26/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

Estudantes poderão se inscrever em universidades particulares pela internet

Consórcio formado por faculdades privadas cria o 'Sisu das particulares'

Qualidade não vem por decreto

Carta de apoio ao artigo de Ellis Wayne Brown

Tá com a razão mas vai preso – Ultimato de uma discussão


Idioma árabe fará parte do currículo israelense

Nova federal quer ter diploma que valha no Brasil e em outros países

Ideb cria cultura de avaliação, opinam especialistas

Países com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

Estudantes são proibidos de usar lenços com bandeira do Brasil em formatura nos Estados Unidos

Uruguaio produz quadro de bicicleta reciclando 200 garrafas PET


Decreto nº 7274, de 25 de agosto de 2010 - Política de Ensino de Defesa

Aumento da longevidade muda dinâmica do mercado

Materiais escolares terão selo de qualidade do Inmetro

Plínio propõe cortar gasto da dívida pública para alcançar 10% do PIB para educação

Declarações de Serra sobre educação focam ensino profissionalizante

O fator educação

Ibase: educação lidera reivindicações de jovens sul-americanos 

Toma posse o reitor da mais nova universidade brasileira

Estudantes poderão se inscrever em universidades particulares pela internet
Fonte: Bom Dia Brasil, 26/08/2010
Candidatos poderão usar a nota do Enem. É o programa Faculdade Já, um novo sistema de seleção para preencher as vagas disponíveis nas instituições privadas.
Pela internet o estudante vai poder pesquisar e escolher qual curso universitário preferido. O sistema Faculdade Já http://www.faculdadeja.com.br/default.aspx vai ser lançado nessa quinta-feira e pretende facilitar o encontro entre as instituições privadas de ensino superior e os candidatos.
Por ano, cerca de 400 mil vagas não são preenchidas. Um desperdício em um país onde tanta gente sonha com uma formação de nível superior.
Comparar cursos, preços, carreiras e notas mínimas exigidas vai permitir uma escolha mais precisa para o estudante. À medida que mais universidades entrem no sistema haverá uma menor necessidade de viagens para se prestar provas de vestibular.
“O processo funciona em duas etapas. Na primeira, o candidato se inscreve através do site, sempre gratuitamente. Indica o estado em que quer estudar e coloca também a carreira, dentro de um leque de mais de 120 opções. Faz o pré-cadastro, o sistema mostra quais as universidades que estão disponibilizadas, ele vai avaliar pelo site e vai ver qual a nota - o critério básico é a nota do Enem, ele pode utilizar a nota do Enem 2010 e até o de 2009”, explica o diretor do Faculdade Já, João Mesquita. Com o resultado do Enem na mão, o estudante tem três dias para fazer a matrícula. Passado esse prazo essa vaga poderá ser ocupada por outro candidato. A agilidade deve permitir que aos poucos universidades e estudantes possam gastar menos e lucrar mais.

Consórcio formado por faculdades privadas cria o 'Sisu das particulares'
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Globo, 25/08/2010 - Rio de Janeiro RJ
Rodrigo Gomes 
RIO - As instituições de ensino superior privadas do Brasil, a partir desta quinta-feira (26), vão contar com um sistema de seleção de estudantes unificado. Através do programa "Faculdade Já!", apelidado de "Sisu das particulares", os vestibulandos podem buscar informações sobre vagas disponíveis, turnos e preços oferecidos pelas universidades. Para fazer o cadastro no sistema, o aluno deve ter o   resultado das últimas edições do Enem. A inscrição no programa é gratuita e deve ser feita no site: www.faculdadeja.com.br . Após o preenchimento do cadastro e da declaração do resultado obtido no Enem, o estudante seleciona a universidade e terá até 3 dias úteis para comprovar os dados. Os vestibulandos que fizerem a inscrição pelo sistema terão um desconto na mensalidade. - Esse novo sistema   vai facilitar a vida do aluno. Ele só vai pagar a taxa de inscrição no Enem e não vai precisar prestar vários vestibulares. Todas as informações sobre as instituições que oferecem o curso escolhido estarão disponíveis no sistema. O aluno saberá da disponibilidade das vagas, horários, valor da mensalidade e etc - explica João Mesquita, diretor do consórcio. 

Qualidade não vem por decreto
Fonte: Folha de São Paulo - 23/08/10, ELLIS WAYNE BROWN
O postulado da autonomia universitária, consentâneo com a iniciativa democrática, tem sido ignorado pela intervenção do governo
Há quem reclame que é preciso tematizar mais sobre a educação superior no âmbito das políticas públicas, embora estes mesmos não o façam de forma sistêmica e continuem defendendo interesses fragmentados e corporativos.
O artigo 207 da Constituição Federal estabelece que "as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão".
O postulado legal da autonomia universitária, consentâneo com a liberdade de pensamento e de iniciativa democráticas, reguladas pela evolução da demanda socioeconômica, tem sido ignorado pela intervenção normativa do governo.
A Lei de Diretrizes e Bases estabelece, por exemplo, que a universidade deve ter pelo menos 1/3 de mestres e doutores, podendo os demais, portanto, ser especialistas.
Os reguladores, contudo, passaram a exigir que esta proporção seja mantida para cada curso e campus.
Na sequência, estabeleceram que os doutores tivessem peso 20 na avaliação institucional, e os mestres, apenas 5. A nota deste quesito na avaliação institucional agora depende também da relação do quadro da instituição com uma média regional, que ninguém conhece fora do MEC e que é inflacionada pelos quadros das universidades públicas, custeadas pelo contribuinte anônimo. Agora, preconizam 70% de mestres e doutores!
Independentemente do mérito, é interessante como os reguladores se mostram à vontade para progressivamente circundar os postulados da lei. Ademais, confundem também os meios com os fins e, dessa forma, desviam o foco dos resultados de fato alcançados pelas universidades em termos da qualificação dos egressos.
Caberia à universidade decidir e prover os meios para tanto, regulada pela demanda social que inclui a viabilidade de acesso da população, notadamente de menor renda, ao ensino superior.
Quem não se vê atingido diretamente e não enxerga os efeitos desse intervencionismo aceita tudo e ainda aplaude. Resta ver como reagirá na medida em que a regulação o atingir, assim como reage a própria imprensa diante da ameaça à sua autonomia. Embora possa também cometer erros, não se justifica por isso a anulação de sua liberdade editorial.
Não se trata, ainda, de negar o princípio e a validade da "indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão", mas, sim, de discutir a natureza, origem, proporção, custo, aplicação e produtividade dos recursos envolvidos em cada um destes componentes, à luz de sua efetiva agregação de valor em termos do desenvolvimento educacional e socioeconômico, considerando sempre como questão de fundo a acessibilidade da população.
Necessário, pois, é buscar, para além dos interesses corporativos, a melhor equação possível entre qualidade educacional, produção e socialização do conhecimento, democratização do acesso e desenvolvimento socioeconômico do país.
É com esta equação que deveria se preocupar a política educacional e seu aparato regulatório.
ELLIS WAYNE BROWN, formado em ciências sociais e mestre em comunicação social, é vice-reitor da Uniban Brasil.

