
26/08/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
REMOVER.
Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Estudantes poderão se inscrever em universidades particulares pela internet
Consórcio formado por faculdades privadas cria o 'Sisu das particulares'
Qualidade não vem por decreto
Carta de apoio ao artigo de Ellis Wayne Brown
Tá com a razão mas vai preso – Ultimato de uma discussão
Idioma árabe fará parte do currículo israelense
Nova federal quer ter diploma que valha no Brasil e em outros países
Ideb cria cultura de avaliação, opinam especialistas
Países com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
Estudantes são proibidos de usar lenços com bandeira do Brasil em formatura nos Estados Unidos
Uruguaio produz quadro de bicicleta reciclando 200 garrafas PET
Decreto nº 7274, de 25 de agosto de 2010 - Política de Ensino de Defesa
Aumento da longevidade muda dinâmica do mercado
Materiais escolares terão selo de qualidade do Inmetro
Plínio propõe cortar gasto da
dívida pública para alcançar 10% do PIB para
educação
Declarações de Serra sobre educação focam ensino profissionalizante
O fator educação
Ibase: educação lidera reivindicações de jovens sul-americanos
Toma posse o reitor da mais nova universidade brasileira
Estudantes poderão se inscrever em universidades particulares pela internet
Fonte: Bom Dia Brasil, 26/08/2010
Candidatos poderão usar a nota do Enem. É o programa
Faculdade Já, um novo sistema de seleção para
preencher as vagas disponíveis nas instituições
privadas.
Pela internet o estudante vai poder pesquisar e escolher qual curso
universitário preferido. O sistema Faculdade Já
http://www.faculdadeja.com.br/default.aspx vai ser lançado nessa
quinta-feira e pretende facilitar o encontro entre as
instituições privadas de ensino superior e os candidatos.
Por ano, cerca de 400 mil vagas não são preenchidas. Um
desperdício em um país onde tanta gente sonha com uma
formação de nível superior.
Comparar cursos, preços, carreiras e notas mínimas
exigidas vai permitir uma escolha mais precisa para o estudante.
À medida que mais universidades entrem no sistema haverá
uma menor necessidade de viagens para se prestar provas de vestibular.
“O processo funciona em duas etapas. Na primeira, o candidato se
inscreve através do site, sempre gratuitamente. Indica o estado
em que quer estudar e coloca também a carreira, dentro de um
leque de mais de 120 opções. Faz o pré-cadastro, o
sistema mostra quais as universidades que estão
disponibilizadas, ele vai avaliar pelo site e vai ver qual a nota - o
critério básico é a nota do Enem, ele pode
utilizar a nota do Enem 2010 e até o de 2009”, explica o
diretor do Faculdade Já, João Mesquita. Com o resultado
do Enem na mão, o estudante tem três dias para fazer a
matrícula. Passado esse prazo essa vaga poderá ser
ocupada por outro candidato. A agilidade deve permitir que aos poucos
universidades e estudantes possam gastar menos e lucrar mais.
Consórcio formado por faculdades privadas cria o 'Sisu das particulares'
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Globo, 25/08/2010 - Rio de Janeiro RJ
Rodrigo Gomes
RIO - As instituições de ensino superior privadas do
Brasil, a partir desta quinta-feira (26), vão contar com um
sistema de seleção de estudantes unificado.
Através do programa "Faculdade Já!", apelidado de "Sisu
das particulares", os vestibulandos podem buscar
informações sobre vagas disponíveis, turnos e
preços oferecidos pelas universidades. Para fazer o cadastro no
sistema, o aluno deve ter o resultado das últimas
edições do Enem. A inscrição no programa
é gratuita e deve ser feita no site: www.faculdadeja.com.br .
Após o preenchimento do cadastro e da declaração
do resultado obtido no Enem, o estudante seleciona a universidade e
terá até 3 dias úteis para comprovar os dados. Os
vestibulandos que fizerem a inscrição pelo sistema
terão um desconto na mensalidade. - Esse novo
sistema vai facilitar a vida do aluno. Ele só vai
pagar a taxa de inscrição no Enem e não vai
precisar prestar vários vestibulares. Todas as
informações sobre as instituições que
oferecem o curso escolhido estarão disponíveis no
sistema. O aluno saberá da disponibilidade das vagas,
horários, valor da mensalidade e etc - explica João
Mesquita, diretor do consórcio.
Qualidade não vem por decreto
Fonte: Folha de São Paulo - 23/08/10, ELLIS WAYNE BROWN
O postulado da autonomia universitária, consentâneo com a
iniciativa democrática, tem sido ignorado pela
intervenção do governo
Há quem reclame que é preciso tematizar mais sobre a
educação superior no âmbito das políticas
públicas, embora estes mesmos não o façam de forma
sistêmica e continuem defendendo interesses fragmentados e
corporativos.
O artigo 207 da Constituição Federal estabelece que "as
universidades gozam de autonomia didático-científica,
administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e
obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre
ensino, pesquisa e extensão".
O postulado legal da autonomia universitária, consentâneo
com a liberdade de pensamento e de iniciativa democráticas,
reguladas pela evolução da demanda socioeconômica,
tem sido ignorado pela intervenção normativa do governo.
A Lei de Diretrizes e Bases estabelece, por exemplo, que a universidade
deve ter pelo menos 1/3 de mestres e doutores, podendo os demais,
portanto, ser especialistas.
Os reguladores, contudo, passaram a exigir que esta proporção seja mantida para cada curso e campus.
Na sequência, estabeleceram que os doutores tivessem peso 20 na
avaliação institucional, e os mestres, apenas 5. A nota
deste quesito na avaliação institucional agora depende
também da relação do quadro da
instituição com uma média regional, que
ninguém conhece fora do MEC e que é inflacionada pelos
quadros das universidades públicas, custeadas pelo contribuinte
anônimo. Agora, preconizam 70% de mestres e doutores!
Independentemente do mérito, é interessante como os
reguladores se mostram à vontade para progressivamente circundar
os postulados da lei. Ademais, confundem também os meios com os
fins e, dessa forma, desviam o foco dos resultados de fato
alcançados pelas universidades em termos da
qualificação dos egressos.
Caberia à universidade decidir e prover os meios para tanto,
regulada pela demanda social que inclui a viabilidade de acesso da
população, notadamente de menor renda, ao ensino superior.
Quem não se vê atingido diretamente e não enxerga
os efeitos desse intervencionismo aceita tudo e ainda aplaude. Resta
ver como reagirá na medida em que a regulação o
atingir, assim como reage a própria imprensa diante da
ameaça à sua autonomia. Embora possa também
cometer erros, não se justifica por isso a
anulação de sua liberdade editorial.
Não se trata, ainda, de negar o princípio e a validade da
"indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão", mas,
sim, de discutir a natureza, origem, proporção, custo,
aplicação e produtividade dos recursos envolvidos em cada
um destes componentes, à luz de sua efetiva
agregação de valor em termos do desenvolvimento
educacional e socioeconômico, considerando sempre como
questão de fundo a acessibilidade da população.
Necessário, pois, é buscar, para além dos
interesses corporativos, a melhor equação possível
entre qualidade educacional, produção e
socialização do conhecimento,
democratização do acesso e desenvolvimento
socioeconômico do país.
É com esta equação que deveria se preocupar a política educacional e seu aparato regulatório.
