
24/08/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo
responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa

Abertas as inscrições para o Exame de Ordem 2010.2
SESu convoca IES (Medicina e Odontologia)
Estudantes reclamam de demora na liberação do Fies
Crescimento dos e-books traz reflexos nos sistemas educacionais
Precisa-se de mais filantropos no Brasil
Educação, um terrível círculo vicioso
Campanha “Eu voto na Educação” recebe apoio
Material escolar terá selo de segurança e qualidade
Existe uma desaceleração na economia brasileira?
Marketing se faz com pesquisa, análise de dados e planejamento
Especialista defende capacitação em direitos humanos para formação de professores
Barsa espera vender em 2010 mais do que em anos pré-internet
No Sinte (1)
Grupo Multi compra a rede Bit Company
Carreira em 1º lugar
Para Dilma, valorizar professor é base para ensino de qualidade; programa não detalha aumento de recursos
Substituição Tributária: Governador assina novo Decreto
Abertas as inscrições para o Exame de Ordem 2010.2
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
Até o dia 06 de setembro estarão abertas as
inscrições para o Exame de Ordem 2010.2. As provas
objetiva e prático-profissional serão realizadas nas
cidades de Blumenau, Chapecó, Criciúma,
Florianópolis, Itajaí, Joaçaba, Joinville e Lages,
para as quais haja, no mínimo, 20 examinandos inscritos e
aprovados na prova objetiva (Itens 2.4.1.1 e 2.4.1.2).
A solicitação de inscrição deve ser feita
exclusivamente por meio eletrônico através dos
endereços www.oab-sc.org.br (no link “setores da OAB”, clicar em “Exame de Ordem 2010.2), no site da OAB Nacional, www.oab.org.br ou ainda http://oab.fgv.br.
A taxa de inscrição é de R$ 200,00 e deve ser paga
através de boleto bancário, até o dia 08 de
setembro, considerando homologada a inscrição com a
efetivação do pagamento.
A prova objetiva terá a duração de cinco horas e
será aplicada no dia 26 de setembro, às 14 horas. A prova
prático-profissional também terá a
duração de cinco horas e será aplicada no dia 14
de novembro, às 14 horas. Os locais de realização
da prova objetiva serão divulgados na Internet, nos
endereços eletrônicos www.oab-sc.org.br, www.oab.org.br e http://oab.fgv.br na data provável de 20 de setembro de 2010.
SESu convoca IES (Medicina e Odontologia)
Fonte: Vestibular Eletrônico Edutronic
Diário Oficial da União Nº 162, terça-feira, 24 de agosto de 2010
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
EDITAL DE CONVOCAÇÃO Nº 4 , DE 20 DE AGOSTO DE 2010
A Secretaria de Educação Superior - SESu do
Ministério da Educação, membro da Comissão
Regional Coordenadora da Educação Superior - CRC-ES e
representante do Brasil no Setor Educacional do Mercosul - SEM, em
conjunto com a Comissão Nacional de Avaliação da
Educação Superior - CONAES, membro da Rede de
Agências Nacionais de Acreditação - RANA,
considerando a Decisão No- 17/08 do Conselho Mercado Comum
(CMC), que aprova o Sistema de Acreditação Regional de
Cursos Universitários - ARCUSUL, encaminhado ao CMC pela
Reunião de Ministros da Educação (RME) do Setor
Educacional do Mercosul - SEM e a Portaria do Ministério da
Educação No- 1004, de 13 de agosto de 2008, abrem o
presente CONVITE para candidaturas de cursos de caráter
universitário para o primeiro ciclo de acreditação
de cursos de graduação em Medicina e Odontologia,
conforme os procedimentos e critérios aprovados pela Rede de
Agências Nacionais de Acreditação - RANA.
1 - ACREDITAÇÃO DE CURSOS UNIVERSITÁRIOS:
O Sistema ARCU-SUL visa estabelecer e assegurar critérios
regionais de qualidade de cursos de graduação para a
melhoria permanente da formação em nível superior,
necessária para a promoção do desenvolvimento
educacional, econômico, social, político e cultural dos
países da região. A implantação do Sistema
ARCU-SUL contribui para desenvolver as capacidades institucionais de
cada país em avaliar a educação superior de
qualidade no nível da graduação e permite
trabalhar de forma recíproca a aferição da
qualidade dos cursos ofertados nos países membros do MERCOSUL e
associados.
A certificação da qualidade acadêmica é
obtida por meio de procedimentos e critérios previamente
aprovados pelo Setor Educacional do MERCOSUL. Os procedimentos e
critérios são ajustados e acordados por consenso entre os
membros da Rede de Agências Nacionais de
Acreditação - RANA onde estão representados todos
os países integrantes do MERCOSUL e associados.
2 - OBJETIVOS DO SISTEMA ARCU-SUL
2.1 Objetivo Geral: Avaliar de forma permanente a qualidade da
educação superior no nível da
graduação nos países membros do MERCOSUL e
associados e o consequente avanço no processo de
integração regional com vistas ao desenvolvimento
educacional, econômico, social, político e cultural dos
países da região.
2.2 Objetivos Específicos: (a) garantir a qualidade dos cursos
de graduação acreditados, conforme os critérios
estabelecidos de comum acordo; (b) facilitar a
movimentação de estudantes e professores entre as
instituições acreditadas durante a vigência da
acreditação; (c) agilizar os processos de reconhecimento
de títulos ou diplomas universitários, desde que
pactuados entre as instituições de ensino que aderirem ao
processo; (d) facilitar o intercâmbio científico e
cultural que favoreça o conhecimento recíproco e a
cooperação solidária entre as respectivas
comunidades acadêmicas dos países; (e) elaborar
critérios comuns de qualidade no âmbito do MERCOSUL; (f)
favorecer os processos de formação em termos de qualidade
acadêmica e o desenvolvimento da cultura da
avaliação como fator propulsor da qualidade da
educação superior na região; (g) usar e fortalecer
competências técnicas das Agências Nacionais de
Acreditação por meio
da avaliação da qualidade dos sistemas de
educação superior dos Estados Membros do MERCOSUL e
associados.
3 - CONVITE ÀS INSTITUIÇÕES
Em cumprimento à Resolução No 17/08/CMC para
implementação do Sistema ARCU-SUL, a Comissão
Nacional de Avaliação da Educação Superior
- CONAES, na qualidade de representante brasileira na Rede de
Agências Nacionais de Acreditação - RANA, CONVIDA
as Instituições de Ensino Superior Brasileiras a se
candidatarem ao primeiro ciclo de acreditação de cursos
de graduação em Medicina e Odontologia, mediante as
condições de participação abaixo descritas.
No primeiro ciclo de acreditação, poderão ser
acreditados até 20 cursos de Medicina e 20 cursos de Odontologia
brasileiros pelo Sistema ARCU-SUL.
As diretrizes gerais para o desenvolvimento do processo, incluindo a
participação das instituições, estão
definidas no Acordo sobre a "Criação e
Implementação de um Sistema de Acreditação
de Cursos Universitários para o Reconhecimento Regional da
Qualidade Acadêmica das respectivas titulações no
Mercosul e nos Estados Associados".
4 - CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO
As diretrizes nacionais complementares para as candidaturas dos cursos
são: ter caráter universitário (desenvolver
atividades de ensino, pesquisa e extensão); ter pelo menos 10
(dez) anos de funcionamento; e, participar dos processos avaliativos do
Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior - SINAES, tendo obtido conceito igual ou maior a 4,0 (quatro).
Para efeito de seleção dos cursos que participarão
da acreditação pelo Sistema ARCU-SUL, dentre os
inscritos, a CONAES considerará o seguinte ordenamento: ter sido
acreditado pelo Mecanismo Experimental de Acreditação -
MEXA; antiguidade do curso; conceitos obtidos nas
avaliações que integram o SINAES; histórico das
avaliações; e análise, pela CONAES, da
pertinência dos cursos que se enquadram nas modalidades e
combinações acima especificadas.
