
16/08/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Educação: falsa ideia, por Marcelo Batista de Sousa*
Vencedor de licitação para impressão das provas do Enem deve reforçar segurança
ENEM - TCU vai investigar reajuste
ABRAFI consegue importante vitória e Conar determina ao MEC que altere anúncio de TV sobre escolha da faculdade
Novas regras para certificação de estudantes com deficiência podem ser estabelecidas
Conhecimento adquirido pela prática pode valer certificado a trabalhador
Entidades divergem sobre como fazer a inclusão em escola
Faltam profissionais qualificados para trabalhar em empresas catarinenses
Olimpíada de Língua Portuguesa encerra prazo para produção e seleção de textos
Gestão invade grade de universitários
Universidade federal latino-americana começa
aulas nesta segunda-feira Instituição federal em Foz de
Iguaçu tem cerca de 200 alunos matriculados
Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef
Ter foco é coisa de jovem
Faltam Contadores
Escolaridade na política continua sendo extremamente reduzida
Sem trabalho, há uma geração perdida da América Latina
Lista das 500 melhores universidades tem 6 brasileiras
Reconhecimento para que não tem diploma
Inovação aberta é incentivada no Brasil
Eleitor deve apresentar título mais documento com foto para votar
Darci ataca Pavan
Procurador investiga pré-teste do Enem
Anhanguera Educacional está entre as Melhores da Dinheiro
Desigualdade educacional é maior em 14 estados
Tem qualificação? Aqui há vaga
Ampliação da Licença Maternidade
– Opção exclusiva para as empresas que declaram com
base no “Lucro Real”
Ranking chinês põe USP entre 150 melhores universidades do mundo
Hering completa 130 anos
Lucro que vem das salas de aula
Empresas adotam trainee global
Recaída da economia mundial
Só conhecimento teórico não forma bom professor
Educação: falsa ideia, por Marcelo Batista de Sousa*
Fonte: Diário Catarinense, 15/08/2010
Como é possível que um país como o Brasil, com
escolas tão ruins, como andam dizendo, esteja batendo recordes e
ostentando índices de desenvolvimento de causar inveja ao
Primeiro Mundo? Afinal, há menos de um século ao
contrário da Europa, que levou séculos para atingir o
desenvolvimento , éramos uma comunidade de índios, com
indicadores sociais vergonhosos, e hoje fazemos parte do
cobiçado time de países emergentes considerados elite
entre as nações em desenvolvimento, conhecido por Bric
sigla criada a partir das iniciais de Brasil, Rússia,
Índia e China.
Para que se tenha uma noção mais exata do crescimento
nacional, é importante lembrar que, em menos de um
século, o PIB aumentou 157 vezes. No mesmo período, o PIB
dos EUA aumentou 53 vezes, e o do Japão, 84. Sim, lideramos o
crescimento mundial.
Como muito bem lembramos, por volta da II Guerra Mundial,
importávamos palitos, sapatos, biscoitos, lápis,
manteiga, banha, cerveja, tecidos e roupas. O Brasil deu um salto
gigantesco. Além de industrializado, estamos à frente da
Alemanha em produção de automóveis. Somos
líder no agronegócio.
É preciso dizer que nem tudo são flores. Sim, os
indicadores sociais precisam subir mais, mas já melhoraram. O
fato é que, em torno da educação brasileira, foram
criadas falsas ideias que têm prejudicado seriamente a
adoção de medidas necessárias para
melhorá-la. E a principal delas é entender que boa parte
da visão negativa que muitos têm da educação
no Brasil é ligada a mitos. Isso não significa que
não existam problemas. A busca da excelência exige empenho
de todos – tanto das escolas governamentais quanto das
particulares.
Trata-se de um imperativo que diz respeito não apenas a
considerações de justiça e equidade social, mas
também ao futuro do país.
PROFESSOR, PRESIDENTE DO SINDICATO DAS ESCOLAS PARTICULARES DE SC (SINEPE/SC)
Vencedor de licitação para impressão das provas do Enem deve reforçar segurança
Fonte: www.nota10.com.br, 16 de Agosto de 2010
A gráfica que vencer a licitação para imprimir as
4,6 milhões de provas do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) de 2010 deverá manter um segurança a cada 100
metros, câmeras de vigilância 24 horas com monitoramento em
tempo real por funcionário e infravermelho para detectar a
presença de pessoas no perímetro da área. O aceso
do pessoal autorizado será feito por um leitor biométrico
e os funcionários terão que usar um uniforme especial sem
bolsos ou compartimentos que permitam guardar objetos. Também
terão terão que passar por uma máquina de raios X
na entrada e na saída do expediente.
O edital de licitação para contratação do
serviço de impressão do Enem 2010 traz mais de 50
pré-requisitos relacionados à segurança que
precisam ser cumpridos pela empresa. A questão virou prioridade
na edição deste ano depois que a prova foi furtada, em
2009, de dentro da gráfica que imprimia o material e o exame
teve que ser cancelado às vésperas de sua
realização.
O processo licitatório foi interrompido no início do
mês porque a Gráfica Plural, que apresentou o menor
preço, no pregão, foi inabilitada pelo Ministério
da Educação (MEC) por não atender “aos
requisitos de segurança e sigilo na impressão e no
manuseio de dados”. A empresa recorreu da decisão e a
Justiça suspendeu o processo.
A Plural foi a mesma gráfica de onde as provas foram roubadas em
2009. A empresa argumenta que a responsabilidade pelo vazamento foi do
consórcio Connasel, a quem cabia “garantir a
segurança e executar todas as atividades de manuseio,
empacotamento, rotulagem e transporte”. Ela informou ainda, por
meio de nota, que apresentou todos os documentos previstos no edital e
não recebeu vistoria do Inep para comprovar as medidas de
segurança.
O lance apresentado pela Plural no pregão eletrônico foi
de R$ 65 milhões. A segunda colocada, VMI Artes Gráficas,
deu lance de R$ 70 milhões, mas também foi considerada
“inabilitada”. A RR Donnelley Moore ofereceu R$ 71
milhões e é a primeira da lista considerada apta. Foi ela
quem assumiu a impressão do Enem em 2009, depois do vazamento e
da remarcação do exame.
A contratação na época foi feita em caráter
emergencial, sem licitação, e o MEC pagou à RR
Donnelley Moore R$ 31,9 milhões – menos da metade do que
está sendo cobrado pelo serviço em 2010. Segundo o
ministério, o edital deste ano prevê que a gráfica
vencedora possa ficar responsável por duas edições
do Enem – por isso, a diferença de valores. Dessa forma,
não seria necessário fazer uma nova
licitação caso o MEC queira fazer outra
edição do Enem no primeiro semestre de 2011. Mas segundo
a pasta, será pago à gráfica vencedora neste ano
somente o valor referente ao serviço de 2010 e o custo deve ser
semelhante ao do ano passado.
ENEM - TCU vai investigar reajuste
Fonte: Diário Catarinense, 15/08/2010
O procurador Marinus Marsico, representante do Ministério
Público no Tribunal de Contas da União (TCU), vai
investigar o contrato de realização do pré-teste
do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Em um ano, o valor do contrato aumentou 559% – saltou de R$ 939,5
mil para R$ 6,191 milhões. O pré-teste serve para
verificar quais perguntas são consideradas fáceis ou
difíceis por um público com perfil semelhante ao que
fará o Enem. Os valores serão pagos a um consórcio
contratado pelo Ministério da Educação (MEC) sem
licitação.
Uma das instituições beneficiadas é o Centro de
Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe),
ligado à Universidade de Brasília (UnB). A
instituição foi responsável pela
aplicação da última edição do exame,
após o vazamento da prova. Até o ano passado, o Cespe era
dirigido pelo atual presidente do Inep, Joaquim Soares Neto.
Segundo o Inep, autarquia do ministério responsável pelo
exame, “o projeto de 2010 é muito mais amplo” e
“é impossível comparar contratos cujos requisitos
são tão distintos”.
BRASÍLIA
ABRAFI consegue importante vitória e Conar determina ao MEC que altere anúncio de TV sobre escolha da faculdade
Fonte: Jornal da Educação
Conselho Nacional de Autorregulamentação
Publicitária (Conar) decidiu, por unanimidade de votos da Sexta
Câmara do Conselho de Ética, que o Ministério da
Educação (MEC) deverá alterar o anúncio
“IGC – Índice Geral de Cursos”, veiculado na
televisão.
A peça publicitária causou constrangimentos e
prejuízos a diversas instituições de ensino
superior (IES), por não informar ou não apresentar
destaque suficiente às características do índice
apresentado, induzindo o consumidor a possível erro.
O anúncio do MEC orientava o estudante a avaliar se a
instituição é “boa o suficiente” tendo
como base o IGC. Mas, segundo a Associação Brasileira das
Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas (Abrafi), que entrou
com o pedido de análise da peça publicitária, o
índice, atualmente, é obtido na grande maioria das vezes
por meio de análise de apenas alguns cursos, que não
chegam a representar 50% dos cursos oferecidos pelas IES. Dessa forma,
o IGC em formato atual não representa a qualidade da
instituição como um todo e o MEC estaria induzindo ao uso
de um indicador incompleto, que não fornece à comunidade
condições para avaliar uma IES e escolher a faculdade ou
universidade.
Considerando que estes esclarecimentos não foram repassados pelo
MEC aos estudantes interessados, o Conar recomendou a
alteração do anúncio para que fique claro ao
consumidor em que situação o IGC pode ser divulgado,
incorporando esses esclarecimentos ao anúncio, bem como no site
indicado na peça publicitária.
A ABRAFI, presidida pelo Prof. Ms. Jorge Bernardo, é
uma entidade jovem que vem desenvolvendo um excelente
trabalho em benefício das IES isoladas (não
constituídas como universidades ou centros
universitários), especialmente através de práticas
que possam levar aos poderes constituídos mecanismos
colaborativos.
(IPAE 075 - 08/10)
Novas regras para certificação de estudantes com deficiência podem ser estabelecidas
Fonte: Jornal da Educação
Está em análise na Câmara dos Deputados Projeto de
Decreto Legislativo que suspende a norma vigente para impedir que as
escolas emitam o certificado de terminalidade específica do
ensino fundamental sem autorização dos
responsáveis por alunos com deficiência mental ou
múltipla.
Atualmente, os estudantes com deficiência recebem um certificado
mesmo quando, por qualquer motivo, ele interrompe seus estudos e
não conclui o ensino fundamental. Com o documento é mais
fácil a inserção do portador de deficiência
no mercado de trabalho, ou a continuidade do ensino em outra modalidade.
As comissões de Educação e Cultura; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania analisam o
projeto, que em seguida, será votado pelo Plenário.
(IPAE 077 - 08/10)
Conhecimento adquirido pela prática pode valer certificado a trabalhador
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 14/08/2010 às 08:40 hs.
A partir desta segunda-feira, 16, trabalhadores que desejam obter
certificado de conhecimentos adquiridos ao longo de suas
trajetórias, sem que tenham necessariamente recebido
educação formal, podem se inscrever no Programa Certific,
parceria dos ministérios da Educação e do Trabalho
e Emprego. O foco da iniciativa está em trabalhadores que
há muito tempo desempenham uma função, mas
não têm diploma ou certificado que comprove sua
formação.
