24/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa



Abertas as inscrições para o Exame de Ordem 2010.2

SESu convoca IES (Medicina e Odontologia)

Estudantes reclamam de demora na liberação do Fies

Crescimento dos e-books traz reflexos nos sistemas educacionais
                                                                                                     
Precisa-se de mais filantropos no Brasil

Educação, um terrível círculo vicioso


Campanha “Eu voto na Educação” recebe apoio

Material escolar terá selo de segurança e qualidade

Existe uma desaceleração na economia brasileira?

Marketing se faz com pesquisa, análise de dados e planejamento

Especialista defende capacitação em direitos humanos para formação de professores

Barsa espera vender em 2010 mais do que em anos pré-internet

No Sinte (1)

Grupo Multi compra a rede Bit Company

Carreira em 1º lugar

Para Dilma, valorizar professor é base para ensino de qualidade; programa não detalha aumento de recursos

Substituição Tributária: Governador assina novo Decreto

Abertas as inscrições para o Exame de Ordem 2010.2
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
Até o dia 06 de setembro estarão abertas as inscrições para o Exame de Ordem 2010.2. As provas objetiva e prático-profissional serão realizadas nas cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joaçaba, Joinville e Lages, para as quais haja, no mínimo, 20 examinandos inscritos e aprovados na prova objetiva (Itens 2.4.1.1 e 2.4.1.2).
A solicitação de inscrição deve ser feita exclusivamente por meio eletrônico através dos endereços www.oab-sc.org.br (no link “setores da OAB”, clicar em “Exame de Ordem 2010.2), no site da OAB Nacional,  www.oab.org.br  ou ainda http://oab.fgv.br. A taxa de inscrição é de R$ 200,00 e deve ser paga através de boleto bancário, até o dia 08 de setembro, considerando homologada a inscrição com a efetivação do pagamento.
A prova objetiva terá a duração de cinco horas e será aplicada no dia 26 de setembro, às 14 horas. A prova prático-profissional também terá a duração de cinco horas e será aplicada no dia 14 de novembro, às 14 horas. Os locais de realização da prova objetiva serão divulgados na Internet, nos endereços eletrônicos www.oab-sc.org.br, www.oab.org.br e http://oab.fgv.br na data provável de 20 de setembro de 2010.

SESu convoca IES (Medicina e Odontologia)
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
Diário Oficial da União Nº 162, terça-feira, 24 de agosto de 2010
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
EDITAL DE CONVOCAÇÃO Nº 4 , DE 20 DE AGOSTO DE 2010
A Secretaria de Educação Superior - SESu do Ministério da Educação, membro da Comissão Regional Coordenadora da Educação Superior - CRC-ES e representante do Brasil no Setor Educacional do Mercosul - SEM, em conjunto com a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior - CONAES, membro da Rede de Agências Nacionais de Acreditação - RANA, considerando a Decisão No- 17/08 do Conselho Mercado Comum (CMC), que aprova o Sistema de Acreditação Regional de Cursos Universitários - ARCUSUL, encaminhado ao CMC pela Reunião de Ministros da Educação (RME) do Setor Educacional do Mercosul - SEM e a Portaria do Ministério da Educação No- 1004, de 13 de agosto de 2008, abrem o presente CONVITE para candidaturas de cursos de caráter universitário para o primeiro ciclo de acreditação de cursos de graduação em Medicina e Odontologia, conforme os procedimentos e critérios aprovados pela Rede de Agências Nacionais de Acreditação - RANA.
1 - ACREDITAÇÃO DE CURSOS UNIVERSITÁRIOS:
O Sistema ARCU-SUL visa estabelecer e assegurar critérios regionais de qualidade de cursos de graduação para a melhoria permanente da formação em nível superior, necessária para a promoção do desenvolvimento educacional, econômico, social, político e cultural dos países da região. A implantação do Sistema ARCU-SUL contribui para desenvolver as capacidades institucionais de cada país em avaliar a educação superior de qualidade no nível da graduação e permite trabalhar de forma recíproca a aferição da qualidade dos cursos ofertados nos países membros do MERCOSUL e associados.
A certificação da qualidade acadêmica é obtida por meio de procedimentos e critérios previamente aprovados pelo Setor Educacional do MERCOSUL. Os procedimentos e critérios são ajustados e acordados por consenso entre os membros da Rede de Agências Nacionais de Acreditação - RANA onde estão representados todos os países integrantes do MERCOSUL e associados.
2 - OBJETIVOS DO SISTEMA ARCU-SUL
2.1 Objetivo Geral: Avaliar de forma permanente a qualidade da educação superior no nível da graduação nos países membros do MERCOSUL e associados e o consequente avanço no processo de integração regional com vistas ao desenvolvimento educacional, econômico, social, político e cultural dos países da região.
2.2 Objetivos Específicos: (a) garantir a qualidade dos cursos de graduação acreditados, conforme os critérios estabelecidos de comum acordo; (b) facilitar a movimentação de estudantes e professores entre as instituições acreditadas durante a vigência da acreditação; (c) agilizar os processos de reconhecimento de títulos ou diplomas universitários, desde que pactuados entre as instituições de ensino que aderirem ao processo; (d) facilitar o intercâmbio científico e cultural que favoreça o conhecimento recíproco e a cooperação solidária entre as respectivas comunidades acadêmicas dos países; (e) elaborar critérios comuns de qualidade no âmbito do MERCOSUL; (f) favorecer os processos de formação em termos de qualidade acadêmica e o desenvolvimento da cultura da avaliação como fator propulsor da qualidade da educação superior na região; (g) usar e fortalecer competências técnicas das Agências Nacionais de Acreditação por meio
da avaliação da qualidade dos sistemas de educação superior dos Estados Membros do MERCOSUL e associados.
3 - CONVITE ÀS INSTITUIÇÕES
Em cumprimento à Resolução No 17/08/CMC para implementação do Sistema ARCU-SUL, a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior - CONAES, na qualidade de representante brasileira na Rede de Agências Nacionais de Acreditação - RANA, CONVIDA as Instituições de Ensino Superior Brasileiras a se candidatarem ao primeiro ciclo de acreditação de cursos de graduação em Medicina e Odontologia, mediante as condições de participação abaixo descritas.
No primeiro ciclo de acreditação, poderão ser acreditados até 20 cursos de Medicina e 20 cursos de Odontologia brasileiros pelo Sistema ARCU-SUL.
As diretrizes gerais para o desenvolvimento do processo, incluindo a participação das instituições, estão definidas no Acordo sobre a "Criação e Implementação de um Sistema de Acreditação de Cursos Universitários para o Reconhecimento Regional da Qualidade Acadêmica das respectivas titulações no Mercosul e nos Estados Associados".
4 - CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO
As diretrizes nacionais complementares para as candidaturas dos cursos são: ter caráter universitário (desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão); ter pelo menos 10 (dez) anos de funcionamento; e, participar dos processos avaliativos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, tendo obtido conceito igual ou maior a 4,0 (quatro).
Para efeito de seleção dos cursos que participarão da acreditação pelo Sistema ARCU-SUL, dentre os inscritos, a CONAES considerará o seguinte ordenamento: ter sido acreditado pelo Mecanismo Experimental de Acreditação - MEXA; antiguidade do curso; conceitos obtidos nas avaliações que integram o SINAES; histórico das avaliações; e análise, pela CONAES, da pertinência dos cursos que se enquadram nas modalidades e combinações acima especificadas.
5 - INSCRIÇÕES DAS INSTITUIÇÕES
Para se candidatar ao Sistema ARCU-SUL a instituição interessada, por meio de seu coordenador de curso, com aprovação do Pró-Reitor de Graduação ou cargo equivalente, deve preencher um termo de Compromisso de Participação Voluntária no processo de Acreditação pelo Sistema ARCU-SUL para cada curso candidato à Acreditação (modelo disponível na página da CONAES, no sítio do Ministério da Educação), e enviá-lo devidamente preenchido por meio eletrônico à Coordenação do Sistema ARCU-SUL, para os endereços eletrônicos: conaes.mercosul@mec.gov.br, no período de 23 de agosto a 01 de setembro de 2010. Esse mesmo documento deverá ser assinado e enviado por sedex, postado até 01 de setembro para: Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES Edifício Sede do Conselho Nacional de Educação – CNE SGAS, Av. L2 Sul, Quadra 607, Lote 50 - Térreo – Sala 16 70200-670 - Brasília - DF
6 - SELEÇÃO DOS CURSOS E PARTICIPAÇÃO NO PROCESSO DE ACREDITAÇÃO
Vencido o prazo para recebimento do Compromisso de Participação Voluntária, a CONAES analisará as candidaturas e publicará a lista das instituições selecionadas, informando-lhes, a seguir, a data de realização da reunião técnica de orientação para auto-avaliação do curso nos padrões do Sistema ARCU-SUL. A reunião técnica de orientação deverá ocorrer, em Brasília, até no máximo 15 (quinze) dias após a homologação da lista dos Cursos selecionados pela CONAES.
O curso selecionado para participar do processo de Acreditação terá prazo máximo de 4 (quatro) meses para realizar sua autoavaliação de acordo com as diretrizes do Sistema ARCU-SUL.
Uma vez apresentados os relatórios de autoavaliação à CONAES e, de acordo com a disponibilidade dos pares de avaliadores brasileiros e pares de avaliadores do Sistema ARCU-SUL, será estabelecido um cronograma de visitas a cada curso selecionado. Após o relatório final de visita in loco, juntamente com os relatórios de autoavaliação a CONAES, em sessão plenária, deliberará sobre os cursos a serem acreditados no âmbito do Sistema ARCU-SUL.
7 - INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Informações adicionais poderão ser obtidas na página da CONAES, diretamente no endereço a seguir: (http://portal.mec. gov. br/ index. php? option= com_ content& view= article&id= 13082: apresentacao- conaes& catid= 323: orgaos- vinculados&Itemid=882 ), ou por meio do link "Órgão Vinculados", no sítio do Ministério da Educação ( http://portal.mec.gov.br/index.php ), clicando na guia: "Acreditação de Cursos no Sistema ARCU-SUL". Telefones da CONAES, instância coordenadora do Sistema ARCU-SUL, em Brasília: (61) 2022-7945 / 2022-7947/2022-7949
MARIA PAULA DALLARI BUCCI
Secretária de Educação Superior
NADJA MARIA VALVERDE VIANA
Presidente da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior

