27/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
Caso não queira mais recebê-lo responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra: REMOVER.
Em breve será implantado diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade na pesquisa

   

Conselho Nacional de Educação disponibiliza pauta de sua reunião de setembro

Enem em Faculdade Particular

O Fator Educação

Pesquisa traça perfil da juventude sul-americana

Projeto proíbe publicidade em escolas da educação básica

Brasil conta com 216  instituições credenciadas para programas de educação superior a distância

Governo aumenta quantidade de vagas em universidades públicas

Carência por engenheiros geotécnicos é obstáculo para o desenvolvimento inteligente do Brasil

Inmetro testará segurança de material escolar para crianças

Ministro diz que vagas no ensino superior aumentarão para 250 mil

Projeto quer permitir revisão do benefício oferecido pelo Fies

Belini Meurer manifesta preocupação com o conteúdo do ensino

Rio recebe 7ª edição de Congresso de Educação do Sinepe-Rio

Centenas de pareceres do CNE aguardam homologação pelo Ministro da Educação

Estudantes brasileiros têm problemas com uso de lenço com bandeira do Brasil nos EUA

Escolas não salvam o mundo, diz secretária do MEC

Presidente da Abrafi e Semesg visita IPAE

Representantes dos candidatos à Presidência defendem parceria entre Estado e IES Particulares

IPAE tem Administração da Educação em foco 

Presidente de Portugal promulga o novo Estatuto do Aluno

16° CIAED Congresso Internacional ABED de Educação a Distância

MP pode propor ação civil pública que questiona isenção tributária

Mais de um milhão de vagas

As cotas nos EUA

STJ firma entendimento sobre correção de poupanças durante planos econômicos

Decisão do STJ sobre correção de poupanças deixa de fora 99% dos aplicadores

Entidades filantrópicas devem complementar documentação junto ao MEC para existir o prosseguimento dos processos

Como serão as universidades em 2020?

Jogo para computador é usado em universidade americana

Conselho Nacional de Educação disponibiliza pauta de sua reunião de setembro
Fonte: Jornal da Educação
O CNE divulgou, nesse dia 25 de agosto, a pauta de sua reunião que se realizará nos dias 30 e 31 de agosto e 1 de setembro.
Existirá sessão extraordinária do Conselho Pleno, onde será lançada a Carta Compromisso "Garantia do Direito à Educação de Qualidade".
A Câmara de Educação Básica promove reunião de trabalho sobre "Avaliação na Educação Básica" com a participação de convidados especiais e dedica parte de seu tempo à estudos quanto aos "arranjos de desenvolvimento da educação".
Realiza também debate preliminar sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de nível médio e acerca da  Educação a Distância em regime de colaboração com os Conselhos Estaduais de Educação.
Prevê, por fim, a conclusão do planejamento de atividades da Câmara e faz  considerações sobre o Parecer CNE/CEB nº 8/2010, que estabelece normas para aplicação do inciso IX do artigo 4º da Lei nº 9.394/96 (LDB), que trata dos padrões mínimos de qualidade de ensino para a Educação Básica pública.
A íntegra da pauta poderá ser acessada diretamente no site do CNE.
(IPAE 145 - 08/10)

Enem em Faculdade Particular
Fonte: Notícias do Dia, 27/08/2010
A partir de 2011, os vestibulandos poderão se inscrever em faculdades particulares de todo o país só com a nota do Enem, por um sistema chamado Faculdade Já. A proposta é reunir em um site, o www.faculdadeja.com.br, as vagas que sobram nos processos seletivos das instituições cadastradas.
O modelo é parecido com o do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), utilizado pelo Ministério da Educação para ofertar vagas principalmente para universidades federais. “O novo Enem só contempla as universidades públicas. Mas cerca de 90% das vagas de ensino superior estão nas faculdades particulares. Por que não contemplar o sistema que mais oferece vagas?”, questiona João Mesquita, um dos idealizadores do Faculdade Já.
Segundo ele, as faculdades interessadas indicarão as vagas ociosas para o sistema. Os alunos deverão se cadastrar diretamente no site, escolher uma carreira e reservar vaga, usando a nota do Enem como critério de seleção.
Cada faculdade será a responsável por decidir a nota de corte para o aluno concorrer à vaga. O estudante terá até três dias para fazer a matrícula presencialmente na instituição, portanto o certificado de vaga. Esse documento é gerado quando a reserva é feita. Não haverá cobrança de taxa para a inscrição no site. Em caso de desistência de vaga, o aluno só poderá reservar outra após três dias.
“Para a faculdade também será um ganho, pois ela não terá mais que fazer um grande investimento com o vestibular”, afirma Mesquita. Até o momento, cerca de 35 faculdades particulares já manifestaram interesse em aderir ao sistema. A meta é preencher 25 mil vagas em 250 faculdades.
Segundo Aloísio Grunow, gerente administrativo da faculdade Avantis, de Balneário Camboriú, a participação no sistema começará no próximo vestibular. “As vagas remanescentes serão preenchidas por este novo processo, que deverá levar o nome de nossa instituição para todo o país”, afirma. A partir do dia 10 de novembro, os vestibulandos poderão conferir no site do serviço a lista das instituições participantes, bem como as vagas oferecidas.

O Fator Educação
Fonte: Diário Catarinense, 26/08/2010
Mesmo reconhecendo a importância do ensino para o desenvolvimento do país, a população brasileira está consciente da necessidade de melhorar a qualidade da educação, particularmente nas escolas públicas. Pesquisa encomendada ao Ibope pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), recém-divulgada, fornece subsídios importantes particularmente para quem irá disputar as eleições para os governos estaduais e para a Presidência da República. A questão da qualidade do ensino deve ser uma das metas e prioridades para os próximos governantes, pois diz respeito, diretamente, à construção de um país capaz de dar respostas mais prontas às necessidades do seu povo e às novas demandas do desenvolvimento sustentável.
Além de apurar como a população percebe o papel do aprendizado e como os conteúdos recebidos em sala de aula podem ser decisivos na vida profissional, o levantamento deixa evidente a necessidade de mais ênfase a cursos profissionalizantes, sem prejuízo do ensino convencional. Neste contexto, insere-se a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que deverá ser realizada hoje, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para analisar a falta de mão de obra qualificada no país, que já representa um obstáculo para a expansão da economia.
A redefinição do ensino médio é uma das prioridades mais imediatas do poder público. O país precisa ficar atento à necessidade de promover constantes mudanças para adaptar sua política educacional às rápidas transformações do mercado. Não é admissível que o ensino brasileiro continue atrelado a um modelo cada vez menos afinado com a realidade objetiva de quem, ao deixar a escola, precisará do máximo possível de anos de estudo para se revelar competitivo.
Felizmente, o estudo Retratos da Sociedade Brasileira: Educação, encomendado pelo setor industrial, indica que a sociedade tem consciência tanto das falhas na área do ensino quanto da importância do estudo para alguém se dar bem na vida profissional e para que o país possa se posicionar melhor entre as grandes economias. Ao mesmo tempo, a imensa maioria dos entrevistados pelo levantamento concorda totalmente com a necessidade de o Brasil oferecer mais cursos de ensino médio direcionados à formação profissional. Candidatos a cargos executivos precisam debater mais alternativas nesta área, capazes de contemplar as aspirações de quem pretende ingressar logo no mercado de trabalho e de reduzir as diferenças na qualidade do ensino ministrado em escolas públicas e particulares.
O levantamento deixa evidente a necessidade de mais ênfase a cursos profissionalizantes, sem prejuízo do ensino convencional.

