelo ministro Fernando Haddad em um encontro nesta segunda-feira (9).
Em 2004, o orçamento da Capes era de R$ 600 milhões. Um dos objetivos do órgão é fomentar a expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) em todo o país.
O MEC informou que o aumento de recursos deve-se, entre outros fatores, à expansão qualificada da pós-graduação, ao reajuste do valor das bolsas de estudos e à expansão da oferta de bolsas, além das novas atribuições que a entidade assumiu há 18 meses. Estão entre essas atribuições a responsabilidade pelo Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica e a gestão da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Segundo o ministro Haddad, a missão da Capes de formar professores do ensino básico abre caminho para a expansão da pós-graduação. Haddad lembrou que dos dois milhões de professores que atuam na educação básica, 30 mil têm mestrado ou doutorado, o que representa 1,5% da categoria. À medida que mais docentes fizerem a graduação, a procura por cursos de mestrado e doutorado será o caminho natural e um novo desafio para a instituição.
A Capes informou que no ano passado foram concedidas 27.192 bolsas para o curso de mestrado. O benefício de R$ 1.200 mensal é disponibilizado ao aluno, por no máximo, dois anos. Já para os cursos de doutorado, o valor de R$ 1.800 por mês, é válido para até quatro anos. Em 2009, foram concedidas 17.873 bolsas de doutorado.

Medida provisória libera recursos de R$ 1,6 bilhão para o ensino médio
Fonte: www.nota10.com.br, 10/08/2010
Uma lei publicada ontem (9) no Diário Oficial da União libera recursos no valor de R$ 1,6 bilhão para o ensino médio. A Medida Provisória 484/10 assegura apoio financeiro aos estados e ao Distrito Federal no valor de R$ 800 milhões, enquanto R$ 800 milhões serão transferidos às regiões Norte e Nordeste, no âmbito do Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio.
De acordo com a Agência Brasil, o programa será executado por meio de transferência direta aos estados considerados prioritários pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), conforme os seguintes parâmetros:
- número de matrículas no ensino médio público
- indicadores disponíveis para aferir o desenvolvimento da educação básica, conforme calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
- valor anual por aluno a ser praticado em 2010, em cada fundo estadual, no âmbito do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O objetivo é incentivar a melhoria dos indicadores de qualidade, suprir recursos financeiros de forma a equalizar oportunidades educacionais e atender à ampliação das matrículas no ensino médio público do país.
A transferência de recursos financeiros será feita automaticamente pelo FNDE, sem necessidade de convênio, acordo, contrato, ajuste ou instrumento congênere, mediante depósito em conta-corrente específica em parcela única, até o décimo dia útil após a aprovação do crédito orçamentário para a finalidade.
A prestação de contas dos recursos recebidos deverá ser apresentada pelos estados até 30 de novembro de 2010.

Jovens levam projeto a Brasília
Fonte: Diário Catarinense, 08/08/2010
Grupo que participa do programa Projovem Urbano, em Florianópolis, apresentará duas produções artísticas em mostra
Pergunte à Vanessa da Costa, 20 anos, o que ela espera viver nos próximos dias. Ela não saberá responder. Vai limitar-se a dizer que serão muitas “primeiras vezes” de uma só vez: andar de avião, conhecer Brasília e ver de perto o presidente da República.
Junto a outros sete jovens carentes de Florianópolis, todos integrantes do programa Projovem Urbano, Vanessa se prepara para encarar uma oportunidade que jamais sonhou viver. Na segunda-feira, eles embarcam para Brasília para participar da 1ª Mostra Jovem – encontro que vai socializar produções artísticos-culturais dos programas de todo o país. Um dos momentos mais aguardados é a palestra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira.
Na capital brasileira, eles vão apresentar dois trabalhos produzidos no Estado, em Florianópolis: o rap Salvar Nossas Vidas e as fotos da mostra Alfabetização do Olhar, com imagens de prédios e monumentos do patrimônio cultural da cidade.
– Esta viagem representa uma forma de levantar o ânimo deles para continuar estudando. Muitos desistem porque não veem futuro nisso. Na volta, nenhum deles será o mesmo – afirma o professor do Projovem, Edgar de Sousa Rego.
Música para mostrar na capital federal
Aos 28 anos, Ivan Alexandre levará a Brasília a música que compôs com outros dois ex-colegas do programa. Do trio, apenas ele permaneceu no programa. Um desistiu de estudar e o outro está preso.
– Vi de perto estas realidades e não quero isso para mim. Moro na favela, mas quero levar minha vida para a direção certa – disse Alexandre.
samia.frantz@horasc.com.br
SÂMIA FRANTZ

Novo documento tem dispositivos contra falsificação
Fonte: Agência Brasil
O Instituto Nacional de Identificação (INI) da Polícia Federal pretende emitir, até o final do ano, de 100 mil a 200 mil registros de identidade civil (RIC), a nova carteira de identidade equipada com um chip que vai permitir ao cidadão exercer todos os seus direitos com um único documento. Ainda não está prevista, no entanto, a data de início da emissão dessas carteiras.
Além de simplificar a vida do brasileiro, o RIC traz dispositivos contra a falsificação, o que evitará fraudes a partir do roubo da carteira de identidade. O novo documento também permitirá a criação de um banco de dados único com as digitais dos brasileiros, compartilhado entre os órgãos de segurança dos estados e dos municípios.
"Isso vai aumentar muito a eficácia da perícia criminal brasileira e tornar realidade o que hoje se vê nos programas de televisão sobre laboratórios criminais", disse o deputado William Woo (PPS-SP), autor de uma emenda que viabilizou os convênios para confecção do documento.
"A Polícia Federal não tem pessoal nem postos suficientes para emitir a carteira em todo o território nacional. Era preciso permitir o convênio com os estados, assim como ocorre nas emissões das carteiras de motorista", argumenta o deputado.
Atualmente, dos 26 estados brasileiros, 19 já estão conveniados e outros 5 manifestaram o interesse de se credenciar.
Custos de implantação
O custo da nova tecnologia, de acordo com o INI, é de aproximadamente 800 milhões de dólares (R$ 1,4 bilhão) para instalação do projeto e emissão de 170 milhões de carteiras. Essa despesa ficará a cargo da União.
"É um valor relativamente pequeno, se for levado em consideração que os bancos investem R$ 1 bilhão por ano em tecnologia para garantir a segurança na identificação dos clientes, de acordo com a Febraban [Federação Brasileira dos Bancos]", disse o assessor do INI Paulo Ayran.
O comitê responsável pelo novo documento foi instalado na última quinta-feira (5). Esse comitê voltará a se reunir no dia 25 de agosto para começar as discussões sobre o cartão a ser adotado, com base em um modelo já desenvolvido pelo Instituto Nacional de Identificação.
A previsão é que, em nove anos, todos os documentos emitidos no País estejam nesse novo modelo.
A nova identificação foi prevista pela Lei 9.454/97, criada a partir de um projeto do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Mas a proposta só pôde ser colocada em prática a partir do ano passado, depois que a lei foi alterada por emenda do deputado William Woo à Medida Provisória 462/09.
Além disso, a regulamentação da Lei 9.454/97 só ocorreu em maio deste ano, o que atrasou o cronograma do INI. Inicialmente, a previsão era emitir 2 milhões de documentos ainda em 2010.
* Agência Câmara

Conselho Nacional de Educação divulga súmula parcial de pareceres aprovados em maio, junho e julho
Fonte: Jornal da Educação
O CNE, tendo em vista as dificuldades operacionais por que atravessa, vem divulgando parcialmente as súmulas das decisões ocorridas nas Câmaras e no Conselho Pleno.
O Diário Oficial deste dia 10 de agosto edita um parecer (o de número 114) da sessão de maio e quatro (121, 122, 123 e 124) da reunião de junho da Câmara de Educação Superior.
Traz também  o de número seis, do Conselho Pleno, aprovado em julho.
Há diversos pareceres aprovados em 2010 que não são conhecidos, o que dificulta uma noção de conjunto do trabalho que é feito pelo colegiado.
 