Carta de apoio ao artigo de Ellis Wayne Brown
Fonte: Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular
"Qualidade não vem por decreto"       
Carta publicada na seção Painel do Leitor, da Folha Online, em 25 de agosto de 2010.
Muito oportuno o artigo "Qualidade não vem por decreto", de Ellis Wayne Brown. Em nome do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, manifesto apoio às críticas tão bem construídas quanto ao desrespeito à autonomia universitária.
É preciso que haja o estrito cumprimento da legislação, inclusive com o tratamento igualitário entre as instituições de ensino superior públicas e privadas, por parte do Ministério da Educação. O Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes), por expressar uma lei, deveria ser o único instrumento para avaliar a situação do ensino brasileiro. O excesso de regulação tolhe a democratização do ensino, com prejuízos ao desempenho das atividades acadêmicas e, nos casos mais extremos, inviabiliza a própria sobrevivência das instituições de ensino superior (IES) particulares.
O setor privado atende hoje cerca de 6 milhões de alunos (90% do total) em cursos presenciais e a distância, e é fundamental para que o país alcance a meta de 30% dos jovens entre 18 e 24 anos no ensino superior. Mas para isso é indispensável que haja a definição de políticas para a educação superior, especialmente aquelas voltadas à melhoria da qualidade de ensino e ao aperfeiçoamento dos instrumentos eficazes de avaliação, com respeito sempre à diversidade de instituições e de cursos. Só assim far-se-á viável o acesso da população ao ensino superior, conforme exposto pelo articulista.
GABRIEL MARIO RODRIGUES, secretário executivo do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular (Brasília, DF)
 
Tá com a razão mas vai preso – Ultimato de uma discussão
Fonte: ABMESeduca.com |  agosto 25th, 2010 |  Author: Roney Signorini
Prof. Roney Signorini – Consultor Educacional
roneysignorini@ig.com.br
Em artigo publicado em vários sítios, na última quinta-feira, dia 12, Roberta Muriel ( leia-se Carta Consulta – Editau) publicou o artigo (leia aqui) que faltava para esconjurar as recentes medidas de avaliação propostas vias transversas para a avaliação das IES: Avaliação? Contratem Um Cérebro, Urgentemente!!!. Recomendo sua leitura, também  urgentemente, porque tem-se pela frente uma safra de avaliações in loco, calendarizadas. E mais, dar um “print” no texto para distribuir a todos os colaboradores de direção das IES. Fala nos diversos enroscos e “imbróglios” que sujeitam daqui pra frente a saúde das escolas superiores, à mercê e à deriva dos sistemas normativos, sem nexos de causa e de caso. Coisa do tipo “vamos ver no que dá”.
É dela também a afirmativa de muita propriedade que os problemas são inúmeros e a possibilidade de, mesmo seguindo os instrumentos, estarmos em falta com o atendimento à legislação é enorme. E a conseqüência já se sabe: não fez nada mas vai preso do mesmo jeito.
Com a saúde abalada pelos  transtornos anteriores da prova fraudada, do vazamento de dados pessoais e mais agora com a questão da impressão das provas do Enem, o INEP está fervendo com graus além da ebulição. Alguma dúvida que há conspiração, sabotagem e demais  lá dentro? Senão isso, como explicar, incompetência, inabilidade, não são do ramo, desdém com milhares de instituições e milhões de alunos ? Bons tempos os de profa. Maria Helena Guimarães.
A irresponsabilidade do órgão é muita e chegou no fim da linha, a se  cobrar do Ministério Público medidas saneadoras do ensandecimento regulatório ali dominante.
Como bem diz a autora, não se trata de aceitar ou não as mudanças, embora seja uma constante no setor. Até porque, como regra de vida, nada é mais certo do que as mudanças. Mas, o jogo começou dia 2 último, o semestre está em curso com tudo locado e alocado. E agora, especialmente quanto ao corpo docente, dispensa e contrata outros?
Pode ser um jogo semântico: houve mudança, transformação, substituição, reposição ou modificação nos últimos dispositivos, principalmente o Ofício Circular 048, Ofício Circular 067, o Parecer Conaes 04 e o Projeto de Resolução nº 01, este último tratando do Núcleo Docente Estruturante (NDE)?
As milhares de IES pelo território estão sem ação ainda que interessadíssimas no atendimento das novas posturas, mas sem um amparo de assessoramento jurídico-educacional estarão todas  sujeitas a  apedrejadas, à moda iraniana.
As novas disposições mostram-se ardilosas até pela incúria na manutenção técnica do site do MEC, que insere o novo mas não retira o velho, deixando o consulente com expressão de ué !
Em boa oportunidade a CONSAE (www.consae.com.br), de Belo Horizonte, está programando com experts o seminário Regulação, Supervisão e Avaliação: aspectos jurídicos.  Quem sabe aí estará a oportunidade para desembaçar o vidro, sem o que, com certeza, vai bater de frente. E vai machucar muito.
Postado em MEC

Idioma árabe fará parte do currículo israelense
Fonte: Jornal da Educação
O ensino do idioma árabe será obrigatório para todas as turmas a partir do quinto ano nas escolas públicas israelenses, é o que estabelece o novo programa introduzido pelas autoridades do país. O projeto já estava sendo implementado como teste em 170 escolas no norte de Israel desde o início do ano.
Para o governo, esta será uma forma de transformar o ensino do idioma em uma ponte cultural e promover a tolerância entre judeus e árabes. Atualmente, o hebraico é ensinado aos docentes israelenses e apenas os mais velhos tem a opção de escolher se querem aprender o árabe.
(IPAE 143 - 08/10)

