30/08/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
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Número de vagas nas universidades deve aumentar

É a hora deles

MEC investiga faculdades por suspeita de não oferecerem ProUni

PL permite pedido de revisão do financiamento pelo Fies

A zona cinza das estatísticas educacionais

Amor sem Preço

Política de ensino de defesa é definida pelo Governo Federal

Hora de investir em educação

Último dia para prestar informações sobre dados sobre frequência escolar do Bolsa Família

Estudantes da UnB desenvolvem robôs para a Nasa

Percentual de sobrepeso é maior entre estudantes de particulares

Números da eleição em SC

A disputa pelas vagas do Senado

Site vai permitir ao eleitor brasileiro saber o que pensam candidatos ao Senado (Corrigida)

Audiência discute papel das universidades comunitárias


Abertas as inscrições para o 5º Congresso dos Centros Acadêmico de Direito de Santa Catarina

Universidades públicas brasileiras receberão estudantes haitianos

Guiné-Bissau busca no Brasil experiências com alimentação escolar

O que pensam os presidentes

Como escolher a escola para o seu filho

Analfabetismo funcional chega aos bancos universitários, afirmam professores

Financial Times sugere à Grécia seguir lições econômicas do Brasil

Uma lição para RH

Número de vagas nas universidades deve aumentar
Fonte: www.nota10.com.br, 30 de Agosto de 2010
O número de vagas para ingresso nas universidades do país vai aumentar de 113 mil para 250 mil como consequência dos investimentos em educação feitos pelo governo, que triplicaram o orçamento do Ministério da Educação (MEC) de R$ 20 bilhões para R$ 60 bilhões. Segundo a Agência Brasil, a informação foi dada na semana passada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, ao discursar na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que ocorre no Palácio Itamaraty, em Brasília.
Haddad disse que o anúncio oficial sobre o crescimento de mais de 100% nas vagas para acesso às universidades será feito brevemente e comparou os investimentos em educação com o Programa Bolsa Família. Segundo ele, os R$ 60 bilhões do orçamento atual do ministério representam “três bolsas famílias”.
Além das 250 mil vagas nas universidades federais, ele disse que haverá mais 150 mil nas particulares, graças ao Programa Universidade para Todos (ProUni).

É a hora deles
Fonte: Diário Catarinense, 28/08/2010
Tem muito pai e mãe que se olham no espelho e veem vários fios de cabelo branco na cabeça e pensam que é velhice. Mais das vezes, não é. É cabelo branco de filhos, de pensar nos filhos, de se preocupar com os filhos. Isso é bonito, mas pode ser muito ruim para a saúde e para a felicidade dos pais. Muitas vezes, os pais não têm estudo, não tiveram a mesma sorte que eles hoje dão aos filhos, mas ainda assim os pais têm boa ideia do significado dos bons estudos. E dão isso aos filhos.
E o que fazem muitos filhos? Cheiram as oportunidades como alguém enfarado diante de um prato de comida, torcem o bico, o nariz, e saem a passos, não aceitam o “prato”, não estudam, não trabalham, não se decidem por nada.
E aí, alguém vai dizer que a culpa é dos pais? Do mesmo modo como hoje se diz que uma criança, ainda no ventre materno, já sofre as influências do meio externo, por que, então, um filhão, uma filhona, não se dá conta de que joga tempo e vida fora não estudando, não crescendo para a vida?
Leio tudo o que me cruza as retinas sobre empreendedorismo, liderança, gestão, RHs, tudo, de tudo, gosto da área, faz parte dos meus estudos. E volta e meia retorna a pergunta a algum administrador, a algum guru de plantão: “Liderança, empreendedorismo se aprende, se ensina?”
Não, definitivamente não. O que se pode fazer é passar, repassar ensinamentos que vão aperfeiçoar o que já está batendo no peito de um jovem, de uma pessoa. Quando a pessoa se descobre motivada para uma área de trabalho, ciência, arte, o que for, surgem, naturalmente, dentro dela as inspirações para o sucesso. A paixão pela arte, pelo ofício, torna a pessoa criativa, de apurada percepção. Ela vê o que outros não conseguem ver, a diferença está na paixão dos olhos observadores. E o que mais me irrita nesses encontros de lideranças, para jovens ou não, é alguém perguntar sobre o que fazer, onde o mercado está pagando mais... É uma pergunta prostituta. Vai dar dinheiro, sucesso aquilo que você fizer por amor, por casamento de suas ações com suas aptidões e gostos. Todos podem ter sucesso, basta descobrir-se. E quem quer se descobre. Pai, mãe, fizeste o que tinhas que fazer pelos filhos?
Eles, agora, que se cocem.

MEC investiga faculdades por suspeita de não oferecerem ProUni
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 09:31 hs, 28/08/2010.
Se comprovada irregularidade, instituições podem ter de sair do programa. Outras investigações apuram problemas em titulação e horário de docentes.
Fernanda Nogueira Do G1, em São Paulo
O Ministério da Educação (MEC) instaurou processos administrativos contra seis faculdades para apurar irregularidades no Programa Universidade para Todos (ProUni). As portarias foram publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (27).
Segundo a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, há suspeita de que as instituições de ensino superior tenham deixado de oferecer vagas pelo ProUni em seus vestibulares. A adesão das instituições de ensino ao ProUni é voluntária e ocorre pelo menos um mês antes da abertura de inscrições. Ao aderir ao programa, a universidade é obrigada, por lei, a destinar bolsas em todos os cursos e vestibulares.
As instituições investigadas são a Faculdade Primavera, mantida pelo Centro de Ensino Superior de Privamera (Cespri), em Primavera (SP); a Faculdade de Ciências e Educação do Espírito Santo, mantida pela Unidade Educacional de Ensino, Pesquisa e Extensão do Espírito Santo (Unives), em Vitória (ES); a Faculdade de Olinda (Focca), mantida pela Associação Olindense Dom Vital de Ensino Superior, em Olinda (PE); a Faculdade José Lacerda Filho de Ciências Aplicadas, conhecida como Faculdade de Ipojuca (Fajolca), mantida pela Associação Vale do Ipojuca de Educação, Ciência e Cultura, em Ipojuca (PE); a Faculdade Octógono (Foco), mantida pelo Instituto Octógono de Ensino Superior, em Santo André (SP) e a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Igarassu (Facig), mantida pela Associação Igarassuense de Educação e Cultura, em Igarassu (PE).
Segundo a secretaria, a Facig foi desvinculada do programa em 2009 após comprovação de que não ofereceu vagas pelo ProUni. A faculdade recorreu da decisão e, agora, foi instaurado um novo processo para verificar se regularizou a situação.
As faculdades terão dez dias para apresentar defesa ao MEC após serem notificadas e, se comprovada a irregularidade, podem ser desvinculadas do ProUni.
Criado em 2005, o programa concede bolsas de estudo integrais ou parciais para estudantes de baixa renda, em instituições privadas de educação superior. Em contrapartida, o governo federal oferece isenção de alguns impostos às instituições.
Procuradas pelo G1, quatro faculdades ainda não se pronunciaram sobre o caso. A diretora da Focca, Maria Antonieta Chiappetta, afirmou que a faculdade oferece vagas pelo ProUni em todos os vestibulares, mesmo sem ter isenção de impostos, já que é uma instituição sem fins lucrativos. "O MEC está equivocado. Oferecemos vagas todo semestre e vamos provar", disse.
A diretora da Faculdade Primavera, Maria Cecília Gazeta, disse ter um termo aditivo do ProUni, assinado em 26 de janeiro deste ano, e que a instituição concedeu regularmente as bolsas de estudo. "Não temos nenhuma irregularidade", afirmou Maria Cecília.
Docentes
O MEC abriu processo administrativo também, segundo portarias publicadas no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, contra duas universidades por suspeita de descumprimento da obrigatoriedade de ter um terço dos docentes com mestrado ou doutorado e um terço dos docentes em regime de tempo integral.
As instituições investigadas são a Universidade Vale do Rio Doce (Univale), em Governador Valadares (MG), e a Universidade Castelo Branco (UCB), no Rio de Janeiro (RJ).
De acordo com a secretaria, a Univale é investigada por suspeita de não ter cumprido a carga horária dos docentes. A UCB pode ter problemas na titulação e na carga horária, segundo a secretaria.
Em nota enviada por e-mail, a UCB afirmou que aguarda a notificação do MEC para apresentar as comprovações de que atendeu ao artigo 52 da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta a questão.
A Univale disse que ainda não foi notificada, por isso não pode se manifestar sobre o processo administrativo.
Fonte: G1 - Portal Globo

PL permite pedido de revisão do financiamento pelo Fies
Fonte: www.nota10.com.br, 30 de Agosto de 2010
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7394/10, que permite ao aluno participante do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) pedir ao Ministério da Educação (MEC) a revisão do valor do benefício, caso não tenha conseguido financiamento total das mensalidades pagas em uma faculdade ou universidade particular.
De acordo com a Agência Câmara, por meio dessa revisão, o estudante poderá pleitear o aumento do percentual financiado, que pode ser de até 100% do valor do curso. A proposta altera a Lei do Fies (10.260/01), que hoje não prevê a revisão.
O autor da proposta, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), acredita ser uma distorção a impossibilidade de o aluno beneficiado solicitar a revisão do percentual financiado.
A revisão, segundo ele, pode ser necessária caso haja um agravamento da condição social do aluno ou mesmo em razão de alteração do percentual máximo de financiamento, como já ocorreu no caso do Fies. Em 2007, a Lei 11.552 elevou o percentual máximo sujeito a financiamento de 70% para 100%.

