
31/08/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
Esclarecemos que as matérias
veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
'Quem precisa de escola em tempo integral no Brasil é professor, não aluno'
SC terá seu próprio plano
Essencial para investimentos
Justiça tira gráfica da licitação
O trabalho em 1º lugar
BB passa a operar como agente financeiro do Fies
Estrangeiros no ensino
Concurso para obras inéditas está com inscrições abertas
Donos do próprio nariz
Entidades lançam Carta-Compromisso para a educação
Biblioterapia pode ser mais eficaz que antidepressivo
Metade dos alunos do 9º ano em particulares tem mães com ensino superior completo
Total de alunos do 9º ano de públicas que dizem ter matado aula é o dobro do das particulares
MP pede explicações ao Inep sobre vazamento de dados sigilosos em site
Faculdades têm até hoje para inscrever alunos no Enade
Bolsas melhoram a vida de bons alunos
Especialistas em carreira sugerem que os jovens interajam com o mercado o mais cedo possível
Envelhecimento da população desafia o mercado de trabalho
Profissionais com pouca idade são os que mais encontram dificuldades para engrenar no mercado de trabalho
Estudo mostra potencial dos jovens da classe C
MBA fora da rota
'Quem precisa de escola em tempo integral no Brasil é professor, não aluno'
Fonte: Revista Veja, 17/08/2010
Para melhorar o ensino público, país precisa formar mestres, diz a educadora Guiomar Namo de Mello
Nathalia Goulart
Diretora da Escola Brasileira de Professores, que se dedica à
educação inicial e continuada de docentes do ensino
básico, Guiomar Namo de Mello está, é claro,
preocupada com a formação dos mestres no Brasil. Contudo,
ela não engrossa o coro daqueles que acreditam que a
saída para o problema está em oferecer melhores
salários. “Se você me perguntasse se o
professor ganha mal, eu diria que sim. Mas para o que alguns fazem,
é muito”, diz. Para a especialista, mais do que maiores
vencimentos, os docentes precisam de melhor formação:
saídos de escolas públicas ruins, apenas espalham seu
desconhecimento aos alunos. “A formação do
professor é uma questão estruturante. Sem ela,
nenhuma melhora é possível”, sentencia Guiomar.
Aperfeiçoar a formação dos docentes e coordenar as
ações de estados e municípios que quiserem
promover reformas na área - ambas tarefas do governo federal -
serão desafios do presidente que o país elegerá
neste ano. Confirma a seguir os principais trechos da entrevista com a
educadora.
A senhora costuma afirmar que, até o início dos anos 90,
a educação não fazia parte da agenda
estratégia dos governos. Hoje, ela já está entre
as prioridades?
Os setores mais bem informados da sociedade se deram conta de que a
educação é urgente em termos de desenvolvimento
sustentável. Por isso, acredito que haja uma pressão
maior por parte da população. No entanto, a
educação vem sempre carregada de visões
imediatistas e às vezes extremamente pessoais dos governantes.
Na política, a educação está facilmente
sujeita a uma certa pirotecnia, ou seja, os governos e os
políticos em geral querem sempre faturar mais com o menor custo
possível. E, assim, faltam foco e prioridade. Faltam medidas que
se dirijam a questões estruturantes da educação.
Quais são essas questões?
A qualidade da formação do professor, por exemplo,
é uma questão estruturante. Sem ela, nenhuma melhoria
é possível. E há pouca disponibilidade para atacar
esse problema. É preciso mudar completamente os sistema de
formação de professores, que ficou refém de um
ensino superior. Mas não há disposição de
se investir política e financeiramente para atrair os melhores
para a carreira de professor.
O que fazer para formar um bom professor?
É preciso enfrentar os cursos de pedagogia, mas não vejo
nenhum político se referindo a isso. Também temos que
formar o professor em tempo integral, porque eles estão saindo
do ensino médio analfabetos e chegam ao ensino superior para
reproduzir a sua ignorância. Depois, vão para a escola
pública e repetem o círculo vicioso da ignorância.
Então, quem precisa de escola em tempo integral no Brasil
é professor, não aluno. Nosso professor sai da escola
pública: depois de uma formação deficitária
no ensino superior particular, onde ele pode dar aula? No ensino
público, de onde saiu. E ainda tem quem diga que é ele o
culpado pela má qualidade do ensino. Ele não é
culpado, mas apenas uma peça dessa engrenagem. Para enfrentar
esse problema é preciso vontade política e recursos
financeiros para investir na formação do professor. Se
estivéssemos dispostos a fazer isso, poderíamos ter um
ensino de qualidade.
No Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2008, apenas
2,7% dos cursos de pedagogia alcançaram a nota máxima,
igual a 5. O que precisa mudar no currículo dessas
instituições?
Precisamos de um currículo onde o futuro professor não
estude só a teoria. Ele precisa conhecer a prática desde
o primeiro dia, como os médicos. O modelo de
formação clínica é o melhor modelo para o
professor. Ele não precisa estudar os recônditos da
pedagogia. Ele precisa aprender como se ensina e como o aluno aprende.
O professor é um artesão, ele não é um
grande criador. Da mesma forma que o médico não é
um criador. Ele tem que ser um excelente aplicador de conhecimento. A
sala de aula é o foco e a referência do trabalho dele.
O currículo escolar praticado hoje é outra questão estruturante?
Sim. Hoje temos um ensino enciclopédico e precisamos acabar com
essa crença. Precisamos saber para que finalidade queremos
educar os jovens. Temos que educá-los para sobreviver em um
mundo cada vez mais complicado, em que a informação
está disponível para todos. Para isso, você precisa
desenvolver competências que são básicas: saber
falar, pensar, usar a linguagem, aplicar o conhecimento adquirido para
entender o mundo ao seu redor. É preciso um ensino mais
relevante. Ou a gente atende a esses desafios ou não melhoramos
o ensino.
Muitos especialistas apontam que o salário do professor é
um empecilho para o avanço da educação no Brasil.
Como a senhora enxerga essa questão?
A remuneração é um fator a ser revisto. O
salário precisa melhorar, mas só isso não resolve
o problema. O aumento do salário tem que ser uma
decorrência do aumento da responsabilidade do professor e do
mérito. Se você me perguntasse se o professor ganha mal,
eu diria que sim. Mas para o que alguns professores fazem, é
muito. E para o que outros fazem, é pouquíssimo. Para
corrigir isso, precisamos de mecanismos para diferenciar um do outro. O
que não pode é aumentar o salário de todos.
A meritocracia é uma saída para isso?
A ainda que seja uma única medida, ela é interessante e
pode fazer a diferença em São Paulo, onde foi aplicada.
Porque se o professor quiser progredir só pelo tempo de trabalho
- como normalmente ocorre - o salário dele aumenta em um
determinado ritmo. Mas se ele quiser fazer um concurso sobre o
conteúdo que ele ensina, ele pode ter um aumento substancial e
buscar um atalho na carreira. Ele começa a ganhar mais antes do
tempo previsto. Acredito que são esses os mecanismos que atraem
os profissionais. Porém, é preciso lembrar que na
educação não existe uma única saída.
A solução tem que mexer em diferentes fatores. Sozinha a
meritocracia não resolve muito. Por mais que incentive o
professor, se ele não sabe como ensinar, ele precisa aprender.
Qual o maior desafio na área da educação que o
próximo presidente, a ser eleito neste ano, deverá
enfrentar?
A questão do professor talvez seja o abacaxi mais complicado
para descascar, em todos esses aspectos. O presidente da
República manda no ensino superior. E é no ensino
superior que está o problema do professor. Não adianta
desconversar. A questão da formação do professor
é responsabilidade do Ministério da
Educação – seja no ensino superior público
federal ou nas faculdade e universidades particulares, que são
autorizadas e supervisionadas pelo governo. Portanto não
dá para se esquivar. Também precisamos lembrar que o
governo federal não é o gestor do ensino básico no
Brasil. Gestores são estados e municípios. Cabe ao
governo federal liderar e coordenar políticas para estados e
municípios que queiram promover reformas. E para isso é
preciso haver um grande pacto federativo da educação. O
presidente eleito precisa usar o respaldo que ganhará nas urnas
para chamar estados e municípios e equacionar os problemas mais
estruturantes da educação. É importante
estabelecer um pacto federativo.
SC terá seu próprio plano
Fonte: Diário Catarinense, 31/08/2010
Empresas criam projeto para oferta de até 1 milhão de
novas conexões, com valor a partir de R$ 18Esquecida pelo
governo federal na primeira fase do Plano Nacional de Banda Larga, SC
poderá ter seu próprio plano de internet rápida. A
meta da “internet da família” é oferecer
entre 500 mil e 1 milhão de novas conexões para as
classes C e D do Estado com, no mínimo, um mega por segundo
(Mbps) de velocidade.
A iniciativa é da Associação Catarinense de
Empresas de Tecnologia (Acate), que pretende levar, em setembro, ao
governo do Estado, o anteprojeto do plano. A conexão
mínima oferecida será mais rápida do que a do
plano nacional, que tem 512 kilobit por segundo (kbps).