Pesquisa traça perfil da juventude sul-americana
Fonte: Jornal da Educação
O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), o Instituto Polis e mais seis organizações parceiras realizaram estudo que revelou que a juventude sul–americana é mais escolarizada atualmente do que as gerações passadas.
A pesquisa, que teve duração de 3 anos, avaliou a população do Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. De acordo com a socióloga Patrícia Lânes, membro da equipe técnica geral da pesquisa, a escolarização dos jovens é maior Independente da faixa de escolaridade que você pegue entre jovens e adultos.
Quando o assunto é religião, o estudo mostra que os jovens possuem uma fé, mas não uma religião definida. Embora existam diferenças em relação aos jovens que moram nas áreas urbanas e rurais, a internet faz parte de uma realidade que se impõe para quem já nasceu em um mundo que tem no computador uma ferramenta social e de trabalho.
(IPAE 156 - 08/10)

Projeto proíbe publicidade em escolas da educação básica
Fonte: www.nota10.com.br, 27 de Agosto de 2010
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7480/10, do deputado Eliene Lima (PP-MT), que proíbe toda forma de publicidade de produtos e serviços dentro das escolas de educação básica. A proposta altera o Código de Defesa do Consumidor (CDC - Lei 8.078/90).
De acordo com a Agência Câmara, o código já considera abusiva a publicidade que explore o medo ou tire proveito da deficiência de julgamento e da inexperiência da criança. A lei também veda que o fornecedor de produtos e serviços aproveite-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para induzir o ato da compra.
Na opinião do autor da proposta, no entanto, "a legislação atual não tem sido suficiente para livrar crianças e adolescentes da voracidade comercial de algumas empresas". Lima ilustra como exemplo notícia publicada pelo site Folha Online, em abril deste ano, que citava o caso de uma agência de viagens que divulgava em escolas da Grande São Paulo cartazes com o seguinte slogan: "Se eu não for para a Disney, vou ser um pateta". Na reportagem, a família de uma aluna mostrou indignação com a publicidade da agência, que tirava fotos das crianças excluídas do passeio com placas identificando-as como "patetas". A agência de viagens contra-argumentou que os cartazes tratavam-se apenas de uma "brincadeira".
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Brasil conta com 216  instituições credenciadas para programas de educação superior a distância
Fonte: Jornal da Educação
Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação demonstra a existência de 216 instituições de ensino superior credenciadas para programas de graduação e pós-graduação a distância. As primeiras entidades credenciadas dentro da atual sistemática foram em 1998.  
Em 2010 foram cinco entidades e em 2009, onze. Não há, ainda, nenhum credenciamento para mestrados ou doutorados.
No âmbito da educação básica estimam-se que existem mais 200 escolas atuando com autorização dos conselhos estaduais de educação.
A listagem completa das IES credenciadas pode ser solicitada pelo e-mail instituto@ipae.com.br
(IPAE 146- 08/10)

Governo aumenta quantidade de vagas em universidades públicas
Fonte: Brasil Econômico, 27/08/2010
O número de vagas para ingresso nas universidades do país vai aumentar de 113 para 250 mil como consequência dos investimentos em educação feitos pelo governo, que triplicaram o orçamento do Ministério da Educação de R$ 20 bilhões para R$ 60 bilhões. A informação foi dada ontem pelo ministro da Educação, Fernando Haddad ao discursar na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em Brasília.

Carência por engenheiros geotécnicos é obstáculo para o desenvolvimento inteligente do BrasiL
Fonte: Universia     
Escrito por Prof. Leonardo Becker e Prof. Marcos Mendonça    
Especialistas da Escola Politécnica da UFRJ esperam expansão de mercado nos próximos anos e mostram preocupação com o atraso do Brasil na formação de profissionais. Enquanto algumas áreas de atuação enfrentam problemas devido ao excesso de mão-de-obra, outras sofrem com a falta de profissionais qualificados para atender à demanda. É o caso da Geotecnia, um braço não tão conhecido da Engenharia Civil, mas que se mostra cada vez mais necessário para o desenvolvimento inteligente de um país.
O engenheiro geotécnico não é geólogo, geógrafo ou especialista em agricultura. A principal tarefa deste profissional é entender a influência das obras humanas sobre solos e rochas do ponto de vista da engenharia. Os locais que sofreram com os deslizamentos ocorridos no Rio em janeiro e abril deste ano são exemplos claros de áreas que necessitam da aplicação dos conhecimentos geotécnicos. 
“O engenheiro geotécnico orienta como uma área deve ser ocupada ou aponta as razões que impedem esta ocupação, trabalhando com três fatores: técnica, custo e prazo. Existem soluções técnicas para estudar e garantir a segurança de cada encosta do Rio de Janeiro, ou fazer as devidas contenções e viabilizar o uso seguro do local. Contudo, como a maioria das encostas habitadas jamais foi estudada, o serviço está muito atrasado e a tarefa pode levar décadas, mesmo que comecemos agora.”, conta o professor Leonardo Becker, professor do Departamento de Construção Civil e Planejamento Urbano (DCC) da Escola Politécnica da UFRJ.
Além disso, o engenheiro geotécnico também pode trabalhar em obras de terra (barragens, aterros, cortes e escavações em solo ou rocha etc.), estruturas de contenção (muros, cortinas atirantadas, cortinas de estaca prancha, solos grampeados e solos reforçados), fundações de prédios, pontes, viadutos, túneis em solo ou rocha, entre muitas outras atividades. “Seria muito bom criar um órgão nacional para cuidar do problema dos escorregamentos de terra. No entanto, no cenário atual, não haveria profissionais disponíveis para trabalhar. Estão sobrando empregos e faltando gente”, ressalta o Prof. Leonardo.
O professor Marcos Mendonça, também do DCC, ressalta que a escassez de engenheiros geotécnicos é preocupante principalmente devido à grande quantidade de áreas que necessitam destes profissionais. “Os jovens estudantes não têm noção da demanda da ênfase em Geotecnia. Se hoje o mercado está tão positivo, daqui a cinco anos vai estar muito melhor. As empresas pedem indicações e nós não temos como ajudar, pois todos os profissionais, mesmo os recém-formados, já estão comprometidos”, destaca o professor. 
“Muitos alunos entram na universidade com a crença de que Engenharia Civil se resume a construir casas. Depois de conhecer a Geotecnia, muitos alunos pensam que não tem emprego, que não é um campo promissor. Contudo, a média salarial de um engenheiro geotécnico recém-formado, sem mestrado, é de R$ 5 a 6 mil. Quase não há engenheiros geotécnicos disponíveis no mercado. Para desenvolver bem um país, precisa-se de engenheiros. Na Coréia do Sul, um país que era mais atrasado que o Brasil há poucas décadas, atualmente 22% dos graduandos são engenheiros. No Brasil, somente 8%. É um atraso preocupante.”, finaliza o professor Marcos Mendonça.
Autor deste artigo: Prof. Leonardo Becker e Prof. Marcos Mendonça

