
12/08/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa


A educação que necessitamos
Exame da Ordem dos Advogados passará a ser aplicado pela FGV
Ministro da Educação é obrigado a homologar parecer do CNE em face de decisão judicial
MEC divulga regras para concessão de bolsas remanescentes do ProUni
Ex-sócios da AmBev investem em educação
Súmula de Pareceres - reunião dias 6, 7 e 8 de julho 2010.
Súmula de Pareceres - Complementar de maio
Serra promete ampliar Bolsa Família para atender ao ensino técnico
PNUD: Sul e Sudeste lideram Índice de Valores Humanos
Lei do Direito Autoral conta com sugestão da população para sofre alterações
Enem 2010 tem 4,6 milhões de inscritos; São Paulo é Estado com maior número de candidatos
Juíza federal suspende pregão do Enem 2010
Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio é instituído por lei federal
Projeto quer inserir pais na gestão escolar
Cartilha da prestação de contas nas eleições é disponibilizada no site
Parecer fixa as Diretrizes Operacionais para a matricula no Ensino Fundamental e na Educação Infantil
Cidade norte-americana cria programa de bonificação de docentes para vencer problemas com desempenho dos alunos
Orçamento da Capes vai superar R$ 3 bilhões em 2011, diz ministro
Cinquenta e nove universidades federais vão utilizar nota do Enem em 2010
Mais de 80% das pessoas que votam no DF não possuem curso superior completo
Para Obama, economia e educação andam juntas
10 grandes mudanças que afetarão o ambiente de trabalho
Faltam gestores para atuar em empresas do terceiro setor
Senado instala Comissão para analisar novo CPC
Microcamp entra na mira do MPF
Rio: recém-formados serão treinados para dar aula em favelas
Estímulo a devedor que queira saldar débito tributário divide senadores
Mundo tem 130 mi de livros, diz Google
Mais de 35% acreditam que a educação forma bons cidadãos
Percentual de leitura brasileiro tem aumento
A educação que necessitamos
Fonte: A Notícia, 11/08/2010 - Joinville SC, por Roque Antônio Mattei
O mundo contemporâneo, denominado Sociedade do Conhecimento,
é caracterizado pelo uso intensivo dos conhecimentos
científicos e da aplicação da tecnologia. Neste
cenário, precisamos nos preparar para enfrentar desafios. O
mundo não vai parar e esperar o Brasil. É melhor estar no
pelotão de frente das mudanças, mas só
alcançaremos esta liderança após melhorarmos
sensivelmente a nossa educação. Nesta área, o
Brasil se posiciona pessimamente no ranking internacional, o que torna
a tarefa ainda mais urgente. Nas provas do Programa Internacional de
Avaliação de Alunos (Pisa) de 2006, aplicadas em 57
países entre alunos de 15 anos, os brasileiros obtiveram
médias que os colocaram em 53º lugar em matemática,
48º em leitura e 52ª posição em ciências.
O próximo resultado do Pisa será divulgado em dezembro de
2010. Qual será o resultado? O que temos feito para melhorar a
aprendizagem de nossos alunos?
Em seu planejamento estratégico, realizado em 2005, Joinville
adotou a seguinte visão para o seu próprio futuro:
“Ser uma cidade sustentável, solidária,
hospitaleira, empreendedora, voltada à inovação,
com crescente qualidade de vida, motivo de orgulho da sua gente, onde
se realizam sonhos”. Isto se traduz em querer ser mais do que a
maior economia regional. Joinville precisa planejar e executar a
educação como um sistema integrado, pensando no
desenvolvimento de seus cidadãos, num itinerário em que a
qualidade seja condição primeira em todos os
níveis de ensino. Utilizando como base levantamento de dados
realizado pelo Comitê Estratégico de
Educação do Instituto Joinville e a
Associação das Mantenedoras Particulares de Ensino
Superior de Santa Catarina (Ampesc) e também outros indicadores
oficiais, é possível diagnosticar as principais
necessidades da nossa cidade.
Temos uma população entre zero e cinco anos estimada em
54 mil crianças, mas apenas 17 mil são atendidas hoje em
Joinville, o que significa pouco mais de 33%. É
necessário dobrar o número de crianças
matriculadas na educação infantil, o que na
prática depende de maior número de vagas e
capacitação contínua dos profissionais da
área. No ensino fundamental, já são atendidas
praticamente a totalidade das 84 mil crianças de seis a 14 anos,
com resultados acima da média nacional na
avaliação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica). No ensino médio, que
é avaliado pelo Enem (Exame Nacional de Ensino Médio), os
resultados também estão acima das médias nacional
e estadual. O problema é que são atendidos apenas 66% da
população entre 15 e 17 anos, o que corresponde a cerca
de 50 mil adolescentes. Está claro que temos vários
desafios para a educação básica, como criar
novas estruturas e melhorar o que já existe, capacitar as
equipes para estimular nos estudantes o gosto pela leitura,
matemática e ciências.
Esse incentivo passa pelo investimento em laboratórios de
ciências, informática e implantação de boas
bibliotecas, tornando estes ambientes áreas de estímulo
ao aprendizado. Uma alternativa seria criar a rede joinvilense de
bibliotecas, com todas as unidades escolares interligadas virtualmente,
coordenadas pela biblioteca central. Há ainda a necessidade de
se ampliar o tempo de permanência dos estudantes na escola para,
no mínimo, seis horas diárias. É importante
investir num efetivo sistema de ensino de línguas estrangeiras,
possibilitando o real uso de outros idiomas, inserindo os
cidadãos na sociedade globalizada. Para tanto, tem que se
capacitar professores e equipes pedagógicas para operar este
sistema estruturado e integrado, possibilitando a criação
de redes de aprendizado, grupos de pesquisa e eventos como feiras de
ciências, da leitura, de artes e do empreendedor.
Crescimento econômico e competitividade mundial em alta exigem
profissionais cada vez mais correlacionados com o conhecimento e o
domínio tecnológico. A formação
técnica é a mais adequada para sanar esta necessidade. Em
Joinville, temos 8,5 mil alunos em cursos técnicos. É
pouco. É necessário triplicar o número de
matrículas no ensino técnico, priorizando as áreas
onde já estamos em pleno apagão de profissionais. Uma boa
alternativa seria ampliar os programas de escola em tempo integral. A
ideia seria ter parcerias entre as escolas de ensino médio e
técnico para que os estudantes pudessem estudar e se
profissionalizar ao mesmo tempo. Vale também incentivar o
reequipamento das escolas, a ampliação e a oferta de
novos cursos. O reembolso do investimento, neste caso, seria feito por
meio da oferta de bolsas a alunos carentes. A exemplo do que ocorre
hoje com o Fies, uma alternativa seria financiar a
educação técnica para famílias carentes.
Incentivos fiscais para empresas aplicarem em bolsas de estudo no
ensino técnico, a exemplo do que ocorre hoje com a Lei Rouanet
para a área da cultura, poderia garantir a injeção
de recursos na área. A realidade atual exige que a sociedade
garanta o acesso ao ensino superior para grandes contingentes. O Plano
Nacional da Educação (PNE) expõe a necessidade de
termos 30% do contingente populacional de jovens entre 18 e 24 anos
cursando o ensino superior, mas dados do MEC apontam o atendimento de
apenas 13% desta população no Brasil. No caso das
engenharias, por exemplo, estima-se a necessidade do País formar
quatro vezes mais graduados do que forma hoje. A insuficiente
formação científica na educação
básica se traduz em baixa motivação para ingresso
e alta taxa de evasão no ensino superior nas áreas de
tecnologia. Isto é um agravante para regiões com as
características econômicas de Joinville. Hoje, entre as
principais necessidades regionais, estão implantar o campus da
UFSC em Joinville, com cursos voltados à área de
engenharias, reforçando a competitividade de toda a economia
regional e atendendo ao papel de fomentar as vocações
regionais. Desburocratizar e criar isenção de impostos
para importação de equipamentos de laboratórios
para o ensino e pesquisa. Ocupar as vagas já disponíveis,
que representam mais de 20% do total, criando o “Voucher
Educação”, por meio da aquisição de
vagas pelos governos federal, estadual e municipal em
instituições privadas. Mais profissionais nas
áreas de ciência e tecnologia, consideradas áreas
prioritárias para o desenvolvimento do País,
também são necessários em Joinville. O
desenvolvimento científico e tecnológico da cidade passa
ainda pela criação de programas que estimulem a
formação de especialistas, mestres e doutores, que
fomente a pesquisa aplicada, que adeque os laboratórios das
instituições de ensino e pesquisa.
Atualmente, temos em Joinville somente sete programas de mestrado e um
programa de doutorado, todos somando aproximadamente 300 vagas, patamar
aquém das nossas necessidades. Está claro que o desafio
é buscar a independência cientifica e tecnológica
nas áreas estratégicas, criar incentivos fiscais para
bolsas de pesquisa destinadas a colaboradores de
organizações de todos os setores da economia,
viabilizando a criação de mais programas de mestrado e
doutorado em Joinville. É assim que vamos atender à
demanda por profissionais altamente qualificados, estimulando a
formação de professores como mestres e doutores,
ampliando a qualificação de docentes de todos os
níveis da educação. É importante ainda
financiar projetos de pesquisa e instalação de
laboratórios em instituições de ensino, cujo
reembolso ocorra por meio de oferta de bolsas de estudos a alunos
carentes. Vale também estimular o financiamento à
pesquisa aplicada, com resultados imediatos para o desenvolvimento
social, tecnológico e econômico. A cidade mais populosa de
Santa Catarina não pode e nem deve imaginar que o mundo vai nos
esperar para atingir bons indicadores educacionais. As oportunidades
serão perdidas se não estivermos devidamente preparados
para aproveitá-las. Portanto, para vencermos o grande desafio da
educação no âmbito mundial, urge planejamento e
ação.
ROQUE ANTÔNIO MATTEI
Exame da Ordem dos Advogados passará a ser aplicado pela FGV
Fonte: Portal O Meu Futuro
O exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) passará a ser
aplicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O
próximo exame ocorre em setembro. A decisão foi tomada
pelo colégio de presidentes de seccionais e da diretoria do
conselho federal da OAB.
