
01/09/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
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veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Educação solta seu grito
Carta-Compromisso apresenta desafios para seis anos
Educação de qualidade: do palanque à ação
Importante novidade na gestão da educação
Qualificação profissional, por Antoninho Marmo Trevisan*
Pró-Letramento poderá atender mais de 1.500 cidades
MEC mudará lei para a superuniversidade
Empresas resistem em contratar jovens sem experiência mesmo com dez anos da Lei da Aprendizagem
Criança só na cadeirinha
Educação: por que a Reforma Universitária não anda?
Profissionalizar a gestão é questão de sobrevivência
Conselho Nacional de Educação aprova exigências mais duras para universidades
Proposta para 2011 não prevê ganho real
Apesar de atraso, Inep afirma que contratação de gráfica segue normal
Filmes nacionais poderão ser componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica
Consórcios educacionais
A bolha do ensino americano
Avalie qual é o melhor momento para a pós-graduação
Internetês: o idioma usado nas redes sociais
Polícia pede prisão de 35 pessoas envolvidas com o esquema do falso diploma no ES
Estou formado. E agora?!
Pátria terá homenagem esta semana
Reduto masculino, área de TI busca diversidade
Universidades federais terão 25 mil vagas a mais via Enem
Universidades precisam ter autonomia e fazer o acompanhamento dos alunos
MEC investiga seis faculdades suspeitas de descumprir condições do ProUni
Orey Antunes aumenta gestão de activos no Brasil em 24%
Educação solta seu grito
Fonte: Diário Catarinense, 01/09/2010
Organizações da sociedade civil e entidades da
área da educação lançaram, ontem, uma
carta-compromisso que será entregue aos candidatos a presidente
e a outros cargos eletivos.
O documento reúne algumas metas estabelecidas para o
próximo governante cumprir e melhorar a qualidade da
educação. Entre elas, está investir um
mínimo de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na área
até 2014. Hoje o país investe em torno de 4,7% do PIB,
segundo o Ministério da Educação (MEC).
A carta é assinada por 26 entidades e reúne sete desafios
prioritários, com destaque para a erradicação do
analfabetismo, a ampliação das matrículas no
ensino superior e profissionalizante e, ainda, a
universalização do atendimento em creches para
crianças até três anos de idade.
– O nível de escolaridade da população
brasileira é baixo e desigual. A luta por uma sociedade com
muito mais justiça e igualdade exige a mobilização
de toda a sociedade brasileira – afirmou o presidente do Conselho
Nacional de Educação (CNE), Antonio Carlos Ronca.
O documento recomenda, também, a
institucionalização do Sistema Nacional de
Educação. Ele seria a forma de garantir um regime
colaborativo entre a União, os estados e municípios para
oferecer uma educação de qualidade e integrada.
– Não basta dizer que tem compromisso com a
educação, isso é fácil fazer, nós
precisamos de propostas bem concretas, que permitam que o país
dê esse salto imediato e qualitativo na área da
educação – avaliou o representante da
Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil,
Vincent Defourny.
Carta-Compromisso apresenta desafios para seis anos
Fonte: www.nota10.com.br, 01 de Setembro de 2010
Educação de qualidade para todos e
valorização dos profissionais da educação
são princípios da Carta-Compromisso pela Garantia do
Direito à Educação de Qualidade, lançada
ontem (31), na sede do Conselho Nacional de Educação
(CNE), em Brasília. O documento, assinado por 27
instituições e movimentos favoráveis à
educação, é uma convocação aos
futuros governantes e ao Congresso Nacional.
A Carta-Compromisso apresenta sete desafios a serem vencidos até
2016 e propõe a criação de um sistema nacional de
educação. Entre os desafios, destacam-se a
inclusão escolar de todas as crianças e adolescentes de
quatro a 17 anos até 2016, a superação do
analfabetismo de jovens e adultos e a garantia da plena
alfabetização de crianças aos oito anos de idade
até 2014.
O projeto de criação de um sistema nacional de
educação, recomendado pela Conferência Nacional de
Educação (Conae) em abril deste ano, foi retomado pelo
grupo que subscreve a carta-compromisso. Pela proposta, o sistema seria
estruturado em três pilares — elaboração do
Plano Nacional de Educação (PNE) para o período
2011-2020, estabelecimento do regime de colaboração entre
a União, estados e municípios e colocação
em prática da lei de responsabilidade da educação,
também aprovada pela Conae.
De acordo com o presidente do Conselho Nacional de
Educação, Carlos Ronca, a carta, resultado de meses de
trabalho das instituições e movimentos, representa um
compromisso com a melhoria da qualidade da educação nesta
década. Ronca reconhece que o país avançou muito
na educação nos últimos anos, mas considera
importante a construção conjunta de um projeto nacional.
“Este é um momento de festa, mas também de
compromisso”, disse.
Educação de qualidade: do palanque à ação
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 01/09/2010 às 11:03 hs.
01/09/2010 - A "Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à
Educação de Qualidade" apresenta propostas para a
construção de um sólido projeto nacional
O papel prioritário da educação para o
desenvolvimento do Brasil é uma unanimidade. No programa da
maioria dos candidatos às próximas
eleições, o tema aparece em destaque. Mas será que
esse discurso bem-intencionado para atrair votos vai se transformar em
ações concretas que permitam o salto qualitativo de que a
educação brasileira tanto precisa?
Cabe aos eleitores e à sociedade exigir uma resposta efetiva a
essa urgência nacional. Com tal preocupação, um
grupo de parceiros de peso, comprometidos com a questão
educacional, lançou esta semana a "Carta-Compromisso pela
Garantia do Direito à Educação de Qualidade".
O documento, que será entregue aos candidatos à
Presidência, a governos estaduais e ao Congresso, apresenta
propostas para a construção de um sólido projeto
nacional de educação que tenha continuidade no futuro,
independentemente de quem estiver no poder.
Ir além dos avanços educacionais já
alcançados, que precisam ser reconhecidos, é decisivo
para o futuro do Brasil. O país encontra-se em uma
situação favorável para a promoção
de uma educação inclusiva e de qualidade para todos, pois
vive um momento privilegiado de crescimento econômico. É
hora, portanto, de elevar os investimentos em educação e
mostrar, nos orçamentos públicos, a relevância do
setor, que precisa ser integrado ao programa maior de desenvolvimento
nacional.
Além de aumentar progressivamente o percentual do PIB investido
em educação pública, os futuros governantes e
parlamentares precisam ainda assumir compromissos inadiáveis,
como a valorização dos profissionais de
educação.
Mudar a condição docente é peça-chave para
a melhoria da qualidade da educação brasileira. Isso
significa promover formação, remuneração e
novas perspectivas de carreira para os professores, que são
atores indispensáveis para ajudar o Brasil a alcançar
novos patamares de justiça social e desenvolvimento.
Incluir, até 2016, todas as crianças e jovens de 4 a 17
anos na escola; universalizar o atendimento da demanda por creche nos
próximos dez anos; superar o analfabetismo dos jovens de 15 anos
ou mais; garantir a aprendizagem para todos; alfabetizar plenamente
todas as crianças até os 8 anos de idade; estabelecer
padrões de qualidade para todas as escolas brasileiras e ampliar
as matrículas na educação profissional
estão ainda entre os avanços imprescindíveis
levantados na carta-compromisso.
Na condição de agência das Nações
Unidas que tem a educação como mandato central e parceira
do Brasil em importantes projetos de cooperação no setor,
a Unesco, ao lado de entidades como ABC, Anpae, Anped, Andifes, ANPG,
Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Cenpec,
CNTE, Contee, CNBB, CNE, Consed, Unicef, OAB, SBPC, Todos pela
Educação, Uncme e Undime, conclama os candidatos
às próximas eleições a aderir à
proposta da carta-compromisso e a sociedade a cobrar dos eleitos o seu
cumprimento.
O compromisso dos futuros governantes e parlamentares pode ser um
primeiro passo na resposta à sociedade, que há muito
anseia pela superação da enorme dívida
histórica com a qualidade do ensino. É dever de cada
candidato demonstrar efetivamente aos eleitores como irá
enfrentar o problema educacional brasileiro se eleito. E é
direito de cada brasileiro ter acesso a essa informação
antes de votar.
VINCENT DEFOURNY, 50, doutor em comunicação, é
representante da Unesco (Organização das
Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura) no Brasil.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a
opinião do jornal. Sua publicação obedece ao
propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e
mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento
contemporâneo. debates@uol.com.br
Fonte: Folha de São Paulo
Importante novidade na gestão da educação
Fonte: www.abmeseduca.com, 01/09/2010
Ignez Martins Tollini
Respeitáveis acadêmicos canadenses, americanos e ingleses
acabam de surpreender a área de gestão da
educação. Nas últimas décadas, esses
acadêmicos têm publicado vários livros sobre
mudança e liderança. Tais obras são conhecidas em
grande parte do mundo. Desse modo, eles continuamente avançaram
o conhecimento na área de administração, o que
lhes granjeou fama e respeito de seus pares. O surpreendente é
que, no primeiro semestre deste ano de 2010, eles lançaram dois
livros nos quais apresentam uma proposta de mudança que
constitui notável salto teórico e prático na
literatura sobre o assunto.
Trata-se de uma proposta batizada como Liderança em movimento,
isto é, liderança que tem capacidade de fazer a
mudança acontecer. Os autores dessa proposta a testaram em
diversas instituições escolares e em sistemas
educacionais de vários países. Ao ajudar líderes
de várias instituições educacionais a entenderem o
conteúdo da proposta e a usarem os meios de colocá-la em
prática, os acadêmicos puderam constatar que a proposta
permitiu aos líderes “mover” indivíduos,
instituições e sistemas de educação para
uma situação melhor. Com isso, os acadêmicos
ganharam uma nova visão da mudança, o que lhes permitiu
inaugurar um novo modo de mudança que vai da prática para
a teoria. Tal descoberta científica representa grande ganho para
literatura sobre gestão em geral.
Após discutirem em grupo sobre tais conhecimentos, os
acadêmicos se perguntaram por que seus livros anteriores
não conseguiam mover os líderes da educação
a efetuar a mudança com sucesso. No fim da conversa,
concluíram que seus livros se limitavam a mostrar o que era
gestão educacional e apresentavam modelos teóricos a
serem postos em prática por líderes escolares. Ficou
claro que, embora os livros tenham sido apreciados na área da
gestão e inspirado muitos líderes em processo de
mudança em suas instituições, faltava-lhes a
habilidade prática para conseguirem fazer as coisas acontecerem
na realidade da educação. Em outras palavras, não
havia mudança.