Inicialmente, serão reconhecidos profissionais das áreas
de música, pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade,
construção civil e eletroeletrônica. Tanto as
inscrições quanto a própria
certificação e emissão de diplomas é
gratuita. Não há limite de vagas. As
inscrições vão até 10 de setembro.
O profissional interessado deve procurar o instituto federal de
educação, ciência e tecnologia mais próximo.
São 37 campi de institutos federais, em 13 estados mais o
Distrito Federal, que oferecerão o Certific neste semestre.
“O programa apresenta dois benefícios imediatos: a
ampliação da possibilidade de acesso ao mercado de
trabalho e a elevação da taxa de escolaridade da
população adulta”, explicou Eliezer Pacheco,
secretário de Educação Profissional e
Tecnológica do Ministério da Educação.
Acolhida – O trabalhador será avaliado por uma equipe
multidisciplinar composta por assistente social, pedagogo e
especialistas da área. Depois da entrevista, há duas
possibilidades.
Se for constatada a excelência do trabalhador, ele recebe um
certificado do instituto federal comprovando sua
qualificação. Caso sejam constatadas falhas
técnicas, o próprio instituto federal se encarrega de
oferecer a formação ao trabalhador. Se for constatado
déficit escolar, o trabalhador é encaminhado para uma
escola de educação básica, para posteriormente
receber o certificado.
Assessoria de Imprensa da Setec
Mais informações na página do programa ou pelo fone 0800-616161
http://www.mec.gov.br/certific/
Veja a relação de institutos federais que oferecerão o Certificado
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=6484&Itemid=
Fonte: MEC
Entidades divergem sobre como fazer a inclusão em escola
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 16/08/2010 - São Paulo SP
DE SÃO PAULO DO RIO
O tratamento dado pelo governo federal às Apaes ressurgiu como
tema nos jornais depois que, em debate realizado neste mês na
Band, o candidato José Serra (PSDB) acusou o Ministério
da Educação da gestão Lula de perseguir essas
entidades. Por trás das críticas está uma
divergência sobre a melhor forma de incluir essas crianças
em classes comuns. O Ministério da Educação,
apoiado por entidades como a Federação Brasileira das
Associações de Síndrome de Down, entende que
é direito de todos os deficientes a matrícula em escola
regular. Para a Federação Nacional das Apaes, o governo
pressiona pela inclusão, sem preparar a rede, e retira recursos
de entidades que fazem atendimento em salas especiais.
O ministro Fernando Haddad (Educação) nega
perseguição, afirmando que o governo inclui no Fundeb
(fundo que distribui recursos federais) as Apaes como forma de
estimular o atendimento no contraturno escolar, mas sem obrigar que
essas entidades deixem de atender os alunos excepcionais. O debate
expõe realidades distintas no país. Em São Paulo,
por exemplo, os 462 alunos da Apae assistem aulas na escola regular e,
no contraturno, frequentam a associação. A
instituição dá assessoria a 80 escolas
públicas da zona sul da capital, capacitando docentes da rede.
"Todo processo de mudança tem as suas dificuldades,
mas ele está de acordo com o que a gente acredita que deva ser a
inclusão da pessoa com deficiência", afirma a
superintendente da Apae-SP, Aracelia Costa. Já no
Espírito Santo, muitos pais não aceitam que seus filhos
sejam matriculados em escolas regulares e passem a frequentar as Apaes
apenas no contraturno. Segundo Rodolpho Luiz Dalla Bernadina,
presidente da Federação das Apaes do Espírito
Santo, os pais têm medo de colocar uma criança com
deficiência na escola. "As escolas não estão
adaptadas, os professores não estão habilitados e o
processo se torna traumático." (CC e AG)
Faltam profissionais qualificados para trabalhar em empresas catarinenses
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 10:33 hs.
Tecnologia e comunicação: Considerado polo de inovação, Estado precisa preeencher cerca 3 mil vagas.
Por Dauro Veras, para o Valor, de Florianópolis.
A demanda por profissionais qualificados está abrindo boas
oportunidades para quem quer trabalhar com tecnologia da
informação e comunicação (TIC) em Santa
Catarina. Entre os atrativos estão a qualidade de vida e a
possibilidade de construir carreira vinculada à
inovação. Florianópolis, um dos destinos
turísticos mais visitados no país, tem hoje na tecnologia
a principal fonte de arrecadação. Suas 500 empresas no
setor crescem em média 30% ao ano e vendem R$ 1 bilhão em
produtos e serviços. A urna eletrônica de
votação e o bafômetro são dois exemplos de
produtos desenvolvidas no Estado.
Essa vocação tecnológica, estimulada há
três décadas, motivou uma reportagem da rede
britânica BBC em 2009 a se referir à capital catarinense
como o "Vale do Silício tropical". Em março, a
prefeitura, instituições empresariais e de pesquisa
lançaram a marca Florianópolis - Capital da
Inovação, para posicionar a cidade como referência
em iniciativas inovadoras. Polos nas cidades de Joinville e Blumenau,
bem como empreendimentos recentes em Jaraguá do Sul,
Criciúma, Chapecó e Lages, também estão em
expansão.
Em torno de 3 mil empresas de TIC empregam 25 mil pessoas no Estado,
segundo o Conselho de Entidades de Tecnologia da
Informação e Comunicação em SC (Cetic).
Estima-se que há 3 mil vagas disponíveis. O
salário médio em TIC é mais que o dobro da
média salarial brasileira. Existem amplas possibilidades de
trabalho em empresas de tecnologia para profissionais talentosos das
mais diversas áreas de conhecimento, tanto de nível
médio quanto superior.
"Foi-se o tempo em que só se falava de programador de computador
e analista de sistemas", diz o presidente do Cetic, Heitor Blum
S.Thiago. "Hoje, precisa-se de gente que entenda de arte,
história, cores. Quem faz games, por exemplo, precisa dessas
habilidades para desenvolver as aplicações". S.Thiago
sugere aos candidatos que busquem se especializar. "A maioria das
empresas, por serem pequenas, não tem recursos para investir na
formação do pessoal. Desta maneira, o ideal é
chegar com 80% da bagagem para começar já produzindo."
Empresas de tecnologia também geram empregos para
secretárias, operadores de telemarketing, telefonistas e outros
trabalhadores em funções de apoio, afirma o presidente da
Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate),
Rui Gonçalves. A entidade tem investido em parcerias com
instituições de ensino para formar novos talentos. Entre
as ações, um curso de robótica para adolescentes e
a discussão dos currículos para melhorar a
empregabilidade. Em julho, a Acate iniciou um projeto de mapeamento
permanente da demanda por recursos humanos. "A ideia é que
sejamos uma "floresta tropical" com muitas árvores de diferentes
formações", diz.
O profissional de TIC interessado em construir a carreira em Santa
Catarina deve avaliar com critério os prós e contras.
Para quem trabalha em São Paulo, será difícil
manter o mesmo nível salarial. Por outro lado, as cidades
catarinenses oferecem ar limpo, baixa criminalidade, boa infraestrutura
urbana e educação de qualidade. Há
deficiências, claro. Congestionamentos já são
cotidianos e não se dorme mais com as janelas abertas. Mas
são problemas de cidades de porte médio. O
município catarinense mais populoso, Joinville, tem só
500 mil habitantes. A capital, pouco mais de 400 mil.
Como a maioria das empresas do setor é de pequeno e médio
porte, fica mais fácil participar das diversas fases dos
projetos e assim ganhar uma visão global do negócio. A
chance de trabalhar com inovação estimula muitos
candidatos a vagas em TIC. Diversos empreendimentos de base
tecnológica surgiram de projetos criativos de estudantes em
laboratórios como os da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), terceira melhor do país (atrás apenas da USP e da
Unicamp) e melhor federal, conforme ranking internacional do
Cybermetrics Lab.
Boa parte do êxito do modelo catarinense de TIC se deve à
sintonia entre instituições de ensino, empresas e poder
público. O ambiente favorável aumenta as chances de
transformação de bons projetos em negócios
viáveis. Passar por incubadoras empresariais tem se revelado uma
experiência preciosa. No Midi Tecnológico, mantido pelo
Sebrae-SC e pela Acate, 93% das empresas graduadas sobreviveram.
Ex-incubadas apóiam as recém-nascidas, em um
círculo virtuoso de empreendedorismo solidário.
"Este ano já contratamos 210 pessoas e no momento temos 34 vagas
abertas", afirma Moacir Marafon, diretor da Softplan/Poligraph, empresa
com 600 funcionários que faz softwares para gestão de
transportes e obras, administração pública e
automação do Judiciário. A maioria dos postos de
trabalho disponíveis é para analistas, projetistas e
analistas implementadores (programadores). Os executivos são
selecionados internamente, uma tendência do setor. "Além
de entender de tecnologia, eles precisam ser profundos conhecedores da
área de negócios em que atuam", explica.
"De nossos 40 funcionários, 11 vieram de outros Estados", afirma
Iomani Engelmann, diretor da Pixeon, que produz softwares para
diagnóstico médico por imagens. "Toda a nossa equipe que
treina médicos é de tecnólogos em radiologia."
Outras competências demandadas pela Pixeon são as de
conhecimentos em matemática aplicada e computação
gráfica. "Já ficamos com vagas abertas por seis meses e
hoje temos duas, no comercial e no marketing." Entre os
benefícios oferecidos aos colaboradores, inclui-se o
subsídio de 65% do salário bruto para cursos de
capacitação.
O mercado de TI movimentou US$ 1,43 trilhão no mundo em 2009,
segundo estudo da International Data Corporation (IDC). O Brasil ocupa
a 12ª posição global, US$ 30,5 bilhões,
equivalentes a 2,1% do total e a 47% do mercado sul-americano. Segundo
o IDC, as previsões para o segundo semestre de 2010 são
bastante positivas. O mercado de TIC brasileiro tem aumento estimado em
6,5%, superior ao mercado mundial, de 3,5%. Algumas tendências
vão dar impulso a esses resultados, segundo o presidente da
Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES),
Gerson Schmitt: a expansão da computação em nuvem
- acesso remoto a programas, serviços e arquivos -, cuja demanda
deve triplicar em cinco anos; a procura por aplicativos de
análise e de inteligência para o negócio, que
crescerá mais de 10% em 2010; o aumento da venda de laptops e
smartphones e as oportunidades geradas com a TV Digital.
Para Schmitt, o Brasil não tem condições de
competir no mercado global de software com o modelo indiano de
mão de obra barata. O ideal é fortalecer a cadeia de
valor, oferecendo serviços associados a produtos: "As empresas
precisam vender não pelo o que custou, mas sim pelo
benefício que entregam."
Cientista da computação faz caminho de volta
O desafio profissional foi mola propulsora de duas mudanças
realizadas pelo cientista da computação Bruno de Medeiros
Ledesma, 26 anos, em um curto intervalo. Graduado em 2007 na UFSC, ele
trabalhava em uma fundação de ciência e tecnologia
em Florianópolis, quando surgiu uma oportunidade no mercado de
telefonia. Fez as malas e assinou contrato com uma operadora de celular
na capital paulista. Um ano depois, recebeu outra proposta
irrecusável e retornou a Santa Catarina para integrar a equipe
da Brava iTV, empresa de Joinville que desenvolve
aplicações interativas para televisão digital.