Segundo a OAB, o conselho federal rescindiu o contrato com a
Fundação Universidade de Brasília (FUB) nesta
quarta-feira (4). Os serviços eram prestados pela FUB por meio
do Centro de Seleção e Promoção de Eventos
(Cespe/UnB).
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, disse que a
mudança não está relacionada ao cancelamento da
segunda fase do exame, em março deste ano, após suspeita
de fraude. “Qualquer entidade está sujeita a isso. A
mudança ocorre mais por uma questão administrativa.
Vivemos uma busca incessante de aperfeiçoamento e acredito que o
processo vai se profissionalizar e se tornar mais seguro.”
A assessoria do Cespe/UnB foi procurada pela reportagem, mas disse que não iria comentar o assunto.
Histórico
A segunda fase do exame de Ordem que deveria acontecer em março
deste ano teve de ser remarcada. Segundo as denúncias, um
candidato teria tido acesso à prova antes de sua
aplicação, no dia 28 de fevereiro.
O vazamento teria sido da prova prática de Direito Penal. O
exame foi aplicado de forma unificada em todo o país. No total,
18,7 mil candidatos fizeram as provas em 155 locais. Em Osasco, cidade
onde foi detectada a suposta fraude, 152 bacharéis foram
aprovados para a segunda fase do exame.
A Polícia Federal prendeu no último dia 30 de julho um
policial rodoviário federal supostamente envolvido com a fraude
no exame da Ordem, em um desdobramento das investigações
da Operação Tormenta, deflagrada em junho para investigar
suposta quadrilha que fraudava concursos públicos em todo o
país.
Fonte: G1
Ministro da Educação é obrigado a homologar parecer do CNE em face de decisão judicial
Fonte: Jornal da Educação
Considerando que os pareceres do Conselho Nacional da
Educação somente têm validade com a
homologação do Ministro da Educação e
levando em conta que existem centenas de atos aprovados pelo colegiado
sem o aval do titular da pasta, os interessados vem buscando tutela
judicial para que existam meios de valer os seus direitos individuais
ou coletivos.
O Diário Oficial da União deste dia 11 traz despacho que
foi feito em decorrência de sentença da Justiça
Federal de Mato Grosso.
Embora não exista um levantamento oficial disponível,
existem mais de 200 pareceres que não foram homologados.
Os mais antigos têm uma década.
MEC divulga regras para concessão de bolsas remanescentes do ProUni
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 11/08/2010
Distribuição do benefício será feita pelas
próprias universidades. Instituições têm
até 10 de setembro para emitir termo de concessão de
bolsas
Do G1, em São Paulo
O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta
quarta-feira (11), no Diário Oficial da União, a portaria
que define como deve ser feita a distribuição de bolsas
remanescentes do processo seletivo do Programa Universidade para Todos
(ProUni) do segundo semestre deste ano. As vagas poderão ser
concedidas por cada instituição de ensino superior
participante do programa conforme a classificação em
processo seletivo próprio, inclusive vestibular, para as
turmas iniciadas no segundo semestre de 2010, e conforme o desempenho
acadêmico, mensurado pela instituição, para as
turmas iniciadas anteriormente ao segundo semestre de 2010.
Têm prioridade estudantes professores da rede pública
matriculados em cursos de licenciatura, normal superior e pedagogia e
estudantes autodeclarados indígenas. As
instituições também poderão conceder bolsas
remanescentes a estudantes matriculados cujas bolsas não foram
regularmente concedidas no decorrer do processo seletivo referente ao
segundo semestre deste ano devido a impedimentos operacionais. As
universidades têm até 10 de setembro para emitir os termos
de concessão do benefício pelo Sistema do ProUni
(SisProuni).
Ex-sócios da AmBev investem em educação
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 09/08/2010 às 11:08 hs.
A Galicia Investimentos, uma companhia que aplica em "private equity",
fundada por ex-sócios da AmBev, fez investimento na Ezlearn, de
ensino à distância. Fundada há dois anos, no Rio, a
empresa oferece conteúdo educacional a preços populares e
já foi adotado por quase 40 mil pessoas.
Depois de cursar políticas educacionais em Harvard, a fundadora
Ana Gabriela Pessoa queria ter um negócio próprio, de
educação para todos, a preços acessíveis,
mas "requintado e personalizado", segundo ela.
O site do primeiro produto, "meuinglês.com", que surgiu no ano
passado, tem diferenciais, como a existência de rede social
criada especialmente para os usuários.
O modelo de ensino tem sido usado para qualificação dos
funcionários de grandes empresas, como ALL e Pão de
Açúcar. Além dos cursos customizados, há os
de idiomas específicos para taxistas, varejistas e
funcionários de hotéis. "O modelo é mais eficiente
do que tirar o empregado de onde está e levá-lo a uma
aula presencial", afirma Pessoa.
Fonte: Folha de São Paulo
Súmula de Pareceres - reunião dias 6, 7 e 8 de julho 2010.
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 10/08/2010 às 11:39 hs.
SÚMULA DE PARECER REUNIÃO ORDINÁRIA DOS DIAS 6, 7 E 8 DE JULHO DE 2010.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2612.pdf
Fonte: DOU n.º 152 - 10.08.2010
Súmula de Pareceres - Complementar de maio
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 10/08/2010 às 10:56 hs.
REUNIÃO ORDINÁRIA DOS DIAS 4, 5, 6 E 7 DE MAIO DE 2010
(Súmula Complementar à Publicada no DOU de 23/7/2010,
Seção 1, pp. 7-9).
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2610.pdf
Fonte: DOU n.º 152 - 10.08.2010
Serra promete ampliar Bolsa Família para atender ao ensino técnico
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 10/08/2010 - Brasília DF
Agência Brasil
O candidato à Presidência da República do PSDB,
José Serra, afirmou na segunda-feira (9/8) que pretende ampliar
o Bolsa Família para atender a estudantes do ensino
técnico e tecnológico. Ele disse que quer dar bolsas para
que os filhos de beneficiários possam frequentar cursos
profissionalizantes. “Vamos ampliar o Bolsa Família, mas
vou fazer com que os 'filhos do Bolsa Família' tenham um
treinamento e uma qualificação para que consigam um
emprego”, declarou em sabatina promovida por entidades
empresarias em São Paulo.
O investimento nos cursos profissionalizantes foi enfatizado por
Serra como uma das prioridades do seu plano de governo. Segundo o
candidato, o ensino técnico e tecnológico será
aproximado do ensino médio para que os jovens tenham mais
interesse na escola. “Vamos fazer uma ofensiva do ensino
técnico e tecnológico como nunca se fez no Brasil. Vamos
criar 1 milhão de vagas no ensino técnico público
e mais 1 milhão vagas para requalificação do
trabalhador”.
Para Serra, os cursos para trabalhadores são uma das formas de
reduzir o descolamento existente no Brasil entre a demanda
por trabalhadores qualificados e a falta de mão de obra
especializada. "Existe um desajuste", disse ele sobre a
qualificação do trabalhador e a necessidade da empresa.
Serra é um dos três candidatos à Presidência
que participam de um evento promovido pela Associação
Comercial de São Paulo, Federação das
Associações Comerciais do Estado de São Paulo e
Confederação das Associações Comerciais do
Brasil. O candidato do P-SOL, Plínio Sampaio foi o primeiro a
ser sabatinado. A candidata do PV, Marina Silva, também
participa da sabatina.
PNUD: Sul e Sudeste lideram Índice de Valores Humanos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 11/08/2010
Além de figurarem como as que têm o maior Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH), as regiões Sul e Sudeste
apresentam o Índice de Valores Humanos (IVH) mais elevado do
País, novo indicador que busca relacionar as vivências
boas e ruins das pessoas nas áreas de saúde, da
educação e do trabalho. As duas regiões
apresentaram IVH de 0,62, de uma escala que vai de zero (o mais baixo)
a um (mais alto). De acordo com o Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), isso significa que os brasileiros
do Sul e do Sudeste passaram no último ano por mais
experiências positivas do que negativas, em relação
à população das outras regiões do
País. O IVH faz parte do terceiro caderno do Relatório de
Desenvolvimento Humano (RDH) Brasil 2009/2010 do PNUD, lançado
hoje à tarde, em Brasília. O assunto do documento -
"valores" - foi definido a partir das respostas de questionários
enviados a 500 mil pessoas em todo o País durante a campanha
Brasil Ponto a Ponto. Todas responderam à questão "O que
deve mudar no Brasil para sua vida melhorar de verdade?" O Pnud,
então, contratou pesquisa do Instituto Ibope para identificar os
valores que os brasileiros julgam mais importantes, cujo resultado foi
saúde, conhecimento e padrão de vida.
O novo índice coloca a Região Norte como a pior em termos
de experiências, com índice de 0,50, em grande parte
motivado pelo mau desempenho na composição do
índice IVH-S, relativo ao setor de saúde. O Centro-Oeste
(0,58) e o Nordeste (0,56) ficaram na terceira e quarta
posições, respectivamente. De acordo com o
relatório do PNUD, a população da Região
Norte tem as piores vivências com seu sistema de saúde,
com o indicador dessa área de 0,31, ou 0,14 ponto inferior
à média nacional. O indicador reflete a opinião
das pessoas em relação à demora no
atendimento médico - seja ele público ou particular -,
à linguagem utilizada pelos profissionais de saúde e ao
interesse demonstrado por eles na visão do paciente. A pesquisa
mostra que 66,9% dos entrevistados da Região Norte consideram o
atendimento médico "demorado", enquanto no Sudeste esse
porcentual cai para 43,1%. Em relação à linguagem
utilizada pela equipe médica a diferença é mais
evidente: 74,9% das pessoas do Sudeste consideram a linguagem utilizada
como de "fácil" ou "razoável" compreensão;
já no Norte, essa classificação cai para 38,1%.
Por último, a atenção dada aos pacientes é
maior no Sudeste que no Norte, segundo os próprios
usuários dos sistemas de saúde: para 29,1% dos moradores
do Sudeste o profissional médico demonstrou "muito interesse"
pelo caso do paciente, enquanto no Norte esse modo de ver foi
compartilhado por apenas 14,5%.