Em seus recentes livros, agora os acadêmicos mostram como os
líderes da educação devem agir para que a
mudança aconteça. Para isso apresentam e explicam o
significado de cada ferramenta a ser usada para conseguirem
mudanças positivas em face de formidáveis desafios da
educação.
Contudo, o impacto dessa novidade no campo da gestão educacional
não é o único na história de seu
desenvolvimento. No princípio do século 20, por exemplo,
engenheiros dedicados a melhorar o desempenho das
organizações industriais desenvolveram uma lista de
princípios a serem postos em prática pelos
administradores em geral. Foram princípios rígidos que
influenciaram instituições educacionais a terem regimes
administrativos bastante severos. Nos meados do século 20,
aconteceu nova reviravolta na administração geral.
Conhecimentos científicos da psicologia e da sociologia,
ciências que se organizavam naquela época, atenuaram a
rigidez dos princípios anteriormente adotados na
educação. Surgiu, então, a
valorização dos sentimentos e das necessidades das
pessoas existentes nas instituições. Na área da
educação, as relações entre pessoas
passaram a ser vistas como um benefício tanto para elas mesmas
quanto para as instituições educacionais.
Hoje, a nova proposta Liderança em movimento, ainda pouco
conhecida em nosso país, vem ao encontro das necessidades
prementes da educação brasileira. Essa nova proposta
teórica e prática oferece uma oportunidade de quebrarmos
a perene inércia do nosso sistema educacional, principalmente no
referente à ineficaz busca de melhor qualidade na
educação básica e, por vezes, também na
educação superior. Em suma, a proposta Liderança
em movimento, aqui brevemente apresentada, abre novas perspectivas para
que nossos líderes da educação possam conseguir
objetivos ambiciosos que parecem impossíveis de serem atingidos.
Fonte: Correio Braziliense, em 23 de agosto de 2010
Qualificação profissional, por Antoninho Marmo Trevisan*
Fonte: Diário Catarinense, 01/09/2010
A falta de profissionais qualificados em número suficiente para
atender ao firme e dinâmico crescimento da economia brasileira
é mais uma constatação do quanto erramos em toda
nossa história ao relegar ao segundo plano o investimento num
ensino público de excelência. Apesar dos avanços
dos últimos anos, em especial quanto ao aumento no número
de matrículas, o desafio mantém-se. Será, sem
dúvida, uma das prioridades para os governantes que
iniciarão seus mandatos no próximo ano. A necessidade
é tão urgente que não se pode ficar à
espera de uma reestruturação do ciclo básico da
educação ou do acesso da população à
universidade. Assim, independentemente de continuarmos constatando o
problema óbvio da negligência histórica quanto
à educação pública, é preciso agir,
o quanto antes, para ampliar a oferta de profissionais qualificados.
Um ótimo estímulo é abater 30% do que as empresas
pagam de Imposto de Renda para que elas financiem cursos regulares, bem
como de aperfeiçoamento e capacitação de seus
quadros. A alternativa que parece ser a mais interessante é
fazer com que o próprio trabalhador escolha, livremente, cursos
e escolas que queira frequentar. Os resultados do ProUni evidenciam o
potencial dessa opção. Nesse programa, o aluno é
quem define o que quer fazer e onde quer estudar.
Não é possível se pensar que segmentos tão
aquecidos, como o de petróleo, construção civil,
naval, montadoras de automóveis e tecnologia da
informação parem as máquinas por falta de gente.
Somente na área de tecnologia, estima-se que a carência
chegue a 350 mil profissionais. Também há déficit
de 30 mil engenheiros. Se, em curto prazo, não formos capazes de
dar uma virada para reverter essa carência de profissionais
qualificados, vamos continuar assistir ao crescimento do desembarque de
estrangeiros, cuja procura por visto para ingressar no país,
encaminhados aos nossos consulados na Europa, Ásia e Estados
Unidos, registrou aumento de 17%. Esses números refletem,
também, a contratação de profissionais para suprir
nosso apagão de mão de obra.
* Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social
Pró-Letramento poderá atender mais de 1.500 cidades
Fonte: www.nota10.com.br, 01 de Setembro de 2010
Estados e municípios que aderiram ao programa
Pró-Letramento e ainda não confirmaram sua
participação têm até o dia 10 de setembro
para enviar ao Ministério da Educação as
informações solicitadas, como nome e contatos de um
coordenador.
O Pró-Letramento, programa de formação continuada
para melhoria da qualidade de aprendizagem da leitura, escrita e
matemática, é destinado aos professores das séries
iniciais do ensino fundamental de escolas públicas.
Poderá atender este ano 1.549 municípios de 24 estados e
dez secretarias estaduais de educação que responderam aos
seguintes critérios de seleção: não ter
participado do programa em anos anteriores, ser município
prioritário – aqueles com Índice de Desenvolvimento
da Educação Básica (Ideb) inferior à
média nacional – ou que possua demanda para
formação de mais de 100 professores, mesmo já
tendo participado do Pro-Letramento.
No entanto, dos 1.549 municípios que já aderiram, 656
ainda não confirmaram participação. Das dez
secretarias de educação, quatro também precisam
complementar informações para garantir atendimento em
2010.
Para a confirmação da participação no
programa é necessário que os municípios e
secretarias selecionados indiquem o nome, telefones e endereço
eletrônico de um coordenador, bem como endereço da
secretaria de educação. As informações
devem ser enviadas para o Ministério da Educação
(MEC). As atribuições do coordenador estão
detalhadas no Guia do programa.
MEC mudará lei para a superuniversidade
Fonte: Clipping Consae - Estado de Minas, 01/09/2010 - Belo Horizonte MG
Junia Oliveira
Viçosa – A criação da Superuniversidade do
Sul-Sudeste de Minas Gerais esbarrou em aspectos legais e, para o
consórcio formado por sete instituições federais
mineiras ser efetivado a partir de 2011, será necessário
resolver pendências jurídicas e também mudar a lei
que regulamenta os consórcios. No formato atual, ela não
permite a reunião de universidades no modelo proposto. O
ministro da Educação, Fernando Haddad, informou ontem,
durante evento na Federal de Viçosa (UFV), que está sendo
estudada uma emenda para desemperrar o processo. Mas o reitor da UFV,
Luiz Cláudio Costa, coordenador-geral do projeto, garantiu que o
problema não inviabilizará o início a partir do
ano que vem. Segundo ele, poderá ser estabelecida uma
relação contratual provisória. Amanhã,
Costa se reúne com a secretária de Educação
Superior, Maria Paula Dallari, em Brasília. Na sexta, todos os
reitores se encontram na Federal de Ouro Preto (Ufop).
Os reitores se dividiram em sete áreas temáticas:
coordenação-geral, pós-graduação,
pesquisa, graduação, planejamento e gestão,
extensão e cultura e assistência estudantil. Além
de Viçosa e Ouro Preto, estão no consórcio as
federais de Juiz de Fora (UFJF), Itajubá (Unifei), Alfenas
(Unifal), Lavras (Ufla) e São João del-Rei (UFSJ). Todas
estão situadas dentro de um raio limitado a 200
quilômetros de distância. Elas têm até 15 de
outubro para apresentar ao MEC um Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI) unificado para os próximos cinco anos.
Fernando Haddad ressaltou que as negociações estão
avançando. “Imagino que a comunidade já tenha
percebido as vantagens do consórcio, do ponto de vista da
projeção no Brasil e no mundo, a mobilidade (estudantil)
e o aproveitamento de crédito que isso vai gerar, a perspectiva
de alteração do projeto pedagógico, a
atração de investimento de laboratórios para a
região, que não se justificaria numa pequena universidade
e que passa a se justificar numa instituição desse
porte”, afirmou. No conjunto, a Superuniversidade tem
câmpus em 17 municípios do Sul e Sudeste de Minas Gerais e
atende polos de educação a distância em 55 cidades.
Reúne 3,5 mil professores, 4 mil técnicos
administrativos, 41 mil alunos de graduação e 5,3 mil de
pós-graduação. Em 260 cursos presenciais, oferece
15,6 mil vagas de ingresso anual, além de 111 cursos de mestrado
e 59 de doutorado. Na graduação, conta com índice
geral de cursos (IGC) entre 4 e 5. Na
pós-graduação, 15 programas têm nível
5; outros cinco, nível 6, e dois, nível 7, o mais alto. O
ministro visitou a UFV dentro da programação do mês
de aniversário dos 84 anos da universidade e inaugurou obras. A
instituição está em processo de expansão de
graduação e pós-graduação nos
três câmpus: Viçosa, Rio Paranaíba e
Florestal. Há 26 obras em andamento, entre as quais,
pavilhão de aulas, laboratórios e bibliotecas, e
previsão de mais 18 cursos de graduação,
além de 3,3 mil novas vagas até 2012.
JUSTIÇA Fernando Haddad comentou a pendência judicial
envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a
gráfica Plural. A empresa, apontada como a responsável
pelo vazamento do teste no ano passado, venceu a
licitação para imprimir as provas, mas o Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) a
desclassificou. A Justiça Federal concedeu liminar
favorável à gráfica e determinou o prosseguimento
do processo de habilitação. Mas o Tribunal Regional
Federal (TRF) da primeira Região cassou a liminar. Ainda cabe
recurso. O Inep contratou o consórcio Cesgranrio/Cespe para
aplicar e corrigir os testes, por cerca de R$ 128 milhões.
“Espero que a situação se resolva nos
próximos dias, mas estamos dentro do prazo. Não podemos
abdicar da segurança e o estudante espera que isso seja
cumprido.” Haddad informou ainda que o Ministério divulga,
semana que vem, o Censo da Educação 2009. Ele adiantou o
número de novos alunos nas universidades federais: pulou de 113
mil para 250 mil no ano passado. O Congresso deve receber hoje a
previsão de orçamento da pasta para 2011: R$ 67
bilhões. Em 2010, foram R$ 59 milhões.
