17/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Governo premiará alunos de cursos técnicos que tenham projetos de empreendedorismo social

Instauração de inquérito em face de resultado negativo no ENADE

Nota mais alta não é educação melhor

OAB escolhe seis advogados para lista que apontará novo ministro do TST

PEC da Educação Especial estará em votação

Conselho Nacional de Educação disponibiliza seus pareceres até junho de 2010

Comissão de Educação da Câmara volta a ter atividades com o esforço concentrado

Medida Provisória que altera o FIES deverá ser acolhida pelo plenário da Câmara

Alunos e instituições se queixam de falhas em financiamento estudantil

Em dois meses, 42 mil estudantes fecharam contrato do Fies

Por que o Enem tem apresentado tantos problemas?

Entidades filantrópicas são reconhecidas pelo MEC

Colégio sobe em ranking do Enem 2009 após revisão da nota do exame 

Bradesco terá que pagar promoção por omissão em realizar avaliação de desempenho

Consumo classe D tem futuro

Consumo sustentável pode se tornar política educativa

Professores de inglês podem estudar nos EUA

Cinco bons motivos para se preocupar DESDE JÁ.

Renúncia a direitos caracteriza cláusula inválida de quitação em acordo coletivo

Reconhecida existência de dois contratos de trabalho com mesmo empregador

A boa escola é um dos pilares da sociedade

Índia sofre com analfabetismo

Docentes lutam para revalidar diploma

Governo premiará alunos de cursos técnicos que tenham projetos de empreendedorismo social
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 17/08/2010 às 11:21 hs. 
Estão abertas até o dia 31 de agosto as inscrições para o Prêmio Técnico Empreendedor. A iniciativa visa estimular, reconhecer, premiar e divulgar as atividades de empreendedorismo e cooperativismo desenvolvidas pelos alunos dos cursos das instituições públicas de educação profissional e tecnológica.
As práticas devem ser apresentadas em um projeto, sob a orientação de um professor, e podem se transformar em "negócio" executável --desde que comprovadamente contribuam com o processo de desenvolvimento socioeconômico de suas comunidades. Os alunos concorrem a prêmios de até R$ 10 mil.
Temas
Livre: projetos com ações voltadas para o desenvolvimento socioeconômico local.
Inclusão social: projetos voltados para pessoas, grupos ou comunidades específicas, arranjos produtivos locais ou minorias, objetivando sua inserção social, profissional ou econômica, gerando trabalho ou renda.
Cooperativismo: projetos inovadores que proporcionem sua viabilização por meio de cooperativas, ou que atendam suas reais necessidades, e que visem a organização, a gestão, a expansão e o fortalecimento de cooperativas já existentes e do cooperativismo geral.
O Prêmio Técnico Empreendedor é uma iniciativa do Sebrae em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Mais informações no site do Sebrae. 
Fonte: Blog da Folha de São Paulo 

Instauração de inquérito em face de resultado negativo no ENADE
Fonte: Jornal da Educação
A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação vem instaurando procedimentos de inquéritos administrativos contra instituições que apresentam resultados negativos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes.
As medidas cautelares normalmente levam à assinatura de termos de saneamento de deficiências, concedendo um prazo para que sejam adotados procedimentos objetivando melhoria dos cursos.
Depois de, normalmente, seis meses ou um ano há uma avaliação "in loco" e, dependendo dos resultados, há a aplicação de penalidade de encerramento do curso, conversão em redução de vagas ou arquivamento dos processos.
As medidas da SESu podem ser revertidas pelo Conselho Nacional de Educação, que é competente para processar e julgar os recursos interpostos pelas mantenedoras.
 
Nota mais alta não é educação melhor
Fonte: ABMESeduca.com  agosto 16th, 2010
O Estado de S.Paulo, em 2 de agosto de 2010
Uma das principais defensoras da reforma educacional americana – baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas – mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a educação, o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação.
Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação.
Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA. O livro, sem previsão de edição no Brasil, tem provocado intensos debates entre especialistas e gestores americanos. Leia entrevista concedida por Diane ao Estado.
Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana?
Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability (responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo.
Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability?
O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria – e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas.
Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações?
Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste.
Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.
E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores?
Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades.
Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação?
As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação.
O que se pode aprender da reforma educacional americana?
A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los.
Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos?
A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação.
QUEM É
É pesquisadora de educação da Universidade de Nova York. Autora de vários livros sobre sistemas educacionais, foi secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação entre 1991 e 1993, durante o governo de George Bush. Foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para o National Assessment Governing Board, órgão responsável pela aplicação dos testes educacionais americanos.

OAB escolhe seis advogados para lista que apontará novo ministro do TST
Fonte: Conselho Federal da OAB
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), reunido ontem (15) em sessão extraordinária, elaborou a lista sêxtupla constitucional para preencher vaga de ministro do Tribunal Superior do Trabalho, destinada à advocacia. Foram escolhidos pelos 81 conselheiros federais da OAB e membros honorários vitalícios os seguintes advogados: André de Carvalho Pagnoncelli (Mato Grosso do Sul); Othoniel Furtado Gueiros Neto (Pernambuco); Luís Carlos Moro (São Paulo); Adriano Costa Avelino (Alagoas); Luiz Gomes (Rio Grande do Norte); e Delaíde Alves Miranda Arantes (Goiás). Conduziu a sessão que durou cerca de sete horas, o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante.
A lista sêxtupla votada na sessão de hoje e que designará um ministro para preencher a vaga aberta com a aposentadoria do ministro José Simpliciano Fontes de Faria Fernandes, será, agora, enviada pela OAB Nacional ao TST. A Corte reduzirá a lista sêxtupla a uma lista tríplice e enviará a sua relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é quem escolherá o candidato final à vaga. Após esse trâmite, o candidato será sabatinado pelo Senado Federal e, se aprovado, nomeado ministro do TST.