Trabalho - Na composição da dimensão de trabalho
(IVH-T), o destaque ficou para a Região Sul, com a melhor
relação entre vivências de prazer e sofrimento no
ambiente profissional. A média de vivências de prazer e de
sofrimento nos Estados do Sul ficou em 0,84, pouco acima do Sudeste
(0,80). Apesar dos entrevistados do Sudeste terem apresentado maiores
experiências de prazer no trabalho, como a
realização profissional e a liberdade de
expressão, a Região Sul teve uma média maior em
razão de relatar menos experiências de sofrimento - por
exemplo, esgotamento emocional e falta de reconhecimento. Neste
módulo, o Centro-Oeste teve o pior desempenho (0,68). Apesar das
vivências de prazer só ficarem atrás do Sul e do
Sudeste, a região foi a que mais apresentou, entre todas,
experiências de sofrimento no trabalho. Em penúltimo ficou
a Região Norte, com 0,74 e, em seguida, o Nordeste, com 0,78. A
média nacional do IVH-T é de 0,79. O PNUD destaca a
importância dessa medição classificando o trabalho
como "problema da sociedade moderna". Para o órgão, o
trabalho é um elemento de inclusão social e de
ampliação da cidadania no âmbito das
políticas públicas. Por isso, "o conflito aparece quando
o sujeito confronta o que deseja ser e fazer com aquilo que ele, por
razões muitas vezes ignoradas, efetivamente escolheu realizar
como opção profissional". "Amplia-se (o conflito) ao
comparar a posição que (o profissional) ocupa ou o papel
que desempenha com aquilo que imaginava ou idealizava quando escolheu a
atividade. E se torna ainda mais saliente quando as figuras que ocupam
as posições de reconhecedoras (chefias, pares, clientes,
público) não atendem às expectativas", diz o
documento.
Educação - A educação foi a que apresentou
maior equilíbrio no IVH entre as cinco regiões
brasileiras, com exceção do Norte. Para a maior parte dos
entrevistados dessa região (40,4%), o mais importante a ser
ensinado às crianças são conhecimentos para se
obter um bom emprego. Nas demais regiões do País,
porém, a resposta mais frequente foram os conhecimentos para se
ser um "bom cidadão" (36,2%). Nesse quesito, o Norte do
País foi a única região que apresentou uma
diferença superior a 0,1 ponto em relação à
média brasileira, de 0,54: os Estados nortistas ficaram com o
IVH-E em 0,47. "Os mecanismos através dos quais esse processo
(de melhoria da qualidade do aprendizado) se desenvolve passam por um
maior engajamento moral de pais, professores e diretores, um repensar
da escola enquanto espaço de convivência e o
estímulo à formação de valores
públicos e valores de vida que façam da experiência
escolar não somente um mecanismo para a criação de
oportunidades iguais na vida - e portanto, para a justiça social
- mas para a realização do que há de melhor no ser
humano", afirma o relatório do PNUD.
Lei do Direito Autoral conta com sugestão da população para sofre alterações
Fonte: Jornal da Educação
Está aberta até 31 de agosto consulta pública
online para a proposta de modernização da Lei de Direito
Autoral para permitir o uso de músicas e vídeos em
atividades educativas fora da escola com o objetivo de beneficiar
professores e alunos de cursos de educação a
distância.
Atualmente, só é permitido o uso de peças teatrais
e de músicas para fins didáticos dentro da escola. Depois
de passar pela consulta pública, o Ministério da Cultura
elaborará um projeto de lei com as demandas da sociedade e
enviar para o Congresso Nacional para aprovação.
Na proposta de reformulação da lei está ainda a
permissão para que obras esgotadas possam ser reproduzidas, que
professores traduzam textos para usar nas aulas e que museus e
cinematecas copiem obras para preservação.
Enem 2010 tem 4,6 milhões de inscritos; São Paulo é Estado com maior número de candidatos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 09/08/2010
Amanda Cieglinski da Agência Brasil em Brasília
Mais de 4,6 milhões de estudantes se inscreveram para participar
do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010. Exatamente
4.611.441 candidatos são esperados para fazer as provas nos dias
6 e 7 de novembro. O número de inscritos em 2010 é o
maior desde que o exame foi criado em 1998. O recorde anterior tinha
sido registrado no ano passado, quando a prova passou a ser utilizada
nos processos seletivos das universidades federais. Cerca de 4,1
milhões de estudantes se inscreveram para o exame em 2009, mas a
abstenção foi superior a 30%.
O Estado com mais candidatos inscritos é São Paulo:
827.818. Em seguida vêm Minas Gerais (538 mil), Bahia (428 mil),
Rio de Janeiro (314 mil), Rio Grande do Sul (295 mil), Paraná
(228,4 mil), Pernambuco (228 mil) e Ceará (208 mil). O Sudeste e
o Nordeste concentram quase 70% dos participantes. Segundo os dados do
MEC (Ministério da Educação), a faixa
etária dos participantes é variada. Cerca de 70 mil
têm menos de 16 anos e mais de 1 milhão têm entre 16
e 17 anos. Pouco mais de meio milhão têm 18 anos, 394 mil
têm 19 anos e 304 mil têm 20 anos. Os candidatos entre 21 e
30 anos somam 1,5 milhão e os maiores de 30 são 691
mil. A maioria dos candidatos - cerca de 2, 7 milhões -
já concluiu o ensino médio em anos anteriores. Outros 1,3
milhão estão atualmente cursando o último ano da
etapa – desses, 1,1 milhão são de escola
pública. Pouco mais de 500 mil só concluirão a
etapa depois de 2010 e participam do Enem como treineiros. O exame
terá 180 questões de múltipla escolha e uma
redação. No primeiro dia (sábado, 6 de novembro),
as provas serão de ciências da natureza e humanas, cada
uma com 45 questões. No domingo (7), os candidatos serão
avaliados em matemática e linguagens, cada uma com 45
questões, além da redação.
Juíza federal suspende pregão do Enem 2010
Fonte: Folha de São Paulo, 11/08/2010 - São Paulo SP
Gráfica Plural contesta sua desclassificação
DE SÃO PAULO
A juíza federal substituta da 2ª Vara de Brasília,
Candice Lavocat Galvão Jobim, suspendeu no dia 3 o pregão
para contratação de serviços de impressão,
em condições especiais de segurança e sigilo, das
provas do Enem de 2010. Uma das empresas que participam da
licitação, a Gráfica Plural (parceria do Grupo
Folha e da Quad Graphics), impetrou mandado de segurança, com
pedido de liminar, contra ato do Inep, Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas, órgão do MEC responsável pelo Enem. O
Inep inabilitou a Plural do processo licitatório, apesar
de a gráfica ter apresentado o menor preço para o
serviço -R$ 64,85 milhões. A empresa Donnelley Moore
apresentou preço de R$ 68,831 milhões.
Os passos seguintes da licitação, segundo o edital,
implicavam uma vistoria à gráfica para comprovar as
condições de segurança e sigilo, que o Inep
não realizou. No site de compras da União, é dito
que um "parecer técnico" concluiu que a Plural "não
comprovou a execução de manuseio de dados
variáveis em condições de segurança e
sigilo". A Plural contesta. Diz que sua
desclassificação ocorreu antes mesmo da segunda etapa do
processo de habilitação, que seria a da
verificação "in loco" dos requisitos de segurança
e sigilo. A juíza ainda não apreciou o pedido da Plural,
de que prossiga no processo de habilitação, com a
consequente realização da vistoria. A suspensão do
pregão tem por objetivo ouvir do Inep as alegações
da desclassificação. Só então será
definido se a Plural permanece no processo licitatório. O Inep
deve apresentar sua justificativa até a próxima
sexta-feira.
Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio é instituído por lei federal
Fonte: Jornal da Educação
O Governo Federal editou a Lei 12.306, de 6 de agosto de 2010,
instituindo o Programa Especial de Fortalecimento do Ensino
Médio.
A norma decorre da conversão da Medida Provisória 484, de
2010 e tem, como um dos objetivos, alocar recursos na ordem de R$ 800
milhões para o mesmo.
Seus objetivos são os de contribuir para incentivar a
melhoria dos indicadores de qualidade do ensino médio; suprir
recursos financeiros de forma a equalizar oportunidades educacionais no
nível do ensino médio e atender à
ampliação das matrículas no ensino médio
público.
Referido Programa será executado por meio de transferência
direta aos Estados considerados prioritários pelo Fundo Nacional
de Desenvolvimento da Educação – FNDE, conforme os
seguintes parâmetros: o número de matrículas
no ensino médio público; os indicadores
disponíveis para aferir o desenvolvimento da
educação básica, conforme calculado pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira -
INEP; e o valor anual por aluno a ser praticado em 2010, em cada fundo
estadual, no âmbito do FUNDEB.
(IPAE 050 - 08/10)
Projeto quer inserir pais na gestão escolar
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha Dirigida, 10/08/2010 - Rio de Janeiro RJ
Paola Azevedo
O Projeto de Lei 7157/10, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e
que altera a Lei de Diretrizes e Bases (LDB, Lei 9.394/96), provocou
diferentes reações entre especialistas da
educação. A ideia é que, além dos
educadores, as opiniões de quem também faz parte da
escola, sejam ouvidas. De acordo com o senador, as
modificações visam a "reforçar a cultura de paz
nas escolas e nas comunidades adjacentes". O presidente da Academia
Brasileira de Filosofia e professor do Departamento de Filosofia da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), João Ricardo
Moderno, alerta para o fato de que as mudanças na LDB podem
tirar a autonomia do professor. "Considero gravíssima a
possibilidade da aprovação desta verdadeira
aberração", disse Moderno, para quem a malícia da
justificativa que visa a "fortalecer a cultura da paz nas escolas e nas
comunidades adjacentes" é próxima do deboche e do
desrespeito aos professores. "O projeto defende 'a liberdade, a
tolerância e a superação de todas as formas de
violência'. Quem dirá ser contra a paz, a liberdade, a
tolerância e a superação de todas as formas de
violência? Ninguém!", declarou o educador, sobre a
afirmação do autor do projeto. Para Moderno, fica claro
no projeto de lei o objetivo de desmoralizar os professores,
afastando-os da educação. "Trata-se de um Projeto de Lei
altamente subversivo, pois elimina a gestão
meritocrática, esvaziando o conteúdo da
educação em favor da transferência do poder
educacional para pessoas totalmente estranhas ao processo de
conhecimento".