A zona cinza das estatísticas educacionais
Fonte: www.abmeseduca.com, 30/08/2010
Entre 2005 e 2008 passaram pelas salas de aula de 3 Ano do Ensino Médio, 9.1 milhões de estudantes. Se desconsiderarmos os repetentes, 9.1 milhões de concluintes únicos. Por outro lado, se considerarmos os alunos da Educação Profissional (1 milhão em 2009) e da Educação de Jovens e Adultos (1.2 milhão em 2009), o número de formandos do ensino médio ultrapassa 11 milhões nesse período.
No mesmo espaço de tempo, 5.8 milhões de pessoas ingressaram no Ensino Superior no país. Desconsiderando aquelas com  mais de 30 anos (em média 30%), passaram nos vestibulares (e outros processos seletivos) 4 milhões de jovens com menos de 30 anos, a maior parte recém egressa do ensino médio, no processo de continuidade da educação por meio da faculdade.
Na “aritmética de padaria”, na outra ponta, seis milhões de estudantes não ingressaram em  nenhum Curso Superior, gerando uma questão fundamental para os gestores do segmento: “onde foram parar, afinal?”
Parte aglutinou-se nas salas dos cursinhos preparatórios, cantarolando formulas, decorando machetes e investindo na preparação necessária para a aprovação nos vestibulares mais concorridos das instituições publicas. Parte foi absorvida pelo mundo do trabalho (aqueles alunos da educação profissional com salários razoáveis).
Uma quarta parte, no entanto, vem trilhando o caminho pouco mensurado dos cursos preparatórios para concursos publicos.
Um mundo novo de empregabilidade e segurança
De dezembro de 2002 a outubro de 2009 (no governo Lula) foram criados no poder executivo 63.270 novos postos (totalizando – segundo dados do Ministério do Planejamento – 549 mil servidores publicos no poder executivo). Nos concursos mais disputados  90% dos aprovados freqüentaram cursos preparatórios.
Os números do que já se convencionou chamar de a “indústria dos concursos” são superlativos. Segundo informações da Editora Jornal dos Concursos, referência no segmento, publicadas em reportagem do Jornal de Brasília de 08/02/2010, atualmente existem mais de 86 concursos com inscrições abertas que somam 233.215 vagas e salários que podem chegar a R$ 20 mil reais por mês.
A afirmação segundo a qual é preciso diminuir o “tamanho do Estado” - do ponto de vista do emprego público - necessita de mais fundamentos. Pelo menos comparativamente. Dados recentes, tanto do Ministério do Trabalho, quanto do IBGE, mostram que no Brasil, o serviço público representa 1/5 dos empregos do país, em 2008. Já nos países da Europa Ocidental, conhecidos pela qualidade dos serviços públicos que oferecem às suas populações, o emprego público equivale a pelo menos 25% do total de ocupados. Na França 28%.
Essas questões foram reveladas pelo levantamento com dados da Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílios, o Pnad, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que estimou – ainda – em 10 milhões, o número de brasileiros que buscam uma vaga no serviço público. A pesquisa considera todos os candidatos. Não só os que estão matriculados em cursos preparatórios, mas também os que estudam em casa. Concursandos preparando-se em cursos preparatórios presenciais e/ou semipresenciais são da ordem de 20% dos inscritos (2 milhões de potenciais candidatos).
Esse mercado torna-se atraente por possuir um numero menor de atores que o do Ensino Superior. Enquanto, atualmente, mais de 2 mil instituições de ensino superior atuam no Brasil, pouco mais de 500 cursos preparatórios para concursos absorveram esses milhões de estudantes em 2008 segundo dados da a Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (ANPAC).
Compreender o novo transito da educação continuada, desviado do ingresso imediato e tradicional no Ensino Superior, pela oportunidade revelada na explosão das vagas e dos concursos publicos, é entender o caminho trilhado por parte dos “ex-futuros-alunos” das faculdades em todo Brasil. Os cursinhos preparatórios para concursos publicos vem desviando dos vestibulares bons alunos, avidos pelos salários e segurança ofertados nas vagas que não demandam grau superior.
Novamente oportunidades ou ameaças, dependem da orientação de cada faculdade. O fato é que – em algumas regiões de forma mais acentuada – muitos estudantes ao finalizarem o terceirão, tem ido aquecer as cadeiras desses cursinhos, no lugar de somar as universidades. E é fato, também, que muitas universidades tem investido nessa lateralização de sua atividade incorporando cursinhos preparatórios ao seu repertório de serviços.
Rafael Villas Bôas
Gerente de Marketing da CM Consultoria
Autor do blog www.tcexp.com.br

Amor sem Preço
Fonte: Jornal A Notícia, 29/08/2010
Existe um Dia Nacional do Voluntariado, celebrado ontem. E outros 364 para ser um Voluntário. Vontade. É desta palavra, com origem no latim “voluntas”, que deriva a palavra voluntariado. Voluntário é aquele ou aquilo que age sem que seja induzido a tal, mas pela própria vontade, por motivação intrínseca. Tudo o que é espontâneo é voluntário. Com o passar do tempo, a expressão “trabalhador voluntário” transformou-se apenas em “voluntário”, que passou a designar aquelas pessoas que trabalham sem remuneração, geralmente com objetivos filantrópicos, de ajuda ao próximo e assistência social, e que o fazem necessariamente por vontade própria.
A figura do voluntário assistencial existe há milhares de anos, e uma passagem muito conhecida é a do “bom samaritano”, parábola bíblica que trata de um viajante da Samaria que, sem esperar nada em troca, provê auxílio a uma pessoa ferida caída na estrada. Durante muitos anos, coube exclusivamente às religiões o papel do voluntariado e da assistência social, como no caso da saúde e educação. Ao longo dos anos, surgiram organizações como a maçonaria (nos moldes atuais desde o século 18) e clubes de serviços como o Rotary, Lions e o escotismo (início do século 20) que embora não tenham a filantropia e assistência social como seu objetivo principal, os têm como mola propulsora, e congregam milhões de voluntários mundo afora.
Após a realização da Conferência RIO 92, o Terceiro Setor (conjunto de organizações não-governamentais e sem fins lucrativos) passou a ter presença maciça na sociedade, ocupando uma lacuna da atuação do Estado. Estima-se que hoje existam mais de 400 mil ONGs no Brasil, e cerca de 75% delas sustentadas por trabalho voluntário. Segundo pesquisa da Universidade Johns Hopkins, o Terceiro Setor movimentou em 2008 cerca de 5% do PIB do Brasil. Isto demonstra claramente a importância crescente da atuação das ONGs e, consequentemente, do trabalho voluntário.
A solidariedade está na alma e na mente da maioria das pessoas. Segundo pesquisa do Portal Voluntários, 54% dos jovens brasileiros gostariam de fazer trabalho voluntário, mas não sabem como começar. E começar é fácil.
É importante frisar que todos podem ser voluntários, e há várias formas simples de sê-lo, desde gravar a leitura de livros, para que bibliotecas possam oferecê-los em versão falada a deficientes visuais, a praticar voluntariado sem sair de casa, como se descobre ao digitar “voluntariado online” no Google.
Existe ainda a possibilidade de praticar trabalho voluntário no exterior, como no programa Voluntários da ONU (UNV), que atua em comunidades carentes, áreas de conflito ou em cenários de desastres naturais; ou em acampamentos na Irlanda para cuidar de deficientes (os dois possuem ajuda de custo para o período de voluntariado), por exemplo.
Há vagas para voluntários de todas as idades, escolaridades, nível de renda e qualificação. Para saber onde achar uma oportunidade de emprestar seu trabalho, seu conhecimento e seu tempo, é preciso fazer para si mesmo algumas perguntas que orientarão o caminho: qual habilidade e conhecimento eu tenho para compartilhar? Quantas horas semanais ou mensais eu posso disponibilizar? Que tipo de trabalho mais me agrada? A partir destas respostas, fica mais fácil encontrar a organização certa.
Por outro lado, o voluntário que as organizações e comunidades mais desejam é o que tenha bom caráter e comprometimento. Voluntários não comprometidos atrapalham. Assim como não se pode deixar de ir ao trabalho remunerado por conta de fatores como chuva ou de falta de ânimo, também o trabalho voluntário precisa ser levado a sério, já que há inclusive legislação sobre o assunto, a Lei 9.608/98.
Participar de projetos sociais e atuar em comunidades carentes desinteresadamente traz diversos benefícios ao voluntário: grande satisfação pessoal, por sentir-se responsável por uma parcela de contribuição à melhoria do mundo; aquisição e exercício de habilidades profissionais, que são valorizadas pelas empresas na hora da contratação e podem fazer a diferença na hora da tomada de decisão; favorecimento do uso da criatividade ao aliar poucos recursos e um enorme desafio no combate às más condições de vida; e ser protagonista do desenvolvimento sustentável, o novo paradigma que dominará as empresas, governos e sociedade no século 21.
Ser voluntário é gratificante e fácil, basta ter comprometimento e vontade.
*Guilherme Augusto Heinemann Gassenferth é funcionário do Banco do Brasil, onde coordena uma estratégia de geração de renda e desenvolvimento sustentável no bairro Jardim Iririú, à frente de um grupo cooperativo de 18 costureiras; é diretor de responsabilidade social do Núcleo de Jovens Empresários da Acij, diretor de projetos para o Brasil do Instituto Ikê, que trabalha geração de renda no Brasil e na Angola e é sócio ativo do Rotaract Club Manchester em Joinville. Está concluindo pós-graduação em gestão de organizações do terceiro setor, na PUC (PR).
GUILHERME AUGUSTO HEINEMANN GASSENFERTH

