
02/09/2010 AMPESC CLIPPING
O objetivo da periodicidade, por
meio digital, do AMPESC CLIPPING é divulgar as notícias e legislação do setor
educacional às instituições associadas.
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veiculadas não representam, necessariamente, a opinião da Associação.
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Em breve será implantado
diretamente no site o acesso restrito para consulta, proporcionando praticidade
na pesquisa
Aumento de matrículas na educação
Oportunidade para escolher
Impressão do Enem deve começar após feriado
Criação de lei federal divide a opinião de especialistas
Liberdade por meio da leitura
Faltam docentes qualificados para EAD, diz secretário
Fundo mantém a biblioteca
70% das faculdades públicas já adotam cotas ou bônus
Aprovado fundo para financiar educação profissional
Se dependesse do DEM, ProUni não existiria
Os desafios do novo presidente na educação
Projeto prevê política contra bullying em escolas infantis
Receita Federal: controle total do Contribuinte
Alimentação especial para estudantes pode ir a sanção
Instituições do Rio Grande do Sul e Colômbia fazem parceria
Candidato a deputado do PCdoB é acusado de usar banco de dados do ProUni para propaganda eleitoral
Secretaria estuda recomendar criação de cotas raciais por decreto
Instituído Comitê de Governança do Exame Nacional de Ingresso na Carreira de Docente
Graduação Executiva é oportunidade para quem está no mercado e quer voltar a estudar
Aumento de matrículas na educação
Fonte: Diário Catarinense, 02/09/2010
Educação Profissional Técnica de Nível
Médio (Eptnm) como ponte vital para o mercado de trabalho. Este
foi mais um dos aspectos apontados pela análise da
Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentados, ontem, no primeiro
dia da Conferência Internacional de Especialistas em
Educação.
De acordo com a irlandesa Mary Canning, membro da OCDE, a Eptnm tem
relações muito próximas com a
Educação Profissional e Tecnológica de
Nível Superior (Eptns) desde 2008. O estudo também
apontou para o crescimento do número de matrículas.
De acordo com especialistas, enquanto São Paulo tem 9% das
Eptnms estaduais, Santa Catarina possui 66%. De 2007 a 2009, houve
crescimento de mais de 1,9 mil matrículas nos Centros de
Educação Profissional (Cedups) – integrantes do
sistema Eptnm – no Estado.
As análises evidenciaram que, desde 2005, SC conduz um projeto
de longo prazo para conceber, desenvolver e testar uma nova abordagem
de integração. Atualmente, existem 205 cursos
distribuídos pelo Estado que, segundo o gerente de Ensino
Fundamental da Secretaria da Educação, Isaac Ferreira,
são motivadores do desenvolvimento profissional.
Oportunidade para escolher
Fonte: Jornal A Notícia, p. 12, 02/09/2010
As dúvidas sobre qual profissão seguir e as dificuldades
de acesso ao ensino superior são preocupações dos
estudantes do ensino médio. Para ajudar os alunos a realizar
escolhas sobre o futuro profissional, a Escola Estadual Governador
Celso Ramos, no Bucarein, em Joinville, promoveu a Feira das
Instituições.
Ontem, mil alunos do ensino médio dos três turnos puderam
conhecer as opções de cursos (graduações e
técnicos) oferecidos em instituições de ensino
superior em Joinville e em outras cidades do Estado, na terceira
edição da feira no Celso Ramos.
A diretora da escola, Karla Abumansur, explica que na feira os alunos
também conhecem as oportunidades de ingresso para cursos de
graduação por meio de programas como o Prouni, a bolsa do
artigo 170 e a possibilidade de financiamento estudantil pelo
Fies.”
Os estudantes percorreram estandes, participaram de palestras e, para
alguns, a feira auxiliou na tomada de decisão. “Quero
trabalhar com estética”, afirma a aluna do terceiro ano do
ensino médio Danieli Anastácio, de 17 anos. “Em
Santa Catarina não tem um curso específico, vou prestar
vestibular para fisioterapia na ACE e na Udesc e vou tentar
também uma vaga na Cesumar, em Maringá
(Paraná)”, diz a estudante.
O que pesou na escolha de Danieli foram as oportunidades no mercado de
trabalho. Foi o que ocorreu com Vanessa dos Santos, 16 anos, e Carlos
Nunes. Vanessa está no segundo ano, mas decidiu e aproveitou a
feira para saber sobre bolsas de estudo. Já Carlos ficou
interessado pelo curso técnico de eletroeletrônica do
Senai, depois de assistir às demonstrações com um
robô no estande da instituição. “Ainda estou
no primeiro ano, mas, por enquanto, é o que eu quero fazer,
porque gosto.”
Impressão do Enem deve começar após feriado
Fonte: O Estado de São Paulo, 01/09/2010
Rafael Moraes Moura - O Estado de S. Paulo
Prevista para começar anteontem, a impressão do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) ocorrerá somente
após o feriado de Sete de Setembro, a dois meses da
avaliação, marcada para os dias 6 e 7 de novembro. Assim,
repete-se a experiência de 2009, quando as provas ficaram prontas
a toque de caixa, após o vazamento revelado pelo Estado.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, enfrenta problemas na
licitação da gráfica para impressão do
exame. No dia 18, a Plural, uma das concorrentes, conseguiu liminar que
a mantinha na disputa, mesmo após ter sido considerada
inabilitada pelo Inep. Decisão do Tribunal Regional Federal
(TRF) da Primeira Região, porém, suspendeu a liminar. O
edital previa para anteontem o início da impressão.