5 - INSCRIÇÕES DAS INSTITUIÇÕES
Para se candidatar ao Sistema ARCU-SUL a instituição
interessada, por meio de seu coordenador de curso, com
aprovação do Pró-Reitor de Graduação
ou cargo equivalente, deve preencher um termo de Compromisso de
Participação Voluntária no processo de
Acreditação pelo Sistema ARCU-SUL para cada curso
candidato à Acreditação (modelo disponível
na página da CONAES, no sítio do Ministério da
Educação), e enviá-lo devidamente preenchido por
meio eletrônico à Coordenação do Sistema
ARCU-SUL, para os endereços eletrônicos:
conaes.mercosul@mec.gov.br, no período de 23 de agosto a 01 de
setembro de 2010. Esse mesmo documento deverá ser assinado e
enviado por sedex, postado até 01 de setembro para:
Comissão Nacional de Avaliação da
Educação Superior – CONAES Edifício Sede do
Conselho Nacional de Educação – CNE SGAS, Av. L2
Sul, Quadra 607, Lote 50 - Térreo – Sala 16 70200-670 -
Brasília - DF
6 - SELEÇÃO DOS CURSOS E PARTICIPAÇÃO NO PROCESSO DE ACREDITAÇÃO
Vencido o prazo para recebimento do Compromisso de
Participação Voluntária, a CONAES analisará
as candidaturas e publicará a lista das
instituições selecionadas, informando-lhes, a seguir, a
data de realização da reunião técnica de
orientação para auto-avaliação do curso nos
padrões do Sistema ARCU-SUL. A reunião técnica de
orientação deverá ocorrer, em Brasília,
até no máximo 15 (quinze) dias após a
homologação da lista dos Cursos selecionados pela CONAES.
O curso selecionado para participar do processo de
Acreditação terá prazo máximo de 4 (quatro)
meses para realizar sua autoavaliação de acordo com as
diretrizes do Sistema ARCU-SUL.
Uma vez apresentados os relatórios de
autoavaliação à CONAES e, de acordo com a
disponibilidade dos pares de avaliadores brasileiros e pares de
avaliadores do Sistema ARCU-SUL, será estabelecido um cronograma
de visitas a cada curso selecionado. Após o relatório
final de visita in loco, juntamente com os relatórios de
autoavaliação a CONAES, em sessão plenária,
deliberará sobre os cursos a serem acreditados no âmbito
do Sistema ARCU-SUL.
7 - INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Informações adicionais poderão ser obtidas na
página da CONAES, diretamente no endereço a seguir: (http://portal.mec.
gov. br/ index. php? option= com_ content& view= article&id=
13082: apresentacao- conaes& catid= 323: orgaos-
vinculados&Itemid=882 ), ou por meio do link
"Órgão Vinculados", no sítio do Ministério
da Educação ( http://portal.mec.gov.br/index.php ),
clicando na guia: "Acreditação de Cursos no Sistema
ARCU-SUL". Telefones da CONAES, instância coordenadora do Sistema
ARCU-SUL, em Brasília: (61) 2022-7945 / 2022-7947/2022-7949
MARIA PAULA DALLARI BUCCI
Secretária de Educação Superior
NADJA MARIA VALVERDE VIANA
Presidente da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior
Estudantes reclamam de demora na liberação do Fies
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 24/08/2010
Pelo programa, governo paga faculdade e estudante quita depois de
formado. Usuários alegam que acesso ao crédito
está difícil
Do G1, com informações do Jornal Nacional
As faculdades particulares no Brasil têm quase três vezes
mais alunos do que as públicas, segundo o Ministério da
Educação. São 4,2 milhões de alunos nas
particulares contra 1,5 milhão nas públicas. Nas
particulares uma parte dos estudantes recebe financiamento do governo
federal para pagar as mensalidades. No entanto, muitos alunos têm
reclamado da demora para conseguir o benefício. O Fundo de
Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) existe desde 1999.
O governo paga a faculdade particular e o estudante quita a
dívida depois, já formado. Este ano a procura aumentou
já que as condições estão mais facilitadas.
Os juros diminuíram para 3,4% ao ano e o valor do
financiamento aumentou para até 100% do valor da mensalidade.
Mas estudantes de faculdades particulares reclamam que o acesso ao
crédito está difícil. A secretária Larissa
Costa, de 19 anos, foi aprovada para o curso de psicologia, mas seu
salário é menor que a mensalidade do curso. “Eu
entreguei os documentos na faculdade, mas até agora não
recebi a declaração de regularidade da
inscrição”, diz. O estudante de informática
Felipe Ferreira culpa a burocracia por não conseguir o
financiamento. “Eu perdi mais ou menos quatro dias indo ao
banco.” O Ministério da Educação nega
que haja atrasos na liberação dos financiamentos e
informa que só este ano já foram feitos 44 mil novos
contratos. O Sindicato das Faculdades Particulares de São Paulo
afirma que mais de 60% das entidades do país enfrentam problemas
com o Fies. “A questão está mais relacionada com a
falta de agilidade desse sistema que ainda não está
totalmente redondo em termos de cruzamento de informações
com as instituições”, afirma Gilberto Couto, do
Sindicato das Entidades de Ensino Superior do Rio de Janeiro. A Caixa
Econômica Federal, que libera o financiamento aos estudantes,
informou que não há atraso no processo.
Crescimento dos e-books traz reflexos nos sistemas educacionais
Fonte: Jornal da Educação
O leitor eletrônico (e-reader) irá revolucionar os
sistemas educacionais, provocando um significativo aumento dos livros
eletrônicos (e-books).
No Brasil, o mercado ainda é tímido para os livros
digitais, mas já começam a ganhar espaços, com
obras em arquivo PDF, que mantém as características das
publicações impressas.
Nos Estados Unidos da América já existem 2,5
milhões de obras digitais, entre pagas e gratuitas.
Em nosso país, atualmente estão disponibilizados apenas
dois mil títulos em português.
Essa tendência fará com que os estabelecimentos de ensino,
tanto de educação básica, como superior, tenham
que reformular suas indicações bibliográficas
já para o ano de 2011, incluindo essas edições
virtuais nos acervos.
Precisa-se de mais filantropos no Brasil
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 23/08/2010 às 10:14 hs.
Nos Estados Unidos, as grandes e renomadas universidades tornaram-se
realidade graças à prodigalidade de visionários
que doaram parte ou toda sua fortuna.
Muitos dos nomes das universidades americanas são tributos aos
doadores de fabulosas somas que tornaram possível a
criação e desenvolvimento de escolas de negócios e
de outras especialidades.
Andrew Carnegie é mais famoso por dar o seu nome a Carnegie
Mellow University, localizada em Pittsburgh, Pennsylvania, que por ter
sido um dos maiores magnatas do aço.
Amasa Leland Stanford é mais renomado atualmente por emprestar
seu nome à prestigiada escola de negócios Standford, em
Palo Alto, na Califórnia, do que por ter sido um dos
barões das ferrovias do século XIX.
Os exemplos americanos são belos e inspiradores. E no Brasil?
Segundo dados da Forbes Magazine, o Brasil possui 18 bilionários
em 2010, com fortunas superiores a US$ 1 bilhão. É muito
dinheiro! Também não é difícil para o
leitor encontrar quem exatamente são esses bilionários.
o ramo da filantropia, é importante que quem doa mostre à
sociedade que está doando. Isto tem um efeito de inspirar e
multiplicar as doações não apenas dos
milionários, mas também das pessoas das classes
média e baixa.
Imagine o efeito multiplicador que teria o anúncio de Eike
Batista em doar algumas centenas de milhões de dólares
para a criação de uma universidade privada destinada ao
estudo e pesquisa dos problemas brasileiros de infraestrutura?
Ou um centro de pesquisa dos negócios de óleo e
gás? Sugiro até um nome para essas
instituições: a ESTUDAX.
Além do próprio Eike, tenho certeza que grandes
bilionários brasileiros, imbuídos de espírito
patriótico, como os Steinbruch, Lehman, Klein, Diniz, Safra,
entre tantos outros notórios empresários de sucesso,
podem ser os catalizadores de uma brusca guinada em prol da filantropia
educacional no Brasil.