Política de ensino de defesa é definida pelo Governo Federal
Fonte: Jornal da Educação, ano 15, nº 3830, 30 de agosto de 2010
O Governo Federal editou o Decreto 7.274, em 25 de agosto de 2010, dispondo sobre a Política de Ensino de Defesa.
O mesmo tem um direcionamento aos órgãos e entidades da administração pública federal contudo traz reflexos nas instituições de ensino eis que menciona a equivalência entre o ensino militar e o civil.   Incentiva também as linhas de pesquisas e produção científica na área e estimula as cooperações entre as entidades públicas e privadas. Nada impede que as organizações privadas se habilitem a recursos que naturalmente são disponibilizados para que o ensino de defesa sejam levados a efeito.
(IPAE 161 - 08/10)

Hora de investir em educação
Fonte: Jornal A Notícia, 29/08/2010
A China é uma enorme contradição. No primeiro semestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do país levou-os à segunda colocação no ranking mundial, atrás dos Estados Unidos. É a primeira vez que uma nação emergente entra no seleto grupo das sete maiores economias do planeta. Os outros sócios deste clube são Alemanha, França, Inglaterra, Itália e, claro, Estados Unidos e Japão. O Brasil é a oitava nação mais rica do mundo.
A chegada da China à vice-liderança levanta uma discussão importante sobre como pensar o futuro do Brasil e as estratégias de ação para redução dos abismos sociais presentes na sociedade. Além de segundo país mais rico do mundo, a China é também o segundo país com maior número de pobres no planeta, perde apenas para a Índia. É um lado pouco divulgado da pujança chinesa, mas são 150 milhões de pessoas – quase um Brasil - que vivem com menos de US$ 1 por dia.
A contradição chinesa é ser um país rico de pessoas pobres. A renda per capita é de US$ 3,7 mil contra US$ 35 mil a US$ 46 mil das outras seis maiores economias do mundo. A renda per capita do Brasil é mais que o dobro da chinesa, mas, claro, infinitamente menor que a de Estados Unidos, França, Japão e companhia.
Por isso, os números chineses devem ser traduzidos com cuidado e merecem reflexão. Eles apresentam a diferença entre riqueza e prosperidade. O Brasil é a bola da vez, junto com Índia e China, para ocupar a vaga de locomotiva do mundo, mas não basta estar no topo.
É preciso gerar as condições necessárias para criar a prosperidade entre a população. Isso deve ser feito com políticas claras de incentivo à educação contínua. É necessário criar um contingente dezenas de vezes maior do que temos de técnicos e engenheiros, em suas diferentes especialidades, para suprir a expansão com qualidade.
A criação de uma base de profissionais compatíveis com a expansão dos setores da nova economia – tecnologia e serviços – também ajudará ao Brasil a ultrapassar outro desafio que será criado pela própria China. Nos próximos 20 anos estima-se que 400 milhões de chineses deixarão o campo para viverem nas cidades. Essa gigantesca onda de novos consumidores precisará de casas, de infraestrutura viária, etc. É isso que garantirá o crescimento do país pelas próximas décadas.
Isso também pode significar uma oportunidade ao Brasil. Ou uma ameaça. É preciso saber como enfrentaremos o desafio. Esses 400 milhões de chineses trabalharão nas indústrias e, como é de se supor que terão pouca formação técnica, irão para fábricas de produtos de baixo valor agregado. Assim, continuaremos a assistir à enxurrada de brinquedos, calçados e têxteis made in China, como também, artigos de alta tecnologia; porém, em menor escala em nosso mercado.
É nessa lacuna que o Brasil poderá crescer. Mantendo uma política clara de incentivo à educação. Na outra ponta, avançando sobre os custos de produção, modernizando a legislação trabalhista e apoiando uma maior abertura da economia. Nos próximos três, quatro anos, continuaremos com gaps de mão de obra altamente qualificada em vários setores.
E se as economias mundial e brasileira continuarem aquecidas, esse déficit permanecerá elevado. Por isso, é necessário, agora, incentivos para criação de novas instituições com foco em ensino técnico. São elas que proverão o País de mão de obra qualificada e elevarão a renda per capita, tornando o Brasil uma nação próspera e não apenas rica.
ALEXANDRE SCHAEFFER É DIRETOR DE EMPRESA DE COMÉRCIO EXTERIOR

Último dia para prestar informações sobre dados sobre frequência escolar do Bolsa Família
Fonte: Jornal da Educação, ano 15, nº 3830, 30 de agosto de 2010
Termina nesta segunda-feira, dia 30, o prazo para os municípios informarem ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome a frequência escolar dos beneficiários do Programa Bolsa Família. Os dados a serem informados são de junho e julho.
O benefício é entregue a alunos de 6 e 15 anos que devem estar matriculados e ter frequência escolar mensal mínima de 85%. Os estudantes entre 16 e 17 anos devem ter frequência de, no mínimo, 75%. Já na área de saúde é preciso estar com o cartão de vacinação em dia e acompanhar o desenvolvimento de crianças menores de 7 anos. Já as mulheres grávidas com idade entre 14 e 44 anos devem fazer pré-natal e acompanhar a sua saúde e do bebê.
(IPAE 162- 08/10)

Estudantes da UnB desenvolvem robôs para a Nasa
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 11:45 hs, 30/08/2010.
RIO - Dois estudantes da Universidade de Brasília (UnB) foram selecionados para participação em parceria do governo federal com a Nasa, Agência Espacial Americana. Flávio Dias e Diego Viot, ambos de 23 anos, são estudantes da Faculdade de Tecnologia da universidade.
Veja aqui o vídeo do programa (em inglês)
Em julho, a dupla esteve em Maryland, nos Estados Unidos (EUA), onde contribuiu com a criação de dois projetos pilotos de robôs que devem, em futuro não muito distante, explorar ambientes fora da Terra.
O Moondog (cachorro da lua, em inglês) é um dos projetos do Nasa Engineering Boot Camp que recebeu um toque brasileiro. Trata-se de um robô para a coleta de amostras de água e solo em ambientes inóspitos.
Com cerca de 1,5m de comprimento por 1,5m de largura, a máquina movida a energia solar tem capacidade para transportar até 125kg de carga. O controle do Moondog ocorre via satélite. É aí que entra o trabalho de Diego Viot. Eles criaram um microcontrolador capaz de direcionar as informações para dois processadores acoplados ao robô. A tecnologia garante, por exemplo, que a máquina obedeça aos comandos de virar ou coletar uma pedra.
Outros projetos
Os jovens participaram ainda de outro projeto do Centro de Vôos Espaciais Goddard, da Nasa. Batizado de Large, o programa busca desenvolver uma rede de robôs capaz de explorar ambientes de difícil acesso e relevo instável.
Sonho
É a primeira vez que brasileiros participam de um programa do Nasa Engineering Boot Camp, que ocorre nos verões americanos. Além de Flávio e Diego, outros dois alunos, de Minas Gerais e Rio de Janeiro, estiveram no projeto que recebeu um total de 50 estudantes de diversos países, como Espanha, Argentina e México.
"Foi um dos momentos mais importantes da minha vida", afirma Flávio, que nunca tinha viajado para fora do Brasil. "É a realização de um sonho representar o país na Nasa", completa Diego durante entrevista à Agência UnB.
A dupla, que passou 30 dias nos EUA, teve os currículos selecionados em um projeto do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O secretário para Inclusão Social do MCT, Roosevelt Tomé, explica que este é o primeiro passo para a aproximação entre as universidades brasileiras e a Nasa.
Diego e Flávio vão buscar apoio para retornar à terra do Tio Sam em 2011. Eles querem dar continuidade aos projetos. Os estudantes acreditam que é preciso o engajamento não só do governo, mas também das universidades para que outros jovens tenham a oportunidade que eles tiveram.
Fonte: O Globo on line

Percentual de sobrepeso é maior entre estudantes de particulares
Fonte: Jornal da Educação, ano 15, nº 3830, 30 de agosto de 2010
Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada na última sexta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que os estudantes de escolas privadas são mais gordinhos que os das instituições públicas.
O estudo pegou os alunos do 9º ano do ensino fundamental das capitais e do Distrito Federal. Cerca de 23,2% dos estudantes estão com excesso de peso dos quais 7,2% sofrem de obesidade. Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), com taxas de 20,1% e 18,3%, respectivamente, são as campeãs de sobrepeso. Palmas é a capital com menor percentual, 10,9%.
Já o déficit de peso é maior em Salvador, atingindo 4,4% dos estudantes pesquisados, e Porto Alegre, que possui 1,1% das crianças nesta situação. As escolas públicas apresentaram o maior índice de estudantes abaixo do peso ideal.
(IPAE 164 - 08/10)

