19/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Critérios para autorizações de cursos de Direito criam controvérsias junto à sociedade

Representação nº 155/10 - Divulgação IGC Conar

Escolaridade na política continua sendo extremamente reduzida


Governo adia para março de 2011 prazo para empresas adotarem ponto eletrônico

Norma altera para 1º de março de 2011 o início obrigatório do registro eletrônico do ponto

Mais crédito para aprender

Critérios diferentes são usados para credenciar instituições públicas e particulares para educação a distância

Projeto quer criar disciplina que ensine adolescentes a trabalhar

Educação é prioridade de todos

MEC instaura processo administrativo por cobrança de mensalidade participante do FIES

Interesse em EAD é cada vez maior entre americanos

Currículo inchado

STF e MP propõem reajuste e indexação de seus salários

Educação e reformas são temas centrais

Candidatos distorcem dados sobre saneamento e ensino

STJunior: está no ar o site do STJ para os pequenos cidadãos

Prazo para envio de textos da Olimpíada de Língua Portuguesa foi prorrogado até 20/8

MEC manda Unip regularizar carga horária do curso de enfermagem

Faltam pilotos para suprir demanda crescente do setor

Sociedade de economia mista pode despedir sem justa causa

Reitores pedem continuidade do PRONERA

O X da Educação - Ensino feito a várias mãos

Critérios para autorizações de cursos de Direito criam controvérsias junto à sociedade
Fonte: Jornal da Educação
Os cursos jurídicos sempre foram pretendidos pelas instituições de ensino superior, tendo em vista uma significativa demanda e um baixo investimento, se comparada com outras áreas.
Atualmente existem cerca de 400 pedidos tramitando no MEC.
O Diário Oficial desse dia 18 de agosto trouxe diversos indeferimentos e algumas autorizações.
Não foram observados critérios de necessidade social pois nas cidades beneficiadas (inclusive Brasília) há cursos em número satisfatório para atender às necessidades do alunado.
 
Representação nº 155/10 - Divulgação IGC Conar
Fonte: ABRAFI
Denunciante: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS MANTENEDORAS DAS FACULDADES ISOLADAS E INTEGRADAS - ABRAFI
Denunciado: anúncio “IGC – ÍNDICE GERAL DE CURSOS”.
Anunciante: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANISIO TEIXEIRA - INEP
Ref. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
D E S P A C H O
A denunciante opôs embargos de declaração, solicitando que seja esclarecida a forma como o anúncio deve ser alterado.
Preliminarmente é necessário consignar que cumpre aos exames deste órgão a análise de eventual desrespeito aos preceitos do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária – CBAP (o que foi feito no presente caso), não cabendo indicar assertiva e especificadamente a alteração a ser feita no anúncio. Isto porque a elaboração de peças publicitárias, respeitando as regras em vigor, encontra-se na margem de liberdade do anunciante; dentre as inúmeras possibilidades regulares, cabe a ele escolher a que irá utilizar. Ao CONAR cabe dizer o que não está eticamente posto.
Apesar de tal limite, a fim de tornar a decisão mais acessível, seguem os seguintes esclarecimentos: o anúncio em questão permite o entendimento de que o IGC é índice que avalia e ranqueia as instituições de ensino como um todo, mas dos autos foi possível constatar que a avaliação é feita com relação a determinados cursos. A generalização de um dado parcial pode levar a desvios. Assim, a alteração recomendada é no sentido de que ou não seja informado o índice de forma genérica, o que ficou constatado em especial na expressão ’confira o IGC e avalie se a instituição é boa o suficiente para você’, sendo recomendado que ao informar e descrever tal índice e relacioná-lo às instituições de ensino seja esclarecido que ele se refere a determinados cursos das instituições, enquanto não forem todos analisados.
Intimem-se.
São Paulo, 17 de agosto 2010.
RUBENS DA COSTA SANTOS
Conselheiro Relator

Escolaridade na política continua sendo extremamente reduzida
Fonte: CONFENEN Online
Um estudo mostrou o perfil dos candidatos à Câmara dos Deputados e evidencia que 11,11% têm apenas o ensino fundamental, 27,67% o ensino médio completo ou incompleto, 11,26% o ensino superior incompleto e 49,96% conseguiram concluir um curso de graduação.
Atualmente 81,4% dos deputados federais possuem o curso superior completo, 7% o ciclo incompleto, 9% o ensino médio e 2,6% tão somente o ensino fundamental.
O crescimento dos iletrados é um reflexo do pouco valor que se dá à educação no País.
Apesar desse quadro sombrio, no Legislativo, fica um consolo: para a chefia do Executivo há certeza de que teremos um Presidente que, desta vez, possui o curso superior. 

Governo adia para março de 2011 prazo para empresas adotarem ponto eletrônico
Fonte: Click RBS - Trabalho | 18/08/2010 | 18h49min
A data inicial de vigência estava prevista para o dia 26 de agosto
O Ministério do Trabalho e do Emprego informou nesta quarta-feira que vai ampliar para o dia primeiro de março de 2011 o prazo para as empresas se adaptarem à nova regulamentação do registro de Ponto Eletrônico. Portaria sobre o tema será publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial.
A data inicial de vigência estava prevista para o dia 26 de agosto, mas, segundo o ministério, um estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) mostrou que poderia haver falta de equipamentos necessários para atender à nova regulamentação. A média mensal de relógios eletrônicos de ponto produzidos no Brasil é de 184 mil.
Números da Relação Anual de Índices Sociais (RAIS) mostram que pelo menos 700 mil empresas em todo Brasil já utilizam sistema de ponto eletrônico.
A nova portaria modifica apenas a data de entrada em vigência. O novo equipamento de ponto eletrônico terá que imprimir um comprovante ao trabalhador toda vez que houver registro de entrada e saída, possibilitando maior controle do trabalhador no final do mês sobre suas horas trabalhadas

Norma altera para 1º de março de 2011 o início obrigatório do registro eletrônico do ponto
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Nº 159, quinta-feira, 19 de agosto de 2010
MINISTÉRIO DO TRABALHO
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA Nº 1.987, DE 18 DE AGOSTO DE 2010
Altera o prazo para o início da obrigatoriedade do Registrador Eletrônico de Ponto - REP, previsto na Portaria/MTE Nº 1.510, de 21 de agosto de 2009.
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e os arts. 74, § 2º, e 913 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, Considerando a crescente demanda de equipamentos REP - Registrador Eletrônico de Ponto no mercado nacional, resolve:
Art. 1º Alterar o prazo para o início da utilização obrigatória do Registrador Eletrônico de Ponto - REP, previsto no art. 31 da Portaria Nº 1.510, de 21 de agosto de 2009, para o dia 1º de março de 2011.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
CARLOS ROBERTO LUPI