"São Paulo valeu pela experiência e pelo salário,
mas voltei pelo desafio profissional de inovar", diz. A empresa onde
Bruno hoje trabalha paga salário maior, mas oferece menos
benefícios. Ele admite que a melhor qualidade de vida
também influenciou, mas não foi o principal motivo para
sua decisão. Joinville, cidade de origem germânica com
forte vocação empreendedora, é a cidade mais
industrializada de Santa Catarina e tem se consolidado como polo de
tecnologia da informação e comunicação
(TIC). Em 1993, por iniciativa de empresas de informática,
associações de classe e governo, foi criado o projeto
Softville, para incentivar o setor. Na mesma época foi
estabelecido um Núcleo de Desenvolvimento de Software para
Exportação, o Programa Softex, que atualmente tem
presença em 13 Estados e 23 diferentes cidades brasileiras.
Entre as metas do Softex está a de situar o Brasil entre os
cinco maiores produtores e exportadores de software do mundo.
"Se você busca um cenário mais sustentável, Santa
Catarina é um bom lugar para se trabalhar com TIC", afirma
Bruno. "Conhece-se mais os donos da empresa, o ambiente de trabalho
é agradável e é possível acompanhar de
perto o desenvolvimento dos produtos. Se a intenção for
fazer o "pé-de-meia", no entanto, o melhor é ficar em
São Paulo". Ele já planeja o próximo passo
profissional: fazer mestrado em Joinville ou em Curitiba. (DV)
Fonte: Valor Econômico
Olimpíada de Língua Portuguesa encerra prazo para produção e seleção de textos
Fonte: www.nota10.com.br, 16 de Agosto de 2010
As primeiras etapas da seleção de textos dos estudantes
que participam da Olimpíada de Língua Portuguesa
Escrevendo o Futuro vencem neste mês e no começo de
setembro. Eles representam cerca de 60 mil escolas públicas da
educação básica inscritas na
competição.
A produção de textos nas salas de aula e a
seleção nas escolas devem acontecer até hoje (16).
Nessa fase, cabe à comissão julgadora escolar selecionar
um texto por categoria – poesia, memória, crônica e
artigo de opinião. Até 3 de setembro, a
produção literária da escola deve ser enviada para
a comissão municipal, instância que avalia os materiais da
sua rede e seleciona até 15 textos para a etapa estadual.
Independente do número de municípios que o estado tiver,
ele pode selecionar até 500 textos para a fase regional. O
calendário estadual será concluído até 22
de outubro; de 1º a 19 de novembro acontecem os cinco encontros
regionais; e em 29 de novembro será o anúncio dos
vencedores e a premiação.
A Olimpíada de Língua Portuguesa conta este ano com a
participação de 239 mil professores de escolas
públicas da educação básica. Educadores e
escolas representam as 27 unidades da Federação e 5.488
municípios (do total de 5.565). O lugar onde vivo é o
tema que orienta os trabalhos de alunos e professores nos gêneros
literários definidos pelos promotores do concurso.
Alunos do quinto e sexto ano do ensino fundamental vão trabalhar
a poesia; sétimo e oitavo ano, memória; nono ano do
ensino fundamental e primeira série do ensino médio,
crônica; segunda e terceira séries do ensino médio,
artigo de opinião.
Na página eletrônica da olimpíada, escolas e
professores encontram o calendário com as cinco etapas do
concurso, a premiação e telefones de contato. A
Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro
é promovida pelo Ministério da Educação e
pela Fundação Itaú Social e coordenada pelo Centro
de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e
Ação Comunitária (Cenpec).
Gestão invade grade de universitários
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 15/08/2010 - São Paulo SP
Disciplinas sobre empreendedorismo são oferecidas a alunos de áreas como farmácia e desenho industrial
ADRIANA ABREU
Disciplinas sobre abrir e gerir um negócio próprio
deixaram de ser exclusividade de alunos de administração,
economia e contabilidade. Graduações em odontologia,
biologia e farmácia, entre outras, incluíram o tema do
empreendedorismo na grade curricular, em aulas optativas ou
obrigatórias. Na PUC-Rio (Pontifícia Universidade
Católica), por exemplo, são oferecidas 20 disciplinas
optativas a cada semestre sobre gestão de empresas para alunos
de todos os cursos de graduação. "Quem cursa seis ou mais
dessas matérias recebe certificado de aprendizado junto com o
diploma de graduação", destaca Marcos Cohen, coordenador
do setor de empreendedorismo da PUC-Rio. Segundo Cohen, cerca de
500 alunos se matriculam por semestre. "Para o próximo ano,
vamos criar uma disciplina com foco em economia sustentável",
planeja. Com o objetivo de incentivar a criação de
projetos inovadores, o Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade
Estadual de Campinas) oferece a disciplina de biotecnologia molecular,
voltada a universitários de biologia e farmácia. "Os
alunos recebem orientação do que é uma empresa de
base biológica na área de tecnologia e aprendem a fazer
um plano de negócios", conta Marcelo Menossi, professor da
disciplina.
BASE - Especialistas consultados pela Folha defendem a
formação empreendedora na universidade. "A maioria dos
jovens entra na faculdade para conseguir um bom emprego, nunca para ser
um empregador", afirma José Dornelas, consultor da área
de empreendedorismo. Natália Peon, 25, formada em desenho
industrial pela PUC-Rio, diz que a falta de conteúdo
empreendedor na grade curricular a fez procurar disciplinas eletivas.
"Eu sentia falta de ter alguma base empreendedora no meu curso de
graduação. Cursei as disciplinas que me interessavam",
conta. Recém-formada, ela trabalha como autônoma e faz
projetos como free-lancer. "Vou usar todo o aprendizado para montar o
meu próprio escritório", comenta
Universidade federal latino-americana começa
aulas nesta segunda-feira Instituição federal em Foz de
Iguaçu tem cerca de 200 alunos matriculados
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 09:26 hs.
Há estudantes do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.
Começam nesta segunda-feira (16) as aulas na Universidade
Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz de
Iguaçu. Ao todo, cerca de 200 estudantes brasileiros e
estrangeiros, da Argentina, Paraguai e Uruguai, se matricularam
até sexta-feira na universidade, que foi criada em janeiro deste
ano com a proposta de ter estudantes das Américas Latina e
Central.
Para preencher as 300 vagas oferecidas, a universidade pretende fazer
uma segunda chamada de estudantes, segundo o reitor Hélgio
Trindade. "Alunos e professores estão chegando muito
entusiasmados. Preocupados em se ajudar e a se integrar", disse.
As atividades do primeiro dia de aula incluem palestras com a reitoria,
pró-reitorias e professores com informações sobre
a estrutura da universidade, o programa dos cursos, as atividades do
semestre e o programa de assistência aos estudantes.
Alunos da UnilaAlunos terão aulas em português e em espanhol
(Foto: Assessoria de Imprensa UNILA/Divulgação)
Os alunos brasileiros foram selecionados com base no desempenho do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009. Estudantes de
escolas públicas tiveram benefício na
seleção. Os estrangeiros foram selecionados com ajuda dos
ministérios da Educação de cada país.
“São alunos que entraram em outras universidades, mas
diante da oferta da Unila resolveram mudar projetos e vir para a
Unila”, disse Trindade.
As aulas ocorrerão na sede provisória da universidade,
localizada no Parque Tecnológico Itaipu. Alunos que se mudaram
de outras cidades do Brasil ou são estrangeiros ficarão
hospedados em um hotel próximo à Unila, que será
usado como moradia estudantil a estudantes que necessitarem de
assistência estudantil. A universidade pretende comprar o hotel.
A ideia da universidade é que tenha aulas em português e
em espanhol dependendo do professor que ministrar cada disciplina. Para
poder assistir às aulas, todos os estudantes terão aulas
de línguas no primeiro ano de curso.
A universidade terá seis cursos de graduação neste
semestre, que são ciências biológicas - ecologia e
biodiversidade (manhã), relações internacionais e
integração (tarde), economia, integração e
desenvolvimento (noite), sociedade, estado e política na
América Latina (tarde), engenharia ambiental de energias
renováveis (manhã) e engenharia civil de infraestrutura
(manhã).
Os estudantes começam a estudar, no entanto, em aulas mistas,
uma espécie de curso preparatório, em que se misturam
alunos de todas as áreas. Só no decorrer do curso
é que as turmas começarão a ser separadas por
curso, segundo Trindade.
Para 2011, a universidade pretende criar um novo mecanismo para
selecionar os estudantes estrangeiros. Segundo Trindade, a partir de
março de 2011, a universidade abrirá vagas em outros 13
cursos com mais 1.700 vagas, e começará a receber
estudantes de outros países latino-americanos, da América
Central e do México. Mais informações sobre a
universidade podem ser obtidas no site www.unila.edu.br.
Fonte: G1 - Portal Globo
Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef
Fonte: Portal Aprendiz, 13/08/2010
Rafael Carneiro da Cunha
Garantir qualidade para a educação requer atividades
específicas para ensino de português e matemática,
formação de professores e infraestrutura para aulas e
atividades. As sugestões são do Fundo das
Nações Unidas para a Infância (Unicef), que
produziu o relatório Caminhos do Direito de Aprender, divulgado
em julho. “A educação no Brasil é uma
equação que tem muitas variáveis e que devem ser
cuidadas todas ao mesmo tempo”, afirma a coordenadora de projetos
de educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva,
uma das responsáveis pelo relatório. O relatório
analisou experiências de escolas de 26 municípios que
conseguiram aumentar o Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb) entre 2005 e 2007.
Todas as escolas apresentadas dão prioridade à leitura e
à escrita e procuram atender às necessidades
específicas de cada aluno, explica Maria de Salete. Além
disso, elas ofereceram programas de formação de professor
e se preocuparam em criar um ambiente ideal para a aprendizagem, onde
os alunos tenham prazer ao frequentar o colégio. “Ainda
tem muito professor que só tem o magistério, que
não é o suficiente, por exemplo, para dar aulas nos
ensinos infantil e fundamental. Em contrapartida, há
também uma falha nos cursos de formação superior,
pois eles não são tão próximos à
realidade das escolas”, ressalta.
Maria de Salete considera que as escolas ainda precisam compreender
melhor suas práticas pedagógicas, trabalhar as
características culturais em que estão inseridas,
aumentar a permanência do aluno no ambiente escolar e trabalhar
em conjunto com município, estado e federação.
“Eu acredito que a preocupação das escolas com
índice abaixo da média nacional não deve ser em
atingir essa média, mas ultrapassar o último
índice obtido”, diz. Um dos municípios citados no
relatório é o de Barra de Santo Antônio (AL), que
teve um Ideb de 2,6 em 2005 e passou para 2,7 em 2007. Apesar de ter
alcançado a meta de 2007, o Unicef reconhece que ainda falta
muito para que o resultado da escola seja comemorado, pois ainda
não há uma clareza da importância do Ideb. Outro
exemplo é o município de São
Cristóvão (SE), cujo Ideb para os anos iniciais do ensino
fundamental saltou de 2,5 em 2005 para 3,0 em 2007. Para a prefeitura
é preciso envolver mais os pais e a comunidade no processo de
aprendizagem, de acordo com o relatório. Ideb - O
Ideb foi criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e reúne em um
só indicador o fluxo escolar e a média de desempenho dos
alunos nas avaliações. O indicador é calculado a
partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no
Censo Escolar e nas médias de desempenho no Sistema de
Avaliação da Educação Básica (Saeb)
– para os estados e a união – e na Prova Brasil para
os municípios. Especial Eleição 2010 - De 23 a 27
de agosto o Portal Aprendiz trará um especial sobre as
eleições deste ano. Serão abordadas as propostas
relacionadas à educação dos quatro principais
candidatos à Presidência da República. Assuntos
como a criação do Sistema Nacional Articulado, ensino
médio aliado ao ensino técnico, orçamento para
educação, piso salarial e plano de carreira para os
profissionais da educação serão abordados com
candidatos ou seus representantes da área da
educação. A semana especial terminará com uma
reportagem que buscará analisar os programas dos
presidenciáveis a partir de entrevistas com representantes de
organizações e especialistas que trabalham com
educação.