Parecer fixa as Diretrizes Operacionais para a matricula no Ensino Fundamental e na Educação Infantil
Fonte: Jornal da Educação
O Conselho Nacional de Educação, através de sua Câmara de Educação Básica, deverá editar em breve Resolução com as diretrizes operacionais para o ensino fundamental e educação infantil.
A minuta da mesma encontra-se inserida no Parecer 12, aprovado pelo colegiado em 8 de julho passado. O mesmo aguarda homologação do Ministro e logo a seguir, haverá a publicação da nora norma.
Segundo as novas regras para o ensino na pré-escola a criança deverá ter quatro anos completos até 31 de março e para o ensino fundamental seis anos, na mesma data.

Projeto do governo proíbe castigos corporais em crianças e adolescentes
Fonte: Jornal da Educação
O Executivo enviou à Câmara o Projeto de Lei 7.672/10, que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), para tornar explícita a proibição de castigos corporais ou tratamentos que humilhem crianças e adolescentes.
A proposta prevê medidas punitivas que vão desde ações educativas ao afastamento do agressor do convívio com a vítima.
O objetivo da proposta é impedir que castigos corporais ou cruéis sejam usados por qualquer pessoa como forma de disciplina ou estratégia para educar crianças e adolescentes. O castigo corporal é definido como uso da força física que resulte em dor ou lesão. E o tratamento cruel ou degradante é toda conduta que humilhe, ameace de forma grave ou ridicularize.
A Constituição já proíbe violência, crueldade e opressão contra crianças e adolescentes; e o ECA, os maus-tratos e a exposição de crianças a situações degradantes. A falta de definição mais clara, no entanto, fez com que instituições de defesa dos direitos da criança pedissem ao governo regras mais específicas.
 
Procuradoria questiona ensino religioso nas escolas públicas
Fonte: Jornal da Educação
A Procuradoria Geral da República  entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal  questionando o ensino religioso nas escolas públicas.
A PGR, segundo nota, "pede a interpretação de normas para deixar claro que o ensino religioso em escolas públicas só pode ser de natureza não confessional, com proibição de admissão de professores na qualidade de representantes das confissões religiosas".
De acordo com a procuradora-geral em exercício, Deborah Duprat, só é possível compatibilizar o caráter laico do Estado brasileiro com o ensino religioso se o conteúdo programático da disciplina consistir na exposição "das doutrinas, das práticas, das histórias e da dimensão social das diferentes religiões", sem tomada de partido por parte dos professores.

Normas legais aplicáveis aos programas de pós-graduação lato sensu
Fonte: Jornal da Educação
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabeleceu as normas gerais aplicáveis a todos os níveis e modalidades de educação.
Especificamente no Artigo 44 fala que a educação superior abrange os seguintes cursos e programas: seqüências, graduação e pós–graduação.
No último inciso há o esclarecimento de que a pós–graduação compreende os programas de mestrado e doutorado, curso de especialização, aperfeiçoamento e outros.
Os mestrados e doutorados são enquadrados na prática educacional como pós-graduação  “stricto sensu” e os demais, como “lato sensu”.
A LDB fala que os cursos são abertos a candidatos graduados em nível superior.
Preserva também a liberdade das instituições em definir os critérios de acesso. Aliás, essa é uma regra geral aplicável a todos os níveis e modalidades, desde a educação básica à superior.
Para que a instituição ministre qualquer curso de nível superior é necessário que a mesma esteja credenciada pelo respectivo Sistema de Ensino. As mantidas pela União Federal e pelas associações, fundações e sociedades particulares devem obter seus atos junto ao Ministério da Educação, no qual insere-se o Conselho Nacional de Educação; já as financiadas pelos Estados e os atos de credenciamento são concedidos pelos Conselhos de Educação das respectivas Unidades da Federação.
Os programas de mestrado e doutorados são acompanhados pela CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e existe a figura da avaliação e do reconhecimento.
As demais categorias da pós-graduação são livremente criadas pelas  universidades, centros universitários, faculdades ou institutos específicos.
Não há, dessa forma,um sistema de autorização, credenciamento ou reconhecimento dos cursos lato sensu.
Em se tratando de curso ministrado através de educação a distância é necessário que a instituição tenha um credenciamento especifico para essa modalidade. Referido ato é expedido pelo MEC, após parecer específico do Conselho Nacional  de Educação e tem prazo determinado (normalmente de 3 a 5 anos).
Convém registrar que existe uma Portaria Ministerial que permite que 20% dos conteúdos dos curso de graduação possam ser ministrados por EAD, independente de permissão do Ministério. Essa liberdade não se aplica à pós-graduação.
A carga horária dos cursos é definida pelo Projeto Pedagógico sem qualquer interferência do Poder Público.
Entendem-se, no Brasil, como pós-graduação lato sensu os MBAs (Master Business Administration). Em outros países os mesmos são mestrados.