Conforme as propostas de subsídio, como redução de
ICMS, as velocidades podem subir para dois ou três Mbps, diz o
diretor de telecomunicações da Acate, Norberto Dias. Ele
acredita no papel indutor do Estado, articulado com a iniciativa
privada, para viabilizar o projeto.
– O projeto não pode ser só privado, esse modelo
não deu certo. Temos em SC empresas que podem oferecer
infraestrutura, serviços e equipamentos. Temos o governo do
Estado, com Ciasc, Fapesc e Celesc, com uma rede de fibras que pode ser
interligada. Em vez de ficarmos esperando, vamos fazer
proposições – destaca.
O plano custará entre R$ 18 e R$ 20 por mês para um Mbps,
subindo à medida em que demandar mais banda. O foco do projeto
é ampliar a rede de internet para fora dos grandes centros. Dias
aponta mais de cem cidades prejudicadas no acesso à telefonia
celular e também à banda larga.
O projeto está sendo desenvolvido por 25 empresas de SC. Dias
afirma que o plano estadual será interligado ao nacional e
vê resultados positivos para todos os setores.
– A população terá acesso mais barato, o
governo estadual vai arrecadar mais imposto, o federal terá
capilarizado mais a banda larga no país e os provedores
terão mercado. Quanto mais envolvidos no processo, maior o
êxito – avalia.
Caso o plano estadual catarinense tenha êxito, será
possível até triplicar o número de acessos
à banda larga no Estado. Em 2009, Santa Catarina tinha 460 mil
acessos.
O Paraná também apresentou este mês seu plano
estadual de banda larga, mas, diferente do modelo catarinense de
articulação, está atrelado ao governo estadual,
via Copel, estatal paranaense de energia.
alicia.alao@diario.com.br
Essencial para investimentos
Fonte: Jornal A Notícia, 31/08/2010
Para o presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança
e do Adolescente (CMDCA), Humberto Gonçalves Corrêa
Júnior, o estudo foi essencial para entender a
situação atual de crianças e adolescentes de
Joinville.
“A pesquisa superou as expectativas, pois entregamos um projeto
em sete volumes, com formato inédito em todo o Brasil.
Conseguimos um levantamento muito mais aprofundado, com
informações completas para tomar as devidas
providências de agora em diante”.
Idealizado pelo conselho, o Diagnóstico Social da Criança
e do Adolescente foi concebido a partir de exemplos semelhantes
desenvolvidos em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro,
Bogotá e Barcelona.
O objetivo é aproximar o poder público e a sociedade da
realidade das comunidades em que as crianças e adolescentes
estão inseridos, além de oferecer uma ferramenta de
acompanhamento da evolução dos indicadores sociais.
É a primeira vez que esse projeto é realizado em
Joinville.
Justiça tira gráfica da licitação
Fonte: Diário Catarinense, 31/08/2010
Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região suspendeu a
liminar que mantinha a gráfica Plural no processo
licitatório do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com
a decisão, a Plural sai novamente do processo. Cabe recurso.
Na decisão, o desembargador federal Fagundes de Deus diz que
desclassificou a Plural porque, pelos atestados apresentados,
não foi possível aferir o preenchimento dos requisitos de
capacidade produtiva aliada às condições de
segurança e sigilo.
A Plural venceu o pregão eletrônico para imprimir as
provas do Enem, porém o Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) desclassificou a
empresa com base na suposta não comprovação de
atestados técnicos de execução de atividade
pertinente e compatível com o objeto da licitação.
O trabalho em 1º lugar
Fonte: Jornal A Notícia, 31/08/2010
Os jovens joinvilenses colocam o trabalho como uma prioridade de vida.
E não só uma carreira, mas a realização
profissional. Isso é uma das informações do
Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente
apresentado ontem na Câmara de Vereadores.
O estudo está organizado em sete volumes que contêm
indicadores, dados de instituições e programas, pesquisas
de percepção e qualitativa, análise conclusiva e
propositiva sobre a criança e o adolescente do município.
O estudo foi tema de uma série de reportagens em “A
Notícia” entre os dias 15 e 17 de agosto. Segundo os dados
da pesquisa, apresentada pela Secretaria de Assistência Social de
Joinville, 63% dos adolescentes querem empregos que tragam
realização profissional. Os pais entrevistados na
pesquisa também esperam que os filhos encontrem empregos que
gerem melhores condições de vida.
O consultor de recursos humanos Osmar Worm Filho afirma que essa
procura dos jovens por empregos logo cedo acontece, principalmente, em
função da busca por independência financeira.
“Muitos adolescentes querem ganhar seu próprio dinheiro,
comprar coisas que os pais não podem dar. Dessa forma, acabam
procurando emprego mais cedo para se tornar independentes”. Ele
acredita que o incentivo parte das próprias escolas, que
auxiliam no processo de iniciação profissional. “As
instituições ajudam o jovem a ingressar no primeiro
emprego, a começar a vida profissional antes de ganhar
experiência”.
Para o gerente de proteção social básica da
Secretaria Municipal de Assistência Social, Francisco João
de Paula, o próximo passo para o município é
buscar ações efetivas que propiciem uma
inserção dos jovens no mercado de trabalho.
“Joinville tem características de uma cidade trabalhadora,
e o adolescente que busca o emprego mais cedo é uma prova disso.
Através do resultado da pesquisa, nossa
preocupação agora é com a busca de cursos,
aprendizados, que façam com que o jovem entre com
segurança no mercado de trabalho e ofereça mão de
obra de qualidade para a cidade”.
SAIBA MAIS
O diagnóstico mostra o perfil, o comportamento e os sonhos dos
quase 170 mil jovens que vivem em Joinville. Deste total, 34,2%
têm entre 12 e 17 anos e quase 97% moram na área urbana da
cidade. Eles estão concentrados em 12 bairros:
Petrópolis, Boehmerwald, Fátima, Boa Vista,
Paranaguamirim, Jardim Paraíso, Vila Nova, Iririú,
Comasa, Costa e Silva, Jardim Iririú e Aventureiro.
AN.com.br
BB passa a operar como agente financeiro do Fies
Fonte: www.nota10.com.br, 31 de Agosto de 2010
O Banco do Brasil começou a operar também como agente
financeiro do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O programa do
Ministério da Educação (MEC) permite que
estudantes de baixa renda financiem sua formação em
cursos superiores de instituições particulares.
Até este ano, o único banco participante do Fies era a
Caixa Econômica Federal.
De acordo com a Agência Brasil, com a entrada do Banco do Brasil,
o MEC acredita que a principal vantagem é o aumento do alcance
do programa em função da ampla rede de agências
bancárias. Hoje, o Fies tem 500 mil contratos ativos. Em 2010, o
programa foi reformulado para facilitar o acesso do estudante ao
crédito. Agora, o aluno pode pedir o financiamento a qualquer
momento e não é necessário aguardar o
início de cada semestre, como ocorria antes. Também houve
redução dos juros e ampliação do prazo para
pagamento da dívida.
O estudante interessado em conseguir o financiamento deve primeiro
acessar o site do Fies e se cadastrar. Em seguida, a Comissão de
Supervisão e Acompanhamento (CPSA) de cada
instituição deve validar os documentos para que o aluno
possa contratar o financiamento, seja no Banco do Brasil ou na Caixa
Econômica Federal.
No lançamento do novo Fies, o ministro da
Educação, Fernando Haddad, disse que havia recursos
disponíveis para 200 mil novos contratos. Nos últimos
dois meses foram formalizados 42.934 contratos. Segundo o
ministério, 729 mantenedoras de instituições de
ensino superior participam atualmente do Fies e 144 estão em
fase de adesão.
Estrangeiros no ensino
Fonte: www.abmeseduca.com, 31/08/2010
Ryon Braga
Presidente da Hoper Educação
Desde 2004 que não passamos um só ano sem que o governo
faça tentativas de restringir a presença do capital
estrangeiro no setor de educação privada brasileiro.
Vários projetos de lei referentes ao tema passaram pelo
Congresso neste período e, mais recentemente, o projeto do
deputado Ivan Valente (Psol-SP) tem ocupado o noticiário do
setor.
O Brasil possui hoje pouco mais de 4 milhões de estudantes no
ensino superior privado presencial e pouco menos de 800 mil no ensino a
distância particular.
Estes quase 5 milhões de alunos se dividem em pouco mais de 2
mil instituições de ensino, mantidas ou controladas por
pouco menos do que 1,4 mil empresas.
Destas, mais de 70% são empresas com fins lucrativos. O capital
estrangeiro está presente em um conjunto de
instituições que respondem por quase 20% do alunado
superior do país, e junto já movimenta aproximadamente R$
5 bilhões por ano na educação privada do
país.
Praticamente todos os argumentos dos que defendem a
restrição do capital estrangeiro carecem dos fundamentos
mais básicos e não encontram respaldo nos fatos.
O capital estrangeiro já está presente em um quinto do
faturamento do setor e continua a se expandir a partir do que já
foi comprado. Não há, do ponto de vista legal, como
expulsar os estrangeiros que já estão no Brasil.