Estudantes reclamam de demora na liberação do Fies
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 24/08/2010
Pelo programa, governo paga faculdade e estudante quita depois de formado. Usuários alegam que acesso ao crédito está difícil
Do G1, com informações do Jornal Nacional 
As faculdades particulares no Brasil têm quase três vezes mais alunos do que as públicas, segundo o Ministério da Educação. São 4,2 milhões de alunos nas particulares contra 1,5 milhão nas públicas. Nas particulares uma parte dos estudantes recebe financiamento do governo federal para pagar as mensalidades. No entanto, muitos alunos têm reclamado da demora para conseguir o benefício. O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) existe desde 1999. O governo paga a faculdade particular e o estudante quita a dívida depois, já formado. Este ano a procura aumentou já que as condições estão mais facilitadas. Os juros  diminuíram para 3,4% ao ano e o valor do financiamento aumentou para até 100% do valor da mensalidade. Mas estudantes de faculdades particulares reclamam que o acesso ao crédito está difícil. A secretária Larissa Costa, de 19 anos, foi aprovada para o curso de psicologia, mas seu salário é menor que a mensalidade do curso. “Eu entreguei os documentos na faculdade, mas até agora não recebi a declaração de regularidade da inscrição”, diz. O estudante de informática Felipe Ferreira culpa a burocracia por não conseguir o financiamento. “Eu perdi mais ou menos quatro dias indo ao banco.” O Ministério da Educação nega que  haja atrasos na liberação dos financiamentos e informa que só este ano já foram feitos 44 mil novos contratos. O Sindicato das Faculdades Particulares de São Paulo afirma que mais de 60% das entidades do país enfrentam problemas com o Fies. “A questão está mais relacionada com a falta de agilidade desse sistema que ainda não está totalmente redondo em termos de cruzamento de informações com as instituições”, afirma Gilberto Couto, do Sindicato das Entidades de Ensino Superior do Rio de Janeiro. A Caixa Econômica Federal, que libera o financiamento aos estudantes, informou que não há atraso no processo. 

Crescimento dos e-books traz reflexos nos sistemas educacionais
Fonte: Jornal da Educação
O leitor eletrônico (e-reader) irá revolucionar os sistemas educacionais, provocando um significativo aumento dos livros eletrônicos (e-books).
No Brasil, o mercado ainda é tímido para os livros digitais, mas já começam a ganhar espaços, com obras em arquivo PDF, que mantém as características das publicações impressas.
Nos Estados Unidos da América já existem 2,5 milhões de obras digitais, entre pagas e gratuitas.   Em nosso país, atualmente estão disponibilizados apenas dois mil títulos em português.
Essa tendência fará com que os estabelecimentos de ensino, tanto de educação básica, como superior, tenham que reformular suas indicações bibliográficas já para o ano de 2011, incluindo essas edições virtuais nos acervos.
                                                                                                          
Precisa-se de mais filantropos no Brasil
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 23/08/2010 às 10:14 hs. 
Nos Estados Unidos, as grandes e renomadas universidades tornaram-se realidade graças à prodigalidade de visionários que doaram parte ou toda sua fortuna.
Muitos dos nomes das universidades americanas são tributos aos doadores de fabulosas somas que tornaram possível a criação e desenvolvimento de escolas de negócios e de outras especialidades.
Andrew Carnegie é mais famoso por dar o seu nome a Carnegie Mellow University, localizada em Pittsburgh, Pennsylvania, que por ter sido um dos maiores magnatas do aço.
Amasa Leland Stanford é mais renomado atualmente por emprestar seu nome à prestigiada escola de negócios Standford, em Palo Alto, na Califórnia, do que por ter sido um dos barões das ferrovias do século XIX.
Os exemplos americanos são belos e inspiradores. E no Brasil? Segundo dados da Forbes Magazine, o Brasil possui 18 bilionários em 2010, com fortunas superiores a US$ 1 bilhão. É muito dinheiro! Também não é difícil para o leitor encontrar quem exatamente são esses bilionários.
o ramo da filantropia, é importante que quem doa mostre à sociedade que está doando. Isto tem um efeito de inspirar e multiplicar as doações não apenas dos milionários, mas também das pessoas das classes média e baixa.
Imagine o efeito multiplicador que teria o anúncio de Eike Batista em doar algumas centenas de milhões de dólares para a criação de uma universidade privada destinada ao estudo e pesquisa dos problemas brasileiros de infraestrutura?
Ou um centro de pesquisa dos negócios de óleo e gás? Sugiro até um nome para essas instituições: a ESTUDAX.
Além do próprio Eike, tenho certeza que grandes bilionários brasileiros, imbuídos de espírito patriótico, como os Steinbruch, Lehman, Klein, Diniz, Safra, entre tantos outros notórios empresários de sucesso, podem ser os catalizadores de uma brusca guinada em prol da filantropia educacional no Brasil.
Recentemente, em uma iniciativa capitaneada por Bill Gates e Warren Buffett, 40 bilionários se comprometeram a doar metade de suas fortunas para caridade.
Estão nessa lista, além obviamente de Bill e Warren, o presidente fundador da Oracle, Larry Ellison; Paul Allen, que é cofundador da Microsoft, e o cineasta George Lucas, entre tantos outros bilionários.
Um fator muito interessante dessa iniciativa é o poder de mobilização que pessoas verdadeiramente ricas (sob o ponto de vista material) possuem.
Isto é, muitos dos que se comprometeram a doar sua riqueza também prometeram atrair para essa louvável iniciativa outros bilionários, famosos ou não.
Qual megabilionário brasileiro vai capitanear iniciativa semelhante no Brasil? n
Rafael Paschoarelli é professor da Universidade de São Paulo.
Fonte: Jornal Brasil Econômico 