O vazamento do Enem 2009 ocorreu nas instalações da
Plural, em São Paulo. Em nota, a empresa diz que
“não responde por qualquer demanda judicial” e que
cabia ao Consórcio Connasel “garantir a segurança e
executar todas as atividades de manuseio, empacotamento, rotulagem e
transporte das provas”.
A assessoria do MEC reiterou que os cronogramas estão sendo
respeitados. Disse que “como todo processo licitatório
deve prever alguma conturbação jurídica, já
prevíamos um novo cronograma de impressão” e que em
2009 “fizemos a prova toda em 60 dias, depois do furto”.
Criação de lei federal divide a opinião de especialistas
Fonte: Enviado por Paulo A. Gomes Cardim - Reitor - Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
DO RIO
DE CURITIBA
O fato de a maioria das universidades com ações
afirmativas adotar a prática por iniciativa própria
divide especialistas sobre a necessidade de uma lei federal.
Para Simon Schwartzman, ex-presidente do IBGE e pesquisador do
Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade no RJ, uma lei federal
é desnecessária e desrespeita a autonomia
universitária.
"É melhor ver isto acontecer por um movimento espontâneo
do que por uma lei que obrigue todas a adotarem um critério que
coloque uma camisa de força", diz.
Já Renato Ferreira, gerente de projetos da Secretaria de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial, defende
uma lei por entender que, em algumas universidades, os critérios
ainda são tímidos.
"Sem uma lei que regule o tema, demoraremos muito mais tempo para promover a igualdade que desejamos."
BENEFICIADOS
Como a maioria adotou cotas ou bônus há menos de quatro
anos, não há dados consolidados sobre o desempenho dos
beneficiados.
Na Uerj, uma avaliação mostrou que os alunos cotistas
têm menor evasão e notas semelhantes aos demais na maioria
dos cursos.
Na UFPR (Universidade Federal do Paraná), estudantes negros e
oriundos de escolas públicas têm conseguido, na
média, o mesmo rendimento nas avaliações que os
outros universitários.
O sistema de cotas na UFPR, aprovado em 2003 por iniciativa da
própria instituição, tem 8.000 beneficiados num
total de 22 mil alunos.
Para o professor Paulo Vinícius Batista da Silva, coordenador do
Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da UFPR, ainda há
desafios a serem superados. "Os cotistas são alvos de
desconfiança."
Liberdade por meio da leitura
Fonte: Jornal A Notícia, p. 10, 02/09/2010
Muito mais do que arrecadar livros e deixá-los à
disposição dos presos, a direção da
Penitenciária Industrial de Joinville quer dar aos detentos a
chance de, pela leitura, conhecer novos mundos.
Com mais de dois mil exemplares disponíveis, a biblioteca da
penitenciária se tornou um local de aprendizado para os presos.
E é por meio da leitura que a comunidade pode ajudar com
doações de livros para a instituição.
Segundo o diretor da prisão, Richard Chagas dos Santos, a
principal ideia é viabilizar a qualidade penal do
indivíduo e aprimorar seu retorno à sociedade.
“Essas atividades recreativas e educativas proporcionam ao
apenado o desenvolvimento da inteligência, favorecendo o bom
comportamento. Assim, é possível alcançar um
melhor espaço na sociedade e minimizar o tempo de
segregação”.
Ele comenta que os resultados da leitura têm surtido efeito
positivo em toda a penitenciária. “Temos como exemplo
apenados que começaram com simples leituras e hoje terminaram o
ensino médio. Ingressaram até em ensinos
superiores”, explica o diretor.
O detento Arnaldo Machado Júnior não abre mão dos
livros. “Depois que aprendi a gostar de ler, me tornei uma pessoa
muito melhor, mudei meu modo de ser e de pensar. Hoje, sei que sou
outra pessoa, graças aos livros”. Ele conta que as pessoas
ao seu redor também notaram a mudança.
“Família e amigos entenderam que se pode evoluir muito
intelectualmente com um simples livro.”
Faltam docentes qualificados para EAD, diz secretário
Fonte: Clipping Educacional Consae - Portal Universia, 01/09/2010
Larissa Leiros Baroni, de Foz do Iguaçu (PR)
Faltam profissionais qualificados para atender à demanda de
crescimento da EAD no Brasil. Foi o que disse Carlos Eduardo
Bielschowsky, secretário de educação a
distância do MEC (Ministério da Educação),
durante a primeira sessão plenária do 16º Congresso
Internacional de Educação a Distância, realizada na
manhã desta quarta-feira, 1º de setembro, em Foz do
Iguaçu, no Paraná. O investimento em mão de obra
qualificada, segundo ele, é essencial para garantir a qualidade
dos cursos oferecidos na modalidade a distância. Ainda que a
importância seja reconhecida pela comunidade acadêmica,
Bielschowsky afirma que são poucas as instituições
de Ensino que priorizam essa prática. "Para fazer
educação a distância é preciso gastar.
Não dá para cobrar mensalidade de R$ 100 e, ao mesmo
tempo, assegurar a qualidade do Ensino", garante o secretário,
que aponta a contratação de recursos humanos como um dos
itens mais caros do processo. "EAD tem docência. É
inevitável pensar em um sistema de Ensino sem a figura de um
professor, mesmo que a distância".