ELLIS WAYNE BROWN, formado em ciências sociais e mestre em
comunicação social, é vice-reitor da Uniban
Brasil.
Carta de apoio ao artigo de Ellis Wayne Brown
Fonte: Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular
"Qualidade não vem por decreto"
Carta publicada na seção Painel do Leitor, da Folha Online, em 25 de agosto de 2010.
Muito oportuno o artigo "Qualidade não vem por decreto", de
Ellis Wayne Brown. Em nome do Fórum das Entidades
Representativas do Ensino Superior Particular, manifesto apoio
às críticas tão bem construídas quanto ao
desrespeito à autonomia universitária.
É preciso que haja o estrito cumprimento da
legislação, inclusive com o tratamento igualitário
entre as instituições de ensino superior públicas
e privadas, por parte do Ministério da Educação. O
Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior
(Sinaes), por expressar uma lei, deveria ser o único instrumento
para avaliar a situação do ensino brasileiro. O excesso
de regulação tolhe a democratização do
ensino, com prejuízos ao desempenho das atividades
acadêmicas e, nos casos mais extremos, inviabiliza a
própria sobrevivência das instituições de
ensino superior (IES) particulares.
O setor privado atende hoje cerca de 6 milhões de alunos (90% do
total) em cursos presenciais e a distância, e é
fundamental para que o país alcance a meta de 30% dos jovens
entre 18 e 24 anos no ensino superior. Mas para isso é
indispensável que haja a definição de
políticas para a educação superior, especialmente
aquelas voltadas à melhoria da qualidade de ensino e ao
aperfeiçoamento dos instrumentos eficazes de
avaliação, com respeito sempre à diversidade de
instituições e de cursos. Só assim far-se-á
viável o acesso da população ao ensino superior,
conforme exposto pelo articulista.
GABRIEL MARIO RODRIGUES, secretário executivo do Fórum
das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular
(Brasília, DF)
Tá com a razão mas vai preso – Ultimato de uma discussão
Fonte: ABMESeduca.com | agosto 25th, 2010 | Author: Roney Signorini
Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Em artigo publicado em vários sítios, na última
quinta-feira, dia 12, Roberta Muriel ( leia-se Carta Consulta –
Editau) publicou o artigo (leia aqui) que faltava para esconjurar as
recentes medidas de avaliação propostas vias transversas
para a avaliação das IES: Avaliação?
Contratem Um Cérebro, Urgentemente!!!. Recomendo sua leitura,
também urgentemente, porque tem-se pela frente uma safra
de avaliações in loco, calendarizadas. E mais, dar um
“print” no texto para distribuir a todos os colaboradores
de direção das IES. Fala nos diversos enroscos e
“imbróglios” que sujeitam daqui pra frente a
saúde das escolas superiores, à mercê e à
deriva dos sistemas normativos, sem nexos de causa e de caso. Coisa do
tipo “vamos ver no que dá”.
É dela também a afirmativa de muita propriedade que os
problemas são inúmeros e a possibilidade de, mesmo
seguindo os instrumentos, estarmos em falta com o atendimento à
legislação é enorme. E a conseqüência
já se sabe: não fez nada mas vai preso do mesmo jeito.
Com a saúde abalada pelos transtornos anteriores da prova
fraudada, do vazamento de dados pessoais e mais agora com a
questão da impressão das provas do Enem, o INEP
está fervendo com graus além da ebulição.
Alguma dúvida que há conspiração, sabotagem
e demais lá dentro? Senão isso, como explicar,
incompetência, inabilidade, não são do ramo,
desdém com milhares de instituições e
milhões de alunos ? Bons tempos os de profa. Maria Helena
Guimarães.
A irresponsabilidade do órgão é muita e chegou no
fim da linha, a se cobrar do Ministério Público
medidas saneadoras do ensandecimento regulatório ali dominante.
Como bem diz a autora, não se trata de aceitar ou não as
mudanças, embora seja uma constante no setor. Até porque,
como regra de vida, nada é mais certo do que as mudanças.
Mas, o jogo começou dia 2 último, o semestre está
em curso com tudo locado e alocado. E agora, especialmente quanto ao
corpo docente, dispensa e contrata outros?
Pode ser um jogo semântico: houve mudança,
transformação, substituição,
reposição ou modificação nos últimos
dispositivos, principalmente o Ofício Circular 048,
Ofício Circular 067, o Parecer Conaes 04 e o Projeto de
Resolução nº 01, este último tratando do
Núcleo Docente Estruturante (NDE)?
As milhares de IES pelo território estão sem
ação ainda que interessadíssimas no atendimento
das novas posturas, mas sem um amparo de assessoramento
jurídico-educacional estarão todas sujeitas a
apedrejadas, à moda iraniana.
As novas disposições mostram-se ardilosas até pela
incúria na manutenção técnica do site do
MEC, que insere o novo mas não retira o velho, deixando o
consulente com expressão de ué !
Em boa oportunidade a CONSAE (www.consae.com.br), de Belo Horizonte,
está programando com experts o seminário
Regulação, Supervisão e Avaliação:
aspectos jurídicos. Quem sabe aí estará a
oportunidade para desembaçar o vidro, sem o que, com certeza,
vai bater de frente. E vai machucar muito.
Postado em MEC
Idioma árabe fará parte do currículo israelense
Fonte: Jornal da Educação
O ensino do idioma árabe será obrigatório para
todas as turmas a partir do quinto ano nas escolas públicas
israelenses, é o que estabelece o novo programa introduzido
pelas autoridades do país. O projeto já estava sendo
implementado como teste em 170 escolas no norte de Israel desde o
início do ano.
Para o governo, esta será uma forma de transformar o ensino do
idioma em uma ponte cultural e promover a tolerância entre judeus
e árabes. Atualmente, o hebraico é ensinado aos docentes
israelenses e apenas os mais velhos tem a opção de
escolher se querem aprender o árabe.
(IPAE 143 - 08/10)
Nova federal quer ter diploma que valha no Brasil e em outros países
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 26/08/2010
Reitor, Paulo Speller, foi empossado nesta quarta-feira (25).
Universidade terá alunos de países africanos e
asiáticos que falam português
Fernanda Nogueira do G1, em São Paulo
A Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira
(Unilab) busca um modelo para fornecer formação e
certificação que valham no Brasil e no país de
origem de seus alunos estrangeiros. A afirmação é
do reitor da universidade, Paulo Speller, que foi empossado nesta
quarta-feira (25). A Unilab funcionará em
Redenção, que fica a 60 quilômetros de Fortaleza,
no Ceará, e terá metade dos alunos brasileiros e metade
dos alunos de outros países de língua portuguesa. Os
primeiros países que poderão ter alunos na universidade
são os africanos Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau,
Moçambique e São Tomé e Príncipe e os
asiáticos Timor Leste e Macau. “Estamos buscando um modelo
de formação compartilhada e até de
certificação compartilhada, conjunta, entre duas e
até mais universidades. A ideia é que esse profissional
sempre retorne para o país de origem”, disse Speller, que
foi reitor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e preside a
Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de
Educação (CNE). O reitor disse que a
certificação compartilhada é possível.