A professora Eunice Bárbara Nogueira, mestra em Psicopedagogia
pela Universidade de Havana, em Cuba, e bacharel em Letras pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no entanto, defende a
proposta. Segundo ela, é importante a participação
de outros membros da escola, além dos educadores. Ela afirma
ainda que sempre procurou atuar desta forma nas escolas que dirigiu.
"É importante a participação de todos. Nas escolas
em que trabalhei, sempre ouvi os alunos, eles sempre participaram.
Faço um projeto de trabalho em cima da comunidade escolar.
É importante que os pais se posicionem. Quando trabalhamos em
equipe é mais fácil", diz a educadora. Para ela, o
projeto é pertinente e deve ser aprovado. "Todos ganham. Ganha a
escola, a Secretaria de Educação, os alunos e familiares.
Se todos se unem com o mesmo objetivo, isso é muito positivo. O
importante é que os resultados sejam satisfatórios para
todos", ressalta Eunice.
Proposta quer mudar LDB - O Projeto de Lei 7157/10 pretende mudar
alguns itens da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). O principal objetivo
da proposta é incluir, na elaboração do projeto
pedagógico das escolas, a participação de pais,
responsáveis e estudantes. Na LDB, aprovada em 1996, o inciso IV
do artigo 3º aponta para o princípio do
"respeito à liberdade e apreço à
tolerância". Pelo projeto de lei, este inciso seria acrescido da
seguinte frase: "e superação de todas as formas de
violência, internas e externas à escola, na perspectiva da
construção de uma cultura de paz". Outros artigos
também sofrem alterações. Segundo o projeto de
lei, o artigo 14 passa prevê que os entes federados e seus
respectivos sistemas de ensino definirão as normas de
gestão democrática do ensino público na
educação básica, de acordo com as suas
peculiaridades.
Para isto, deveriam ser levados em conta, obrigatoriamente, os
seguintes princípios: participação dos
profissionais da educação, dos estudantes e de seus pais
ou responsáveis na elaboração e
avaliação do projeto pedagógico da escola;
participação das comunidades escolar e local em conselhos
escolares ou colegiados deliberativos equivalentes. O projeto
prevê ainda um calendário letivo nas escolas
públicas com reuniões ordinárias em seus
conselhos, em horários compatíveis com a
participação de todo o segmento escolar, além de
um período semanal reservado a estudos, planejamento,
avaliação e integração com a comunidade
escolar e local. O projeto está em caráter conclusivo e
aguarda a aprovação das omissões de
Educação e Cultura, de Constituição e de
Justiça e Cidadania.
Cartilha da prestação de contas nas eleições é disponibilizada no site
Fonte: Conselho Federal da OAB
Com o título "Partidas Dobradas Eleições
2010 Contabilidade necessária", a cartilha elaborada numa
parceria entre o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) já
está disponibilizada no site www.oab.org.br para consulta e
download. Para ver a cartilha, basta clicar no ícone com
esse título, localizado ao lado do símbolo da OAB,
no alto da página na internet.
A cartilha foi lançada no último dia 28, em ato na sede
do Conselho Federal da OAB, pelo presidente da entidade, Ophir
Cavalcante, e o presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, e faz
parte de um trabalho conjunto das duas entidades visando à
ética na política e eleições limpas em
outubro deste ano. Ela contém orientações aos
candidatos e aos envolvidos no processo eleitoral, sobre o passo
a passo da prestação de contas das campanhas, de forma
didática, clara e transparente.
Parecer fixa as Diretrizes Operacionais para a matricula no Ensino Fundamental e na Educação Infantil
Fonte: Jornal da Educação
O Conselho Nacional de Educação, através de sua
Câmara de Educação Básica, deverá
editar em breve Resolução com as diretrizes operacionais
para o ensino fundamental e educação infantil.
A minuta da mesma encontra-se inserida no Parecer 12, aprovado pelo
colegiado em 8 de julho passado. O mesmo aguarda
homologação do Ministro e logo a seguir, haverá a
publicação da nora norma.
Segundo as novas regras para o ensino na pré-escola a
criança deverá ter quatro anos completos até 31 de
março e para o ensino fundamental seis anos, na mesma data.
(IPAE 052 - 08/10)
Cidade norte-americana cria programa de bonificação de docentes para vencer problemas com desempenho dos alunos
Fonte: Jornal da Educação
Os desafios para a conquista de bons desempenhos dos estudantes
é um problema presente em todo o mundo. Em Boston, nos EUA, a
tentativa para solucionar este problema tem sido o projeto “Mais
Professor”, em os professores recebem uma
bonificação para desenvolverem trabalhos em escolas com
baixo desempenho.
Com a experiência, o governo transfere a metade dos docentes de
determinadas instituições de ensino. São
recrutados, por uma entidade juntamente com o poder público,
alguns dos melhores professores da rede.
Estes docentes vão trabalhar em escolas localizadas em
comunidades pobres, violentas, com alunos de famílias
estrangeiras e ganham um salário a mais por essa mudança.
(IPAE 055 - 08/10)
Orçamento da Capes vai superar R$ 3 bilhões em 2011, diz ministro
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 10/08/2010 às 10:09 hs.
Um dos objetivos da Capes é fomentar cursos de pós-graduação.
No ano passado, mais de 45 mil bolsas foram distribuídas.
Do G1, em São Paulo.
O orçamento da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai
superar os R$ 3 bilhões, em 2011, segundo o Ministério da
Educação. O anúncio foi feito pelo ministro
Fernando Haddad em um encontro nesta segunda-feira (9).
Em 2004, o orçamento da Capes era de R$ 600 milhões. Um
dos objetivos do órgão é fomentar a
expansão e consolidação da
pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado)
em todo o país.
O MEC informou que o aumento de recursos deve-se, entre outros fatores,
à expansão qualificada da
pós-graduação, ao reajuste do valor das bolsas de
estudos e à expansão da oferta de bolsas, além das
novas atribuições que a entidade assumiu há 18
meses. Estão entre essas atribuições a
responsabilidade pelo Programa Nacional de Formação de
Professores da Educação Básica e a gestão
da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Segundo o ministro Haddad, a missão da Capes de formar
professores do ensino básico abre caminho para a expansão
da pós-graduação. Haddad lembrou que dos dois
milhões de professores que atuam na educação
básica, 30 mil têm mestrado ou doutorado, o que representa
1,5% da categoria. À medida que mais docentes fizerem a
graduação, a procura por cursos de mestrado e doutorado
será o caminho natural e um novo desafio para a
instituição.
A Capes informou que no ano passado foram concedidas 27.192 bolsas para
o curso de mestrado. O benefício de R$ 1.200 mensal é
disponibilizado ao aluno, por no máximo, dois anos. Já
para os cursos de doutorado, o valor de R$ 1.800 por mês,
é válido para até quatro anos. Em 2009, foram
concedidas 17.873 bolsas de doutorado.
Fonte: G1 - Portal Globo
Cinquenta e nove universidades federais vão utilizar nota do Enem em 2010
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 10/08/2010 às 10:31 hs.
Em 35 instituições, o Enem será a única
forma de seleção em substituição ao
vestibular tradicional.
Agência Brasil
Cinquenta e nove universidades federais vão utilizar a nota do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 em seus processos
seletivos. Em 35 instituições o Enem será a
única forma de seleção em
substituição ao vestibular tradicional, seja para todos
os cursos ou para parte das vagas.
As Universidades Federais do Triângulo Mineiro, de Campina Grande
(PB), de Santa Maria (RS) e a Rural da Amazônia vão
utilizar o resultado do participante do Enem como parte da nota do
vestibular. Em seis instituições, o exame
substituirá a primeira fase do processo seletivo e em três
universidades será utilizado para preencher vagas remanescentes
que não tenham sido preenchidas no processo seletivo tradicional.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC),
há ainda 11 universidades federais que aderiram ao Enem, mas
ainda não definiram como utilizarão o resultado em seus
processos seletivos.
Veja abaixo como cada uma das 59 instituições aderiu ao exame.
Universidade Federal do Rio Grande (Furg): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal Fluminense (UFF): adotará o Enem como fase única para 20% das vagas.
Universidade Federal de Itajubá (Unifei): adotará o Enem
como fase única (à exceção de quatro cursos
de engenharia que necessitam de prova específica)
Universidade Federal da Paraíba (UFPB): destinará 10% das
vagas do vestibular de 2011 para o Enem como fase única.
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal de Pelotas: (Ufpel): adotará o Enem como fase única.
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal do Pampa (Unipampa): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal do ABC (UFABC): adotará Enem como fase única.
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): utilizará o Enem como fase única para parte dos cursos.
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM):
utilizará o Enem como fase única para 50% das vagas.
Universidade Federal de Lavras (Ufla): adotará o Enem como fase única para a maior parte das vagas.
Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ):
utilizará o Enem como fase única para 10% das vagas; para
os outros 90%, o aluno pode optar por usar o Enem ou fazer o vestibular.
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal da Bahia (UFBA): adotará o Enem como fase
única somente para os cursos de bacharelado interdisciplinar
(artes, ciências e tecnologia, humanidades e saúde).
Universidade Federal do Ceará (UFC): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal do Maranhão (UFMA): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal do Amazonas (Ufam): 50% das vagas serão destinadas ao ingresso pelo Enem como fase úncia.
Universidade Federal de Roraima (UFRR): adotará o Enem como fase única para 20% das vagas.
Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa): adotará o Enem como fase única.
Universidade Federal de Viçosa (UFV): adotará o Enem como
fase única para 20% e para as demais usará o exame como
complementação de nota.
Universidade Federal do Paraná (UFPR): adotará o Enem
como fase única para preencher 10% das vagas. Para as demais
vagas, usará o Enem como complementação de nota.