Números da eleição em SC
Fonte: Diário Catarinense, 28/08/2010
Levantamento do Ibope aponta empate técnico entre Angela e Colombo ao governo, e mesmo cenário entre Dilma e Serra
A primeira pesquisa Ibope depois do início do horário eleitoral mostra crescimento do candidato Raimundo Colombo (DEM), que aparece em empate técnico com Angela Amin (PP). Na corrida presidencial, Dilma Rousseff (PT) aparece em primeiro lugar entre os eleitores catarinenses, seguida por José Serra (PSDB).
Para o governo, a pesquisa, encomendada pelo Grupo RBS e realizada entre os dias 24 e 26 de agosto, aponta que Angela continua liderando a preferência do eleitorado, com 31%. Mas Colombo, agora, aparece encostado na pepista, com 27%. Pelos critérios dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, Angela e Colombo estariam no segundo turno.
Ideli Salvatti (PT) permanece inalterada na terceira posição, com 16%, enquanto o número de indecisos cresceu de 12% para 18%.
Na projeção de segundo turno entre Angela e Colombo, a ex-prefeita mantém a liderança, mas o senador também diminuiu a diferença em relação à pesquisa publicada no dia 8 de agosto. No confronto com Ideli, Angela permanece à frente, com 48% contra 26%. Se o segundo turno fosse entre Colombo e Ideli, Colombo venceria com 43%, contra 29%.
A pesquisa apresenta o índice de rejeição dos candidatos. Angela tem a maior rejeição (17%), seguida por Ideli (13%) e Colombo (8%).
Na disputa pela Presidência, Dilma agora aparece em primeiro lugar, com 40%. Se a eleição fosse hoje, Serra teria 38%, e Marina Silva (PV), 8%, conforme a pesquisa. Em um segundo turno entre Dilma e Serra, a petista teria 44%, contra 42% do tucano.
Questionado sobre quem está fazendo a melhor campanha no horário eleitoral, 29% dos entrevistados apontaram Dilma; 21%, Serra; e 44% não soube responder. Na corrida pelo governo, 17% citaram preferência pelo programa de Angela, 13% o de Colombo e 8% o de Ideli.
A pesquisa ainda questionou os entrevistados sobre a gestão do governador Leonel Pavan (PSDB): 39% considerou regular, 39% como boa ou ótima e 13% como ruim ou péssima.
Além disso, 57% disseram aprovar a gestão Pavan, contra 28% que desaprovam. O governo Lula é considerado bom ou ótimo para 73%, regular por 19% e ruim ou péssimo para 7%.

A disputa pelas vagas do Senado
Fonte: Diário Catarinense, 29/08/2010
Em nova pesquisa Ibope, ex-governador Luiz Henrique da Silveira mantém liderança nas intenções de voto em Santa Catarina
Na disputa ao Senado, o ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) permanece na frente da preferência do eleitorado catarinense, enquanto o deputado federal Paulo Bauer (PSDB) se mantém na segunda colocação. O levantamento mostra que ainda é grande a indefinição entre os eleitores.
Este é o resultado da pesquisa Ibope encomendada pelo Grupo RBS e feita entre os dias 24 e 26 de agosto. Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados, Luiz Henrique é apontado por 45% dos entrevistados, enquanto Paulo Bauer é citado por 22%. No levantamento, Cláudio Vignatti (PT) e Hugo Biehl (PP) aparecem em empate técnico, com 16% e 13%.
No total, 25% dos entrevistados mencionaram apenas um candidato e 13% deles afirmaram que votariam em branco ou anulariam.
Comparado à pesquisa Ibope anterior, LHS passou de 41% para 45%, e Bauer, de 18% para 22%. Vignatti cresceu, passando de 7% para 16%, enquanto Biehl cresceu um ponto percentual, de 12% para 13%. O número de eleitores indecisos que afirmaram estar indecisos caiu um pouco, passando de 57% para 53%.
Na pesquisa espontânea, em que não são dadas opções aos entrevistados, Luiz Henrique é lembrado por 13%, Bauer e Vignatti apresentam, cada um, 4% das intenções de voto. Biehl é citado por 3% dos eleitores. Faltando pouco mais de um mês para as eleições, 76% dos entrevistados disseram estar indecisos.

Site vai permitir ao eleitor brasileiro saber o que pensam candidatos ao Senado (Corrigida)
Fonte: Portugal Digital
A página funciona com um questionário de 35 perguntas sobre temas como aborto, impostos e maioridade penal, entre outras.
Da Redação, com Agência Brasil
Saber o que pensam os candidatos ficará à distância de um clique.
Brasília - Organizações não governamentais de combate à corrupção lançaram esta quinta-feira (26) um site para ajudar a orientar o eleitor nas próximas eleições. A plataforma permitirá ao cidadão saber as opiniões dos candidatos de seu estado sobre questões polêmicas.
A página funciona com um questionário de 35 perguntas sobre temas como aborto, impostos e maioridade penal, entre outras. O questionário foi enviado para todos os candidatos do país ao Senado – cerca de 190 após as impugnações provocadas pela Lei da Ficha Limpa.
As perguntas foram feitas por mais de 60 instituições de defesa dos direitos das mulheres, dos negros e dos homossexuais, entre outras. O eleitor poderá ler as respostas dos políticos que estão pleiteando uma vaga e também responder às questões.
"O que nos interessa é usar a tecnologia como instrumento de transparência, e não é botar lenha na fogueira nem acirrar a disputa entre os candidatos. O que nos interessa é alargar a participação popular no processo democrático", disse o diretor do Instituto Ágora, Gilberto de Palma. O Ágora é uma organização não governamental que acompanha dos legislativos estaduais e o Congresso Nacional.
Ainda de acordo com ele, o Senado foi escolhido para começar o projeto porque a população tem pouco conhecimento sobre o papel dos parlamentares e seria difícil, neste momento, usar a plataforma com os mais de 10 mil candidatos à Câmara dos Deputados. O site pode ser acessado no endereço http://www.questaopublica.org.br

Audiência discute papel das universidades comunitárias
Fonte: www.nota10.com.br, 30 de Agosto de 2010
A Comissão de Educação (CE) realiza audiência pública na próxima quarta-feira (1.º), a partir das 10h, para discutir a situação das universidades comunitárias no Brasil. A audiência foi solicitada pelo senador Belini Meurer (PT-SC).
As universidades comunitárias, argumenta o senador em seu requerimento, estão presentes na maioria dos estados brasileiros, oferecendo cursos de graduação e pós-graduação, além de implementarem programas de alto nível de pesquisa e extensão, com foco no desenvolvimento de comunidades fora dos grandes centros. Ele acrescenta que sua intenção, ao propor o debate, é esclarecer como o poder público poderá se utilizar dessa rede de universidades já constituídas para estender ainda mais o ensino superior.
De acordo com a Agência Senado, estão convidados para a audiência pública, o presidente da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc), Vilmar Thomé; o vice-presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acape), Mário Cesar dos Santos; o presidente da Associação Nacional de Educação Católica (Anec), Padre José Marinoni; o vice-presidente da Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (ABIEE), Euler Pereira Bahia; o representante do Consórcio de Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), João Pedro Schmidt; e o especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Ministério da Educação, Ademir Picanço de Figueiredo.

Abertas as inscrições para o 5º Congresso dos Centros Acadêmico de Direito de Santa Catarina
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
Já estão abertas as inscrições para o 5º CCAD - Congresso dos Centros Acadêmico de Direito de Santa Catarina, o maior evento do cenário acadêmico-científico de Santa Catarina, que já reuniu em suas primeiras edições mais de cinco mil estudantes e profissionais. Até o dia 31 de agosto o valor é promocional: R$ 40,00. O evento acontece dias 29 e 30 de outubro no Centro de Eventos Centro Sul, em Florianópolis. Já estão confirmados os seguintes palestrantes: Salomão Resedá – BA; Paulo Lopo Saraiva – RN; Roberto Tardelli – SP; José Augusto Delgado – DF; Diogo Nicolau Pítsica – SC; Hélio Gustavo Alves – SP; Gerson Shiguemori – SP; e Rodolfo Pamplona – BA.
O Congresso dos Centros Acadêmicos de Direito de Santa Catarina solidificou-se no calendário das universidades por ser totalmente gerido por acadêmicos e assim, propiciar ao participante um investimento de valor consideravelmente baixo, sem perder em qualidade e seriedade diante dos demais eventos e seminários ocorridos no estado. O Congresso hoje é considerado o maior evento acadêmico de Santa Catarina, e um dos maiores do sul do país, com a participação de importantes nomes do meio jurídico nacional.

