
13/08/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa


Novas regras para certificação de estudantes com deficiência podem ser estabelecidas
Resultados do ENADE serão divulgados dentro de
padrões de ranking e colocará em evidência
especialmente as instituições com resultados insuficientes
Resultado da sexta chamada está disponível para consulta
Justiça Federal aceita denúncia contra fraudadores do Exame da Ordem
MEC divulga critérios para distribuição
MEC divulga lista de pré-selecionados para a última chamada do ProUni
Enem - Objetivo entra na Justiça e consegue revisão de nota
Inep diz que cronograma será cumprido
Federal de Ouro Preto decide substituir vestibular pelo SiSU
Estados e municípios não serão obrigados a contratar aprendizes
Educação e desenvolvimento - 4
Escolaridade na política continua sendo extremamente reduzida
Emissoras podem ser multadas se ridicularizarem candidatos e partidos
Reconhecimento de títulos referentes a estudos do Ensino
Fundamental e do Ensino Médio, não Técnico, no
âmbito do MERCOSUL
Buffalo compra o Universitário
Kroton Educacional avalia venda de instituições de ensino
Pais tecnológicos, filhos conectados
Brasil avança pouco em relação a
outras nações latino-americanas e uma das razões
é a baixa qualificação educacional de seu povo
Livros com material reciclado poderão ser obrigatórios
Brasileiros podem participar de projetos de pesquisa na UE
Falha em sistema de e-mail de universidade aprova 2.500 estudantes por engano
Cartilha dos Direitos e Deveres na
Educação esclarece dúvidas de estudantes,
educadores e instituições
OIT diz que desemprego entre os jovens no mundo chegou a 81 milhões em 2009
Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef
INAE desenvolve estudo sobre Plano Nacional de Desenvolvimento
Cursos técnicos e tecnológicos surgem
como opção para solucionar apagão de
mão-de-obra
Professores de inglês poderão ter capacitação no exterior
Lula critica estados e municípios que demoraram a aderir ao ProJovem
Novas regras para certificação de estudantes com deficiência podem ser estabelecidas
Fonte: Jornal da Educação
Está em análise na Câmara dos Deputados Projeto de
Decreto Legislativo que suspende a norma vigente para impedir que as
escolas emitam o certificado de terminalidade específica do
ensino fundamental sem autorização dos
responsáveis por alunos com deficiência mental ou
múltipla.
Atualmente, os estudantes com deficiência recebem um certificado
mesmo quando, por qualquer motivo, ele interrompe seus estudos e
não conclui o ensino fundamental. Com o documento é mais
fácil a inserção do portador de deficiência
no mercado de trabalho, ou a continuidade do ensino em outra modalidade.
As comissões de Educação e Cultura; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania analisam o
projeto, que em seguida, será votado pelo Plenário.
Resultados do ENADE serão divulgados dentro
de padrões de ranking e colocará em evidência
especialmente as instituições com resultados insuficientes
Fonte: Jornal da Educação
O Ministério da Educação está definindo, em
conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais,
formas de impacto na grande imprensa, dos resultados do Exame Nacional
de Desempenho de Estudantes de 2009.
Há necessidade de mostrar à sociedade um lado positivo
das ações de avaliação da
educação, exercida pelo Poder Público, após
sucessivos noticiários de graves problemas operacionais do
órgão e de seus contratados, constatados na
sistemática do ENEM.
O ENADE integra o Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior que, apesar do nome, não
é um sistema nacional. As universidades, centros
universitários e faculdades mantidas por estados e prefeituras
podem não participar da avaliação, a seu
arbítrio, eis que pertencem aos Sistemas Estaduais de
Educação e não se subordinam ao MEC.
O objetivo do Exame é o de aferir o rendimento dos alunos dos
cursos de graduação em relação aos
conteúdos programáticos, suas habilidades e
competências.
A avaliação, cujos resultados serão
disponibilizados agora, foi realizado no dia 8 de outubro e
avaliou estudantes ingressantes e concluintes das áreas de
graduação em Administração, Arquivologia,
Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Ciências
Econômicas, Comunicação Social, Design, Direito,
Estatística, Música, Psicologia, Relações
Internacionais, Secretariado Executivo, Teatro e Turismo e ainda dos
cursos superiores de tecnologia em Design de Moda, Gastronomia,
Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Turismo,
Gestão Financeira, Marketing e Processos Gerenciais.
As instituições, mais uma vez, não terão
acesso prévio às informações e serão
surpreendidas pelos noticiários. Alguns veículos da
grande imprensa normalmente recebem um pouco antes os números
para permitir tabulações e matérias, mas com o
compromisso de não divulgação antes da entrevista
do Ministro). Essa tem sido uma prática nos últimos anos.
Considerando que os cursos são os maiores em termos de alunos e
cursos, o impacto dos resultados atingirá a mais de 80% das
casas de ensino.
O ENADE é, pela sistemática errônea utilizada pelo
MEC, um dos elementos principais para dispensa de
avaliações "in loco" dos cursos de
graduação.
(IPAE 066 - 08/10)
Resultado da sexta chamada está disponível para consulta
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 13/08/2010 às 08:48 hs.
Os estudantes inscritos no Programa Universidade para Todos (ProUni)
já podem consultar o resultado da sexta e última chamada.
O prazo para que os estudantes pré-selecionados comprovem as
informações declaradas na inscrição nas
instituições de ensino é de 13 a 16 de agosto.
A consulta ao resultado pode ser feita acessando a página do
programa. O estudante deve informar seu número de
inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
e seu número no Cadastro de Pessoa Física (CPF).
O ProUni concede bolsas de estudos integrais e parciais em cursos de
graduação em instituições privadas de
educação superior.
Consulte o resultado no sítio do ProUni.
http://siteprouni.mec.gov.br/
Assessoria de Imprensa da Sesu.
Fonte: MEC
Justiça Federal aceita denúncia contra fraudadores do Exame da Ordem
Fonte: Clipping Educacional Consae - Estadão.edu, 12/08/2010 - São Paulo SP
37 pessoas estão envolvidas na fraude, parte deles mora na Baixada Santista
A Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério
Público Federal contra 37 pessoas envolvidas em fraude à
2ª fase de Exame da Ordem dos Advogados, realizada em fevereiro
deste ano - e anulada após os indícios do problema. Nove
pessoas estão presas. Devido ao grande número de
réus, a 3ª Vara Federal de Santos dividiu o processo em
três ramos: um tratará do esquema de venda de respostas
pelos mentores da fraude, o advogado Antonio Di Luca, de 71 anos,
e a psicopedagoga Mirtes Ferreira dos Santos, de 57 anos, com base na
Baixada Santista. O casal era aliado de uma outra dupla que vendia
colas impressas de maneira independente por R$ 20 mil cada: o
jornalista Antônio Carlos Vilela e o motorista Renato Albino.
Segundo a denúncia, os mentores estariam previamente acertados
com o diretor da faculdade de Direito da UniSanta, Norberto Moreira da
Silva, que lhes pagou R$ 9 mil para que arranjassem professores
para a montagem de um cursinho de três dias em que seriam
abordados os temas que cairiam na 2ª fase do Exame da Ordem. O
curso foi ministrado nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro pelos advogados
Nilton Moreno e Fabíula Cheruconi para um grupo de
bacharéis em Direito formados na UniSanta contatados diretamente
pelo diretor Silva. O cursinho “vip” teve em torno de 10
alunos e não foi divulgado pela universidade.
