13/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa



Novas regras para certificação de estudantes com deficiência podem ser estabelecidas

Resultados do ENADE serão divulgados dentro de padrões de ranking e colocará em evidência especialmente as instituições com resultados insuficientes

Resultado da sexta chamada está disponível para consulta

Justiça Federal aceita denúncia contra fraudadores do Exame da Ordem

MEC divulga critérios para distribuição

MEC divulga lista de pré-selecionados para a última chamada do ProUni

Enem - Objetivo entra na Justiça e consegue revisão de nota

Inep diz que cronograma será cumprido

Federal de Ouro Preto decide substituir vestibular pelo SiSU

Estados e municípios não serão obrigados a contratar aprendizes

Educação e desenvolvimento - 4

Escolaridade na política continua sendo extremamente reduzida

Emissoras podem ser multadas se ridicularizarem candidatos e partidos

Reconhecimento de títulos referentes a estudos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, não Técnico, no âmbito do MERCOSUL


Buffalo compra o Universitário

Kroton Educacional avalia venda de instituições de ensino

Pais tecnológicos, filhos conectados

Brasil avança pouco em relação a outras nações latino-americanas e uma das razões é a baixa qualificação educacional de seu povo

Livros com material reciclado poderão ser obrigatórios

Brasileiros podem participar de projetos de pesquisa na UE


Falha em sistema de e-mail de universidade aprova 2.500 estudantes por engano

Cartilha dos Direitos e Deveres na Educação esclarece dúvidas de estudantes, educadores e instituições

OIT diz que desemprego entre os jovens no mundo chegou a 81 milhões em 2009

Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef

INAE desenvolve estudo sobre Plano Nacional de Desenvolvimento

Cursos técnicos e tecnológicos surgem como opção para solucionar apagão de mão-de-obra

Professores de inglês poderão ter capacitação no exterior

Lula critica estados e municípios que demoraram a aderir ao ProJovem

Novas regras para certificação de estudantes com deficiência podem ser estabelecidas
Fonte: Jornal da Educação
Está em análise na Câmara dos Deputados Projeto de Decreto Legislativo que suspende a norma vigente para impedir que as escolas emitam o certificado de terminalidade específica do ensino fundamental sem autorização dos responsáveis por alunos com deficiência mental ou múltipla.
Atualmente, os estudantes com deficiência recebem um certificado mesmo quando, por qualquer motivo, ele interrompe seus estudos e não conclui o ensino fundamental. Com o documento é mais fácil a inserção do portador de deficiência no mercado de trabalho, ou a continuidade do ensino em outra modalidade.
As comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania analisam o projeto, que em seguida, será votado pelo Plenário.

Resultados do ENADE serão divulgados dentro de padrões de ranking e colocará em evidência especialmente as instituições com resultados insuficientes
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação está definindo, em conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, formas de impacto na grande imprensa, dos resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes de 2009.
Há necessidade de mostrar à sociedade um lado positivo das ações de avaliação da educação, exercida pelo Poder Público, após sucessivos noticiários de graves problemas operacionais do órgão e de seus contratados, constatados na sistemática do ENEM.
O ENADE integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior que, apesar do nome, não é um sistema nacional.  As universidades, centros universitários e faculdades mantidas por estados e prefeituras podem não participar da avaliação, a seu arbítrio, eis que pertencem aos Sistemas Estaduais de Educação e não se subordinam ao MEC.
O objetivo do Exame é o de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências.
A avaliação, cujos resultados serão disponibilizados agora,  foi realizado no dia 8 de outubro e avaliou estudantes ingressantes e concluintes das áreas de graduação em Administração, Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social, Design, Direito, Estatística, Música, Psicologia, Relações Internacionais, Secretariado Executivo, Teatro e Turismo e ainda dos cursos superiores de tecnologia em Design de Moda, Gastronomia, Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Turismo, Gestão Financeira, Marketing e Processos Gerenciais.
As instituições, mais uma vez, não terão acesso prévio às informações e serão surpreendidas pelos noticiários. Alguns veículos da grande imprensa normalmente recebem um pouco antes os números para permitir tabulações e matérias, mas com o compromisso de não divulgação antes da entrevista do Ministro). Essa tem sido uma prática nos últimos anos.
Considerando que os cursos são os maiores em termos de alunos e cursos, o impacto dos resultados atingirá a mais de 80% das casas de ensino.
O ENADE é, pela sistemática errônea utilizada pelo MEC, um dos elementos principais para dispensa de avaliações "in loco" dos cursos de graduação.
(IPAE 066 - 08/10)

Resultado da sexta chamada está disponível para consulta
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 13/08/2010 às 08:48 hs. 
Os estudantes inscritos no Programa Universidade para Todos (ProUni) já podem consultar o resultado da sexta e última chamada. O prazo para que os estudantes pré-selecionados comprovem as informações declaradas na inscrição nas instituições de ensino é de 13 a 16 de agosto.
A consulta ao resultado pode ser feita acessando a página do programa. O estudante deve informar seu número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e seu número no Cadastro de Pessoa Física (CPF).
O ProUni concede bolsas de estudos integrais e parciais em cursos de graduação em instituições privadas de educação superior.
Consulte o resultado no sítio do ProUni.
http://siteprouni.mec.gov.br/
Assessoria de Imprensa da Sesu.
Fonte: MEC 

Justiça Federal aceita denúncia contra fraudadores do Exame da Ordem
Fonte: Clipping Educacional Consae - Estadão.edu, 12/08/2010 - São Paulo SP
37 pessoas estão envolvidas na fraude, parte deles mora na Baixada Santista 
A Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra 37 pessoas envolvidas em fraude à 2ª fase de Exame da Ordem dos Advogados, realizada em fevereiro deste ano - e anulada após os indícios do problema. Nove pessoas estão presas. Devido ao grande número de réus, a 3ª Vara Federal de Santos dividiu o processo em três ramos: um tratará do esquema de venda de respostas pelos mentores da fraude, o advogado Antonio Di Luca, de 71  anos, e a psicopedagoga Mirtes Ferreira dos Santos, de 57 anos, com base na Baixada Santista. O casal era aliado de uma outra dupla que vendia colas impressas de maneira independente por R$ 20 mil cada: o jornalista Antônio Carlos Vilela e o motorista Renato Albino. Segundo a denúncia, os mentores estariam previamente acertados com o diretor da faculdade de Direito da UniSanta, Norberto Moreira da Silva, que lhes pagou  R$ 9 mil para que arranjassem professores para a montagem de um cursinho de três dias em que seriam abordados os temas que cairiam na 2ª fase do Exame da Ordem. O curso foi ministrado nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro pelos advogados Nilton Moreno e Fabíula Cheruconi para um grupo de bacharéis em Direito formados na UniSanta contatados diretamente pelo diretor Silva. O cursinho “vip” teve em torno de 10 alunos e não foi divulgado pela universidade. 