PEC da Educação Especial estará em votação
Fonte: Jornal da Educação  
Estará em análise nesta terça-feira, dia 17, o Projeto de Emenda à Constituição que pretende impedir que as escolas recusem estudantes com deficiência maiores de 18 anos. A Comissão Especial da Educação Especializada para Deficientes discutirá e votará o parecer do relator, deputado Paulo Delgado.
Atualmente, o conceito de "terminalidade específica", permite às escolas o não atendimento a jovens com deficiência que não concluíram os estudos na idade apropriada, ou seja, até os 17 anos, basta que as instituições de ensino certifiquem os alunos com detalhamento das competências desenvolvidas até aquele momento, para assim conseguirem matrícula em Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O substitutivo estabelece ainda que os alunos com deficiência sejam atendidos em condições e horários adequados às suas necessidades.

Conselho Nacional de Educação disponibiliza seus pareceres até junho de 2010
Fonte: Jornal da Educação
O Conselho Nacional de Educação disponibilizou em sua página eletrônica praticamente todos os seus pareceres aprovados nas sessões de janeiro a junho de 2010.
A Câmara de Educação Básica aprovou 10 pareceres; a Câmara de Educação Superior, 125 e o Conselho Pleno, cinco.
Observa-se que há um parecer da CES (o 94), que não consta da listagem.
Podem ser consultados também alguns de julho.
(IPAE 081- 08/10)

Comissão de Educação da Câmara volta a ter atividades com o esforço concentrado
Fonte: Jornal da Educação
A Câmara dos Deputados fará um novo esforço concentrado e suas comissões terão encontros nesses dias 17 e 18 de agosto.
Está prevista uma audiência pública para terça feira e sessão ordinária para quarta.
Não há informação, ainda,  sobre reunião da Comissão Especial que analisa a reforma universitária.
Os projetos de lei a serem votados estão disponibilizado na página eletrônica www.camara.gov.br
(IPAE 082 - 08/10)

Medida Provisória que altera o FIES deverá ser acolhida pelo plenário da Câmara
Fonte: Jornal da Educação
A Medida Provisória 487 que, dentre outros assuntos, altera a Lei  nº 10.260, de 12 de julho de 2001, que regula o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior, deverá ser arprovada nos próximos dias no plenário da Câmara dos Deputados.
Logo a seguir irá para o Senado Federal, onde as perspectivas de acolhimento são amplas.
A proposta traz benefícios para alunos e instituições de ensino superior e de educação básica.
(IPAE 083 - 08/10)

Alunos e instituições se queixam de falhas em financiamento estudantil
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 17/08/2010 - São Paulo SP
Estudantes afirmam que estão sendo obrigados pelas universidades a pagar a mensalidade integral porque elas alegam que não têm recebido o valor acertado com o governo federal; Ministério da Educação diz que problemas no novo Fies são pontuais
Mariana Mandelli 
Estudantes e instituições de ensino superior estão enfrentando problemas com o novo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Os casos mais graves são de alunos participantes do programa que têm sido obrigados a pagar as mensalidades do curso porque as instituições alegam que não recebem os títulos acertados com o Ministério da Educação (MEC). Para o MEC, os problemas são pontuais.
O Fies é um programa do governo federal criado em 1999 para financiar a graduação de alunos em faculdades particulares, em parceria com a Caixa Econômica Federal. Para se candidatar, o estudante deve estar regularmente matriculado em um curso com avaliação positiva pelo governo, de uma instituição que participe do programa. Em troca do financiamento ao aluno, as faculdades recebem do governo títulos que podem ser usados para abater impostos. Um documento do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), obtido pelo Estado, reúne uma série de dificuldades enfrentadas pelas faculdades para oferecer o financiamento. Segundo o Semesp, cerca de 1.250 instituições foram afetadas por problemas do novo Fies - o programa foi modificado neste ano (mais informações nesta página).
O relatório do sindicato foi enviado ao MEC no dia 4 de agosto. No texto, o Semesp afirma que, além  dos quatro meses de atraso para abertura do sistema do Fies, o número de reclamações tem sido tão alto que foi organizado um seminário para esclarecer as dúvidas do setor. Entre os problemas estão dificuldades no atendimento do telefone 0800 do MEC; problemas para salvar e enviar documentação; instituições inativas que constam no sistema; alunos que perdem o período de rematrícula semestral por conta de obstáculos sistêmicos; e agências bancárias que desconhecem o processo. "São, basicamente, problemas de tecnologia da informação e de pessoal mesmo, porque a Caixa não sabe informar sobre as mudanças no programa", afirma o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato. "As instituições não receberam os títulos desde o começo do ano, quando tudo mudou. Assim como aconteceu com o Enem, o MEC faz a propaganda do programa, mas, na prática, ele não funciona."
O MEC nega que o sistema do Fies esteja com problemas. "Emitimos R$ 235 milhões em títulos no início do mês. Eles já estão em mãos. Pode ocorrer um ou outro problema em determinados cursos que não se encaixam, mas isso é de responsabilidade da faculdade", diz José Henrique Paim, secretário executivo do MEC. "Não há nenhum problema generalizado." Segundo o ministério, até agora foram computados 43 mil contratos em 726 mantenedoras, que estão operando normalmente o sistema. O MEC afirma que a instituição não pode de forma alguma impedir que um aluno do Fies faça sua  rematrícula. Procurada pela reportagem, a Caixa afirma que quem responde pelo Fies é o MEC. Dificuldades. O estudante Luiz Fernando Nanô, de 19 anos, é um dos prejudicados. Por conta de problemas nos sistemas de informação da Caixa, ele não conseguiu efetivar seu contrato de rematrícula no curso de Relações Internacionais da PUC-SP.
"Fui ao banco com minha fiadora diversas vezes e em todas elas deu algum tipo de problema. Com isso, o documento que comprova que estou apto a entrar no Fies venceu e agora não consigo renovar a matrícula", afirma ele, que está no primeiro ano do curso e tinha financiamento de 100%. Seu pai, o produtor cultural Paulo Nanô, de 56 anos, está pedindo dinheiro emprestado a parentes para Luiz Fernando não perder a vaga. "É uma situação constrangedora. Ninguém sabe informar nada." Segundo a PUC-SP, a Caixa informa quem concluiu o processo e qual o porcentual de bolsa. E também afirma que não cobra mensalidade integral de indicados como bolsistas. F. B., de 19 anos, passa por problema parecido com o de Luís Fernando. Ela estuda medicina em uma universidade particular na zonal sul de São Paulo e participa do programa com financiamento de 50%. No entanto, desde junho sua mãe tem efetuado o pagamento da mensalidade integral, de R$ 4,2 mil, porque a instituição afirma que não recebeu os títulos do MEC e, portanto, deve cobrar o valor total. "A gente não tem a quem recorrer", lamenta a dona de casa R. B., de 55 anos.