“Já temos experiências de algumas universidades na
graduação e na pós-graduação. Em
outros países também acontece. É
viável”, afirmou. “Teremos que atender a
legislação dos dois países para que a pessoa tenha
um diploma que seja válido aqui e lá”, disse. De
acordo com o reitor, o objetivo é que, “no médio
prazo”, a certificação seja reconhecida em todos os
países da Comunidade de Países de Língua
Portuguesa (CPLP).
Para incentivar a volta dos estrangeiros para casa após a
graduação, a fase final dos cursos e a cerimônia de
colação de grau deverão ser feitas no país
de origem. “Tudo isso faz com que diminua a probabilidade de que
ele (aluno estrangeiro) fique no Brasil”, disse o reitor. A
Unilab começará a funcionar até o final do ano em
um prédio cedido pela Prefeitura de Redenção,
segundo Speller. Atualmente, a universidade tem 15 professores
redistribuídos de outras universidades federais e 15
funcionários técnico-administrativos. Novos concursos
para seleção de professores serão abertos nos
próximos dias, de acordo com o reitor. Os cinco primeiros cursos
terão 350 vagas, sendo 175 para brasileiros e 175 para alunos
estrangeiros. As opções serão: enfermagem,
agronomia, administração pública, engenharia de
energia e licenciatura em ciências da natureza e
matemática. Cada curso terá 70 vagas. A sede
própria da universidade será construída a partir
de 2011 em Redenção e deverá começar a
funcionar em 2012, segundo o reitor. Outro campus deverá ser
construído em Acarape, próximo a Redenção.
O projeto da Unilab prevê o atendimento de cinco mil alunos em
cinco anos. Segundo Speller, cursos de especialização
já começam a ser ministrados nos próximos meses.
Alunos - A seleção de estudantes brasileiros será
feita pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os moldes da
seleção estão sendo definidos. De acordo com
Speller, a universidade estuda se terá bônus para
estudantes de escolas públicas. A seleção dos
alunos estrangeiros também está sendo definida. Há
três opções possíveis. O mais
provável, segundo Speller, é que a seleção
seja feita em integração com as universidades parceiras
nos próprios países dos estudantes. Outra
opção é que as representações
diplomáticas do Brasil nos outros países façam a
seleção. Além disso, está sendo testada uma
espécie de Enem para países de língua portuguesa,
segundo o reitor.
Ideb cria cultura de avaliação, opinam especialistas
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 26/08/2010
Apesar de limitações, notas para ensino levam gestores e
educadores a repensar práticas pedagógicas e buscar
alternativas
Priscilla Borges, enviada especial à Bahia
O Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb) está criando uma cultura de
avaliação no País. A opinião da pedagoga
Mônica Samia é compartilhada pelo Fundo das
Nações Unidas para a Infância (Unicef), que
já realizou duas pesquisas sobre os impactos causados pela
divulgação das notas que medem o ensino nos
municípios brasileiros, desde 2007. Apesar de reconhecer
limitações nas estatísticas para avaliar todos os
fatores que influenciam a qualidade de ensino nas escolas, Mônica
acredita que o Ideb contribui para que professores, coordenadores,
diretores e secretários repensem o próprio trabalho.
“Ele possui falhas, mas retrata alguma coisa. O Ideb impulsionou
as redes a quererem melhorar”, diz.
Calculado a partir das notas dos estudantes em provas de
português e matemática, aplicadas na 4ª e na 8ª
séries, e das taxas de aprovação dos alunos, o
Ideb estabelece metas de crescimento para cada escola, rede,
município e Estado. As duas variáveis foram escolhidas
para medir o conhecimento dos estudantes e o quanto elas estão
avançando nos estudos. A educadora Maria de Salete Silva,
coordenadora do programa de educação do Unicef no Brasil,
acredita que os brasileiros precisam mudar o modo como encaram a
avaliação. “Dar nota é sempre vinculado
à punição, mas o grande objetivo da
avaliação deve ser a melhoria. O Ideb é apenas um
indicador, mas provocou mudanças em diferentes áreas nos
municípios que cresceram as médias”, analisa.
O iG percorreu, no início do mês, mais de 1.000
quilômetros pela Bahia, o Estado que amarga algumas das notas
mais baixas do Brasil no Ideb, em busca de conhecer a realidade
por trás dos números e as justificativas do sucesso e do
fracasso de escolas e municípios no processo educacional. Desde
domingo, uma série de reportagens mostrou a realidade de quatro
municípios: Apuarema, Dário Meira, Jussari e Boa Vista do
Tupim. A convite do iG, Mônica acompanhou a equipe de reportagem
em visitas às escolas de Jussari, localizada a 80
quilômetros ao sul de Ilhéus. Ela se impressionou com a
descrença de alunos e professores. “Os estudantes
não se sentem parte da escola. Os professores não
têm compromisso com os alunos”, diz. Os municípios
visitados são apenas exemplos que se repetem em todo o
País. Na Bahia, Mônica ressalta que o descaso com a
educação é histórico. “As disputas
políticas afetam muito o trabalho de gestão das
secretarias municipais e acabam chegando às escolas, como ocorre
em Jussari. Isso é cruel com os estudantes”, analisa.
Mudanças de postura - A última pesquisa coordenada por
Mônica – Caminhos do Direito de Aprender – analisou
municípios que foram mal avaliados e conseguiram melhorar o
desempenho. Em todos, a vergonha de estar na lanterna os fez mudar. Em
Apuarema, município com pior nota na 4ª série,
professores e diretores envergonhados sentem o peso de estar no final
da lista. A falta de infraestrutura física das escolas, os
problemas socioeconômicos dos municípios, os recursos
escassos para investimentos em professores e colégios e a pouca
participação dos pais na vida escolar dos filhos
não impediram que gestores e educadores cruzassem os
braços. “Espaços adequados e limpos e bons
materiais são direitos. As escolas não
resolverão sozinhas todos os problemas sociais de onde
estão inseridas. Mas os profissionais da educação
não podem se isentar da responsabilidade que têm e deixar
de buscar alternativas para que os alunos aprendam”, pondera
Mônica Samia. Em Boa Vista do Tupim, a postura dos profissionais
foi essencial nesse processo. Especialista em formação de
professores, Mônica critica a naturalização do
fracasso escolar. “As escolas serem ruins e meninos não
aprenderem é mais natural para o País do que eles irem
bem. Essa cultura nociva está enraizada nas pessoas. Com a
divulgação de resultados, isso está sendo rompido,
porque aparece para a sociedade”, analisa.
Eni Bastos, superintendente de Avaliação da Secretaria da
Educação do Estado da Bahia, concorda. “Desde que o
Ideb foi criado, a imprensa, a sociedade, as famílias acompanham
o desempenho das escolas, querem saber se elas estão bem ou
não. É importante termos uma avaliação
externa, que possamos definir políticas para melhorar”,
afirma. A superintendente diz que os resultados nada
confortáveis dos municípios baianos fizeram com que a
secretaria estadual decidisse ajudá-los a melhorar. Segundo Eni,
serão realizados encontros com os gestores municipais para
explicarem a importância e o funcionamento do índice este
ano. Depois, eles pretendem organizar cursos de
capacitação para os gestores e os professores.
“Não vamos conseguir melhorar a rede estadual se
não trabalharmos com a municipal. Precisamos identificar as
dificuldades deles o quanto antes, para que eles aprendam”,
defende.