Educação, um terrível círculo vicioso
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 23/08/2010 às 09:35 hs. 
O problema da formação de pessoas no País é muito grave. Na creche e na pré-escola, atingimos um nível de atendimento correspondente apenas à metade do previsto no Plano Nacional de Educação (PNE), cujos dez anos de vigência se encerram em breve. No ensino fundamental, estamos atrasados mais de 20 anos em relação ao que nos propusemos na Constituição de 1988, que o definiu como obrigatório: atualmente, uma em cada três crianças deixa o sistema educacional sem completá-lo.
Ao final do ensino médio, a evasão já terá atingido cerca da metade das pessoas, situação muito pior do que nossa realidade econômica e demográfica exige e permite. Quanto ao ensino superior, não apenas não cumprimos o deliberado no PNE, como continuamos com taxas de atendimento próximas à metade da observada em muitos dos nossos vizinhos geográficos ou geopolíticos.
Essa carência educacional se manifesta também, como não poderia deixar de ser, na formação de profissionais de nível superior. Vamos ver qual a nossa situação no caso de duas profissões para as quais há dados internacionais disponíveis. Segundo a Organização Mundial da Saúde, temos 17 médicos para cada 10 mil habitantes, número abaixo da média dos países sul-americanos (19) e perto da metade do que têm Uruguai (39), Argentina (32) e México (29). No caso da engenharia, profissão indicadora das possibilidades de crescimento futuro de um país, temos uma proporção de estudantes em relação à população total próxima da metade da de Índia, China, Argentina ou Chile. Além dos indicadores quantitativos estarem aquém do necessário, temos carências qualitativas graves e má distribuição geográfica dos cursos e dos profissionais.
Vamos ao caso de professores, cujos déficits são enormes: em algumas áreas de conhecimento a quantidade de novos licenciados formados a cada ano é insuficiente sequer para repor o quadro se este estivesse completo e se a eficiência no aproveitamento dos formados fosse de 100%, o que não ocorre em nenhuma profissão em nenhum lugar do mundo. Por que isso?
Como nas outras profissões, essa carência é causada pela pequena quantidade de formados no ensino médio e a pouca presença do setor público na oferta de cursos de graduação. Mas, no caso de professores, há outra causa mais marcante: a má perspectiva profissional, em especial quanto à remuneração.
Os números falam por si. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, enquanto a renda mensal média na ocupação principal dos trabalhadores com nível superior completo era de aproximadamente R$ 3 mil, a renda média dos professores que têm formação superior e atuam nas redes estaduais ou municipais de educação básica (nas quais está a grande maioria dos estudantes e professores) variava na faixa de R$ 1 mil a R$ 1.600, dependendo do vínculo administrativo (municipal ou estadual) e do nível em que ensinam. Esses valores estão mais próximos da renda dos trabalhadores com ensino médio, cerca de R$ 1 mil mensais. Tal diferença salarial entre professores com formação superior e os demais trabalhadores também com mesmo nível educacional existe, com raríssimas exceções, em todos os municípios e Estados, inclusive no Estado de São Paulo.
Não é, portanto, surpreendente que cerca da terça parte dos professores do ensino básico não tenha o nível superior, ou que as taxas de evasão nos cursos de licenciatura sejam altíssimas, ou que perto da metade dos cerca de 2 milhões de potenciais professores com nível superior existentes no País não se dedique ao ensino. Não é também surpreendente o mau desempenho dos estudantes das redes públicas, com muitas "aulas vagas" e atendidos por professores sobrecarregados, nem o fato de que muitos dos que concluem o ensino médio estejam insuficientemente preparados e motivados para continuar seus estudos e prover o País com os profissionais de que tanto precisa. Surpreendente seria observarmos o contrário disso.
Como já apontado à exaustão, não há como corrigir nossos problemas educacionais sem um significativo aumento dos recursos públicos. Precisamos melhorar o desempenho dos estudantes e reduzir a evasão escolar, necessitamos de mais (e bons) profissionais em muitas áreas do conhecimento, os ambientes escolares precisam melhorar. Precisamos de mais professores e não podemos depender apenas de abnegados ou militantes, que sacrificam a vida pessoal em nome da educação escolar dos outros, não porque isso não seja bonito e louvável, mas porque não há abnegados em quantidade suficiente. Além disso, a qualidade de uma política pública, qualquer que seja, depende de pessoas bem preparadas e de recursos materiais, não de abnegados ou militantes.
Professores bem preparados e motivados - embora não suficientes -, essa é condição necessária para se construir um sistema educacional sólido e eficiente. Como corolário, a ausência disso é suficiente para tornar inviável o sistema educacional. Como é esta última a situação que vivemos, vemos fechar-se um círculo vicioso terrível: a falta de professores e a sobrecarga de trabalho são responsáveis pela educação infantil fraca e insuficiente, pela alta evasão e baixa qualidade no ensino básico, pelo pequeno número de jovens que concluem o ensino médio e, finalmente, pouca procura pelos cursos superiores fundamentais para a construção de um País soberano e que garanta a toda a população condições dignas de vida.
Otaviano Helene, José Marcelino de Rezende Pinto e Thiago Alves - O Estado de S.Paulo
RESPECTIVAMENTE, PROFESSOR NO INSTITUTO DE FÍSICA DA USP, EX-PRESIDENTE DO INEP E DA ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA USP; PROFESSOR DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DA USP DE RIBEIRÃO PRETO, EX-DIRETOR DE TRATAMENTO E DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES EDUCACIONAIS DO INEP; DOUTORANDO EM ADMINISTRAÇÃO PELA FEA-USP E GESTOR GOVERNAMENTAL DE FINANÇAS E CONTROLE DE GOIÁS
Fonte: O Estado de São Paulo 

Campanha “Eu voto na Educação” recebe apoio
Fonte: www.nota10.com.br, 24 de Agosto de 2010
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) declarou em plenário, ontem (23), apoio à campanha "Eu voto na Educação", promovida pelo movimento Todos pela Educação.
Segundo a Agência Senado, a campanha tem o objetivo de incentivar a população a cobrar dos candidatos propostas concretas para a melhoria da qualidade da educação no país, bem como alertar os eleitores sobre a necessidade de fiscalizar os compromissos assumidos pelos governantes eleitos.
Está prevista a exibição na TV de filmes com os atores Paulo Goulart e Dira Paes e com o jornalista Heródoto Barbeiro, que dão depoimentos sobre a importância da educação de qualidade para os brasileiros.
Comentando o vídeo de Heródoto Barbeiro, gravado para a peça publicitária, Cristovam parabenizou o jornalista por ter reconhecido que "no Brasil, infelizmente, ainda não garantimos o direito de todas as crianças e de todos os jovens à aprendizagem".
Segundo Cristovam, Heródoto aponta corretamente o ponto principal do problema da educação no país, que seria a qualidade do ensino, e não apenas a universalização das matrículas nas escolas.

