16/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Educação: falsa ideia, por Marcelo Batista de Sousa*

Vencedor de licitação para impressão das provas do Enem deve reforçar segurança


ENEM - TCU vai investigar reajuste

ABRAFI consegue importante vitória e Conar determina ao MEC que altere anúncio de TV sobre escolha da faculdade

Novas regras para certificação de estudantes com deficiência podem ser estabelecidas

Conhecimento adquirido pela prática pode valer certificado a trabalhador

Entidades divergem sobre como fazer a inclusão em escola

Faltam profissionais qualificados para trabalhar em empresas catarinenses

Olimpíada de Língua Portuguesa encerra prazo para produção e seleção de textos

Gestão invade grade de universitários

Universidade federal latino-americana começa aulas nesta segunda-feira Instituição federal em Foz de Iguaçu tem cerca de 200 alunos matriculados

Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef

Ter foco é coisa de jovem

Faltam Contadores

Escolaridade na política continua sendo extremamente reduzida

Sem trabalho, há uma geração perdida da América Latina

Lista das 500 melhores universidades tem 6 brasileiras

Reconhecimento para que não tem diploma

Inovação aberta é incentivada no Brasil

Eleitor deve apresentar título mais documento com foto para votar

Darci ataca Pavan

Procurador investiga pré-teste do Enem

Anhanguera Educacional está entre as Melhores da Dinheiro

Desigualdade educacional é maior em 14 estados

Tem qualificação? Aqui há vaga

Ampliação da Licença Maternidade – Opção exclusiva para as empresas que declaram com base no “Lucro Real”

Ranking chinês põe USP entre 150 melhores universidades do mundo

Hering completa 130 anos

Lucro que vem das salas de aula

Empresas adotam trainee global

Recaída da economia mundial

Só conhecimento teórico não forma bom professor
 
Educação: falsa ideia, por Marcelo Batista de Sousa*
Fonte: Diário Catarinense, 15/08/2010
Como é possível que um país como o Brasil, com escolas tão ruins, como andam dizendo, esteja batendo recordes e ostentando índices de desenvolvimento de causar inveja ao Primeiro Mundo? Afinal, há menos de um século ao contrário da Europa, que levou séculos para atingir o desenvolvimento , éramos uma comunidade de índios, com indicadores sociais vergonhosos, e hoje fazemos parte do cobiçado time de países emergentes considerados elite entre as nações em desenvolvimento, conhecido por Bric sigla criada a partir das iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China.
Para que se tenha uma noção mais exata do crescimento nacional, é importante lembrar que, em menos de um século, o PIB aumentou 157 vezes. No mesmo período, o PIB dos EUA aumentou 53 vezes, e o do Japão, 84. Sim, lideramos o crescimento mundial.
Como muito bem lembramos, por volta da II Guerra Mundial, importávamos palitos, sapatos, biscoitos, lápis, manteiga, banha, cerveja, tecidos e roupas. O Brasil deu um salto gigantesco. Além de industrializado, estamos à frente da Alemanha em produção de automóveis. Somos líder no agronegócio.
É preciso dizer que nem tudo são flores. Sim, os indicadores sociais precisam subir mais, mas já melhoraram. O fato é que, em torno da educação brasileira, foram criadas falsas ideias que têm prejudicado seriamente a adoção de medidas necessárias para melhorá-la. E a principal delas é entender que boa parte da visão negativa que muitos têm da educação no Brasil é ligada a mitos. Isso não significa que não existam problemas. A busca da excelência exige empenho de todos – tanto das escolas governamentais quanto das particulares.
Trata-se de um imperativo que diz respeito não apenas a considerações de justiça e equidade social, mas também ao futuro do país.
PROFESSOR, PRESIDENTE DO SINDICATO DAS ESCOLAS PARTICULARES DE SC (SINEPE/SC)

Vencedor de licitação para impressão das provas do Enem deve reforçar segurança
Fonte: www.nota10.com.br, 16 de Agosto de 2010
A gráfica que vencer a licitação para imprimir as 4,6 milhões de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 deverá manter um segurança a cada 100 metros, câmeras de vigilância 24 horas com monitoramento em tempo real por funcionário e infravermelho para detectar a presença de pessoas no perímetro da área. O aceso do pessoal autorizado será feito por um leitor biométrico e os funcionários terão que usar um uniforme especial sem bolsos ou compartimentos que permitam guardar objetos. Também terão terão que passar por uma máquina de raios X na entrada e na saída do expediente.
O edital de licitação para contratação do serviço de impressão do Enem 2010 traz mais de 50 pré-requisitos relacionados à segurança que precisam ser cumpridos pela empresa. A questão virou prioridade na edição deste ano depois que a prova foi furtada, em 2009, de dentro da gráfica que imprimia o material e o exame teve que ser cancelado às vésperas de sua realização.
O processo licitatório foi interrompido no início do mês porque a Gráfica Plural, que apresentou o menor preço, no pregão, foi inabilitada pelo Ministério da Educação (MEC) por não atender “aos requisitos de segurança e sigilo na impressão e no manuseio de dados”. A empresa recorreu da decisão e a Justiça suspendeu o processo.
A Plural foi a mesma gráfica de onde as provas foram roubadas em 2009. A empresa argumenta que a responsabilidade pelo vazamento foi do consórcio Connasel, a quem cabia “garantir a segurança e executar todas as atividades de manuseio, empacotamento, rotulagem e transporte”. Ela informou ainda, por meio de nota, que apresentou todos os documentos previstos no edital e não recebeu vistoria do Inep para comprovar as medidas de segurança.
O lance apresentado pela Plural no pregão eletrônico foi de R$ 65 milhões. A segunda colocada, VMI Artes Gráficas, deu lance de R$ 70 milhões, mas também foi considerada “inabilitada”. A RR Donnelley Moore ofereceu R$ 71 milhões e é a primeira da lista considerada apta. Foi ela quem assumiu a impressão do Enem em 2009, depois do vazamento e da remarcação do exame.
A contratação na época foi feita em caráter emergencial, sem licitação, e o MEC pagou à RR Donnelley Moore R$ 31,9 milhões – menos da metade do que está sendo cobrado pelo serviço em 2010. Segundo o ministério, o edital deste ano prevê que a gráfica vencedora possa ficar responsável por duas edições do Enem – por isso, a diferença de valores. Dessa forma, não seria necessário fazer uma nova licitação caso o MEC queira fazer outra edição do Enem no primeiro semestre de 2011. Mas segundo a pasta, será pago à gráfica vencedora neste ano somente o valor referente ao serviço de 2010 e o custo deve ser semelhante ao do ano passado.

ENEM - TCU vai investigar reajuste
Fonte: Diário Catarinense, 15/08/2010
O procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), vai investigar o contrato de realização do pré-teste do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Em um ano, o valor do contrato aumentou 559% – saltou de R$ 939,5 mil para R$ 6,191 milhões. O pré-teste serve para verificar quais perguntas são consideradas fáceis ou difíceis por um público com perfil semelhante ao que fará o Enem. Os valores serão pagos a um consórcio contratado pelo Ministério da Educação (MEC) sem licitação.
Uma das instituições beneficiadas é o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), ligado à Universidade de Brasília (UnB). A instituição foi responsável pela aplicação da última edição do exame, após o vazamento da prova. Até o ano passado, o Cespe era dirigido pelo atual presidente do Inep, Joaquim Soares Neto.
Segundo o Inep, autarquia do ministério responsável pelo exame, “o projeto de 2010 é muito mais amplo” e “é impossível comparar contratos cujos requisitos são tão distintos”.
BRASÍLIA

ABRAFI consegue importante vitória e Conar determina ao MEC que altere anúncio de TV sobre escolha da faculdade
Fonte: Jornal da Educação
Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu, por unanimidade de votos da Sexta Câmara do Conselho de Ética, que o Ministério da Educação (MEC) deverá alterar o anúncio “IGC – Índice Geral de Cursos”, veiculado na televisão.
A peça publicitária causou constrangimentos e prejuízos a diversas instituições de ensino superior (IES), por não informar ou não apresentar destaque suficiente às características do índice apresentado, induzindo o consumidor a possível erro.
O anúncio do MEC orientava o estudante a avaliar se a instituição é “boa o suficiente” tendo como base o IGC. Mas, segundo a Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas (Abrafi), que entrou com o pedido de análise da peça publicitária, o índice, atualmente, é obtido na grande maioria das vezes por meio de análise de apenas alguns cursos, que não chegam a representar 50% dos cursos oferecidos pelas IES. Dessa forma, o IGC em formato atual não representa a qualidade da instituição como um todo e o MEC estaria induzindo ao uso de um indicador incompleto, que não fornece à comunidade condições para avaliar uma IES e escolher a faculdade ou universidade.
Considerando que estes esclarecimentos não foram repassados pelo MEC aos estudantes interessados, o Conar recomendou a alteração do anúncio para que fique claro ao consumidor em que situação o IGC pode ser divulgado, incorporando esses esclarecimentos ao anúncio, bem como no site indicado na peça publicitária.
A ABRAFI, presidida pelo Prof. Ms. Jorge Bernardo,  é uma  entidade jovem  que vem desenvolvendo um excelente trabalho em benefício das IES isoladas (não constituídas como universidades ou centros universitários), especialmente através de práticas que possam levar aos poderes constituídos mecanismos colaborativos.
(IPAE 075 - 08/10)

Novas regras para certificação de estudantes com deficiência podem ser estabelecidas
Fonte: Jornal da Educação
Está em análise na Câmara dos Deputados Projeto de Decreto Legislativo que suspende a norma vigente para impedir que as escolas emitam o certificado de terminalidade específica do ensino fundamental sem autorização dos responsáveis por alunos com deficiência mental ou múltipla.
Atualmente, os estudantes com deficiência recebem um certificado mesmo quando, por qualquer motivo, ele interrompe seus estudos e não conclui o ensino fundamental. Com o documento é mais fácil a inserção do portador de deficiência no mercado de trabalho, ou a continuidade do ensino em outra modalidade.
As comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania analisam o projeto, que em seguida, será votado pelo Plenário.
(IPAE 077 - 08/10)