Ter foco é coisa de jovem
Fonte: Jornal A Notícia, 15/08/2010
Adolescentes de Joinville têm sonhos de adulto. Mas falta aliar teoria à prática
Muito do que se imagina sobre juventude existe na cabeça de
adolescentes e jovens de Joinville. Apego aos amigos e à
internet, prioridade para a carreira, informação sobre
sexo, consciência de que drogas podem complicar a vida e o
exemplo da mãe batalhadora. Mas há um tanto que
surpreenderia pais.
Em pesquisa que será divulgada no fim de agosto, adolescentes e
jovens da cidade expressaram o que pensam sobre família, sexo,
drogas, trabalho e lazer. O levantamento inédito encomendado
pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA)
reuniu respostas de 497 jovens entre 12 e 21 anos de todos os bairros.
A pesquisa tem de ser interpretada com esse porém: dependeu da
sinceridade dos adolescentes.
Pelas respostas, parece que a família permanece do modelo
tradicional. Pais casados, núcleo familiar de
pai-mãe-irmãos e ideais que valorizam o trabalho.
Casamento, filhos e desejo de enriquecer não move os
entrevistados. Para a maioria, ter um emprego satisfatório
é o que mais vale. “A família em Joinville ainda
mostra característica proletária. Mas a
situação na cidade é desigual”, avalia o
presidente do CMDCA, Humberto Gonçalves Correia Jr. Em bairros
como Paranaguamirim e Guanabara, sustentar a família é o
sonho.
Há discrepâncias em meio a tantas opiniões
certinhas. Em relação aos 33% que admitiram ter usado
drogas (incluídos cigarro e álcool), a maconha é
mais citada que o tabaco. Mais de 20% já fumaram maconha, contra
5% dos que afirmaram ter provado cigarro. Os de 15 a 17 anos tiveram
percentual mais alto de contato com a droga ilícita –
25,3% entre os que admitiram uso de drogas. A faixa é a em que
mais figuram entrevistados que se disseram a favor da maconha (2,2%;
outros 10% são neutros). E quem revelou ter experimentado
drogas, as usa com frequência. A maioria, em todos os grupos,
diariamente – no de 12 a 14 anos, 63%, acima do percentual que
coube ao cigarro.
Em todas as idades, os amigos são os “ouvidos” mais
procurados nas conversas sobre sexo (menos para as meninas jovens, que
buscam as mães). Mas 29% dos garotos de 12 a 14 anos não
abrem a boca. Tânia Crescêncio, do Centro de Testagem e
Aconselhamento da Prefeitura, acha que pais têm de evitar os
extremos. “São liberais a ponto de verem filmes
pornográficos com os filhos ou não falam sobre o assunto.
Falta o meio termo”. A Unidade Sanitária de Joinville
oferece um preservativo menor, para adolescentes em
formação. Proteção não seria
problema. Falta saber se adolescentes aceitam tratamento diferenciado;
ou sabem usar o preservativo. “Muitos jovens deixam para aprender
a pôr a camisinha na hora”.
CAMILLE CARDOSO
Faltam Contadores
Fonte: Jornal SINEPE, agosto/setembro de 2010, nº 130, Ano 19, p.02.
Consta que 64% das empresas têm dificuldade de preencher vagas.
Com 412 mil profissionais registrados no Conselho Federal de
Contabilidade, a área de ciências contábeis vive
hoje um desafio: a falta de mão de obra qualificada no
país. A quantidade de formados é insuficiente para
atender à necessidade dos 5 milhões de empresas no
Brasil. A taxa de empregabilidade de contadores é superior a 90%.
Escolaridade na política continua sendo extremamente reduzida
Fonte: Jornal da Educação
Um estudo mostrou o perfil dos candidatos à Câmara dos
Deputados e evidencia que 11,11% têm apenas o ensino fundamental,
27,67% o ensino médio completo ou incompleto, 11,26% o ensino
superior incompleto e 49,96% conseguiram concluir um curso de
graduação.
Atualmente 81,4% dos deputados federais possuem o curso superior
completo, 7% o ciclo incompleto, 9% o ensino médio e 2,6%
tão somente o ensino fundamental.
O crescimento dos iletrados é um reflexo do pouco valor que se dá à educação no País.
Apesar desse quadro sombrio, no Legislativo, fica um consolo:
para a chefia do Executivo há certeza de que teremos um
Presidente que, desta vez, possui o curso superior.
(IPAE 074 - 08/10)
Sem trabalho, há uma geração perdida da América Latina
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 12/08/2010
Verónica Calderón Madri (Espanha)
O rosto da América Latina é jovem: 19,5% de sua
população têm entre 15 e 24 anos, índice
somente superado pela África (20,3%), e é a única
região do mundo cuja juventude experimenta um crescimento
sustentado. Mas seu panorama não é alentador. Na
Ibero-América (América Latina, Espanha e Portugal)
há cerca de 150 milhões de jovens, dos quais 45% -
aproximadamente 68 milhões - estão desempregados, segundo
um estudo da Organização Ibero-americana da Juventude
(OIJ). Cerca de 105 milhões estão na América
Latina. "Os jovens são invisíveis para a sociedade",
afirma o chileno Eugenio Ravinet, presidente da OIJ. "Salvo raras
exceções, não existem políticas sociais
voltadas especificamente para eles."
Uma prova de que não há políticas concretas
é a falta de um critério claro para definir quem é
jovem. Para a OIJ, são as pessoas entre 18 e 29 anos. Para a
Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONU, a
faixa vai de 15 a 24 anos. Noventa por cento dos jovens do mundo vivem
em países em desenvolvimento, indica um relatório da OIT.
"O jovem está desprotegido pelas políticas sociais. O
primeiro suspeito de um crime costuma ser o jovem. O chefe que vai
contratar desconfia antes de um jovem. O índice de desemprego
entre os jovens é o dobro ou em alguns casos o triplo da
média nacional, e nenhum país empreendeu uma
reforma trabalhista que enfrente o assunto", descreve Ravinet. Um
estudo elaborado em 2007 pela Comissão Econômica para a
América Latina e o Caribe (Cepal) e a OIJ detalha os
índices de desemprego em cada país latino-americano, mas
explica que as estatísticas variam de acordo com o ano em que
foram coletadas (uma margem de até cinco anos) e que os
números são enganosos. A região tem um dos
índices mais altos de subemprego ou emprego informal entre os
jovens. As economias latino-americanas, que não têm a
proteção social dos países europeus, deixam seus
jovens "sem a oportunidade de sair de sua situação",
salienta Ravinet.
A OIT detalha que no México, Colômbia, Equador,
Panamá e Peru 82,4% dos adolescentes (entre 15 e 19 anos) tinham
um emprego informal, número significativamente mais alto que os
50,3% dos adultos (entre 30 e 64 anos) na mesma situação
laboral. "Os jovens são o setor mais vulnerável aos
trabalhos irregulares, com o salário mais baixo", comenta
Ravinet. E a falta de oportunidades é diretamente proporcional
à pobreza. O desemprego entre a população jovem
pobre é 19% maior que nas classes média e alta. As
mulheres têm uma situação ainda mais
difícil. O desemprego entre a população feminina
é, em alguns casos, até 10% superior ao masculino.
Além disso, a América Latina é a única
região do mundo onde o índice de fecundidade
entre as adolescentes continuou aumentando nos últimos 30 anos:
7,3% das gravidezes na região ocorrem em jovens entre 15 e 19
anos. Na Europa o índice é de 2,8% e em todo o mundo,
4,8%. "O machismo na região afeta particularmente as mulheres",
comenta Ravinet.
Outro dado alarmante é a quantidade de jovens latino-americanos
que não estudam nem trabalham: um em cada quatro, segundo o
relatório da OIJ e da Cepal. "As consequências de uma
juventude sem oportunidades são muito graves", afirma Ravinet. O
estudo divulgado pela OIT concorda. "A incapacidade de encontrar
emprego cria uma sensação de impotência e
inação entre os jovens, que pode conduzir a um aumento da
criminalidade, dos problemas de saúde mental, da
violência, conflitos e consumo de drogas", diz o
relatório. O maior problema, afirma Ravinet, é o
ceticismo diante da juventude. "Acredita-se que os jovens não se
interessam pelo futuro, que são apáticos, não
desejam se envolver nas decisões, e é mentira. O desejo
de um jovem é muito simples: ter um emprego e que seu governo
não o abandone. Há necessidade urgente de programas que
fomentem a capacitação, o contato com as novas
tecnologias. Para cuidar da juventude, não basta organizar uma
partida de futebol ou um show de rock." Tradução: Luiz
Roberto Mendes Gonçalves
Lista das 500 melhores universidades tem 6 brasileiras
Fonte: Agência AFP, 12/08/2010
DA REDAÇÃO - A classificação 2010 das 500
melhores instituições de ensino superior, realizada pela
Universidade de Comunicações de Xangai, coloca os
estabelecimentos americanos na liderança. Como no ano passado,
os Estados Unidos ocupam 17 dos 19 primeiros lugares. Na lista,
divulgada nesta quinta-feira pelo site Echos, seis brasileiras
aparecem, a USP (entre as 150 melhores), Unicamp (300 melhores), UFMG,
UFRJ, Unesp (as três entre as 400 melhores) e Ufrgs (entre as 500
melhores). O primeiro francês a aparecer está no 39º
lugar.
A Universidade Jiaotong de Xangai vai divulgar a lista de forma oficial
no seu site (www.arwu.org). Harvard é o número um:
Berkeley cede o segundo lugar a Stanford. Apenas as britânicas
Cambridge (5º) e Oxford (10º) estão entre as 10
melhores, ao lado das americanas. O próximo país a
aparecer é o Japão, com a Universidade de Tóquio,
que fecha as vinte melhores.
Três estabelecimentos franceses estão na lista dos 100
primeiros: Pierre-et-Marie-Curie, no 39º lugar (uma
situação melhor, em relação ao
relatório de 2009); Paris-Sud Orsay está no 45º
(dois rankings perdidos) e a École Normale Supérieure
(ENS-Ulm), no 71º (recuo de um lugar).
Divulgada desde 2003, esta classificação mundial é
tão esperada quanto criticada, notadamente na Europa - na
França, em particular.
Os critérios são relacionados essencialmente à
performance em matéria de pesquisa, em detrimento da
formação: o número de prêmios Nobel
recebidos, as medalhas Fields (o equivalente ao Nobel em
matemática) e artigos publicados em revistas e periódicos
unicamente anglo-saxãos. Os francófonos não
são levados em conta. A União Europeia pretende construir
até 2011 sua própria "classificação", que
contará com uma verdadeira "cartogragia" por disciplinas,
concebida como ajuda aos estudantes para sua escolha. O assunto pode
ser consultado no site www.lesechos.fr/medias/2010/0812//020719898737_print.pdf.
