18/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Revisão dos sistemas é recomendável para permitir antecipação do processo de admissão de alunos e renovação de matrículas

PEC da educação especial é aprovada na Câmara

Aulas a distância são opção para validar diplomas

Obras raras são disponibilizadas pelo Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação

Profissionais de finanças e contabilidade são os mais valorizados em 2010

Observatório da Educação recebe projetos até dia 1º

FINEP dispõe de diversas linhas de apoio à instituições de ensino e pesquisas

Ranking internacional destaca poucas instituições brasileiras entre as 150 melhores universidades do mundo

Harvard mantém liderança em ranking das melhores universidades americanas

Inep fecha contrato com os Correios para distribuição das provas do Enem 2010

Reajuste do piso salarial do professor  estará em debate

Conic 2010 - Prêmio de Incentivo ao Ensino Superior

Acúmulo de conteúdos no Ensino Básico

Lula critica governos passados por investirem pouco em educação

Educação atrai investidor estrangeiro

Cai o ritmo de crescimento do ensino superior

Reuni concederá 230 bolsas no nível de pós-doutorado

Abril Educação recebe R$ 226 milhões

Nova escrita, Velhos problemas

Expansão do ensino técnico leva cursos a todos os estados

Governador Leonel Pavan assina convênio para concurso de redação do Tribunal de Contas

Emendas incham currículo escolar com 6 novos conteúdos em três anos

Cotas nas universidades: uma polêmica ainda longe do fim

OAB defenderá na Câmara criação de 4 novos Tribunais Regionais Federais

Para educadores, Enem está em uma encruzilhada

O desafio da internet

Técnicas de Ensino

Revisão dos sistemas é recomendável para permitir antecipação do processo de admissão de alunos e renovação de matrículas
Fonte: Jornal da Educação
As instituições de educação superior e escolas de educação básica devem iniciar, em setembro, a definição de seus projetos pedagógicos e rever os seus sistemas de matrícula para o ano de 2011.
Apesar de não existir previsão de mudanças na lei que rege a fixação e reajuste dos serviços educacionais, muitos cursos terão que se ajustar aos novos referenciais curriculares que estão sendo definidos pelo Ministério da Educação.
A Lei de Diretrizes e Bases permite a liberdade de definição dos aspectos pedagógicos, entretanto é recomendável que sejam seguidas linhas globais que são fixadas pelos Conselhos Nacional ou Estaduais de Educação, conforme o sistema de ensino a que as casas estejam vinculadas.
Inexistem modelos ou roteiros a serem seguidos, devendo haver a participação de equipes multidisciplinares definidas pelas direções.

PEC da educação especial é aprovada na Câmara
Fonte: Jornal da Educação
A Proposta de Emenda a Constituição que estabelece atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência em todas as faixas etárias e níveis de ensino foi aprovado pela Comissão Especial que analisa a proposta.
Para o deputado Paulo Delgado, relator da PEC, mesmo a Lei assegurando a educação como direito de todos, de fato isto não acontece. Por este motivo o relator pediu a aprovação da matéria, garantindo o direito à educação sem limite de idade.
A íntegra da proposta pode ser acessada em http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=428932

Aulas a distância são opção para validar diplomas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 10:26 hs. 
Uma nova proposta anunciada pela Secretaria de Educação a Distância (Sead), do Ministério da Educação (MEC), pode garantir a validação dos diplomas de mais de 35 mil professores que concluíram o curso Normal Superior na Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu (Vizivali), em Dois Vizinhos, no Sudoeste do estado. O caso se arrasta desde 2003 e pode ser solucionado com a complementação de mais 1,3 mil horas-aula que serão ministradas nos 45 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) instalados em todo o Paraná.
Na segunda-feira, durante reunião do Fórum Permanente de Apoio à Formação Docente, em Curitiba, o secretário da Sead Carlos Eduardo Bielschowsky explicou que o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) estabelece que o curso será oferecido gratuitamente e deverá se estender por três períodos. As aulas serão uma vez por semana, com 3 horas de duração. E, ao final, os professores receberão o diploma em Pedagogia Plena.
Caberá às instituições estaduais de ensino superior e às secretarias de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia formularem uma proposta de aula que atenda às recomendações e que possa ser adequada à estrutura disponível. Estima-se que as primeiras turmas, com cerca de 14 mil alunos, iniciem as aulas entre novembro e janeiro. A contratação de cerca de 200 professores para ministrar o curso será feita pelo MEC.
Sem os diplomas da Vizivali, os professores precisaram ingressar com mandados de segurança a fim de ter garantido o direito de participarem de concursos e processos seletivos para o preenchimento de vagas como docentes da rede pública. "Os que lecionavam antes da exigência do curso superior estão trabalhando e recebendo as promoções graças às liminares. Mas, essas decisões podem ser revertidas a qualquer hora", observa Margareth Vieira, representante de 1,2 mil professores de Foz do Iguaçu e região.
Há três anos lecionando para alunos de 1.ª a 4.ª séries na Escola Municipal Ademar Marques Curvo, Margareth desistiu de se especializar porque teria que travar outra disputa na Justiça. "Essa é a única forma que temos de ver o nosso diploma reconhecido. Foram quase três anos de aulas e cerca de R$ 9 mil investidos no curso para cumprirmos a exigência feita pelo MEC e até agora nada", comentou lembrando que outro curso de complementação que seria oferecido pelo Instituto Federal Tecnológico do Paraná no início do ano também não foi aceito pelo CNS.
Paralelamente às propostas do MEC, no início do mês, uma decisão da desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná, Astrid Maranhão de Carvalho Ruthes, manteve a liminar que concede aos professores o direito de exercerem livremente o magistério. Em junho, a juíza Luciane Pereira Ramos, da 2.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, havia dado parecer favorável à Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino (Iesde), sócia da Vizivali, contra o estado do Paraná. 
Fonte: Gazeta do Povo Online - PR 

Obras raras são disponibilizadas pelo Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação
Fonte: Jornal da EducaçãoO Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação, dentro de seus objetivos de contribuir com os estudos sobre a educação brasileira, dispõe de um serviço de difusão de obras raras. A primeira da série é a Revista Pedagógica, lançada em 15 de novembro de 1890, dentro das comemorações do aniversário da República. Trata-se do pioneiro periódico brasileiro.
Dando prosseguimento ao seu objetivo, o IPAE disponibiliza na sua sessão de obras raras um documento assinado pelo rei D. José I que trata da primeira reforma do ensino aplicada no Brasil.
Gradualmente, novos livros e revistas serão digitalizadas, sendo permitida sua utilização, desde que citada a fonte.
O acesso pode ser feito através do site www.ipae.com.br
 
Profissionais de finanças e contabilidade são os mais valorizados em 2010
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 11:30 hs. 
O salário de um controller, por exemplo, pode chegar a R$ 16 mil este ano, contra uma média de R$ 7 mil a R$ 12 mil no ano passado.
Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney
Os profissionais de finanças e contabilidade com inglês fluente e conhecimento em normas contábeis são os mais valorizados em 2010, segundo aponta estudo da Robert Half sobre a remuneração de média e alta gerência nas áreas de TI (tecnologia da informação), engenharia, marketing, vendas, finanças, contabilidade e mercado financeiro.
De acordo com o especialista em recrutamento, Mário Custódio, controllers, gerentes na área fiscal e tributária e contadores com experiência superior a cinco anos são os que apresentaram maior valorização salarial em relação a 2009, sendo que o salário de um controller, em uma empresa de pequeno e médio porte, por exemplo, pode chegar a R$ 16 mil este ano, contra uma média que variava entre R$ 7 mil e R$ 12 mil no ano passado.
Já nas empresas de grande porte, o aumento foi menor, em torno de 9,52%, saindo de R$ 21 mil para R$ 23 mil, em um ano.
Mercado financeiro
Ainda de acordo com o levantamento, a remuneração dos executivos com experiência entre três e nove anos, perfil considerado de média experiência, também registrou aumento significativo.
Da mesma forma, conforme explicações do gerente da Divisão de Mercado Financeiro da Robert Half, Fábio Saad, os salários de executivos do mercado financeiro apresentaram aumento no período estudado, em média, de 30%.
A valorização, explica Saad, reflete a busca por talentos pelos bancos de investimento.
Geral
De modo geral, segundo o diretor de Operações da Robert Half, Fernando Mantovani, o aquecimento generalizado pode ser percebido em todos os segmentos, sendo que a falta de profissionais qualificados e a recuperação da economia já impactaram os salários em alguns setores.
"Profissionais em níveis médios, com mais de cinco anos de experiência, são disputados nas empresas e isso pode ser percebido nas remunerações fixas". 
Fonte: www.administradores.com.br 

Observatório da Educação recebe projetos até dia 1.º
Fonte: www.nota10.com.br, 18 de Agosto de 2010
O programa Observatório da Educação, uma parceria entre o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), está recebendo propostas de estudos e pesquisas até às 18h do dia 1.º de setembro. As propostas deverão ser feitas por instituições de educação superior que mantenham programas de pós-graduação stricto sensu com conceito maior ou igual a 3 (três).
As propostas deverão ser submetidas à Capes pelo dirigente máximo da Instituição ou seu representante legal e pelo professor coordenador do núcleo local ou em rede e enviadas por meio eletrônico até às 18 horas (horário de Brasília), do dia 18/08/2010 para observatorio2010@capes.gov.br .
Serão apoiados projetos de estudos e pesquisas propostos por grupos de pesquisa organizados em núcleos locais – em uma única instituição – ou em rede – que envolva pelo menos três instituições. Os projetos e pesquisas deverão utilizar as bases de dados existentes no Inep. A edição atual do Observatório da Educação tem interesse especial nos estudos e pesquisas sobre os processos de alfabetização e de domínio da língua portuguesa e da matemática.
Os valores máximos de financiamento são R$ 205.600,00 (duzentos e cinco mil e seiscentos reais), por ano para projeto em núcleo local e 616.800,00 (seiscentos e dezesseis mil e oitocentos reais), por projeto realizado por núcleos em rede.