MEC divulga critérios para distribuição
Fonte: Diário Catarinense, 12/08/2010
As bolsas remanescentes do Programa Universidade para Todos (ProUni) para o segundo semestre de 2010 poderão ser distribuídas a alunos das próprias instituições de ensino.
As regras foram publicadas ontem no Diário Oficial da União pelo Ministério da Educação (MEC). Os estudantes deverão atender aos critérios de renda estabelecidos pelo ProUni.
As bolsas poderão ser concedidas aos alunos de turmas iniciadas no segundo semestre de 2010, de acordo com a classificação obtida no próprio vestibular da instituição. Outra possibilidade é conceder o benefício a alunos que tenham começado o curso anteriormente, de acordo com o desempenho acadêmico.
As bolsas integrais são destinadas a alunos com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 765). As parciais são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não seja superior a três salários mínimos (R$ 1.530). Segundo a portaria do MEC, se as instituições não preencherem as vagas, as bolsas serão oferecidas novamente na próxima rodada do ProUni, em 2011.
BRASÍLIA

MEC divulga lista de pré-selecionados para a última chamada do ProUni
Fonte: Diário Catarinense, 13/08/2010
Nesta edição foram ofertadas 60.488 bolsas em 1.225 instituições privadas de ensino superior
O Ministério da Educação (MEC) divulgou hoje a lista dos candidatos pré-selecionados na sexta e última chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni).
Acesse o link http://siteprouni.mec.gov.br/  para conferir o resultado.
Os candidatos devem procurar a instituição para a qual foram selecionados entre 13 e 16 de agosto a fim de comprovar as informações prestadas durante as inscrições. A lista dos documentos que devem ser apresentados está na página do programa.
As bolsas integrais são para os alunos com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 765). Já as parciais são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não seja superior a três salários mínimos (R$ 1.530).
AGÊNCIA BRASIL

Enem - Objetivo entra na Justiça e consegue revisão de nota
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 13/08/2010 às 09:32 hs. 
DE SÃO PAULO - Em cumprimento a uma decisão judicial, o Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem, divulgou ontem em seu site a nota revisada do Colégio Integrado Objetivo.
Com média total (que inclui as notas das questões objetivas e da redação) de 747,81, o colégio alcança o posto de segundo mais bem colocado entre as escolas do país. O primeiro é o Vértice, com 749,70. Esse colégio fica dentro do Centro Interescolar Objetivo Unidade Paulista e é formado só por bons alunos.
Em julho, quando foram divulgadas as médias das escolas, o Colégio Integrado Objetivo não teve a sua nota calculada. O motivo, segundo o Inep, foi que, por ser recém-criado, o colégio ainda não tinha um número de registro quando começou a inscrição do Enem.
O Objetivo nega que tenha criado o Integrado só para conseguir uma das primeiras colocações. João Carlos Di Genio, um dos diretores, lembra, porém, que todos os primeiros colocados no exame selecionam seus alunos. "Tem colégios que fazem vestibulinho."
A escola tem apenas o ensino médio, e a mensalidade cobrada é a mesma do Centro Interescolar (cerca de R$ 1.600). A carga horária obrigatória também não muda. 
Fonte: Folha de São Paulo 

Inep diz que cronograma será cumprido
Fonte: Diário Catarinense, 13/08/2010
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) informou ontem que o cronograma para a realização da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano está sendo cumprido.
A declaração foi dada depois da suspensão do pregão para contratação de serviços de impressão pela juíza federal substituta da 2ª Vara de Brasília, Candice Lavocat Galvão Jobim.
De acordo com nota divulgada pelo órgão, a Gráfica Plural foi inabilitada porque os atestados de capacidade técnica apresentados pela empresa não atenderam às exigências do edital. O Inep também confirma que a Plural recorreu à Justiça Federal, em Brasília, que apesar de não ter concedido liminar, suspendeu o processo licitatório e solicitou informações ao Inep, que deve encaminhar sua posição nos próximos dias.
A suspensão do pregão tem por objetivo ouvir do Inep as alegações da desclassificação. Só então será definido se a Plural permanece no processo licitatório. O Inep deve apresentar sua justificativa até sexta-feira.
BRASÍLIA

Federal de Ouro Preto decide substituir vestibular pelo SiSU
Fonte: G1, 12/08/2010
A Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) divulgou nesta quinta-feira (12) que irá aderir de forma integral ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU), em substituição ao vestibular. O modelo será usado a partir primeiro semestre de 2011. A decisão foi tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão em reunião em 23 de julho. Organizado pelo Ministério da Educação, o SiSU seleciona estudantes para universidades federais a partir da nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A decisão da Ufop vale para cursos presenciais e a distância, de acordo com a universidade.
Na segunda-feira (9), o MEC divulgou como as universidades federais irão usar o Enem no vestibular. A Ufop fazia parte da lista das que ainda não haviam decidido como usar a nota do exame neste ano. A universidade afirmou que usa a nota do exame de forma parcial no vestibular desde 2009. Segundo o MEC, o levantamento foi feito no início de julho. De acordo a universidade, o Enem tem “competência” para a seleção dos candidatos a uma vaga na universidade. Além disso, a universidade afirmou que a economia que será gerada devido ao fim da necessidade de aplicar o vestibular também foi levada em consideração. Para a Ufop, a seleção pelo SiSU será "cômoda” para os estudantes. A universidade discute se haverá prova de aptidão para os candidatos aos cursos de música e artes cênicas.