Reconhecimento para que não tem diploma
Fonte: Diário Catarinense, 16/08/2010
Trabalhadores que há muito tempo desempenham uma
função, mas não têm diploma que comprove sua
formação podem se inscrever no Programa Certific, a
partir de hoje. As inscrições vão até 10 de
setembro.Primeiro, serão reconhecidos profissionais das
áreas de música, pesca e aquicultura, turismo e
hospitalidade, construção civil e eletroeletrônica.
As inscrições, a certificação e a
emissão de diplomas são gratuitas.
Inovação aberta é incentivada no Brasil
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 10:11 hs.
Com o apoio da internet, empresas buscam ideias entre estudantes para complementar as pesquisas internas
Prêmios e possibilidade de contratação motivam
universitários de todo o país a participar de batalhas de
inovação.
CAMILA FUSCO
DE SÃO PAULO
A crise de crédito que assolou os mercados mundiais no fim de
2008 fez o engenheiro Armando Theodoro, 47, repensar os
negócios. Sócio da Steel Rocket, do ramo de
antecipação de recebíveis, com
movimentação mensal de R$ 3 milhões e 60 clientes,
o executivo viu os riscos da empresa subirem rapidamente. "Percebemos
que, embora capitalizados, seria importante diversificar os
negócios", afirma.
Passados quase 20 meses desde o início da análise,
Theodoro ainda não tomou uma decisão. Mas, em vez de
contratar uma consultoria, decidiu apelar a cerca de 4.500
universitários, que vão trabalhar para ele ao longo dos
próximos quatro meses. "O objetivo é buscar boas ideias
para a criação de um plano de negócios", diz. A
Steel não abriu nenhuma contratação em massa. Ela
faz parte de um grupo crescente de empresas brasileiras que apostam na
inovação aberta para resolver questões internas.
Em troca de boas ideias, colhidas principalmente pela internet,
propõem prêmios - como os R$ 15 mil oferecidos pela Steel.
Na lista de entusiastas do modelo estão desde empresas de
pequeno porte até gigantes como Tecnisa, AmBev, Phillips e
Whirlpool.
MODELO INTERNACIONAL
Adotada por centenas de companhias nos EUA, como Procter&Gamble, a
inovação aberta começa a ser testada por aqui por
duas vertentes principais. A primeira é a dos portais
próprios como o Tecnisa Ideias, portal da construtora que
estreia nos próximos dias para colher sugestões dos
internautas em oito áreas, de arquitetura até
sustentabilidade.
"É uma iniciativa de relacionamento que trará boas ideias
para os negócios", diz Romeo Busarello, diretor de internet da
Tecnisa. Essa é a quarta iniciativa de inovação
aberta da Tecnisa, que começou a receber
contribuições para seus projetos em comunidades do Orkut,
em 2009. Na ocasião, recebeu 220 colaborações
sobre adaptações nos apartamentos para consumidores da
terceira idade e poderá aplicá-las nos futuros
empreendimentos.
APOIO UNIVERSITÁRIO
Outra vertente são os centros de ideias, como o portal Battle of Concepts (BoC).
De origem holandesa e tendo a consultoria TerraForum como sócia,
o portal criou uma base com estudantes de cerca de 80 universidades que
devem resolver questões propostas por seus clientes, entre eles
Usiminas, Natura e Ambev.
"É feito um trabalho de pesquisa sobre as necessidades do
cliente e em que áreas. A partir daí a tarefa é
postada no site", afirma Hans Hellemondt, sócio do BoC. Pelo
trabalho, a consultoria cobra a partir de R$ 20 mil. Aos estudantes, os
prêmios oferecidos, em média, são de R$ 15 mil.
COLABORAÇÃO
Embora sirvam de um imenso laboratório de tendências,
iniciativas de inovação aberta não devem ser
interpretadas como uma forma de cortar custos internos com pesquisa e
desenvolvimento. "Dificilmente uma ideia vai gerar um projeto pronto;
é missão das empresas refiná-las", diz José
Cláudio Terra, sócio da TerraForum. Da mesma forma,
especialistas alertam para as fronteiras que devem ser respeitadas pelo
modelo, para não ser usado como fonte de mão de obra
barata. "O relacionamento saudável gera conhecimento, não
um produto específico", diz Guilherme de Lima, vice-presidente
da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e
Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei).
Fonte: Folha de São Paulo
Eleitor deve apresentar título mais documento com foto para votar
Fonte: Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina
Nas eleições deste ano será a primeira vez que os
eleitores serão obrigados a apresentar o título de
eleitor acompanhado de um documento oficial com fotografia no momento
da votação. A exigência da
apresentação dos dois documentos foi introduzida na Lei
das Eleições por meio da Lei 12.034/09.
Também serão aceitos pela Justiça Eleitoral,
juntamente com o título, qualquer documento de valor legal
equivalente à carteira de identidade, como: identidade
funcional, carteira de trabalho ou de habilitação com
foto e certificado de reservista. Em anos anteriores, o eleitor podia
votar apenas com o título de eleitor ou então com outro
documento oficial.
2ª via do título de eleitor pode ser retirada até dia 23 de setembro
Outra novidade para o pleito deste ano é que, para votar em 3 de
outubro, o eleitor pode retirar a 2ª via (reimpressão) do
seu título em qualquer cartório eleitoral do país
até o dia 23 de setembro. Na oportunidade, o título
será reimpresso com dados idênticos ao do documento
extraviado ou inutilizado.
Essa decisão da Corte Superior aconteceu em sessão
administrativa, no dia 16 de junho, por proposta da Corregedoria Geral
Eleitoral, com o intuito de garantir a plenitude do gozo dos direitos
políticos ao eleitorado. A legislação anterior
previa que quem estivesse fora do seu local de votação
tinha somente até 4 de agosto para pedir a segunda via do
título.
Mas somente podem pedir a reimpressão os eleitores que já
tinham ou solicitaram o título eleitoral até 5 de maio
deste ano, data em que foi fechado o cadastro eleitoral de 2010.
Desse modo, o eleitor quite com suas obrigações
eleitorais que se encontrar fora de seu domicílio eleitoral
poderá requerer a reimpressão de seu título,
presentes as circunstâncias de extravio ou
inutilização até 10 dias antes do pleito.
Na mesma sessão em que o TSE decidiu estender o prazo para
pedido de reimpressão do título, o tribunal reiterou a
obrigatoriedade da apresentação do título e de um
documento oficial com foto para votar nas próximas
eleições.
Darci ataca Pavan
Fonte: Jornal A Notícia, 14/08/2010
Pelo visto, está se esgotando a paciência dos liberais com
Leonel Pavan (PSDB). Na condição de deputado estadual
mais votado em Joinville na eleição de 2006, com mais de
40 mil votos, Darci de Matos (DEM) qualificou de
“inaceitável” o comportamento do governador,
“que subiu solenemente no muro”.
Para Darci, Pavan está sendo “ingrato” e
“infiel”. “Ingrato porque liberais e peemedebistas o
elegemos vice, sem falar que Luiz Henrique renunciou ao governo para
que ele assumisse”, observou o parlamentar.
“E infiel porque está contrariando a
orientação de seu próprio partido, que,
aliás, preside no Estado e que faz parte da
coligação”, ponderou Darci de Matos, convencido de
que o governador está prejudicando especialmente os candidatos
à Presidência, José Serra, e ao Senado, Paulo
Bauer, ambos do PSDB.
Procurador investiga pré-teste do Enem
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 14/08/2010 às 09:01 hs.
Em um ano, valor do contrato para aplicar as questões da prova
aumentou 559%, saltando de R$ 939,5 mil para R$ 6,191 milhões.
Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo
O procurador Marinus Marsico, representante do Ministério
Público no Tribunal de Contas da União, vai investigar o
contrato de realização do pré-teste do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem). Em um ano, conforme revelou
ontem o Estado, o valor do contrato aumentou 559% - saltou de R$ 939,5
mil para R$ 6,191 milhões.
O pré-teste serve para verificar quais perguntas são
consideradas fáceis ou difíceis por um público com
perfil semelhante ao que fará o Enem.
Os valores serão pagos a um consórcio contratado pelo
Ministério da Educação (MEC) sem
licitação. Uma das instituições
beneficiadas é o Centro de Seleção e de
Promoção de Eventos (Cespe), ligado à Universidade
de Brasília (UnB). A instituição foi
responsável pela aplicação da última
edição do exame, após o vazamento da prova.
Até o ano passado, o Cespe era dirigido pelo atual presidente do
Inep, Joaquim Soares Neto.
Segundo o Inep, autarquia do ministério responsável pelo
exame, "o projeto de 2010 é muito mais amplo" e "é
impossível comparar contratos cujos requisitos são
tão distintos". O instituto alega que pretende agora aplicar o
pré-teste para 100 mil alunos em 40 municípios, contra 50
mil de 10 capitais em 2009.
"São explicações que à primeira vista podem
ser aceitáveis, mas isso não impede que a gente prossiga
a verificação", afirmou Marsico. "Há o
benefício da dúvida, mas estou me baseando nesses fatores
para a investigação: a dispensa de
licitação e o valor quase multiplicado por sete", disse
Marsico. Procurado, o Ministério da Educação
informou que prestará as informações requisitadas
pelo procurador.
Numa comparação do preço médio do
pré-teste por estudante, o valor em um ano cresceu de R$ 18,79
para R$ 61,91, um salto de 229,5%. Especialistas ouvidos pela
reportagem estranharam a diferença, observando que o
preço médio por estudante deveria cair com o tempo e
não aumentar. O Inep alega que, desta vez, o pré-teste
ocorrerá em "quatro etapas distintas" - em 2009, ocorreu em
apenas uma etapa.
De acordo com o Inep, o contrato atual reforça requisitos de
segurança e sigilo necessários para o pré-teste.
"O contrato 2010 exige que todas as etapas de editoração
do caderno de provas, acompanhamento da impressão e
organização do material para distribuição
se processem em ambiente seguro e sigiloso", afirmou a assessoria.
O Inep também diz que foi exigido que as empresas aplicadoras
montassem estruturas compatíveis de segurança em cada
unidade federação.
Ontem, o ministro da Educação, Fernando Haddad, falou
sobre os questionamentos em torno do Enem e afirmou que não
haverá atraso em sua aplicação. "Não tem
atraso nenhum. O presidente do Inep disse que está tudo dentro
do cronograma."
O contrato com as instituições que aplicarão o
exame ainda está sendo elaborado, e a Justiça suspendeu a
licitação para escolha da gráfica
responsável pela impressão do exame. O edital do
pregão eletrônico previa o início da
pré-impressão (versão preliminar da prova, sujeita
a revisões) em 12 de agosto, com término no dia 27. No
dia 28 deveria ocorrer a aprovação do trabalho, com o
início da impressão marcado para o dia 30 de agosto.
"Como a questão está na Justiça, vamos aguardar o
posicionamento da juíza. A gráfica levou seus argumentos,
o Inep explicou por que desclassificou a gráfica. Agora cabe ao
Judiciário a palavra final", disse.
COLABOROU LUCIANA ALVAREZ
Fonte: O Estado de São Paulo
Anhanguera Educacional está entre as Melhores da Dinheiro
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 14/08/2010 às 11:51 hs.