Não há sequer uma só prática ou
conteúdo, por menor que seja, presente nas universidades
controladas por grupos estrangeiros que possuam qualquer
ligação com questões ideológicas.
Uma análise mais cuidadosa mostra que as
instituições controladas por grupos estrangeiros tiveram
um melhoria no seu desempenho acadêmico, medido pelos
instrumentos oficiais do Ministério da Educação
(MEC), depois que passaram ao controle a estes grupos.
Além disso, as instituições controladas pelos
estrangeiros apresentam qualidade bem superior à média
nacional. Quem tem que direcionar os critérios de abertura de
cursos em função das necessidades do país é
o MEC, e isso deve valer para todas as instituições,
independente da origem do seu capital.
A bem da verdade, o capital estrangeiro vem trazendo uma série
de benefícios à educação brasileira:
melhoria no nível de gestão das
instituições brasileiras;aumento da transparência
contábil e melhoria dos processos de governança,
contribuindo para acabar com a “pilantropia” ainda muito
presente neste setor;
fomento à inclusão social no ensino superior,
através do aumento da competitividade com consequente
redução de mensalidades e ampliação do
acesso ao estudante das classes socioeconômicas menos
privilegiadas;
númeras inovações na relação entre
ensino e aprendizagem;mais intercâmbio entre alunos e professores
brasileiros com seus colegas em dezenas de países.
Concurso para obras inéditas está com inscrições abertas
Fonte: www.nota10.com.br, 31 de Agosto de 2010
Escritores brasileiros e de países africanos de língua
portuguesa podem inscrever livros para a quarta edição do
concurso Literatura para Todos que, neste ano, vai distribuir R$ 90 mil
às nove melhores obras. As inscrições se estendem
até 13 de outubro.
Para concorrer, os autores devem apresentar livros inéditos,
dirigidos a neoleitores jovens, adultos e idosos em processo de
alfabetização e matriculados em turmas de
educação de jovens e adultos nas redes públicas da
educação básica. Conforme o edital do concurso, as
obras literárias devem ter narrativa atraente, favorecer o
envolvimento afetivo e apresentar uma leitura do mundo.
Reafirmar o valor da leitura e da palavra escrita e contribuir para a
formação de uma comunidade leitora, capaz de compreender
a função de ser e estar no mundo, além dos modos
de produção social e cultural, são objetivos desta
iniciativa do Ministério da Educação (MEC).
Estreitar laços culturais com os países africanos de
língua portuguesa é outra finalidade.
A quarta edição vai selecionar duas obras dos
gêneros: prosa (conto, novela ou crônica), poesia, texto da
tradição oral (em prosa ou em verso); e uma obra de
perfil biográfico e dramaturgia. Os concorrentes dos
países africanos – Angola, Cabo Verde,
Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e
Príncipe – podem escolher uma das cinco modalidades.
As inscrições de autores brasileiros e africanos
serão feitas com o envio dos originais. No Brasil, o livro deve
ser enviado para o endereço: IV Concurso Literatura para Todos
– Ministério da Educação, Esplanada dos
Ministérios, Bloco L, sala 209. CEP 70047-900 –
Brasília – DF. Os africanos encaminham as obras para as
embaixadas do Brasil em seus países.
Cada autor pode participar com um trabalho inédito, mas é
admitida a co-autoria. Os originais devem ser apresentados em CD e em
seis cópias impressas, em envelope único, lacrado e com
pseudônimo. Está vedada a participação de
servidores vinculados ao MEC e de seus parentes. Professores das
instituições federais, estaduais, confessionais e
comunitárias de educação superior podem concorrer.
Donos do próprio nariz
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo, 30/08/2010
Carolina Stanisci e Paulo Saldaña
Na década de 90, muitos pais ficavam chocados quando o filho
recém-formado anunciava que iria abrir um negócio.
Carteira assinada e carreira sólida em grandes empresas pareciam
opções mais viáveis. Mas essa
percepção mudou e agora até o mundo
acadêmico resolveu ajudar futuros empreendedores a se livrarem da
imagem de gênios incompreendidos.
Universidades têm apostado cada vez mais em núcleos de
empreendedorismo e incubadoras. Para analistas, isso ainda não
é o suficiente, mas já reforça a visão de
que é preciso aprender na faculdade o caminho para se dar bem
como empresário. Até porque uma pesquisa do Instituto
Brasileiro de Qualidade e Produtividade mostrou que em 2009 mais da
metade dos 33 milhões de brasileiros que têm algum tipo de
empreendimento – 52,5% – eram jovens de menos de 34 anos.
Foram alunos da ESPM com esse perfil que influenciaram a
direção a criar o Núcleo de Empreendedorismo. Uma
pesquisa recente mostrou que 80% dos estudantes querem abrir uma
empresa – há dez anos esse número era de apenas
20%. “O foco na carreira do aluno agora deve contemplar
também a criação de sua empresa”, afirma o
professor de Administração José Eduardo Amato
Balian, que integra o núcleo.
Na FGV, a estratégia é semelhante. O coordenador-adjunto
do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da
instituição, Marcelo Marinho Aidar, afirma que é
clara a mudança de percepção sobre a
importância de o País incentivar seus jovens
empresários. “Uns 25 anos atrás, como era visto um
profissional que ia abrir um negócio e tinha um diploma? Era um
cara fracassado, porque os pais esperavam que fizesse carreira em uma
empresa.”
Impulso
Foi esse estímulo durante a faculdade que ajudou a empresa de
Giovani Amianti, de 28 anos, a prosperar. Em 2004, quando estava no
último ano de Engenharia Mecatrônica na USP, ele e dois
colegas criaram uma empresa de robótica para fabricar
aviões de monitoramento não-tripulados.
A ideia só saiu do papel graças ao incentivo de um
professor e ao apoio do Centro de Inovação,
Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec). Considerado o maior centro
incubador do País, o Cietec fica na Cidade Universitária,
mas é financiado pelo Serviço Brasileiro de Apoio
à Micro e Pequena Empresa (Sebrae). Segundo seu diretor,
José Carlos de Lucena, o centro é muito procurado tanto
por estudantes como por empresas que usam os serviços da
incubadora para montar um braço tecnológico.
Para Amianti, que já está no doutorado na Poli-USP, o
papel do Cietec foi fundamental especialmente no início das
atividades da XMobots, que acabou de fechar um contrato para fotografar
a Amazônia durante um ano e meio, por R$ 400 mil. “A gente
agora entrega o projeto todo, não apenas o produto, porque
é uma tecnologia cara. Um avião de monitoramento custa
US$ 500 mil”, conta.
Segundo o empresário e pesquisador Newton Campos, que acabou de
defender doutorado na FGV sobre empreendedorismo, exemplos como o de
Amianti estão deixando de ser exceção no Brasil,
apesar dos entraves burocráticos e da falta de incentivo do
governo. “Hoje, tem muito mais gente com a cabeça
empreendedora aqui.”
Campos acompanhou por cinco anos, no estudo O Contexto Social do
Empreendedorismo no Brasil e na Espanha, a carreira dos finalistas do
prêmio para empreendedores da Ernst & Young. Para ele, o
brasileiro é mais passional que o anglo-saxão e
não dá tanta importância à faculdade.
“Só dois empresários que eu entrevistei tinham
doutorado. De longe, eram as empresas mais organizadas.”
Apego
De acordo com Campos, brasileiros e latinos em geral têm um forte
vínculo emocional com seu negócio. Preferem morrer
agarrados à empresa a ter de se desfazer dela. “Um
empresário que entrevistei me disse que vender seria como perder
uma filha.”
É o caso da gaúcha Louise Scoz, de 25 anos, graduada em
Publicidade pela ESPM de Porto Alegre. Logo depois de formada, ela
abriu uma empresa de pesquisa de comportamento do consumidor.
“É difícil falar do futuro, mas acho que não
venderia o negócio porque muitos dos valores embutidos vieram de
reflexões pessoais.”
A pesquisa de Campos mostra que, em contrapartida, os americanos
têm uma visão pragmática. Quando estão no
auge, vendem seu negócio. “Nos Estados Unidos, o projeto
do empreendedor tem a ver com criar empresas para liderança
mundial e movimentação de grandes fortunas”, diz
Evandro Paes dos Reis, da Business School São Paulo.
Foi o pragmatismo que moveu o empresário paulistano Pierre
Mantovani, de 35. Ele abriu sua empresa de publicidade digital na
década de 90. Tudo começou como uma brincadeira entre
amigos, que passavam a noite na internet pesquisando agências de
publicidade. Começaram então a vender sites para elas.
“Um dia, quando estava no 4.º ano de Engenharia
Elétrica de Computadores da FEI, cheguei para minha mãe e
disse: ‘Vou largar a faculdade e abrir minha
empresa.’”
A ideia deu certo, o negócio cresceu e, quando começou a
ser sondado por grupos internacionais, Mantovani decidiu
vendê-lo. “Não fiquei esperando. Viajei por
vários países e escolhemos para quem queríamos ser
vendidos.” Ele não revela o valor que recebeu em 2008 para
transferir o controle de sua empresa para a Digitas, maior
agência digital do mundo.