Conhecimento adquirido pela prática pode valer certificado a trabalhador
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 14/08/2010 às 08:40 hs. 
A partir desta segunda-feira, 16, trabalhadores que desejam obter certificado de conhecimentos adquiridos ao longo de suas trajetórias, sem que tenham necessariamente recebido educação formal, podem se inscrever no Programa Certific, parceria dos ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego. O foco da iniciativa está em trabalhadores que há muito tempo desempenham uma função, mas não têm diploma ou certificado que comprove sua formação.
Inicialmente, serão reconhecidos profissionais das áreas de música, pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade, construção civil e eletroeletrônica. Tanto as inscrições quanto a própria certificação e emissão de diplomas é gratuita. Não há limite de vagas. As inscrições vão até 10 de setembro.
O profissional interessado deve procurar o instituto federal de educação, ciência e tecnologia mais próximo. São 37 campi de institutos federais, em 13 estados mais o Distrito Federal, que oferecerão o Certific neste semestre.
“O programa apresenta dois benefícios imediatos: a ampliação da possibilidade de acesso ao mercado de trabalho e a elevação da taxa de escolaridade da população adulta”, explicou Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação.
Acolhida – O trabalhador será avaliado por uma equipe multidisciplinar composta por assistente social, pedagogo e especialistas da área. Depois da entrevista, há duas possibilidades.
Se for constatada a excelência do trabalhador, ele recebe um certificado do instituto federal comprovando sua qualificação. Caso sejam constatadas falhas técnicas, o próprio instituto federal se encarrega de oferecer a formação ao trabalhador. Se for constatado déficit escolar, o trabalhador é encaminhado para uma escola de educação básica, para posteriormente receber o certificado.
Assessoria de Imprensa da Setec
Mais informações na página do programa ou pelo fone 0800-616161
http://www.mec.gov.br/certific/
Veja a relação de institutos federais que oferecerão o Certificado
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=6484&Itemid= 
Fonte: MEC

Entidades divergem sobre como fazer a inclusão em escola
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 16/08/2010 - São Paulo SP
DE SÃO PAULO DO RIO 
O tratamento dado pelo governo federal às Apaes ressurgiu como tema nos jornais depois que, em debate realizado neste mês na Band, o candidato José Serra (PSDB) acusou o Ministério da Educação da gestão Lula de perseguir essas entidades. Por trás das críticas está uma divergência sobre a melhor forma de incluir essas crianças em classes comuns. O Ministério da Educação, apoiado por entidades como a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, entende que é direito de todos os deficientes a matrícula em escola regular. Para a Federação Nacional das Apaes, o governo pressiona pela inclusão, sem preparar a rede, e retira recursos de entidades que fazem  atendimento em salas especiais.
O ministro Fernando Haddad (Educação) nega perseguição, afirmando que o governo inclui no Fundeb (fundo que distribui recursos federais) as Apaes como forma de estimular o atendimento no contraturno escolar, mas sem obrigar que essas entidades deixem de atender os alunos excepcionais. O debate expõe realidades distintas no país. Em São Paulo, por exemplo, os 462 alunos da Apae assistem aulas na escola regular e, no contraturno, frequentam a associação. A instituição dá assessoria a 80 escolas públicas da zona sul da capital, capacitando docentes da rede. "Todo processo   de mudança tem as suas dificuldades, mas ele está de acordo com o que a gente acredita que deva ser a inclusão da pessoa com deficiência", afirma a superintendente da Apae-SP, Aracelia Costa. Já no Espírito Santo, muitos pais não aceitam que seus filhos sejam matriculados em escolas regulares e passem a frequentar as Apaes apenas no contraturno. Segundo Rodolpho Luiz Dalla Bernadina, presidente da Federação das Apaes do Espírito Santo, os pais têm medo de colocar uma criança com deficiência na escola. "As escolas não estão adaptadas, os professores não estão habilitados e o processo se torna traumático." (CC e AG) 

Faltam profissionais qualificados para trabalhar em empresas catarinenses
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 10:33 hs. 
Tecnologia e comunicação: Considerado polo de inovação, Estado precisa preeencher cerca 3 mil vagas.
Por Dauro Veras, para o Valor, de Florianópolis.
A demanda por profissionais qualificados está abrindo boas oportunidades para quem quer trabalhar com tecnologia da informação e comunicação (TIC) em Santa Catarina. Entre os atrativos estão a qualidade de vida e a possibilidade de construir carreira vinculada à inovação. Florianópolis, um dos destinos turísticos mais visitados no país, tem hoje na tecnologia a principal fonte de arrecadação. Suas 500 empresas no setor crescem em média 30% ao ano e vendem R$ 1 bilhão em produtos e serviços. A urna eletrônica de votação e o bafômetro são dois exemplos de produtos desenvolvidas no Estado.
Essa vocação tecnológica, estimulada há três décadas, motivou uma reportagem da rede britânica BBC em 2009 a se referir à capital catarinense como o "Vale do Silício tropical". Em março, a prefeitura, instituições empresariais e de pesquisa lançaram a marca Florianópolis - Capital da Inovação, para posicionar a cidade como referência em iniciativas inovadoras. Polos nas cidades de Joinville e Blumenau, bem como empreendimentos recentes em Jaraguá do Sul, Criciúma, Chapecó e Lages, também estão em expansão.
Em torno de 3 mil empresas de TIC empregam 25 mil pessoas no Estado, segundo o Conselho de Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação em SC (Cetic). Estima-se que há 3 mil vagas disponíveis. O salário médio em TIC é mais que o dobro da média salarial brasileira. Existem amplas possibilidades de trabalho em empresas de tecnologia para profissionais talentosos das mais diversas áreas de conhecimento, tanto de nível médio quanto superior.
"Foi-se o tempo em que só se falava de programador de computador e analista de sistemas", diz o presidente do Cetic, Heitor Blum S.Thiago. "Hoje, precisa-se de gente que entenda de arte, história, cores. Quem faz games, por exemplo, precisa dessas habilidades para desenvolver as aplicações". S.Thiago sugere aos candidatos que busquem se especializar. "A maioria das empresas, por serem pequenas, não tem recursos para investir na formação do pessoal. Desta maneira, o ideal é chegar com 80% da bagagem para começar já produzindo."
Empresas de tecnologia também geram empregos para secretárias, operadores de telemarketing, telefonistas e outros trabalhadores em funções de apoio, afirma o presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), Rui Gonçalves. A entidade tem investido em parcerias com instituições de ensino para formar novos talentos. Entre as ações, um curso de robótica para adolescentes e a discussão dos currículos para melhorar a empregabilidade. Em julho, a Acate iniciou um projeto de mapeamento permanente da demanda por recursos humanos. "A ideia é que sejamos uma "floresta tropical" com muitas árvores de diferentes formações", diz.
O profissional de TIC interessado em construir a carreira em Santa Catarina deve avaliar com critério os prós e contras. Para quem trabalha em São Paulo, será difícil manter o mesmo nível salarial. Por outro lado, as cidades catarinenses oferecem ar limpo, baixa criminalidade, boa infraestrutura urbana e educação de qualidade. Há deficiências, claro. Congestionamentos já são cotidianos e não se dorme mais com as janelas abertas. Mas são problemas de cidades de porte médio. O município catarinense mais populoso, Joinville, tem só 500 mil habitantes. A capital, pouco mais de 400 mil.
Como a maioria das empresas do setor é de pequeno e médio porte, fica mais fácil participar das diversas fases dos projetos e assim ganhar uma visão global do negócio. A chance de trabalhar com inovação estimula muitos candidatos a vagas em TIC. Diversos empreendimentos de base tecnológica surgiram de projetos criativos de estudantes em laboratórios como os da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), terceira melhor do país (atrás apenas da USP e da Unicamp) e melhor federal, conforme ranking internacional do Cybermetrics Lab.
Boa parte do êxito do modelo catarinense de TIC se deve à sintonia entre instituições de ensino, empresas e poder público. O ambiente favorável aumenta as chances de transformação de bons projetos em negócios viáveis. Passar por incubadoras empresariais tem se revelado uma experiência preciosa. No Midi Tecnológico, mantido pelo Sebrae-SC e pela Acate, 93% das empresas graduadas sobreviveram. Ex-incubadas apóiam as recém-nascidas, em um círculo virtuoso de empreendedorismo solidário.
"Este ano já contratamos 210 pessoas e no momento temos 34 vagas abertas", afirma Moacir Marafon, diretor da Softplan/Poligraph, empresa com 600 funcionários que faz softwares para gestão de transportes e obras, administração pública e automação do Judiciário. A maioria dos postos de trabalho disponíveis é para analistas, projetistas e analistas implementadores (programadores). Os executivos são selecionados internamente, uma tendência do setor. "Além de entender de tecnologia, eles precisam ser profundos conhecedores da área de negócios em que atuam", explica.
"De nossos 40 funcionários, 11 vieram de outros Estados", afirma Iomani Engelmann, diretor da Pixeon, que produz softwares para diagnóstico médico por imagens. "Toda a nossa equipe que treina médicos é de tecnólogos em radiologia." Outras competências demandadas pela Pixeon são as de conhecimentos em matemática aplicada e computação gráfica. "Já ficamos com vagas abertas por seis meses e hoje temos duas, no comercial e no marketing." Entre os benefícios oferecidos aos colaboradores, inclui-se o subsídio de 65% do salário bruto para cursos de capacitação.
O mercado de TI movimentou US$ 1,43 trilhão no mundo em 2009, segundo estudo da International Data Corporation (IDC). O Brasil ocupa a 12ª posição global, US$ 30,5 bilhões, equivalentes a 2,1% do total e a 47% do mercado sul-americano. Segundo o IDC, as previsões para o segundo semestre de 2010 são bastante positivas. O mercado de TIC brasileiro tem aumento estimado em 6,5%, superior ao mercado mundial, de 3,5%. Algumas tendências vão dar impulso a esses resultados, segundo o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), Gerson Schmitt: a expansão da computação em nuvem - acesso remoto a programas, serviços e arquivos -, cuja demanda deve triplicar em cinco anos; a procura por aplicativos de análise e de inteligência para o negócio, que crescerá mais de 10% em 2010; o aumento da venda de laptops e smartphones e as oportunidades geradas com a TV Digital.
Para Schmitt, o Brasil não tem condições de competir no mercado global de software com o modelo indiano de mão de obra barata. O ideal é fortalecer a cadeia de valor, oferecendo serviços associados a produtos: "As empresas precisam vender não pelo o que custou, mas sim pelo benefício que entregam."
Cientista da computação faz caminho de volta
O desafio profissional foi mola propulsora de duas mudanças realizadas pelo cientista da computação Bruno de Medeiros Ledesma, 26 anos, em um curto intervalo. Graduado em 2007 na UFSC, ele trabalhava em uma fundação de ciência e tecnologia em Florianópolis, quando surgiu uma oportunidade no mercado de telefonia. Fez as malas e assinou contrato com uma operadora de celular na capital paulista. Um ano depois, recebeu outra proposta irrecusável e retornou a Santa Catarina para integrar a equipe da Brava iTV, empresa de Joinville que desenvolve aplicações interativas para televisão digital.
"São Paulo valeu pela experiência e pelo salário, mas voltei pelo desafio profissional de inovar", diz. A empresa onde Bruno hoje trabalha paga salário maior, mas oferece menos benefícios. Ele admite que a melhor qualidade de vida também influenciou, mas não foi o principal motivo para sua decisão. Joinville, cidade de origem germânica com forte vocação empreendedora, é a cidade mais industrializada de Santa Catarina e tem se consolidado como polo de tecnologia da informação e comunicação (TIC). Em 1993, por iniciativa de empresas de informática, associações de classe e governo, foi criado o projeto Softville, para incentivar o setor. Na mesma época foi estabelecido um Núcleo de Desenvolvimento de Software para Exportação, o Programa Softex, que atualmente tem presença em 13 Estados e 23 diferentes cidades brasileiras. Entre as metas do Softex está a de situar o Brasil entre os cinco maiores produtores e exportadores de software do mundo.
"Se você busca um cenário mais sustentável, Santa Catarina é um bom lugar para se trabalhar com TIC", afirma Bruno. "Conhece-se mais os donos da empresa, o ambiente de trabalho é agradável e é possível acompanhar de perto o desenvolvimento dos produtos. Se a intenção for fazer o "pé-de-meia", no entanto, o melhor é ficar em São Paulo". Ele já planeja o próximo passo profissional: fazer mestrado em Joinville ou em Curitiba. (DV) 
Fonte: Valor Econômico

