
30/08/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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responda esta mensagem inserindo no campo "Assunto" a palavra:
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Número de vagas nas universidades deve aumentar
É a hora deles
MEC investiga faculdades por suspeita de não oferecerem ProUni
PL permite pedido de revisão do financiamento pelo Fies
A zona cinza das estatísticas educacionais
Amor sem Preço
Política de ensino de defesa é definida pelo Governo Federal
Hora de investir em educação
Último dia para prestar informações sobre dados sobre frequência escolar do Bolsa Família
Estudantes da UnB desenvolvem robôs para a Nasa
Percentual de sobrepeso é maior entre estudantes de particulares
Números da eleição em SC
A disputa pelas vagas do Senado
Site vai permitir ao eleitor brasileiro saber o que pensam candidatos ao Senado (Corrigida)
Audiência discute papel das universidades comunitárias
Abertas as inscrições para o 5º Congresso dos Centros Acadêmico de Direito de Santa Catarina
Universidades públicas brasileiras receberão estudantes haitianos
Guiné-Bissau busca no Brasil experiências com alimentação escolar
O que pensam os presidentes
Como escolher a escola para o seu filho
Analfabetismo funcional chega aos bancos universitários, afirmam professores
Financial Times sugere à Grécia seguir lições econômicas do Brasil
Uma lição para RH
Número de vagas nas universidades deve aumentar
Fonte: www.nota10.com.br, 30 de Agosto de 2010
O número de vagas para ingresso nas universidades do país
vai aumentar de 113 mil para 250 mil como consequência dos
investimentos em educação feitos pelo governo, que
triplicaram o orçamento do Ministério da
Educação (MEC) de R$ 20 bilhões para R$ 60
bilhões. Segundo a Agência Brasil, a
informação foi dada na semana passada pelo ministro da
Educação, Fernando Haddad, ao discursar na reunião
do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que ocorre no
Palácio Itamaraty, em Brasília.
Haddad disse que o anúncio oficial sobre o crescimento de mais
de 100% nas vagas para acesso às universidades será feito
brevemente e comparou os investimentos em educação com o
Programa Bolsa Família. Segundo ele, os R$ 60 bilhões do
orçamento atual do ministério representam
“três bolsas famílias”.
Além das 250 mil vagas nas universidades federais, ele disse que
haverá mais 150 mil nas particulares, graças ao Programa
Universidade para Todos (ProUni).
É a hora deles
Fonte: Diário Catarinense, 28/08/2010
Tem muito pai e mãe que se olham no espelho e veem vários
fios de cabelo branco na cabeça e pensam que é velhice.
Mais das vezes, não é. É cabelo branco de filhos,
de pensar nos filhos, de se preocupar com os filhos. Isso é
bonito, mas pode ser muito ruim para a saúde e para a felicidade
dos pais. Muitas vezes, os pais não têm estudo, não
tiveram a mesma sorte que eles hoje dão aos filhos, mas ainda
assim os pais têm boa ideia do significado dos bons estudos. E
dão isso aos filhos.
E o que fazem muitos filhos? Cheiram as oportunidades como
alguém enfarado diante de um prato de comida, torcem o bico, o
nariz, e saem a passos, não aceitam o “prato”,
não estudam, não trabalham, não se decidem por
nada.
E aí, alguém vai dizer que a culpa é dos pais? Do
mesmo modo como hoje se diz que uma criança, ainda no ventre
materno, já sofre as influências do meio externo, por que,
então, um filhão, uma filhona, não se dá
conta de que joga tempo e vida fora não estudando, não
crescendo para a vida?
Leio tudo o que me cruza as retinas sobre empreendedorismo,
liderança, gestão, RHs, tudo, de tudo, gosto da
área, faz parte dos meus estudos. E volta e meia retorna a
pergunta a algum administrador, a algum guru de plantão:
“Liderança, empreendedorismo se aprende, se ensina?”
Não, definitivamente não. O que se pode fazer é
passar, repassar ensinamentos que vão aperfeiçoar o que
já está batendo no peito de um jovem, de uma pessoa.
Quando a pessoa se descobre motivada para uma área de trabalho,
ciência, arte, o que for, surgem, naturalmente, dentro dela as
inspirações para o sucesso. A paixão pela arte,
pelo ofício, torna a pessoa criativa, de apurada
percepção. Ela vê o que outros não conseguem
ver, a diferença está na paixão dos olhos
observadores. E o que mais me irrita nesses encontros de
lideranças, para jovens ou não, é alguém
perguntar sobre o que fazer, onde o mercado está pagando mais...
É uma pergunta prostituta. Vai dar dinheiro, sucesso aquilo que
você fizer por amor, por casamento de suas ações
com suas aptidões e gostos. Todos podem ter sucesso, basta
descobrir-se. E quem quer se descobre. Pai, mãe, fizeste o que
tinhas que fazer pelos filhos?
Eles, agora, que se cocem.
MEC investiga faculdades por suspeita de não oferecerem ProUni
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 09:31 hs, 28/08/2010.
Se comprovada irregularidade, instituições podem ter de
sair do programa. Outras investigações apuram problemas
em titulação e horário de docentes.
Fernanda Nogueira Do G1, em São Paulo
O Ministério da Educação (MEC) instaurou processos
administrativos contra seis faculdades para apurar irregularidades no
Programa Universidade para Todos (ProUni). As portarias foram
publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira
(27).
Segundo a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC,
há suspeita de que as instituições de ensino
superior tenham deixado de oferecer vagas pelo ProUni em seus
vestibulares. A adesão das instituições de ensino
ao ProUni é voluntária e ocorre pelo menos um mês
antes da abertura de inscrições. Ao aderir ao programa, a
universidade é obrigada, por lei, a destinar bolsas em todos os
cursos e vestibulares.
As instituições investigadas são a Faculdade
Primavera, mantida pelo Centro de Ensino Superior de Privamera
(Cespri), em Primavera (SP); a Faculdade de Ciências e
Educação do Espírito Santo, mantida pela Unidade
Educacional de Ensino, Pesquisa e Extensão do Espírito
Santo (Unives), em Vitória (ES); a Faculdade de Olinda (Focca),
mantida pela Associação Olindense Dom Vital de Ensino
Superior, em Olinda (PE); a Faculdade José Lacerda Filho de
Ciências Aplicadas, conhecida como Faculdade de Ipojuca
(Fajolca), mantida pela Associação Vale do Ipojuca de
Educação, Ciência e Cultura, em Ipojuca (PE); a
Faculdade Octógono (Foco), mantida pelo Instituto
Octógono de Ensino Superior, em Santo André (SP) e a
Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Igarassu (Facig), mantida
pela Associação Igarassuense de Educação e
Cultura, em Igarassu (PE).
Segundo a secretaria, a Facig foi desvinculada do programa em 2009
após comprovação de que não ofereceu vagas
pelo ProUni. A faculdade recorreu da decisão e, agora, foi
instaurado um novo processo para verificar se regularizou a
situação.
As faculdades terão dez dias para apresentar defesa ao MEC
após serem notificadas e, se comprovada a irregularidade, podem
ser desvinculadas do ProUni.
Criado em 2005, o programa concede bolsas de estudo integrais ou
parciais para estudantes de baixa renda, em instituições
privadas de educação superior. Em contrapartida, o
governo federal oferece isenção de alguns impostos
às instituições.
Procuradas pelo G1, quatro faculdades ainda não se pronunciaram
sobre o caso. A diretora da Focca, Maria Antonieta Chiappetta, afirmou
que a faculdade oferece vagas pelo ProUni em todos os vestibulares,
mesmo sem ter isenção de impostos, já que é
uma instituição sem fins lucrativos. "O MEC está
equivocado. Oferecemos vagas todo semestre e vamos provar", disse.
A diretora da Faculdade Primavera, Maria Cecília Gazeta, disse
ter um termo aditivo do ProUni, assinado em 26 de janeiro deste ano, e
que a instituição concedeu regularmente as bolsas de
estudo. "Não temos nenhuma irregularidade", afirmou Maria
Cecília.
Docentes
O MEC abriu processo administrativo também, segundo portarias
publicadas no Diário Oficial da União nesta sexta-feira,
contra duas universidades por suspeita de descumprimento da
obrigatoriedade de ter um terço dos docentes com mestrado ou
doutorado e um terço dos docentes em regime de tempo integral.
As instituições investigadas são a Universidade
Vale do Rio Doce (Univale), em Governador Valadares (MG), e a
Universidade Castelo Branco (UCB), no Rio de Janeiro (RJ).
De acordo com a secretaria, a Univale é investigada por suspeita
de não ter cumprido a carga horária dos docentes. A UCB
pode ter problemas na titulação e na carga
horária, segundo a secretaria.
Em nota enviada por e-mail, a UCB afirmou que aguarda a
notificação do MEC para apresentar as
comprovações de que atendeu ao artigo 52 da Lei de
Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta a questão.
A Univale disse que ainda não foi notificada, por isso não pode se manifestar sobre o processo administrativo.
Fonte: G1 - Portal Globo
PL permite pedido de revisão do financiamento pelo Fies
Fonte: www.nota10.com.br, 30 de Agosto de 2010
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7394/10, que permite ao aluno
participante do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior
(Fies) pedir ao Ministério da Educação (MEC) a
revisão do valor do benefício, caso não tenha
conseguido financiamento total das mensalidades pagas em uma faculdade
ou universidade particular.
De acordo com a Agência Câmara, por meio dessa
revisão, o estudante poderá pleitear o aumento do
percentual financiado, que pode ser de até 100% do valor do
curso. A proposta altera a Lei do Fies (10.260/01), que hoje não
prevê a revisão.
O autor da proposta, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN),
acredita ser uma distorção a impossibilidade de o aluno
beneficiado solicitar a revisão do percentual financiado.