Em dois meses, 42 mil estudantes fecharam contrato do Fies
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 16/08/2010 - São Paulo SP
Número supera o de 2009, quando foram feitos 32 mil financiamentos; ainda há recursos para 200 mil
Agência Brasil 
BRASÍLIA - O Fundo de Financiamento ao Estudantes do Ensino Superior (Fies) formalizou até agora 42.934 contratos de financiamentos, segundo balanço do Ministério da Educação (MEC). As inscrições começaram há dois meses com novas regras para contratação e pagamento da dívida. De acordo com o ministério, o número supera o de 2009, quando foram feitos 32 mil contratos durante todo o ano. No lançamento do novo Fies, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse  que havia recursos disponíveis para 200 mil novos contratos.
O programa permite que universitários financiem os estudos em cursos superiores de instituições particulares. O processo de seleção para o Fies, que antes era feito no início de cada semestre, agora pode ser realizado a qualquer momento. O estudante deve se inscrever pelo SisFies e procurar uma agência da Caixa Econômica Federal para efetuar o financiamento. Além dos   42 mil contratos firmados, 17 mil candidatos se inscreveram no sistema, mas ainda não formalizaram a contratação do financiamento na Caixa. Segundo o ministério, 729 mantenedoras de instituições de ensino superior participam atualmente do Fies e 144 estão em fase de adesão. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), agente operador do Fies, emitiu certificados equivalentes a R$ 353 milhões para os contratos de 2010. 

Por que o Enem tem apresentado tantos problemas?
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 16/08/2010
Objetivo do MEC com a prova é induzir mudanças no ensino médio, mas algo parece não estar dando certo
Mateus Prado 
O Ministério da Educação (MEC) propôs, no ano passado, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) substituísse o vestibular nas universidades federais e trabalhou para convencer estas instituições. Este ano, pelo menos 36 delas devem selecionar exclusivamente com o exame, enquanto as outras 23 usarão a nota pelo menos parcialmente. O principal objetivo do MEC com a prova não é a centralização do vestibular, mas induzir mudanças no ensino médio. Como o Enem pode reformar o ensino médio? Fácil. Com um vestibular que cobra competências e habilidades, as escolas perceberiam que seus currículos não têm muito sentido. Aos poucos, seria abandonada a educação bancária e conteudista, que força a “decoreba” de conteúdos infinitos. Em seu lugar, apareceria uma educação comprometida em fazer o aluno aprender a “conhecer”, a “fazer”, a “ser” e a “conviver”. A ideia realmente é muito boa, mas algo parece que não está dando certo. A sensação que dá, após tantos e tantos problemas associados à prova, é de que algum “iluminado” – talvez o próprio ministro – tenha encontrado o caminho para uma educação de melhor qualidade, mas esqueceu de combinar com o resto do time.
Realmente, uma reforma deste porte na educação tem muitos adversários. Entre eles, o conservadorismo, as estruturas burocráticas dos velhos vestibulares e os vários interesses econômicos ligados ao setor. Acontece que todos estes adversários juntos não fizeram contra o Enem nem 10% do estrago que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o MEC conseguiram fazer. As ações destes órgãos, desde o anúncio do novo Enem, ora primam pela incompetência em aplicar esta reforma, ora apresentam um desleixo que chega a atentar contra seus objetivos. Uma pequena análise de algumas trapalhadas do exame mostra esta realidade. Primeiro, houve erro na escolha do consórcio que organizou a prova no ano passado. A falta da busca de alternativas fez com que uma licitação fosse feita às pressas e o vencedor fosse um grupo sem nenhuma condição de cuidar do exame. O vazamento da prova, por mais grave que tenha sido, acabou evitando um desastre maior. O MEC até poderia tê-lo evitado – se, pelo menos, assistisse aos vídeos gravados durante a impressão e   manipulação das provas –, mas outros problemas certamente aconteceriam no dia do exame.
Em seguida, na aplicação da nova prova, descobrimos que a tal Teoria da Resposta ao Item (TRI) não foi utilizada, como prometido. A TRI deveria garantir o mesmo peso para todas as provas do Enem, pois só assim poderíamos comparar o resultado de um ano com o do outro. Desafio qualquer um a aplicar as duas provas do ano passado, a que vazou e a que foi aplicada, em um grupo de 100 pessoas e obter resultados parecidos. Os dois exames eram muito diferentes. A que vazou, boa, bem feita e de acordo com a proposta, e a aplicada é mal feita, diferente da proposta, em algumas questões conteudista, mal formulada e com respostas duvidosas.
Após a prova, o Inep conseguiu divulgar o gabarito errado. E a façanha não parou aí: descoberto o erro, demorou mais de 12 horas para a divulgação do correto. Isto demonstra que os técnicos do ministério não tinham só errado a ordem das questões, mas devem ter passado a noite, a madrugada e o começo do dia seguinte resolvendo a prova para indicar as alternativas menos absurdas como corretas. Já em 2010, o MEC tinha prometido realizar duas edições do Enem, não para se aproximar dos EUA, onde o exame nacional tem sete edições, mas porque algumas universidades que passaram a selecionar exclusivamente pelo exame precisavam da nota de seus candidatos para as vagas de meio de ano. Em cima da hora, o ministério decidiu fazer apenas uma edição, e as cerca de 16 mil vagas do segundo semestre só foram oferecidas para quem fez o Enem em 2009. Tal decisão está relacionada à preocupação do governo federal em não atrapalhar a candidatura do PT ao Planalto. Um problema como o do ano passado poderia atrapalhar a candidata do governo e, por isso, a prova será no final de semana posterior ao segundo turno das eleições. É bem verdade que a candidatura do PSDB também não foi inocente e trabalhou para impedir que a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não utilizassem a nota do Enem, ampliando as criticas ao exame.
Também na apresentação dos resultados, o MEC erra. Neste ano, voltou a divulgar as notas   médias das escolas do ensino médio no exame,  o que até é positivo, se não ocorressem dois grandes erros. Primeiro, o MEC deixou de ponderar as notas, como ocorria nos primeiros anos, quando notou-se que algumas escolas faziam de tudo para que alunos tidos como “ruins de nota” não fizessem o exame. Para evitar de beneficiar estas escolas, passou-se a dar uma nota parecida com a média nacional para os estudantes concluintes que não fizessem a prova. Este ano, o MEC simplesmente esqueceu de ponderar a prova e não falou nada sobre o assunto. Para piorar, a forma de divulgação dos resultados foi uma afronta a qualquer pessoa que leve a sério a educação. Nos outros anos, podíamos dizer que o MEC só divulgava a nota e quem classificava as escolas como melhores ou piores era a imprensa. Ocorre que este ano o próprio site do Enem tem uma ferramenta que classifica as escolas, o que mostra que no ministério as pessoas não aprenderam que uma avaliação se faz de forma relativa, olhando onde estava uma escola e onde ela chegou, e não com os números absolutos.
Aí soubemos do vazamento dos dados pessoais das pessoas que fizeram o Enem nos últimos três anos. Isto é grave. E, mais grave ainda, foi a reação do presidente do Inep. Para ele, os dados eram “reservados” e não, sigilosos. Esta posição é equivocada e revela certo desrespeito aos direitos individuais. Nossa Constituição garante a vida privada e a intimidade. O Inep precisa saber que algumas das competências e habilidades avaliadas no Enem estão relacionadas aos direitos individuais. Fosse o Inep avaliado por isto, teria uma nota muito baixa. Por fim, se é que as trapalhadas terão fim, o MEC errou na licitação para escolher quem fará a impressão da prova. Quem se equivocou no ano passado na segurança foi o MEC, por ter contratado um consórcio incapaz de garantir o exame e por não ter “visto” as gravações da impressão e manuseio da prova. A gráfica Plural não teve responsabilidade. No desespero de achar culpados e de se livrar da responsabilidade, desclassificou a proposta de melhor preço, sem motivos jurídicos para tal. O que pode acontecer nos próximos dias é a gráfica ser reincorporada à licitação, vencê-la, e o segundo colocado questionar na Justiça o certame. E aí, gente, é impossível saber quando terminará a batalha jurídica e se teremos mesmo uma prova impressa até o dia do exame. 