Recentemente, em uma iniciativa capitaneada por Bill Gates e Warren
Buffett, 40 bilionários se comprometeram a doar metade de suas
fortunas para caridade.
Estão nessa lista, além obviamente de Bill e Warren, o
presidente fundador da Oracle, Larry Ellison; Paul Allen, que é
cofundador da Microsoft, e o cineasta George Lucas, entre tantos outros
bilionários.
Um fator muito interessante dessa iniciativa é o poder de
mobilização que pessoas verdadeiramente ricas (sob o
ponto de vista material) possuem.
Isto é, muitos dos que se comprometeram a doar sua riqueza
também prometeram atrair para essa louvável iniciativa
outros bilionários, famosos ou não.
Qual megabilionário brasileiro vai capitanear iniciativa semelhante no Brasil? n
Rafael Paschoarelli é professor da Universidade de São Paulo.
Fonte: Jornal Brasil Econômico
Educação, um terrível círculo vicioso
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 23/08/2010 às 09:35 hs.
O problema da formação de pessoas no País é
muito grave. Na creche e na pré-escola, atingimos um
nível de atendimento correspondente apenas à metade do
previsto no Plano Nacional de Educação (PNE), cujos dez
anos de vigência se encerram em breve. No ensino fundamental,
estamos atrasados mais de 20 anos em relação ao que nos
propusemos na Constituição de 1988, que o definiu como
obrigatório: atualmente, uma em cada três crianças
deixa o sistema educacional sem completá-lo.
Ao final do ensino médio, a evasão já terá
atingido cerca da metade das pessoas, situação muito pior
do que nossa realidade econômica e demográfica exige e
permite. Quanto ao ensino superior, não apenas não
cumprimos o deliberado no PNE, como continuamos com taxas de
atendimento próximas à metade da observada em muitos dos
nossos vizinhos geográficos ou geopolíticos.
Essa carência educacional se manifesta também, como
não poderia deixar de ser, na formação de
profissionais de nível superior. Vamos ver qual a nossa
situação no caso de duas profissões para as quais
há dados internacionais disponíveis. Segundo a
Organização Mundial da Saúde, temos 17
médicos para cada 10 mil habitantes, número abaixo da
média dos países sul-americanos (19) e perto da metade do
que têm Uruguai (39), Argentina (32) e México (29). No
caso da engenharia, profissão indicadora das possibilidades de
crescimento futuro de um país, temos uma proporção
de estudantes em relação à população
total próxima da metade da de Índia, China, Argentina ou
Chile. Além dos indicadores quantitativos estarem aquém
do necessário, temos carências qualitativas graves e
má distribuição geográfica dos cursos e dos
profissionais.
Vamos ao caso de professores, cujos déficits são enormes:
em algumas áreas de conhecimento a quantidade de novos
licenciados formados a cada ano é insuficiente sequer para repor
o quadro se este estivesse completo e se a eficiência no
aproveitamento dos formados fosse de 100%, o que não ocorre em
nenhuma profissão em nenhum lugar do mundo. Por que isso?
Como nas outras profissões, essa carência é causada
pela pequena quantidade de formados no ensino médio e a pouca
presença do setor público na oferta de cursos de
graduação. Mas, no caso de professores, há outra
causa mais marcante: a má perspectiva profissional, em especial
quanto à remuneração.
Os números falam por si. Segundo dados da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, enquanto a renda mensal
média na ocupação principal dos trabalhadores com
nível superior completo era de aproximadamente R$ 3 mil, a renda
média dos professores que têm formação
superior e atuam nas redes estaduais ou municipais de
educação básica (nas quais está a grande
maioria dos estudantes e professores) variava na faixa de R$ 1 mil a R$
1.600, dependendo do vínculo administrativo (municipal ou
estadual) e do nível em que ensinam. Esses valores estão
mais próximos da renda dos trabalhadores com ensino
médio, cerca de R$ 1 mil mensais. Tal diferença salarial
entre professores com formação superior e os demais
trabalhadores também com mesmo nível educacional existe,
com raríssimas exceções, em todos os
municípios e Estados, inclusive no Estado de São Paulo.
Não é, portanto, surpreendente que cerca da terça
parte dos professores do ensino básico não tenha o
nível superior, ou que as taxas de evasão nos cursos de
licenciatura sejam altíssimas, ou que perto da metade dos cerca
de 2 milhões de potenciais professores com nível superior
existentes no País não se dedique ao ensino. Não
é também surpreendente o mau desempenho dos estudantes
das redes públicas, com muitas "aulas vagas" e atendidos por
professores sobrecarregados, nem o fato de que muitos dos que concluem
o ensino médio estejam insuficientemente preparados e motivados
para continuar seus estudos e prover o País com os profissionais
de que tanto precisa. Surpreendente seria observarmos o
contrário disso.
Como já apontado à exaustão, não há
como corrigir nossos problemas educacionais sem um significativo
aumento dos recursos públicos. Precisamos melhorar o desempenho
dos estudantes e reduzir a evasão escolar, necessitamos de mais
(e bons) profissionais em muitas áreas do conhecimento, os
ambientes escolares precisam melhorar. Precisamos de mais professores e
não podemos depender apenas de abnegados ou militantes, que
sacrificam a vida pessoal em nome da educação escolar dos
outros, não porque isso não seja bonito e
louvável, mas porque não há abnegados em
quantidade suficiente. Além disso, a qualidade de uma
política pública, qualquer que seja, depende de pessoas
bem preparadas e de recursos materiais, não de abnegados ou
militantes.
Professores bem preparados e motivados - embora não suficientes
-, essa é condição necessária para se
construir um sistema educacional sólido e eficiente. Como
corolário, a ausência disso é suficiente para
tornar inviável o sistema educacional. Como é esta
última a situação que vivemos, vemos fechar-se um
círculo vicioso terrível: a falta de professores e a
sobrecarga de trabalho são responsáveis pela
educação infantil fraca e insuficiente, pela alta
evasão e baixa qualidade no ensino básico, pelo pequeno
número de jovens que concluem o ensino médio e,
finalmente, pouca procura pelos cursos superiores fundamentais para a
construção de um País soberano e que garanta a
toda a população condições dignas de vida.
Otaviano Helene, José Marcelino de Rezende Pinto e Thiago Alves - O Estado de S.Paulo
RESPECTIVAMENTE, PROFESSOR NO INSTITUTO DE FÍSICA DA USP,
EX-PRESIDENTE DO INEP E DA ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA
USP; PROFESSOR DE FILOSOFIA, CIÊNCIAS E LETRAS DA USP DE
RIBEIRÃO PRETO, EX-DIRETOR DE TRATAMENTO E
DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÕES EDUCACIONAIS DO
INEP; DOUTORANDO EM ADMINISTRAÇÃO PELA FEA-USP E GESTOR
GOVERNAMENTAL DE FINANÇAS E CONTROLE DE GOIÁS
Fonte: O Estado de São Paulo
Campanha “Eu voto na Educação” recebe apoio
Fonte: www.nota10.com.br, 24 de Agosto de 2010
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) declarou em plenário, ontem
(23), apoio à campanha "Eu voto na Educação",
promovida pelo movimento Todos pela Educação.
Segundo a Agência Senado, a campanha tem o objetivo de incentivar
a população a cobrar dos candidatos propostas concretas
para a melhoria da qualidade da educação no país,
bem como alertar os eleitores sobre a necessidade de fiscalizar os
compromissos assumidos pelos governantes eleitos.
Está prevista a exibição na TV de filmes com os
atores Paulo Goulart e Dira Paes e com o jornalista Heródoto
Barbeiro, que dão depoimentos sobre a importância da
educação de qualidade para os brasileiros.
Comentando o vídeo de Heródoto Barbeiro, gravado para a
peça publicitária, Cristovam parabenizou o jornalista por
ter reconhecido que "no Brasil, infelizmente, ainda não
garantimos o direito de todas as crianças e de todos os jovens
à aprendizagem".
Segundo Cristovam, Heródoto aponta corretamente o ponto
principal do problema da educação no país, que
seria a qualidade do ensino, e não apenas a
universalização das matrículas nas escolas.