Empresas resistem em contratar jovens sem experiência mesmo com dez anos da Lei da Aprendizagem
Fonte: CLIPPING ABMES 01/09/2010
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Centro de Integração
Empresa-Escola (Ciee) denuncia que as empresas não estão
cumprindo a Lei da Aprendizagem, que obriga as empresas de médio
e grande porte a contratarem jovens aprendizes para ocupar de 5% a 15%
do seu quadro de pessoal. O alerta foi feito com base em balanço
que mostra que há 6,5 mil empresas cadastradas e 20 mil
contratações no projeto Aprendiz Legal, no Rio. A lei tem
dez anos de vigência.
Os números estão muito aquém do potencial estimado
pelo governo federal, que colocou como meta a contratação
de 800 mil jovens até o fim de 2010. Dados de pesquisa do
Ministério do Trabalho revelam que, em todo o Brasil, o
potencial de contratações é de 1,3 milhão
de jovens, mas apenas 206.735 estão empregados.
Durante a 1ª Conferência de Aprendizes do Rio de Janeiro,
promovida hoje (31), no centro do Rio, jovens aprendizes que
conquistaram a primeira oportunidade de emprego deram depoimentos e
defenderam a responsabilidade social das empresas no estímulo ao
primeiro emprego.
A coordenadora de Projetos do Ciee do Rio de Janeiro (Ciee-RJ), Luciane
da Cruz, afirmou que, apesar da assistência dada pelos programas
de aprendizagem profissional, muitas empresas ainda oferecem
resistência alegando não saber lidar com adolescentes nos
ambientes de trabalho.
Segundo ela, por lei, o empresariado tem uma contrapartida
compensatória ao participar desses programas já que, ao
longo de dois anos, o aprendiz, de 14 a 24 anos, se cadastra, é
selecionado e participa de um processo de formação. Por
meio do programa, o aprendiz estuda questões de direitos
humanos, cidadania e participa de uma formação mais
técnica, com noções de administração
de materiais e marketing.
“O grande desafio é a gente pensar em como fazer com que a
aprendizagem chegue a todos os lugares do Brasil. Pensar na
aprendizagem para a juventude rural, que também deve ser
beneficiada pela lei e naquilo que está dando certo e que
podemos potencializar de forma a mobilizar cada vez mais o
empresariado, os órgãos públicos, para a
efetividade dessa lei”, avaliou Luciane.
O Aprendiz Legal é um programa que atende a 2,5 mil jovens no
estado do Rio com metodologia, material didático e
conteúdo pedagógico desenvolvido pela
Fundação Roberto Marinho e aplicado pela equipe de
educadores, assistentes sociais e pedagogos do Ciee-RJ.
Edição: Lana Cristina
Criança só na cadeirinha
Fonte: Diário Catarinense, 01/09/2010
A partir de hoje, quem descumprir a lei que obriga o uso do
acessório nos carros para transportar os pequenos será
punido
Preparem seus bebês-conforto, cadeirinhas e assentos de
elevação. A partir de hoje, quem for flagrado
transportando crianças de até sete anos e meio fora dos
padrões será multado em R$ 191,54, ganhará sete
pontos na carteira e pode ter o veículo retido no local
até a regularização. A falta é considerada
gravíssima.
A resolução do Conselho Nacional de Trânsito
(Contran) prevê que crianças de até um ano
só podem ser transportadas no bebê-conforto; entre um e
quatro anos, na cadeirinha; e a partir desta idade até sete anos
e meio no, assento de elevação. Quem levar quatro
crianças no mesmo carro, diz o Contran, deve transportar a "de
maior estatura no banco dianteiro, usando o cinto de segurança
ou dispositivo de retenção adequado ao peso e altura".
A lei não se aplica a veículos de transporte coletivo, de
aluguel, táxis e escolares. Entretanto, vale se você for
até uma locadora e alugar um carro.
Em São Paulo, o Ministério Público Federal ajuizou
recentemente uma ação civil pública com pedido de
liminar para que o conselho seja obrigado a regulamentar, ainda que de
forma educativa e temporária, o uso de dispositivos de
retenção principalmente em vans escolares.
O argumento dos órgãos de trânsito para não
dar nova tolerância para quem descumprir a lei é que, na
prática, ela já foi dada. A medida foi anunciada
há dois anos e deveria ter começado a valer há
três meses, quando foi adiada por falta de cadeirinhas no mercado.
diario.com.br
Perguntas frequentes
- Como saber qual é a cadeirinha ideal para o meu filho?
Antes de comprar a cadeirinha, verifique o peso e a altura do seu
filho. Os produtos certificados pelo Inmetro trazem a
indicação dos dados com a faixa etária da
criança. Outra boa dica é levar o seu filho junto na hora
de comprar o produto. Assim, ele poderá experimentá-lo
para ver se o acessório está confortável.
- Quais são as marcas aprovadas pelo Inmetro?
São 27 tipos de cadeirinhas certificadas pelo Inmetro, de oito
marcas: Burigotto, Galzerano, Lenox, Chansport (nacionais), Britax,
Chicco, Infantil e Peg-Pérego (importadas).
- Como identificar um modelo
certificado?
Procure o selo do Inmetro na embalagem ou no produto. Ele é a
marca de conformidade do Sistema Brasileiro de Avaliação
de Conformidade (SBAC). Os produtos com este selo foram aprovados
após uma série de testes promovidos por especialistas. Os
modelos importados também devem passar pelo Inmetro.
- Como adequar a cadeirinha ao cinto de segurança do seu carro?
Muitos alegam que as cadeirinhas são feitas para cintos de
três pontos, mas muitos carros têm cintos de dois pontos.
Existem cadeirinhas que se adaptam aos cintos de dois pontos. A dica
é ir até a loja de carro para não comprar o modelo
errado.
- Acabei de comprar uma cadeirinha, mas não tem o selo do Inmetro. Se não trocar, serei multado?
Sim. A fiscalização multará quem não portar
o dispositivo ideal para a idade e o tamanho da criança e se o
dispositivo não estiver certificado com o selo do Inmetro.
É considerada infração gravíssima,
pontuando sete pontos na CNH e com multa de R$ 191,54.
- Posso comprar uma usada?
Não é recomendado aproveitar cadeirinhas de segunda
mão. Não é possível garantir que elas
não foram usadas em uma situação de acidente
anteriormente. Evite comprar cadeirinhas que não estejam
embaladas e certifique-se que todas as peças e
acessórios, além do manual de instruções,
acompanham o produto.
- Posso carregar meu recém-nascido no colo, no banco de trás?
Não. O corpo do adulto acaba esmagando a criança na hora
do acidente, em vez de protegê-la. A legislação do
Contran determina que todas as crianças usem assento especial
até os sete anos e meio, ou seja, recém-nascidos
também estão incluídos.
- O que determina a lei?
Crianças de até um ano devem ser levadas no
bebê-conforto. De um a quatro anos, em cadeirinhas. De quatro a
sete anos e meio, em assentos de elevação. Até
completar 10 anos, elas devem estar no banco de trás com o
cinto.
- Quais são as exceções da lei?
Veículos com peso bruto total superior a 3,5 toneladas, de
transporte coletivo, de aluguel, táxis e escolares. Ao pegar um
táxi com seu filho, leve consigo o bebê-conforto e
peça ao motorista para instalar e usar o equipamento.
Educação: por que a Reforma Universitária não anda?
Fonte: CLIPPING ABMES 01/09/2010
Por: Camila F. de Mendonça
31/08/10 - 13h52
InfoMoney
SÃO PAULO – Os projetos que propõem a reforma
universitária estão parados no Congresso Nacional desde
2004. Até uma Comissão especial foi criada na
Câmara dos Deputados para analisar as medidas. Mas o assunto
é ainda mais antigo que os textos. Somente na América
Latina, as discussões sobre a reforma universitária
completaram 20 anos em 2009. E, se antes, ela era sinônimo de
liberdade, hoje, ela pede maior acesso à educação
superior.
O fato é que a reforma universitária não anda.
Especialistas ouvidos pelo InfoMoney acreditam que, do jeito que
estão, estas propostas não trarão impacto algum ao
sistema universitário, à vida dos estudantes ou mesmo ao
mercado de trabalho. Eles disseram ainda que é hora de pensar
tudo de novo.
Muitos impasses ainda barram as medidas de chegarem aprovadas
até a mesa do Presidente da República. E, para o deputado
Átila Lira (PSDB-PI), autor de uma das propostas sobre a
reforma, não é neste ano que ela deve ser aprovada.
“Acredito que o próximo governo vai retirar essas
propostas do Congresso”, disse o parlamentar. Para ele, o assunto
terá de ser redescoberto, independentemente de quem estiver na
cadeira presidencial.
O professor aposentado da Unicamp José Dias Sobrinho vai mais
além. Especialista em educação superior, ele
chegou a presidir a Comissão Especial de Avaliação
da Educação Superior do MEC (Ministério da
Educação). Para ele, o tempo de se discutir as propostas
que tramitam no Congresso sobre a reforma já passou.
Já um dos membros da diretoria executiva da UNE (União
Nacional dos Estudantes) André Vitral acredita que ainda
é preciso discutir muitos pontos da reforma, como o
financiamento da educação. “Apenas 4% do PIB vai
para educação”, afirma. Segundo ele, é
preciso criar um fundo nacional para manter e ampliar as vagas,
garantindo a qualidade do ensino superior.
Para (re)começar a discussão
O que chamam de reforma universitária é uma série
de projetos de lei que estão sendo analisados pela
Comissão Especial da Reforma Universitária da
Câmara dos Deputados. Existem duas propostas que representam e
resumem a reforma, o PL 4212/04, do deputado Átila Lira, e o PL
7200/06, do Executivo, feito com especialistas em
educação e conduzido pelo MEC.
“De maneira geral, a reforma pretende ampliar o acesso ao ensino
superior e isso é positivo”, explica o professor Dias
Sobrinho. “As críticas vieram no sentido de que seria
necessário melhorar o ensino médio para que os estudantes
cheguem no ensino superior mais preparados”, resume o professor.
Outro ponto importante da reforma é a questão da
autonomia das universidades públicas. Esse é o ponto
primordial da proposta de Átila Lira: a de limitar o poder da
União sobre as universidades do ponto de vista
orçamentário. “A área pública
já conseguiu essa autonomia”, afirma o parlamentar.
“Por isso, hoje, o ponto mais importante do projeto seria o de
garantir estabilidade às instituições tanto
privadas como públicas”, explica Lira.