Estados e municípios não serão obrigados a contratar aprendizes
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 11/08/2010
Desirèe Luíse 
O texto do Projeto de Lei (PL) que torna obrigatória a contratação de aprendizes na administração pública direta sofreu um retrocesso. Inicialmente, o PL previa abarcar as esferas federal, estadual e municipal, estimando a contratação de 400 mil aprendizes. No entanto, após modificação, a obrigatoriedade será apenas para nível federal, o que derruba o potencial de novas contratações. “Lamentamos a decisão, porque alguns estados já até contratam, mas têm dificuldades. A lei vinha para pacificar essa questão”, diz a coordenadora executiva da ONG Atletas pela Cidadania, Daniela Castro, que se reuniu com o secretário executivo do Ministério do Trabalho (MTE), Paulo Roberto dos Santos, na última sexta-feira (6/8). Parado na Casa Civil há mais de um ano e meio, não há perspectiva de quando o PL será enviado ao Congresso. A Lei de Aprendizagem (10.097), de 2000, estabelece que empresas de qualquer natureza devam ter de 5% a 15% de adolescentes e jovens (entre 14 e 24 anos incompletos) aprendizes em seu quadro de funcionários. Mas não prevê obrigatoriedade da contratação no  âmbito da administração pública direta.
Após encontro no MTE, Daniela afirma que houve o comprometimento de retomar ações com relação à aprendizagem que estão paradas no país. “Nos últimos meses houve redução do ritmo das ações. Precisamos de um bom tempo de investimento, pois ainda estamos muito longe do potencial. Não é o momento de parar”, pontua. Em novembro de 2008 foi lançada a meta de obter 800 mil contratos de aprendizes até o final de 2010. Porém, dados de maio apontam que o país tem 206.735 jovens na aprendizagem. O secretário do MTE não comentou se a meta seria atingida.
Promessas - Para aumentar o número de jovens contratados, o secretario do MTE ressaltou, segundo Daniela, a importância de fiscalizar o cumprimento da Lei de Aprendizagem, além de promover o aumento das vagas disponíveis. Até julho deste ano, 43,8 mil novas vagas foram alcançadas por meio da fiscalização nas empresas. De acordo com o MTE, serão contratados 234 novos auditores  para o trabalho de verificação nos estabelecimentos. Com isso, o governo pretende que 60 mil jovens estejam em programas de aprendizagem até o fim do ano, em razão do cumprimento da Lei 10.097. Também há a possibilidade de ocorrer uma parceria do governo com Escolas Técnicas (Etecs) para possibilitar novos cursos para aprendizes. Um projeto piloto, no Distrito Federal, teve início com o Instituo Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Brasília. O secretário ainda destacou ser preciso contabilizar o número já existente de vagas para jovens aprendizes. Com esse objetivo, o governo está buscando dados no Cadastro Nacional de Aprendizagem, bem como a quantidade de vagas oferecidas pelo Sistema S (Senai, Senat, Senac, Senar e Sescoop). “Quando o governo deu prioridade com uma equipe no Ministério, surgiram boas notícias. Mas, agora faltam esforço e vontade política. É importante que esteja previsto aumentar, por exemplo, os recursos que serão investidos na aprendizagem nos próximos anos”, conclui Daniela.

Educação e desenvolvimento - 4
Fonte: Clipping Educacional Consae - Gazeta de Cuiabá, 13/08/2010 - Cuiabá MT
Juacy da Silva 
Para que a educação cumpra adequadamente com suas funções no processo de desenvolvimento é fundamental que seja de qualidade, gratuita, universal e socialmente referenciada. É neste sentido que a Unesco, organismo da ONU especializado em educação, ciência e tecnologia, tem estimulado os países membros a assumirem compromissos com a educação como a grande prioridade nacional e nos demais níveis de governo (estados e municípios). Entre 26 e 28 de abril de 2000, nada menos do que 129 países estiveram reunidos em Dakar, no Senegal, quando da realização do Fórum Mundial da Educação convocado pela Unesco quando foi firmado um pacto mundial denominado Educação para Todos. Todos os países presentes, inclusive o Brasil, firmaram o documento comprometendo-se a atingir seis grandes metas até 2015, metas essas que deveriam ser avaliadas periodicamente através de relatórios técnicos da Unesco e apontados os progressos ou retrocessos ocorridos em cada etapa através do Índice de Desenvolvimento da Educação (IDE). Os países passaram a ser "ranqueados" (classificados) em três grupos: a) IDE elevado os que atingem 0,950 pontos ou mais, em uma escala de zero a um, onde estão 51 países, conforme o último relatório divulgado no início deste ano; b) IDE médio, 53 países com 0,804 a 0,950 pontos; c) IDE inferior, onde estão 29 países com pontuação abaixo de 0,804.
Apesar do "progresso" ocorrido nos últimos anos e da propaganda ufanista dos governantes de plantão, o Brasil não anda bem na foto. Em 2005 segundo o relatório da Unesco nosso país ocupava a 76ª posição, ficando no grupo intermediário e no relatório de 2010  caiu para a 88ª posição. Isto significa que nosso  progresso em relação aos demais países não esta bem. Estamos abaixo de países como México (48ª), Chile (37ª), Argentina (27ª), Venezuela (64ª), Indonésia (62ª), Peru (65ª), Bolívia (75ª), Equador (74ª), Paraguai (68ª) e outros mais. Em termos específicos a situação ainda é mais vergonhosa. Os índices de repetência no ensino fundamental no Brasil são de 18,7% e a média da América Latina e Caribe é de 4,4% e a mundial é de 2,9%. Pelo menos 13,8% das crianças não conseguem terminar o primeiro ano do ensino fundamental. Neste particular só estamos piores do que a Nicarágua e Haiti.
Na chamada taxa de sobrevivência (alunos que conseguem concluir a 5ª série do ensino fundamental em relação às matrículas do mesmo grupo no início do processo escolar) o Brasil ocupa a 103ª posição em relação aos 133 países para os quais existem dados comparativos. Os dados relativos ao Ideb e Enem divulgados recentemente demonstram a precariedade da educação brasileira (ensino fundamental e médio), principalmente do ensino público estadual na maioria dos Estados, incluindo Mato Grosso. Segundo os dados do Enem do último ano a melhor escola pública estadual teve a média 0,568 ficando em 4.473ª posição no ranking nacional e a pior 0,307 ocupando a 18.790ª posição no ranking nacional. Nos resultados do Enem a rede pública estadual ocupa a penúltima posição em relação aos demais estados.
Diante deste quadro fica patente que o ensino público estadual no Brasil e em Mato Grosso tem vários desafios a serem enfrentados, sendo que um dos mais sérios é a  baixa qualidade do mesmo. Tal fato demonstra a falta de compromissos dos atuais governantes para quem a educação não é prioridade na acepção verdadeira do conceito, talvez apenas em termos de discurso e promessa eleitoral. Prioridade só é demonstrada no orçamento público e na execução orçamentária de cada ano, o resto e balela. Segundo nota divulgada pelo Sintep enfatizando a questão da qualidade da educação e a necessidade de valorização dos trabalhadores/as da área. "Em Mato Grosso sequer os 25% previstos na Constituição Federal têm sido aplicados e muito menos os 35% referidos na Constituição Estadual". Outro ponto considerado pelo Sintep refere-se a "não aplicação do IRRF imposto de renda retido na fonte entre 2005 e 2009 quando deixaram de ser aplicados R$ 281 milhões de reais e em 2010 serão mais R$ 70 milhões".
Conclusão, o governo do Estado deixará de aplicar entre 2003 e 2010 nada menos do que R$468 milhões em educação, considerada a média dos valores mencionados pelo Sintep. Este montante poderia ter contribuído para a melhoria da qualidade da educação em Mato Grosso, valorizando os trabalhadores/as da educação, ampliada a rede física e melhorado as condições de ensino e aprendizagem como laboratórios, alimentação escolar, bibliotecas, transporte escolar, apoio aos municípios nesta área e atendido outras necessidades. Educação de baixa qualidade como a que existe no Brasil e em Mato Grosso não contribui de forma significativa para o desenvolvimento de um país, de um estado ou município e demonstra o grau de insensibilidade e falta de compromisso verdadeiro por parte dos governantes com a educação pública. 