Inmetro testará segurança de material escolar para crianças
Fonte: Jornal da Educação
O Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial irá exigir a certificação de qualidade de todo o material escolar destinado a crianças de até 12 anos. A medida regulamentadora deverá ser publicada em Diário Oficial da União em setembro e haverá o prazo de um ano  para que os fabricantes se adaptem e seis meses para que os revendedores zerem seus estoques antigos. Serão feitos testes químicos, elétricos e biológicos.
(IPAE 147 - 08/10)
 
Ministro diz que vagas no ensino superior aumentarão para 250 mil
Fonte: Jornal da Educação
Durante discurso na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que ocorre no Palácio Itamaraty, em Brasília, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que os investimentos do governo em educação, que triplicaram o orçamento do Ministério da Educação de R$ 20 bilhões para R$ 60 bilhões, terão como consequência o aumento em 137 mil no número de vagas para ingresso nas universidades. O anúncio oficial dos resultados esperados para a Educação Superior, segundo Haddad, será feito em breve. O ministro falou ainda que mais 150 mil vagas serão criadas nas particulares, graças ao Programa Universidade para Todos (ProUni).

Projeto quer permitir revisão do benefício oferecido pelo Fies
Fonte: Jornal da Educação
Os alunos beneficiados pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) poderão pedir ao Ministério da Educação a revisão do valor do benefício, caso não tenha conseguido financiamento total das mensalidades pagas em uma faculdade ou universidade particular, é o que prevê Projeto de Lei em tramitação na Câmara dos Deputados. O autor da proposta, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), acredita ser uma distorção a impossibilidade de o aluno beneficiado solicitar a revisão do percentual financiado. Marinho também justifica a existência de seu projeto por possíveis mudanças na situação do estudante e aumento no percentual de financiamento. Informações completas sobre o PL 7394/10 podem ser obtidas na página www.camara.gov.br
(IPAE 148 - 08/10)

Belini Meurer manifesta preocupação com o conteúdo do ensino
Fonte: Jornal do Senado, 27/08/2010
Belini Meurer (PT-SC) disse ontem que a educação brasileira tem de ser transformada, mas é preciso saber que transformação o país quer. Ele assinalou que é necessário identificar o que a população está aprendendo e repensar os currículos, para definir em que sentido devem ser mudados.
- Os alunos do ensino médio saem sabendo o que é mitose, meiose. Eles saem sabendo o que é uma oração coordenada sintética aditiva. Saem sabendo o que é e como resolver uma equação de segundo grau. Eles saem sabendo qual é a altura do Pico do Himalaia. Todos os nomes dos faraós do Egito antigo. E aí eu pergunto: pessoalmente, o que eles recebem? Qual é a vida deles? Como vai ser a vida deles a partir dali? — indagou. Para Belini Meurer, esses estudantes saem mal formados do ensino médio porque não aprenderam economia, o que é crédito direto ao consumidor (CDC), como se calculam juros e não tiveram aulas de Direito. Segundo o senador, a escola ensina conteúdos que os estudantes nunca utilizarão no dia a dia.
Senador(es) Relacionado(s):Belini Meurer
 
Rio recebe 7ª edição de Congresso de Educação do Sinepe-Rio
Fonte: Jornal da Educação
O Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro dá início nesta sexta-feira, dia 27 ao 7º Congresso Rio de Educação. O evento termina no sábado, dia 28. Entre os diverso temas a serem abordados estão: Convivência nas Diferenças: o princípio da igualdade perante a lei e o multiculturalismo; Família e Limites; Sites e Blogs: construindo a sua marca; Secretaria Escolar e sua Importância na Instituição de Ensino.
Õ Congresso conta com a presença como palestrantes de Rosely Sayão; Gabriel Chalita; e Demátrio Magnoli. Além dos debates, os interessados poderão participar de mesas redondas; oficinas; trocas de experiências, entre outras atividades.
Mais informações na página http://www.congressoriodeeducacao.com.br/index.php
(IPAE 149 - 08/10)

Centenas de pareceres do CNE aguardam homologação pelo Ministro da Educação
Fonte: Jornal da Educação
O Conselho Nacional de Educação vem se esforçando para deliberar sobre matérias de sua competência, entretanto nenhuma decisão do órgão tem validade sem que exista a homologação do Ministro da Educação.
Anteriormente o órgão colegiado (CFE) definia os grandes temas educacionais, sem necessitar do aval do titular da pasta.
Com as mudanças ocorridas em 1995 o CNE perdeu as primeiras atribuições e, gradualmente, com a lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Nacional, ao criar a CONAES (Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior), transferiu uma outra série de atribuições para o então recém criado organismo.
Ao longo desses últimos anos o CNE também delegou parte de suas atribuições para as Secretarias do MEC, editando resoluções periodicamente renovadas.
Restaram algumas missões de relevância e outras de menor importância para o conjunto de instituições, mas de grande valia para solução de temas individuais de faculdades, centros universitários, universidades, alunos e professores.  
O decreto regulamentador do ensino superior colocou o CNE como um órgão recursal de decisões da SESu, SENTEC e SEED e isso vem provocando uma série de pareceres da Câmara de Educação Superior, que cabem recurso para o Conselho Pleno.
Com a sistemática de hoje as decisões podem ser terminativas, entretanto dependem de notas técnicas de servidores do MEC que recomendam ou não a homologação. Há vários casos em que os pareceres são devolvidos para reanálise.
Há que se convir que existem poucas pessoas envolvidas no processo de revisão dos pareceres, o que faz com que a demora seja significativa. Notam-se, por fim, posições subjetivas dos analistas, que de forma individual que se sobrepõem às decisões colegiadas.  Com isso, acumulam-se os processos no gabinete do Ministro. Há pareceres que estão há mais de dez anos aguardando o simples ato homologatório.
Impõe-se reverter esse quadro, com uma nova legislação que permita a redefinição de atribuições do Conselho Nacional de Educação.
  