A necessidade de capacitação de docentes também
é reconhecida por Frederic Michael Litto, presidente da ABED
(Associação Brasileira de Educação a
Distância). "Com o crescimento de 900% do setor nos
últimos seis meses, foi preciso improvisar para atender a nova
demanda. Profissionais que, mesmo sem experiência, tiveram que
ser incorporados ao setor", explica. Para ele, no entanto, esse
improviso segue até hoje. "Não por falta de profissionais
qualificados, mas sim por falta de recursos privados e
públicos", assegura. A recomendação de
Bielschowsky é que as instituições invistam na
contratação de mestres e doutores com experiência
acadêmica e científica. Mas, para Litto, não basta
ter titulação. "A competência legal é
diferente da real. Portanto, a EAD necessita muito mais de doutores. O
setor está carente de profissionais que dominem o
conteúdo das disciplinas e que, principalmente, conheçam
o sistema de ensino a distância", enfatiza o presidente da ABED.
Além da qualidade da mão de obra, Bielschowsky ressalta a
necessidade de manter uma quantidade de profissionais proporcional ao
número de alunos. "A cada 50 estudantes é preciso ter um
tutor presencial e outro a distância com dedicação
de 40 horas semanais", recomenda. 16º Congresso Internacional de
Educação a Distância - Com o tema "Conteúdo,
Apoio ao Aprendiz e Certificação - Os Ingredientes
Centrais para Eficácia na EAD (Educação a
Distância)", o 16º Congresso Internacional de
Educação a Distância, promovido pela ABED,
será realizado até o dia 3 de setembro. O Universia
Brasil acompanha o evento e divulgará todas as novidades do
setor de educação a distância no Brasil e no mundo
apresentadas pelo evento.
Fundo mantém a biblioteca
Fonte: Jornal A Notícia, p. 10, 02/09/2010
A instituição comprou 200 livros e mantém no
acervo mais de dois mil títulos, muitos deles doados pela
comunidade. O fundo é composto por parcelas do salário
dos presos que desenvolvem alguma atividade remunerada na
penitenciária. A unidade pretende aumentar ainda mais o
número de livros disponíveis. Como há mais de dez
empresas instaladas na penitenciária, 25% dos salários
mínimos pagos ficam na unidade para serem reinvestidos na
própria instituição, como determina o artigo 126
da lei 7.210/84. As doações podem ser feitas na
própria penitenciária ou em contato pelo telefone (47)
3463-8415.
Luciano Siqueira é um dos presos responsáveis pela
organização. Segundo ele, a leitura tem ajudado muitos
colegas presos a estudar. Para ele, os livros representam muitos
benefícios na prisão.
“Além de ajudar a passar o tempo, o livro nos incentiva a
construir mudanças, tanto na consciência quanto no
comportamento dos internos”, diz Siqueira. Preso há
três anos, ele procurou a biblioteca como uma oportunidade de
trabalho e acabou se apaixonando pelos livros. “A gente organiza
os exemplares por galerias e distribui, conforme os pedidos de cada um.
Os detentos aprovam a iniciativa”.
70% das faculdades públicas já adotam cotas ou bônus
Fonte: Enviado por Paulo A. Gomes Cardim - Reitor - Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
ANTÔNIO GOIS
DO RIO
Mesmo sem lei federal que as obrigue a isso, sete em cada dez
universidades públicas no Brasil já adotam algum
critério de ação afirmativa, seja ele cota ou
bônus no vestibular para alunos de escolas públicas,
negros, indígenas e outros grupos.
O levantamento foi feito pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da
Ação Afirmativa, do Instituto de Estudos Sociais e
Políticos, ligado à Uerj (Universidade do Estado do Rio
de Janeiro).
De 98 universidades federais e estaduais, 70 adotam ação
afirmativa (71%). Em 77% dos casos, a decisão de adotar cotas ou
bônus surgiu da própria universidade.
Em apenas 16 instituições, a ação foi
motivada por uma lei estadual. Não há lei federal -um
projeto tramita no Congresso- que obrigue estabelecimentos da
União a adotar cotas ou bônus.
O trabalho mostra também que são alunos de escolas
públicas os mais beneficiados e que as cotas são mais
utilizadas do que os bônus.
No caso das universidades que trabalham com cotas raciais, o
critério utilizado para definir quem é negro ou
indígena é quase sempre (85% dos casos) a
autodeclaração.
Nos demais, há exigência de fotografias ou
comissões de verificação, métodos
polêmicos por barrar candidatos que se consideram negros.
Para João Feres Júnior, um dos pesquisadores, em quase
todas as 40 universidades que beneficiam negros, há
preocupação de evitar que as vagas sejam ocupadas pelos
de maior renda - o candidato deve comprovar carência ou estudo em
escola pública.
DEBATE
Para ele, o crescimento de instituições que, sem a
obrigação legal, adotam ações afirmativas
reflete o amadurecimento do debate sobre a desigualdade racial no
país.
Ele diz que, quando coordenou o Diretório Central de Estudantes
da Unicamp, em 1986, o tema não era discutido nem nas
ciências sociais. "Não passava pelas nossas mentes
discutir a pauta."
Mesmo quem se beneficiou do avanço nas políticas de
ação afirmativa aponta a falta de debate. É o caso
de Wellington Oliveira dos Santos, 25, que se formou em psicologia em
2009 na Universidade Federal do PR, onde ingressou na cota para negros.
Santos reclama que, na época de sua graduação,
não houve debates em seu curso sobre os motivos que estão
levando as universidade públicas à adoção
das cotas.
