
18/08/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Revisão
dos sistemas é recomendável para permitir
antecipação do processo de admissão de alunos e
renovação de matrículas
PEC da educação especial é aprovada na Câmara
Aulas a distância são opção para validar diplomas
Obras raras são disponibilizadas pelo Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação
Profissionais de finanças e contabilidade são os mais valorizados em 2010
Observatório da Educação recebe projetos até dia 1º
FINEP dispõe de diversas linhas de apoio à instituições de ensino e pesquisas
Ranking internacional destaca poucas instituições brasileiras entre as 150 melhores universidades do mundo
Harvard mantém liderança em ranking das melhores universidades americanas
Inep fecha contrato com os Correios para distribuição das provas do Enem 2010
Reajuste do piso salarial do professor estará em debate
Conic 2010 - Prêmio de Incentivo ao Ensino Superior
Acúmulo de conteúdos no Ensino Básico
Lula critica governos passados por investirem pouco em educação
Educação atrai investidor estrangeiro
Cai o ritmo de crescimento do ensino superior
Reuni concederá 230 bolsas no nível de pós-doutorado
Abril Educação recebe R$ 226 milhões
Nova escrita, Velhos problemas
Expansão do ensino técnico leva cursos a todos os estados
Governador Leonel Pavan assina convênio para concurso de redação do Tribunal de Contas
Emendas incham currículo escolar com 6 novos conteúdos em três anos
Cotas nas universidades: uma polêmica ainda longe do fim
OAB defenderá na Câmara criação de 4 novos Tribunais Regionais Federais
Para educadores, Enem está em uma encruzilhada
O desafio da internet
Técnicas de Ensino
Revisão dos sistemas é
recomendável para permitir antecipação do processo
de admissão de alunos e renovação de
matrículas
Fonte: Jornal da Educação
As instituições de educação superior e
escolas de educação básica devem iniciar, em
setembro, a definição de seus projetos pedagógicos
e rever os seus sistemas de matrícula para o ano de 2011.
Apesar de não existir previsão de mudanças na lei
que rege a fixação e reajuste dos serviços
educacionais, muitos cursos terão que se ajustar aos novos
referenciais curriculares que estão sendo definidos pelo
Ministério da Educação.
A Lei de Diretrizes e Bases permite a liberdade de
definição dos aspectos pedagógicos, entretanto
é recomendável que sejam seguidas linhas globais que
são fixadas pelos Conselhos Nacional ou Estaduais de
Educação, conforme o sistema de ensino a que as casas
estejam vinculadas.
Inexistem modelos ou roteiros a serem seguidos, devendo haver a
participação de equipes multidisciplinares definidas
pelas direções.
PEC da educação especial é aprovada na Câmara
Fonte: Jornal da Educação
A Proposta de Emenda a Constituição que estabelece
atendimento educacional especializado às pessoas com
deficiência em todas as faixas etárias e níveis de
ensino foi aprovado pela Comissão Especial que analisa a
proposta.
Para o deputado Paulo Delgado, relator da PEC, mesmo a Lei assegurando
a educação como direito de todos, de fato isto não
acontece. Por este motivo o relator pediu a aprovação da
matéria, garantindo o direito à educação
sem limite de idade.
A íntegra da proposta pode ser acessada em http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=428932
Aulas a distância são opção para validar diplomas
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 10:26 hs.
Uma nova proposta anunciada pela Secretaria de Educação a
Distância (Sead), do Ministério da Educação
(MEC), pode garantir a validação dos diplomas de mais de
35 mil professores que concluíram o curso Normal Superior na
Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu (Vizivali), em Dois
Vizinhos, no Sudoeste do estado. O caso se arrasta desde 2003 e pode
ser solucionado com a complementação de mais 1,3 mil
horas-aula que serão ministradas nos 45 polos da Universidade
Aberta do Brasil (UAB) instalados em todo o Paraná.
Na segunda-feira, durante reunião do Fórum Permanente de
Apoio à Formação Docente, em Curitiba, o
secretário da Sead Carlos Eduardo Bielschowsky explicou que o
parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) estabelece
que o curso será oferecido gratuitamente e deverá se
estender por três períodos. As aulas serão uma vez
por semana, com 3 horas de duração. E, ao final, os
professores receberão o diploma em Pedagogia Plena.
Caberá às instituições estaduais de ensino
superior e às secretarias de Estado da Educação e
da Ciência e Tecnologia formularem uma proposta de aula que
atenda às recomendações e que possa ser adequada
à estrutura disponível. Estima-se que as primeiras
turmas, com cerca de 14 mil alunos, iniciem as aulas entre novembro e
janeiro. A contratação de cerca de 200 professores para
ministrar o curso será feita pelo MEC.
Sem os diplomas da Vizivali, os professores precisaram ingressar com
mandados de segurança a fim de ter garantido o direito de
participarem de concursos e processos seletivos para o preenchimento de
vagas como docentes da rede pública. "Os que lecionavam antes da
exigência do curso superior estão trabalhando e recebendo
as promoções graças às liminares. Mas,
essas decisões podem ser revertidas a qualquer hora", observa
Margareth Vieira, representante de 1,2 mil professores de Foz do
Iguaçu e região.
Há três anos lecionando para alunos de 1.ª a 4.ª
séries na Escola Municipal Ademar Marques Curvo, Margareth
desistiu de se especializar porque teria que travar outra disputa na
Justiça. "Essa é a única forma que temos de ver o
nosso diploma reconhecido. Foram quase três anos de aulas e cerca
de R$ 9 mil investidos no curso para cumprirmos a exigência feita
pelo MEC e até agora nada", comentou lembrando que outro curso
de complementação que seria oferecido pelo Instituto
Federal Tecnológico do Paraná no início do ano
também não foi aceito pelo CNS.
Paralelamente às propostas do MEC, no início do
mês, uma decisão da desembargadora do Tribunal de
Justiça do Paraná, Astrid Maranhão de Carvalho
Ruthes, manteve a liminar que concede aos professores o direito de
exercerem livremente o magistério. Em junho, a juíza
Luciane Pereira Ramos, da 2.ª Vara da Fazenda Pública de
Curitiba, havia dado parecer favorável à
Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino (Iesde),
sócia da Vizivali, contra o estado do Paraná.
Fonte: Gazeta do Povo Online - PR
Obras raras são disponibilizadas pelo Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação
Fonte: Jornal da EducaçãoO Instituto de Pesquisas
Avançadas em Educação, dentro de seus objetivos de
contribuir com os estudos sobre a educação brasileira,
dispõe de um serviço de difusão de obras raras. A
primeira da série é a Revista Pedagógica,
lançada em 15 de novembro de 1890, dentro das
comemorações do aniversário da República.
Trata-se do pioneiro periódico brasileiro.
Dando prosseguimento ao seu objetivo, o IPAE disponibiliza na sua
sessão de obras raras um documento assinado pelo rei D.
José I que trata da primeira reforma do ensino aplicada no
Brasil.
Gradualmente, novos livros e revistas serão digitalizadas, sendo
permitida sua utilização, desde que citada a fonte.
O acesso pode ser feito através do site www.ipae.com.br
Profissionais de finanças e contabilidade são os mais valorizados em 2010
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 11:30 hs.
O salário de um controller, por exemplo, pode chegar a R$ 16 mil
este ano, contra uma média de R$ 7 mil a R$ 12 mil no ano
passado.
Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney
Os profissionais de finanças e contabilidade com inglês
fluente e conhecimento em normas contábeis são os mais
valorizados em 2010, segundo aponta estudo da Robert Half sobre a
remuneração de média e alta gerência nas
áreas de TI (tecnologia da informação),
engenharia, marketing, vendas, finanças, contabilidade e mercado
financeiro.
De acordo com o especialista em recrutamento, Mário
Custódio, controllers, gerentes na área fiscal e
tributária e contadores com experiência superior a cinco
anos são os que apresentaram maior valorização
salarial em relação a 2009, sendo que o salário de
um controller, em uma empresa de pequeno e médio porte, por
exemplo, pode chegar a R$ 16 mil este ano, contra uma média que
variava entre R$ 7 mil e R$ 12 mil no ano passado.
Já nas empresas de grande porte, o aumento foi menor, em torno de 9,52%, saindo de R$ 21 mil para R$ 23 mil, em um ano.
Mercado financeiro
Ainda de acordo com o levantamento, a remuneração dos
executivos com experiência entre três e nove anos, perfil
considerado de média experiência, também registrou
aumento significativo.
Da mesma forma, conforme explicações do gerente da
Divisão de Mercado Financeiro da Robert Half, Fábio Saad,
os salários de executivos do mercado financeiro apresentaram
aumento no período estudado, em média, de 30%.
A valorização, explica Saad, reflete a busca por talentos pelos bancos de investimento.
Geral
De modo geral, segundo o diretor de Operações da Robert
Half, Fernando Mantovani, o aquecimento generalizado pode ser percebido
em todos os segmentos, sendo que a falta de profissionais qualificados
e a recuperação da economia já impactaram os
salários em alguns setores.
"Profissionais em níveis médios, com mais de cinco anos
de experiência, são disputados nas empresas e isso pode
ser percebido nas remunerações fixas".
Fonte: www.administradores.com.br
Observatório da Educação recebe projetos até dia 1.º
Fonte: www.nota10.com.br, 18 de Agosto de 2010
O programa Observatório da Educação, uma parceria
entre o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep) e a Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes),
está recebendo propostas de estudos e pesquisas até
às 18h do dia 1.º de setembro. As propostas deverão
ser feitas por instituições de educação
superior que mantenham programas de pós-graduação
stricto sensu com conceito maior ou igual a 3 (três).