Estudantes brasileiros têm problemas com uso de lenço com bandeira do Brasil nos EUA
Fonte: Jornal da Educação
Uma escola do Estado norte-americano de Massachusetts proibiu um grupo de onze estudantes brasileiros de usar lenços com a bandeira do Brasil na colação de grau. A decisão, segundo a instituição, foi tomada pelo fato do acessório quebrar as regras, já que não se ligar às atividades acadêmicas. A direção chegou a ameaçar os estudantes com medidas de suspensão e não entrega do diploma, caso o grupo burlasse as normas. O problema foi levado ao comitê da Martha's Vineyard Regional High School, que em votação apertada, deu ganho de causa aos estudantes.
(IPAE 150 - 08/10)
 
Escolas não salvam o mundo, diz secretária do MEC
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal IG Educação, 27/08/2010
Para Maria do Pilar Lacerda, não dá para pensar em melhora profunda da educação sem melhorar o País como um todo
Priscilla Borges, iG Brasília
Chegar aos mesmos níveis de qualidade educacional dos países desenvolvidos exigirá do Brasil mais do que investimento nas escolas. A opinião é da secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva. Em entrevista ao iG, ela diz que é preciso tirar o caráter “salvacionista” da educação. “Não dá para pensar em uma melhora profunda da educação sem melhorar o país como um todo”, ela admite. No entanto, a mineira, formada em história pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que o Brasil tem motivos para comemorar. Para ela, a população passou a exigir qualidade e políticas que resolvam os problemas do País.
Para Pilar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – que mede a qualidade de ensino em escolas, redes e municípios – está contribuindo para mudar o ensino oferecido pelas escolas do País. Primeiro, serve de medida de avaliação. Depois, passou a definir políticas e estratégias para vencer desafios. “O resultado virá em médio prazo. Mas as mudanças estão acontecendo. A sociedade acompanha o Ideb hoje e cobra responsabilidades”, diz. Pilar conversou com o iG sobre os resultados do Ideb dias após a equipe de reportagem do portal ter percorrido, no início do mês, 1.000 quilômetros pela Bahia, o Estado que amarga algumas das notas mais baixas do Brasil no índice. Desde segunda-feira, uma série de reportagens mostrou a realidade que justifica o desempenho das escolas de quatro municípios. Professora da rede pública em Minas Gerais, desde 1976, Pilar já foi secretária municipal de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte e presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Para ela, os municípios se tornaram foco das políticas, especialmente os que mais precisam. “Invertemos a lógica”, afirma.
iG: Qual a importância do Ideb para o País hoje, em sua avaliação?
Pilar: Ter uma medida da qualidade de ensino e oferecer um norte para as políticas públicas, que oriente a tomada de decisão em todos os níveis. Em nível local, nos municípios, acho que o mais importante foi que o Ideb proporcionou que eles tivessem consciência do próprio desempenho. O Ideb só tem sentido se servir para orientá-los a melhorar.
iG: O que mudou na educação brasileira a partir do Ideb?
Pilar: Acho que a criação do índice mudou a orientação das políticas do MEC para os municípios. O regime de colaboração tomou outro rumo a partir da primeira divulgação do Ideb. Antes, a transferência de recursos voluntária – aquela além da obrigatória – era feita para os municípios que apresentavam projetos. Passamos a dar prioridade aos que eram mais frágeis depois do Ideb. Invertemos a lógica. Acredito que os gestores das escolas também estão mais conscientes sobre sua situação e mais focados nos projetos pedagógicos. A cultura de avaliar e planejar a partir dos próprios resultados está chegando às escolas e isso só foi possível por causa do Ideb.
iG: E o que ainda deve ser mudado?
Pilar: O interior da escola - professores, pais e alunos – precisa se apropriar mais desses resultados. É preciso promover debates internos sobre eles, para que as próprias escolas tomem decisões a partir daí. Até o Ideb, não havia essa cultura de avaliação, a escola não se conhecia, não havia comparação possível ou preocupação com esse desempenho. Mas essa apropriação do Ideb pela escola ainda é muito frágil.
iG: Muitas variáveis externas à escola influenciam diretamente a qualidade da educação e não são mensuráveis. A senhora acredita que algumas sejam mais determinantes? Como a sociedade deve olhar o Ideb, sabendo que não é capaz de medir tudo o que influencia o ensino?
Pilar: É muito importante lembrar que os fatores extraescolares são muito determinantes para o sucesso escolar. Nenhum dos países desenvolvidos na área educacional tem uma distribuição de renda ruim. Não dá para pensar em uma melhora profunda da educação sem melhorar o País como um todo. Educação é necessária, mas não é suficiente para salvar o mundo. É preciso reconhecer as especificidades de cada local e articular trabalhos com outros setores, como a saúde, a assistência e até a área que cuida de planejamento urbano, como rede de água, esgoto, asfaltamento. O Ideb é muito importante porque aponta os lugares frágeis e os que têm bons resultados. As avaliações devem ser feitas para garantir aprendizagem para todos. Não adianta reprovar crianças para não fazerem a Prova Brasil ou passar todo mundo sem que tenham aprendido. Nenhuma pode ficar para trás.
iG: O que a senhora acredita que pode ser feito para mudar realidades como as que a reportagem do iG visitou e apresentou a você?
Pilar: É importante fortalecer as áreas do campo, para que as pessoas permaneçam nesses locais e se fortaleça uma massa crítica local. Criar políticas em diferentes frentes como saúde, assistência social. Interiorizar as universidades federais e as escolas técnicas, porque onde tem campus tem pesquisa, mestrado, doutorado. Isso mantém a juventude na região, formando a massa crítica que vai atuar nas escolas e criar políticas públicas. Coisas que impactam positivamente na educação.
iG: Qual o maior desafio na área educacional que ficará para o próximo presidente, em sua opinião?
Pilar: O maior desafio será garantir escola para todos os alunos de 4 a 17 anos, tudo ao mesmo tempo e agora. A ampliação do ensino obrigatório foi aprovada recentemente. Três milhões de brasileiros ainda estão fora da escola e, até 2016, terão de estar incluídas. Isso significa garantir espaço físico, vaga e projetos pedagógicos contemporâneos que garantam permanência com aprendizagem. Acho que o próximo presidente não deve mexer no Ideb por enquanto. É preciso dar mais tempo ao processo para pensar em ajustes.
 