Quem tem medo da reforma?
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 07/08/2010 às 09:44 hs. 
É positiva a reforma da lei de direitos autorais nos termos propostos pelo governo federal?
SIM
GUILHERME CARBONI
Muitas das críticas que vêm sendo feitas ao projeto de reforma da lei de direitos autorais brasileira (lei nº 9.610/98), encabeçado pelo MinC, pretendem passar a ideia de que o direito autoral estaria sendo minguado em prol de um certo "dirigismo" e "intervencionismo" do Estado nessa matéria, o que não é verdade.
O direito autoral, garantido aos criadores como direito privado pelos tratados internacionais e pela nossa Constituição Federal, não está sendo atacado no projeto de reforma. O que o texto do projeto procura deixar claro é que o direito autoral, como todo e qualquer direito privado, não é algo absoluto, devendo sofrer restrições em determinadas circunstâncias, especialmente quando o interesse público deve preponderar.
Além disso, ele deve dialogar com outros direitos fundamentais, como os direitos culturais, o direito do consumidor, o direito à educação e o direito de acesso à informação e ao conhecimento. A reforma pretende trazer um melhor equilíbrio ao sistema do direito autoral, harmonizando os interesses dos titulares de direitos com os da sociedade.
Para que se possa estabelecer um melhor equilíbrio, visando um melhor atendimento da função social do direito autoral e a promoção do desenvolvimento nacional, há que se alterar dispositivos da lei atual, alguns dos quais já foram assimilados por determinados segmentos do setor cultural, que, por isso, oferecem resistências às mudanças.
Novos institutos também devem ser criados, como é o caso das licenças não voluntárias, que tanta polêmica têm gerado, pelo fato de permitirem que o poder público conceda a um particular, devidamente legitimado, mediante sua solicitação, autorização para traduzir, reproduzir, editar e expor obras protegidas, desde que a licença atenda aos interesses da ciência, da cultura, da educação ou do direito de acesso à informação, em casos expressamente estipulados pela lei, sempre mediante remuneração ao autor ou ao titular da obra.
Na busca pelo melhor balanceamento, o projeto de reforma também amplia o rol das limitações de direitos autorais, que são aquelas hipóteses em que a lei permite a livre utilização de uma obra protegida, sem a necessidade de autorização dos titulares de direitos.
Nesse aspecto, há vários benefícios trazidos pela reforma, como a permissão da cópia privada (aquela feita em um único exemplar, para uso privado e sem intuito comercial); da reprodução para garantir a portabilidade ou interoperabilidade; da reprodução voltada para a preservação do suporte, tão importante nos projetos de digitalização de acervos; e do uso de obras para fins educacionais e de pesquisa.
A reforma mantém o sistema de gestão coletiva para o recolhimento de direitos autorais devidos pela execução pública de músicas, que é de responsabilidade do Ecad (Escritório Central de Arrecadação de Direitos Autorais), além de ampliá-la para outros setores, como o do audiovisual.
Antes da publicação do projeto de reforma, cogitava-se a criação de um instituto que teria um papel bastante importante na política autoral brasileira. Uma de suas funções seria a de fiscalizar o Ecad na distribuição de direitos aos autores.
Infelizmente, a proposta foi considerada "estatizante" (como se a gestão coletiva passasse a ser gerida diretamente pelo Estado) e o instituto não vingou. Portanto, fica aqui a pergunta: medo de quê?
GUILHERME CARBONI, mestre e doutor em direito civil pela USP, com pós-doutorado na Escola de Comunicações e Artes da USP, é advogado, professor universitário e autor do livro "Função Social do Direito de Autor".
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Na educação, a esquerda é elitista
Fonte: VEJA, 02/08/2010
Gustavo Ioschpe
Desde a estabilização macroeconômica, a educação passou a ser o maior entrave ao desenvolvimento brasileiro. Mas, ao contrário da hiperinflação, o cerne do problema educacional brasileiro não é conceitualmente complicado. Ainda não conseguimos alfabetizar plenamente nossas crianças, por exemplo. Algo que já foi feito por outros países há mais de 100 anos. A não ser que você seja do time que acredita que a fonte de nossos problemas é a "falta de dom" de nossas crianças, fica claro que nossa dificuldade não é técnica, mas política.
Não é aquela visão ingênua de que não há vontade política". ou, pior ainda. a leitura conspiratória de que "as elites" não querem educar o povo. Ocorre que cada candidato ou governante, ao tratar do tema educacional, se defronta com a seguinte opção: se ele comprar a briga e quiser mexer a fundo nas práticas educacionais que nos levam ao atraso. vai suscitar uma violenta oposição dos trabalhadores da educação e seus sindicatos, com greves. protestos e ovadas. Ainda que a ousadia talvez lhe renda alguns editoriais elogiosos em jornais, a massa do eleitorado (que nem lê jamais) não o apoiará. Porque essa população está, segundo apontam todas as pesquisas, satisfeita com a qualidade da educação de seu filho, e culpa o próprio filho pelo insucesso que é do sistema. Abraçar a causa educacional é um suicídio político: não rende votos e causa uma oposição ferrenha. Faz sentido, nesse cenário, que a maioria dos governantes prefira se ocupar de questões menos espinhosas e de resultados mais imediatos.
É importante entender, assim, por que os trabalhadores da educação no Brasil são tão avessos a reformas educacionais. e por que suas posições têm tanto impacto. O primeiro foco de análise deve ser a liderança de sua categoria: os sindicatos. A resposta af é simples. Ao contrário do que muita gente parece pensar. os sindicatos de trabalhadores em educação não têm como função primordial pensar no bem do Brasil e na melhoria da qualidade da nossa educação. Seu interesse é pela defesa de seus filiados. Não é o sindicato dos alunos: é o sindicato dos professores, dos funcionários. E é absolutamente natural que assim o seja. aliás. e não vai aqui nenhuma condenação a esse papel.
A questão é por que essa visão dos sindicatos virou quase que a visão consensual sobre a educação brasileira; por que ela tem tanto poder. Afinal. na maioria dos casos, a população consegue identificar quando o interesse de uma categoria é lesivo ao interesse do país, e respalda seus governantes na luta contra esses interesses particulares. Por que é diferente em educação?
Diria eu que o componente fundamental aqui é ideológico. Os sindicatos de professores conseguiram solidarizar a maioria da população porque desfiam um rosário que cai como música aos ouvidos do brasileiro médio: não apenas o aluno brasileiro é um coitadinho, desamparado pelos pais e pela sociedade, como o próprio professor é um bravo herói que luta contra todas as adversidades. Apoiar essa batalha dos professores é apoiar o Davi contra o Golias. é escolher a justiça social. A proposição ilógica de que o professor pensa primordialmente no interesse do aluno, e não em si, virou axioma. Esse é um discurso que tem aceitação ampla: convence o populacho vitimizado e também a intelligentsia de esquerda, que forma a opinião mesmo dos estratos mais ilustrados. O curioso é notar como praticamente todas as bandeiras defendidas por esses nobres baluartes do socialismo vindouro
acabam prejudicando especialmente aqueles que deveriam ser seus maiores beneficiários: a população mais pobre. Vejamos alguns exemplos.
A causa em que a esquerda educacional conseguiu maior êxito é na defesa da universidade pública e gratuita. Qual o efeito dessa política? Tirar os mais pobres das universidades públicas. especialmente dos cursos mais disputados e que são, por sua vez. aqueles que tem melhores resultados no mercado de trabalho. Um exemplo simples e ilustrativo: entre os alunos aprovados no vestibular de direito da Universidade de São Paulo (USP) em 2009, 25% têm renda familiar acima de vinte salários mínimos. No curso de enfermagem, são só 2%. Os cursos mais elitizados são mais concorridos e, por serem mais concorridos e pelo número de vagas limitadíssimo oferecido pelas universidades públicas brasileiras (em 2008. foram apenas 277000 em todo o país), só entram os candidatos mais preparados.
Os candidatos mais preparados são, via de regra, os filhos de família rica, que estudam em escolas particulares. Não há nada de surpreendente nisso, nem de novo. Pelo contrário: sempre foi assim, e é lógico que assim o seja. Cria-se o mito de uma universidade aberta a todos, mas em realidade só os ricos tem a chave da suíte: aos pobres cabe o elevador de serviço.
Outra ideia defendida pela esquerda é a da amplidão do currículo. Esses pensadores veem que os filhos de família rica estudam em escolas que oferecem línguas e fazem esportes. Notam que isso não é oferecido aos alunos pobres. E se insurgem contra essa injustiça. fazendo com que tudo aquilo que os pais de alunos ricos podem proporcionar a seus filhos seja proporcionado também. compulsória e gratuitamente, aos filhos da escola pública. Ocorre que o tempo de sala de aula é finito e o preparo dos professores brasileiros, precário. O que acontece? Quando o governo aprova, por exemplo, a obrigatoriedade do ensino de filosofia e sociologia no ensino médio, isso significa que uma escola que hoje já não consegue ensinar o básico tem de dividir sua atenção, seus recursos e sua grade horária entre mais matérias ainda, diluindo ainda mais o aprendizado desse jovem. Isso faz com que o jovem carente possa falar de alienação e mais-valia. mas continue sem saber a tabuada ou sem conseguir escrever uma carta de apresentação, seguirá distante das boas faculdades e, depois, dos bons empregos. Seguirá enfim, sendo pobre.
- Outra ideia fixa dos nossos protossocialistas é a oposição ao mérito. A meritocracia, para os pensadores da nossa educação. seria uma maneira de inserir a lógica capitalista no mundo escolar e tratar de forma diferente aqueles que deveriam ser iguais. e inserir um elemento de competição naqueles que deveriam ser colaboradores. Essa visão tem dois desdobramentos: "rotular" os alunos através de resultados de provas ou de notas num boletim seria um atraso e uma violência, e remunerar os diferentes sistemas educacionais e seus profissionais de acordo com o seu desempenho seria um crime. Apesar desse lindo palavrório, a literatura empírica mostra claramente que em educação. como em tudo na vida. quanto mais se trabalha, melhores são os resultados. Alunos que fazem mais dever de casa e mais provas aprendem mais. Alunos de sistemas em que os professores não faltam as aulas e se preocupam com a utilização produtiva do tempo de aula também têm desempenho melhor. Enquanto as escolas públicas tratam os desiguais como iguais e estimulam a acomodação. os filhos dos ricos aprendem mais por estarem em contextos que exigem mais.
O programa da esquerda educacional brasileira é francamente elitista. e o que de mais poderoso há na manutenção das nossas grandes diferenças sociais (os estudos quantitativos sobre o assunto sugerem que a desigualdade educacional explica entre 40% e 50% da desigualdade de renda). E mais um dos grandes - e terríveis - paradoxos desta terra estranha ter socialistas ferrenhamente empenhados em aumentar os privilégios da burguesia.
 