Nova federal quer ter diploma que valha no Brasil e em outros países
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal G1, 26/08/2010
Reitor, Paulo Speller, foi empossado nesta quarta-feira (25). Universidade terá alunos de países africanos e asiáticos que falam português
Fernanda Nogueira do G1, em São Paulo 
A Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab) busca um modelo para fornecer formação e certificação que valham no Brasil e no país de origem de seus alunos estrangeiros. A afirmação é do reitor da universidade, Paulo Speller, que foi empossado nesta quarta-feira (25). A Unilab funcionará em Redenção, que fica a 60 quilômetros de Fortaleza, no Ceará, e terá metade dos alunos brasileiros e metade dos alunos de outros países de língua portuguesa. Os primeiros países que poderão ter alunos na universidade são os africanos Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe e os asiáticos Timor Leste e Macau. “Estamos buscando um modelo de formação compartilhada e até de certificação compartilhada, conjunta, entre duas e até mais universidades. A ideia é que esse profissional sempre retorne para o país de origem”, disse Speller, que foi reitor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e preside a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE). O reitor disse que a certificação compartilhada é possível. “Já temos experiências de algumas universidades na graduação e na pós-graduação. Em outros países também acontece. É viável”,  afirmou. “Teremos que atender a legislação dos dois países para que a pessoa tenha um diploma que seja válido aqui e lá”, disse. De acordo com o reitor, o objetivo é que, “no médio prazo”, a certificação seja reconhecida em todos os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Para incentivar a volta dos estrangeiros para casa após a graduação, a fase final dos cursos e a cerimônia de colação de grau deverão ser feitas no país de origem. “Tudo isso faz com que diminua a probabilidade de que ele (aluno estrangeiro) fique no Brasil”, disse o reitor. A Unilab começará a funcionar até o final do ano em um prédio cedido pela Prefeitura de Redenção, segundo Speller. Atualmente, a universidade tem 15 professores redistribuídos de outras universidades federais e 15 funcionários técnico-administrativos. Novos concursos para seleção de professores serão abertos nos próximos dias, de acordo com o reitor. Os cinco primeiros cursos terão 350 vagas, sendo 175 para brasileiros e 175 para alunos estrangeiros. As opções serão: enfermagem, agronomia, administração pública, engenharia de energia e licenciatura em ciências   da natureza e matemática. Cada curso terá 70 vagas. A sede própria da universidade será construída a partir de 2011 em Redenção e deverá começar a funcionar em 2012, segundo o reitor. Outro campus deverá ser construído em Acarape, próximo a Redenção. O projeto da Unilab prevê o atendimento de cinco mil alunos em cinco anos. Segundo Speller, cursos de especialização já começam a ser ministrados nos próximos meses.
Alunos - A seleção de estudantes brasileiros será feita pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os moldes da seleção estão sendo definidos. De acordo com Speller, a universidade estuda se terá bônus para estudantes de escolas públicas. A seleção dos alunos estrangeiros também está sendo definida. Há três opções possíveis. O mais provável, segundo Speller, é que a seleção seja feita em integração com as universidades parceiras nos próprios países dos estudantes. Outra opção é que as representações diplomáticas do Brasil nos outros países façam a seleção. Além disso, está sendo testada uma espécie de Enem para países de língua portuguesa, segundo o reitor. 

Ideb cria cultura de avaliação, opinam especialistas
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 26/08/2010
Apesar de limitações, notas para ensino levam gestores e educadores a repensar práticas pedagógicas e buscar alternativas
Priscilla Borges, enviada especial à Bahia 
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) está criando uma cultura de avaliação no País. A opinião da pedagoga Mônica Samia é compartilhada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que já realizou duas pesquisas sobre os impactos causados pela divulgação das notas que medem o ensino nos municípios brasileiros, desde 2007. Apesar de reconhecer limitações nas estatísticas para avaliar todos os fatores que influenciam a qualidade de ensino nas escolas, Mônica acredita que o Ideb contribui para que professores, coordenadores, diretores e secretários repensem o próprio trabalho. “Ele possui falhas, mas retrata alguma coisa. O Ideb impulsionou as redes a quererem melhorar”, diz.
Calculado a partir das notas dos estudantes em provas de português e matemática, aplicadas na 4ª e na 8ª séries, e das taxas de aprovação dos alunos, o Ideb estabelece metas de crescimento para cada escola, rede, município e Estado. As duas variáveis foram escolhidas para medir o conhecimento dos estudantes e o quanto elas estão avançando nos estudos. A educadora Maria de Salete Silva, coordenadora do programa de educação do Unicef no Brasil, acredita que os brasileiros precisam mudar o modo como encaram a avaliação. “Dar nota é sempre vinculado à punição, mas o grande objetivo da avaliação deve ser a melhoria. O Ideb é apenas um indicador, mas provocou mudanças em diferentes áreas nos municípios que cresceram as médias”, analisa.
O iG percorreu, no início do mês, mais de 1.000 quilômetros pela Bahia, o Estado que amarga algumas das notas mais baixas do  Brasil no Ideb, em busca de conhecer a realidade por trás dos números e as justificativas do sucesso e do fracasso de escolas e municípios no processo educacional. Desde domingo, uma série de reportagens mostrou a realidade de quatro municípios: Apuarema, Dário Meira, Jussari e Boa Vista do Tupim. A convite do iG, Mônica acompanhou a equipe de reportagem em visitas às escolas de Jussari, localizada a 80 quilômetros ao sul de Ilhéus. Ela se impressionou com a descrença de alunos e professores. “Os estudantes não se sentem parte da escola. Os professores não têm compromisso com os alunos”, diz. Os municípios visitados são apenas exemplos que se repetem em todo o País. Na Bahia, Mônica ressalta que o descaso com a educação é histórico. “As disputas políticas afetam muito o trabalho de gestão das secretarias municipais e acabam chegando às escolas, como ocorre em Jussari. Isso é cruel com os estudantes”, analisa.
Mudanças de postura - A última pesquisa coordenada por Mônica – Caminhos do Direito de Aprender – analisou municípios que foram mal avaliados e conseguiram melhorar o desempenho. Em todos, a vergonha de estar na lanterna os fez mudar. Em Apuarema, município com pior nota na 4ª série, professores e diretores envergonhados sentem o peso de estar no final da lista. A falta de infraestrutura física das escolas, os problemas socioeconômicos dos municípios, os recursos escassos para investimentos em professores e colégios e a pouca participação dos pais na vida escolar dos filhos não impediram que gestores e educadores cruzassem os braços. “Espaços adequados e limpos e bons materiais são direitos. As  escolas não resolverão sozinhas todos os problemas sociais de onde estão inseridas. Mas os profissionais da educação não podem se isentar da responsabilidade que têm e deixar de buscar alternativas para que os alunos aprendam”, pondera Mônica Samia. Em Boa Vista do Tupim, a postura dos profissionais foi essencial nesse processo. Especialista em formação de professores, Mônica critica a naturalização do fracasso escolar. “As escolas serem ruins e meninos não aprenderem é mais natural para o País do que eles irem bem. Essa cultura nociva está enraizada nas pessoas. Com a divulgação de resultados, isso está sendo rompido, porque aparece para a sociedade”, analisa.
Eni Bastos, superintendente de Avaliação da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, concorda. “Desde que o Ideb foi criado, a imprensa, a sociedade, as famílias acompanham o desempenho das escolas, querem saber se elas estão bem ou não. É importante termos uma avaliação externa, que possamos definir políticas para melhorar”, afirma. A superintendente diz que os resultados nada confortáveis dos municípios baianos fizeram com que a secretaria estadual decidisse ajudá-los a melhorar. Segundo Eni, serão realizados encontros com os gestores municipais para explicarem a importância e o funcionamento do índice este ano. Depois, eles pretendem organizar cursos de capacitação para os gestores e os professores. “Não vamos conseguir melhorar a rede estadual se não trabalharmos com a municipal. Precisamos identificar as dificuldades deles o quanto antes, para que eles aprendam”, defende. 