MEC divulga critérios para distribuição
Fonte: Diário Catarinense, 12/08/2010
As bolsas remanescentes do Programa Universidade para Todos (ProUni)
para o segundo semestre de 2010 poderão ser distribuídas
a alunos das próprias instituições de ensino.
As regras foram publicadas ontem no Diário Oficial da
União pelo Ministério da Educação (MEC). Os
estudantes deverão atender aos critérios de renda
estabelecidos pelo ProUni.
As bolsas poderão ser concedidas aos alunos de turmas iniciadas
no segundo semestre de 2010, de acordo com a
classificação obtida no próprio vestibular da
instituição. Outra possibilidade é conceder o
benefício a alunos que tenham começado o curso
anteriormente, de acordo com o desempenho acadêmico.
As bolsas integrais são destinadas a alunos com renda familiar
mensal per capita de até um salário mínimo e meio
(R$ 765). As parciais são para os candidatos cuja renda familiar
mensal per capita não seja superior a três salários
mínimos (R$ 1.530). Segundo a portaria do MEC, se as
instituições não preencherem as vagas, as bolsas
serão oferecidas novamente na próxima rodada do ProUni,
em 2011.
BRASÍLIA
MEC divulga lista de pré-selecionados para a última chamada do ProUni
Fonte: Diário Catarinense, 13/08/2010
Nesta edição foram ofertadas 60.488 bolsas em 1.225 instituições privadas de ensino superior
O Ministério da Educação (MEC) divulgou hoje a
lista dos candidatos pré-selecionados na sexta e última
chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni).
Acesse o link http://siteprouni.mec.gov.br/ para conferir o resultado.
Os candidatos devem procurar a instituição para a qual
foram selecionados entre 13 e 16 de agosto a fim de comprovar as
informações prestadas durante as
inscrições. A lista dos documentos que devem ser
apresentados está na página do programa.
As bolsas integrais são para os alunos com renda familiar mensal
per capita de até um salário mínimo e meio (R$
765). Já as parciais são para os candidatos cuja renda
familiar mensal per capita não seja superior a três
salários mínimos (R$ 1.530).
AGÊNCIA BRASIL
Enem - Objetivo entra na Justiça e consegue revisão de nota
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 13/08/2010 às 09:32 hs.
DE SÃO PAULO - Em cumprimento a uma decisão judicial, o
Inep, órgão do Ministério da
Educação responsável pelo Enem, divulgou ontem em
seu site a nota revisada do Colégio Integrado Objetivo.
Com média total (que inclui as notas das questões
objetivas e da redação) de 747,81, o colégio
alcança o posto de segundo mais bem colocado entre as escolas do
país. O primeiro é o Vértice, com 749,70. Esse
colégio fica dentro do Centro Interescolar Objetivo Unidade
Paulista e é formado só por bons alunos.
Em julho, quando foram divulgadas as médias das escolas, o
Colégio Integrado Objetivo não teve a sua nota calculada.
O motivo, segundo o Inep, foi que, por ser recém-criado, o
colégio ainda não tinha um número de registro
quando começou a inscrição do Enem.
O Objetivo nega que tenha criado o Integrado só para conseguir
uma das primeiras colocações. João Carlos Di
Genio, um dos diretores, lembra, porém, que todos os primeiros
colocados no exame selecionam seus alunos. "Tem colégios que
fazem vestibulinho."
A escola tem apenas o ensino médio, e a mensalidade cobrada
é a mesma do Centro Interescolar (cerca de R$ 1.600). A carga
horária obrigatória também não muda.
Fonte: Folha de São Paulo
Inep diz que cronograma será cumprido
Fonte: Diário Catarinense, 13/08/2010
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep)
informou ontem que o cronograma para a realização da
prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano
está sendo cumprido.
A declaração foi dada depois da suspensão do
pregão para contratação de serviços de
impressão pela juíza federal substituta da 2ª Vara
de Brasília, Candice Lavocat Galvão Jobim.
De acordo com nota divulgada pelo órgão, a Gráfica
Plural foi inabilitada porque os atestados de capacidade técnica
apresentados pela empresa não atenderam às
exigências do edital. O Inep também confirma que a Plural
recorreu à Justiça Federal, em Brasília, que
apesar de não ter concedido liminar, suspendeu o processo
licitatório e solicitou informações ao Inep, que
deve encaminhar sua posição nos próximos dias.
A suspensão do pregão tem por objetivo ouvir do Inep as
alegações da desclassificação. Só
então será definido se a Plural permanece no processo
licitatório. O Inep deve apresentar sua justificativa até
sexta-feira.
BRASÍLIA
Federal de Ouro Preto decide substituir vestibular pelo SiSU
Fonte: G1, 12/08/2010
A Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) divulgou nesta quinta-feira
(12) que irá aderir de forma integral ao Sistema de
Seleção Unificada (SiSU), em substituição
ao vestibular. O modelo será usado a partir primeiro semestre de
2011. A decisão foi tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e
Extensão em reunião em 23 de julho. Organizado pelo
Ministério da Educação, o SiSU seleciona
estudantes para universidades federais a partir da nota no Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem). A decisão da Ufop vale
para cursos presenciais e a distância, de acordo com a
universidade.
Na segunda-feira (9), o MEC divulgou como as universidades federais
irão usar o Enem no vestibular. A Ufop fazia parte da lista das
que ainda não haviam decidido como usar a nota do exame neste
ano. A universidade afirmou que usa a nota do exame de forma parcial no
vestibular desde 2009. Segundo o MEC, o levantamento foi feito no
início de julho. De acordo a universidade, o Enem tem
“competência” para a seleção dos
candidatos a uma vaga na universidade. Além disso, a
universidade afirmou que a economia que será gerada devido ao
fim da necessidade de aplicar o vestibular também foi levada em
consideração. Para a Ufop, a seleção pelo
SiSU será "cômoda” para os estudantes. A
universidade discute se haverá prova de aptidão para os
candidatos aos cursos de música e artes cênicas.
Estados e municípios não serão obrigados a contratar aprendizes
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 11/08/2010
Desirèe Luíse
O texto do Projeto de Lei (PL) que torna obrigatória a
contratação de aprendizes na administração
pública direta sofreu um retrocesso. Inicialmente, o PL previa
abarcar as esferas federal, estadual e municipal, estimando a
contratação de 400 mil aprendizes. No entanto,
após modificação, a obrigatoriedade será
apenas para nível federal, o que derruba o potencial de novas
contratações. “Lamentamos a decisão, porque
alguns estados já até contratam, mas têm
dificuldades. A lei vinha para pacificar essa questão”,
diz a coordenadora executiva da ONG Atletas pela Cidadania, Daniela
Castro, que se reuniu com o secretário executivo do
Ministério do Trabalho (MTE), Paulo Roberto dos Santos, na
última sexta-feira (6/8). Parado na Casa Civil há mais de
um ano e meio, não há perspectiva de quando o PL
será enviado ao Congresso. A Lei de Aprendizagem (10.097), de
2000, estabelece que empresas de qualquer natureza devam ter de 5% a
15% de adolescentes e jovens (entre 14 e 24 anos incompletos)
aprendizes em seu quadro de funcionários. Mas não
prevê obrigatoriedade da contratação no
âmbito da administração pública direta.