A instituição é a única empresa educacional entre as melhores no setor de serviços diversos.
A Anhanguera Educacional, maior empresa de capital aberto do setor de
educação no Brasil em termos de valor de mercado,
é mais uma vez destaque nacional na edição do
anuário "As Melhores da Dinheiro", divulgado este mês pela
revista "Isto É Dinheiro". O levantamento envolveu mais de 500
das maiores empresas do país, divididas em setores
econômicos, e posicionou a instituição em terceiro
lugar do segmento de serviços, na classificação
geral.
A Anhanguera é a única empresa educacional ranqueada
entre as cinco melhores desse segmento. Dentre as categorias, a
instituição ainda recebeu a primeira
colocação em Responsabilidade Social, bem como em
Inovação e Qualidade. Tais reconhecimentos são
fruto, respectivamente, do Programa de Extensão
Comunitária que, em 2009 atendeu gratuitamente 805 mil pessoas
em seus 796 projetos; e da qualidade das equipes envolvidas e a
quantidade de pessoas engajadas no controle da qualidade, no marketing,
na pesquisa e desenvolvimento, na auditoria interna e no serviço
de atendimento ao cliente.
Outras posições conquistadas em categorias avaliativas do
setor de Serviços Diversos foram: o 2º lugar em Recursos
Humanos, que avaliou o número de funcionários, as
despesas com salários, além dos benefícios,
treinamentos e tempo médio de serviço por colaborador, e
o 4º em Governança Corporativa, que avaliou o planejamento
estratégico da Anhanguera, levando em conta a existência
de seu código de ética, do número de conselheiros
independentes e a variação do valor de patrimônio
líquido, do lucro líquido e dos dividendos pagos.
A conquista de posições relevantes no ranking "As
Melhores da Dinheiro", no setor de Serviços e em suas
categorias, atestam a importante atuação da Anhanguera no
setor educacional brasileiro. "Nosso foco sempre foi o desenvolvimento
do projeto de vida do nosso aluno, por meio de uma
educação de qualidade e focada nos preceitos de
responsabilidade social. Acredito que a premiação seja
uma comprovação do nosso comprometimento com esse
objetivo", declara José Augusto Teixeira, vice-presidente de
Planejamento e Relações com Investidores.
O anuário
O ranking das "Melhores da Dinheiro" é considerado um dos mais
completos levantamentos sobre as práticas gerenciais das
companhias instaladas no Brasil.
Segundo informações editoriais, trata-se da única
lista do gênero que analisa as companhias, não apenas pelo
seu desempenho financeiro, mas também pelos indicadores de
gestão em diversas áreas.
Institucional - Atuante na graduação,
pós-graduação e educação continuada,
a Instituição tem o público alvo composto por
adultos das classes média e baixa que trabalham durante o dia e
estudam à noite. Com 294 mil alunos, a Instituição
é composta de 54 câmpus e mais de 450 polos,
distribuídos por todos os estados brasileiros e também no
Distrito Federal.
A Companhia oferece uma ampla gama de cursos que se destacam no mercado
por oferecer aos alunos ensino de qualidade diferenciada a um custo
mais acessível que de seus principais concorrentes. Seu foco
é oferecer a melhor combinação entre qualidade e
preço, com toda a conveniência almejada por jovens
trabalhadores. Para atingir esses objetivos, a
Instituição adota projetos pedagógicos unificados,
corpo docente qualificado, modelo operacional eficiente para
multi-unidades, mensalidades acessíveis e rigoroso controle de
qualidade.
Fonte: Revista Isto É Dinheiro - ed. 671/A
Desigualdade educacional é maior em 14 estados
Fonte: Jornal da Educação
Pesquisa feita com base em uma comparação do
Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb) de 2005 com o de 2009 revelou que a desigualdade
educacional em 14 dos 27 estados nos anos finais do Ensino Fundamental.
O estudo, elaborado pelo Todos Pela Educação, tem como
base de cálculo o coeficiente de variação que,
tecnicamente, é calculado na divisão do desvio
padrão pela nota média no Ideb. Das 14 redes estaduais,
quatro tiveram médias abaixo do previsto pelo MEC e ainda
apresentaram maior variação de desigualdade na oferta do
ensino.
O Ideb está relacionado ao percentual de desigualdade
educacional, quanto maior o índice, menor a desigualdade. O
estudo foi dividido em duas partes, uma em que foi avaliada a equidade
nos anos finais do Ensino Fundamental, com base em dados das escolas
estaduais; e a segunda, em que foi verificada a desigualdade nos anos
iniciais do Ensino Fundamental, com utilização de
informações das escolas municipais.
(IPAE 078 - 08/10)
Tem qualificação? Aqui há vaga
Fonte: Jornal A Notícia, 15/08/2010
Setor de serviços sente, em Joinville, a falta de mão de obra especializada
O operário é o retrato do trabalhador joinvilense. Afinal
de contas, dois em cada cinco habitantes da cidade trabalham na
indústria. Mas tem um segmento que vem ganhando força nos
últimos cinco anos e que está precisando urgentemente de
mão de obra qualificada. É o de serviços, que
abriu 1.623 novas oportunidades de trabalho no primeiro semestre, 5,7%
a mais do que no mesmo período de 2009. “Chego a ficar com
uma vaga aberta por dois meses”, diz Sérgio Luiz Correa,
dono de uma agência de recursos humanos especializada nesse
segmento.
Quem tem qualificação tem vaga garantida. É o caso
de Kayerdal Zipperer e Thobias de Amorim Jesus. Kayerdal mora há
três meses em Joinville, veio de Porto União e dois dias
depois que chegou já estava empregado como garçom em um
bar da Via Gastronômica. “Trabalho há dez anos.
Mandei meu currículo pelo site, logo em seguida me ligaram e na
sequência estava empregado”, comemora o jovem que acaba de
se formar no curso de garçom pelo Senac. Ele foi contratado como
garçom, mas a casa também precisava de um barman e assim
ele foi transferido para o bar.
Há dois anos, Amorim Jesus veio de Florianópolis para
morar em Joinville. Lá havia trabalhado em bares e aqui buscou
qualificação para se formar no curso de bartender.
Recém-formado pelo Senac, já conseguiu emprego no bar de
uma boate da cidade. “Acho que pela minha
qualificação consegui um trabalho rápido. É
uma boa área para trabalhar, pois há vagas para quem se
dedica e busca sempre se aperfeiçoar”, afirma.
Segundo o presidente do Sindicato de Hotéis e Restaurantes de
Joinville, Bernardo Kuerten, o setor vem se tornando cada vez mais uma
boa opção para se trabalhar. “A tendência
é que o segmento se fortaleça mais.” Para tentar
reduzir o problema de falta de mão de obra, a entidade investe
em parcerias. Ela oferece cursos de qualificação de
garçons, camareiras, recepcionistas e barman em parceria com a
Univille. Há também cursos profissionalizantes no Senac
nas áreas de cozinha, garçom, bartender e confeitaria; de
panificação na Fundamas; e há também o
curso superior em gastronomia oferecido pela Univille.
ANA PAULA FANTON
Ampliação da Licença
Maternidade – Opção exclusiva para as empresas que
declaram com base no “Lucro Real”
Fonte: Jornal SINEPE, agosto/setembro de 2010, nº 130, Ano 19, p.15.
Por Osmar dos Santos, advogado, Diretor Executivo do Sinepe/SC.
Em janeiro de 2010 entrou em vigor a nova regra que amplia a
licença-maternidade por mais 60 dias, ou seja, dos 120 para 180
dias - conforme preconiza a Lei 11.770, de 9/9/2008, ao criar o
Programa Empresa Cidadã, objetivando a prorrogação
da licença maternidade mediante concessão de incentivo
fiscal, alterando desta forma a Lei nº. 8.212/91. A empregada da
pessoa jurídica que aderir ao Programa Empresa Cidadã
terá prorrogado por 60 dias a duração da
licença maternidade prevista na nossa Constituição
Federal no seu artigo 7º, XVIII. É importante ressaltar que
será garantida à empregada da pessoa jurídica que
aderir ao Programa e desde que requeira até o final do primeiro
mês após o parto e será concedida imediatamente
após a fruição da licença maternidade.
Também importante lembrar que a referida lei contempla à
empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de
adoção de criança. Conforme o artigo 2º desta
Lei fica a Administração Pública, direta, indireta
e fundacional autorizada a instituir programa que garanta
prorrogação da licença maternidade para suas
servidoras, nos termos do que prevê o artigo 1º desta lei.
Para quem não aderir ao Programa Empresa Cidadã ou
não preencher os requisitos necessários para essa
adesão, a maioria, portanto, permanece a licença
maternidade de 120 (cento e vinte) dias, concedida na forma da lei,
respeitado o período prescrito pelo médico
responsável. No período da prorrogação da
licença maternidade, a empregada receberá sua
remuneração integral, como recebe hoje através do
salário maternidade pago pela Previdência Social. Neste
período, além da empregada não poder exercer
qualquer atividade remunerada, a criança não
poderá ser mantida em creche ou organização
similar, estando sujeita a perder o direito a
prorrogação. Mas é bom lembrar que as empresas,
pelo menos por enquanto, não são obrigadas a prorrogar a
licença maternidade, somente aquelas que aderirem ao Programa.
As empresas que aderirem ao Programa podem abater no imposto de renda
os dois salários maternidade integralmente. Outro ponto
importante que deve ser ressaltado é que somente as empresas que
fazem as declarações com base no lucro real é que
poderão aderir ao Programa. As empregadas atualmente
grávidas poderão contar com a licença-maternidade
ampliada se o empregador que declara com base no lucro real aderir ao
Programa Empresa Cidadã. Isso porque elas têm até
um mês após o parto para fazer o pedido à empresa,
que poderá fazer a adesão na página da Receita
Federal na internet e o desconto no Imposto de Renda. Por não
ser obrigatória a prorrogação do beneficio, paira
uma dúvida quanto a sua real aplicabilidade. As empresas
precisarão analisar sua necessidade em aderir a Lei, pois mesmo
tendo a vantagem de deduzir as parcelas pagas no Imposto de Renda,
precisará contratar outra empregada para o mesmo serviço
e incidirá encargos sobre esta contratação,
além da possibilidade da empregada querer emendar férias
se já estiver apta, neste caso já não há
compensação para a empresa destes 30 dias das
férias.
Ranking chinês põe USP entre 150 melhores universidades do mundo
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 14/08/2010 às 10:29 hs.
Outras cinco instituições brasileiras aparecem na lista
de 500 melhores. Harvard, nos EUA, lidera o ranking pelo oitavo ano
consecutivo
A Universidade de São Paulo (USP) está entre as 150
melhores universidades do mundo, segundo o ranking 2010 da Universidade
de Comunicações de Xangai (Jiaotong), que lista
anualmente as 500 melhores do mundo. A lista foi divulgada nesta
sexta-feira (13). O ranking não dá uma
colocação exata da USP. A universidade aparece no grupo
entre as 101 e 150 melhores.
O ranking especifica as colocações das cem primeiras e,
depois disso, apresenta as universidades em grupos que vão de
101 a 150, 151 a 200, 201 a 300, 301 a 400 e 401 a 500.