Entidades filantrópicas são reconhecidas pelo MEC
Fonte: Jornal da Educação 
O Ministério da Educação vem analisando diversos processos de associações e fundações cujos pleitos visam a certificação como entidades filantrópicas. 
A Secretaria de Educação Básica já editou diversas portarias, existindo deferimentos e indeferimentos.
Quando há o acolhimento dos pleitos as entidades têm direito à isenção da cota patronal da previdência social, que correspondem à vinte por cento da folha de pagamento.
Representa um importante subsídio que afeta os resultados das casas de ensino.
O Diário Oficial do último dia 11 de agosto editou diversas portarias, de interesse de mantenedoras de todo o Brasil.
(IPAE 084 - 08/10)

Colégio sobe em ranking do Enem 2009 após revisão da nota do exame 
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Globo, 16/08/2010 - Rio de Janeiro RJ
RIO - Após mudança em nota, Colégio Objetivo Integrado, de São Paulo, sobe em ranking do Enem 2009. A média geral subiu da escola passou 739,75 para 747,81. Com a mudança, a instituição passou a ocupar o segundo lugar entre as melhores do Brasil. No ranking, o segundo lugar era ocupado pelo Instituto Dom Barreto, no Piauí, com média de 741,54. O primeiro é o Vértice, com 749,70. Em julho, quando foram divulgadas as médias das escolas, o colégio não teve a sua nota calculada. O motivo, segundo o Inep, foi que, por  ser recém-criado, o colégio ainda não tinha um número de registro quando começou a inscrição do Enem. A alteração foi feita pelo em cumprimento a uma decisão judicial da 17ª Vara do Distrito Federal.
As médias da escola no Enem 2009 foram: Média em Linguagens, Códigos = 712,35. Média em Matemática = 787,72. Média em Ciências Humanas = 743,47. Média em Ciências da Natureza = 755,16. Média nas Objetivas = 749,68. Média Redação = 745,93. Média Total   (Redação Objetivas) = 747,81. Participantes da prova = 43. A escola premia com iPhone e notebooks os estudantes que vão melhor no Enem ou em simulados e oferece a eles professores diferenciados, além de aulas à tarde. A escola tem apenas o ensino médio e a mensalidade cobrada é a mesma do Centro Interescolar (cerca de R$ 1.600). A carga horária obrigatória também não muda. O Objetivo nega que tenha criado o Colégio Integrado só para conseguir uma das primeiras colocações no Enem. 
Acesso aos SACs melhora um ano e meio após edição de Decreto
Fonte: Ministério da Justiça
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça divulgou um balanço das reclamações referentes aos Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC) registradas nos Procons e consolidadas pelo Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec). O levantamento leva em conta as reclamações registradas 18 meses após a entrada em vigor do Decreto nº 6.523, de 31 de julho de 2008, que regulamenta o serviço prestado aos clientes através dos call centers.
De acordo com o levantamento, o acesso ao serviço apresentou melhora significativa. Problemas no menu, indisponibilidade, inacessibilidade dos deficientes e onerosidade deixaram de ser os principais obstáculos do consumidor. O acesso correspondia a 34,49% do total de reclamações no primeiro semestre de 2009, mas caiu para 29,45% no mesmo período de 2010.
Por outro lado, as dificuldades de cancelamento dos serviços ganharam espaço, saíram de 29,33% (1º semestre de 2009) para 34,21% (1º semestre de 2010). “Isso é muito preocupante, principalmente porque o aumento de reclamações se deu no setor financeiro”, afirma Juliana Pereira, diretora substituta do DPDC. Os cartões de crédito, por exemplo, respondiam por 19,40% do total de reclamações referentes a SACs da primeira metade do ano passado e agora são responsáveis por 21,13% das reclamações.
Os bancos comerciais também tiveram alta no percentual de reclamações: passaram de 7,55% do total de demandas do primeiro semestre de 2009 para 11,24% das registradas no primeiro semestre deste ano.
Já os SACs das operadoras de telefonia móvel e telefonia fixa, a despeito de permanecerem entre os serviços mais reclamados, apresentaram uma melhora nos índices. No primeiro semestre de 2009, a telefonia celular foi responsável por 28,57% das reclamações. Hoje este percentual é de 26,66%. Nas empresas de telefonia fixa, a queda foi de 27,66% para 20,29%. Houve melhorias também nos SACs das empresas de transporte aéreo (0,90% para 0,35%).
