20/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

OAB cria comissão para discutir propostas sobre Lei de Direitos Autorais

Prioridade para a educação

Estrangeiros no ensino

Divulgada relação de cursos de mestrado e doutorado reconhecidos pelo Conselho Técnico-Científico da CAPES

Ministério da Educação impõe excesso de normas e invade competência das instituições de ensino

Haddad inaugura hoje prédio da UFSC

Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Social requisita informações das instituições sobre a implementação da lei de história da África e Cultura Afro-brasileira

Exposição de cigarros é maior perto de escolas, diz Datafolha   

FNDE disponibiliza recursos para educação essa semana

Educação deve ser prioridade para próximo governo, propõe Conselho de Desenvolvimento

Revolucionando a Educação Universitária através da Gestão do Conhecimento

Provas do Enem - Juíza recoloca gráfica em processo licitatório

MEC reconhece 215 cursos de mestrado e doutorado

Reajuste da escola vai ser maior que inflação

Fidel chama educação nos EUA de "deformada" e "prostituída"

Não basta ler, é preciso pensar

Sobrou dinheiro e faltou educação

UNESCO quer levar projeto educacional a presos

O inchaço do currículo escolar 

Empresas devem continuar a questionar o ponto eletrônico


Esso lança cartão de crédito e busca atrair classes C e D

Escola e aprendizado

OAB cria comissão para discutir propostas sobre Lei de Direitos Autorais
Fonte: Fonte: Conselho Federal da OAB
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu ontem (17), em sessão plenária, constituir uma comissão específica para discutir e apresentar propostas sobre a Lei dos Direitos Autorais no País. A criação da comissão, cujos integrantes ainda serão nomeados, foi anunciada pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, "diante da necessidade de se aprofundar a discussão sobre essa questão da maior complexidade e que comporta hoje diferentes opiniões na sociedade". A comissão foi proposta pelo relator da matéria na entidade, o conselheiro federal por São Paulo, Arnold Wald Filho.
Para exemplificar a complexidade que envolve esse tema, Ophir Cavalcante citou duas posições extremamente divergentes que já estão colocadas no debate. De um lado, o Ministério da Cultura, que fez uma consulta à OAB sobre o tema, defende alterações radicais nos aspectos da arrecadação e distribuição previstos na Lei dos Direitos Autorais; de outro, o Comitê Nacional de Cultura e Direitos Autorais - integrado por diversas entidades de defesa da música e das artes, e inclusive pelos compositores Fernando Brant e Walter Franco - é contra mexer nas regras em vigor. O Comitê, que também procurou a OAB Nacional,  considera o anteprojeto de lei do Ministério da Cultura "uma verdadeira ditadura sobre os direitos autorais". Segundo Ophir, à comissão especial da OAB caberá examinar o tema com equilíbrio, isenção e sem pressa, para emitir a opinião final da entidade.

Prioridade para a educação
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 20/08/2010 às 09:34 hs. 
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) esteve reunido em São Paulo para discutir o Brasil sob um novo governo federal, com um novo presidente da República. Indicou também o que deve ser prioridade para o novo governante.A boa notícia é que o Conselho elegeu a educação como tema prioritário da agenda de desenvolvimento do país nos próximos anos.
A conclusão dos membros do órgão reunidos na capital paulista é que o investimento no ensino regular e profissionalizante deve ser prioridade durante o mandato do próximo presidente. A educação é destaque da Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento -documento elaborado pelo conselho para pautar as políticas públicas do governo federal. A agenda foi apresentada para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho e também servirá de recomendação para quem for eleito o próximo presidente da República.
Não é nenhuma novidade afirmar que o investimento em educação é importante por ter caráter econômico e social. É um investimento social porque promove cidadania e inclusão social. Também é econômico porque forma profissionais melhores.
São várias as recomendações definidas pelo conselho, como a reestruturação da carreira dos professores das escolas públicas, a implementação do ensino básico integral e até a criação de um fundo com recursos provenientes da exploração do petróleo do pré-sal para financiamento à educação. Há ainda a defesa da melhoria dos equipamentos das escolas e um aumento progressivo do investimento voltado à educação.
A campanha eleitoral está sendo acelerada e nas próximas semanas, com certeza passará para a fase de definição do quadro. Porém, no tocante às propostas apresentadas pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, independentemente do resultado das próximas eleições presidenciais, a melhoria da qualidade de ensino no país precisa ser promovida.
Vale ressaltar que a educação sempre foi colocada como prioridade pelos candidatos durante as suas campanhas eleitorais. Porém, nem sempre as promessas e o programa de governo saem do papel. Isso precisa mudar e a oportunidade disso vir a acontecer é agora.
Os candidatos precisam avançar mais nos debates sobre a educação no Brasil, discutir mudanças, novas políticas públicas que abram o caminho para os jovens que sonhar com a faculdade, sem se esquecer do ensino fundamental, da educação infantil, que tantas falhas apresentam em nosso país.
A valorização dos professores é fator essencial dentro dessa finalidade, bem como a qualificação. Enfim, o caminho é bastante conhecido. Resta apenas que ele seja seguido, com os investimentos necessários e as discussões essenciais para se atingir o objetivo que é oferecer educação de qualidade, com escolas públicas eficientes, creches e profissionais qualificados e remunerados dentro da nossa realidade.
Fonte: A Gazeta - MT 

Estrangeiros no ensino
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 20/08/2010 às 10:49 hs. 
Desde 2004 que não passamos um só ano sem que o governo faça tentativas de restringir a presença do capital estrangeiro no setor de educação privada brasileiro.
Vários projetos de lei referentes ao tema passaram pelo Congresso neste período e, mais recentemente, o projeto do deputado Ivan Valente (Psol-SP) tem ocupado o noticiário do setor.
O Brasil possui hoje pouco mais de 4 milhões de estudantes no ensino superior privado presencial e pouco menos de 800 mil no ensino a distância particular.
Estes quase 5 milhões de alunos se dividem em pouco mais de 2 mil instituições de ensino, mantidas ou controladas por pouco menos do que 1,4 mil empresas.
Destas, mais de 70% são empresas com fins lucrativos. O capital estrangeiro está presente em um conjunto de instituições que respondem por quase 20% do alunado superior do país, e junto já movimenta aproximadamente R$ 5 bilhões por ano na educação privada do país.
Praticamente todos os argumentos dos que defendem a restrição do capital estrangeiro carecem dos fundamentos mais básicos e não encontram respaldo nos fatos.
O capital estrangeiro já está presente em um quinto do faturamento do setor e continua a se expandir a partir do que já foi comprado. Não há, do ponto de vista legal, como expulsar os estrangeiros que já estão no Brasil.
Não há sequer uma só prática ou conteúdo, por menor que seja, presente nas universidades controladas por grupos estrangeiros que possuam qualquer ligação com questões ideológicas.
Uma análise mais cuidadosa mostra que as instituições controladas por grupos estrangeiros tiveram um melhoria no seu desempenho acadêmico, medido pelos instrumentos oficiais do Ministério da Educação (MEC), depois que passaram ao controle a estes grupos.
Além disso, as instituições controladas pelos estrangeiros apresentam qualidade bem superior à média nacional. Quem tem que direcionar os critérios de abertura de cursos em função das necessidades do país é o MEC, e isso deve valer para todas as instituições, independente da origem do seu capital.
A bem da verdade, o capital estrangeiro vem trazendo uma série de benefícios à educação brasileira:
- melhoria no nível de gestão das instituições brasileiras;
- aumento da transparência contábil e melhoria dos processos de governança, contribuindo para acabar com a "pilantropia" ainda muito presente neste setor;
- fomento à inclusão social no ensino superior, através do aumento da competitividade com consequente redução de mensalidades e ampliação do acesso ao estudante das classes socioeconômicas menos privilegiadas;
- númeras inovações na relação entre ensino e aprendizagem;
- mais intercâmbio entre alunos e professores brasileiros com seus colegas em dezenas de países.
Ryon Braga é presidente da Hoper Educação
Fonte: Jornal Brasil Econômico 