Universidades públicas brasileiras receberão estudantes haitianos
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 10:22 hs, 28/08/2010.
DE SÃO PAULO - Universidades públicas brasileiras vão receber estudantes haitianos que não têm como estudar após o terremoto que devastou o país no começo deste ano.
Até 500 alunos podem passar um ano e meio estudando no Brasil. Os primeiros alunos devem chegar em outubro. A vinda deles faz parte de um acordo de cooperação para a reconstrução do sistema de ensino da ilha assinado pelos governos brasileiro e haitiano.
Até agora, segundo a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), quatro universidades confirmaram interesse em participar no programa: Unicamp, UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Universidade Federal do Rio Grande do Sul e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).
A Capes também dará uma bolsa mensal de R$ 500 para os estudantes haitianos, além de fornecer as passagens aéreas e uma verba de R$ 500 para instalação no Brasil. Segundo o secretário de Relações Internacionais da UFSC, Enio Luiz Pedrotti, os alunos terão que cursar o últimos período no Haiti, para garantir que retornem.
Fonte: Folha de São Paulo

Guiné-Bissau busca no Brasil experiências com alimentação escolar
Fonte: Jornal da Educação, ano 15, nº 3830, 30 de agosto de 2010
Na última semana, representantes de Guiné-Bissau, entre elas a primeira-dama Mariama Mané Sanhá, estiveram no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em Brasília, para conhecer o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Durante o encontro foi comentado pelo presidente da autarquia, Daniel Balaban, o acordo de cooperação técnica entre os dois países, tendo como base o bem-sucedido programa brasileiro, que levou a Guiné-Bissau, em 2009, um consultor do FNDE para fazer um diagnóstico da situação da alimentação escolar no país.
Este ano, foi enviado ao país outro consultor do órgão brasileiro, que permaneceu por dois meses em contato com agricultores familiares, ensinando-os a produzir alimentos a serem aproveitados na alimentação dos alunos. A merenda escolar em Guiné-Bissau é financiada pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), que distribui mantimentos nas escolas e fornece cestas básicas aos pais de famílias carentes.
(IPAE 167 - 08/10)

O que pensam os presidentes
Fonte: Revista Época, 20/08/2010
Uma conversa com cinco líderes de empresas da lista sobre entrevistas de emprego, critérios para promoção, retenção de talentos, como tratar a geração Y, meritocracia...
David Cohen e Mauro Silveira 
Quem melhor que um presidente de empresa para falar das oportunidades, das competências mais valorizadas, de como se equilibram as ambições pessoais e as necessidades da organização? Por isso, convidamos os líderes de cinco empresas que estão na lista das 100 Melhores para Trabalhar para falar sobre requisitos para a contratação, como agem para reter os maiores talentos, como selecionam, orientam e cobram o pessoal. Cada presidente   expõe uma filosofia. Elas são parecidas em muitos aspectos, mas há diferenças cruciais – da forma de tratar a geração Y aos recursos para impedir que um funcionário brilhante vá embora. Para quem está buscando uma nova oportunidade no mercado de trabalho, ou quer entender como subir na carreira, essa conversa abre perspectivas. Os cinco convidados de ÉPOCA para o debate, realizado no fim de julho, foram: Janete Ana Ribeiro Vaz,  sócia e copresidente do Laboratório Sabin, de análises clínicas; Hilgo Gonçalves, presidente da Losango, empresa de crédito ligada ao banco britânico HSBC; Luiz Carlos Calil, presidente da fabricante americana de equipamentos pesados Caterpillar; Luiz Fernando Telles Rudge, presidente da Promon, empresa de engenharia; e Rubens Marques Pedrosa Jr., da AstraZeneca, laboratório farmacêutico. A seguir, os principais momentos do encontro. 
1. o que as empresas procuram
Janete Ana Ribeiro Vaz - Laboratório Sabin: Eu procuro contratar tendo como base os valores do candidato. Eles devem estar alinhados com os valores da empresa, caso contrário a pessoa não permanecerá na equipe. Participo do processo de seleção e quero conhecer quem são aquelas pessoas, suas famílias, suas origens e no que elas acreditam. Busco profissionais que valorizam a ética e o autoconhecimento e que tenham metas e sonhos definidos.
Rubens Marques Pedrosa Jr. - AstraZeneca: Nós buscamos pessoas que se vejam identificadas com os propósitos da companhia. Não é possível seguir adiante com um negócio de sucesso se as pessoas não entendem os propósitos pelos quais elas acordam todo dia de manhã e vão trabalhar. Quanto mais convergentes forem esses propósitos, melhor para a companhia e para o funcionário.
Hilgo Gonçalves - Losango: Além das competências técnicas desejadas, eu busco na pessoa o sonho, a paixão, o amor, o comprometimento e a vontade efetiva de agregar. 
2. a contratação
Luiz Carlos Calil - Caterpillar: Além do engajamento, eu quero que a pessoa compreenda a importância do acionista para o negócio. Ele não pode ser visto pelo funcionário como alguém rico que deve ser explorado, mas como um indivíduo que está investindo em nossa fábrica e dando oportunidades para todos nós. É importante também que o candidato compreenda que o cliente não existe para ser satisfeito, mas sim para ser encantado. O profissional só conseguirá alcançar esses objetivos se tratar tudo o que faz como se ele fosse dono do negócio.
Rubens Marques Pedrosa Jr. : O primeiro filtro para avaliar o candidato é a capacitação técnica. O segundo, mais sutil, tem a ver com a capacidade que ele tem de criar uma identidade com a empresa para se tornar um profissional totalmente comprometido. A AstraZeneca não abre mão de características pessoais como a capacidade de trabalhar em equipe e o espírito empreendedor. 
3. a geração Y 
Luiz Fernando Telles Rudge -Promon: As empresas precisam se adaptar à nova geração de profissionais que chegam com outras expectativas e experiências, como é o caso da geração Y. Esses jovens buscam resultados e uma carreira com crescimento rápido, mas ao mesmo tempo podem contribuir com sua criatividade e disposição de assumir riscos. As empresas têm o desafio de saber se ajustar a eles sem violentar sua cultura e seus valores. Só assim vão tirar o melhor desses profissionais. Luiz Carlos Calil: Eu não tenho nenhum tipo de preocupação com a  geração Y. Para mim, ela é mais uma mística do que uma realidade a ser temida. O que mudou foi o volume de informações que recebemos atualmente e a dificuldade que temos em usar o tempo na hora de priorizá-las. É preciso investir tempo nos jovens para que possam entender o contexto de onde eles estão trabalhando. Se for preciso meia hora para um jovem entender um contexto, eu dou essa meia hora. Se for ecessário voltar amanhã para discutir novamente determinado assunto, eu faço isso. Esse é o melhor investimento que você pode fazer na geração Y.  Janete Ana Ribeiro Vaz: O grande segredo para controlar a geração Y é dar feedback em tempo real. Assim que o chefe detectar a necessidade ou identificar um erro específico, deve chamar o jovem para conversar. Ele precisa mostrar ao jovem onde cometeu a falha e o que fazer para melhorar. Dependendo do erro, ele pode servir de base para um treinamento para o restante da equipe. O jovem tem conhecimento e muita vontade, mas não possui maturidade. É o feedback em tempo real que vai ajudá-lo a se desenvolver. 
4. a retenção de talentos 
Hilgo Gonçalves: A Losango procura reter seus talentos sendo transparente e praticando o reconhecimento e a meritocracia. Você não retém as pessoas pagando mais, e sim valorizando seu trabalho. É preciso ouvi-las e conhecer seus sonhos. Atualmente, 25% dos meus funcionários têm bolsas de estudos. Isso gera um sentimento de autoconfiança. Avalio semestralmente meus guerreiros, que é como chamo os funcionários, e dou feedbacks. Não sei se eles continuarão na empresa amanhã, mas confio no meu taco. Se não cuidarmos dos principais talentos, o meu concorrente vai cuidar. Ninguém faz a retenção de um bom profissional na hora que ele comunica que deseja sair, mas sim ao longo do tempo e estabelecendo uma reflexão constante sobre sua carreira.
Rubens Marques Pedrosa Jr.: O  objetivo da empresa é manter os melhores talentos pelo maior tempo possível, mas isso está ficando cada vez mais difícil devido à alta competitividade que existe no mercado. As organizações são agressivas e buscam os profissionais capacitados. A AstraZeneca identifica aqueles funcionários que são importantes e se mantém próxima deles para que recebam uma atenção especial, sem deixar de proporcionar um ambiente positivo para os demais. Eu ofereço um pacote diferenciado para os melhores funcionários, remuneração competitiva, desafios e oportunidades de desenvolvimento. Temos de ter em mente ainda que as pessoas também trabalham por remuneração. Luiz Carlos Calil: Não existe certo ou errado nessa história de que o bom profissional tem de ficar na  empresa. Minha preocupação é saber distinguir o funcionário velho do idoso. O idoso é aquele que ainda tem muito a contribuir. Já o velho...
Janete Ana Ribeiro Vaz: Eu adoto a seguinte filosofia: se o funcionário recebeu uma proposta melhor do que a minha, não faço contraproposta. Mas, se sentir que ele não está enxergando o que tem pela frente, eu dou muitos conselhos. Por outro lado, se for um talento e eu realmente precisar dele na equipe, ofereço o que posso para que fique: dinheiro, cargo e o que mais for necessário. Ajuda muito na retenção criar benefícios que promovam o desenvolvimento das pessoas. Os funcionários não trabalham para realizar o sonho da empresa, mas sim os sonhos deles. Para mantê-los, é preciso dar as oportunidades necessárias para que consigam torná-los realidade. 
5. como lidar com frustações 
Luiz Fernando Telles Rudge: Numa empresa com muitos técnicos, como é o caso da Promon, há muitos profissionais que desejam passar a carreira toda atuando como técnicos. É isso que lhes dá satisfação. Provavelmente, eles não serão bons gerentes. É comum observar, em áreas técnicas, profissionais extremamente preparados, com mestrado ou Ph.D., mas que não conseguem trabalhar em equipe. É por isso que oferecemos a carreira em Y, que permite ao funcionário optar pela carreira técnica ou gerencial e ter recompensas similares. Isso cria um leque de oportunidades muito maior.
Luiz Carlos Calil: Dois jovens me procuraram recentemente depois de participar do programa  de recrutamento interno da empresa. Nenhum dos dois foi aprovado, mas disseram que sabiam exatamente quais seriam os escolhidos porque perceberam que o processo era justo. É importante as pessoas compreenderem a cultura da empresa, o contexto em que estão inseridas e que as oportunidades de crescimento diminuem à medida que progridem. Nós temos profissionais que desempenham a mesma função há 20 anos e que demonstram o mesmo entusiasmo de quem está no período de experiência. A imparcialidade faz com que as pessoas aceitem ficar mais tempo numa mesma função. Rubens Marques Pedrosa Jr.: O dilema do funil é real. As pessoas  vão crescendo, e chega um momento em que essa ascensão profissional se torna naturalmente mais difícil. A melhor maneira de tratar o problema é falar abertamente sobre a questão. Uma das coisas que mais me irritam numa entrevista de emprego é quando pergunto para a pessoa onde ela quer estar dentro de dez anos. Geralmente ela diz que deseja ocupar o meu lugar. Essa é uma aspiração legítima, mas quem diz isso dificilmente compreendeu a trajetória, não só minha, mas a dos demais 1.100 funcionários da minha organização. A ocupação das vagas ocorre de acordo com o mérito e as competências técnicas e emocionais de todos. 
6. a entrevista de emprego e um conselho aos jovens 
Hilgo Gonçalves: Eu faço as seguintes perguntas ao candidato: “Por que você quer trabalhar aqui?” “O que o atraiu?” Meu objetivo é saber o grau de sua motivação e se tem consciência do que veio buscar na empresa. Se ele não sabe o que quer, não vai chegar a lugar algum. Eu sempre digo a cada funcionário meu: seja você mesmo. Mantenha os pés no chão e a cabeça nas estrelas. Você só vai longe se der o primeiro passo. Vencer as etapas é algo que leva tempo.
Luiz Carlos Calil: Eu pergunto para o candidato o que ele entende ser um bom ambiente de trabalho. Outra questão fundamental é saber o que conhece do nosso negócio, como sua aptidão pode ajudar a empresa e até onde ela pode levá-lo. Meu conselho para quem está   entrando agora no mercado de trabalho é o  seguinte: tenha paciência. Rubens Marques Pedrosa Jr.: Eu parto para uma conversa mais pessoal. Quero saber de onde o candidato veio. Pergunto sobre a época da escola e tento entender o contexto pessoal para ver se existe identidade de princípios com a empresa. Gosto de perguntar sobre erros cometidos no passado, pois não acredito em carreiras construídas com base exclusivamente no sucesso. Recomendo aos jovens que tentem balancear a incrível capacidade que eles têm de ver o mundo dos negócios sob uma ótica fresca e de multitarefas com um pouco de paciência e autocontrole. Procurem demonstrar certo grau de maturidade, pois o mundo dos negócios necessita dessa qualidade. Luiz Fernando Telles Rudge: O que  faz brilhar os seus olhos? Com essa pergunta eu consigo descobrir o que o profissional está procurando de verdade. Tenho dois conselhos aparentemente antagônicos: confie na sua capacidade e tenha humildade. O jovem tende a ser um pouco arrogante na fase inicial da carreira e precisa saber lidar muito bem com isso.
Janete Ana Ribeiro Vaz: Eu peço para a pessoa falar um pouco dela: quem é ela? Com quem vive? O que faz? Qual a experiência acadêmica e profissional? Do que mais gosta? Depois pergunto quem ela considera um ídolo. Meu conselho: corra atrás do conhecimento, caso contrário você não conseguirá conquistar uma vaga no mercado de trabalho, que está cada dia mais competitivo. 

