01/09/2010
AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor educacional às instituições associadas.
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Educação solta seu grito

Carta-Compromisso apresenta desafios para seis anos

Educação de qualidade: do palanque à ação

Importante novidade na gestão da educação

Qualificação profissional, por Antoninho Marmo Trevisan*

Pró-Letramento poderá atender mais de 1.500 cidades

MEC mudará lei para a superuniversidade

Empresas resistem em contratar jovens sem experiência mesmo com dez anos da Lei da Aprendizagem


Criança só na cadeirinha

Educação: por que a Reforma Universitária não anda?

Profissionalizar a gestão é questão de sobrevivência

Conselho Nacional de Educação aprova exigências mais duras para universidades

Proposta para 2011 não prevê ganho real

Apesar de atraso, Inep afirma que contratação de gráfica segue normal


Filmes nacionais poderão ser componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica

Consórcios educacionais

A bolha do ensino americano

Avalie qual é o melhor momento para a pós-graduação

Internetês: o idioma usado nas redes sociais

Polícia pede prisão de 35 pessoas envolvidas com o esquema do falso diploma no ES

Estou formado. E agora?!

Pátria terá homenagem esta semana

Reduto masculino, área de TI busca diversidade

Universidades federais terão 25 mil vagas a mais via Enem

Universidades precisam ter autonomia e fazer o acompanhamento dos alunos

MEC investiga seis faculdades suspeitas de descumprir condições do ProUni

Orey Antunes aumenta gestão de activos no Brasil em 24%

Educação solta seu grito
Fonte: Diário Catarinense, 01/09/2010
Organizações da sociedade civil e entidades da área da educação lançaram, ontem, uma carta-compromisso que será entregue aos candidatos a presidente e a outros cargos eletivos.
O documento reúne algumas metas estabelecidas para o próximo governante cumprir e melhorar a qualidade da educação. Entre elas, está investir um mínimo de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na área até 2014. Hoje o país investe em torno de 4,7% do PIB, segundo o Ministério da Educação (MEC).
A carta é assinada por 26 entidades e reúne sete desafios prioritários, com destaque para a erradicação do analfabetismo, a ampliação das matrículas no ensino superior e profissionalizante e, ainda, a universalização do atendimento em creches para crianças até três anos de idade.
– O nível de escolaridade da população brasileira é baixo e desigual. A luta por uma sociedade com muito mais justiça e igualdade exige a mobilização de toda a sociedade brasileira – afirmou o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Antonio Carlos Ronca.
O documento recomenda, também, a institucionalização do Sistema Nacional de Educação. Ele seria a forma de garantir um regime colaborativo entre a União, os estados e municípios para oferecer uma educação de qualidade e integrada.
– Não basta dizer que tem compromisso com a educação, isso é fácil fazer, nós precisamos de propostas bem concretas, que permitam que o país dê esse salto imediato e qualitativo na área da educação – avaliou o representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vincent Defourny.

Carta-Compromisso apresenta desafios para seis anos
Fonte: www.nota10.com.br, 01 de Setembro de 2010
Educação de qualidade para todos e valorização dos profissionais da educação são princípios da Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade, lançada ontem (31), na sede do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília. O documento, assinado por 27 instituições e movimentos favoráveis à educação, é uma convocação aos futuros governantes e ao Congresso Nacional.
A Carta-Compromisso apresenta sete desafios a serem vencidos até 2016 e propõe a criação de um sistema nacional de educação. Entre os desafios, destacam-se a inclusão escolar de todas as crianças e adolescentes de quatro a 17 anos até 2016, a superação do analfabetismo de jovens e adultos e a garantia da plena alfabetização de crianças aos oito anos de idade até 2014.
O projeto de criação de um sistema nacional de educação, recomendado pela Conferência Nacional de Educação (Conae) em abril deste ano, foi retomado pelo grupo que subscreve a carta-compromisso. Pela proposta, o sistema seria estruturado em três pilares — elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE) para o período 2011-2020, estabelecimento do regime de colaboração entre a União, estados e municípios e colocação em prática da lei de responsabilidade da educação, também aprovada pela Conae.
De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Educação, Carlos Ronca, a carta, resultado de meses de trabalho das instituições e movimentos, representa um compromisso com a melhoria da qualidade da educação nesta década. Ronca reconhece que o país avançou muito na educação nos últimos anos, mas considera importante a construção conjunta de um projeto nacional. “Este é um momento de festa, mas também de compromisso”, disse.

Educação de qualidade: do palanque à ação
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 01/09/2010 às 11:03 hs.
01/09/2010 - A "Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade" apresenta propostas para a construção de um sólido projeto nacional
O papel prioritário da educação para o desenvolvimento do Brasil é uma unanimidade. No programa da maioria dos candidatos às próximas eleições, o tema aparece em destaque. Mas será que esse discurso bem-intencionado para atrair votos vai se transformar em ações concretas que permitam o salto qualitativo de que a educação brasileira tanto precisa?
Cabe aos eleitores e à sociedade exigir uma resposta efetiva a essa urgência nacional. Com tal preocupação, um grupo de parceiros de peso, comprometidos com a questão educacional, lançou esta semana a "Carta-Compromisso pela Garantia do Direito à Educação de Qualidade".
O documento, que será entregue aos candidatos à Presidência, a governos estaduais e ao Congresso, apresenta propostas para a construção de um sólido projeto nacional de educação que tenha continuidade no futuro, independentemente de quem estiver no poder.
Ir além dos avanços educacionais já alcançados, que precisam ser reconhecidos, é decisivo para o futuro do Brasil. O país encontra-se em uma situação favorável para a promoção de uma educação inclusiva e de qualidade para todos, pois vive um momento privilegiado de crescimento econômico. É hora, portanto, de elevar os investimentos em educação e mostrar, nos orçamentos públicos, a relevância do setor, que precisa ser integrado ao programa maior de desenvolvimento nacional.
Além de aumentar progressivamente o percentual do PIB investido em educação pública, os futuros governantes e parlamentares precisam ainda assumir compromissos inadiáveis, como a valorização dos profissionais de educação.
Mudar a condição docente é peça-chave para a melhoria da qualidade da educação brasileira. Isso significa promover formação, remuneração e novas perspectivas de carreira para os professores, que são atores indispensáveis para ajudar o Brasil a alcançar novos patamares de justiça social e desenvolvimento.
Incluir, até 2016, todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos na escola; universalizar o atendimento da demanda por creche nos próximos dez anos; superar o analfabetismo dos jovens de 15 anos ou mais; garantir a aprendizagem para todos; alfabetizar plenamente todas as crianças até os 8 anos de idade; estabelecer padrões de qualidade para todas as escolas brasileiras e ampliar as matrículas na educação profissional estão ainda entre os avanços imprescindíveis levantados na carta-compromisso.
Na condição de agência das Nações Unidas que tem a educação como mandato central e parceira do Brasil em importantes projetos de cooperação no setor, a Unesco, ao lado de entidades como ABC, Anpae, Anped, Andifes, ANPG, Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Cenpec, CNTE, Contee, CNBB, CNE, Consed, Unicef, OAB, SBPC, Todos pela Educação, Uncme e Undime, conclama os candidatos às próximas eleições a aderir à proposta da carta-compromisso e a sociedade a cobrar dos eleitos o seu cumprimento.
O compromisso dos futuros governantes e parlamentares pode ser um primeiro passo na resposta à sociedade, que há muito anseia pela superação da enorme dívida histórica com a qualidade do ensino. É dever de cada candidato demonstrar efetivamente aos eleitores como irá enfrentar o problema educacional brasileiro se eleito. E é direito de cada brasileiro ter acesso a essa informação antes de votar.
VINCENT DEFOURNY, 50, doutor em comunicação, é representante da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
Fonte: Folha de São Paulo

Importante novidade na gestão da educação
Fonte: www.abmeseduca.com, 01/09/2010
Ignez Martins Tollini
Respeitáveis acadêmicos canadenses, americanos e ingleses acabam de surpreender a área de gestão da educação. Nas últimas décadas, esses acadêmicos têm publicado vários livros sobre mudança e liderança. Tais obras são conhecidas em grande parte do mundo. Desse modo, eles continuamente avançaram o conhecimento na área de administração, o que lhes granjeou fama e respeito de seus pares. O surpreendente é que, no primeiro semestre deste ano de 2010, eles lançaram dois livros nos quais apresentam uma proposta de mudança que constitui notável salto teórico e prático na literatura sobre o assunto.
Trata-se de uma proposta batizada como Liderança em movimento, isto é, liderança que tem capacidade de fazer a mudança acontecer. Os autores dessa proposta a testaram em diversas instituições escolares e em sistemas educacionais de vários países. Ao ajudar líderes de várias instituições educacionais a entenderem o conteúdo da proposta e a usarem os meios de colocá-la em prática, os acadêmicos puderam constatar que a proposta permitiu aos líderes “mover” indivíduos, instituições e sistemas de educação para uma situação melhor. Com isso, os acadêmicos ganharam uma nova visão da mudança, o que lhes permitiu inaugurar um novo modo de mudança que vai da prática para a teoria. Tal descoberta científica representa grande ganho para literatura sobre gestão em geral.
Após discutirem em grupo sobre tais conhecimentos, os acadêmicos se perguntaram por que seus livros anteriores não conseguiam mover os líderes da educação a efetuar a mudança com sucesso. No fim da conversa, concluíram que seus livros se limitavam a mostrar o que era gestão educacional e apresentavam modelos teóricos a serem postos em prática por líderes escolares. Ficou claro que, embora os livros tenham sido apreciados na área da gestão e inspirado muitos líderes em processo de mudança em suas instituições, faltava-lhes a habilidade prática para conseguirem fazer as coisas acontecerem na realidade da educação. Em outras palavras, não havia mudança.
Em seus recentes livros, agora os acadêmicos mostram como os líderes da educação devem agir para que a mudança aconteça. Para isso apresentam e explicam o significado de cada ferramenta a ser usada para conseguirem mudanças positivas em face de formidáveis desafios da educação.
Contudo, o impacto dessa novidade no campo da gestão educacional não é o único na história de seu desenvolvimento. No princípio do século 20, por exemplo, engenheiros dedicados a melhorar o desempenho das organizações industriais desenvolveram uma lista de princípios a serem postos em prática pelos administradores em geral. Foram princípios rígidos que influenciaram instituições educacionais a terem regimes administrativos bastante severos. Nos meados do século 20, aconteceu nova reviravolta na administração geral.
Conhecimentos científicos da psicologia e da sociologia, ciências que se organizavam naquela época, atenuaram a rigidez dos princípios anteriormente adotados na educação. Surgiu, então, a valorização dos sentimentos e das necessidades das pessoas existentes nas instituições. Na área da educação, as relações entre pessoas passaram a ser vistas como um benefício tanto para elas mesmas quanto para as instituições educacionais.
Hoje, a nova proposta Liderança em movimento, ainda pouco conhecida em nosso país, vem ao encontro das necessidades prementes da educação brasileira. Essa nova proposta teórica e prática oferece uma oportunidade de quebrarmos a perene inércia do nosso sistema educacional, principalmente no referente à ineficaz busca de melhor qualidade na educação básica e, por vezes, também na educação superior. Em suma, a proposta Liderança em movimento, aqui brevemente apresentada, abre novas perspectivas para que nossos líderes da educação possam conseguir objetivos ambiciosos que parecem impossíveis de serem atingidos.
Fonte: Correio Braziliense, em 23 de agosto de 2010