Divulgada relação de cursos de mestrado e doutorado reconhecidos pelo Conselho Técnico-Científico da CAPES
Fonte: Jornal da Educação
Foi publicada no Diário Oficial da União dessa quinta-feira, dia 19, Portaria nº 1.045, de 18 de agosto, que versa sobre o reconhecimento de cursos de pós-graduação stricto sensu, mestrado e doutorado.
Os cursos foram aprovados pelo Conselho Técnico-Científico - CTC da CAPES, durante reuniões
realizadas no ano de 2009, em 3 a 5 de março; de 22 a 25 de junho; no período de 27 a 31 de julho; de 24 a 28 de agosto; em 28 de setembro a 2 de outubro; no período de 27 a 30 de outubro; e no período de 23 e 24 de novembro.
A íntegra da Portaria com a relação dos cursos reconhecidos pode ser acessada em http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=19/08/2010&jornal=1&pagina=10&totalArquivos=136
 
Ministério da Educação impõe excesso de normas e invade competência das instituições de ensino
Fonte: Jornal da Educação
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional define em seu artigo 12 que os estabelecimentos de ensino terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica.
Verifica-se, contudo, nesses últimos meses, que o Ministério da Educação vem invadindo competência privativa das universidades, centros universitários e faculdades e impondo regras para os projetos pedagógicos.
No último dia 19 de agosto, o Diário Oficial da União publicou ato onde a Secretaria de Educação Superior determina que uma instituição adeque um de seus cursos às Diretrizes Curriculares Nacionais e promova alterações em sua matriz curricular, ementas de disciplinas e normas e regulamentos.
As diretrizes curriculares constituem, no entender do Conselho Nacional de Educação, orientações para a elaboração dos currículos e devem observar o  princípio de assegurar às instituições de ensino superior ampla liberdade na composição da carga horária a ser cumprida para a integralização dos currículos, assim como na especificação das unidades de estudos a serem ministradas.
Como o próprio nome afirma, são "diretrizes" que podem (ou não) serem seguidas, respeitada a autonomia universitária que é consagrada pela Carta Magna.
Interferir na definição até das emendas constitui-se, no mínimo, uma afronta ao que preceitua a lei maior. Outro exemplo que pode ser evidenciado prende-se ao absurdo de proibir a adoção de determinados livros.
O MEC,  sob o pretexto de atualização de acervos, passou a exigir que as IES retirem as obras do autor Damásio Evangelista de Jesus das bibliografias básicas e complementares das disciplinas de Direito Penal e de Direito Processual Penal. Essa aberração pode ser vista nos termos de saneamento de deficiência dos cursos de Direito de inúmeras instituições. Adiciona uma justificativa afirmando que "o motivo é simples: à vista da Comissão de Especialistas, as obras do autor estão ultrapassadas e não mais respondem aos atuais questionamentos das disciplinas supracitadas." A interferência é, sob o ângulo de um país democrático, intolerável.
Estamos voltando a 1759, quando princípios semelhantes levaram D. José I, rei de Portugal, que ainda dominava todas as Colônias, estabelecer a primeira reforma do ensino aplicada ao Brasil, sob a influência de Marques de Pombal.
No histórico documento, ordenado há 251 anos, consta proibição para o ensino nas escolas das obras de Manoel Alvares, Antonio Franco, João Nunes Freire, João Soares e de Madureira. Também justificava sua decisão afirmando que as mesmas contribuíam mais para fazer dificultoso o estudo da latinidade no reino e por serem inúteis.
No documento de agora, o governo brasileiro diz que se for identificado o descumprimento de quaisquer das cláusulas pelas instituições será instaurado, de imediato, o processo administrativo que poderá levar ao encerramento de atividades do curso.
Já no instrumento jurídico de dois séculos e meio atrás, constava que os que descumprissem a determinação seriam logo presos para serem castigados ao "meu real arbítrio" e não poderiam mais abrir classes no reino e nos domínios.
Não estamos fazendo a defesa dos autores, nem das instituições atingidas, mas sim um alerta para o forte retrocesso em que nos encontramos.

Haddad inaugura hoje prédio da UFSC
Fonte: Diário Catarinense, 20/08/2010
O ministro da Educação, Fernando Haddad, estará hoje em Curitibanos para inaugurar o primeiro de oito prédios do complexo do Campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A solenidade de inauguração acontece às 10h, no próprio campus, na localidade de Potreiro dos França, a cinco quilômetros do Centro da cidade. O lançamento da pedra fundamental do campus da UFSC em Curitibanos ocorreu em dezembro de 2007. Desde então, as aulas foram ministradas na estrutura da Universidade do Contestado (UnC). Com a conclusão das obras na UFSC, as aulas foram transferidas para o prédio próprio da instituição no dia 12 de abril.

Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Social requisita informações das instituições sobre a implementação da lei de história da África e Cultura Afro-brasileira
Fonte: Jornal da Educação
Sob o argumento da que é preciso "informar ao Exmo. Sr. Presidente da República" o cumprimento da Lei 10.639, de 2003 e a 11.645, de 2008  e de normas complementares, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial está solicitando informações sobre as práticas que estão sendo feitas pelas instituições educacionais.
O órgão solicita que seja encaminhada cópia do conteúdo das disciplinas e atividades curriculares dos cursos ministrados, bem como outras informações e relato de experiências de práticas de implementação.
No expediente que vem sendo encaminhado é concedido um prazo de trinta dias para a remessa das respostas.
 