Escolaridade na política continua sendo extremamente reduzida
Fonte: Jornal da Educação
Um estudo mostrou o perfil dos candidatos à Câmara dos Deputados e evidencia que 11,11% têm apenas o ensino fundamental, 27,67% o ensino médio completo ou incompleto, 11,26% o ensino superior incompleto e 49,96% conseguiram concluir um curso de graduação.
Atualmente 81,4% dos deputados federais possuem o curso superior completo, 7% o ciclo incompleto, 9% o ensino médio e 2,6% tão somente o ensino fundamental.
O crescimento dos iletrados é um reflexo do pouco valor que se dá à educação no País.
Apesar desse quadro sombrio,  no Legislativo, fica um consolo: para a chefia do Executivo há certeza de que teremos um Presidente que, desta vez, possui o curso superior.
 
Emissoras podem ser multadas se ridicularizarem candidatos e partidos
Fonte: Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina
Por serem concessões públicas, desde o dia 1º de julho as emissoras de rádio e televisão estão sob as normas da Lei das Eleições (Lei 9.504/97) que restringem sua programação normal e noticiário a algumas vedações. As restrições atingem tanto telejornais quanto programas de entretenimento, como novelas e humorísticos. A finalidade da lei é assegurar que, na condição de concessionárias de serviço público, as emissoras deem tratamento igualitário entre os candidatos para garantir o equilíbrio na disputa.
Desde que foi sancionada, em setembro de 1997, a Lei das Eleições estabelece, no artigo 45, que as emissoras não podem usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito.
A própria lei define como trucagem os efeitos realizados em áudio ou vídeo com a intenção de degradar ou ridicularizar candidato, partido político ou coligação, ou que desvirtuar a realidade, beneficiá-los ou prejudicá-los. Tecnicamente, trucagem é a ação de modificar imagens previamente filmadas ao vivo, tanto em sua forma como na ordem de sua projeção. Na trucagem é possível também a superposição de letreiros, a fusão e outros efeitos especiais.
No caso da montagem, a lei define como toda e qualquer junção de registros de áudio ou vídeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido político ou coligação, ou que desvirtuar a realidade e beneficiar ou prejudicar qualquer candidato, partido político ou coligação.
Montagem ou edição é um processo que consiste em selecionar, ordenar e ajustar os planos de um filme ou outro produto audiovisual a fim de alcançar o resultado desejado - seja em termos narrativos, informativos, dramáticos, visuais e experimentais.
As emissoras de rádio e televisão que desrespeitarem as vedações que lhes são impostas desde o dia 1º de julho, até o fim das eleições, podem sofre a aplicação de multa entre 20 mil e 100 mil Ufir, duplicada em caso de reincidência.

Reconhecimento de títulos referentes a estudos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, não Técnico, no âmbito do MERCOSUL
Fonte: Sieeesp
O Secretário da Educação, à vista do relatado no Parecer CNE/CEB nº 16/09, que trata do reconhecimento de títulos referentes a estudos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, não Técnico, no âmbito do MERCOSUL, comunica que os estabelecimentos de ensino de educação básica que tiverem alunos que pretendam continuar estudos fora do Brasil, em quaisquer dos países-membros ou associados do MERCOSUL, atualmente Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile, e outros que vierem a se filiar, devem estar atentos à correta utilização da “Tabela de Equivalência” para Reconhecimento de Certificados, Títulos e Estudos no Nível Fundamental e Médio não Técnico, anexa ao Parecer CNE/CEB nº 23/2005. Os Supervisores de Ensino do respectivo estabelecimento devem conferir a documentação escolar expedida para fins de prosseguimento de estudos em outros países-membros e associados do MERCOSUL, dar-lhe a necessária comprovação de validade e apor seu carimbo e assinatura. No período de transição do ensino fundamental de 8 (oito) séries para o ensino fundamental de 9 (nove) anos, de acordo com as Leis federais nºs. 11.114/05 e 11.274/06, as dúvidas serão elucidadas pelas Diretorias de Ensino e, se necessário, deverá ser consultado o Conselho Estadual de Educação.
Portaria Normativa MEC nº 40/2007
Comunica às Instituições de Ensino vinculadas ao Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo que, nos termos do artigo 32, § 4º da Portaria Normativa MEC nº 40/2007,é vedada a cobrança de taxa de qualquer valor em razão de expedição de diploma e ou registro de diploma de conclusão de curso, ou ainda, de apostilamento necessário para o exercício da profissão, ressalvada a hipótese de apresentação decorativa,com a utilização de papel ou tratamento gráfico especiais, por opção do aluno.