Após encontro no MTE, Daniela afirma que houve o comprometimento
de retomar ações com relação à
aprendizagem que estão paradas no país. “Nos
últimos meses houve redução do ritmo das
ações. Precisamos de um bom tempo de investimento, pois
ainda estamos muito longe do potencial. Não é o momento
de parar”, pontua. Em novembro de 2008 foi lançada a meta
de obter 800 mil contratos de aprendizes até o final de 2010.
Porém, dados de maio apontam que o país tem 206.735
jovens na aprendizagem. O secretário do MTE não comentou
se a meta seria atingida.
Promessas - Para aumentar o número de jovens contratados, o
secretario do MTE ressaltou, segundo Daniela, a importância de
fiscalizar o cumprimento da Lei de Aprendizagem, além de
promover o aumento das vagas disponíveis. Até julho deste
ano, 43,8 mil novas vagas foram alcançadas por meio da
fiscalização nas empresas. De acordo com o MTE,
serão contratados 234 novos auditores para o trabalho de
verificação nos estabelecimentos. Com isso, o governo
pretende que 60 mil jovens estejam em programas de aprendizagem
até o fim do ano, em razão do cumprimento da Lei 10.097.
Também há a possibilidade de ocorrer uma parceria do
governo com Escolas Técnicas (Etecs) para possibilitar novos
cursos para aprendizes. Um projeto piloto, no Distrito Federal, teve
início com o Instituo Federal de Educação
Ciência e Tecnologia de Brasília. O secretário
ainda destacou ser preciso contabilizar o número já
existente de vagas para jovens aprendizes. Com esse objetivo, o governo
está buscando dados no Cadastro Nacional de Aprendizagem, bem
como a quantidade de vagas oferecidas pelo Sistema S (Senai, Senat,
Senac, Senar e Sescoop). “Quando o governo deu prioridade com uma
equipe no Ministério, surgiram boas notícias. Mas, agora
faltam esforço e vontade política. É importante
que esteja previsto aumentar, por exemplo, os recursos que serão
investidos na aprendizagem nos próximos anos”, conclui
Daniela.
Educação e desenvolvimento - 4
Fonte: Clipping Educacional Consae - Gazeta de Cuiabá, 13/08/2010 - Cuiabá MT
Juacy da Silva
Para que a educação cumpra adequadamente com suas
funções no processo de desenvolvimento é
fundamental que seja de qualidade, gratuita, universal e socialmente
referenciada. É neste sentido que a Unesco, organismo da ONU
especializado em educação, ciência e tecnologia,
tem estimulado os países membros a assumirem compromissos com a
educação como a grande prioridade nacional e nos demais
níveis de governo (estados e municípios). Entre 26 e 28
de abril de 2000, nada menos do que 129 países estiveram
reunidos em Dakar, no Senegal, quando da realização do
Fórum Mundial da Educação convocado pela Unesco
quando foi firmado um pacto mundial denominado Educação
para Todos. Todos os países presentes, inclusive o Brasil,
firmaram o documento comprometendo-se a atingir seis grandes metas
até 2015, metas essas que deveriam ser avaliadas periodicamente
através de relatórios técnicos da Unesco e
apontados os progressos ou retrocessos ocorridos em cada etapa
através do Índice de Desenvolvimento da
Educação (IDE). Os países passaram a ser
"ranqueados" (classificados) em três grupos: a) IDE elevado os
que atingem 0,950 pontos ou mais, em uma escala de zero a um, onde
estão 51 países, conforme o último
relatório divulgado no início deste ano; b) IDE
médio, 53 países com 0,804 a 0,950 pontos; c) IDE
inferior, onde estão 29 países com
pontuação abaixo de 0,804.
Apesar do "progresso" ocorrido nos últimos anos e da propaganda
ufanista dos governantes de plantão, o Brasil não anda
bem na foto. Em 2005 segundo o relatório da Unesco nosso
país ocupava a 76ª posição, ficando no grupo
intermediário e no relatório de 2010 caiu para a
88ª posição. Isto significa que nosso
progresso em relação aos demais países não
esta bem. Estamos abaixo de países como México
(48ª), Chile (37ª), Argentina (27ª), Venezuela
(64ª), Indonésia (62ª), Peru (65ª),
Bolívia (75ª), Equador (74ª), Paraguai (68ª) e
outros mais. Em termos específicos a situação
ainda é mais vergonhosa. Os índices de repetência
no ensino fundamental no Brasil são de 18,7% e a média da
América Latina e Caribe é de 4,4% e a mundial é de
2,9%. Pelo menos 13,8% das crianças não conseguem
terminar o primeiro ano do ensino fundamental. Neste particular
só estamos piores do que a Nicarágua e Haiti.
Na chamada taxa de sobrevivência (alunos que conseguem concluir a
5ª série do ensino fundamental em relação
às matrículas do mesmo grupo no início do processo
escolar) o Brasil ocupa a 103ª posição em
relação aos 133 países para os quais existem dados
comparativos. Os dados relativos ao Ideb e Enem divulgados recentemente
demonstram a precariedade da educação brasileira (ensino
fundamental e médio), principalmente do ensino público
estadual na maioria dos Estados, incluindo Mato Grosso. Segundo os
dados do Enem do último ano a melhor escola pública
estadual teve a média 0,568 ficando em 4.473ª
posição no ranking nacional e a pior 0,307 ocupando a
18.790ª posição no ranking nacional. Nos resultados
do Enem a rede pública estadual ocupa a penúltima
posição em relação aos demais estados.
Diante deste quadro fica patente que o ensino público estadual
no Brasil e em Mato Grosso tem vários desafios a serem
enfrentados, sendo que um dos mais sérios é a baixa
qualidade do mesmo. Tal fato demonstra a falta de compromissos dos
atuais governantes para quem a educação não
é prioridade na acepção verdadeira do conceito,
talvez apenas em termos de discurso e promessa eleitoral. Prioridade
só é demonstrada no orçamento público e na
execução orçamentária de cada ano, o resto
e balela. Segundo nota divulgada pelo Sintep enfatizando a
questão da qualidade da educação e a necessidade
de valorização dos trabalhadores/as da área. "Em
Mato Grosso sequer os 25% previstos na Constituição
Federal têm sido aplicados e muito menos os 35% referidos na
Constituição Estadual". Outro ponto considerado pelo
Sintep refere-se a "não aplicação do IRRF imposto
de renda retido na fonte entre 2005 e 2009 quando deixaram de ser
aplicados R$ 281 milhões de reais e em 2010 serão mais R$
70 milhões".
Conclusão, o governo do Estado deixará de aplicar entre
2003 e 2010 nada menos do que R$468 milhões em
educação, considerada a média dos valores
mencionados pelo Sintep. Este montante poderia ter contribuído
para a melhoria da qualidade da educação em Mato Grosso,
valorizando os trabalhadores/as da educação, ampliada a
rede física e melhorado as condições de ensino e
aprendizagem como laboratórios, alimentação
escolar, bibliotecas, transporte escolar, apoio aos municípios
nesta área e atendido outras necessidades.
Educação de baixa qualidade como a que existe no Brasil e
em Mato Grosso não contribui de forma significativa para o
desenvolvimento de um país, de um estado ou município e
demonstra o grau de insensibilidade e falta de compromisso verdadeiro
por parte dos governantes com a educação
pública.