Material escolar terá selo de segurança e qualidade
Fonte: Clipping Educacional Consae - Folha de São Paulo, 24/08/2010 - São Paulo SP
Produtos só poderão ser vendidos no país
após certificação do Inmetro. Regra também
valerá para itens importados; indústria terá um
ano para se adaptar às regras do instituto
FERNANDA BASSETTE DE SÃO PAULO
Paula tinha menos de cinco anos quando comeu metade de uma borracha
cor-de-rosa, com aroma de morango. Sua irmã, Marta,
também aprontou quando pequena: engoliu cola enquanto fazia
colagens em casa. "Ainda bem que não aconteceu nada
sério, foi só o susto. Elas não tiveram nenhuma
reação", conta a empresária Ana Maria Sala
Mantovanelli, 44, mãe das garotas, que ficou apreensiva com a
possibilidade de intoxicação. Para evitar sustos como
esses, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial) vai exigir a
certificação compulsória de todo o material
escolar destinado a crianças de até 12 anos. A
expectativa do instituto é publicar a resolução no
"Diário Oficial" da União até o final de setembro.
Os fabricantes terão um ano para se adaptar e os
revendedores terão seis meses a mais para zerar o estoque.
LÁPIS E BORRACHA - O selo do Inmetro deve garantir, por exemplo,
que a garrafinha da lancheira não é tóxica ou que
a borracha na ponta do lápis preto não vai se descolar
(podendo ser engolida facilmente). O objetivo também é
assegurar a eficiência do material vendido, para que o consumidor
não adquira canetinhas que ressecam facilmente, por exemplo. Os
produtos passarão por testes químico, mecânico e
físico -em alguns casos, também por elétrico e
biológico. "Recebemos de três a quatro
ligações por mês de pais questionando a
segurança de materiais escolares", diz Gustavo Kuster, do
Inmetro. A pedagoga Patrícia Troncoso Guerreiro, 39, por
exemplo, se assustou quando a filha de três anos tentou
"apontar o dedo mindinho" em um apontador colorido, em formato de sapo.
A menina só não se machucou porque o produto era seguro.
CONCORRÊNCIA - Produtos escolares importados representam hoje de
20% a 30% das vendas de material escolar no Brasil e também
serão submetidos às regras brasileiras. "A decisão
vai ajudar a indústria nacional, já que os produtos
importados quase sempre são de qualidade questionável",
diz Antônio Nogueira, presidente do Simpa, sindicato das
papelarias.Marcos Romero, da associação de fabricantes de
material escolar, diz que comemora a decisão "não pela
proteção da indústria nacional, mas porque essa
era uma pendência do setor".
Diário Catarinense, 24/08/2010 - Florianópolis SC
Educação, o caminho
Milton Dallari
O que faz um país é o trabalho de cada um dos seus
cidadãos. E o crescimento sustentável somente é
possível com investimentos planejados, transparência
administrativa e total comprometimento dos governos federal, estaduais
e municipais nas mais diversas áreas sociais e da economia.
Entre tantos elos dessa corrente que puxa o crescimento, um se destaca,
já que é diretamente ligado ao futuro de cada
cidadão: a educação. Educação
acessível e de qualidade é um dever do Estado e um
direito do cidadão. É difícil promover o
desenvolvimento sem condições de qualificar e capacitar
pessoas em todos os níveis. Sem um ensino fundamental
sólido, um ensino médio que profissionalize e dê
bases para a chegada à universidade e sem estímulos e
ferramentas que possibilitem a profissionalização em
várias faixas de idade, fica cada vez mais complicado o acesso
ao mercado de trabalho, onde as tecnologias se renovam com enorme
velocidade. Para começar, é urgente alterar o modelo
educacional, em todos os seus aspectos, especialmente os relacionados
à valorização dos recursos humanos.
Outra medida fundamental nesse processo de evolução diz
respeito à ampliação do estímulo
à educação profissionalizante voltada para as
necessidades do mercado de trabalho. É necessário um
ensino que garanta qualificação capaz de dar acesso
às oportunidades de emprego e melhoria de renda. A lista de
prioridades contempla, ainda, a ampliação dos programas
de inclusão digital e acesso à tecnologia da
informação, extremamente necessárias nos dias de
hoje. Tais iniciativas não bastam, mas podem servir como
ignição. Sem uma educação eficiente e de
qualidade, e sem tecnologia, é impensável o país
conseguir se equiparar aos países mais desenvolvidos.
Existe uma desaceleração na economia brasileira?
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 23/08/2010 às 08:42 hs.
Na área de commodities o Departamento de Agricultura americano
divulgou no dia 12 sua estimativa mensal para a safra local; como o
clima, embora apresente riscos até o início de setembro,
segue favorável, espera-se uma safra recorde para a soja e para
o milho. Entretanto, a demanda asiática está tão
forte que as cotações não recuaram, como seria de
se esperar. Ao lado da demanda, estamos assistindo a alguns choques de
oferta pelo mundo. A seca na Europa continua e é particularmente
devastadora na Rússia, reduzindo tanto a oferta de alimentos
domésticos, como a batata e a beterraba, tanto quanto a safra de
grãos, o que levou as autoridades a proibir as
exportações (de trigo, farinha, cevada, centeio e milho)
até dezembro. Em situação oposta vive parte da
Ásia, onde o excesso de chuvas vem provocando grandes
inundações, especialmente no Paquistão, com
prejuízo para a produção de arroz, cana e
algodão. O resultado tem sido uma forte elevação
das cotações agrícolas (mais 15% no
açúcar, 12% no trigo, 9% no algodão e arroz, 6% no
café e no milho e 2% na soja no mês encerrado em 18 de
agosto), mesmo após a melhor notícia da temporada, que
foi a estimativa da safra americana. Lembremo-nos que o La Niña
traz normalmente riscos climáticos para a safra
latino-americana, na forma de seca no fim do ano. O movimento dos
preços de commodities colocou o índice de termos de troca
brasileiro no maior patamar desde junho de 2000.
Pode-se argumentar que, independentemente do exterior, existem
indicações de desaceleração na economia
brasileira. Isso é verdade. A mais óbvia é a forte
queda na inflação cheia, que veio a zero, e a mais suave
no núcleo, que evoluiu 0,35 e 0,23% em junho e julho.
Além disso, em alguns setores existem evidências de
acumulação de estoques, como no aço e
automóveis. Os dados da Fenabrave mostram que os estoques na
rede de revendedores subiram de 18 dias de venda em maio para 22 em
junho e julho e 26 em agosto. Entretanto, os dados disponíveis
revelam queda em agosto, para 24 dias. No caso do aço, os
estoques dos distribuidores subiram de 2,1 meses de venda em
março para 3,6 em junho. Ao mesmo tempo, a média mensal
de importações de aço subiu de 194 mil toneladas
em 2009 para 455 entre março e junho do corrente ano.
Entretanto, o segundo trimestre foi realmente atípico, com certa
antecipação de demanda ante o fim de incentivos fiscais
para bens duráveis e culminando com a Copa do Mundo, durante a
qual tivemos cinco feriados não oficiais, o que certamente
afetou a atividade no período. Ao mesmo tempo, as
importações explodiram no período recente, tendo
crescido, em quantidade, 45% em junho deste ano ante o mesmo
período do ano passado. Essa história é
fácil de entender: o crescimento explosivo do primeiro trimestre
do ano levou a uma enorme ampliação de pedidos da
indústria, especialmente no exterior. Como as entregas levam um
certo tempo para se materializar, houve um congestionamento, que
resultou em elevação temporária de estoques no fim
do semestre, como no caso do aço.
No caso do aço, além de uma questão conjuntural,
existe uma questão estrutural. Tradicionalmente, o setor de
aço no mundo era muito fragmentado e as empresas enfrentavam uma
situação peculiar, pois compravam insumos
(minérios e carvão) de poucos players e vendiam parte
expressiva da produção para um número reduzido de
montadoras de veículos. Isso levou a uma forte
consolidação das aciarias nos últimos anos,
seguida de uma tentativa de integração vertical, pelo
menos parcial. As recentes aquisições de mineradoras pela
indústria ilustram o fenômeno.