Educação profissionalizante será prioridade chinesa
Fonte: Jornal da Educação
Autoridades chinesas assinaram no mês de julho um novo plano para a educação do país em que serão priorizados o ensino profissionalizante e a descentralização como forma de atender melhor o mercado de trabalho.
A China possui a maior população universitária do mundo, com 29 milhões de estudantes (24,2%) em 2009, índice maior que o dos EUA. Contudo, a oferta de emprego ainda é um problema. Só 72,2% dos 6,3 milhões que concluíram o curso superior acharam emprego este ano.
Em 1998, o governo lançou o Projeto 985, em que 39 universidades de alto nível foram criadas, que deve ser ampliado com o no plano para a educação chinês.

Obama diz que educação e economia caminham juntos 
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Terra Educação, 09/08/2010
O presidente Barack Obama pediu hoje aos cidadãos americanos que se mobilizem para que os Estados Unidos recuperem a liderança no percentual da população com curso universitário, destacando que a educação está diretamente ligada ao bom desempenho econômico. "Os países que têm melhor nível de educação hoje   são os que vão nos superar amanhã", advertiu Obama em Austin, diante de estudantes da Universidade do Texas. "O que tento explicar às pessoas é que a educação não é um problema econômico, e ''o problema econômico''" fundamental dos Estados Unidos. Obama lembrou a reforma do sistema de crédito   estudantil realizada por sua administração visando dar maior acesso ao ensino superior. Também insistiu na importância de se fortalecer o papel dos centros de formação profissional para adultos e na necessidade de se apoiar os estudantes para evitar que abandonem seus estudos. 

Cidade norte-americana cria programa de bonificação de docentes para vencer problemas com desempenho dos alunos
Fonte: Jornal da Educação
Os desafios para a conquista de bons desempenhos dos estudantes é um problema presente em todo o mundo. Em Boston, nos EUA, a tentativa para solucionar este problema tem sido o projeto “Mais Professor”, em os professores recebem uma bonificação para desenvolverem trabalhos em escolas com baixo desempenho.
Com a experiência, o governo transfere a metade dos docentes de determinadas instituições de ensino. São recrutados, por uma entidade juntamente com o poder público, alguns dos melhores professores da rede.
Estes docentes vão trabalhar em escolas localizadas em comunidades pobres, violentas, com alunos de famílias estrangeiras e ganham um salário a mais por essa mudança.
 