Como escolher a escola para o seu filho
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 11:39 hs, 28/08/2010.
Especialistas mostram como definir as opções mais adequadas para cada aluno, a importância dos bons professores e os métodos pedagógicos.
Claudia Jordão, Débora Rubin e Rafael Teixeira.
É nesta época do ano, quando as instituições abrem o processo de reservas de vagas, que milhares de pais partem em busca da primeira ou de uma nova escola para seus filhos. Além de debater questões práticas, como preço e localização, a família costuma mergulhar num mar de dúvidas e questionamentos, na ânsia de optar pela melhor. Esse costuma ser, para a maioria, um período de angústia e peregrinação, sempre acompanhado da pergunta: como fazer a escolha certa? Especialistas ouvidos por ISTOÉ explicam que, em vez de procurarem respostas nos colégios pretendidos, os pais devem voltar suas atenções para dentro de casa e observarem seus filhos. Prestarem atenção no temperamento deles, potenciais, afinidades e limitações. Além disso, precisam ter muito claro quais são seus próprios anseios. Há aqueles que sonham em ver o rebento nas melhores faculdades.
Outros querem que eles sejam pequenos artistas, transbordando criatividade. Há, também, quem privilegie o estímulo ao senso crítico e à formação de pessoas capazes de mudar o mundo. E os que não abrem mão de valores religiosos, morais e éticos. Ao promoverem esse exercício, que de fácil não tem nada, o leque de opções se fecha e a via-crúcis de visitas aos colégios pode começar. Com um mantra ecoando nas cabeças materna e paterna: a escola ideal não existe.
O que há é a escola adequada para cada pessoa.
Ao longo desta reportagem, há uma sugestão de passo a passo com o que deve ser refletido antes de começar as andanças pelas escolas. Também elaboramos um providencial checklist do que avaliar na hora em que a família estiver visitando o colégio pretendido. Ele foi preparado a partir de consultas com uma série de psicopedagogos, pedagogos e psicólogos. Mas quem, ainda assim, ficar inseguro em fazer essa avaliação sozinho, já pode contar com profissionais para auxiliar nesta empreitada. “Nós ajudamos a definir o perfil da criança”, explica a psicopedagoga Maria Irene Maluf. “E levamos em conta os anseios e as expectativas do pai e da mãe.” São necessárias de oito a dez sessões, ao preço de R$ 130 em média cada uma, para que o especialista tenha condições de indicar as instituições mais adequadas para a criança e a família. Dessa combinação costumam surgir até cinco opções de escola, que devem ser visitadas. A presença do principal interessado, o candidato a aluno, pelo menos na s duas preferidas, é fundamental. “A partir dos 5 anos, a criança deve ser consultada na decisão final”, recomenda Maria Irene. “Quando ela faz parte do processo.”
Na hora da escolha, é preciso colocar na balança questões práticas, como transporte e preço, e pedagógicas, tão importantes quanto, dependendo das prioridades da família. Mas o critério de desempate número 1 tem de ser o perfil do aluno. Matricular uma criança criativa e sonhadora em um colégio cuja obsessão é o vestibular porque os pais sonham em vê-la estudando numa faculdade pública pode ser arriscado. “Quando é o pai que quer e o filho não se adapta, a frustração do aluno é imensa e o caso pode ir parar numa psicóloga”, alerta a psicopedagoga Andréia Calçada.
O casal de comerciantes Letícia e Vicente Prisco teve de trocar o filho de escola para que Vítor Antonio, 15 anos, se sentisse confortável. Insatisfeito no colégio, o menino colecionava notas ruins. Na mudança, a família optou por uma instituição que até ficava um pouco distante de casa, mas estava completamente sintonizada com os anseios do casal e o perfil do garoto. “Queria uma escola boa, que fosse humana”, conta Letícia. “Não faço questão que ele seja o número 1 do colégio número 1 de São Paulo. Quero vê-lo feliz”, afirma. Após visitar vários colégios da zona sul de São Paulo, eles chegaram ao Magno, onde Vítor estuda desde o começo do ano, na nona série do ensino fundamental.
Para Letícia e Vicente, a distância não foi um problema, mas percorrer grandes trajetos pode ser um tormento para muitas famílias. Débora Paula Nardi Ferrari e o marido, Marco Antônio, também de São Paulo, pretendem colocar o filho Marcos Vinicius, 5 anos, num bom colégio perto de onde moram. “Desde o nosso namoro, a gente já falava em colocar nossos filhos no Sir Isaac Newton”, diz Débora. Os critérios são os mais variados na hora da definição. Tem pai que dá de ombros para perfil, anseio ou método pedagógico e quer apenas que seus herdeiros estudem onde eles se formaram. Andréa Rolim foi a primeira aluna a ser matriculada no Colégio Equipe, do Recife, quando ele foi inaugurado, em 1979. Hoje, seus filhos, Cecília, 5 anos, e Tiago, 3, estudam lá. “Antes de ter filhos eu já sabia que eles estudariam no Equipe.”
Para quem, ao contrário de Andréa, prefere sair em busca de alternativas, há escolas para todos os gostos, principalmente nas capitais e grandes cidades do País. Das tradicionais, como o Colégio São Bento, o número 1 no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do Rio de Janeiro, às mais alternativas ou liberais. O São Bento foi fundado em 1858 por monges beneditinos e, até hoje, só aceita meninos. Segundo a supervisora pedagógica da instituição, Maria Elisa Pedrosa, a grande maioria dos pais que quer colocar os filhos lá já chega para conhecer a escola com muitas referências. Mas também com algumas ideias preconcebidas. “O mais comum é acharem que nossos alunos são mini-monges”, conta. “Mas eles são bagunceiros como quaisquer outros.”
É na hora da visita que Maria Elisa pode apresentar sua escola. Esse é um momento fundamental, tanto para o colégio quanto para as famílias, para eliminar preconceitos e esclarecer dúvidas. Segundo especialistas, os pais devem aproveitar muito bem esse espaço e não precisam ter vergonha de perguntar nada. Nem mesmo o salário dos professores. “Se um colégio cobra mensalidade de R$ 2 mil e paga aos professores um salário R$ 700, os pais devem desconfiar do comprometimento da escola com o ensino”, aconselha a psicopedagoga Maria Irene, que defende a importância de um professor bem preparado, atualizado e satisfeito como ferramenta primordial de promoção de conhecimento.
Até alguns anos atrás, não havia muitos subterfúgios em sala de aula. Era a lousa, a carteira, muitas lições e o sinal, que parecia demorar dias para tocar. Ou minutos, se o professor fosse bom. Hoje em dia, os recursos de sala são cada vez mais pirotécnicos, mas perdem o sentido se não manejados por um bom mestre. Harley Sato sabe disso. Antes de se formar em engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), ele constatou seu talento para ensinar física, uma das matérias mais temidas pelos alunos. Há 15 anos, dá aula no cursinho Anglo e, recentemente, passou a ensinar no ensino médio do Colégio Renovação, em São Paulo. “Acho que o que dá certo, no meu caso, é um misto de experiência, gogó e animação”, conta. Entenda por animação não só as brincadeiras em sala de aula, mas também as imagens em flash que ele mesmo cria para ensinar a matéria de uma forma mais didática.
Em São Paulo, o Colégio Vértice, escola número 1 no ranking do Enem no Brasil, é prova da diferença que um professor de qualidade faz na educação. Com arquitetura simples, a instituição não privilegia recursos tecnológicos de última geração, que seduzem muitos pais. “Aqui o professor é a estrela principal”, frisa o diretor Adilson Garcia. Lá, a média salarial do corpo docente é de R$ 7 mil. A seleção é criteriosa, mas ex-alunos interessados em dar aula no colégio recebem uma atenção especial. “Eles já conhecem a nossa metodologia e têm um carinho grande pela escola”, diz Garcia. É o caso da professora de matemática Ana Carolina Koloszuk de Miranda, que foi aluna do Vértice, dá aulas no colégio e já tem a vaga garantida para a filha Laís, que deve nascer só daqui a dois meses. “Do jeito que está concorrido, acho que vou ter que entrar na fila”, brinca, se referindo à intensa procura pelo Vértice por causa do primeiro lugar no ranking. Segundo Garcia, cada vez mais mulheres grá vidas garantem a inscrição para turmas que só vão iniciar daqui a três anos. É comum que pais definam a escola de seus filhos a partir de sua colocação no Enem. Mas a prática é observada com cautela por psicopedagogos e educadores. “Ir por esse caminho pode ser uma armadilha”, alerta Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. “Mais que uma boa colocação, é preciso que a escola dê importância ao desenvolvimento do raciocínio, do pensamento criativo e do senso crítico.” O ideal é que o Enem seja apenas mais um dado a ser avaliado, não o único.
Geralmente descartadas pela classe média, as escolas públicas devem ser uma opção a ser considerada. “Dizer que só escola particular no Brasil é boa é um mito”, diz Marieta Lúcia Machado Nicolau, professora associada da Faculdade de Educação da USP. “Sem dúvida, é difícil encontrar escolas do governo de qualidade, mas elas existem e estão fazendo um ótimo trabalho.” Uma das vantagens é o universo plural e essencialmente democrático que elas oferecem. “Nas particulares, o aluno só convive com uma fatia bem delimitada da sociedade.” Foi isso que motivou a decoradora de festas Paula Fortuna a colocar os filhos Tiago, 13 anos, e Caio, 11, numa das instituições mais conceituadas do Brasil, o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. “Lá meus filhos escolhem seus amigos por afinidade, não pelo endereço”, diz. O segredo do colégio público mais badalado do Brasil é o mesmo do particular número um do Enem, o Vértice: os professores. “Mais da metade do nosso corpo docente se dedica exclusiv amente ao Pedro II”, explica Anna Cristina da Fonseca, diretora de ensino. No ano passado, a diretoria conseguiu atender 90% dos pedidos de afastamento para realização de teses de mestrado e doutorado. Resultado: mais de 80% dos mestres têm pós-graduação.
Para aprimorarem o método pedagógico e melhorar a qualidade do que é oferecido a seus alunos, muitas secretarias municipais do País aderiram às redes de ensino, como Anglo, COC, Objetivo e Positivo, que terceirizam suas apostilas e treinam os professores. De acordo com um estudo da Fundação Lemman, de São Paulo, as notas das escolas públicas que adotaram o sistema melhoraram consideravelmente nos exames do Prova Brasil, do MEC. “É um modelo que funciona muito bem para escolas que não têm condições de investir nos professores”, afirma Guilherme Faiguenboim, diretor da Associação Brasileira de Sistemas de Ensino (Abrase) e do Anglo. “Para as públicas, tem dado certo.” Além das apostilas, os professores são treinados e acompanhados ao longo do ano letivo, o que nem sempre acontece quando dão aulas com os livros didáticos do MEC.
Uma maneira de valorizar a formação do aluno e suas aptidões pessoais são as disciplinas diferenciadas e as aulas extraclasse. No Colégio Sinodal, de São Leopoldo, número 1 do Enem do Rio Grande do Sul, além de uma forte ênfase nas artes e nos esportes, há aulas de educação financeira para todos os alunos a partir do quinto ano do fundamental. No ensino médio, os adolescentes aprendem emprendedorismo como disciplina obrigatória. “Eles precisam, inclusive, montar um plano de negócios de uma empresa”, conta Ivan Renner, diretor da escola. “Queremos que eles tenham espírito empreendedor.” No Colégio Equipe, do Recife, primeiro lugar do Enem de Pernambuco, o infantil tem até aula de horta, na qual aprendem o valor do campo e da alimentação.
Na hora de escolher uma escola, também é muito importante observar se o discurso está aliado à prática. Uma maneira de medir os valores de uma instituição de ensino é questioná-la, por exemplo, sobre inclusão social e de deficientes físicos. “Esse é um meio de formar adultos conscientes”, lembra Quézia Bombonatto. Além disso, não custa saber como ela lida com questões tão incômodas quanto atuais, como o bullying e o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Aquela que tiver programas anti-bullying e cuidado especial para a criança TDAH está alinhada com temas do momento, que devem ser tratados com atenção. Com tantas variáveis, é inevitável que os pais se cobrem demais de si mesmos. Principalmente se perceberem que fizeram a escolha errada. Mas, se for preciso, nada impede que decisões sejam revistas. Se os pais estiverem seguros, garantem os especialistas, o filho também ficará. Além de muito mais satisfeito. E não é isso, afinal, que um pai mais deseja par a seu filho?
Colaborou Danilo Tenório, do Recife (PE)
Fonte: Revista Isto É - ed. 2129