Olimpíada de Língua Portuguesa encerra prazo para produção e seleção de textos
Fonte: www.nota10.com.br, 16 de Agosto de 2010
As primeiras etapas da seleção de textos dos estudantes que participam da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro vencem neste mês e no começo de setembro. Eles representam cerca de 60 mil escolas públicas da educação básica inscritas na competição.
A produção de textos nas salas de aula e a seleção nas escolas devem acontecer até hoje (16). Nessa fase, cabe à comissão julgadora escolar selecionar um texto por categoria – poesia, memória, crônica e artigo de opinião. Até 3 de setembro, a produção literária da escola deve ser enviada para a comissão municipal, instância que avalia os materiais da sua rede e seleciona até 15 textos para a etapa estadual.
Independente do número de municípios que o estado tiver, ele pode selecionar até 500 textos para a fase regional. O calendário estadual será concluído até 22 de outubro; de 1º a 19 de novembro acontecem os cinco encontros regionais; e em 29 de novembro será o anúncio dos vencedores e a premiação.
A Olimpíada de Língua Portuguesa conta este ano com a participação de 239 mil professores de escolas públicas da educação básica. Educadores e escolas representam as 27 unidades da Federação e 5.488 municípios (do total de 5.565). O lugar onde vivo é o tema que orienta os trabalhos de alunos e professores nos gêneros literários definidos pelos promotores do concurso.
Alunos do quinto e sexto ano do ensino fundamental vão trabalhar a poesia; sétimo e oitavo ano, memória; nono ano do ensino fundamental e primeira série do ensino médio, crônica; segunda e terceira séries do ensino médio, artigo de opinião.
Na página eletrônica da olimpíada, escolas e professores encontram o calendário com as cinco etapas do concurso, a premiação e telefones de contato. A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro é promovida pelo Ministério da Educação e pela Fundação Itaú Social e coordenada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).

Gestão invade grade de universitários
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 15/08/2010 - São Paulo SP
Disciplinas sobre empreendedorismo são oferecidas a alunos de áreas como farmácia e desenho industrial
ADRIANA ABREU
Disciplinas sobre abrir e gerir um negócio próprio deixaram de ser exclusividade de alunos de administração, economia e contabilidade. Graduações em odontologia, biologia e farmácia, entre outras, incluíram o tema do empreendedorismo na grade curricular, em aulas optativas ou obrigatórias. Na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica), por exemplo, são oferecidas 20 disciplinas optativas a cada semestre sobre gestão de empresas para alunos de todos os cursos de graduação. "Quem cursa seis ou mais dessas matérias recebe certificado de aprendizado junto com o diploma de graduação", destaca Marcos Cohen, coordenador do setor de  empreendedorismo da PUC-Rio. Segundo Cohen, cerca de 500 alunos se matriculam por semestre. "Para o próximo ano, vamos criar uma disciplina com foco em economia sustentável", planeja. Com o objetivo de incentivar a criação de projetos inovadores, o Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) oferece a disciplina de biotecnologia molecular, voltada a universitários de biologia e farmácia. "Os alunos recebem orientação do que é uma empresa de base biológica na área de tecnologia e aprendem a fazer um plano de negócios", conta Marcelo Menossi, professor da disciplina.
BASE - Especialistas consultados  pela Folha defendem a formação empreendedora na universidade. "A maioria dos jovens entra na faculdade para conseguir um bom emprego, nunca para ser um empregador", afirma José Dornelas, consultor da área de empreendedorismo. Natália Peon, 25, formada em desenho industrial pela PUC-Rio, diz que a falta de conteúdo empreendedor na grade curricular a fez procurar disciplinas eletivas. "Eu sentia falta de ter alguma base empreendedora no meu curso de graduação. Cursei as disciplinas que me interessavam", conta. Recém-formada, ela trabalha como autônoma e faz projetos como free-lancer. "Vou usar todo o aprendizado para montar o meu próprio escritório", comenta

Universidade federal latino-americana começa aulas nesta segunda-feira Instituição federal em Foz de Iguaçu tem cerca de 200 alunos matriculados
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 09:26 hs. 
Há estudantes do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.
Começam nesta segunda-feira (16) as aulas na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz de Iguaçu. Ao todo, cerca de 200 estudantes brasileiros e estrangeiros, da Argentina, Paraguai e Uruguai, se matricularam até sexta-feira na universidade, que foi criada em janeiro deste ano com a proposta de ter estudantes das Américas Latina e Central.
Para preencher as 300 vagas oferecidas, a universidade pretende fazer uma segunda chamada de estudantes, segundo o reitor Hélgio Trindade. "Alunos e professores estão chegando muito entusiasmados. Preocupados em se ajudar e a se integrar", disse.
As atividades do primeiro dia de aula incluem palestras com a reitoria, pró-reitorias e professores com informações sobre a estrutura da universidade, o programa dos cursos, as atividades do semestre e o programa de assistência aos estudantes.
Alunos da UnilaAlunos terão aulas em português e em espanhol
(Foto: Assessoria de Imprensa UNILA/Divulgação)
Os alunos brasileiros foram selecionados com base no desempenho do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009. Estudantes de escolas públicas tiveram benefício na seleção. Os estrangeiros foram selecionados com ajuda dos ministérios da Educação de cada país. “São alunos que entraram em outras universidades, mas diante da oferta da Unila resolveram mudar projetos e vir para a Unila”, disse Trindade.
As aulas ocorrerão na sede provisória da universidade, localizada no Parque Tecnológico Itaipu. Alunos que se mudaram de outras cidades do Brasil ou são estrangeiros ficarão hospedados em um hotel próximo à Unila, que será usado como moradia estudantil a estudantes que necessitarem de assistência estudantil. A universidade pretende comprar o hotel.
A ideia da universidade é que tenha aulas em português e em espanhol dependendo do professor que ministrar cada disciplina. Para poder assistir às aulas, todos os estudantes terão aulas de línguas no primeiro ano de curso.
A universidade terá seis cursos de graduação neste semestre, que são ciências biológicas - ecologia e biodiversidade (manhã), relações internacionais e integração (tarde), economia, integração e desenvolvimento (noite), sociedade, estado e política na América Latina (tarde), engenharia ambiental de energias renováveis (manhã) e engenharia civil de infraestrutura (manhã).
Os estudantes começam a estudar, no entanto, em aulas mistas, uma espécie de curso preparatório, em que se misturam alunos de todas as áreas. Só no decorrer do curso é que as turmas começarão a ser separadas por curso, segundo Trindade.
Para 2011, a universidade pretende criar um novo mecanismo para selecionar os estudantes estrangeiros. Segundo Trindade, a partir de março de 2011, a universidade abrirá vagas em outros 13 cursos com mais 1.700 vagas, e começará a receber estudantes de outros países latino-americanos, da América Central e do México. Mais informações sobre a universidade podem ser obtidas no site www.unila.edu.br
Fonte: G1 - Portal Globo 

Melhorar educação depende de professor, proposta pedagógica e infraestrutura, diz Unicef
Fonte: Portal Aprendiz, 13/08/2010
Rafael Carneiro da Cunha 
Garantir qualidade para a educação requer atividades específicas para ensino de português e matemática, formação de professores e infraestrutura para aulas e atividades. As sugestões são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que produziu o relatório Caminhos do Direito de Aprender, divulgado em julho. “A educação no Brasil é uma equação que tem muitas variáveis e que devem ser cuidadas todas ao mesmo tempo”, afirma a coordenadora de projetos de educação do Unicef no Brasil, Maria de Salete Silva, uma das responsáveis pelo relatório. O relatório analisou experiências de escolas de 26 municípios que conseguiram aumentar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre 2005 e 2007.
Todas as escolas apresentadas dão prioridade à leitura e à escrita e procuram atender às necessidades específicas de cada aluno, explica Maria de Salete. Além disso, elas ofereceram programas de formação de professor e se preocuparam em criar um ambiente ideal para a aprendizagem, onde os alunos tenham prazer ao frequentar o colégio. “Ainda tem muito professor que só tem o magistério, que não é o suficiente, por exemplo, para dar aulas nos ensinos infantil   e fundamental. Em contrapartida, há também uma falha nos cursos de formação superior, pois eles não são tão próximos à realidade das escolas”, ressalta.
Maria de Salete considera que as escolas ainda precisam compreender melhor suas práticas pedagógicas, trabalhar as características culturais em que estão inseridas, aumentar a permanência do aluno no ambiente escolar e trabalhar em conjunto com município, estado e federação. “Eu acredito que a preocupação das escolas com índice abaixo da média nacional não deve ser em atingir essa média, mas ultrapassar o último índice obtido”, diz. Um dos municípios citados no relatório é o de Barra de Santo Antônio (AL), que teve um Ideb de 2,6 em 2005 e passou para 2,7 em 2007. Apesar de ter alcançado a meta de 2007, o Unicef reconhece que ainda falta muito para que o resultado da escola seja comemorado, pois ainda não há uma clareza da importância do Ideb. Outro exemplo é o município de São Cristóvão (SE), cujo Ideb para os anos iniciais do ensino fundamental saltou de 2,5 em 2005 para 3,0 em 2007. Para a prefeitura é preciso envolver mais os pais e a comunidade no processo de aprendizagem, de   acordo com o relatório. Ideb - O Ideb foi criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e reúne em um só indicador o fluxo escolar e a média de desempenho dos alunos nas avaliações. O indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar e nas médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) – para os estados e a união – e na Prova Brasil para os municípios. Especial Eleição 2010 - De 23 a 27 de agosto o Portal Aprendiz trará um especial sobre as eleições deste ano. Serão abordadas as propostas relacionadas à educação dos quatro principais candidatos à Presidência da República. Assuntos como a criação do Sistema Nacional Articulado, ensino médio aliado ao ensino técnico, orçamento para educação, piso salarial e plano de carreira para os profissionais da educação serão abordados com candidatos ou seus representantes da área da educação. A semana especial terminará com uma reportagem que buscará analisar os programas dos presidenciáveis a partir de entrevistas com representantes de organizações e especialistas que trabalham com educação. 