Países com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 25/08/2010
A fome é uma das grandes responsáveis pela mortalidade infantil
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud), órgão vinculado à
Organização das Nações Unidas (ONU),
é responsável por analisar o Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH) dos países. Esse dado expressa a
qualidade de vida de uma determinada população, e utiliza
como critério para o cálculo os seguintes aspectos: -
Alfabetização: caracteriza-se pela taxa de
alfabetização da população adulta,
quantidade de habitantes matriculados em todos os níveis de
ensino e número médio dos anos cursados na escola. -
Produto Interno Bruto (PIB) per capita: proporcionado através do
índice de Paridade do Poder de Compra (PCC) da
população. - Nível de saúde: é
calculado através da expectativa de vida da
população e da taxa de mortalidade infantil. Esse item
é um reflexo da qualidade dos serviços de
saúde, saneamento ambiental, nutrição e
segurança. As médias variam de 0 a 1, sendo que quanto
mais próximas de 1, maior o IDH de um determinado país.
Índices de IDH inferiores a 0,500 são considerados
baixos. Conforme o ranking mundial divulgado em 2009 pela ONU, 24
nações possuem baixo Índice de Desenvolvimento
Humano. Confira a lista com os países que apresentam baixo
IDH:
159° Togo: 0,499. (África).
160° Malauí: 0,493. (África).
161° Benin: 0,492. (África).
162° Timor-Leste: 0,489. (Ásia).
163° Costa do Marfim: 0,484. (África).
164° Zâmbia: 0,481. (África).
165° Eritreia: 0,472. (África).
166° Senegal: 0,464. (África).
167° Ruanda: 0,460. (África).
168° Gâmbia: 0,456. (África).
169° Libéria: 0,442. (África).
170° Guiné: 0,435. (África).
171° Etiópia: 0,414. (África).
172° Moçambique: 0,402. (África).
173° Guiné-Bissau: 0,396. (África).
174° Burundi: 0,394. (África).
175° Chade: 0,392. (África).
176° República Democrática do Congo: 0,389. (África).
177° Burkina Fasso: 0,389. (África).
178° Mali: 0,371. (África).
179° República Centro-Africana: 0,369. (África).
180° Serra Leoa: 0,365. (África).
181° Afeganistão: 0,352. (Ásia).
182° Níger: 0,340. (África).
Ao analisarmos a lista, fica nítido que o continente africano
detém as piores posições do ranking (22
países, entre os 24, são da África), fatores como
o baixo desenvolvimento econômico, elevadas taxas de
analfabetismo e mortalidade infantil, além de doenças
como a AIDS, contribuem para esse cenário. Os outros dois
integrantes são asiáticos – Timor Leste e
Afeganistão. Por Wagner de Cerqueira e Francisco Graduado em
Geografia Equipe Brasil Escola.
Estudantes são proibidos de usar lenços com bandeira do Brasil em formatura nos Estados Unidos
Fonte: Bom Dia Brasil, 25/08/2010
As formaturas escolares são eventos cívicos, onde se
destaca o culto aos valores nacionais, por isso o diretor proibiu o uso
dos lenços verde-e-amarelos na cerimônia de
colação de grau.
Na Zona Leste dos EUA você vai conhecer um grupo de estudantes que enfrentou o diretor de uma escola.
Em Martha's Vineyard, uma ilha no estado de Massachussets, é
fácil encontrar o prato feito típico do Brasil servido
nas mesas dos restaurantes. É que de cada cem pessoas que vivem
aqui, 20 são brasileiras.
Gente que ajuda a tocar a economia da cidade, que trabalha, que estuda
nas escolas da região. Tudo ia bem com os brasileiros que
estavam terminando o High School em uma escola, o correspondente ao
ensino médio no Brasil. As notas estavam boas, todos foram
aprovados. Tudo ia bem, até dia da formatura, quando surgiu um
lenço do Brasil.
Era para ser só um enfeite em volta do pescoço, um jeito
de lembrar das origens em uma hora tão importante. Nos Estados
Unidos, as formaturas escolares acontecem no meio do ano, antes das
férias de verão. Também são eventos
cívicos, onde se destaca o culto aos valores nacionais.
Por isso o diretor proibiu o uso dos lenços verde-e-amarelos na
cerimônia de colação de grau. "Ele disse que
não ia concordar, porque não seria uma coisa que ele
aceitaria, que não estava certo porque ia contra todas as regras
da escola", reclama a estudante Paola Maiesky.
"Eu me senti discriminado porque eu acho que todo mundo tem o direito", completa o estudante Norberto Ferreira de Assis.
Os alunos decidiram que iriam usar os lenços, apesar da
proibição. O diretor respondeu que não entregaria
os diplomas e disse ainda que iria suspender todos os alunos por dois
dias. Nos Estados Unidos, uma punição assim pode
até impedir os alunos de entrar na universidade.
Os brasileiros que moram em Martha's Vineyard ficaram indignados. "Eu
fiquei decepcionado, porque achei que ele foi além do limite",
opina o pastor Walcir Carvalho.
Americanos também. Uma mulher americana, chamada Eva, acha que
os alunos brasileiros, tão longe de casa, têm todo o
direito de demonstrar o apreço à própria cultura.
A escola se dividiu. Uma parte dos mestres apoiou os alunos. Outra,
ficou do lado do diretor. Poucas horas antes da formatura, uma
comissão de professores finalmente decidiu, por cinco votos
contra três, que os lenços brasileiros fariam parte da
festa.
Tentamos falar com o diretor, mas não fomos recebidos.
"A proibição foi um erro", diz uma das professoras da
escola que aceitou conversar com nossa equipe. Para ela, a mensagem que
fica é a de que muita gente no país ainda precisa aceitar
a integração com os imigrantes.
Uruguaio produz quadro de bicicleta reciclando 200 garrafas PET
Fonte: Bom Dia Brasil, 26/08/2010
A cada dois minutos, há um quadro de bicicleta. O material
é bastante resistente e flexível. A bicicleta nem precisa
de amortecedor.
Na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro,
Márcio Gomes apresenta uma experiência com a
reutilização de garrafas de plástico, as garrafas
PET. Esse é um grande problema ambiental - milhões de
garrafas terminam na rua, em lixões, nos rios do Brasil.
O uruguaio Juan Muzzi mora no Brasil há 40 anos e inventou uma
maneira de reciclar garrafas e transformá-las em uma bicicleta.
Ele explica como criou a forma de reciclar 200 garrafas PET para
produzir um quadro de bicicleta. “O quadro é resistente.
Tem garantia de dez anos”, garante Muzzi.
A cada dois minutos, há um quadro de bicicleta. O material
é bastante resistente e flexível. A bicicleta nem precisa
de amortecedor.
Juan Muzzi diz que ainda não tem um plano definido para
conseguir as garrafas PET. Ele quer firmar parcerias com empresas que
precisam limpar garrafas PET: “São bicicletas de
fácil acesso e muito baratas. Custam menos da metade de uma
bicicleta comum”, destaca o inventor.
Para transformar as garrafas em bicicleta, é preciso, primeiro,
moer as garrafas. Com o pó, uma máquina faz uma mistura
grãos e manda para uma 'injetora'. No molde, a peça
já é feita.
Decreto nº 7274, de 25 de agosto de 2010 - Política de Ensino de Defesa
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 26/08/2010 às 11:36 hs.