A revisão, segundo ele, pode ser necessária caso haja um
agravamento da condição social do aluno ou mesmo em
razão de alteração do percentual máximo de
financiamento, como já ocorreu no caso do Fies. Em 2007, a Lei
11.552 elevou o percentual máximo sujeito a financiamento de 70%
para 100%.
A zona cinza das estatísticas educacionais
Fonte: www.abmeseduca.com, 30/08/2010
Entre 2005 e 2008 passaram pelas salas de aula de 3 Ano do Ensino
Médio, 9.1 milhões de estudantes. Se desconsiderarmos os
repetentes, 9.1 milhões de concluintes únicos. Por outro
lado, se considerarmos os alunos da Educação Profissional
(1 milhão em 2009) e da Educação de Jovens e
Adultos (1.2 milhão em 2009), o número de formandos do
ensino médio ultrapassa 11 milhões nesse período.
No mesmo espaço de tempo, 5.8 milhões de pessoas
ingressaram no Ensino Superior no país. Desconsiderando aquelas
com mais de 30 anos (em média 30%), passaram nos
vestibulares (e outros processos seletivos) 4 milhões de jovens
com menos de 30 anos, a maior parte recém egressa do ensino
médio, no processo de continuidade da educação por
meio da faculdade.
Na “aritmética de padaria”, na outra ponta, seis
milhões de estudantes não ingressaram em nenhum
Curso Superior, gerando uma questão fundamental para os gestores
do segmento: “onde foram parar, afinal?”
Parte aglutinou-se nas salas dos cursinhos preparatórios,
cantarolando formulas, decorando machetes e investindo na
preparação necessária para a
aprovação nos vestibulares mais concorridos das
instituições publicas. Parte foi absorvida pelo mundo do
trabalho (aqueles alunos da educação profissional com
salários razoáveis).
Uma quarta parte, no entanto, vem trilhando o caminho pouco mensurado dos cursos preparatórios para concursos publicos.
Um mundo novo de empregabilidade e segurança
De dezembro de 2002 a outubro de 2009 (no governo Lula) foram criados
no poder executivo 63.270 novos postos (totalizando – segundo
dados do Ministério do Planejamento – 549 mil servidores
publicos no poder executivo). Nos concursos mais disputados 90%
dos aprovados freqüentaram cursos preparatórios.
Os números do que já se convencionou chamar de a
“indústria dos concursos” são superlativos.
Segundo informações da Editora Jornal dos Concursos,
referência no segmento, publicadas em reportagem do Jornal de
Brasília de 08/02/2010, atualmente existem mais de 86 concursos
com inscrições abertas que somam 233.215 vagas e
salários que podem chegar a R$ 20 mil reais por mês.
A afirmação segundo a qual é preciso diminuir o
“tamanho do Estado” - do ponto de vista do emprego
público - necessita de mais fundamentos. Pelo menos
comparativamente. Dados recentes, tanto do Ministério do
Trabalho, quanto do IBGE, mostram que no Brasil, o serviço
público representa 1/5 dos empregos do país, em 2008.
Já nos países da Europa Ocidental, conhecidos pela
qualidade dos serviços públicos que oferecem às
suas populações, o emprego público equivale a pelo
menos 25% do total de ocupados. Na França 28%.
Essas questões foram reveladas pelo levantamento com dados da
Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílios, o Pnad, realizado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que
estimou – ainda – em 10 milhões, o número de
brasileiros que buscam uma vaga no serviço público. A
pesquisa considera todos os candidatos. Não só os que
estão matriculados em cursos preparatórios, mas
também os que estudam em casa. Concursandos preparando-se em
cursos preparatórios presenciais e/ou semipresenciais são
da ordem de 20% dos inscritos (2 milhões de potenciais
candidatos).
Esse mercado torna-se atraente por possuir um numero menor de atores
que o do Ensino Superior. Enquanto, atualmente, mais de 2 mil
instituições de ensino superior atuam no Brasil, pouco
mais de 500 cursos preparatórios para concursos absorveram esses
milhões de estudantes em 2008 segundo dados da a
Associação Nacional de Proteção e Apoio aos
Concursos (ANPAC).
Compreender o novo transito da educação continuada,
desviado do ingresso imediato e tradicional no Ensino Superior, pela
oportunidade revelada na explosão das vagas e dos concursos
publicos, é entender o caminho trilhado por parte dos
“ex-futuros-alunos” das faculdades em todo Brasil. Os
cursinhos preparatórios para concursos publicos vem desviando
dos vestibulares bons alunos, avidos pelos salários e
segurança ofertados nas vagas que não demandam grau
superior.
Novamente oportunidades ou ameaças, dependem da
orientação de cada faculdade. O fato é que –
em algumas regiões de forma mais acentuada – muitos
estudantes ao finalizarem o terceirão, tem ido aquecer as
cadeiras desses cursinhos, no lugar de somar as universidades. E
é fato, também, que muitas universidades tem investido
nessa lateralização de sua atividade incorporando
cursinhos preparatórios ao seu repertório de
serviços.
Rafael Villas Bôas
Gerente de Marketing da CM Consultoria
Autor do blog www.tcexp.com.br
Amor sem Preço
Fonte: Jornal A Notícia, 29/08/2010
Existe um Dia Nacional do Voluntariado, celebrado ontem. E outros 364
para ser um Voluntário. Vontade. É desta palavra, com
origem no latim “voluntas”, que deriva a palavra
voluntariado. Voluntário é aquele ou aquilo que age sem
que seja induzido a tal, mas pela própria vontade, por
motivação intrínseca. Tudo o que é
espontâneo é voluntário. Com o passar do tempo, a
expressão “trabalhador voluntário”
transformou-se apenas em “voluntário”, que passou a
designar aquelas pessoas que trabalham sem remuneração,
geralmente com objetivos filantrópicos, de ajuda ao
próximo e assistência social, e que o fazem
necessariamente por vontade própria.
A figura do voluntário assistencial existe há milhares de
anos, e uma passagem muito conhecida é a do “bom
samaritano”, parábola bíblica que trata de um
viajante da Samaria que, sem esperar nada em troca, provê
auxílio a uma pessoa ferida caída na estrada. Durante
muitos anos, coube exclusivamente às religiões o papel do
voluntariado e da assistência social, como no caso da
saúde e educação. Ao longo dos anos, surgiram
organizações como a maçonaria (nos moldes atuais
desde o século 18) e clubes de serviços como o Rotary,
Lions e o escotismo (início do século 20) que embora
não tenham a filantropia e assistência social como seu
objetivo principal, os têm como mola propulsora, e congregam
milhões de voluntários mundo afora.
Após a realização da Conferência RIO 92, o
Terceiro Setor (conjunto de organizações
não-governamentais e sem fins lucrativos) passou a ter
presença maciça na sociedade, ocupando uma lacuna da
atuação do Estado. Estima-se que hoje existam mais de 400
mil ONGs no Brasil, e cerca de 75% delas sustentadas por trabalho
voluntário. Segundo pesquisa da Universidade Johns Hopkins, o
Terceiro Setor movimentou em 2008 cerca de 5% do PIB do Brasil. Isto
demonstra claramente a importância crescente da
atuação das ONGs e, consequentemente, do trabalho
voluntário.
A solidariedade está na alma e na mente da maioria das pessoas.
Segundo pesquisa do Portal Voluntários, 54% dos jovens
brasileiros gostariam de fazer trabalho voluntário, mas
não sabem como começar. E começar é
fácil.
É importante frisar que todos podem ser voluntários, e
há várias formas simples de sê-lo, desde gravar a
leitura de livros, para que bibliotecas possam oferecê-los em
versão falada a deficientes visuais, a praticar voluntariado sem
sair de casa, como se descobre ao digitar “voluntariado
online” no Google.
Existe ainda a possibilidade de praticar trabalho voluntário no
exterior, como no programa Voluntários da ONU (UNV), que atua em
comunidades carentes, áreas de conflito ou em cenários de
desastres naturais; ou em acampamentos na Irlanda para cuidar de
deficientes (os dois possuem ajuda de custo para o período de
voluntariado), por exemplo.
Há vagas para voluntários de todas as idades,
escolaridades, nível de renda e qualificação. Para
saber onde achar uma oportunidade de emprestar seu trabalho, seu
conhecimento e seu tempo, é preciso fazer para si mesmo algumas
perguntas que orientarão o caminho: qual habilidade e
conhecimento eu tenho para compartilhar? Quantas horas semanais ou
mensais eu posso disponibilizar? Que tipo de trabalho mais me agrada? A
partir destas respostas, fica mais fácil encontrar a
organização certa.
Por outro lado, o voluntário que as organizações e
comunidades mais desejam é o que tenha bom caráter e
comprometimento. Voluntários não comprometidos
atrapalham. Assim como não se pode deixar de ir ao trabalho
remunerado por conta de fatores como chuva ou de falta de ânimo,
também o trabalho voluntário precisa ser levado a
sério, já que há inclusive
legislação sobre o assunto, a Lei 9.608/98.
Participar de projetos sociais e atuar em comunidades carentes
desinteresadamente traz diversos benefícios ao
voluntário: grande satisfação pessoal, por
sentir-se responsável por uma parcela de
contribuição à melhoria do mundo;
aquisição e exercício de habilidades
profissionais, que são valorizadas pelas empresas na hora da
contratação e podem fazer a diferença na hora da
tomada de decisão; favorecimento do uso da criatividade ao aliar
poucos recursos e um enorme desafio no combate às más
condições de vida; e ser protagonista do desenvolvimento
sustentável, o novo paradigma que dominará as empresas,
governos e sociedade no século 21.
Ser voluntário é gratificante e fácil, basta ter comprometimento e vontade.