Exposição de cigarros é maior perto de escolas, diz Datafolha   
Fonte: http://www.linearclipping.com.br/cnte/, 20/08/2010
VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DE SÃO PAULO
Na mesma quadra do Colégio Renascença, em Santa Cecília (centro de SP), dois bares e uma padaria vendem cigarros. Em frente à escola estadual Rodrigues Alves, na avenida Paulista, duas bancas de jornal também.
Na cidade de São Paulo, 70% dos pontos de venda de derivados do tabaco ficam de um a três quarteirões de distância de alguma escola, segundo pesquisa Datafolha encomendada pela Aliança de Controle do Tabagismo- ONG ligada à OMS (Organização Mundial da Saúde).
Quanto mais perto, mais forte é a exposição da indústria tabagista, com maior visibilidade dos cigarros e de materiais promocionais para adolescentes. A propaganda é visível aos jovens em 66% dos lugares visitados.
Segundo Stella Bialous, pesquisadora brasileira da Universidade da Califórnia, consultora da OMS e presidente do Instituto de Políticas do Tabaco dos EUA, a situação é a mesma na Austrália, nos EUA e no Canadá.
"Vários documentos internos da indústria mostram que, quando há regulamentação de marketing de um lado, os fabricantes investem mais nos pontos de venda."
Para a psicóloga Cristina Perez, do Inca (Instituto Nacional de Câncer), a pesquisa fundamenta um novo passo na restrição ao cigarro: proibir a exposição dos maços.
No Canadá, eles são guardados em gavetas, longe dos olhos do público. Na Austrália, uma lei criou caixas genéricas para todas as marcas.
No Cratod, o centro de tratamento de dependência química do Estado, 90% dos fumantes em terapia começaram o vício na adolescência.
Proibida desde o ano 2000, a propaganda de cigarro é vetada nos meios de comunicação de massa no país.
Colaborou MARIO CESAR CARVALHO

FNDE disponibiliza recursos para educação essa semana
Fonte: Jornal da Educação
Nos últimos dias, o Fundo de Desenvolvimento da Educação (FNDE) distribuiu R$ 74.356.964,03 para secretarias e escolas do país. O montante integra os programas Brasil Alfabetizado, com R$ 27.200.223,12, e Dinheiro Direto na Escola, que recebeu 47.156.740,91.
Do Programa Brasil Alfabetizado foram destinado R$ 5.615.995,00 para a Secretaria de Educação do Maranhão; R$ 8.536.115,00 para a Secretaria de Educação de Minas Gerais; R$ 3.841.866,00 para a Secretaria de Educação da Paraíba; e R$ 3.804.465,00 para a Secretaria de Educação do Paraná. O restante do valor, R$ 5.401.782,12, foi depositado na conta de diversos outros municípios.
Já os recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola foram distribuídos para as escolas cadastradas no programa que oferecem atividades recreativas de fim de semana, que receberam R$ 18.630.040,00; outros R$ 309.000,00 foram para instituições que têm o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola); R$ 7.902.628,50 para escolas de ensino fundamental e médio; e R$ 20.315.072,41 forma depositados na conta das escolas que oferecem ensino integral.

Educação deve ser prioridade para próximo governo, propõe Conselho de Desenvolvimento
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 19/08/2010 - Brasília DF
Agência Brasil 
São Paulo – O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) elegeu a educação como tema prioritário da agenda de desenvolvimento do país nos próximos anos. Membros do órgão reunidos nesta quinta-feira (19/8), na capital paulista, afirmaram que o investimento no ensino regular e profissionalizante deve ser prioridade durante o mandato do próximo presidente. A educação é destaque da Agenda para o Novo Ciclo de Desenvolvimento – documento elaborado pelo conselho para pautar as políticas públicas do governo federal. A agenda foi apresentada para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho e também servirá de recomendação para quem for eleito o próximo presidente da República.  O ministro da Relações Institucionais e secretário-executivo do CDES, Alexandre Padilha, afirmou que o investimento em educação é importante por ter caráter econômico e social. “É um investimento social porque promove cidadania e inclusão social. Também é econômico porque forma profissionais melhores.” Entre as medidas recomendadas pelo conselho, estão a reestruturação da carreira dos professores das escolas públicas, a implementação do ensino básico integral e até a criação de um fundo com recursos provenientes da exploração do petróleo do pré-sal para financiamento à educação.
Integrante do CDES, o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José   Lopez Feijóo, defendeu também a melhoria dos equipamentos das escolas e um aumento progressivo do investimento voltado à educação. Para ele, independentemente do resultado das próximas eleições presidenciais, a melhoria da qualidade de ensino no país precisa ser promovida. Feijóo disse que, apesar do CDES ser um órgão criado pelo presidente Lula em 2003, ele é suprapartidário e tem representantes dos mais diversos setores. Por isso, assinalou Feijóo, as recomendações do conselho devem ser levadas em consideração qualquer que seja o chefe do Executivo. “O CDES é um espaço da democracia participativa.” 

Revolucionando a Educação Universitária através da Gestão do Conhecimento
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 19/08/2010 às 10:56 hs. 
Não seria possível se pensar em mecanismos para reconhecer e recompensar os professores e pesquisadores que mais compartilham seu conhecimento?
Por: José Cláudio Terra
Alguns setores da sociedade são particularmente avessos a rápidas e radicais mudanças. Em particular, podemos destacar a igreja católica, os militares e as universidades. Neste texto, nós vamos nos ater às universidades no contexto da revolução da gestão do conhecimento.
É nossa convicção que existe uma oportunidade de reinventar nossas universidades. Nossos métodos de ensino (e não de aprendizado) e de pesquisa pouco evoluíram nas últimas décadas e quem sabe mesmo nos últimos séculos. Em boa medida, apesar de alguns esforços para estimular o trabalho em equipe, eles ainda se centram na relação professor, detentor do conhecimento e aluno, recipiente do conhecimento. Também pouco se utilizam dos conceitos, estruturas organizacionais inovadoras e das ferramentas colaborativas e de gestão do conhecimento que já estão sendo utilizadas em grande escala por organizações líderes.
Neste texto provocativo, listo abaixo dez temas para reflexão:
1. Será possível que na Era das inovações trans-disciplinares e do trabalho baseado em rede e em projetos, nossas universidades ainda insistam na estrutura departamental levada ao extremo?
2. Como se justifica que universidades públicas não exijam que seus professores e alunos (principalmente de pós-graduação) divulguem seu trabalho de forma mais aberta para a sociedade? Será que o mecanismo de trabalhos publicados, dissertações e teses em papel nas bibliotecas leva em consideração as melhores tecnologias atualmente existentes?
3. Quem sabe o quê nas nossas universidades? É possível para um cidadão comum ou mesmo para os mais familiarizados com o meio acadêmico chegar na porta (sites) das nossas universidades e realmente descobrir quem sabe o quê? Quem tem interesse em que? Quem está fazendo o quê?
4. Na Era do “Information Overload” é possível saber quais foram os 100 trabalhos mais relevantes, mais consultados e melhor avaliados de uma grande universidade ou mesmo grande departamento?
5. Não seria possível se pensar em mecanismos para reconhecer e recompensar os professores e pesquisadores que mais compartilham seu conhecimento? Não existiriam também mecanismos para reconhecer também os alunos que mais compartilham seu conhecimento?
6. Por que apenas no primeiro dia oficial de aula os alunos têm acesso aos textos, notas de aula, dinâmicas e exercícios? Por que estas coisas não estão permanentemente disponíveis para qualquer um acessar a qualquer momento? Por que não reservar o precioso horário de aula apenas para debates e discussões?
7. Quais são os mecanismos existentes para se capturar os “insights” registrados na sala de aula (e fora dela) e torná-los disponíveis para outros alunos e novas turmas? Será que os professores são o único e melhor mecanismo de transmissão do conhecimento?
8. Seria possível se pensar em mecanismos mais efetivos de educação continuada? Ou melhor: seria possível se pensar em um mecanismo onde os alunos nunca saem da universidade? Onde eles apenas escolhem o grau e freqüência de contato?
9. Quando nossos bibliotecários vão deixar de ter um mero papel de controladores do fluxo e estoque de publicações da biblioteca para se tornarem efetivos “knowledge brokers” especializados em áreas temáticas?
10. Seria possível mudar-se totalmente o conceito de classe, turma e disciplina? Seria possível se estruturar uma universidade a partir de equipes de projeto, objetos do conhecimento, knowledge brokers, mapas de competência e expertise? Seria possível se criar um mercado aberto para os demandantes e “ofertantes” de conhecimentos?
O que se precisa para fazer várias das idéias acima se tornarem realidade? Temos uma resposta relativamente simples, mas longe de ser trivial em sua aplicação: Empreendedorismo! Talvez estejamos equivocados, mas é difícil imaginar que nossas universidades mais respeitadas e tradicionais venham a se reinventar com base nas idéias acima. Alguém vindo de algum lugar ou setor inesperado vai revolucionar nossa educação universitária. Não sabemos quem fará isto, mas temos certeza que alguém o fará. Como em outros setores da economia, normalmente não são as grandes empresas e líderes tradicionais (“incumbents”) aqueles que estão dispostos a romper com o status quo. Como diria Joseph Schumpeter: Viva a Destruição Criativa! 
Fonte: Portal Terra Forum 