Mais crédito para aprender
Fonte: Diário Catarinense, 19/08/2010
Bancos privados investem em linhas de financiamento voltadas ao ensino superior e pós-graduação
Há quem faça dívidas para comprar uma casa, um carro ou até para uma cirurgia plástica. Mas os bancos estão de olho em um tipo de linha de crédito ainda pouco difundida no Brasil e que pode proporcionar uma renda melhor para quem se endivida. É o financiamento universitário, que facilita o acesso a graduação, especialização, MBA, mestrado e doutorado.
O governo federal oferece linhas de financiamento para a graduação há mais de uma década, mas só agora a iniciativa privada abriu os olhos para este filão. Com a emergência das classes C e D, os bancos apostam no potencial de crescimento de um serviço muito popular em outros países. Nos EUA, 80% dos estudantes têm algum tipo de financiamento reembolsável. Em SC, a fatia fica pouco acima de 10%, dentro da média brasileira.
Ao contrário do modelo norte-americano, em que o estudante começa a pagar a dívida só depois de formado, o brasileiro tem de arcar com as mensalidades já no início do financiamento. Funciona como um desconto nas mensalidades.
O sistema mais usado atualmente é público. O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), do governo federal, oferece o juro mais baixo, de 3,4% ao ano (http://sisfies.mec.gov.br). O serviço é usado por 13,7 mil estudantes em SC, o que representa 10% dos 135 mil alunos das universidades privadas do Estado. Na iniciativa privada, há três opções de financiamento específico para o ensino superior: nos bancos Itaú Unibanco, Santander e na correspondente do banco ABC, Ideal Invest, que oferece o Programa PraValer.
Criado no final de 2006, o PraValer já repassou mais R$ 170 milhões às faculdades conveniadas, sendo R$ 15 milhões em SC. Em maio, foi lançada a linha de crédito para pós-graduação. De acordo com o diretor de relacionamento do crédito Pravaler, Rafael Baddini, a maioria dos estudantes que optam pelo crédito são jovens com idade média de 24 anos e renda mensal de R$ 960.
Focado na pós-graduação, o Santander tem desde 2006 a linha crédito educação continuada.
Itaú oferece o produto desde janeiro deste ano.
Aumento salarial compensa o pagamento dos juros
Para o doutor em finanças comportamentais Jurandir Sell, professor da UFSC, não existe um investimento tão bom quanto a educação.
– Se o jovem fizer uma universidade bem feita, o aumento salarial vai mais do que compensar os juros que ele pagou – analisa Sell.
O estudante Lineu Casagrande Junior cursa medicina na Unisul. Ele optou pelo Fies já no início do curso, em 2007, por ter os juros mais baixos na ocasião. Além do financiamento, ele ainda tem gastos com moradia, alimentação e materiais para estudo.
– Não teria condições de bancar as mensalidades de quase R$ 4 mil .
Para o estudante Arnaud Rivayrand, o crédito foi também a alternativa para se manter na faculdade. Ele está no quarto ano de medicina. Até o terceiro, tinha a ajuda dos pais, que moram na Europa. Com a crise mundial, eles não tiveram mais condições de arcar com os estudos do filho.
O diretor do Itaú Unibanco, Marcos Magalhães, estima que 800 mil pessoas poderiam acessar o ensino superior a cada ano, mas não o fazem por problema de renda. De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), há 5,8 milhões de alunos matriculados no ensino superior no Brasil.
Segundo dados do Ministério da Educação, até 2008, o país tinha 2.016 faculdades privadas, que representam 89,5% do total de instituições de ensino superior. Em SC, são sete universidades públicas e 86 privadas.
135 mil é o número de estudantes catarinenses matriculados em universidades privadas.
alicia.alao@diario.com.br
ALÍCIA ALÃO
Opções privadas
Itaú Unibanco
- Quanto pode emprestar: não tem limite, mas todas as contratações passam pela aprovação de crédito.
- Taxa de juros: linhas com taxas a partir de 6% ao ano.
- Prazo para pagar: financia o dobro do tempo do curso. Por exemplo: se o estudante financiar o semestre, ele tem um ano para pagar. O aluno paga a metade da mensalidade por mês, com acréscimo dos juros.
- Carência: só a partir do segundo contrato, de forma a garantir que as parcelas não se acumulem.
- Instituições conveniadas em SC: Faculdade Anhanguera de Joinville, Faculdade de Tecnologia de Jaraguá do Sul, Estácio de Sá (graduação e pós-graduação) e Unisul.
- Mais informações: www.creditouniversitarioitau.com.br
Santander (Crédito Educação Continuada)
- Quanto pode emprestar: até 100% do curso de pós-graduação/MBA, com mínimo de R$ 1 mil.
- Taxa de juros: 1,95% ao mês.
- Prazo para pagar: até 36 meses, com até 90 dias para pagar a 1ª parcela.
- Carência: não tem.
- Instituições conveniadas em SC: Fundação Educacional Regional Jaraguaense e Universidade do Vale do Itajaí (Univali).
- Mais informações: www.santander.com.br
Ideal Invest (PraValer)
- Quanto pode emprestar: até 100% do curso de graduação e pós-graduação.
- Taxa de juros: até 1,89% ao mês.
- Prazo para pagar: o dobro do tempo de duração da faculdade.
- Carência: não tem.
- Instituições conveniadas em SC: Unisul, Sociesc, Ibes, Universidade do Contestado, UnoChapecó, Unesc, Unoesc, Unerj e Univille.
- Mais informações: www.creditopravaler.com.br

Critérios diferentes são usados para credenciar instituições públicas e particulares para educação a distância
Fonte: Jornal da Educação
O Ministro da Educação vem adotando critérios diferenciados quando credencia instituições para educação a distância.
Em se tratando de entidades mantidas pela livre iniciativa há uma regra prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e em normas acessórias.  É necessário que seja formulado um processo que passa por todos os trâmites e vem demorando de dois a seis anos.
Já para as universidades públicas há credenciamentos sem ter, sequer, processos.
A medida já vinha sendo feita desde 2008, quando houve a edição da Portaria 1.050, com permissão para que dezenas de entidades estatais implantassem seus cursos.  Em 4 de setembro de 2009, a Portaria 858, elencou uma outra série de beneficiários.   A norma fixou um prazo limite (28 de fevereiro de 2010) para que as mesmas protocolassem suas solicitações de credenciamento. Muitas instituições não deram importância ao prazo e ficaram em situação irregular.
Para solucionar o problema o MEC editou nesse dia 16 de agosto, nova Portaria - a 1.043 - dilatado o prazo para o dia 30 de outubro.
Caso fosse escola particular estaria caracterizado o descumprimento da legislação e, consequentemente, instaurado processo administrativo visando a aplicação de penalidades.