FINEP dispõe de diversas linhas de apoio à instituições de ensino e pesquisas
Fonte: Jornal da Educação
A Financiadora Estudos e Projetos (FINEP), entidade vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, possui diversas linhas de financiamento destinado a projetos de institutos de pesquisa, universidades, centros universitários, faculdades e outras organizações com ou sem fins lucrativos.
Alguns dos projetos podem ser apoiados a fundo perdido (sem necessidade de pagamento).  Outros possuem juros zero e os demais têm taxas menores do que os bancos de fomento e comerciais.
A FINEP funciona na Praia do Flamengo, 200, na cidade do Rio de Janeiro e no site www.finep.gov.br existem informações completas sobre os programas.
Segundo informações fornecidas pelo representante do organismo não tem existido falta de recursos para atendimento aos projetos.  O importante é que os mesmos atendam aos requisitos exigidos para cada tipo de financiamento.
 
Ranking internacional destaca poucas instituições brasileiras entre as 150 melhores universidades do mundo
Fonte: Jornal da Educação
A Universidade de São Paulo (USP) está entre as 150 melhores universidades do mundo, segundo o ranking 2010 da Universidade de Comunicações de Xangai (Jiaotong), que lista anualmente as 500 melhores do mundo.
A lista especifica as colocações das cem primeiras e, depois disso, apresenta as universidades em grupos que vão de 101 a 150, 151 a 200, 201 a 300, 301 a 400 e 401 a 500.
Outras brasileiras citadas são a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que está entre as 201 e 300 melhores, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que estão entre as 301 e 400 melhores, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que está entre as 401 e 500 melhores.
O ranking chinês é considerado um dos mais importantes do mundo atualmente ao lado da lista de 200 instituições acadêmicas de maior relevância mundial elaborado todo ano, desde 2004, pela publicação britânica "The Times Higher Education Supplement".
Pelo oitavo ano consecutivo, Harvard, nos Estados Unidos, lidera o ranking, seguida por Berkeley, que tomou a segunda posição de Stanford.
A lista revela um amplo domínio das instituições dos Estados Unidos, um avanço da Alemanha e uma estagnação da França.
As universidades britânicas de Cambridge (5ª) e Oxford (10ª) são as únicas fora dos EUA entre as dez melhores. Entre países, a Alemanha ocupa a segunda posição no ranking das 500 melhores, com 39 universidades, bem atrás dos Estados Unidos, com 154 instituições.
Grã-Bretanha, com 38 universidades, e Japão, 25, aparecem à frente da França, que com 22 instituições caiu da quinta para a sexta posição, empatada com Itália e China. O site oficial do ranking é www.arwu.org
A ideia da lista, divulgada desde 2003, surgiu quando Pequim decidiu criar universidades de nível internacional e precisou definir os critérios de excelência.

Harvard mantém liderança em ranking das melhores universidades americanas
Fonte: Jornal da Educação
O relatório divulgado pela revista US News and World Report, apontou pela terceira vez consecutiva como melhor universidade dos Estados Unidos a Universidade de Harvard. O ranking é feito com base na na qualificação, seleção e outros índices sobre o rendimento acadêmico e a reputação dos alunos.
Em 2009, o topo da lista foi dividido entre Harvard e Princeton, a instituição mais antiga dos Estados Unidos. Este ano, Princeton ficou em segundo lugar, seguida pela Universidade de Yale.
A entidade pública em melhor posição foi a Universidade da Califórnia, em Berkeley, que ocupa o 22º lugar.

Inep fecha contrato com os Correios para distribuição das provas do Enem 2010
Fonte: Clipping Educacional Consae
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) assinou nesta terça-feira, 17, contrato com os Correios para a distribuição das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. O órgão vai pagar R$ 18 milhões à empresa pelo serviço. Os Correios já participaram da distribuição no ano passado, depois que a prova foi roubada e o exame foi adiado. Para 2010, o ministério conseguiu dispensa de licitação para a contratação dos serviços da empresa, conforme foi publicado semana passada no Diário Oficial da União.
A licitação para contratar a gráfica que irá imprimir as provas continua suspensa pela Justiça. A Gráfica Plural, que apresentou o melhor preço, foi classificada como “inabilitada” pelo Ministério da Educação e recorreu da decisão. Foi dessa mesma gráfica, responsável pela impressão do Enem 2009, que os cadernos de prova foram roubados às vésperas da aplicação do exame, provocando o adiamento da prova.
A Plural argumenta que cumpre os critérios de segurança do edital e que a responsabilidade pelo vazamento das provas, no ano passado, foi do consórcio Connasel, a quem cabia “garantir a segurança e executar todas as atividades de manuseio, empacotamento, rotulagem e transporte” das provas. A Justiça pediu informações ao Inep sobre a exclusão da Gráfica Plural do processo licitatório. Segundo o órgão, essas informações já foram encaminhadas à juíza responsável pela ação. Além de finalizar a licitação para impressão das provas, o Inep ainda precisa assinar o contrato com o consórcio Cespe e Cesangario, que ficará responsável pela aplicação e pela correção dos exames. Segundo o instituto, o documento será assinado até o fim desta semana, mas ainda não foram divulgados os valores que serão pagos pelo serviço.
Fonte: O Estado de São Paulo, 17/08/2010 - São Paulo SP

Reajuste do piso salarial do professor  estará em debate
Fonte: Jornal da Educação
O piso salarial nacional dos professores do ensino básico estará em discussão em nesta terça-feira durante audiência pública na Comissão de Educação. Em janeiro, o reajuste foi de 7,86% passando de R$ 950 para R$ 1.024 para profissionais que trabalham 40 horas semanais.
O percentual é inferior ao pedido pelos docentes e superior ao proposto pelos estados e municípios. A base de reajuste deve seguir variação dos anos de 2008 e 2009 de acordo com parecer da Advocacia Geral da União.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) queria um aumento maior, já que o valor de R$ 950 foi estabelecido em 2008 e não houve correção em 2009. Depois de um entendimento da AGU de que o Supremo Tribunal Federal havia foi prorrogado o aumento para 2010, o reajuste no ocorreu em 2009.
 
Conic 2010 - Prêmio de Incentivo ao Ensino Superior
Fonte: SEMESP
Pelo segundo ano consecutivo, o Conic-Semesp conta com uma nova categoria de premiação: O Prêmio de Incentivo ao Ensino Superior.
Trata-se de Um prêmio, no valor de R$ 1.000,00, oferecido ao aluno que apresentar, dentro dos padrões exigidos, o melhor trabalho concluído cujo enfoque de pesquisa relacione-se diretamente com o setor da educação superior e incentive suas melhores práticas, indicando melhorias e colaborando para o desenvolvimento do país.
Se você tem uma pesquisa relacionada ao Ensino Superior, inscreva seu trabalho no 10º Conic e tenha uma chance a mais de ganhar.
Caso o seu trabalho não seja relacionado ao setor educacional, não deixe de se inscrever, você possui outras duas oportunidades de premiação. Confira!
Premiações:
Categoria Concluído:
Premiação no valor de R$ 1.000,00 para o 1º colocado de cada área do conhecimento.
Categoria Andamento:
Premiação no valor de R$ 500,00 para o 1º colocado de cada área do conhecimento.
Prêmio Especial:
Premiação no valor de R$ 2.000,00 para o trabalho concluído, dentre os premiados, que atender ao requisito de se caracterizar como voltado ao desenvolvimento e compromisso social que represente emergência para a sociedade brasileira.
Prêmio de Incentivo ao Ensino Superior:
Premiação no valor de R$ 1.000,00 para o melhor trabalho concluído, cujo enfoque de pesquisa relaciona-se diretamente com o setor da educação superior e incentive suas melhorias práticas.
Data: 19 e 20 de novembro.
Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Endereço: Rua da Consolação, 896 - São Paulo - SP.
Inscrições até dia 31 de agosto no Portal do Semesp.
Importante: Faltam menos de duas semanas para encerrar as inscrições. Não deixe para a última hora!