Para Vitral, da UNE, esse ponto ainda precisa ser discutido. “As
universidades conseguiram autonomia orçamentária e
não autonomia plena”, afirma. Ele explica que as
instituições ainda dependem do poder legislativo para
elaborar políticas de acesso e de permanência dos
estudantes, uma vez que a evasão é um dos principais
problemas do ensino superior.
A medida ainda classifica as instituições de acordo com
as suas categorias, como universidades, centros universitários,
faculdades integradas, faculdades, institutos de educação
superior e centros de educação tecnológica. A
proposta elaborada pelo MEC também classifica as
instituições de ensino e dá parâmetros para
a atuação delas.
Na proposta original do MEC muitos pontos limitam, de certa forma, o
crescimento descontínuo de universidades particulares, proibindo
a franquia na educação superior e limitando o
financiamento estrangeiro em universidades brasileiras. Para Vitral, as
definições que tratam sobre o ensino particular
são os grandes impasses da reforma. “Hoje, 69% das
matrículas de ensino superior estão centradas em seis
grandes grupos de ensino”, afirma.
Para Lira, a regulamentação vem no sentido de garantir os
mesmos deveres e direitos tanto das universidades públicas como
das particulares. E é isso que incomoda o setor privado de
ensino.
Dos outros pontos, não existem mais discussão, na
avaliação de Vitral. "Muito já foi feito". Para
Lira, a reforma não desperta mais interesse e, se fosse aprovada
do jeito que está, não traria impacto algum. "O projeto
não tem mais sentido porque já foram ditadas normas sobre
muitos pontos que estavam nele”, afirma. Para ele, é
preciso recomeçar a discussão.
Profissionalizar a gestão é questão de sobrevivência
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 01/09/2010 às 10:24 hs.
Por Vívian Soares, de São Paulo
As companhias familiares brasileiras vivem um momento único com
o aquecimento da economia e as boas perspectivas de negócios no
país. Mesmo assim, as que não investirem em um processo
de profissionalização tendem a não resistir no
longo prazo. Esta é a opinião, do professor Guido
Corbetta, reitor da Bocconi Graduate School e diretor de departamento
de administração estratégica da SDA Bocconi,
renomada escola de negócios italiana. Ele está no Brasil
para uma série de encontros de negócios e palestras a
empreendedores.
Especialista em empresas familiares de médio porte, Corbetta
destacou a necessidade da meritocracia dentro da cultura das companhias
e avisou que, para reter talentos, as famílias devem estar
presentes no dia a dia, mas deixando os gestores livres para atuar. A
seguir, os principais trechos da entrevista concedida com exclusividade
ao Valor:
Valor: Quais as diferenças entre as empresas familiares brasileiras e as europeias?
Guido Corbetta: O Brasil está no começo de um processo de
crescimento. Sinto que nesse momento há muita energia nos
empreendedores e nas famílias. Na Europa, é diferente.
Temos famílias que estão tentando superar a crise, por
exemplo, por meio de processos de aquisição de outras
companhias. Mas é um número pequeno. No Brasil, o meu
sentimento é de que há mais energia para crescer. As
empresas aqui são sólidas e acredito que elas têm
grandes oportunidades.
Valor: Como especialista em empresas familiares de porte médio,
você acredita que essas companhias estão mais
profissionais?
Corbetta: Meu foco de estudo são as empresas europeias, mas eu
acredito que no Brasil isso também deve acontecer. No fim das
contas, a crise de 2008 ajudará a criar melhores companhias.
Haverá mais competição causada pela menor demanda
e, nesse cenário, o dever da empresa é o de ser mais
profissional. Minha percepção é positiva sobre a
profissionalização das pequenas e médias
companhias. As que não fizerem isso não
sobreviverão. Atualmente, no Brasil, a empresa pode crescer
apenas pela qualidade de seus empreendedores. Em poucos anos,
porém, elas precisarão se focar em uma gestão mais
profissional.
Valor: A abertura de capital das empresas familiares de porte médio é uma tendência?
Corbetta: Este é um processo importante e positivo, pois a
companhia consegue obter mais recursos financeiros com ele. Obviamente,
isso só será bom se a companhia estiver preparada para
mudanças, para ser transparente e profissional. Se mais empresas
decidiram abrir capital, isso significa que esse desejo de
profissionalização está mais difundido.
Valor: Este é um movimento que pode ser considerado global?
Corbetta: Acredito que ele é mais comum no Brasil. Não
vejo esse movimento na Europa, essencialmente por causa da crise. Para
dar um exemplo, tivemos apenas um IPO na Itália este ano.
Valor: Quais são os desafios para empresas familiares em um processo de globalização?
Corbetta: Elas têm dois desafios. O mais importante é o da
profissionalização da gestão. É preciso ter
em mente que esse processo é importante tanto para quem
não é membro da família, quanto para quem
é. Um familiar pode ser um bom gestor caso estude, se prepare e
trabalhe muito. Se não fizer isso, é melhor evitar
trabalhar para a empresa. O segundo desafio está relacionado aos
recursos. Para crescer, negócios familiares precisam de
financiamento. A abertura de capital e os private equities são
boas opções.
Valor: O que faz com que algumas empresas familiares sejam bem-sucedidas e outras não?
Corbetta: A diferença está na qualidade da família
e isso depende de sua educação. Algumas são
inteligentes, apaixonadas pelo negócio e deixam dinheiro na
empresa. Elas não precisam de altos dividendos nem de altos
salários. Há outras famílias que estão mais
interessadas no lucro do que no crescimento da companhia. Essas
não entendem que é importante ter e preparar bons
gestores.
Valor: O que faz um processo de profissionalização bem-sucedido?
Corbetta: Começar o mais cedo possível, mesmo se a
empresa é pequena. É importante ter planejamento
estratégico, ferramentas administrativas e
orçamentárias. Ser meritocrático com membros e
não membros da família. Isso significa que os resultados
são importantes. Profissionalização não
significa que você precisa estar menos próximo das
pessoas, mas sim introduzir uma cultura meritocrática na
empresa. Ao mesmo tempo, você deve respeitar as pessoas, porque
em negócios familiares normalmente os recursos humanos
são um grande ativo.
Valor: Em um mercado global, é mais difícil manter o controle da empresa nas mãos da família?
Corbetta: Gigantes como Fiat, Peugeot, BMW, Volkswagen e Tata
são empresas familiares. No mercado de aço, a Mittal. No
farmacêutico, a Roche. No varejo, o Walmart. Alguns
negócios familiares têm a oportunidade de crescer muito e
manter o controle mesmo se tornando globais. Você precisa
trabalhar, captar recursos e, provavelmente, abrir o capital. É
possível, mas não é fácil.
Valor: As empresas familiares têm mais dificuldade em encontrar e atrair talentos?
Corbetta: Elas podem ter mais dificuldade. Tenho visto casos em que os
gestores recusam uma oferta porque a família não tem a
cultura de deixá-lo livre para tomar decisões e fazer o
seu trabalho. É preciso dar autonomia aos executivos e, algumas
vezes, as famílias não querem abrir mão do poder.
Valor: Como evitar erros em um processos de sucessão?
Corbetta: É preciso distinguir muito claramente posse,
governança e gestão. Você pode ser um ótimo
dono, mas um desastre em termos de administração.
Então, é importante que cada um faça o que
é capaz de fazer. Além disso, é muito importante
usar a meritocracia e aproveitar corretamente os serviços de
terceiros como consultores, bancos, outros empreendedores e
conselheiros independentes, que possam avaliar o processo sem o olhar
emocional de um membro da família. Todos esses elementos podem
ajudar a família a ter sucesso no processo de
transição entre gerações.
Fundadores e nova geração buscam especialização
A cobrança do mercado por uma gestão profissionalizada
têm levado cada vez mais fundadores de empresas familiares
brasileiros a frequentarem cursos especializados em processos de
sucessão. Na höft, uma das mais tradicionais consultorias
dessa área, os donos já representam 20% dos alunos dos
programas educacionais. Em 2003, eles ocupavam apenas 1% das vagas.
"Os fundadores das empresas, membros da primeira geração
da companhia, estão dispostos a estudar e obter conhecimento
formal sobre o processo de transição da gestão.
Essa é uma mudança fundamental nesse mercado", afirma
Wagner Teixeira, sócio e diretor da höft.
Com 35 anos recém-completados, a consultoria acompanha o
surgimento de um novo perfil de empresa familiar no país. Esse
movimento por profissionalização, segundo Teixeira,
é resultado da busca de mais agilidade na gestão aliada
à necessidade de capitalização das empresas. De
acordo com o diretor, a opção pela abertura de capital
é cada vez mais considerada pelas famílias, que
também estão se conscientizando sobre a necessidade de
formar conselhos de administração profissionais.
Para suprir essa demanda, a consultoria criou este ano um curso
preparatório para que membros das famílias também
possam exercer o papel de conselheiros. "Esse interesse é
notável principalmente entre as novas gerações. A
maior parte desses jovens é mais preparada e, muitas vezes,
já tem experiência profissional em outras empresas ", diz
o diretor.
Outra novidade da höft este ano é o lançamento do
Prêmio Família Empresária, que valoriza os
processos sucessórios e a continuidade das companhias. Dentre os
critérios analisados estão práticas de
governança, transparência, planos de sucessão e de
gestão. "Ele reflete a profissionalização das
empresas familiares nos últimos anos", diz Wagner. (VS)
Fonte: Valor Econômico
Conselho Nacional de Educação aprova exigências mais duras para universidades
Fonte: Folha de São Paulo, 31/08/2010
RICARDO WESTIN
DE SÃO PAULO
O Conselho Nacional de Educação negou na noite desta
terça-feira um recurso apresentado por faculdades e
universidades particulares que tentava impedir o endurecimento das
regras para que uma instituição ganhe ou renove o
título de universidade.
Pelas normas atuais, para ter o título de universidade, a
instituição precisa oferecer três cursos de
mestrado e um de doutorado.
Em maio, o Conselho de Educação propôs critérios mais exigentes: quatro mestrados e dois doutorados.
A mudança afeta as faculdades e os centros universitários
que queiram se tornar universidades. Mas assusta principalmente as
instituições que já têm o título de
universidade. Caso não cumpram os novos requisitos, as
universidades poderão ser "rebaixadas" a centros
universitários e, assim, perder a autonomia para abrir cursos.