Material escolar terá selo de segurança e qualidade
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 24/08/2010 - São Paulo SP
Produtos só poderão ser vendidos no país após certificação do Inmetro. Regra também valerá para itens importados; indústria terá um ano para se adaptar às regras do instituto
FERNANDA BASSETTE DE SÃO PAULO 
Paula tinha menos de cinco anos quando comeu metade de uma borracha cor-de-rosa, com aroma de morango. Sua irmã, Marta, também aprontou quando pequena: engoliu cola enquanto fazia colagens em casa. "Ainda bem que não aconteceu nada sério, foi só o susto. Elas não tiveram nenhuma reação", conta a empresária Ana Maria Sala Mantovanelli, 44, mãe das garotas, que ficou apreensiva com a possibilidade de intoxicação. Para evitar sustos como esses, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) vai exigir a certificação compulsória de todo o material escolar destinado a crianças de até 12 anos. A expectativa do instituto é publicar a resolução no "Diário Oficial" da União até o final de setembro. Os fabricantes terão um ano para se adaptar e os revendedores  terão seis meses a mais para zerar o estoque.
LÁPIS E BORRACHA - O selo do Inmetro deve garantir, por exemplo, que a garrafinha da lancheira não é tóxica ou que a borracha na ponta do lápis preto não vai se descolar (podendo ser engolida facilmente). O objetivo também é assegurar a eficiência do material vendido, para que o consumidor não adquira canetinhas que ressecam facilmente, por exemplo. Os produtos passarão por testes químico, mecânico e físico -em alguns casos, também por elétrico e biológico. "Recebemos de três a quatro ligações por mês de pais questionando a segurança de materiais escolares", diz Gustavo Kuster, do Inmetro. A pedagoga Patrícia Troncoso Guerreiro, 39, por exemplo, se assustou quando a filha de três  anos tentou "apontar o dedo mindinho" em um apontador colorido, em formato de sapo. A menina só não se machucou porque o produto era seguro.
CONCORRÊNCIA - Produtos escolares importados representam hoje de 20% a 30% das vendas de material escolar no Brasil e também serão submetidos às regras brasileiras. "A decisão vai ajudar a indústria nacional, já que os produtos importados quase sempre são de qualidade questionável", diz Antônio Nogueira, presidente do Simpa, sindicato das papelarias.Marcos Romero, da associação de fabricantes de material escolar, diz que comemora a decisão "não pela proteção da indústria nacional, mas porque essa era uma pendência do setor". 
Diário Catarinense, 24/08/2010 - Florianópolis SC
Educação, o caminho
Milton Dallari 
O que faz um país é o trabalho de cada um dos seus cidadãos. E o crescimento sustentável somente é possível com investimentos planejados, transparência administrativa e total comprometimento dos governos federal, estaduais e municipais nas mais diversas áreas sociais e da economia. Entre tantos elos dessa corrente que puxa o crescimento, um se destaca, já que é diretamente ligado ao futuro de cada cidadão: a educação. Educação acessível e de qualidade é um dever do Estado e um direito do cidadão. É difícil promover o desenvolvimento sem condições de qualificar e capacitar pessoas em todos os níveis.  Sem um ensino fundamental sólido, um ensino médio que profissionalize e dê bases para a chegada à universidade e sem estímulos e ferramentas que possibilitem a profissionalização em várias faixas de idade, fica cada vez mais complicado o acesso ao mercado de trabalho, onde as tecnologias se renovam com enorme velocidade. Para começar, é urgente alterar o modelo educacional, em todos os seus aspectos, especialmente os relacionados à valorização dos recursos humanos.
Outra medida fundamental nesse processo de evolução diz respeito à  ampliação do estímulo à educação profissionalizante voltada para as necessidades do mercado de trabalho. É necessário um ensino que garanta qualificação capaz de dar acesso às oportunidades de emprego e melhoria de renda. A lista de prioridades contempla, ainda, a ampliação dos programas de inclusão digital e acesso à tecnologia da informação, extremamente necessárias nos dias de hoje. Tais iniciativas não bastam, mas podem servir como ignição. Sem uma educação eficiente e de qualidade, e sem tecnologia, é impensável o país conseguir se equiparar aos países mais desenvolvidos. 