Ter foco é coisa de jovem
Fonte: Jornal A Notícia, 15/08/2010
Adolescentes de Joinville têm sonhos de adulto. Mas falta aliar teoria à prática
Muito do que se imagina sobre juventude existe na cabeça de adolescentes e jovens de Joinville. Apego aos amigos e à internet, prioridade para a carreira, informação sobre sexo, consciência de que drogas podem complicar a vida e o exemplo da mãe batalhadora. Mas há um tanto que surpreenderia pais.
Em pesquisa que será divulgada no fim de agosto, adolescentes e jovens da cidade expressaram o que pensam sobre família, sexo, drogas, trabalho e lazer. O levantamento inédito encomendado pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) reuniu respostas de 497 jovens entre 12 e 21 anos de todos os bairros. A pesquisa tem de ser interpretada com esse porém: dependeu da sinceridade dos adolescentes.
Pelas respostas, parece que a família permanece do modelo tradicional. Pais casados, núcleo familiar de pai-mãe-irmãos e ideais que valorizam o trabalho. Casamento, filhos e desejo de enriquecer não move os entrevistados. Para a maioria, ter um emprego satisfatório é o que mais vale. “A família em Joinville ainda mostra característica proletária. Mas a situação na cidade é desigual”, avalia o presidente do CMDCA, Humberto Gonçalves Correia Jr. Em bairros como Paranaguamirim e Guanabara, sustentar a família é o sonho.
Há discrepâncias em meio a tantas opiniões certinhas. Em relação aos 33% que admitiram ter usado drogas (incluídos cigarro e álcool), a maconha é mais citada que o tabaco. Mais de 20% já fumaram maconha, contra 5% dos que afirmaram ter provado cigarro. Os de 15 a 17 anos tiveram percentual mais alto de contato com a droga ilícita – 25,3% entre os que admitiram uso de drogas. A faixa é a em que mais figuram entrevistados que se disseram a favor da maconha (2,2%; outros 10% são neutros). E quem revelou ter experimentado drogas, as usa com frequência. A maioria, em todos os grupos, diariamente – no de 12 a 14 anos, 63%, acima do percentual que coube ao cigarro.
Em todas as idades, os amigos são os “ouvidos” mais procurados nas conversas sobre sexo (menos para as meninas jovens, que buscam as mães). Mas 29% dos garotos de 12 a 14 anos não abrem a boca. Tânia Crescêncio, do Centro de Testagem e Aconselhamento da Prefeitura, acha que pais têm de evitar os extremos. “São liberais a ponto de verem filmes pornográficos com os filhos ou não falam sobre o assunto. Falta o meio termo”. A Unidade Sanitária de Joinville oferece um preservativo menor, para adolescentes em formação. Proteção não seria problema. Falta saber se adolescentes aceitam tratamento diferenciado; ou sabem usar o preservativo. “Muitos jovens deixam para aprender a pôr a camisinha na hora”.
CAMILLE CARDOSO

Faltam Contadores
Fonte: Jornal SINEPE, agosto/setembro de 2010, nº 130, Ano 19, p.02.
Consta que 64% das empresas têm dificuldade de preencher vagas. Com 412 mil profissionais registrados no Conselho Federal de Contabilidade, a área de ciências contábeis vive hoje um desafio: a falta de mão de obra qualificada no país. A quantidade de formados é insuficiente para atender à necessidade dos 5 milhões de empresas no Brasil. A taxa de empregabilidade de contadores é superior a 90%.

Escolaridade na política continua sendo extremamente reduzida
Fonte: Jornal da Educação
Um estudo mostrou o perfil dos candidatos à Câmara dos Deputados e evidencia que 11,11% têm apenas o ensino fundamental, 27,67% o ensino médio completo ou incompleto, 11,26% o ensino superior incompleto e 49,96% conseguiram concluir um curso de graduação.
Atualmente 81,4% dos deputados federais possuem o curso superior completo, 7% o ciclo incompleto, 9% o ensino médio e 2,6% tão somente o ensino fundamental.
O crescimento dos iletrados é um reflexo do pouco valor que se dá à educação no País.
Apesar desse quadro sombrio,  no Legislativo, fica um consolo: para a chefia do Executivo há certeza de que teremos um Presidente que, desta vez, possui o curso superior.
(IPAE 074 - 08/10)

Sem trabalho, há uma geração perdida da América Latina
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 12/08/2010
Verónica Calderón Madri (Espanha) 
O rosto da América Latina é jovem: 19,5% de sua população têm entre 15 e 24 anos, índice somente superado pela África (20,3%), e é a única região do mundo cuja juventude experimenta um crescimento sustentado. Mas seu panorama não é alentador. Na Ibero-América (América Latina, Espanha e Portugal) há cerca de 150 milhões de jovens, dos quais 45% - aproximadamente 68 milhões - estão desempregados, segundo um estudo da Organização Ibero-americana da Juventude (OIJ). Cerca de 105 milhões estão na América Latina. "Os jovens são invisíveis para a sociedade", afirma o chileno Eugenio Ravinet, presidente da OIJ. "Salvo raras exceções, não existem políticas sociais voltadas especificamente para eles."
Uma prova de que não há políticas concretas é a falta de um critério claro para definir quem é jovem. Para a OIJ, são as pessoas entre 18 e 29 anos. Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONU, a faixa vai de 15 a 24 anos. Noventa por cento dos jovens do mundo vivem em países em desenvolvimento, indica um relatório da OIT. "O jovem está desprotegido pelas políticas sociais. O primeiro suspeito de um crime costuma ser o jovem. O chefe que vai contratar desconfia antes de um jovem. O índice de desemprego entre os jovens é o dobro ou em alguns casos o triplo da média nacional, e nenhum país empreendeu uma reforma  trabalhista que enfrente o assunto", descreve Ravinet. Um estudo elaborado em 2007 pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e a OIJ detalha os índices de desemprego em cada país latino-americano, mas explica que as estatísticas variam de acordo com o ano em que foram coletadas (uma margem de até cinco anos) e que os números são enganosos. A região tem um dos índices mais altos de subemprego ou emprego informal entre os jovens. As economias latino-americanas, que não têm a proteção social dos países europeus, deixam seus jovens "sem a oportunidade de sair de sua situação", salienta Ravinet.
A OIT detalha que no México, Colômbia, Equador, Panamá e Peru 82,4% dos adolescentes (entre 15 e 19 anos) tinham um emprego informal, número significativamente mais alto que os 50,3% dos adultos (entre 30 e 64 anos) na mesma situação laboral. "Os jovens são o setor mais vulnerável aos trabalhos irregulares, com o salário mais baixo", comenta Ravinet. E a falta de oportunidades é diretamente proporcional à pobreza. O desemprego entre a população jovem pobre é 19% maior que nas classes média e alta. As mulheres têm uma situação ainda mais difícil. O desemprego entre a população feminina é, em alguns casos, até 10% superior ao masculino. Além disso, a América Latina é a única região   do mundo onde o índice de fecundidade entre as adolescentes continuou aumentando nos últimos 30 anos: 7,3% das gravidezes na região ocorrem em jovens entre 15 e 19 anos. Na Europa o índice é de 2,8% e em todo o mundo, 4,8%. "O machismo na região afeta particularmente as mulheres", comenta Ravinet.
Outro dado alarmante é a quantidade de jovens latino-americanos que não estudam nem trabalham: um em cada quatro, segundo o relatório da OIJ e da Cepal. "As consequências de uma juventude sem oportunidades são muito graves", afirma Ravinet. O estudo divulgado pela OIT concorda. "A incapacidade de encontrar emprego cria uma sensação de impotência e inação entre os jovens, que pode conduzir a um aumento da criminalidade, dos problemas de saúde mental, da violência, conflitos e consumo de drogas", diz o relatório. O maior problema, afirma Ravinet, é o ceticismo diante da juventude. "Acredita-se que os jovens não se interessam pelo futuro, que são apáticos, não desejam se envolver nas decisões, e é mentira. O desejo de um jovem é muito simples: ter um emprego e que seu governo não o abandone. Há necessidade urgente de programas que fomentem a capacitação, o contato com as novas tecnologias. Para cuidar da juventude, não basta organizar uma partida de futebol ou um show de rock." Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves 

Lista das 500 melhores universidades tem 6 brasileiras
Fonte: Agência AFP, 12/08/2010
DA REDAÇÃO - A classificação 2010 das 500 melhores instituições de ensino superior, realizada pela Universidade de Comunicações de Xangai, coloca os estabelecimentos americanos na liderança. Como no ano passado, os Estados Unidos ocupam 17 dos 19 primeiros lugares. Na lista, divulgada nesta quinta-feira pelo site Echos, seis brasileiras aparecem, a USP (entre as 150 melhores), Unicamp (300 melhores), UFMG, UFRJ, Unesp (as três entre as 400 melhores) e Ufrgs (entre as 500 melhores). O primeiro francês a aparecer está no 39º lugar.
A Universidade Jiaotong de Xangai vai divulgar a lista de forma oficial no seu site (www.arwu.org). Harvard é o número um: Berkeley cede o segundo lugar a Stanford. Apenas as britânicas Cambridge (5º) e Oxford (10º) estão entre as 10 melhores, ao lado das americanas. O próximo país a aparecer é o Japão, com a Universidade de Tóquio, que fecha as vinte melhores.
Três estabelecimentos franceses estão na lista dos 100 primeiros: Pierre-et-Marie-Curie, no 39º lugar (uma situação melhor, em relação ao relatório de 2009); Paris-Sud Orsay está no 45º (dois rankings perdidos) e a École Normale Supérieure (ENS-Ulm), no 71º (recuo de um lugar).
Divulgada desde 2003, esta classificação mundial é tão esperada quanto criticada, notadamente na Europa - na França, em particular.
Os critérios são relacionados essencialmente à performance em matéria de pesquisa, em detrimento da formação: o número de prêmios Nobel recebidos, as medalhas Fields (o equivalente ao Nobel em matemática) e artigos publicados em revistas e periódicos unicamente anglo-saxãos. Os francófonos não são levados em conta. A União Europeia pretende construir até 2011 sua própria "classificação", que contará com uma verdadeira "cartogragia" por disciplinas, concebida como ajuda aos estudantes para sua escolha. O assunto pode ser consultado no site www.lesechos.fr/medias/2010/0812//020719898737_print.pdf.