Muitas universidades não atendem nem sequer à regra atual de três mestrados e um doutorado.
Todas as universidades particulares e federais (a norma não
afeta as estaduais e as municipais) estarão obrigadas a se
recredenciar. Porém, terão um período de
transição: até 2013 precisarão ter
três mestrados e um doutorado e até 2016, quatro mestrados
e dois doutorados.
Cinco entidades representativas de faculdades e universidades privadas
(ABMES, Semesp, Anup, Anaceu e Abrafi) recorreram. Com o recurso agora
derrubado pelo Conselho Nacional de Educação, as regras
propostas vão para o Ministério da
Educação, que precisará homologá-las para
que entrem em vigor.
"Há questões que não foram consideradas, como as
diferenças regionais", diz José Roberto Covac, assessor
jurídico das cinco entidades. "Em São Paulo, é
fácil ter esse número de mestrados e doutorados. No Norte
e no Nordeste, é mais difícil."
Ainda segundo Covac, caso o Ministério da Educação
homologue as novas regras, as mensalidades cobradas dos alunos
deverão sofrer aumento, já que as
instituições terão custos extras para se adaptarem
à nova realidade.
Segundo Milton Linhares, membro do Conselho Nacional de
Educação, as mudanças são "bem
equilibradas". "As novas universidades já terão de seguir
a regra de quatro mestrados e dois doutorados. Mas as atuais
universidades terão um prazo bastante razoável para se
adaptarem."
Proposta para 2011 não prevê ganho real
Fonte: Diário Catarinense, 01/09/2010
Valor de R$ 538,15 representa a correção pela
inflação estimada para este anoO salário
mínimo para 2011 foi fixado em R$ 538,15 na proposta de
Orçamento enviada ontem ao Congresso Nacional. O aumento de 5,5%
em relação aos R$ 510 deste ano corresponde apenas
à estimativa de inflação medida pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para 2010.
O presidente eleito terá uma negociação de peso a
concretizar antes mesmo de assumir oficialmente o posto: os
índices de ganho real do salário mínimo e das
aposentadorias com as centrais sindicais.
Isso porque os novos valores terão de estar acertados até
31 de dezembro, para que o novo mínimo entre em vigor em 1º
de janeiro.
Além do mínimo e das aposentadorias, a proposta de
Orçamento não prevê correção para o
programa Bolsa Família, outro carro-chefe do governo Lula.
Caberá também à nova administração
decidir o que fazer.
Para o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o mínimo não será fixado em R$ 538,15.
– Se, no Congresso, alguém propuser arredondar para R$
540, direi que é sensato – afirmou Bernardo. – Mas
precisa levar em consideração que cada R$ 1 a mais eleva
as despesas do governo em R$ 184,1 milhões.
Caberá aos parlamentares indicar de onde virão os
recursos extras. Bernardo explicou que a proposta para o salário
seguiu o entendimento que o governo tem desde 2005 com as centrais,
pelo qual o mínimo seria sempre corrigido pela
inflação mais a variação do Produto Interno
Bruto (PIB) de dois anos atrás. Como em 2009 o PIB caiu 0,2%, o
mínimo de 2011 ficou só com a inflação.
O ministro considerou “precipitadas” as propostas de
sindicalistas que querem mudar o critério de cálculo.
– Parece casuístico. Além do mais, se a regra for
mantida, o mínimo de 2012 terá um aumento real da ordem
de 7%. Vem aí um reajuste parrudo.
O deputado Paulinho da Força (PDT-SP) já avisou que
apresentará emenda ao Orçamento para garantir que o
mínimo tenha aumento real de 7% já em 2011.
Apesar de atraso, Inep afirma que contratação de gráfica segue normal
Fonte: Portal G1, 31/08/2010
Apesar do atraso de três semanas para o início da
pré-impressão das provas do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem), como previsto na licitação, o
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) afirmou
nesta terça-feira (31) que o processo para
contratação da gráfica que fará o
serviço segue normalmente.
Em decisão publicada na segunda-feira (30), o Tribunal Regional
Federal (TRF) da Primeira Região suspendeu a liminar que
mantinha a gráfica Plural, vencedora do pregão por ter
apresentado o valor mais baixo para fazer o serviço (R$ 65
milhões), no processo licitatório para a impressão
do exame. Com a decisão, a Plural saiu novamente do processo.
Cabe recurso.
Com a saída da Plural, a gráfica habilitada pelo Inep
para fazer o serviço é a RR Donnelley, mesma que imprimiu
o Enem 2009 após o vazamento da prova na gráfica Plural
em outubro do ano passado. De acordo com informações do
pregão, a gráfica apresentou o terceiro preço mais
baixo para fazer o serviço, R$ 71 milhões. A
gráfica VMI Artes Gráficas apresentou o valor de R$ 70
milhões, mas foi recusada pelo Inep.
A Plural foi desclassificada pelo Inep com base na suposta não
comprovação de atestados técnicos de
execução de atividade pertinente e compatível com
o objeto da licitação. No dia 19 de agosto, a
Justiça Federal concedeu liminar que permitia à
gráfica continuar na licitação.
Na decisão do TRF da 1ª Região, o desembargador
federal Fagundes de Deus diz que desclassificou a Plural pois pelos
atestados apresentados não foi possível aferir o
preenchimento dos requisitos de capacidade produtiva aliada às
condições de segurança e sigilo.
A realização do Enem está marcada para 6 e 7 de
novembro. Cerca de 4,6 milhões de estudantes de todo o
país se inscreveram para o exame, que substitui os vestibulares
em muitas universidades, principalmente nas federais.
Procurada pelo G1, a gráfica Plural não se pronunciou sobre a decisão da Justiça.
Filmes nacionais poderão ser componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica
Fonte: Jornal da Educação nº 3832
A exibição de filmes e audiovisuais de
produção nacional nas escolas de ensino básico
por, no mínimo, duas horas mensais poderá ser
obrigatória. É o que prevê Projeto de Lei, do
Senado, em tramitação na Câmara dos Deputados.
Na justificativa da proposta, o autor, senador Cristovam Buarque, disse
que a ausência de arte na escola reduz a formação
dos alunos e impede que sejam usuários de bens e serviços
culturais na vida adulta.
As comissões de Educação e Cultura; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania analisam o
projeto em caráter conclusivo e em regime de prioridade.
(IPAE 003 - 09/10)
Consórcios educacionais
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 01/09/2010 às 11:23 hs.
De modo geral, os gestores das instituições de
educação superior (IES) atuam mais como concorrentes do
que como parceiros com vontade política de estabelecer acordos
de colaboração.
Há no Brasil, por exemplo, carência de consórcios
educacionais que possam funcionar como associações que
promovem a efetiva colaboração entre as IES.
Os consórcios são comuns nos EUA, e há
experiências na Europa. No Brasil, recentemente, as universidades
públicas federais de Minas Gerais apresentaram ao MEC a proposta
de criação de um consórcio que pode reunir sete
instituições do estado, com um total de 41 mil estudantes.
E há uma boa experiência de colaboração
também nas IES comunitárias do Rio Grande do Sul. Mas a
articulação de projetos comuns ainda esbarra na
fragmentação dos interesses políticos e na falta
de pró-atividade de parcela dos gestores institucionais.
Por sua capacidade de otimizar recursos, fortalecer o ensino, pesquisa
e extensão, permitir a mobilidade dos alunos e professores e
qualificar a oferta de cursos de graduação e pós
graduação, as experiências de
formação de consórcios educacionais precisam ser
acompanhadas mais de perto pelos gestores das IES públicas e
privadas brasileiras. E uma boa oportunidade acontecerá em
setembro, em São Paulo.
O CEO do "Consortium of Universities of the Washington Metropolitam
Area", John Childers, estará no Brasil para apresentar o modelo
de consórcios dos EUA, em especial o de Washington, durante o
Fórum Nacional da Educação Superior Privada.
O consórcio de Washington foi estabelecido em 1964, reúne
14 IES públicas e privadas de diferentes tamanhos. Em seu
conjunto, as IES do consórcio possuem em torno de 155 mil
estudantes e empregam 76 mil pessoas, além de adicionar na
economia regional aproximadamente de US$ 12 bilhões por ano.
São finalidades do consórcio: fortalecer a
sustentabilidade e instituir ações para reduzir custos
das IES participantes, divulgar as oportunidades de financiamento do
governo e orientar os estudantes para que possam buscá-lo,
aumentar a empregabilidade, criar programas de benefícios aos
estudantes, cooperar com a divulgação dos projetos comuns
e individuais, colaborar para que as IES participantes assumam cada vez
posição de destaque e liderança no ambiente de
educação superior, manter relações
políticas com os órgãos de governo, criar
programas esportivos e manter cooperação entre
professores, estudantes e bibliotecas.
A discussão é bem vinda, para que os gestores possam
iniciar um debate sobre o tema e pensar em alternativas de
criação de consórcios no Brasil. A
formação de redes de cooperação entre as
IES é uma situação cada vez mais presente no
ambiente global da educação.
IES isoladas tendem a ser pouco dinâmicas e provavelmente
serão mais sensíveis a diversos tipos de crise. Espero
que a experiência dos consórcios nos ajude a mudar esse
quadro e possamos começar a desconstruir, criar e inovar,
visando a próxima década na educação
superior brasileira.
Fábio José Garcia dos Reis - professor e diretor
acadêmico do Centro Universitário Salesiano de São
Paulo (Unisal) e doutor em história social pela USP.
Fonte: Jornal Brasil Econômico
A bolha do ensino americano
Fonte:CLIPPING ABMES 31/08/2010
Mark C. Taylor - THE NEW YORK TIMES - O Estado de S.Paulo
A um mês do início do ano acadêmico nos Estados
Unidos, não só os alunos e seus pais, mas também
as universidades enfrentam uma crise financeira sem precedentes.
O que vi no renomado sistema universitário da Califórnia
- violentos cortes nos gastos e aumentos de 32% nas mensalidades - deve
se tornar norma nas faculdades país afora. O governo vem
cortando a ajuda, as doações estão em queda, as
dívidas e despesas se acumulam. Não é preciso ter
MBA para saber que essa situação é
insustentável. Se a atual tendência persistir, quatro anos
de faculdade custarão US$ 330 mil em 2020 e US$ 758 mil em 2035.