Federais de Minas Gerais formalizam consórcio
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 09/08/2010 às 09:07 hs. 
Iniciativa de sete universidades públicas visa a unificar atividades e gerir melhor os recursos
Marcelo Portela BELO HORIZONTE - O Estado de S.Paulo
Em uma iniciativa inédita, sete universidades federais instaladas em Minas Gerais decidiram se unir em um consórcio para criar, pelo menos em números, a maior instituição de ensino superior do País. A exemplo de empresas, que se unem para otimizar o uso de recursos e pessoal, sete federais firmaram um compromisso para a criação de uma megauniversidade, cuja proposta será formalizada amanhã.
Com o consórcio, a instituição superaria a Universidade de São Paulo (USP) em quantidade de cursos de graduação e alunos matriculados.
O primeiro passo para a criação da entidade foi dado na capital mineira, na semana passada. Os reitores das universidades que funcionam em Alfenas (Unifal), Itajubá (Unifei), Juiz de Fora (UFJF), Lavras (Ufla), Ouro Preto (Ufop), São João del-Rei(UFSJ) e Viçosa (UFV) assinaram um protocolo de intenções, que será formalizado em evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Fernando Haddad, na cidade de Divinópolis.
O modelo idealizado pelos reitores, com inspiração em práticas já adotadas em países como os Estados Unidos e França, teve seu primeiro esboço apresentado a Haddad em Brasília no mês passado.
Após a formalização, a próxima etapa será elaborar, até 15 de outubro, um plano de desenvolvimento integrado (PDI), que passará a ser adotado já a partir de 2011. As instituições envolvidas estão localizadas a cerca de 200 quilômetros umas das outras e têm nível semelhante nas avaliações dos cursos de graduação e pós-graduação.
Segundo o reitor da UFV, Luiz Cláudio Costa, o projeto tem o objetivo de unificar as atividades de ensino, pesquisa e extensão das universidades. "Haverá um grande ganho para os estudantes porque o aluno de uma universidade poderá, por exemplo, cursar disciplinas em outras unidades. Poderemos oferecer muito mais disciplinas eletivas", afirmou.
Costa conta que, pela proposta, as instituições poderão definir gastos conjuntos e aproveitar mais os recursos disponíveis para investimentos em pesquisas ou laboratórios, por exemplo. Isso porque, pelo projeto de unificação, alunos matriculados em uma instituição poderão usar a estrutura de outra. Os reitores receberam a promessa de que não haverá perda de repasses para as unidades. "O que estamos fazendo não é briga por verbas adicionais. É a otimização dos recursos", afirma Costa.
Segundo a professora Ângela Dalben, da Faculdade de Educação (FaE) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a iniciativa pode trazer grande ganhos para alunos e instituições porque "quando se une universidades importantes, se potencializa o que há de bom em cada uma". "Instituições públicas já promovem fóruns onde trabalham juntas. Isso fortalece a oferta de ensino público", salienta.
Para Ângela, um dos benefícios do projeto será o aprimoramento do ensino, principalmente de pós-graduação, já que o conhecimento de mestres e doutores poderá ser partilhado.
A professora, contudo, acredita que é preciso "certa organização" para que recursos, pessoal, laboratórios e pesquisas sejam usados da melhor forma.
Novo órgão. O reitor da UFSJ, Helvécio Luiz Reis, ressalta que o projeto preserva a independência administrativa das instituições, que manterão reitores e conselhos próprios. Para gerenciar o consórcio, segundo ele, deve ser criado um conselho de reitores, que ficará encarregado de definir as iniciativas conjuntas.
"Poderemos criar grades curriculares complementares, sendo que o aluno terá possibilidade de fazer um semestre em uma universidade, e outro em outra. Podemos aproveitar o conhecimento sem ter que seguir à risca os programas umas das outras."
Reis descarta a possibilidade imediata de extinção de cursos ou disciplinas por causa da criação do consórcio. Como vantagens, ele cita que, com a união, a megauniversidade terá grande chance de entrar em rankings internacionais de instituições de ensino superior, por causa do grande número de mestres e doutores que vai unir.
Vestibular. Uma questão que ainda precisa ser definida, segundo Costa, é a forma de ingresso nas universidades. Ele conta que não há mais tempo para que isso seja alterado antes do próximo processo seletivo, mas conta que o uso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma possibilidade. "Os editais do próximo vestibular já devem estar sendo publicados. Mas todos usam o Enem de alguma maneira", lembra.
Embora ainda embrionário, o projeto já alimenta expectativas entre os alunos das federais envolvidas. Estudante do curso de Filosofia da Ufop, Jorge Freitas avalia que a iniciativa pode ser vantajosa para os universitários, que terão maior oferta de disciplinas á disposição.
"Isso (a união) aumenta muito a possibilidade de crescimento dos alunos. Só vai ajudar na formação dos estudantes, porque a estrutura tende a melhorar", acredita.
Nova megauniversidade
91 mil Alunos presenciais e a distância
3,5 mil Professores
260 Cursos de graduação
170 Mestrados e doutorados 
Fonte: O Estado de São Paulo 

MEC investiga 11 faculdades por aumentar dívida de aluno carente
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 07/08/2010 às 09:33 hs. 
Unip e Uninove estão entre investigadas
Suspeita do Ministério da Educação é que cobrança de mensalidade de alunos do Fies estava acima da regular
Instituições dizem desconhecer detalhes dos procedimentos; denúncias recebidas são de 2008 e 2009
FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
O Ministério da Educação abriu processos para investigar se 11 universidades privadas cometeram irregularidades na cobrança de mensalidades de alunos do Fies (fundo federal de financiamento estudantil). Há suspeita que os valores cobrados estavam acima do regular.
Entre as instituições citadas estão a Unip e a Uninove, duas das maiores do país. Ambas afirmam que a pasta ainda não enviou os detalhes dos procedimentos.
Os processos foram abertos após o MEC receber denúncias de que as instituições não concederam aos bolsistas do Fies descontos dados aos demais. A lei exige que os valores devam ser os mesmos aos dois grupos.
Um dos principais abatimentos concedidos é o referente ao pagamento da mensalidade no dia correto, que normalmente resulta em descontos entre 5% e 10%.
Se a dedução não é aplicada, o estudante paga um valor acima tanto da mensalidade (referente ao valor não financiado pelo Fies) quanto do saldo devedor (a ser pago ao Fies após a formatura). Já a universidade recebe recursos acima do previsto.
Segundo o MEC, a maior parte dos processos administrativos refere-se a denúncias recebidas em 2008 e 2009. As universidades têm dez dias para se manifestarem. "O procedimento é aberto quando a instituição não deu esclarecimentos suficientes", afirma a diretora do MEC responsável pela área, Simone Horta Andrade.
Os 11 procedimentos foram publicados nesta semana. Os da Unip e da Uninove ocorreram ontem. A pasta deverá abrir outros. Se confirmada a irregularidade, a universidade é obrigada a ressarcir o estudante e o fundo, além de ficar um período sem poder receber novas bolsas do Fies. Segundo Andrade, a maior parte dos processos refere-se a casos individuais. Se o bolsista tiver dúvidas em relação à sua situação, pode ligar no 0800 616161 (central de atendimento do ministério).
A pasta não soube informar quantos estudantes foram potencialmente prejudicados nem o montante de recursos envolvidos.
Colaborou FERNANDA BASSETTE
Universidades dizem ignorar motivo das denúncias ou ter resolvido questão
DE SÃO PAULO
Algumas universidades citadas pelo Ministério da Educação afirmam não ter sido informadas dos detalhes dos procedimentos. Outras dizem que já resolveram o problema com os alunos. Maior universidade do país, a Unip disse que não se pronunciaria por não saber qual era a denúncia.
A Uninove afirmou que também desconhece o porquê da abertura do processo ontem. "Só um aluno reclamou, em 2004, e ele já foi ressarcido", disse o responsável pelo departamento jurídico, Fábio Antunes Mercki. A Unipac também afirmou desconhecer o motivo da apuração. Informou que apenas na unidade de Juiz de Fora (MG) houve um caso de erro no desconto, envolvendo uma aluna do curso de educação física. A assessoria diz que a aluna já foi ressarcida.
O professor Vitor de Paula, da Unidesc, diz que a instituição mantém uma bolsa de estudos para todos os alunos que não recebem bolsas do governo (ProUni ou Fies). Para manter esse desconto, os alunos precisam pagar a mensalidade todo dia 5 e cumprir carga horária de 40 horas semestrais em ação social fora da universidade.
De acordo com o professor, os alunos do ProUni e do Fies não têm direito a desconto porque "recebem bolsas governamentais". A Folha não conseguiu contato com as demais instituições. (FT e FB) 
Fonte: Folha de São Paulo 