Existe uma desaceleração na economia brasileira?
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 23/08/2010 às 08:42 hs. 
Na área de commodities o Departamento de Agricultura americano divulgou no dia 12 sua estimativa mensal para a safra local; como o clima, embora apresente riscos até o início de setembro, segue favorável, espera-se uma safra recorde para a soja e para o milho. Entretanto, a demanda asiática está tão forte que as cotações não recuaram, como seria de se esperar. Ao lado da demanda, estamos assistindo a alguns choques de oferta pelo mundo. A seca na Europa continua e é particularmente devastadora na Rússia, reduzindo tanto a oferta de alimentos domésticos, como a batata e a beterraba, tanto quanto a safra de grãos, o que levou as autoridades a proibir as exportações (de trigo, farinha, cevada, centeio e milho) até dezembro. Em situação oposta vive parte da Ásia, onde o excesso de chuvas vem provocando grandes inundações, especialmente no Paquistão, com prejuízo para a produção de arroz, cana e algodão. O resultado tem sido uma forte elevação das cotações agrícolas (mais 15% no açúcar, 12% no trigo, 9% no algodão e arroz, 6% no café e no milho e 2% na soja no mês encerrado em 18 de agosto), mesmo após a melhor notícia da temporada, que foi a estimativa da safra americana. Lembremo-nos que o La Niña traz normalmente riscos climáticos para a safra latino-americana, na forma de seca no fim do ano. O movimento dos preços de commodities colocou o índice de termos de troca brasileiro no maior patamar desde junho de 2000.
Pode-se argumentar que, independentemente do exterior, existem indicações de desaceleração na economia brasileira. Isso é verdade. A mais óbvia é a forte queda na inflação cheia, que veio a zero, e a mais suave no núcleo, que evoluiu 0,35 e 0,23% em junho e julho. Além disso, em alguns setores existem evidências de acumulação de estoques, como no aço e automóveis. Os dados da Fenabrave mostram que os estoques na rede de revendedores subiram de 18 dias de venda em maio para 22 em junho e julho e 26 em agosto. Entretanto, os dados disponíveis revelam queda em agosto, para 24 dias. No caso do aço, os estoques dos distribuidores subiram de 2,1 meses de venda em março para 3,6 em junho. Ao mesmo tempo, a média mensal de importações de aço subiu de 194 mil toneladas em 2009 para 455 entre março e junho do corrente ano.
Entretanto, o segundo trimestre foi realmente atípico, com certa antecipação de demanda ante o fim de incentivos fiscais para bens duráveis e culminando com a Copa do Mundo, durante a qual tivemos cinco feriados não oficiais, o que certamente afetou a atividade no período. Ao mesmo tempo, as importações explodiram no período recente, tendo crescido, em quantidade, 45% em junho deste ano ante o mesmo período do ano passado. Essa história é fácil de entender: o crescimento explosivo do primeiro trimestre do ano levou a uma enorme ampliação de pedidos da indústria, especialmente no exterior. Como as entregas levam um certo tempo para se materializar, houve um congestionamento, que resultou em elevação temporária de estoques no fim do semestre, como no caso do aço.
No caso do aço, além de uma questão conjuntural, existe uma questão estrutural. Tradicionalmente, o setor de aço no mundo era muito fragmentado e as empresas enfrentavam uma situação peculiar, pois compravam insumos (minérios e carvão) de poucos players e vendiam parte expressiva da produção para um número reduzido de montadoras de veículos. Isso levou a uma forte consolidação das aciarias nos últimos anos, seguida de uma tentativa de integração vertical, pelo menos parcial. As recentes aquisições de mineradoras pela indústria ilustram o fenômeno.
Por outro lado, os preços de aço brasileiro sempre foram maiores que os preços internacionais, o que levou as montadoras locais a uma decisão estratégica, qual seja, de importar pelo menos 20% do aço que utilizam, para contestar os preços locais. Os movimentos conjunturais e estruturais explicam a alta das importações e a acumulação temporária de estoques. Estoques excessivos tiveram de ser reduzidos e os preços foram flexibilizados.
Nessas condições, a questão fundamental é saber se existe ou não uma redução permanente da demanda interna ou se o que está acontecendo é um fenômeno de curto prazo associado a uma elevação substancial das importações, sem a pressão deflacionária vinda do exterior. É isso que vai decidir qual será a tendência da inflação para 2010/2011.
Não tenho a menor dúvida que a demanda vai continuar muito forte, simplesmente porque todos os seus componentes estão em expansão: as exportações estão crescendo bem. O consumo aparente de máquinas está crescendo forte, devido tanto a expansão da produção doméstica como das importações. Na mesma direção, a construção civil está "bombando": os resultados (dados da Abecip) do primeiro semestre revelam um número recorde de financiamentos habitacionais. O gasto governamental, típico de anos de eleições, está elevadíssimo e finalmente tudo conspira para um crescimento muito forte do consumo. De fato, a taxa de desemprego atual (7% em junho) é bastante baixa, revelando um volume muito bom de contratações. Na verdade, a disputa por mão de obra segue sendo feroz e é crescente o número de trabalhadores do setor privado que mudam frequentemente de emprego para obter salários cada vez mais elevados. No setor público, o governo federal concedeu substanciais reajustes ao funcionalismo, be m como o Judiciário e o Legislativo. Tudo somado leva a uma projeção de elevação da folha real de salários da ordem de 6,5% para o ano corrente. Com o mercado de trabalho aquecido, os dissídios coletivos do segundo semestre deverão resultar em aumentos generosos de salários. Numa conversa com José Pastore (provavelmente o melhor especialista no mercado de trabalho do Brasil), ouvi sua expectativa de elevações que incluam o INPC mais 5%, em média. Complementa o quadro uma expansão forte do crédito ao consumidor em todas as formas, num contexto de redução sistemática da inadimplência. Finalmente, o crédito às empresas também cresce, especialmente no segmento de pequenas e médias.
A demanda final, pública e privada, de consumo e investimento nunca mostrou sinais consistentes de desaceleração, apenas flutuações temporárias e fortuitas, como as decorrentes da Copa do Mundo. Mais que isso, a demanda final anda muito acima da taxa de expansão sustentada do produto, o que pressiona os preços, a menos de uma improvável explosão gigantesca das importações.
Mantemos nossa previsão de crescimento de 7% do PIB para este ano, feita há meses atrás. Apenas os mais entusiasmados, que trabalhavam com números superiores a 8% estão revendo suas estimativas. É útil também lembrar que, quando se projeta 7% para o ano, é óbvio que o crescimento próximo a dois dígitos do primeiro trimestre teria que cair. Mas isso não é desaceleração, mas apenas o ajuste de um ponto fora da curva.
JOSÉ ROBERTO MENDONÇA DE BARROS - O Estado de S.Paulo.
Continua muito difícil entender o argumento do Banco Central. 
Fonte: O Estado de São Paulo 

Marketing se faz com pesquisa, análise de dados e planejamento
Fonte: http://www.abmeseduca.com/?p=479, 23/08/2010
Cyntia Marchetti
Gerente e Consultora de Marketing – Hoper Educação
Não é raro a gente se surpreender ao encontrar pessoas, até alocadas em departamentos de marketing de algumas instituições de ensino superior que, mesmo eles, que deveriam ser as pessoas que mais entendem do negócio  - MARKETING – dentro da instituição, muitas vezes confundem marketing com propaganda. A palavra “Marketing” no Brasil parece ter ganhado um ranço equivocado, algumas vezes de “vendas” outras vezes de “propaganda”. E para os que conhecem do riscado e se dedicam ao estudo um pouco mais aprofundado do tema, dói quando nos deparamos com aquelas célebres frases: “precisamos dar início a nossa campanha de processo seletivo; vamos colocar o nosso marketing nas ruas”.
Na mesma linha de raciocínio, não é raro encontrar acionistas ou donos de instituições e empresas que, na falta de alguém capacitado tecnicamente para a área, coloca a filha para tocar o departamento de marketing; aquela moça, prendadíssima, que fez intercâmbio nos Estados Unidos, é super criativa e comunicativa, estudou Psicologia, mas não terminou, achou que “daria” para as artes, mas não passou nas prévias das melhores escolas de Arquitetura, sabe organizar uma festa como ninguém e dá um banho de oratória nos discursos das festas de casamento. Quando nos deparamos com pessoas assim tocando os departamentos de marketing de algumas instituições, somos obrigados a ouvir: “ah, qualquer um faz marketing; é só saber contratar uma agência de publicidade e propaganda, saber fazer e organizar eventos, ter um bom jornalista para mandar notinhas para o jornal e uma boa telefonista para atender os fregueses”.
Já abordamos este tema há alguns meses atrás – “a sua IES faz Marketing”- nesse nosso informativo mensal, mas sentimos necessidade de voltar a este assunto, pois ele é recorrente no dia-a-dia das nossas consultorias e ainda, nos dias de hoje, temos que fazer um esforço, muitas vezes até grande para, antes de iniciarmos nosso trabalho, conscientizar mantenedores e diretores de que nem eles, nem suas equipes de marketing estão sabendo trabalhar o Marketing em suas instituições de ensino.
Começa pelo título correto do cargo principal do departamento de marketing de uma instituição de ensino, que deveria ser Gerente de Marketing, Comunicação e Relacionamento. Além disso, esse profissional, obrigatoriamente deveria ser formado ou numa das áreas da Comunicação Social ou em Administração de Empresas. Ter realizado uma pós-graduação ou um MBA em Administração de Marketing. Ter feito ainda cursos ou mais especializações em Marketing de Serviços e Marketing de Relacionamento. Ter tido uma boa experiência de atuação junto a agências de publicidade e propaganda; saber como coordenar os serviços de uma assessoria de imprensa e de uma agência de eventos; ter boas noções de planejamento em Marketing Digital, essencial para os dias atuais, onde encontramos com facilidade agências especializadas nessa área para dar o suporte técnico e operacional. Saber treinar e capacitar pessoas; ter o espírito de liderança e de formação de times eficientes de trabalho; ser um agregador de bom capital humano.
Uma das ferramentas mais importantes que um profissional de marketing tem sempre a mão e, nada de estratégico consegue fazer sem, são as famosas “pesquisas”. Pesquisas de mercado, da concorrência, de recall, de imagem, de perfil de target, de comportamento do consumidor, de potencial de consumo, de demanda, de ligações no Call Center, de inscritos, de matriculados, enfim, pesquisas, pesquisas e mais pesquisas. Nada se faz na área de marketing sem que se tenha dados para medir, diagnosticar e se planejar o que se quer alcançar. Mas de nada adianta também termos apenas dados, números e índices, se não temos uma pessoa capacitada que saiba analisá-los, projetá-los para as futuras ações que deverão ser realizadas para se atingir os objetivos almejados.
O profissional de Marketing deve ser encarado dentro da instituição como um profissional gerador de resultados concretos. O departamento de marketing deve gerar resultados mensuráveis, e é para isso que se contratam pessoas realmente capazes, bem formadas e engajadas com os resultados finais dos processos. Suas expertises passam por ter o conhecimento necessário para se planejar lançamento de novos produtos; melhora da imagem corporativa e manutenção da identidade visual da instituição, sua marca e sua linha de produtos; conhecer de técnica de vendas, promoção e as mídias mais adequadas a promoção de cada produto; saber gerenciar uma marca e lançar mão de recursos para sua fidelização, com os diferentes perfis de públicos consumidores; saber se posicionar frente a concorrência, tanto em termos de atributos qualificadores e diferenciadores, quanto em relação a correta precificação desses produtos; estudar as tendências do mercado/setor a que se está inserido, conhecendo e estando por dentro das capacidades e indicativos futuros de pra onde caminha esse mercado na curva de tempo e sobrevivência; estudo aprofundado da distribuição de verba do departamento, com todas as ações e promoções a serem feitas anualmente pela instituição, controlando adequadamente planos de mídia e margens de negociação em comissionamento de veículos e fornecedores; incentivar a motivação e capacitação periódica da equipe, promovendo treinamentos e dinâmicas.
Dessa forma, sabendo contratar, cobrar resultados e oferecendo certa autonomia aos Gestores de Marketing das instituições de ensino, é fácil poder medir e comprovar os positivos resultados que um departamento de marketing e comunicação pode gerar para uma instituição. Do contrário, vamos continuar nos deparando com instituições que usam a potencialidade de sua estrutura de marketing para realizar cerimoniais de formaturas, serviço de atendimento ao aluno e sorteio de bolsas ou laptops aos alunos que indicam amigos e parentes para preencher novas vagas na graduação. Um verdadeiro desperdício de potencialidades e expertises à favor do seu negócio.