Mas se Mantovani é exceção por ter vendido a
empresa no auge, é regra na pesquisa de Campos pelo perfil
acadêmico: ele largou a faculdade e não voltou a estudar.
“A pessoa (que não estuda) pode tomar o caminho certo ou o
errado, mas não tenho a menor dúvida que quem opta pela
educação erra menos”, diz o pesquisador.
Outra característica recente do jovem empreendedor é
não ter foco só no dinheiro que pode ganhar. “A
motivação básica é fazer algo diferente,
como uma solução para problemas ambientais”, afirma
Guilherme Ary Plonski, presidente da Associação Nacional
de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Amprotec).
Poder tocar um negócio lucrativo e “diferente” foi o
que inspirou o aluno da FEA-USP Alexandre Veiga, de 23 anos: “Se
você olhar para fora do seu carro, vai dizer: ‘Que mundo
maluco, doente.’ Não faz sentido, e as empresas replicam
esse modelo. Para continuar vivo, é bom apostar em algo que
faça sentido.” Ele se uniu ao sócio, já
formado na FEA, e montou a Area, uma incubadora de empresas. “A
gente queria empreender, tínhamos várias ideias, dois
planos de negócio. Mas percebemos que não sabíamos
por onde começar e vimos que não era um problema
só nosso.”
A companhia ajuda seus clientes desde a entender o que é o
Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) até a
conhecer possíveis investidores. No início, eles
investigam se os clientes têm capacidade para trabalhar no que
desejam. “Fazemos uma investigação quase
policial”, diz Veiga.
Trabalhando informalmente em salas da USP, a Area se vale de uma rede
de contatos na universidade e de amigos para captar seus clientes
– a incubadora começou a funcionar em maio e já
têm seis deles.
“Um dos clientes é uma dupla de engenheiros formados pela
Poli-USP que inventou um protótipo que mapeia cédulas.
Depois, o aparelho reproduz sonoramente o valor, para quem não
enxerga”, diz. “Queremos gente jovem que pense no resultado
socioambiental.” Por enquanto, a empresa não cobra pelo
serviço. COLABOROU LARISSA LINDER, ESPECIAL PARA O ESTADO
Entidades lançam Carta-Compromisso para a educação
Fonte: www.nota10.com.br, 31 de Agosto de 2010
Várias entidades lançam hoje (31), em Brasília,
Carta-Compromisso com os desafios prioritários e compromissos
fundamentais para garantir Educação de qualidade para
todas as crianças, jovens e adultos de todo o país.
A iniciativa visa o comprometimento dos candidatos com a urgência
de políticas públicas educacionais que garantam,
efetivamente, o direito da Educação de qualidade para
todos e todas. Como primeiro e mais decisivo passo está a
institucionalização do Sistema Nacional de
Educação, tal como determina o Art. 214 da
Constituição Federal de 1988 e deliberou a
Conferência Nacional de Educação (Conae –
2010).
O documento será apresentado pelas instituições e
pelos movimentos proponentes no dia 31 de agosto, às 10h, na
sede do Conselho Nacional de Educação (CNE), em
Brasília. Após seu lançamento, a Carta-Compromisso
será apresentada para a assinatura dos candidatos.
Proponentes da Carta-Compromisso: “Pela garantia do direito à Educação de qualidade”:
- Academia Brasileira de Ciências (ABC)
- Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae)
- Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped)
- Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG)
- Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes)
- Campanha Nacional pelo Direito à Educação (Campanha)
- Central Única dos Trabalhadores (CUT)
- Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec)
- Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes)
- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)
- Confederação Nacional dos Trabalhadores de Estabelecimento de Ensino (Contee)
- Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag)
- Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
- Conselho Nacional de Educação (CNE)
- Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed)
- Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (FNCE)
- Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
- Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
- Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)
- Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM)
- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
- Todos pela Educação (Todos)
- União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes)
- União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme)
- União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)
- União Nacional dos Estudantes (UNE)
Biblioterapia pode ser mais eficaz que antidepressivo
Fonte CM News, 31/08/2010
Livros de autoajuda na área médica vendem horrores por
uma razão muito simples: eles funcionam.Num trabalho publicado
em 2004 no periódico "Psychological Medicine", Peter den Boer e
seus colegas da Universidade de Gronigen, na Holanda, compararam
vários estudos que avaliaram a eficácia de livros de
autoajuda (biblioterapia) em casos clínicos de ansiedade e
depressão.
Concluíram que a biblioterapia é significativamente mais
eficaz do que placebos ou inclusão em lista de espera para
terapia, e praticamente tão eficaz quanto tratamentos curtos
ministrados por um profissional. Ainda mais interessante, ela se
mostrou medianamente mais eficaz do que o uso de antidepressivos.
Esses resultados estão em linha com o que foi apurado em outras
metanálises feitas principalmente nos anos 90, e também
com as conclusões de uma força-tarefa que a
Associação Psicológica Americana (APA) montou em
fins dos anos 80.
Antes, porém, de trocar seu psiquiatra (R$ 400 a sessão)
e seu Prozac (R$ 145 a caixa com 28 cápsulas) por um livro (R$
19,90 o exemplar de "Como Curar a Depressão", Ed. Sextante),
convém fazer algumas ponderações sobre esses
achados.
Parte do efeito positivo da biblioterapia pode ser atribuído a
um viés de seleção. Deprimidos que buscam
ativamente uma mudança de comportamento - ou seja, aqueles que
compram os livros - são melhores candidatos à cura do que
os pacientes que sucumbiram à apatia.
Outro problema é que os estudos de eficácia normalmente
avaliam obras de boa qualidade, escritas por profissionais gabaritados.
Essa, evidentemente, não é a regra num mercado que
lança milhares de títulos por ano.
E, como os remédios, livros errados envolvem alguns riscos. Num
trabalho publicado em 2008 em "Professional Psychology", Richard
Redding e colegas avaliaram 50 obras de alta vendagem nos EUA relativas
a transtornos de ansiedade, depressão e trauma.
Como era de esperar, a qualidade e os problemas variam muito. Há
desde aqueles livros que apenas esquecem de avisar que o tratamento
pode falhar (50% dos títulos) até os que dão
conselhos capazes de provocar efeitos adversos (18%).
A boa notícia é que, prestando atenção a
alguns poucos itens, como se o autor é um profissional de
saúde mental e se tem títulos acadêmicos, é
possível fugir das piores arapucas. Em princípio, essa
regra deve valer também para o Brasil.
Ressalvas à parte, a literatura médica de autoajuda
é um fenômeno que deveria ser olhado com mais carinho por
profissionais e autoridades. Ela tende a funcionar ao menos em alguns
casos, permite atingir grandes populações, e apresenta a
melhor relação custo-benefício.
HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA
Fonte: Folha de São Paulo
Metade dos alunos do 9º ano em particulares tem mães com ensino superior completo
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 31/08/2010
Rafael Targino em São Paulo
Quase metade dos alunos no 9º ano de escolas privadas tem
mães com ensino superior completo. É o que mostra a PeNSE
(Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2009, feita pelo IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgada na
última sexta-feira (27). Segundo a pesquisa, esse grupo responde
por 46,9% do total. Já nas públicas, o número cai
para 8%. Quando o filtro público/privada é retirado, os
dados mostram que um quarto das mães não tem
instrução ou não completou o ensino fundamental
(25,9% do total); outro um quarto delas tem ensino médio
completo ou superior incompleto.
A capital com mais mães com ensino superior é
Vitória (26,9%), seguida por Brasília (20,9) e Aracaju
(19,7%). Manaus (9,8%) é a cidade onde esse índice
é menor. Maceió tem a maior proporção de
mães (37,7%) com nenhum nível de escolaridade ou
só com ensino fundamental completo, seguida por Fortaleza
(32,3%) e Teresina (31,5%). Segundo a professora Inês Barbosa de
Oliveira, da Faculdade de Educação da UERJ (Universidade
Estadual do Rio de Janeiro), um dos fatores que podem explicar os
números é a situação financeira da
família. “As mães que tem nível superior, de
um modo geral, têm colocação no mercado de trabalho
que as permite colocar [os filhos] na escola particular”, diz.
Inês alerta, no entanto, para a percepção de que a
escola particular é sempre melhor que a pública. “A
quantidade de escola particular que não presta é talvez
tão grande quanto a de publicas que não prestam”,
afirma.
Total de alunos do 9º ano de públicas que dizem ter matado aula é o dobro do das particulares
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal UOL Educação, 31/08/2010
Rafael Targino em São Paulo
A PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2009, do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que o
percentual de alunos de escolas públicas do 9º ano do
ensino fundamental que admitiram ter matado nos 30 dias anteriores ao
levantamento é mais que o dobro do das privadas. No total, 18,5%
de todos eles faltaram às aulas sem autorização
dos pais. Segundo a pesquisa, divulgada na última sexta-feira
(27), 20,7% dos estudantes da rede pública disseram que haviam
matado aula, contra 10,1% dos das particulares. A cidade onde mais os
alunos de públicas mataram aula foi Cuiabá (25%), seguido
por Recife (24,9%) e Porto Alegre (24,2%). Dentre os da rede privada,
as líderes do ranking são Palmas (18,2%), Boa Vista
(15,9%) e Cuiabá (14,8%). De acordo com o IBGE, a cidade onde
menos os estudantes de instituições públicas de
ensino disseram que haviam faltado aula sem autorização
dos pais foi Rio Branco; entre as particulares, Porto Velho.