Dispõe sobre a Política de Ensino de Defesa - PEnsD e dá outras providências.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2712.pdf
Fonte: DOU n.º 164 - 26.08.2010
Aumento da longevidade muda dinâmica do mercado
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 25/08/2010 às 09:04 hs.
Recursos humanos: Para pesquisadora, companhias precisam estabelecer
programas que sejam integradores e contemplem os interesses das diversa
faixas etárias.
Por Stela Campos, de São Paulo
Em todo o mundo, as pessoas estão vivendo mais.
Consequentemente, elas estendem sua vida profissional para aumentar a
renda para a aposentadoria ou, muitas vezes, por se sentirem dispostas
o suficiente para continuar trabalhando. Essa mudança de
perspectiva sobre o emprego dos "baby boomers", nascidos entre 1946 e
1964, está mudando a dinâmica do mercado de trabalho.
Para Barbara Howard, diretora de gerontologia do Mature Market
Institute, instituto de pesquisa do MetLife criado em 1997 para estudar
questões ligadas ao envelhecimento e longevidade, esse
cenário está estabelecendo novos desafios para governos e
empresas.
Segundo a especialista, as companhias com mais chance de serem
bem-sucedidas nessa questão conseguem contemplar em seus quadros
diversas gerações. "Elas deverão identificar e se
concentrar nos motivadores específicos de engajamento para os
funcionários de grupos etários diferentes", disse em
entrevista ao Valor. A seguir, os principais trechos:
Valor: A nova geração está mais preparada que os baby boomers para lidar com o envelhecimento?
Barbara Geron: As concepções sobre o envelhecimento e
como lidar com ele mudaram dramaticamente. No passado, a
noção do "velho" era baseada em experiências
pessoais, como a idade que nossos avós e pais tinham quando
morreram. Com base nisso, as pessoas projetavam um período de
vida parecido para elas mesmas, sem reconhecer que a expectativa
média de vida quase dobrou nos últimos cem anos. A atual
geração está testemunhando as vidas vigorosas e
plenas que seus pais e avós estão experimentando, e
terão modelos mais realistas para ajudar a prepará-las
para o seu próprio envelhecimento. Nos Estados Unidos, estamos
experimentando a transferência do peso financeiro na
preparação para a aposentadoria. Antes, os americanos
bancavam suas aposentadorias por meio de programas do governo e planos
de previdência patrocinados pelos empregadores. Hoje, as pessoas
mais jovens veem seus pais, e a si mesmas, arcando com a
responsabilidade por suas aposentadorias.
Valor: Os trabalhadores estão cientes de que precisarão ficar no mercado por mais anos?
Barbara: Há evidências significativas de que as pessoas
precisam ou querem trabalhar mais. Para alguns, o incentivo é se
recuperar financeiramente da recessão e economizar mais para a
aposentadoria. Outros querem permanecer ativos e engajados em
atividades relacionadas ao trabalho. Um estudo publicado em 2009 pelo
MetLife Mature Market Institute mostrou que 26% dos "boomers" mais
velhos disseram que ainda não se aposentaram por causa da
economia e do mercado de ações. Outros 20% disseram
precisar de mais renda e 17% ficariam muito entediados se parassem.
Valor: Como os governos estão lidando com o impacto futuro do envelhecimento sobre a economia?
Barbara: Os Estados Unidos, por exemplo, estão anunciando
medidas como aumentar a idade de 65 para 67 anos para que as pessoas
possam receber os benefícios plenos da seguridade social.
Governos de outros países como França e Grécia
estão tentando fazer o mesmo.
Valor: O que o envelhecimento da população pode causar no mercado de trabalho global?
Barbara: Antes, com a recessão, muitas companhias estavam
preocupadas em perder talentos e conhecimento na medida em que
funcionários mais antigos iam se aposentando. Agora, as coisa
mudaram. Muitas pessoas estão preocupadas em garantir renda
suficiente para o seu sustento na aposentadoria. Por esta razão,
elas estão trabalhando por mais tempo. Mesmo aquelas que
têm uma situação financeira boa o suficiente para
se aposentar estão permanecendo no mercado de trabalho, na
medida em que reconhecem que têm muitos anos pela frente e querem
permanecer ativas.
Valor: As empresas estão usando mais funcionários veteranos aposentados?
Barbara: Muitas companhias nos EUA estão se concentrando em toda
a população economicamente ativa- a força de
trabalho multigeracional- e vêm criando programas para ajudar os
trabalhadores de várias gerações a trabalharem
juntos. A adoção de uma abordagem desse tipo leva a um
desempenho melhor, pois alavanca as habilidades dos funcionários
de todas as idades. Empresas com forças de trabalho
multigeracionais deverão identificar e se concentrar nos
motivadores específicos de engajamento para os
funcionários de grupos etários diferentes. Outro estudo
realizado no ano passado pelo MetLife Mature Market Institute, em
conjunto com o Sloan Center on Aging and Work do Boston College,
mostrou que as pessoas da nova geração têm seus
níveis de engajamento afetados por fatores como a saúde
mental, a autoavaliação, o status de supervisor, a
satisfação com o treinamento e a percepção
da segurança no trabalho.
Valor: Como os países com populações jovens como o Brasil podem se destacar na economia global?
Barbara: Em 2000, a idade média dos brasileiros era de 26 anos e
ela deverá aumentar para 41 até 2040. Certamente o Brasil
é um país jovem hoje, mas olhando para o futuro,
poderá se beneficiar aprendendo com as experiências de
outras regiões com o envelhecimento.
Valor: A troca de talentos entre forças de trabalho jovens como
a do Brasil e as de países mais velhos como os da Europa, por
exemplo, tende a aumentar?
Barbara: Sem dúvida. Veremos uma troca de talentos entre
países por todo o mundo, assim como o aumento de oportunidades
de trabalho e desenvolvimento em novos ambientes. A tecnologia
terá um papel significativo nesse sentido.
Fonte: Valor Econômico
Materiais escolares terão selo de qualidade do Inmetro
Fonte: www.nota10.com.br, 26 de Agosto de 2010
Os materiais escolares vão ganhar selo de qualidade do Instituto
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial (Inmetro). Segundo a Agência Brasil, a
regulamentação vai ocorrer até o final de
setembro, mas a medida só entra em vigor em 2011.
De acordo com o gerente de Conformidade do instituto, Gustavo Kuster, a
medida será tomada devido ao grande número de
ligações, no último ano, de pais preocupados com a
segurança do material escolar dos filhos, como borrachas com
aromas tóxicos que podem causar danos à saúde das
crianças, lâmina de apontadores cortantes e arestas
afiadas das réguas escolares.
Segundo Kuster, a expectativa é que os produtos com selo do
Inmetro comecem a ser vendidos em outubro de 2011 – já
contando com o prazo de doze meses para que a indústria se
adeque. A partir das datas estabelecidas no regulamento, o produto que
não tiver o selo do instituto, vai ser retirado do mercado.
O Inmetro fez uma análise de risco entre os muitos artigos
escolares a fim de verificar aqueles que realmente oferecem risco
às crianças. De acordo com Kuster, os doze grupos de
produtos escolares vão passar por, pelo menos, dois grupos de
ensaio: os ensaios químicos, que visam verificar a toxidade do
artigo e o ensaio físico e mecânico, que tem como objetivo
verificar os aspectos construtivos do produto, se eles apresentam algum
tipo de risco às crianças.