As propostas deverão ser submetidas à Capes pelo
dirigente máximo da Instituição ou seu
representante legal e pelo professor coordenador do núcleo local
ou em rede e enviadas por meio eletrônico até às 18
horas (horário de Brasília), do dia 18/08/2010 para
observatorio2010@capes.gov.br .
Serão apoiados projetos de estudos e pesquisas propostos por
grupos de pesquisa organizados em núcleos locais – em uma
única instituição – ou em rede – que
envolva pelo menos três instituições. Os projetos e
pesquisas deverão utilizar as bases de dados existentes no Inep.
A edição atual do Observatório da
Educação tem interesse especial nos estudos e pesquisas
sobre os processos de alfabetização e de domínio
da língua portuguesa e da matemática.
Os valores máximos de financiamento são R$ 205.600,00
(duzentos e cinco mil e seiscentos reais), por ano para projeto em
núcleo local e 616.800,00 (seiscentos e dezesseis mil e
oitocentos reais), por projeto realizado por núcleos em rede.
FINEP dispõe de diversas linhas de apoio à instituições de ensino e pesquisas
Fonte: Jornal da Educação
A Financiadora Estudos e Projetos (FINEP), entidade vinculada ao
Ministério da Ciência e Tecnologia, possui diversas linhas
de financiamento destinado a projetos de institutos de pesquisa,
universidades, centros universitários, faculdades e outras
organizações com ou sem fins lucrativos.
Alguns dos projetos podem ser apoiados a fundo perdido (sem necessidade
de pagamento). Outros possuem juros zero e os demais têm
taxas menores do que os bancos de fomento e comerciais.
A FINEP funciona na Praia do Flamengo, 200, na cidade do Rio de Janeiro e no site www.finep.gov.br existem informações completas sobre os programas.
Segundo informações fornecidas pelo representante do
organismo não tem existido falta de recursos para atendimento
aos projetos. O importante é que os mesmos atendam aos
requisitos exigidos para cada tipo de financiamento.
Ranking internacional destaca poucas instituições brasileiras entre as 150 melhores universidades do mundo
Fonte: Jornal da Educação
A Universidade de São Paulo (USP) está entre as 150
melhores universidades do mundo, segundo o ranking 2010 da Universidade
de Comunicações de Xangai (Jiaotong), que lista
anualmente as 500 melhores do mundo.
A lista especifica as colocações das cem primeiras e,
depois disso, apresenta as universidades em grupos que vão de
101 a 150, 151 a 200, 201 a 300, 301 a 400 e 401 a 500.
Outras brasileiras citadas são a Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp), que está entre as 201 e 300 melhores, a
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que
estão entre as 301 e 400 melhores, e a Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS), que está entre as 401 e 500 melhores.
O ranking chinês é considerado um dos mais importantes do
mundo atualmente ao lado da lista de 200 instituições
acadêmicas de maior relevância mundial elaborado todo ano,
desde 2004, pela publicação britânica "The Times
Higher Education Supplement".
Pelo oitavo ano consecutivo, Harvard, nos Estados Unidos, lidera o
ranking, seguida por Berkeley, que tomou a segunda
posição de Stanford.
A lista revela um amplo domínio das instituições
dos Estados Unidos, um avanço da Alemanha e uma
estagnação da França.
As universidades britânicas de Cambridge (5ª) e Oxford
(10ª) são as únicas fora dos EUA entre as dez
melhores. Entre países, a Alemanha ocupa a segunda
posição no ranking das 500 melhores, com 39
universidades, bem atrás dos Estados Unidos, com 154
instituições.
Grã-Bretanha, com 38 universidades, e Japão, 25, aparecem
à frente da França, que com 22 instituições
caiu da quinta para a sexta posição, empatada com
Itália e China. O site oficial do ranking é www.arwu.org
A ideia da lista, divulgada desde 2003, surgiu quando Pequim decidiu
criar universidades de nível internacional e precisou definir os
critérios de excelência.
Harvard mantém liderança em ranking das melhores universidades americanas
Fonte: Jornal da Educação
O relatório divulgado pela revista US News and World Report,
apontou pela terceira vez consecutiva como melhor universidade dos
Estados Unidos a Universidade de Harvard. O ranking é feito com
base na na qualificação, seleção e outros
índices sobre o rendimento acadêmico e a
reputação dos alunos.
Em 2009, o topo da lista foi dividido entre Harvard e Princeton, a
instituição mais antiga dos Estados Unidos. Este ano,
Princeton ficou em segundo lugar, seguida pela Universidade de Yale.
A entidade pública em melhor posição foi a
Universidade da Califórnia, em Berkeley, que ocupa o 22º
lugar.
Inep fecha contrato com os Correios para distribuição das provas do Enem 2010
Fonte: Clipping Educacional Consae
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) assinou
nesta terça-feira, 17, contrato com os Correios para a
distribuição das provas do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) de 2010. O órgão vai pagar R$ 18
milhões à empresa pelo serviço. Os Correios
já participaram da distribuição no ano passado,
depois que a prova foi roubada e o exame foi adiado. Para 2010, o
ministério conseguiu dispensa de licitação para a
contratação dos serviços da empresa, conforme foi
publicado semana passada no Diário Oficial da União.
A licitação para contratar a gráfica que
irá imprimir as provas continua suspensa pela Justiça. A
Gráfica Plural, que apresentou o melhor preço, foi
classificada como “inabilitada” pelo Ministério da
Educação e recorreu da decisão. Foi dessa mesma
gráfica, responsável pela impressão do Enem 2009,
que os cadernos de prova foram roubados às vésperas da
aplicação do exame, provocando o adiamento da prova.
A Plural argumenta que cumpre os critérios de segurança
do edital e que a responsabilidade pelo vazamento das provas, no ano
passado, foi do consórcio Connasel, a quem cabia “garantir
a segurança e executar todas as atividades de manuseio,
empacotamento, rotulagem e transporte” das provas. A
Justiça pediu informações ao Inep sobre a
exclusão da Gráfica Plural do processo
licitatório. Segundo o órgão, essas
informações já foram encaminhadas à
juíza responsável pela ação. Além de
finalizar a licitação para impressão das provas, o
Inep ainda precisa assinar o contrato com o consórcio Cespe e
Cesangario, que ficará responsável pela
aplicação e pela correção dos exames.
Segundo o instituto, o documento será assinado até o fim
desta semana, mas ainda não foram divulgados os valores que
serão pagos pelo serviço.
Fonte: O Estado de São Paulo, 17/08/2010 - São Paulo SP
Reajuste do piso salarial do professor estará em debate
Fonte: Jornal da Educação
O piso salarial nacional dos professores do ensino básico
estará em discussão em nesta terça-feira durante
audiência pública na Comissão de
Educação. Em janeiro, o reajuste foi de 7,86% passando de
R$ 950 para R$ 1.024 para profissionais que trabalham 40 horas semanais.
O percentual é inferior ao pedido pelos docentes e superior ao
proposto pelos estados e municípios. A base de reajuste deve
seguir variação dos anos de 2008 e 2009 de acordo com
parecer da Advocacia Geral da União.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores da
Educação (CNTE) queria um aumento maior, já que o
valor de R$ 950 foi estabelecido em 2008 e não houve
correção em 2009. Depois de um entendimento da AGU de que
o Supremo Tribunal Federal havia foi prorrogado o aumento para 2010, o
reajuste no ocorreu em 2009.
Conic 2010 - Prêmio de Incentivo ao Ensino Superior
Fonte: SEMESP
Pelo segundo ano consecutivo, o Conic-Semesp conta com uma nova
categoria de premiação: O Prêmio de Incentivo ao
Ensino Superior.
Trata-se de Um prêmio, no valor de R$ 1.000,00, oferecido ao
aluno que apresentar, dentro dos padrões exigidos, o melhor
trabalho concluído cujo enfoque de pesquisa relacione-se
diretamente com o setor da educação superior e incentive
suas melhores práticas, indicando melhorias e colaborando para o
desenvolvimento do país.
Se você tem uma pesquisa relacionada ao Ensino Superior, inscreva
seu trabalho no 10º Conic e tenha uma chance a mais de ganhar.
Caso o seu trabalho não seja relacionado ao setor educacional,
não deixe de se inscrever, você possui outras duas
oportunidades de premiação. Confira!
Premiações:
Categoria Concluído:
Premiação no valor de R$ 1.000,00 para o 1º colocado de cada área do conhecimento.
Categoria Andamento:
Premiação no valor de R$ 500,00 para o 1º colocado de cada área do conhecimento.
Prêmio Especial:
Premiação no valor de R$ 2.000,00 para o trabalho
concluído, dentre os premiados, que atender ao requisito de se
caracterizar como voltado ao desenvolvimento e compromisso social que
represente emergência para a sociedade brasileira.
Prêmio de Incentivo ao Ensino Superior:
Premiação no valor de R$ 1.000,00 para o melhor trabalho
concluído, cujo enfoque de pesquisa relaciona-se diretamente com
o setor da educação superior e incentive suas melhorias
práticas.
Data: 19 e 20 de novembro.
Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Endereço: Rua da Consolação, 896 - São Paulo - SP.
Inscrições até dia 31 de agosto no Portal do Semesp.
Importante: Faltam menos de duas semanas para encerrar as inscrições. Não deixe para a última hora!
Acúmulo de conteúdos no Ensino Básico
Fonte: Zero Hora, 18/08/2010
Perda de espaço de matérias tradicionais para disciplinas alternativas preocupa educadores
Além de português, matemática, história,
geografia e ciências, nos últimos três anos os
alunos do Ensino Básico de todo o país se viram obrigados
a estudar filosofia, sociologia, artes, música e até
conteúdos como cultura afro-brasileira e indígena e
direitos das crianças e adolescentes. Também incham o
currículo escolar, tirando espaço das disciplinas
tradicionais, temas como educação para o trânsito,
direitos do idoso e meio ambiente.