Escolaridade na política continua sendo extremamente reduzida
Fonte: Jornal da Educação
Um estudo mostrou o perfil dos candidatos à Câmara dos
Deputados e evidencia que 11,11% têm apenas o ensino fundamental,
27,67% o ensino médio completo ou incompleto, 11,26% o ensino
superior incompleto e 49,96% conseguiram concluir um curso de
graduação.
Atualmente 81,4% dos deputados federais possuem o curso superior
completo, 7% o ciclo incompleto, 9% o ensino médio e 2,6%
tão somente o ensino fundamental.
O crescimento dos iletrados é um reflexo do pouco valor que se dá à educação no País.
Apesar desse quadro sombrio, no Legislativo, fica um consolo:
para a chefia do Executivo há certeza de que teremos um
Presidente que, desta vez, possui o curso superior.
Emissoras podem ser multadas se ridicularizarem candidatos e partidos
Fonte: Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina
Por serem concessões públicas, desde o dia 1º de
julho as emissoras de rádio e televisão estão sob
as normas da Lei das Eleições (Lei 9.504/97) que
restringem sua programação normal e noticiário a
algumas vedações. As restrições atingem
tanto telejornais quanto programas de entretenimento, como novelas e
humorísticos. A finalidade da lei é assegurar que, na
condição de concessionárias de serviço
público, as emissoras deem tratamento igualitário entre
os candidatos para garantir o equilíbrio na disputa.
Desde que foi sancionada, em setembro de 1997, a Lei das
Eleições estabelece, no artigo 45, que as emissoras
não podem usar trucagem, montagem ou outro recurso de
áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou
ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou
produzir ou veicular programa com esse efeito.
A própria lei define como trucagem os efeitos realizados em
áudio ou vídeo com a intenção de degradar
ou ridicularizar candidato, partido político ou
coligação, ou que desvirtuar a realidade,
beneficiá-los ou prejudicá-los. Tecnicamente, trucagem
é a ação de modificar imagens previamente filmadas
ao vivo, tanto em sua forma como na ordem de sua
projeção. Na trucagem é possível
também a superposição de letreiros, a fusão
e outros efeitos especiais.
No caso da montagem, a lei define como toda e qualquer
junção de registros de áudio ou vídeo que
degradar ou ridicularizar candidato, partido político ou
coligação, ou que desvirtuar a realidade e beneficiar ou
prejudicar qualquer candidato, partido político ou
coligação.
Montagem ou edição é um processo que consiste em
selecionar, ordenar e ajustar os planos de um filme ou outro produto
audiovisual a fim de alcançar o resultado desejado - seja em
termos narrativos, informativos, dramáticos, visuais e
experimentais.
As emissoras de rádio e televisão que desrespeitarem as
vedações que lhes são impostas desde o dia 1º
de julho, até o fim das eleições, podem sofre a
aplicação de multa entre 20 mil e 100 mil Ufir, duplicada
em caso de reincidência.
Reconhecimento de títulos referentes a
estudos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, não
Técnico, no âmbito do MERCOSUL
Fonte: Sieeesp
O Secretário da Educação, à vista do
relatado no Parecer CNE/CEB nº 16/09, que trata do reconhecimento
de títulos referentes a estudos do Ensino Fundamental e do
Ensino Médio, não Técnico, no âmbito do
MERCOSUL, comunica que os estabelecimentos de ensino de
educação básica que tiverem alunos que pretendam
continuar estudos fora do Brasil, em quaisquer dos
países-membros ou associados do MERCOSUL, atualmente Argentina,
Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile, e outros que vierem a se
filiar, devem estar atentos à correta utilização
da “Tabela de Equivalência” para Reconhecimento de
Certificados, Títulos e Estudos no Nível Fundamental e
Médio não Técnico, anexa ao Parecer CNE/CEB
nº 23/2005. Os Supervisores de Ensino do respectivo
estabelecimento devem conferir a documentação escolar
expedida para fins de prosseguimento de estudos em outros
países-membros e associados do MERCOSUL, dar-lhe a
necessária comprovação de validade e apor seu
carimbo e assinatura. No período de transição do
ensino fundamental de 8 (oito) séries para o ensino fundamental
de 9 (nove) anos, de acordo com as Leis federais nºs. 11.114/05 e
11.274/06, as dúvidas serão elucidadas pelas Diretorias
de Ensino e, se necessário, deverá ser consultado o
Conselho Estadual de Educação.
Portaria Normativa MEC nº 40/2007
Comunica às Instituições de Ensino vinculadas ao
Conselho Estadual de Educação do Estado de São
Paulo que, nos termos do artigo 32, § 4º da Portaria
Normativa MEC nº 40/2007,é vedada a cobrança de taxa
de qualquer valor em razão de expedição de diploma
e ou registro de diploma de conclusão de curso, ou ainda, de
apostilamento necessário para o exercício da
profissão, ressalvada a hipótese de
apresentação decorativa,com a utilização de
papel ou tratamento gráfico especiais, por opção
do aluno.
Buffalo compra o Universitário
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 12/08/2010 às 09:29 hs.
Educação: Aquisição na área de
sistemas de ensino é a terceira fechada em menos de um mês.
Beth Koike, de São Paulo.
O mercado de sistemas de ensino acaba de registrar a terceira
aquisição em menos de um mês. Desta vez, a empresa
de participações Buffalo Investimentos assinou memorando
para comprar a operação de apostilas e treinamento de
professores do Universitário por R$ 72,5 milhões. Este
negócio abre o fundo de investimento de
participações (FIP) da Buffalo para a área de
ensino.
A ideia desse FIP é adquirir outras empresas da área de
educação como sistemas de ensino tradicionais, cursos
técnicos e cursos preparatórios para concursos
públicos. "Cerca de 300 mil alunos são atendidos por
pequenas empresas de sistemas de ensino", diz Alexandre Scolfaro,
diretor-superintendente do Universitário, que continuará
na operação, coordenando o FIP. Segundo ele, há
potencial para o fundo ter capital de R$ 900 milhões, levando-se
em consideração os valores negociados nas últimas
transações.
Nessa operação, Scolfaro ficará com a maior parte
das cotas do FIP e receberá uma parte em dinheiro pela venda do
Universitário, além de receber os rendimentos do fundo.
"Nosso objetivo é adotar esse mesmo modelo de troca de
ações e parte do pagamento em dinheiro para os donos das
próximas empresas compradas. Queremos reunir essas pequenas
empresas para ganhar escala e ter competitividade", diz André
Barbierato, CEO da Buffalo. Atualmente, o sistema de ensino do
Universitário conta com 30 mil alunos, com tíquete
médio de R$ 350 por aluno/ano. A maior parte dos estudantes que
usam as apostilas do Universitário fica em São Paulo.
A Buffalo deve registrar o FIP na CVM (Comissão de Valores
Mobiliários) em seis meses. Até lá, estará
terminada a due dilligence no Universitário. Barbierato e
Scolfaro pretendem criar um grupo formado por várias bandeiras
de sistemas de ensino para atender escolas privadas, desde as mais
populares até as mais caras. Também querem vender para a
rede pública - segmento promissor, uma vez que um percentual
muito pequeno dessas escolas é hoje atendido por apostilas. O
Universitário já está em tratativas com algumas
prefeituras.