Analfabetismo funcional chega aos bancos universitários, afirmam professores
Fonte: Rede Brasil Atual, 26/08/2010
Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual 
São Paulo - Deficiências na educação básica levam estudantes com problemas de alfabetização ao ensino superior. Professores ouvidos pela Rede Brasil Atual sustentam que alguns alunos da rede pública estadual paulista ingressam em universidades podendo ser classificados como analfabetos funcionais. O professor universitário Anselmo Büttner, à beira de completar 40 anos de docência e autor de livros na área de administração e marketing, traça um cenário preocupante. "Eles (estudantes) não sabem escrever mesmo", responde com ar grave. "É simples ver isto, eu peço sempre: 'façam uma dissertação'. E se você ler o que vem escrito é... lamentável", detalha.
Outro professor universitário, há nove anos nas salas de aula de ensino superior e executivo de uma empresa de gestão de recursos humanos, vai mais longe. O docente, que pediu para não ser identificado, calcula que 30% dos alunos de suas turmas na universidade podem ser classificados como analfabetos funcionais. "Para eles (alunos) não existe mais acentuação, nem pontuação. Cerca de 30% dos  alunos até lê mas não compreende. Eles não sabem estruturar ideias, nem se expressar", afirma. Para ele, com esse quadro há poucas possibilidades de formar profissionais qualificados. "Sem a capacidade de compreender e se expressar, o profissional vira só um 'papagaio'", avalia. "Com o sistema de progressão continuada e a vontade do governo (do estado de São Paulo) de ter estatísticas positivas sobre alunos formados, os jovens chegam à universidade com enorme deficiência (de alfabetização)", delata. Como ex-professor da rede pública estadual, Eduardo (nome completo em sigilo, a pedido do entrevistado) considera contraditória a orientação educacional do estado de São Paulo, que encampou a metodologia da progressão automática, sem a contrapartida em capacitação de professores e infraestrutura. "O mercado exige cada vez mais e as escolas oferecem cada vez menos", detecta.
Dribles - No caso do professor Büttner, a saída foi criar metodologias específicas. "Eu levo figuras e desenho no quadro o que é almoxarifado, por exemplo, para  eles compreenderem", relata. "Eles não conseguem juntar as informações, não conseguem montar uma sequência, não têm base de gramática e ortografia, mas não é só. Há limitações também na capacidade de raciocínio lógico e matemático", alerta. Rosana Almeida, professora de sociologia do ensino médio da rede pública estadual paulista, pondera que o jovem com deficiências na leitura e escrita vai enfrentar sérios problemas no mercado de trabalho, não importa a área em que decida atuar. "O aluno de direito, para fazer uma peça, tem de escrever", cita. "Por isso, em algumas faculdades é obrigatório o ensino de Língua Portuguesa em todos os cursos. Já sabem que os jovens chegam sem saber escrever", informa. Büttner também é crítico em relação aos colegas professores. Apesar da gravidade da questão, ele insiste que os educadores devem se adequar às necessidades educacionais dos alunos, com estratégias que os auxiliem a compreender o conteúdo. "O problema existe e é grave com alunos da escola pública, mas eu tento levar o conhecimento ao patamar dos alunos". 