Quando se consideram todos os alunos, sejam eles de públicas ou
particulares, Cuiabá continua na liderança dos faltosos,
com 23,4%. Teresina é onde menos, no geral, os estudantes faltam
sem autorização dos pais (12,4%). Para a professora
Inês Barbosa de Oliveira, da Faculdade de Educação
da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), o problema
não é a escola em si –mas as políticas
públicas feitas para a educação. “A culpa
não é da escola. O problema está na
política educacional que torna a escola precária, na
política geral do país que não garante emprego em
quantidade necessária para os que estudam se colocarem no
mercado de trabalho. Isso cria um círculo vicioso”,
afirma.
Segundo Inês, um outro motivo é a própria
dinâmica de controle de presenças. “Há
aí um sistema de controle mais eficiente nas escolas
particulares, porque os pais pagam também com a expectativa que
se controle a frequência dos alunos com rigor. Tem um sistema
mais eficaz na escola particular”, diz. Ela lembra também
que, provavelmente, muitos alunos –de públicas e
particulares– omitiram suas faltas. Tempo livre - O IBGE
também perguntou aos estudantes se os pais sabiam o que eles
estavam fazendo durante o tempo livre que tiveram nos 30 dias
anteriores à pesquisa. Mais de 55% (55,8%) responderam que os
pais sabiam – a maioria deles em Florianópolis (64,3%).
MP pede explicações ao Inep sobre vazamento de dados sigilosos em site
Fonte Portal G1, 30/08/2010
Fernanda Nogueira
Do G1, em São Paulo
A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu
esclarecimentos ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep) sobre o vazamento de dados sigilosos do site do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O ofício foi
enviado ao instituto na quarta-feira (25) pelo procurador Peterson de
Paula Pereira. O Inep tem prazo até 9 de setembro para responder.
Dependendo das explicações dadas pelo Inep, o procurador
decidirá se instaura procedimento preparatório ou
inquérito civil público para investigar o vazamento dos
dados ou se arquiva o caso.
A procuradoria foi acionada para acompanhar o caso no dia 12 de agosto,
quando o Ministério Público Federal (MPF) encaminhou ao
órgão de primeira instância o pedido de
representação feito pelos deputados federais João
Almeida (PSDB-BA) e Gustavo Fruet (PSDB-PR).
Informações sigilosas, como RG, CPF, notas e
número da matrícula, dos estudantes inscritos no Enem em
2007, 2008 e 2009 foram exibidas no site do Inep. O caso veio à
tona em reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” em 4 de
agosto. Os dados foram retirados do ar no mesmo dia.
No dia 5, o Inep abriu auditoria para investigar como as
informações puderam ser acessadas sem o uso de senhas. O
presidente do Inep, José Joaquim Soares Neto, disse que "uma
instituição" tornou públicas as
informações sigilosas. Um total de 231
instituições de ensino superior cadastradas no sistema
tinha acesso aos dados para uso em seus processos seletivos. O prazo
para conclusão da auditoria é de 30 dias.
Segundo a Procuradoria da República no DF, se decidir instaurar
um procedimento preparatório sobre o caso, o procurador
terá até 90 dias para concluir as
investigações, com possibilidade de
prorrogação pelo mesmo período. Se decidir
instaurar um inquérito civil público, o procurador
terá um ano para concluir as investigações.
Procurado pelo G1, o Inep ainda não se pronunciou sobre o pedido de esclarecimentos feito pela procuradoria.
O Enem tem um histórico de problemas que inclui vazamento da
prova, divulgação de gabarito errado e
alterações de data do exame. No início de 2010, o
site do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa as
notas do Enem para selecionar estudantes para universidades federais,
travou no primeiro dia de inscrições. Houve casos ainda
de estudantes que perderam vagas em instituições
após mudanças na lista de espera do sistema.
A impressão das provas do exame deste ano ainda não
começou devido a atraso na escolha da gráfica que
fará o serviço. A gráfica vencedora do
pregão foi considerada inabilitada pelo Inep, mas conseguiu na
Justiça o direito de continuar no processo de
habilitação. Na semana passada, começou
avaliação in loco da segurança na gráfica.
Ainda não foi divulgado o resultado da avaliação.
Um total de 4,6 milhões de estudantes fizeram
inscrição no Enem neste ano, que está marcado para
ocorrer em 6 e 7 de novembro.
Faculdades têm até hoje para inscrever alunos no Enade
Fonte CM News, 31/08/2010
A lista de confirmação dos candidatos será
divulgada no dia 20 de setembro. Universidades e faculdades de todo o
país têm até esta terça-feira (31) para
enviar as inscrições dos estudantes no Enade (Exame
Nacional de Desempenho dos Estudantes). Estão convocados os
estudantes do primeiro e do último ano de 19 cursos, incluindo
cinco superiores de tecnologia.
As carreiras avaliadas são as de agronomia, biomedicina,
educação física, enfermagem, farmácia,
fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária,
nutrição, odontologia, serviço social, terapia
ocupacional e zootecnia e cursos de tecnólogo em
agroindústria, agronegócios, gestão hospitalar,
gestão ambiental e radiologia. Os estudantes do primeiro ano
precisam ter cumprido entre 7% e 22% da carga horária
mínima do curso até o dia 02 de agosto de 2010. Já
os concluintes são aqueles que, até a mesma data tenham
cumprido no mínimo 80% das aulas do curso e aqueles que podem se
formar neste ano, independente do cumprimento das matérias ou
carga horária. A faculdade deve fazer o cadastro no site do Inep
(órgão do Ministério da Educação
responsável pelo Enade). A lista com os nomes dos estudantes
será divulgada no dia 20 de setembro. Os locais de prova
serão divulgados pelo ministério no dia 22 de outubro. A
avaliação será aplicada no dia 21 de novembro,
às 13h, em todo o Brasil. Estão dispensados do exame os
estudantes que colarem grau até o dia 31 de agosto deste ano e
aqueles que estiverem oficialmente fazendo intercâmbio fora do
Brasil.
Fonte: Portal R7
Bolsas melhoram a vida de bons alunos
Fonte: Clipping Educacional Consae - Gazeta do Povo, 31/08/2010 - Curitiba PR
De segunda a sexta-feira, Lou-seane Silva de Lima, 12 anos, leva cerca
de três horas para ir de sua casa em Piraquara, na região
metropolitana, até a escola, no bairro Boqueirão, em
Curitiba. Ela faz o percurso de ônibus e não se importa
com a distância para chegar ao Colégio Acesso, onde
é bolsista. E não é para me¬¬nos. A menina
sabe como são concorridas as vagas em instituições
particulares que oferecem bolsas parciais e integrais para estudantes
que não têm condições de pagar a
mensalidade. O jovem Ricardo Henrique Vanderlinde, 17 anos,
também venceu a disputa acirrada e isso mudou a vida dele.
Ricardo saiu das ruas graças à bolsa integral de estudos
que recebeu no ensino médio. Está matriculado no 2.º
ano do Colégio Sesc São José – uma parceria
entre o grupo Bom Jesus e Serviço Social do Comércio.
Hoje, além de estudar, tem dois empregos e pensa em ingressar
numa faculdade. “Há três anos eu não era
ninguém. Cheguei a morar nas ruas. Hoje com o estudo tenho
esperança no futuro”, diz.
O sonho da faculdade também é alimentado por Louseane.
Filha da cozinheira Sandra Regina, ela pensa em se formar em
Física Nuclear. Não conseguiu passar no processo seletivo
de ingresso no Colégio Militar de Curitiba, que é
público. Mas, devido às boas notas, ganhou uma bolsa
integral num cursinho e se prepara novamente para a
seleção. Pela manhã, frequenta o cursinho e
à tarde vai para a escola. A mãe, que é
viúva e não tem outros filhos, conta que, mesmo com um
desconto de 70%, o pagamento da mensalidade da escola é feito
com sacrifício. “Sem contar o estresse que essa menina
passa todos os dias. Ela sai às 7 horas da manhã e
só volta depois das 8 horas da noite. Não é
fácil essa rotina”, afirma.
Os programas - Dependendo do programa e da escola, é
possível chegar a um desconto de 100% na mensalidade. No
Colégio Sesc São José, os 480 alunos do ensino
médio recebem de graça ensino, material didático
e, se necessário, transporte. O atendimento é voltado
para estudantes que concluíram o ensino fundamental em escolas
públicas e que pertencem a famílias com renda
máxima de três salários mínimos mensais.
Para ingressar no colégio, é necessário passar por
um teste de seleção. “Existem jovens talentosos em
várias escolas públicas. Nosso objetivo é oferecer
oportunidade num ambiente que é referência em qualidade de
ensino”, diz o gerente regional do colégio, José
Ivair Motta Filho. Todo o material didático usado na escola
é o mesmo de outras escolas do grupo Bom Jesus.