Países com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 25/08/2010
A fome é uma das grandes responsáveis pela mortalidade infantil 
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), é responsável por analisar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países. Esse dado expressa a qualidade de vida de uma determinada população, e utiliza como critério para o cálculo os seguintes aspectos: - Alfabetização: caracteriza-se pela taxa de alfabetização da população adulta,  quantidade de habitantes matriculados em todos os níveis de ensino e número médio dos anos cursados na escola. - Produto Interno Bruto (PIB) per capita: proporcionado através do índice de Paridade do Poder de Compra (PCC) da população. - Nível de saúde: é calculado através da expectativa de vida da população e da taxa de mortalidade infantil. Esse item é um reflexo da qualidade dos serviços de saúde,  saneamento ambiental, nutrição e segurança. As médias variam de 0 a 1, sendo que quanto mais próximas de 1, maior o IDH de um determinado país. Índices de IDH inferiores a 0,500 são considerados baixos. Conforme o ranking mundial divulgado em 2009 pela ONU, 24 nações possuem baixo Índice de Desenvolvimento Humano. Confira a lista com os países que apresentam baixo IDH: 
159° Togo: 0,499. (África).
160° Malauí: 0,493. (África).
161° Benin: 0,492. (África).
162° Timor-Leste: 0,489. (Ásia).
163° Costa do Marfim: 0,484. (África).
164° Zâmbia: 0,481. (África).
165° Eritreia: 0,472. (África).
166° Senegal: 0,464. (África).
167° Ruanda: 0,460. (África).
168° Gâmbia: 0,456. (África).
169° Libéria: 0,442. (África).
170° Guiné: 0,435. (África).
171° Etiópia: 0,414. (África).
172° Moçambique: 0,402. (África).
173° Guiné-Bissau: 0,396. (África).
174° Burundi: 0,394. (África).
175° Chade: 0,392. (África).
176° República Democrática do Congo: 0,389. (África).
177° Burkina Fasso: 0,389. (África).
178° Mali: 0,371. (África).
179° República Centro-Africana: 0,369. (África).
180° Serra Leoa: 0,365. (África).
181° Afeganistão: 0,352. (Ásia).
182° Níger: 0,340. (África).
Ao analisarmos a lista, fica nítido que o continente africano detém as piores posições do ranking (22 países, entre os 24, são da África), fatores como o baixo desenvolvimento econômico, elevadas taxas de analfabetismo e mortalidade infantil, além de doenças como a AIDS, contribuem para esse cenário. Os outros dois integrantes são asiáticos – Timor Leste e Afeganistão. Por Wagner de Cerqueira e Francisco Graduado em Geografia Equipe Brasil Escola.
 
Estudantes são proibidos de usar lenços com bandeira do Brasil em formatura nos Estados Unidos
Fonte: Bom Dia Brasil, 25/08/2010
As formaturas escolares são eventos cívicos, onde se destaca o culto aos valores nacionais, por isso o diretor proibiu o uso dos lenços verde-e-amarelos na cerimônia de colação de grau.
Na Zona Leste dos EUA você vai conhecer um grupo de estudantes que enfrentou o diretor de uma escola.
Em Martha's Vineyard, uma ilha no estado de Massachussets, é fácil encontrar o prato feito típico do Brasil servido nas mesas dos restaurantes. É que de cada cem pessoas que vivem aqui, 20 são brasileiras.
Gente que ajuda a tocar a economia da cidade, que trabalha, que estuda nas escolas da região. Tudo ia bem com os brasileiros que estavam terminando o High School em uma escola, o correspondente ao ensino médio no Brasil. As notas estavam boas, todos foram aprovados. Tudo ia bem, até dia da formatura, quando surgiu um lenço do Brasil.
Era para ser só um enfeite em volta do pescoço, um jeito de lembrar das origens em uma hora tão importante. Nos Estados Unidos, as formaturas escolares acontecem no meio do ano, antes das férias de verão. Também são eventos cívicos, onde se destaca o culto aos valores nacionais.
Por isso o diretor proibiu o uso dos lenços verde-e-amarelos na cerimônia de colação de grau. "Ele disse que não ia concordar, porque não seria uma coisa que ele aceitaria, que não estava certo porque ia contra todas as regras da escola", reclama a estudante Paola Maiesky.
"Eu me senti discriminado porque eu acho que todo mundo tem o direito", completa o estudante Norberto Ferreira de Assis.
Os alunos decidiram que iriam usar os lenços, apesar da proibição. O diretor respondeu que não entregaria os diplomas e disse ainda que iria suspender todos os alunos por dois dias. Nos Estados Unidos, uma punição assim pode até impedir os alunos de entrar na universidade.
Os brasileiros que moram em Martha's Vineyard ficaram indignados. "Eu fiquei decepcionado, porque achei que ele foi além do limite", opina o pastor Walcir Carvalho.
Americanos também. Uma mulher americana, chamada Eva, acha que os alunos brasileiros, tão longe de casa, têm todo o direito de demonstrar o apreço à própria cultura.
A escola se dividiu. Uma parte dos mestres apoiou os alunos. Outra, ficou do lado do diretor. Poucas horas antes da formatura, uma comissão de professores finalmente decidiu, por cinco votos contra três, que os lenços brasileiros fariam parte da festa.
Tentamos falar com o diretor, mas não fomos recebidos.
"A proibição foi um erro", diz uma das professoras da escola que aceitou conversar com nossa equipe. Para ela, a mensagem que fica é a de que muita gente no país ainda precisa aceitar a integração com os imigrantes.

Uruguaio produz quadro de bicicleta reciclando 200 garrafas PET
Fonte: Bom Dia Brasil, 26/08/2010
A cada dois minutos, há um quadro de bicicleta. O material é bastante resistente e flexível. A bicicleta nem precisa de amortecedor.
Na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, Márcio Gomes apresenta uma experiência com a reutilização de garrafas de plástico, as garrafas PET. Esse é um grande problema ambiental - milhões de garrafas terminam na rua, em lixões, nos rios do Brasil.
O uruguaio Juan Muzzi mora no Brasil há 40 anos e inventou uma maneira de reciclar garrafas e transformá-las em uma bicicleta. Ele explica como criou a forma de reciclar 200 garrafas PET para produzir um quadro de bicicleta. “O quadro é resistente. Tem garantia de dez anos”, garante Muzzi.
A cada dois minutos, há um quadro de bicicleta. O material é bastante resistente e flexível. A bicicleta nem precisa de amortecedor.
Juan Muzzi diz que ainda não tem um plano definido para conseguir as garrafas PET. Ele quer firmar parcerias com empresas que precisam limpar garrafas PET: “São bicicletas de fácil acesso e muito baratas. Custam menos da metade de uma bicicleta comum”, destaca o inventor.
Para transformar as garrafas em bicicleta, é preciso, primeiro, moer as garrafas. Com o pó, uma máquina faz uma mistura grãos e manda para uma 'injetora'. No molde, a peça já é feita.
 