*Guilherme Augusto Heinemann Gassenferth é funcionário do
Banco do Brasil, onde coordena uma estratégia de
geração de renda e desenvolvimento sustentável no
bairro Jardim Iririú, à frente de um grupo cooperativo de
18 costureiras; é diretor de responsabilidade social do
Núcleo de Jovens Empresários da Acij, diretor de projetos
para o Brasil do Instituto Ikê, que trabalha
geração de renda no Brasil e na Angola e é
sócio ativo do Rotaract Club Manchester em Joinville.
Está concluindo pós-graduação em
gestão de organizações do terceiro setor, na PUC
(PR).
GUILHERME AUGUSTO HEINEMANN GASSENFERTH
Política de ensino de defesa é definida pelo Governo Federal
Fonte: Jornal da Educação, ano 15, nº 3830, 30 de agosto de 2010
O Governo Federal editou o Decreto 7.274, em 25 de agosto de 2010, dispondo sobre a Política de Ensino de Defesa.
O mesmo tem um direcionamento aos órgãos e entidades da
administração pública federal contudo traz
reflexos nas instituições de ensino eis que menciona a
equivalência entre o ensino militar e o civil.
Incentiva também as linhas de pesquisas e produção
científica na área e estimula as
cooperações entre as entidades públicas e
privadas. Nada impede que as organizações privadas se
habilitem a recursos que naturalmente são disponibilizados para
que o ensino de defesa sejam levados a efeito.
(IPAE 161 - 08/10)
Hora de investir em educação
Fonte: Jornal A Notícia, 29/08/2010
A China é uma enorme contradição. No primeiro
semestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do país levou-os
à segunda colocação no ranking mundial,
atrás dos Estados Unidos. É a primeira vez que uma
nação emergente entra no seleto grupo das sete maiores
economias do planeta. Os outros sócios deste clube são
Alemanha, França, Inglaterra, Itália e, claro, Estados
Unidos e Japão. O Brasil é a oitava nação
mais rica do mundo.
A chegada da China à vice-liderança levanta uma
discussão importante sobre como pensar o futuro do Brasil e as
estratégias de ação para redução dos
abismos sociais presentes na sociedade. Além de segundo
país mais rico do mundo, a China é também o
segundo país com maior número de pobres no planeta, perde
apenas para a Índia. É um lado pouco divulgado da
pujança chinesa, mas são 150 milhões de pessoas
– quase um Brasil - que vivem com menos de US$ 1 por dia.
A contradição chinesa é ser um país rico de
pessoas pobres. A renda per capita é de US$ 3,7 mil contra US$
35 mil a US$ 46 mil das outras seis maiores economias do mundo. A renda
per capita do Brasil é mais que o dobro da chinesa, mas, claro,
infinitamente menor que a de Estados Unidos, França,
Japão e companhia.
Por isso, os números chineses devem ser traduzidos com cuidado e
merecem reflexão. Eles apresentam a diferença entre
riqueza e prosperidade. O Brasil é a bola da vez, junto com
Índia e China, para ocupar a vaga de locomotiva do mundo, mas
não basta estar no topo.
É preciso gerar as condições necessárias
para criar a prosperidade entre a população. Isso deve
ser feito com políticas claras de incentivo à
educação contínua. É necessário
criar um contingente dezenas de vezes maior do que temos de
técnicos e engenheiros, em suas diferentes especialidades, para
suprir a expansão com qualidade.
A criação de uma base de profissionais compatíveis
com a expansão dos setores da nova economia – tecnologia e
serviços – também ajudará ao Brasil a
ultrapassar outro desafio que será criado pela própria
China. Nos próximos 20 anos estima-se que 400 milhões de
chineses deixarão o campo para viverem nas cidades. Essa
gigantesca onda de novos consumidores precisará de casas, de
infraestrutura viária, etc. É isso que garantirá o
crescimento do país pelas próximas décadas.
Isso também pode significar uma oportunidade ao Brasil. Ou uma
ameaça. É preciso saber como enfrentaremos o desafio.
Esses 400 milhões de chineses trabalharão nas
indústrias e, como é de se supor que terão pouca
formação técnica, irão para fábricas
de produtos de baixo valor agregado. Assim, continuaremos a assistir
à enxurrada de brinquedos, calçados e têxteis made
in China, como também, artigos de alta tecnologia; porém,
em menor escala em nosso mercado.
É nessa lacuna que o Brasil poderá crescer. Mantendo uma
política clara de incentivo à educação. Na
outra ponta, avançando sobre os custos de
produção, modernizando a legislação
trabalhista e apoiando uma maior abertura da economia. Nos
próximos três, quatro anos, continuaremos com gaps de
mão de obra altamente qualificada em vários setores.
E se as economias mundial e brasileira continuarem aquecidas, esse
déficit permanecerá elevado. Por isso, é
necessário, agora, incentivos para criação de
novas instituições com foco em ensino técnico.
São elas que proverão o País de mão de obra
qualificada e elevarão a renda per capita, tornando o Brasil uma
nação próspera e não apenas rica.
ALEXANDRE SCHAEFFER É DIRETOR DE EMPRESA DE COMÉRCIO EXTERIOR
Último dia para prestar informações sobre dados sobre frequência escolar do Bolsa Família
Fonte: Jornal da Educação, ano 15, nº 3830, 30 de agosto de 2010
Termina nesta segunda-feira, dia 30, o prazo para os municípios
informarem ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate
à Fome a frequência escolar dos beneficiários do
Programa Bolsa Família. Os dados a serem informados são
de junho e julho.
O benefício é entregue a alunos de 6 e 15 anos que devem
estar matriculados e ter frequência escolar mensal mínima
de 85%. Os estudantes entre 16 e 17 anos devem ter frequência de,
no mínimo, 75%. Já na área de saúde
é preciso estar com o cartão de vacinação
em dia e acompanhar o desenvolvimento de crianças menores de 7
anos. Já as mulheres grávidas com idade entre 14 e 44
anos devem fazer pré-natal e acompanhar a sua saúde e do
bebê.
(IPAE 162- 08/10)
Estudantes da UnB desenvolvem robôs para a Nasa
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 11:45 hs, 30/08/2010.
RIO - Dois estudantes da Universidade de Brasília (UnB) foram
selecionados para participação em parceria do governo
federal com a Nasa, Agência Espacial Americana. Flávio
Dias e Diego Viot, ambos de 23 anos, são estudantes da Faculdade
de Tecnologia da universidade.
Veja aqui o vídeo do programa (em inglês)
Em julho, a dupla esteve em Maryland, nos Estados Unidos (EUA), onde
contribuiu com a criação de dois projetos pilotos de
robôs que devem, em futuro não muito distante, explorar
ambientes fora da Terra.
O Moondog (cachorro da lua, em inglês) é um dos projetos
do Nasa Engineering Boot Camp que recebeu um toque brasileiro. Trata-se
de um robô para a coleta de amostras de água e solo em
ambientes inóspitos.
Com cerca de 1,5m de comprimento por 1,5m de largura, a máquina
movida a energia solar tem capacidade para transportar até 125kg
de carga. O controle do Moondog ocorre via satélite. É
aí que entra o trabalho de Diego Viot. Eles criaram um
microcontrolador capaz de direcionar as informações para
dois processadores acoplados ao robô. A tecnologia garante, por
exemplo, que a máquina obedeça aos comandos de virar ou
coletar uma pedra.
Outros projetos
Os jovens participaram ainda de outro projeto do Centro de Vôos
Espaciais Goddard, da Nasa. Batizado de Large, o programa busca
desenvolver uma rede de robôs capaz de explorar ambientes de
difícil acesso e relevo instável.
Sonho
É a primeira vez que brasileiros participam de um programa do
Nasa Engineering Boot Camp, que ocorre nos verões americanos.
Além de Flávio e Diego, outros dois alunos, de Minas
Gerais e Rio de Janeiro, estiveram no projeto que recebeu um total de
50 estudantes de diversos países, como Espanha, Argentina e
México.
"Foi um dos momentos mais importantes da minha vida", afirma
Flávio, que nunca tinha viajado para fora do Brasil. "É a
realização de um sonho representar o país na
Nasa", completa Diego durante entrevista à Agência UnB.
A dupla, que passou 30 dias nos EUA, teve os currículos
selecionados em um projeto do Ministério da Ciência e
Tecnologia (MCT). O secretário para Inclusão Social do
MCT, Roosevelt Tomé, explica que este é o primeiro passo
para a aproximação entre as universidades brasileiras e a
Nasa.
Diego e Flávio vão buscar apoio para retornar à
terra do Tio Sam em 2011. Eles querem dar continuidade aos projetos. Os
estudantes acreditam que é preciso o engajamento não
só do governo, mas também das universidades para que
outros jovens tenham a oportunidade que eles tiveram.
Fonte: O Globo on line
Percentual de sobrepeso é maior entre estudantes de particulares
Fonte: Jornal da Educação, ano 15, nº 3830, 30 de agosto de 2010
Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada na
última sexta-feira (27), pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) revelou que os estudantes de escolas
privadas são mais gordinhos que os das
instituições públicas.
O estudo pegou os alunos do 9º ano do ensino fundamental das
capitais e do Distrito Federal. Cerca de 23,2% dos estudantes
estão com excesso de peso dos quais 7,2% sofrem de obesidade.
Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), com taxas de 20,1% e 18,3%,
respectivamente, são as campeãs de sobrepeso. Palmas
é a capital com menor percentual, 10,9%.
Já o déficit de peso é maior em Salvador,
atingindo 4,4% dos estudantes pesquisados, e Porto Alegre, que possui
1,1% das crianças nesta situação. As escolas
públicas apresentaram o maior índice de estudantes abaixo
do peso ideal.