Por outro lado, os preços de aço brasileiro sempre foram
maiores que os preços internacionais, o que levou as montadoras
locais a uma decisão estratégica, qual seja, de importar
pelo menos 20% do aço que utilizam, para contestar os
preços locais. Os movimentos conjunturais e estruturais explicam
a alta das importações e a acumulação
temporária de estoques. Estoques excessivos tiveram de ser
reduzidos e os preços foram flexibilizados.
Nessas condições, a questão fundamental é
saber se existe ou não uma redução permanente da
demanda interna ou se o que está acontecendo é um
fenômeno de curto prazo associado a uma elevação
substancial das importações, sem a pressão
deflacionária vinda do exterior. É isso que vai decidir
qual será a tendência da inflação para
2010/2011.
Não tenho a menor dúvida que a demanda vai continuar
muito forte, simplesmente porque todos os seus componentes estão
em expansão: as exportações estão crescendo
bem. O consumo aparente de máquinas está crescendo forte,
devido tanto a expansão da produção
doméstica como das importações. Na mesma
direção, a construção civil está
"bombando": os resultados (dados da Abecip) do primeiro semestre
revelam um número recorde de financiamentos habitacionais. O
gasto governamental, típico de anos de eleições,
está elevadíssimo e finalmente tudo conspira para um
crescimento muito forte do consumo. De fato, a taxa de desemprego atual
(7% em junho) é bastante baixa, revelando um volume muito bom de
contratações. Na verdade, a disputa por mão de
obra segue sendo feroz e é crescente o número de
trabalhadores do setor privado que mudam frequentemente de emprego para
obter salários cada vez mais elevados. No setor público,
o governo federal concedeu substanciais reajustes ao funcionalismo, be
m como o Judiciário e o Legislativo. Tudo somado leva a uma
projeção de elevação da folha real de
salários da ordem de 6,5% para o ano corrente. Com o mercado de
trabalho aquecido, os dissídios coletivos do segundo semestre
deverão resultar em aumentos generosos de salários. Numa
conversa com José Pastore (provavelmente o melhor especialista
no mercado de trabalho do Brasil), ouvi sua expectativa de
elevações que incluam o INPC mais 5%, em média.
Complementa o quadro uma expansão forte do crédito ao
consumidor em todas as formas, num contexto de redução
sistemática da inadimplência. Finalmente, o crédito
às empresas também cresce, especialmente no segmento de
pequenas e médias.
A demanda final, pública e privada, de consumo e investimento
nunca mostrou sinais consistentes de desaceleração,
apenas flutuações temporárias e fortuitas, como as
decorrentes da Copa do Mundo. Mais que isso, a demanda final anda muito
acima da taxa de expansão sustentada do produto, o que pressiona
os preços, a menos de uma improvável explosão
gigantesca das importações.
Mantemos nossa previsão de crescimento de 7% do PIB para este
ano, feita há meses atrás. Apenas os mais entusiasmados,
que trabalhavam com números superiores a 8% estão revendo
suas estimativas. É útil também lembrar que,
quando se projeta 7% para o ano, é óbvio que o
crescimento próximo a dois dígitos do primeiro trimestre
teria que cair. Mas isso não é
desaceleração, mas apenas o ajuste de um ponto fora da
curva.
JOSÉ ROBERTO MENDONÇA DE BARROS - O Estado de S.Paulo.
Continua muito difícil entender o argumento do Banco Central.
Fonte: O Estado de São Paulo
Marketing se faz com pesquisa, análise de dados e planejamento
Fonte: http://www.abmeseduca.com/?p=479, 23/08/2010
Cyntia Marchetti
Gerente e Consultora de Marketing – Hoper Educação
Não é raro a gente se surpreender ao encontrar pessoas,
até alocadas em departamentos de marketing de algumas
instituições de ensino superior que, mesmo eles, que
deveriam ser as pessoas que mais entendem do negócio -
MARKETING – dentro da instituição, muitas vezes
confundem marketing com propaganda. A palavra “Marketing”
no Brasil parece ter ganhado um ranço equivocado, algumas vezes
de “vendas” outras vezes de “propaganda”. E
para os que conhecem do riscado e se dedicam ao estudo um pouco mais
aprofundado do tema, dói quando nos deparamos com aquelas
célebres frases: “precisamos dar início a nossa
campanha de processo seletivo; vamos colocar o nosso marketing nas
ruas”.
Na mesma linha de raciocínio, não é raro encontrar
acionistas ou donos de instituições e empresas que, na
falta de alguém capacitado tecnicamente para a área,
coloca a filha para tocar o departamento de marketing; aquela
moça, prendadíssima, que fez intercâmbio nos
Estados Unidos, é super criativa e comunicativa, estudou
Psicologia, mas não terminou, achou que “daria” para
as artes, mas não passou nas prévias das melhores escolas
de Arquitetura, sabe organizar uma festa como ninguém e
dá um banho de oratória nos discursos das festas de
casamento. Quando nos deparamos com pessoas assim tocando os
departamentos de marketing de algumas instituições, somos
obrigados a ouvir: “ah, qualquer um faz marketing; é
só saber contratar uma agência de publicidade e
propaganda, saber fazer e organizar eventos, ter um bom jornalista para
mandar notinhas para o jornal e uma boa telefonista para atender os
fregueses”.
Já abordamos este tema há alguns meses atrás
– “a sua IES faz Marketing”- nesse nosso informativo
mensal, mas sentimos necessidade de voltar a este assunto, pois ele
é recorrente no dia-a-dia das nossas consultorias e ainda, nos
dias de hoje, temos que fazer um esforço, muitas vezes
até grande para, antes de iniciarmos nosso trabalho,
conscientizar mantenedores e diretores de que nem eles, nem suas
equipes de marketing estão sabendo trabalhar o Marketing em suas
instituições de ensino.
Começa pelo título correto do cargo principal do
departamento de marketing de uma instituição de ensino,
que deveria ser Gerente de Marketing, Comunicação e
Relacionamento. Além disso, esse profissional, obrigatoriamente
deveria ser formado ou numa das áreas da
Comunicação Social ou em Administração de
Empresas. Ter realizado uma pós-graduação ou um
MBA em Administração de Marketing. Ter feito ainda cursos
ou mais especializações em Marketing de Serviços e
Marketing de Relacionamento. Ter tido uma boa experiência de
atuação junto a agências de publicidade e
propaganda; saber como coordenar os serviços de uma assessoria
de imprensa e de uma agência de eventos; ter boas
noções de planejamento em Marketing Digital, essencial
para os dias atuais, onde encontramos com facilidade agências
especializadas nessa área para dar o suporte técnico e
operacional. Saber treinar e capacitar pessoas; ter o espírito
de liderança e de formação de times eficientes de
trabalho; ser um agregador de bom capital humano.
Uma das ferramentas mais importantes que um profissional de marketing
tem sempre a mão e, nada de estratégico consegue fazer
sem, são as famosas “pesquisas”. Pesquisas de
mercado, da concorrência, de recall, de imagem, de perfil de
target, de comportamento do consumidor, de potencial de consumo, de
demanda, de ligações no Call Center, de inscritos, de
matriculados, enfim, pesquisas, pesquisas e mais pesquisas. Nada se faz
na área de marketing sem que se tenha dados para medir,
diagnosticar e se planejar o que se quer alcançar. Mas de nada
adianta também termos apenas dados, números e
índices, se não temos uma pessoa capacitada que saiba
analisá-los, projetá-los para as futuras
ações que deverão ser realizadas para se atingir
os objetivos almejados.