Qualificação profissional, por Antoninho Marmo Trevisan*
Fonte: Diário Catarinense, 01/09/2010
A falta de profissionais qualificados em número suficiente para atender ao firme e dinâmico crescimento da economia brasileira é mais uma constatação do quanto erramos em toda nossa história ao relegar ao segundo plano o investimento num ensino público de excelência. Apesar dos avanços dos últimos anos, em especial quanto ao aumento no número de matrículas, o desafio mantém-se. Será, sem dúvida, uma das prioridades para os governantes que iniciarão seus mandatos no próximo ano. A necessidade é tão urgente que não se pode ficar à espera de uma reestruturação do ciclo básico da educação ou do acesso da população à universidade. Assim, independentemente de continuarmos constatando o problema óbvio da negligência histórica quanto à educação pública, é preciso agir, o quanto antes, para ampliar a oferta de profissionais qualificados.
Um ótimo estímulo é abater 30% do que as empresas pagam de Imposto de Renda para que elas financiem cursos regulares, bem como de aperfeiçoamento e capacitação de seus quadros. A alternativa que parece ser a mais interessante é fazer com que o próprio trabalhador escolha, livremente, cursos e escolas que queira frequentar. Os resultados do ProUni evidenciam o potencial dessa opção. Nesse programa, o aluno é quem define o que quer fazer e onde quer estudar.
Não é possível se pensar que segmentos tão aquecidos, como o de petróleo, construção civil, naval, montadoras de automóveis e tecnologia da informação parem as máquinas por falta de gente. Somente na área de tecnologia, estima-se que a carência chegue a 350 mil profissionais. Também há déficit de 30 mil engenheiros. Se, em curto prazo, não formos capazes de dar uma virada para reverter essa carência de profissionais qualificados, vamos continuar assistir ao crescimento do desembarque de estrangeiros, cuja procura por visto para ingressar no país, encaminhados aos nossos consulados na Europa, Ásia e Estados Unidos, registrou aumento de 17%. Esses números refletem, também, a contratação de profissionais para suprir nosso apagão de mão de obra.
* Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social

Pró-Letramento poderá atender mais de 1.500 cidades
Fonte: www.nota10.com.br, 01 de Setembro de 2010
Estados e municípios que aderiram ao programa Pró-Letramento e ainda não confirmaram sua participação têm até o dia 10 de setembro para enviar ao Ministério da Educação as informações solicitadas, como nome e contatos de um coordenador.
O Pró-Letramento, programa de formação continuada para melhoria da qualidade de aprendizagem da leitura, escrita e matemática, é destinado aos professores das séries iniciais do ensino fundamental de escolas públicas. Poderá atender este ano 1.549 municípios de 24 estados e dez secretarias estaduais de educação que responderam aos seguintes critérios de seleção: não ter participado do programa em anos anteriores, ser município prioritário – aqueles com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) inferior à média nacional – ou que possua demanda para formação de mais de 100 professores, mesmo já tendo participado do Pro-Letramento.
No entanto, dos 1.549 municípios que já aderiram, 656 ainda não confirmaram participação. Das dez secretarias de educação, quatro também precisam complementar informações para garantir atendimento em 2010.
Para a confirmação da participação no programa é necessário que os municípios e secretarias selecionados indiquem o nome, telefones e endereço eletrônico de um coordenador, bem como endereço da secretaria de educação. As informações devem ser enviadas para o Ministério da Educação (MEC). As atribuições do coordenador estão detalhadas no Guia do programa.

MEC mudará lei para a superuniversidade
Fonte: Clipping Consae - Estado de Minas, 01/09/2010 - Belo Horizonte MG
Junia Oliveira
Viçosa – A criação da Superuniversidade do Sul-Sudeste de Minas Gerais esbarrou em aspectos legais e, para o consórcio formado por sete instituições federais mineiras ser efetivado a partir de 2011, será necessário resolver pendências jurídicas e também mudar a lei que regulamenta os consórcios. No formato atual, ela não permite a reunião de universidades no modelo proposto. O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou ontem, durante evento na Federal de Viçosa (UFV), que está sendo estudada uma emenda para desemperrar o processo. Mas o reitor da UFV, Luiz Cláudio Costa, coordenador-geral do projeto, garantiu que o problema não inviabilizará o início a partir do ano que vem. Segundo ele, poderá ser estabelecida uma relação contratual provisória. Amanhã, Costa se reúne com a secretária de Educação Superior, Maria Paula Dallari, em Brasília. Na sexta, todos os reitores se encontram na Federal de Ouro Preto (Ufop).
Os reitores se dividiram em sete áreas temáticas: coordenação-geral, pós-graduação, pesquisa, graduação, planejamento e gestão, extensão e cultura e assistência estudantil. Além de Viçosa e Ouro Preto, estão no consórcio as federais de Juiz de Fora (UFJF), Itajubá (Unifei), Alfenas (Unifal), Lavras (Ufla) e São João del-Rei (UFSJ). Todas estão situadas dentro de um raio limitado a 200 quilômetros de distância. Elas têm até 15 de outubro para apresentar ao MEC um Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) unificado para os próximos cinco anos.
Fernando Haddad ressaltou que as negociações estão avançando. “Imagino que a comunidade já tenha percebido as vantagens do consórcio, do ponto de vista da projeção no Brasil e no mundo, a mobilidade (estudantil) e o aproveitamento de crédito que isso vai gerar, a perspectiva de alteração do projeto pedagógico, a atração de investimento de laboratórios para a região, que não se justificaria numa pequena universidade e que passa a se justificar numa instituição desse porte”, afirmou. No conjunto, a Superuniversidade tem câmpus em 17 municípios do Sul e Sudeste de Minas Gerais e atende polos de educação a distância em 55 cidades. Reúne 3,5 mil professores, 4 mil técnicos administrativos, 41 mil alunos de graduação e 5,3 mil de pós-graduação. Em 260 cursos presenciais, oferece 15,6 mil vagas de ingresso anual, além de 111 cursos de mestrado e 59 de doutorado. Na graduação, conta com índice geral de cursos (IGC) entre 4 e 5. Na pós-graduação, 15 programas têm nível 5; outros cinco, nível 6, e dois, nível 7, o mais alto. O ministro visitou a UFV dentro da programação do mês de aniversário dos 84 anos da universidade e inaugurou obras. A instituição está em processo de expansão de graduação e pós-graduação nos três câmpus: Viçosa, Rio Paranaíba e Florestal. Há 26 obras em andamento, entre as quais, pavilhão de aulas, laboratórios e bibliotecas, e previsão de mais 18 cursos de graduação, além de 3,3 mil novas vagas até 2012.
JUSTIÇA Fernando Haddad comentou a pendência judicial envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a gráfica Plural. A empresa, apontada como a responsável pelo vazamento do teste no ano passado, venceu a licitação para imprimir as provas, mas o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) a desclassificou. A Justiça Federal concedeu liminar favorável à gráfica e determinou o prosseguimento do processo de habilitação. Mas o Tribunal Regional Federal (TRF) da primeira Região cassou a liminar. Ainda cabe recurso. O Inep contratou o consórcio Cesgranrio/Cespe para aplicar e corrigir os testes, por cerca de R$ 128 milhões. “Espero que a situação se resolva nos próximos dias, mas estamos dentro do prazo. Não podemos abdicar da segurança e o estudante espera que isso seja cumprido.” Haddad informou ainda que o Ministério divulga, semana que vem, o Censo da Educação 2009. Ele adiantou o número de novos alunos nas universidades federais: pulou de 113 mil para 250 mil no ano passado. O Congresso deve receber hoje a previsão de orçamento da pasta para 2011: R$ 67 bilhões. Em 2010, foram R$ 59 milhões.