(IPAE 164 - 08/10)
Números da eleição em SC
Fonte: Diário Catarinense, 28/08/2010
Levantamento do Ibope aponta empate técnico entre Angela e Colombo ao governo, e mesmo cenário entre Dilma e Serra
A primeira pesquisa Ibope depois do início do horário
eleitoral mostra crescimento do candidato Raimundo Colombo (DEM), que
aparece em empate técnico com Angela Amin (PP). Na corrida
presidencial, Dilma Rousseff (PT) aparece em primeiro lugar entre os
eleitores catarinenses, seguida por José Serra (PSDB).
Para o governo, a pesquisa, encomendada pelo Grupo RBS e realizada
entre os dias 24 e 26 de agosto, aponta que Angela continua liderando a
preferência do eleitorado, com 31%. Mas Colombo, agora, aparece
encostado na pepista, com 27%. Pelos critérios dos votos
válidos, excluídos os brancos e nulos, Angela e Colombo
estariam no segundo turno.
Ideli Salvatti (PT) permanece inalterada na terceira
posição, com 16%, enquanto o número de indecisos
cresceu de 12% para 18%.
Na projeção de segundo turno entre Angela e Colombo, a
ex-prefeita mantém a liderança, mas o senador
também diminuiu a diferença em relação
à pesquisa publicada no dia 8 de agosto. No confronto com Ideli,
Angela permanece à frente, com 48% contra 26%. Se o segundo
turno fosse entre Colombo e Ideli, Colombo venceria com 43%, contra 29%.
A pesquisa apresenta o índice de rejeição dos
candidatos. Angela tem a maior rejeição (17%), seguida
por Ideli (13%) e Colombo (8%).
Na disputa pela Presidência, Dilma agora aparece em primeiro
lugar, com 40%. Se a eleição fosse hoje, Serra teria 38%,
e Marina Silva (PV), 8%, conforme a pesquisa. Em um segundo turno entre
Dilma e Serra, a petista teria 44%, contra 42% do tucano.
Questionado sobre quem está fazendo a melhor campanha no
horário eleitoral, 29% dos entrevistados apontaram Dilma; 21%,
Serra; e 44% não soube responder. Na corrida pelo governo, 17%
citaram preferência pelo programa de Angela, 13% o de Colombo e
8% o de Ideli.
A pesquisa ainda questionou os entrevistados sobre a gestão do
governador Leonel Pavan (PSDB): 39% considerou regular, 39% como boa ou
ótima e 13% como ruim ou péssima.
Além disso, 57% disseram aprovar a gestão Pavan, contra
28% que desaprovam. O governo Lula é considerado bom ou
ótimo para 73%, regular por 19% e ruim ou péssimo para 7%.
A disputa pelas vagas do Senado
Fonte: Diário Catarinense, 29/08/2010
Em nova pesquisa Ibope, ex-governador Luiz Henrique da Silveira
mantém liderança nas intenções de voto em
Santa Catarina
Na disputa ao Senado, o ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB)
permanece na frente da preferência do eleitorado catarinense,
enquanto o deputado federal Paulo Bauer (PSDB) se mantém na
segunda colocação. O levantamento mostra que ainda
é grande a indefinição entre os eleitores.
Este é o resultado da pesquisa Ibope encomendada pelo Grupo RBS
e feita entre os dias 24 e 26 de agosto. Na pesquisa estimulada, em que
os nomes dos candidatos são apresentados, Luiz Henrique é
apontado por 45% dos entrevistados, enquanto Paulo Bauer é
citado por 22%. No levantamento, Cláudio Vignatti (PT) e Hugo
Biehl (PP) aparecem em empate técnico, com 16% e 13%.
No total, 25% dos entrevistados mencionaram apenas um candidato e 13% deles afirmaram que votariam em branco ou anulariam.
Comparado à pesquisa Ibope anterior, LHS passou de 41% para 45%,
e Bauer, de 18% para 22%. Vignatti cresceu, passando de 7% para 16%,
enquanto Biehl cresceu um ponto percentual, de 12% para 13%. O
número de eleitores indecisos que afirmaram estar indecisos caiu
um pouco, passando de 57% para 53%.
Na pesquisa espontânea, em que não são dadas
opções aos entrevistados, Luiz Henrique é lembrado
por 13%, Bauer e Vignatti apresentam, cada um, 4% das
intenções de voto. Biehl é citado por 3% dos
eleitores. Faltando pouco mais de um mês para as
eleições, 76% dos entrevistados disseram estar indecisos.
Site vai permitir ao eleitor brasileiro saber o que pensam candidatos ao Senado (Corrigida)
Fonte: Portugal Digital
A página funciona com um questionário de 35 perguntas
sobre temas como aborto, impostos e maioridade penal, entre outras.
Da Redação, com Agência Brasil
Saber o que pensam os candidatos ficará à distância de um clique.
Brasília - Organizações não governamentais
de combate à corrupção lançaram esta
quinta-feira (26) um site para ajudar a orientar o eleitor nas
próximas eleições. A plataforma permitirá
ao cidadão saber as opiniões dos candidatos de seu estado
sobre questões polêmicas.
A página funciona com um questionário de 35 perguntas
sobre temas como aborto, impostos e maioridade penal, entre outras. O
questionário foi enviado para todos os candidatos do país
ao Senado – cerca de 190 após as impugnações
provocadas pela Lei da Ficha Limpa.
As perguntas foram feitas por mais de 60 instituições de
defesa dos direitos das mulheres, dos negros e dos homossexuais, entre
outras. O eleitor poderá ler as respostas dos políticos
que estão pleiteando uma vaga e também responder
às questões.
"O que nos interessa é usar a tecnologia como instrumento de
transparência, e não é botar lenha na fogueira nem
acirrar a disputa entre os candidatos. O que nos interessa é
alargar a participação popular no processo
democrático", disse o diretor do Instituto Ágora,
Gilberto de Palma. O Ágora é uma
organização não governamental que acompanha dos
legislativos estaduais e o Congresso Nacional.
Ainda de acordo com ele, o Senado foi escolhido para começar o
projeto porque a população tem pouco conhecimento sobre o
papel dos parlamentares e seria difícil, neste momento, usar a
plataforma com os mais de 10 mil candidatos à Câmara dos
Deputados. O site pode ser acessado no endereço http://www.questaopublica.org.br
Audiência discute papel das universidades comunitárias
Fonte: www.nota10.com.br, 30 de Agosto de 2010
A Comissão de Educação (CE) realiza
audiência pública na próxima quarta-feira
(1.º), a partir das 10h, para discutir a situação
das universidades comunitárias no Brasil. A audiência foi
solicitada pelo senador Belini Meurer (PT-SC).
As universidades comunitárias, argumenta o senador em seu
requerimento, estão presentes na maioria dos estados
brasileiros, oferecendo cursos de graduação e
pós-graduação, além de implementarem
programas de alto nível de pesquisa e extensão, com foco
no desenvolvimento de comunidades fora dos grandes centros. Ele
acrescenta que sua intenção, ao propor o debate, é
esclarecer como o poder público poderá se utilizar dessa
rede de universidades já constituídas para estender ainda
mais o ensino superior.
De acordo com a Agência Senado, estão convidados para a
audiência pública, o presidente da
Associação Brasileira das Universidades
Comunitárias (Abruc), Vilmar Thomé; o vice-presidente da
Associação Catarinense das Fundações
Educacionais (Acape), Mário Cesar dos Santos; o presidente da
Associação Nacional de Educação
Católica (Anec), Padre José Marinoni; o vice-presidente
da Associação Brasileira de Instituições
Educacionais Evangélicas (ABIEE), Euler Pereira Bahia; o
representante do Consórcio de Universidades Comunitárias
Gaúchas (Comung), João Pedro Schmidt; e o especialista em
Políticas Públicas e Gestão Governamental do
Ministério da Educação, Ademir Picanço de
Figueiredo.
Abertas as inscrições para o 5º Congresso dos Centros Acadêmico de Direito de Santa Catarina
Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC
Já estão abertas as inscrições para o
5º CCAD - Congresso dos Centros Acadêmico de Direito de
Santa Catarina, o maior evento do cenário
acadêmico-científico de Santa Catarina, que já
reuniu em suas primeiras edições mais de cinco mil
estudantes e profissionais. Até o dia 31 de agosto o valor
é promocional: R$ 40,00. O evento acontece dias 29 e 30 de
outubro no Centro de Eventos Centro Sul, em Florianópolis.
Já estão confirmados os seguintes palestrantes:
Salomão Resedá – BA; Paulo Lopo Saraiva – RN;
Roberto Tardelli – SP; José Augusto Delgado – DF;
Diogo Nicolau Pítsica – SC; Hélio Gustavo Alves
– SP; Gerson Shiguemori – SP; e Rodolfo Pamplona –
BA.
O Congresso dos Centros Acadêmicos de Direito de Santa Catarina
solidificou-se no calendário das universidades por ser
totalmente gerido por acadêmicos e assim, propiciar ao
participante um investimento de valor consideravelmente baixo, sem
perder em qualidade e seriedade diante dos demais eventos e
seminários ocorridos no estado. O Congresso hoje é
considerado o maior evento acadêmico de Santa Catarina, e um dos
maiores do sul do país, com a participação de
importantes nomes do meio jurídico nacional.
Universidades públicas brasileiras receberão estudantes haitianos
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 10:22 hs, 28/08/2010.
DE SÃO PAULO - Universidades públicas brasileiras
vão receber estudantes haitianos que não têm como
estudar após o terremoto que devastou o país no
começo deste ano.
Até 500 alunos podem passar um ano e meio estudando no Brasil.
Os primeiros alunos devem chegar em outubro. A vinda deles faz parte de
um acordo de cooperação para a reconstrução
do sistema de ensino da ilha assinado pelos governos brasileiro e
haitiano.