Presidente da Abrafi e Semesg visita IPAE
Fonte: Jornal da Educação
O Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (IPAE) recebeu em sua sede, no Centro do Rio de Janeiro, o Presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades Integradas e Isoladas (Abrafi) e do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Educação Superior do Estado de Goiás (Semesg), Prof. Jorge Bernardo. Bernardo participou da gravação de dois programas da Rádio Virtual da Educação, que estão disponíveis na próxima semana a todos os ouvintes, que poderão conhecer uma pouco mais sobre os trabalhos desenvolvidos pelas duas entidades. Além disso, o presidente da Abrafi e Semesg falou sobre Educação Superior para a série Conversando com Educadores. Conheça a Rádio Virtual da Educação e confira sua programação através do site www.ipae.com.br
(IPAE 151 - 08/10)

Representantes dos candidatos à Presidência defendem parceria entre Estado e IES Particulares
Fonte: ABMES Notícias, p. 5, maio/junho e julho de 2010
A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) promoveu na noite de 8 de junho o Seminário “Plano Nacional de Educação – subsídios para a elaboração de propostas”. O presidente da ABMES, Gabriel Mario Rodrigues, coordenou os trabalhos da mesa, composta pelos expositores Roberto Covac, consultor jurídico da ABMES, e pelas representantes dos cadidatos à presidência Maria Helena Guimarães de Castro, em nome de José Serra, e Maria Alice Setubal, representando Marina Silva. O representante do PT não compareceu ao evento.
O professor Covac frisou que as instituições particulares têm que se tornar verdadeiras parceiras no sistema para que o país possa realmente cumprir as metas na educação. Ele ressaltou a quantidade de regulamentação hoje existente que muitas vezes inviabiliza as atividades institucionais.
A professora Maria Alice Setubal concordou com o importante papel que o setor privado possui na formação da população e afirmou que a candidata Marina Silva apoia essa parceria. E defendeu a democratização do ensino superior, tanto público quanto privado, dentro dos parâmteros de qualidade. Já a professora Maria Helena destacou que um dos problemas do ensino superior é a falta de alunos, já que muitos têm dificuldades de chegar até a graduação. Ela afirmou que as instituições privadas têm uma grande função, inclusive na formação de professores qualificados para conduzir os estudantes em todo o percurso acadêmico.
O presidente da ABMES aproveitou a oportunidade para pedir a sensibilização de ambos os candidatos ali representados para as pequenas instituições espalhadas pelo país. Segundo o professor Gabriel Mario Rodrigues, a maior parte dos alunos de ensino particular frequenta essas faculdades. Ele defendeu que as isntituições de pequeno porte tenham também a oportunidade de continuar a prestar seus serviços. “Precisamos encontrar saídas por meio de parcerias entre o setor público e o setor privado”, ressaltou.

IPAE tem Administração da Educação em foco 
Fonte: Jornal da Educação
O Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação promove nesta quinta-feira, dia 26, o 7º Seminário Brasileiro de Administração da Educação. O evento ocorre no auditório do Sebrae, no Rio de Janeiro. A temática central, "Criatividade & Inovação", será traçada através de vários seguimentos como: no contexto de um mundo cada vez mais competitivo; nos processos de acadêmicos; nos processos de gestão; e as lições de sucesso nos empreendimentos educacionais.
Além da discussão sobre questões envolvidas no tema Criatividade e Inovação, o seminário conta ainda com a entrega do prêmio Destaque em Administração da Educação.
 
Presidente de Portugal promulga o novo Estatuto do Aluno
Fonte: Portugal Digital
O Presidente da Republica dá luz verde à nova versão que acaba com as provas de recuperação realizadas pelos alunos com excesso de faltas, independentemente da sua natureza. Lisboa - Presidente de Portugal, Cavaco Silva, promulgou o Estatuto do Aluno, que acaba com as provas de recuperação e volta a distinguir faltas justificadas e injustificadas. A nova versão do Estatuto do Aluno foi aprovada no Parlamento em votação final global a 22 de Julho, com os votos favoráveis de PS e CDS-PP. O PSD, PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes votaram contra. Ao promulgar as alterações ao Estatuto do Aluno, o Presidente da Republica dá luz verde à nova versão que acaba com as provas de recuperação realizadas pelos alunos com excesso de faltas, independentemente da sua natureza, e volta a distinguir faltas justificadas e injustificadas, além de reduzir os prazos dos procedimentos disciplinares, noticiou a rádio TSF.
Com o novo estatuto, o "incumprimento reiterado" do dever de assiduidade determina "a retenção" do aluno e determina que no 1º ciclo não é permitido dar mais de dez faltas injustificadas. Nos restantes ciclos, as ausências não podem exceder o dobro do número de tempos lectivos semanais por disciplina.
Quando for atingido metade destes limites, os pais são convocados à escola para serem alertados para as consequências da violação do limite de faltas e procurar uma solução. Caso tal não seja possível, a escola informa a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens.
Com a ultrapassagem dos limites de faltas, é determinado ao aluno um plano individual de trabalho a realizar em período suplementar ao horário lectivo. Porém, esse plano só pode ocorrer uma única vez no decurso de cada ano lectivo.
Entre as medidas correctivas, passam a ser da competência do director da escola a advertência, a determinação de tarefas de integração escolar e o condicionamento de acesso a determinados espaços. O director pode ainda decidir "sobre a reparação dos danos provocados pelo aluno no património escolar".
O diploma prevê ainda a expulsão da sala de aula, tendo o docente a possibilidade de marcar falta. Das medidas disciplinares sancionatórias constam a repreensão registada e a suspensão por um ou até dez dias. A transferência de escola passa a ser determinada pelo director regional de Educação.
Pais e estudantes devem ainda, no momento da matrícula, conhecer o regulamento interno da escola e subscrever uma declaração anual de aceitação, bem como de "compromisso activo" quando ao seu cumprimento. Os pais e encarregados de educação são responsáveis pelos deveres de assiduidade e disciplina dos seus filhos e educandos. Os regulamentos internos das escolas podem prever prémios de mérito destinados a distinguir os alunos. As informações são da TSF.

16° CIAED Congresso Internacional ABED de Educação a Distância
Fonte: ABMES
“Conteúdo, Apoio ao Aprendiz e Certificação - Os Ingredientes Centrais para Eficácia na EAD”
31 de agosto a 03 de setembro de 2010 - Foz do Iguaçu – Paraná
A expansão superaquecida da EAD nos últimos anos tem criado uma força de trabalho no Brasil de aproximadamente 30.000 integrantes. Provindo das mais variadas formações, desde medicina até música, da matemática até a metrologia, esses profissionais trazem uma grande riqueza de pontos de vista a propósito do processo ensino-aprendizagem, uma atividade humana sobre a qual quase tudo está aberto a debate e a perspectivas diferentes.
Desde que opiniões sejam munidas de evidências comprobatórias, quanto mais diversidade de conhecimento circula entre os profissionais, melhor será a prática da EAD. Felizmente, existem muitos caminhos para ser obter resultados bem-sucedidos na organização de programas de aprendizagem a distância.
Consideramos que os três ingredientes básicos compondo programas de EAD são conteúdo (o conhecimento em si e o seu arranjo eficaz), apoio ao aluno (tanto pelos profissionais, professores e seus apoiadores, quanto pela tecnologia), e certificação do conhecimento (maneira de avaliar a apropriação do saber pelo aprendiz e a outorga de um documento comprobatório), então seu sucesso está na integração sagaz e bem-testada desses ingredientes.
A organização de todos os elementos, os pesos, ênfases e valores atribuídos a eles, distinguem um programa de outros. Idealmente, cada programa de EAD deveria ser um pouco diferente e distintivo. Docentes e coordenadores responsáveis para sua elaboração devem dar um toque de originalidade e criatividade que reflita suas idéias educativas. Embora possa tomar de empréstimo características de outros programas, nacionais e internacionais, o importante é que a “filosofia da instrução e aprendizagem” de cada instituição seja amplamente divulgada, e constantemente reavaliada através de pesquisa, para garantir sua atualização.
O 16° CIAED será uma oportunidade ímpar para a apresentação de trabalhos científicos, e divulgação de experiências práticas, relatando a integração dos diferentes elementos que compõem o fenômeno denominado EAD em diferentes abordagens, nacionais e internacionais.
Fredric Michael Litto - Presidente