Aprovado fundo para financiar educação profissional
Fonte: Jornal do Senado, 02/09/2010
A Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) aprovou ontem projeto de lei do senador Paulo Paim
(PT-RS) que cria o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional e
Qualificação do Trabalhador (Fundep). A matéria
(PLS 274/03) ainda será analisada pelas comissões de
Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE), onde
terá decisão em caráter terminativo.
O Fundep amplia a rede de ensino técnico, melhora a estrutura
já existente e qualifica professores e corpo administrativo,
entre outras medidas. A queda no número de matrículas e a
estabilização na oferta de cursos profissionalizantes
são circunstâncias que motivaram a
apresentação da proposta.
Ao apresentar seu parecer favorável ao projeto, o senador
Demostenes Torres (DEM-GO) ressaltou que o Fundep deverá
receber, entre outros recursos, 5% das verbas do Fundo do Amparo ao
Trabalhador (FAT) e 7% da arrecadação do Imposto de Renda
(IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Na sua
avaliação, a proposta deve revolucionar o ensino
profissional no país.
"Essa estabilização na oferta de cursos de
educação profissional de nível técnico
é bastante sentida pelos jovens de famílias de renda mais
baixa, para os quais a universidade representa um sonho mais distante",
disse o relator em seu voto. Demostenes frisou que o mercado de
trabalho precisa de profissionais de nível técnico.
"Essas constatações evidenciam a necessidade de a
educação profissional ser provida por uma fonte segura de
financiamento", concluiu o relator.
A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) também elogiou a
proposta, afirmando que essa "é a verdadeira
educação que vira emprego".
Se dependesse do DEM, ProUni não existiria
Fonte: Enviado por Paulo A. Gomes Cardim - Reitor - Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
Elio Gaspari – Folha de S. Paulo
Em benefício da qualidade do debate eleitoral, é
necessário que seja esclarecida uma troca de farpas entre Dilma
Rousseff e José Serra durante o debate do UOL/Folha. Dilma
atacou dizendo o seguinte: “O partido de seu vice entrou na
Justiça para acabar com o ProUni. Se a Justiça aceitasse
o pedido, como você explicaria essa atitude para 704 mil alunos
que dependem do programa?”
Serra respondeu: “O DEM não entrou com processo para
acabar com o ProUni. Foi uma questão de inconstitucionalidade,
um aspecto”.
Em seguida, o deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, foi na jugular:
“Essa informação que ela deu é falsa,
mentirosa”.
Mentirosa foi a contradita. O ProUni foi criado pela medida
provisória 213 no dia 10 de setembro de 2004. Duas semanas
depois o PFL, pai do DEM, entrou no Supremo Tribunal Federal com uma
ação direta de inconstitucionalidade contra a iniciativa,
e ela tomou o nome de ADI 3314.
O ProUni transferiu para o MEC a seleção dos estudantes
que devem receber bolsas de estudo em universidades privadas. Antes
dele, elas usufruíam benefícios tributários e
concediam gratuidades de acordo com regras abstrusas e
preferências de cada instituição ou de seus donos.
Com o ProUni, a seleção dos bolsistas (1 para cada outros
9 alunos) passou a ser impessoal, seguindo critérios sociais
(1,5 salário mínimo per capita de renda familiar, para os
benefícios integrais), de acordo com o desempenho dos estudantes
nas provas do Enem. Ninguém foi obrigado a aderir ao programa,
só quem quisesse continuar isento de Imposto de Renda da Pessoa
Jurídica, PIS e Cofins.
O DEM sustenta que são inconstitucionais a transferência
da atribuição, o teto de renda familiar dos beneficiados,
a fixação de normas de desempenho durante o curso, bem
como as penas a que estariam sujeitas as faculdades que não
cumprissem essas exigências.
A ADI do ex-PFL está no Supremo, na companhia de outras duas e
todas já foram rebarbadas pelo relator do processo, o ministro
Carlos Ayres Britto. Se ela vier a ser aceita pelo tribunal, bye bye
ProUni.
Quando o PFL/DEM decidiu detonar a medida provisória 213, sabia
o que estava fazendo. Sua petição, de 23 páginas,
está até bem argumentada. O que não vale é
tentar esconder o gesto às vésperas de
eleição.
Em 1944, quando o presidente Franklin Roosevelt criou a GI Bill que,
entre outras coisas, abria as universidades para os soldados que
retornavam da guerra, houve políticos (poucos) e educadores (de
peso) que combateram a iniciativa.
Todos tiveram a coragem de sustentar suas posições. Em
dez anos, a GI Bill botou 2,2 milhões de jovens veteranos nas
universidades, tornando-se uma das molas propulsoras de uma nova classe
média americana.
O ProUni não criou as bolsas, ele apenas introduziu
critérios de desempenho e de alcance social para a
obtenção do incentivo. Desde 2004 o programa já
formou 110 mil jovens, e há hoje outros 429 mil cursando
universidades. Algum dia será possível comparar o efeito
social e qualificador do ProUni na formação da nova
classe média brasileira.
Os desafios do novo presidente na educação
Fonte: Clipping Educacional Consae - Correio Braziliense, 01/09/2010 - Brasília DF
As prioridades na educação do próximo governo
serão conhecidas tão logo o presidente eleito ocupe sua
cadeira e efetive as promessas que permeiam seus discursos. Mas se
depender de 27 instituições da sociedade civil, essas
prioridades já estão traçadas e prontas para serem
implementadas. Elas lançaram ontem uma carta-compromisso com
sugestões — ou “desafios” — para os
próximos governantes, discriminando ações
relacionadas a quatro compromissos principais: a
ampliação adequada do financiamento da
educação pública, a implementação de
ações concretas para a valorização dos
profissionais da educação, a promoção da
gestão democrática e o aperfeiçoamento das
políticas de avaliação e regulação.