Empresas resistem em contratar jovens sem experiência mesmo com dez anos da Lei da Aprendizagem
Fonte: CLIPPING ABMES 01/09/2010
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) denuncia que as empresas não estão cumprindo a Lei da Aprendizagem, que obriga as empresas de médio e grande porte a contratarem jovens aprendizes para ocupar de 5% a 15% do seu quadro de pessoal. O alerta foi feito com base em balanço que mostra que há 6,5 mil empresas cadastradas e 20 mil contratações no projeto Aprendiz Legal, no Rio. A lei tem dez anos de vigência.
Os números estão muito aquém do potencial estimado pelo governo federal, que colocou como meta a contratação de 800 mil jovens até o fim de 2010. Dados de pesquisa do Ministério do Trabalho revelam que, em todo o Brasil, o potencial de contratações é de 1,3 milhão de jovens, mas apenas 206.735 estão empregados.
Durante a 1ª Conferência de Aprendizes do Rio de Janeiro, promovida hoje (31), no centro do Rio, jovens aprendizes que conquistaram a primeira oportunidade de emprego deram depoimentos e defenderam a responsabilidade social das empresas no estímulo ao primeiro emprego.
A coordenadora de Projetos do Ciee do Rio de Janeiro (Ciee-RJ), Luciane da Cruz, afirmou que, apesar da assistência dada pelos programas de aprendizagem profissional, muitas empresas ainda oferecem resistência alegando não saber lidar com adolescentes nos ambientes de trabalho.
Segundo ela, por lei, o empresariado tem uma contrapartida compensatória ao participar desses programas já que, ao longo de dois anos, o aprendiz, de 14 a 24 anos, se cadastra, é selecionado e participa de um processo de formação. Por meio do programa, o aprendiz estuda questões de direitos humanos, cidadania e participa de uma formação mais técnica, com noções de administração de materiais e marketing.
“O grande desafio é a gente pensar em como fazer com que a aprendizagem chegue a todos os lugares do Brasil. Pensar na aprendizagem para a juventude rural, que também deve ser beneficiada pela lei e naquilo que está dando certo e que podemos potencializar de forma a mobilizar cada vez mais o empresariado, os órgãos públicos, para a efetividade dessa lei”, avaliou Luciane.
O Aprendiz Legal é um programa que atende a 2,5 mil jovens no estado do Rio com metodologia, material didático e conteúdo pedagógico desenvolvido pela Fundação Roberto Marinho e aplicado pela equipe de educadores, assistentes sociais e pedagogos do Ciee-RJ.
Edição: Lana Cristina

Criança só na cadeirinha
Fonte: Diário Catarinense, 01/09/2010
A partir de hoje, quem descumprir a lei que obriga o uso do acessório nos carros para transportar os pequenos será punido
Preparem seus bebês-conforto, cadeirinhas e assentos de elevação. A partir de hoje, quem for flagrado transportando crianças de até sete anos e meio fora dos padrões será multado em R$ 191,54, ganhará sete pontos na carteira e pode ter o veículo retido no local até a regularização. A falta é considerada gravíssima.
A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê que crianças de até um ano só podem ser transportadas no bebê-conforto; entre um e quatro anos, na cadeirinha; e a partir desta idade até sete anos e meio no, assento de elevação. Quem levar quatro crianças no mesmo carro, diz o Contran, deve transportar a "de maior estatura no banco dianteiro, usando o cinto de segurança ou dispositivo de retenção adequado ao peso e altura".
A lei não se aplica a veículos de transporte coletivo, de aluguel, táxis e escolares. Entretanto, vale se você for até uma locadora e alugar um carro.
Em São Paulo, o Ministério Público Federal ajuizou recentemente uma ação civil pública com pedido de liminar para que o conselho seja obrigado a regulamentar, ainda que de forma educativa e temporária, o uso de dispositivos de retenção principalmente em vans escolares.
O argumento dos órgãos de trânsito para não dar nova tolerância para quem descumprir a lei é que, na prática, ela já foi dada. A medida foi anunciada há dois anos e deveria ter começado a valer há três meses, quando foi adiada por falta de cadeirinhas no mercado.
diario.com.br
Perguntas frequentes
- Como saber qual é a cadeirinha ideal para o meu filho?
Antes de comprar a cadeirinha, verifique o peso e a altura do seu filho. Os produtos certificados pelo Inmetro trazem a indicação dos dados com a faixa etária da criança. Outra boa dica é levar o seu filho junto na hora de comprar o produto. Assim, ele poderá experimentá-lo para ver se o acessório está confortável.
- Quais são as marcas aprovadas pelo Inmetro?
São 27 tipos de cadeirinhas certificadas pelo Inmetro, de oito marcas: Burigotto, Galzerano, Lenox, Chansport (nacionais), Britax, Chicco, Infantil e Peg-Pérego (importadas).
- Como identificar um modelo
certificado?
Procure o selo do Inmetro na embalagem ou no produto. Ele é a marca de conformidade do Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade (SBAC). Os produtos com este selo foram aprovados após uma série de testes promovidos por especialistas. Os modelos importados também devem passar pelo Inmetro.
- Como adequar a cadeirinha ao cinto de segurança do seu carro?
Muitos alegam que as cadeirinhas são feitas para cintos de três pontos, mas muitos carros têm cintos de dois pontos. Existem cadeirinhas que se adaptam aos cintos de dois pontos. A dica é ir até a loja de carro para não comprar o modelo errado.
- Acabei de comprar uma cadeirinha, mas não tem o selo do Inmetro. Se não trocar, serei multado?
Sim. A fiscalização multará quem não portar o dispositivo ideal para a idade e o tamanho da criança e se o dispositivo não estiver certificado com o selo do Inmetro. É considerada infração gravíssima, pontuando sete pontos na CNH e com multa de R$ 191,54.
- Posso comprar uma usada?
Não é recomendado aproveitar cadeirinhas de segunda mão. Não é possível garantir que elas não foram usadas em uma situação de acidente anteriormente. Evite comprar cadeirinhas que não estejam embaladas e certifique-se que todas as peças e acessórios, além do manual de instruções, acompanham o produto.
- Posso carregar meu recém-nascido no colo, no banco de trás?
Não. O corpo do adulto acaba esmagando a criança na hora do acidente, em vez de protegê-la. A legislação do Contran determina que todas as crianças usem assento especial até os sete anos e meio, ou seja, recém-nascidos também estão incluídos.
- O que determina a lei?
Crianças de até um ano devem ser levadas no bebê-conforto. De um a quatro anos, em cadeirinhas. De quatro a sete anos e meio, em assentos de elevação. Até completar 10 anos, elas devem estar no banco de trás com o cinto.
- Quais são as exceções da lei?
Veículos com peso bruto total superior a 3,5 toneladas, de transporte coletivo, de aluguel, táxis e escolares. Ao pegar um táxi com seu filho, leve consigo o bebê-conforto e peça ao motorista para instalar e usar o equipamento.
 
Educação: por que a Reforma Universitária não anda?
Fonte: CLIPPING ABMES 01/09/2010
Por: Camila F. de Mendonça
31/08/10 - 13h52
InfoMoney
SÃO PAULO – Os projetos que propõem a reforma universitária estão parados no Congresso Nacional desde 2004. Até uma Comissão especial foi criada na Câmara dos Deputados para analisar as medidas. Mas o assunto é ainda mais antigo que os textos. Somente na América Latina, as discussões sobre a reforma universitária completaram 20 anos em 2009. E, se antes, ela era sinônimo de liberdade, hoje, ela pede maior acesso à educação superior.
O fato é que a reforma universitária não anda. Especialistas ouvidos pelo InfoMoney acreditam que, do jeito que estão, estas propostas não trarão impacto algum ao sistema universitário, à vida dos estudantes ou mesmo ao mercado de trabalho. Eles disseram ainda que é hora de pensar tudo de novo.
Muitos impasses ainda barram as medidas de chegarem aprovadas até a mesa do Presidente da República. E, para o deputado Átila Lira (PSDB-PI), autor de uma das propostas sobre a reforma, não é neste ano que ela deve ser aprovada. “Acredito que o próximo governo vai retirar essas propostas do Congresso”, disse o parlamentar. Para ele, o assunto terá de ser redescoberto, independentemente de quem estiver na cadeira presidencial.
O professor aposentado da Unicamp José Dias Sobrinho vai mais além. Especialista em educação superior, ele chegou a presidir a Comissão Especial de Avaliação da Educação Superior do MEC (Ministério da Educação). Para ele, o tempo de se discutir as propostas que tramitam no Congresso sobre a reforma já passou.
Já um dos membros da diretoria executiva da UNE (União Nacional dos Estudantes) André Vitral acredita que ainda é preciso discutir muitos pontos da reforma, como o financiamento da educação. “Apenas 4% do PIB vai para educação”, afirma. Segundo ele, é preciso criar um fundo nacional para manter e ampliar as vagas, garantindo a qualidade do ensino superior.
Para (re)começar a discussão
O que chamam de reforma universitária é uma série de projetos de lei que estão sendo analisados pela Comissão Especial da Reforma Universitária da Câmara dos Deputados. Existem duas propostas que representam e resumem a reforma, o PL 4212/04, do deputado Átila Lira, e o PL 7200/06, do Executivo, feito com especialistas em educação e conduzido pelo MEC.
“De maneira geral, a reforma pretende ampliar o acesso ao ensino superior e isso é positivo”, explica o professor Dias Sobrinho. “As críticas vieram no sentido de que seria necessário melhorar o ensino médio para que os estudantes cheguem no ensino superior mais preparados”, resume o professor.
Outro ponto importante da reforma é a questão da autonomia das universidades públicas. Esse é o ponto primordial da proposta de Átila Lira: a de limitar o poder da União sobre as universidades do ponto de vista orçamentário. “A área pública já conseguiu essa autonomia”, afirma o parlamentar. “Por isso, hoje, o ponto mais importante do projeto seria o de garantir estabilidade às instituições tanto privadas como públicas”, explica Lira.
Para Vitral, da UNE, esse ponto ainda precisa ser discutido. “As universidades conseguiram autonomia orçamentária e não autonomia plena”, afirma. Ele explica que as instituições ainda dependem do poder legislativo para elaborar políticas de acesso e de permanência dos estudantes, uma vez que a evasão é um dos principais problemas do ensino superior.
A medida ainda classifica as instituições de acordo com as suas categorias, como universidades, centros universitários, faculdades integradas, faculdades, institutos de educação superior e centros de educação tecnológica. A proposta elaborada pelo MEC também classifica as instituições de ensino e dá parâmetros para a atuação delas.
Na proposta original do MEC muitos pontos limitam, de certa forma, o crescimento descontínuo de universidades particulares, proibindo a franquia na educação superior e limitando o financiamento estrangeiro em universidades brasileiras. Para Vitral, as definições que tratam sobre o ensino particular são os grandes impasses da reforma. “Hoje, 69% das matrículas de ensino superior estão centradas em seis grandes grupos de ensino”, afirma.
Para Lira, a regulamentação vem no sentido de garantir os mesmos deveres e direitos tanto das universidades públicas como das particulares. E é isso que incomoda o setor privado de ensino.
Dos outros pontos, não existem mais discussão, na avaliação de Vitral. "Muito já foi feito". Para Lira, a reforma não desperta mais interesse e, se fosse aprovada do jeito que está, não traria impacto algum. "O projeto não tem mais sentido porque já foram ditadas normas sobre muitos pontos que estavam nele”, afirma. Para ele, é preciso recomeçar a discussão.