No colégio Acesso, as bolsas são parciais e o abatimento
concedido chega a 80% do valor integral. Lá, o programa de
bolsas começou há quatro anos e, de acordo com o diretor
Pedro Adriano Brandalise, a ideia é trazer para dentro da escola
alunos com potencial acadêmico. A redução na
mensalidade é proporcional à pontuação
obtida numa prova aplicada aos alunos. “Dentro das nossas
possibilidades, tentamos atender a comunidade. Não podemos
deixar de lado alunos que vivem com dificuldades financeiras, mas se
esforçam e gostam de estudar”, afirma. Já nos
colégios do grupo Dom Bosco, a mensalidade po¬¬de ser
abatida integralmente, dependendo das condições sociais e
financeiras de cada família.
De acordo com a diretora da sede Mercês, Rita Egashira Vanzela, a
definição da porcentagem de desconto não depende
só da nota obtida pelo estudante. “Fazemos um
cálculo da mensalidade que a família pode
suportar”, diz. O projeto, intitulado de Arquime¬des, existe
desde o ano 2000 e até hoje já atendeu cerca 1,5 mil
famílias. A cada ano ingressam 120 estudantes.
Estudando no exterior - Há sete anos, um grupo de
em¬¬presários e voluntários resolveu se unir para
dar oportunidades a estudantes com bons desempenhos. Desde
então, o programa Bom Aluno já garantiu a
formação universitária de 132 estudantes, sendo
que alguns estudaram inclusive fora do país. Hoje o programa
atende 210 estudantes da 8.ª série do ensino fundamental
à universidade. Além de oferecer bolsas de estudos
integrais a estudantes de baixa renda em colégios particulares,
o programa tem acom¬¬panhamento estudantil individualizado, com
atividades no contraturno, como au¬-las de línguas. O
universitário Diogo de Barros, 17 anos, foi um dos participantes
do Bom Aluno. Hoje mora na Espanha, pois foi o primeiro colocado no
Programa Universi¬dade para Todos (Prouni) Inter¬nacional, do
Ministério da Edu-cação. Filho de diarista, conta
que jamais teria a oportunidade de estudar no exterior, não
fosse a participação no programa, que o permitiu estudar
no colégio Dom Bosco, a partir de uma bolsa integral.
“Estudar em colégio particular fez a
diferença”, diz. A coordenadora do Bom Aluno, Maria Isabel
Grassi Dittert, explica que podem participar do programa estudantes a
partir do 7.º ano do ensino fundamental. Por ano são
abertas cerca de 20 vagas no programa.
Especialistas em carreira sugerem que os jovens interajam com o mercado o mais cedo possível
Fonte: Correio Braziliense, 30/08/2010
Manoela Alcântara
Estar preparado para o mercado significa muito mais do que ter uma boa
formação. Com o aquecimento da economia e a necessidade
de mão de obra especializada, as empresas não querem
perder tempo contratando quem não esteja realmente pronto. Isso
provoca uma das maiores confusões na cabeça dos jovens:
como conseguir o primeiro emprego se a principal exigência
é ter experiência? A solução está nas
oportunidades exploradas ainda no processo de formação,
como estágios, programas de trainee e os destinados a menores
aprendizes.
Esse contato inicial com os empregadores pode, além de render o
primeiro emprego, estreitar as relações entre a escola e
os empregadores. A maioria dos brasileiros considera que as
instituições de ensino não oferecem um bom preparo
para o mercado de trabalho. Em uma pesquisa recente da
Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizada
pelo Ibope, cerca de 40% dos entrevistados disseram que, ao fim do
curso médio ou superior, o aluno está apenas
razoavelmente preparado para o primeiro emprego.
Thirza Reis Sifuentes, diretora técnica da Homero Reis e
Consultores, psicóloga e coach, aposta no estágio como
passaporte para o mercado. “Esse é o momento do jovem
mostrar o que sabe, fazer o seu nome e ser lembrado na hora de uma
contratação. É no estágio que um bom grupo
de contatos pode ser feito. O estágio é também um
processo de percepção e distinção de
competências. É nele que muitos fazem os testes das
áreas em que querem ou não atuar”, constata.
Além disso, se há o interesse de fazer parte de um
determinado nicho, nada melhor do que estar dentro da empresa para
fazer parte do meio.
Para o autor do livro Superdicas para o jovem escolher bem a
profissão, Ruy Leal, os programas destinados a menores
aprendizes atingem uma parcela de adolescentes e jovens de forma ainda
mais eficaz que os estágios, e possibilitam uma
formação de ideais sobre a profissão e o mercado
menos tardia. “Um não exclui o outro, mas só se
pode entrar em um estágio após os 16 anos. Nos projetos
de aprendiz, é possível trabalhar em diversas
funções ainda com 14 anos, uma boa idade para
começar as pesquisas do mercado e até para definir o
curso superior a seguir”, indica.
Ramon Aurélio Júnior e Driele Morgany de Abreu, ambos com
17 anos, concluíram, na semana passada, o Programa Aprendiz
Legal. Com emprego garantido e uma percepção diferente
das carreiras que querem trilhar, eles se consideram preparados para
encarar seleções e serem bem-sucedidos profissionalmente.
“Quando fiz a entrevista do meu atual estágio, falei da
minha experiência como aprendiz e isso me rendeu a
contratação. Todo o conhecimento que adquiri foi muito
importante para o meu currículo e para a minha
formação. Depois de concluir os dois anos de trabalho
associado a cursos, descobri que quero fazer a faculdade de
administração”, diz Ramon Aurélio.
Driele seguirá a mesma carreira. Ela só decidiu isso
depois de, aos 15 anos, prestar serviços para uma escola da
cidade. “Queria fazer direito, hoje mudei de
opinião”, alega. Também empregada, a jovem aprendeu
a ter mais responsabilidade e a analisar como funciona cada
profissão. “No colégio, não falam nada sobre
o mercado. Aprendi isso na prática, pesquisando. Consegui criar
rotinas na minha vida e organizar meu tempo. Hoje, pratico isso no meu
emprego de carteira assinada, mesmo aos 17 anos”, comemora.
Em Brasília, algumas empresas como o Centro de
Integração Empresa-Escola (Ciee), o Instituto Euvaldo
Lodi (IEL) e o Instituto Fecomércio (IF) intermediam os
estágios de estudantes de cursos superiores, do ensino
médio e do técnico. Já as inscrições
para o programa de menor aprendiz são feitas por meio de
instituições cadastradas no Ministério do
Trabalho. Os programas de trainee, onde os selecionados já
entram com um salário compatível com o do mercado e
conhecem todas as áreas da empresa para depois chegar a um cargo
de gerência, acontecem sazonalmente e são organizados
pelas próprias contratantes.
Foco na técnica
Em todo o país, existem institutos federais especializados na
formação técnica de profissionais. Vinculados ao
Ministério da Educação, eles oferecem cursos
profissionalizantes rápidos; os técnicos, com
duração de dois anos; e até
formações de nível superior. O instituto federal
do DF tem sede na Asa Norte e câmpus espalhados em Planaltina,
Samambaia, Gama e Taguatinga.
O governo local também tem escolas com esse perfil, como a
Escola Técnica de Brasília (ETB). Segundo o
coordenador-geral dos cursos básicos da escola, Roberto Soares
Felipe, as capacitações de curto prazo possibilitam que
os jovens estejam preparados para as vagas do mercado. “Eles
chegam sem nenhuma profissão, sem saber nenhuma ferramenta
profissional. Aqui, aprendem a transformar conhecimentos em utilidades
para os empregadores”, ressalta.
Quem já sabe trabalhar com a internet, exemplifica o professor,
aprende que essa ferramenta não possibilita só o envio de
e-mails, mas pode promover mudanças em toda a logística
de uma empresa. A ETB oferece em média 55 cursos, feitos
principalmente por jovens. Os que têm entre 14 e 20 anos
correspondem a 31,4% dos matriculados; os com 21 a 25 anos são
23,8%. O governo do Distrito Federal também mantém os
centros de educação profissional de Ceilândia e
Planaltina.
Cotas obrigatórias
A Fundação Roberto Marinho e o Centro de
Integração Empresa-Escola (Ciee) fizeram um programa que
já ajudou 40 mil jovens a entrarem no mercado de trabalho. A
intenção é fazer valer a Lei nº 10.097/2000
— que obriga empresas de médio e grande porte a contratar
jovens de 14 a 24 anos como aprendizes, cumprindo cotas que variam de
5% a 15% do número de funcionários efetivos qualificados.
Envelhecimento da população desafia o mercado de trabalho
Fonte CM News, 31/08/2010
Chico Otavio
Procura-se profissional acima dos 60 anos... Para um mercado de
trabalho que insiste em enxergar o Brasil como um país jovem, o
anúncio de emprego pode sugerir um trote. Mas não
é. Gente como o comerciante Antônio Fiori, a
empresária Márcia Lima Gabionetta e a assistente social
Renata Hauck faz parte de um pequeno, mas promissor, grupo de
empregadores que resolveu trocar o vigor da juventude pela
experiência e a assiduidade dos mais velhos. Para as vagas
abertas em seus negócios, eles optaram pelo trabalhador idoso.