Buffalo compra o Universitário
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 12/08/2010 às 09:29 hs. 
Educação: Aquisição na área de sistemas de ensino é a terceira fechada em menos de um mês.
Beth Koike, de São Paulo.
O mercado de sistemas de ensino acaba de registrar a terceira aquisição em menos de um mês. Desta vez, a empresa de participações Buffalo Investimentos assinou memorando para comprar a operação de apostilas e treinamento de professores do Universitário por R$ 72,5 milhões. Este negócio abre o fundo de investimento de participações (FIP) da Buffalo para a área de ensino.
A ideia desse FIP é adquirir outras empresas da área de educação como sistemas de ensino tradicionais, cursos técnicos e cursos preparatórios para concursos públicos. "Cerca de 300 mil alunos são atendidos por pequenas empresas de sistemas de ensino", diz Alexandre Scolfaro, diretor-superintendente do Universitário, que continuará na operação, coordenando o FIP. Segundo ele, há potencial para o fundo ter capital de R$ 900 milhões, levando-se em consideração os valores negociados nas últimas transações.
Nessa operação, Scolfaro ficará com a maior parte das cotas do FIP e receberá uma parte em dinheiro pela venda do Universitário, além de receber os rendimentos do fundo. "Nosso objetivo é adotar esse mesmo modelo de troca de ações e parte do pagamento em dinheiro para os donos das próximas empresas compradas. Queremos reunir essas pequenas empresas para ganhar escala e ter competitividade", diz André Barbierato, CEO da Buffalo. Atualmente, o sistema de ensino do Universitário conta com 30 mil alunos, com tíquete médio de R$ 350 por aluno/ano. A maior parte dos estudantes que usam as apostilas do Universitário fica em São Paulo.
A Buffalo deve registrar o FIP na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) em seis meses. Até lá, estará terminada a due dilligence no Universitário. Barbierato e Scolfaro pretendem criar um grupo formado por várias bandeiras de sistemas de ensino para atender escolas privadas, desde as mais populares até as mais caras. Também querem vender para a rede pública - segmento promissor, uma vez que um percentual muito pequeno dessas escolas é hoje atendido por apostilas. O Universitário já está em tratativas com algumas prefeituras.
Fundado em 1962 como um cursinho pré-vestibular, o Universitário só começou a vender seu sistema de ensino para outras escolas do mercado em 2000. Foi nessa época que Scolfaro comprou os sistemas de ensino Universitário dos fundadores, um grupo de oito professores da Politécnica (USP) que ficaram com a operação de cursinho pré-vestibular Universitário. Scolfaro, que até então era executivo do mercado financeiro, é filho de um dos fundadores. Um ano após adquirir o sistema de ensino, Scolfaro contratou a Buffalo para fazer uma reestruturação na instituição de ensino, que durou um ano. Ela é hoje uma SA de capital fechado.
O FIP da Buffalo é o segundo fundo de investimento voltado para educação no país. O economista Paulo Guedes administra há dois anos o fundo BR Educacional, que tem caixa de R$ 360 milhões. O BR Educacional tem participação na HSM (organizadora da ExpoManagement), na empresa de cursos corporativos Affero e na Academia Brasileira de Educação, Cultura e Empregabilidade (Abece), holding que reúne nove empresas de cursos preparatórios.
A líder Positivo tem preço baixo e é verticalizada
Líder do mercado de sistemas de ensino com 790 mil alunos, a editora Positivo não prevê mudanças em sua estratégia de negócio diante do avanço da concorrência. "Não preciso ficar com medo da concorrência, apesar de respeitar os meus concorrentes", diz o professor de matemática Oriovisto Guimarães, fundador e presidente do Grupo Positivo.
A Positivo tem uma vantagem considerável em relação ao segundo colocado, o Objetivo, com 460 mil alunos. Logo na sequência, vem a britânica Pearson , que em julho comprou os sistemas de ensino do SEB (450 mil estudantes).
Segundo Oriovisto, um dos fatores que o colocam em vantagem é o preço inferior em relação aos demais sistemas de ensino do mercado. Ele não revela o valor do tíquete médio da Positivo. Mas segundo o Valor apurou, o preço médio cobrado pela Positivo é de R$ 250 por aluno/ano. No Anglo, é de R$ 600 e no COC, R$ 450, por exemplo.
O sistema de ensino do grupo curitibano consegue ter preços mais atraentes, principalmente, porque conta com uma gráfica própria, a Posigraf, onde imprime as apostilas distribuídas nas escolas, e também devido ao fato de ser uma das pioneiras no segmento. "Quem chega antes bebe a água mais limpa", diz o professor que fundou o sistema de ensino em 1979, sete anos após criar o curso pré-vestibular.
O grupo Positivo também é dono de escolas, onde pode testar antes o conteúdo didático das apostilas antes de distribui-las para as redes pública e particular. Atualmente, 520 mil alunos de escolas privadas estudam com as apostilas da Positivo e outros 270 mil, da rede pública.
Questionado se ele não teme a entrada de grupos internacionais como a britânica Pearson - que é líder nos países em que atua e busca essa posição no Brasil -, Oriovisto explica que já tem uma equipe que acompanha as principais novidades na área de ensino em todo o mundo.
"Um dos negócios do nosso grupo é a área de tecnologia. Os sistemas de ensino estão demandando muita novidades tecnológicas. Com isso, quando a Pearson estiver lançando uma novidade aqui também estaremos fazendo o mesmo no país", afirma o empresário.
Além da editora de sistemas de ensino, o grupo é dono de uma segunda editora, de livros didáticos, com vendas importantes para o governo federal. (BK) 
Fonte: Valor Econômico 

Kroton Educacional avalia venda de instituições de ensino
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 12/08/2010 às 09:09 hs. 
A Kroton Educacional anunciou nesta quarta-feira que está estudando associações ou parcerias e, eventualmente, a venda de uma ou mais unidades de ensino do grupo.
"A companhia celebrou, com potenciais interessados, acordos de confidencialidade com o objetivo de permitir a mútua análise de possíveis operações dessa natureza", segundo fato relevante da Kroton.
"Neste momento, nada existe de vinculante ou de desfecho previsível com relação às operações em análise", acrescentou, sem dar mais detalhes.
O movimento da Kroton acontece em meio à consolidação no setor privado educacional brasileiro.
Grupos estrangeiros e nacionais estão confiantes no aumento da escolarização no Brasil, com o avanço da renda média da população e uma demanda cada vez maior por mão de obra qualificada no país.
Em 22 de julho, o grupo editorial britânico Pearson fechou a compra do sistema de ensino e de parte dos ativos do Sistema Educacional Brasileiro (SEB) por R$ 888 milhões.
Dez dias antes, em 12 de julho, a Abril Educação, da família Civita, dona da Editora Abril, anunciou a compra da Anglo - incluindo sistema de ensino, vestibulares e a Siga, empresa especializada na preparação para concursos públicos. O valor do negócio não foi revelado.
A Kroton diz ser um dos maiores grupos educacionais do Brasil, com atuação no Ensino Básico há mais de 40 anos e no Ensino Superior desde 2001.
A companhia provê serviços de educação, tecnologia de ensino e material didático para uma rede de mais de 720 escolas associadas em todos os Estados do Brasil, com mais de 265 mil alunos.
No Ensino Superior, a Kroton é dona ou opera 40 unidades em 28 cidades de 10 Estados brasileiros, com mais de 86 mil alunos.
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Fonte: Jornal Brasil Econômico 