Decreto nº 7274, de 25 de agosto de 2010 - Política de Ensino de Defesa
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 26/08/2010 às 11:36 hs. 
Dispõe sobre a Política de Ensino de Defesa - PEnsD e dá outras providências.
http://www.cmconsultoria.com.br/imagens/diretorios/diretorio14/arquivo2712.pdf 
Fonte: DOU n.º 164 - 26.08.2010 

Aumento da longevidade muda dinâmica do mercado
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 25/08/2010 às 09:04 hs. 
Recursos humanos: Para pesquisadora, companhias precisam estabelecer programas que sejam integradores e contemplem os interesses das diversa faixas etárias.
Por Stela Campos, de São Paulo
Em todo o mundo, as pessoas estão vivendo mais. Consequentemente, elas estendem sua vida profissional para aumentar a renda para a aposentadoria ou, muitas vezes, por se sentirem dispostas o suficiente para continuar trabalhando. Essa mudança de perspectiva sobre o emprego dos "baby boomers", nascidos entre 1946 e 1964, está mudando a dinâmica do mercado de trabalho.
Para Barbara Howard, diretora de gerontologia do Mature Market Institute, instituto de pesquisa do MetLife criado em 1997 para estudar questões ligadas ao envelhecimento e longevidade, esse cenário está estabelecendo novos desafios para governos e empresas.
Segundo a especialista, as companhias com mais chance de serem bem-sucedidas nessa questão conseguem contemplar em seus quadros diversas gerações. "Elas deverão identificar e se concentrar nos motivadores específicos de engajamento para os funcionários de grupos etários diferentes", disse em entrevista ao Valor. A seguir, os principais trechos:
Valor: A nova geração está mais preparada que os baby boomers para lidar com o envelhecimento?
Barbara Geron: As concepções sobre o envelhecimento e como lidar com ele mudaram dramaticamente. No passado, a noção do "velho" era baseada em experiências pessoais, como a idade que nossos avós e pais tinham quando morreram. Com base nisso, as pessoas projetavam um período de vida parecido para elas mesmas, sem reconhecer que a expectativa média de vida quase dobrou nos últimos cem anos. A atual geração está testemunhando as vidas vigorosas e plenas que seus pais e avós estão experimentando, e terão modelos mais realistas para ajudar a prepará-las para o seu próprio envelhecimento. Nos Estados Unidos, estamos experimentando a transferência do peso financeiro na preparação para a aposentadoria. Antes, os americanos bancavam suas aposentadorias por meio de programas do governo e planos de previdência patrocinados pelos empregadores. Hoje, as pessoas mais jovens veem seus pais, e a si mesmas, arcando com a responsabilidade por suas aposentadorias.
Valor: Os trabalhadores estão cientes de que precisarão ficar no mercado por mais anos?
Barbara: Há evidências significativas de que as pessoas precisam ou querem trabalhar mais. Para alguns, o incentivo é se recuperar financeiramente da recessão e economizar mais para a aposentadoria. Outros querem permanecer ativos e engajados em atividades relacionadas ao trabalho. Um estudo publicado em 2009 pelo MetLife Mature Market Institute mostrou que 26% dos "boomers" mais velhos disseram que ainda não se aposentaram por causa da economia e do mercado de ações. Outros 20% disseram precisar de mais renda e 17% ficariam muito entediados se parassem.
Valor: Como os governos estão lidando com o impacto futuro do envelhecimento sobre a economia?
Barbara: Os Estados Unidos, por exemplo, estão anunciando medidas como aumentar a idade de 65 para 67 anos para que as pessoas possam receber os benefícios plenos da seguridade social. Governos de outros países como França e Grécia estão tentando fazer o mesmo.
Valor: O que o envelhecimento da população pode causar no mercado de trabalho global?
Barbara: Antes, com a recessão, muitas companhias estavam preocupadas em perder talentos e conhecimento na medida em que funcionários mais antigos iam se aposentando. Agora, as coisa mudaram. Muitas pessoas estão preocupadas em garantir renda suficiente para o seu sustento na aposentadoria. Por esta razão, elas estão trabalhando por mais tempo. Mesmo aquelas que têm uma situação financeira boa o suficiente para se aposentar estão permanecendo no mercado de trabalho, na medida em que reconhecem que têm muitos anos pela frente e querem permanecer ativas.
Valor: As empresas estão usando mais funcionários veteranos aposentados?
Barbara: Muitas companhias nos EUA estão se concentrando em toda a população economicamente ativa- a força de trabalho multigeracional- e vêm criando programas para ajudar os trabalhadores de várias gerações a trabalharem juntos. A adoção de uma abordagem desse tipo leva a um desempenho melhor, pois alavanca as habilidades dos funcionários de todas as idades. Empresas com forças de trabalho multigeracionais deverão identificar e se concentrar nos motivadores específicos de engajamento para os funcionários de grupos etários diferentes. Outro estudo realizado no ano passado pelo MetLife Mature Market Institute, em conjunto com o Sloan Center on Aging and Work do Boston College, mostrou que as pessoas da nova geração têm seus níveis de engajamento afetados por fatores como a saúde mental, a autoavaliação, o status de supervisor, a satisfação com o treinamento e a percepção da segurança no trabalho.
Valor: Como os países com populações jovens como o Brasil podem se destacar na economia global?
Barbara: Em 2000, a idade média dos brasileiros era de 26 anos e ela deverá aumentar para 41 até 2040. Certamente o Brasil é um país jovem hoje, mas olhando para o futuro, poderá se beneficiar aprendendo com as experiências de outras regiões com o envelhecimento.
Valor: A troca de talentos entre forças de trabalho jovens como a do Brasil e as de países mais velhos como os da Europa, por exemplo, tende a aumentar?
Barbara: Sem dúvida. Veremos uma troca de talentos entre países por todo o mundo, assim como o aumento de oportunidades de trabalho e desenvolvimento em novos ambientes. A tecnologia terá um papel significativo nesse sentido. 
Fonte: Valor Econômico 

Materiais escolares terão selo de qualidade do Inmetro
Fonte: www.nota10.com.br, 26 de Agosto de 2010
Os materiais escolares vão ganhar selo de qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Segundo a Agência Brasil, a regulamentação vai ocorrer até o final de setembro, mas a medida só entra em vigor em 2011.
De acordo com o gerente de Conformidade do instituto, Gustavo Kuster, a medida será tomada devido ao grande número de ligações, no último ano, de pais preocupados com a segurança do material escolar dos filhos, como borrachas com aromas tóxicos que podem causar danos à saúde das crianças, lâmina de apontadores cortantes e arestas afiadas das réguas escolares.
Segundo Kuster, a expectativa é que os produtos com selo do Inmetro comecem a ser vendidos em outubro de 2011 – já contando com o prazo de doze meses para que a indústria se adeque. A partir das datas estabelecidas no regulamento, o produto que não tiver o selo do instituto, vai ser retirado do mercado.
O Inmetro fez uma análise de risco entre os muitos artigos escolares a fim de verificar aqueles que realmente oferecem risco às crianças. De acordo com Kuster, os doze grupos de produtos escolares vão passar por, pelo menos, dois grupos de ensaio: os ensaios químicos, que visam verificar a toxidade do artigo e o ensaio físico e mecânico, que tem como objetivo verificar os aspectos construtivos do produto, se eles apresentam algum tipo de risco às crianças.
“Principalmente no início da fiscalização, os produtos não conformes serão apreendidos e o fabricante e o lojista notificados. No caso da reincidência, aí sim, começa a aplicação da multa e esse valor é gradativo, a partir do momento em que as reincidências vão acontecendo”, ressaltou. Ainda segundo ele, todo produto comercializado no país, nacional ou importado, vai ter que atender a essa regra.