De 2007 até o mês passado, emendas parlamentares
incluíram seis novos conteúdos na Lei de Diretrizes e
Bases (LDB) da educação. Outras dezenas de projetos com
novas inclusões tramitam no Congresso. Esses acréscimos
representam um desafio a todos os gestores, mas em especial aos da rede
pública, na qual a maioria dos alunos não consegue
aprender satisfatoriamente português e matemática.
Na rede estadual de São Paulo, por exemplo, a Secretaria da
Educação teve de cortar aulas de história no
Ensino Médio em 2008 para cumprir a lei e aumentar as de
filosofia e incluir sociologia na grade.
Para a presidente do Conselho Nacional de Secretários de
Educação (Consed), Yvelise Arco-Verde, os legisladores
podem ter boas intenções, mas muitos desconhecem a
realidade da sala de aula.
– A escola tem de dar os fundamentos para que o aluno faça
sua leitura de mundo. Não é o fato de ter uma disciplina
sobre drogas que vai garantir que o jovem se afaste do vício
– diz Yvelise, que é Secretária da
Educação do Paraná:
Membro do Conselho Nacional de Educação (CNE),
César Callegari concorda que o currículo escolar
não pode ser definido por processos legislativos individuais.
– O currículo não é matéria
legislativa. A criação de muitas disciplinas gera uma
desorganização e pode piorar a educação
brasileira – diz ele.
O especialista, porém, afirma que algumas das leis, como a que instituiu a filosofia, são importantes:
– Não há nenhum mal em expandir o currículo,
mas tem de ser de forma organizada e sustentável, respeitando a
autonomia das escolas e das redes.
SÃO PAULO
Novos temas
- Em 2008, reportagem de ZH abordou o acúmulo de
conteúdos nas escolas do Ensino Básico. Lei sancionada
pelo presidente Lula em agosto daquele ano tornou obrigatória a
inclusão de temas como ambiente, sexualidade e música no
currículo escolar
- Especialistas ouvidos por ZH questionaram a capacidade de
colégios darem conta de um número crescente de
conteúdos
Lula critica governos passados por investirem pouco em educação
Fonte: Clipping Educacional Consae
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (17) que
houve, no passado, atraso no desenvolvimento da educação
brasileira em comparação com outros países. Lula
citou o ensino médio, o ensino fundamental e também o
superior, afirmando que o Peru criou uma universidade 200 anos antes do
Brasil. Lula criticou governos anteriores, afirmando que investiram
pouco na construção de universidades. “Por que este
país demorou tanto tempo para fazer o que qualquer ser humano
sabia que tinha que ser feito, que é investir na
educação?”. E completou: “Tivemos muita gente
com doutorado, com mestrado em Paris, em Londres, em Harvard [nos
Estados Unidos] que presidiram este país e não fizeram
uma universidade, possivelmente porque turma dele já tinha feito
e ele não sabia que a nossa turma precisava fazer”.
O presidente afirmou que a educação é o
“investimento mais rentável” que um governo pode
fazer. As declarações foram feitas durante a
cerimônia de inauguração do Câmpus Salgueiro,
que integra o Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Sertão Pernambucano, em Salgueiro
(PE). O Câmpus Salgueiro tem oito salas de aula,
laboratórios, auditório, sala para
videoconferência, biblioteca e sala multimídia. De acordo
com o Ministério da Educação, o governo investiu
cerca de R$ 2,9 milhões no local. Este ano, o câmpus
atenderá 190 alunos matriculados nos cursos técnicos de
edificações, agropecuária e informática. A
previsão para 2011 é oferecer outros três cursos
superior: gestão da tecnologia da informação,
tecnologia de alimentos e licenciatura em física.
Fonte: Correio Braziliense, 17/08/2010 - Brasília DF
Educação atrai investidor estrangeiro
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 17/08/2010 às 11:27 hs.
Desde 2006, grupos de outros países investiram R$ 2,6
bilhões no setor, segundo cálculo da consultoria Hoper.
Consultoria aponta que empresas e fundos têm mais R$ 4,4 bi para
aplicar em fusões e aquisições no Brasil
MARIANA SCHREIBER
DE SÃO PAULO
O cenário de crescimento econômico acelerado,
carência de mão de obra qualificada, baixa qualidade da
educação básica e enorme demanda reprimida por
ensino superior atrai cada vez mais investimentos externos para a
educação brasileira.
Segundo cálculo da consultoria Hoper, os estrangeiros já
investiram R$ 2,6 bilhões desde 2006, por meio dos grupos
educacionais Laureate, DeVry, Whitney, Pearson e Santillana,
além dos fundos de investimento Advent International, Capital
Group e Cartesian Group.
E os segmentos que mais têm atraído esse capital
são o ensino superior, os sistemas de ensino (que oferecem
material didático e metodologia estruturada para escolas) e o
ensino a distância.
A consultoria calcula que empresas e fundos nacionais e estrangeiros
dispõem hoje de R$ 4,4 bi para investir em fusões e
aquisições no Brasil. Em 2010, o setor já
movimentou pelo menos R$ 1,6 bi em fusões e
aquisições, afirma Ryon Braga, da Hoper.
Laureate, DeVry e Whitney -os três grupos universitários
estrangeiros que já fincaram os pés no Brasil- afirmam
abertamente: querem ir às compras e estão ativamente
atrás de novas aquisições. Estão de olho no
grande potencial de crescimento do mercado: são 7 milhões
de pessoas formadas no ensino médio, mas sem acesso à
universidade, afirma Braga. Mais 1 milhão engrossa esse grupo a
cada ano, estima. E não faltam universidades para serem
compradas. Existiam aqui 2.243 instituições privadas de
ensino superior em 2009, com metade dos 7,4 milhões de vagas
ociosa.
PRIORIDADE
Segundo o presidente da Laureate no Brasil, Luiz Lopez, o país
é a prioridade da companhia e o objetivo é crescer em
todas as regiões. O grupo - que tem nove
instituições no Brasil, incluindo Anhembi Morumbi -
só não atua no Centro-Oeste. "Há grande
população jovem no Brasil e muito otimismo
econômico para os próximos 20 anos. É preciso ter
uma população educada para sustentar o crescimento."
A DeVry, que em 2009 adquiriu universidades em Salvador e Fortaleza,
espera em um ano ampliar sua presença no Brasil adquirindo uma
instituição de grande porte no Sudeste, com mais de 15
mil alunos ou faturamento de R$ 100 milhões.
Também estão nos planos da DeVry comprar empresas de até 5.000 alunos no Norte e no Nordeste.
"Queremos executar esse plano o mais rápido possível. A
DeVry tem centenas de milhões de dólares para investir em
emergentes e o Brasil é onde isso está mais
avançado", diz o presidente do grupo no Brasil, Carlos Degas. A
Whitney, dona da Unijorge, em Salvador, procura empresas de
médio porte para aquisição em todo o país.
O grupo está mudando seu nome globalmente para American
University System.
Mas, assim como a Laureate e a DeVry, o CEO da Whitney no Brasil,
João Arinos, ressalva: o grupo não quer crescer a
qualquer custo e busca grupos de prestígio.
Especialistas também apontam Anhanguera, Kroton, Estácio
e SEB como consolidadoras do setor. São empresas de capital
aberto, originalmente brasileiras, mas cujas ações
pertencem majoritariamente ou em grande parte a fundos estrangeiros.
Marcos Boscolo, sócio da KPMG Brasil, lembra que as quatro
tinham em março R$ 680 milhões em caixa. "Este é
um ano de retomada de aquisições no setor. Há dois
fundos analisando ativos em contato conosco, um nacional e um
estrangeiro."
Cai o ritmo de crescimento do ensino superior
Fonte: Folha de São Paulo
DE SÃO PAULO
Apesar de as grandes empresas nacionais e estrangeiras enxergarem
enorme potencial no mercado de educação, o ritmo de
expansão do ensino superior vem caindo.
Segundo a Semesp, o número de instituições
privadas saltou 148% de 1999 a 2009. No entanto, o ritmo de alta caiu
de 15% entre 2000 e 2004 para 5% nos outros cinco anos.
Os motivos são a carência de financiamento e a baixa
qualidade da educação básica, que forma pessoas
despreparadas. Com isso, apenas 14% dos jovens de 18 a 24 anos estavam
na universidade em 2009. A meta do governo era elevar esse percentual
para 30% em 2010. A expectativa da Hoper é que o faturamento das
empresas (R$ 25 bilhões em 2009) cresça 5% nos
próximos três anos.
O Morgan Stanley projeta crescimento de 5% a 6% para o setor nos
próximos anos. Segundo o banco, uma expansão mais
acelerada depende de como será aplicado o dinheiro do Fundo
Social a ser criado com recursos do pré-sal. Ryon Braga, da
Hoper, sugere que o governo crie um fundo de garantia para
financiamento privado, o que derrubaria os juros. "É melhor do
que criar novas universidades públicas com custo médio
anual de R$ 24 mil por aluno, ante média de R$ 5.000 no setor
privado. As privadas estão com vagas sobrando." (MS)
Educação básica ruim cria oportunidades de negócio
DE SÃO PAULO
A baixa qualidade da educação básica no Brasil
transformou os sistemas integrados de ensino numa enorme oportunidade
de negócios. Desde julho, três aquisições
foram anunciadas. O crescimento da adoção dos sistemas
pelas escolas -principalmente as públicas, onde estão
cerca de 90% dos 52,5 milhões de alunos- é o que atrai
investimentos. "O segmento tem potencial explosivo. Os sistemas
produzem melhora significativa no ensino e hoje há maior demanda
por educação de qualidade", diz Gustavo Ioschpe,
especialista em economia da educação.