Provas do Enem - Juíza recoloca gráfica em processo licitatório
Fonte: Diário Catarinense, 20/08/2010
A Justiça Federal decidiu, ontem, que a Gráfica Plural poderá continuar participando da licitação para a impressão das provas do Enem de 2010. Com isso, o processo de contratação deverá ser reaberto. Ele havia sido suspenso por meio de uma decisão liminar no último dia 3, após a Plural impetrar mandado de segurança contra ato do Inep, instituto responsável pelo exame. O órgão inabilitou a Plural do processo licitatório sob a justificativa de que a gráfica não havia comprovado a execução de serviços similares aos exigidos na licitação, no que se refere a condições de segurança e sigilo "no manuseio de dados variáveis''. A gráfica contestou e disse que foi desclassificada antes da segunda etapa do processo.
As escolhas dos jovens, por Letícia Bechara*
Fonte: Diário Catarinense, 20/08/2010
Venho pensando sobre isso há algum tempo: escolhas. Fazemos várias delas, todos os dias, algumas mais importantes do que outras, mas sempre escolhas. Minha filha, de 16 anos, realizou um sonho, de uma escolha de muito tempo atrás: fazer um intercâmbio de high school e vivenciar o dia a dia em uma escola americana. Muitas experiências e aprendizado. Nos encontramos no final do programa, na cidade onde ela morou por 10 meses. Qual não foi minha surpresa: no primeiro café da manhã, ao pedir um chocolate quente e torradas, ela escolheu um refrigerante de limão e batatas cozidas.
Matriz cultural foi tudo aquilo que, por quase 15 anos, tentei imprimir nos meus filhos: meus valores, meu padrão de conduta, meu regime alimentar, minhas prioridades. Enfim, a vida que levo com eles. Ao passar pela experiência do intercâmbio, a matriz cultural recebeu novas marcas.
Como jovem, ela está na encruzilhada da escolha profissional. No terceiro ano do ensino médio, com os desafios do vestibular, do Enem; da escolha da carreira, da faculdade, do curso etc. Aos 17 anos tomará muitas decisões. Já não farei parte de muitas delas, mas posso compartilhar outras.
Ela fará suas escolhas e tomará suas próprias decisões. A matriz foi impressa e agora poderemos acompanhar os resultados. Esse é nosso papel como pais: orientar, acompanhar e apoiar. Mostrando que, a partir de cada escolha, vêm as consequências. Etapas a cumprir: conclusão do ensino médio, avaliação do Enem, vestibular, entre outras que virão depois.
Estaremos juntos, acompanhando sempre e torcendo para que façam boas escolhas, lembrando que, um dia, já tivemos que fazer as nossas, que nos tornaram o que somos hoje. Mesmo que quisermos, não poderemos poupá-los. Terão que passar por isso. É isso que fazemos todos os dias: escolhemos.
*PROFESSORA, COORDENADORA DE VESTIBULAR

MEC reconhece 215 cursos de mestrado e doutorado
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 19/08/2010
País tem cerca de quatro mil cursos reconhecidos.
Do G1, em São Paulo 
O Ministério da Educação reconheceu 215 novos cursos de pós-graduação stricto sensu, de mestrado e doutorado, em portaria publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19). Antes de serem reconhecidos pelo MEC, os cursos foram recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior  (Capes) e homologados pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Os cursos reconhecidos neste ano passarão por avaliação em 2013, juntamente com os outros cerca de quatro mil cursos recomendados pela Capes e pelo MEC. Segundo a Capes, os cursos existentes atualmente passam por avaliação que começou   em julho e vai até setembro. A previsão é que os resultados sejam divulgados em novembro. Nessa avaliação, os cursos recebem nota de 1 a 7. Aqueles que têm nota 1 e 2 são descredenciados pelo MEC. Aqueles que têm nota 6 e 7 são considerados cursos de excelência.

Reajuste da escola vai ser maior que inflação
Fonte: Jornal da Tarde , 20 de agosto de 2010
A mensalidade das escolas particulares para 2011 deve subir mais do que inflação do ano — que até agora está acumulada em 4,6% nos últimos doze meses, segundo o IPC-A medido pelo IBGE. A previsão é do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp).
O índice do reajuste será influenciado pelo aumento salarial de cerca de 7% dado aos professores e funcionários e pelas altas taxas de inadimplência, explica o presidente do Sindicato, José Augusto de Mattos Lourenço. Em julho, o porcentual de alunos que não pagaram as mensalidades subiu para 10,65%, o mais elevado desde o início do ano.
A inadimplência é monitorada mês a mês pela entidade sindical. Em julho de 2009, era de 10,49%. “É normal o índice subir no mês das férias escolares, pois os pais viajam e se esquecem de pagar a escola. Mas a média registrada em 2010, de 8,5%, é muito elevada”, avalia Lourenço.
Já o aumento do salário dos funcionários acima da inflação é resultado de um acordo firmado com os sindicatos que representam a categoria. Outro fator de elevação da anuidade, de acordo com Lourenço, é causado pela necessidade de inovação tecnológica. “Os laboratórios, sobretudo de informática, estão cada vez mais sofisticados e precisam de atualização constante, o que onera o setor.”
As escolas já começam a elaborar a planilha de custos para fixar as anuidades de 2011 e, segundo Lourenço, esses índices têm peso importante na despesa da instituição de ensino. O assunto foi discutido durante reunião com mantenedores, ontem, em Sorocaba. Os índices de reajuste devem variar de acordo com a região em que a escola está situada e o perfil de alunos que ela atende. Isso porque a inadimplência também difere de cidade para cidade.
Em São Paulo, por exemplo, a média registrada em julho foi de 10,42% — inferior ao índice estadual. As escolas que mais sofreram com a inadimplência no mês foram as de São José dos Campos, onde o índice chegou a 17,72%. “Isso ainda é reflexo das demissões que a Embraer efetuou na região”, justifica Lourenço. (Carolina Dall’Olio e José Maria Tomazela). Em São Paulo, por exemplo, a média registrada em julho foi de 10,42%, inferior ao índice estadual.