Universidade Federal de Uberlândia (UFU): adotará o Enem
como fase única para parte das vagas. Para as demais, o Enem
será utilizado como primeira fase.
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN): utilizará o Enem como fase única para alguns cursos.
Universidade Federal do Acre (Ufac): utilizará o Enem na
totalidade das vagas de filosofia; em 50% das vagas do curso de
música e para os demais cursos somente em vagas remanescentes.
- Instituições que utilizarão o Enem como complementação da nota do vestibular
Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra)
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
- Instituições que utilizarão o Enem como primeira fase do vestibular
Universidade Federal do Pará (UFPA)
Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal de Rondônia (Unir)
- Instituições que utilizarão o Enem para preencher vagas remanescentes
Universidade Federal de Alagoas (Ufal)
Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Universidade de Brasília (UnB)
- Instituições que aderiram ao Enem, mas ainda não definiram a sua utilização
Universidade Federal do Piauí (UFPI)
Universidade Federal de Alfenas (Unifal)
Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)
Universidade Federal do Tocantins (UFT)
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Universidade Federal de Goiás (UFG)
Universidade Federal do Amapá (Unifap)
Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab)
Fonte: O Estado de São Paulo
Mais de 80% das pessoas que votam no DF não possuem curso superior completo
Fonte: Correio Braziliense, 10/08/2010 - Brasília DF
Mas o índice das que já concluíram a faculdade no
DF é maior que o do resto do país. Cientistas
políticos destacam: o que importa mesmo é buscar
informações sobre os candidatos
Mariana Moreira
Oito em cada 10 eleitores do Distrito Federal não chegaram a
cursar o ensino superior. Desses, apenas a metade, o equivalente a
cerca de 374 mil pessoas, concluiu o ensino médio. Os dados
são da Justiça Eleitoral, que divulgou um levantamento
sobre o nível educacional dos mais de 1,8 milhão de
cidadãos que decidirão os nomes dos ocupantes dos cargos
eletivos(1) na capital do país em 3 de outubro próximo.
Os mesmos dados apontam que o analfabetismo entre os eleitores diminuiu
e o contingente de votantes com curso universitário cresceu.
Segundo os dados da Justiça Eleitoral, o total de analfabetos
caiu de quase 40 mil para menos de 37 mil nos últimos quatro
anos. Para o professor de ciência política da Universidade
de Brasília (UnB) David Fleischer, o eleitor, mesmo sem ter um
alto nível educacional, tem à disposição
muitas informações sobre os candidatos. “É
possível acompanhar todas as informações pela
televisão”, disse. No país, o índice de
analfabetos votantes também caiu, de 6,5% para 5,9%.
O universo de eleitores do Distrito Federal com
nível superior aumentou — de 7,3%, em 2006, ou 122
mil pessoas, para 8,1%, o que representa cerca de 158 mil
cidadãos. A média é superior à registrada
no país, que conta com menos de 4% de eleitores graduados em
universidades e instituições de ensino superior.
“Em comparação com o resto do país, temos
uma oferta imensa de cursos superiores. Somos privilegiados no quesito
educacional”, acredita David Fleischer.
Ensino fundamental - Outro grande contingente é o de votantes
que não terminaram o ensino fundamental. No DF, eles representam
25,4% dos que escolherão os ocupantes de cargos eletivos.
Há quatro anos, esse índice chegava a 28%, ou 463 mil
pessoas. No país, eles somam 44 milhões de pessoas, que
detêm 33% dos votos. O segundo maior grupo de eleitores
não conclui o ensino médio. Em 2006, eles somavam 16,9%
do total, o que totaliza 21,2 milhões de pessoas. Hoje, mais de
25 milhões de cidadãos representam este grupo, que
abocanha 18,9% do potencial de votos no país. No Distrito
Federal, eles também ocupam a segunda posição no
ranking educacional dos eleitores, com 21,2% dos eleitores. No pleito
de 2006, o índice ficou em 20,3%. Também
professor de ciência política da UnB, João Paulo
Peixoto destaca que deficiências na educação
prejudicam a tomada de decisões de forma consciente. “Quem
não tem conhecimento suficiente para alcançar
determinados assuntos tem o voto prejudicado.” Peixoto defende,
porém, que a lógica não é o único
fator na hora de escolher um candidato. “Também há
critérios subjetivos nessa escolha, que incluem a beleza, o
humor, a personalidade, a simpatia e isso independe do grau de
esclarecimento do eleitor. Não há regra fixa ou
rígida para a definição do voto”, comentou.
O professor lembra que há inúmeras sociedades
consideradas desenvolvidas elegendo representantes que, com o passar do
tempo, demonstram não estar à altura do cargo. 1 -
Aumento - Em quatro anos, o número de eleitores do Distrito
Federal subiu de 1,6 milhão para 1,8 milhão. No
país, o número de votos subiu de 125,6 milhões
para 135, 8 milhões, no mesmo período. "Não
há regra fixa para a definição do voto. Há
critérios que incluem a beleza e a personalidade, e isso
independe do grau de esclarecimento do eleitor" João Paulo
Peixoto, professor de ciência política da UnB
Para Obama, economia e educação andam juntas
Fonte: Jornal da Educação
O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu nessa
terça-feira, dia 10, que os cidadãos se mobilizem para
que o país volte a liderar o ranking do país com maior
percentual de população universitária.
Diante dos universitários da Universidade do Texas, Obama
afirmou ainda que educação está ligada diretamente
ao bom desempenho econômico. Durante o discurso, o presidente
lembrou a reforma do sistema de crédito estudantil implementada
em seu governo.
Obama ressaltou também a importância do fortalecimento do
papel dos centros de formação profissional para adultos e
da necessidade de se apoiar os estudantes para evitar que abandonem
seus estudos.
10 grandes mudanças que afetarão o ambiente de trabalho
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 05/08/2010 às 11:50 hs.
Gartner elabora lista com as tendências que vão
transformar a forma como as empresas atuam e que devem impactar
diretamente a TI.
Por Redação da Computerworld
O mundo do trabalho já sofreu alterações profundas
nos últimos 20 anos, graças às tecnologias e
à evolução das práticas de gestão.
E, de acordo com a consultoria Gartner, mudanças ainda maioires
estão por vir nos próximos dez anos, quando
questões como a falta de rotina e a hiperconectividade
afetarão diretamente o mercado e as empresas.
Para a Gartner, um dos principais pontos de mudança será
o fato de que as organizações terão menos rotinas.
Até 2015, a consultoria projeta que 40% ou mais das
corporações trabalharão dessa forma, contra menos
de 25% neste ano. Além disso, as pessoas dependerão cada
vez mais do trabalho em equipe, o que exigirá tecnologias que
garantam a comunicação e a interação entre
as pessoas.
Para ajudar as companhias a prever cenários futuros e se
preparar para novos ambientes de trabalho, a Gartner listou as dez
grandes mudanças para os próximos anos, que
impactarão diretamente na TI.
1 – Valorização do trabalho que depende da interação humana
O principal valor das pessoas estará na capacidade de realizar
processos que fujam da rotina. As contribuições humanas
que resultem em descobertas e inovações estão
incluídas nessa categoria. O foco do uso da tecnologia, nesse
caso, deve ser muito bem direcionado para estimular uma
integração e interação entre os
profissionais para estimular ideias e discussões.
2 – Grupos de trabalho
A Gartner prevê também uma disseminação dos
trabalhos em grupo para atacar, de forma rápida, problemas
específicos e difícil solução. Segundo a
consultoria, esse formato de trabalho será muito mais valorizado
e premiado que as ações individuais. Além disso,
tende a mudar o atual forma do trabalho em equipe, já que
dependerá de pessoas de diversas áreas da
organização.
3 – Relacionamento em cadeia
Com a adesão aos modelos de trabalho em grupo, os profissionais
têm de lidar melhor com as relações em cadeia.
Assim, as pessoas precisam explorar o networking (rede de contatos)
para buscar os indivíduos mais adequados para resolver problemas
e buscar alternativas. Essa postura é crucial para o sucesso das
iniciativas em grupo e para o consequente resultado para os
negócios.
4 – Equipes externas
A organização não tem controle sobre alguns grupos
informais externos de pessoas que podem ter impacto direto no sucesso
ou no fracasso da empresa. Esses grupos estão ligados por
interesses comuns, incidentes específicos, entre outras
razões. Os executivos mais habilidosos sabem conviver com um
ecossistema de negócios fora do controle da companhia, com seu
poder de influência. Esse poder depende do entendimento sobre o
potencial coletivo e da identificação das pessoas-chave
nos grupos informais, já que é fundamental reunir
inteligência de marketing por meio desses grupos. Igualmente
importante é descobrir como usar os grupos para definir
segmentos de mercado, produtos e diversas estratégias de
negócios.
5 – Processos informais
As empresas precisam detectar todo tipo de processo que foge da rotina,
mas que contribui para a tomada de decisões. Segundo a Gartner,
essas ações informais tendem a ganhar cada vez mais
força no longo prazo. E a única forma das
organizações se prepararem para isso é criar
rascunhos com os principais modelos de processos.
6 – Trabalho espontâneo
Outro conceito incluído na descrição do novo
ambiente das empresas é o trabalho espontâneo, o qual
não depende de processos ou de funções
específicas. A consultoria prevê que boa parte dos
projetos tende a nascer a partir desse tipo de iniciativa não
programada.
7 – Simulação e experimentação
A imersão em ambientes simulados, similares aos que puderam ser
visto no filme Minority Report, substituirá a extensa
análise de células em planilhas. O ambiente simulado
será construído a partir de tecnologias que consigam
identificar como reunir elementos baseados na forma como as pessoas
interagem com o conteúdo. As pessoas, por sua vez, têm a
possibilidade de manipular uma série de parâmetros para
reformular o mundo virtual.
8 – Sensibilidade a novos padrões
O mundo dos negócios está ficando mais volátil e
já não admite uma postura linear, na qual as
experiências passadas baseiam modelos futuros. A tendência
é de um mercado cada vez menos previsível, razão
pela qual algumas organizações já criam grupos
especificamente para detectar padrões emergentes, avaliar essas
tendências e desenvolver cenários sobre a influência
das grandes mudanças e como explorá-las.