Com a aquisição dos sistemas de ensino da SEB, a Pearson
entrou no mercado atendendo 450 mil alunos, metade no ensino
público. A meta é estender esse número para 1
milhão em cinco anos e agregar ao material didático
tecnologias de ensino a distância que a Pearson usa na Europa e
nos EUA. O grupo já mira novas aquisições.
"É um mercado de US$ 2 bilhões, um dos maiores do mundo",
resume o presidente da Pearson na América Latina, Juan Romero.
Quando a Abril Educação incorporou o grupo Anglo, seu
presidente, Manoel Amorim, disse que a meta da empresa é
continuar comprando e quintuplicar sua receita em cinco anos, atingindo
a marca de R$ 2,5 bilhões, atual faturamento da Abril.
Ontem, o BR Investimentos aportou R$ 226 milhões na Abril
Educação, tornando-se acionista minoritário. Na
última semana, o fundo de capital nacional Buffalo Investimentos
assinou um memorando para comprar por R$ 72,5 milhões o
Universitário. A empresa, no entanto, continuou nas mãos
de seu diretor-superintendente, Alexandre Scolfaro, que passou a ser o
principal acionista do fundo. "Temos R$ 900 milhões para comprar
15 grupos em um ano. Queremos passar de 45 mil alunos para 300 mil."
Reuni concederá 230 bolsas no nível de pós-doutorado
Fonte: Clipping Educacional Consae
O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e
Expansão das Universidades Federais (Reuni) passará a
conceder bolsas de pós-graduação no nível
de pós-doutorado. Serão oferecidas 230 bolsas, em 14
universidades federais de todo o Brasil. Um investimento de mais de R$
9 milhões. As bolsas Reuni de Assistência ao Ensino,
previstas no programa, terão vigência de até 12
meses, sendo permitida a renovação por igual
período. A previsão é de que o início da
vigência aconteça até 30 de agosto.
A Portaria conjunta nº 1, da Secretaria de Educação
Superior (Sesu) e da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que
disciplina a concessão das bolsas nessa modalidade, foi
publicada no Diário Oficial da União desta
terça-feira, 17.
Os candidatos às bolsas Reuni de pós-doutorado
deverão desenvolver pesquisa acadêmica visando à
melhoria e à inovação do ensino de
graduação e à integração com a
pós-graduação.
Os bolsistas terão o dever de gerar objetos educacionais de
interesse das instituições. Essas atividades
deverão ser realizadas sem prejuízo do atendimento aos
demais requisitos e regulamentação inerentes aos
bolsistas da Capes. Os recursos destinados à concessão
das bolsas serão descentralizados, para cada uma das
universidades federais, tendo como referência o número
contemplado em cada plano de acordo de metas do programa Reuni. A
descentralização ficará condicionada à
apresentação de plano de trabalho, com base na proposta
institucional aprovada pelo Comitê Gestor de Bolsas Reuni. As
universidades têm até 20 de agosto para apresentar o plano
de trabalho à Capes.
Fonte: Correio Braziliense, 17/08/2010 - Brasília DF
Abril Educação recebe R$ 226 milhões
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 17/08/2010 às 11:26 hs.
Cerca de um mês após a aquisição do Anglo, a
Abril Educação mostra que está com apetite para
crescer. A empresa focada na área de ensino, da família
Civita, fechou um aporte de R$ 226,2 milhões com o fundo de
private equity da BR Investimentos, do economista Paulo Guedes.
Segundo o Valor apurou, o fundo adquiriu uma participação
de pouco menos de 25% do capital da Abril Educação, que
desde janeiro é uma empresa separada da editora Abril. Com isso,
os Civita mantêm o controle com cerca de 75% da empresa, que
também é dona das editoras de livros didáticos
Ática e Scipione, além dos sistemas de ensino Anglo e
SER. A soma desses quatro negócios gera para a Abril
Educação uma receita de aproximadamente R$ 500
milhões e lucro antes de juros, impostos,
depreciação e amortização (lajida) de R$
150 milhões.
Os recursos do novo aporte serão usados para expansão
orgânica e para aquisições da Abril
Educação que está de olho em três segmentos:
sistemas de ensino, cursos de idiomas e profissionalizantes. A empresa
está investindo ainda em plataformas tecnológicas para
ensino à distância (EAD).
"Estamos avaliando neste momento várias oportunidades de
aquisição e também estamos abertos a novos
aportes, mantendo a família Civita como majoritária na
operação", disse Manoel Amorim, novo presidente da Abril
Educação, executivo com passagens pela americana Laureate
e Ponto Frio.
"Nossa meta é ser líder na área de ensino nos
próximos cinco anos", acrescentou Amorim, que participou
ativamente da compra do Anglo, ao lado de fortes grupos internacionais,
como a britânica Pearson e a espanhola Santillana. O mercado
estima que a Abril Educação tenha desembolsado algo em
torno de R$ 620 milhões pelo Anglo, considerada uma grife entre
os sistemas de ensino.
A Abril Educação é o terceiro negócio da BR
Investimentos no setor de ensino. A aquisição foi feita
por meio dos fundos BR Educacional FIP e FIP Brasil de
Governança Corporativa. Os fundos da gestora do economista Paulo
Guedes já investiram na HSM, empresa de eventos corporativos
como ExpoManagement, e na carioca Affero que dá treinamento
profissional. O capital comprometido da BR Investimentos é de R$
360 milhões.
A área de educação, em especial as empresas que
atuam com sistemas de ensino, vem sendo palco de grandes
transações. Um dos motivos que têm gerado esse
interesse é a margem de retorno de cerca de 50%.
Na semana passada, a empresa de private equity Buffalo anunciou a
assinatura de uma carta de intenções para compra do
Universitário e a criação de um fundo de
investimento em participações com empresas do setor.
No mês passado, dez dias após a compra do Anglo pela Abril
Educação, a inglesa Pearson fechou a compra dos sistemas
de ensino do SEB (COC, Dom Bosco e Pueri Domus) por R$ 888
milhões - o que representou a maior transação do
setor de educação no país.
O ponto em comum entre as empresas envolvidas nessas
negociações é que elas querem crescer
também em outras áreas da educação,
não se restringindo apenas aos tradicionais sistemas de ensino,
conhecidos por suas apostilas e treinamento de professores. Elas
vislumbram, além da área pública, outros segmentos
como escolas de idiomas, cursos profissionalizantes e
preparatórios para concursos públicos. A
aquisição do Anglo pela Abril Educação, por
exemplo, também envolveu o curso preparatório para
concurso público do Anglo.
Beth Koike, de São Paulo
Fonte: Valor Econômico
Nova escrita, Velhos problemas
Fonte: Clipping Educacional Consae
A cada ano, milhares de universitários brasileiros criam a
expectativa de conseguir um estágio na área profissional
que escolheram, e assim, se inserirem no mercado de trabalho e ganharem
experiência prática daquilo que aprendem nas
instituições de ensino superior. Eles se dedicam para
tirar boas notas, se empenham para identificar o segmento no qual o seu
perfil se encaixa melhor e, finalmente, iniciam a procura por uma
oportunidade. Porém, muitos encontram, durante este processo, um
obstáculo que, em tese, não deveriam ter: a Língua
Portuguesa. Um levantamento feito pelo Centro de
Integração Empresa-Escola do Rio de Janeiro (CIEE/Rio), a
partir de provas de seleção para estágios, traz um
retrato nada animador. Dos candidatos que participam de processos
seletivos para estágio, cerca de 25% são eliminados na
prova de Português, composta por questões de
gramática e de uma Redação.
Com isto, nem sequer chegam a participar de entrevistas com o
departamento de Relações Humanas das empresas, onde podem
mostrar as competências comportamentais e a qualidade da
formação técnica que têm.
De acordo com o presidente do CIEE/Rio e membro da Academia Brasileira
de Letras (ABI), professor Arnaldo Niskier, a dificuldade destes jovens
no uso da escrita decorre da falta do hábito da leitura durante
a fase de formação. "Prevejo um futuro ainda mais
tenebroso com a inovação do livro digital, pois este
será um privilégio para poucos e que poderá trazer
prejuízos brutais à educação dos jovens
universitários. Não podemos abandonar a mídia
impressa sem ganhar a mídia eletrônica, porque ainda
não se tem massa critica para dizer que isso será melhor
para formação do jovem", explica. Outro aspecto
identificado em textos produzidos por universitários é a
utilização frequente de termos típicos da
linguagem da internet, mesmo quando a situação exige um
tratamento mais formal do vocabulário e da
construção de frases.
O educador esclarece que o 'internetês', como este fenômeno
é chamado, é resultado de um apelo dos estudantes para o
conteúdo da internet, no lugar de outras fontes, como
bibliotecas. "A falta de convívio com a norma culta da
Língua Portuguesa é um fenômeno claro de
deseducação. O universo virtual não é a
oitava maravilha do mundo e não tem o papel de resolver todos os
males", diz Niskier, ressaltando que uma das causas pode ser o
hábito de muitos estudantes de copiar trabalhos originais da
rede. "Esta é uma atitude nada criativa e desonesta, que muitas
vezes, é pouco repreendida pelas universidades. A
consequência disso, é que o indivíduo se forma
despreparado e não consegue uma boa colocação no
mercado."