Acúmulo de conteúdos no Ensino Básico
Fonte: Zero Hora, 18/08/2010
Perda de espaço de matérias tradicionais para disciplinas alternativas preocupa educadores
Além de português, matemática, história, geografia e ciências, nos últimos três anos os alunos do Ensino Básico de todo o país se viram obrigados a estudar filosofia, sociologia, artes, música e até conteúdos como cultura afro-brasileira e indígena e direitos das crianças e adolescentes. Também incham o currículo escolar, tirando espaço das disciplinas tradicionais, temas como educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente.
De 2007 até o mês passado, emendas parlamentares incluíram seis novos conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação. Outras dezenas de projetos com novas inclusões tramitam no Congresso. Esses acréscimos representam um desafio a todos os gestores, mas em especial aos da rede pública, na qual a maioria dos alunos não consegue aprender satisfatoriamente português e matemática.
Na rede estadual de São Paulo, por exemplo, a Secretaria da Educação teve de cortar aulas de história no Ensino Médio em 2008 para cumprir a lei e aumentar as de filosofia e incluir sociologia na grade.
Para a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Yvelise Arco-Verde, os legisladores podem ter boas intenções, mas muitos desconhecem a realidade da sala de aula.
– A escola tem de dar os fundamentos para que o aluno faça sua leitura de mundo. Não é o fato de ter uma disciplina sobre drogas que vai garantir que o jovem se afaste do vício – diz Yvelise, que é Secretária da Educação do Paraná:
Membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), César Callegari concorda que o currículo escolar não pode ser definido por processos legislativos individuais.
– O currículo não é matéria legislativa. A criação de muitas disciplinas gera uma desorganização e pode piorar a educação brasileira – diz ele.
O especialista, porém, afirma que algumas das leis, como a que instituiu a filosofia, são importantes:
– Não há nenhum mal em expandir o currículo, mas tem de ser de forma organizada e sustentável, respeitando a autonomia das escolas e das redes.
SÃO PAULO
Novos temas
- Em 2008, reportagem de ZH abordou o acúmulo de conteúdos nas escolas do Ensino Básico. Lei sancionada pelo presidente Lula em agosto daquele ano tornou obrigatória a inclusão de temas como ambiente, sexualidade e música no currículo escolar
- Especialistas ouvidos por ZH questionaram a capacidade de colégios darem conta de um número crescente de conteúdos

Lula critica governos passados por investirem pouco em educação
Fonte: Clipping Educacional Consae
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (17) que houve, no passado, atraso no desenvolvimento da educação brasileira em comparação com outros países. Lula citou o ensino médio, o ensino fundamental e também o superior, afirmando que o Peru criou uma universidade 200 anos antes do Brasil. Lula criticou governos anteriores, afirmando que investiram pouco na construção de universidades. “Por que este país demorou tanto tempo para fazer o que qualquer ser humano sabia que tinha que ser feito, que é investir na educação?”. E completou: “Tivemos muita gente com doutorado, com mestrado em Paris, em Londres, em Harvard [nos Estados Unidos] que presidiram este país e não fizeram uma universidade, possivelmente porque turma dele já tinha feito e ele não sabia que a nossa turma precisava fazer”.
O presidente afirmou que a educação é o “investimento mais rentável” que um governo pode fazer. As declarações foram feitas durante a cerimônia de inauguração do Câmpus Salgueiro, que integra o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sertão Pernambucano, em Salgueiro (PE). O Câmpus Salgueiro tem oito salas de aula, laboratórios, auditório, sala para videoconferência, biblioteca e sala multimídia. De acordo com o Ministério da Educação, o governo investiu cerca de R$ 2,9 milhões no local. Este ano, o câmpus atenderá 190 alunos matriculados nos cursos técnicos de edificações, agropecuária e informática. A previsão para 2011 é oferecer outros três cursos superior: gestão da tecnologia da informação, tecnologia de alimentos e licenciatura em física.
Fonte: Correio Braziliense, 17/08/2010 - Brasília DF

Educação atrai investidor estrangeiro
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 17/08/2010 às 11:27 hs. 
Desde 2006, grupos de outros países investiram R$ 2,6 bilhões no setor, segundo cálculo da consultoria Hoper.
Consultoria aponta que empresas e fundos têm mais R$ 4,4 bi para aplicar em fusões e aquisições no Brasil
MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO
O cenário de crescimento econômico acelerado, carência de mão de obra qualificada, baixa qualidade da educação básica e enorme demanda reprimida por ensino superior atrai cada vez mais investimentos externos para a educação brasileira.
Segundo cálculo da consultoria Hoper, os estrangeiros já investiram R$ 2,6 bilhões desde 2006, por meio dos grupos educacionais Laureate, DeVry, Whitney, Pearson e Santillana, além dos fundos de investimento Advent International, Capital Group e Cartesian Group.
E os segmentos que mais têm atraído esse capital são o ensino superior, os sistemas de ensino (que oferecem material didático e metodologia estruturada para escolas) e o ensino a distância.
A consultoria calcula que empresas e fundos nacionais e estrangeiros dispõem hoje de R$ 4,4 bi para investir em fusões e aquisições no Brasil. Em 2010, o setor já movimentou pelo menos R$ 1,6 bi em fusões e aquisições, afirma Ryon Braga, da Hoper.
Laureate, DeVry e Whitney -os três grupos universitários estrangeiros que já fincaram os pés no Brasil- afirmam abertamente: querem ir às compras e estão ativamente atrás de novas aquisições. Estão de olho no grande potencial de crescimento do mercado: são 7 milhões de pessoas formadas no ensino médio, mas sem acesso à universidade, afirma Braga. Mais 1 milhão engrossa esse grupo a cada ano, estima. E não faltam universidades para serem compradas. Existiam aqui 2.243 instituições privadas de ensino superior em 2009, com metade dos 7,4 milhões de vagas ociosa.
PRIORIDADE
Segundo o presidente da Laureate no Brasil, Luiz Lopez, o país é a prioridade da companhia e o objetivo é crescer em todas as regiões. O grupo - que tem nove instituições no Brasil, incluindo Anhembi Morumbi - só não atua no Centro-Oeste. "Há grande população jovem no Brasil e muito otimismo econômico para os próximos 20 anos. É preciso ter uma população educada para sustentar o crescimento."
A DeVry, que em 2009 adquiriu universidades em Salvador e Fortaleza, espera em um ano ampliar sua presença no Brasil adquirindo uma instituição de grande porte no Sudeste, com mais de 15 mil alunos ou faturamento de R$ 100 milhões.
Também estão nos planos da DeVry comprar empresas de até 5.000 alunos no Norte e no Nordeste.
"Queremos executar esse plano o mais rápido possível. A DeVry tem centenas de milhões de dólares para investir em emergentes e o Brasil é onde isso está mais avançado", diz o presidente do grupo no Brasil, Carlos Degas. A Whitney, dona da Unijorge, em Salvador, procura empresas de médio porte para aquisição em todo o país. O grupo está mudando seu nome globalmente para American University System.
Mas, assim como a Laureate e a DeVry, o CEO da Whitney no Brasil, João Arinos, ressalva: o grupo não quer crescer a qualquer custo e busca grupos de prestígio.
Especialistas também apontam Anhanguera, Kroton, Estácio e SEB como consolidadoras do setor. São empresas de capital aberto, originalmente brasileiras, mas cujas ações pertencem majoritariamente ou em grande parte a fundos estrangeiros. Marcos Boscolo, sócio da KPMG Brasil, lembra que as quatro tinham em março R$ 680 milhões em caixa. "Este é um ano de retomada de aquisições no setor. Há dois fundos analisando ativos em contato conosco, um nacional e um estrangeiro."