Plínio propõe cortar gasto da dívida pública para alcançar 10% do PIB para educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 25/08/2010
Sarah Fernandes 
Para melhorar a qualidade da educação, é preciso aumentar o recurso destinado para o setor dos atuais 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para 10%. Para isso, é necessário cortar os gastos com a dívida pública e aplicá-los em educação, sugere o candidato à Presidência da República pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Plínio de Arruda Sampaio. “Na verdade temos dinheiro para a educação e para saúde. É só não jogar tudo no pagamento de uma dívida extremamente questionável”, declarou o candidato em entrevista exclusiva ao Portal   Aprendiz, feita por telefone e por e-mail. “Nós estamos pagando de dívida pública 36% do orçamento e repassamos para a educação apenas 11%”. A necessidade de aumentar o percentual do PIB repassado para educação foi levando na última Conferência Nacional de Educação (Conae), que aconteceu entre março e abril de 2010, em Brasília (DF). O candidato do PSOL reforçou a necessidade de incluir os 10% do PIB para educação no novo plano nacional, que está sendo redigido pelo Ministério da Educação (MEC).  O candidato prevê rever o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o programa Restauração e Expansão das Universidades Federais (Reuni). “O correto seria abrir mais vagas nas universidades públicas e absorver os alunos que hoje estão na rede privada”, explicou. “O Brasil não pode aceitar um projeto para expandir o número de profissionais com formação limitada, de modo a pressionar os salários para baixo”. A página oficial do candidato Plínio é http://www.plinio50.com.br/ 
Portal Aprendiz - O seu programa para educação se resume em seguir o Plano Nacional de Educação. No entanto a validade dele vai até esse ano. Qual a expectativa nesse contexto?
Plínio de Arruda Sampaio - Primeiro, é necessário fazer um balanço do atual Plano e de seu cumprimento. Diversas metas foram estabelecidas e poucas foram cumpridas. Isso se deve principalmente à falta de recursos. Pensando nisso, o Plano deve garantir, em primeiro lugar, recursos suficientes para que as metas estabelecidas sejam cumpridas. É ilusão fazer uma lista de tarefas sem indicar claramente de onde virão os meios para cumpri-las. Assim, deve ser assegurado o percentual de 10% do PIB [Produto Interno Bruto] para a educação pública e a participação constitucional de cada ente federativo [União, estados e municípios] na composição dos recursos. A educação no Brasil é tratada de maneira profundamente desigual e injusta, porque o menino pobre vai para uma escola pública sem recurso, sem material escolar e com professores mal pagos. Mas há o menino que vai para uma escola particular, com poucos alunos e com um professor motivado. O primeiro vai seguir os empregos mal remunerados, perigosos e tediosos e o outro vai seguir coisas agradáveis.
Aprendiz - As prioridades serão definidas pelo novo Plano ou pelo atual? É possível elencar algumas delas?
Plínio - A prioridade para a educação é reservar 10% do PIB para o setor, porque, esse é o grande obstáculo para o cumprimento de qualquer meta. Outro ponto essencial do meu programa é garantir a expansão do ensino público e de qualidade, destinando dinheiro público unicamente à escola pública.
Aprendiz - Sobre a proposta de elevação da parcela do PIB para educação: se hoje o montante destinado é de 5,1%, qual caminho o senhor pretende seguir para dobrar a receita?
Plínio - É uma coisa simples: é usar o dinheiro que o Brasil tem. Nós estamos pagando de dívida pública 36% do orçamento e repassamos para a educação apenas 11%. Isso é uma distorção inaceitável, porque o dinheiro está aí. Na verdade, temos dinheiro para a educação e para saúde, é só não jogar tudo no pagamento de uma dívida extremamente questionável.
Aprendiz - Ainda sobre orçamento, o seu plano de governo contempla a adoção do Custo Aluno-Qualidade?
Plínio - É preciso, sim, calcular um custo aluno-qualidade. Mas ele tem que valer para o país inteiro, porque a escola tem que ser pública e tem que ser igual no Brasil. O aluno do terceiro ano do curso básico tem que ter a mesma estrutura no Piauí e no Rio Grande do Sul. Isso que vai garantir aos meninos brasileiros a igualdade, para quando eles chegarem aos 17 anos, aquele que foi mais aplicado tenha vantagem sobre o outro e não aquele que tem mais dinheiro.
Aprendiz - O senhor pretende incentivar o Sistema Nacional Articulado? Como?
Plínio - É claro. O munícipio tem uma cota de escolas que serão estaduais e outra que serão municipais. Então o sistema tem que estar articulado dentro dos princípios de igualdade e qualidade.
Aprendiz - Na Conferência Nacional de Educação foi levantada a urgência da reformulação do piso salarial e do plano de carreira para professores. Qual sua proposta sobre o assunto?
Plínio - O piso salarial tem que ser reformulado. O professor tem que receber uma remuneração adequada para poder se dedicar inteiramente à tarefa de ensinar. Ele não pode ficar assoberbado com uma quantidade de aulas enormes para ter um orçamento doméstico minimamente aceitável. Eu não tenho uma cifra específica, mas é óbvio que tem que ser um valor que corresponda às necessidades dos professores. E tem que haver uma organização de carreira no município, no estado e na União.
Aprendiz - O piso nacional e o plano de carreira devem ser apenas para professores ou para todos os profissionais da educação pública?
Plínio - Para todos os funcionários da educação pública. Isso é fundamental. E é claro que os funcionários também precisam ganhar o suficiente para poder ter um padrão e exercer sua atividade a contento.
Aprendiz - A partir de 2016 o Ensino Médio passará a ser obrigatório. Na sua opinião, qual o papel da União para reduzir a evasão e trazer mais jovens para essa modalidade do ensino?
Plínio - A primeira coisa é que a União ajude a financiar todas as escolas. Já deveria haver uma lei especial para isso, uma espécie de imposto especial sobre educação. A partir dele poderíamos criar um fundo de recursos para financiar educação pública.
Aprendiz – No seu plano de governo, quais as perspectivas para a educação superior e para fomentar a produção de ciência no Brasil?
Plínio - Atualmente, 90% do ensino superior é ministrado em instituições privadas, sendo que a maioria é de “negócios” que fornecem ensino de baixa qualidade a preço elevado. A primeira providência é eliminar toda transferência direta e indireta de recursos públicos. No caso do ProUni [Programa Universidade para Todos], por exemplo, o correto seria abrir mais vagas nas universidades públicas e absorver os alunos que hoje estão na rede privada. Paralelamente, será necessário deter a privatização disfarçada dos centros universitários públicos, que se dá pelos convênios, fundações e outros artifícios que colocam o pensamento da universidade sob o controle do capital.
O Brasil não pode aceitar o projeto de degradação da formação universitária com o objetivo de expandir o número de profissionais com formação limitada, de modo a pressionar os salários para baixo. O Reuni [Restauração e Expansão das Universidades Federais] materializa esse projeto e deverá ser inteiramente revisto. Se o Brasil gastar menos de 10% do PIB na educação pública será impossível superar o atraso tecnológico e político que o separa das nações desenvolvidas.
Aprendiz - Na proposta de governo, há a intenção de ampliar o número de escolas de educação integral? Qual a estratégia?
Plínio - Educação é um conhecimento global, articulado com a realidade. Mas a campanha do PSOL não trabalha com o critério das metas de promessas. Nossa estratégia é, a partir da garantia de financiamento, garantir sim a expansão do número de vagas e de um modelo de educação que possibilidade a formação teórica, profissional e o desenvolvimento físico dos nossos jovens e crianças, mas também a tranquilidade dos pais que precisam trabalhar.
Aprendiz - Na sua opinião, a educação não formal em escolas públicas é um caminho para melhorar a qualidade da educação básica? Seu plano de governo prevê algo nessa linha?
Plínio - Para mim, toda a educação deveria ser pública, fora do comércio. Ninguém deveria lucrar com o futuro da juventude. E o Estado tem que assegurar a completa formação para a vida.
Aprendiz - O senhor considera o ensino médio aliado ao ensino técnico uma boa estratégia para desenvolver essa etapa da educação? Como ela deve ser estruturada e oferecida?
Plínio - O ensino médio e o técnico são necessários. Eu acho até que todo o plano de ensino deveria ter um componente de formação profissional técnica.
Aprendiz - O senhor pretende dar espaço para a lei de responsabilidade da educação? Há planos de como ela deve funcionar?
Plínio - Claro, sem dúvida nenhuma. Todo o recurso da educação é sagrado. Quem desviou esse recurso e quem se apropriou de parte dele precisa ser punido.
 