A carta será entregue aos três candidatos à
Presidência com mais êxito nas pesquisas de
intenção de voto até agora, ou seja, Dilma
Rousseff, José Serra e Marina Silva.
O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE),
Antonio Ronca, frisa a importância da carta: “Nós
defendemos questões que, se o próximo governo não
escolher cumprir, teremos que convencê-lo a cumprir. São
desafios básicos, já determinados pela
Constituição, como a inclusão de todas as
crianças e adolescentes de 4 a 17 anos na escola. Trata-se do
direito à educação”, defende. Além
dessa medida, que está determinada para ser cumprida até
2016, a carta elencou outras questões como a
universalização do atendimento da demanda por creche,
manifestada pelas famílias, nos próximos dez anos; a
superação do analfabetismo, especialmente entre os
brasileiros com mais de 15 anos; e o estabelecimento de padrões
mínimos de qualidade para todas as escolas brasileiras.
Um dos pontos mais polêmicos, no entanto, está ligado ao
financiamento. A carta prevê a destinação de 10% do
PIB para a educação pública, até 2014
— atualmente são vinculados cerca de 4,7%. As
instituições ainda definem a divisão do montante:
8% devem ser investidos em educação básica e os
outros 2%, na ampliação e qualificação do
ensino superior público. Entre as instituições que
assinaram a carta estão a Central Única dos Trabalhadores
(CUT), o Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação
(CNTE), a Unesco, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Movimento
Todos Pela Educação. (LL)
Projeto prevê política contra bullying em escolas infantis
Fonte: www.nota10.com.br, 02/09/2010
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7457/10, da deputada Sueli
Vidigal (PDT-ES), que prevê a adoção de
política antibullying por escolas de educação
infantil, públicas ou privadas. O bullying é o ato de
violência praticado com o objetivo de constranger ou humilhar a
vítima.
Segundo a Agência Câmara, a política antibullying
terá, de acordo com a proposta, objetivos como disseminar
conhecimento sobre essa prática nos meios de
comunicação e nas instituições de ensino e
capacitar professores e equipes pedagógicas para o
diagnóstico do problema.
O texto prevê também a orientação de
vítimas e familiares com apoio técnico e
psicológico para garantir a recuperação da
autoestima de quem sofreu a violência.
Pela política traçada no projeto, deve-se evitar a
punição dos agressores, em favor de mecanismos
alternativos que permitam a eles aprender a ter um convívio
respeitoso com outros estudantes. De acordo com a deputada, a proposta
quer atuar no "combate e erradicação desse mal, que
aflige epidemicamente as comunidades e conscientizar a sociedade desse
grave e atual problema". Sueli Vidigal destaca que muitas
crianças, vítimas desse mal, desenvolvem medo,
pânico, depressão, distúrbios
psicossomáticos e geralmente evitam retornar à escola. O
texto obriga as instituições de ensino infantil a manter
histórico das ocorrências de bullying em suas
dependências. Todos os casos e as medidas tomadas deverão
ser enviados periodicamente à respectiva secretaria estadual de
Educação.
O projeto terá análise conclusiva das comissões de
Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado;
Educação e Cultura; Finanças e
Tributação; e Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Receita Federal: controle total do Contribuinte
Fonte: Jornal Escola Particular, Ano 13, p. 32, Agosto de 2010
Muito se tem escrito e falado sobre o rigor do fisco em
relação ao contribuinte, no entanto, devido à
eventualidade de uma real fiscalização e auto de
infração, somado as anistias e a morosidade do
judiciário, o assunto não era preocupante para as pessoas
físicas e jurídicas. O governo tinha conhecimento disto,
mas dispunha de poucos recursos humanos (auditores), processos e
metodologias insuficientes para atingir com qualidade e velocidade este
universo
de contribuintes, a ponto de causar uma preocupação maior. Diante deste quadro, o governo,
nos últimos anos, se modernizou e criou o maior e melhor sistema
de controle de arrecadação do mundo. Este sistema permite
ao governo cruzar informações on-line entre os Entes
Políticos (Federal, Estadual, Municipal), com cartórios
de registros de imóveis, Bancos, Detrans; cruzar
informações das obrigações
acessórias das empresas (SEFIP, DIRF, DCTF, etc.); cruzar
informações da nota fiscal eletrônica, paulista e
digital; tudo em tempo real. Alguns dos leitores podem até
pensar: essas notícias alarmantes eu já ouvi antes, mas
até agora não vi nada acontecer. Ledo engano, este
sistema já foi testado e aprovado. A maioria dos contribuintes
fiscalizados, dentro de um grupo de atividades selecionadas, foi
autuada, principalmente em razão do cruzamento das
informações das receitas dos cartões de
créditos não baterem com as informações
declaradas ao fisco. Mas, haverá também um grupo de
leitores que dirá: sou pequeno demais para o fisco se preocupar
comigo, inclusive estou enquadrado no regime tributário do
SIMPLES. Também se engana quem pensa desta forma, pois 70% das
empresas do país estão enquadrados nesse sistema de
tributação e respondem a 6% da massa de
arrecadação nacional. Essa margem de
arrecadação, se comparada às empresas de
médio e grande porte e ao número de empresas existentes,
torna-se pequena. Essa premissa causa dúvida ao fisco, que,
eventualmente, pode concluir que nesta camada reside a informalidade.