Financial Times sugere à Grécia seguir lições econômicas do Brasil
Fonte: Diário Britânico Financial Times
Artigo publicado na edição de hoje do diário britânico compara ajuste feito por Lula no início do governo com as medidas que o governo grego precisa tomar agora.
Da Redação
Londres - A Grécia deveria aprender com o Brasil "a lição de como um governo de centro-esquerda pode transformar o rigor fiscal em ganho político", segundo afirma um artigo publicado nesta quarta-feira pelo diário britânico Financial Times.
O texto, assinado pelo editor de economia internacional do jornal, Alan Beattie, comenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o cargo "em meio ao pânico sobre uma iminente bancarrota do governo e está prestes a deixá-lo luxuriando-se em uma antes inimaginável popularidade nas nuvens", noticia "O Estado de S. Paulo".
A Grécia, governada pelo primeiro-ministro socialista George Papandreou, vem há meses enfrentando a desconfiança internacional sobre sua capacidade de honrar com sua dívida.
O jornal comenta que Papandreou "herdou essa confusão de seu antecessor incompetente e mentiroso" e que "resolver essa bagunça pode criar uma narrativa política poderosa de recuperação e redenção".
Ao citar o exemplo brasileiro, o artigo observa que quando Lula foi eleito, em 2002, o Brasil havia recém recebido um empréstimo de US$ 30 bilhões do FMI, o maior da história até então, para tentar conter a queda acentuada da confiança sobre a solvência do país.
O texto observa que Lula ignorou os "cantos de sereia" para anunciar uma imediata suspensão do pagamento da dívida ao assumir o cargo e adotou uma dura meta de superávit fiscal primário ainda mais alta do que o FMI pedia.
O jornal relata que em um ano o Brasil havia recuperado a confiança dos investidores internacionais e não se falava mais sobre a possibilidade de uma moratória.
"Os oito anos subsequentes - que, para sermos justos, aproveitaram o trabalho iniciado pelo governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso - constituíram um raro período de sucesso para a democracia social na América Latina", afirma o jornal.
"Ortodoxia fiscal, crescimento estável, alívio da pobreza por meio do emprego e do sistema de benefícios da Bolsa Família: todos são exemplos extremamente úteis em uma região onde o modelo de esquerda alternativo é o populismo brutamontes de Hugo Chávez", diz o artigo.
Para o jornal, porém, "tristemente" as chances de o atual governo grego conseguir repetir o sucesso brasileiro são pequenas.
A principal razão para isso é que o Brasil se aproveitou de um período de crescimento econômico mundial e preços de commodities em alta.
A Grécia, por sua vez, tem de fazer suas mudanças "em um ambiente internacional de consumidores relutantes e investidores temerosos", observa o jornal.
O jornal conclui afirmando que provavelmente a Grécia não terá como escapar de declarar uma moratória para reestruturar sua dívida, mas que não deverá fazer isso imediatamente, para ter tempo de resolver outros problemas estruturais de sua economia e para permitir aos investidores se prepararem para isso e evitar assim uma contaminação para o resto da economia europeia ou mundial. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Uma lição para RH
Fonte: Revista Melhor, Edição 273
Uma verdadeira revolução educacional no Nordeste mostra como é possível imaginar um país melhor
Thais Gebrim 
Há dez anos, um grupo de empresários se uniu para restaurar o prédio do Ginásio Pernambucano, tradicional escola pública do Recife (PE). Liderada pelo então presidente da Philips na América Latina, Marcos Magalhães, que hoje preside o Instituto de Co-  Responsabilidade pela Educação (ICE), a iniciativa evoluiu para um novo modelo de gestão do ensino médio, que forma os jovens não só academicamente, como também para enfrentar o mundo do trabalho e, o que é mais importante, a vida. O modelo deu tão certo que  extrapolou as fronteiras daquele estado. Uma injeção de ânimo para quem aposta na educação de qualidade para o desenvolvimento pleno e sustentável do país. Na entrevista a seguir, Magalhães fala das razões e dos resultados de sua iniciativa. 
O que o motivou a se dedicar a um projeto como esse?
Do ensino básico à universidade, sou um produto da escola pública. Estudei no Ginásio Pernambucano, instituição fundada em 1825 que era padrão de qualidade na região e formou grande parte da elite nordestina. O prédio havia sido evacuado e estava abandonado. Então, arregimentei um grupo de empresários [além da própria Philips, da Odebrecht, do ABN Amro e da Chesf - Companhia Hidrelétrica do São Francisco] para reformá-lo. Dois anos depois, quando estava quase pronto, concluímos que só devolvê-lo ao poder público não era suficiente. Tínhamos de criar um fato novo. No meio empresarial, já havia o consenso de que o Brasil só vai avançar adequadamente se tiver uma população educada. Começamos, então, a desenvolver um modelo de gestão focado no adolescente da escola pública, considerando todas as suas deficiências, como o fato de pertencerem a famílias de baixa renda e possuírem baixo nível de ambição.
Em vista do crescimento econômico do país, a qualidade da educação, hoje, é uma responsabilidade ainda maior da iniciativa privada?
A responsabilidade é de todos nós, mas os empresários não podem assumir o papel do gestor público. Historicamente, as empresas recebem profissionais sem a qualificação adequada e gastam verdadeiras fortunas para qualificá-los no básico, que já deveriam trazer da escola. O Brasil carrega nas costas uma ineficiência de produtividade intrínseca ao baixo nível de escolaridade da população. Para dar uma ideia da relevância disso, nos EUA, a consultoria Mckinsey fez uma conta interessante. Lá, os jovens hispânicos e negros têm uma defasagem de aprendizagem de dois a três anos em relação aos brancos. Se esse atraso tivesse sido eliminado nos últimos dez anos, o PIB americano hoje seria 700 bilhões de dólares maior. A escolaridade média naquele país é de 14 anos. Imagine, então, o impacto da educação no Brasil, cuja média é de sete anos. Queremos crescer numa faixa de 5% ao ano, mas já apresentamos apagão de mão de obra; portanto, temos de trabalhar juntos para assegurar que a qualidade do ensino público melhore de forma efetiva.
Além de mudar o modelo pedagógico, o projeto estabelece cumprimento de metas e atrela remuneração a resultados. Até que ponto a semelhança com a gestão de uma empresa contribui para o sucesso da iniciativa?
Tenho dois entendimentos sobre isso. O primeiro é que, a cada dia, a escola se parece mais com a empresa e a empresa se parece mais com a escola, porque ambas são ambientes de aprendizagem. Além disso, a gestão de uma escola é extremamente complexa e aí já surge um problema. No Brasil, não existem cursos para formar diretores de escolas. Em geral, ele é um professor, sem formação em gestão, administração ou planejamento. O diretor de escola tem de liderar a equipe administrativa, os professores, alunos, pais dos alunos e a comunidade no seu entorno e atender às frequentes demandas, em geral extemporâneas, dos políticos. A metodologia que criamos é um pilar fundamental desse processo, porque treinamos desde as equipes da Secretaria de Educação até os diretores e professores. Criamos a Tecnologia Empresarial Sócio-Educacional (Tese), plataforma para que o modelo pedagógico funcione com eficiência. A partir dela, é possível estabelecer metas, objetivos, métricas, sistemas de bonificação e de acompanhamento.
O governo pernambucano transformou o programa em política pública, avalizando sua continuidade. Como garantir a perenidade em outros estados?
O ICE tem uma espécie de cartilha de obrigações na qual um dos itens fundamentais é que seja aprovada uma lei criando o programa. Com isso, tem-se um arcabouço jurídico que permite implementar as mudanças necessárias a uma educação diferenciada.
Dá para exemplificar os resultados que vêm sendo obtidos?
Atualmente, o modelo está presente em160 escolas de Pernambuco, 60 do Ceará, 18 do Piauí e três de Sergipe. Temos tido um índice de 50% a 60% de aprovação nos vestibulares de boas universidades - a média das escolas públicas é inferior a 10% -, e as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) [divulgado ano passado] estão substancialmente acima das médias de Pernambuco, do Nordeste, do Brasil e do melhor estado, que foi o Rio Grande do Sul.