Projeto quer criar disciplina que ensine adolescentes a trabalhar
Fonte: Jornal da Educação
Aguarda voto do relator, senador Roberto Cavalcanti, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Projeto de Lei da senadora Marisa Serrano que pede a inclusão da disciplina Práticas de Trabalho no currículo dos ensinos fundamental e médio.
De acordo com o projeto será incluído no artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação parágrafo que obriga as escolas que optarem por por jornada diária superior a seis horas a inclusão do componente específico de Práticas de Trabalho, oferecidas a partir do sexto ano.
Para Serrano, da mesma forma que o ser humano aprende a contar, falar e escrever, precisa aprender a trabalhar. Na justificativa da proposta, a senadora afirmou que a qualificação para o trabalho está prevista nos objetivos da educação escolar enumerados pela Constituição.
Outras informações no site http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=103923&codAplicativo=2

Educação é prioridade de todos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Gazeta de Alagoas, 19/08/2010 - Maceió AL
RICARDO PATAH 
Conforme última Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, demonstrando que os gastos das famílias brasileiras com educação não ultrapassam 3% dos orçamentos familiares nos centros urbanos, e 1,3% nas zonas rurais, constata-se o vazio que as políticas públicas de todos os governos na área educacional, carrearam ao longo das últimas quatro décadas de nossa história. Em relação à Inclusão Escolar, a Educação Brasileira ainda não viu priorizada na mesma proporção, a tônica da qualidade do ensino e as competências de aplicação das metodologias político-pedagógicas. Ficamos à margem de muitos países que sempre entenderam o processo educacional como fonte prioritária de desenvolvimento. Uma breve análise dos dados contidos em pesquisa encomendada pela Unesco e divulgada pela BBC Brasil revela que o País tem uma relação deficitária de professores para alunos no ensino secundário, que é de 1 para 22, contra 1 para 10 da Itália e 1 para 14 dos Estados Unidos e do Canadá. Em relação à  capacidade de formar ou atrair profissionais qualificados, da 23ª posição em 2007, o País deve cair para 25ª em 2012, em um ranking de 30 países.
Na América Latina, a Argentina e o México também foram escolhidos e ambos tiveram desempenho melhor que o brasileiro: a Argentina ficou na 17ª posição, enquanto o México, na 21ª. Em 2012, África do Sul e Egito, que hoje estão atrás do Brasil no ranking, devem ultrapassar o País. Os países foram medidos nos critérios: qualidade da educação obrigatória; das universidades de negócios; incentivos para jovens talentosos; mobilidade e abertura do mercado de trabalho; crescimento demográfico; propensão a atrair investimentos externos e novos talentos. A Educação no Brasil já atingiu o status de ponto de estrangulamento nas mesmas proporções que a inflação inviabilizava nossa economia. Os esforços para isso tornaram-se visíveis, com as deliberações da Conferência Nacional de Educação - Conae, na qual a União Geral dos Trabalhadores (UGT)   esteve presente onde se pensou e se propôs encaminhamentos como política prioritária de Estado a serem aplicados nos próximos 10 anos.
As ações na Educação devem ser coordenadas entre Estado, sociedade civil e todos os atores envolvidos, incluindo-se a iniciativa privada, partidos políticos, centrais sindicais, sindicatos e associações de pais e mestres. Dentre todos os fatores importantes para se atingir o nível ideal de qualidade na Educação, está a necessidade de atualização do corpo docente brasileiro, principalmente nas séries iniciais e ensino médio, juntamente com a valorização destes profissionais tanto no que se refere à remuneração quanto a melhores condições de trabalho. Temos, mais do que nunca, de unir esforços conjuntos para a tomada de decisões urgentes, sérias e factíveis. De um lado, o Estado, de outro, a família brasileira e, por fim, as instituições de defesa dos interesses sociais, como o Ministério Público, ONGs e centrais sindicais. 

MEC instaura processo administrativo por cobrança de mensalidade participante do FIES
Fonte: Jornal da Educação
A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação instaurou processo administrativo contra uma universidade tendo em vista notícia de que havia cobrança de mensalidade de aluna participante do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.
A prática adotada pelo MEC é de iniciar o processo, com ampla divulgação, para depois dar a oportunidade de recurso. A medida, apesar de ter a cobertura na legislação em vigor, traz um natural desgaste das instituições junto à opinião pública.
Existem outros meios cabíveis de fazer notificações aos interessados, sem grandes alardes, como ocorre até em instâncias judiciais.
Muitas outras universidades, centros universitários e faculdades receberão a mesma pena eis que o princípio é de proibição de cobrança de valores dos alunos que participam do FIES.
 
Interesse em EAD é cada vez maior entre americanos
Fonte: Jornal da Educação
De acordo com informações do jornal americano New York Times, é crescente o interesse dos norte-americanos por cursos a distância. Consequentemente, também é maior o número de atividades online oferecidas pelas faculdades no país.
A predominância nos EUA são os cursos noturnos com maioria das aulas virtuais e apenas algumas presenciais obrigatórias. Mas é cada vez maior o surgimento de cursos apenas online, o que para os americanos é uma forma de facilitação do estudo e economia de tempo.
As três instituições com maior número de cursos virtuais são Phoenix, Capella e Walden. Segundo dados de 2008, ao menos 4,6 milhões de estudantes realizavam estudavam através da internet. As carreiras  mais procuradas são Bacharelado em Ciência e Gestão Empresarial e Ciência e Tecnologia, além de Mestrado em Administração.

Currículo inchado
Fonte: Diário Catarinense, p.16, 19/08/2010
Ao mesmo tempo em que não consegue se firmar como de qualidade e em que cada vez mais alunos enfrentam dificuldades crônicas no aprendizado de português e matemática, o ensino básico vem sendo contemplado com um número cada vez maior de disciplinas, criando dificuldades adicionais para gestores e escolas. Por mais que os parlamentares tenham boas intenções com propostas de temas adicionais, essa não é uma questão para ser tratada meramente como matéria legislativa e tampouco os acréscimos deveriam ser feitos de forma isolada.
No curto espaço de 2007 até agora, foram incluídos, por emendas, nada menos do que seis novos conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação. Há ainda leis específicas tratando da mesma questão, ao mesmo tempo em que tramitam no Congresso outras dezenas de projetos com novas inclusões. Os conteúdos adicionais representam um desafio para gestores, particularmente os de escolas públicas, que normalmente já se veem às voltas com questões como falta de professor e de material didático. Isso sem falar no problema constituído por alunos com dificuldade para aprender operações matemáticas elementares ou a interpretar um texto de conteúdo compatível com as suas idades.
A questão não é discutir se inovações como filosofia, sociologia, artes e música, além de temas como educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente são ou não relevantes. O problema ocorre quando esses conteúdos são incluídos de forma aleatória, na maioria das vezes pela pressão do corporativismo. Por mais que essas disciplinas sejam importantes, o fato é que acabam ocupando as atenções dos gestores de escola, que precisam despender ainda mais energia na contratação de professores ou em busca de material didático e mudança dos currículos. O ideal seria que o país se concentrasse no essencial nessa área e, a partir daí, pudesse se empenhar, de fato, em fazer o melhor para assegurar educação de qualidade para todos.