Embora isto não seja verdade, há rumores neste sentido.
Esse cerco ao contribuinte é bem pensado e estruturado. Ademais,
agrada qualquer governo, ou seja, não se trata de uma
ação política conjuntural, veio para ficar e
sofrer melhorias. E o pior, tem como objetivo principal tributar as
receitas operacionais, ou seja, deu lucro ou prejuízo, azar do
contribuinte. O sistema consiste em tabular dados fornecidos pelos
contribuintes, visando controlar, em tempo real, as
movimentações financeiras, para tanto cria novos
procedimentos de controle, além dos já conhecidos, tais
como: DCTF, DIRF, DACON, RAIS, DIPI etc. O SPED (Sistema Público
de Escrituração Digital) consiste em um novo procedimento
de controle onde as informações contidas no livro
diário e nos livros fiscais deverão ser migradas para um
layout já definido e enviadas diretamente ao fisco, ou seja,
adeus ao sigilo fiscal. Diz a Receita que para consultar
esses dados irá “solicitar antes autorização
do contribuinte”. Dá para acreditar? Outro procedimento de
controle criado foi a Declaração de
Informações Financeira (DIMOF), que obriga as
instituições financeiras a informar a
movimentação financeira das pessoas físicas, se
esta superar a quantia de R$ 5.000,00 no semestre, em caso de pessoa
jurídica se a movimentação superar R$ 10.000,00 no
semestre. Esta obrigação está em vigor desde 2008.
No entanto, o mais preocupante não são esses excessos de
controles, pois como dito acima o governo não dispõe de
auditores suficientes para tabular e interagir no tempo
necessário para fiscalizar e autuar o contribuinte. Para suprir
essa dificuldade o governo conta com um super computador e um software,
capaz de prever até suposta tentativa de irregularidade por
parte do contribuinte. Esse é um resumo do sistema:
obrigações acessórias (DIRF, DCTF, RAIS, DIMOF
etc.), novo sistema de controle (SPED Contábil e Fiscal), super
computador, enorme banco de dados, software super inteligente. Soma-se
a isto a pressão psicológica do fisco federal.
Primeiro, criouse a figura do leão, que de tanto combater o
contribuinte, ficou gordo, lento às vezes, até
manso. Agora, adquiriu um super computador, denominado TREX, em
homenagem ao monstruoso Tiranossauro REX. Não contente,
solicitou ainda ajuda à Harpia, uma ave poderosa, nome dado ao
novo Software adquirido. Enfim, até meios psicológicos
são adotados para enquadrar o contribuinte. Diante desse quadro,
o contribuinte deverá adotar uma postura mais rigorosa na sua
contabilidade, zelando para que todas as informações
enviadas ao fisco não contenham nenhuma
contradição, caso contrário, um desses animais
irá pegá-lo. Enfim, a partir do ano que vem,
recomendamos aos contribuintes em geral, uma mudança de cultura
em relação aos controles financeiros, dando maior
importância à contabilidade, principalmente às
informações enviadas ao fisco. A única maneira de
amenizar a voracidade do fisco é elaborar um bom planejamento
tributário, obedecendose a legislação em vigor.
Celso Carlos Fernandes Diretor da Meira Fernandes e Advocacia.
Alimentação especial para estudantes pode ir a sanção
Fonte: www.nota10.com.br, 02 de Setembro de 2010
A oferta de alimentação especial aos estudantes de
escolas públicas que por questões de saúde
não podem comer a refeição regular é o
objetivo de um projeto aprovado, em turno suplementar, pela
Comissão de Assuntos Sociais (CAS), ontem (1.º). O projeto
da Câmara (PLC 187/09) recebeu decisão terminativa e
poderá ir à sanção presidencial se
não houver recurso para exame pelo Plenário.
De acordo com a Agência Senado, a proposta é um
substitutivo do senador Paulo Paim (PT-RS) que amplia o alcance da
proposta original, segundo a qual a oferta de alimentação
diferenciada aos estudantes das escolas públicas deveria ser
feita aos portadores de diabetes, de hipertensão ou de anemias.
O projeto aprovado altera a lei que dispõe sobre o Programa
Nacional de Alimentação Escolar (PNAE - Lei 11.947/09) e
determina que a oferta de alimentação diferenciada seja
baseada em recomendações médicas e nutricionais.
Estabelece ainda a necessidade de regulamento para esses casos.
Instituições do Rio Grande do Sul e Colômbia fazem parceria
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 02/09/2010 às 11:00 hs.
Porto Alegre – O Instituto Federal Sul-rio-grandense assinou
convênio com duas instituições de ensino
colombianas para a troca de experiências em cursos das
áreas ambiental e de sistemas para internet. O acordo, firmado
com a Universidad de Ciencias Aplicadas y Ambientales (UDCA) e a
Corporación Tecnológica de Bogotá (CTB),
prevê intercâmbio tecnológico e científico,
além do desenvolvimento de recursos.
De acordo com a assessoria de assuntos internacionais do instituto, a
parceria segue as diretrizes da Secretaria de Educação
Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da
Educação, que incentivam as instituições
pertencentes à Rede Federal de Educação
Profissional e Tecnológica a estreitar relações
com países da América Latina e África.