Pais tecnológicos, filhos conectados
Fonte: Folha de S. Paulo -  12/08/2010, ALEXANDRE HOHAGEN
Lugar de computador, em casa, é na sala ou no corredor, jamais em quartos isolados ou fechados
"PAI, O E-MAIL tá tipo... morto! Te mando por SMS."
Essa foi a resposta da minha filha quando pedi que enviasse uma informação para meu correio eletrônico. Pareceu exagerada a afirmação. Mas tente se comunicar com um adolescente por e-mail. A chance de um "reply" nunca chegar é grande. A razão é simples: as novas gerações, que nascem e crescem cercadas de tecnologia, estão mudando a forma como encaram alguns dos preceitos mais básicos da comunicação e da sociabilidade.
Como pai "tecnológico", tenho observado com crescente interesse essa evolução. Não basta conhecer as melhores tecnologias. É preciso estar próximo e entender o que está mudando na cabeça dessa moçada. Para chegar mais perto deles, comprei e aprendi a pilotar uma mesa de DJ e recebo grupos de amigos de minha filha para reuniões em casa. É como um Orkut ao vivo.
Com essa convivência próxima, constatei que há algumas mudanças nessa geração que não controlamos, fazem parte de um novo mundo. Primeira: os jovens se comunicam por meio de mensagens cada vez mais curtas. Segunda: esse mesmo jovem se acostumou com informações instantâneas.
Para eles, não faz mais sentido visitar a biblioteca para encontrar respostas às suas dúvidas. E, finalmente, os jovens estão obcecados por compartilhar com o maior número possível de pessoas tudo o que fazem.
Era preciso me adaptar. Com minha filha adolescente, mensagens de texto pelo celular e em rede social geralmente funcionam melhor que o e-mail. Já a filha mais nova, em fase de alfabetização, não aceita mais "eu não sei" como resposta.
Para ela, celular ou computador têm a capacidade de responder na hora o que ela quer saber. Outro dia ela perguntou para minha esposa quantos países existem no mundo.
E, diante da resposta negativa, disse: "Mas você tem o Google no seu celular!". Achado e respondido.
O desafio, no entanto, vai muito além de compartilhar informação.
Essa galera está ampliando cada vez mais sua capacidade de relacionamento. E com isso o desejo de dividir com mais e mais pessoas aquilo que fazem, aquilo de que gostam.
Muitas vezes, saber quem é quem no meio de centenas de "amigos virtuais" não é tarefa fácil.
Na minha época, ser popular era lotar uma festinha com as crianças da escola. Hoje, popular é aquele com maior número de seguidores no Twitter ou de amigos no Orkut.
Nesse desejo de multiplicar suas conexões reside um risco e cabe a nós mitigá-lo. Recentemente, um casal adolescente no Sul do país se prestou a uma exibição pouco ortodoxa para simplesmente aumentar o número de seguidores em seus perfis do Twitter. Quanto mais gente conectava, mais ousados ficavam. Acabaram com quase 10 mil seguidores on-line e um papo nada agradável na delegacia.
Ser pai em dias modernos representa desafio grande. Demanda dedicação e equilíbrio entre liberdade e modernidade. Há alguns anos, tomei decisões simples que me ajudam a manter esse equilíbrio. Por exemplo: durante muito tempo, só aceitei que minha filha mais velha acessasse rede social com senha compartilhada. Tentei ensiná-la o básico: não aceite amigos que não conheça, cuidado com o que dizem na internet, nada de compartilhar informações pessoais.
Outra medida simples e eficaz: em casa, lugar de computador é na sala ou no corredor. Jamais em quartos isolados ou fechados. Agora, mais do que qualquer medida, a proximidade, a conversa e o entendimento do que está mudando nos hábitos das novas gerações é o que mais ajuda no desafio de educar nos tempos modernos. E de entender o que a juventude espera de nossas empresas, como profissionais e como consumidores.
A internet permite acelerar o desenvolvimento infantil em muitos sentidos e é um meio essencial para a evolução da sociedade. Como no mundo físico, a inserção dos nossos filhos nessa nova realidade deve acontecer passo a passo e com supervisão. Mesmo que seu pai conheça tudo sobre internet e tecnologia!
ALEXANDRE HOHAGEN, 42, jornalista e publicitário, fundou a operação do Google no Brasil em 2005 e desde 2009 é presidente da empresa na América Latina. Escreve mensalmente, às quintas-feiras, nesta coluna.

Brasil avança pouco em relação a outras nações latino-americanas e uma das razões é a baixa qualificação educacional de seu povo
Fonte: Jornal da Educação
Os mais recentes números divulgados pelos órgãos internacionais mostram que o Brasil avançou pouco em relação aos demais países, em termos de evolução acumulada do Produto Interno Bruto.
Entre 2003 e 2009 nosso crescimento foi de apenas 27,16%.  Os que tiveram mais impacto positivo foram Panamá (65,56%), Argentina (65,05%), Uruguai (57,14%), Peru (51,54%) e Venezuela (44,98%).
Ficamos apenas acima de Paraguai, Nicarágua, El Salvador e México.
Uma das principais razões para o baixo crescimento é a má qualificação profissional da população.  Em decorrência os desperdícios são maiores e há falta de condições para melhor desempenho das empresas.
Carecemos de uma política educacional voltada para um longo prazo e os programas governamentais são definidos conforme as diretrizes pessoais de um pequeno grupo que integra o Executivo.
(IPAE 065- 08/10)

Livros com material reciclado poderão ser obrigatórios
Fonte: Jornal da Educação
O Poder Público poderá ser obrigado a adquirir um percentual mínimo de livros feitos de plástico reciclado do Programa Nacional do Livro Didático, do governo federal, é o que estabelece Projeto de Lei em análise na Câmara dos Deputados.
De acordo com a proposta, menos 10% dos livros comprados pelo governo deverão ser feitos de plástico reciclado no primeiro ano da da lei, caso seja aprovada. Já no segundo ano, o percentual deve aumentar para 15% e, no terceiro ano, para 30%.
As comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania analisam o projeto, que tramita em caráter conclusivo.
(IPAE 069 - 08/10)

Brasileiros podem participar de projetos de pesquisa na UE
Fonte: Jornal da Educação
Terminam na próxima terça-feira, 17 de agosto, as inscrições para pesquisadores brasileiros com interesse em trabalhar com projetos de pesquisa na União Europeia (UE). O edital, voltado para pesquisadores de alto nível de países terceiros (como o Brasil), terá 28 milhões de euros disponíveis.
Para se inscrever, os interessados devem ser pesquisador experiente, ou seja, ter doutorado ou mais de quatro anos de experiências comprovadas. O benefício faz parte do programa de bolsas individuais Marie Curie International Incoming Fellowships. As áreas envolvidas no projeto são: alimentos, agricultura e biotecnologia; ciências socioeconômicas e humanas; espaço; energia; meio ambiente, nanociências, materiais e novas tecnologias de produção; saúde; segurança; tecnologias da informação e comunicação; e transporte. Mais informações na página www.bbice.unb.br
(IPAE 071 - 08/10)

Falha em sistema de e-mail de universidade aprova 2.500 estudantes por engano
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 12/08/2010 às 08:55 hs. 
A Middlesex, universidade do Reino Unido, confirmou que enviou cartas de admissão por engano para 2.500 candidatos. Funcionários da entidade disseram que o erro foi culpa de uma falha no sistema de e-mail dos computadores da universidade.
Logo após a mensagem errada, a Middlesex enviu um outro e-mail, dizendo que o convite estava anulado e que iria "agir rapidamente para resolver o problema."
O processo de seleção ainda está em andamento, o que significa que alguns alunos, que receberam o convite e logo depois foram "desconvidados", poderão receber a carta de admissão novamente --desta vez, uma definitiva.
"Tenha certeza de que a universidade irá considerar sua colocação normalmente, assim que receber os resultados de seu exame", observou a Middlesex na retratação. 
Fonte: Uol - Educação 