Para especialista, estudantes não valorizam bom uso do idioma -
Apesar da deficiência, a Língua Portuguesa ainda
não é disciplina obrigatória em todas as
universidades do Brasil, o que segundo o presidente, dá margem a
erros graves por profissionais que têm o Português como
ferramenta principal de trabalho. "Temos que defender a ideia da Unesco
de incluir uma formação continuada para que, até
os que se formaram, voltem aos bancos universitários e tenham
chance de aprender o que significa a língua para a cultura",
declara Niskier. Para o especialista em Língua Portuguesa,
Sérgio Nogueira, esta dificuldade do estudante está
diretamente associada à deficiência que ele tem de
visualizar as necessidades que ele terá na vida profissional, o
que acaba por impedi-lo de valorizar e dar maior atenção
a habilidades que ele com certeza irá precisar, como a escrita e
a leitura. "Da mesma forma que o cidadão aprende quando se deve
usar terno e gravada e quando lhe é apropriado usar bermuda e
chinelo de dedo, ele deveria aprender quando é que não
pode usar gíria, quando não pode usar internetês e
quando é que deve usar uma linguagem formal. Mas eu vejo tanto a
escola como a universidade falhando ao passar isso ao aluno. Muitas
vezes, é na vida profissional que as pessoas acabam tendo de
aprender isto", atenta.
E para quem pensa que ter um Português em ordem é
importante somente para profissionais das áreas de
Educação ou Comunicação, o educador revela
que a realidade atual é mais exigente do que se imagina. Em
todas as profissões, é preciso escrever bem. Não
só pela necessidade de fazer relatórios, mas, sobretudo,
porque a comunicação escrita é cada vez mais comum
nos ambientes de trabalho. "Aqueles problemas que o funcionário
podia resolver por telefone, agora são solucionados por e-mail.
E, para isso, é necessário saber escrever de forma clara
para o entendimento daquele que vai receber. A escrita vai ser usada
para o resto da vida deste profissional e, se ele vai escrever em papel
ou pela internet, isso não muda nada", frisa Sérgio.
Redação é a parte mais problemática - Com
46 anos de existência, o CIEE/Rio busca intermediar o acesso dos
universitários ao mercado de trabalho, por meio da oferta de
treinamento e da seleção de estudantes para ingressarem
em empresas, e assim, terem uma visão prática da
profissão. Nos últimos anos, porém, o centro tem
constatado desempenho ruim destes alunos com a Língua
Portuguesa. Os dados registrados no último ano, em dois
processos seletivos realizados para duas grandes companhias, confirmam
esta queda de rendimento dos universitários. Para uma das
empresas, foram convocados 809 candidatos para a seleção,
sendo que 37% (309 inscritos) foram reprovados. Na
seleção para outra empresa, os resultados foram ainda
piores. Dos 324 que participaram da seleção, e 181 foram
eliminados (55,5% do total). Com base em um balanço feito pelo
supervisor de processos especiais do CIEE/Rio, Luiz Marinho, o maior
problema dos universitários é a
estruturação da Redação. Segundo ele,
observa-se que o candidato possui informação, que
é atualizado acerca dos acontecimentos e que tem contato com
algum tipo de leitura. Porém, falta o domínio dos
recursos essenciais no desenvolvimento de um texto. "O que mais aparece
é redação com muita informação, mas
que não é trabalhada devidamente. Então, eles
dão pinceladas de informação e não
conseguem desenvolver o conteúdo. Para quem lê, é
difícil ter uma leitura linear, um entendimento do que o
universitário quer dizer."
Erros mais comuns são de concordância e ortografia - Para
Luiz Marinho, a origem desta deficiência está, sobretudo,
no consumo de leitura pela internet. Segundo ele, tal hábito faz
com que o estudante assimile este modo de escrita rápido e pouco
embasado, e que acabe aplicando a prática às suas
produções. "No mundo virtual, as
informações que aparecem são curtas, não
há um aprofundamento do conteúdo. Este tipo de leitura
acaba viciando o jovem para que ele não consiga se desenvolver e
elaborar um texto de um modo mais formal, como é exigido no
ambiente de trabalho. Percebemos que isso acaba influenciando
também a comunicação por e-mail, através do
qual ele não consegue se expressar e fazer com que outra pessoa
entenda uma solicitação que é feita", diz. Os
erros cometidos são os mais variados.
Porém, os constatados pelo CIEE/Rio com maior frequência
são os de concordância verbal e ortografia, além da
dificuldade de desenvolver o tema em um formato mais tradicional e
compreensível para o leitor. "É importante saber
registrar a ideia e reler a redação pelo menos umas duas
vezes para ver se aquilo saiu da forma como planejou", orienta Marinho.
Na opinião do superintendente do CIEE/Rio, Paulo Pimenta, esta
dificuldade do jovem não é de hoje, mas da falta de
incentivo à leitura ao longo dos anos. "O problema destes
universitários é a ausência do hábito da
leitura que ocorre desde a pré-escola. É preciso que haja
uma sequência, não basta que o aluno seja apenas aprovado.
É necessária uma verificação mais eficiente
se esse aluno realmente aprendeu", fala.
Segundo Pimenta, atualmente do total de estagiários encaminhados
pelo CIEE/Rio, 74% conseguem ser efetivado pelas empresas.
Porém, a cobrança no mundo corporativo tem crescido. "As
empresas estão cada vez mais exigentes. Elas estão
dimensionadas a atender um determinado mercado, que cobra mais. Por
isso, o profissional de hoje, precisa ser o profissional do agora e do
amanhã", frisa. Mais que encaminhar os estudantes ao meio
empresarial, o Centro de Integração também se
preocupa em desenvolver aqueles que ainda têm as suas habilidades
limitadas, instruindo-os e capacitando-os por meio de cursos e
treinamentos. "O foco do CIEE/Rio é não só fazer a
inserção do jovem no mercado de estágio, mas
também de desenvolvê-lo. Quando não aprovamos
alguém em um processo seletivo, percebemos a deficiência e
fazemos algo para que esse jovem, quando chamado pela segunda ou
terceira vez, não passe pela mesma situação",
completa.
Fonte: Folha Dirigida, 17/08/2010 - Rio de Janeiro RJ
Expansão do ensino técnico leva cursos a todos os estados
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 08:55 hs.
Com o início das aulas do segundo semestre, todas as unidades da
federação estão com oferta de ensino
técnico federal. Das 214 novas unidades previstas nas duas fases
do plano de expansão da Rede Federal de Educação
Profissional, Científica e Tecnológica, lançadas
em 2005 e 2007, 180 já estão em funcionamento. Essas
escolas geram 89 mil novas matrículas de cursos técnicos,
de licenciaturas e de cursos superiores de tecnologia.
Outras 15 escolas têm início das aulas previsto para a
primeira quinzena de setembro, elevando para 195 o número de
novas escolas em funcionamento. As áreas dos cursos estão
sintonizadas com as potencialidades de cada região. Dos R$ 1,1
bilhão previstos para infraestrutura, mobiliário e
equipamentos, o Ministério da Educação já
investiu R$ 850 milhões.
“Essas escolas trazem benefícios imediatos, não
só para os estudantes, mas para o desenvolvimento de toda a
região”, resume Eliezer Pacheco, secretário de
Educação Profissional do MEC. “A cada semestre,
entram novos alunos e os egressos saem qualificados e invariavelmente
colocados no mercado de trabalho.”
Novas – Em quatro unidades da federação, a oferta
de educação profissional federal é uma novidade.
Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal não
contavam com escolas federais antes de 2003. No Amapá, a
previsão de início das aulas é para 8 de setembro,
com 140 alunos em Macapá e 200 vagas em Laranjal do Jari.
Em Rio Branco, os primeiros alunos do instituto federal estão
recebendo orientações sobre os cursos e fazendo a
sensibilização artística sobre a cidade. Alunos de
manutenção de informática integrada a
educação de jovens e adultos, segurança do
trabalho e cooperativismo fizeram visitas guiadas aos principais
espaços da capital acreana. Os próprios estudantes
fotografam o que acham interessante dos passeios e, depois, interagem
em diálogos sobre o desenvolvimento urbano, arquitetura, meio
ambiente e sociedade.
“A proposta é direcionar o olhar para o local em que
residem, vislumbrando como que podem colaborar como cidadãos e
futuros profissionais em suas áreas”, conta o reitor Elias
Vieira.
Com as novas escolas, a rede federal conta atualmente com 320 unidades.
São 270 mil vagas em cursos técnicos,
educação de jovens e adultos, cursos superiores de
tecnologia, licenciaturas e pós-graduação.
Felipe De Angelis
Fonte: MEC
Governador Leonel Pavan assina convênio para concurso de redação do Tribunal de Contas
Fonte: http://webimprensa.sc.gov.br/paginas/index.asp, 17/08/2010
O governador de Santa Catarina, Leonel Pavan, recebeu, nesta
terça-feira (17), o presidente do Tribunal de Contas do Estado,
Wilson Rogério Wan-Dall, e o procurador-adjunto, Márcio
Rosa, para assinatura de convênio firmado entre Tribunal de
Contas e Secretaria de Estado da Educação. O
convênio visa à realização de um Concurso de
Redação com o título Tribunal de Contas: Orientar
e fiscalizar a aplicação do dinheiro público em
favor da sociedade.
O concurso tem como público alvo os estudantes matriculados no
Ensino Médio da Rede Pública Estadual, com
patrocínio do Tribunal de Contas e apoio institucional,
técnico e operacional da Secretaria de Educação. A
redação irá abranger todas as unidades escolares
de Ensino Médio e será realizada em etapas regionais,
correspondentes às 36 secretarias de Estado de Desenvolvimento
Regional e Instituto Estadual de Educação. O Tribunal de
Contas ficará responsável por disponibilizar materiais de
apoio para pesquisa, assim como a premiação do concurso.