Cai o ritmo de crescimento do ensino superior
Fonte: Folha de São Paulo 
DE SÃO PAULO
Apesar de as grandes empresas nacionais e estrangeiras enxergarem enorme potencial no mercado de educação, o ritmo de expansão do ensino superior vem caindo.
Segundo a Semesp, o número de instituições privadas saltou 148% de 1999 a 2009. No entanto, o ritmo de alta caiu de 15% entre 2000 e 2004 para 5% nos outros cinco anos.
Os motivos são a carência de financiamento e a baixa qualidade da educação básica, que forma pessoas despreparadas. Com isso, apenas 14% dos jovens de 18 a 24 anos estavam na universidade em 2009. A meta do governo era elevar esse percentual para 30% em 2010. A expectativa da Hoper é que o faturamento das empresas (R$ 25 bilhões em 2009) cresça 5% nos próximos três anos.
O Morgan Stanley projeta crescimento de 5% a 6% para o setor nos próximos anos. Segundo o banco, uma expansão mais acelerada depende de como será aplicado o dinheiro do Fundo Social a ser criado com recursos do pré-sal. Ryon Braga, da Hoper, sugere que o governo crie um fundo de garantia para financiamento privado, o que derrubaria os juros. "É melhor do que criar novas universidades públicas com custo médio anual de R$ 24 mil por aluno, ante média de R$ 5.000 no setor privado. As privadas estão com vagas sobrando." (MS)
Educação básica ruim cria oportunidades de negócio
DE SÃO PAULO
A baixa qualidade da educação básica no Brasil transformou os sistemas integrados de ensino numa enorme oportunidade de negócios. Desde julho, três aquisições foram anunciadas. O crescimento da adoção dos sistemas pelas escolas -principalmente as públicas, onde estão cerca de 90% dos 52,5 milhões de alunos- é o que atrai investimentos. "O segmento tem potencial explosivo. Os sistemas produzem melhora significativa no ensino e hoje há maior demanda por educação de qualidade", diz Gustavo Ioschpe, especialista em economia da educação.
Com a aquisição dos sistemas de ensino da SEB, a Pearson entrou no mercado atendendo 450 mil alunos, metade no ensino público. A meta é estender esse número para 1 milhão em cinco anos e agregar ao material didático tecnologias de ensino a distância que a Pearson usa na Europa e nos EUA. O grupo já mira novas aquisições. "É um mercado de US$ 2 bilhões, um dos maiores do mundo", resume o presidente da Pearson na América Latina, Juan Romero.
Quando a Abril Educação incorporou o grupo Anglo, seu presidente, Manoel Amorim, disse que a meta da empresa é continuar comprando e quintuplicar sua receita em cinco anos, atingindo a marca de R$ 2,5 bilhões, atual faturamento da Abril.
Ontem, o BR Investimentos aportou R$ 226 milhões na Abril Educação, tornando-se acionista minoritário. Na última semana, o fundo de capital nacional Buffalo Investimentos assinou um memorando para comprar por R$ 72,5 milhões o Universitário. A empresa, no entanto, continuou nas mãos de seu diretor-superintendente, Alexandre Scolfaro, que passou a ser o principal acionista do fundo. "Temos R$ 900 milhões para comprar 15 grupos em um ano. Queremos passar de 45 mil alunos para 300 mil."

Reuni concederá 230 bolsas no nível de pós-doutorado
Fonte: Clipping Educacional Consae
O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) passará a conceder bolsas de pós-graduação no nível de pós-doutorado. Serão oferecidas 230 bolsas, em 14 universidades federais de todo o Brasil. Um investimento de mais de R$ 9 milhões. As bolsas Reuni de Assistência ao Ensino, previstas no programa, terão vigência de até 12 meses, sendo permitida a renovação por igual período. A previsão é de que o início da vigência aconteça até 30 de agosto.
A Portaria conjunta nº 1, da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que disciplina a concessão das bolsas nessa modalidade, foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 17.
Os candidatos às bolsas Reuni de pós-doutorado deverão desenvolver pesquisa acadêmica visando à melhoria e à inovação do ensino de graduação e à integração com a pós-graduação.
Os bolsistas terão o dever de gerar objetos educacionais de interesse das instituições. Essas atividades deverão ser realizadas sem prejuízo do atendimento aos demais requisitos e regulamentação inerentes aos bolsistas da Capes. Os recursos destinados à concessão das bolsas serão descentralizados, para cada uma das universidades federais, tendo como referência o número contemplado em cada plano de acordo de metas do programa Reuni. A descentralização ficará condicionada à apresentação de plano de trabalho, com base na proposta institucional aprovada pelo Comitê Gestor de Bolsas Reuni. As universidades têm até 20 de agosto para apresentar o plano de trabalho à Capes.
Fonte: Correio Braziliense, 17/08/2010 - Brasília DF

Abril Educação recebe R$ 226 milhões
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 17/08/2010 às 11:26 hs. 
Cerca de um mês após a aquisição do Anglo, a Abril Educação mostra que está com apetite para crescer. A empresa focada na área de ensino, da família Civita, fechou um aporte de R$ 226,2 milhões com o fundo de private equity da BR Investimentos, do economista Paulo Guedes.
Segundo o Valor apurou, o fundo adquiriu uma participação de pouco menos de 25% do capital da Abril Educação, que desde janeiro é uma empresa separada da editora Abril. Com isso, os Civita mantêm o controle com cerca de 75% da empresa, que também é dona das editoras de livros didáticos Ática e Scipione, além dos sistemas de ensino Anglo e SER. A soma desses quatro negócios gera para a Abril Educação uma receita de aproximadamente R$ 500 milhões e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) de R$ 150 milhões.
Os recursos do novo aporte serão usados para expansão orgânica e para aquisições da Abril Educação que está de olho em três segmentos: sistemas de ensino, cursos de idiomas e profissionalizantes. A empresa está investindo ainda em plataformas tecnológicas para ensino à distância (EAD).
"Estamos avaliando neste momento várias oportunidades de aquisição e também estamos abertos a novos aportes, mantendo a família Civita como majoritária na operação", disse Manoel Amorim, novo presidente da Abril Educação, executivo com passagens pela americana Laureate e Ponto Frio.
"Nossa meta é ser líder na área de ensino nos próximos cinco anos", acrescentou Amorim, que participou ativamente da compra do Anglo, ao lado de fortes grupos internacionais, como a britânica Pearson e a espanhola Santillana. O mercado estima que a Abril Educação tenha desembolsado algo em torno de R$ 620 milhões pelo Anglo, considerada uma grife entre os sistemas de ensino.
A Abril Educação é o terceiro negócio da BR Investimentos no setor de ensino. A aquisição foi feita por meio dos fundos BR Educacional FIP e FIP Brasil de Governança Corporativa. Os fundos da gestora do economista Paulo Guedes já investiram na HSM, empresa de eventos corporativos como ExpoManagement, e na carioca Affero que dá treinamento profissional. O capital comprometido da BR Investimentos é de R$ 360 milhões.
A área de educação, em especial as empresas que atuam com sistemas de ensino, vem sendo palco de grandes transações. Um dos motivos que têm gerado esse interesse é a margem de retorno de cerca de 50%.
Na semana passada, a empresa de private equity Buffalo anunciou a assinatura de uma carta de intenções para compra do Universitário e a criação de um fundo de investimento em participações com empresas do setor.
No mês passado, dez dias após a compra do Anglo pela Abril Educação, a inglesa Pearson fechou a compra dos sistemas de ensino do SEB (COC, Dom Bosco e Pueri Domus) por R$ 888 milhões - o que representou a maior transação do setor de educação no país.
O ponto em comum entre as empresas envolvidas nessas negociações é que elas querem crescer também em outras áreas da educação, não se restringindo apenas aos tradicionais sistemas de ensino, conhecidos por suas apostilas e treinamento de professores. Elas vislumbram, além da área pública, outros segmentos como escolas de idiomas, cursos profissionalizantes e preparatórios para concursos públicos. A aquisição do Anglo pela Abril Educação, por exemplo, também envolveu o curso preparatório para concurso público do Anglo.
Beth Koike, de São Paulo 
Fonte: Valor Econômico 