“Esses convênios proporcionam uma visão mais
ampliada sobre a educação profissional e
tecnológica e servem também para compararmos o que
está sendo feito por outros países nesta
área”, diz Antônio Carlos Barum Brod, reitor do
instituto.
Conforme Lia Pachalski, titular da assessoria internacional, o objetivo
da Setec, no caso específico de convênios com a
América Latina, é fortalecer um grande bloco regional e
promover a educação e o desenvolvimento econômico
dos países que o compõem.
Este é o terceiro acordo firmado entre o Instituto
Sul-rio-grandense e escolas colombianas. O primeiro a ser assinado foi
com a Lasalle Colleges International de Bogotá, na área
de vestuário e moda.
Em Pelotas (RS), os reitores da UDCA, German Anzola, e da CTB, Hernan
Maurício Chaves, visitaram a reitoria do instituto e os campi
Pelotas e Pelotas-Visconde da Graça. O instituto federal e as
duas instituições colombianas são membros da
Associação das Universidades da América Latina e
do Caribe para a Integração (AUALCPI), fato que
viabilizou ainda mais o novo convênio entre Brasil e
Colômbia.
Assessoria de Imprensa do Instituto Federal Sul-rio-grandense.
Fonte: MEC
Candidato a deputado do PCdoB é acusado de usar banco de dados do ProUni para propaganda eleitoral
Fonte: Clipping Educacional Consae - O Estado de São Paulo, 01/09/2010
Rodrigo Alvares
Dezenas de estudantes bolsistas do Programa Universidade para Todos
(ProUni) receberam na última terça-feira, 31, propaganda
eleitoral não solicitada enviada pela equipe da campanha do
candidato a deputado federal Gustavo Petta (PCdoB-SP). A
acusação dos universitários é de que houve
uso do banco de dados do programa. O estudante de publicidade Ibrahim
Cesar, 21, foi um dos primeiros a alertar para a irregularidade:
“Percebi que meu nome estava completo e que a mensagem não
era personalizada. Comecei a perguntar às pessoas pelo Twitter e
na faculdade”.
O publicitário não foi o único bolsista do ProUni
que recebeu o spam. Outros beneficiados de São Paulo contatados
pelo Estadão encaminharam a mesma mensagem. Para Ibrahim, o
Ministério da Educação, que gerencia o programa
cedeu o endereço eletrônico dele e de outros bolsistas.
“O que mais me revolta é que não são apenas
dados como o meu nome e endereço, são os financeiros. Que
outros usos podem fazer destes meus dados? Sinto-me como se meus
direitos civis não valessem nada para essa
administração”, explica. O e-mail, enviado pela
campanha do ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE)
entre 2003 e 2007, tinha como campo de assunto “Mensagens aos
ProUnistas”. “Aos amigos e amigas bolsistas do ProUni,
você é um dos 704 mil estudantes brasileiros que
estão mudando o rumo da sua própria história e do
nosso país com a oportunidade de se formar no ensino superior a
partir do Programa Universidade Para Todos, o PROUNI”.
O texto também mostra uma mensagem de apoio do presidente Lula a
Petta: “Foi um dos melhores presidentes da UNE, sempre lutando
para dar mais acesso á (sic) educação para os
nossos jovens, pensando no futuro do nosso Brasil”. Contatado
pela reportagem no início da tarde, Gustavo Petta ainda
não respondeu ao pedido de entrevista. MEC - A assessoria do MEC
declarou, no fim da tarde de hoje, que “Gustavo Petta vai ter de
se explicar sobre esse caso. Não se explica. Não demos o
mailing do ProUni para ele. Nenhum mailing do MEC está
disponível”. Para o ministério, uma das
explicações para o candidato ter acesso aos dados poderia
ser através da UNE, entidade da qual foi presidente. Cerca de
40% dos bolsistas moram no Estado de São Paulo. “Esse
acesso que a UNE tem é institucional, não poderiam ter
feito isso”, afirmou o assessor. Petta pode colocar a candidatura
em risco e ser impugnado por causa disso”. A assessoria
também aproveitou para esclarecer que o MEC não tem a
declaração de renda para os alunos provarem estão
no perfil do programa e que a responsabilidade de
inserção dos alunos é das faculdades e
universidades.
Secretaria estuda recomendar criação de cotas raciais por decreto
Fonte: www.cmconsultoria.com.br, 02/09/2010 às 10:35 hs.
Universidades devem ser orientadas para criação de cotas raciais.
Eloi Araujo informou que documento será apresentado até 20 de outubro.
O ministro da Secretaria de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araujo, informou ao G1 que um
grupo de trabalho da secretaria trabalha atualmente em nota
técnica que deve recomendar ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva que crie cotas para negros em universidades federais por
meio de decreto.
"Na nota técnica vamos tomar providências no sentido de
buscar que pretos e pardos tenham direito de ingressar no ensino
superior. A nota técnica poderá dizer que é
necessário um decreto. Eu estou aguardando a
finalização da nota técnica para marcar
audiência com o presidente. Eu penso que um decreto é uma
boa medida para adotar se não houver por parte de todo mundo a
adoção da política de cotas", afirmou o ministro.
"A nota técnica vai orientar inclusive como as cotas
deverão ser observadas pelas instituições de
ensino superior. Algumas organizações imaginam que haja
uma autonomia universitária. A autonomia não é
absoluta, é relativa", completou o ministro.