Outras brasileiras citadas são a Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp), que está entre as 201 e 300 melhores, a
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que
estão entre as 301 e 400 melhores, e a Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS), que está entre as 401 e 500 melhores.
O ranking chinês é considerado um dos mais importantes do
mundo atualmente ao lado da lista de 200 instituições
acadêmicas de maior relevância mundial elaborado todo ano,
desde 2004, pela publicação britânica "The Times
Higher Education Supplement".
Pelo oitavo ano consecutivo, Harvard, nos Estados Unidos, lidera o
ranking, seguida por Berkeley, que tomou a segunda
posição de Stanford.
A lista revela um amplo domínio das instituições
dos Estados Unidos, um avanço da Alemanha e uma
estagnação da França, onde sofreu muitas
críticas. Como no ano passado, a relação das 500
melhores universidades estabelecida pela Jiaotong traz os EUA na
liderança, ocupando 17 dos 19 primeiros postos.
As universidades britânicas de Cambridge (5ª) e Oxford
(10ª) são as únicas fora dos EUA entre as dez
melhores. Entre países, a Alemanha ocupa a segunda
posição no ranking das 500 melhores, com 39
universidades, bem atrás dos Estados Unidos, com 154
instituições.
Grã-Bretanha, com 38 universidades, e Japão, 25, aparecem
à frente da França, que com 22 instituições
caiu da quinta para a sexta posição, empatada com
Itália e China. O site oficial do ranking é www.arwu.org,
mas estava com problemas na manhã desta sexta-feira.
A ideia da lista, divulgada desde 2003, surgiu quando Pequim decidiu
criar universidades de nível internacional e precisou definir os
critérios de excelência. O ranking é muito
criticado na Europa, especialmente na França, que denuncia uma
avaliação voltada para a pesquisa, em detrimento da
formação.
A Jiaotong considera o número de prêmios Nobel, de
medalhas Fields (Nobel da matemática) e de artigos publicados em
revistas como "Nature" e "Science". A União Europeia prevê
criar no próximo ano seu próprio ranking das melhores
universidades, orientado pela formação dos estudantes.
Outra universidade da América Latina bem colocada foi a
Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), que ficou
entre as 200 melhores.
Outro ranking
No ranking mundial Webometrics Ranking of World Universities, que
considera os conteúdos disponibilizados na internet,
especialmente aqueles relacionados a processos de geração
e comunicação acadêmica de conhecimento
científico, a USP caiu neste ano da 53ª para 122ª
posição. O ranking foi divulgado em julho.
Fonte: www.administradores.com.br
Hering completa 130 anos
Fonte: Jornal A Notícia, 15/08/2010
Uma das mais tradicionais empresas catarinenses, a Hering, está
de aniversário. A marca dos dois peixinhos, que já foi
sinônimo de camiseta branca, e hoje é associada à
moda, está completando 130 anos, tendo feito parte da vida de
mais de 100 mil trabalhadores. E em alto estilo: no mês passado,
foi considerada a melhor empresa do Brasil pela “Exame”.
Na semana que passou, a indústria têxtil foi premiada pela
Associação Brasileira de Companhias Abertas (Abrasca)
pelos resultados dos últimos três anos.
A empresa está se reinventando desde 2006, quando consultou
consumidores nas lojas para elaborar a nova estratégia. A
pesquisa de mercado apontou que 90% dos pesquisados conheciam a marca.
Diante disto, os executivos entenderam que era preciso explorar o
potencial do nome, e estabeleceram o foco na expansão do
número de lojas.
Desde que iniciou o projeto de expansão do varejo em 2007,
ampliando o número de lojas Hering Store de 180 unidades para
278 este ano – com previsão de chegar a 325 em dezembro,
as ações da Hering sobem sem parar, ocupando as primeiras
posições no ranking das ações mais
valorizadas na BM&F Bovespa. No primeiro semestre do ano, elas
tiveram uma alta de 58%, uma das maiores no País.
Lucro que vem das salas de aula
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 09:27 hs.
Setor privado de educação brasileiro atrai investidores
estrangeiros e já registra um total de operações
de aquisição de R$ 1,9 bilhão
Aguinaldo Novo.
SÃO PAULO
Os investidores espicharam os olhos para o setor privado de
educação no Brasil. Em pouco mais de um ano, só o
mercado de sistemas de ensino (que consiste na produção
de metodologia pedagógica e apostilas para venda a escolas
públicas e privadas) registrou cinco operações de
venda, três delas nos últimos 30 dias.
Somadas, representaram um investimento superior a R$ 1,9 bilhão.
No maior desses negócios, a inglesa Pearson (dona do jornal
“Financial Times” e da revista “The Economist”)
pagou R$ 888 milhões para assumir a gráfica e a
distribuição de materiais didáticos do Sistema
Educacional Brasileiro (SEB).
Esse movimento não deve parar tão cedo. A Kroton
Educacional, que já tem 50% do seu capital nas mãos do
fundo financeiro internacional Advent, anunciou na quarta-feira passada
que estuda novas associações e, eventualmente, a venda de
uma ou mais unidades de ensino do grupo. Os donos da Estácio de
Sá, com quase 215 mil alunos e forte presença no Rio,
também procuram compradores para suas ações.
João Uchôa Cavalcanti Neto e sua filha, Monique
Uchôa Cavalcanti de Vasconcelos, vão vender na Bolsa de
Valores os 41,7% que detêm do capital da empresa.
— Todo mundo está namorando todo mundo — confirma o consultor Marcos Antonio Boscolo, sócio da KPMG.
O mercado brasileiro de ensino está entre os dez maiores do
mundo, com movimento estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 55
bilhões por ano. Este valor considera apenas as mensalidades no
ensino privado (básico e superior) e também o giro do
mercado editorial (que engloba desde a venda de livros didáticos
à produção dos sistemas de ensino).
Estão fora da conta os desembolsos do governo na rede pública.
Aumento da renda da população puxa segmento
Em grande parte, a consolidação do setor reflete a
confiança dos investidores brasileiros e estrangeiros no aumento
da renda média da população e da demanda por
mão de obra qualificada nos próximos anos no país.
Outro ponto de atração, explica Boscolo, é a ainda
a baixa taxa de ocupação de universidades e cursos. Em
2008 (último dado consolidado), as faculdades privadas ganharam
1,198 milhão de novos pagantes, para um total de 2,641
milhões de vagas oferecidas.
— Seria possível dobrar o número de alunos sem a
necessidade de investimentos em estrutura física — diz ele.
O processo de consolidação teve início em 2006,
quando a americana Laureate Education (gigante que atua em 15
países e fatura quase US$ 650 milhões por ano) arrematou
o grupo Anhembi-Morumbi.
Depois disso, a GP Investimentos comprou 20% da Estácio de
Sá. No mercado de sistemas de ensino, dos seis primeiros
colocados no ranking, três já têm
participação estrangeira: o fundo de investimento Advent
na Kroton, a inglesa Pearson no SEB e a espanhola Santillana na
Moderna. Os outros três grupos nacionais são Positivo,
Objetivo e Abril Educação (que em julho comprou a rede
Anglo).
— Nossa situação financeira era confortável,
com capital para novos investimentos. Mas percebemos que a entrada de
um sócio estratégico seria importante para enfrentar o
aumento esperado da concorrência — diz o
diretor-superintendente do SEB, Nilson Curti, em referência
à operação fechada com a Pearson.
O namoro entre os dois grupos começou em 2007, antes mesmo da
abertura de capital do grupo brasileiro (em outubro daquele ano). Curti
diz que, desta vez, houve “uma convergência de
interesses” para o fechamento do negócio. Enquanto a
Pearson administrará as operações de sistema de
ensino, os antigos controladores do SEB manterão o controle das
escolas.
— Já temos planos de adquirir, ainda neste ano, unidades
de ensino básico no Rio, Recife e Porto Alegre — adianta
Curti, que também admite interesse nas operações
da Estácio de Sá: — Tudo faz sentido neste momento,
nada se descarta.
O principal foco dos investidores neste momento parece ser o de sistemas de ensino.
A estimativa é que existam pelo menos 40 pequenas empresas no
país que se dedicam à produção de material
pedagógico próprio para venda, que em tese
passarão a ser alvo das novas apostas dos investidores.
O presidente da consultoria Hoper Educação, Ryon Braga,
explica que esse interesse vem da municipalização do
ensino no país. Com a mudança, as editoras tradicionais
que dependem do programa do livro didático do governo federal se
viram ameaçadas pelas metodologias particulares.
Braga estima que a utilização desses sistemas alcance
hoje 35% das escolas privadas e pouco mais de 4% dos municípios
que administram sua rede pública de ensino.
— Não é que os livros didáticos deixaram de
ser bons. Mas, ao optar pelas metodologias particulares, as prefeituras
acabam comprando um pacote completo, que combina o material de estudo e
a orientação de professores e diretores de escolas. Isso
tira a responsabilidade das costas das prefeituras — diz ele.
Sua previsão é que a penetração dos
sistemas de ensino chegue a 42%, nos próximos três anos,
na rede privada. No caso das escolas públicas, Braga fala em um
índice de crescimento de “pelo menos três
vezes” no mesmo período.
Fonte: O Globo on line
Empresas adotam trainee global
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 15/08/2010 - São Paulo SP
Seleção mundial para programas expõe os jovens brasileiros à concorrência internacional
DE SÃO PAULO
A necessidade de contar com gestores globais começa a mudar o
escopo dos programas de trainees. Antes focadas na
seleção de brasileiros, corporações agora
apostam numa seleção mundial, com jovens de diversos
países. Recentemente, duas adotaram esse formato de programa: a
Vale e a Magnesita. A primeira retomou o programa neste ano com uma
modificação -houve recrutamento de candidatos no Brasil,
no Canadá, na Colômbia e na Indonésia. Em fase de
preparação da próxima edição, a
gerente de atração e seleção de pessoas,
Renata Mazoco, adianta que o recrutamento que começa neste
semestre será feito de forma global e incluirá os 35
países em que a Vale opera.
O profissional brasileiro "vai competir com jovens do mundo
inteiro", assim como os candidatos a trainee da Magnesita, que
implantou neste ano uma seleção global para seu programa.
O maior volume de inscrições, até a quarta-feira
passada, vinha do Brasil. Mas, entre os cerca de 5.000 jovens, havia
representantes de países como o Canadá, a Argentina e a
China, conta a coordenadora do programa, Laura Coutinho. Segundo ela,
trata-se de um projeto-piloto e não há reserva de vagas
por país. "Os brasileiros são muito bem preparados",
responde, sobre a possibilidade de jovens do país perderem
espaço para os estrangeiros. A presidente da consultoria Grupo
DMRH, Sofia Esteves, também minimiza o impacto da
concorrência entre brasileiros e estrangeiros. "Cada um tem
diferenciais." DE ONDE VIEMOS - Segundo Esteves, iniciativas
globais tendem a proliferar, seguindo o crescente índice de
internacionalização das empresas. "É um
avanço porque oferece troca de experiência", argumenta. Os
trainees da Vale Mariana Ribeiro, 24,e Max Oliveira, 24, concordam.
Aprovados na última seleção, foram apresentados
por videoconferência aos estrangeiros que chegam ao Brasil neste
mês. Os dois, que já moraram fora do país, contam
que ainda se impressionam com as diferenças entre as culturas.