Especialista defende capacitação em direitos humanos para formação de professores
Fonte: www.nota10.com.br, 19 de Agosto de 2010
As universidades brasileiras têm de intensificar a abordagem dos direitos humanos em seus cursos, principalmente nos de licenciatura e pós-graduação, que visam a formação de professores. A opinião é da filósofa Vera Maria Candau, membro do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, que acredita que os docentes e demais agentes multiplicadores devem estar aptos a lidar com o tema para ajudar a disseminar novos valores na sociedade. “Muitos ainda assimilam os direitos humanos a uma questão de proteger bandidos.
Desconstruir esta visão e demonstrar que os direitos não estão a serviço de um determinado grupo ainda vai exigir uma longa caminhada já que a sociedade brasileira foi construída a partir de muita desigualdade e de autoritarismo. A cultura dos direitos humanos coloca em questão toda esta visão estrutural na medida em que vai questionando estas disparidades e o autoritarismo”, disse Vera à Agência Brasil.
Professora do departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Vera foi uma das convidadas da 1.ª Semana de Educação em Direitos Humanos, evento realizado pela Universidade Metodista e que ocorre até hoje (19), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Para ela, "as universidades têm sido tímidas" em relação ao tema.
“A educação em direitos humanos é uma educação necessariamente voltada para a mudança já que visa conscientizar as pessoas de que elas são sujeitas de direitos e de que estes não são dádivas nem são concedidos porque os governos querem ou não os querem”, explicou a professora. “Para formar essa consciência entre as pessoas é preciso haver agentes multiplicadores desta perspectiva e uma mídia atuante".
Vera acredita que a compreensão sobre direitos humanos é algo que “vai penetrando lentamente na sociedade”. Para ela, tem se ampliado cada vez mais a percepção de que os direitos humanos não dizem respeito exclusivamente às esferas individual e política, mas também coletiva, cultural e ambiental.
 
Barsa espera vender em 2010 mais do que em anos pré-internet
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 21/08/2010 às 09:25 hs. 
Um batalhão de 2,5 mil vendedores e a ascensão das classes C e D podem explicar o ressurgimento da enciclopédia
Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo
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Há algumas semanas, a advogada Lilian Bento Brandão, de 47 anos, estava atrás de informações sobre o escritor Alexandre Dumas Filho, autor de A Dama das Camélias. Um simples digitar no Google traz, em frações de segundos, mais de 3 milhões de resultados para esse pedido. Mas Lilian seguiu até seu escritório, correu os dedos sobre os livros do armário e tirou dali sua mais recente aquisição: uma enciclopédia Barsa, comprada em novembro do ano passado. Diz ter renegado a pesquisa online por não confiar nas informações que encontra. "Acesso pouquíssimos sites porque já fui surpreendida por muitos erros na internet", conta.
A advogada está entre os clientes que têm ajudado a editora Barsa, hoje controlada pela espanhola Planeta, a reviver os tempos áureos das décadas de 70 e 80. A empresa vendeu no ano passado 70 mil edições e espera chegar este ano a 85 mil. Naquela época, pré-internet, a empresa vendia em média 50 mil edições - em anos excepcionalmente bons, esse número pulava para 100 mil. Com a chegada da internet, as vendas foram a 20 mil e o Brasil deixou de ser o recordista em clientes na América Latina, ultrapassado pela Venezuela. O posto foi recuperado há dois anos.
A empresa não divulga faturamento nem o valor da enciclopédia - com 18 volumes, 125 mil verbetes e um DVD multimídia. A pacote inclui ainda acesso exclusivo ao site da Barsa e consultas com os "especialistas de plantão" que têm até 42 horas para sanar a eventual dúvida de um cliente. Por um modelo com encadernação básica, Lilian está pagando 24 parcelas de R$ 120.
A diretora de marketing da editora, Sandra Cabral, diz que o "ressurgimento" da Barsa Universal é explicado pelo investimento em mídia eletrônica e pelo fato de a empresa ter se aliado à internet. "Oferecemos esses recursos, mas a maioria dos nossos clientes procura mesmo é a segurança da enciclopédia", diz Sandra. "Depois que passou a febre da internet, alguns perceberam que essa ferramenta em alguns casos mais prejudicava do que ajuda os filhos na pesquisa."
Com 2,5 mil vendedores exclusivos no Brasil, que recebem comissões de 20% e faturam até R$ 15 mil por mês, a editora conquistou uma capilaridade que permite levar a enciclopédia para o interior do País, até em cidades onde a internet ainda não chegou. Cerca de 70% das vendas é feita para pessoas físicas, outros 20% para empresas e 10% é aquisição por órgãos do governo.
Para o presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro, Luís Antônio Torelli, o caso Barsa é um "fenômeno". A editora, segundo ele, é a empresa que tem o maior número de vendedores porta a porta do País, que conta com 30 mil no total. "Acredito que a recuperação da Barsa seja também explicada pela ascensão das classes C e D, que passaram a consumir produtos que até pouco tempo não estava ao seu alcance." 
Fonte: O Estado de São Paulo 

No Sinte (1)
Fonte: Diário Catarinense, p.8, 24/08/2010
Angela Amin (PP), Gilmar Salgado (PSTU) e Ideli Salvatti (PT) foram os candidatos ao governo que compareceram ao encontro promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores na rede pública de Educação do Estado (Sinte).
Ideli criticou a ausência de Raimundo Colombo, que representa o atual governo, e cobrou a presença do ex-governador Luiz Henrique (PMDB), que, para a senadora, deve explicações por ser um dos cinco governadores que entraram na Justiça contra o piso nacional dos professores.
Por mais de uma hora, o deputado Cláudio Vignatti (ao centro), candidato ao Senado pelo PT, debateu suas propostas, ao vivo, pela internet, com jovens do PT, PC do B, PSB e PPL, além de representantes dos movimentos sociais do hip hop e estudantil. A ideia é integrar a TV Vignatti, hoje só na web, na propaganda do candidato na televisão aberta. O conteúdo é produzido pela turma que acompanha o parlamentar na foto. Os assuntos vão de mobilidade urbana a cultura. Os próximos programas vão abordar as propostas de Dilma, Ideli e João Ghizoni (PC do B), o outro postulante ao Senado da coligação.
No sinte (2)
Angela defendeu a aplicação imediata do piso e a valorização dos professores, com a implantação de uma política de incentivo à conclusão de curso superior para todos os servidores da educação estadual, desde os funcionários das creches até o professores.
O Sinte entregou uma carta-compromisso para cada uma dos candidatos presentes, que inclui a eleição direta para diretores de escolas, além do piso e da valorização profissional.
“É preciso acabar com o distanciamento da classe política da classe empresarial para que políticas, principalmente relacionadas à tributação, sejam aplicadas de forma eficaz, equilibrada e justa.”
ANGELA AMIN, candidata do PP ao governo, durante encontro na Associação das Micro e Pequenas Empresas do Vale do Itapocu, no Norte, ao tratar de impostos.