9 – Hiperconectividade
O caráter hiperconectado já está presente na
maioria das organizações, que abrangem redes em cima de
redes, sobre as quais é difícil manter controle. Com esse
cenário, haverá cada vez mais misturas entre
relações formais e informais nas relações
corporativas, impactando an forma como as pessoas trabalham e na
função do departamento de TI, que deve estar preparado
para apoiar e aumentar as conexões.
10 – Caem barreiras entre vida profissional e pessoal
O local de trabalho é cada vez mais virtual e os encontros de
negócios acontecem entre pessoas que mal se conhecem. Mas o
funcionário ainda terá seu local físico de
trabalho, mesmo que seja em casa. Com isso, a tendência de muitos
é que as linhas que separam vida pessoal, profissional, social e
familiar desapareçam. Cada indivíduo precisa gerenciar a
complexidade criada por demandas que se sobrepõem. Quem
não souber administrar essa situação pode ter o
desempenho comprometido, pois acabará se deparando com o excesso
de informação.
Faltam gestores para atuar em empresas do terceiro setor
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 06/08/2010 às 09:38 hs.
Mercado de trabalho: São poucos os candidatos preparados para assumir os cargos de liderança.
Por Jacílio Saraiva, para o Valor, de São Paulo
Organizações não governamentais,
fundações e institutos ligados à grandes empresas
estão procurando gestores que mostrem resultados tão
efetivos no dia a dia quanto os executivos da iniciativa privada. A
prioridade, além de abraçar a causa social, é que
o profissional saiba captar e gerir recursos para projetos
educacionais, ambientais, esportivos e ligados à arte e cultura.
Na disputa por um cargo, ganha a vaga quem mostrar familiaridade com a
missão do grupo e habilidade para trabalhar em equipe.
Instituições como a Fundação Gol de Letra,
SOS Mata Atlântica e Itaú Social dão prioridade a
candidatos com currículos multidisciplinares, com
formação em administração, psicologia,
pedagogia, engenharia, direito, assistência social ou
educação física.
Segundo Marcos Kisil, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do
Investimento Social (Idis), mudanças importantes estão
ocorrendo no segmento atualmente - como o crescimento do mercado de
trabalho e mais opções de qualificação.
"Hoje, o número de pessoas ocupadas em atividades ligadas ao
terceiro setor é de três milhões de profissionais."
Em 1995, esse contingente reunia 1,5 milhão de empregados,
segundo pesquisa realizada pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados
Unidos, e o Instituto Superior de Ensinos Religiosos (Iser). Para os
especialistas, as organizações do terceiro setor no
Brasil começaram se profissionalizar a partir do final da
década de 1980, copiando modelos internacionais. De acordo com o
censo sobre investimento social privado no Brasil feito pelo Grupo de
Institutos, Fundações e Empresas (Gife), a
previsão em 2010 é que o setor invista mais de R$ 2
bilhões no país, um crescimento de 6,2% sobre 2009.
O levantamento, realizado em parceria com o Ibope
Inteligência-Instituto Paulo Montenegro e Itaú Cultural,
indica que a educação permanece como o maior destino dos
recursos - antes de cultura e arte, formação para o
trabalho, esportes e comunicação. Os associados do Gife,
que reúne entidades que respondem por cerca de 20% do total
investido na área social pelo setor privado, têm projetos
em todo o país, mas a distribuição do trabalho
está mais concentrada no Sudeste e no Sul.
"Outro ponto a destacar é o crescimento da quantidade de cursos
voltados para a capacitação e
especialização de profissionais da área", afirma
Kisil, do Idis. Para ele, mesmo com mais opções de
qualificação, há um número limitado de
candidatos preparados para assumir posições de
liderança. "Ainda estamos vivendo o domínio de uma
geração pioneira nesses cargos. O crescimento do mercado,
porém, acelera a promoção de pessoas mais jovens."
Na Fundação Roberto Marinho, com 300 funcionários,
a meta é contratar de 5% a 10% do efetivo atual, até
2012. "A maior parte das vagas é para candidatos com
formação superior e experiência ou
certificação em project management", ressalta Nelson
Savioli, superintendente executivo da fundação criada
há 33 anos, com projetos de educação, cultura,
televisão educativa, meio ambiente e patrimônio. Savioli
trabalha na Fundação Roberto Marinho desde 2001. Antes,
foi diretor de recursos humanos da Unilever Brasil. Bacharel em
direito, fez cursos de aperfeiçoamento no país e no
exterior. Para ele, o trabalho na área está mais
difundido e compete, de igual para igual, com o de profissionais de
empresas privadas.
"As organizações tiveram de se profissionalizar para
atrair e manter talentos que pudessem gerir bem os recursos que lhe
são atribuídos. Já há
corporações no Brasil que contratam empregados de
institutos que se destacam em projetos sociais", afirma. "Na
Fundação Roberto Marinho, um gerente lotado no Rio de
Janeiro foi "tirado" por uma companhia paulista que lhe ofereceu um
cargo de diretor."
Para Sóstenes Brasileiro, diretor da Gol de Letra, os
profissionais que se dão bem no segmento têm como marca
principal a competência na área de formação.
"É preciso ter uma boa dose de identificação com a
causa social e gosto por trabalhar com comunidades populares." Com dez
anos de atividades, a Gol de Letra atua em São Paulo e no Rio de
Janeiro e foi criada pelos ex-jogadores de futebol Raí e
Leonardo. Desenvolve programas de educação integral para
cerca de 1,2 mil crianças e adolescentes.
Segundo o executivo, é cada vez mais comum aparecerem nos
processos seletivos - principalmente para postos qualificados -
profissionais com especialização em gestão no
terceiro setor, empreendedorismo e responsabilidade social. Com 50
funcionários, a Gol de Letra está à procura de um
educador social com formação superior na área de
humanas. "O candidato precisa ter liderança, habilidade na
mediação de conflitos e na articulação com
os jovens."
A diretora de gestão do conhecimento da Fundação
SOS Mata Atlântica, Márcia Hirota, acaba de concluir um
processo de seleção para uma vaga de coordenador de
projetos. "A contratação depende do estabelecimento de
parcerias e patrocínios para a realização dos
trabalhos. Pode ser feita internamente, via site da
fundação ou em portais de empregos."
Criada em 1986, a SOS Mata Atlântica promove a
conservação da diversidade biológica e cultural do
bioma e de outros ecossistemas. Tem 53 funcionários entre
biólogos, engenheiros florestais, geógrafos, jornalistas,
relações públicas, administradores, contadores,
analistas de sistemas e bibliotecários. "O profissional precisa
ter dinamismo, proximidade com a causa da organização e
saber trabalhar em equipe."
Para Valéria Riccomini, diretora da Fundação
Itaú Social, criada em 2000 para disseminar novas metodologias
para políticas públicas educacionais, o gestor deve
conseguir mobilizar pessoas e garantir os resultados do investimento
social. "No caso de profissionais seniores, a experiência
anterior é importante." A equipe da Fundação
Itaú Social, com 18 pessoas, é formada por
funcionários do banco. Recentemente, o quadro ganhou o
reforço de cinco especialistas em comunicação,
orçamento e projetos sociais. Quando a Fundação
Itaú Social precisa preencher uma vaga, a primeira
opção é realizar seleções no
próprio banco. "Em segundo lugar, recorremos às redes de
relacionamento e indicações de parceiros. Também
podemos chamar uma empresa de recrutamento para ajudar na escolha."
Para Reinaldo Bulgarelli, coordenador da área de
sustentabilidade, meio ambiente e terceiro setor do Programa de
Educação Continuada (PEC) da Fundação
Getúlio Vargas, saem na frente dessa corrida candidatos
engajados com a causa social, bom entendimento da realidade social
brasileira e internacional, postura empreendedora e conhecimentos
gerenciais. "O trabalho envolve gestão de pessoas, de projetos,
recursos e meios de captação", afirma.
Foram essas características que ajudaram a advogada
Geórgia Pessoa a ocupar a gerência de programas para a
Amazônia na Fundação Gordon e Betty Moore, em
São Francisco, nos Estados Unidos. Especializada em
gestão ambiental com MBA em direito da economia e da empresa,
Geórgia foi coordenadora jurídica do WWF em
Brasília, antes de assumir o cargo em 2007. "Hoje, preciso
desenvolver e implementar estratégias para o programa por meio
de doações para outras organizações
conservacionistas nos países da bacia amazônica." Para a
especialista, a formação acadêmica é
importante mas, como o como o segmento ainda é novo, muitas das
lições acabam sendo aprendidas na prática, junto
ao setor privado ou ao governo.
Senado instala Comissão para analisar novo CPC
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
Foi instalada ontem (4) comissão de senadores encarregada de
analisar o projeto de novo Código de Processo Civil (PLS
166/10). A comissão será presidida pelo senador
Demóstenes Torres (DEM), terá como vice-presidente
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e, como relator, o senador Valter
Pereira (PMDB-MS). Também fazem parte do grupo os senadores
Antonio Carlos Junior (DEM-BA), Marconi Perillo (PSDB-GO),
Papaléo Paes (PSDB-AP), Almeida Lima (PMDB-SE), Romeu Tuma
(PTB-SP) e Acir Gurgacz (PDT-RO).
O anteprojeto que resultou no PLS 166/10 foi elaborado por uma
comissão de juristas presidida pelo ministro Luiz Fux, do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), que realizou
audiências públicas em várias capitais brasileiras,
com a finalidade de recolher subsídios para as mudanças.
A relatora foi a professora Teresa Arruda Alvim Wambier.
A proposta, que visa combater a morosidade da Justiça, incorpora
ao Direito brasileiro mecanismos consagrados em outros países.
Um deles é o incidente de resolução de demandas
repetitivas, existente no Direito alemão. Trata-se da
identificação de processos que contenham a mesma
questão, que estejam ainda no primeiro grau de
jurisdição, para decisão conjunta. Outro objetivo
da reforma é simplificar o processo civil, eliminando os
recursos que muitas vezes retardam a aplicação da
Justiça. Muitos procedimentos especiais, que atrasavam a
sentença do juiz, foram eliminados.