Profissionalizar a gestão é questão de sobrevivência
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 01/09/2010 às 10:24 hs.
Por Vívian Soares, de São Paulo
As companhias familiares brasileiras vivem um momento único com o aquecimento da economia e as boas perspectivas de negócios no país. Mesmo assim, as que não investirem em um processo de profissionalização tendem a não resistir no longo prazo. Esta é a opinião, do professor Guido Corbetta, reitor da Bocconi Graduate School e diretor de departamento de administração estratégica da SDA Bocconi, renomada escola de negócios italiana. Ele está no Brasil para uma série de encontros de negócios e palestras a empreendedores.
Especialista em empresas familiares de médio porte, Corbetta destacou a necessidade da meritocracia dentro da cultura das companhias e avisou que, para reter talentos, as famílias devem estar presentes no dia a dia, mas deixando os gestores livres para atuar. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida com exclusividade ao Valor:
Valor: Quais as diferenças entre as empresas familiares brasileiras e as europeias?
Guido Corbetta: O Brasil está no começo de um processo de crescimento. Sinto que nesse momento há muita energia nos empreendedores e nas famílias. Na Europa, é diferente. Temos famílias que estão tentando superar a crise, por exemplo, por meio de processos de aquisição de outras companhias. Mas é um número pequeno. No Brasil, o meu sentimento é de que há mais energia para crescer. As empresas aqui são sólidas e acredito que elas têm grandes oportunidades.
Valor: Como especialista em empresas familiares de porte médio, você acredita que essas companhias estão mais profissionais?
Corbetta: Meu foco de estudo são as empresas europeias, mas eu acredito que no Brasil isso também deve acontecer. No fim das contas, a crise de 2008 ajudará a criar melhores companhias. Haverá mais competição causada pela menor demanda e, nesse cenário, o dever da empresa é o de ser mais profissional. Minha percepção é positiva sobre a profissionalização das pequenas e médias companhias. As que não fizerem isso não sobreviverão. Atualmente, no Brasil, a empresa pode crescer apenas pela qualidade de seus empreendedores. Em poucos anos, porém, elas precisarão se focar em uma gestão mais profissional.
Valor: A abertura de capital das empresas familiares de porte médio é uma tendência?
Corbetta: Este é um processo importante e positivo, pois a companhia consegue obter mais recursos financeiros com ele. Obviamente, isso só será bom se a companhia estiver preparada para mudanças, para ser transparente e profissional. Se mais empresas decidiram abrir capital, isso significa que esse desejo de profissionalização está mais difundido.
Valor: Este é um movimento que pode ser considerado global?
Corbetta: Acredito que ele é mais comum no Brasil. Não vejo esse movimento na Europa, essencialmente por causa da crise. Para dar um exemplo, tivemos apenas um IPO na Itália este ano.
Valor: Quais são os desafios para empresas familiares em um processo de globalização?
Corbetta: Elas têm dois desafios. O mais importante é o da profissionalização da gestão. É preciso ter em mente que esse processo é importante tanto para quem não é membro da família, quanto para quem é. Um familiar pode ser um bom gestor caso estude, se prepare e trabalhe muito. Se não fizer isso, é melhor evitar trabalhar para a empresa. O segundo desafio está relacionado aos recursos. Para crescer, negócios familiares precisam de financiamento. A abertura de capital e os private equities são boas opções.
Valor: O que faz com que algumas empresas familiares sejam bem-sucedidas e outras não?
Corbetta: A diferença está na qualidade da família e isso depende de sua educação. Algumas são inteligentes, apaixonadas pelo negócio e deixam dinheiro na empresa. Elas não precisam de altos dividendos nem de altos salários. Há outras famílias que estão mais interessadas no lucro do que no crescimento da companhia. Essas não entendem que é importante ter e preparar bons gestores.
Valor: O que faz um processo de profissionalização bem-sucedido?
Corbetta: Começar o mais cedo possível, mesmo se a empresa é pequena. É importante ter planejamento estratégico, ferramentas administrativas e orçamentárias. Ser meritocrático com membros e não membros da família. Isso significa que os resultados são importantes. Profissionalização não significa que você precisa estar menos próximo das pessoas, mas sim introduzir uma cultura meritocrática na empresa. Ao mesmo tempo, você deve respeitar as pessoas, porque em negócios familiares normalmente os recursos humanos são um grande ativo.
Valor: Em um mercado global, é mais difícil manter o controle da empresa nas mãos da família?
Corbetta: Gigantes como Fiat, Peugeot, BMW, Volkswagen e Tata são empresas familiares. No mercado de aço, a Mittal. No farmacêutico, a Roche. No varejo, o Walmart. Alguns negócios familiares têm a oportunidade de crescer muito e manter o controle mesmo se tornando globais. Você precisa trabalhar, captar recursos e, provavelmente, abrir o capital. É possível, mas não é fácil.
Valor: As empresas familiares têm mais dificuldade em encontrar e atrair talentos?
Corbetta: Elas podem ter mais dificuldade. Tenho visto casos em que os gestores recusam uma oferta porque a família não tem a cultura de deixá-lo livre para tomar decisões e fazer o seu trabalho. É preciso dar autonomia aos executivos e, algumas vezes, as famílias não querem abrir mão do poder.
Valor: Como evitar erros em um processos de sucessão?
Corbetta: É preciso distinguir muito claramente posse, governança e gestão. Você pode ser um ótimo dono, mas um desastre em termos de administração. Então, é importante que cada um faça o que é capaz de fazer. Além disso, é muito importante usar a meritocracia e aproveitar corretamente os serviços de terceiros como consultores, bancos, outros empreendedores e conselheiros independentes, que possam avaliar o processo sem o olhar emocional de um membro da família. Todos esses elementos podem ajudar a família a ter sucesso no processo de transição entre gerações.
Fundadores e nova geração buscam especialização
A cobrança do mercado por uma gestão profissionalizada têm levado cada vez mais fundadores de empresas familiares brasileiros a frequentarem cursos especializados em processos de sucessão. Na höft, uma das mais tradicionais consultorias dessa área, os donos já representam 20% dos alunos dos programas educacionais. Em 2003, eles ocupavam apenas 1% das vagas.
"Os fundadores das empresas, membros da primeira geração da companhia, estão dispostos a estudar e obter conhecimento formal sobre o processo de transição da gestão. Essa é uma mudança fundamental nesse mercado", afirma Wagner Teixeira, sócio e diretor da höft.
Com 35 anos recém-completados, a consultoria acompanha o surgimento de um novo perfil de empresa familiar no país. Esse movimento por profissionalização, segundo Teixeira, é resultado da busca de mais agilidade na gestão aliada à necessidade de capitalização das empresas. De acordo com o diretor, a opção pela abertura de capital é cada vez mais considerada pelas famílias, que também estão se conscientizando sobre a necessidade de formar conselhos de administração profissionais.
Para suprir essa demanda, a consultoria criou este ano um curso preparatório para que membros das famílias também possam exercer o papel de conselheiros. "Esse interesse é notável principalmente entre as novas gerações. A maior parte desses jovens é mais preparada e, muitas vezes, já tem experiência profissional em outras empresas ", diz o diretor.
Outra novidade da höft este ano é o lançamento do Prêmio Família Empresária, que valoriza os processos sucessórios e a continuidade das companhias. Dentre os critérios analisados estão práticas de governança, transparência, planos de sucessão e de gestão. "Ele reflete a profissionalização das empresas familiares nos últimos anos", diz Wagner. (VS)
Fonte: Valor Econômico

Conselho Nacional de Educação aprova exigências mais duras para universidades
Fonte: Folha de São Paulo, 31/08/2010
RICARDO WESTIN
DE SÃO PAULO
O Conselho Nacional de Educação negou na noite desta terça-feira um recurso apresentado por faculdades e universidades particulares que tentava impedir o endurecimento das regras para que uma instituição ganhe ou renove o título de universidade.
Pelas normas atuais, para ter o título de universidade, a instituição precisa oferecer três cursos de mestrado e um de doutorado.
Em maio, o Conselho de Educação propôs critérios mais exigentes: quatro mestrados e dois doutorados.
A mudança afeta as faculdades e os centros universitários que queiram se tornar universidades. Mas assusta principalmente as instituições que já têm o título de universidade. Caso não cumpram os novos requisitos, as universidades poderão ser "rebaixadas" a centros universitários e, assim, perder a autonomia para abrir cursos.
Muitas universidades não atendem nem sequer à regra atual de três mestrados e um doutorado.
Todas as universidades particulares e federais (a norma não afeta as estaduais e as municipais) estarão obrigadas a se recredenciar. Porém, terão um período de transição: até 2013 precisarão ter três mestrados e um doutorado e até 2016, quatro mestrados e dois doutorados.
Cinco entidades representativas de faculdades e universidades privadas (ABMES, Semesp, Anup, Anaceu e Abrafi) recorreram. Com o recurso agora derrubado pelo Conselho Nacional de Educação, as regras propostas vão para o Ministério da Educação, que precisará homologá-las para que entrem em vigor.
"Há questões que não foram consideradas, como as diferenças regionais", diz José Roberto Covac, assessor jurídico das cinco entidades. "Em São Paulo, é fácil ter esse número de mestrados e doutorados. No Norte e no Nordeste, é mais difícil."
Ainda segundo Covac, caso o Ministério da Educação homologue as novas regras, as mensalidades cobradas dos alunos deverão sofrer aumento, já que as instituições terão custos extras para se adaptarem à nova realidade.
Segundo Milton Linhares, membro do Conselho Nacional de Educação, as mudanças são "bem equilibradas". "As novas universidades já terão de seguir a regra de quatro mestrados e dois doutorados. Mas as atuais universidades terão um prazo bastante razoável para se adaptarem."