STF e MP propõem reajuste e indexação de seus salários
Fonte: Valor Econômico
Dois projetos de lei, um de iniciativa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, e outro do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, chocaram os congressistas e prometem ser mais um capítulo agitado na relação entre os dois Poderes. O projeto 7.753, da Procuradoria, chegou na segunda-feira ao Congresso e reproduz os termos do projeto de lei 7.749, do dia 12, que aumenta o subsídio mensal de ministro do Supremo Tribunal Federal para R$ 30,6 mil. O que espantou os parlamentares, porém, foi o artigo que permite que a partir de 2012 o reajuste salarial seja feito por ato administrativo do presidente do STF e do procurador-geral com base na variação do IPCA, num mecanismo de reindexação que poderá se estender a todo o funcionalismo.
A tentativa de se livrar do controle dos vencimentos pelo Legislativo parte da elite do funcionalismo, sua parcela mais bem remunerada. O valor do salário do ministro do Supremo é a referência para a remuneração de todos os juízes do país, tanto federais como estaduais. O salário do procurador-geral é a referência para todo o Ministério Público. Assim, a revisão do subsídio se estende imediatamente a todo o Judiciário e ao Ministério Público. Os demais servidores do Executivo e do Legislativo também pressionarão o governo por reajustes equivalentes, advertem os técnicos da área orçamentária.
Em defesa da proposta, o procurador-geral usa os mesmos argumentos apresentados pelo ministro Cezar Peluso na justificação de seu projeto. Para ambos, o valor do subsídio mensal será revisto em 1º de janeiro de cada ano "de acordo com a autorização específica prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e nos limites das dotações orçamentárias previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA)".
O aumento do gasto provocado pela revisão do teto salarial precisa, atualmente, ser autorizado pela LDO e constar da LOA. Mas, além disso, a concessão do reajuste precisa ser aprovada por lei específica pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Pela justificação dos dois projetos, o presidente do Supremo e o procurador-geral acham que basta a autorização da LDO e LOA. Depois disso, um simples ato administrativo deles publicaria o novo valor. Essa mudança, argumentam, "tornará o processo legislativo mais célere".
"No fundo, o STF está pedindo ao Congresso uma delegação de competência legislativa", diz o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), que pediu um parecer sobre a constitucionalidade dos projetos.

Educação e reformas são temas centrais
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 19/08/2010 - São Paulo SP
Assuntos que têm pautado a campanha, como política externa e segurança pública, ficaram de fora das questões. Marina e Dilma fizeram dobradinha ao defender a convocação de uma Constituinte só para votar reforma política
DE SÃO PAULO 
Num debate marcado pela troca de farpas e pela polarização entre PT e PSDB, educação e reforma política foram os temas programáticos mais tratados pelos candidatos nos blocos em que trocaram perguntas entre si. Temas que têm pautado a campanha, como segurança pública, política externa e programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família, foram ignorados pelos candidatos à Presidência. Marina Silva (PV) usou uma pergunta de José Serra (PSDB) sobre o ensino técnico para criticar a qualidade das escolas paulistas: "Infelizmente, mesmo com 20 anos de governo do PSDB, temos graves problemas", disse, aumentando o período correto em quatro anos.
O tucano defendeu a rede estadual e repetiu a promessa de abrir um milhão de vagas no ensino  profissionalizante até 2014: "Isso oferece futuro para os jovens e crescimento para a economia". Dilma Rousseff (PT) elogiou o ProUni, que facilita o acesso de estudantes pobres à universidade, para acusar o DEM de tentar extingui-lo no STF (Supremo Tribunal Federal). Serra negou, alegando que a ação do partido aliado questionava apenas uma parte do programa. O candidato do PSDB, por sua vez, questionou a petista sobre o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para criticar o vazamento das provas, em 2009. Segundo ele, o caso "desmoralizou" o teste.
CONSTITUINTE - Marina e Dilma fizeram dobradinha ao defender a convocação de uma Constituinte exclusiva para votar a reforma política. Elas elogiaram a promessa do presidente Lula de se dedicar ao  assunto após deixar o poder, em janeiro. A senadora chegou a propor que o presidente trabalhasse em conjunto com o antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso. Dilma não comentou a ideia. Em outro embate com a petista, Serra criticou o aumento da carga tributária e prometeu, se eleito, baixar impostos sobre a cadeia produtiva e o setor elétrico. Dilma o acusou de usar números defasados e disse que a gestão tucana não investiu em saneamento. Com o clima quente, os presidenciáveis não se lembraram de apresentar ideias para combater a violência e o narcotráfico. Também ficaram de fora polêmicas envolvendo o Bolsa Família, as relações do governo com o Irã e a suposta ligação do PT com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), sustentada por Serra. 

Candidatos distorcem dados sobre saneamento e ensino
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 19/08/2010 - São Paulo SP
Serra culpa Lula por distorções do tucanato, e Dilma cita números irreais. Discussão sobre escolas técnicas esconde um conflito de visões a respeito do papel do governo na educação
GUSTAVO PATU DE BRASÍLIA / ANTÔNIO GOIS DO RIO 
Saneamento e ensino técnico, dois dos temas mais abordados nesta campanha pelos dois principais candidatos ao Planalto, foram tratados à base de dados falaciosos e comparações distorcidas no debate de ontem. Uma tentativa de acusação de José Serra ao governo Luiz Inácio Lula da Silva acabou exemplificando, involuntariamente, mais identidades que diferenças entre as administrações dos arquirrivais tucanos e petistas. Ao prometer zerar os tributos federais sobre o saneamento, Serra culpou Lula pelo aumento das alíquotas de PIS e Cofins, duas contribuições federais, sobre as obras do setor -um feito que, como outros do lulismo, tem suas raízes no tucanato.
Uma lei aprovada em 2002, último  ano do governo FHC, mudou a forma de cálculo e elevou de 0,65% para 1,65% as alíquotas do PIS. A mesma lei determinou que o mesmo deveria ser feito até 31 de dezembro de 2003 com a Cofins, cujas alíquotas saltaram, já sob Lula, de 3% para 7,6% -a mesma taxa de aumento utilizada no PIS. A proposta de Serra foi microscópica: a desoneração do saneamento traria um alívio de R$ 2 bilhões em uma arrecadação total de R$ 1,2 trilhão, somando União, Estados e municípios. Dilma repetiu cifras grandiloquentes sobre os investimentos federais no setor, que não contam com estatísticas oficiais consistentes. A petista citou aplicações de R$ 40 bilhões só no Rio, contra R$ 300 milhões ao ano em todo o país no governo passado.  O primeiro número é intenção de gastos para mais de um ano; o segundo, de origem incerta, é desmentido por dados do Ministério da Saúde, que apontam em 2001 gastos equivalentes a 0,23% do Produto Interno Bruto, ou, hoje, R$ 8 bilhões. Ainda no ataque a FHC, a candidata acusou uma lei de 1998 de impedir a construção de escolas técnicas federais, enquanto fazia uma disputa com o ex-governador Serra em torno da ampliação das redes federal e paulista. A discussão só esconde um conflito de visões a respeito do papel do governo federal no setor. A política na gestão FHC era de incentivar o crescimento da rede de escolas técnicas apoiando Estados e cidades, e diminuindo a participação da União. 