Reconhecimento para que não tem diploma
Fonte: Diário Catarinense, 16/08/2010
Trabalhadores que há muito tempo desempenham uma função, mas não têm diploma que comprove sua formação podem se inscrever no Programa Certific, a partir de hoje. As inscrições vão até 10 de setembro.Primeiro, serão reconhecidos profissionais das áreas de música, pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade, construção civil e eletroeletrônica. As inscrições, a certificação e a emissão de diplomas são gratuitas.

Inovação aberta é incentivada no Brasil
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 10:11 hs. 
Com o apoio da internet, empresas buscam ideias entre estudantes para complementar as pesquisas internas
Prêmios e possibilidade de contratação motivam universitários de todo o país a participar de batalhas de inovação.
CAMILA FUSCO
DE SÃO PAULO
A crise de crédito que assolou os mercados mundiais no fim de 2008 fez o engenheiro Armando Theodoro, 47, repensar os negócios. Sócio da Steel Rocket, do ramo de antecipação de recebíveis, com movimentação mensal de R$ 3 milhões e 60 clientes, o executivo viu os riscos da empresa subirem rapidamente. "Percebemos que, embora capitalizados, seria importante diversificar os negócios", afirma.
Passados quase 20 meses desde o início da análise, Theodoro ainda não tomou uma decisão. Mas, em vez de contratar uma consultoria, decidiu apelar a cerca de 4.500 universitários, que vão trabalhar para ele ao longo dos próximos quatro meses. "O objetivo é buscar boas ideias para a criação de um plano de negócios", diz. A Steel não abriu nenhuma contratação em massa. Ela faz parte de um grupo crescente de empresas brasileiras que apostam na inovação aberta para resolver questões internas.
Em troca de boas ideias, colhidas principalmente pela internet, propõem prêmios - como os R$ 15 mil oferecidos pela Steel. Na lista de entusiastas do modelo estão desde empresas de pequeno porte até gigantes como Tecnisa, AmBev, Phillips e Whirlpool.
MODELO INTERNACIONAL
Adotada por centenas de companhias nos EUA, como Procter&Gamble, a inovação aberta começa a ser testada por aqui por duas vertentes principais. A primeira é a dos portais próprios como o Tecnisa Ideias, portal da construtora que estreia nos próximos dias para colher sugestões dos internautas em oito áreas, de arquitetura até sustentabilidade.
"É uma iniciativa de relacionamento que trará boas ideias para os negócios", diz Romeo Busarello, diretor de internet da Tecnisa. Essa é a quarta iniciativa de inovação aberta da Tecnisa, que começou a receber contribuições para seus projetos em comunidades do Orkut, em 2009. Na ocasião, recebeu 220 colaborações sobre adaptações nos apartamentos para consumidores da terceira idade e poderá aplicá-las nos futuros empreendimentos.
APOIO UNIVERSITÁRIO
Outra vertente são os centros de ideias, como o portal Battle of Concepts (BoC).
De origem holandesa e tendo a consultoria TerraForum como sócia, o portal criou uma base com estudantes de cerca de 80 universidades que devem resolver questões propostas por seus clientes, entre eles Usiminas, Natura e Ambev.
"É feito um trabalho de pesquisa sobre as necessidades do cliente e em que áreas. A partir daí a tarefa é postada no site", afirma Hans Hellemondt, sócio do BoC. Pelo trabalho, a consultoria cobra a partir de R$ 20 mil. Aos estudantes, os prêmios oferecidos, em média, são de R$ 15 mil.
COLABORAÇÃO
Embora sirvam de um imenso laboratório de tendências, iniciativas de inovação aberta não devem ser interpretadas como uma forma de cortar custos internos com pesquisa e desenvolvimento. "Dificilmente uma ideia vai gerar um projeto pronto; é missão das empresas refiná-las", diz José Cláudio Terra, sócio da TerraForum. Da mesma forma, especialistas alertam para as fronteiras que devem ser respeitadas pelo modelo, para não ser usado como fonte de mão de obra barata. "O relacionamento saudável gera conhecimento, não um produto específico", diz Guilherme de Lima, vice-presidente da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei). 
Fonte: Folha de São Paulo 

Eleitor deve apresentar título mais documento com foto para votar
Fonte: Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina
Nas eleições deste ano será a primeira vez que os eleitores serão obrigados a apresentar o título de eleitor acompanhado de um documento oficial com fotografia no momento da votação. A exigência da apresentação dos dois documentos foi introduzida na Lei das Eleições por meio da Lei 12.034/09.
Também serão aceitos pela Justiça Eleitoral, juntamente com o título, qualquer documento de valor legal equivalente à carteira de identidade, como: identidade funcional, carteira de trabalho ou de habilitação com foto e certificado de reservista. Em anos anteriores, o eleitor podia votar apenas com o título de eleitor ou então com outro documento oficial.
2ª via do título de eleitor pode ser retirada até dia 23 de setembro
Outra novidade para o pleito deste ano é que, para votar em 3 de outubro, o eleitor pode retirar a 2ª via (reimpressão) do seu título em qualquer cartório eleitoral do país até o dia 23 de setembro. Na oportunidade, o título será reimpresso com dados idênticos ao do documento extraviado ou inutilizado.
Essa decisão da Corte Superior aconteceu em sessão administrativa, no dia 16 de junho, por proposta da Corregedoria Geral Eleitoral, com o intuito de garantir a plenitude do gozo dos direitos políticos ao eleitorado. A legislação anterior previa que quem estivesse fora do seu local de votação tinha somente até 4 de agosto para pedir a segunda via do título.
Mas somente podem pedir a reimpressão os eleitores que já tinham ou solicitaram o título eleitoral até 5 de maio deste ano, data em que foi fechado o cadastro eleitoral de 2010.
Desse modo, o eleitor quite com suas obrigações eleitorais que se encontrar fora de seu domicílio eleitoral poderá requerer a reimpressão de seu título, presentes as circunstâncias de extravio ou inutilização até 10 dias antes do pleito.
Na mesma sessão em que o TSE decidiu estender o prazo para pedido de reimpressão do título, o tribunal reiterou a obrigatoriedade da apresentação do título e de um documento oficial com foto para votar nas próximas eleições.

Darci ataca Pavan
Fonte: Jornal A Notícia, 14/08/2010
Pelo visto, está se esgotando a paciência dos liberais com Leonel Pavan (PSDB). Na condição de deputado estadual mais votado em Joinville na eleição de 2006, com mais de 40 mil votos, Darci de Matos (DEM) qualificou de “inaceitável” o comportamento do governador, “que subiu solenemente no muro”.
Para Darci, Pavan está sendo “ingrato” e “infiel”. “Ingrato porque liberais e peemedebistas o elegemos vice, sem falar que Luiz Henrique renunciou ao governo para que ele assumisse”, observou o parlamentar.
“E infiel porque está contrariando a orientação de seu próprio partido, que, aliás, preside no Estado e que faz parte da coligação”, ponderou Darci de Matos, convencido de que o governador está prejudicando especialmente os candidatos à Presidência, José Serra, e ao Senado, Paulo Bauer, ambos do PSDB.

Procurador investiga pré-teste do Enem
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 14/08/2010 às 09:01 hs. 
Em um ano, valor do contrato para aplicar as questões da prova aumentou 559%, saltando de R$ 939,5 mil para R$ 6,191 milhões.
Rafael Moraes Moura - O Estado de S.Paulo
O procurador Marinus Marsico, representante do Ministério Público no Tribunal de Contas da União, vai investigar o contrato de realização do pré-teste do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em um ano, conforme revelou ontem o Estado, o valor do contrato aumentou 559% - saltou de R$ 939,5 mil para R$ 6,191 milhões.
O pré-teste serve para verificar quais perguntas são consideradas fáceis ou difíceis por um público com perfil semelhante ao que fará o Enem.
Os valores serão pagos a um consórcio contratado pelo Ministério da Educação (MEC) sem licitação. Uma das instituições beneficiadas é o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), ligado à Universidade de Brasília (UnB). A instituição foi responsável pela aplicação da última edição do exame, após o vazamento da prova. Até o ano passado, o Cespe era dirigido pelo atual presidente do Inep, Joaquim Soares Neto.
Segundo o Inep, autarquia do ministério responsável pelo exame, "o projeto de 2010 é muito mais amplo" e "é impossível comparar contratos cujos requisitos são tão distintos". O instituto alega que pretende agora aplicar o pré-teste para 100 mil alunos em 40 municípios, contra 50 mil de 10 capitais em 2009.
"São explicações que à primeira vista podem ser aceitáveis, mas isso não impede que a gente prossiga a verificação", afirmou Marsico. "Há o benefício da dúvida, mas estou me baseando nesses fatores para a investigação: a dispensa de licitação e o valor quase multiplicado por sete", disse Marsico. Procurado, o Ministério da Educação informou que prestará as informações requisitadas pelo procurador.
Numa comparação do preço médio do pré-teste por estudante, o valor em um ano cresceu de R$ 18,79 para R$ 61,91, um salto de 229,5%. Especialistas ouvidos pela reportagem estranharam a diferença, observando que o preço médio por estudante deveria cair com o tempo e não aumentar. O Inep alega que, desta vez, o pré-teste ocorrerá em "quatro etapas distintas" - em 2009, ocorreu em apenas uma etapa.
De acordo com o Inep, o contrato atual reforça requisitos de segurança e sigilo necessários para o pré-teste. "O contrato 2010 exige que todas as etapas de editoração do caderno de provas, acompanhamento da impressão e organização do material para distribuição se processem em ambiente seguro e sigiloso", afirmou a assessoria.
O Inep também diz que foi exigido que as empresas aplicadoras montassem estruturas compatíveis de segurança em cada unidade federação.
Ontem, o ministro da Educação, Fernando Haddad, falou sobre os questionamentos em torno do Enem e afirmou que não haverá atraso em sua aplicação. "Não tem atraso nenhum. O presidente do Inep disse que está tudo dentro do cronograma."
O contrato com as instituições que aplicarão o exame ainda está sendo elaborado, e a Justiça suspendeu a licitação para escolha da gráfica responsável pela impressão do exame. O edital do pregão eletrônico previa o início da pré-impressão (versão preliminar da prova, sujeita a revisões) em 12 de agosto, com término no dia 27. No dia 28 deveria ocorrer a aprovação do trabalho, com o início da impressão marcado para o dia 30 de agosto.
"Como a questão está na Justiça, vamos aguardar o posicionamento da juíza. A gráfica levou seus argumentos, o Inep explicou por que desclassificou a gráfica. Agora cabe ao Judiciário a palavra final", disse.
COLABOROU LUCIANA ALVAREZ 
Fonte: O Estado de São Paulo