A palmada em foco, por João José Leal*
Fonte: Diário Catarinense, 09/08/2010
Continua a polêmica sobre a lei que pretende enquadrar os pais que venham a aplicar palmadas, puxão de orelha ou outros corretivos leves em seus filhos menores. Pela proposta, a criança e o adolescente devem ser educados sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina ou educação. Isto é óbvio. Ninguém é a favor de qualquer ato de violência. A proposta não convence porque parece igualar um puxão de orelha ou uma palmada a um castigo corporal ou tratamento cruel. E isto é um equívoco. Aliás, quando se enfatiza demais a infância e a adolescência, corre-se o risco de esquecer a violência contra os adultos.
No caso de maus-tratos, lesão corporal ou mesmo tortura, já existem normas incriminando essas formas de violência contra crianças e adolescentes. Basta aplicá-las quando ocorrer excesso ou abuso no exercício do poder disciplinar.
Há muito, o Código Penal já prescreve penas privativas de liberdade para quem causar lesão corporal leve, grave ou gravíssima, abandonar pessoa incapaz ou., ainda, praticar maus-tratos contra qualquer pessoa. É evidente que essas normas de controle penal devem ser aplicadas com maior rigor quando a vítima for criança ou adolescente. E, mais ainda, quando o autor do crime for o pai ou a mãe.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê, também, uma série de penalidades civis e criminais contra os pais que submetam seus filhos a vexame ou a constrangimento. Assim sendo, teremos apenas mais uma lei inócua. Dificilmente, suas normas de controle serão ritualizadas no ambiente formal das salas de audiência judicial. Na verdade, fica difícil imaginar um poder estatal capaz de controlar, de forma absoluta, as condutas do cotidiano familiar. Há uma cortina de privacidade que precisa ser respeitada. As medidas disciplinares para corrigir o comportamento das crianças e adolescentes continuarão confinadas às quatro paredes de um lar infeliz.
* PROMOTOR DE JUSTIÇA APOSENTADO

Em breve, giz será aposentado
Fonte: Jornal A Notícia, 10/08/2010
Quadro-negro deve ser substituído em 800 salas de aula de escolas municipais
Reivindicação antiga dos professores da rede municipal de ensino, a substituição dos quadros-negros pelos quadros-brancos em sala de aula pode começar a ser atendida em todas as escolas de Joinville.
O assunto voltou a ser debatido pelos profissionais – que querem reduzir problemas de saúde provocados pelo uso de giz convencional. O Sindicato dos Servidores Municipais de Joinville (Sinsej) e a Prefeitura acertaram a troca de 800 quadros.
Algumas escolas na cidade já fazem uso do quadro branco. Hoje, já há no município 814 salas do ensino fundamental e outras 347 de centros de educação infantil (CEIs). Um levantamento oficial deve ser feito pela Secretaria Municipal de Educação para confirmar quantos quadros serão necessários. Ainda não está confirmado como e quando será a troca, mas ela já foi aprovada pelas duas partes.
A professora de ciências naturais Márcia dos Santos Braz Resende, da Escola Municipal Professora Laura Andrade, no Jardim Iririú, conhece muito bem os benefícios da substituição pelos quadros-brancos.
Há dois anos, a escola começou a troca dos quadros e hoje conta com as duas opções em todas as salas. “Tenho bronquite e para mim o pó do giz era prejudicial. Também usava lente de contato e tive que trocar pelos óculos por causa do pó”, diz a professora.
Não são apenas professores que sofrem com o problema. Alunos que sentam nas primeiras fileiras costumam sentir os efeitos. Os que têm problemas respiratórios são obrigados a sentar mais atrás para não inalar a poeira levantada pelo uso de giz. No verão, o ventilador também ajuda a fazer circular a poeira acumulada nas cantoneiras do quadro-negro.

PEC permite a bolsista e estagiário contar tempo trabalhado para aposentadoria
Fonte: www.nota10.com.br, 10/08/2010
O tempo de trabalho na condição de estagiário ou bolsista poderá ser contado para fins de aposentadoria e outros benefícios previdenciários caso seja aprovada a proposta de emenda constitucional (PEC) 16/04 do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS). A matéria está na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e tem parecer do relator, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), pela rejeição.
Segundo a Agência Senado, a proposta de Zambiasi é que possam contar com o tempo trabalhado para a aposentadoria os bolsistas e estagiários, tanto do setor público quanto do privado, que tenham contribuído com o regime geral da Previdência. A PEC chegou a tramitar conjuntamente com algumas outras atendendo a requerimento apresentado pelo então presidente da CCJ, senador Marco Maciel (DEM-PE). Porém, foi aprovado pedido do senador Paulo Paim (PT-RS), primeiro signatário da maioria das PECs que tramitavam em conjunto, para o desapensamento das matérias.
Em parecer apresentado anteriormente, Alvaro Dias posicionou-se a favor da PEC 16/04. Ele, no entanto, mudou de posição. Apesar de contrário à matéria, o senador pelo Paraná não encontrou impedimentos constitucionais à tramitação da matéria nem observou restrições quanto à sua juridicidade, regimentalidade e técnica legislativa. No mérito, Alvaro Dias defendeu a rejeição sob a alegação de que bolsistas e estagiários já podem contar o tempo se contribuírem com a Previdência na condição de "facultativos".
O artigo 14 da Lei 8.212/91 define como segurado "facultativo" o maior de 14 anos de idade que se filiar ao Regime Geral da Previdência Social, mediante contribuição. Já a Lei 11.788/08, que regulamenta o estágio de estudantes, em seu artigo 12, define que o estudante poderá se inscrever e contribuir como segurado facultativo da Previdência Social.
"Sendo assim, os direitos dos estagiários estão duplamente assegurados. A questão que resta, quanto ao mérito, é se esse direito do estagiário merece ser alçado à condição de constitucional", considera Alvaro Dias.
Para o senador, normas fundamentais como universalidade, uniformidade e solidariedade na proteção dos segurados mais desvalidos, devem constar da Constituição federal. Porém, ele observa que minúcias, quando constitucionalizadas, mais confundem do que esclarecem sobre o alcance dos direitos.