Proposta para 2011 não prevê ganho real
Fonte: Diário Catarinense, 01/09/2010
Valor de R$ 538,15 representa a correção pela inflação estimada para este anoO salário mínimo para 2011 foi fixado em R$ 538,15 na proposta de Orçamento enviada ontem ao Congresso Nacional. O aumento de 5,5% em relação aos R$ 510 deste ano corresponde apenas à estimativa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para 2010.
O presidente eleito terá uma negociação de peso a concretizar antes mesmo de assumir oficialmente o posto: os índices de ganho real do salário mínimo e das aposentadorias com as centrais sindicais.
Isso porque os novos valores terão de estar acertados até 31 de dezembro, para que o novo mínimo entre em vigor em 1º de janeiro.
Além do mínimo e das aposentadorias, a proposta de Orçamento não prevê correção para o programa Bolsa Família, outro carro-chefe do governo Lula. Caberá também à nova administração decidir o que fazer.
Para o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o mínimo não será fixado em R$ 538,15.
– Se, no Congresso, alguém propuser arredondar para R$ 540, direi que é sensato – afirmou Bernardo. – Mas precisa levar em consideração que cada R$ 1 a mais eleva as despesas do governo em R$ 184,1 milhões.
Caberá aos parlamentares indicar de onde virão os recursos extras. Bernardo explicou que a proposta para o salário seguiu o entendimento que o governo tem desde 2005 com as centrais, pelo qual o mínimo seria sempre corrigido pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos atrás. Como em 2009 o PIB caiu 0,2%, o mínimo de 2011 ficou só com a inflação.
O ministro considerou “precipitadas” as propostas de sindicalistas que querem mudar o critério de cálculo.
– Parece casuístico. Além do mais, se a regra for mantida, o mínimo de 2012 terá um aumento real da ordem de 7%. Vem aí um reajuste parrudo.
O deputado Paulinho da Força (PDT-SP) já avisou que apresentará emenda ao Orçamento para garantir que o mínimo tenha aumento real de 7% já em 2011.

Apesar de atraso, Inep afirma que contratação de gráfica segue normal
Fonte: Portal G1, 31/08/2010
Apesar do atraso de três semanas para o início da pré-impressão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como previsto na licitação, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) afirmou nesta terça-feira (31) que o processo para contratação da gráfica que fará o serviço segue normalmente.
Em decisão publicada na segunda-feira (30), o Tribunal Regional Federal (TRF) da Primeira Região suspendeu a liminar que mantinha a gráfica Plural, vencedora do pregão por ter apresentado o valor mais baixo para fazer o serviço (R$ 65 milhões), no processo licitatório para a impressão do exame. Com a decisão, a Plural saiu novamente do processo. Cabe recurso.
Com a saída da Plural, a gráfica habilitada pelo Inep para fazer o serviço é a RR Donnelley, mesma que imprimiu o Enem 2009 após o vazamento da prova na gráfica Plural em outubro do ano passado. De acordo com informações do pregão, a gráfica apresentou o terceiro preço mais baixo para fazer o serviço, R$ 71 milhões. A gráfica VMI Artes Gráficas apresentou o valor de R$ 70 milhões, mas foi recusada pelo Inep.
A Plural foi desclassificada pelo Inep com base na suposta não comprovação de atestados técnicos de execução de atividade pertinente e compatível com o objeto da licitação. No dia 19 de agosto, a Justiça Federal concedeu liminar que permitia à gráfica continuar na licitação.
Na decisão do TRF da 1ª Região, o desembargador federal Fagundes de Deus diz que desclassificou a Plural pois pelos atestados apresentados não foi possível aferir o preenchimento dos requisitos de capacidade produtiva aliada às condições de segurança e sigilo.
A realização do Enem está marcada para 6 e 7 de novembro. Cerca de 4,6 milhões de estudantes de todo o país se inscreveram para o exame, que substitui os vestibulares em muitas universidades, principalmente nas federais.
Procurada pelo G1, a gráfica Plural não se pronunciou sobre a decisão da Justiça.

Filmes nacionais poderão ser componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica
Fonte: Jornal da Educação nº 3832
A exibição de filmes e audiovisuais de produção nacional nas escolas de ensino básico por, no mínimo, duas horas mensais poderá ser obrigatória. É o que prevê Projeto de Lei, do Senado, em tramitação na Câmara dos Deputados.
Na justificativa da proposta, o autor, senador Cristovam Buarque, disse que a ausência de arte na escola reduz a formação dos alunos e impede que sejam usuários de bens e serviços culturais na vida adulta.
As comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania analisam o projeto em caráter conclusivo e em regime de prioridade.
(IPAE 003 - 09/10)

Consórcios educacionais
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 01/09/2010 às 11:23 hs.
De modo geral, os gestores das instituições de educação superior (IES) atuam mais como concorrentes do que como parceiros com vontade política de estabelecer acordos de colaboração.
Há no Brasil, por exemplo, carência de consórcios educacionais que possam funcionar como associações que promovem a efetiva colaboração entre as IES.
Os consórcios são comuns nos EUA, e há experiências na Europa. No Brasil, recentemente, as universidades públicas federais de Minas Gerais apresentaram ao MEC a proposta de criação de um consórcio que pode reunir sete instituições do estado, com um total de 41 mil estudantes.
E há uma boa experiência de colaboração também nas IES comunitárias do Rio Grande do Sul. Mas a articulação de projetos comuns ainda esbarra na fragmentação dos interesses políticos e na falta de pró-atividade de parcela dos gestores institucionais.
Por sua capacidade de otimizar recursos, fortalecer o ensino, pesquisa e extensão, permitir a mobilidade dos alunos e professores e qualificar a oferta de cursos de graduação e pós graduação, as experiências de formação de consórcios educacionais precisam ser acompanhadas mais de perto pelos gestores das IES públicas e privadas brasileiras. E uma boa oportunidade acontecerá em setembro, em São Paulo.
O CEO do "Consortium of Universities of the Washington Metropolitam Area", John Childers, estará no Brasil para apresentar o modelo de consórcios dos EUA, em especial o de Washington, durante o Fórum Nacional da Educação Superior Privada.
O consórcio de Washington foi estabelecido em 1964, reúne 14 IES públicas e privadas de diferentes tamanhos. Em seu conjunto, as IES do consórcio possuem em torno de 155 mil estudantes e empregam 76 mil pessoas, além de adicionar na economia regional aproximadamente de US$ 12 bilhões por ano.
São finalidades do consórcio: fortalecer a sustentabilidade e instituir ações para reduzir custos das IES participantes, divulgar as oportunidades de financiamento do governo e orientar os estudantes para que possam buscá-lo, aumentar a empregabilidade, criar programas de benefícios aos estudantes, cooperar com a divulgação dos projetos comuns e individuais, colaborar para que as IES participantes assumam cada vez posição de destaque e liderança no ambiente de educação superior, manter relações políticas com os órgãos de governo, criar programas esportivos e manter cooperação entre professores, estudantes e bibliotecas.
A discussão é bem vinda, para que os gestores possam iniciar um debate sobre o tema e pensar em alternativas de criação de consórcios no Brasil. A formação de redes de cooperação entre as IES é uma situação cada vez mais presente no ambiente global da educação.
IES isoladas tendem a ser pouco dinâmicas e provavelmente serão mais sensíveis a diversos tipos de crise. Espero que a experiência dos consórcios nos ajude a mudar esse quadro e possamos começar a desconstruir, criar e inovar, visando a próxima década na educação superior brasileira.
Fábio José Garcia dos Reis - professor e diretor acadêmico do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) e doutor em história social pela USP.
Fonte: Jornal Brasil Econômico