Fidel chama educação nos EUA de "deformada" e "prostituída"
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 20/08/2010
O ex-presidente de Cuba Fidel Castro qualificou na quinta-feira (19) de "deformada" e "prostituída" a educação nos Estados Unidos, em um novo artigo de sua série "Reflexões" divulgado nesta quinta-feira no site oficial "Cubadebate". Fidel faz eco a um estudo publicado pela Universidade de Beloit (Wisconsin, EUA), que afirma, entre outras considerações, que os jovens que devem se formar em universidades americanas em 2014 não usam relógio porque consultam a hora em seus telefones celulares, acham que Beethoven é um cachorro e Miguel Ángel um vírus de computador. "Dá um frio na barriga quando se vê até que ponto a educação pode ser  deformada e prostituída, em um país que conta com mais de 8 mil armas nucleares e os mais poderosos meios de guerra no mundo", assinala o líder cubano em sua nova coluna intitulada "Por acaso exagero?". "E pensar que ainda há pessoas capazes de dizer que minhas advertências são exageradas!", acrescenta Fidel, que completou 84 anos no dia 13 de agosto.
O comandante reapareceu na cena pública no princípio de julho após quatro anos convalescente pela doença que em 2006 o obrigou a delegar a Presidência de Cuba a seu   irmão Raúl, que foi ratificado no cargo em fevereiro de 2008. Desde seu retorno, o tema recorrente de suas aparições públicas, intervenções e colunas foi advertir da iminência de uma guerra nuclear derivada de um eventual ataque dos Estados Unidos ao Irã. Fidel também propôs uma espécie de mobilização internacional para tentar convencer o presidente americano, Barack Obama, a não entrar em guerra com o Irã e evitar assim uma hecatombe atômica que, na sua opinião, ameaça o planeta. Apesar de ter deixado a presidência, o líder continua sendo o primeiro-secretário do governante Partido Comunista de Cuba. 

Não basta ler, é preciso pensar
Fonte: ABMESeduca.com agosto 19th, 2010
Author: Ryon Braga
Presidente da Hoper Educação
O incentivo à leitura tem sido um dos maiores desafios dos educadores já há alguns séculos. Iniciativas públicas e privadas que aproximam a criança e o jovem do livro vem se multiplicando em todo o país, com sucesso crescente. Já passamos da marca de leitura de dois livros por ano por pessoa no Brasil. Parece pouco, mas esta estatística dobrou nos últimos 20 anos, mas ainda assim é quatro a cinco vezes menor do que em países europeus.
Fazendo uma analogia ao processo de universalização do ensino fundamental – primeiro foi a preocupação em ofertar escolas para todos, agora vem a necessidade de melhorar a qualidade. Na leitura idem. Primeiro precisamos incentivar o hábito da leitura em todas as camadas sociais, depois precisamos aperfeiçoar este hábito.
Um dos projetos mais inovadores do país no que se refere ao aperfeiçoamento máximo do hábito da leitura chama-se PAE – Programa de Aceleração da Erudição, que é uma iniciativa da ONG Reaprendentia, com sede em Foz do Iguaçu-PR. Com o lema “Estudo, eis tudo”, a instituição elaborou um programa diferenciado que estimula jovens e adultos não apenas a cultivar o hábito da leitura, mas a trabalhar o texto lido de forma muito mais abrangente, considerando, entre outros, os seguintes elementos:
a) Compreensão em profundidade do texto lido.
b) Análise minuciosa e detalhada do conteúdo da obra.
c) Avaliação crítica e comparativa do conteúdo.
d) Debates para a ampliação da visão de conjunto contrastando visões e interpretações da obra.
e) Discussões sobre a contextualização da obra na realidade existencial do leitor.
f) Desenvolvimento da capacidade argumentativa e expositiva do leitor, exigindo mais do que a compreensão da obra, pois inclui a necessidade de integração cognitiva com o conhecimento prévio do leitor.
A Reaprendentia trabalha ainda com a otimização dos hábitos de estudo, ensinando a pessoa a como estudar melhor e aprender mais. Esta prática é de necessidade vital para o ensino brasileiro, uma vez que os exames oficiais como o ENEM e o ENADE tem média de aproveitamento inferior a 50%.
Pesquisa realizada pela Hoper Educação com uma amostra de 200 estudantes que fizeram a última prova do ENADE (o exame que avalia o desempenho do estudante de ensino superior brasileiro) demonstrou que 52% das questões que eles erraram no exame não foi devido a falta de conhecimento do conceito do que estava sendo perguntando, mas sim devido à incapacidade do estudante em compreender o enunciado da questão.
Evidências como esta mostram que não basta incentivar a leitura, mas precisamos ensinar a pensar, raciocinar, criticar, avaliar, interpretar, comparar, sintetizar, argumentar, expressar, etc. Só assim poderemos afirmar que a educação muda o país.