Emendas incham currículo escolar com 6 novos conteúdos em três anos
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 09:09 hs.
Além de português, matemática, história,
geografia e ciências, nos últimos três anos os
alunos do ensino básico de todo o País se viram obrigados
a estudar filosofia, sociologia, artes, música e até
conteúdos como cultura afro-brasileira e indígena e
direitos das crianças e adolescentes. Também incham o
currículo escolar, tirando espaço das disciplinas
tradicionais, temas como educação para o trânsito,
direitos do idoso e meio ambiente.
De 2007 até o mês passado, emendas incluíram seis
novos conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da
educação. Há ainda leis específicas, que
datam a partir de 1997, que complementam a LDB. Outras dezenas de
projetos com novas inclusões tramitam no Congresso.
Esses acréscimos representam um desafio a todos os gestores, mas
em especial aos da rede pública, onde a maioria dos alunos
não consegue aprender satisfatoriamente português e
matemática.
Na rede estadual de São Paulo, por exemplo, a Secretaria da
Educação teve de cortar aulas de história no
ensino médio em 2008 para cumprir a lei e aumentar as de
filosofia e incluir sociologia na grade. Na época, os estudantes
do período diurno tiveram uma redução de cerca de
80 aulas de história, na soma dos três anos letivos do
ensino médio.
Para a presidente do Conselho Nacional de Secretários de
Educação (Consed), Yvelise Arco-Verde, os legisladores
podem ter boas intenções, mas muitos desconhecem a
realidade da sala de aula. "Sobra para os gestores fazer concurso,
contratar novos professores, criar material didático, organizar
a grade", diz. Não há um levantamento exato, mas em
vários Estados ainda faltam professores de sociologia e a
disciplina acaba sendo dada por docentes de outras áreas.
Yvelise, que é secretária da Educação do
Paraná, discorda da ideia de que se possa resolver problemas
sociais com a inclusão de temas na grade escolar. "A escola tem
de dar os fundamentos para que o aluno faça sua leitura de
mundo. Não é o fato de ter uma disciplina sobre drogas
que vai garantir que o jovem se afaste do vício."
Paula Louzano, pesquisadora da Fundação Lemann, defende a
discussão do currículo do ensino básico de forma
integral como forma de combater os remendos na LDB, muitas vezes com
tendências corporativistas. "Cada vez mais a gente está
entulhando coisas via emenda. Até respeito a
intenção, mas como ninguém tem interesse em
matemática, quem vai fazer o lobby por ela?", questiona.
"Não sou contra as aulas de música, mas quero discutir o
todo, não que cada grupo vá individualmente e faça
pressão."
Membro do Conselho Nacional de Educação (CNE),
César Callegari concorda que o currículo escolar
não pode ser definido por processos legislativos individuais. "O
currículo não é matéria legislativa. A
criação de muitas disciplinas gera uma
desorganização e pode piorar a educação
brasileira", diz. Callegari, porém, afirma que algumas das leis,
como a que instituiu a filosofia, são importantes. "Não
há nenhum mal em expandir o currículo, mas tem de ser de
forma organizada e sustentável, respeitando a autonomia das
escolas e das redes."
Durante pesquisa para seu doutorado, a professora Rosimar de
Fátima Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),
constatou que entre 1995 e 2003 foram apresentadas por deputados
federais 545 propostas de lei para a educação. "Os
parlamentares concebem o currículo como uma soma de
disciplinas", explica. "Eles enxergam nesse procedimento um meio de
intervir na dinâmica escolar, pretensamente alterando a realidade
social via escolarização de determinados temas sociais
considerados relevantes."
Exemplo
PAULA LOUZANO PEDAGOGA DA FUNDAÇÃO LEMANN
"Os países mais desenvolvidos têm currículos
abordando que competências e habilidades os alunos devem
ter."
Fonte: O Estado de São Paulo
Cotas nas universidades: uma polêmica ainda longe do fim
Fonte: Folha Dirigida, 12/08/2010 - Rio de Janeiro RJ
Paola Azevedo
No ano de 2000, quando atuava no Rio de Janeiro, Frei Davi dos Santos,
principal representante da ONG Educação e Cidadania de
Afro-descendentes e Carentes (Educafro), se reuniu com a comunidade
negra para discutir a política de cotas nas universidades do
país. Da reunião, observou-se que 8 em cada 10
participantes foram contra a proposta. Na ocasião, o educador
estimou que, no ano de 2015, cerca de 25 universidades e
instituições públicas de ensino superior teriam
adotado a política para ingresso de alunos. Cinco anos antes,
porém, o que se percebe é que a meta foi ultrapassada em
tempo bem menor do que o estimado. De acordo com uma pesquisa realizada
pela Educafro, batizada de "Placar da Inclusão", em 2010, quase
150 universidades e demais instituições superiores de
ensino já adotam ações afirmativas em todo o
Brasil.
Hoje, 148 universidades do país possuem algum tipo de
ação afirmativa na seleção dos alunos. No
Rio, são 16 instituições. Nas
instituições estaduais, há cotas para alunos da
rede pública, descendentes de indígenas, portadores de
deficiência e filhos de profissionais da área de
segurança. Nas federais (com exceção da UFRJ),
foram criadas reserva de vagas para professores bônus para grupos
específicos. A pesquisa da ONG mostrou ainda que
Instituições de Ensino Superior (IES) importantes como a
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São
Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), entre outras, ainda não são adeptos
do sistema de cotas. Dez anos depois, cotas ainda dividem
opiniões entre jovens - O crescimento da adoção de
medidas afirmativas, ao longo destes dez anos, impactou na vida de
milhares de jovens pelo país à fora. Para muitos, a
adoção do sistema pelas universidades foi uma barreira
para a conquista da vaga. As ações na Justiça,
impetradas por vestibulandos que conseguiram pontuação
suficiente para a conquista da vaga, caso não existissem as
cotas, são prova disto. Porém, as reservas parecem
também ter um efeito psicológico, aumenta a tensão
que envolve o vestibular. Lívia Guimarães Fernandes
Peres, aluna da Rede MV1 de Ensino, tenta passar para
Comunicação Social. A estudante enfrenta a disputa pela
primeira vez e não esconde a angústia por saber que, com
as cotas, são menores as chances de conquista da vaga.
"Acho um pouco injusto. Se, por um lado, os alunos mais carentes sofrem
por não terem tido tão boas oportunidades, nós,
que tivemos condições de estudar em bons colégios,
podemos deixar de entrar na universidade pública por estar,
teoricamente, melhor preparados", afirmou Lívia. "É
importante dar oportunidades àqueles que não tiveram um
bom ensino. Mas, como as cotas não mudam as bases da
educação, prejudicam outros estudantes", completa
Lívia. Mas, para um outro contingente de candidatos, as reservas
de vagas tiveram uma influência mais do que positiva.
Possivelmente, para muitos dos beneficiados pelas medidas afirmativas,
elas representarão a diferença entre um
melhor padrão de vida e uma inserção
pouco qualificada no mercado de trabalho. Negro e ex-aluno da
rede pública, Rodrigo Souza, que estuda Engenharia
Mecânica na Uerj, vê as cotas como uma das mais importantes
ações na área educacional, já adotadas.
"Nos parece que o ensino no Brasil não tem uma
solução imediata. Portanto as cotas aparecem como uma
solução para diminuir as diferenças entre negros,
pobres, indígenas e são uma possibilidade para que estes
possam ter uma educação de qualidade", disse o estudante,
para quem a reserva de vagas proporciona uma mudança fundamental
na sua vida dos beneficiados. "É a possibilidade de uma
integração social. Significa poder pensar em um futuro
melhor, poder pensar em novas perspectivas de vida, que não eram
possíveis antes de entrar em uma universidade".
Adotar ou não a política de cotas? - De um lado, o
argumento de oferecer iguais possibilidades a todos os alunos, sejam
eles oriundos de escolas públicas, famílias de baixa
renda ou minorias étnicas. De outro, o questionamento se esta
seria a melhor solução para o problema. Em entrevista
à FOLHA DIRIGIDA, Frei Davi, representante da Educafro e o
professor Marcelo Corrêa e Castro, decano do Centro de Filosofia
e Ciências Humanas da UFRJ, expuseram suas opiniões a
respeito do assunto. O frei, que já encaminhou propostas
à universidade, estará presente, assim como Marcelo, na
quinta-feira, dia 12 de agosto, para um encontro que definirá os
rumos do concurso de acesso a UFRJ.
Favorável às cotas
Frei Davi: "Nossa luta é apenas por igualdade de direitos"
Qual é a sua posição a respeito das cotas?
O Brasil, para ser um país verdadeiramente justo,
igualitário e diversificado, precisa estar preocupado em saber
por onde anda cada segmento étnico do seu povo. Os brancos
estavam dentro das universidades públicas e os negros e
indígenas, de fora. E ninguém fazia nada para mudar.
Até que resolvemos gritar por inclusão nas universidades.
Nossa luta é apenas por igualdade de direitos.
O argumento usado com frequência é o de que é
preciso haver igualdade na disputa pelas vagas. Este argumento é
válido?
Os moldes do vestibular das universidades públicas se baseiam em
livros que apenas os alunos que estudaram em escolas particulares ou
fizeram cursinhos caros tiveram acesso, o representa 90% da prova. Os
outros 10% são de um conteúdo comum a todas as classes. O
vestibular no Brasil é o que há de mais injusto,
desonesto e corrupto e as cotas vêm para desmascarar o vestibular
como um instrumento democrático.