Cartilha dos Direitos e Deveres na Educação esclarece dúvidas de estudantes, educadores e instituições
Fonte: Jornal da Educação
A Constituição Brasileira estabelece os direitos e deveres de todos os cidadãos que vivem em nosso país, bem como define responsabilidades dos Municípios, Estados, Distrito Federal e da União. Dentre os Direitos Sociais encontra-se a educação e um capítulo específico é dedicado ao assunto.
Além da Constituição Federal existem as Constituições Estaduais, a do Distrito Federal e as Leis Orgânicas dos Municípios que completam a Carta Magna.
A regulamentação dessas normas é feita pelas leis que podem ser federais, estaduais (ou do Distrito Federal) ou município e, por sua vez, são mais detalhadas pelos Decretos, Portarias e normas complementares (Resoluções ou Deliberações).
Interpretando a legislação há os Pareceres, que no campo da educação podem ser originários dos Conselhos de Educação (Nacional, Estadual, do Distrito Federal ou Municipal).
Quando o assunto vai à apreciação pela Justiça surgem as sentenças e, ocorrendo recursos, os acórdãos. Esse conjunto de documentos constituem os direitos na educação ou, mais modernamente chamado, o Direito Educacional.
São, na prática, milhares de textos legais que dizem o que deve e o que não pode ser feito e, em inúmeros casos, há divergências e conflitos de interpretações, causando grandes dúvida pelos alunos e demais membros da comunidade educacional.
A Cartilha dos Direitos e Deveres na Educação, disponibilizada na página eletrônica do Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (www.ipae.com.br) , tem por objetivo facilitar a vida de todos, transmitindo, de uma forma clara, os itens já pacificamente aceitos tanto pelo Governo, como pelas escolas e pelos alunos.
É o resultado de pesquisas dos especialistas que, ao longo dos anos, vem selecionando as principais dúvidas do dia-a-dia dos participantes das relações juspedagógicas.
A Cartilha é sempre ampliada pois novas questões surgem e as respostas  ocorrem dentro de um processo natural de apoio à existência de um clima de harmonia entre os membros de uma comunidade.
Educação como direito de todos e dever do Estado e da família.
Todos têm direito à educação e o Governo é obrigado a proporcionar condições para que existam escolas prontas para receber os alunos.
(IPAE 072 - 08/10)

OIT diz que desemprego entre os jovens no mundo chegou a 81 milhões em 2009
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 12/08/2010 - Brasília DF
Agência Brasil 
A taxa de desemprego entre os jovens em todo o mundo aumentou para 13% em 2009, o que representa 81 milhões de pessoas economicamente ativas desempregadas de acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), denominado Tendências Mundiais de Emprego para a Juventude 2010, divulgado na quarta-feira (11/8). A organização afirma que essa é a maior taxa de desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos desde 2007, quando o número chegou a 73,2 milhões. Entre 2008 e 2009, a taxa de desemprego entre os jovens aumentou 1 ponto percentual, a maior variação anual registrada nos 20 anos de estimativas da organização. Segundo o relatório, os mais afetados são os jovens que vivem em países em desenvolvimento. Isso porque eles são os mais vulneráveis ao subemprego e à pobreza. O relatório diz ainda que nos países de baixa renda o impacto da crise é mais sentido  pela redução das horas trabalhadas e pela redução dos salários daqueles que têm emprego assalariado.
A América Latina e o Caribe, segundo o estudo, têm passado por um crescimento significativo do desemprego, principalmente porque a estrutura do mercado de trabalho é ligada a economias desenvolvidas. Nestas regiões também houve um aumento do emprego vulnerável e dos empregos informais entre 2008 e 2009, quando o número de trabalhadores por conta própria aumentou 1,7 ponto percentual e o número de trabalhadores informais aumentou 3,8 pontos percentuais. Entre as regiões em desenvolvimento, a taxa de desemprego dos jovens aumentou no Oriente Médio (0,4), Norte de África (0,4), África Subsaariana (0,1), e diminuiu ligeiramente no Sudeste da Ásia e Pacífico (-0,1 ponto percentual).  Na União Europeia e nos países desenvolvidos a taxa de desemprego registrada no ano passado foi de 17%, a maior desde 1991, quando as estimativas regionais começaram a ser medidas. Os impactos da crise foram sentidos por um aumento do emprego vulnerável e no setor informal. O relatório afirma que grande parte dos jovens de países desenvolvidos têm dificuldades para encontrar empregos assalariados e preferem procurar trabalho informal ou acabam contribuindo no trabalho familiar. Segundo o relatório, há uma correlação entre as taxas de desemprego mais baixas e maiores taxas de emprego vulnerável em todas as regiões do mundo devido à falta de redes de segurança social, como subsídios de desemprego nos países de baixa renda. O relatório foi divulgado hoje para coincidir com o lançamento do Ano da Juventude da Organização das Nações Unidas (ONU) comemorado em 12 de agosto. 
Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 13/08/2010 às 10:41 hs. 
Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef
Garantir qualidade para a educação requer atividades específicas para ensino de português e matemática, formação de professores e infraestrutura para aulas e atividades. As sugestões são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que produziu o relatório Caminhos do Direito de Aprender, divulgado em julho.
"A educação no Brasil é uma equação que tem muitas variáveis e que devem ser cuidadas todas ao mesmo tempo", afirma a coordenadora de projetos de educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva, uma das responsáveis pelo relatório. O relatório analisou experiências de escolas de 26 municípios que conseguiram aumentar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre 2005 e 2007.
Todas as escolas apresentadas dão prioridade à leitura e à escrita e procuram atender às necessidades específicas de cada aluno, explica Maria de Salete. Além disso, elas ofereceram programas de formação de professor e se preocuparam em criar um ambiente ideal para a aprendizagem, onde os alunos tenham prazer ao frequentar o colégio.
"Ainda tem muito professor que só tem o magistério, que não é o suficiente, por exemplo, para dar aulas nos ensinos infantil e fundamental. Em contrapartida, há também uma falha nos cursos de formação superior, pois eles não são tão próximos à realidade das escolas", ressalta.
Maria de Salete considera que as escolas ainda precisam compreender melhor suas práticas pedagógicas, trabalhar as características culturais em que estão inseridas, aumentar a permanência do aluno no ambiente escolar e trabalhar em conjunto com município, estado e federação. "Eu acredito que a preocupação das escolas com índice abaixo da média nacional não deve ser em atingir essa média, mas ultrapassar o último índice obtido", diz.
Um dos municípios citados no relatório é o de Barra de Santo Antônio (AL), que teve um Ideb de 2,6 em 2005 e passou para 2,7 em 2007. Apesar de ter alcançado a meta de 2007, o Unicef reconhece que ainda falta muito para que o resultado da escola seja comemorado, pois ainda não há uma clareza da importância do Ideb.
Outro exemplo é o município de São Cristóvão (SE), cujo Ideb para os anos iniciais do ensino fundamental saltou de 2,5 em 2005 para 3,0 em 2007. Para a prefeitura é preciso envolver mais os pais e a comunidade no processo de aprendizagem, de acordo com o relatório.
Ideb
O Ideb foi criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e reúne em um só indicador o fluxo escolar e a média de desempenho dos alunos nas avaliações. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar e nas médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) – para os estados e a união – e na Prova Brasil para os municípios.
Especial Eleição 2010
De 23 a 27 de agosto o Portal Aprendiz trará um especial sobre as eleições deste ano. Serão abordadas as propostas relacionadas à educação dos quatro principais candidatos à Presidência da República.
Assuntos como a criação do Sistema Nacional Articulado, ensino médio aliado ao ensino técnico, orçamento para educação, piso salarial e plano de carreira para os profissionais da educação serão abordados com candidatos ou seus representantes da área da educação. A semana especial terminará com uma reportagem que buscará analisar os programas dos presidenciáveis a partir de entrevistas com representantes de organizações e especialistas que trabalham com educação.
Rafael Carneiro da Cunha
rafaelcunha@aprendiz.org.br