Declarações de Serra sobre educação focam ensino profissionalizante
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Aprendiz, 26/08/2010
Desirèe Luíse 
Criar um milhão de vagas no ensino profissionalizante até 2014, com o objetivo de levar para o país o modelo de escola técnica adotado no estado de São Paulo. A promessa é do candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) à Presidência da República, José Serra. “Isso oferece futuro para os jovens e crescimento para a economia”, disse o tucano no debate Folha/UOL, realizado na última semana. No entanto, o candidato não tem assumido metas com relação aos recursos orçamentários para investir na educação. Também não tem declarado quais ações pretende tomar para valorizar a carreira docente. Em declarações à imprensa, Serra tem focado o ensino profissionalizante quando o assunto é educação. Sem dizer como, o tucano afirmou que vai criar o que chamou de "ProTec", um projeto baseado nos moldes do Programa Universidade para Todos (ProUni).
Também, na prévia de seu programa de governo (composto por discursos do candidato no Encontro Nacional dos Partidos PSDB, DEM E PPS e na Convenção Nacional do PSDB), Serra promete multiplicar os cursos de qualificação de curta duração para trabalhadores desempregados. Para obter informações mais detalhadas sobre as metas para o setor educacional dos quatro principais presidenciáveis, o Portal Aprendiz solicitou entrevistas com os candidatos. O pedido para conversar com Serra foi encaminhado no final de julho e formalizado junto à assessoria por  e-mail no dia 2 de agosto. Após adiar o prazo por  duas vezes, a data final combinada para a entrega de questões respondidas foi a última quarta-feira (18/8), mas o material solicitado não foi enviado.
Outras promessas - Recentemente, o candidato do PSDB disse que educação tem de ser uma obsessão de governo, porque o desenvolvimento e a qualidade de vida dependem do nível de ensino. Segundo o tucano, é também a educação que pode prevenir que crianças e adolescentes sejam seduzidos pelas drogas. Com relação ao ensino básico, Serra tem afirmado que é necessário reforçar o aprendizado, colocando dois professores por sala de aula na primeira série do ensino fundamental. “Porque queremos que todas as crianças de oito anos estejam alfabetizadas. Uma das formas é ter a professora titular e a auxiliar que vai ter uma espécie de bolsa, pois estuda pedagogia”, explicou o candidato em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura.
O tucano também já declarou ser contra a promoção continuada, prática adotada no estado de São Paulo inclusive durante sua gestão (janeiro de 2007 a abril de 2010). “Você não pode acabar com isso de um dia para o outro. O que fizemos foi reforçar a qualidade do aprendizado”, justificou o candidato. Serra ainda promete implementar um programa de distribuição de três livros anuais aos alunos da rede pública de ensino do país a partir da quarta série. “Gradualmente serão cem milhões de livros anuais”, disse ao visitar a Bienal  Internacional do Livro de São Paulo, de acordo com informações da Agência Brasil. “Se for eleito, pretendo que todos tenham banda larga, inclusive com objetivos mais ambiciosos. O previsto não é tão ambicioso quanto eu gostaria”, afirmou o candidato à imprensa, sem detalhar como pretende aprimorar o programa implementado pelo atual governo federal. O Banda Larga nas Escolas alcançou quase 73% das instituições públicas de ensino do país, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Greve dos professores e gestão educacional - O PSDB administra o estado de São Paulo há 16 anos. Durante sua passagem pelo governo paulista, Serra se deparou com descontentamentos de professores e alunos universitários. Neste ano, docentes da rede estadual de ensino permaneceram em greve por um mês, voltando às salas de aula no início de abril. Os professores paulistas reivindicavam 34,3% de aumento salarial. O pedido não foi atendido. Em 2007, estudantes se mobilizaram contra um decreto que, segundo interpretação do movimento, subordinaria as universidades estaduais (USP, Unesp, Unicamp e Fatecs) à Secretaria do Ensino Superior, o que foi visto como tentativa do Executivo de interferir na autonomia das instituições. Após greves e ocupação do prédio da reitoria da USP por 51 dias, a medida não avançou. A coligação que apoia a candidatura do tucano conta com os partidos DEM e PPS, além do próprio PSDB. A página oficial do candidato Serra é http://joseserra.psdb.org.br/ 