“Principalmente no início da fiscalização,
os produtos não conformes serão apreendidos e o
fabricante e o lojista notificados. No caso da reincidência,
aí sim, começa a aplicação da multa e esse
valor é gradativo, a partir do momento em que as
reincidências vão acontecendo”, ressaltou. Ainda
segundo ele, todo produto comercializado no país, nacional ou
importado, vai ter que atender a essa regra.
Plínio propõe cortar gasto da
dívida pública para alcançar 10% do PIB para
educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 25/08/2010
Sarah Fernandes
Para melhorar a qualidade da educação, é preciso
aumentar o recurso destinado para o setor dos atuais 5,1% do Produto
Interno Bruto (PIB) para 10%. Para isso, é necessário
cortar os gastos com a dívida pública e aplicá-los
em educação, sugere o candidato à
Presidência da República pelo Partido Socialismo e
Liberdade (PSOL), Plínio de Arruda Sampaio. “Na verdade
temos dinheiro para a educação e para saúde.
É só não jogar tudo no pagamento de uma
dívida extremamente questionável”, declarou o
candidato em entrevista exclusiva ao Portal Aprendiz, feita
por telefone e por e-mail. “Nós estamos pagando de
dívida pública 36% do orçamento e repassamos para
a educação apenas 11%”. A necessidade de aumentar o
percentual do PIB repassado para educação foi levando na
última Conferência Nacional de Educação
(Conae), que aconteceu entre março e abril de 2010, em
Brasília (DF). O candidato do PSOL reforçou a necessidade
de incluir os 10% do PIB para educação no novo plano
nacional, que está sendo redigido pelo Ministério da
Educação (MEC). O candidato prevê rever o
Programa Universidade para Todos (ProUni) e o programa
Restauração e Expansão das Universidades Federais
(Reuni). “O correto seria abrir mais vagas nas universidades
públicas e absorver os alunos que hoje estão na rede
privada”, explicou. “O Brasil não pode aceitar um
projeto para expandir o número de profissionais com
formação limitada, de modo a pressionar os
salários para baixo”. A página oficial do candidato
Plínio é http://www.plinio50.com.br/
Portal Aprendiz - O seu programa para educação se resume
em seguir o Plano Nacional de Educação. No entanto a
validade dele vai até esse ano. Qual a expectativa nesse
contexto?
Plínio de Arruda Sampaio - Primeiro, é necessário
fazer um balanço do atual Plano e de seu cumprimento. Diversas
metas foram estabelecidas e poucas foram cumpridas. Isso se deve
principalmente à falta de recursos. Pensando nisso, o Plano deve
garantir, em primeiro lugar, recursos suficientes para que as metas
estabelecidas sejam cumpridas. É ilusão fazer uma lista
de tarefas sem indicar claramente de onde virão os meios para
cumpri-las. Assim, deve ser assegurado o percentual de 10% do PIB
[Produto Interno Bruto] para a educação pública e
a participação constitucional de cada ente federativo
[União, estados e municípios] na composição
dos recursos. A educação no Brasil é tratada de
maneira profundamente desigual e injusta, porque o menino pobre vai
para uma escola pública sem recurso, sem material escolar e com
professores mal pagos. Mas há o menino que vai para uma escola
particular, com poucos alunos e com um professor motivado. O primeiro
vai seguir os empregos mal remunerados, perigosos e tediosos e o outro
vai seguir coisas agradáveis.
Aprendiz - As prioridades serão definidas pelo novo Plano ou pelo atual? É possível elencar algumas delas?
Plínio - A prioridade para a educação é
reservar 10% do PIB para o setor, porque, esse é o grande
obstáculo para o cumprimento de qualquer meta. Outro ponto
essencial do meu programa é garantir a expansão do ensino
público e de qualidade, destinando dinheiro público
unicamente à escola pública.
Aprendiz - Sobre a proposta de elevação da parcela do PIB
para educação: se hoje o montante destinado é de
5,1%, qual caminho o senhor pretende seguir para dobrar a receita?
Plínio - É uma coisa simples: é usar o dinheiro
que o Brasil tem. Nós estamos pagando de dívida
pública 36% do orçamento e repassamos para a
educação apenas 11%. Isso é uma
distorção inaceitável, porque o dinheiro
está aí. Na verdade, temos dinheiro para a
educação e para saúde, é só
não jogar tudo no pagamento de uma dívida extremamente
questionável.
Aprendiz - Ainda sobre orçamento, o seu plano de governo contempla a adoção do Custo Aluno-Qualidade?
Plínio - É preciso, sim, calcular um custo
aluno-qualidade. Mas ele tem que valer para o país inteiro,
porque a escola tem que ser pública e tem que ser igual no
Brasil. O aluno do terceiro ano do curso básico tem que ter a
mesma estrutura no Piauí e no Rio Grande do Sul. Isso que vai
garantir aos meninos brasileiros a igualdade, para quando eles chegarem
aos 17 anos, aquele que foi mais aplicado tenha vantagem sobre o outro
e não aquele que tem mais dinheiro.
Aprendiz - O senhor pretende incentivar o Sistema Nacional Articulado? Como?
Plínio - É claro. O munícipio tem uma cota de
escolas que serão estaduais e outra que serão municipais.
Então o sistema tem que estar articulado dentro dos
princípios de igualdade e qualidade.
Aprendiz - Na Conferência Nacional de Educação foi
levantada a urgência da reformulação do piso
salarial e do plano de carreira para professores. Qual sua proposta
sobre o assunto?
Plínio - O piso salarial tem que ser reformulado. O professor
tem que receber uma remuneração adequada para poder se
dedicar inteiramente à tarefa de ensinar. Ele não pode
ficar assoberbado com uma quantidade de aulas enormes para ter um
orçamento doméstico minimamente aceitável. Eu
não tenho uma cifra específica, mas é óbvio
que tem que ser um valor que corresponda às necessidades dos
professores. E tem que haver uma organização de carreira
no município, no estado e na União.
Aprendiz - O piso nacional e o plano de carreira devem ser apenas para
professores ou para todos os profissionais da educação
pública?
Plínio - Para todos os funcionários da
educação pública. Isso é fundamental. E
é claro que os funcionários também precisam ganhar
o suficiente para poder ter um padrão e exercer sua atividade a
contento.
Aprendiz - A partir de 2016 o Ensino Médio passará a ser
obrigatório. Na sua opinião, qual o papel da União
para reduzir a evasão e trazer mais jovens para essa modalidade
do ensino?
Plínio - A primeira coisa é que a União ajude a
financiar todas as escolas. Já deveria haver uma lei especial
para isso, uma espécie de imposto especial sobre
educação. A partir dele poderíamos criar um fundo
de recursos para financiar educação pública.
Aprendiz – No seu plano de governo, quais as perspectivas para a
educação superior e para fomentar a
produção de ciência no Brasil?
Plínio - Atualmente, 90% do ensino superior é ministrado
em instituições privadas, sendo que a maioria é de
“negócios” que fornecem ensino de baixa qualidade a
preço elevado. A primeira providência é eliminar
toda transferência direta e indireta de recursos públicos.