A bolha do ensino americano
Fonte:CLIPPING ABMES 31/08/2010
Mark C. Taylor - THE NEW YORK TIMES - O Estado de S.Paulo
A um mês do início do ano acadêmico nos Estados Unidos, não só os alunos e seus pais, mas também as universidades enfrentam uma crise financeira sem precedentes.
O que vi no renomado sistema universitário da Califórnia - violentos cortes nos gastos e aumentos de 32% nas mensalidades - deve se tornar norma nas faculdades país afora. O governo vem cortando a ajuda, as doações estão em queda, as dívidas e despesas se acumulam. Não é preciso ter MBA para saber que essa situação é insustentável. Se a atual tendência persistir, quatro anos de faculdade custarão US$ 330 mil em 2020 e US$ 758 mil em 2035.
Ainda assim, professores e administradores se recusam a reconhecer essa crise. Em Nova York, em vez de aprender a viver dentro de suas possibilidades, as Universidades Colúmbia e de Nova York (NYU) estão engajadas numa competição feroz para se expandir.
Há uma certa semelhança entre a crise em Wall Street e a do ensino superior. Assim como investidores se endividaram em mercados voláteis, universidades estão se endividando ao apostar na expansão da educação justamente quando ela está cada vez menos acessível.
Com mensalidades exorbitantes, pais e alunos têm se endividado a níveis insuportáveis. E isso deve culminar em uma crise que espelhará o colapso do mercado de hipotecas.
A competição entre NYU e Colúmbia é um exemplo do que universidades não deveriam fazer. Elas deviam estar procurando novas maneiras de oferecer educação de alta qualidade a mais estudantes por um preço mais baixo. É absurdo, por exemplo, terem departamentos de filosofia concorrentes quando há poucos empregos para acadêmicos de filosofia. Em vez disso, poderiam criar um programa conjunto, o que reduziria custos e ampliaria as opções para os alunos.
Há muito que a educação superior americana é invejada no mundo, mas hoje nossas instituições estão se corroendo por dentro e enfrentando forte competição de países como China e Índia. É vital que a educação superior americana continue sendo a moeda de reserva do sistema educacional global. Não menos que Wall Street, nossas universidades precisam urgentemente de reforma. / TRADUÇÃO CELSO M. PACIORNIK
DIRIGE O DEPARTAMENTO DE RELIGIÃO DA UNIVERSIDADE COLÚMBIA

Avalie qual é o melhor momento para a pós-graduação
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 01/09/2010 às 09:24 hs.
Por Amanda Assad
Como escolher a pós-graduação.
- Trace um plano de carreira que considera onde você pretende estar dentro de cinco anos.
- Escolha uma área específica pela qual tenha interesse em se aprofundar.
- Procure um profissional da área e tire dúvidas sobre a atuação prática para assegurar-se de que a atividade lhe atrai.
- Busque uma instituição cujo curso tenha reconhecimento legal. Uma pós-graduação na modalidade lato sensu, por exemplo, deve contar com carga horária mínima de 360 horas. Se a opção for pela modalidade stricto sensu, certifique-se se o programa é reconhecido pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
- Conheça os professores e prefira uma instituição cujo nome seja reconhecido no mercado.
- Não basta estudar em uma universidade de renome: é importante também conhecer a grade curricular do curso.
Além de conviver com a tensão das provas e do TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), os universitários que já estão a um passo da formatura começam a se preocupar com a continuidade dos estudos. Um dúvida que emerge diz respeito a emendar ou não os quatro anos da graduação com uma pós-graduação. De um lado, a cobrança do mercado de trabalho por constantes atualizações profissionais. Do outro, a necessidade de conhecer melhor a prática da profissão até mesmo para definir qual o caminho será seguido.
Dúvidas comuns, mas que, segundo Robert Verhine, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFBA (Universidade Federal da Bahia), devem ser sanadas antes do término da graduação. Na opinião dele, as exigências do mundo coorporativo levam à antecipação dos planos de cursar a pós-graduação. Para ele, ainda que não seja no primeiro ano da vida profissional, o curso deve sim ser planejado no decorrer da carreira. "O mundo é competitivo, o que torna a pós-graduação cada vez mais valorizada pelos empregadores", garante.
A hora certa para investir na pós-graduação, no entanto, é subjetiva e depende da área de atuação do profissional. É o que diz Verhine. "Enquanto nas áreas aplicadas é recomendado que se adquira experiência prática antes de optar pela especialização, em outras áreas, como as acadêmicas, o ideal é se dedicar diretamente à continuidade da formação", aponta o pró-reitor da UFBA.
Ainda sim Débora Barem, professora do curso de Administração da UnB (Universidade de Brasília), aconselha que os estudantes não percam o ritmo entre a graduação e a pós-graduação. "É interessante que o aluno comece, ainda durante a própria graduação, a delimitar o tipo de profissional que pretende ser e identificar na área profissional o que mais lhe atrai", indica a professora da UnB.
Foi o que fez o advogado Bruno Forli, 22 anos. Em menos de três meses de formado, ingressou na especialização de Direito Administrativo da FGV (Fundação Getúlio Vargas). A escolha, no entanto, ganhou forma ainda na faculdade a partir da experiência acadêmica alinhada à vivência profissional em uma empresa do segmento de administração pública. "A teoria do curso está intimamente ligada ao meu dia a dia. Além disso, é uma área de atuação muito gratificante, principalmente pelos constantes desafios que propõe", diz ele, que também aponta a remuneração como fator que o influenciou a optar pelo programa.
Como escolher a pós-graduação
O primeiro passo para quem está em dúvida é identificar se as metas profissionais estão alinhadas aos objetivos da pós-graduação. Segundo Débora, estas se relacionam ao aprofundamento em determinada área da profissão. "É um conhecimento específico na área de maior interesse. A pós-graduação dá o desenvolvimento de competências especializadas para algo em que você quer trabalhar dentro de sua atividade profissional", explica ela.
Outro fator que deve ser levado em consideração, destacado por Verhine, é o tipo de pós-graduação que o profissional pretende seguir. "É preciso ter clareza entre as diferenças entre os programas stricto sensu e lato sensu. Enquanto o primeiro integra o mestrado e doutorado, o segundo corresponde aos cursos de especialização e o MBA (Master of Business Administration)", esclarece. Segundo ele, as especializações são mais flexíveis em relação à diversidade curricular, o que permite o estudo de uma área diferente que possa complementar a graduação. Ele destaca que os cursos de mestrado ainda se dividem entre mestrados acadêmicos e mestrados profissionais. (Confira reportagem especial do Universia sobre as diferenças entre stricto sensu e lato sensu)
Independente da opção, a professora da UnB alerta que o profissional foque o investimento em uma área pelo qual realmente tenha interesse ou correrá o risco de transformá-lo em apenas mais um curso no currículo. "O candidato deve fazer uma projeção para os próximos cinco, dez anos, e se perguntar onde quer estar e como pretende estar, identificando as vantagens e desvantagens do caminho que pretende escolher. Isso facilita a delimitação de uma área de estudo" aconselha. Débora também sugere conversas com profissionais mais experientes e a troca de informações. "Aquela atividade está, de fato, relacionada ao que vislumbra fazer no futuro?", questiona ela.
Os professores recomendam também que os profissionais se informem sobre a instituição de Ensino, o reconhecimento dos órgãos competentes - o MEC (Ministério da Educação e Cultura) para os cursos de lato sensu e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para os cursos de stricto sensu - e a grade curricular. "O ideal é investigar se o programa oferece uma área de foco numa linha de pesquisa específica. É necessário cuidado para conferir o que o programa de sua escolha oferece e ter certeza de que ele é de seu interesse", orienta Verhine.
O curso, de acordo com Débora, deve resultar num certificado. "É essencial ter certeza de que esse documento possui as especificações necessárias mediante a legislação. Além disso, não basta optar por um curso tendo como base o título, o candidato precisa analisar o programa, conhecer as disciplinas e os professores", complementa a professora da UnB.
O pós-graduando acredita que a escolha é um investimento que o profissional pode realizar em si mesmo, aumentando seu nível de reconhecimento no mercado de trabalho, o que deve agregar ainda mais valor à carreira. "Todos os reflexos da especialização foram positivos, seja na remuneração, seja na qualidade dos serviços prestados. O mercado também se mostrou receptivo, principalmente por meio de propostas de trabalho", comemora Forli.
Fonte: Portal Universia

Internetês: o idioma usado nas redes sociais
Fonte: CLIPPING ABMES 01/09/2010
Inaê Miranda
Você conhece aquele idioma usado nas redes sociais como Orkut e MSN, chamado internetês? Para os principais adeptos, os adolescentes, a escrita abreviada e transformada é só uma questão de praticidade e estilo. Mas a nova linguagem, já considerada um gênero, preocupa os professores que lutam constantemente contra o uso inadequado nas redações escolares.
Diariamente, eles passam horas na frente do computador e, na maior parte do tempo, conectado, utilizando as salas de bate-papo. Os amigos são muitos. Mais de cem. E só escrevendo rápido é possível falar com vários ao mesmo tempo. Essas são as justificativas das amigas Débora da Rocha e Júlia Schmidt, de 13 anos, e Júlia Lima, de 12 anos.
Para Débora, que tem mais de 200 amigos no Orkut e fica com o MSN ligado o dia inteiro quando está em casa, a pressa é o maior motivo para a escrita abreviada. “Tem gente que não tem paciência de ficar esperando você escrever tudo certinho. Por isso, a gente escreve abreviado ou corta a palavra pela metade”, disse. Como já considera o internetês uma coisa normal, Débora já chegou a introduzir a linguagem de internet em prova. “Já escrevi vc (você) na prova de português e a professora circulou, chamando a minha atenção. Para mim se tornou tão comum que não percebi”, afirmou.
Para Júlia Lima, o importante é que o amigo do outro lado entenda o que ela está escrevendo. “A gente escreve tão rápido que não presta atenção em acento, ponto. Os únicos pontos que uso são o de interrogação e exclamação”, contou. Segundo Júlia, os seus pais consideram a linguagem um enigma. “Escrevi kkk (risos) e a minha mãe perguntou o que significava aquilo”, contou. “Tem gente que abrevia tanto que fica impossível entender”, disse Júlia Schmidt. Uma pesquisa realizada com 55 estudantes australianos, em 2008, apontou que quase metade deles demorava o dobro do tempo para traduzir o internetês para a linguagem formal. “Quando isso acontece, é só escrever hammm?”, explicaram as amigas. Para Bianca Rigazzo, de 12 anos, as salas de bate-papo têm uma função. “O importante é conversar com os amigos”, disse.
Para a professora de português Maria Cecília Ortolan dos Anjos, apesar de o internetês ter invadido o espaço da sala de aula, não é possível lutar contra ele. “Essa linguagem já está muito presente nos dia a dia dos alunos. Em sala de aula, o uso é inadequado. A gente corrige e chama atenção. Mas não dá para dizer que não pode usar”, disse. Segundo a professora, o internetês já é considerado um gênero. “Os livros didáticos já tratam do internetês. Mas assim como uma carta ou um ofício têm critérios, esse gênero também deve ter e na sala de aula não deve ser usado”, afirmou Maria Cecília.
Segundo a professora, quando os alunos não são orientados corretamente pelos pais e educadores, os prejuízos podem ser irrecuperáveis. “Além de encontrar palavras abreviadas ou “estilizadas”, como o naum (não) ou entaum (então), é possível perceber o vocabulário reduzido, dificuldade na compreensão de termos simples e muita falta de estímulo à leitura”, disse.
A alternativa, segundo Maria Cecília, é a conciliação. “É importante incutir nos jovens o gosto pela leitura, incentivar as visitas a bibliotecas e fazer atividades interativas com livros e internet. Acredito que seja uma alternativa para conciliar as linguagens e mostrar qual o espaço apropriado para cada uma delas”, afirmou a professora.
Fonte: Correio Popular, 31/08/2010