As projeções indicam que o país a ser revelado
pelo Censo 2010 do IBGE terá um contingente de 14 milhões
de idosos. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea) reforçam o fenômeno: se a população
total cresce à taxa de 0,9% ao ano, o incremento de pessoas
acima dos 60 anos avança quatro vezes mais (3,8% anuais).
Para muitos, os números sinalizam um problema quando cruzados
com as contas da Previdência ou com o sistema de saúde.
Há outros, porém, que preferem entendêlos como
nicho de negócios: — O retorno é garantido. Os
idosos são pessoas responsáveis e centradas. Não
dão trabalho, não faltam. Já os jovens têm
outras ambições, como as baladas do fim de semana —
afirma o comerciante paulista Antônio Fiori, dono de uma
fornecedora de areia e pedras, que acaba de contratar um idoso para
gerente.
Como o país está envelhecendo, o desafio
civilizatório que se impõe, preveem os demógrafos,
é aumentar a idade produtiva da população. Em vez
de estimular a ociosidade da terceira idade ou alterar o fator
previdenciário, para evitar que o equilíbrio atuarial
fique insustentável, a alternativa seria dotar os idosos de
capacidade física para adiar a retirada da vida produtiva.
— O Brasil não estava preparado para envelhecer. Se a
perspectiva era se aposentar e viver no máximo oito anos, hoje a
pessoa chega a ter mais 20, 30 anos de vida. Nenhuma sociedade pode
jogar fora essa mão de obra — diz o médico Renato
Veras, diretor da Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati/Uerj).
No caminho de volta ao mercado, o aposentado tem deixado a carteira de
trabalho em casa. Quase metade dos trabalhadores ocupados acima dos 60
anos (44%) é autônoma, enquanto 31,4% são
assalariados, 9,8%, empregados domésticos e 9,7%, empregadores.
— Há dois tipos de idosos no mercado informal: o mais
escolarizado, que geralmente é um profissional liberal e se
beneficia de sua experiência, e o menos escolarizado, que
encontramos muito na agricultura — explica a economista Ana
Amélia Camarano, coordenadora de Pesquisa em
População e Cidadania do Ipea.
No ano passado, 55% da população masculina entre 60 e 69
anos ainda trabalhavam. Muitos, principalmente nas faixas de renda mais
baixas, prolongaram a idade produtiva para reforçar a diminuta
aposentadoria quando a família cresceu.
Um deles é Horacildo de Castro, de 69 anos, que virou homemplaca pelas ruas de São Paulo.
Ex-metalúrgico da Mafersa, Horacildo passou em casa os primeiros
anos da aposentadoria, na década de 90. Até que a sua
mulher resolveu adotar uma recém-nascida.
Desde então, o velho operário do aço trabalha com
outros metais: fica nove horas por dia na rua para ganhar R$ 20
anunciando a compra de ouro, platina e brilhantes.
— Sem o biscate, não daria para criar a menina. Carrego a
placa faça chuva, faça sol. Os seguranças das
lojas vivem me tocando para outro lugar — diz o homem-placa, cuja
filha de criação já tem 15 anos.
Mas, apesar das intempéries, Horacildo segue em frente. E
é isso que encanta os empregadores que têm optado pela
terceira idade.
Com o idoso, não há tempo ruim.
Principalmente quando o desafio profissional é conviver com pessoas da mesma idade.
A assistente social Renata Hauck ajudou a tia, médica, a
procurar uma aposentada para ser funcionária do seu
consultório, em Belo Horizonte: — Jovens têm sempre
problemas.
O namorado ou o filho pequeno.
Se faltam, não há como minha tia fazer os procedimentos do consultório.
Aposentada não tem filho pequeno. Contratamos uma senhora
simpática, com experiência de vida. Passa algo
agradável às pacientes na sala de espera.
O aposentado representa um baixo custo. Não faz questão
de carteira assinada e vê o salário como um complemento de
renda. Há casos em que nem salário é
necessário.
Com vasta experiência acumulada, saúde e vontade de contribuir, o aposentado abraça o voluntariado.
Na prefeitura de Niterói, por exemplo, os responsáveis
por licitações suam frio quando chega o aposentado
Guilherme Magalhães.
Ele é um dos trabalhadores idosos qualificados que fazem da
experiência a senha para o reingresso na vida produtiva.
Ex-gerente de Negócios do Banco do Brasil, onde trabalhou por 32
anos, Magalhães é hoje fiscal voluntário do
Observatório Social da cidade, ONG de olho nas contas municipais.
— As pessoas não acreditam que você pode mudar a realidade.
Além disso, precisamos nos sentir produtivos, mesmo sem remuneração — orgulha-se Magalhães.
Não são poucos os casos de aposentados que, sentindo-se
produtivos, encontraram as portas do mercado fechadas ou quebraram a
cara ao tentar um negócio. O paulista Luiz Pinto Cepinho,
também bancário, aderiu ao plano de demissões
voluntárias do BB, montou restaurante e faliu.
Hoje, sobrevive como fotógrafo de festas, e luta para voltar ao BB pela via judicial.
Demissões espontâneas, aposentadoria compulsória e
outros mecanismos encurtam a vida ativa de milhares de trabalhadores.
Há lugares, porém, em que a experiência com os mais
velhos foi tão boa que motivou a continuidade: — Perdi um
serralheiro que ainda trabalhava quando morreu aos 80. Para
substituí-lo, quero outro idoso — diz a empresária
Márcia Lima Gabionetta, dona de uma fábrica de tendas e
barracas para feiras.
Fonte: O Globo on line
Profissionais com pouca idade são os que mais encontram dificuldades para engrenar no mercado de trabalho
Fonte: Correio Braziliense, 30/08/2010
Manoela Alcântara
Conseguir um lugar no mercado de trabalho não é tarefa
fácil. Quando se é marinheiro de primeira viagem,
então, surgem as dúvidas, os problemas e até a
falta de qualificação para dificultar a estreia
profissional. Segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego do
Distrito Federal (PED), enquanto 11,4% dos adultos com idade entre 25 e
39 anos estavam desempregados em junho deste ano, 29,6% dos jovens na
faixa de 16 a 24 anos também não estavam inseridos em um
ambiente profissional. Os dados se agravam ainda mais, se calculados em
âmbito mundial. Relatório da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) divulgado no mês passado mostra
que 2009 foi o ano com o maior número de jovens desempregados da
história.
Para não cair nessa armadilha, é possível abusar
de algumas artimanhas que devem começar a ser exploradas bem
cedo. De acordo com autor do livro Superdicas para o jovem escolher bem
a sua profissão, Ruy Leal, quem começa a pesquisar sobre
o mercado de trabalho depois dos 14 anos já está
atrasado. “Estamos na era da internet e todos devem aproveitar a
oportunidade de ‘googar’. Para pesquisar uma empresa, uma
profissão, uma oportunidade, basta digitar no Google que
centenas de informações aparecem”, ressalta.
Referindo-se à rede mundial de computadores, o também
especialista em recursos humanos acredita que a chamada
geração Y está muito mais preparada para encarar
desafios do que as gerações anteriores.
Mas o que falta para que esses jovens saiam das pesquisas negativas e
alcancem o patamar de que realmente necessitam? Depende de cada caso,
dizem especialistas em carreira. Alguns jovens não têm
interesse em sair do mundo das baladas e se preocupar com o futuro
tão cobrado pelos pais; outros não sabem por onde
começar; e alguns até acreditam que o que falta mesmo
é oportunidade.
Em um primeiro momento, os professores são quem mais pode ajudar
os estreantes, identificando os engajados e indicando-os para vagas
abertas. “Por ano, cerca de 1,7 milhão de jovens
são despejados no mercado com o título de formado. Seja
no ensino médio, técnico ou superior. A
capacitação técnica fará a
diferença, mas o divisor de águas virá do grupo de
relacionamentos formado no decorrer da vida acadêmica ou em meio
às pesquisas pela profissão escolhida”, ressalta
Ruy Leal.
A qualificação também não fica fora da
lista de prioridades. E é diversificada a quantidade de cursos
para quem deseja deixar o currículo ao gosto dos contratantes.
Há dos gratuitos aos ministrados pela internet, com
durações variadas. “Todas as formas de se
especializar são válidas. Turbinar o currículo
aumenta também a quantidade de oportunidades. As vagas existem
no mercado para os jovens, mas muitas vezes não são
preenchidas por falta de qualificação”, complementa
Karla Rosa, consultora de varejo da Empório R e K.
No caso de Franksilva Fonteles Lacerda, 24 anos, a
dedicação explícita durante a
formação técnica foi primordial para conquistar a
vaga em sua área de atuação. Quando ele concluiu o
ensino médio, foi apresentado por um professor ao antigo
Colégio Agrícola de Brasília, hoje Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
Brasília (IFB). Ainda com 20 anos, ele ingressou no curso de
técnico em agropecuária e se formou dois anos depois.