"Em grupo, tivemos de fazer uma escala de quesitos como regras e
status", explica ela. "Temos muita informação sobre a
Colômbia e o Canadá, mas não temos o mesmo
nível de conhecimento sobre a Indonésia", reflete
Oliveira.
Recaída da economia mundial
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 11:36 hs.
Os sinais vitais da economia mundial voltaram a piorar, realimentando o
temor de uma nova recessão, com pesado custo para todos os
países. Esse desastre quase certamente será evitado, mas
a recuperação global deverá ser mais lenta e
penosa do que se imaginava, com desemprego elevado por muitos anos e
perda de impulso no comércio internacional. As novidades mais
preocupantes, agora, vêm dos Estados Unidos e da China. A
economia americana estava na dianteira do mundo rico, bem à
frente da Europa na reativação, mas começou a
perder vigor e a piora do quadro foi reconhecida na semana que passou
pelo Federal Reserve (Fed). "O consumo se mantém achatado pelo
alto desemprego, pelo modesto crescimento da renda, pela má
saúde do mercado habitacional e pelo crédito apertado",
segundo a nota distribuída depois da última
decisão sobre política monetária.
A China se mantém como líder do crescimento mundial, mas
dá sinais de arrefecimento depois da expansão, no
primeiro semestre, de 11,1% ao ano. Além disso, esperava-se da
economia chinesa um novo papel, mais favorável ao crescimento
mundial. Seu dinamismo deveria depender mais do mercado interno, movido
pelo aumento do consumo e por investimentos na infraestrutura. Seria a
contrapartida do ajuste promovido nas economias normalmente
deficitárias, como a americana. A nova divisão de
papéis funcionou durante algum tempo. As
importações chinesas cresceram mais velozmente que as
importações durante meses, mas a tendência parece
haver mudado.
Em julho as exportações da China, US$ 145,5
bilhões, foram 38,1% maiores que as de um ano antes. As
importações, US$ 116,8 bilhões, ficaram 22,7%
acima das de julho de 2009. O superávit comercial voltou a
crescer e a combinação do novo jogo internacional,
proposto pelo Grupo dos 20, parece ter sido esquecida pelo menos por
algum tempo.
Da economia americana, a maior do mundo, não se esperava,
até o começo do ano, muita ajuda para a
recuperação global. Mas esperava-se uma
contribuição considerável das economias
emergentes, principalmente da chinesa, já promovida a
número dois do mundo segundo novas estimativas divulgadas
há poucos dias em Pequim.
A primeira surpresa durou alguns meses: houve sinais de
reanimação no mercado americano e os Estados Unidos, se
continuassem nesse rumo, poderiam injetar algum vigor no resto do
mundo. Essa expectativa já está abandonada. A segunda
surpresa foi o rápido retorno do comércio exterior da
China à velha trajetória de acumulação de
superávits. Se não houver uma nova correção
de rumo, a ajuda chinesa à economia mundial também
será menor do que havia sido no primeiro semestre deste ano.
Na Europa o quadro permanece quase tão ruim quanto era há
poucos meses. Bancos da Grécia, de Portugal e da Itália
voltaram a tomar empréstimos do Banco Central Europeu (BCE),
confirmando dificuldades para operar no mercado. Os testes de estresse
realizados com 91 bancos da Europa deram resultados positivos para mais
de 80, mas isso parece ter sido insuficiente para restabelecer a
confiança.
Outros indicadores da região continuam fracos. Em junho a
produção industrial na zona do euro foi 8,2% maior que a
de um ano antes, mas 0,1% menor que a do mês anterior. A
produção de bens de capital cresceu, mas a de bens de
consumo duráveis e a de bens intermediários
diminuíram, indicando cautela das famílias. Do primeiro
para o segundo trimestre o PIB da área cresceu 1%, mas quase
dois terços dessa expansão resultaram do crescimento
excepcional da Alemanha, 2,2%. Os demais países continuam
derrapando.
Nos 27 países da União Europeia - sendo 16 da zona do
euro - a produção da indústria ficou
estável em junho. O crescimento do PIB britânico
será menor do que se previa, segundo o Banco Central da
Inglaterra.
O desemprego permanece elevado em todo o mundo rico. O número de
trabalhadores em busca do auxílio-desemprego voltou a subir nos
Estados Unidos na primeira semana de agosto.
Como dissemos no início deste editorial, não há
desastre à vista. Mas esse quadro só deverá mudar
lentamente, nos próximos anos.
Fonte: O Estado de São Paulo
Só conhecimento teórico não forma bom professor
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 10:27 hs.
ANTÔNIO GOIS
DO RIO
Quando, aos 21 anos, começou a dar aulas, Doug Lemov, 42, conta
que ouviu conselhos como "espere o máximo dos seus alunos todo
dia" ou "tenha altas expectativas sobre seu desempenho". No momento em
que ficava em frente aos estudantes em sala de aula, porém, isso
lhe parecia pouco útil.
No meio de tantas frases de efeito, um professor mais experiente lhe
falou algo bastante concreto: "Quando precisar dar
instruções aos alunos, não faça isso
caminhando pela sala enquanto distribui papéis. Eles precisam
entender que o que você fala é mais importante do que
qualquer outra tarefa".
Foi a partir de dicas práticas como essa que Lemov, hoje diretor
de uma rede de escolas nos EUA, passou a prestar atenção
nas técnicas dos melhores professores.
Sua obsessão em descobrir o que faz o docente top quando fecha a
porta de sua classe o levou a filmar por seis anos aulas de
profissionais que conseguiam, mesmo em situações
adversas, que seus alunos aprendessem.
Este trabalho virou livro de repercussão nos EUA, com 150 mil
cópias vendidas, e que será lançado em outubro no
Brasil, com o nome "Aula Nota 10" (Fundação Lemann e
editora Da Boa Prosa).
Nele, Lemov descreve em termos bem práticos 49 técnicas
de bons professores. Podem não ser frases glamourosas, mas
funcionam. Em entrevista à Folha, o autor diz que seu livro
não menospreza o conhecimento teórico. Apenas argumenta
que, em vez de aprender apenas a partir de teorias, professores
precisam olhar para o que fazem seus colegas com melhor desempenho.
Folha - Seu livro pode ser entendido também como crítica
ao modo como se formam professores hoje nos EUA, com currículos
que enfatizam demasiadamente teorias pedagógicas e deixam pouco
espaço para o ensino de questões práticas de sala
de aula. Como foi a repercussão?
Doug Lemov - Pela resposta que tive, percebi que o problema na
formação de professores nos EUA é mais profundo do
que imaginava. Alguns me disseram que as ideias do livro eram muito
intuitivas. Outros, que não havia nenhuma grande
revelação e que o livro era até óbvio.
Sinceramente, considerei elogio, pois isso revela que há mais
pessoas que pensam da mesma maneira. Eu tinha também algum
receio de o livro não ser bem recebido por professores de
escolas públicas, já que trabalho numa
organização que mantém escolas "charters" [geridas
pela iniciativa privada, mas financiadas pelo poder público para
atender gratuitamente alunos pobres] e, nos EUA, tem havido muita
disputa em torno deste tema. Mas acho que os professores entenderam que
o livro pode ser útil para seu trabalho, não importa em
que tipo de escola eles ensinam.
Só não tive resposta nenhuma das autoridades
educacionais, responsáveis pela política de
formação de professores. Deles, percebi um silêncio
retumbante.
O que explicaria isso?
Talvez achem que eles estejam certos e eu, equivocado. Talvez porque
estejam numa postura defensiva, se sentindo ameaçados com os que
criticam a política atual de formação. Não
estou certo de que as pessoas responsáveis pela
formação de professores tenham em mente que o aprendizado
das crianças tem que ser a prioridade.
Ao enfatizar a importância de aprender técnicas de manejo
de turma em sala de aula, você não estaria menosprezando a
formação teórica?
Em nenhum momento digo que o conhecimento teórico não
é importante. Pelo contrário, é dramaticamente
importante. Se você vai ensinar matemática, você tem
que ter uma boa formação em matemática. Mas meu
ponto é que só isso não faz de alguém um
bom professor. Acho que as técnicas que descrevo são
úteis inclusive para docentes que têm amplo conhecimento
da disciplina que lecionam.
Imagine uma escola pública em área pobre que esteja
precisando de um professor de física. Hoje em dia, já
é difícil achar alguém que conheça bem a
disciplina e esteja disposto a dar aulas. Mas, se as pessoas com boa
formação em física souberem também
técnicas para fazer boas perguntas, inspirar crianças e
manejar uma sala de aula, triplicaríamos o número de
pessoas capazes de dar boas aulas.
Meu livro trata muito mais de como transmitir o conhecimento para os
alunos. Quando você é especialista em algo, seu
conhecimento sobre o tema é quase intuitivo. Isso pode
significar que não seja natural para você pensar em formas
de transmitir isso para estudantes.
No Brasil, há muitas críticas aos formatos tradicionais
da sala de aula, pouco atrativos para jovens do século 21. No
entanto, muitos professores reagem argumentando que a sala de aula
não é um circo, e que aprender nem sempre é
divertido. Qual sua opinião?
Não acho que tenha que se escolher entre um modelo ou outro.
É certo que você deve inspirar os alunos e atrair sua
atenção, mas é preciso também
fazê-los trabalhar duro. Só não entendo como
algumas pessoas resistem tanto em melhorar. Se você me disser que
há coisas que possa fazer para ser um pai melhor, eu vou querer
aprender, mesmo que eu já me considere o melhor pai do mundo. Se
em sua escola há uma maioria de professores desmotivados ou
desinteressados em melhorar, é difícil ser o que
dará o primeiro passo. Mas, se você dá esse passo,
outros o seguirão, e isso se tornará uma bola de neve.
Mas, no Brasil, professores muitas vezes dão aulas em
situações precárias. Como cobrar entusiasmo de um
profissional nessa situação?
É certamente mais fácil ser um ótimo professor
numa escola maravilhosa. Mas, mesmo nas piores escolas dos Estados
Unidos, há sempre um, dois ou três que se destacam, e, no
meu livro, eu destaco principalmente o trabalho de professores que
dão aulas para alunos mais pobres. Mesmo não conhecendo
bem o Brasil, tenho certeza de que há bons profissionais mesmo
em escolas de pior desempenho. Meu ponto é que, em vez de
aprender só com teorias, também deveríamos
aprender com exemplo dos ótimos professores.
Há, porém, escolas que facilitam o trabalho desses bons
professores e outras que dificultam. Quais características
você identifica nas que apresentem bons resultados?
Em primeiro lugar, são escolas preocupadas, acima de tudo, no
aprendizado do aluno. Parece bobo dizer isso, mas, na prática,
nem sempre é o que acontece. Em segundo, há também
uma constante análise de resultados, para identificar os pontos
fracos e corrigi-los. Por último, são locais onde o
professor se sente valorizado e respeitado.
E o que um diretor precisa fazer para motivar a equipe?
Sei que é comum o ceticismo de professores em
relação a aperfeiçoamento. Em parte, eles
têm razão, pois muitos conselhos ou treinamentos
dão em nada. Mas fazer os professores confiarem no seu trabalho
é um resultado, e não uma
pré-condição. É preciso mostrar que
você é capaz de ajudá-los a serem melhores. Se
você consegue fazer isso ao menos com uma minoria, é
natural que outros vejam o resultado e passem a acreditar em
você.
Fonte: Folha de São Paulo