O fator educação
Fonte: Diário Catarinense, 26/08/2010 - Florianópolis SC
Editorial 
Mesmo reconhecendo a importância do ensino para o desenvolvimento do país, a população brasileira está consciente da necessidade de melhorar a qualidade da educação, particularmente nas escolas públicas. Pesquisa encomendada ao Ibope pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), recém-divulgada, fornece subsídios importantes particularmente para quem irá disputar as eleições para os governos estaduais e para a Presidência da República. A questão da qualidade do ensino deve ser uma das metas e prioridades para os próximos governantes, pois diz respeito, diretamente, à construção de um país capaz de dar respostas mais prontas às necessidades do seu povo e às novas demandas do desenvolvimento sustentável.
Além de apurar como a população percebe o papel do aprendizado e como os conteúdos recebidos em sala de aula podem ser decisivos   na vida profissional, o levantamento deixa evidente a necessidade de mais ênfase a cursos profissionalizantes, sem prejuízo do ensino convencional. Neste contexto, insere-se a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que deverá ser realizada hoje, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para analisar a falta de mão de obra qualificada no país, que já representa um obstáculo para a expansão da economia.
A redefinição do ensino médio é uma das prioridades mais imediatas do poder público. O país precisa ficar atento à necessidade de promover constantes mudanças para adaptar sua política educacional às rápidas transformações do mercado. Não é admissível que o ensino brasileiro continue atrelado a um modelo cada vez menos afinado com a realidade objetiva de quem, ao deixar a escola, precisará do máximo possível de anos de estudo para se   revelar competitivo. Felizmente, o estudo Retratos da Sociedade Brasileira: Educação, encomendado pelo setor industrial, indica que a sociedade tem consciência tanto das falhas na área do ensino quanto da importância do estudo para alguém se dar bem na vida profissional e para que o país possa se posicionar melhor entre as grandes economias. Ao mesmo tempo, a imensa maioria dos entrevistados pelo levantamento concorda totalmente com a necessidade de o Brasil oferecer mais cursos de ensino médio direcionados à formação profissional. Candidatos a cargos executivos precisam debater mais alternativas nesta área, capazes de contemplar as aspirações de quem pretende ingressar logo no mercado de trabalho e de reduzir as diferenças na qualidade do ensino ministrado em escolas públicas e particulares. O levantamento deixa evidente a necessidade de mais ênfase a cursos profissionalizantes, sem prejuízo do ensino convencional. 

Ibase: educação lidera reivindicações de jovens sul-americanos 
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Terra Educação, 25/08/2010
A juventude sul-americana é mais escolarizada atualmente do que as gerações passadas. Essa é uma das constatações do estudo feito nos últimos três anos com jovens de seis países da América do Sul (Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia) pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Instituto Polis e mais seis organizações parceiras. Os dados serão divulgados nesta quarta-feira. "Independente da faixa de escolaridade que você pegue entre jovens e adultos, os jovens são mais escolarizados, em maior proporção", afirmou à Agência Brasil a pesquisadora do Ibase, socióloga Patrícia Lânes, membro da equipe técnica geral da pesquisa. Sobre a religião, a percepção é que os jovens de hoje têm fé, mas não assumem uma religião. Acreditam em alguma coisa, mas não têm uma crença definida. De acordo com ela, houve um avanço em relação à escolaridade. "A gente conseguiu que as pessoas que estão no mundo hoje em dia sejam mais  escolarizadas". Apesar desse avanço, a educação continua aparecendo como uma das mais fortes demandas entre os jovens organizados, segundo o estudo, que será divulgado na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).
"A gente tem movimentos importantes de estudantes tanto no Brasil, como no Chile, Uruguai, Paraguai, na Bolívia também, reivindicando uma educação de melhor qualidade". No caso do Brasil, os jovens priorizam a questão do passe livre ou da meia passagem, como forma no transporte público. O mesmo ocorre nos movimentos de jovens do Paraguai. Já no Chile, Patrícia Lânes revelou que a maior luta é a favor de mudanças na legislação em relação à educação pública. A lista elaborada pelo Ibase e seus parceiros prioriza, ainda, reivindicações da juventude sobre cultura, segurança pública e respeito aos direitos humanos, meio ambiente, transportes, saúde,  moradia e participação. "São as demandas que aparecem com maior recorrência no estudo, quando a gente ouvia esses jovens organizados".
Outro aspecto de destaque na pesquisa sobre a juventude da América do Sul é a questão do acesso à internet, a chamada conectividade. Essas três características (escolaridade, religiosidade, acesso à internet) são comuns à atual geração de jovens, embora existam distinções entre jovens que moram em áreas urbanas e rurais, observou Patrícia. Segundo ela, a internet é um dado novo que faz parte de uma realidade que se impõe para quem já nasceu em um mundo que tem no computador uma ferramenta social e de trabalho, diferentemente do que ocorria com as gerações passadas. "O que vai mudar é o que eles estão entendendo como qualidade, independentemente do tipo de movimento", externou Patrícia. 

Toma posse o reitor da mais nova universidade brasileira
Fonte: www.nota10.com.br, 26 de Agosto de 2010
Tomou posse ontem (25), o primeiro reitor da mais nova universidade federal criada no processo de expansão da educação superior, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). Ele é Paulo Speller, mestre em psicologia e doutor em ciências políticas.
O novo reitor foi empossado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em cerimônia que contou com a participação do secretário geral das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Eloy Ferreira Araújo.
Para o ministro, a implantação da Unilab está inserida em contexto de colaboração para o aprimoramento do contexto socioeconômico dos países beneficiados. “O Brasil e os países da África possuem muitas questões e problemas em comum, que precisam ser enfrentados com a produção de conhecimento científico. Essa nova universidade terá o potencial de desenvolver tecnologias que poderão ser aplicadas dos dois lados do Atlântico”, destacou.
Paulo Speller informou que a Unilab já começou a constituir seu corpo docente, sendo parte dele oriundo de países africanos e composto por professores negros brasileiros. “E todos estão lá por seu mérito”, destacou.
A intenção é que haja uma expansão gradual da oferta de vagas para todo o continente africano, inicialmente para os países de língua portuguesa. Estudantes dos cinco países africanos de língua portuguesa – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe – e dos asiáticos – Timor Leste e Macau – serão os beneficiados estrangeiros na Unilab.
Sediada na cidade de Redenção (CE), a primeira a abolir a escravidão, a nova universidade terá como diferencial o intercâmbio com países africanos de língua portuguesa, além de focar sua atuação nas potencialidades e carências de estados da região Nordeste.
A Unilab oferecerá, inicialmente, 350 vagas distribuídas igualmente entre alunos brasileiros e estrangeiros. Os estudantes brasileiros que pretendam ingressar na Unilab deverão fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os candidatos estrangeiros passarão por processos diferenciados. O início das atividades está previsto para o primeiro semestre de 2011.
A oferta inicial será nos cursos de graduação de enfermagem, agronomia, administração pública, engenharia de energia e licenciatura em ciências da natureza e matemática. A Unilab é a 14.ª universidade criada desde 2003, ano de início do programa de expansão das universidades federais.
Paulo Speller foi reitor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). É presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) e presidiu a Comissão de Implantação da Unilab.