Fundado em 1962 como um cursinho pré-vestibular, o
Universitário só começou a vender seu sistema de
ensino para outras escolas do mercado em 2000. Foi nessa época
que Scolfaro comprou os sistemas de ensino Universitário dos
fundadores, um grupo de oito professores da Politécnica (USP)
que ficaram com a operação de cursinho
pré-vestibular Universitário. Scolfaro, que até
então era executivo do mercado financeiro, é filho de um
dos fundadores. Um ano após adquirir o sistema de ensino,
Scolfaro contratou a Buffalo para fazer uma
reestruturação na instituição de ensino,
que durou um ano. Ela é hoje uma SA de capital fechado.
O FIP da Buffalo é o segundo fundo de investimento voltado para
educação no país. O economista Paulo Guedes
administra há dois anos o fundo BR Educacional, que tem caixa de
R$ 360 milhões. O BR Educacional tem participação
na HSM (organizadora da ExpoManagement), na empresa de cursos
corporativos Affero e na Academia Brasileira de Educação,
Cultura e Empregabilidade (Abece), holding que reúne nove
empresas de cursos preparatórios.
A líder Positivo tem preço baixo e é verticalizada
Líder do mercado de sistemas de ensino com 790 mil alunos, a
editora Positivo não prevê mudanças em sua
estratégia de negócio diante do avanço da
concorrência. "Não preciso ficar com medo da
concorrência, apesar de respeitar os meus concorrentes", diz o
professor de matemática Oriovisto Guimarães, fundador e
presidente do Grupo Positivo.
A Positivo tem uma vantagem considerável em
relação ao segundo colocado, o Objetivo, com 460 mil
alunos. Logo na sequência, vem a britânica Pearson , que em
julho comprou os sistemas de ensino do SEB (450 mil estudantes).
Segundo Oriovisto, um dos fatores que o colocam em vantagem é o
preço inferior em relação aos demais sistemas de
ensino do mercado. Ele não revela o valor do tíquete
médio da Positivo. Mas segundo o Valor apurou, o preço
médio cobrado pela Positivo é de R$ 250 por aluno/ano. No
Anglo, é de R$ 600 e no COC, R$ 450, por exemplo.
O sistema de ensino do grupo curitibano consegue ter preços mais
atraentes, principalmente, porque conta com uma gráfica
própria, a Posigraf, onde imprime as apostilas
distribuídas nas escolas, e também devido ao fato de ser
uma das pioneiras no segmento. "Quem chega antes bebe a água
mais limpa", diz o professor que fundou o sistema de ensino em 1979,
sete anos após criar o curso pré-vestibular.
O grupo Positivo também é dono de escolas, onde pode
testar antes o conteúdo didático das apostilas antes de
distribui-las para as redes pública e particular. Atualmente,
520 mil alunos de escolas privadas estudam com as apostilas da Positivo
e outros 270 mil, da rede pública.
Questionado se ele não teme a entrada de grupos internacionais
como a britânica Pearson - que é líder nos
países em que atua e busca essa posição no Brasil
-, Oriovisto explica que já tem uma equipe que acompanha as
principais novidades na área de ensino em todo o mundo.
"Um dos negócios do nosso grupo é a área de
tecnologia. Os sistemas de ensino estão demandando muita
novidades tecnológicas. Com isso, quando a Pearson estiver
lançando uma novidade aqui também estaremos fazendo o
mesmo no país", afirma o empresário.
Além da editora de sistemas de ensino, o grupo é dono de
uma segunda editora, de livros didáticos, com vendas importantes
para o governo federal. (BK)
Fonte: Valor Econômico
Kroton Educacional avalia venda de instituições de ensino
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 12/08/2010 às 09:09 hs.
A Kroton Educacional anunciou nesta quarta-feira que está
estudando associações ou parcerias e, eventualmente, a
venda de uma ou mais unidades de ensino do grupo.
"A companhia celebrou, com potenciais interessados, acordos de
confidencialidade com o objetivo de permitir a mútua
análise de possíveis operações dessa
natureza", segundo fato relevante da Kroton.
"Neste momento, nada existe de vinculante ou de desfecho
previsível com relação às
operações em análise", acrescentou, sem dar mais
detalhes.
O movimento da Kroton acontece em meio à consolidação no setor privado educacional brasileiro.
Grupos estrangeiros e nacionais estão confiantes no aumento da
escolarização no Brasil, com o avanço da renda
média da população e uma demanda cada vez maior
por mão de obra qualificada no país.
Em 22 de julho, o grupo editorial britânico Pearson fechou a
compra do sistema de ensino e de parte dos ativos do Sistema
Educacional Brasileiro (SEB) por R$ 888 milhões.
Dez dias antes, em 12 de julho, a Abril Educação, da
família Civita, dona da Editora Abril, anunciou a compra da
Anglo - incluindo sistema de ensino, vestibulares e a Siga, empresa
especializada na preparação para concursos
públicos. O valor do negócio não foi revelado.
A Kroton diz ser um dos maiores grupos educacionais do Brasil, com
atuação no Ensino Básico há mais de 40 anos
e no Ensino Superior desde 2001.
A companhia provê serviços de educação,
tecnologia de ensino e material didático para uma rede de mais
de 720 escolas associadas em todos os Estados do Brasil, com mais de
265 mil alunos.
No Ensino Superior, a Kroton é dona ou opera 40 unidades em 28
cidades de 10 Estados brasileiros, com mais de 86 mil alunos.
© Thomson Reuters 2010. All rights reserved.
Fonte: Jornal Brasil Econômico
Pais tecnológicos, filhos conectados
Fonte: Folha de S. Paulo - 12/08/2010, ALEXANDRE HOHAGEN
Lugar de computador, em casa, é na sala ou no corredor, jamais em quartos isolados ou fechados
"PAI, O E-MAIL tá tipo... morto! Te mando por SMS."
Essa foi a resposta da minha filha quando pedi que enviasse uma
informação para meu correio eletrônico. Pareceu
exagerada a afirmação. Mas tente se comunicar com um
adolescente por e-mail. A chance de um "reply" nunca chegar é
grande. A razão é simples: as novas
gerações, que nascem e crescem cercadas de tecnologia,
estão mudando a forma como encaram alguns dos preceitos mais
básicos da comunicação e da sociabilidade.
Como pai "tecnológico", tenho observado com crescente interesse
essa evolução. Não basta conhecer as melhores
tecnologias. É preciso estar próximo e entender o que
está mudando na cabeça dessa moçada. Para chegar
mais perto deles, comprei e aprendi a pilotar uma mesa de DJ e recebo
grupos de amigos de minha filha para reuniões em casa. É
como um Orkut ao vivo.
Com essa convivência próxima, constatei que há
algumas mudanças nessa geração que não
controlamos, fazem parte de um novo mundo. Primeira: os jovens se
comunicam por meio de mensagens cada vez mais curtas. Segunda: esse
mesmo jovem se acostumou com informações
instantâneas.
Para eles, não faz mais sentido visitar a biblioteca para
encontrar respostas às suas dúvidas. E, finalmente, os
jovens estão obcecados por compartilhar com o maior
número possível de pessoas tudo o que fazem.
Era preciso me adaptar. Com minha filha adolescente, mensagens de texto
pelo celular e em rede social geralmente funcionam melhor que o e-mail.
Já a filha mais nova, em fase de alfabetização,
não aceita mais "eu não sei" como resposta.
Para ela, celular ou computador têm a capacidade de responder na
hora o que ela quer saber. Outro dia ela perguntou para minha esposa
quantos países existem no mundo.