Acredita que a adoção de cotas tira o foco da melhora da educação como um todo?
Pelo contrário. Está provado que em todas as
universidades que adotaram cotas ou que houve naquela cidade ou
região um despertar dos pobres, houve uma melhoria na
educação. O jovem branco pobre, o jovem negro e o
indígena, ao prestar vestibular com cotas, tem nota 30% mais
baixa do que os outros. No entanto, um ano depois, tendo em sala de
aula o mesmo professor, mesma biblioteca e os mesmo direitos,
obtém média superior aos demais. As cotas são uma
forma de questionar e dizer que dá para fazer justiça.
Que tipo de impacto teria, para o Brasil, a adoção
generalizada, por parte das universidades, da política de cotas?
Transformar o Brasil em um país mais igual para todos. Quando
tiramos uma parte das vagas que só a burguesia ocupava e as
entregamos a jovens que não tiveram oportunidades, estamos dando
a eles uma possibilidade de um futuro melhor.
Contrário às cotas
Marcelo Corrêa e Castro: "Com as cotas, a universidade não vai mudar estruturalmente"
Qual é a sua posição a respeito das cotas?
Sou contra. Eu consigo pensar em ações afirmativas que
passem por um investimento grande para dar à escola
pública seu caráter público. Nenhum tipo de cota
me parece viável. Com as cotas, a universidade não vai
mudar estruturalmente, mas individualmente, já que apenas alguns
indivíduos serão contemplados.
O argumento usado com frequência é o de que é
preciso haver igualdade na disputa pelas vagas. Este argumento é
válido?
A universidade sabe, com algum critério, algum acúmulo,
definir academicamente o que quer. Agora, ela estabelecer o que pode
compensar supostas desigualdades sociais passa a ser uma
posição político-ideológica. E aí,
caímos em um território perigoso. Se hoje o
político-ideológico está de acordo com o meu
ideário, amanhã pode estar de acordo com um
ideário totalmente oposto ao meu. A universidade deve produzir e
difundir conhecimentos. Qual a forma de torná-la mais justa?
Conceder bônus? Reservar vagas? Não sei.
Acredita que a adoção de cotas tira o foco da melhora da educação como um todo?
É preciso ter coragem de estabelecer um contraditório.
É claro que todos somos a favor da igualdade, da justiça
e da democracia e que todos reconhecemos que o Brasil tem um
histórico de construção absolutamente desigual.
Mas será que desta forma não iremos criar mais um
artifício que nos coloque numa situação igualmente
desigual?
Que tipo de impacto teria, para o Brasil, a adoção
generalizada, por parte das universidades, da política de cotas?
Eu prevejo duas possibilidades. Uma delas é a de que iremos
promover uma distribuição mais igualitária das
vagas, do acesso ao ensino superior de qualidade. Em outro
cenário, ocorreria algo semelhante ao que acontece com o ensino
básico e com o sistema de saúde pública. Ou seja,
as classes hegemônicas investirem na constituição
desse sistema privado de qualidade, o que acaba fazendo com o que o
ensino do sistema público de alguma maneira perca a sua
qualidade.
OAB defenderá na Câmara criação de 4 novos Tribunais Regionais Federais
Fonte: Conselho Federal da OAB
O secretário-geral da OAB Nacional, Marcus Vinícius
Furtado Coêlho, representará a entidade na audiência
pública que a Comissão de Fiscalização
Financeira e Controle da Câmara realizará para debater a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 544/2002,
que cria mais quatro Tribunais Regionais Federais (TRFs) para o
país (Amazonas, Bahia, Minas Gerais e Paraná). A
audiência pública será realizada às 14h30 de
amanhã (18) no plenário 13 da Câmara dos Deputados,
em Brasília. O convite para que a OAB se faça presente
foi do presidente da Comissão, deputado federal Nelson Bornier
(PMDB-RJ).
O principal objetivo da PEC é desafogar o Tribunal Regional
Federal da 1ª Região, hoje responsável por 13
estados e pelo Distrito Federal. A proposta, aprovada por
comissão especial em 2003, está pronta para ser votada
pelo Plenário da Câmara. No entendimento da OAB, o aumento
do número de TRFs vai ampliar o acesso dos cidadãos
à Justiça. Também participarão da
audiência pública membros dos TRFs, de Tribunais de
Justiça, de associações de magistrados e do Poder
Executivo.
Para educadores, Enem está em uma encruzilhada
Fonte: Portal O Meu Futuro
Luciano Máximo
Jornal Valor Econômico, em 9 de agosto de 2010
Os novos problemas enfrentados pelo Ministério da
Educação (MEC) na semana passada em relação
ao novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) reavivaram o
debate sobre o futuro desse mecanismo de avaliação. Na
opinião de especialistas em educação ouvidos pelo
Valor, as falhas foram graves a ponto de ameaçar a credibilidade
do exame e demonstraram fragilidades do MEC e do Instituto de Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Em outubro de 2009, o exame precisou ser adiado por causa do roubo de
exemplares da prova; em seguida, realizado o novo exame, divulgou-se um
gabarito errado; e, na semana passada, no site do Inep era
possível acessar dados particulares de 12 milhões de
inscritos das últimas três edições do Enem.
Os educadores discutem se o exame pode, ao mesmo tempo, servir como
instrumento de seleção para o ingresso nas universidades
e de diagnóstico dos problemas do ensino médio,
contribuindo para a formulação de políticas
educacionais. Para alguns, o Enem está em uma encruzilhada, pois
é preciso fazer um escolha entre um e outro.
A professora Maria Helena Guimarães de Castro, ex-presidente do
Inep durante o governo Fernando Henrique Cardoso, afirma que o novo
Enem perdeu o caráter de diagnosticar problemas. “Ou
existe uma avaliação para efeito de diagnóstico
para subsidiar políticas públicas ou uma
avaliação de seleção para o vestibular.
Prova de seleção não serve para avaliar”,
argumenta. Embora seja favorável ao novo Enem, ela diz que o MEC
é “ingênuo” ao tentar usar o exame como uma
espécie de vestibular nacional. “Sempre haverá
problemas de operação e logística. O Inep é
um órgão que deve formular políticas e
descentralizar esse serviço.”
Maria Helena sugere o modelo dos Estados Unidos, onde um
órgão equivalente ao Inep administra um banco de dados
com milhares de modelos de provas padronizadas – Scholastic
Aptitude Test (SAT) -, que são aplicados por
instituições credenciadas aos alunos do segundo grau
várias vezes ao ano e servem como primeiro critério de
acesso às universidades. “O teste é feito direto no
computador, não tem envelopamento, lacre, prova viajando pelo
país. Há tecnologia disponível para isso, o Enem
poderia ser a primeira etapa do vestibular”, garante ela.
O ex-presidente do Inep do início do governo Lula, Otaviano
Helene, questiona o aproveitamento do resultado do Enem e de outras
avaliações conduzidas pelo órgão.
“São instrumentos ótimos para tomar decisões
de políticas públicas. As informações que
Enem, Saeb e Prova Brasil geram são riquíssimas, deveriam
ser usadas para corrigir problemas, mas isso não está
sendo feito”, opina Helene.
O também ex-presidente do Inep Reynaldo Fernandes – que
pediu demissão após o episódio do roubo da prova
– explica que cada avaliação tem uma finalidade e
que respostas foram dadas às questões diagnosticadas
pelos mecanismos atuais. “O processo começa na
própria escola, afinal saber que não se está indo
bem já é uma boa coisa para se pensar em mudanças.
Além disso, o Ideb mostra que houve evolução no
aprendizado no país, o MEC criou o programa Ensino Médio
Inovador, que é uma resposta aos problemas levantados pelas
avaliações.”
Favorável ao novo Enem, a professora da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp) Ângela Soligo argumenta que a rede particular
tem capacidade de se ajustar mais rapidamente a mudanças. Ela
vê falta de sintonia entre MEC e governos estaduais. “A
escola privada rapidamente altera sua organização para
responder à política de forma eficaz e sempre aparecer
bem nos rankings. No setor público, o processo é mais
lento; as decisões são tomadas no MEC, mas são os
Estados os responsáveis pelo ensino médio e pela
adaptação de todo um sistema.”
O MEC informou na última sexta-feira que os problemas envolvendo
o Enem desde o lançamento do novo formato, no ano passado,
não vão interferir na vocação da
avaliação, que se destaca pela valorização
do conteúdo do ensino médio e pelo caráter de
seleção ao ensino superior, substituindo o vestibular em
várias universidades. O ministério se limitou a dizer,
por meio de sua assessoria, que irá reforçar seu sistema
operacional e de tecnologia para evitar mais transtornos.
Pesquisa aponta carreiras do futuro
Veja quais são as carreiras tendências para o ano de 2020.
O Profuturo (Programa de Estudos do Futuro), da FIA
(Fundação de Instituto de Administração),
anuncia os resultados da pesquisa Delphi “Carreiras do
Futuro”, cujo objetivo foi identificar as carreiras mais
promissoras e onde estarão as oportunidades de negócios
para empreendedores considerando o horizonte até 2020. De acordo
com os especialistas consultados, a ênfase crescente na
inovação, a busca por qualidade de vida e a
preocupação com o meio ambiente estarão entre os
fatores mais relevantes no delineamento das carreiras mais promissoras.
Os negócios potenciais estarão no setor de
Serviços, em áreas como Saúde e Qualidade de Vida,
Turismo e Lazer, Alimentação, Serviços para a
Terceira Idade e Consultorias Especializadas – como
Sustentabilidade, Desenvolvimento de Carreira, Consultoria Pessoal e
Planejamento Financeiro.