“Sempre gostei da área, mas antes de me formar, nunca
havia conseguido um emprego com carteira assinada”, relata.
Durante o curso, ele morou na escola técnica e, para compensar a
alimentação e o dormitório oferecido, prestava
serviços ao local em conjunto com a aprendizagem técnica.
Os professores gostaram do empenho que ele demonstrou e o indicaram
para uma vaga em uma fazenda em Planaltina. “Fiquei lá
seis meses e depois me chamaram para retornar à escola e
trabalhar aqui. Hoje, desenvolvo meu trabalho na área de
terraplanagem, com retroescavadeira, patrola e operador de
colhedeira”, conta.
A prática da indicação é comum no setor. A
coordenadora-geral de produção do IFB, Larissa Queiroz
Medeiros, enfatiza que cerca de 50% dos jovens que fazem os cursos
técnicos são inseridos no mercado de trabalho. Seja
durante a formação média ou após o seu
término, os jovens já saem de lá com uma
profissão e prontos para o mercado.
Foi o que também aconteceu com a técnica em
agropecuária Taise da Silva. Até os 16 anos, ela
não sabia qual profissão seguir. Pensava em direito,
administração, mas nada a satisfazia. Quando sua
família mudou-se para uma chácara, ela se identificou com
o serviço que tinha que realizar lá. “Fui
apresentada ao instituto aqui em Planaltina mesmo. Descobri que poderia
trabalhar com o que amo”, comemora a jovem de 24 anos.
Estudo mostra potencial dos jovens da classe C
Fonte CM News, 31/08/2010
No final do primeiro semestre deste ano, a agência de publicidade
Talent, de São Paulo, recebeu alguns de seus principais
clientes, entre os quais figuram nomes como Santander, Alpargatas,
Santher, Votorantim Cimentos, Net, Ipiranga, Femsa e Tilibra, entre
outros, para a discussão do estudo batizado de
"Universitário, qual é a sua classe? É a C".
Dedicado à análise da inserção cada vez
maior de estudantes oriundos da nova classe média emergente, o
trabalho provocou discussões durante toda uma manhã entre
os cerca de 50 participantes. "Há alguns anos, o assunto
atrairia a atenção de uns poucos gatos pingados", afirma
Paulo Stephan, diretor de mídia da Talent. "Com a
irreversível ascensão da classe C no Brasil, o interesse
cresceu."
De acordo com o estudo, que acaba de ser publicado pela Talent, nos
últimos oito anos a participação dos estudantes
saídos da classe C passou de 16% para 23% dos alunos
matriculados na cerca de 3 mil instituições de ensino
superior existentes no País. Em números absolutos, isso
representa um acréscimo de 2,1 milhões de
universitários e consumidores ao mercado. "Esse aumento da
inclusão universitária tem como pano de fundo o ingresso,
a partir de 2006, de 20 milhões de brasileiros na classe C", diz
Stephan. "Some-se a isso o fato de que, desde 2008, a renda dos 91
milhões de pessoas nela incluídos é maior que a
dos integrantes das classes A e B. "
O aumento do contingente de universitários emergentes foi
viabilizado, de acordo com o estudo da Talent, pelos programas de
financiamento estudantil, como o Prouni e o Fies, bem como o
barateamento das mensalidades escolares - em função da
maior competição, 90% do setor estão em
mãos da iniciativa privada. De uma média de R$ 860, em
1996, o valor das mensalidades caiu para R$ 467 em 2009.
Contribuem também para esse movimento a necessidade de ascender
no emprego e atender às demandas por maior
qualificação, apresentadas pelos empregadores e pelo
mercado de trabalho. "Estudos mostram que um diploma superior provoca
um aumento de 171% na renda média de um indivíduo no
Brasil", afirma Stephan.
Mas o que impulsiona os jovens emergentes a continuar estudando? "A
classe C sonhava em ter iogurte no café da manhã", diz
Stephan. "Hoje, as aspirações são muito maiores.
Projetam futuro, além da educação." A grande
preocupação dos jovens universitários dessa faixa
social é ter uma vida melhor do que a de seus pais. Como objetos
de desejo, a posse de computadores e o acesso à internet
aparecem na pole position. "Um terço dos lares de classe C
dispõe de computadores", diz Stephan. "A internet já tem
penetração de 45% entre essas famílias."
Segundo levantamento do instituto de pesquisas Ipsos Marplan, esse
segmento está plugado em toda a gama de bens de consumo moderno:
51% deles têm máquina fotográfica digital, 41%
possuem tocadores MP3, fatia que chega a 33% no caso do iPod e a 94%
para os celulares. Em relação às finanças
pessoais, esse grupo também apresenta números
promissores: cerca de 70% têm conta em banco e 55% possuem
cartão de crédito, com um gasto médio per capita
de R$ 200. "O potencial de consumo dos jovens universitários da
classe C não pode ser desprezado pelas empresas", alerta
Stephen. "Eles serão maioria e terão grande poder nas
mãos. Portanto, é importante conhecê-los cada vez
mais profundamente."
Fonte: O Estado de São Paulo
MBA fora da rota
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 30/08/2010
Carolina Stanisci
No fim de 2008, o paulistano Nicholas Wiczer, de 28 anos, se preparava
para enviar documentos e disputar vaga nos tradicionais MBAs da London
Business School e do espanhol Iese. Mudou de ideia depois de ouvir um
conselho peculiar de um consultor: já que descendia de russos,
por que não fazia o MBA na própria Rússia? Na
época, começava a chamar a atenção no mundo
corporativo um MBA recém-criado na Skolkovo Moscow School of
Management, na capital russa. O curso tem um enfoque diferente dos
tradicionais, com maior ênfase na prática. Os alunos do
MBA russo têm seis meses de aula em período integral.
Depois, passam um ano entre aulas e consultorias dentro de empresas
– não necessariamente russas. “Fomos para a
Índia trabalhar no maior banco de lá, o Icici”,
conta Wiczer, que começou as aulas há um ano. Atualmente
está em Boston: frequentou classes do MIT e vai trabalhar,
até o fim do mês, como consultor numa empresa. “O
melhor é que todos os professores são de fora: do Insead
(com sede na França e em Cingapura) de Colúmbia, do
MIT.” Como Wiczer, outros alunos fogem do roteiro convencional de
MBAs. Pedro Henrique Lemgruber Vilela, de 26 anos, formado em
Administração no Insper, escolheu a Índia.
MBA nos Brics. Para Vilela, é preciso preparo
psicológico. “Fui para lá em 2007, de
férias, e foi um choque cultural. Pensei: ‘Puxa, quero
passar mais tempo aqui’”, conta Vilela. Dois anos depois,
decidiu se mudar para lá e fazer um MBA. Descobriu a Indian
School of Business, na cidade de Hyderabad. “Ela está no
top 12 do Financial Times”, diz Vilela, que na época pediu
licença do emprego na Consultoria Integration, onde voltou a
trabalhar. “A Índia era o lugar mais diferente que tinha
na cabeça, para viver uma cultura nova, pensar na vida,
questionar crenças.”
Para o diretor acadêmico da Business School São Paulo,
Armando Dal Colletto, há um número crescente de escolas
de qualidade no pelotão de elite dos países emergentes,
os Brics – sigla que se refere a Brasil, Rússia,
Índia e China. “Pode ser útil para os alunos,
principalmente nas escolas focadas em desenvolvimento econômico
em harmonia com o ambiental.” Facebook lotado. Para Vilela, as
aulas são similares às de outros MBAs. “As pessoas
é que são diferentes. O povo indiano é mais
sincero.” Outro diferencial foi a rede de contatos que montou.
“Tenho mais de 400 indianos no meu Facebook.” A troca de
experiências com os indianos foi intensa e Vilela ajudou no plano
de negócios de vários colegas. Esse intercâmbio de
culturas foi, para ele, o ponto alto da temporada na Índia.
“Recomendo fazer MBA fora dos EUA e Europa, mas é preciso
preparo psicológico com as diferenças culturais.”
Renata Duch encarou esse desafio. Formada em
Administração na Universidade São Judas Tadeu, ela
chegou a Xangai em 2006, para um curso de três meses de mandarim.
Em 2008, fez as malas para uma nova viagem – até agora sem
volta. Renata estudou mandarim por um ano em Pequim, na Central
University of Finance and Economics, e depois resolveu concorrer a uma
bolsa do governo para fazer MBA. Selecionada, escolheu a Jiaotong
University, em Pequim mesmo. É a primeira brasileira e estudar
na instituição. “A China é e será
cada vez mais importante para a economia global.” Renata afirma
que está se adaptando bem ao estilo de vida local. A brasileira
ainda lembra das coisas que mais estranhou ao chegar ao país,
como o excesso de óleo e tempero na comida – nada que
azede sua experiência na universidade de Pequim, cujos estudantes
vêm de vários cantos do mundo. “Tenho amigos de
cultura, costumes e religiões diferentes”, diz. Na sala de
aula, explica Renata, isso se reflete em discussões mais
criativas sobre como o tema estudado seria aplicado no país de
cada aluno.