Máquina do bem ou do mal?
Fonte: Diário Catarinense, 09/08/2010
Programa que prevê a distribuição de preservativo em colégios públicos levanta discussões e diferentes opiniões. Protótipo do equipamento será apresentado amanhã, em Brasília
A máquina de preservativo para escolas públicas, desenvolvida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IF-SC), será entregue amanhã, às 9h, em Brasília. Uma equipe de pesquisadores apresentará o protótipo com alterações que facilitem a produção do equipamento.
O programa do Ministério da Saúde também irá aproveitar um projeto de João Pessoa, na Paraíba. A instalação do equipamento nos ambientes de ensino tem despertado opiniões variadas.
Para o vice-presidente da Associação de Pais e Professores (APP) do Instituto Estadual de Educação, Carlos Danilo Moreira Pires, trata-se de uma iniciativa que deve ser antecipada de medidas conscientizadoras sobre educação sexual. Pires acredita que debates, palestras e orientações sobre o tema entre pais, alunos e professores são fundamentais para evitar possíveis problemas.
– A precaução é importante, mas a implantação dessa máquina sem a devida orientação pode incorrer em um erro pior do que não tê-la. É preciso criar mecanismos não para dificultar, mas para que haja a distribuição com consciência – declara.
A discussão sugerida por Pires é defendida também pelo secretário estadual de Educação, Silvestre Heerdt. Segundo ele, a comunidade escolar precisa ser ouvida para saber se pais e alunos estão de acordo com o projeto antes de colocá-lo em prática.
– Disseminar a cultura do uso do preservativo para evitar males maiores é válida, mas não podemos fazer isso afoitamente porque pode ser que estejamos estimulando o sexo prematuro – salienta Heerdt.
Ainda não foram definidas as escolas que receberão as máquinas, mas três cidades já estão confirmadas: Florianópolis, João Pessoa e Brasília. Os alunos terão uma matrícula e receberão da escola uma senha para terem acesso gratuito aos preservativos.
De acordo com a assessora técnica Nara Vieira, da Unidade de Prevenção do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o objetivo é ampliar o acesso de adolescentes e jovens aos preservativos, que muitas vezes ficam constrangidos em adquirir. Outra intenção é incentivar o debate sobre a sexualidade nas escolas por serem espaços de socialização e onde temas como estes aparecem no cotidiano dos adolescentes.
– O nosso papel é pensar em políticas que dão subsídios para que as medidas de prevenção possam ser adotadas – diz.
Equipamentos devem chegar até o fim do ano
A expectativa é de que as máquinas cheguem aos colégios até dezembro. A coordenadora do programa Educação e Prevenção na Escola vinculada à Secretaria de Estado de Educação, Rosemari Koch Martins, informa que até lá serão feitas consultas ao corpo pedagógico, aos alunos e aos pais para saber a receptividade do programa.
– Nada vai ser imposto. A questão da sexualidade já vem sendo inserida no currículo, se desdobrando em temas como doenças sexualmente transmissíveis, Aids, gravidez e contraceptivos, por exemplo. Esses dispensários passam a ser mais um instrumento de trabalho pedagógico para o professor.
MELISSA BULEGON
Pais aprovam distribuição, diz pesquisa
Em 2007, o Ministério da Saúde divulgou a pesquisa Saúde e Prevenção: cenários para a cultura de prevenção nas escolas. O estudo, realizado pela Unesco no Brasil, mostrou a aceitação de pais, alunos e professores à disponibilização do preservativo associada às atividades educativas. Foram pesquisados 102 mil estudantes, em 135 escolas públicas de 14 estados, entre maio e julho de 2005
89,5% dos estudantes e 63% dos pais consideram “uma ideia legal” a disponibilização do preservativo no ambiente escolar
5,1% dos alunos, 6,7% dos professores e 12% dos pais acham que a disponibilização das camisinhas nos estabelecimentos de ensino “não é função da escola”
44,7% dos estudantes têm vida sexual ativa
60,9% dos estudantes declararam ter usado a camisinha na primeira relação sexual
69,7% fizeram uso do preservativo na última relação sexual
42,7% dos estudantes alegam não ter usado o preservativo por não tê-lo na hora
9,7% dos alunos declararam que não têm dinheiro para comprar camisinhas

Na França, medida diminuiu contaminação por HIV
Fonte: Diário Catarinense, 09/08/2010
As máquinas de distribuição de preservativos, que estão para ser instaladas no Brasil até o final do ano, já figuram nas escolas da França desde 1995. A informação é do professor do Departamento de Psicologia e coordenador do Laboratório de Psicologia Social da Comunicação e Cognição da UFSC, Brigido Vizeu Camargo:
– Na época, acompanhei de perto, pois fazia uma série de pesquisas sobre Aids, comunicação e prevenção com adolescentes franceses. Não houve uma antecipação da iniciação, mas sim uma diminuição da contaminação pelo vírus HIV – lembra Camargo.
Conforme ele, essas máquinas incentivam o debate sobre a sexualidade, as curiosidades, a autêntica vontade de se informar e também a exibição de preconceitos e intolerâncias. Além disso, o preservativo é o principal elemento protetor diante da epidemia da Aids.
– A escola é um lugar importante para a iniciação da vida amorosa e sexual dos adolescentes. Nossas pesquisas mostram que, além disso, a escola é uma das principais fontes de informações para os adolescente sobre a Aids. E mais: os adolescentes que a tem como principal fonte são os mais bem informados em comparação com os que têm como fonte principal a televisão – conta.
Na opinião de Brígido, a ação não deve ser moralizada. Tanto a direção da escola quanto os pais devem encarar o assunto de forma direta e responsável, já que a maioria dos adolescentes vai se beneficiar com este tipo de prevenção. Independente de usarem o distribuidor para ter uma relação sexual segura, de usar como brincadeira ou de não usá-lo:
– Uma coisa é decidir ter uma relação sexual, assunto de foro íntimo. Outra coisa é dar acesso a dispositivos de proteção para se ter esta relação sexual, um assunto de saúde pública. Tanto a escola quanto os pais devem propiciar uma discussão franca sobre o assunto e, particularmente a escola, deve oferecer informações sobre sexualidade e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis aos alunos – acrescenta.
Todos os leitores que participaram da pesquisa, até ontem à noite, foram contrários ao programa sugerido pelo governo federal.
*“A escola deve trabalhar com a educação, em vez de distribuir camisinhas. Isso é função do posto de saúde.”
Osvaldo Volpato
Garopaba
“Qual é o objetivo do governo federal ao disponibilizar máquinas de camisinhas nas escolas? Ao que me consta, o dever da escola é passar conhecimentos aos alunos, e não incentivar condutas promíscuas. Quem ganha com a precocidade sexual dos nossos jovens?”
Diego Callai Schuh
Florianópolis
“Com as máquinas de camisinhas nas escolas, o Estado estaria promovendo não só a promiscuidade sexual como também várias condutas sexuais criminosas punidas pelo Código Penal e o ECA. Com a distribuição de preservativos no ambiente escolar, o próprio governo federal, ao fomentar a iniciação sexual precoce, se encarrega de estimular que os adolescentes busquem situações de vulnerabilidade a tais crimes.”
Cristiane Araújo
Florianópolis
“Principal função de uma instituição escolar? Trabalhar a mente do jovem para que ele compreenda e esteja experiente quanto às dificuldades do futuro. Principal função do governo na educação? Melhorá-la e mantê-la. Não são capazes nem de pagar direito os professores, vão querer usar nossos impostos para satisfazer egos sexuais. Antes fosse uma máquina de cultura, assim não precisaria mais questionar o por que de discussões com frivolidades, o por que de um país emergente estar decadente em consciência.”
Guilherme Wagner
São João do Oeste
“Já vi alunos fazerem bolas de ar com camisinhas. Sei de adolescentes que não usam preservativos nas relações sexuais. Máquinas de camisinhas nas escolas vão incentivar o quê? Sexo. Sou contra. Escola é para estudar sobre tudo, inclusive sobre sexo, mas não há necessidade de se gastar dinheiro com projetos para instalação de máquina de camisinhas, o governo as distribui nos postos de saúde.
Adenilson Peixer
Tijucas
Para quem tem 60 anos de idade é um escândalo. Para quem adolesceu depois do advento da pílula anticoncepcional, pouco mais do que uma distribuição de material escolar, medicamento ou até merenda já é demais. Mas estes três últimos sempre veem num contexto de orientação e assistência específicos, leais, incontroversos e explícitos.
José Silveir
Brasília (DF)