Sobrou dinheiro e faltou educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Revista Época, 13/08/2010
Fundação ligada à Igreja Renascer é acusada de desviar R$ 2 milhões que deveriam ter sido usados em programa de alfabetização de adultos
Wálter Nunes 
A Igreja Apostólica Renascer em Cristo está entre as instituições religiosas que mais crescem no país. Fundada na sala da casa de Sônia e Estevam Hernandes, bispa e apóstolo da igreja, tornou-se em 24 anos um conglomerado de mais de 800 templos (espalhados pelo Brasil, por países da América Latina e Estados Unidos), escola, gravadora e emissoras de rádio e TV. Os eventos promovidos pela igreja reúnem milhares de pessoas. Mas, assim como os fiéis, proliferam na Justiça as ações contra a Renascer e seus dirigentes. A última delas vem do Ministério Público Federal (MPF), que acusa a Fundação Renascer, uma entidade assistencial ligada à igreja, de desviar R$ 1.923.173,95 recebidos do governo federal graças a dois convênios celebrados com a Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação. Os acordos foram assinados em 2003 e 2004 e previam a alfabetização de 23 mil jovens e adultos e a formação de 620 professores. As dúvidas começaram em 2007, quando auditores da FNDE e da Controladoria-Geral da União (CGU)investigaram a aplicação dos repasses das verbas do Ministério da Educação para ONGs integrantes do programa Brasil Alfabetizado. Ao ser submetida à auditoria, a Fundação Renascer, para justificar gastos, apresentou uma lista de nomes de professores e alunos que teriam participado do programa de alfabetização. A lista não continha, porém, nenhum número de documento, como CPF, que comprovasse a existência das pessoas mencionadas. Foi rejeitada pela auditoria.
O caso foi então remetido para o Ministério Público Federal em São Paulo. A Fundação Renascer enviou ao MPF um cronograma de aulas de educação religiosa – recheado de erros   de português – para tentar atestar a existência do curso. O roteiro incluía temas como “conhecer a Bíblia”, “a importância da fé e da fidelidade como filhos de Deus” e “a história de Neemias”. Indicou também testemunhas, que foram ouvidas pelo Ministério Público. Somente duas conseguiram comprovar que houve um curso de alfabetização e mesmo assim para apenas 300 alunos, muito longe dos 23 mil estabelecidos pelos convênios assinados com a FNDE. Outras testemunhas disseram ainda que o dinheiro do convênio depositado na conta da Fundação Renascer era sacado em espécie por pessoas não identificadas. Na ação, o procurador Sérgio Suiama pede que os responsáveis pela Fundação Renascer sejam condenados a devolver à FNDE os R$ 2 milhões relativos ao convênio, percam os direitos políticos por cinco anos e não possam mais assinar contratos com a União. “Eles não conseguiram comprovar que o dinheiro da FNDE realmente foi usado para alfabetizar adultos. Mesmo que uma pequena parte tenha frequentado aulas de religião, isso é irregular”, diz Suiama. Segundo Suiama, os temas das aulas mostram que a Renascer pode ter usado verba pública para difundir as crenças da igreja. “O cronograma das aulas de religião complica ainda mais a situação, pois o dinheiro do convênio nunca poderia ter sido usado para promover proselitismo religioso. A Constituição determina que o Brasil é um estado laico, não pode patrocinar nenhuma prática religiosa”, diz Suiama.
O principal alvo da ação do Ministério Público é o deputado estadual bispo José Bruno (DEM-SP), que era vice-presidente da Fundação Renascer e assinou os convênios com a FNDE em 2003 e 2004. Hoje fora da Renascer para montar sua própria igreja, o deputado José Bruno diz que  jamais trabalhou no programa de alfabetização da fundação e só assinou os convênios porque os verdadeiros responsáveis, a bispa Sônia (presidente da fundação) e o apóstolo Estevam Hernandes, estavam ausentes. “Eu assinei os convênios porque Estevam e Sônia estavam fora do país”, diz ele. “Eu nunca toquei esse projeto e isso consta inclusive no depoimento de uma testemunha que diz que nunca tratou de assuntos desse programa comigo.” Segundo a CGU, Bruno teria atrapalhado o trabalho dos fiscais que foram verificar o destino do dinheiro dos convênios e evitou fornecer documentos à auditoria.
A Renascer, em nota, refutou “qualquer acusação de malversação de verbas públicas” e disse ter havido “apenas entendimentos errôneos da FNDE com relação a valores”. Disse que alfabetizou mais de 15 mil pessoas e anexou fotos com cenas de salas que supostamente seriam a prova da realização do programa de alfabetização. Quanto ao ensino religioso, afirmou que as cartilhas baseadas em assuntos da Bíblia “trouxeram resultados que superaram outras técnicas”. Disse ainda que as dúvidas levantadas sobre o trabalho da fundação vêm de “denúncias desleais, acusações sem provas” feitas por “pessoas sob suspeição absoluta” que teriam “claros interesses próprios em prejudicar a igreja”. A bispa Sônia e o apóstolo Estevam foram presos em 2007 ao tentar entrar nos Estados Unidos com US$ 56 mil escondidos em uma Bíblia e um porta-CDs – eles haviam declarado ao Fisco americano que entrariam com apenas US$ 10 mil. Em dezembro do ano passado, eles foram condenados pela Justiça Federal a quatro anos de prisão e multa de R$ 150 mil cada um por evasão de divisas. Apresentaram recurso contra a condenação. 

UNESCO quer levar projeto educacional a presos
Fonte: Jornal da Educação
Nessa quarta-feira, dia 18, foi proposto pelo representante da área educacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Timothy Ireland, o desenvolvimento de um plano piloto para que  os presos tenham maior acesso à cultura por meio leituras de livros e revistas. A iniciativa seria desenvolvida em parceria com o governo. A apresentação do projeto ocorreu durante encontro com representantes do governo federal, no estande do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), na 21ª Bienal Internacional do Livro,  realizada em São Paulo.
Dados apresentados por Ireland, com base em informações do Ministério da Justiça, revelaram que apenas 10,35% da população carcerária do país têm algum tipo de atividade educacional. Os jovens entre 18 e 34 anos, negros, pobres e com baixa escolaridade representam 73,83% da população carcerária. Cerca de 66% não concluíram o ensino fundamental. Entre os objetivos do projeto está a multiplicação do número de educadores tanto para a alfabetização como para orientações sobre a escolha dos livros e compreensões do conteúdo.

O inchaço do currículo escolar 
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 20/08/2010 - São Paulo SP
Introduzidas no currículo do ensino médio para afirmar teses "politicamente corretas" ou em resposta a pressões ideológicas e corporativas, disciplinas como cultura indígena e cultura afro-brasileira estão agravando as distorções do sistema educacional brasileiro. Não bastasse a dificuldade que já enfrentam para ensinar aos alunos as disciplinas básicas, como português, matemática e ciências, ao serem obrigados a lecionar disciplinas criadas com o objetivo de resgatar a "dívida histórica com a escravidão" e a "dívida social com os povos da floresta", muitos professores acabam perdendo o controle dos seus cursos, transformando-os em verdadeiros pastiches de informações ideologicamente enviesadas.
Só nos últimos três anos, emendas aprovadas pelo Congresso incluíram seis novas disciplinas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Além de cultura afro-brasileira e cultura indígena, a rede escolar de ensino básico também tem de oferecer as disciplinas filosofia, sociologia, meio ambiente, regras de trânsito e direitos das crianças e dos idosos. Tramitam ainda no Congresso centenas de projetos propondo a criação de mais "conteúdos" como esses. No levantamento que fez para sua tese de doutorado, a professora Fátima Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais, constatou que só a Câmara dos Deputados recebeu 545 propostas desse tipo, entre 1995 e  2003. O inchaço do currículo acarreta graves problemas. Compromete a adoção de novos projetos pedagógicos, obriga os professores a reduzir a carga horária das disciplinas básicas, para lecionar as novas matérias, e acarreta desperdício de recursos, pois as escolas têm de produzir material didático. Esses problemas tendem a perpetuar a má qualidade da educação básica, como deixa claro o desempenho dos estudantes brasileiros nas provas e testes internacionais de avaliação de conhecimento. Com uma alfabetização e uma formação deficientes, eles estão sempre nas últimas colocações. Políticos, movimentos sociais e entidades engajadas defendem a introdução das novas disciplinas alegando que elas promovem a inclusão social. Segundo eles, a "escolarização" de temas sociais abriria caminho para a justiça social. Os especialistas discordam. "A escola tem de dar os fundamentos para que o aluno faça sua leitura do mundo. Não é a oferta de disciplina sobre drogas que vai garantir que o jovem se afaste do vício", diz a presidente do Conselho Nacional de Secretários da Educação, Yvelise Arcoverde.
No mesmo sentido, não são disciplinas como cultura afro-brasileira e cultura indígena que vão reduzir as disparidades de renda. Como tem sido evidenciado pelas recentes e bem-sucedidas experiências de países como a Coreia do Sul e a Índia, só a  formação básica de qualidade garante a redução da pobreza e assegura o capital humano necessário a uma economia capaz de ocupar espaços cada vez maiores no mercado mundial. "Cada vez mais se está entulhando coisas nos currículos, por meio de emendas na LDB", afirma a pesquisadora Paula Lozano, da Fundação Lemann. "São tantas emendas que se torna impossível montar um currículo", argumenta Mauro Aguiar, do Colégio Bandeirantes.
Em vez de ser objeto de decisão legislativa, a organização do currículo escolar deveria ficar a cargo de órgãos técnicos e as redes escolares deveriam ter autonomia para definir os conteúdos pedagógicos que consideram necessários à formação de seus alunos. Defendendo essa tese e se empenhando para evitar o desfiguramento do ensino básico, alguns colégios particulares decidiram fazer lobby para desbastar os currículos. A ideia é que as novas disciplinas sejam lecionadas como parte das disciplinas básicas, sem necessidade de aulas exclusivas para os chamados temas sociais. A iniciativa parece estar dando certo. Em São Paulo, por exemplo, o Conselho Estadual de Educação acaba de emitir um parecer permitindo que os conteúdos de filosofia e sociologia sejam dados dentro de outras disciplinas - como história. É um exemplo a ser seguido pelos outros Estados. 