Desde a entrada em vigor do Decreto nº 6.523/2008, o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor realizou várias ações garantir a efetividade das novas regras. Juntos, DPDC e Procons aplicaram cerca de R$ 54 milhões em multas pelo descumprimento às regras fixadas e propuseram duas ações coletivas que estão em andamento no Judiciário. O valor do pedido indenização é de R$ 300 milhões cada, o maior já solicitado até hoje.
“O Sistema Nacional de Defesa do Consumidor entende que os fornecedores devem garantir o acesso dos consumidores e a resolução rápida das suas demandas através do SAC, uma vez que cada dia mais este é o principal canal utilizado pelo mercado. Gestão de qualidade e eficiência do SAC é investir em solução e diminuir os custos causados por conflitos”, resume a diretora do departamento.

Bradesco terá que pagar promoção por omissão em realizar avaliação de desempenho
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
Considerando existir omissão do Bradesco em realizar uma avaliação de desempenho anual dos trabalhadores, a Seção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-I) restabeleceu sentença que havia deferido a uma funcionária do Banco Bradesco o recebimento de diferenças salariais referentes a promoções anuais por merecimento.
O Plano de Cargos e Salário de 1990 do banco Bradesco havia estabelecido que os trabalhadores obteriam um avanço salarial em seu cargo, a partir de uma prévia avaliação de desempenho realizada anualmente pela empresa.
Com isso, uma trabalhadora propôs ação trabalhista alegando possuir o direito de receber diferenças salariais relacionadas a essas promoções estabelecidas no Plano de Cargos – não efetivadas justamente por omissão da empresa em não realizar as avaliações de desempenho.
O juiz de primeiro grau deferiu o pedido da trabalhadora e condenou a empresa ao pagamento das diferenças salariais decorrentes das promoções anuais. Diante disso, o Bradesco recorreu ao Tribunal Regional da 5ª Região (BA), que reformou a sentença.
Para o TRT, a omissão do empregador quanto às avaliações não levou, necessariamente, a perda do direito a uma função superior ou melhores condições salariais. Para o TRT, a avaliação não traz a certeza de que o trabalhador irá ascender funcionalmente, mas expressa mera expectativa de direito.
Inconformada, a trabalhadora recorreu ao TST. A Quarta Turma, contudo, não conheceu de seu recurso de revista. Novamente, a funcionária recorreu, agora à Seção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-I), por meio de recurso de embargos.
Ao analisar o caso, a SDI-I conheceu do recurso de embargos e concedeu o pedido da trabalhadora. Para o relator, ministro Lelio Bentes Corrêa, a empresa obrigou-se a realizar as avaliações de desempenho, uma vez que se fixou esse requisito para se conceder o avanço salarial.
O relator destacou que o gozo do direito assegurado ficou inviabilizado pela omissão do empregador, presumindo-se, então, implementada a circunstância para receber a promoção, com pertinência ao que estabelece o artigo 129 do Código Civil de 2002 – segundo qual se considera realizada, quanto aos efeitos jurídicos, a condição cujo implemento for maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer. Para o ministro, não representa um elemento central a questão sobre a maliciosidade da empresa, pois basta a constatação de que o gozo do direito ficou obstado pela omissão da empresa.
Assim, a SDI-I, por maioria, deu provimento ao recurso de embargos da trabalhadora e restabeleceu a sentença que havia deferido as diferenças salariais decorrentes de promoções a que teria direito. (RR-125300-79.2004.5.05.0191-Fase Atual:E-ED)

Consumo classe D tem futuro
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 11/08/2010 às 11:38 hs. 
A mobilidade social no Brasil traz previsões positivas, e a última pesquisa do Instituto Data popular é uma forte razão para que o mercado reforce a confiança no poder de compra das pessoas da chama da classe D. Renato Meirelles, diretor do Instituto, chama a atenção para este consumidor, que é muito exigente. Também aponta a necessária inclusão dos empreendedores individuais que atuam na informalidade. Diz que eles, em grande parte, são da classe D, grupo cujo poder de compra é de R$ 381,2 bilhões. 
Fonte: Jornal Brasil Econômico 