INAE desenvolve estudo sobre Plano Nacional de Desenvolvimento
Fonte: Jornal da Educação
O Instituto Nacional de Altos Estudos, presidida pelo ex-Ministro João Paulo dos Reis Velloso, responsável pelo Fórum Nacional e articulador da Cúpula Empresarial, organizou um excelente estudo com as "bases para um Plano Nacional de Desenvolvimento" que  contém propostas de seis "revoluções" para tornar o Brasil um país de primeiro mundo.
O trabalho, consubstanciado num livro com 308 páginas, foi apresentado aos presidenciáveis, num significativo evento realizado nesse dia 12 de agosto, na Academia Brasileira de Letras.
Dentre as propostas há um capítulo específico sobre a "Economia do Conhecimento", onde se inserem os sistemas de aprendizagem.
Informações mais amplas podem ser obtidas através do e-mail forumnacional@inae.com.br

Cursos técnicos e tecnológicos surgem como opção para solucionar apagão de mão-de-obra
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 13/08/2010 às 10:38 hs. 
Na ponta da língua dos candidatos às eleições desse ano, os cursos técnicos e tecnológicos estão em expansão no país. “Há um aumento dos cursos, mas a demanda por trabalhadores com essa formação continua muito grande: é o “apagão da mão-de-obra”. Por isso faz sentido o discurso dos candidatos e as próprias ações. Não é algo de momento, tem um fôlego muito grande.”, afirma Celso do Prado Ferraz de Carvalho, professor da universidade Nove de Julho e especialista em educação e trabalho.
Uma pesquisa do economista Marcelo Neri, na Fundação Getúlio Vargas, ilustra a expansão com números: em março de 2004, 12,56% da população em idade ativa das seis principais metrópoles haviam concluído os cursos profissionalizantes; em março de 2010, esse número era de 22,05% - um crescimento de 75,6%.
De acordo com o estudo, publicado no primeiro semestre deste ano, 29 milhões de pessoas frequentam cursos de educação profissional, o que representa 19,72% da população com mais de 10 anos de idade do Brasil. Desse total, 16,07 % (23,5 milhões de pessoas) frequentaram cursos de qualificação profissional, 3,54% (5,1 milhões) fizeram ensino médio técnico e 0,11% (160 mil) tiveram formação tecnológica.
Luiz Augusto Caldas, diretor de políticas da educação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, acredita que os cursos profissionais são opções para quem necessita o quanto antes de uma alternativa de renda: o superior tecnológico, devido à sua menor duração – de dois a três anos, enquanto um bacharelado leva até cinco anos - mas principalmente o técnico, que pode ser cursado junto com o ensino médio. Segundo Caldas, é no ensino técnico que estão as pessoas com maior necessidade de inserção rápida e qualificada no mercado.
De acordo com o estudo de Neri, os salários aumentam significativamente após a conclusão de cursos de educação profissional: chega a ser 27% maior com a formação de tecnólogo (curso superior de três anos) e a 17% com o ensino médio profissionalizante.
O setor com maior proporção de funcionários com formação profissionalizante é o automobilístico (45,71%), seguido pelo de finanças (38,17%) e de petróleo e gás (37,34%
Elisa Estronioli
Em São Paulo 
Fonte: Uol - Educação 

Professores de inglês poderão ter capacitação no exterior
Fonte: www.nota10.com.br, 13 de Agosto de 2010
Professores de língua inglesa da rede pública de ensino brasileira poderão ter capacitação intensiva nos Estados Unidos. A iniciativa é parte do novo programa de certificação lançado ontem (12). O programa, uma parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a Embaixada dos Estados Unidos e a comissão para intercâmbio educacional entre aquele país e o Brasil, Fulbright, tem inscrições até 27 de setembro.
Entre os objetivos do novo programa Certificação nos EUA de professores de língua inglesa estão a valorização dos profissionais que atuam na rede pública de educação, o fortalecimento da fluência oral e escrita em inglês dos docentes em início de carreira e o estímulo a parcerias, visando possíveis intercâmbios entre professores e alunos dos dois países.
O programa prevê a seleção de até 20 participantes. O curso intensivo terá duração de oito semanas na Universidade de Oregon, em Eugene, nos EUA, e duas semanas no Brasil para a conclusão do projeto. Entre os benefícios para os participantes estão incluídos alojamento, alimentação e deslocamento.
Para participar da iniciativa é necessário possuir nacionalidade brasileira. Também são requisitos da inscrição ter bacharelado ou licenciatura em língua inglesa, além de atuar como professor efetivo na rede pública no ensino de língua inglesa.
Este é o primeiro projeto de cooperação internacional estabelecido pela Capes voltado aos profissionais da educação básica. Desde 2007, a Capes ampliou suas atividades e passou a ser responsável não apenas pela pós-graduação stricto sensu, mas pela formação de recursos humanos qualificados para a educação básica.
Dúvidas e pedidos de informações podem ser encaminhados pelos telefones (61) 2022-6664 ou 6564 ou para os endereços eletrônicos thais.aveiro@capes.gov.br e fernanda.litvin@capes.gov.br . A previsão é de que o resultado do programa seja divulgado em novembro.

Lula critica estados e municípios que demoraram a aderir ao ProJovem
Fonte: http://www.linearclipping.com.br/cnte
Brasília - A demora de alguns estados e municípios para aderir ao ProJovem - programa do governo que oferece formação no ensino fundamental, cursos profissionalizantes e uma bolsa de R$ 100 por mês, visando à reintegração de jovens aos estudos - foi criticada hoje (12) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a assinatura do decreto de convocação da 2ª Conferência Nacional de Juventude.
"No começo do ProJovem, tivemos problemas com vários prefeitos que, por motivos políticos e ideológicos, não entraram no programa. São Paulo e Rio de Janeiro foram alguns deles. Mas depois da crítica, acabaram correndo atrás", disse. "Mas a meu ver, não foi apenas por questões ideológicas. Foi burrice mesmo", completou.
O presidente da República também aproveitou a cerimônia para destacar a presença das mulheres no ProJovem e informou que 60% das beneficiadas pelo programa eram mães solteiras. "Ouvi delas agradecimentos dizendo que o programa foi a tábua de salvação para corrigir os erros cometidos", disse.
O aumento do número de mulheres com título de doutoras foi outro ponto ressaltado pelo presidente Lula. Segundo ele, "em 2008, aconteceu uma inversão e 51% das teses concluídas foram de mulheres".
"Em 1996, havia apenas 2.830 doutores no país. Em 2008, chegamos a 10.750, e deverá chegar a 13 mil em 2010".O presidente ressaltou, ainda, que a Região Nordeste também tem sido beneficiada pelo maior número de doutores. "Agora, queremos que esses doutores agora apresentem suas teses para as empresas, para inovar e transformá-las em produto, em vez de deixá-las na gaveta".
Edição: Aécio Amado