Polícia pede prisão de 35 pessoas envolvidas com o esquema do falso diploma no ES
Fonte:CLIPPING ABMES 31/08/2010
Do jornal Folha Vitória
A polícia pediu o fechamento de 21 escolas e cursos preparatórios que ofereciam diplomas falsos no Espírito Santo. Além disso, foi pedida a prisão preventiva de 35 pessoas envolvidas no esquema, entre donos e funcionários dos estabelecimentos.
- Os cursos preparatórios na verdade não preparam, são pontos de captação de pessoas interessadas em terem facilitado o certificado de conclusão pelo antigo supletivo – explicou o delegado André Cunha.
Segundo as investigações da polícia, o certificado era verdadeiro, de uma instituição credenciada, mas o problema é que as informações eram falsas.
- No ato da inscrição foi fornecido um maço de provas, onde os alunos apenas assinavam os cabeçalhos com seus nomes. Quando eles perguntavam quando a prova seria realizada, praticamente criavam um slogan “não se preocupe, nós fazemos a prova por você” – comentou ainda o delegado.

Estou formado. E agora?!
Fonte:CLIPPING ABMES 30/08/2010
Por Ana Paula de Souza Arapiraca Oliveira
Os jovens de hoje tem oportunidade de estudo, capacitação e formação profissionalizante, e estão cada vez mais cedo no mercado de trabalho. Segundo o INEP/MEC – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, em 1991 o Brasil tinha 4.908 cursos de nível superior e em 2007, evoluiu para 23.488 cursos. A modalidade de ensino a distância - EAD tem contribuído significativamente para o acesso ao ensino de nível superior. Em 2002, o Brasil tinha 20.685 estudantes na modalidade EAD e, em 2008 chegou a 463.093 alunos (Fonte: INEP/MEC). O diploma de nível superior já foi garantia de emprego, hoje não é mais assim. O mercado de trabalho tem condição de exigir cada vez mais do perfil dos seus profissionais, e espera que estes entendam de sua área de atuação, e também do negócio da empresa, que conheçam todos os aspectos relativos ao ramo de atuação, tendências de mercado, e que possam gerar resultados.
Quando estamos "formados" o mercado nos exige conhecimento, experiência, respostas, soluções, ATITUDE, entre outros. Ao término da graduação não estamos "livres" do estudo, se assim fizermos nossa carreira profissional estará definitivamente comprometida.
Algumas pessoas têm oportunidade de trabalho antes mesmo de concluir os estudos, outros não. E você leitor, como aproveitou o seu tempo de estudo e de vida acadêmica? Estudou ou frequentou a universidade? Assistiu às aulas ou participou, perguntou, questionou? E os seus anseios, as indagações, a sua busca pelo saber? Contentou-se?
Vamos aproveitar melhor as oportunidades que aparecem, buscando incessantemente pelo saber, pela aprendizagem, pela troca de informações e experiências com outros profissionais, enxergar além do óbvio. Não é porque o assunto aparentemente não diz respeito a minha área que não vou me interessar, ouvir e aprender. Todo conhecimento é válido e de alguma forma será utilizado. O processo de aprendizagem começa no momento que reconhecemos a necessidade de mudança e adequação à realidade, não esquecendo da quebra dos "filtros" que colocamos na nossa vida. É preciso ressignificar, as pessoas podem atribuir novos significados a acontecimentos através da mudança e da sua visão de mundo, é só mudar o filtro pelo qual vê aquele assunto ou acontecimento.
Fonte: www.administradores.com.br, 29/08/2010

Pátria terá homenagem esta semana
Fonte: Diário Catarinense, 01/09/2010
Várias prefeituras do Estado abrem, hoje, o calendário da Semana da Pátria. Nos próximos dias, além do tradicional desfile cívico, haverá diversas atividades nas comunidades. Nas escolas, serão abordados temas como cidadania, meio ambiente e direitos e deveres do cidadão.
Em Florianópolis, a cerimônia de abertura será hoje, às 14h30min, no ginásio de esportes do Instituto Estadual de Educação (IEE), com apresentações artísticas. Durante o evento, será aceso o fogo simbólico pelos militares do 63º Batalhão de Infantaria, que serviram na missão da paz no Haiti. A chama ficará no IEE até o dia 7 de setembro, quando será levada à Passarela do Samba Nego Quirido.
O desfile cívico-militar acontecerá às 9h do dia 7 de setembro, na Passarela do Samba. Este ano, os militares e os alunos irão desfilar no sentido oposto da avenida – da passarela em direção ao CentroSul – diferente do que ocorreu nos anos anteriores.

Reduto masculino, área de TI busca diversidade
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 27/08/2010 - Brasília DF
Desde pequenos, meninos e meninas costumam ser educados para dividir o mundo entre áreas masculinas e femininas. Bonecas e acessórios cor-de-rosa vão para um lado, carrinhos e bolas de futebol, para o outro. O resultado disso é que, anos mais tarde, alguns setores ficam dominados por homens, enquanto outros viram território quase que exclusivo delas. Uma das áreas mais atingidas por esse fenômeno é a tecnologia da informação (TI). Levantamentos informais da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) mostram que as meninas formam, no máximo, 10% das turmas que ingressam nos cursos de graduação voltados para a área. A desigualdade é tão grande que especialistas planejam formas de tentar chamar a atenção das jovens do ensino médio para a TI. A Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, vai organizar eventos específicos para meninas durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, de 18 a 24 de outubro, e na Semana da Extensão da universidade, em novembro. “Queremos que elas construam pequenos jogos, aproveitem o espaço para fazer exercícios de programação”, explica a professora Maria Emília Walter, do Departamento de Ciência da Computação. Mulheres que trabalham na área também farão palestras para as adolescentes.
O esforço tenta quebrar o estereótipo que envolve a profissão. “As pessoas têm a imagem do nerd, sentado em frente ao computador, trabalhando sozinho o tempo inteiro. Isso é uma coisa que provoca aversão nas mulheres. Nós temos o perfil mais sociável por natureza, precisamos interagir com o outro”, afirma Mirella Moro, diretora de educação da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Há quatro anos, a SBC realiza o Women in Information Technology (WIT), atividade paralela ao congresso nacional da entidade. No workshop, profissionais de todo o mundo falam sobre a presença feminina no setor e sobre a necessidade de compor quadros funcionais mais diversos, com homens e mulheres trabalhando juntos. Bandeira que a consultoria internacional ThoughtWorks carrega quando abre novas filiais. “Não deixamos de contratar homens que se encaixam no perfil procurado, porém fazemos questão de divulgar vagas onde as mulheres estarão prestando mais atenção”, diz Carlos Villela, gerente de Desenvolvimento da ThoughtWorks no Brasil. A empresa não costuma divulgar oportunidades de trabalho em fóruns de internet, que registram quase 90% de audiência masculina. Um dos caminhos, diz Villela, é falar de novas vagas em eventos mais amigáveis para as mulheres, como reuniões em restaurante e cafés.
“Na esportiva” - Ao contrário do estereótipo preconceituoso que coloca ciências exatas como quase repulsivas para as mulheres, a cientista da computação Paula Moura Mattos, 25 anos, sempre gostou de matemática — tanto que chegou a pensar estudar a disciplina na faculdade. Paula acabou optando por computação ao olhar a grade curricular do curso, repleta justamente de matérias da área de exatas. Hoje, a jovem trabalha em uma empresa que presta serviços de segurança para o Banco do Brasil. Na sua área específica (desenvolvimento de linguagem C), é a única funcionária. Paula também é representante quase que exclusiva das mulheres na pós-graduação em engenharia de software. Além dela, há apenas outra colega na turma de 13 alunos. E não é complicado fazer parte desse mundo tão masculino? “Eu não penso muito nisso. Em todos os lugares que trabalhei, sempre fui a única mulher e sempre tentei ser a melhor. Não por ser mulher, mas porque queria me destacar”, conta Paula Mattos. A gerente de projetos Melissa Fayad, 32 anos, concorda com Paula. “Nunca coloquei a minha atenção no fato de eu ser mulher. Minha postura sempre foi de alguém que está querendo aprender”, diz Melissa, funcionária da Caixa Econômica Federal. No local, ela coordena uma equipe de 18 pessoas — 16 delas, homens.
Paula e Melissa afirmam nunca terem sofrido preconceito. “No meu primeiro emprego, os colegas diziam que eu não iria dar conta do trabalho. Mas é só levar na esportiva”, releva a jovem de 25 anos. Para a professora Célia Ghedini, do Departamento de Computação da UnB, a presença maciça de homens pode fazer com que eles se fechem a parcerias com colegas do sexo feminino. “Não se trata de preconceito, é só que a maioria faz a força”, opina. A docente da UnB conta que, certa vez, teve o pedido de orientação de doutorado negado por um professor estrangeiro quando ele  descobriu que ela estava grávida. “O fato de eu ter um recém-nascido não me impede de estudar. Fui para a Inglaterra com um bebê de dois meses e voltei com o título”, lembra. Célia reconhece que as novas gerações estão mais interessadas nos computadores, mas restringem essa afinidade a atividades interativas, como jogos e redes sociais. “Ninguém quer usar a máquina para desenvolver o raciocínio lógico e abstrato. Eu mesma tenho duas filhas que não querem nem ouvir falar de computação”, brinca.
Divergência - O domínio masculino pode não ser tão intocável assim no mercado de trabalho. Um estudo independente feito pelo consultor Túlio Ornelas Iannini sustenta que elas já ocupam 40,2% das vagas do setor. A pesquisa, feita com o apoio da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Assespro/MG), ouviu 1,8 mil trabalhadores da área entre agosto de 2008 e outubro de 2009. Foi a primeira iniciativa para tentar traçar o perfil dos profissionais de TI no Brasil. Conforme o levantamento, as mulheres são, inclusive, maioria em nichos específicos do mercado. Em administração de banco de dados, por exemplo, elas são 64,4% das funcionárias. “Essa especialização cresceu muito nos últimos anos e não foi prioridade para os homens. É uma área que exige grande capacidade de organização, as mulheres têm mais facilidade com isso”, afirma Túlio Iannini. Outro setor bastante feminino, segundo o estudo, é o de webdesign, com mulheres em 59,7% dos cargos. Como explicar, porém, a discrepância entre a presença de mulheres no mercado e a encontrada nas universidades? É possível que isso esteja relacionado ao baixo índice de profissionais qualificados para trabalhar em TI. A pesquisa de Túlio revelou que apenas 25% dos trabalhadores têm ensino superior completo. Desses, menos de 10% são mulheres. Mirella Moro, diretora de educação da Sociedade Brasileira de Computação, explica que o baixo índice de formação ocorre porque os salários são satisfatórios mesmo para quem não tem diploma. “Isso, no entanto, limita o crescimento profissional. A geração atual é muito mais competitiva, mas ainda impressiona-se com a história do dono da empresa que venceu na vida sem ter graduação”, lamenta Mirella.