O profissional de Marketing deve ser encarado dentro da
instituição como um profissional gerador de resultados
concretos. O departamento de marketing deve gerar resultados
mensuráveis, e é para isso que se contratam pessoas
realmente capazes, bem formadas e engajadas com os resultados finais
dos processos. Suas expertises passam por ter o conhecimento
necessário para se planejar lançamento de novos produtos;
melhora da imagem corporativa e manutenção da identidade
visual da instituição, sua marca e sua linha de produtos;
conhecer de técnica de vendas, promoção e as
mídias mais adequadas a promoção de cada produto;
saber gerenciar uma marca e lançar mão de recursos para
sua fidelização, com os diferentes perfis de
públicos consumidores; saber se posicionar frente a
concorrência, tanto em termos de atributos qualificadores e
diferenciadores, quanto em relação a correta
precificação desses produtos; estudar as tendências
do mercado/setor a que se está inserido, conhecendo e estando
por dentro das capacidades e indicativos futuros de pra onde caminha
esse mercado na curva de tempo e sobrevivência; estudo
aprofundado da distribuição de verba do departamento, com
todas as ações e promoções a serem feitas
anualmente pela instituição, controlando adequadamente
planos de mídia e margens de negociação em
comissionamento de veículos e fornecedores; incentivar a
motivação e capacitação periódica da
equipe, promovendo treinamentos e dinâmicas.
Dessa forma, sabendo contratar, cobrar resultados e oferecendo certa
autonomia aos Gestores de Marketing das instituições de
ensino, é fácil poder medir e comprovar os positivos
resultados que um departamento de marketing e comunicação
pode gerar para uma instituição. Do contrário,
vamos continuar nos deparando com instituições que usam a
potencialidade de sua estrutura de marketing para realizar cerimoniais
de formaturas, serviço de atendimento ao aluno e sorteio de
bolsas ou laptops aos alunos que indicam amigos e parentes para
preencher novas vagas na graduação. Um verdadeiro
desperdício de potencialidades e expertises à favor do
seu negócio.
Especialista defende capacitação em direitos humanos para formação de professores
Fonte: www.nota10.com.br, 19 de Agosto de 2010
As universidades brasileiras têm de intensificar a abordagem dos
direitos humanos em seus cursos, principalmente nos de licenciatura e
pós-graduação, que visam a formação
de professores. A opinião é da filósofa Vera Maria
Candau, membro do Comitê Nacional de Educação em
Direitos Humanos, que acredita que os docentes e demais agentes
multiplicadores devem estar aptos a lidar com o tema para ajudar a
disseminar novos valores na sociedade. “Muitos ainda assimilam os
direitos humanos a uma questão de proteger bandidos.
Desconstruir esta visão e demonstrar que os direitos não
estão a serviço de um determinado grupo ainda vai exigir
uma longa caminhada já que a sociedade brasileira foi
construída a partir de muita desigualdade e de autoritarismo. A
cultura dos direitos humanos coloca em questão toda esta
visão estrutural na medida em que vai questionando estas
disparidades e o autoritarismo”, disse Vera à
Agência Brasil.
Professora do departamento de Educação da
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
(PUC-RJ), Vera foi uma das convidadas da 1.ª Semana de
Educação em Direitos Humanos, evento realizado pela
Universidade Metodista e que ocorre até hoje (19), em São
Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Para ela, "as
universidades têm sido tímidas" em relação
ao tema.
“A educação em direitos humanos é uma
educação necessariamente voltada para a mudança
já que visa conscientizar as pessoas de que elas são
sujeitas de direitos e de que estes não são
dádivas nem são concedidos porque os governos querem ou
não os querem”, explicou a professora. “Para formar
essa consciência entre as pessoas é preciso haver agentes
multiplicadores desta perspectiva e uma mídia atuante".
Vera acredita que a compreensão sobre direitos humanos é
algo que “vai penetrando lentamente na sociedade”. Para
ela, tem se ampliado cada vez mais a percepção de que os
direitos humanos não dizem respeito exclusivamente às
esferas individual e política, mas também coletiva,
cultural e ambiental.
Barsa espera vender em 2010 mais do que em anos pré-internet
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 21/08/2010 às 09:25 hs.
Um batalhão de 2,5 mil vendedores e a ascensão das
classes C e D podem explicar o ressurgimento da enciclopédia
Naiana Oscar - O Estado de S.Paulo
Tópicos:
Há algumas semanas, a advogada Lilian Bento Brandão, de
47 anos, estava atrás de informações sobre o
escritor Alexandre Dumas Filho, autor de A Dama das Camélias. Um
simples digitar no Google traz, em frações de segundos,
mais de 3 milhões de resultados para esse pedido. Mas Lilian
seguiu até seu escritório, correu os dedos sobre os
livros do armário e tirou dali sua mais recente
aquisição: uma enciclopédia Barsa, comprada em
novembro do ano passado. Diz ter renegado a pesquisa online por
não confiar nas informações que encontra. "Acesso
pouquíssimos sites porque já fui surpreendida por muitos
erros na internet", conta.
A advogada está entre os clientes que têm ajudado a
editora Barsa, hoje controlada pela espanhola Planeta, a reviver os
tempos áureos das décadas de 70 e 80. A empresa vendeu no
ano passado 70 mil edições e espera chegar este ano a 85
mil. Naquela época, pré-internet, a empresa vendia em
média 50 mil edições - em anos excepcionalmente
bons, esse número pulava para 100 mil. Com a chegada da
internet, as vendas foram a 20 mil e o Brasil deixou de ser o
recordista em clientes na América Latina, ultrapassado pela
Venezuela. O posto foi recuperado há dois anos.
A empresa não divulga faturamento nem o valor da
enciclopédia - com 18 volumes, 125 mil verbetes e um DVD
multimídia. A pacote inclui ainda acesso exclusivo ao site da
Barsa e consultas com os "especialistas de plantão" que
têm até 42 horas para sanar a eventual dúvida de um
cliente. Por um modelo com encadernação básica,
Lilian está pagando 24 parcelas de R$ 120.
A diretora de marketing da editora, Sandra Cabral, diz que o
"ressurgimento" da Barsa Universal é explicado pelo investimento
em mídia eletrônica e pelo fato de a empresa ter se aliado
à internet. "Oferecemos esses recursos, mas a maioria dos nossos
clientes procura mesmo é a segurança da
enciclopédia", diz Sandra. "Depois que passou a febre da
internet, alguns perceberam que essa ferramenta em alguns casos mais
prejudicava do que ajuda os filhos na pesquisa."
Com 2,5 mil vendedores exclusivos no Brasil, que recebem
comissões de 20% e faturam até R$ 15 mil por mês, a
editora conquistou uma capilaridade que permite levar a
enciclopédia para o interior do País, até em
cidades onde a internet ainda não chegou. Cerca de 70% das
vendas é feita para pessoas físicas, outros 20% para
empresas e 10% é aquisição por
órgãos do governo.
Para o presidente da Associação Brasileira de
Difusão do Livro, Luís Antônio Torelli, o caso
Barsa é um "fenômeno". A editora, segundo ele, é a
empresa que tem o maior número de vendedores porta a porta do
País, que conta com 30 mil no total. "Acredito que a
recuperação da Barsa seja também explicada pela
ascensão das classes C e D, que passaram a consumir produtos que
até pouco tempo não estava ao seu alcance."
Fonte: O Estado de São Paulo
No Sinte (1)
Fonte: Diário Catarinense, p.8, 24/08/2010
Angela Amin (PP), Gilmar Salgado (PSTU) e Ideli Salvatti (PT) foram os
candidatos ao governo que compareceram ao encontro promovido pelo
Sindicato dos Trabalhadores na rede pública de
Educação do Estado (Sinte).
Ideli criticou a ausência de Raimundo Colombo, que representa o
atual governo, e cobrou a presença do ex-governador Luiz
Henrique (PMDB), que, para a senadora, deve explicações
por ser um dos cinco governadores que entraram na Justiça contra
o piso nacional dos professores.
Por mais de uma hora, o deputado Cláudio Vignatti (ao centro),
candidato ao Senado pelo PT, debateu suas propostas, ao vivo, pela
internet, com jovens do PT, PC do B, PSB e PPL, além de
representantes dos movimentos sociais do hip hop e estudantil. A ideia
é integrar a TV Vignatti, hoje só na web, na propaganda
do candidato na televisão aberta. O conteúdo é
produzido pela turma que acompanha o parlamentar na foto. Os assuntos
vão de mobilidade urbana a cultura. Os próximos programas
vão abordar as propostas de Dilma, Ideli e João Ghizoni
(PC do B), o outro postulante ao Senado da coligação.