Até agora, segundo a Capes (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), quatro
universidades confirmaram interesse em participar no programa: Unicamp,
UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Universidade Federal do
Rio Grande do Sul e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).
A Capes também dará uma bolsa mensal de R$ 500 para os
estudantes haitianos, além de fornecer as passagens
aéreas e uma verba de R$ 500 para instalação no
Brasil. Segundo o secretário de Relações
Internacionais da UFSC, Enio Luiz Pedrotti, os alunos terão que
cursar o últimos período no Haiti, para garantir que
retornem.
Fonte: Folha de São Paulo
Guiné-Bissau busca no Brasil experiências com alimentação escolar
Fonte: Jornal da Educação, ano 15, nº 3830, 30 de agosto de 2010
Na última semana, representantes de Guiné-Bissau, entre
elas a primeira-dama Mariama Mané Sanhá, estiveram no
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em
Brasília, para conhecer o Programa Nacional de
Alimentação Escolar (Pnae).
Durante o encontro foi comentado pelo presidente da autarquia, Daniel
Balaban, o acordo de cooperação técnica entre os
dois países, tendo como base o bem-sucedido programa brasileiro,
que levou a Guiné-Bissau, em 2009, um consultor do FNDE para
fazer um diagnóstico da situação da
alimentação escolar no país.
Este ano, foi enviado ao país outro consultor do
órgão brasileiro, que permaneceu por dois meses em
contato com agricultores familiares, ensinando-os a produzir alimentos
a serem aproveitados na alimentação dos alunos. A merenda
escolar em Guiné-Bissau é financiada pelo Programa
Mundial de Alimentos (PMA), que distribui mantimentos nas escolas e
fornece cestas básicas aos pais de famílias carentes.
(IPAE 167 - 08/10)
O que pensam os presidentes
Fonte: Revista Época, 20/08/2010
Uma conversa com cinco líderes de empresas da lista sobre
entrevistas de emprego, critérios para promoção,
retenção de talentos, como tratar a geração
Y, meritocracia...
David Cohen e Mauro Silveira
Quem melhor que um presidente de empresa para falar das oportunidades,
das competências mais valorizadas, de como se equilibram as
ambições pessoais e as necessidades da
organização? Por isso, convidamos os líderes de
cinco empresas que estão na lista das 100 Melhores para
Trabalhar para falar sobre requisitos para a contratação,
como agem para reter os maiores talentos, como selecionam, orientam e
cobram o pessoal. Cada presidente expõe uma
filosofia. Elas são parecidas em muitos aspectos, mas há
diferenças cruciais – da forma de tratar a
geração Y aos recursos para impedir que um
funcionário brilhante vá embora. Para quem está
buscando uma nova oportunidade no mercado de trabalho, ou quer entender
como subir na carreira, essa conversa abre perspectivas. Os cinco
convidados de ÉPOCA para o debate, realizado no fim de julho,
foram: Janete Ana Ribeiro Vaz, sócia e copresidente do
Laboratório Sabin, de análises clínicas; Hilgo
Gonçalves, presidente da Losango, empresa de crédito
ligada ao banco britânico HSBC; Luiz Carlos Calil, presidente da
fabricante americana de equipamentos pesados Caterpillar; Luiz Fernando
Telles Rudge, presidente da Promon, empresa de engenharia; e Rubens
Marques Pedrosa Jr., da AstraZeneca, laboratório
farmacêutico. A seguir, os principais momentos do encontro.
1. o que as empresas procuram
Janete Ana Ribeiro Vaz - Laboratório Sabin: Eu procuro contratar
tendo como base os valores do candidato. Eles devem estar alinhados com
os valores da empresa, caso contrário a pessoa não
permanecerá na equipe. Participo do processo de
seleção e quero conhecer quem são aquelas pessoas,
suas famílias, suas origens e no que elas acreditam. Busco
profissionais que valorizam a ética e o autoconhecimento e que
tenham metas e sonhos definidos.
Rubens Marques Pedrosa Jr. - AstraZeneca: Nós buscamos pessoas
que se vejam identificadas com os propósitos da companhia.
Não é possível seguir adiante com um
negócio de sucesso se as pessoas não entendem os
propósitos pelos quais elas acordam todo dia de manhã e
vão trabalhar. Quanto mais convergentes forem esses
propósitos, melhor para a companhia e para o funcionário.
Hilgo Gonçalves - Losango: Além das competências
técnicas desejadas, eu busco na pessoa o sonho, a paixão,
o amor, o comprometimento e a vontade efetiva de agregar.
2. a contratação
Luiz Carlos Calil - Caterpillar: Além do engajamento, eu quero
que a pessoa compreenda a importância do acionista para o
negócio. Ele não pode ser visto pelo funcionário
como alguém rico que deve ser explorado, mas como um
indivíduo que está investindo em nossa fábrica e
dando oportunidades para todos nós. É importante
também que o candidato compreenda que o cliente não
existe para ser satisfeito, mas sim para ser encantado. O profissional
só conseguirá alcançar esses objetivos se tratar
tudo o que faz como se ele fosse dono do negócio.
Rubens Marques Pedrosa Jr. : O primeiro filtro para avaliar o candidato
é a capacitação técnica. O segundo, mais
sutil, tem a ver com a capacidade que ele tem de criar uma identidade
com a empresa para se tornar um profissional totalmente comprometido. A
AstraZeneca não abre mão de características
pessoais como a capacidade de trabalhar em equipe e o espírito
empreendedor.
3. a geração Y
Luiz Fernando Telles Rudge -Promon: As empresas precisam se adaptar
à nova geração de profissionais que chegam com
outras expectativas e experiências, como é o caso da
geração Y. Esses jovens buscam resultados e uma carreira
com crescimento rápido, mas ao mesmo tempo podem contribuir com
sua criatividade e disposição de assumir riscos. As
empresas têm o desafio de saber se ajustar a eles sem violentar
sua cultura e seus valores. Só assim vão tirar o melhor
desses profissionais. Luiz Carlos Calil: Eu não tenho nenhum
tipo de preocupação com a geração Y.
Para mim, ela é mais uma mística do que uma realidade a
ser temida. O que mudou foi o volume de informações que
recebemos atualmente e a dificuldade que temos em usar o tempo na hora
de priorizá-las. É preciso investir tempo nos jovens para
que possam entender o contexto de onde eles estão trabalhando.
Se for preciso meia hora para um jovem entender um contexto, eu dou
essa meia hora. Se for ecessário voltar amanhã para
discutir novamente determinado assunto, eu faço isso. Esse
é o melhor investimento que você pode fazer na
geração Y. Janete Ana Ribeiro Vaz: O grande segredo
para controlar a geração Y é dar feedback em tempo
real. Assim que o chefe detectar a necessidade ou identificar um erro
específico, deve chamar o jovem para conversar. Ele precisa
mostrar ao jovem onde cometeu a falha e o que fazer para melhorar.
Dependendo do erro, ele pode servir de base para um treinamento para o
restante da equipe. O jovem tem conhecimento e muita vontade, mas
não possui maturidade. É o feedback em tempo real que vai
ajudá-lo a se desenvolver.
4. a retenção de talentos
Hilgo Gonçalves: A Losango procura reter seus talentos sendo
transparente e praticando o reconhecimento e a meritocracia. Você
não retém as pessoas pagando mais, e sim valorizando seu
trabalho. É preciso ouvi-las e conhecer seus sonhos. Atualmente,
25% dos meus funcionários têm bolsas de estudos. Isso gera
um sentimento de autoconfiança. Avalio semestralmente meus
guerreiros, que é como chamo os funcionários, e dou
feedbacks. Não sei se eles continuarão na empresa
amanhã, mas confio no meu taco. Se não cuidarmos dos
principais talentos, o meu concorrente vai cuidar. Ninguém faz a
retenção de um bom profissional na hora que ele comunica
que deseja sair, mas sim ao longo do tempo e estabelecendo uma
reflexão constante sobre sua carreira.
Rubens Marques Pedrosa Jr.: O objetivo da empresa é manter
os melhores talentos pelo maior tempo possível, mas isso
está ficando cada vez mais difícil devido à alta
competitividade que existe no mercado. As organizações
são agressivas e buscam os profissionais capacitados. A
AstraZeneca identifica aqueles funcionários que são
importantes e se mantém próxima deles para que recebam
uma atenção especial, sem deixar de proporcionar um
ambiente positivo para os demais. Eu ofereço um pacote
diferenciado para os melhores funcionários,
remuneração competitiva, desafios e oportunidades de
desenvolvimento. Temos de ter em mente ainda que as pessoas
também trabalham por remuneração. Luiz Carlos
Calil: Não existe certo ou errado nessa história de que o
bom profissional tem de ficar na empresa. Minha
preocupação é saber distinguir o
funcionário velho do idoso. O idoso é aquele que ainda
tem muito a contribuir. Já o velho...
Janete Ana Ribeiro Vaz: Eu adoto a seguinte filosofia: se o
funcionário recebeu uma proposta melhor do que a minha,
não faço contraproposta. Mas, se sentir que ele
não está enxergando o que tem pela frente, eu dou muitos
conselhos. Por outro lado, se for um talento e eu realmente precisar
dele na equipe, ofereço o que posso para que fique: dinheiro,
cargo e o que mais for necessário. Ajuda muito na
retenção criar benefícios que promovam o
desenvolvimento das pessoas. Os funcionários não
trabalham para realizar o sonho da empresa, mas sim os sonhos deles.
Para mantê-los, é preciso dar as oportunidades
necessárias para que consigam torná-los realidade.