STJunior: está no ar o site do STJ para os pequenos cidadãos
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
Pensão alimentícia, matrícula escolar, guarda, adoção, reconhecimento de paternidade... assuntos que envolvem crianças e adolescentes e são constantemente analisados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A partir desta quarta-feira (18), os pequenos cidadãos vão deixar de ser apenas partes interessadas nos processos que chegam aqui. Eles passam a ter um canal de comunicação para entender o mundo do Direito: é o STJunior (www.stjunior.stj.jus.br), o site infanto-juvenil do Tribunal da Cidadania. O STJ é o primeiro tribunal superior a criar uma página na internet totalmente voltada para esse público.
O STJunior foi projetado não apenas para traduzir a linguagem jurídica para crianças e adolescentes, mas também para que elas compreendam o papel da Justiça nas relações da sociedade moderna. Com a ajuda de seis divertidos personagens e em formato de histórias em quadrinhos, o site explica o trabalho do STJ e a importância daqueles que fazem com que o Judiciário cumpra sua função de interpretar e aplicar as leis.
A ideia do STJunior partiu de uma servidora da Secretaria de Comunicação Social, unidade que coordenou a implementação do projeto. Com o apoio das Secretarias de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Documentação, o site foi desenvolvido dentro do próprio Tribunal, graças à dedicação de uma equipe de vinte pessoas, entre servidores, terceirizados e estagiários. Ilustrações, textos, animações, layouts, tudo foi pensado e executado por profissionais que atuam no STJ.
Com um texto despojado e ao mesmo tempo atento aos detalhes, os personagens Toguinha, Virtus, Webdoc, Mutatis, Judi e Caliandra guiam os pequenos internautas em uma viagem pelo mundo jurídico. As aventuras se tornam ainda mais vibrantes com as cores vivas e o design moderno do site.
O STJunior conta com seis links. No menu “STJ”, as crianças vão aprender sobre justiça e cidadania, conhecer a principal atividade do Tribunal e o projeto de virtualização (transformação dos processos em papel para o meio eletrônico). O link “Turma da Justiça” foi idealizado para mostrar as diferenças entre o trabalho do magistrado, do advogado, do defensor público e do procurador. No “Planeta Gaia”, a garotada vai se familiarizar com os projetos socioeducativos e socioambientais do Tribunal.
Os pequenos mais antenados e até mesmo os desligados têm a providencial ajuda de “Um Outro Mundo”: o dicionário do STJunior. Também há espaço para quem tiver dúvidas ou sugestões, nesse caso é só acessar o “Conexão STJunior” para entrar em contato com a equipe do site. E, por fim, o link “Cuca Fresca” vai entreter crianças, adolescentes e, até mesmo adultos, com atividades lúdicas e educativas.

Prazo para envio de textos da Olimpíada de Língua Portuguesa foi prorrogado até 20/8
Fonte: Portal O Meu Futuro
Inscrições Olimpíada de Língua Portuguesa são prorrogadas
O prazo para envio dos textos da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro foi prorrogado para o dia 20 de agosto. As escolas participantes devem enviar os textos de seus alunos às secretarias de Educação para a primeira seletiva. O prazo inicial acabaria nesta segunda-feira (16). Na edição de 2010, a competição recebeu inscrições de 60 mil escolas de 5.488 municípios.
Todos os participantes terão que escrever um texto sobre o tema O Lugar Onde Vivo. Para os estudantes do 5º e 6º anos, o formato deve ser de poesia. Os alunos do 7º e 8° anos participam com dissertações do tipo memória. Os concorrentes que cursam do 9° ano do ensino fundamental ao 1° ano do ensino médio escreverão crônicas e os estudantes do 2° e 3° anos do ensino médio participam com artigos de opinião.
A olimpíada será realizada em cinco etapas: escolar, municipal, estadual, regional e nacional. Veja como funcionará cada uma dessas etapas e as respectivas premiações no regulamento.
Para avaliar os trabalhos, foram formadas comissões julgadoras com educadores, especialistas de universidades e representantes de entidades ligadas à educação. Cada escola deve escolher os melhores trabalhos que disputam uma seleção municipal. Em seguida, há uma etapa estadual, em que são escolhidos os 500 melhores textos, que vão participar de uma seleção regional, com 152 classificados. Por fim, a etapa nacional escolhe e premia os 20 melhores trabalhos.
Os semifinalistas, finalistas e vencedores serão anunciados em eventos que ocorrerão durante o ano de 2010 em datas, locais e horários a ser informados no endereço eletrônico.
O programa, criado em 2002 pela Fundação Itaú Social, foi adotado pelo MEC (Ministério da Educação) em 2007 e transformado em política pública. A primeira edição, realizada em 2008, conseguiu envolver 6 milhões de alunos.
Fonte: UOL Educação