No caso do ProUni [Programa Universidade para Todos], por exemplo, o
correto seria abrir mais vagas nas universidades públicas e
absorver os alunos que hoje estão na rede privada.
Paralelamente, será necessário deter a
privatização disfarçada dos centros
universitários públicos, que se dá pelos
convênios, fundações e outros artifícios que
colocam o pensamento da universidade sob o controle do capital.
O Brasil não pode aceitar o projeto de degradação
da formação universitária com o objetivo de
expandir o número de profissionais com formação
limitada, de modo a pressionar os salários para baixo. O Reuni
[Restauração e Expansão das Universidades
Federais] materializa esse projeto e deverá ser inteiramente
revisto. Se o Brasil gastar menos de 10% do PIB na
educação pública será impossível
superar o atraso tecnológico e político que o separa das
nações desenvolvidas.
Aprendiz - Na proposta de governo, há a intenção
de ampliar o número de escolas de educação
integral? Qual a estratégia?
Plínio - Educação é um conhecimento global,
articulado com a realidade. Mas a campanha do PSOL não trabalha
com o critério das metas de promessas. Nossa estratégia
é, a partir da garantia de financiamento, garantir sim a
expansão do número de vagas e de um modelo de
educação que possibilidade a formação
teórica, profissional e o desenvolvimento físico dos
nossos jovens e crianças, mas também a tranquilidade dos
pais que precisam trabalhar.
Aprendiz - Na sua opinião, a educação não
formal em escolas públicas é um caminho para melhorar a
qualidade da educação básica? Seu plano de governo
prevê algo nessa linha?
Plínio - Para mim, toda a educação deveria ser
pública, fora do comércio. Ninguém deveria lucrar
com o futuro da juventude. E o Estado tem que assegurar a completa
formação para a vida.
Aprendiz - O senhor considera o ensino médio aliado ao ensino
técnico uma boa estratégia para desenvolver essa etapa da
educação? Como ela deve ser estruturada e oferecida?
Plínio - O ensino médio e o técnico são
necessários. Eu acho até que todo o plano de ensino
deveria ter um componente de formação profissional
técnica.
Aprendiz - O senhor pretende dar espaço para a lei de
responsabilidade da educação? Há planos de como
ela deve funcionar?
Plínio - Claro, sem dúvida nenhuma. Todo o recurso da
educação é sagrado. Quem desviou esse recurso e
quem se apropriou de parte dele precisa ser punido.
Declarações de Serra sobre educação focam ensino profissionalizante
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 26/08/2010
Desirèe Luíse
Criar um milhão de vagas no ensino profissionalizante até
2014, com o objetivo de levar para o país o modelo de escola
técnica adotado no estado de São Paulo. A promessa
é do candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)
à Presidência da República, José Serra.
“Isso oferece futuro para os jovens e crescimento para a
economia”, disse o tucano no debate Folha/UOL, realizado na
última semana. No entanto, o candidato não tem assumido
metas com relação aos recursos
orçamentários para investir na educação.
Também não tem declarado quais ações
pretende tomar para valorizar a carreira docente. Em
declarações à imprensa, Serra tem focado o ensino
profissionalizante quando o assunto é educação.
Sem dizer como, o tucano afirmou que vai criar o que chamou de
"ProTec", um projeto baseado nos moldes do Programa Universidade para
Todos (ProUni).
Também, na prévia de seu programa de governo (composto
por discursos do candidato no Encontro Nacional dos Partidos PSDB, DEM
E PPS e na Convenção Nacional do PSDB), Serra promete
multiplicar os cursos de qualificação de curta
duração para trabalhadores desempregados. Para obter
informações mais detalhadas sobre as metas para o setor
educacional dos quatro principais presidenciáveis, o Portal
Aprendiz solicitou entrevistas com os candidatos. O pedido para
conversar com Serra foi encaminhado no final de julho e formalizado
junto à assessoria por e-mail no dia 2 de agosto.
Após adiar o prazo por duas vezes, a data final combinada
para a entrega de questões respondidas foi a última
quarta-feira (18/8), mas o material solicitado não foi enviado.
Outras promessas - Recentemente, o candidato do PSDB disse que
educação tem de ser uma obsessão de governo,
porque o desenvolvimento e a qualidade de vida dependem do nível
de ensino. Segundo o tucano, é também a
educação que pode prevenir que crianças e
adolescentes sejam seduzidos pelas drogas. Com relação ao
ensino básico, Serra tem afirmado que é necessário
reforçar o aprendizado, colocando dois professores por sala de
aula na primeira série do ensino fundamental. “Porque
queremos que todas as crianças de oito anos estejam
alfabetizadas. Uma das formas é ter a professora titular e a
auxiliar que vai ter uma espécie de bolsa, pois estuda
pedagogia”, explicou o candidato em entrevista ao programa Roda
Viva da TV Cultura.
O tucano também já declarou ser contra a
promoção continuada, prática adotada no estado de
São Paulo inclusive durante sua gestão (janeiro de 2007 a
abril de 2010). “Você não pode acabar com isso de um
dia para o outro. O que fizemos foi reforçar a qualidade do
aprendizado”, justificou o candidato. Serra ainda promete
implementar um programa de distribuição de três
livros anuais aos alunos da rede pública de ensino do
país a partir da quarta série. “Gradualmente
serão cem milhões de livros anuais”, disse ao
visitar a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de
acordo com informações da Agência Brasil. “Se
for eleito, pretendo que todos tenham banda larga, inclusive com
objetivos mais ambiciosos. O previsto não é tão
ambicioso quanto eu gostaria”, afirmou o candidato à
imprensa, sem detalhar como pretende aprimorar o programa implementado
pelo atual governo federal. O Banda Larga nas Escolas alcançou
quase 73% das instituições públicas de ensino do
país, segundo a Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel). Greve dos professores e
gestão educacional - O PSDB administra o estado de São
Paulo há 16 anos. Durante sua passagem pelo governo paulista,
Serra se deparou com descontentamentos de professores e alunos
universitários. Neste ano, docentes da rede estadual de ensino
permaneceram em greve por um mês, voltando às salas de
aula no início de abril. Os professores paulistas reivindicavam
34,3% de aumento salarial. O pedido não foi atendido. Em 2007,
estudantes se mobilizaram contra um decreto que, segundo
interpretação do movimento, subordinaria as universidades
estaduais (USP, Unesp, Unicamp e Fatecs) à Secretaria do Ensino
Superior, o que foi visto como tentativa do Executivo de interferir na
autonomia das instituições. Após greves e
ocupação do prédio da reitoria da USP por 51 dias,
a medida não avançou. A coligação que apoia
a candidatura do tucano conta com os partidos DEM e PPS, além do
próprio PSDB. A página oficial do candidato Serra
é http://joseserra.psdb.org.br/
O fator educação
Fonte: Diário Catarinense, 26/08/2010 - Florianópolis SC
Editorial
Mesmo reconhecendo a importância do ensino para o desenvolvimento
do país, a população brasileira está
consciente da necessidade de melhorar a qualidade da
educação, particularmente nas escolas públicas.
Pesquisa encomendada ao Ibope pela Confederação Nacional
da Indústria (CNI), recém-divulgada, fornece
subsídios importantes particularmente para quem irá
disputar as eleições para os governos estaduais e para a
Presidência da República. A questão da qualidade do
ensino deve ser uma das metas e prioridades para os próximos
governantes, pois diz respeito, diretamente, à
construção de um país capaz de dar respostas mais
prontas às necessidades do seu povo e às novas demandas
do desenvolvimento sustentável.