5. como lidar com frustações
Luiz Fernando Telles Rudge: Numa empresa com muitos técnicos,
como é o caso da Promon, há muitos profissionais que
desejam passar a carreira toda atuando como técnicos. É
isso que lhes dá satisfação. Provavelmente, eles
não serão bons gerentes. É comum observar, em
áreas técnicas, profissionais extremamente preparados,
com mestrado ou Ph.D., mas que não conseguem trabalhar em
equipe. É por isso que oferecemos a carreira em Y, que permite
ao funcionário optar pela carreira técnica ou gerencial e
ter recompensas similares. Isso cria um leque de oportunidades muito
maior.
Luiz Carlos Calil: Dois jovens me procuraram recentemente depois de
participar do programa de recrutamento interno da empresa. Nenhum
dos dois foi aprovado, mas disseram que sabiam exatamente quais seriam
os escolhidos porque perceberam que o processo era justo. É
importante as pessoas compreenderem a cultura da empresa, o contexto em
que estão inseridas e que as oportunidades de crescimento
diminuem à medida que progridem. Nós temos profissionais
que desempenham a mesma função há 20 anos e que
demonstram o mesmo entusiasmo de quem está no período de
experiência. A imparcialidade faz com que as pessoas aceitem
ficar mais tempo numa mesma função. Rubens Marques
Pedrosa Jr.: O dilema do funil é real. As pessoas
vão crescendo, e chega um momento em que essa ascensão
profissional se torna naturalmente mais difícil. A melhor
maneira de tratar o problema é falar abertamente sobre a
questão. Uma das coisas que mais me irritam numa entrevista de
emprego é quando pergunto para a pessoa onde ela quer estar
dentro de dez anos. Geralmente ela diz que deseja ocupar o meu lugar.
Essa é uma aspiração legítima, mas quem diz
isso dificilmente compreendeu a trajetória, não só
minha, mas a dos demais 1.100 funcionários da minha
organização. A ocupação das vagas ocorre de
acordo com o mérito e as competências técnicas e
emocionais de todos.
6. a entrevista de emprego e um conselho aos jovens
Hilgo Gonçalves: Eu faço as seguintes perguntas ao
candidato: “Por que você quer trabalhar aqui?”
“O que o atraiu?” Meu objetivo é saber o grau de sua
motivação e se tem consciência do que veio buscar
na empresa. Se ele não sabe o que quer, não vai chegar a
lugar algum. Eu sempre digo a cada funcionário meu: seja
você mesmo. Mantenha os pés no chão e a
cabeça nas estrelas. Você só vai longe se der o
primeiro passo. Vencer as etapas é algo que leva tempo.
Luiz Carlos Calil: Eu pergunto para o candidato o que ele entende ser
um bom ambiente de trabalho. Outra questão fundamental é
saber o que conhece do nosso negócio, como sua aptidão
pode ajudar a empresa e até onde ela pode levá-lo. Meu
conselho para quem está entrando agora no mercado de
trabalho é o seguinte: tenha paciência. Rubens
Marques Pedrosa Jr.: Eu parto para uma conversa mais pessoal. Quero
saber de onde o candidato veio. Pergunto sobre a época da escola
e tento entender o contexto pessoal para ver se existe identidade de
princípios com a empresa. Gosto de perguntar sobre erros
cometidos no passado, pois não acredito em carreiras
construídas com base exclusivamente no sucesso. Recomendo aos
jovens que tentem balancear a incrível capacidade que eles
têm de ver o mundo dos negócios sob uma ótica
fresca e de multitarefas com um pouco de paciência e
autocontrole. Procurem demonstrar certo grau de maturidade, pois o
mundo dos negócios necessita dessa qualidade. Luiz Fernando
Telles Rudge: O que faz brilhar os seus olhos? Com essa pergunta
eu consigo descobrir o que o profissional está procurando de
verdade. Tenho dois conselhos aparentemente antagônicos: confie
na sua capacidade e tenha humildade. O jovem tende a ser um pouco
arrogante na fase inicial da carreira e precisa saber lidar muito bem
com isso.
Janete Ana Ribeiro Vaz: Eu peço para a pessoa falar um pouco
dela: quem é ela? Com quem vive? O que faz? Qual a
experiência acadêmica e profissional? Do que mais gosta?
Depois pergunto quem ela considera um ídolo. Meu conselho: corra
atrás do conhecimento, caso contrário você
não conseguirá conquistar uma vaga no mercado de
trabalho, que está cada dia mais competitivo.
Como escolher a escola para o seu filho
Fonte: www.cmconsultoria.com.br às 11:39 hs, 28/08/2010.
Especialistas mostram como definir as opções mais
adequadas para cada aluno, a importância dos bons professores e
os métodos pedagógicos.
Claudia Jordão, Débora Rubin e Rafael Teixeira.
É nesta época do ano, quando as
instituições abrem o processo de reservas de vagas, que
milhares de pais partem em busca da primeira ou de uma nova escola para
seus filhos. Além de debater questões práticas,
como preço e localização, a família costuma
mergulhar num mar de dúvidas e questionamentos, na ânsia
de optar pela melhor. Esse costuma ser, para a maioria, um
período de angústia e peregrinação, sempre
acompanhado da pergunta: como fazer a escolha certa? Especialistas
ouvidos por ISTOÉ explicam que, em vez de procurarem respostas
nos colégios pretendidos, os pais devem voltar suas
atenções para dentro de casa e observarem seus filhos.
Prestarem atenção no temperamento deles, potenciais,
afinidades e limitações. Além disso, precisam ter
muito claro quais são seus próprios anseios. Há
aqueles que sonham em ver o rebento nas melhores faculdades.
Outros querem que eles sejam pequenos artistas, transbordando
criatividade. Há, também, quem privilegie o
estímulo ao senso crítico e à
formação de pessoas capazes de mudar o mundo. E os que
não abrem mão de valores religiosos, morais e
éticos. Ao promoverem esse exercício, que de fácil
não tem nada, o leque de opções se fecha e a
via-crúcis de visitas aos colégios pode começar.
Com um mantra ecoando nas cabeças materna e paterna: a escola
ideal não existe.
O que há é a escola adequada para cada pessoa.
Ao longo desta reportagem, há uma sugestão de passo a
passo com o que deve ser refletido antes de começar as
andanças pelas escolas. Também elaboramos um providencial
checklist do que avaliar na hora em que a família estiver
visitando o colégio pretendido. Ele foi preparado a partir de
consultas com uma série de psicopedagogos, pedagogos e
psicólogos. Mas quem, ainda assim, ficar inseguro em fazer essa
avaliação sozinho, já pode contar com
profissionais para auxiliar nesta empreitada. “Nós
ajudamos a definir o perfil da criança”, explica a
psicopedagoga Maria Irene Maluf. “E levamos em conta os anseios e
as expectativas do pai e da mãe.” São
necessárias de oito a dez sessões, ao preço de R$
130 em média cada uma, para que o especialista tenha
condições de indicar as instituições mais
adequadas para a criança e a família. Dessa
combinação costumam surgir até cinco
opções de escola, que devem ser visitadas. A
presença do principal interessado, o candidato a aluno, pelo
menos na s duas preferidas, é fundamental. “A partir dos 5
anos, a criança deve ser consultada na decisão
final”, recomenda Maria Irene. “Quando ela faz parte do
processo.”
Na hora da escolha, é preciso colocar na balança
questões práticas, como transporte e preço, e
pedagógicas, tão importantes quanto, dependendo das
prioridades da família. Mas o critério de desempate
número 1 tem de ser o perfil do aluno. Matricular uma
criança criativa e sonhadora em um colégio cuja
obsessão é o vestibular porque os pais sonham em
vê-la estudando numa faculdade pública pode ser arriscado.
“Quando é o pai que quer e o filho não se adapta, a
frustração do aluno é imensa e o caso pode ir
parar numa psicóloga”, alerta a psicopedagoga
Andréia Calçada.
O casal de comerciantes Letícia e Vicente Prisco teve de trocar
o filho de escola para que Vítor Antonio, 15 anos, se sentisse
confortável. Insatisfeito no colégio, o menino
colecionava notas ruins. Na mudança, a família optou por
uma instituição que até ficava um pouco distante
de casa, mas estava completamente sintonizada com os anseios do casal e
o perfil do garoto. “Queria uma escola boa, que fosse
humana”, conta Letícia. “Não faço
questão que ele seja o número 1 do colégio
número 1 de São Paulo. Quero vê-lo feliz”,
afirma. Após visitar vários colégios da zona sul
de São Paulo, eles chegaram ao Magno, onde Vítor estuda
desde o começo do ano, na nona série do ensino
fundamental.
Para Letícia e Vicente, a distância não foi um
problema, mas percorrer grandes trajetos pode ser um tormento para
muitas famílias. Débora Paula Nardi Ferrari e o marido,
Marco Antônio, também de São Paulo, pretendem
colocar o filho Marcos Vinicius, 5 anos, num bom colégio perto
de onde moram. “Desde o nosso namoro, a gente já falava em
colocar nossos filhos no Sir Isaac Newton”, diz Débora. Os
critérios são os mais variados na hora da
definição. Tem pai que dá de ombros para perfil,
anseio ou método pedagógico e quer apenas que seus
herdeiros estudem onde eles se formaram. Andréa Rolim foi a
primeira aluna a ser matriculada no Colégio Equipe, do Recife,
quando ele foi inaugurado, em 1979. Hoje, seus filhos, Cecília,
5 anos, e Tiago, 3, estudam lá. “Antes de ter filhos eu
já sabia que eles estudariam no Equipe.”
Para quem, ao contrário de Andréa, prefere sair em busca
de alternativas, há escolas para todos os gostos, principalmente
nas capitais e grandes cidades do País. Das tradicionais, como o
Colégio São Bento, o número 1 no ranking do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) do Rio de Janeiro, às
mais alternativas ou liberais. O São Bento foi fundado em 1858
por monges beneditinos e, até hoje, só aceita meninos.