Anhanguera Educacional está entre as Melhores da Dinheiro
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 14/08/2010 às 11:51 hs. 
A instituição é a única empresa educacional entre as melhores no setor de serviços diversos.
A Anhanguera Educacional, maior empresa de capital aberto do setor de educação no Brasil em termos de valor de mercado, é mais uma vez destaque nacional na edição do anuário "As Melhores da Dinheiro", divulgado este mês pela revista "Isto É Dinheiro". O levantamento envolveu mais de 500 das maiores empresas do país, divididas em setores econômicos, e posicionou a instituição em terceiro lugar do segmento de serviços, na classificação geral.
A Anhanguera é a única empresa educacional ranqueada entre as cinco melhores desse segmento. Dentre as categorias, a instituição ainda recebeu a primeira colocação em Responsabilidade Social, bem como em Inovação e Qualidade. Tais reconhecimentos são fruto, respectivamente, do Programa de Extensão Comunitária que, em 2009 atendeu gratuitamente 805 mil pessoas em seus 796 projetos; e da qualidade das equipes envolvidas e a quantidade de pessoas engajadas no controle da qualidade, no marketing, na pesquisa e desenvolvimento, na auditoria interna e no serviço de atendimento ao cliente.
Outras posições conquistadas em categorias avaliativas do setor de Serviços Diversos foram: o 2º lugar em Recursos Humanos, que avaliou o número de funcionários, as despesas com salários, além dos benefícios, treinamentos e tempo médio de serviço por colaborador, e o 4º em Governança Corporativa, que avaliou o planejamento estratégico da Anhanguera, levando em conta a existência de seu código de ética, do número de conselheiros independentes e a variação do valor de patrimônio líquido, do lucro líquido e dos dividendos pagos.
A conquista de posições relevantes no ranking "As Melhores da Dinheiro", no setor de Serviços e em suas categorias, atestam a importante atuação da Anhanguera no setor educacional brasileiro. "Nosso foco sempre foi o desenvolvimento do projeto de vida do nosso aluno, por meio de uma educação de qualidade e focada nos preceitos de responsabilidade social. Acredito que a premiação seja uma comprovação do nosso comprometimento com esse objetivo", declara José Augusto Teixeira, vice-presidente de Planejamento e Relações com Investidores.
O anuário
O ranking das "Melhores da Dinheiro" é considerado um dos mais completos levantamentos sobre as práticas gerenciais das companhias instaladas no Brasil.
Segundo informações editoriais, trata-se da única lista do gênero que analisa as companhias, não apenas pelo seu desempenho financeiro, mas também pelos indicadores de gestão em diversas áreas.
Institucional - Atuante na graduação, pós-graduação e educação continuada, a Instituição tem o público alvo composto por adultos das classes média e baixa que trabalham durante o dia e estudam à noite. Com 294 mil alunos, a Instituição é composta de 54 câmpus e mais de 450 polos, distribuídos por todos os estados brasileiros e também no Distrito Federal.
A Companhia oferece uma ampla gama de cursos que se destacam no mercado por oferecer aos alunos ensino de qualidade diferenciada a um custo mais acessível que de seus principais concorrentes. Seu foco é oferecer a melhor combinação entre qualidade e preço, com toda a conveniência almejada por jovens trabalhadores. Para atingir esses objetivos, a Instituição adota projetos pedagógicos unificados, corpo docente qualificado, modelo operacional eficiente para multi-unidades, mensalidades acessíveis e rigoroso controle de qualidade. 
Fonte: Revista Isto É Dinheiro - ed. 671/A 
 
Desigualdade educacional é maior em 14 estados
Fonte: Jornal da Educação
Pesquisa feita com base em uma comparação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2005 com o de 2009 revelou que a desigualdade educacional em 14 dos 27 estados nos anos finais do Ensino Fundamental.
O estudo, elaborado pelo Todos Pela Educação, tem como base de cálculo o coeficiente de variação que, tecnicamente, é calculado na divisão do desvio padrão pela nota média no Ideb. Das 14 redes estaduais, quatro tiveram médias abaixo do previsto pelo MEC e ainda apresentaram maior variação de desigualdade na oferta do ensino.
O Ideb está relacionado ao percentual de desigualdade educacional, quanto maior o índice, menor a desigualdade. O estudo foi dividido em duas partes, uma em que foi avaliada a equidade nos anos finais do Ensino Fundamental, com base em dados das escolas estaduais; e a segunda, em que foi verificada a desigualdade nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com utilização de informações das escolas municipais.
(IPAE 078 - 08/10)

Tem qualificação? Aqui há vaga
Fonte: Jornal A Notícia, 15/08/2010
Setor de serviços sente, em Joinville, a falta de mão de obra especializada
O operário é o retrato do trabalhador joinvilense. Afinal de contas, dois em cada cinco habitantes da cidade trabalham na indústria. Mas tem um segmento que vem ganhando força nos últimos cinco anos e que está precisando urgentemente de mão de obra qualificada. É o de serviços, que abriu 1.623 novas oportunidades de trabalho no primeiro semestre, 5,7% a mais do que no mesmo período de 2009. “Chego a ficar com uma vaga aberta por dois meses”, diz Sérgio Luiz Correa, dono de uma agência de recursos humanos especializada nesse segmento.
Quem tem qualificação tem vaga garantida. É o caso de Kayerdal Zipperer e Thobias de Amorim Jesus. Kayerdal mora há três meses em Joinville, veio de Porto União e dois dias depois que chegou já estava empregado como garçom em um bar da Via Gastronômica. “Trabalho há dez anos. Mandei meu currículo pelo site, logo em seguida me ligaram e na sequência estava empregado”, comemora o jovem que acaba de se formar no curso de garçom pelo Senac. Ele foi contratado como garçom, mas a casa também precisava de um barman e assim ele foi transferido para o bar.
Há dois anos, Amorim Jesus veio de Florianópolis para morar em Joinville. Lá havia trabalhado em bares e aqui buscou qualificação para se formar no curso de bartender. Recém-formado pelo Senac, já conseguiu emprego no bar de uma boate da cidade. “Acho que pela minha qualificação consegui um trabalho rápido. É uma boa área para trabalhar, pois há vagas para quem se dedica e busca sempre se aperfeiçoar”, afirma.
Segundo o presidente do Sindicato de Hotéis e Restaurantes de Joinville, Bernardo Kuerten, o setor vem se tornando cada vez mais uma boa opção para se trabalhar. “A tendência é que o segmento se fortaleça mais.” Para tentar reduzir o problema de falta de mão de obra, a entidade investe em parcerias. Ela oferece cursos de qualificação de garçons, camareiras, recepcionistas e barman em parceria com a Univille. Há também cursos profissionalizantes no Senac nas áreas de cozinha, garçom, bartender e confeitaria; de panificação na Fundamas; e há também o curso superior em gastronomia oferecido pela Univille.
ANA PAULA FANTON

Ampliação da Licença Maternidade – Opção exclusiva para as empresas que declaram com base no “Lucro Real”
Fonte: Jornal SINEPE, agosto/setembro de 2010, nº 130, Ano 19, p.15.
Por Osmar dos Santos, advogado, Diretor Executivo do Sinepe/SC.
Em janeiro de 2010 entrou em vigor a nova regra que amplia a licença-maternidade por mais 60 dias, ou seja, dos 120 para 180 dias - conforme preconiza a Lei 11.770, de 9/9/2008, ao criar o Programa Empresa Cidadã, objetivando a prorrogação da licença maternidade mediante concessão de incentivo fiscal, alterando desta forma a Lei nº. 8.212/91. A empregada da pessoa jurídica que aderir ao Programa Empresa Cidadã terá prorrogado por 60 dias a duração da licença maternidade prevista na nossa Constituição Federal no seu artigo 7º, XVIII. É importante ressaltar que será garantida à empregada da pessoa jurídica que aderir ao Programa e desde que requeira até o final do primeiro mês após o parto e será concedida imediatamente após a fruição da licença maternidade. Também importante lembrar que a referida lei contempla à empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança. Conforme o artigo 2º desta Lei fica a Administração Pública, direta, indireta e fundacional autorizada a instituir programa que garanta prorrogação da licença maternidade para suas servidoras, nos termos do que prevê o artigo 1º desta lei. Para quem não aderir ao Programa Empresa Cidadã ou não preencher os requisitos necessários para essa adesão, a maioria, portanto, permanece a licença maternidade de 120 (cento e vinte) dias, concedida na forma da lei, respeitado o período prescrito pelo médico responsável. No período da prorrogação da licença maternidade, a empregada receberá sua remuneração integral, como recebe hoje através do salário maternidade pago pela Previdência Social. Neste período, além da empregada não poder exercer qualquer atividade remunerada, a criança não poderá ser mantida em creche ou organização similar, estando sujeita a perder o direito a prorrogação. Mas é bom lembrar que as empresas, pelo menos por enquanto, não são obrigadas a prorrogar a licença maternidade, somente aquelas que aderirem ao Programa.
As empresas que aderirem ao Programa podem abater no imposto de renda os dois salários maternidade integralmente. Outro ponto importante que deve ser ressaltado é que somente as empresas que fazem as declarações com base no lucro real é que poderão aderir ao Programa. As empregadas atualmente grávidas poderão contar com a licença-maternidade ampliada se o empregador que declara com base no lucro real aderir ao Programa Empresa Cidadã. Isso porque elas têm até um mês após o parto para fazer o pedido à empresa, que poderá fazer a adesão na página da Receita Federal na internet e o desconto no Imposto de Renda. Por não ser obrigatória a prorrogação do beneficio, paira uma dúvida quanto a sua real aplicabilidade. As empresas precisarão analisar sua necessidade em aderir a Lei, pois mesmo tendo a vantagem de deduzir as parcelas pagas no Imposto de Renda, precisará contratar outra empregada para o mesmo serviço e incidirá encargos sobre esta contratação, além da possibilidade da empregada querer emendar férias se já estiver apta, neste caso já não há compensação para a empresa destes 30 dias das férias.