Além de apurar como a população percebe o papel do
aprendizado e como os conteúdos recebidos em sala de aula podem
ser decisivos na vida profissional, o levantamento deixa
evidente a necessidade de mais ênfase a cursos
profissionalizantes, sem prejuízo do ensino convencional. Neste
contexto, insere-se a reunião do Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social, que deverá ser realizada hoje, com a
presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para
analisar a falta de mão de obra qualificada no país, que
já representa um obstáculo para a expansão da
economia.
A redefinição do ensino médio é uma das
prioridades mais imediatas do poder público. O país
precisa ficar atento à necessidade de promover constantes
mudanças para adaptar sua política educacional às
rápidas transformações do mercado. Não
é admissível que o ensino brasileiro continue atrelado a
um modelo cada vez menos afinado com a realidade objetiva de quem, ao
deixar a escola, precisará do máximo possível de
anos de estudo para se revelar competitivo. Felizmente, o
estudo Retratos da Sociedade Brasileira: Educação,
encomendado pelo setor industrial, indica que a sociedade tem
consciência tanto das falhas na área do ensino quanto da
importância do estudo para alguém se dar bem na vida
profissional e para que o país possa se posicionar melhor entre
as grandes economias. Ao mesmo tempo, a imensa maioria dos
entrevistados pelo levantamento concorda totalmente com a necessidade
de o Brasil oferecer mais cursos de ensino médio direcionados
à formação profissional. Candidatos a cargos
executivos precisam debater mais alternativas nesta área,
capazes de contemplar as aspirações de quem pretende
ingressar logo no mercado de trabalho e de reduzir as diferenças
na qualidade do ensino ministrado em escolas públicas e
particulares. O levantamento deixa evidente a necessidade de mais
ênfase a cursos profissionalizantes, sem prejuízo do
ensino convencional.
Ibase: educação lidera reivindicações de jovens sul-americanos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Terra Educação, 25/08/2010
A juventude sul-americana é mais escolarizada atualmente do que
as gerações passadas. Essa é uma das
constatações do estudo feito nos últimos
três anos com jovens de seis países da América do
Sul (Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia) pelo
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas
(Ibase), Instituto Polis e mais seis organizações
parceiras. Os dados serão divulgados nesta quarta-feira.
"Independente da faixa de escolaridade que você pegue entre
jovens e adultos, os jovens são mais escolarizados, em maior
proporção", afirmou à Agência Brasil a
pesquisadora do Ibase, socióloga Patrícia Lânes,
membro da equipe técnica geral da pesquisa. Sobre a
religião, a percepção é que os jovens de
hoje têm fé, mas não assumem uma religião.
Acreditam em alguma coisa, mas não têm uma crença
definida. De acordo com ela, houve um avanço em
relação à escolaridade. "A gente conseguiu que as
pessoas que estão no mundo hoje em dia sejam mais
escolarizadas". Apesar desse avanço, a educação
continua aparecendo como uma das mais fortes demandas entre os jovens
organizados, segundo o estudo, que será divulgado na
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
"A gente tem movimentos importantes de estudantes tanto no Brasil, como
no Chile, Uruguai, Paraguai, na Bolívia também,
reivindicando uma educação de melhor qualidade". No caso
do Brasil, os jovens priorizam a questão do passe livre ou da
meia passagem, como forma no transporte público. O mesmo ocorre
nos movimentos de jovens do Paraguai. Já no Chile,
Patrícia Lânes revelou que a maior luta é a favor
de mudanças na legislação em relação
à educação pública. A lista elaborada pelo
Ibase e seus parceiros prioriza, ainda, reivindicações da
juventude sobre cultura, segurança pública e respeito aos
direitos humanos, meio ambiente, transportes, saúde,
moradia e participação. "São as demandas que
aparecem com maior recorrência no estudo, quando a gente ouvia
esses jovens organizados".
Outro aspecto de destaque na pesquisa sobre a juventude da
América do Sul é a questão do acesso à
internet, a chamada conectividade. Essas três
características (escolaridade, religiosidade, acesso à
internet) são comuns à atual geração de
jovens, embora existam distinções entre jovens que moram
em áreas urbanas e rurais, observou Patrícia. Segundo
ela, a internet é um dado novo que faz parte de uma realidade
que se impõe para quem já nasceu em um mundo que tem no
computador uma ferramenta social e de trabalho, diferentemente do que
ocorria com as gerações passadas. "O que vai mudar
é o que eles estão entendendo como qualidade,
independentemente do tipo de movimento", externou
Patrícia.
Toma posse o reitor da mais nova universidade brasileira
Fonte: www.nota10.com.br, 26 de Agosto de 2010
Tomou posse ontem (25), o primeiro reitor da mais nova universidade
federal criada no processo de expansão da educação
superior, a Universidade da Integração Internacional da
Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). Ele é Paulo Speller, mestre
em psicologia e doutor em ciências políticas.
O novo reitor foi empossado pelo ministro da Educação,
Fernando Haddad, em cerimônia que contou com a
participação do secretário geral das
Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do ministro da
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial (Seppir), Eloy Ferreira Araújo.
Para o ministro, a implantação da Unilab está
inserida em contexto de colaboração para o aprimoramento
do contexto socioeconômico dos países beneficiados.
“O Brasil e os países da África possuem muitas
questões e problemas em comum, que precisam ser enfrentados com
a produção de conhecimento científico. Essa nova
universidade terá o potencial de desenvolver tecnologias que
poderão ser aplicadas dos dois lados do Atlântico”,
destacou.
Paulo Speller informou que a Unilab já começou a
constituir seu corpo docente, sendo parte dele oriundo de países
africanos e composto por professores negros brasileiros. “E todos
estão lá por seu mérito”, destacou.
A intenção é que haja uma expansão gradual
da oferta de vagas para todo o continente africano, inicialmente para
os países de língua portuguesa. Estudantes dos cinco
países africanos de língua portuguesa – Angola,
Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São
Tomé e Príncipe – e dos asiáticos –
Timor Leste e Macau – serão os beneficiados estrangeiros
na Unilab.
Sediada na cidade de Redenção (CE), a primeira a abolir a
escravidão, a nova universidade terá como diferencial o
intercâmbio com países africanos de língua
portuguesa, além de focar sua atuação nas
potencialidades e carências de estados da região Nordeste.
A Unilab oferecerá, inicialmente, 350 vagas distribuídas
igualmente entre alunos brasileiros e estrangeiros. Os estudantes
brasileiros que pretendam ingressar na Unilab deverão fazer as
provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os candidatos
estrangeiros passarão por processos diferenciados. O
início das atividades está previsto para o primeiro
semestre de 2011.
A oferta inicial será nos cursos de graduação de
enfermagem, agronomia, administração pública,
engenharia de energia e licenciatura em ciências da natureza e
matemática. A Unilab é a 14.ª universidade criada
desde 2003, ano de início do programa de expansão das
universidades federais.
Paulo Speller foi reitor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).
É presidente da Câmara de Educação Superior
do Conselho Nacional de Educação (CNE) e presidiu a
Comissão de Implantação da Unilab.