Assim, é vislumbrado um futuro no qual ganharão
força profissionais como Gerentes de Eco-Relações,
Chiefs Innovation Officer e Bioinformationists, de acordo com o Quadro
de Carreiras:
As 6 Carreiras emergentes mais promissoras até 2020:
1 – Gerente de Eco-Relações: Profissional que
irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais
e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas
ecológicos.
2 – Chief Innovation Officer: Interagirá com os
funcionários em diferentes áreas da
organização para pesquisar, projetar e aplicar
inovações.
3 – Gerente de Marketing e-Commerce: Gerencia o desenvolvimento e
implementação de estratégias de web sites para
vender produtos e serviços.
4 – Conselheiros de Aposentadoria: Profissionais responsáveis por ajudar a planejar a aposentadoria.
5 – Coordenador de Desenvolvimento da Força de Trabalho e
Educação Continuada: responsável por gerenciar
programas para ajudar funcionários qualificados a atingir
níveis avançados em suas áreas de
especialização.
6 – Bioinformationists: Cientistas que trabalharão com
informação genética, servindo como uma ponte para
cientistas que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e
técnicas clínicas.
Inovação
Para 38% dos entrevistados, a inovação será um
fator cada vez mais crítico para a competitividade das empresas,
colocando ênfase no desenvolvimento tecnológico, na
educação continuada e na busca por novos conhecimentos.
Haverá maior consciência quanto à
manutenção da capacidade produtiva e intelectual das
pessoas, ampliando a longevidade profissional e, portanto, estendendo o
período de formação. Isto promoverá
soluções em educação para outras faixas
etárias.
As áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Saúde e
Medicina serão especialmente promissoras. A tecnologia
exigirá, cada vez mais, profissionais capacitados para
transformar novidades em negócios e aplicações
rentáveis.
Qualidade de vida
Já para 26% dos respondentes, as pessoas buscarão mais
qualidade de vida, demandando serviços que facilitem as suas
vidas e tragam comodidade. O crescimento da Internet, com maior acesso
e mais pessoas fazendo compras e pesquisas pela rede, deve alavancar os
serviços na web. A empresa que deseja permanecer no mercado
terá cada vez mais que desenvolver site, SAC e atendimento
on-line eficientes.
Sustentabilidade
Para 18% dos participantes, o conceito de sustentabilidade
ganhará força, justificando a atuação de
profissionais nas áreas ambientais. Haverá pressão
pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental, seja na fase de
desenvolvimento, produção/processo ou mesmo na fase de
descarte ou na redução da poluição
resultante.
“Essas tendências não atuarão de forma
isolada e sim interdependente. Isto significa que a ação
de uma pode ter efeito sobre as outras”, destaca o Prof. James
Wright.
Empreendedorismo
Há uma expectativa geral de aumento da
participação das atividades empreendedoras no mercado
profissional, onde há uma projeção de aumento da
Taxa de Atividade Empreendedora (TAE) no país, que poderá
chegar a 17% da população economicamente ativa –
contra uma média de 12,8% observada entre 2001 e 2007. Para 54%
dos respondentes, as relações de trabalho sofrerão
alterações significativas, justificando o aumento da TAE.
Haverá uma diminuição dos postos de trabalho
formais, implicando que muitos profissionais terão que criar seu
próprio emprego. Novas formas de venda das habilidades
individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas
às formas autônomas.
As seguintes tendências também foram apontadas para justificar as projeções:
Melhoria da Educação e Ênfase na
Formação de Empreendedores: a melhora da
educação e dos índices sociais resultará em
uma tendência de aumento da atividade empreendedora no Brasil.
Até 2020, haverá um número maior de profissionais
com ensino superior no Brasil. Empresas, universidades e cursos de MBA
enfatizam a necessidade de empreender, preparando profissionais e
aguçando os talentos.
Motivações pessoais: uma série de
motivações relacionadas diretamente aos indivíduos
foi apontada na pesquisa, dentre elas: busca por
satisfação pessoal e independência, aumento da
renda familiar e procura por alternativa de trabalho após a
aposentadoria.
No entanto, foi identificada relação de dependência
entre a Taxa de Atividade Empreendedora que pode se retrair em
função da taxa de juros, acesso ao capital de risco e a
redução nos entraves legais e tributários.
Fonte: HSM
O desafio da internet
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 10:35 hs.
Avançamos no desenvolvimento e no acesso à tecnologia da
informação, mas não o suficiente para reduzir o
fosso entre os dois "brasis" que se contrapõem nesse limiar do
século 21.
Temos o moderno, conectado à era digital, universalizado, pleno
de cidadania e competitivo nos negócios, em contraste com o
Brasil profundo, arcaico e excluído, onde o acesso às
conexões rápidas pela internet está restrito a
menos de 6% dos domicílios.
Num país em franco desenvolvimento, a necessidade da banda larga
se transformou numa grande demanda reprimida, um desafio ao poder
público. Não é só a dimensão
continental do país ou a falta de infraestrutura que conspiram
contra.
A privatização e exploração restrita a
poucos grupos econômicos criaram barreiras praticamente
intransponíveis às classes de menor poder aquisitivo. No
Brasil, esse serviço é um dos mais caros do mundo.
Para se ter uma ideia da enorme discrepância, basta comparar a
situação do Brasil com a dos demais países. Aqui,
uma conexão de um mega bite por segundo (MBps) custa, em
média, R$ 40, o que limita a internet rápida a menos de
6% das casas.
No extremo do globo, no Japão, que tem a internet mais veloz, de
60 MBps, o serviço chega a 64% dos lares ao preço de R$
0,50. Na Coreia do Sul, a preço similar, 97% dos
domicílios têm acesso a velocidade de 46 MBps.
Os valores variam, mas em nenhum outro continente o patamar é
tão alto como aqui. Na Suécia, onde a internet com
velocidade média de 18 MBps chega a 69% dos domicílios, o
valor de cada MBps é de R$ 1,30.
Nos EUA, com média de 4,8 MBps em 80% das casas, um MBps custa
R$ 6. Como se vê, são valores infinitamente inferiores aos
cobrados no Brasil.
O desafio é tornar a banda larga acessível a todas as
classes. Um estudo do Banco Mundial aponta que nos países em que
o acesso pelas conexões rápidas sobe 10%, o PIB cresce a
uma taxa 1,3%, aumentando a renda, a qualidade de vida e melhorando o
padrão de cidadania da população.
A internet é uma ferramenta indispensável para as classes
sociais que estão deixando a pobreza ou subindo de padrão.
Países como a Itália e Finlândia , antecipando-se a
uma tendência mundial, passaram a tratar o acesso à
internet rápida como um direito fundamental. Como
secretário de Ciência e Tecnologia do Rio, implantei um
programa de banda larga gratuita, bancado pelo governo.
Atualmente, apenas na região da Baixada Fluminense, cerca de 4
milhões de pessoas têm internet rápida pelo sistema
wi-fi e estão alcançando oportunidades que não
imaginavam existir.
O Estado deve disponibilizar recursos para subsidiar um programa de
inclusão em todo o território brasileiro, destinado
às pessoas que não têm renda suficiente para
adquirir a internet rápida.
Junto, devem entrar nos domicílios programas educacionais que
disseminem o conhecimento, a qualificação profissional a
distância, semipresencial, e que gerem oportunidades de
negócio e acesso ao mercado de trabalho.
Esse é um dos caminhos para afastar o risco de um apagão de mão-de-obra.
Fonte: Jornal Brasil Econômico
Técnicas de Ensino
Fonte: Folha de SP, 18/08/2010
É consensual a avaliação de que o principal
desafio das políticas de educação no país
se encontra na melhoria da qualidade de ensino.
Aulas precárias e desinteressantes afetam negativamente
não apenas a formação dos estudantes e seu
posterior desempenho no mercado de trabalho mas também a
permanência na escola. A educação de baixa
qualidade ajuda a explicar o fato de o país ainda não ser
capaz de manter todos os adolescentes no ensino médio. Segundo
uma pesquisa realizada em 2009 pela Fundação
Getúlio Vargas, a maior parcela dos jovens que abadonam os
estudos apresenta como justificativa a falta de interesse pela escola,
e não a necessidade de trabalhar.
As taxas de desistência nessa etapa da educação
são assustadoras, em todo o país. Na região
metropolitana de São Paulo, a média de abandono da
escola, entre 2002 e 2008, foi de 19,4%. O avanço que se espera
da educação não depende apenas da
necessária melhoria das condições materiais e
salariais do professor e do conhecimento das disciplinas a serem
lecionadas. Ensinar exige técnicas específicas. Para
tornar as aulas mais atrativas e eficazes, cumpre levar aos docentes os
métodos necessários à transmissão de
conteúdos e à motivação dos estudantes.
O conhecimento teórico é imprescindível, observa
Doug Lemov, especialista em métodos de ensino, entrevistado
nesta semana pela Folha. “Mas só isso não faz de
alguém um bom professor”.
Experts em educação têm constatado a fragilidade da
formação técnica dos docentes brasileiros.
Competências como a forma de apresentação dos
assuntos, a gestão do tempo ou o estabelecimento de
vínculos com os alunos não são treinadas e
desenvolvidas, em cursos de formação de professores,
tanto quanto seria desejável. Em São Paulo, a recente
adoção de apostilas, que uniformizam o conteúdo a
ser ministrado em cada aula, contribuiu para melhorar o desempenhos dos
alunos na prova nacional de avaliação do ensino
fundamental. Uniformização semelhante dos métodos
de ensino e melhor treinamento dos professores são também
recomendáveis para elevar a qualidade do ensino.