Ranking chinês põe USP entre 150 melhores universidades do mundo
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 14/08/2010 às 10:29 hs. 
Outras cinco instituições brasileiras aparecem na lista de 500 melhores. Harvard, nos EUA, lidera o ranking pelo oitavo ano consecutivo
A Universidade de São Paulo (USP) está entre as 150 melhores universidades do mundo, segundo o ranking 2010 da Universidade de Comunicações de Xangai (Jiaotong), que lista anualmente as 500 melhores do mundo. A lista foi divulgada nesta sexta-feira (13). O ranking não dá uma colocação exata da USP. A universidade aparece no grupo entre as 101 e 150 melhores.
O ranking especifica as colocações das cem primeiras e, depois disso, apresenta as universidades em grupos que vão de 101 a 150, 151 a 200, 201 a 300, 301 a 400 e 401 a 500.
Outras brasileiras citadas são a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que está entre as 201 e 300 melhores, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que estão entre as 301 e 400 melhores, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que está entre as 401 e 500 melhores.
O ranking chinês é considerado um dos mais importantes do mundo atualmente ao lado da lista de 200 instituições acadêmicas de maior relevância mundial elaborado todo ano, desde 2004, pela publicação britânica "The Times Higher Education Supplement".
Pelo oitavo ano consecutivo, Harvard, nos Estados Unidos, lidera o ranking, seguida por Berkeley, que tomou a segunda posição de Stanford.
A lista revela um amplo domínio das instituições dos Estados Unidos, um avanço da Alemanha e uma estagnação da França, onde sofreu muitas críticas. Como no ano passado, a relação das 500 melhores universidades estabelecida pela Jiaotong traz os EUA na liderança, ocupando 17 dos 19 primeiros postos.
As universidades britânicas de Cambridge (5ª) e Oxford (10ª) são as únicas fora dos EUA entre as dez melhores. Entre países, a Alemanha ocupa a segunda posição no ranking das 500 melhores, com 39 universidades, bem atrás dos Estados Unidos, com 154 instituições.
Grã-Bretanha, com 38 universidades, e Japão, 25, aparecem à frente da França, que com 22 instituições caiu da quinta para a sexta posição, empatada com Itália e China. O site oficial do ranking é www.arwu.org, mas estava com problemas na manhã desta sexta-feira.
A ideia da lista, divulgada desde 2003, surgiu quando Pequim decidiu criar universidades de nível internacional e precisou definir os critérios de excelência. O ranking é muito criticado na Europa, especialmente na França, que denuncia uma avaliação voltada para a pesquisa, em detrimento da formação.
A Jiaotong considera o número de prêmios Nobel, de medalhas Fields (Nobel da matemática) e de artigos publicados em revistas como "Nature" e "Science". A União Europeia prevê criar no próximo ano seu próprio ranking das melhores universidades, orientado pela formação dos estudantes.
Outra universidade da América Latina bem colocada foi a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), que ficou entre as 200 melhores.
Outro ranking
No ranking mundial Webometrics Ranking of World Universities, que considera os conteúdos disponibilizados na internet, especialmente aqueles relacionados a processos de geração e comunicação acadêmica de conhecimento científico, a USP caiu neste ano da 53ª para 122ª posição. O ranking foi divulgado em julho. 
Fonte: www.administradores.com.br 

Hering completa 130 anos
Fonte: Jornal A Notícia, 15/08/2010
Uma das mais tradicionais empresas catarinenses, a Hering, está de aniversário. A marca dos dois peixinhos, que já foi sinônimo de camiseta branca, e hoje é associada à moda, está completando 130 anos, tendo feito parte da vida de mais de 100 mil trabalhadores. E em alto estilo: no mês passado, foi considerada a melhor empresa do Brasil pela “Exame”.
Na semana que passou, a indústria têxtil foi premiada pela Associação Brasileira de Companhias Abertas (Abrasca) pelos resultados dos últimos três anos.
A empresa está se reinventando desde 2006, quando consultou consumidores nas lojas para elaborar a nova estratégia. A pesquisa de mercado apontou que 90% dos pesquisados conheciam a marca.
Diante disto, os executivos entenderam que era preciso explorar o potencial do nome, e estabeleceram o foco na expansão do número de lojas.
Desde que iniciou o projeto de expansão do varejo em 2007, ampliando o número de lojas Hering Store de 180 unidades para 278 este ano – com previsão de chegar a 325 em dezembro, as ações da Hering sobem sem parar, ocupando as primeiras posições no ranking das ações mais valorizadas na BM&F Bovespa. No primeiro semestre do ano, elas tiveram uma alta de 58%, uma das maiores no País.

Lucro que vem das salas de aula
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 09:27 hs. 
Setor privado de educação brasileiro atrai investidores estrangeiros e já registra um total de operações de aquisição de R$ 1,9 bilhão
Aguinaldo Novo.
SÃO PAULO
Os investidores espicharam os olhos para o setor privado de educação no Brasil. Em pouco mais de um ano, só o mercado de sistemas de ensino (que consiste na produção de metodologia pedagógica e apostilas para venda a escolas públicas e privadas) registrou cinco operações de venda, três delas nos últimos 30 dias.
Somadas, representaram um investimento superior a R$ 1,9 bilhão. No maior desses negócios, a inglesa Pearson (dona do jornal “Financial Times” e da revista “The Economist”) pagou R$ 888 milhões para assumir a gráfica e a distribuição de materiais didáticos do Sistema Educacional Brasileiro (SEB).
Esse movimento não deve parar tão cedo. A Kroton Educacional, que já tem 50% do seu capital nas mãos do fundo financeiro internacional Advent, anunciou na quarta-feira passada que estuda novas associações e, eventualmente, a venda de uma ou mais unidades de ensino do grupo. Os donos da Estácio de Sá, com quase 215 mil alunos e forte presença no Rio, também procuram compradores para suas ações. João Uchôa Cavalcanti Neto e sua filha, Monique Uchôa Cavalcanti de Vasconcelos, vão vender na Bolsa de Valores os 41,7% que detêm do capital da empresa.
— Todo mundo está namorando todo mundo — confirma o consultor Marcos Antonio Boscolo, sócio da KPMG.
O mercado brasileiro de ensino está entre os dez maiores do mundo, com movimento estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 55 bilhões por ano. Este valor considera apenas as mensalidades no ensino privado (básico e superior) e também o giro do mercado editorial (que engloba desde a venda de livros didáticos à produção dos sistemas de ensino).
Estão fora da conta os desembolsos do governo na rede pública.
Aumento da renda da população puxa segmento
Em grande parte, a consolidação do setor reflete a confiança dos investidores brasileiros e estrangeiros no aumento da renda média da população e da demanda por mão de obra qualificada nos próximos anos no país.
Outro ponto de atração, explica Boscolo, é a ainda a baixa taxa de ocupação de universidades e cursos. Em 2008 (último dado consolidado), as faculdades privadas ganharam 1,198 milhão de novos pagantes, para um total de 2,641 milhões de vagas oferecidas.
— Seria possível dobrar o número de alunos sem a necessidade de investimentos em estrutura física — diz ele.
O processo de consolidação teve início em 2006, quando a americana Laureate Education (gigante que atua em 15 países e fatura quase US$ 650 milhões por ano) arrematou o grupo Anhembi-Morumbi.
Depois disso, a GP Investimentos comprou 20% da Estácio de Sá. No mercado de sistemas de ensino, dos seis primeiros colocados no ranking, três já têm participação estrangeira: o fundo de investimento Advent na Kroton, a inglesa Pearson no SEB e a espanhola Santillana na Moderna. Os outros três grupos nacionais são Positivo, Objetivo e Abril Educação (que em julho comprou a rede Anglo).
— Nossa situação financeira era confortável, com capital para novos investimentos. Mas percebemos que a entrada de um sócio estratégico seria importante para enfrentar o aumento esperado da concorrência — diz o diretor-superintendente do SEB, Nilson Curti, em referência à operação fechada com a Pearson.
O namoro entre os dois grupos começou em 2007, antes mesmo da abertura de capital do grupo brasileiro (em outubro daquele ano). Curti diz que, desta vez, houve “uma convergência de interesses” para o fechamento do negócio. Enquanto a Pearson administrará as operações de sistema de ensino, os antigos controladores do SEB manterão o controle das escolas.
— Já temos planos de adquirir, ainda neste ano, unidades de ensino básico no Rio, Recife e Porto Alegre — adianta Curti, que também admite interesse nas operações da Estácio de Sá: — Tudo faz sentido neste momento, nada se descarta.
O principal foco dos investidores neste momento parece ser o de sistemas de ensino.
A estimativa é que existam pelo menos 40 pequenas empresas no país que se dedicam à produção de material pedagógico próprio para venda, que em tese passarão a ser alvo das novas apostas dos investidores.
O presidente da consultoria Hoper Educação, Ryon Braga, explica que esse interesse vem da municipalização do ensino no país. Com a mudança, as editoras tradicionais que dependem do programa do livro didático do governo federal se viram ameaçadas pelas metodologias particulares.
Braga estima que a utilização desses sistemas alcance hoje 35% das escolas privadas e pouco mais de 4% dos municípios que administram sua rede pública de ensino.
— Não é que os livros didáticos deixaram de ser bons. Mas, ao optar pelas metodologias particulares, as prefeituras acabam comprando um pacote completo, que combina o material de estudo e a orientação de professores e diretores de escolas. Isso tira a responsabilidade das costas das prefeituras — diz ele.
Sua previsão é que a penetração dos sistemas de ensino chegue a 42%, nos próximos três anos, na rede privada. No caso das escolas públicas, Braga fala em um índice de crescimento de “pelo menos três vezes” no mesmo período.
Fonte: O Globo on line 

Empresas adotam trainee global
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 15/08/2010 - São Paulo SP
Seleção mundial para programas expõe os jovens brasileiros à concorrência internacional
DE SÃO PAULO 
A necessidade de contar com gestores globais começa a mudar o escopo dos programas de trainees. Antes focadas na seleção de brasileiros, corporações agora apostam numa seleção mundial, com jovens de diversos países. Recentemente, duas adotaram esse formato de programa: a Vale e a Magnesita. A primeira retomou o programa neste ano com uma modificação -houve recrutamento de candidatos no Brasil, no Canadá, na Colômbia e na Indonésia. Em fase de preparação da próxima edição, a gerente de atração e seleção de pessoas, Renata Mazoco, adianta que o recrutamento que começa neste semestre será feito de forma global e incluirá os 35 países em que a Vale opera.
O profissional brasileiro "vai  competir com jovens do mundo inteiro", assim como os candidatos a trainee da Magnesita, que implantou neste ano uma seleção global para seu programa. O maior volume de inscrições, até a quarta-feira passada, vinha do Brasil. Mas, entre os cerca de 5.000 jovens, havia representantes de países como o Canadá, a Argentina e a China, conta a coordenadora do programa, Laura Coutinho. Segundo ela, trata-se de um projeto-piloto e não há reserva de vagas por país. "Os brasileiros são muito bem preparados", responde, sobre a possibilidade de jovens do país perderem espaço para os estrangeiros. A presidente da consultoria Grupo DMRH, Sofia Esteves, também minimiza o impacto da concorrência entre brasileiros e estrangeiros. "Cada um tem diferenciais."  DE ONDE VIEMOS - Segundo Esteves, iniciativas globais tendem a proliferar, seguindo o crescente índice de internacionalização das empresas. "É um avanço porque oferece troca de experiência", argumenta. Os trainees da Vale Mariana Ribeiro, 24,e Max Oliveira, 24, concordam. Aprovados na última seleção, foram apresentados por videoconferência aos estrangeiros que chegam ao Brasil neste mês. Os dois, que já moraram fora do país, contam que ainda se impressionam com as diferenças entre as culturas. "Em grupo, tivemos de fazer uma escala de quesitos como regras e status", explica ela. "Temos muita informação sobre a Colômbia e o Canadá, mas não temos o mesmo nível de conhecimento sobre a Indonésia", reflete Oliveira. 