Segundo a supervisora pedagógica da instituição,
Maria Elisa Pedrosa, a grande maioria dos pais que quer colocar os
filhos lá já chega para conhecer a escola com muitas
referências. Mas também com algumas ideias preconcebidas.
“O mais comum é acharem que nossos alunos são
mini-monges”, conta. “Mas eles são bagunceiros como
quaisquer outros.”
É na hora da visita que Maria Elisa pode apresentar sua escola.
Esse é um momento fundamental, tanto para o colégio
quanto para as famílias, para eliminar preconceitos e esclarecer
dúvidas. Segundo especialistas, os pais devem aproveitar muito
bem esse espaço e não precisam ter vergonha de perguntar
nada. Nem mesmo o salário dos professores. “Se um
colégio cobra mensalidade de R$ 2 mil e paga aos professores um
salário R$ 700, os pais devem desconfiar do comprometimento da
escola com o ensino”, aconselha a psicopedagoga Maria Irene, que
defende a importância de um professor bem preparado, atualizado e
satisfeito como ferramenta primordial de promoção de
conhecimento.
Até alguns anos atrás, não havia muitos
subterfúgios em sala de aula. Era a lousa, a carteira, muitas
lições e o sinal, que parecia demorar dias para tocar. Ou
minutos, se o professor fosse bom. Hoje em dia, os recursos de sala
são cada vez mais pirotécnicos, mas perdem o sentido se
não manejados por um bom mestre. Harley Sato sabe disso. Antes
de se formar em engenharia na Escola Politécnica da Universidade
de São Paulo (USP), ele constatou seu talento para ensinar
física, uma das matérias mais temidas pelos alunos.
Há 15 anos, dá aula no cursinho Anglo e, recentemente,
passou a ensinar no ensino médio do Colégio
Renovação, em São Paulo. “Acho que o que
dá certo, no meu caso, é um misto de experiência,
gogó e animação”, conta. Entenda por
animação não só as brincadeiras em sala de
aula, mas também as imagens em flash que ele mesmo cria para
ensinar a matéria de uma forma mais didática.
Em São Paulo, o Colégio Vértice, escola
número 1 no ranking do Enem no Brasil, é prova da
diferença que um professor de qualidade faz na
educação. Com arquitetura simples, a
instituição não privilegia recursos
tecnológicos de última geração, que seduzem
muitos pais. “Aqui o professor é a estrela
principal”, frisa o diretor Adilson Garcia. Lá, a
média salarial do corpo docente é de R$ 7 mil. A
seleção é criteriosa, mas ex-alunos interessados
em dar aula no colégio recebem uma atenção
especial. “Eles já conhecem a nossa metodologia e
têm um carinho grande pela escola”, diz Garcia. É o
caso da professora de matemática Ana Carolina Koloszuk de
Miranda, que foi aluna do Vértice, dá aulas no
colégio e já tem a vaga garantida para a filha
Laís, que deve nascer só daqui a dois meses. “Do
jeito que está concorrido, acho que vou ter que entrar na
fila”, brinca, se referindo à intensa procura pelo
Vértice por causa do primeiro lugar no ranking. Segundo Garcia,
cada vez mais mulheres grá vidas garantem a
inscrição para turmas que só vão iniciar
daqui a três anos. É comum que pais definam a escola de
seus filhos a partir de sua colocação no Enem. Mas a
prática é observada com cautela por psicopedagogos e
educadores. “Ir por esse caminho pode ser uma armadilha”,
alerta Quézia Bombonatto, presidente da Associação
Brasileira de Psicopedagogia. “Mais que uma boa
colocação, é preciso que a escola dê
importância ao desenvolvimento do raciocínio, do
pensamento criativo e do senso crítico.” O ideal é
que o Enem seja apenas mais um dado a ser avaliado, não o
único.
Geralmente descartadas pela classe média, as escolas
públicas devem ser uma opção a ser considerada.
“Dizer que só escola particular no Brasil é boa
é um mito”, diz Marieta Lúcia Machado Nicolau,
professora associada da Faculdade de Educação da USP.
“Sem dúvida, é difícil encontrar escolas do
governo de qualidade, mas elas existem e estão fazendo um
ótimo trabalho.” Uma das vantagens é o universo
plural e essencialmente democrático que elas oferecem.
“Nas particulares, o aluno só convive com uma fatia bem
delimitada da sociedade.” Foi isso que motivou a decoradora de
festas Paula Fortuna a colocar os filhos Tiago, 13 anos, e Caio, 11,
numa das instituições mais conceituadas do Brasil, o
Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. “Lá meus
filhos escolhem seus amigos por afinidade, não pelo
endereço”, diz. O segredo do colégio público
mais badalado do Brasil é o mesmo do particular número um
do Enem, o Vértice: os professores. “Mais da metade do
nosso corpo docente se dedica exclusiv amente ao Pedro II”,
explica Anna Cristina da Fonseca, diretora de ensino. No ano passado, a
diretoria conseguiu atender 90% dos pedidos de afastamento para
realização de teses de mestrado e doutorado. Resultado:
mais de 80% dos mestres têm pós-graduação.
Para aprimorarem o método pedagógico e melhorar a
qualidade do que é oferecido a seus alunos, muitas secretarias
municipais do País aderiram às redes de ensino, como
Anglo, COC, Objetivo e Positivo, que terceirizam suas apostilas e
treinam os professores. De acordo com um estudo da
Fundação Lemman, de São Paulo, as notas das
escolas públicas que adotaram o sistema melhoraram
consideravelmente nos exames do Prova Brasil, do MEC. “É
um modelo que funciona muito bem para escolas que não têm
condições de investir nos professores”, afirma
Guilherme Faiguenboim, diretor da Associação Brasileira
de Sistemas de Ensino (Abrase) e do Anglo. “Para as
públicas, tem dado certo.” Além das apostilas, os
professores são treinados e acompanhados ao longo do ano letivo,
o que nem sempre acontece quando dão aulas com os livros
didáticos do MEC.
Uma maneira de valorizar a formação do aluno e suas
aptidões pessoais são as disciplinas diferenciadas e as
aulas extraclasse. No Colégio Sinodal, de São Leopoldo,
número 1 do Enem do Rio Grande do Sul, além de uma forte
ênfase nas artes e nos esportes, há aulas de
educação financeira para todos os alunos a partir do
quinto ano do fundamental. No ensino médio, os adolescentes
aprendem emprendedorismo como disciplina obrigatória.
“Eles precisam, inclusive, montar um plano de negócios de
uma empresa”, conta Ivan Renner, diretor da escola.
“Queremos que eles tenham espírito empreendedor.” No
Colégio Equipe, do Recife, primeiro lugar do Enem de Pernambuco,
o infantil tem até aula de horta, na qual aprendem o valor do
campo e da alimentação.
Na hora de escolher uma escola, também é muito importante
observar se o discurso está aliado à prática. Uma
maneira de medir os valores de uma instituição de ensino
é questioná-la, por exemplo, sobre inclusão social
e de deficientes físicos. “Esse é um meio de formar
adultos conscientes”, lembra Quézia Bombonatto.
Além disso, não custa saber como ela lida com
questões tão incômodas quanto atuais, como o
bullying e o Transtorno do Déficit de Atenção com
Hiperatividade (TDAH). Aquela que tiver programas anti-bullying e
cuidado especial para a criança TDAH está alinhada com
temas do momento, que devem ser tratados com atenção. Com
tantas variáveis, é inevitável que os pais se
cobrem demais de si mesmos. Principalmente se perceberem que fizeram a
escolha errada. Mas, se for preciso, nada impede que decisões
sejam revistas. Se os pais estiverem seguros, garantem os
especialistas, o filho também ficará. Além de
muito mais satisfeito. E não é isso, afinal, que um pai
mais deseja par a seu filho?
Colaborou Danilo Tenório, do Recife (PE)
Fonte: Revista Isto É - ed. 2129
Analfabetismo funcional chega aos bancos universitários, afirmam professores
Fonte: Rede Brasil Atual, 26/08/2010
Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual
São Paulo - Deficiências na educação
básica levam estudantes com problemas de
alfabetização ao ensino superior. Professores ouvidos
pela Rede Brasil Atual sustentam que alguns alunos da rede
pública estadual paulista ingressam em universidades podendo ser
classificados como analfabetos funcionais. O professor
universitário Anselmo Büttner, à beira de completar
40 anos de docência e autor de livros na área de
administração e marketing, traça um cenário
preocupante. "Eles (estudantes) não sabem escrever mesmo",
responde com ar grave. "É simples ver isto, eu peço
sempre: 'façam uma dissertação'. E se você
ler o que vem escrito é... lamentável", detalha.
Outro professor universitário, há nove anos nas salas de
aula de ensino superior e executivo de uma empresa de gestão de
recursos humanos, vai mais longe. O docente, que pediu para não
ser identificado, calcula que 30% dos alunos de suas turmas na
universidade podem ser classificados como analfabetos funcionais. "Para
eles (alunos) não existe mais acentuação, nem
pontuação. Cerca de 30% dos alunos até
lê mas não compreende. Eles não sabem estruturar
ideias, nem se expressar", afirma. Para ele, com esse quadro há
poucas possibilidades de formar profissionais qualificados. "Sem a
capacidade de compreender e se expressar, o profissional vira só
um 'papagaio'", avalia. "Com o sistema de progressão continuada
e a vontade do governo (do estado de São Paulo) de ter
estatísticas positivas sobre alunos formados, os jovens chegam
à universidade com enorme deficiência (de
alfabetização)", delata. Como ex-professor da rede
pública estadual, Eduardo (nome completo em sigilo, a pedido do
entrevistado) considera contraditória a orientação
educacional do estado de São Paulo, que encampou a metodologia
da progressão automática, sem a contrapartida em
capacitação de professores e infraestrutura. "O mercado
exige cada vez mais e as escolas oferecem cada vez menos", detecta.