MP pode propor ação civil pública que questiona isenção tributária
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
A Primeira Turma do STJ decidiu, por unanimidade, que o Ministério Público tem legitimidade para atuar em defesa do patrimônio público lesado por renúncia fiscal inconstitucional. O recurso foi interposto pela Associação Prudentina de Educação e Cultura (Apec) contra decisão do Tribunal Regional Federal da 3° Região (TRF3), para decretar a extinção da ação por ausência de interesse e legitimidade ativa do Ministério Público (MP).  O MPF  impetrou ação civil pública para que fosse declarada a nulidade, com efeitos retroativos, do registro e do certificado de entidade filantrópica concedidos à Apec, e que houvesse, também, a adaptação do estatuto da entidade para fazer constar a finalidade lucrativa. O certificado conferiu à entidade isenção de impostos e contribuições sociais que, segundo o MPF, foram utilizados com o intuito de distribuição de lucros, inclusive com o financiamento e a promoção pessoal e política de alguns de seus associados, o que gerou a ocorrência de grave lesão aos cofres públicos.
Em primeiro grau, a sentença extinguiu o processo sem julgamento do mérito, não conhecendo a legitimidade ativa do MPF de agir na causa, tendo em vista a natureza fiscal da matéria. De outra forma foi o entendimento do TRF3, que reformou a sentença. O tribunal entendeu que o MPF tem legitimidade e interesse na ação, uma vez que não estaria diante de uma controvérsia em torno de eventuais tributos que a ré teria deixado de recolher, mas sim de algo maior: a defesa da moralidade administrativa.
A Apec, em recurso ao STJ, alegou que houve violação ao Código de Processo Civil (CPC) e que o cancelamento do registro é ato de competência do órgão que o conferiu, dependendo do atendimento de uma série de requisitos. A entidade acrescentou que a administração suspendeu a imunidade tributária no ano em que as supostas infrações foram encontradas, não havendo interesse na demanda. A Apec entendeu, ainda, que a pretensão do MPF é a aplicação de uma pena não prevista em lei: obter decisão judicial que impeça a concessão ou renovação, assim como os efeitos presentes, passados e futuros do certificado.
O ministro Hamilton Carvalhido, em voto, entendeu que está claro o desvio de finalidade por parte da Apec. O dinheiro decorrente da isenção tributária deveria ter sido investido em prol da educação e não para financiar a promoção pessoal e política de seus sócios, configurando, assim, a agressão à moralidade administrativa. Segundo o ministro, a emissão indevida do certificado pode afetar o interesse social como um todo.
O ministro Hamilton Carvalhido ressaltou que o objeto da ação ultrapassa o interesse patrimonial e econômico da administração pública, atingindo o próprio interesse social ao qual as entidades filantrópicas visam promover. Já em relação à suspensão da imunidade tributária, o ministro entendeu que não houve esgotamento do objeto da ação, pois o que se pretendia era a nulidade do ato administrativo, bem como o reconhecimento de ofensa à moralidade administrativa.

Mais de um milhão de vagas
Fonte: Jornal do Commercio, 26/08/2010 - Recife PE
O governo federal tem como meta, até o final do ano, inserir 800 mil aprendizes no mercado de trabalho. E ainda há mais de um milhão de vagas, que constituem o potencial no mercado de trabalho nacional. Em Pernambuco, o governo do Estado criou em 2009 o Programa de Aprendizagem, mas continuamos tendo uma colocação baixa na relação de contratações de aprendizes em todo o País. É com dados como esses que o ex-prefeito de Olinda Germano Coelho está envolvido, na condição de superintendente do Centro de Integração Empresa-Escola de Pernambuco (CIEE). Quando anunciava a meta de 800 mil aprendizes no mercado de trabalho, em novembro de 2008, o presidente da República advertia que muitas empresas podiam contratar aprendizes mas não o faziam por receio ou desconhecimento. Também convocou as empresas públicas a servirem de exemplo, lembrando que os jovens precisam de oportunidade para se tornarem profissionais e não se voltarem para a marginalidade. O que ele dizia vem sendo repetido pelo superintendente do CIEE em Pernambuco: a aprendizagem é fundamental inclusive para diminuir a violência.
Por isso há hoje um Movimento Pró-Aprendizes que está sendo estruturado em nosso Estado para tirá-lo da condição inferior em que se encontra, por exemplo, em relação ao Ceará, que tem quatro vezes mais contratos que Pernambuco. “Desse modo – diz Germano Coelho – estamos  vivenciando um verdadeiro crime contra a juventude. Não é a toa que o Recife é uma das capitais mais violentas do Brasil nessa faixa etária. O jovem ocioso, sem perspectivas de ingresso no mercado de trabalho, é mão de obra disponível para a droga e para o crime”. O ex-prefeito de Olinda vai buscar no Código de Hamurabi, 18 séculos antes de Cristo, a figura do aprendiz, que ocupa lugar de destaque nas corporações medievais, e mostra a urgência de absorver esse segmento da população nos dias de hoje, até mesmo como instrumento auxiliar na pacificação da sociedade.
O ponto de partida dessa ótica mais atual com que é visto o do aprendiz tem farto material legal. Nossa dificuldade parece consistir em que a importância dessa incorporação da mão de obra jovem no aprendizado pelo trabalho ainda não foi apreendida em seu tamanho real pelos nossos dirigentes e pelos empregadores. Quando se dá atenção ao jovem aprendiz contribui-se para preencher omissões. Sua importância é visível na legislação, que vem dos anos 40 do século 20, com a regulamentação do aprendiz na CLT, nas Constituições de 1946 e 1988, no Estatuto da Criança e do Adolescente, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, portarias e decretos.
Contrato de aprendizagem – diz a Lei 10097, alterando a CLT – é o contrato de trabalho especial ajustado por escrito e por prazo determinado em que o empregador  se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 18 anos, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz a executar, com zelo e diligência, as tarefas necessárias a essa formação.
Parece-nos que esse conceito é suficiente para mostrar a enorme importância que deve ser dada a esse segmento da população, por abrigar os valores necessários à compreensão e ao exercício da cidadania já nessa idade tão crítica e complexa como é a adolescência. Se nos omitimos de contemplar esse segmento com o mínimo necessário para a sobrevivência e a inserção social, estamos contribuindo para fortalecer o lado mais doente da organização social, feito de marginalidade e todos os vícios que daí decorrem. Por isso o superintendente do CIEE não tem dificuldade em explicar as vantagens para as empresas na adoção de programas de aprendizagem profissional: É uma forma de qualificar o jovem na cultura da empresa, abrindo perspectivas de absorção ou de contratação futura, estanca a evasão escolar, prolonga a permanência do jovem na escola, fortalece a mão de obra nacional, promove a inclusão social, diminui o número de jovens em situação de risco, viabiliza a prevenção social do crime e da violência. Sem dúvida, a forma ideal de ver a juventude, em qualquer parte.