Ainda assim, professores e administradores se recusam a reconhecer essa
crise. Em Nova York, em vez de aprender a viver dentro de suas
possibilidades, as Universidades Colúmbia e de Nova York (NYU)
estão engajadas numa competição feroz para se
expandir.
Há uma certa semelhança entre a crise em Wall Street e a
do ensino superior. Assim como investidores se endividaram em mercados
voláteis, universidades estão se endividando ao apostar
na expansão da educação justamente quando ela
está cada vez menos acessível.
Com mensalidades exorbitantes, pais e alunos têm se endividado a
níveis insuportáveis. E isso deve culminar em uma crise
que espelhará o colapso do mercado de hipotecas.
A competição entre NYU e Colúmbia é um
exemplo do que universidades não deveriam fazer. Elas deviam
estar procurando novas maneiras de oferecer educação de
alta qualidade a mais estudantes por um preço mais baixo.
É absurdo, por exemplo, terem departamentos de filosofia
concorrentes quando há poucos empregos para acadêmicos de
filosofia. Em vez disso, poderiam criar um programa conjunto, o que
reduziria custos e ampliaria as opções para os alunos.
Há muito que a educação superior americana
é invejada no mundo, mas hoje nossas instituições
estão se corroendo por dentro e enfrentando forte
competição de países como China e Índia.
É vital que a educação superior americana continue
sendo a moeda de reserva do sistema educacional global. Não
menos que Wall Street, nossas universidades precisam urgentemente de
reforma. / TRADUÇÃO CELSO M. PACIORNIK
DIRIGE O DEPARTAMENTO DE RELIGIÃO DA UNIVERSIDADE COLÚMBIA
Avalie qual é o melhor momento para a pós-graduação
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 01/09/2010 às 09:24 hs.
Por Amanda Assad
Como escolher a pós-graduação.
- Trace um plano de carreira que considera onde você pretende estar dentro de cinco anos.
- Escolha uma área específica pela qual tenha interesse em se aprofundar.
- Procure um profissional da área e tire dúvidas sobre a
atuação prática para assegurar-se de que a
atividade lhe atrai.
- Busque uma instituição cujo curso tenha reconhecimento
legal. Uma pós-graduação na modalidade lato sensu,
por exemplo, deve contar com carga horária mínima de 360
horas. Se a opção for pela modalidade stricto sensu,
certifique-se se o programa é reconhecido pela Capes
(Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior).
- Conheça os professores e prefira uma instituição cujo nome seja reconhecido no mercado.
- Não basta estudar em uma universidade de renome: é
importante também conhecer a grade curricular do curso.
Além de conviver com a tensão das provas e do TCC
(Trabalho de Conclusão de Curso), os universitários que
já estão a um passo da formatura começam a se
preocupar com a continuidade dos estudos. Um dúvida que emerge
diz respeito a emendar ou não os quatro anos da
graduação com uma pós-graduação. De
um lado, a cobrança do mercado de trabalho por constantes
atualizações profissionais. Do outro, a necessidade de
conhecer melhor a prática da profissão até mesmo
para definir qual o caminho será seguido.
Dúvidas comuns, mas que, segundo Robert Verhine,
pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da
UFBA (Universidade Federal da Bahia), devem ser sanadas antes do
término da graduação. Na opinião dele, as
exigências do mundo coorporativo levam à
antecipação dos planos de cursar a
pós-graduação. Para ele, ainda que não seja
no primeiro ano da vida profissional, o curso deve sim ser planejado no
decorrer da carreira. "O mundo é competitivo, o que torna a
pós-graduação cada vez mais valorizada pelos
empregadores", garante.
A hora certa para investir na pós-graduação, no
entanto, é subjetiva e depende da área de
atuação do profissional. É o que diz Verhine.
"Enquanto nas áreas aplicadas é recomendado que se
adquira experiência prática antes de optar pela
especialização, em outras áreas, como as
acadêmicas, o ideal é se dedicar diretamente à
continuidade da formação", aponta o pró-reitor da
UFBA.
Ainda sim Débora Barem, professora do curso de
Administração da UnB (Universidade de Brasília),
aconselha que os estudantes não percam o ritmo entre a
graduação e a pós-graduação.
"É interessante que o aluno comece, ainda durante a
própria graduação, a delimitar o tipo de
profissional que pretende ser e identificar na área profissional
o que mais lhe atrai", indica a professora da UnB.
Foi o que fez o advogado Bruno Forli, 22 anos. Em menos de três
meses de formado, ingressou na especialização de Direito
Administrativo da FGV (Fundação Getúlio Vargas). A
escolha, no entanto, ganhou forma ainda na faculdade a partir da
experiência acadêmica alinhada à vivência
profissional em uma empresa do segmento de administração
pública. "A teoria do curso está intimamente ligada ao
meu dia a dia. Além disso, é uma área de
atuação muito gratificante, principalmente pelos
constantes desafios que propõe", diz ele, que também
aponta a remuneração como fator que o influenciou a optar
pelo programa.
Como escolher a pós-graduação
O primeiro passo para quem está em dúvida é
identificar se as metas profissionais estão alinhadas aos
objetivos da pós-graduação. Segundo Débora,
estas se relacionam ao aprofundamento em determinada área da
profissão. "É um conhecimento específico na
área de maior interesse. A pós-graduação
dá o desenvolvimento de competências especializadas para
algo em que você quer trabalhar dentro de sua atividade
profissional", explica ela.
Outro fator que deve ser levado em consideração,
destacado por Verhine, é o tipo de
pós-graduação que o profissional pretende seguir.
"É preciso ter clareza entre as diferenças entre os
programas stricto sensu e lato sensu. Enquanto o primeiro integra o
mestrado e doutorado, o segundo corresponde aos cursos de
especialização e o MBA (Master of Business
Administration)", esclarece. Segundo ele, as
especializações são mais flexíveis em
relação à diversidade curricular, o que permite o
estudo de uma área diferente que possa complementar a
graduação. Ele destaca que os cursos de mestrado ainda se
dividem entre mestrados acadêmicos e mestrados profissionais.
(Confira reportagem especial do Universia sobre as diferenças
entre stricto sensu e lato sensu)
Independente da opção, a professora da UnB alerta que o
profissional foque o investimento em uma área pelo qual
realmente tenha interesse ou correrá o risco de
transformá-lo em apenas mais um curso no currículo. "O
candidato deve fazer uma projeção para os próximos
cinco, dez anos, e se perguntar onde quer estar e como pretende estar,
identificando as vantagens e desvantagens do caminho que pretende
escolher. Isso facilita a delimitação de uma área
de estudo" aconselha. Débora também sugere conversas com
profissionais mais experientes e a troca de informações.
"Aquela atividade está, de fato, relacionada ao que vislumbra
fazer no futuro?", questiona ela.
Os professores recomendam também que os profissionais se
informem sobre a instituição de Ensino, o reconhecimento
dos órgãos competentes - o MEC (Ministério da
Educação e Cultura) para os cursos de lato sensu e a
Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior) para os cursos de stricto sensu - e a grade
curricular. "O ideal é investigar se o programa oferece uma
área de foco numa linha de pesquisa específica. É
necessário cuidado para conferir o que o programa de sua escolha
oferece e ter certeza de que ele é de seu interesse", orienta
Verhine.
O curso, de acordo com Débora, deve resultar num certificado.
"É essencial ter certeza de que esse documento possui as
especificações necessárias mediante a
legislação. Além disso, não basta optar por
um curso tendo como base o título, o candidato precisa analisar
o programa, conhecer as disciplinas e os professores", complementa a
professora da UnB.
O pós-graduando acredita que a escolha é um investimento
que o profissional pode realizar em si mesmo, aumentando seu
nível de reconhecimento no mercado de trabalho, o que deve
agregar ainda mais valor à carreira. "Todos os reflexos da
especialização foram positivos, seja na
remuneração, seja na qualidade dos serviços
prestados. O mercado também se mostrou receptivo, principalmente
por meio de propostas de trabalho", comemora Forli.
Fonte: Portal Universia
Internetês: o idioma usado nas redes sociais
Fonte: CLIPPING ABMES 01/09/2010
Inaê Miranda
Você conhece aquele idioma usado nas redes sociais como Orkut e
MSN, chamado internetês? Para os principais adeptos, os
adolescentes, a escrita abreviada e transformada é só uma
questão de praticidade e estilo. Mas a nova linguagem, já
considerada um gênero, preocupa os professores que lutam
constantemente contra o uso inadequado nas redações
escolares.
Diariamente, eles passam horas na frente do computador e, na maior
parte do tempo, conectado, utilizando as salas de bate-papo. Os amigos
são muitos. Mais de cem. E só escrevendo rápido
é possível falar com vários ao mesmo tempo. Essas
são as justificativas das amigas Débora da Rocha e
Júlia Schmidt, de 13 anos, e Júlia Lima, de 12 anos.
Para Débora, que tem mais de 200 amigos no Orkut e fica com o
MSN ligado o dia inteiro quando está em casa, a pressa é
o maior motivo para a escrita abreviada. “Tem gente que
não tem paciência de ficar esperando você escrever
tudo certinho. Por isso, a gente escreve abreviado ou corta a palavra
pela metade”, disse. Como já considera o internetês
uma coisa normal, Débora já chegou a introduzir a
linguagem de internet em prova. “Já escrevi vc
(você) na prova de português e a professora circulou,
chamando a minha atenção. Para mim se tornou tão
comum que não percebi”, afirmou.
Para Júlia Lima, o importante é que o amigo do outro lado
entenda o que ela está escrevendo. “A gente escreve
tão rápido que não presta atenção em
acento, ponto. Os únicos pontos que uso são o de
interrogação e exclamação”, contou.
Segundo Júlia, os seus pais consideram a linguagem um enigma.
“Escrevi kkk (risos) e a minha mãe perguntou o que
significava aquilo”, contou. “Tem gente que abrevia tanto
que fica impossível entender”, disse Júlia Schmidt.
Uma pesquisa realizada com 55 estudantes australianos, em 2008, apontou
que quase metade deles demorava o dobro do tempo para traduzir o
internetês para a linguagem formal. “Quando isso acontece,
é só escrever hammm?”, explicaram as amigas. Para
Bianca Rigazzo, de 12 anos, as salas de bate-papo têm uma
função. “O importante é conversar com os
amigos”, disse.
Para a professora de português Maria Cecília Ortolan dos
Anjos, apesar de o internetês ter invadido o espaço da
sala de aula, não é possível lutar contra ele.