Anteprojeto
O anteprojeto foi entregue por Fux ao presidente do Senado, José
Sarney, em 8 de junho. No dia 9, o ministro do STJ compareceu a uma
reunião da Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ) e disse que o grupo se esforçou
para eliminar as três principais causas da morosidade da
Justiça: o formalismo dos processos, o excesso de recursos aos
tribunais e a litigiosidade.
Uma das mudanças fortalece a conciliação e a
mediação antes do início do processo judicial
propriamente dito. O réu que deixar de comparecer
injustificadamente à fase de conciliação
poderá ser processado por ato atentatório à
dignidade da Justiça.
Microcamp entra na mira do MPF
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 07/08/2010 às 09:02 hs.
Motivado por sucessivas reclamações contra a rede
Microcamp, o Ministério Público Federal estuda ajuizar
ação civil pública para que a empresa mude a forma
de abordar candidatos a cursos como de informática e de idiomas
oferecidos pela rede. A medida também visa a obrigar
União e Estados a fiscalizar os chamados cursos livres.
Só em 2009, a Fundação Procon-SP registrou 436
reclamações contra a rede - um aumento de 385% ante 2008.
Há pelo menos três anos, funcionários da central de
atendimento e de unidades da Microcamp usam o nome do Ministério
da Educação (MEC) e de empresas como Microsoft e Dell
para fazer propaganda de seus cursos livres e técnicos. Mas
não é da competência do MEC reconhecer esses cursos
- atribuição das secretarias estaduais de
Educação -, e as companhias negam manter parceria que
não seja comercial com a rede.
"As reclamações contra a Microcamp estão
aumentando de forma reiterada e, pior, impune", afirma o procurador
regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, Jefferson
Aparecido Dias, que analisa o caso. Levantamento feito pela Secretaria
Estadual de Educação a pedido do Estado mostra que apenas
15 das 97 unidades da Microcamp em São Paulo têm cursos
técnicos autorizados.
"Bolsa". Parceria firmada com a União Municipal dos Estudantes
Secundaristas (Umes) permite que funcionários da rede acessem o
cadastro de alunos e ex-alunos de escolas de ensino médio da
capital. Num telefonema, os estudantes são informados que foram
"sorteados" para ganhar uma "bolsa de estudos" em alguma unidade da
escola.
Segundo o Procon-SP, a oferta do curso por telefone funciona como "mero
atrativo" para a venda de material didático na sede da empresa,
onde o consumidor acaba por assinar contrato de prestação
de serviços e aquisição de livros - o que, na
prática, é uma armadilha, sem possibilidade de
devolução dos produtos e previsão de multa para
rescisão do contrato relativo ao curso.
Com a "bolsa de estudos", o aluno paga cerca de R$ 160 por mês,
valor que "inclui" o material didático. Só que a
Microcamp não considera os livros como parte do material
didático - e sim o computador e a impressora, por exemplo. Os
vendedores também não avisam que, no contrato, a
mensalidade é composta por dois valores - R$ 32 referentes ao
curso e R$ 128, do material. O curso tem duração de 24 ou
25 meses, dependendo da unidade.
Uma cláusula no contrato estabelece que apenas o curso pode ser
cancelado, e a multa é de 15% sobre o valor das parcelas
não pagas. Mas a coleção de livros precisa ser
paga integralmente. Uma desistência no 12.º mês, por
exemplo, geraria uma multa de R$ 62,40 (15% sobre as 13 parcelas de R$
32) e uma dívida de R$ 1.664, referente às 13 parcelas de
R$ 128.
A estudante Tamara Lopes da Silva, de 17 anos, matriculou-se num curso
de webdesign numa unidade em Itaquera, zona leste da capital.
Frequentou três meses e se arrependeu. "É uma porcaria",
diz. Além de ter de dividir o computador, ela não gostou
do nível das aulas. "Quando fui cancelar, soube que teria de
pagar R$ 3 mil de material." Não houve acordo e, desde
então, a empresa ameaça colocar a mãe de Tamara
(fiadora) no SPC. "Mandam mensagem de celular, carta e ligam para o
serviço dela ", diz a garota, que trabalha durante o dia e
estuda à noite numa escola da rede pública estadual.
Carlos Lordelo - O Estado de S.Paulo
Empresa reafirma que MEC reconhece curso
Procurada pela reportagem, a Microcamp negou fazer propaganda enganosa,
reafirmou a "importância" da parceria com a União
Municipal dos Estudantes (Umes) de São Paulo e garantiu que seu
curso técnico de nível médio em informática
é "reconhecido" pelo Ministério da Educação
(MEC) - pela legislação, só cabe ao
ministério reconhecer cursos de graduação de
instituições de ensino superior. Informou ainda que
não vai mudar seu contrato de prestação de
serviços e de aquisição de livros.
"Para obter o reconhecimento do MEC, a Microcamp cumpriu uma
série de exigências do governo em relação ao
seu curso técnico em informática", diz a assessoria de
imprensa da rede, em nota. Por telefone, o presidente da Microcamp,
Eloy Tuffi, disse que a Microsoft está elaborando a
coleção de livros da empresa. "É a nossa grande
parceira", disse. A Intel dá cursos gratuitos para os mil
melhores alunos da rede e expede os diplomas. A Dell, além de
fornecedora de computadores, abre as portas para
visitação e estágios. A Adobe e a Corel são
parceiras "porque dão descontos absurdos".
Segundo a empresa, seus profissionais de vendas recebem "exaustivos
treinamentos" e são orientados a falar, entre outras coisas, das
parcerias. Questionado sobre o motivo de a Microcamp oferecer a "verba
educativa" para qualquer pessoa que ligue ou vá a uma unidade,
Tuffi afirma que "alguns operadores de telemarketing são
induzidos ao erro". "Se você aparecer lá eles vão
te dar promoção. O negócio deles é ganhar
comissão." ?
Fonte: O Estado de São Paulo
Rio: recém-formados serão treinados para dar aula em favelas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 07/08/2010 às 10:49 hs.
Universitários recém-formados serão selecionados
para dar aulas de reforço escolar em unidades de ensino
municipais em favelas do Rio de Janeiro. O programa Ensina! é
uma versão brasileira de projeto de sucesso implantado nos EUA e
em mais 12 países, o "Teach for America". Após
seleção rigorosa, os escolhidos serão treinados e
vão ganhar, por mês, cerca de R$ 2.500 por 40 horas
semanais. As inscrições para o programa serão
abertas dia 16 de agosto.
As atividades em sala de aula vão começar em 2011, em no
máximo 15 Escolas do Amanhã, em áreas carentes da
cidade. A escolha das unidades será feita pela Secretaria
Municipal de Educação. O objetivo é formar 40
profissionais. Para participar, é preciso ter
graduação completa. Não há limite de idade,
mas o público alvo são recém-formados em qualquer
área, que darão aulas de Português,
Matemática, Ciências e Inglês, para alunos do
6º ao 9º anos do Ensino Fundamental.
As inscrições para o programa serão feitas pelo
site www.ensina.org.br e vão até 20 de outubro.
Candidatos também podem se inscrever durante a Mostra PUC-Rio,
feira de oportunidades de empregos e estágios que acontece na
Pontifícia Universidade Católica, na Gávea, de 17
a 20 de agosto.
"A intenção do Ensina! é trabalhar junto com os
profissionais da rede pública. Não pretendemos substituir
os professores. A ideia é andar de mãos dadas com a
estrutura que já existe e realizar uma ação de
impacto no ensino público", explica Maíra Pimentel,
diretora-executiva do programa.
O projeto não é voluntário. O salário
será de cerca de R$ 15 a hora. Além do tempo em sala de
aula, os professores passarão por aperfeiçoamento. Os
escolhidos trabalharão por dois anos no período da tarde
em colégios que funcionem em horário integral. Para
chegar lá, passarão por etapas seletivas:
redação de texto crítico sobre a
educação e mídia; realização de
prova presencial, na qual darão uma aula;
participação em debate com os outros concorrentes, e, no
final, entrevista individual.
"A médio prazo, queremos reforçar o ensino
público. Depois, formar uma rede de educadores que invistam numa
política de educação", conta Maíra Pimentel.
Inscrições abertas para voluntários em Educação
Quem não se encaixa no perfil de candidato ao Ensina! mas quer
ajudar na Educação do Rio pode se inscrever no programa
de voluntários da Secretaria Municipal de
Educação. As inscrições já
estão abertas. Hoje, 1.354 doam seu tempo para atividades em
salas de leitura e de informática e reforço escolar.
O aluno de Direito Ronaldo Fróes, 19, foi um dos selecionados em
2009 para aulas na Escola Municipal Apolônio de Carvalho, em
Cosmos.
As inscrições são pelo site www.rio.rj.gov.br/sme
ou nas Coordenadorias Regionais de Educação. É
necessário ter Ensino Médio completo. Mais
informações em 2976-2000 ou pelo e-mail
cid.educadora@gmail.com.
Fonte: Terra - Educação
Estímulo a devedor que queira saldar débito tributário divide senadores
Fonte: Agência Senado
Divergências sobre o projeto que pode livrar de multas os
contribuintes que confessarem espontaneamente débitos
tributários, assumindo pagar em parcelas - e não de uma
só vez - os valores devidos, levaram ao adiamento da
votação da matéria na reunião de
terça-feira (3) da Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE). A liderança do governo aguarda nota técnica da
Receita Federal para se posicionar sobre a proposta (PLS 399/09 -
Complementar), mas o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) já
antecipou preocupação com as medidas contidas no texto.
Autor do projeto, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) lembra que a
legislação inicial sobre o tema foi elaborada para
estimular o contribuinte a denunciar espontaneamente a falta de
pagamento do tributo, assegurando a quem assim age o benefício
da exclusão da responsabilidade pela infração e
benefícios associados, como a dispensa de multas.
No entanto, Raupp afirma que o Superior Tribunal de Justiça
(STJ) vem decidindo que a denúncia espontânea deve ser
acompanhada do pagamento imediato do tributo devido, não se
aplicando o regime e suas vantagens quando houver opção
pelo parcelamento da dívida confessada. O que ele quer, com a
proposta, é assegurar a dispensa de multas também para os
casos em que o contribuinte optar pelo pagamento em parcelas.