Nova escrita, Velhos problemas
Fonte: Clipping Educacional Consae
A cada ano, milhares de universitários brasileiros criam a expectativa de conseguir um estágio na área profissional que escolheram, e assim, se inserirem no mercado de trabalho e ganharem experiência prática daquilo que aprendem nas instituições de ensino superior. Eles se dedicam para tirar boas notas, se empenham para identificar o segmento no qual o seu perfil se encaixa melhor e, finalmente, iniciam a procura por uma oportunidade. Porém, muitos encontram, durante este processo, um obstáculo que, em tese, não deveriam ter: a Língua Portuguesa. Um levantamento feito pelo Centro de Integração Empresa-Escola do Rio de Janeiro (CIEE/Rio), a partir de provas de seleção para estágios, traz um retrato nada animador. Dos candidatos que participam de processos seletivos para estágio, cerca de 25% são eliminados na prova de Português, composta por questões de gramática e de uma Redação.
Com isto, nem sequer chegam a participar de entrevistas com o departamento de Relações Humanas das empresas, onde podem mostrar as competências comportamentais e a qualidade da formação técnica que têm.
De acordo com o presidente do CIEE/Rio e membro da Academia Brasileira de Letras (ABI), professor Arnaldo Niskier, a dificuldade destes jovens no uso da escrita decorre da falta do hábito da leitura durante a fase de formação. "Prevejo um futuro ainda mais tenebroso com a inovação do livro digital, pois este será um privilégio para poucos e que poderá trazer prejuízos brutais à educação dos jovens universitários. Não podemos abandonar a mídia impressa sem ganhar a mídia eletrônica, porque ainda não se tem massa critica para dizer que isso será melhor para formação do jovem", explica. Outro aspecto identificado em textos produzidos por universitários é a utilização frequente de termos típicos da linguagem da internet, mesmo quando a situação exige um tratamento mais formal do vocabulário e da construção de frases.
O educador esclarece que o 'internetês', como este fenômeno é chamado, é resultado de um apelo dos estudantes para o conteúdo da internet, no lugar de outras fontes, como bibliotecas. "A falta de convívio com a norma culta da Língua Portuguesa é um fenômeno claro de deseducação. O universo virtual não é a oitava maravilha do mundo e não tem o papel de resolver todos os males", diz Niskier, ressaltando que uma das causas pode ser o hábito de muitos estudantes de copiar trabalhos originais da rede. "Esta é uma atitude nada criativa e desonesta, que muitas vezes, é pouco repreendida pelas universidades. A consequência disso, é que o indivíduo se forma despreparado e não consegue uma boa colocação no mercado."
Para especialista, estudantes não valorizam bom uso do idioma - Apesar da deficiência, a Língua Portuguesa ainda não é disciplina obrigatória em todas as universidades do Brasil, o que segundo o presidente, dá margem a erros graves por profissionais que têm o Português como ferramenta principal de trabalho. "Temos que defender a ideia da Unesco de incluir uma formação continuada para que, até os que se formaram, voltem aos bancos universitários e tenham chance de aprender o que significa a língua para a cultura", declara Niskier. Para o especialista em Língua Portuguesa, Sérgio Nogueira, esta dificuldade do estudante está diretamente associada à deficiência que ele tem de visualizar as necessidades que ele terá na vida profissional, o que acaba por impedi-lo de valorizar e dar maior atenção a habilidades que ele com certeza irá precisar, como a escrita e a leitura. "Da mesma forma que o cidadão aprende quando se deve usar terno e gravada e quando lhe é apropriado usar bermuda e chinelo de dedo, ele deveria aprender quando é que não pode usar gíria, quando não pode usar internetês e quando é que deve usar uma linguagem formal. Mas eu vejo tanto a escola como a universidade falhando ao passar isso ao aluno. Muitas vezes, é na vida profissional que as pessoas acabam tendo de aprender isto", atenta.
E para quem pensa que ter um Português em ordem é importante somente para profissionais das áreas de Educação ou Comunicação, o educador revela que a realidade atual é mais exigente do que se imagina. Em todas as profissões, é preciso escrever bem. Não só pela necessidade de fazer relatórios, mas, sobretudo, porque a comunicação escrita é cada vez mais comum nos ambientes de trabalho. "Aqueles problemas que o funcionário podia resolver por telefone, agora são solucionados por e-mail. E, para isso, é necessário saber escrever de forma clara para o entendimento daquele que vai receber. A escrita vai ser usada para o resto da vida deste profissional e, se ele vai escrever em papel ou pela internet, isso não muda nada", frisa Sérgio.
Redação é a parte mais problemática - Com 46 anos de existência, o CIEE/Rio busca intermediar o acesso dos universitários ao mercado de trabalho, por meio da oferta de treinamento e da seleção de estudantes para ingressarem em empresas, e assim, terem uma visão prática da profissão. Nos últimos anos, porém, o centro tem constatado desempenho ruim destes alunos com a Língua Portuguesa. Os dados registrados no último ano, em dois processos seletivos realizados para duas grandes companhias, confirmam esta queda de rendimento dos universitários. Para uma das empresas, foram convocados 809 candidatos para a seleção, sendo que 37% (309 inscritos) foram reprovados. Na seleção para outra empresa, os resultados foram ainda piores. Dos 324 que participaram da seleção, e 181 foram eliminados (55,5% do total). Com base em um balanço feito pelo supervisor de processos especiais do CIEE/Rio, Luiz Marinho, o maior problema dos universitários é a estruturação da Redação. Segundo ele, observa-se que o candidato possui informação, que é atualizado acerca dos acontecimentos e que tem contato com algum tipo de leitura. Porém, falta o domínio dos recursos essenciais no desenvolvimento de um texto. "O que mais aparece é redação com muita informação, mas que não é trabalhada devidamente. Então, eles dão pinceladas de informação e não conseguem desenvolver o conteúdo. Para quem lê, é difícil ter uma leitura linear, um entendimento do que o universitário quer dizer."
Erros mais comuns são de concordância e ortografia - Para Luiz Marinho, a origem desta deficiência está, sobretudo, no consumo de leitura pela internet. Segundo ele, tal hábito faz com que o estudante assimile este modo de escrita rápido e pouco embasado, e que acabe aplicando a prática às suas produções. "No mundo virtual, as informações que aparecem são curtas, não há um aprofundamento do conteúdo. Este tipo de leitura acaba viciando o jovem para que ele não consiga se desenvolver e elaborar um texto de um modo mais formal, como é exigido no ambiente de trabalho. Percebemos que isso acaba influenciando também a comunicação por e-mail, através do qual ele não consegue se expressar e fazer com que outra pessoa entenda uma solicitação que é feita", diz. Os erros cometidos são os mais variados.
Porém, os constatados pelo CIEE/Rio com maior frequência são os de concordância verbal e ortografia, além da dificuldade de desenvolver o tema em um formato mais tradicional e compreensível para o leitor. "É importante saber registrar a ideia e reler a redação pelo menos umas duas vezes para ver se aquilo saiu da forma como planejou", orienta Marinho. Na opinião do superintendente do CIEE/Rio, Paulo Pimenta, esta dificuldade do jovem não é de hoje, mas da falta de incentivo à leitura ao longo dos anos. "O problema destes universitários é a ausência do hábito da leitura que ocorre desde a pré-escola. É preciso que haja uma sequência, não basta que o aluno seja apenas aprovado. É necessária uma verificação mais eficiente se esse aluno realmente aprendeu", fala.
Segundo Pimenta, atualmente do total de estagiários encaminhados pelo CIEE/Rio, 74% conseguem ser efetivado pelas empresas. Porém, a cobrança no mundo corporativo tem crescido. "As empresas estão cada vez mais exigentes. Elas estão dimensionadas a atender um determinado mercado, que cobra mais. Por isso, o profissional de hoje, precisa ser o profissional do agora e do amanhã", frisa. Mais que encaminhar os estudantes ao meio empresarial, o Centro de Integração também se preocupa em desenvolver aqueles que ainda têm as suas habilidades limitadas, instruindo-os e capacitando-os por meio de cursos e treinamentos. "O foco do CIEE/Rio é não só fazer a inserção do jovem no mercado de estágio, mas também de desenvolvê-lo. Quando não aprovamos alguém em um processo seletivo, percebemos a deficiência e fazemos algo para que esse jovem, quando chamado pela segunda ou terceira vez, não passe pela mesma situação", completa.
Fonte: Folha Dirigida, 17/08/2010 - Rio de Janeiro RJ

Expansão do ensino técnico leva cursos a todos os estados
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 08:55 hs. 
Com o início das aulas do segundo semestre, todas as unidades da federação estão com oferta de ensino técnico federal. Das 214 novas unidades previstas nas duas fases do plano de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, lançadas em 2005 e 2007, 180 já estão em funcionamento. Essas escolas geram 89 mil novas matrículas de cursos técnicos, de licenciaturas e de cursos superiores de tecnologia.
Outras 15 escolas têm início das aulas previsto para a primeira quinzena de setembro, elevando para 195 o número de novas escolas em funcionamento. As áreas dos cursos estão sintonizadas com as potencialidades de cada região. Dos R$ 1,1 bilhão previstos para infraestrutura, mobiliário e equipamentos, o Ministério da Educação já investiu R$ 850 milhões.
“Essas escolas trazem benefícios imediatos, não só para os estudantes, mas para o desenvolvimento de toda a região”, resume Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional do MEC. “A cada semestre, entram novos alunos e os egressos saem qualificados e invariavelmente colocados no mercado de trabalho.”
Novas – Em quatro unidades da federação, a oferta de educação profissional federal é uma novidade. Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal não contavam com escolas federais antes de 2003. No Amapá, a previsão de início das aulas é para 8 de setembro, com 140 alunos em Macapá e 200 vagas em Laranjal do Jari.
Em Rio Branco, os primeiros alunos do instituto federal estão recebendo orientações sobre os cursos e fazendo a sensibilização artística sobre a cidade. Alunos de manutenção de informática integrada a educação de jovens e adultos, segurança do trabalho e cooperativismo fizeram visitas guiadas aos principais espaços da capital acreana. Os próprios estudantes fotografam o que acham interessante dos passeios e, depois, interagem em diálogos sobre o desenvolvimento urbano, arquitetura, meio ambiente e sociedade.
“A proposta é direcionar o olhar para o local em que residem, vislumbrando como que podem colaborar como cidadãos e futuros profissionais em suas áreas”, conta o reitor Elias Vieira.
Com as novas escolas, a rede federal conta atualmente com 320 unidades. São 270 mil vagas em cursos técnicos, educação de jovens e adultos, cursos superiores de tecnologia, licenciaturas e pós-graduação.
Felipe De Angelis 
Fonte: MEC 

Governador Leonel Pavan assina convênio para concurso de redação do Tribunal de Contas
Fonte: http://webimprensa.sc.gov.br/paginas/index.asp, 17/08/2010
O governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, recebeu, nesta terça-feira (17), o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Wilson Rogério Wan-Dall, e o procurador-adjunto, Márcio Rosa, para assinatura de convênio firmado entre Tribunal de Contas e Secretaria de Estado da Educação. O convênio visa à realização de um Concurso de Redação com o título Tribunal de Contas: Orientar e fiscalizar a aplicação do dinheiro público em favor da sociedade.
O concurso tem como público alvo os estudantes matriculados no Ensino Médio da Rede Pública Estadual, com patrocínio do Tribunal de Contas e apoio institucional, técnico e operacional da Secretaria de Educação. A redação irá abranger todas as unidades escolares de Ensino Médio e será realizada em etapas regionais, correspondentes às 36 secretarias de Estado de Desenvolvimento Regional e Instituto Estadual de Educação. O Tribunal de Contas ficará responsável por disponibilizar materiais de apoio para pesquisa, assim como a premiação do concurso.