MEC manda Unip regularizar carga horária do curso de enfermagem
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 19/08/2010 - São Paulo SP
Segundo o ministério, alunos de SP têm tido 3.200 horas de aula, em vez das 3.500 previstas. Reitor nega o problema e critica o MEC por não comunicá-lo sobre o que foi concluído na investigação
FÁBIO TAKAHASHI DE SÃO PAULO 
Investigação do Ministério da Educação verificou que o curso de enfermagem da Unip, a maior universidade do país, não cumpre a carga horária exigida. A conclusão deve ser publicada hoje no "Diário Oficial da União". A Secretaria de Ensino Superior determinou que a escola tem até 30 de outubro para regularizar a situação. Segundo a apuração, restrita a São Paulo, os estudantes têm cerca de 10% menos aulas do que o mínimo previsto -deveriam ser 3.500 horas ao final do curso, mas a escola oferece apenas 3.200. Quanto menor a carga, menores os gastos da escola. As 300 horas de diferença significam 75 dias a menos de aula ao final do curso, considerando quatro horas de atividades ao dia. Na capital, a Unip tem 2.850 alunos na enfermagem, segundo o último censo divulgado.
O reitor da universidade, João  Carlos Di Gênio, contesta a apuração do ministério. Procurado pela Folha, ele se disse surpreso com o despacho. Disse que o curso tem a carga horária regular e critica a pasta por divulgar o resultado da investigação antes de comunicar a instituição. O ministério fez avaliação "in loco" na universidade, em abril, após denúncia. A escola disse inicialmente que a carga horária estava correta, mas o sistema eletrônico a computou errado -posição não aceita pela pasta. Apesar de apontar o problema, o MEC não deverá obrigar que os já formados tenham de repor as aulas.
CARGA HORÁRIA - Professores do curso ouvidos pela reportagem nas duas últimas semanas afirmam que o problema começou em 2005 -e aparece em todos os campi da escola. Àquela época, havia a expectativa de que a   carga da enfermagem fosse reduzida, o que não se concretizou. Duas ex-coordenadoras de curso, responsáveis por algumas das diversas unidades, disseram que, no início do ano de 2009, a emissão dos históricos escolares chegou a ser suspensa, pois nos documentos constava a carga horária inferior (3.200 horas). Alguns dias depois, o documento voltou a ser entregue aos alunos, mas com carga horária de 3.500 horas. O caso foi confirmado à Folha por uma ex-estudante, que, assim como os três professores entrevistados, não quis se identificar. "Nem sabia do problema. Distribuí currículo para encontrar emprego e ninguém me ligou. Talvez tenham visto que havia algo estranho", disse ela, que afirma só ter descoberto que a carga horária era inferior ao reencontrar uma ex-docente. 
Má conduta científica dispara nos EUA
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:32 hs. 
18/08/2010 - Em 16 anos, denúncias de fraude aumentaram 161%; país gastou US$ 110 mi para investigar 217 casos em 2009.
De cada três acusados, um é punido; pressão por produção e briga por cargos e dinheiro induz desvios, diz cientista.
RICARDO MIOTO - DE SÃO PAULO
Há cada vez mais sujeira por baixo dos jalecos brancos: nunca antes os Estados Unidos, grande potência científica mundial e pioneiro na tentativa de coibir fraudes nos laboratórios, teve tantos problemas com desvios de conduta de pesquisadores.
Casos como o de Marc Hauser, biólogo afastado de Harvard há uma semana acusado de distorcer dados em uma pesquisa sobre aprendizado em pequenos macacos, quase triplicaram nos últimos 16 anos. Em 1993, quando o governo federal dos EUA criou uma agência para o assunto, a ORI (Agência para a Integridade em Pesquisa, na sigla em inglês), foram relatadas 86 denúncias de desvios. Em 2009, foram 217, número recorde. O país gastou cerca de US$ 110 milhões investigando esses casos. Historicamente, um terço das investigações resulta em punição - em geral, afastamento de cargos e verbas públicas.
O número foi apresentado pela equipe de Arthur Michalek, biólogo do Instituto Roswell Park (de Nova York), na edição de ontem da revista científica "PLoS Medicine". "Humanos são humanos, alguns vão se deixar seduzir e usar certos atalhos em busca do sucesso, por mais antiéticos que eles sejam", disse à Folha. "A esmagadora maioria dos cientistas são éticos. Infelizmente, trapaças de poucos mancham o trabalho duro do resto de nós". Humanos sempre foram humanos, claro, e fraudes existem desde sempre. O homem de Piltdown é citado com frequência como a maior mentira da história da ciência, e o caso é de 1908.
Na época, foram apresentados fósseis de um suposto elo perdido entre humanos e primatas. Só em 1953 a fraude foi comprovada: tratava-se, na verdade, de uma mistura deliberada de ossos humanos e de orangotango.
Os números americanos, porém, mostram a má conduta ganhando espaço.
Para Sílvio Salinas, 67, físico da USP, a tentação é maior entre as gerações mais novas. "Hoje em dia, há uma enorme pressão, uma grande disputa por posições", diz. "Mas os bárbaros não tomaram conta da ciência ainda."
Fonte: CM Consultoria 