“Essa linguagem já está muito presente nos dia a
dia dos alunos. Em sala de aula, o uso é inadequado. A gente
corrige e chama atenção. Mas não dá para
dizer que não pode usar”, disse. Segundo a professora, o
internetês já é considerado um gênero.
“Os livros didáticos já tratam do internetês.
Mas assim como uma carta ou um ofício têm
critérios, esse gênero também deve ter e na sala de
aula não deve ser usado”, afirmou Maria Cecília.
Segundo a professora, quando os alunos não são orientados
corretamente pelos pais e educadores, os prejuízos podem ser
irrecuperáveis. “Além de encontrar palavras
abreviadas ou “estilizadas”, como o naum (não) ou
entaum (então), é possível perceber o
vocabulário reduzido, dificuldade na compreensão de
termos simples e muita falta de estímulo à
leitura”, disse.
A alternativa, segundo Maria Cecília, é a
conciliação. “É importante incutir nos
jovens o gosto pela leitura, incentivar as visitas a bibliotecas e
fazer atividades interativas com livros e internet. Acredito que seja
uma alternativa para conciliar as linguagens e mostrar qual o
espaço apropriado para cada uma delas”, afirmou a
professora.
Fonte: Correio Popular, 31/08/2010
Polícia pede prisão de 35 pessoas envolvidas com o esquema do falso diploma no ES
Fonte:CLIPPING ABMES 31/08/2010
Do jornal Folha Vitória
A polícia pediu o fechamento de 21 escolas e cursos
preparatórios que ofereciam diplomas falsos no Espírito
Santo. Além disso, foi pedida a prisão preventiva de 35
pessoas envolvidas no esquema, entre donos e funcionários dos
estabelecimentos.
- Os cursos preparatórios na verdade não preparam,
são pontos de captação de pessoas interessadas em
terem facilitado o certificado de conclusão pelo antigo
supletivo – explicou o delegado André Cunha.
Segundo as investigações da polícia, o certificado
era verdadeiro, de uma instituição credenciada, mas o
problema é que as informações eram falsas.
- No ato da inscrição foi fornecido um maço de
provas, onde os alunos apenas assinavam os cabeçalhos com seus
nomes. Quando eles perguntavam quando a prova seria realizada,
praticamente criavam um slogan “não se preocupe,
nós fazemos a prova por você” – comentou ainda
o delegado.
Estou formado. E agora?!
Fonte:CLIPPING ABMES 30/08/2010
Por Ana Paula de Souza Arapiraca Oliveira
Os jovens de hoje tem oportunidade de estudo, capacitação
e formação profissionalizante, e estão cada vez
mais cedo no mercado de trabalho. Segundo o INEP/MEC – Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, em
1991 o Brasil tinha 4.908 cursos de nível superior e em 2007,
evoluiu para 23.488 cursos. A modalidade de ensino a distância -
EAD tem contribuído significativamente para o acesso ao ensino
de nível superior. Em 2002, o Brasil tinha 20.685 estudantes na
modalidade EAD e, em 2008 chegou a 463.093 alunos (Fonte: INEP/MEC). O
diploma de nível superior já foi garantia de emprego,
hoje não é mais assim. O mercado de trabalho tem
condição de exigir cada vez mais do perfil dos seus
profissionais, e espera que estes entendam de sua área de
atuação, e também do negócio da empresa,
que conheçam todos os aspectos relativos ao ramo de
atuação, tendências de mercado, e que possam gerar
resultados.
Quando estamos "formados" o mercado nos exige conhecimento,
experiência, respostas, soluções, ATITUDE, entre
outros. Ao término da graduação não estamos
"livres" do estudo, se assim fizermos nossa carreira profissional
estará definitivamente comprometida.
Algumas pessoas têm oportunidade de trabalho antes mesmo de
concluir os estudos, outros não. E você leitor, como
aproveitou o seu tempo de estudo e de vida acadêmica? Estudou ou
frequentou a universidade? Assistiu às aulas ou participou,
perguntou, questionou? E os seus anseios, as indagações,
a sua busca pelo saber? Contentou-se?
Vamos aproveitar melhor as oportunidades que aparecem, buscando
incessantemente pelo saber, pela aprendizagem, pela troca de
informações e experiências com outros
profissionais, enxergar além do óbvio. Não
é porque o assunto aparentemente não diz respeito a minha
área que não vou me interessar, ouvir e aprender. Todo
conhecimento é válido e de alguma forma será
utilizado. O processo de aprendizagem começa no momento que
reconhecemos a necessidade de mudança e adequação
à realidade, não esquecendo da quebra dos "filtros" que
colocamos na nossa vida. É preciso ressignificar, as pessoas
podem atribuir novos significados a acontecimentos através da
mudança e da sua visão de mundo, é só mudar
o filtro pelo qual vê aquele assunto ou acontecimento.
Fonte: www.administradores.com.br, 29/08/2010
Pátria terá homenagem esta semana
Fonte: Diário Catarinense, 01/09/2010
Várias prefeituras do Estado abrem, hoje, o calendário da
Semana da Pátria. Nos próximos dias, além do
tradicional desfile cívico, haverá diversas atividades
nas comunidades. Nas escolas, serão abordados temas como
cidadania, meio ambiente e direitos e deveres do cidadão.
Em Florianópolis, a cerimônia de abertura será
hoje, às 14h30min, no ginásio de esportes do Instituto
Estadual de Educação (IEE), com
apresentações artísticas. Durante o evento,
será aceso o fogo simbólico pelos militares do 63º
Batalhão de Infantaria, que serviram na missão da paz no
Haiti. A chama ficará no IEE até o dia 7 de setembro,
quando será levada à Passarela do Samba Nego Quirido.
O desfile cívico-militar acontecerá às 9h do dia 7
de setembro, na Passarela do Samba. Este ano, os militares e os alunos
irão desfilar no sentido oposto da avenida – da passarela
em direção ao CentroSul – diferente do que ocorreu
nos anos anteriores.
Reduto masculino, área de TI busca diversidade
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 27/08/2010 - Brasília DF
Desde pequenos, meninos e meninas costumam ser educados para dividir o
mundo entre áreas masculinas e femininas. Bonecas e
acessórios cor-de-rosa vão para um lado, carrinhos e
bolas de futebol, para o outro. O resultado disso é que, anos
mais tarde, alguns setores ficam dominados por homens, enquanto outros
viram território quase que exclusivo delas. Uma das áreas
mais atingidas por esse fenômeno é a tecnologia da
informação (TI). Levantamentos informais da Sociedade
Brasileira de Computação (SBC) mostram que as meninas
formam, no máximo, 10% das turmas que ingressam nos cursos de
graduação voltados para a área. A desigualdade
é tão grande que especialistas planejam formas de tentar
chamar a atenção das jovens do ensino médio para a
TI. A Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, vai organizar
eventos específicos para meninas durante a Semana Nacional de
Ciência e Tecnologia, de 18 a 24 de outubro, e na Semana da
Extensão da universidade, em novembro. “Queremos que elas
construam pequenos jogos, aproveitem o espaço para fazer
exercícios de programação”, explica a
professora Maria Emília Walter, do Departamento de Ciência
da Computação. Mulheres que trabalham na área
também farão palestras para as adolescentes.
O esforço tenta quebrar o estereótipo que envolve a
profissão. “As pessoas têm a imagem do nerd, sentado
em frente ao computador, trabalhando sozinho o tempo inteiro. Isso
é uma coisa que provoca aversão nas mulheres. Nós
temos o perfil mais sociável por natureza, precisamos interagir
com o outro”, afirma Mirella Moro, diretora de
educação da Sociedade Brasileira de
Computação (SBC). Há quatro anos, a SBC realiza o
Women in Information Technology (WIT), atividade paralela ao congresso
nacional da entidade. No workshop, profissionais de todo o mundo falam
sobre a presença feminina no setor e sobre a necessidade de
compor quadros funcionais mais diversos, com homens e mulheres
trabalhando juntos. Bandeira que a consultoria internacional
ThoughtWorks carrega quando abre novas filiais. “Não
deixamos de contratar homens que se encaixam no perfil procurado,
porém fazemos questão de divulgar vagas onde as mulheres
estarão prestando mais atenção”, diz Carlos
Villela, gerente de Desenvolvimento da ThoughtWorks no Brasil. A
empresa não costuma divulgar oportunidades de trabalho em
fóruns de internet, que registram quase 90% de audiência
masculina. Um dos caminhos, diz Villela, é falar de novas vagas
em eventos mais amigáveis para as mulheres, como reuniões
em restaurante e cafés.
“Na esportiva” - Ao contrário do estereótipo
preconceituoso que coloca ciências exatas como quase repulsivas
para as mulheres, a cientista da computação Paula Moura
Mattos, 25 anos, sempre gostou de matemática — tanto que
chegou a pensar estudar a disciplina na faculdade. Paula acabou optando
por computação ao olhar a grade curricular do curso,
repleta justamente de matérias da área de exatas. Hoje, a
jovem trabalha em uma empresa que presta serviços de
segurança para o Banco do Brasil. Na sua área
específica (desenvolvimento de linguagem C), é a
única funcionária. Paula também é
representante quase que exclusiva das mulheres na
pós-graduação em engenharia de software.
Além dela, há apenas outra colega na turma de 13 alunos.
E não é complicado fazer parte desse mundo tão
masculino? “Eu não penso muito nisso. Em todos os lugares
que trabalhei, sempre fui a única mulher e sempre tentei ser a
melhor. Não por ser mulher, mas porque queria me
destacar”, conta Paula Mattos. A gerente de projetos Melissa
Fayad, 32 anos, concorda com Paula. “Nunca coloquei a minha
atenção no fato de eu ser mulher. Minha postura sempre
foi de alguém que está querendo aprender”, diz
Melissa, funcionária da Caixa Econômica Federal. No local,
ela coordena uma equipe de 18 pessoas — 16 delas, homens.