Projeto divide ajuste da complementação do Fundeb em três parcelas
Fonte: www.nota10.com.br, 10/08/2010
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7336/10, do deputado Manoel Junior (PMDB-PB), que divide em três parcelas o ajuste do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O ajuste pode ser para mais ou para menos, ou seja, os estados podem ter crédito a receber da União ou podem ter recursos debitados dos seus respectivos fundos - caso tenham recebido a mais no ano anterior. De acordo com a Agência Câmara, atualmente, o ajuste é feito em uma única parcela, no primeiro quadrimestre do exercício seguinte.
O deputado cita estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) segundo o qual os recursos da complementação da União relativos a 2009 serão redistribuídos. Em seis estados (Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí), 1.174 municípios terão R$ 212,8 milhões debitados.
“É importante que o ajuste, que é legítimo, se realize sem comprometer a capacidade financeira dos entes federados”, diz o deputado. Conforme o estudo da CNM, em três estados (Alagoas, Amazonas e Bahia), 581 municípios terão créditos a receber da União, no montante de R$ 225 milhões.
Segundo a Lei do Fundeb (11.494/07), a União complementará os recursos dos fundos estaduais sempre que o valor médio ponderado por aluno nos estados e no Distrito Federal não alcançar o mínimo definido nacionalmente para cada ano. Essa complementação é feita mensalmente com base em estimativas.
O ajuste é feito depois de verificados os valores da receita efetivamente utilizada por estados e municípios na educação. Se, com a complementação, a receita realizada for maior que o exigido por lei, os recursos excedentes serão debitados das contas dos fundos estaduais. Se for menor, o estado ou município terá créditos a receber.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

PE e AL terão R$ 249 milhões para reconstruir escolas
Fonte: www.nota10.com.br, 09/08/2010
As secretarias de Educação dos estados de Pernambuco e Alagoas receberão R$ 249 milhões para recuperar as escolas públicas que foram atingidas pelas enchentes em junho. De acordo com a Agência Brasil, o repasse emergencial será feito por meio do Programa Especial de Recuperação da Rede Física Escolar Pública, segundo resolução publicada no último dia 6 no Diário Oficial da União.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), a transferência da verba será automática e em parcela única. A ajuda virá do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), uma autarquia do ministério. A aplicação dos recursos ficará sob a responsabilidade das secretarias de educação dos dois estados, que devem apresentar à pasta um plano de ação até 20 dias depois da efetivação do crédito na conta.
Pernambuco receberá R$ 127 milhões para a reconstrução de 29 unidades e a reforma de 326, em 37 municípios. Nessas escolas estudam cerca de 38 mil alunos. Já Alagoas terá R$ 122 milhões para reconstruir cinco unidades estaduais que foram destruídas e reformar mais 12. Entre as escolas municipais, 105 precisam de recuperação. Ao todo, elas atendem 42 mil alunos.
O programa de recuperação das escolas foi criado em junho, por medida provisória, para prestar assistência financeira à reconstrução e reforma das escolas atingidas pela chuva no Nordeste. Segundo o MEC, a proposta é fazer com que as unidades de ensino voltem a funcionar normalmente para assegurar o prosseguimento do ano letivo.

Escolas e postos não funcionarão
Fonte: Diário Catarinense, 10/08/2010
Escolas e postos de saúde municipais, creches e núcleos de educação infantil devem ficar fechados, hoje, em Florianópolis.
Os servidores mantêm a greve, que foi iniciada ontem. De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), Alcilea Medeiros Cardoso, ontem, mais de 90% dos postos de saúde estavam parados.
Trabalhadores da educação e de obras também aderiram à greve. A partir de 9h, deve haver uma concentração dos grevistas em frente ao gabinete do prefeito. Às 14h, está prevista uma assembleia geral no Largo da Catedral. Os grevistas devem, ainda, passar nos locais de trabalho para mobilizar a categoria.
O secretário municipal de Administração e Previdência de Florianópolis, Constâncio Maciel, disse que a prefeitura não deve conceder a gratificação requerida pelos servidores municipais. O motivo é que o valor não pode ser repassado à categoria para não ultrapassar o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Alcilea questiona a posição do secretário e diz que o limite prudencial da lei é usado como justificativa para não conceder o benefício, mas não seria levado em conta quando são criados cargos comissionados.

Biodiversidade é tema de concurso promovido pela Unesco
Fonte: Consed, 06/08/2010
Biodiversidade é o tema da edição 2010 do Concurso de Trabalhos Escritos e Desenhos promovido pelo Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – em comemoração ao Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento (10 de novembro). O concurso conta com a parceria do Consed – Conselho Nacional de Secretários de Educação.
Podem participar do Concurso os estudantes do ensino médio regular, do ensino médio integrado à educação profissional e do ensino médio especial, das redes pública e privada do Brasil, orientados por professores das escolas. Os estudantes poderão concorrer em ambas as categorias, submetendo somente um trabalho escrito e um desenho. Os professores podem orientar mais de um aluno. Em todo caso, a autoria da obra deverá ser do estudante.
Os trabalhos devem ser enviados, juntamente com a ficha de inscrição, para a Unesco, até o dia 03 de setembro. O endereço é: SAUS Quadra 05, Bloco H, Lote 6, Ed. IBICT/UNESCO, sala 1004, CEP 70070 - 914, Brasília - DF, Brasil.
Mais informações pelo e-mail: cienciaparatodos@unesco.org.br ou através do site do concurso: http://eventos.unesco.org.br/diadaciencia

Os números para o Senado
Fonte: Diário Catarinense, 09/08/2010
Ex-governador Luiz Henrique aparece em primeiro na disputa, com 41%. Número de indecisos, segundo o Ibope, é grande
No levantamento sobre a disputa pelo Senado, a pesquisa Ibope, encomendada pelo Grupo RBS, aponta vantagem do ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que aparece com 41% das intenções de voto. Em seguida, aparecem Paulo Bauer (PSDB), com 18%; Hugo Biehl (PP), com 12%; e Cláudio Vignatti (PT), com 7%.
A pesquisa indica, ainda, indecisão do eleitorado sobre a disputa ao Senado catarinense, especialmente para a segunda vaga. Outros 14% dos eleitores entrevistados afirmaram que pretendem optar pelo voto branco ou nulo.
O levantamento do instituto também quis saber como o eleitor se informa ou pretende se informar sobre os candidatos durante a campanha eleitoral deste ano.
Mais da metade (56%) dos entrevistados citou o noticiário televisivo como fonte de informação sobre as candidaturas. Logo depois, aparece o horário eleitoral gratuito na televisão, que começa no dia 17, com 52%. Em terceiro, foi citada a cobertura eleitoral feita pelos jornais impressos (34%).
Na edição de domingo, o Diário Catarinense publicou a primeira parte da pesquisa Ibope, com os números ao governo do Estado e as intenções de voto dos eleitores catarinenses para a Presidência da República.