Emendas incham currículo escolar com 6 novos conteúdos em três anos
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 09:09 hs. 
Além de português, matemática, história, geografia e ciências, nos últimos três anos os alunos do ensino básico de todo o País se viram obrigados a estudar filosofia, sociologia, artes, música e até conteúdos como cultura afro-brasileira e indígena e direitos das crianças e adolescentes. Também incham o currículo escolar, tirando espaço das disciplinas tradicionais, temas como educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente.
De 2007 até o mês passado, emendas incluíram seis novos conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação. Há ainda leis específicas, que datam a partir de 1997, que complementam a LDB. Outras dezenas de projetos com novas inclusões tramitam no Congresso.
Esses acréscimos representam um desafio a todos os gestores, mas em especial aos da rede pública, onde a maioria dos alunos não consegue aprender satisfatoriamente português e matemática.
Na rede estadual de São Paulo, por exemplo, a Secretaria da Educação teve de cortar aulas de história no ensino médio em 2008 para cumprir a lei e aumentar as de filosofia e incluir sociologia na grade. Na época, os estudantes do período diurno tiveram uma redução de cerca de 80 aulas de história, na soma dos três anos letivos do ensino médio.
Para a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Yvelise Arco-Verde, os legisladores podem ter boas intenções, mas muitos desconhecem a realidade da sala de aula. "Sobra para os gestores fazer concurso, contratar novos professores, criar material didático, organizar a grade", diz. Não há um levantamento exato, mas em vários Estados ainda faltam professores de sociologia e a disciplina acaba sendo dada por docentes de outras áreas.
Yvelise, que é secretária da Educação do Paraná, discorda da ideia de que se possa resolver problemas sociais com a inclusão de temas na grade escolar. "A escola tem de dar os fundamentos para que o aluno faça sua leitura de mundo. Não é o fato de ter uma disciplina sobre drogas que vai garantir que o jovem se afaste do vício."
Paula Louzano, pesquisadora da Fundação Lemann, defende a discussão do currículo do ensino básico de forma integral como forma de combater os remendos na LDB, muitas vezes com tendências corporativistas. "Cada vez mais a gente está entulhando coisas via emenda. Até respeito a intenção, mas como ninguém tem interesse em matemática, quem vai fazer o lobby por ela?", questiona. "Não sou contra as aulas de música, mas quero discutir o todo, não que cada grupo vá individualmente e faça pressão."
Membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), César Callegari concorda que o currículo escolar não pode ser definido por processos legislativos individuais. "O currículo não é matéria legislativa. A criação de muitas disciplinas gera uma desorganização e pode piorar a educação brasileira", diz. Callegari, porém, afirma que algumas das leis, como a que instituiu a filosofia, são importantes. "Não há nenhum mal em expandir o currículo, mas tem de ser de forma organizada e sustentável, respeitando a autonomia das escolas e das redes."
Durante pesquisa para seu doutorado, a professora Rosimar de Fátima Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), constatou que entre 1995 e 2003 foram apresentadas por deputados federais 545 propostas de lei para a educação. "Os parlamentares concebem o currículo como uma soma de disciplinas", explica. "Eles enxergam nesse procedimento um meio de intervir na dinâmica escolar, pretensamente alterando a realidade social via escolarização de determinados temas sociais considerados relevantes."
Exemplo
PAULA LOUZANO PEDAGOGA DA FUNDAÇÃO LEMANN
"Os países mais desenvolvidos têm currículos abordando que competências e habilidades os alunos devem ter." 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Cotas nas universidades: uma polêmica ainda longe do fim
Fonte: Folha Dirigida, 12/08/2010 - Rio de Janeiro RJ
Paola Azevedo 
No ano de 2000, quando atuava no Rio de Janeiro, Frei Davi dos Santos, principal representante da ONG Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes (Educafro), se reuniu com a comunidade negra para discutir a política de cotas nas universidades do país. Da reunião, observou-se que 8 em cada 10 participantes foram contra a proposta. Na ocasião, o educador estimou que, no ano de 2015, cerca de 25 universidades e instituições públicas de ensino superior teriam adotado a política para ingresso de alunos. Cinco anos antes, porém, o que se percebe é que a meta foi ultrapassada em tempo bem menor do que o estimado. De acordo com uma pesquisa realizada pela Educafro, batizada de "Placar da Inclusão", em 2010, quase 150 universidades e demais instituições superiores de ensino já adotam ações afirmativas em todo o Brasil.
Hoje, 148 universidades do país possuem algum tipo de ação afirmativa na seleção dos alunos. No Rio, são 16 instituições. Nas instituições estaduais, há cotas para alunos da rede pública, descendentes de indígenas, portadores de deficiência e filhos de profissionais da área de segurança. Nas federais (com exceção da UFRJ), foram criadas reserva de vagas para professores bônus para grupos específicos. A pesquisa da ONG mostrou ainda que Instituições de Ensino Superior (IES) importantes como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre outras, ainda não   são adeptos do sistema de cotas. Dez anos depois, cotas ainda dividem opiniões entre jovens - O crescimento da adoção de medidas afirmativas, ao longo destes dez anos, impactou na vida de milhares de jovens pelo país à fora. Para muitos, a adoção do sistema pelas universidades foi uma barreira para a conquista da vaga. As ações na Justiça, impetradas por vestibulandos que conseguiram pontuação suficiente para a conquista da vaga, caso não existissem as cotas, são prova disto. Porém, as reservas parecem também ter um efeito psicológico, aumenta a tensão que envolve o vestibular. Lívia Guimarães Fernandes Peres, aluna da Rede MV1 de Ensino, tenta passar para Comunicação Social. A estudante enfrenta a disputa pela primeira vez e não esconde a angústia por saber que, com as cotas, são menores as chances de conquista da vaga.
"Acho um pouco injusto. Se, por um lado, os alunos mais carentes sofrem por não terem tido tão boas oportunidades, nós, que tivemos condições de estudar em bons colégios, podemos deixar de entrar na universidade pública por estar, teoricamente, melhor preparados", afirmou Lívia. "É importante dar oportunidades àqueles que não tiveram um bom ensino. Mas, como as cotas não mudam as bases da educação, prejudicam outros estudantes", completa Lívia. Mas, para um outro contingente de candidatos, as reservas de vagas tiveram uma influência mais do que positiva. Possivelmente, para muitos dos beneficiados pelas medidas afirmativas, elas   representarão a diferença entre um melhor  padrão de vida e uma inserção pouco  qualificada no mercado de trabalho. Negro e ex-aluno da rede pública, Rodrigo Souza, que estuda Engenharia Mecânica na Uerj, vê as cotas como uma das mais importantes ações na área educacional, já adotadas. "Nos parece que o ensino no Brasil não tem uma solução imediata. Portanto as cotas aparecem como uma solução para diminuir as diferenças entre negros, pobres, indígenas e são uma possibilidade para que estes possam ter uma educação de qualidade", disse o estudante, para quem a reserva de vagas proporciona uma mudança fundamental na sua vida dos beneficiados. "É a possibilidade de uma integração social. Significa poder pensar em um futuro melhor, poder pensar em novas perspectivas de vida, que não eram possíveis antes de entrar em uma universidade".
Adotar ou não a política de cotas? - De um lado, o argumento de oferecer iguais possibilidades a todos os alunos, sejam eles oriundos de escolas públicas, famílias de baixa renda ou minorias étnicas. De outro, o questionamento se esta seria a melhor solução para o problema. Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, Frei Davi, representante da Educafro e o professor Marcelo Corrêa e Castro, decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ, expuseram suas opiniões a respeito do assunto. O frei, que já encaminhou propostas à universidade, estará presente, assim como Marcelo, na quinta-feira, dia 12 de agosto, para um encontro que definirá os rumos do concurso de acesso a UFRJ. 
Favorável às cotas
Frei Davi: "Nossa luta é apenas por igualdade de direitos"
Qual é a sua posição a respeito das cotas?
O Brasil, para ser um país verdadeiramente justo, igualitário e diversificado, precisa estar preocupado em saber por onde anda cada segmento étnico do seu povo. Os brancos estavam dentro das universidades públicas e os negros e indígenas, de fora. E ninguém fazia nada para mudar. Até que resolvemos gritar por inclusão nas universidades. Nossa luta é apenas por igualdade de direitos.
O argumento usado com frequência é o de que é preciso haver igualdade na disputa pelas vagas. Este argumento é válido?
Os moldes do vestibular das universidades públicas se baseiam em livros que apenas os alunos que estudaram em escolas particulares ou fizeram cursinhos caros tiveram acesso, o representa 90% da prova. Os outros 10% são de um conteúdo comum a todas as classes. O vestibular no Brasil é o que há de mais injusto, desonesto e corrupto e as cotas vêm para desmascarar o vestibular como um instrumento democrático.
Acredita que a adoção de cotas tira o foco da melhora da educação como um todo?
Pelo contrário. Está provado que em todas as universidades que adotaram cotas ou que houve naquela cidade ou região um despertar dos pobres, houve uma melhoria na educação. O jovem branco pobre, o jovem negro e o indígena, ao prestar vestibular com cotas, tem nota 30% mais baixa do que os outros. No entanto, um ano depois, tendo em sala de aula o mesmo professor, mesma biblioteca e os mesmo direitos, obtém média superior aos demais. As cotas são uma forma de questionar e dizer que dá para fazer justiça.
Que tipo de impacto teria, para o Brasil, a adoção generalizada, por parte das universidades, da política de cotas?
Transformar o Brasil em um país mais igual para todos. Quando tiramos uma parte das vagas que só a burguesia ocupava e as entregamos a jovens que não tiveram oportunidades, estamos dando a eles uma possibilidade de um futuro melhor. 
Contrário às cotas
Marcelo Corrêa e Castro: "Com as cotas, a universidade não vai mudar estruturalmente"
Qual é a sua posição a respeito das cotas?
Sou contra. Eu consigo pensar em ações afirmativas que passem por um investimento grande para dar à escola pública seu caráter público. Nenhum tipo de cota me parece viável. Com as cotas, a universidade não vai mudar estruturalmente, mas individualmente, já que apenas alguns indivíduos serão contemplados.
O argumento usado com frequência é o de que é preciso haver igualdade na disputa pelas vagas. Este argumento é válido?
A universidade sabe, com algum critério, algum acúmulo, definir academicamente o que quer. Agora, ela estabelecer o que pode compensar supostas desigualdades sociais passa a ser uma posição político-ideológica. E aí, caímos em um território perigoso. Se hoje o político-ideológico está de acordo com o meu ideário, amanhã pode estar de acordo com um ideário totalmente oposto ao meu. A universidade deve produzir e difundir conhecimentos. Qual a forma de torná-la mais justa? Conceder bônus? Reservar vagas? Não sei.
Acredita que a adoção de cotas tira o foco da melhora da educação como um todo?
É preciso ter coragem de estabelecer um contraditório. É claro que todos somos a favor da igualdade, da justiça e da democracia e que todos reconhecemos que o Brasil tem um histórico de construção absolutamente desigual. Mas será que desta forma não iremos criar mais um artifício que nos coloque numa situação igualmente desigual?
Que tipo de impacto teria, para o Brasil, a adoção generalizada, por parte das universidades, da política de cotas?
Eu prevejo duas possibilidades. Uma delas é a de que iremos promover uma distribuição mais igualitária das vagas, do acesso ao ensino superior de qualidade. Em outro cenário, ocorreria algo semelhante ao que acontece com o ensino básico e com o sistema de saúde pública. Ou seja, as classes hegemônicas investirem na constituição desse sistema privado de qualidade, o que acaba fazendo com o que o ensino do sistema público de alguma maneira perca a sua qualidade. 