Consumo sustentável pode se tornar política educativa
Fonte: Jornal da Educação
As comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) votam Projeto de Lei que institui uma política de educação para o consumo sustentável.
O objetivo da proposta é a adoção de práticas de consumo e de técnicas de produção ecologicamente sustentáveis. Campanhas educativas nos meios de comunicação e capacitação dos professores dos ensinos fundamental e médio seriam um meio de conscientizar a população brasileira sobre o consumo sustentável.
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte também analisa o projeto em decisão terminativa.
(IPAE 085 - 08/10)

Professores de inglês podem estudar nos EUA
Fonte: Jornal da Educação
Até o dia 27 de agosto, o professores de inglês da rede pública que quiserem concorrer a uma bolsa de estudo para capacitação intensiva nos Estados Unidos podem se inscrever. A oportunidade é oferecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Embaixada dos Estados Unidos.
Os vinte candidatos selecionados participarão do curso, que tem duração de oito semanas, na Universidade de Oregon, em Eugene, nos EUA. Após esse período, serão necessários mais duas semanas para conclusão do projeto no Brasil.
Mais informações através do telefone ligue para (61) 2022-6664 ou (61) 2022-6564 ou escreva para thais.aveiro@capes.gov.br ou fernanda.litvin@capes.gov.br.
(IPAE 087 - 08/10)

Cinco bons motivos para se preocupar DESDE JÁ.
Fonte: Tigerlog
Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda
Infelizmente, por mais que tenhamos um cenário quase que perfeito para os próximos anos, nem tudo são flores!
Relaciono CINCO bons motivos para você e a sua empresa se preocuparem desde já, para que ambos possam colher os frutos com a bonança prevista para os próximos anos, afinal, estima-se um crescimento entre 5% a 6% ao ano.
1. Vai faltar (muita) mão-de-obra qualificada.
Isso não é nenhuma novidade. Há alguns anos, tanto Embarcadores como Transportadoras e Operadores Logísticos vêm enfrentando grandes dificuldades com a falta de mão-de-obra qualificada, que abrange desde motoristas e ajudantes, que passa por conferentes, líderes operacionais, e supervisores e que atingem analistas e especialistas de logística e chega a gerentes da área operacional.
Além da inexistência de escolas e faculdades com a devida formação técnica, as empresas enfrentam a concorrência entre si que também querem recrutar os talentos do mercado.
As taxas de turn-over deverão duplicar ou triplicar nos próximos anos, devido à dificuldade de retenção dos melhores profissionais.
2. (Todos) Os custos logísticos aumentarão.
Foram quase 15 anos de sucessivas perdas para as Transportadoras. Os fretes atingiram patamares preocupantes para a manutenção e sobrevivência das empresas. A alta demanda por transporte, somada às dificuldades geradas para entregas nos grandes centros urbanos e aos contínuos investimentos no gerenciamento de risco, provocarão um aumento de até 20% nos valores dos preços atualmente praticados, em um horizonte de curto prazo. Para o médio e longo prazo projetam-se aumentos ainda mais representativos, dada a incapacidade de atendimento do volume projetado, que deverá crescer de 15% a 30% em 2011 e 2012. Antes elástica, agora a oferta de serviços de transportes reage de forma mais modesta aos apelos do mercado.
Além do aumento dos preços, prepare-se também para um aumento das não-conformidades em transportes, que envolve gastos adicionais com re-entregas, fretes Premium, avarias, devoluções e o pagamento de multas e penalidades financeiras. Isso tudo deverá representar de 10% a 15% a mais do que você gasta atualmente com transportes.
A demanda por espaço físico também será grande, dada a necessidade de expandir fábricas e de comportar o aumento do volume. Não evoluímos adequadamente na gestão de estoques, portanto, ainda pagaremos um alto preço pelos estoques. Os aluguéis de Centros de Distribuição em São Paulo saltaram de R$ 8,00 a R$ 10,00 em 2005 para mais de R$ 15,00 em 2010, chegando a alguns casos, a atingir R$ 18,00 a R$ 20,00.
O que fazer? A palavra-chave é COLABORAÇÃO, MELHORIA CONTÍNUA e OTIMIZAÇÃO.
Desenvolva parcerias com seus parceiros logísticos, reavalie seus processos e tecnologia e otimize aquilo que for possível em sua malha de distribuição.
3. A logística reversa se tornará uma das principais “dores de cabeça” da sua empresa.
Ainda pouco conhecida por nós brasileiros, a logística reversa tem tudo para se transformar na grande “estrela” do meio logístico.
A equação é simples: pressão por melhores serviços + clientes impacientes e pouco tolerantes + aumento do grau de complexidade da operação logística
Tudo isso provocará uma revolução na forma de atuarmos, seja na distribuição, seja nos Centros de Distribuição.
Estima-se que 10% a 20% do fluxo convencional sejam revertidos em logística reversa. Isso significará maiores controles internos, novos sistemas ou interfaces, revisão de conceitos de gestão (que tal aposentar o FIFO e utilizar o FEFO), renegociação de níveis de serviço, estabelecimento de novas alianças operacionais, etc.
4. Prepare-se para suportar muita (mais) pressão e aprender a viver na “corda bamba”
Se hoje já está difícil de suportar a pressão, imagine nos próximos anos, num cenário de crescimento contínuo?
Se hoje brotam “gargalos” por toda parte, pense nos problemas que surgirão quando os volumes aumentarem?
Muitas empresas estão projetando dobrar de tamanho até 2015. Isso parece bom, não é? Sim claro. Mas como isso afetará você, pessoalmente e profissionalmente?
Você poderá crescer na empresa, mas também poderá perder o seu emprego. Na logística, a distância entre o céu e o inferno é muito curta.
Portanto, aproveite para rever HOJE tudo aquilo que poderá impactar negativamente sobre você, sua equipe, seus Clientes internos e externos. Que tal um brainstorming?
5. Velhos paradigmas e conceitos serão destruídos.
Remover paradigmas não parece ruim, correto? Não para os outros!
Aquilo que “aqui não serve”, talvez sirva agora.
Aquilo que “aqui nunca conseguimos implantar”, talvez seja urgente agora.
Aquilo que “aqui não dá”, terá que dar!
Caminhamos para uma comoditização “nunca antes vista na história deste país”. Desculpe o plágio ao presidente Lula, mas as diferenças entre as empresas serão cada vez menores, não importando tamanho da empresa, tempo de mercado ou segmento de atuação. A ascensão das classes C e D contribuirão ainda mais para reduzir essas diferenças.
Precisamos rever conceitos para identificar diferenciais de competitividade, para não perder mercado. Afinal, será cada vez mais difícil conquistar ou manter clientes. E não podemos esquecer que a logística tem um importante papel nisso!