Recaída da economia mundial
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 11:36 hs. 
Os sinais vitais da economia mundial voltaram a piorar, realimentando o temor de uma nova recessão, com pesado custo para todos os países. Esse desastre quase certamente será evitado, mas a recuperação global deverá ser mais lenta e penosa do que se imaginava, com desemprego elevado por muitos anos e perda de impulso no comércio internacional. As novidades mais preocupantes, agora, vêm dos Estados Unidos e da China. A economia americana estava na dianteira do mundo rico, bem à frente da Europa na reativação, mas começou a perder vigor e a piora do quadro foi reconhecida na semana que passou pelo Federal Reserve (Fed). "O consumo se mantém achatado pelo alto desemprego, pelo modesto crescimento da renda, pela má saúde do mercado habitacional e pelo crédito apertado", segundo a nota distribuída depois da última decisão sobre política monetária.
A China se mantém como líder do crescimento mundial, mas dá sinais de arrefecimento depois da expansão, no primeiro semestre, de 11,1% ao ano. Além disso, esperava-se da economia chinesa um novo papel, mais favorável ao crescimento mundial. Seu dinamismo deveria depender mais do mercado interno, movido pelo aumento do consumo e por investimentos na infraestrutura. Seria a contrapartida do ajuste promovido nas economias normalmente deficitárias, como a americana. A nova divisão de papéis funcionou durante algum tempo. As importações chinesas cresceram mais velozmente que as importações durante meses, mas a tendência parece haver mudado.
Em julho as exportações da China, US$ 145,5 bilhões, foram 38,1% maiores que as de um ano antes. As importações, US$ 116,8 bilhões, ficaram 22,7% acima das de julho de 2009. O superávit comercial voltou a crescer e a combinação do novo jogo internacional, proposto pelo Grupo dos 20, parece ter sido esquecida pelo menos por algum tempo.
Da economia americana, a maior do mundo, não se esperava, até o começo do ano, muita ajuda para a recuperação global. Mas esperava-se uma contribuição considerável das economias emergentes, principalmente da chinesa, já promovida a número dois do mundo segundo novas estimativas divulgadas há poucos dias em Pequim.
A primeira surpresa durou alguns meses: houve sinais de reanimação no mercado americano e os Estados Unidos, se continuassem nesse rumo, poderiam injetar algum vigor no resto do mundo. Essa expectativa já está abandonada. A segunda surpresa foi o rápido retorno do comércio exterior da China à velha trajetória de acumulação de superávits. Se não houver uma nova correção de rumo, a ajuda chinesa à economia mundial também será menor do que havia sido no primeiro semestre deste ano.
Na Europa o quadro permanece quase tão ruim quanto era há poucos meses. Bancos da Grécia, de Portugal e da Itália voltaram a tomar empréstimos do Banco Central Europeu (BCE), confirmando dificuldades para operar no mercado. Os testes de estresse realizados com 91 bancos da Europa deram resultados positivos para mais de 80, mas isso parece ter sido insuficiente para restabelecer a confiança.
Outros indicadores da região continuam fracos. Em junho a produção industrial na zona do euro foi 8,2% maior que a de um ano antes, mas 0,1% menor que a do mês anterior. A produção de bens de capital cresceu, mas a de bens de consumo duráveis e a de bens intermediários diminuíram, indicando cautela das famílias. Do primeiro para o segundo trimestre o PIB da área cresceu 1%, mas quase dois terços dessa expansão resultaram do crescimento excepcional da Alemanha, 2,2%. Os demais países continuam derrapando.
Nos 27 países da União Europeia - sendo 16 da zona do euro - a produção da indústria ficou estável em junho. O crescimento do PIB britânico será menor do que se previa, segundo o Banco Central da Inglaterra.
O desemprego permanece elevado em todo o mundo rico. O número de trabalhadores em busca do auxílio-desemprego voltou a subir nos Estados Unidos na primeira semana de agosto.
Como dissemos no início deste editorial, não há desastre à vista. Mas esse quadro só deverá mudar lentamente, nos próximos anos. 
Fonte: O Estado de São Paulo

Só conhecimento teórico não forma bom professor
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 16/08/2010 às 10:27 hs. 
ANTÔNIO GOIS
DO RIO
Quando, aos 21 anos, começou a dar aulas, Doug Lemov, 42, conta que ouviu conselhos como "espere o máximo dos seus alunos todo dia" ou "tenha altas expectativas sobre seu desempenho". No momento em que ficava em frente aos estudantes em sala de aula, porém, isso lhe parecia pouco útil.
No meio de tantas frases de efeito, um professor mais experiente lhe falou algo bastante concreto: "Quando precisar dar instruções aos alunos, não faça isso caminhando pela sala enquanto distribui papéis. Eles precisam entender que o que você fala é mais importante do que qualquer outra tarefa".
Foi a partir de dicas práticas como essa que Lemov, hoje diretor de uma rede de escolas nos EUA, passou a prestar atenção nas técnicas dos melhores professores.
Sua obsessão em descobrir o que faz o docente top quando fecha a porta de sua classe o levou a filmar por seis anos aulas de profissionais que conseguiam, mesmo em situações adversas, que seus alunos aprendessem.
Este trabalho virou livro de repercussão nos EUA, com 150 mil cópias vendidas, e que será lançado em outubro no Brasil, com o nome "Aula Nota 10" (Fundação Lemann e editora Da Boa Prosa).
Nele, Lemov descreve em termos bem práticos 49 técnicas de bons professores. Podem não ser frases glamourosas, mas funcionam. Em entrevista à Folha, o autor diz que seu livro não menospreza o conhecimento teórico. Apenas argumenta que, em vez de aprender apenas a partir de teorias, professores precisam olhar para o que fazem seus colegas com melhor desempenho.
Folha - Seu livro pode ser entendido também como crítica ao modo como se formam professores hoje nos EUA, com currículos que enfatizam demasiadamente teorias pedagógicas e deixam pouco espaço para o ensino de questões práticas de sala de aula. Como foi a repercussão?
Doug Lemov - Pela resposta que tive, percebi que o problema na formação de professores nos EUA é mais profundo do que imaginava. Alguns me disseram que as ideias do livro eram muito intuitivas. Outros, que não havia nenhuma grande revelação e que o livro era até óbvio. Sinceramente, considerei elogio, pois isso revela que há mais pessoas que pensam da mesma maneira. Eu tinha também algum receio de o livro não ser bem recebido por professores de escolas públicas, já que trabalho numa organização que mantém escolas "charters" [geridas pela iniciativa privada, mas financiadas pelo poder público para atender gratuitamente alunos pobres] e, nos EUA, tem havido muita disputa em torno deste tema. Mas acho que os professores entenderam que o livro pode ser útil para seu trabalho, não importa em que tipo de escola eles ensinam.
Só não tive resposta nenhuma das autoridades educacionais, responsáveis pela política de formação de professores. Deles, percebi um silêncio retumbante.
O que explicaria isso?
Talvez achem que eles estejam certos e eu, equivocado. Talvez porque estejam numa postura defensiva, se sentindo ameaçados com os que criticam a política atual de formação. Não estou certo de que as pessoas responsáveis pela formação de professores tenham em mente que o aprendizado das crianças tem que ser a prioridade.
Ao enfatizar a importância de aprender técnicas de manejo de turma em sala de aula, você não estaria menosprezando a formação teórica?
Em nenhum momento digo que o conhecimento teórico não é importante. Pelo contrário, é dramaticamente importante. Se você vai ensinar matemática, você tem que ter uma boa formação em matemática. Mas meu ponto é que só isso não faz de alguém um bom professor. Acho que as técnicas que descrevo são úteis inclusive para docentes que têm amplo conhecimento da disciplina que lecionam.
Imagine uma escola pública em área pobre que esteja precisando de um professor de física. Hoje em dia, já é difícil achar alguém que conheça bem a disciplina e esteja disposto a dar aulas. Mas, se as pessoas com boa formação em física souberem também técnicas para fazer boas perguntas, inspirar crianças e manejar uma sala de aula, triplicaríamos o número de pessoas capazes de dar boas aulas.
Meu livro trata muito mais de como transmitir o conhecimento para os alunos. Quando você é especialista em algo, seu conhecimento sobre o tema é quase intuitivo. Isso pode significar que não seja natural para você pensar em formas de transmitir isso para estudantes.
No Brasil, há muitas críticas aos formatos tradicionais da sala de aula, pouco atrativos para jovens do século 21. No entanto, muitos professores reagem argumentando que a sala de aula não é um circo, e que aprender nem sempre é divertido. Qual sua opinião?
Não acho que tenha que se escolher entre um modelo ou outro. É certo que você deve inspirar os alunos e atrair sua atenção, mas é preciso também fazê-los trabalhar duro. Só não entendo como algumas pessoas resistem tanto em melhorar. Se você me disser que há coisas que possa fazer para ser um pai melhor, eu vou querer aprender, mesmo que eu já me considere o melhor pai do mundo. Se em sua escola há uma maioria de professores desmotivados ou desinteressados em melhorar, é difícil ser o que dará o primeiro passo. Mas, se você dá esse passo, outros o seguirão, e isso se tornará uma bola de neve.
Mas, no Brasil, professores muitas vezes dão aulas em situações precárias. Como cobrar entusiasmo de um profissional nessa situação?
É certamente mais fácil ser um ótimo professor numa escola maravilhosa. Mas, mesmo nas piores escolas dos Estados Unidos, há sempre um, dois ou três que se destacam, e, no meu livro, eu destaco principalmente o trabalho de professores que dão aulas para alunos mais pobres. Mesmo não conhecendo bem o Brasil, tenho certeza de que há bons profissionais mesmo em escolas de pior desempenho. Meu ponto é que, em vez de aprender só com teorias, também deveríamos aprender com exemplo dos ótimos professores.
Há, porém, escolas que facilitam o trabalho desses bons professores e outras que dificultam. Quais características você identifica nas que apresentem bons resultados?
Em primeiro lugar, são escolas preocupadas, acima de tudo, no aprendizado do aluno. Parece bobo dizer isso, mas, na prática, nem sempre é o que acontece. Em segundo, há também uma constante análise de resultados, para identificar os pontos fracos e corrigi-los. Por último, são locais onde o professor se sente valorizado e respeitado.
E o que um diretor precisa fazer para motivar a equipe?
Sei que é comum o ceticismo de professores em relação a aperfeiçoamento. Em parte, eles têm razão, pois muitos conselhos ou treinamentos dão em nada. Mas fazer os professores confiarem no seu trabalho é um resultado, e não uma pré-condição. É preciso mostrar que você é capaz de ajudá-los a serem melhores. Se você consegue fazer isso ao menos com uma minoria, é natural que outros vejam o resultado e passem a acreditar em você. 
Fonte: Folha de São Paulo