As cotas nos EUA
Fonte: O Globo, 25/08/2010 - Rio de Janeiro RJ
MARGARIDA MARIA L. CAMARGO e HENRIQUE RANGEL CUNHA 
A questão das cotas raciais nas universidades públicas brasileiras tem sido enfrentada paulatinamente, mas o Supremo Tribunal Federal ainda não se pronunciou para dizer se a reserva de vagas fere ou não o princípio da igualdade previsto na Constituição Federal. Dado que não raramente a experiência de outros países é tomada como referência para nossas decisões, vale destacar alguns aspectos sobre o que disse a Suprema Corte americana quando, em 2003, julgou o Caso Grutter vs Bollinger. Barbara Grutter, não selecionada para o curso de Direito da Universidade de Michigan, contestou judicialmente o processo seletivo daquela universidade, que leva(va) em consideração, entre outros fatores, a origem étnica e racial dos seus candidatos. A Suprema Corte é chamada então a dizer se a política admissional adotada fere ou não a Equal Protection Clause, contida na emenda constitucional nº 14.
Por maioria de 5 a 4, o Tribunal entendeu que, especificamente naquele caso, não houve violação à Constituição, pois se tratava de uma política institucional com objetivo justificável, qual seja, obter os benefícios educacionais advindos de um corpo estudantil diversificado. Desde um paradigmático precedente judicial de 1978 (o Caso Bakke), a diferenciação por critério de raça nesses processos de admissão era vedada, exceto quando servia para cumprir, de forma incisiva e estrita,  um interesse governamental bastante convincente. Há, entretanto, uma substancial diferença entre os dois casos. Enquanto, no Caso Bakke, a Universidade de Harvard reservou 16% das vagas do curso de Medicina para candidatos pertencentes a grupos minoritários, Michigan avaliou a raça como um fator a mais, um plus, na escolha de seus alunos.
A distinção entre um sistema de reserva de vagas, como no caso Bakke, e um sistema que, além da pontuação básica, considera outros fatores como o racial e o étnico, deve ser notada e sugere não confundirmos "cotas raciais" com "ações afirmativas". As ações afirmativas são ações governamentais que buscam nivelar a sociedade, de forma a incrementar as condições de igualdade material. As cotas podem ser vistas como uma forma de ação afirmativa, mas não a única, capaz de excluir outras iniciativas possíveis, como mostra o exemplo norte-americano. O sistema de cotas foi tido como inconstitucional, por reservar determinado número de vagas a um grupo específico da população, ferindo a universalidade do acesso ao ensino superior, enquanto a política de admissão de Michigan foi considerada legítima, na medida em que considera a raça e a etnia como aspectos a mais, a pesarem favoravelmente na escolha dos alunos aptos a ingressar naquela universidade.  Vale notar quão decisiva foi a atuação dos amici curiae no Caso Grutter vs Bollinger. A manifestação das grandes indústrias, das empresas de comunicação de massa e do Exército foi determinante ao mostrar a importância da integração cultural para melhores resultados na economia e na área da segurança nacional. Ainda que a Corte tenha considerado os efeitos da decisão para toda a sociedade - diversidade e inserção social com reflexo positivo para o indivíduo e para a coletividade - sua posição foi minimalista, circunscrevendo-se ao caso específico em lugar de se preocupar com a criação de um precedente que dispusesse para casos futuros. Verificou-se que a política educacional da Universidade de Michigan era adequada aos fins pela mesma pretendidos: preparar futuros profissionais para lidar com a diversidade. Fins estes justificados à luz do exame criterioso da Suprema Corte: o chamado strict scrutiny, típico dos casos que envolvem a cláusula da igualdade. A decisão aponta no sentido de que a ação afirmativa não deve privilegiar raças, mas pode distinguir pessoas com perfil identificável a determinada política pública. E, como típico do pragmatismo norte-americano, a decisão focou resultados futuros, enquanto no Brasil as ações afirmativas de cotas raciais amparam-se em razões de reparação histórica. 
 
STJ firma entendimento sobre correção de poupanças durante planos econômicos
Fonte: Superior Tribunal de Justiça
O Superior Tribunal de Justiça definiu que o prazo de decadência para ajuizamento de ações coletivas para que se possa receber expurgos inflacionários decorrentes dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991) é de cinco anos, conforme entendimento já existente no Tribunal sobre a questão. Já o prazo de prescrição para ações individuais referentes ao mesmo tema, passa a ser de vinte anos.
Em seu relatório, o ministro Sidnei Beneti também considerou a legitimidade das instituições financeiras como partes em tais ações. Os índices de correção dos valores das poupanças ficaram definidos da seguinte forma: para os expurgos referentes ao Plano Bresser (junho de 1987), 26,06%; para o Plano Verão (janeiro de 1989) 42,72% .
No caso do Plano Collor I, as diferenças variam de acordo com o mês, estabelecidas em 84,32% (março de 1990), 44,80% (abril de 1990 – aplicada ao caso que serviu de base para o recurso que cita este plano) e 7,87% (maio de 1990). Para o Plano Collor II o reajuste ficou em 21,87% (fevereiro de 1991).
Parâmetros
A decisão foi tomada em julgamento pelos ministros que compõem a Segunda Seção do STJ (responsável pela apreciação de matérias de Direito Privado), de dois recursos que tratam do tema, apreciados conforme a lei dos recursos repetitivos - (Lei n. 11.672/08, segundo a qual, o resultado passará a valer para todos os processos que tratem do assunto).
Na prática, o voto do relator, ministro Sidnei Beneti, abordou o assunto de forma detalhada em um documento de 66 páginas utilizando como parâmetros os seguintes recursos: o primeiro, interposto pelo banco ABN Amro Real, pediu a reformulação de acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) em favor de uma consumidora e referente aos planos Bresser e Verão. O segundo, interposto pela Caixa Econômica Federal, pediu para mudar decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, TRF 4, referente aos planos Collor I e Collor II.
Em relação à questão da prescrição dos prazos, o ministro Beneti destacou que existem três modalidades de recursos repetitivos e sua posição seguiu a tese da “consolidação da orientação jurisprudencial do Tribunal”. Lembrou, ainda, que levantamento parcial constatou a existência no âmbito do STJ de 1.193 acórdãos e 20.938 decisões unipessoais (monocráticas) sobre o tema.
O relatório também acaba com dúvidas sobre o índice remuneratório a ser aplicado nas cadernetas de poupança no período do Plano Collor I. O documento destaca que no reajuste dos saldos remanescentes nas cadernetas de poupança (de até 50 mil cruzados novos) deve ser aplicado o BTNf (Bônus do Tesouro Nacional) e não o IPC (Índice de Preços ao Consumidor).
Bancos
Quando aborda a legitimidade dos bancos, o relatório estabelece que estes devem figurar como partes nas ações ajuizadas, porque o fundamento central da questão é o vínculo jurídico contratual existente entre o depositante da poupança e a instituição financeira.
No tocante à questão dos índices de correção monetária, o ministro incluiu em seu relatório e voto a sugestão de que os bancos passem a operar, para ajudar na resolução de pendências sobre o assunto, com um sistema de recall (aviso aos consumidores) ou a contratação de ombudsman (espécie de ouvidor) para o contato com as pessoas que procurarem as instituições para tirar dúvidas a respeito. E citou, como exemplo, experiências observadas na Alemanha.
A votação não abordou a questão da capitalização destes valores sobre juros remuneratórios, porque este item de discussão não constou em nenhum dos dois recursos.
O voto do relator Sidnei Beneti foi aprovado integralmente pelos ministros da Segunda Seção por oito votos a um. Com a decisão, os ministros negaram provimento ao primeiro recurso, proveniente do ABN Amro Real S/A, e deram parcial provimento ao segundo, interposto pela Caixa Econômica.