E, diante da resposta negativa, disse: "Mas você tem o Google no seu celular!". Achado e respondido.
O desafio, no entanto, vai muito além de compartilhar informação.
Essa galera está ampliando cada vez mais sua capacidade de
relacionamento. E com isso o desejo de dividir com mais e mais pessoas
aquilo que fazem, aquilo de que gostam.
Muitas vezes, saber quem é quem no meio de centenas de "amigos virtuais" não é tarefa fácil.
Na minha época, ser popular era lotar uma festinha com as
crianças da escola. Hoje, popular é aquele com maior
número de seguidores no Twitter ou de amigos no Orkut.
Nesse desejo de multiplicar suas conexões reside um risco e cabe
a nós mitigá-lo. Recentemente, um casal adolescente no
Sul do país se prestou a uma exibição pouco
ortodoxa para simplesmente aumentar o número de seguidores em
seus perfis do Twitter. Quanto mais gente conectava, mais ousados
ficavam. Acabaram com quase 10 mil seguidores on-line e um papo nada
agradável na delegacia.
Ser pai em dias modernos representa desafio grande. Demanda
dedicação e equilíbrio entre liberdade e
modernidade. Há alguns anos, tomei decisões simples que
me ajudam a manter esse equilíbrio. Por exemplo: durante muito
tempo, só aceitei que minha filha mais velha acessasse rede
social com senha compartilhada. Tentei ensiná-la o
básico: não aceite amigos que não conheça,
cuidado com o que dizem na internet, nada de compartilhar
informações pessoais.
Outra medida simples e eficaz: em casa, lugar de computador é na
sala ou no corredor. Jamais em quartos isolados ou fechados. Agora,
mais do que qualquer medida, a proximidade, a conversa e o entendimento
do que está mudando nos hábitos das novas
gerações é o que mais ajuda no desafio de educar
nos tempos modernos. E de entender o que a juventude espera de nossas
empresas, como profissionais e como consumidores.
A internet permite acelerar o desenvolvimento infantil em muitos
sentidos e é um meio essencial para a evolução da
sociedade. Como no mundo físico, a inserção dos
nossos filhos nessa nova realidade deve acontecer passo a passo e com
supervisão. Mesmo que seu pai conheça tudo sobre internet
e tecnologia!
ALEXANDRE HOHAGEN, 42, jornalista e publicitário, fundou a
operação do Google no Brasil em 2005 e desde 2009
é presidente da empresa na América Latina. Escreve
mensalmente, às quintas-feiras, nesta coluna.
Brasil avança pouco em relação
a outras nações latino-americanas e uma das razões
é a baixa qualificação educacional de seu povo
Fonte: Jornal da Educação
Os mais recentes números divulgados pelos órgãos
internacionais mostram que o Brasil avançou pouco em
relação aos demais países, em termos de
evolução acumulada do Produto Interno Bruto.
Entre 2003 e 2009 nosso crescimento foi de apenas 27,16%. Os que
tiveram mais impacto positivo foram Panamá (65,56%), Argentina
(65,05%), Uruguai (57,14%), Peru (51,54%) e Venezuela (44,98%).
Ficamos apenas acima de Paraguai, Nicarágua, El Salvador e México.
Uma das principais razões para o baixo crescimento é a
má qualificação profissional da
população. Em decorrência os
desperdícios são maiores e há falta de
condições para melhor desempenho das empresas.
Carecemos de uma política educacional voltada para um longo
prazo e os programas governamentais são definidos conforme as
diretrizes pessoais de um pequeno grupo que integra o Executivo.
(IPAE 065- 08/10)
Livros com material reciclado poderão ser obrigatórios
Fonte: Jornal da Educação
O Poder Público poderá ser obrigado a adquirir um
percentual mínimo de livros feitos de plástico reciclado
do Programa Nacional do Livro Didático, do governo federal,
é o que estabelece Projeto de Lei em análise na
Câmara dos Deputados.
De acordo com a proposta, menos 10% dos livros comprados pelo governo
deverão ser feitos de plástico reciclado no primeiro ano
da da lei, caso seja aprovada. Já no segundo ano, o percentual
deve aumentar para 15% e, no terceiro ano, para 30%.
As comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável; de Educação e Cultura; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania analisam o
projeto, que tramita em caráter conclusivo.
(IPAE 069 - 08/10)
Brasileiros podem participar de projetos de pesquisa na UE
Fonte: Jornal da Educação
Terminam na próxima terça-feira, 17 de agosto, as
inscrições para pesquisadores brasileiros com interesse
em trabalhar com projetos de pesquisa na União Europeia (UE). O
edital, voltado para pesquisadores de alto nível de
países terceiros (como o Brasil), terá 28 milhões
de euros disponíveis.
Para se inscrever, os interessados devem ser pesquisador experiente, ou
seja, ter doutorado ou mais de quatro anos de experiências
comprovadas. O benefício faz parte do programa de bolsas
individuais Marie Curie International Incoming Fellowships. As
áreas envolvidas no projeto são: alimentos, agricultura e
biotecnologia; ciências socioeconômicas e humanas;
espaço; energia; meio ambiente, nanociências, materiais e
novas tecnologias de produção; saúde;
segurança; tecnologias da informação e
comunicação; e transporte. Mais informações
na página www.bbice.unb.br
(IPAE 071 - 08/10)
Falha em sistema de e-mail de universidade aprova 2.500 estudantes por engano
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 12/08/2010 às 08:55 hs.
A Middlesex, universidade do Reino Unido, confirmou que enviou cartas
de admissão por engano para 2.500 candidatos.
Funcionários da entidade disseram que o erro foi culpa de uma
falha no sistema de e-mail dos computadores da universidade.
Logo após a mensagem errada, a Middlesex enviu um outro e-mail,
dizendo que o convite estava anulado e que iria "agir rapidamente para
resolver o problema."
O processo de seleção ainda está em andamento, o
que significa que alguns alunos, que receberam o convite e logo depois
foram "desconvidados", poderão receber a carta de
admissão novamente --desta vez, uma definitiva.
"Tenha certeza de que a universidade irá considerar sua
colocação normalmente, assim que receber os resultados de
seu exame", observou a Middlesex na retratação.
Fonte: Uol - Educação
Cartilha dos Direitos e Deveres na
Educação esclarece dúvidas de estudantes,
educadores e instituições
Fonte: Jornal da Educação
A Constituição Brasileira estabelece os direitos e
deveres de todos os cidadãos que vivem em nosso país, bem
como define responsabilidades dos Municípios, Estados, Distrito
Federal e da União. Dentre os Direitos Sociais encontra-se a
educação e um capítulo específico é
dedicado ao assunto.
Além da Constituição Federal existem as
Constituições Estaduais, a do Distrito Federal e as Leis
Orgânicas dos Municípios que completam a Carta Magna.
A regulamentação dessas normas é feita pelas leis
que podem ser federais, estaduais (ou do Distrito Federal) ou
município e, por sua vez, são mais detalhadas pelos
Decretos, Portarias e normas complementares (Resoluções
ou Deliberações).
Interpretando a legislação há os Pareceres, que no
campo da educação podem ser originários dos
Conselhos de Educação (Nacional, Estadual, do Distrito
Federal ou Municipal).