Dribles - No caso do professor Büttner, a saída foi criar
metodologias específicas. "Eu levo figuras e desenho no quadro o
que é almoxarifado, por exemplo, para eles compreenderem",
relata. "Eles não conseguem juntar as informações,
não conseguem montar uma sequência, não têm
base de gramática e ortografia, mas não é
só. Há limitações também na
capacidade de raciocínio lógico e matemático",
alerta. Rosana Almeida, professora de sociologia do ensino médio
da rede pública estadual paulista, pondera que o jovem com
deficiências na leitura e escrita vai enfrentar sérios
problemas no mercado de trabalho, não importa a área em
que decida atuar. "O aluno de direito, para fazer uma peça, tem
de escrever", cita. "Por isso, em algumas faculdades é
obrigatório o ensino de Língua Portuguesa em todos os
cursos. Já sabem que os jovens chegam sem saber escrever",
informa. Büttner também é crítico em
relação aos colegas professores. Apesar da gravidade da
questão, ele insiste que os educadores devem se adequar
às necessidades educacionais dos alunos, com estratégias
que os auxiliem a compreender o conteúdo. "O problema existe e
é grave com alunos da escola pública, mas eu tento levar
o conhecimento ao patamar dos alunos".
Financial Times sugere à Grécia seguir lições econômicas do Brasil
Fonte: Diário Britânico Financial Times
Artigo publicado na edição de hoje do diário
britânico compara ajuste feito por Lula no início do
governo com as medidas que o governo grego precisa tomar agora.
Da Redação
Londres - A Grécia deveria aprender com o Brasil "a
lição de como um governo de centro-esquerda pode
transformar o rigor fiscal em ganho político", segundo afirma um
artigo publicado nesta quarta-feira pelo diário britânico
Financial Times.
O texto, assinado pelo editor de economia internacional do jornal, Alan
Beattie, comenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
assumiu o cargo "em meio ao pânico sobre uma iminente bancarrota
do governo e está prestes a deixá-lo luxuriando-se em uma
antes inimaginável popularidade nas nuvens", noticia "O Estado
de S. Paulo".
A Grécia, governada pelo primeiro-ministro socialista George
Papandreou, vem há meses enfrentando a desconfiança
internacional sobre sua capacidade de honrar com sua dívida.
O jornal comenta que Papandreou "herdou essa confusão de seu
antecessor incompetente e mentiroso" e que "resolver essa
bagunça pode criar uma narrativa política poderosa de
recuperação e redenção".
Ao citar o exemplo brasileiro, o artigo observa que quando Lula foi
eleito, em 2002, o Brasil havia recém recebido um
empréstimo de US$ 30 bilhões do FMI, o maior da
história até então, para tentar conter a queda
acentuada da confiança sobre a solvência do país.
O texto observa que Lula ignorou os "cantos de sereia" para anunciar
uma imediata suspensão do pagamento da dívida ao assumir
o cargo e adotou uma dura meta de superávit fiscal
primário ainda mais alta do que o FMI pedia.
O jornal relata que em um ano o Brasil havia recuperado a
confiança dos investidores internacionais e não se falava
mais sobre a possibilidade de uma moratória.
"Os oito anos subsequentes - que, para sermos justos, aproveitaram o
trabalho iniciado pelo governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso -
constituíram um raro período de sucesso para a democracia
social na América Latina", afirma o jornal.
"Ortodoxia fiscal, crescimento estável, alívio da pobreza
por meio do emprego e do sistema de benefícios da Bolsa
Família: todos são exemplos extremamente úteis em
uma região onde o modelo de esquerda alternativo é o
populismo brutamontes de Hugo Chávez", diz o artigo.
Para o jornal, porém, "tristemente" as chances de o atual
governo grego conseguir repetir o sucesso brasileiro são
pequenas.
A principal razão para isso é que o Brasil se aproveitou
de um período de crescimento econômico mundial e
preços de commodities em alta.
A Grécia, por sua vez, tem de fazer suas mudanças "em um
ambiente internacional de consumidores relutantes e investidores
temerosos", observa o jornal.
O jornal conclui afirmando que provavelmente a Grécia não
terá como escapar de declarar uma moratória para
reestruturar sua dívida, mas que não deverá fazer
isso imediatamente, para ter tempo de resolver outros problemas
estruturais de sua economia e para permitir aos investidores se
prepararem para isso e evitar assim uma contaminação para
o resto da economia europeia ou mundial. BBC Brasil - Todos os direitos
reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem
autorização por escrito da BBC.
Uma lição para RH
Fonte: Revista Melhor, Edição 273
Uma verdadeira revolução educacional no Nordeste mostra
como é possível imaginar um país melhor
Thais Gebrim
Há dez anos, um grupo de empresários se uniu para
restaurar o prédio do Ginásio Pernambucano, tradicional
escola pública do Recife (PE). Liderada pelo então
presidente da Philips na América Latina, Marcos
Magalhães, que hoje preside o Instituto de Co-
Responsabilidade pela Educação (ICE), a iniciativa
evoluiu para um novo modelo de gestão do ensino médio,
que forma os jovens não só academicamente, como
também para enfrentar o mundo do trabalho e, o que é mais
importante, a vida. O modelo deu tão certo que extrapolou
as fronteiras daquele estado. Uma injeção de ânimo
para quem aposta na educação de qualidade para o
desenvolvimento pleno e sustentável do país. Na
entrevista a seguir, Magalhães fala das razões e dos
resultados de sua iniciativa.
O que o motivou a se dedicar a um projeto como esse?
Do ensino básico à universidade, sou um produto da escola
pública. Estudei no Ginásio Pernambucano,
instituição fundada em 1825 que era padrão de
qualidade na região e formou grande parte da elite nordestina. O
prédio havia sido evacuado e estava abandonado. Então,
arregimentei um grupo de empresários [além da
própria Philips, da Odebrecht, do ABN Amro e da Chesf -
Companhia Hidrelétrica do São Francisco] para
reformá-lo. Dois anos depois, quando estava quase pronto,
concluímos que só devolvê-lo ao poder
público não era suficiente. Tínhamos de criar um
fato novo. No meio empresarial, já havia o consenso de que o
Brasil só vai avançar adequadamente se tiver uma
população educada. Começamos, então, a
desenvolver um modelo de gestão focado no adolescente da escola
pública, considerando todas as suas deficiências, como o
fato de pertencerem a famílias de baixa renda e possuírem
baixo nível de ambição.
Em vista do crescimento econômico do país, a qualidade da
educação, hoje, é uma responsabilidade ainda maior
da iniciativa privada?
A responsabilidade é de todos nós, mas os
empresários não podem assumir o papel do gestor
público. Historicamente, as empresas recebem profissionais sem a
qualificação adequada e gastam verdadeiras fortunas para
qualificá-los no básico, que já deveriam trazer da
escola. O Brasil carrega nas costas uma ineficiência de
produtividade intrínseca ao baixo nível de escolaridade
da população. Para dar uma ideia da relevância
disso, nos EUA, a consultoria Mckinsey fez uma conta interessante.
Lá, os jovens hispânicos e negros têm uma defasagem
de aprendizagem de dois a três anos em relação aos
brancos. Se esse atraso tivesse sido eliminado nos últimos dez
anos, o PIB americano hoje seria 700 bilhões de dólares
maior. A escolaridade média naquele país é de 14
anos. Imagine, então, o impacto da educação no
Brasil, cuja média é de sete anos. Queremos crescer numa
faixa de 5% ao ano, mas já apresentamos apagão de
mão de obra; portanto, temos de trabalhar juntos para assegurar
que a qualidade do ensino público melhore de forma efetiva.
Além de mudar o modelo pedagógico, o projeto estabelece
cumprimento de metas e atrela remuneração a resultados.
Até que ponto a semelhança com a gestão de uma
empresa contribui para o sucesso da iniciativa?
Tenho dois entendimentos sobre isso. O primeiro é que, a cada
dia, a escola se parece mais com a empresa e a empresa se parece mais
com a escola, porque ambas são ambientes de aprendizagem.
Além disso, a gestão de uma escola é extremamente
complexa e aí já surge um problema. No Brasil, não
existem cursos para formar diretores de escolas. Em geral, ele é
um professor, sem formação em gestão,
administração ou planejamento. O diretor de escola tem de
liderar a equipe administrativa, os professores, alunos, pais dos
alunos e a comunidade no seu entorno e atender às frequentes
demandas, em geral extemporâneas, dos políticos. A
metodologia que criamos é um pilar fundamental desse processo,
porque treinamos desde as equipes da Secretaria de
Educação até os diretores e professores. Criamos a
Tecnologia Empresarial Sócio-Educacional (Tese), plataforma para
que o modelo pedagógico funcione com eficiência. A partir
dela, é possível estabelecer metas, objetivos,
métricas, sistemas de bonificação e de
acompanhamento.
O governo pernambucano transformou o programa em política
pública, avalizando sua continuidade. Como garantir a perenidade
em outros estados?
O ICE tem uma espécie de cartilha de obrigações na
qual um dos itens fundamentais é que seja aprovada uma lei
criando o programa. Com isso, tem-se um arcabouço
jurídico que permite implementar as mudanças
necessárias a uma educação diferenciada.
Dá para exemplificar os resultados que vêm sendo obtidos?
Atualmente, o modelo está presente em160 escolas de Pernambuco,
60 do Ceará, 18 do Piauí e três de Sergipe. Temos
tido um índice de 50% a 60% de aprovação nos
vestibulares de boas universidades - a média das escolas
públicas é inferior a 10% -, e as notas obtidas no Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) [divulgado ano passado]
estão substancialmente acima das médias de Pernambuco, do
Nordeste, do Brasil e do melhor estado, que foi o Rio Grande do
Sul.