Decisão do STJ sobre correção de poupanças deixa de fora 99% dos aplicadores
Fonte: Agência Brasil
A decisão do STJ sobre a correção monetária dos depósitos de poupança, nos quatro planos econômicos editados entre 1987 e 1991, é válida para todas as ações semelhantes que correm em qualquer instância jurídica, e delas não cabe mais recurso. Esse é o entendimento do relator dos dois recursos especiais julgados ontem (25) pela Segunda Turma do STJ, Sidnei Bebeti, cujo voto foi acompanhado pela maioria dos ministros. Eles julgaram que os bancos devem devolver as diferenças não aplicadas na época, nas correções.
Foi um ganho comemorado pelos poupadores prejudicados, mas, ao mesmo tempo, lamentado pela gerente jurídica do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Maria Elisa Novais. Segundo ela, a definição de prescrição para as ações individuais em 20 anos e de cinco anos para as ações coletivas prejudica a grande maioria dos consumidores.
Segundo os cálculos do Idec, cerca de 1,5 mil ações civis públicas (coletivas) foram prejudicadas porque o entendimento do STJ invalida todas as ações conjuntas movidas depois de 1994, que envolvem quase 99% de todos os poupadores com cadernetas de poupança à época. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ressalta, porém, que são 1.030 ações, das quais só 15 foram movidas antes dos cinco anos.
A expectativa, agora, é de que a jurisprudência firmada pelo STJ acelere os julgamentos dos próximos recursos, que devem ser decididos em massa. Ao todo, a Febraban estima que existam em torno de 800 mil processos tramitando em tribunais de todo o país contra agentes do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Alguns bancos arrolados como réus nem existem mais, como os bancos estaduais privatizados ou desestatizados.

Entidades filantrópicas devem complementar documentação junto ao MEC para existir o prosseguimento dos processos
Fonte: Jornal da Educação
As entidades sem finalidade lucrativa têm o direito de requerer seu reconhecimento para fins de obtenção de isenção de pagamento das contribuições para a seguridade social. Anteriormente esse procedimento era feito junto ao Conselho Nacional de Assistência Social.  Com a mudança da legislação as organizações educacionais devem formular os processos junto ao Ministério da Educação.
A lei que disciplina a matéria é a de número 12.101, que foi editada em 27 de novembro de 2009, tendo sido regulamentada pelo Decreto 7.237, de 20 de julho de 2010. No mesmo consta, em seu artigo 47, que "As entidades que protocolaram requerimento de concessão ou renovação da certificação após a entrada em vigor da Lei 12.101, de 2009, terão prazo de sessenta dias para complementar a documentação apresentada, a partir da publicação deste Decreto".
O Decreto foi editado em 20 de julho e, portanto, o prazo final é 18 de setembro de 2010. Como é um sábado há, a princípio, entendimento que será a 20.
Recomendamos, portanto, que sejam observados esses prazos, que são fatais.

Como serão as universidades em 2020?
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Exame, 13/08/2010
Fabio Reynol
São Paulo - Programas de cooperação com outros países serão mais frequentes. Boa parte dos cursos será oferecida a distância. Alunos de graduação terão formação cada vez mais interdisciplinar. Essas são algumas das tendências que deverão formar o perfil da universidade na década de 2020, segundo Julio Cezar Durigan, vice-reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que coordenou o 1º Ciclo de Debates "A universidade pública brasileira no decorrer do próximo decênio" , realizado nesta quarta-feira (11/8) no campus da Barra Funda, na capital paulista. Uma das tendências mais lembradas no encontro foi a crescente interdisciplinaridade. Almeida Filho alou sobre a experiência da Universidade de Bolonha, na Itália, na qual os graduandos têm uma formação genérica nos três primeiros anos e escolhem uma carreira específica, fazendo um curso de mais dois anos."Na primeira fase, o estudante já obtém o diploma de graduação, e, após os dois anos de especialização, sai com o título de mestrado", disse Durigan. No entanto, segundo ele, há vários obstáculos para que esse modelo seja adotado no Brasil, como, por exemplo, a falta de reconhecimento desse tipo de pós-graduação pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Os problemas também são de ordem prática. "Se um estudante de engenharia, por exemplo, quiser cursar disciplinas em ciências sociais, ele terá dificuldades. Por isso, precisamos facilitar o acesso dos alunos a outras áreas", afirmou. O intercâmbio com instituições de outros países foi outro ponto abordado no evento e tido como fundamental para o desenvolvimento da pesquisa brasileira e para o aumento de sua visibilidade no mundo. As universidades paulistas também investem no aprofundamento de intercâmbios com instituições para a dupla titulação, em que o aluno faz parte de seu curso no Brasil e parte no exterior e, na conclusão, obtém um diploma reconhecido pelos dois países.

Jogo para computador é usado em universidade americana
Fonte: Jornal da Educação
Estudantes da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, poderão contar com uma nova disciplina "Desenvolvimento de habilidades para o século 21 com 'StarCraft'". O curso, que tem como base o jogo da da Blizzard, tem como objetivo o ensino de "pensamento crítico, resolução de problemas, gerenciamento de recursos, e adaptação a tomada de decisões". Para o professor do curso, o doutorando Nathaniel Poling, acredita que o jogo é útil, pois faz com que os estudantes gerenciem  "muitas unidades e grupos com capacidades diferentes", uma habilidade que se traduz em negócios do mundo real. O curso, que é o primeiro completamente online oferecido pela universidade,  não possui exame final e vale créditos na grade de educação dos estudantes.