Renúncia a direitos caracteriza cláusula inválida de quitação em acordo coletivo
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
Não é válida cláusula de acordo coletivo em que o sindicato da categoria profissional deu quitação ampla e geral de todo e qualquer crédito relativo a adicional noturno, horas extras e diferenças de comissões, pois não houve concessão de qualquer compensação aos empregados. Diante desse entendimento, a Seção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou embargos da Grapi Indústria, Comércio e Transporte Ltda.
Segundo o ministro Lelio Bentes Corrêa, relator dos embargos empresariais, “ao sindicato foi outorgado o poder de negociar as condições de trabalho da categoria que representa, porém, não lhe foi concedido o direito de renunciar a direitos previstos em lei ou atuar de forma prejudicial na tutela do patrimônio jurídico dos seus representados”. Por seu lado, a Grappi alega que a transação possui efeito de coisa julgada e que se trata de ato jurídico perfeito e acabado.
A reação empresarial teve início quando, ao julgar o recurso ordinário do empregado, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA) afastou a coisa julgada reconhecida pelo juízo de origem em decorrência do acordo coletivo. O TRT ressaltou, inclusive, o caráter de excepcionalidade com que tem sido admitida, no Direito do Trabalho brasileiro, a renúncia a direito por parte do empregado por período de tempo determinado, com o objetivo de manutenção do emprego, “não, porém, para a rescisão do contrato, como na hipótese destes autos”.
Ao recorrer dessa decisão ao TST, a empresa, em seu recurso de revista, afirmou ter sido o ajuste realizado em vista da não renovação de contrato de franquia com a Coca-Cola, o que, segundo ela, caracterizaria motivo de força maior com a extinção do estabelecimento. A Terceira Turma, porém, não conheceu do recurso, observando que, no acordo coletivo em análise, houve apenas a renúncia pelo sindicato a direito dos empregados por ele representados. Para a Terceira Turma, “é da essência da negociação coletiva a cedência progressiva e recíproca de posições, a revelar objetivamente verdadeira transação coletiva, o que não se verifica, no caso”.
No recurso à SDI-1, a empresa sustentou a validade da norma coletiva em questão, argumentando ter sido pactuada com o sindicato da categoria profissional e na presença do Ministério Público do Trabalho. No exame dos embargos, o ministro Lelio Corrêa entendeu não ser válida a cláusula, principalmente após a constatação, feita pela Terceira Turma, que não foi identificada expressamente a concessão de qualquer compensação aos empregados. O relator destacou já haver posicionamento no mesmo sentido na SDI-1, em precedente de relatoria do ministro Brito Pereira.
O ministro Lelio esclarece que o constituinte de 1988 “alçou ao status constitucional o reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho como fontes formais do Direito do Trabalho”. No entanto, observa o relator, “daí não resulta a consagração de poder flexibilizador ilimitado, impondo-se a observância das normas de conteúdo mínimo”, que assegurem os direitos fundamentais dos trabalhadores.
Ao não ser válida a quitação dada pelo sindicato por meio de norma coletiva, o relator concluiu que não se pode falar em “afronta à coisa julgada, revelando-se incólume o artigo 5º, XXXVI, da Constituição”, assim como o artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho. A SDI-1, então, por unanimidade, não conheceu dos embargos. (E-ED-RR - 803641-75.2001.5.05.0461)

Reconhecida existência de dois contratos de trabalho com mesmo empregador
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho
Radialista que atua em setores diversos dentro da mesma empresa tem direito ao reconhecimento da existência de mais de um contrato de trabalho com o empregador. Por essa razão, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso de revista da RBS TV de Florianópolis contra a condenação de pagar diferenças salariais de dois contratos a ex-empregado da empresa.
O colegiado seguiu, à unanimidade, o entendimento do relator do processo, ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira. O relator esclareceu que a lei que regulamenta a profissão de radialista (Lei nº 6.615/78), com o objetivo de proteger o trabalhador, vedou a prestação de serviços em diferentes setores. Caso isso ocorra, considera-se configurada a existência de mais de um contrato de trabalho.
Ainda segundo o ministro Bresciani, o Tribunal do Trabalho catarinense (12ª Região) confirmou o exercício de funções pelo empregado em setores distintos da atividade técnica, ou seja, a função de operador de áudio no setor de tratamento e registros sonoros e as funções de editor, operador de videotape e operador de máquina de caracteres no setor de tratamento e registros visuais.
Assim, concluiu o relator, como o artigo 4º da Lei nº 6.615/78 definiu a profissão de radialista como o exercício das atividades de administração, produção e técnica, além de estabelecer setores para as atividades técnicas, e o artigo 14 proibiu o exercício para diferentes setores, havendo caracterização de trabalho em setores diversos como na hipótese dos autos, deve-se reconhecer a existência de um novo contrato de trabalho entre empregado e empregador. (RR-936100-24.2007.5.12.0001)