Paula e Melissa afirmam nunca terem sofrido preconceito. “No meu
primeiro emprego, os colegas diziam que eu não iria dar conta do
trabalho. Mas é só levar na esportiva”, releva a
jovem de 25 anos. Para a professora Célia Ghedini, do
Departamento de Computação da UnB, a presença
maciça de homens pode fazer com que eles se fechem a parcerias
com colegas do sexo feminino. “Não se trata de
preconceito, é só que a maioria faz a
força”, opina. A docente da UnB conta que, certa vez, teve
o pedido de orientação de doutorado negado por um
professor estrangeiro quando ele descobriu que ela estava
grávida. “O fato de eu ter um recém-nascido
não me impede de estudar. Fui para a Inglaterra com um
bebê de dois meses e voltei com o título”, lembra.
Célia reconhece que as novas gerações estão
mais interessadas nos computadores, mas restringem essa afinidade a
atividades interativas, como jogos e redes sociais.
“Ninguém quer usar a máquina para desenvolver o
raciocínio lógico e abstrato. Eu mesma tenho duas filhas
que não querem nem ouvir falar de
computação”, brinca.
Divergência - O domínio masculino pode não ser
tão intocável assim no mercado de trabalho. Um estudo
independente feito pelo consultor Túlio Ornelas Iannini sustenta
que elas já ocupam 40,2% das vagas do setor. A pesquisa, feita
com o apoio da Associação das Empresas de Tecnologia da
Informação de Minas Gerais (Assespro/MG), ouviu 1,8 mil
trabalhadores da área entre agosto de 2008 e outubro de 2009.
Foi a primeira iniciativa para tentar traçar o perfil dos
profissionais de TI no Brasil. Conforme o levantamento, as mulheres
são, inclusive, maioria em nichos específicos do mercado.
Em administração de banco de dados, por exemplo, elas
são 64,4% das funcionárias. “Essa
especialização cresceu muito nos últimos anos e
não foi prioridade para os homens. É uma área que
exige grande capacidade de organização, as mulheres
têm mais facilidade com isso”, afirma Túlio Iannini.
Outro setor bastante feminino, segundo o estudo, é o de
webdesign, com mulheres em 59,7% dos cargos. Como explicar,
porém, a discrepância entre a presença de mulheres
no mercado e a encontrada nas universidades? É possível
que isso esteja relacionado ao baixo índice de profissionais
qualificados para trabalhar em TI. A pesquisa de Túlio revelou
que apenas 25% dos trabalhadores têm ensino superior completo.
Desses, menos de 10% são mulheres. Mirella Moro, diretora de
educação da Sociedade Brasileira de
Computação, explica que o baixo índice de
formação ocorre porque os salários são
satisfatórios mesmo para quem não tem diploma.
“Isso, no entanto, limita o crescimento profissional. A
geração atual é muito mais competitiva, mas ainda
impressiona-se com a história do dono da empresa que venceu na
vida sem ter graduação”, lamenta Mirella.
Universidades federais terão 25 mil vagas a mais via Enem
Fonte: Folha de São Paulo,
PATRÍCIA GOMES
DE SÃO PAULO
ANDRESSA TAFFAREL
THIAGO AZANHA
Mesmo com a fraude do ano passado e após
informações confidenciais de candidatos terem vazado
neste ano, as universidades federais do país estão dando
um voto de confiança ao Enem e vão ampliar a
utilização do exame nos seus vestibulares.
Juntas, 20 das 59 federais vão ofertar pelo Sisu (sistema do
Ministério da Educação que seleciona alunos
só com a nota do Enem) ao menos 18.522 vagas a mais do que no
primeiro semestre deste ano.
Além disso, outras três universidades, as
recém-criadas Ufopa (Oeste do Pará) e Unilab
(Integração Luso-Afro-Brasileira) e a UFCG (Campina
Grande) já decidiram que usarão só o Enem para
preencher suas 6.125 vagas, mas não optarão
necessariamente pelo Sisu.
Somadas, essas 24.737 novas vagas representam um aumento de mais de 50%
no total de postos cuja seleção se dá só
pelo Enem. No primeiro Sisu, realizado no início deste ano,
havia 47.913 vagas. Agora, já são mais de 70 mil
confirmadas.
Esse total, porém, ainda deve aumentar, porque muitas
instituições não definiram quantas vagas
vão oferecer para o ano letivo de 2011. Só sabem que, por
fazerem parte do Reuni (programa de expansão de vagas do governo
federal), esse número será maior que o do ano passado.
É o caso da UFRB (Recôncavo da Bahia). A
instituição ainda não definiu as vagas para 2011.
Certo é que ao menos as 2.090 do ano passado estarão no
sistema.
ADESÕES DE PESO
Uma das melhores universidades do país, segundo
avaliação do MEC, a UFSCar (federal de São Carlos)
deu adeus ao seu vestibular e vai selecionar seus calouros apenas pela
nota do Enem.
Das 59 universidades federais, apenas 3 ainda não definiram como
será o vestibular do ano que vem: a Unifap (Amapá), a UFG
(Goiás) e a Unifal (Alfenas).
Todas as outras 56 vão usar a nota do exame nacional de alguma
forma, seja como primeira fase --UFPA (Pará)--, seja na
seleção de alguns cursos --UFRN (Rio Grande do Norte),
Unifesp (São Paulo)--, seja para preencher as vagas
remanescentes --UFS (Sergipe).
A UFPB (Paraíba), uma das instituições nordestinas que mais oferece vagas, vai aderir ao Sisu aos poucos.
Em 2011, serão destinadas ao sistema 10% das vagas. Em 2012,
20%; 40% em 2013 e assim sucessivamente, até uma adesão
total em 2015. "Queremos fazer, a cada ano, uma avaliação
do processo", diz Valdir Barbosa, pró-reitor de
graduação.
Universidades precisam ter autonomia e fazer o acompanhamento dos alunos
Fonte: Folha de São Paulo
CIBELE YAHN DE ANDRADE
A educação pode ser considerada, por um lado, como um dos principais mecanismos de mobilidade social.
A efetividade deste depende essencialmente de que o acesso e o
desempenho escolar não reproduzam as desigualdades em
relação à renda familiar e à
condição de raça e cor, entre outras que marcam a
heterogeneidade da população brasileira.
No entanto, o maior impacto da educação, sobretudo
superior, é o produzido no desenvolvimento cultural, que pode se
traduzir em desenvolvimento econômico.
Desenvolver o ensino superior é estratégia essencial ao
interesse público mais elevado e não somente algo que se
defina no âmbito do interesse privado, da ascensão social
dos indivíduos.
As universidades podem ter motivações diferentes para
selecionar seus alunos. Mas a ação efetiva da
educação no indivíduo não termina no fim do
curso superior.
Aí se iniciam os desafios do aprendizado constante. Este ponto
é fundamental e pode ser mal compreendido. A
aceitação do vestibular como mecanismo isento de
seleção, valioso num país acostumado a
privilégios, tende a fazer crer que o melhor aluno é
aquele com a nota mais alta e isso confunde bom desempenho num exame
com capacidade de desenvolvimento intelectual.
Este último pode ser encontrado num leque mais amplo de
estudantes de origens diversas. O que boas universidades devem buscar
é a composição equilibrada de -conhecimento de
conteúdos fundamentais e capacidade de desenvolvimento
intelectual. O desafio só pode ser enfrentado com autonomia das
universidades e estudos de acompanhamento dos selecionados em processos
regulares ou em ações afirmativas formulados para
corresponder a seus objetivos e propósitos maiores.
MEC investiga seis faculdades suspeitas de descumprir condições do ProUni
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 27/08/2010 - São Paulo SP
SÃO PAULO - A Secretaria de Educação Superior
(Sesu), ligada ao Ministério da Educação (MEC),
instaurou um processo administrativo para apurar o possível
descumprimento das condições estabelecidas no Programa
Universidade Para Todos (ProUni) em seis faculdades do País. As
portarias foram publicadas nesta sexta-feira, 27, no Diário
Oficial da União. Segundo o Diário Oficial, as faculdades
terão o prazo de 10 dias para manifestar-se ao MEC. As
instituições investigadas são: Faculdade
Primavera, mantida pelo Centro de Ensino Superior de Primavera, em
São Paulo; Faculdade de Ciências e Educação
do Espírito Santo, da Unidade Educacional de Ensino, Pesquisa e
Extensão do Espírito Santo (Unives); Faculdade de
Ciências Humanas e Sociais de Igarassu, da
Associação Igarassuense de Educação e
Cultura, em Pernambuco; Faculdade de Olinda, da
Associação Olindense Dom Vital de Ensino Superior, em
Pernambuco; Faculdade José Lacerda Filho de Ciências
Aplicadas, da Associação Vale do Ipojuca de
Educação, Ciência e Cultura, em Pernambuco; e
Faculdade Octógono, do Instituto Octógono de Ensino
Superior, em São Paulo.
Orey Antunes aumenta gestão de activos no Brasil em 24%
Fonte: Newsletter Portugal Digital 01/09/2010
Grupo português faz balanço positivo do negócio no
Brasil. "Estamos a trabalhar com sucesso em operações de
reestruturação financeira", diz a Orey Antunes.
Jorge Horta
Lisboa - A Orey Antunes, empresa portuguesa que tem apostado no mercado
brasileiro para crescer no negócio financeiro, registou no
primeiro semestre deste ano um crescimento de 24% no valor de activos
sob gestão no Brasil face ao que tinha em junho do ano passado.
A Orey Financial Brasil encerrou o primeiro semestre com 158,7
milhões de euros sob gestão, dos quais 137,9
milhões na gestão de carteiras e 20,8 milhões na
gestão de fundos de investimento. No montante dos fundos de
investimento a empresa teve uma queda de 46%, devido ao encerramento de
um fundo, mas na gestão de carteiras cresceu 54%.
Este crescimento teve impacto positivo nas receitas da Orey Financial
no mercado brasileiro, já que as comissões
líquidas cresceram 17,5%, para 914 mil euros, de acordo com as
informações publicadas pelo grupo Orey Antunes no
relatório e contas do primeiro semestre.
Na gestão de carteiras, o número de clientes da Orey
Financial Brasil passou de 205 em junho de 2009 para 283 em junho de
2010.
O grupo faz um balanço positivo da actividade desenvolvida no
Brasil, onde tem vários projectos em curso. "Podemos dizer que
estamos a trabalhar com sucesso em operações de
reestruturação financeira e a criar novos produtos e
soluções de investimento", refere a Orey Antunes no
relatório semestral.
"Temos vindo a ganhar novos clientes, temos lançado novos
fundos, entre os quais um distressed fund, como consequência de
uma grande operação onde estamos envolvidos", explica
ainda o grupo português.