Faltam pilotos para suprir demanda crescente do setor
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 18/08/2010 às 10:24 hs. 
Aviação: Número de formados nas faculdades de ciências aeronáuticas ainda é insuficiente para preencher as novas vagas abertas nas companhias
Por Alberto Komatsu, de São Paulo.
O crescimento do transporte aéreo de passageiros no país há 14 meses consecutivos traz à tona mais um desafio ao setor, além dos gargalos de infraestrutura aeroportuária. Faculdades que formam pilotos admitem que a quantidade de graduados por ano corre o risco de não ser suficiente para atender ao cenário de continuidade dessa expansão prevista para os próximos três anos.
O descolamento entre o acelerado ritmo da necessidade de novos pilotos e a menor oferta de novos profissionais graduados pode ser comprovada com a análise de dois dados distintos.
De 2001 a 2008, faculdades de ciências aeronáuticas formaram 1.589 novos pilotos, ou média de 198,6 por ano. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação, que atualmente reconhece 12 universidades voltadas para o setor aéreo.
Levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por sua vez, mostra que as empresas aéreas de voos regulares precisam de mais pilotos do que os que estão sendo formados todos os anos. Em 2008, por exemplo, haviam 19 companhias com 4.488 pilotos e co-pilotos.
Como no ano anterior 23 empresas aéreas de voos regulares empregavam 4.169 pilotos, entraram no mercado 319 profissionais de 2007 para 2008. As faculdades de ciências aeronáuticas formaram 170 novos pilotos em 2007 e no ano seguinte 200.
"Acredito que vai faltar piloto. As empresas aéreas estão dando preferência para alunos formados em ciências aeronáuticas", afirma o diretor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUC Rio Grande do Sul, Elones Ribeiro. Segundo ele, a maior dificuldade dos alunos são os altos custos do curso.
Três anos de aulas teóricas na PUC-RS custam em torno de R$ 40 mil. Horas de voos em simuladores e bimotores para habilitar o aluno valem mais R$ 70 mil, um investimento total de R$ 110 mil.
"No início, o curso era frequentado pelos filhos das famílias de classe alta do Rio e de São Paulo. Hoje, ele atrai mais a classe média. Alguns alunos contam com ajuda do ProUni (Programa Universidade para Todos, do governo federal, que concede bolsas)". diz Ribeiro, que por 10 anos foi instrutor de voo da Varig.
A PUC-RS foi a primeira a oferecer esse curso, em 1994, após uma parceria com a extinta Escola Varig de Aeronáutica (Evaer), fundada em 1952 após a Varig ter se inspirado no modelo da companhia aérea alemã Lufthansa de preparação de pilotos.
O alto custo para se estudar pilotagem de avião numa faculdade dificultaram a formação da turma de 2010 na Universidade de Uberaba (Uniube), que criou essa disciplina em 1999.
O diretor do curso de ciências aeronáuticas da Uniube, Wander Montandon, diz que de 55 candidatos, apenas 40 pagaram inscrição. Só 28 fizeram a prova - o resto desistiu - e apenas 12 passaram, quantidade que não era viável economicamente para abrir uma turma, conforme conta Montandon.
"Não formamos pilotos em quantidade suficiente para atender ao crescimento da demanda. Todas as empresas aéreas estão comprando mais aviões e precisam de mais tripulação", afirma o diretor do curso de pilotos da Uniube. A faculdade também faz parcerias com aeroclubes para complementar a formação de novos pilotos.
Dados da Anac mostram que 308 escolas de aviação e aeroclubes já emitiram neste ano 192 licenças de pilotos para companhias aéreas. Ano passado, foram 230. Em 2008, mais 333 documentos.
A Anac já investiu R$ 4,7 milhões em dois programas de bolsas para pilotos. A agência entra com 75% do valor e o estudantes arcam com os 25% restantes, diz o superintendente de capacitação e desenvolvimento de pessoas do órgão regulador, Paulo Henrique de Noronha.
O primeiro programa, de 2008, formou 134 pilotos. O segundo está em processo de reformulação das provas, mas a ideia é oferecer 213 bolsas. Até o final do ano, a Anac pretende aplicar mais R$ 1,6 milhão para bolsas voltadas à formação de mecânicos de manutenção, com duração de dois anos.
O coordenador do curso superior de tecnologia em pilotagem profissional de aeronaves da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Marcos Galvão, elogia a iniciativa da Anac, mas diz que ainda há poucas bolsas para alunos praticarem em aeroclubes.
Ele se preocupa com a baixa quantidade de pilotos com boa formação, que passaram por cursos de graduação. "Bons profissionais existem, mas haverá dificuldades. Mesmo assim, sou otimista de que a oferta de pilotos se ajuste à demanda do setor", diz.
Novas oportunidades atraem profissionais diversificados
Aos 32 anos, o office-boy André Garrido Caneschi encontrou um plano B para o iminente sumiço de sua categoria, com a crescente proliferação da oferta de serviços dos motoboys. Há menos de um mês, ele se matriculou no curso preparatório de comissários do Centro Educacional de Aviação do Brasil (Ceab).
"O que me incentivou foi o bom salário, mas é claro que que a carreira de comissário também é atraente, com a possibilidade de conhecer lugares diferentes", diz o futuro "aeromoço", termo que ele mesmo usa para brincar com familiares e amigos.
Seu atual salário mensal é de cerca de R$ 700, mas ele engorda seus rendimentos com mais R$ 200, pois vende seus tíquetes de refeição. Quando se tornar comissário, André estima que o salário inicial será de R$ 2,5 mil.
"A vida não está fácil para ninguém, mas com o meu salário de comissário vou começar uma vida melhor", diz ele, que nunca viajou de avião. "Se der medo é só sorrir que vai ficar tudo bem", responde, ao ser questionado como imagina sua primeira experiência nas alturas.
A busca da carreira de comissário de bordo como uma forma de ascensão social foi constatada pelo diretor da Ceab, Salmeron Cardoso. Ele fundou a escola em novembro de 1998, após ter sido comissário da Varig. "Atualmente temos alunos das classes B, C e até D", diz ele.
Cardoso não acredita que o crescimento do transporte aéreo poderá causar uma falta de comissários. Ele ressalta que se trata de um curso bem mais barato do que o de pilotos, com mensalidade média de R$ 240, e que há um bom contingente de novos profissionais se formando.
No ano passado, a Ceab formou 1,8 mil alunos, sendo 1 mil comissários e 700 atendentes. Para 2010, ele estima um crescimento de 30% no total de alunos formados.(AK) 
Fonte: Valor Econômico 

Sociedade de economia mista pode despedir sem justa causa
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina
Acórdão do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, que afastou a justa causa aplicada na dispensa de empregado por empresa de economia mista, foi confirmado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A  ação, com pedido de reintegração no emprego ou de reversão da justa causa, foi proposta na 2ª VT de Chapecó por ex- empregado da Companhia de Águas e Saneamento do Estado de Santa Catarina (Casan).       
A Casan dispensou o trabalhador porque ele patenteou um produto, com projeto idêntico ao desenvolvido pela empresa, e passou a comercializá-lo entre os usuários. A sentença de primeiro grau considerou correta a aplicação da penalidade ao autor e indeferiu os pedidos.
O TRT catarinense reformou a decisão, declarando a nulidade da despedida, mandando reintegrar o trabalhador, por falta de comprovação da gravidade do ato praticado.
Os empregados das sociedades de economia mista estão sujeitos a regime jurídico em que devem ser seguidas normas próprias das empresas privadas, bem como as exigências e limitações dos órgãos da administração pública. Nas relações de trabalho estabelecidas nesse contexto devem ser aplicados os princípios de direito administrativo.
No julgamento  em segundo grau,  o relator sustentou que a dispensa do empregado de sociedade de economia mista, aprovado em concurso público, deve ser precedida de motivação  justificada por parte do ente público.  O processo administrativo disciplinar realizado na empresa concluiu pela suspensão do autor por seis dias, pena insuficiente, na opinião do relator para qualificar a justa causa. Por conta desse entendimento, o TRT determinou a reintegração do trabalhador ao emprego, com o pagamento de todas as verbas decorrentes.
O processo subiu ao TST com recurso de revista e a reintegração foi transformada em demissão sem justa causa. Para a ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, relatora do recurso, as empresas públicas e sociedades de economia mista,  apesar de terem que contratar seus empregados através de concurso, podem dispensá-los sem a observância do requisito motivação, típico dos atos administrativos vinculados.
PROCESSO Nº TST-RR-241300-05.2008.5.12.0038