Grupo Multi compra a rede Bit Company
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 24/08/2010 às 08:50 hs. 
Diante das dificuldades de aquisição de escolas de idiomas, o grupo Multi está reforçando sua atuação em cursos de informática e profissionalizantes.
Atualmente, metade dos 1,3 milhão de alunos do Multi, cujo primeiro negócio foi uma escola de inglês, está matriculada em cursos de educação profissionalizante. Ontem, a companhia anunciou a aquisição da Bit Company. Trata-se da terceira compra de uma empresa de curso profissionalizante apenas neste ano. O grupo comprou a SOS, em janeiro, e a Microlins, em junho. Em 2008, já havia adquirido a People.
"Estamos tendo mais êxito para comprar cursos profissionalizantes. O mercado de escolas de idiomas é mais restritivo. Adoraríamos comprar o Fisk, mas eles são uma fundação e, portanto, invendáveis. Isso também acontece com as escolas binacionais, como Cultura Inglesa e Centro Cultural Brasil-Estados Unidos", disse Carlos Wizard Martins, presidente do Multi, que tentou comprar sem sucesso a rede de idiomas CNA.
Martins não revela o valor de aquisição da Bit Company. Mas, segundo o Valor apurou, a transação pode ter ficado entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões.
A rede Bit Company, que tem 132 unidades franqueadas, fechou o ano passado com um faturamento de R$ 50 milhões. Cerca de 15% desse montante é a receita proveniente de royalties e material, que será revertida para o grupo Multi, segundo Cristina Franco, fundadora da Bit Company. Ela continuará na operação como executiva e com uma participação minoritária, de menos de 1%, segundos fontes do setor. Seu antigo sócio Walmir Frare deixou o negócio.
Em junho, o Multi desembolsou mais de R$ 100 milhões pela totalidade do capital da Microlins, que tinha 30% das suas ações nas mãos da instituição de ensino Anhanguera e os outros 70% ainda sob poder do fundador, José Carlos Semenzato.
No ano passado, o grupo Multi registrou uma receita bruta de R$ 1,1 bilhão e a expectativa para este ano é que esse valor aumente para R$ 1,7 bilhão. "Nosso crescimento orgânico é de 30%", disse Martins, que planeja um IPO (oferta inicial de ações) para daqui dois anos.
O grupo Multi é dono das bandeiras de escolas de idiomas Wizard, Skill, Alps e Quatrum, além dos cursos profissionalizantes Microlins, People, SOS e Bit Company. 
Fonte: Valor Econômico 

Carreira em 1º lugar
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 20/08/2010 - São Paulo SP
Candidatos a estágio dão prioridade ao aprendizado, não ao salário
Larissa Linder, Especial para o Estado 
Ganhar um bom salário é algo que ninguém recusaria, mas para a maioria dos jovens que está à procura de estágio isso não é prioridade. Mais de 40% deles estão mais preocupados com o aprendizado, segundo levantamento feito pelo Estadão.edu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee). E um índice alto de entrevistados (37,6%) rejeitaria uma oportunidade de trabalho caso não a julgasse ideal para a carreira. Segundo o superintendente de Operações do Ciee, Eduardo de Oliveira, os jovens deixam a questão financeira em segundo plano porque sabem que o estágio é o melhor meio de inserção no mercado. “Nossas pesquisas comprovam que 64% dos estagiários acabam sendo efetivados.”
A prioridade dada à experiência prática pode ser até prejudicial.  Quase 15% dos estudantes disseram que aceitariam uma oportunidade de estágio que interferisse nos estudos. A professora da ESPM Débora Delboni acredita que, na prática, esse porcentual seja maior. “Em uma pesquisa, eles tendem a ser mais certinhos. Mas canso de ver alunos aceitarem estágio no horário de aula, prejudicando o desempenho acadêmico.” Aluna do 4º ano de Engenharia de Computação da PUC-Campinas, Tuane Quintella, de 21 anos, admite que não pensaria duas vezes: “Se a oportunidade me fizesse aprender, não recusaria”, diz. “A gente dá um jeito na faculdade, negocia.” Danilo Silva, de 22, aluno do 4º ano de Engenharia Agrícola da Unicamp, cogitou atrasar a formatura para fazer estágio, já que seu curso é integral. “Perguntei a RHs de empresas, mas me aconselharam a terminar a faculdade e depois tentar  um trainee”, conta Danilo, que decidiu adiar o início da vida profissional.
Para a professora Tânia Casado, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, Danilo fez o certo. “Os estudantes não se dão conta de que, para aprenderem com o estágio, precisam da base da universidade”, diz Tânia, especializada em gestão de pessoas nas organizações. Os entrevistados ficaram divididos entre manter-se no mesmo estágio até a formatura ou passar por empresas diferentes – uma pequena maioria optou pela primeira alternativa. Oliveira, porém, não tem dúvidas a respeito: “O momento da faculdade é de experimentação do mercado. É positivo passar por empresas diferentes.” / COLABOROU PAULO SALDAÑA 