De forma geral, nos últimos tempos as
administrações tributárias dispensam somente as
multas quando ocorre a denúncia espontânea, preservando os
juros, e apenas para quem paga à vista a dívida
confessada. De outro lado, Suplicy aponta possíveis
conseqüências indesejáveis com a adoção
da medida proposta por Raupp.
- É possível que o projeto venha a beneficiar o
contribuinte de má-fé, em detrimento daquele que
está de boa-fé, pois aquele poderá pedir o
parcelamento apenas para se beneficiar com a dispensa da multa e depois
deixar de pagar as parcelas devidas - argumentou Suplicy.
O relator na CAE, senador César Borges (PR-BA), acompanha o
autor, sugerindo a aprovação do projeto. No seu
entendimento, desde que ocorra a denúncia espontânea,
não interessa se o pagamento será imediato ou prolongado
por meio de parcelamento. No relatório, ele diz que o argumento
de que o pagamento pode ser descontinuado depois da concessão
dos benefícios "não convence". Nesse caso, observou, o
débito pendente poderá ser inscrito na dívida
ativa e executado (medidas judiciais de cobrança).
Como observou o relator, o fisco não perde, em momento algum,
seu direito ao crédito. Apesar dessa convicção,
César Borges deixou de ler o relatório na reunião,
aceitando apelo de Suplicy para que seja aguardada a nota
técnica dos órgãos do Poder Executivo. Se tudo
caminhar bem, a matéria poderá voltar à pauta da
CAE no próximo esforço concentrado de
votações, no fim do mês.
Ação fiscal
A denúncia espontânea é um instituto previsto no
Código Tributário Nacional (CTN), a Lei 7.172, de 1966.
Só se aplica quando o devedor confessa a dívida antes de
qualquer ação dos agentes fiscais. Pelo artigo 138 do
CTN, o ato exclui a responsabilidade pela infração,
devendo ser seguida, se for o caso, do pagamento do tributo devido e
dos juros de mora.Raupp propõe a inclusão nesse artigo da
alternativa de "parcelamento", ao lado de pagamento, em favor do
contribuinte.
Artigo mais recentemente incluído no CTN, por meio Lei
Complementar 104, de 2001, definiu marco mais restritivo para medidas
de parcelamento tributário. Pelo dispositivo, as propostas de
parcelamento dependem da aprovação de lei
específica. Além disso, um parágrafo diz que o
parcelamento não exclui, salvo disposição em
contrário, a cobrança de juros e multas - parte do texto
que Raupp propõe que seja revogada.
A posição do STJ é demonstrada na
documentação que acompanha o projeto, com a
transcrição de notas relativas à decisão do
tribunal, em 2002, em relação a recurso em
ação proposta por empresa que diverge da cobrança
da multa em razão de denúncia espontânea. O
ministro José Delgado nega o recurso ao sustentar que o
parcelamento não corresponde a pagamento, pois "a dívida
só será quitada quando satisfeito integralmente o
crédito".
O projeto deve voltar à pauta na CAE na próxima
reunião da comissão, que pode ocorrer no segundo
esforço concentrado de agosto, previsto para o fim do mês.
Se passar pela CAE, o projeto ainda terá de ir a Plenário
e, se aprovado, segue para exame pelos deputados.
Mundo tem 130 mi de livros, diz Google
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 10/08/2010 às 08:42 hs.
Pesquisa calculou apenas obras impressas e encadernadas e excluiu diferentes versões de um mesmo volume.
Relatórios, documentos de governo e mapas foram descartados; pesquisa relativizou base de dados do ISBN.
DE SÃO PAULO
Uma pesquisa realizada pelo Google na semana passada divulgou que
há 129.864.880 de livros no mundo. A pesquisa teve como base o
Google Books, projeto de digitalização de livros da
empresa.
Para chegar ao número, o Google coletou
informações com mais de 150 fontes do mundo, incluindo
bibliotecas, livrarias, catálogos coletivos nacionais e
provedores comerciais. O primeiro resultado desta triagem apontou a
existência de quase 600 milhões de volumes no mundo.
A segunda etapa da contagem tentou identificar as várias
edições de um mesmo livro ou então obras que
são lançadas por editoras diferentes, com nomes
distintos. Segundo a equipe da pesquisa, o livro "Programando em Perl,
3ª edição", por exemplo, tem 96 registros diferentes
em 46 fornecedores. Outro caso é "At the Mountains of Madness
and Other Tales of Terror", de H.P. Lovecraft, lançado nos EUA
por duas editoras diferentes.
Após a nova apuração, a quantidade caiu para 210
milhões de obras diferentes no mundo. Houve então uma
nova avaliação, que excluiu textos impressos como
relatórios, transcrição de
gravações, mapas e outras publicações que
não poderiam ser classificadas como livro.
O Google calculou, por fim, 146 milhões de exemplares impressos
e encadernados. A última etapa da pesquisa excluiu documentos
governamentais e folhetins e artigos autônomos que, na verdade,
foram idealizados como um volume único.
Chegou-se ao número de 129.864.880 de livros diferentes no
mundo. Os dados referem-se, porém, apenas até o
último domingo.
Segundo o Google, o ISBN, sistema internacional padronizado que
identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o
país e a editora, foi apenas parcialmente considerado pela
pesquisa, porque só passou a ser amplamente adotado no mundo no
início dos anos 1970.
Com agências internacionais
Fonte: Folha de São Paulo
Mais de 35% acreditam que a educação forma bons cidadãos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 11/08/2010
Índice de Valores Humanos de Educação é de
0,54 no Brasil. Dado avalia vivências de alunos, professores e
famílias nas escolas
Do G1, em São Paulo
Quase 36% (35,7%) dos brasileiros acreditam que a
educação tem a finalidade de formar bons cidadãos,
segundo o Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (Pnud). O dado faz parte do terceiro caderno do
Relatório de Desenvolvimento Humano Brasileiro 2009/2010,
divulgado nesta terça-feira (10). O Relatório de
Desenvolvimento Humano Brasileiro 2009/2010 apresenta políticas
de valor nas áreas de família, escolas e trabalho, ou
seja, traz propostas do que o cidadão pode fazer nesses
âmbitos para um cotidiano melhor. O documento deve ser
encaminhado a universidades e órgãos do governo para
estimular, segundo Flávio Comim, economista do Pnud Brasil e
coordenador do Relatório, uma discussão aberta sobre os
aspectos levantados.
No setor da educação, o levantamento perguntou aos
alunos, famílias e professores qual a finalidade do estudo. Para
30,5% dos entrevistados, a educação é importante
para conseguir um emprego. Já 23,3% das pessoas acreditam que os
estudos formam uma boa pessoa; e 10,5% acreditam que a
educação é importante para uma boa vida. "A
educação é uma variável com poder de
transformação social, então perguntamos para cada
um desses grupos [alunos, famílias e professores] qual a
finalidade da educação. Se apenas para conseguir um
emprego, ou se contribui para o desenvolvimento do cidadão", diz
Comim.
Relatório - O primeiro caderno do Relatório de
Desenvolvimento Humano Brasileiro 2009/2010 foi o Brasil Ponto a Ponto,
que pretendia estimular o debate sobre o que a população
espera de mudanças para uma vida efetivamente melhor. Já
o segundo foi o Mostre Seu Valor, que ajudou a definir os valores mais
importantes para a população brasileira. Esses estudos
foram fundamentais, segundo Comim, para a elaboração das
questões que seriam respondidas na constituição do
IVH, o Índice de Valores Humanos. O indicador, que é
inédito, também divulgado nesta terça, pretende
traçar o perfil da população brasileira nas
áreas de saúde, educação e trabalho,
segundo a percepção da própria
população. O IVH-Educação avalia as
vivências dos alunos, famílias e professores nas escolas
do país, abrangendo tanto instituições
públicas quanto particulares, sem distinção. O
IVH-Educação no Brasil é de 0,54. Sul e Sudeste
têm as melhores vivências no setor, com índice de
0,55. Centro-Oeste tem IVH-Educação de 0,54; Nordeste, de
0,53; e Norte, 0,47. O Índice de Valores varia de 0
a 1, sendo maior o valor mais próximo de 1. O cálculo
é baseado em entrevistas feitas pelo Instituto Paulo Montenegro,
ligado ao Ibope, com mais de 2 mil pessoas. A pesquisa foi feita de
forma amostral em 148 cidades.
Espaço atrativo nas escolas - O relatório utiliza a
percepção da população para apontar medidas
que melhorem as vivências nas escolas. Segundo Flávio
Comim, entre os caminhos sugeridos estão a melhoria no
espaço físico das escolas, para favorecer a
experiência coletiva entre os estudantes. "O material traz
práticas, orientações de como a família
pode contribuir para reduzir a violência e melhorar a
relação com a escola. Uma das soluções
propostas é organizar tempos e espaços para permitir que
os pais estejam mais presentes e envolvidos na rotina dos filhos. A
família é fundamental para o desempenho das
crianças na escola", diz o economista. Para promover melhores
relações e resultados nas escolas, o relatório
propõe medidas simples, como chamadas pelo nome, atividades
esportivas e jogos cooperativos. "Tudo isso resgata a inclusão,
a diversão e desperta o interesse do aluno pelo ambiente
escolar. Estamos abrindo caminhos, apontando soluções.
Cabe a nós informar", afirma.
Percentual de leitura brasileiro tem aumento
Fonte: Jornal da Educação
A presidente do Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros),
Sônia Machado Jardim, falou nessa terça-feira, que apesar
do índice de leitura dos brasileiros ter aumentado 150% nos
últimos dez anos, passando de de 1,8 livro por ano em
média, para 4,7, ainda é pequeno se comparado a
países desenvolvidos.
Jardim afirmou que o grande desafio do país é a
formação de leitores e que tem preocupação
com as compras governamentais de livros
técnico-científicos não acompanharem o aumento do
interesse pelo setor. Dos 28,7 milhões de exemplares de livros
técnico-científicos vendidos em 2009 apenas 182,8 mil
foram comprados pelo governo.