Empresas devem continuar a questionar o ponto eletrônico
Fonte: Valor Econômico - 20/08/2010
Adriana Aguiar e Arthur Rosa, de São Paulo
O adiamento do prazo para a entrada em vigor do novo ponto eletrônico não deve reduzir o número de demandas na Justiça. Mas derruba um dos argumentos apresentados nos processos: a falta de equipamentos no mercado para as mais de 700 mil empresas que devem seguir a Portaria nº 1.510, de 2009. O problema levou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a alterar a data para o início de vigência da norma, que passou do próximo dia 26 para 1º de março de 2011.
A nova data está na Portaria nº 1.987, publicada ontem no Diário Oficial da União. A partir de 1º de março, as empresas terão ainda mais 90 dias para se adequar à norma. As mudanças no ponto eletrônico, que obrigarão os empregadores a adquirir novas máquinas, têm por objetivo evitar fraudes no controle da jornada de trabalho, segundo o ministério. O novo relógio emitirá comprovantes em papel em todas as entradas e saídas dos trabalhadores, que podem servir de provas em futuras ações judiciais. O equipamento deve conter ainda uma espécie de "caixa preta" para o registro de toda a movimentação de empregados, sem que haja - pelo menos em tese - a possibilidade de alteração. A máquina também deve conter uma entrada USB para que o fiscal do trabalho tenha acesso às informações.
As mudanças levaram diversas empresas e entidades de classe à Justiça. Nas ações, argumentam que a Portaria 1.510, de 26 de agosto de 2009, seria inconstitucional por estabelecer requisitos formais de validade para o registro eletrônico que não estão previstos em lei. Há liminares concedidas em diversos Estados, que adiam temporariamente a entrada em vigor da norma ou impedem sua aplicação. O Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) de Porto Alegre, que congrega aproximadamente 16 mil estabelecimentos, obteve decisão que só obriga a adoção do novo ponto eletrônico a partir de 28 de junho de 2011. Para o juiz da 23ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, as empresas não tiveram o prazo de um ano estipulado pela norma para adquirir o novo relógio.
No Paraná e no Espírito Santo, as federações das indústrias também conseguiram liminares contra a norma. No caso paranaense, o prazo passa para 12 de março de 2011. E é ainda maior para as micro e pequenas empresas, que terão até 12 de março de 2012 para se adequar à portaria. Já a decisão capixaba não estabeleceu uma nova data para as empresas filiadas à entidade.
No Rio Grande do Sul, no entanto, o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon-RS) teve pedido negado em primeira instância. O juiz entendeu que, como a norma ainda não estava em vigor e as empresas não foram autuadas, não haveria porque conceder a medida.
Para o advogado do Sindilojas e do Sescon-RS, Luiz Fernando Moreira, sócio do Flávio Obino Filho Advogados, a prorrogação de prazo não prejudica a tese principal das ações, que é tentar derrubar a nova exigência pelo princípio da legalidade. Segundo ele, o Ministério do Trabalho extrapolou seu poder de regulamentar ao editar essa portaria, que criou obrigações não previstas em lei. Isso porque, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) apenas obriga as empresas com mais de dez empregados por estabelecimento a registrar respectivos horários de trabalho, seja de forma manual, mecânica ou eletrônica. "A concessão de um novo prazo é apenas um paliativo e não é motivo para desistência das ações", afirma.
O advogado afirma ter entrado com mais duas ações. Uma delas reúne oito sindicatos varejistas de Porto Alegre. A outra é do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio Grande do Sul. Já o advogado Marcelo Ricardo Grünwald, do Grünwald e Giraudeau Advogados Associados, que obteve liminar que favorece a CBS Companhia Brasileira de Sandálias - conhecida como Dupé - diz que pretende prosseguir com as cerca de 40 ações judiciais que entrou nas últimas semanas. " A ideia é derrubar a exigência do novo ponto eletrônico", afirma. Na liminar que beneficia a CBS, o juiz Ibrahim Filho, da Vara do Trabalho de Carpina (PE), entendeu que a portaria extrapolou todos os limites da lei que trata do tema.