No sinte (2)
Angela defendeu a aplicação imediata do piso e a
valorização dos professores, com a
implantação de uma política de incentivo à
conclusão de curso superior para todos os servidores da
educação estadual, desde os funcionários das
creches até o professores.
O Sinte entregou uma carta-compromisso para cada uma dos candidatos
presentes, que inclui a eleição direta para diretores de
escolas, além do piso e da valorização
profissional.
“É preciso acabar com o distanciamento da classe
política da classe empresarial para que políticas,
principalmente relacionadas à tributação, sejam
aplicadas de forma eficaz, equilibrada e justa.”
ANGELA AMIN, candidata do PP ao governo, durante encontro na
Associação das Micro e Pequenas Empresas do Vale do
Itapocu, no Norte, ao tratar de impostos.
Grupo Multi compra a rede Bit Company
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 24/08/2010 às 08:50 hs.
Diante das dificuldades de aquisição de escolas de
idiomas, o grupo Multi está reforçando sua
atuação em cursos de informática e
profissionalizantes.
Atualmente, metade dos 1,3 milhão de alunos do Multi, cujo
primeiro negócio foi uma escola de inglês, está
matriculada em cursos de educação profissionalizante.
Ontem, a companhia anunciou a aquisição da Bit Company.
Trata-se da terceira compra de uma empresa de curso profissionalizante
apenas neste ano. O grupo comprou a SOS, em janeiro, e a Microlins, em
junho. Em 2008, já havia adquirido a People.
"Estamos tendo mais êxito para comprar cursos
profissionalizantes. O mercado de escolas de idiomas é mais
restritivo. Adoraríamos comprar o Fisk, mas eles são uma
fundação e, portanto, invendáveis. Isso
também acontece com as escolas binacionais, como Cultura Inglesa
e Centro Cultural Brasil-Estados Unidos", disse Carlos Wizard Martins,
presidente do Multi, que tentou comprar sem sucesso a rede de idiomas
CNA.
Martins não revela o valor de aquisição da Bit
Company. Mas, segundo o Valor apurou, a transação pode
ter ficado entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões.
A rede Bit Company, que tem 132 unidades franqueadas, fechou o ano
passado com um faturamento de R$ 50 milhões. Cerca de 15% desse
montante é a receita proveniente de royalties e material, que
será revertida para o grupo Multi, segundo Cristina Franco,
fundadora da Bit Company. Ela continuará na
operação como executiva e com uma
participação minoritária, de menos de 1%, segundos
fontes do setor. Seu antigo sócio Walmir Frare deixou o
negócio.
Em junho, o Multi desembolsou mais de R$ 100 milhões pela
totalidade do capital da Microlins, que tinha 30% das suas
ações nas mãos da instituição de
ensino Anhanguera e os outros 70% ainda sob poder do fundador,
José Carlos Semenzato.
No ano passado, o grupo Multi registrou uma receita bruta de R$ 1,1
bilhão e a expectativa para este ano é que esse valor
aumente para R$ 1,7 bilhão. "Nosso crescimento orgânico
é de 30%", disse Martins, que planeja um IPO (oferta inicial de
ações) para daqui dois anos.
O grupo Multi é dono das bandeiras de escolas de idiomas Wizard,
Skill, Alps e Quatrum, além dos cursos profissionalizantes
Microlins, People, SOS e Bit Company.
Fonte: Valor Econômico
Carreira em 1º lugar
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 20/08/2010 - São Paulo SP
Candidatos a estágio dão prioridade ao aprendizado, não ao salário
Larissa Linder, Especial para o Estado
Ganhar um bom salário é algo que ninguém
recusaria, mas para a maioria dos jovens que está à
procura de estágio isso não é prioridade. Mais de
40% deles estão mais preocupados com o aprendizado, segundo
levantamento feito pelo Estadão.edu em parceria com o Centro de
Integração Empresa-Escola (Ciee). E um índice alto
de entrevistados (37,6%) rejeitaria uma oportunidade de trabalho caso
não a julgasse ideal para a carreira. Segundo o superintendente
de Operações do Ciee, Eduardo de Oliveira, os jovens
deixam a questão financeira em segundo plano porque sabem que o
estágio é o melhor meio de inserção no
mercado. “Nossas pesquisas comprovam que 64% dos
estagiários acabam sendo efetivados.”
A prioridade dada à experiência prática pode ser
até prejudicial. Quase 15% dos estudantes disseram que
aceitariam uma oportunidade de estágio que interferisse nos
estudos. A professora da ESPM Débora Delboni acredita que, na
prática, esse porcentual seja maior. “Em uma pesquisa,
eles tendem a ser mais certinhos. Mas canso de ver alunos aceitarem
estágio no horário de aula, prejudicando o desempenho
acadêmico.” Aluna do 4º ano de Engenharia de
Computação da PUC-Campinas, Tuane Quintella, de 21 anos,
admite que não pensaria duas vezes: “Se a oportunidade me
fizesse aprender, não recusaria”, diz. “A gente
dá um jeito na faculdade, negocia.” Danilo Silva, de 22,
aluno do 4º ano de Engenharia Agrícola da Unicamp, cogitou
atrasar a formatura para fazer estágio, já que seu curso
é integral. “Perguntei a RHs de empresas, mas me
aconselharam a terminar a faculdade e depois tentar um
trainee”, conta Danilo, que decidiu adiar o início da vida
profissional.
Para a professora Tânia Casado, da Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade (FEA) da USP, Danilo fez o
certo. “Os estudantes não se dão conta de que, para
aprenderem com o estágio, precisam da base da
universidade”, diz Tânia, especializada em gestão de
pessoas nas organizações. Os entrevistados ficaram
divididos entre manter-se no mesmo estágio até a
formatura ou passar por empresas diferentes – uma pequena maioria
optou pela primeira alternativa. Oliveira, porém, não tem
dúvidas a respeito: “O momento da faculdade é de
experimentação do mercado. É positivo passar por
empresas diferentes.” / COLABOROU PAULO SALDAÑA
Para Dilma, valorizar professor é base para ensino de qualidade; programa não detalha aumento de recursos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 23/08/2010
Desirèe Luíse
A valorização do profissional da educação
é um dos pontos que a candidata do Partido dos Trabalhadores
(PT) à Presidência da República, Dilma Rousseff,
destaca dentre suas propostas para o setor. “Porque não se
faz ensino de qualidade sem professor bem pago, valorizado e
respeitado”, afirma em entrevista exclusiva concedida ao Portal
Aprendiz por e-mail, na última semana. Parte dos profissionais
da educação básica ainda não recebe o piso
salarial, como previsto na lei do piso nacional do magistério,
aprovado em 2008, pelo Congresso Nacional. Segundo a
Confederação Nacional dos Trabalhadores em
Educação (CNTE), professores de cinco estados
brasileiros (RS, SC, CE, MS e PR), por exemplo, já entraram com
ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a
implementação do piso.
Na entrevista, Dilma aponta também, entre outras metas, a
construção de seis mil creches e a
ampliação do programa Mais Educação. No
entanto, não detalha como será garantida a
ampliação de recursos para o setor – de 5,1% do
Produto Interno Bruto (PIB) para 7%. Pesquisa realizada pelo
Ministério da Educação (MEC) e pelo Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgada em junho
deste ano, mostra que apenas uma em cada cinco crianças de zero
a três anos tem acesso a creches no país. A menos de um
mês e meio das eleições, os programas de governo de
todos os candidatos não estão concluídos. Segundo
a Comissão de Programa de Governo de Dilma, para a
efetivação do documento, reuniões setoriais
estão sendo realizadas com representantes de todos os partidos
que apoiam a candidatura (PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e
PTN). A página oficial da candidata Dilma é
http://www.dilma13.com.br
Portal Aprendiz - O que foi feito pelo governo Lula na área da
educação que manterá em seu governo? Qual é
o foco principal para elevar a qualidade de ensino?
Dilma Rousseff - O governo do presidente Lula promoveu muitos
avanços na educação. O compromisso da minha
coligação é o da continuidade. O Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica [Ideb], por
exemplo, chegou a 4,6 em 2009, superando a meta prevista de 4,2.