Quando o assunto vai à apreciação pela
Justiça surgem as sentenças e, ocorrendo recursos, os
acórdãos. Esse conjunto de documentos constituem os
direitos na educação ou, mais modernamente chamado, o
Direito Educacional.
São, na prática, milhares de textos legais que dizem o
que deve e o que não pode ser feito e, em inúmeros casos,
há divergências e conflitos de
interpretações, causando grandes dúvida pelos
alunos e demais membros da comunidade educacional.
A Cartilha dos Direitos e Deveres na Educação,
disponibilizada na página eletrônica do Instituto de
Pesquisas Avançadas em Educação (www.ipae.com.br)
, tem por objetivo facilitar a vida de todos, transmitindo, de uma
forma clara, os itens já pacificamente aceitos tanto pelo
Governo, como pelas escolas e pelos alunos.
É o resultado de pesquisas dos especialistas que, ao longo dos
anos, vem selecionando as principais dúvidas do dia-a-dia dos
participantes das relações juspedagógicas.
A Cartilha é sempre ampliada pois novas questões surgem e
as respostas ocorrem dentro de um processo natural de apoio
à existência de um clima de harmonia entre os membros de
uma comunidade.
Educação como direito de todos e dever do Estado e da família.
Todos têm direito à educação e o Governo
é obrigado a proporcionar condições para que
existam escolas prontas para receber os alunos.
(IPAE 072 - 08/10)
OIT diz que desemprego entre os jovens no mundo chegou a 81 milhões em 2009
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 12/08/2010 - Brasília DF
Agência Brasil
A taxa de desemprego entre os jovens em todo o mundo aumentou para 13%
em 2009, o que representa 81 milhões de pessoas economicamente
ativas desempregadas de acordo com relatório da
Organização Internacional do Trabalho (OIT), denominado
Tendências Mundiais de Emprego para a Juventude 2010, divulgado
na quarta-feira (11/8). A organização afirma que essa
é a maior taxa de desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos desde
2007, quando o número chegou a 73,2 milhões. Entre 2008 e
2009, a taxa de desemprego entre os jovens aumentou 1 ponto percentual,
a maior variação anual registrada nos 20 anos de
estimativas da organização. Segundo o relatório,
os mais afetados são os jovens que vivem em países em
desenvolvimento. Isso porque eles são os mais vulneráveis
ao subemprego e à pobreza. O relatório diz ainda que nos
países de baixa renda o impacto da crise é mais
sentido pela redução das horas trabalhadas e pela
redução dos salários daqueles que têm
emprego assalariado.
A América Latina e o Caribe, segundo o estudo, têm passado
por um crescimento significativo do desemprego, principalmente porque a
estrutura do mercado de trabalho é ligada a economias
desenvolvidas. Nestas regiões também houve um aumento do
emprego vulnerável e dos empregos informais entre 2008 e 2009,
quando o número de trabalhadores por conta própria
aumentou 1,7 ponto percentual e o número de trabalhadores
informais aumentou 3,8 pontos percentuais. Entre as regiões em
desenvolvimento, a taxa de desemprego dos jovens aumentou no Oriente
Médio (0,4), Norte de África (0,4), África
Subsaariana (0,1), e diminuiu ligeiramente no Sudeste da Ásia e
Pacífico (-0,1 ponto percentual). Na União Europeia
e nos países desenvolvidos a taxa de desemprego registrada no
ano passado foi de 17%, a maior desde 1991, quando as estimativas
regionais começaram a ser medidas. Os impactos da crise foram
sentidos por um aumento do emprego vulnerável e no setor
informal. O relatório afirma que grande parte dos jovens de
países desenvolvidos têm dificuldades para encontrar
empregos assalariados e preferem procurar trabalho informal ou acabam
contribuindo no trabalho familiar. Segundo o relatório,
há uma correlação entre as taxas de desemprego
mais baixas e maiores taxas de emprego vulnerável em todas as
regiões do mundo devido à falta de redes de
segurança social, como subsídios de desemprego nos
países de baixa renda. O relatório foi divulgado hoje
para coincidir com o lançamento do Ano da Juventude da
Organização das Nações Unidas (ONU)
comemorado em 12 de agosto.
Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 13/08/2010 às 10:41 hs.
Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef
Garantir qualidade para a educação requer atividades
específicas para ensino de português e matemática,
formação de professores e infraestrutura para aulas e
atividades. As sugestões são do Fundo das
Nações Unidas para a Infância (Unicef), que
produziu o relatório Caminhos do Direito de Aprender, divulgado
em julho.
"A educação no Brasil é uma equação
que tem muitas variáveis e que devem ser cuidadas todas ao mesmo
tempo", afirma a coordenadora de projetos de educação do
Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva, uma das responsáveis
pelo relatório. O relatório analisou experiências
de escolas de 26 municípios que conseguiram aumentar o
Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb) entre 2005 e 2007.
Todas as escolas apresentadas dão prioridade à leitura e
à escrita e procuram atender às necessidades
específicas de cada aluno, explica Maria de Salete. Além
disso, elas ofereceram programas de formação de professor
e se preocuparam em criar um ambiente ideal para a aprendizagem, onde
os alunos tenham prazer ao frequentar o colégio.
"Ainda tem muito professor que só tem o magistério, que
não é o suficiente, por exemplo, para dar aulas nos
ensinos infantil e fundamental. Em contrapartida, há
também uma falha nos cursos de formação superior,
pois eles não são tão próximos à
realidade das escolas", ressalta.
Maria de Salete considera que as escolas ainda precisam compreender
melhor suas práticas pedagógicas, trabalhar as
características culturais em que estão inseridas,
aumentar a permanência do aluno no ambiente escolar e trabalhar
em conjunto com município, estado e federação. "Eu
acredito que a preocupação das escolas com índice
abaixo da média nacional não deve ser em atingir essa
média, mas ultrapassar o último índice obtido",
diz.
Um dos municípios citados no relatório é o de
Barra de Santo Antônio (AL), que teve um Ideb de 2,6 em 2005 e
passou para 2,7 em 2007. Apesar de ter alcançado a meta de 2007,
o Unicef reconhece que ainda falta muito para que o resultado da escola
seja comemorado, pois ainda não há uma clareza da
importância do Ideb.
Outro exemplo é o município de São
Cristóvão (SE), cujo Ideb para os anos iniciais do ensino
fundamental saltou de 2,5 em 2005 para 3,0 em 2007. Para a prefeitura
é preciso envolver mais os pais e a comunidade no processo de
aprendizagem, de acordo com o relatório.
Ideb
O Ideb foi criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e reúne em um
só indicador o fluxo escolar e a média de desempenho dos
alunos nas avaliações. O indicador é calculado a
partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no
Censo Escolar e nas médias de desempenho no Sistema de
Avaliação da Educação Básica (Saeb)
– para os estados e a união – e na Prova Brasil para
os municípios.
Especial Eleição 2010
De 23 a 27 de agosto o Portal Aprendiz trará um especial sobre
as eleições deste ano. Serão abordadas as
propostas relacionadas à educação dos quatro
principais candidatos à Presidência da República.
Assuntos como a criação do Sistema Nacional Articulado,
ensino médio aliado ao ensino técnico, orçamento
para educação, piso salarial e plano de carreira para os
profissionais da educação serão abordados com
candidatos ou seus representantes da área da
educação. A semana especial terminará com uma
reportagem que buscará analisar os programas dos
presidenciáveis a partir de entrevistas com representantes de
organizações e especialistas que trabalham com
educação.