Esso lança cartão de crédito e busca atrair classes C e D
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 20/08/2010 às 11:01 hs. 
Independentemente das negociações para a joint venture entre Cosan e Shell, que estão em fase adiantada, a Esso, controlada pela companhia brasileira, está recebendo pesados investimentos para ganhar mais espaço no mercado interno.
Quarta maior distribuidora de combustíveis do país, a Cosan Combustíveis e Lubrificantes (CCL) quer atrair as classes C e D e está criando um programa de fidelização de clientes, que contempla o lançamento de cartão de crédito com a marca Esso. Ao Valor, Leonardo Linden, vice-presidente de combustíveis da CCL, afirmou que a companhia quer promover a "descommoditização" dos combustíveis vendidos nos postos da rede. Para isso, está lançando ferramentas para estreitar o relacionamento com os consumidores.
Com 1.700 postos no Brasil, a rede Esso tem feito pesados investimentos nos últimos 18 meses, quando passou a ser controlada pela Cosan, na modernização de sua marca. Cerca de 40% dos postos da rede já receberam aportes para revitalizar sua fachada. Os desembolsos nesses últimos meses somam cerca de R$ 50 milhões, o que incluem ações de marketing.
A CCL lançará oficialmente em novembro o cartão de crédito Esso, que poderá ser adquirido em formato nacional ou internacional e dará descontos na compra de combustível. Linden não divulgou os bancos que participarão desse produto. "Assim como os supermercados, que lançam seus próprios programas de fidelização, teremos o nosso", disse Carlos Resende, diretor de marketing da CCL.
A CCL está criando, a partir de setembro, programa de "pontos", que reverterá o valor gasto nos postos da rede em pontuação que, ao serem acumulados, resultam em descontos. A exemplo dos programas de fidelidade existentes, o consumidor faz o cadastro em um dos postos Esso e passa a integrar o sistema. A cada R$ 1 gasto em combustíveis e serviços nas lojas franqueadas Hungry Tiger e Stop&Shop, o consumidor acumula um ponto. O montante poderá ser trocado por descontos especiais em produtos e serviços como viagens, eletrônicos, produtos para casa e carro, entre outros. Entre os parceiros para o programa estão, por exemplo, Submarino, Americanas.com, Submarino Viagens, Shoptime, Centauro e LG.
A Cosan também está criando um canal para seus clientes e revendores de combustíveis, por meio de uma rede integrada e via portal Esso, que já estará em operação até o fim de agosto. Esse mecanismo permitirá à CCL e aos seus revendedores ter uma relação direta com seus clientes e aplicar iniciativas de marketing dirigidas.
Adquirida em 2008, os ativos da Esso Brasileira de Petróleo, pertenciam a petroleira ExxonMobil. A CCL é responsável pela operação dos ativos de distribuição de combustíveis da Esso, além da produção e distribuição de lubrificantes Mobil no Brasil, com presença em 20 Estados.
No início deste ano, a Cosan e Shell anunciaram a formação de uma joint venture no país, o que permitirá às duas empresas entrarem na briga pela vice-liderança no mercado de combustíveis, posição ocupada hoje pelo grupo Ultra, detentor das marcas Ipiranga e Texaco. Maior produtora de etanol combustível do país, a Cosan, por meio da CCL, também está patrocinando a Stock Car, com contrato exclusivo de fornecimento de álcool para os automóveis dessa categoria.
Mônica Scaramuzzo, de São Paulo. 
Fonte: Valor Econômico 

Escola e aprendizado
Fonte: Jornal Valor Econômico - 20/08/2010
Naercio Menezes Filho
Pais que almejam bons resultados no vestibular têm que fazer grande parte do esforço em casa, desde cedo
A divulgação dos resultados do Enem de 2009 provocou nova movimentação entre pais de alunos e donos das escolas. Dentre todas as avaliações conduzidas pelo Ministério da Educação, nenhuma causa tanto frisson na mídia quanto a do Enem. Isso ocorre porque os resultados mexem diretamente com o bolso da classe média brasileira e dos donos das escolas privadas. Em que medida os resultados do Enem devem ser decisivos para a escolha da escola por parte dos pais?
Em primeiro lugar, devemos levar em conta as preferências dos pais. Muitos deles não estão tão preocupados com a entrada dos filhos em boas universidades, pois entendem que mais importante é a escola passar uma formação ampla, que os preparem para enfrentar os desafios da vida e respeitar as diferenças na sociedade. Obviamente, essa preferência é legítima. Para esses pais, a nota da escola no Enem serve somente como um indicador (aproximado) de quantos meses de cursinho a mais o filho terá que fazer se eventualmente quiser entrar numa boa faculdade.
Com relação aos pais que estão preocupados com o vestibular, a nota do Enem traz um sinal que deve ser entendido com cuidado. Deve-se notar, em primeiro lugar, que nem todos os alunos da escola fazem o exame, pois ele é voluntário. Somente os alunos mais preocupados com a entrada na faculdade fazem o exame. Para efeito de comparação entre as melhores escolas privadas, esse processo de seleção não atrapalha muito, pois é bastante parecido entre as escolas. É preciso mais cautela, no entanto, ao compararmos as notas das escolas públicas e privadas.
Pesquisas indicam que grande parte da diferença da nota média entre escolas reflete, na verdade, diferenças nas características dos alunos. Essa parcela chega a 70% no Brasil. Essas características refletem principalmente o que ocorreu nos primeiros anos de vida da criança. Elas estão relacionadas com o ambiente familiar, leitura em casa e uma boa pré-escola. Pais que almejam bons resultados no vestibular tem que fazer grande parte do esforço em casa, desde cedo.
As escolas com melhor desempenho no Enem são as que conseguem selecionar os melhores alunos, aqueles com vontade e capacidade de aprender, desenvolvidas desde cedo. As escolas com melhores notas, tanto as privadas como as públicas, tem um processo de seleção muito forte. Por exemplo, uma das maiores rede de ensino privado, ao colocar seus melhores alunos (dentre os milhares que atende) numa mesma unidade, conseguiu um ótimo resultado para essa unidade. O fato da escola obter um ótimo resultado no Enem não significa, necessariamente, que uma criança em particular também alcançará esse resultado. Muito depende da própria criança e de seus pais. Além disto, alguém vai precisar ensinar os alunos que não foram selecionados.
Porém, existe também o "efeito dos pares". Muitos pais colocam seus filhos nas melhores escolas esperando que eles adquiram bons hábitos de estudo com os jovens estudiosos e bem comportados que já foram selecionados para frequentar essas mesmas escolas. Esse efeito realmente existe? As evidências mostram que sim, mas ele é pequeno. Dados brasileiros mostram que cerca de 30% do efeito escola (ou seja, 9% das diferenças de notas entre os alunos) advém do efeito dos pares. Vale notar que essa diferença pode ser decisiva para entrada nas melhores faculdades. Nesse sentido, pesquisas mostram que escolas que separam as turmas de uma mesma série de acordo com a capacidade prévia dos alunos atingem melhores resultados para todos.
Mas, será então que as melhores escolas poderiam funcionar como um clube, reunindo os melhores alunos num local agradável durante alguns anos, sem ensinar nada, esperando os bons resultados do Enem? Claro que não. As melhores escolas tem boas práticas de ensino. Ajudadas por alunos bem comportados, com vontade e capacidade de aprender, elas conseguem "puxar" mais o ritmo do estudo, cobrir mais tópicos durante o ano, fazer avaliações constantes, além de fazer um preparo especial para o vestibular.
Por sinal, esse é um dos principais problemas das escolas públicas. Como elas podem alcançar boas notas no Enem se atendem alunos que, em sua maioria, não aprenderam a gostar de estudar? Mesmo um aluno com vontade e capacidade de aprender terá muitas dificuldades para fazê-lo numa classe em que a indisciplina é generalizada, em que o professor não consegue manter a classe em silêncio para ensinar. Existem escolas públicas que conseguem ultrapassar essas barreiras e conseguir bons resultados. Seus diretores e professores são exemplos para todos, mas, infelizmente, são a exceção.
Em suma, quanto os pais devem pagar pela escola dos seus filhos? Afinal, pagar por uma boa escola significa abrir mão de várias coisas. A mensalidade escolar no Brasil está entre as mais caras do mundo. Os dados mostram que a mensalidade está relacionada com o desempenho dos alunos, mesmo controlando pela vontade de aprender e pelo efeito dos pares. Em São Paulo, por exemplo, um aumento de 10% na mensalidade aumenta a nota do Enem em cerca de 2%. Façam suas apostas!