Universidades federais terão 25 mil vagas a mais via Enem
Fonte: Folha de São Paulo,
PATRÍCIA GOMES
DE SÃO PAULO
ANDRESSA TAFFAREL
THIAGO AZANHA
Mesmo com a fraude do ano passado e após informações confidenciais de candidatos terem vazado neste ano, as universidades federais do país estão dando um voto de confiança ao Enem e vão ampliar a utilização do exame nos seus vestibulares.
Juntas, 20 das 59 federais vão ofertar pelo Sisu (sistema do Ministério da Educação que seleciona alunos só com a nota do Enem) ao menos 18.522 vagas a mais do que no primeiro semestre deste ano.
Além disso, outras três universidades, as recém-criadas Ufopa (Oeste do Pará) e Unilab (Integração Luso-Afro-Brasileira) e a UFCG (Campina Grande) já decidiram que usarão só o Enem para preencher suas 6.125 vagas, mas não optarão necessariamente pelo Sisu.
Somadas, essas 24.737 novas vagas representam um aumento de mais de 50% no total de postos cuja seleção se dá só pelo Enem. No primeiro Sisu, realizado no início deste ano, havia 47.913 vagas. Agora, já são mais de 70 mil confirmadas.
Esse total, porém, ainda deve aumentar, porque muitas instituições não definiram quantas vagas vão oferecer para o ano letivo de 2011. Só sabem que, por fazerem parte do Reuni (programa de expansão de vagas do governo federal), esse número será maior que o do ano passado.
É o caso da UFRB (Recôncavo da Bahia). A instituição ainda não definiu as vagas para 2011. Certo é que ao menos as 2.090 do ano passado estarão no sistema.
ADESÕES DE PESO
Uma das melhores universidades do país, segundo avaliação do MEC, a UFSCar (federal de São Carlos) deu adeus ao seu vestibular e vai selecionar seus calouros apenas pela nota do Enem.
Das 59 universidades federais, apenas 3 ainda não definiram como será o vestibular do ano que vem: a Unifap (Amapá), a UFG (Goiás) e a Unifal (Alfenas).
Todas as outras 56 vão usar a nota do exame nacional de alguma forma, seja como primeira fase --UFPA (Pará)--, seja na seleção de alguns cursos --UFRN (Rio Grande do Norte), Unifesp (São Paulo)--, seja para preencher as vagas remanescentes --UFS (Sergipe).
A UFPB (Paraíba), uma das instituições nordestinas que mais oferece vagas, vai aderir ao Sisu aos poucos.
Em 2011, serão destinadas ao sistema 10% das vagas. Em 2012, 20%; 40% em 2013 e assim sucessivamente, até uma adesão total em 2015. "Queremos fazer, a cada ano, uma avaliação do processo", diz Valdir Barbosa, pró-reitor de graduação.

Universidades precisam ter autonomia e fazer o acompanhamento dos alunos
Fonte: Folha de São Paulo
CIBELE YAHN DE ANDRADE
A educação pode ser considerada, por um lado, como um dos principais mecanismos de mobilidade social.
A efetividade deste depende essencialmente de que o acesso e o desempenho escolar não reproduzam as desigualdades em relação à renda familiar e à condição de raça e cor, entre outras que marcam a heterogeneidade da população brasileira.
No entanto, o maior impacto da educação, sobretudo superior, é o produzido no desenvolvimento cultural, que pode se traduzir em desenvolvimento econômico.
Desenvolver o ensino superior é estratégia essencial ao interesse público mais elevado e não somente algo que se defina no âmbito do interesse privado, da ascensão social dos indivíduos.
As universidades podem ter motivações diferentes para selecionar seus alunos. Mas a ação efetiva da educação no indivíduo não termina no fim do curso superior.
Aí se iniciam os desafios do aprendizado constante. Este ponto é fundamental e pode ser mal compreendido. A aceitação do vestibular como mecanismo isento de seleção, valioso num país acostumado a privilégios, tende a fazer crer que o melhor aluno é aquele com a nota mais alta e isso confunde bom desempenho num exame com capacidade de desenvolvimento intelectual.
Este último pode ser encontrado num leque mais amplo de estudantes de origens diversas. O que boas universidades devem buscar é a composição equilibrada de -conhecimento de conteúdos fundamentais e capacidade de desenvolvimento intelectual. O desafio só pode ser enfrentado com autonomia das universidades e estudos de acompanhamento dos selecionados em processos regulares ou em ações afirmativas formulados para corresponder a seus objetivos e propósitos maiores.

MEC investiga seis faculdades suspeitas de descumprir condições do ProUni
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 27/08/2010 - São Paulo SP
SÃO PAULO - A Secretaria de Educação Superior (Sesu), ligada ao Ministério da Educação (MEC), instaurou um processo administrativo para apurar o possível descumprimento das condições estabelecidas no Programa Universidade Para Todos (ProUni) em seis faculdades do País. As portarias foram publicadas nesta sexta-feira, 27, no Diário Oficial da União. Segundo o Diário Oficial, as faculdades terão o prazo de 10 dias para manifestar-se ao MEC. As instituições investigadas são: Faculdade Primavera, mantida pelo Centro de Ensino Superior de Primavera, em São Paulo; Faculdade de Ciências e Educação do Espírito Santo, da Unidade Educacional de Ensino, Pesquisa e Extensão do Espírito Santo (Unives); Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Igarassu, da Associação Igarassuense de Educação e  Cultura, em Pernambuco; Faculdade de Olinda, da Associação Olindense Dom Vital de Ensino Superior, em Pernambuco; Faculdade José Lacerda Filho de Ciências Aplicadas, da Associação Vale do Ipojuca de Educação, Ciência e Cultura, em Pernambuco; e Faculdade Octógono, do Instituto Octógono de Ensino Superior, em São Paulo.

Orey Antunes aumenta gestão de activos no Brasil em 24%
Fonte: Newsletter Portugal Digital 01/09/2010
Grupo português faz balanço positivo do negócio no Brasil. "Estamos a trabalhar com sucesso em operações de reestruturação financeira", diz a Orey Antunes.
Jorge Horta
Lisboa - A Orey Antunes, empresa portuguesa que tem apostado no mercado brasileiro para crescer no negócio financeiro, registou no primeiro semestre deste ano um crescimento de 24% no valor de activos sob gestão no Brasil face ao que tinha em junho do ano passado.
A Orey Financial Brasil encerrou o primeiro semestre com 158,7 milhões de euros sob gestão, dos quais 137,9 milhões na gestão de carteiras e 20,8 milhões na gestão de fundos de investimento. No montante dos fundos de investimento a empresa teve uma queda de 46%, devido ao encerramento de um fundo, mas na gestão de carteiras cresceu 54%.
Este crescimento teve impacto positivo nas receitas da Orey Financial no mercado brasileiro, já que as comissões líquidas cresceram 17,5%, para 914 mil euros, de acordo com as informações publicadas pelo grupo Orey Antunes no relatório e contas do primeiro semestre.
Na gestão de carteiras, o número de clientes da Orey Financial Brasil passou de 205 em junho de 2009 para 283 em junho de 2010.
O grupo faz um balanço positivo da actividade desenvolvida no Brasil, onde tem vários projectos em curso. "Podemos dizer que estamos a trabalhar com sucesso em operações de reestruturação financeira e a criar novos produtos e soluções de investimento", refere a Orey Antunes no relatório semestral.
"Temos vindo a ganhar novos clientes, temos lançado novos fundos, entre os quais um distressed fund, como consequência de uma grande operação onde estamos envolvidos", explica ainda o grupo português.