OAB defenderá na Câmara criação de 4 novos Tribunais Regionais Federais
Fonte: Conselho Federal da OAB
O secretário-geral da OAB Nacional, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, representará a entidade na audiência pública que a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara realizará para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 544/2002, que cria mais quatro Tribunais Regionais Federais (TRFs) para o país (Amazonas, Bahia, Minas Gerais e Paraná). A audiência pública será realizada às 14h30 de amanhã (18) no plenário 13 da Câmara dos Deputados, em Brasília. O convite para que a OAB se faça presente foi do presidente da Comissão, deputado federal Nelson Bornier (PMDB-RJ).
O principal objetivo da PEC é desafogar o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, hoje responsável por 13 estados e pelo Distrito Federal. A proposta, aprovada por comissão especial em 2003, está pronta para ser votada pelo Plenário da Câmara. No entendimento da OAB, o aumento do número de TRFs vai ampliar o acesso dos cidadãos à Justiça. Também participarão da audiência pública membros dos TRFs, de Tribunais de Justiça, de associações de magistrados e do Poder Executivo.

Para educadores, Enem está em uma encruzilhada
Fonte: Portal O Meu Futuro
Luciano Máximo
Jornal Valor Econômico, em 9 de agosto de 2010
Os novos problemas enfrentados pelo Ministério da Educação (MEC) na semana passada em relação ao novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) reavivaram o debate sobre o futuro desse mecanismo de avaliação. Na opinião de especialistas em educação ouvidos pelo Valor, as falhas foram graves a ponto de ameaçar a credibilidade do exame e demonstraram fragilidades do MEC e do Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Em outubro de 2009, o exame precisou ser adiado por causa do roubo de exemplares da prova; em seguida, realizado o novo exame, divulgou-se um gabarito errado; e, na semana passada, no site do Inep era possível acessar dados particulares de 12 milhões de inscritos das últimas três edições do Enem. Os educadores discutem se o exame pode, ao mesmo tempo, servir como instrumento de seleção para o ingresso nas universidades e de diagnóstico dos problemas do ensino médio, contribuindo para a formulação de políticas educacionais. Para alguns, o Enem está em uma encruzilhada, pois é preciso fazer um escolha entre um e outro.
A professora Maria Helena Guimarães de Castro, ex-presidente do Inep durante o governo Fernando Henrique Cardoso, afirma que o novo Enem perdeu o caráter de diagnosticar problemas. “Ou existe uma avaliação para efeito de diagnóstico para subsidiar políticas públicas ou uma avaliação de seleção para o vestibular. Prova de seleção não serve para avaliar”, argumenta. Embora seja favorável ao novo Enem, ela diz que o MEC é “ingênuo” ao tentar usar o exame como uma espécie de vestibular nacional. “Sempre haverá problemas de operação e logística. O Inep é um órgão que deve formular políticas e descentralizar esse serviço.”
Maria Helena sugere o modelo dos Estados Unidos, onde um órgão equivalente ao Inep administra um banco de dados com milhares de modelos de provas padronizadas – Scholastic Aptitude Test (SAT) -, que são aplicados por instituições credenciadas aos alunos do segundo grau várias vezes ao ano e servem como primeiro critério de acesso às universidades. “O teste é feito direto no computador, não tem envelopamento, lacre, prova viajando pelo país. Há tecnologia disponível para isso, o Enem poderia ser a primeira etapa do vestibular”, garante ela.
O ex-presidente do Inep do início do governo Lula, Otaviano Helene, questiona o aproveitamento do resultado do Enem e de outras avaliações conduzidas pelo órgão. “São instrumentos ótimos para tomar decisões de políticas públicas. As informações que Enem, Saeb e Prova Brasil geram são riquíssimas, deveriam ser usadas para corrigir problemas, mas isso não está sendo feito”, opina Helene.
O também ex-presidente do Inep Reynaldo Fernandes – que pediu demissão após o episódio do roubo da prova – explica que cada avaliação tem uma finalidade e que respostas foram dadas às questões diagnosticadas pelos mecanismos atuais. “O processo começa na própria escola, afinal saber que não se está indo bem já é uma boa coisa para se pensar em mudanças. Além disso, o Ideb mostra que houve evolução no aprendizado no país, o MEC criou o programa Ensino Médio Inovador, que é uma resposta aos problemas levantados pelas avaliações.”
Favorável ao novo Enem, a professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Ângela Soligo argumenta que a rede particular tem capacidade de se ajustar mais rapidamente a mudanças. Ela vê falta de sintonia entre MEC e governos estaduais. “A escola privada rapidamente altera sua organização para responder à política de forma eficaz e sempre aparecer bem nos rankings. No setor público, o processo é mais lento; as decisões são tomadas no MEC, mas são os Estados os responsáveis pelo ensino médio e pela adaptação de todo um sistema.”
O MEC informou na última sexta-feira que os problemas envolvendo o Enem desde o lançamento do novo formato, no ano passado, não vão interferir na vocação da avaliação, que se destaca pela valorização do conteúdo do ensino médio e pelo caráter de seleção ao ensino superior, substituindo o vestibular em várias universidades. O ministério se limitou a dizer, por meio de sua assessoria, que irá reforçar seu sistema operacional e de tecnologia para evitar mais transtornos.
Pesquisa aponta carreiras do futuro
Veja quais são as carreiras tendências para o ano de 2020.
O Profuturo (Programa de Estudos do Futuro), da FIA (Fundação de Instituto de Administração), anuncia os resultados da pesquisa Delphi “Carreiras do Futuro”, cujo objetivo foi identificar as carreiras mais promissoras e onde estarão as oportunidades de negócios para empreendedores considerando o horizonte até 2020. De acordo com os especialistas consultados, a ênfase crescente na inovação, a busca por qualidade de vida e a preocupação com o meio ambiente estarão entre os fatores mais relevantes no delineamento das carreiras mais promissoras.
Os negócios potenciais estarão no setor de Serviços, em áreas como Saúde e Qualidade de Vida, Turismo e Lazer, Alimentação, Serviços para a Terceira Idade e Consultorias Especializadas – como Sustentabilidade, Desenvolvimento de Carreira, Consultoria Pessoal e Planejamento Financeiro.
Assim, é vislumbrado um futuro no qual ganharão força profissionais como Gerentes de Eco-Relações, Chiefs Innovation Officer e Bioinformationists, de acordo com o Quadro de Carreiras:
As 6 Carreiras emergentes mais promissoras até 2020:
1 – Gerente de Eco-Relações: Profissional que irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.
2 – Chief Innovation Officer: Interagirá com os funcionários em diferentes áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações.
3 – Gerente de Marketing e-Commerce: Gerencia o desenvolvimento e implementação de estratégias de web sites para vender produtos e serviços.
4 – Conselheiros de Aposentadoria: Profissionais responsáveis por ajudar a planejar a aposentadoria.
5 – Coordenador de Desenvolvimento da Força de Trabalho e Educação Continuada: responsável por gerenciar programas para ajudar funcionários qualificados a atingir níveis avançados em suas áreas de especialização.
6 – Bioinformationists: Cientistas que trabalharão com informação genética, servindo como uma ponte para cientistas que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e técnicas clínicas.
Inovação
Para 38% dos entrevistados, a inovação será um fator cada vez mais crítico para a competitividade das empresas, colocando ênfase no desenvolvimento tecnológico, na educação continuada e na busca por novos conhecimentos. Haverá maior consciência quanto à manutenção da capacidade produtiva e intelectual das pessoas, ampliando a longevidade profissional e, portanto, estendendo o período de formação. Isto promoverá soluções em educação para outras faixas etárias.
As áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Saúde e Medicina serão especialmente promissoras. A tecnologia exigirá, cada vez mais, profissionais capacitados para transformar novidades em negócios e aplicações rentáveis.
Qualidade de vida
Já para 26% dos respondentes, as pessoas buscarão mais qualidade de vida, demandando serviços que facilitem as suas vidas e tragam comodidade. O crescimento da Internet, com maior acesso e mais pessoas fazendo compras e pesquisas pela rede, deve alavancar os serviços na web. A empresa que deseja permanecer no mercado terá cada vez mais que desenvolver site, SAC e atendimento on-line eficientes.
Sustentabilidade
Para 18% dos participantes, o conceito de sustentabilidade ganhará força, justificando a atuação de profissionais nas áreas ambientais. Haverá pressão pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental, seja na fase de desenvolvimento, produção/processo ou mesmo na fase de descarte ou na redução da poluição resultante.
“Essas tendências não atuarão de forma isolada e sim interdependente. Isto significa que a ação de uma pode ter efeito sobre as outras”, destaca o Prof. James Wright.
Empreendedorismo
Há uma expectativa geral de aumento da participação das atividades empreendedoras no mercado profissional, onde há uma projeção de aumento da Taxa de Atividade Empreendedora (TAE) no país, que poderá chegar a 17% da população economicamente ativa – contra uma média de 12,8% observada entre 2001 e 2007. Para 54% dos respondentes, as relações de trabalho sofrerão alterações significativas, justificando o aumento da TAE. Haverá uma diminuição dos postos de trabalho formais, implicando que muitos profissionais terão que criar seu próprio emprego. Novas formas de venda das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas às formas autônomas.
As seguintes tendências também foram apontadas para justificar as projeções:
Melhoria da Educação e Ênfase na Formação de Empreendedores: a melhora da educação e dos índices sociais resultará em uma tendência de aumento da atividade empreendedora no Brasil. Até 2020, haverá um número maior de profissionais com ensino superior no Brasil. Empresas, universidades e cursos de MBA enfatizam a necessidade de empreender, preparando profissionais e aguçando os talentos.
Motivações pessoais: uma série de motivações relacionadas diretamente aos indivíduos foi apontada na pesquisa, dentre elas: busca por satisfação pessoal e independência, aumento da renda familiar e procura por alternativa de trabalho após a aposentadoria.
No entanto, foi identificada relação de dependência entre a Taxa de Atividade Empreendedora que pode se retrair em função da taxa de juros, acesso ao capital de risco e a redução nos entraves legais e tributários.
Fonte: HSM