Reitores pedem continuidade do PRONERA
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 18/08/2010 - Brasília DF 
TCU vai julgar novo recurso. Professor José Geraldo defende universidade solidária aos movimentos sociais
UnB Agência 
“Para a UnB é fundamental dispor de sua função acadêmica para contribuir e construir uma sociedade solidária”, disse o reitor da UnB, professor José Geraldo de Sousa Junior, em reunião com reitores e professores de universidades brasileiras, representantes do MST e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Eles estiveram na manhã de terça-feira, 17, em reunião com o presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, e com o Secretário de Recursos do TCU, Júnios Marques, para pedir a continuidade do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária. O Pronera está proibido há um ano e meio de firmar convênios com universidades. A decisão partiu do Tribunal de Contas da União por denúncia de corrupção em um convênio com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Um aluno de Agronomia da universidade afirmou que grande parte do orçamento do Pronera era repassado ao Movimento Sem Terra (MST).
O TCU determinou que o Incra, autarquia responsável por repassar os recursos do Pronera, ao invés de firmar convênios com as universidades faça licitação para oferecer os cursos de alfabetização até a pós-graduação. Participariam da concorrência as universidades públicas federais e estaduais, instituições privadas de ensino e Organizações Não Governamentais (ONGs). Há 12 anos o Pronera firma convênios com universidades públicas brasileiras. Aplaudido por todos os presentes, o reitor da UnB deu o tom do encontro e argumentou que as universidades devem ser livres para formular suas parcerias. “Um exemplo bem próximo é o curso de especialização em Direito Público e Controle Externo, para analistas de controle externo do TCU que a UnB ofereceu. Foi um pedido do TCU que formou o convênio com a UnB. Inclusive o curso resultou em um livro em que eu fui o organizador”, disse.  Edward Brasil, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reitor da Universidade Federal de Goiás, defendeu o convênio entre as universidades públicas e o programa. “Os cursos de alfabetização, graduação ou pós-graduação no campo nascem do interesse entre o Pronera e as universidades. A universidade oferece as condições de funcionamento. Abre o seu espaço e dispõe de professores interessados em trabalhar com o programa. Sabemos que abrir uma licitação ficaria bem mais caro.” Segundo o Incra, um aluno de graduação em Agronomia custa R$ 4.500 ao ano. “O aluno que não é do Pronera custa o dobro desse valor. Nós queremos garantir a continuidade do programa, o material didático e o transporte. Não podemos abrir uma licitação e tratar a educação como mercadoria”, disse Adelaide Coutinho, professora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Mônica Molinas, coordenadora do curso de Licenciatura em Educação no Campo da UnB, disse que o Pronera agrega conhecimento à universidade. “Muito mais que contribuir para as comunidades que precisam do programa, os jovens da cidade que de alguma forma entram em contato com a vida do campo, conhecem outra realidade. São alunos que se tornam outros cidadãos, com outra visão do mundo”, disse emocionada. O coordenador do setor de educação do MST, Edgar Kolling, contou que durante a paralisação dos convênios, 50 mil pessoas deixaram de entrar em processo de escolarização. “Nós temos pressa. O Pronera é a política pública mais eficaz na nossa história. Formamos uma grande massa crítica. Isso antes era um trabalho da Igreja. É gente pobre que está proibida de estudar”, argumentou.
Movimentos sociais - O acórdão 2653/2008 do TCU, também proíbe  a participação dos movimentos sociais durante o planejamento, execução e acompanhamento do Pronera. A determinação surgiu com a mesma denúncia de corrupção na Unemat. Clarice dos Santos, coordenadora nacional do Pronera, defendeu a participação dos movimentos sociais no programa. “Está amparada pela Constituição Federal e pela legislação educacional. O Pronera é justamente uma conquista dos movimentos sociais.” Julgamento - Júnios Marques, secretário de Recursos do TCU, reconheceu a importância do encontro para entender melhor o caso. “Aconteceu uma assimetria de informações, agora temos condições de avaliar um caso que afeta diretamente a sociedade. Depois de depoimentos tão emocionados podemos ter a dimensão da decisão tomada”, disse. “Gostaria que essa reunião tivesse sido antes para que não tivesse passado tanto tempo com algo tão importante. Quero assegurar a continuidade do programa. Não podemos desanimar, precisamos estar conscientes da nossa capacidade de mudar a realidade”, completou.
A Secretaria de Recursos do TCU dará um parecer técnico, que seguirá para o ministro Augusto Nardes e, por último, pelo colegiado, que são todos os ministros. O presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, só votará em caso de empate. A decisão ainda não tem data para ser divulgada. Mas o ministro Augusto Nardes, por meio de sua assessoria, prometeu tratar o assunto com prioridade e atenção. Cooperação - O presidente do TCU participou apenas do início da reunião. Pediu cooperação entre o tribunal e as universidades para oferecerem cursos de gestão pública aos servidores públicos. “Quem de nós que assumiu um cargo público tem um curso de gestão? Sentimos necessidade desta capacitação. Percebemos o reflexo desse despreparo no próprio TCU”, disse Ubiratan. 

O X da Educação - Ensino feito a várias mãos
Fonte: Diário Catarinense, 19/08/2010
Sétima melhor colocada no Enem em Santa Catarina, cooperativa formada por pais em Imbituba é exemplo de ensino no Estado
No casarão construído na década de 1960, a menos de 500 metros do mar, três garotos tocam Deep Purple, uma das maiores bandas do rock mundial. Não é uma festa, mas uma aula de música. E também não é em uma escola qualquer, mas uma cooperativa de ensino – a Cooperativa Educacional de Imbituba (Coopeimb). E funciona? O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) diz que sim. No Estado, o colégio foi a sétimo melhor colocado.
A escola não é pública nem particular, mas uma cooperativa administrada por pais. Portanto, não visa a lucro. Ela surgiu em 1994 para atender uma demanda específica. Muitos pais de classe média e classe média alta mandavam seus filhos estudarem em cidades como Laguna, Tubarão e Florianópolis, correndo riscos na BR-101.
O mentor foi Samir Henrique de Morais, professor e funcionário do Banco do Brasil. Por meio do trabalho, recebia diversas informações sobre cooperativismo e resolveu mostrar a ideia para a comunidade em 1994, baseado no projeto de uma escola de Goiás.
– Foi um projeto de cidadania porque a comunidade resolveu um problema, no caso, o deslocamento de jovens pela rodovia federal. E os professores, ao mesmo tempo que dão aulas em um colégio convencional, podem aplicar novas técnicas no Coopeimb – disse Samir.
Segundo a gestora educacional Enadir da Silva Cabral, que seria a diretora em um colégio tradicional, mas preferiu trabalhar na cooperativa, um dos diferenciais do Coopeimb é a ênfase nas artes.
– A ideia era de que os estudantes tivessem, além da forte presença das aulas de artes, prazer em estudar, com uma preparação para o vestibular diferenciada. Hoje, 80% dos estudantes passam no vestibular.
A participação dos pais é apontada como um dos fatores positivos. Uma vez por semana acontecem reuniões do conselho pedagógico e administrativo, tudo feito de forma voluntária e bastante participativa.
– São os pais que não querem as salas de aula cheias porque a escola não visa a lucro. Aqui o foco é a educação. É como se fosse a casinha deles – diz Enadir.
mauricio.frighetto@diario.com.br
MAURÍCIO FRIGHETTO | IMBITUBA
Educação exemplar
Dados
- Nome: Cooperativa Educacional de Imbituba (Coopeimb)
- Fundação: 25 de outubro de 1994
- Número de alunos: 160
- Número máximo de alunos em sala de aula: 35 estudantes
- Mensalidade: R$ 350 *
* Na primeira matrícula, o interessado precisa pagar R$ 1,8 mil, que pode ser parcelado em até 60 vezes. Quando o estudante sair, pode pedir o dinheiro de volta.
Conquistas
7 º lugar no Enem entre as escolas de SC (particulares e públicas).
Aprovação de cerca de 80% no vestibular (contando UFSC, Udesc e Acafe).
1º lugar em Engenharia de Produção na UFSC no ano passado.
1º lugar em Design na Udesc no ano passado.
Bronze na Olimpíada Brasileira de Física (OBF) em 2009.