Para Dilma, valorizar professor é base para ensino de qualidade; programa não detalha aumento de recursos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 23/08/2010
Desirèe Luíse 
A valorização do profissional da educação é um dos pontos que a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, Dilma Rousseff, destaca dentre suas propostas para o setor. “Porque não se faz ensino de qualidade sem professor bem pago, valorizado e respeitado”, afirma em entrevista exclusiva concedida ao Portal Aprendiz por e-mail, na última semana. Parte dos profissionais da educação básica ainda não recebe o piso salarial, como previsto na lei do piso nacional do magistério, aprovado em 2008, pelo Congresso Nacional. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação  (CNTE), professores de cinco estados brasileiros (RS, SC, CE, MS e PR), por exemplo, já entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a implementação do piso.
Na entrevista, Dilma aponta também, entre outras metas, a construção de seis mil creches e a ampliação do programa Mais Educação. No entanto, não detalha como será garantida a ampliação de recursos para o setor – de 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7%. Pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento   (BID), divulgada em junho deste ano, mostra que apenas uma em cada cinco crianças de zero a três anos tem acesso a creches no país. A menos de um mês e meio das eleições, os programas de governo de todos os candidatos não estão concluídos. Segundo a Comissão de Programa de Governo de Dilma, para a efetivação do documento, reuniões setoriais estão sendo realizadas com representantes de todos os partidos que apoiam a candidatura (PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN). A página oficial da candidata Dilma é http://www.dilma13.com.br 
Portal Aprendiz - O que foi feito pelo governo Lula na área da educação que manterá em seu governo? Qual é o foco principal para elevar a qualidade de ensino?
Dilma Rousseff - O governo do presidente Lula promoveu muitos avanços na educação. O compromisso da minha coligação é o da continuidade. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica [Ideb], por exemplo, chegou a 4,6 em 2009, superando a meta prevista de 4,2. Não imagino que seja possível educação de qualidade sem professor bem pago e com uma formação continuada garantida. A valorização do professor é a base de tudo.
Aprendiz - Pelo Twitter, você disse que pretende elevar os gastos destinados à educação de 5,1% do PIB, em 2010, para 7%. Essa elevação de recursos virá de onde e qual é o prazo?
Dilma - O crescimento será alcançado, porque o forte comprometimento do governo do presidente Lula com isso terá continuidade em meu governo. O Brasil tem todas as condições de se tornar uma potência desenvolvida e, para isso, é preciso investir mais e mais em educação. É o meu compromisso.
Aprendiz - Recentemente, você declarou que o Brasil está longe do cenário satisfatório para educação e prometeu construir seis mil creches, além de ajudar os municípios a mantê-las. Em quanto tempo isso será realizado? Há financiamento previsto para a construção?
Dilma - Ao contrário, o que temos hoje é um governo que cuida da educação. Foram feitos convênios para construção de mais de duas mil creches desde 2007, com investimentos de R$ 1,8 bilhão. Até 2014, construiremos seis mil creches, o que significa 1,5 mil unidades por ano, proporcionando aumento da taxa de frequência de 18% para 27%, uma elevação de 50%, além da universalização do atendimento em pré-escola na faixa etária de quatro e cinco anos. Os recursos estão garantidos pelo PAC2.
Aprendiz - Sobre a educação integral, o programa Mais Educação buscou ampliar o tempo e o espaço educacional dos alunos nas escolas. O programa será mantido? Como aprimorá-lo?
Dilma - O programa atenderá, até o final de 2010, dez mil escolas com mais de dois milhões de alunos, desenvolvendo atividades relacionadas ao esporte, cultura, lazer e outras, no contra-turno das aulas regulares. Vamos seguir com isso. A meta é implantar o Mais Educação em 32 mil escolas até 2014.
Aprendiz - Uma das metas explicitadas na prévia do seu programa é a erradicação do analfabetismo no país. Como isso será feito? Quais foram os erros cometidos pelo atual programa Brasil Alfabetizado?
Dilma - Em 2003, quando o presidente Lula criou o programa Brasil Alfabetizado, a taxa de analfabetismo no país era de 14%. Neste ano, ela está em 9,9% e vamos alcançar, em 2015, a meta de Dakar [metas estabelecidas em 2000 pelo Fórum Mundial de Educação de Dakar, que devem ser alcançadas até o ano citado] de redução de 50%, alcançando a taxa de 6,7%. A expectativa é de que até o final da próxima década, o Brasil terá erradicado o analfabetismo, o que quer dizer que teremos menos de 4% de analfabetos. O Brasil Alfabetizado contribuiu para isso. O programa beneficiou mais de 11 milhões de cidadãos e atenderá mais 2,5 milhões até o final de 2010. Minha proposta é continuar a executá-lo e não teríamos avançado sem a parceria dos estados e municípios.
Aprendiz - Em seu plano de governo prévio está previsto o ProUni para o ensino médio. Como funcionará? Não seria melhor investir na educação pública de qualidade ao invés de beneficiar apenas alguns estudantes com entrada em uma escola particular?
Dilma - A minha proposta é de criação de um programa voltado exclusivamente para a melhoria do ensino médio: melhorar a qualidade do ensino nas escolas públicas, com investimentos na qualificação e salário dos professores; integrar o ensino médio ao profissionalizante também nas escolas públicas.
Aprendiz – Será mantida a criação de novas universidades federais e institutos federais de educação tecnológica? Quais são as novas metas?
Dilma - Sim, continuaremos a expansão com o foco sempre na interiorização do acesso ao ensino superior público. Se eleita, vamos construir escolas técnicas federais em municípios com mais de 50 mil habitantes e em cidades polos das microrregiões. Desde 1909, foram feitas no país apenas 140 escolas técnicas. No governo Lula, em menos de oito anos, foram construídas outras 140 novas escolas.
Aprendiz - Uma das pretensões é melhorar a situação da carreira dos professores com salários dignos e formação. O que será feito para efetivar essa melhora? Muitos professores ainda não ganham o piso implantado no país. Como garantir que isso ocorra?
Dilma - Criamos um piso nacional para o magistério, por lei. Ainda não alcançamos o ideal, mas vamos avançar, porque não se faz ensino de qualidade sem professor bem pago, valorizado e respeitado. Nossa meta é cumprir as Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos Profissionais do Magistério da Educação Básica estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que são garantir remuneração condigna, progressão salarial, melhores condições de trabalho dos educadores e formação dos profissionais da educação.
Aprendiz - Diversas propostas para o Plano Nacional da Educação foram construídas em conjunto com a sociedade civil durante a Conferência Nacional de Educação (Conae) 2010. Pretende adotar alguma delas? O Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) seria interessante?
Dilma - A Conae é um exemplo de espaço democrático para que todos possam participar do desenvolvimento da educação. As decisões são muito importantes para a construção de diretrizes e políticas públicas, como é o caso do nosso programa de governo que está sendo elaborado pelos partidos coligados.
Aprendiz - Promover a inclusão digital também é uma promessa sua. Quais são as medidas a serem tomadas?
Dilma - Vamos continuar com o Programa Banda Larga nas Escolas que alcançou quase 73% das instituições públicas de ensino do país, 47.204 escolas públicas urbanas de todo o Brasil já têm banda larga. O número de instituições beneficiadas representa 72,75% dos estabelecimentos municipais, estaduais e federais localizados em zona urbana. O Gesac é outro programa de inclusão digital que terá prosseguimento. Funciona principalmente em áreas afastadas. Por exemplo, na Amazônia, coloca-se uma antena que funciona via satélite, e por meio disso você tem acesso à Internet. Funciona como complemento, porque atinge as escolas rurais.
Aprendiz - No programa de governo há a promessa de implantar o Sistema Nacional Articulado de Educação. Quando estará pronto? Como vai funcionar?
Dilma - A proposta ainda está sendo debatida e construída pelos partidos da coligação na elaboração do programa de governo.
Aprendiz - Como pretende fortalecer a política de educação no campo?
Dilma - Vamos implementar a Política Nacional de Educação do Campo do Ministério da Educação e fortalecer o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Nossos investimentos vão beneficiar, inclusive, as crianças de zero a cinco anos de idade que vivem no campo.
Aprendiz - Qual é a estratégia para assegurar a educação de minorias como indígenas, afrodescendentes e pessoas com deficiência?
Dilma - Sou favorável às cotas raciais e socioeconômicas para o ingresso nas universidades. No ProUni, que combina cotas raciais e cotas socioeconômicas, 40% dos estudantes são afrodescendentes. O programa tem dado muito certo, distribuiu 600 mil bolsas de estudo para jovens pobres em faculdades particulares. 

Substituição Tributária: Governador assina novo Decreto
Fonte: www.cdlflorianopolis.org.br, 23/08/2010
Produtos de 14 setores terão redução de 70% das margens de valor agregado (MVA). No último dia 19, o Governador do Estado, Leonel Pavan, assinou o Decreto 3.467 (clique aqui para ler na íntegra) que prevê alterações no regulamento do ICMS-ST. Para 14 setores que ingressaram no regime de Substituição Tributária, quando o destinatário for contribuinte enquadrado no Simples Nacional, o Decreto ainda introduz redução de 70% das MVA de alguns produtos. As mudanças e as alíquotas de ICMS serão mantidas e o regime de Substituição Tributária continua vigente. O Decreto passa a valer a partir de 1º de setembro.