O desafio da internet
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 10:35 hs. 
Avançamos no desenvolvimento e no acesso à tecnologia da informação, mas não o suficiente para reduzir o fosso entre os dois "brasis" que se contrapõem nesse limiar do século 21.
Temos o moderno, conectado à era digital, universalizado, pleno de cidadania e competitivo nos negócios, em contraste com o Brasil profundo, arcaico e excluído, onde o acesso às conexões rápidas pela internet está restrito a menos de 6% dos domicílios.
Num país em franco desenvolvimento, a necessidade da banda larga se transformou numa grande demanda reprimida, um desafio ao poder público. Não é só a dimensão continental do país ou a falta de infraestrutura que conspiram contra.
A privatização e exploração restrita a poucos grupos econômicos criaram barreiras praticamente intransponíveis às classes de menor poder aquisitivo. No Brasil, esse serviço é um dos mais caros do mundo.
Para se ter uma ideia da enorme discrepância, basta comparar a situação do Brasil com a dos demais países. Aqui, uma conexão de um mega bite por segundo (MBps) custa, em média, R$ 40, o que limita a internet rápida a menos de 6% das casas.
No extremo do globo, no Japão, que tem a internet mais veloz, de 60 MBps, o serviço chega a 64% dos lares ao preço de R$ 0,50. Na Coreia do Sul, a preço similar, 97% dos domicílios têm acesso a velocidade de 46 MBps.
Os valores variam, mas em nenhum outro continente o patamar é tão alto como aqui. Na Suécia, onde a internet com velocidade média de 18 MBps chega a 69% dos domicílios, o valor de cada MBps é de R$ 1,30.
Nos EUA, com média de 4,8 MBps em 80% das casas, um MBps custa R$ 6. Como se vê, são valores infinitamente inferiores aos cobrados no Brasil.
O desafio é tornar a banda larga acessível a todas as classes. Um estudo do Banco Mundial aponta que nos países em que o acesso pelas conexões rápidas sobe 10%, o PIB cresce a uma taxa 1,3%, aumentando a renda, a qualidade de vida e melhorando o padrão de cidadania da população.
A internet é uma ferramenta indispensável para as classes sociais que estão deixando a pobreza ou subindo de padrão.
Países como a Itália e Finlândia , antecipando-se a uma tendência mundial, passaram a tratar o acesso à internet rápida como um direito fundamental. Como secretário de Ciência e Tecnologia do Rio, implantei um programa de banda larga gratuita, bancado pelo governo.
Atualmente, apenas na região da Baixada Fluminense, cerca de 4 milhões de pessoas têm internet rápida pelo sistema wi-fi e estão alcançando oportunidades que não imaginavam existir.
O Estado deve disponibilizar recursos para subsidiar um programa de inclusão em todo o território brasileiro, destinado às pessoas que não têm renda suficiente para adquirir a internet rápida.
Junto, devem entrar nos domicílios programas educacionais que disseminem o conhecimento, a qualificação profissional a distância, semipresencial, e que gerem oportunidades de negócio e acesso ao mercado de trabalho.
Esse é um dos caminhos para afastar o risco de um apagão de mão-de-obra.
Fonte: Jornal Brasil Econômico 

Técnicas de Ensino
Fonte: Folha de SP, 18/08/2010
É consensual a avaliação de que o principal desafio das políticas de educação no país se encontra na melhoria da qualidade de ensino.
Aulas precárias e desinteressantes afetam negativamente não apenas a formação dos estudantes e seu posterior desempenho no mercado de trabalho mas também a permanência na escola. A educação de baixa qualidade ajuda a explicar o fato de o país ainda não ser capaz de manter todos os adolescentes no ensino médio. Segundo uma pesquisa realizada em 2009 pela Fundação Getúlio Vargas, a maior parcela dos jovens que abadonam os estudos apresenta como justificativa a falta de interesse pela escola, e não a necessidade de trabalhar.
As taxas de desistência nessa etapa da educação são assustadoras, em todo o país. Na região metropolitana de São Paulo, a média de abandono da escola, entre 2002 e 2008, foi de 19,4%. O avanço que se espera da educação não depende apenas da necessária melhoria das condições materiais e salariais do professor e do conhecimento das disciplinas a serem lecionadas. Ensinar exige técnicas específicas. Para tornar as aulas mais atrativas e eficazes, cumpre levar aos docentes os métodos necessários à transmissão de conteúdos e à motivação dos estudantes.
O conhecimento teórico é imprescindível, observa Doug Lemov, especialista em métodos de ensino, entrevistado nesta semana pela Folha. “Mas só isso não faz de alguém um bom professor”.
Experts em educação têm constatado a fragilidade da formação técnica dos docentes brasileiros. Competências como a forma de apresentação dos assuntos, a gestão do tempo ou o estabelecimento de vínculos com os alunos não são treinadas e desenvolvidas, em cursos de formação de professores, tanto quanto seria desejável. Em São Paulo, a recente adoção de apostilas, que uniformizam o conteúdo a ser ministrado em cada aula, contribuiu para melhorar o desempenhos dos alunos na prova nacional de avaliação do ensino fundamental. Uniformização semelhante dos métodos de ensino e melhor treinamento dos professores são também recomendáveis para elevar a qualidade do ensino.