A boa escola é um dos pilares da sociedade
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Tempo, 17/08/2010 - Belo Horizonte MG
JOSÉ GERALDO VIDIGAL DE CARVALHO
Da Academia Mineira de Letras 
Não se pode conceber uma sociedade na qual reinem a paz e a imperturbabilidade sem uma boa escola e uma família bem estruturada. A escola é o prolongamento do lar e necessita não apenas oferecer alta qualidade de ensino, mas, outrossim, uma formação que proporcione à pátria jovens civilizados. Há queixas não apenas de colégios mantidos pelo Estado e pelas prefeituras, mas também de estabelecimentos particulares depauperados, onde faltam equipamentos, bons mestres e uma área ampla na qual os alunos possam estar nos intervalos de aulas sem promover alaridos e aglomerações que agridem o bom convívio e o bem-estar individual. Sem uma excelente infraestrutura é impossível ministrar às crianças e aos jovens o autêntico senso de polidez que conduz a uma conduta digna de seres humanos.
Muitas vezes, se esquece do papel importantíssimo dos instrutores de  educação física na reta orientação de suas turmas. Alguns confundem alegria com gritaria, fazendo, inclusive, vista grossa aos palavrões que tanto denigrem pessoas bem-criadas. Nada mais promissor para a sociedade do que crianças e jovens que frequentam as boas escolas - felizmente, tão numerosas por toda parte. São aquelas que, além de possuírem dependências adequadas e recursos didáticos atualizados, ministram sólida formação. Respeitam os vizinhos, não colocando aparelhos de som a toda altura.
Escolas modelares têm professores que, respeitando o perfil caracterológico de cada um, não o contemplam massificado no grupo. Agem sempre com firmeza, mas com rara suavidade e fino trato. Motivam os alunos a bem aprenderem para a vida, mostrando que um futuro risonho fatalmente raiará para quem desenvolve suas  qualidades. Levam os alunos a procurarem as soluções para qualquer questão, numa participação ativa. O bom professor ama sua profissão e se entusiasma dia a dia, mais e mais, pelas suas atividades. Não é um simples funcionário preocupado com o que recebe no fim do mês. Procura se atualizar, dominando o conteúdo ministrado.
Três dons, sobretudo, deve possuir o mestre competente: autenticidade, consideração para com os alunos e empatia com os mesmos, como bem ensina a psicologia humanista. São carismas decisivos para que haja ótima formação na escola. Um colégio com tais professores está isento de vandalismo, e os que nele estão matriculados se apresentam por toda parte como cidadãos educados, civilizados, corteses, que respeitam os outros.

Índia sofre com analfabetismo
Fonte: Jornal da Educação
Mesmo em crescimento, a Índia enfrenta sério problemas com relação na área educacional. Sendo um dos países mais jovens do mundo, em que mais da metade da população tem menos de 25 anos,  a zona rural possui altas taxas de analfabetismo.
Como justificativa para tal fato, os pais dizem que o dinheiro que os filhos podem ganhar com o trabalho faz falta para a família. Mas mesmo aqueles que têm a oportunidade de frequentarem uma escola recebm um educação deficiente, já que é precária a oferta de livros, professores e equipes.
O governo indiano oferece educação gratuita para todas as crianças menores de 14 anos, mas, ainda assim, 8 milhões de crianças não estão dentro das salas de aula.
 
Docentes lutam para revalidar diploma
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 17/08/2010 às 11:34 hs. 
Sessenta por cento dos 200 mestrandos e doutorandos em universidades de Portugal são brasileiros
A busca pela capacitação acadêmica no exterior é cada vez maior. Contudo, nem sempre é fácil ter o diploma de especialista, mestre ou doutor reconhecido no Brasil. Para reverter essa situação, um projeto de lei tramita na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em Brasília, para que o reconhecimento seja automático.
O jornalista e historiador Túlio Muniz, que está prestes a defender a sua tese de doutorado, em novembro deste ano, no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal), vive este dilema. Em Fortaleza desde junho último, ele encampa a luta para o reconhecimento automático, no Brasil, de diplomas obtidos em universidades públicas no exterior.
Segundo ele, esse impasse tem que ser logo resolvido, já que lá fora, especificamente em Portugal, de 200 mestrandos e doutorandos, 70% são brasileiros. "É lamentável um profissional de alta qualidade chegar aqui no Brasil e não poder exercer em definitivo sua profissão".
O historiador ressalta que se as autoridades brasileiras reconhecerem o diploma, o País só tende a ganhar visto que os mestres e doutores brasileiros formados na Europa ou África vão enriquecer os centros educacionais em todo o País.
Muniz ainda conta que se a lei for corrigida pelo Congresso Nacional vai fortalecer, por exemplo, o ato de fundação da Universidade da Integração Luso Afro-Brasileira (Unilab), que está em fase de implantação na cidade de Redenção (Ceará).
A Unilab foi criada pelo Governo Federal como uma medida prática e de grande impacto positivo para o ensino superior público nacional. "O Estatuto na Unilab prevê a contratação de professores brasileiros e de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Contudo, tanto brasileiros quanto estrangeiros que se especializam nesses países, são obrigados a enfrentar a burocracia nacional para validarem seus diploma".
Muniz finaliza que os estudantes de cursos no exterior não podem fazer o concurso sem antes validar o diploma, podem apenas ser professores visitantes, por no máximo quatro anos, sem vínculo efetivo.
A Lei
Na Comissão de Educação da Câmara de Brasília, parlamentares estão trabalhando no momento, num projeto de lei que visa regulamentar uma lacuna da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
Eles pedem o reconhecimento automático de certificados e/ou diplomas de nível de graduação e pós-graduação obtidos por brasileiros e estrangeiros em Universidades Públicas no exterior, sobretudo dos países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).
O projeto visa alterar os parágrafos 2º e 3º do artigo 48 da Lei de Diretrizes e Bases para que doutores formados no exterior, brasileiros ou não, possam fazer concurso em universidades nacionais, particularmente na Universidade da Integração Luso Afro Brasileira (Unilab), cujo estatuto prevê a incorporação desses professores em seus quadros, mas que submeteria todos ao burocrático processo que prevalece hoje. 
Fonte: Diário do Nordeste - CE