Rafael Carneiro da Cunha
rafaelcunha@aprendiz.org.br
INAE desenvolve estudo sobre Plano Nacional de Desenvolvimento
Fonte: Jornal da Educação
O Instituto Nacional de Altos Estudos, presidida pelo ex-Ministro
João Paulo dos Reis Velloso, responsável pelo
Fórum Nacional e articulador da Cúpula Empresarial,
organizou um excelente estudo com as "bases para um Plano Nacional de
Desenvolvimento" que contém propostas de seis
"revoluções" para tornar o Brasil um país de
primeiro mundo.
O trabalho, consubstanciado num livro com 308 páginas, foi
apresentado aos presidenciáveis, num significativo evento
realizado nesse dia 12 de agosto, na Academia Brasileira de Letras.
Dentre as propostas há um capítulo específico
sobre a "Economia do Conhecimento", onde se inserem os sistemas de
aprendizagem.
Informações mais amplas podem ser obtidas através do e-mail forumnacional@inae.com.br
Cursos técnicos e tecnológicos surgem
como opção para solucionar apagão de
mão-de-obra
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 13/08/2010 às 10:38 hs.
Na ponta da língua dos candidatos às
eleições desse ano, os cursos técnicos e
tecnológicos estão em expansão no país.
“Há um aumento dos cursos, mas a demanda por trabalhadores
com essa formação continua muito grande: é o
“apagão da mão-de-obra”. Por isso faz sentido
o discurso dos candidatos e as próprias ações.
Não é algo de momento, tem um fôlego muito
grande.”, afirma Celso do Prado Ferraz de Carvalho, professor da
universidade Nove de Julho e especialista em educação e
trabalho.
Uma pesquisa do economista Marcelo Neri, na Fundação
Getúlio Vargas, ilustra a expansão com números: em
março de 2004, 12,56% da população em idade ativa
das seis principais metrópoles haviam concluído os cursos
profissionalizantes; em março de 2010, esse número era de
22,05% - um crescimento de 75,6%.
De acordo com o estudo, publicado no primeiro semestre deste ano, 29
milhões de pessoas frequentam cursos de educação
profissional, o que representa 19,72% da população com
mais de 10 anos de idade do Brasil. Desse total, 16,07 % (23,5
milhões de pessoas) frequentaram cursos de
qualificação profissional, 3,54% (5,1 milhões)
fizeram ensino médio técnico e 0,11% (160 mil) tiveram
formação tecnológica.
Luiz Augusto Caldas, diretor de políticas da
educação da Secretaria de Educação
Profissional e Tecnológica do MEC, acredita que os cursos
profissionais são opções para quem necessita o
quanto antes de uma alternativa de renda: o superior
tecnológico, devido à sua menor duração
– de dois a três anos, enquanto um bacharelado leva
até cinco anos - mas principalmente o técnico, que pode
ser cursado junto com o ensino médio. Segundo Caldas, é
no ensino técnico que estão as pessoas com maior
necessidade de inserção rápida e qualificada no
mercado.
De acordo com o estudo de Neri, os salários aumentam
significativamente após a conclusão de cursos de
educação profissional: chega a ser 27% maior com a
formação de tecnólogo (curso superior de
três anos) e a 17% com o ensino médio profissionalizante.
O setor com maior proporção de funcionários com
formação profissionalizante é o
automobilístico (45,71%), seguido pelo de finanças
(38,17%) e de petróleo e gás (37,34%
Elisa Estronioli
Em São Paulo
Fonte: Uol - Educação
Professores de inglês poderão ter capacitação no exterior
Fonte: www.nota10.com.br, 13 de Agosto de 2010
Professores de língua inglesa da rede pública de ensino
brasileira poderão ter capacitação intensiva nos
Estados Unidos. A iniciativa é parte do novo programa de
certificação lançado ontem (12). O programa, uma
parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (Capes), a Embaixada dos Estados
Unidos e a comissão para intercâmbio educacional entre
aquele país e o Brasil, Fulbright, tem inscrições
até 27 de setembro.
Entre os objetivos do novo programa Certificação nos EUA
de professores de língua inglesa estão a
valorização dos profissionais que atuam na rede
pública de educação, o fortalecimento da
fluência oral e escrita em inglês dos docentes em
início de carreira e o estímulo a parcerias, visando
possíveis intercâmbios entre professores e alunos dos dois
países.
O programa prevê a seleção de até 20
participantes. O curso intensivo terá duração de
oito semanas na Universidade de Oregon, em Eugene, nos EUA, e duas
semanas no Brasil para a conclusão do projeto. Entre os
benefícios para os participantes estão incluídos
alojamento, alimentação e deslocamento.
Para participar da iniciativa é necessário possuir
nacionalidade brasileira. Também são requisitos da
inscrição ter bacharelado ou licenciatura em
língua inglesa, além de atuar como professor efetivo na
rede pública no ensino de língua inglesa.
Este é o primeiro projeto de cooperação
internacional estabelecido pela Capes voltado aos profissionais da
educação básica. Desde 2007, a Capes ampliou suas
atividades e passou a ser responsável não apenas pela
pós-graduação stricto sensu, mas pela
formação de recursos humanos qualificados para a
educação básica.
Dúvidas e pedidos de informações podem ser
encaminhados pelos telefones (61) 2022-6664 ou 6564 ou para os
endereços eletrônicos thais.aveiro@capes.gov.br e
fernanda.litvin@capes.gov.br . A previsão é de que o
resultado do programa seja divulgado em novembro.
Lula critica estados e municípios que demoraram a aderir ao ProJovem
Fonte: http://www.linearclipping.com.br/cnte
Brasília - A demora de alguns estados e municípios para
aderir ao ProJovem - programa do governo que oferece
formação no ensino fundamental, cursos
profissionalizantes e uma bolsa de R$ 100 por mês, visando
à reintegração de jovens aos estudos - foi
criticada hoje (12) pelo presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva, durante a assinatura do decreto de
convocação da 2ª Conferência Nacional de
Juventude.
"No começo do ProJovem, tivemos problemas com vários
prefeitos que, por motivos políticos e ideológicos,
não entraram no programa. São Paulo e Rio de Janeiro
foram alguns deles. Mas depois da crítica, acabaram correndo
atrás", disse. "Mas a meu ver, não foi apenas por
questões ideológicas. Foi burrice mesmo", completou.
O presidente da República também aproveitou a
cerimônia para destacar a presença das mulheres no
ProJovem e informou que 60% das beneficiadas pelo programa eram
mães solteiras. "Ouvi delas agradecimentos dizendo que o
programa foi a tábua de salvação para corrigir os
erros cometidos", disse.
O aumento do número de mulheres com título de doutoras
foi outro ponto ressaltado pelo presidente Lula. Segundo ele, "em 2008,
aconteceu uma inversão e 51% das teses concluídas foram
de mulheres".
"Em 1996, havia apenas 2.830 doutores no país. Em 2008, chegamos
a 10.750, e deverá chegar a 13 mil em 2010".O presidente
ressaltou, ainda, que a Região Nordeste também tem sido
beneficiada pelo maior número de doutores. "Agora, queremos que
esses doutores agora apresentem suas teses para as empresas, para
inovar e transformá-las em produto, em vez de deixá-las
na gaveta".
Edição: Aécio Amado