Não imagino que seja possível educação de
qualidade sem professor bem pago e com uma formação
continuada garantida. A valorização do professor é
a base de tudo.
Aprendiz - Pelo Twitter, você disse que pretende elevar os gastos
destinados à educação de 5,1% do PIB, em 2010,
para 7%. Essa elevação de recursos virá de onde e
qual é o prazo?
Dilma - O crescimento será alcançado, porque o forte
comprometimento do governo do presidente Lula com isso terá
continuidade em meu governo. O Brasil tem todas as
condições de se tornar uma potência desenvolvida e,
para isso, é preciso investir mais e mais em
educação. É o meu compromisso.
Aprendiz - Recentemente, você declarou que o Brasil está
longe do cenário satisfatório para educação
e prometeu construir seis mil creches, além de ajudar os
municípios a mantê-las. Em quanto tempo isso será
realizado? Há financiamento previsto para a
construção?
Dilma - Ao contrário, o que temos hoje é um governo que
cuida da educação. Foram feitos convênios para
construção de mais de duas mil creches desde 2007, com
investimentos de R$ 1,8 bilhão. Até 2014, construiremos
seis mil creches, o que significa 1,5 mil unidades por ano,
proporcionando aumento da taxa de frequência de 18% para 27%, uma
elevação de 50%, além da
universalização do atendimento em pré-escola na
faixa etária de quatro e cinco anos. Os recursos estão
garantidos pelo PAC2.
Aprendiz - Sobre a educação integral, o programa Mais
Educação buscou ampliar o tempo e o espaço
educacional dos alunos nas escolas. O programa será mantido?
Como aprimorá-lo?
Dilma - O programa atenderá, até o final de 2010, dez mil
escolas com mais de dois milhões de alunos, desenvolvendo
atividades relacionadas ao esporte, cultura, lazer e outras, no
contra-turno das aulas regulares. Vamos seguir com isso. A meta
é implantar o Mais Educação em 32 mil escolas
até 2014.
Aprendiz - Uma das metas explicitadas na prévia do seu programa
é a erradicação do analfabetismo no país.
Como isso será feito? Quais foram os erros cometidos pelo atual
programa Brasil Alfabetizado?
Dilma - Em 2003, quando o presidente Lula criou o programa Brasil
Alfabetizado, a taxa de analfabetismo no país era de 14%. Neste
ano, ela está em 9,9% e vamos alcançar, em 2015, a meta
de Dakar [metas estabelecidas em 2000 pelo Fórum Mundial de
Educação de Dakar, que devem ser alcançadas
até o ano citado] de redução de 50%,
alcançando a taxa de 6,7%. A expectativa é de que
até o final da próxima década, o Brasil
terá erradicado o analfabetismo, o que quer dizer que teremos
menos de 4% de analfabetos. O Brasil Alfabetizado contribuiu para isso.
O programa beneficiou mais de 11 milhões de cidadãos e
atenderá mais 2,5 milhões até o final de 2010.
Minha proposta é continuar a executá-lo e não
teríamos avançado sem a parceria dos estados e
municípios.
Aprendiz - Em seu plano de governo prévio está previsto o
ProUni para o ensino médio. Como funcionará? Não
seria melhor investir na educação pública de
qualidade ao invés de beneficiar apenas alguns estudantes com
entrada em uma escola particular?
Dilma - A minha proposta é de criação de um
programa voltado exclusivamente para a melhoria do ensino médio:
melhorar a qualidade do ensino nas escolas públicas, com
investimentos na qualificação e salário dos
professores; integrar o ensino médio ao profissionalizante
também nas escolas públicas.
Aprendiz – Será mantida a criação de novas
universidades federais e institutos federais de educação
tecnológica? Quais são as novas metas?
Dilma - Sim, continuaremos a expansão com o foco sempre na
interiorização do acesso ao ensino superior
público. Se eleita, vamos construir escolas técnicas
federais em municípios com mais de 50 mil habitantes e em
cidades polos das microrregiões. Desde 1909, foram feitas no
país apenas 140 escolas técnicas. No governo Lula, em
menos de oito anos, foram construídas outras 140 novas escolas.
Aprendiz - Uma das pretensões é melhorar a
situação da carreira dos professores com salários
dignos e formação. O que será feito para efetivar
essa melhora? Muitos professores ainda não ganham o piso
implantado no país. Como garantir que isso ocorra?
Dilma - Criamos um piso nacional para o magistério, por lei.
Ainda não alcançamos o ideal, mas vamos avançar,
porque não se faz ensino de qualidade sem professor bem pago,
valorizado e respeitado. Nossa meta é cumprir as Diretrizes
Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração dos
Profissionais do Magistério da Educação
Básica estabelecidas pelo Conselho Nacional de
Educação (CNE), que são garantir
remuneração condigna, progressão salarial,
melhores condições de trabalho dos educadores e
formação dos profissionais da educação.
Aprendiz - Diversas propostas para o Plano Nacional da
Educação foram construídas em conjunto com a
sociedade civil durante a Conferência Nacional de
Educação (Conae) 2010. Pretende adotar alguma delas? O
Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) seria interessante?
Dilma - A Conae é um exemplo de espaço democrático
para que todos possam participar do desenvolvimento da
educação. As decisões são muito importantes
para a construção de diretrizes e políticas
públicas, como é o caso do nosso programa de governo que
está sendo elaborado pelos partidos coligados.
Aprendiz - Promover a inclusão digital também é
uma promessa sua. Quais são as medidas a serem tomadas?
Dilma - Vamos continuar com o Programa Banda Larga nas Escolas que
alcançou quase 73% das instituições
públicas de ensino do país, 47.204 escolas
públicas urbanas de todo o Brasil já têm banda
larga. O número de instituições beneficiadas
representa 72,75% dos estabelecimentos municipais, estaduais e federais
localizados em zona urbana. O Gesac é outro programa de
inclusão digital que terá prosseguimento. Funciona
principalmente em áreas afastadas. Por exemplo, na
Amazônia, coloca-se uma antena que funciona via satélite,
e por meio disso você tem acesso à Internet. Funciona como
complemento, porque atinge as escolas rurais.
Aprendiz - No programa de governo há a promessa de implantar o
Sistema Nacional Articulado de Educação. Quando
estará pronto? Como vai funcionar?
Dilma - A proposta ainda está sendo debatida e construída
pelos partidos da coligação na elaboração
do programa de governo.
Aprendiz - Como pretende fortalecer a política de educação no campo?
Dilma - Vamos implementar a Política Nacional de
Educação do Campo do Ministério da
Educação e fortalecer o Programa Nacional de
Educação na Reforma Agrária (Pronera). Nossos
investimentos vão beneficiar, inclusive, as crianças de
zero a cinco anos de idade que vivem no campo.
Aprendiz - Qual é a estratégia para assegurar a
educação de minorias como indígenas,
afrodescendentes e pessoas com deficiência?
Dilma - Sou favorável às cotas raciais e
socioeconômicas para o ingresso nas universidades. No ProUni, que
combina cotas raciais e cotas socioeconômicas, 40% dos estudantes
são afrodescendentes. O programa tem dado muito certo,
distribuiu 600 mil bolsas de estudo para jovens pobres em faculdades
particulares.
Substituição Tributária: Governador assina novo Decreto
Fonte: www.cdlflorianopolis.org.br, 23/08/2010
Produtos de 14 setores terão redução de 70% das
margens de valor agregado (MVA). No último dia 19, o Governador
do Estado, Leonel Pavan, assinou o Decreto 3.467 (clique aqui para ler
na íntegra) que prevê alterações no
regulamento do ICMS-ST. Para 14 setores que ingressaram no regime de
Substituição Tributária, quando o
destinatário for contribuinte enquadrado no Simples Nacional, o
Decreto ainda introduz redução de 70% das MVA de alguns
produtos. As mudanças e as alíquotas de ICMS serão
mantidas e o regime de Substituição Tributária
continua vigente. O Decreto passa a valer a partir de 1º de
setembro.