De acordo com ele, a nota técnica será finalizada e
entregue a Lula até o dia 20 de outubro, dia em que o estatuto
entra em vigor. O texto foi sancionado pelo presidente no último
dia 20 de julho e tem 90 dias para começar a vigorar.
Se a população é composta por 80% de pessoas que
ganham até cinco salários, então vamos fazer isso
[com as cotas sociais]. Se for qualquer outro número, é
só para dizer que está fazendo. É coisa para
inglês ver. É como se não tivesse havido a grande
ofensa da escravidão e houve. Qualquer informação
que não leve em consideração a gravidade que foi a
escravidão, não é sequer educativa. Deveria
observar os dois aspectos, sociais e raciais"
Ministro Eloi Araujo, ao criticar ações afirmativas de
universidades que não considerem questões raciais
Logo após a aprovação do estatuto no Senado, antes
da sanção presidencial, Eloi Araujo falou ao G1 que o
estatuto permitia a criação de cotas sem que uma lei
sobre o tema fosse discutida e aprovada por deputados e senadores. Na
ocasião, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que
isso era uma tentativa de "golpe". "Isso é o que se chama de
tentativa de fazer com que o Congresso brasileiro seja fechado ainda
que esteja aberto. Essa matéria tão polêmica deve
ser regulamentada evidentemente através de uma lei. (...)
É o que se chama de falsa polêmica. O ministro se viu
derrotado em uma posição e tenta dar um golpe".
De acordo com Eloi Araujo, não se trata de golpe porque a lei
é clara. "A lei é soberana. É dura, mas é a
lei. E prevê a adoção de ações
afirmativas. O Congresso aprovou essa lei." Ele afirmou crer que uma
definição sobre um eventual decreto para estabelecer
cotas saia ainda neste governo.
Eloi explicou que o grupo de trabalho é formado por
técnicos da secretária, como professores e advogados.
Esse grupo será responsável pela nota técnica que
vai dar uma diretriz sobre o que deve ser regulamentado no estatuto.
Cinco temas devem ser priorizados: educação, trabalho,
moradia, cultura e saúde.
"Nossa preocupação diz respeito ao propósito de
contribuir com os amigos da Corte, aqueles que têm defesa de
nossas ações. No Supremo Tribunal Federal (STF) temos
ações muito perversas contra a população
negra, contra cotas, contra o Prouni e contra as comunidades
quilombolas. (...) Esse grupo está debruçado em oferecer
subsídios nesses casos com base no estatuto."
Cotas sociais
O ministro afirmou ser contra universidades que privilegiam cotas
sociais a cotas raciais. Estudo do Instituto de Estudos Sociais e
Políticos (Iesp) divulgado no começo desta semana mostrou
que 71% das universidades federais e estaduais já têm
cotas com base em seus conselhos ou leis estaduais. A maioria das
instituições, porém, favorece as cotas sociais,
para quem vem de escola pública.
Segundo ele, ações afirmativas que só privilegiam
o lado social, sem analisar a questão racial, devem ser
revistas. "Essas medidas precisam ser revistas porque deveriam ser
observados dados técnicos oferecidos pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Se a população
é composta por 80% de pessoas que ganham até cinco
salários, então vamos fazer isso. Se for qualquer outro
número, é só para dizer que está fazendo.
É coisa para inglês ver. É como se não
tivesse havido a grande ofensa da escravidão e houve. Qualquer
informação que não leve em
consideração a gravidade que foi a escravidão,
não é sequer educativa. Deveria observar os dois
aspectos, sociais e raciais."
Para Eloi Araujo, no entanto, pode-se discutir por quanto tempo as
cotas raciais seriam válidas. "Isso é justiça
social e não precisa ser para sempre. Podemos estabelecer por um
período, duas décadas, e depois analisar a
evolução."
Fonte: G1 - Portal Globo
Instituído Comitê de Governança do Exame Nacional de Ingresso na Carreira de Docente
Fonte: Jornal da Educação nº 3833
Foi publicada no Diário Oficial da União desta
quinta-feira, dia 02, Portaria nº 1.103, assinada pelo Ministro da
Educação, Fernando Haddad, que institui o Comitê de
Governança do Exame Nacional de Ingresso na Carreira de Docente.
De acordo com o texto, o Comitê, que funcionará no
âmbito do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (INEP), tem como função discutir e
acompanhar a elaboração e implementação do
Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente.
Serão membros do Comitê: o Presidente do INEP, que o
presidirá; um representante do INEP, responsável pela
Secretaria Executiva, e seu respectivo suplente; um representante da
Secretaria de Educação Básica do MEC, e seu
respectivo suplente; dois titulares e dois suplentes representantes do
Conselho Nacional de Secretários de Educação
(CONSED); dois titulares e dois suplentes representantes da
União Nacional dos Dirigentes Municipais de
Educação (UNDIME); dois titulares e dois suplentes
representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Educação (CNTE); e dois titulares e dois suplentes
representantes de instituições formadoras de professores.
A íntegra da Proposta está acessível na página http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=02/09/2010&jornal=1&pagina=49&totalArquivos=120
(IPAE 009 - 09/10)
Graduação Executiva é oportunidade para quem está no mercado e quer voltar a estudar
Fonte: www.cmconsultoria.com.br , 02/09/2010 às 11:21 hs.
Formato permite ao aluno fazer curso superior da forma mais adequada a sua disponibilidade de tempo e dinheiro.
É possível, sim, ter sucesso mesmo sem
formação superior. Alguns privilegiados se deram bem,
mesmo com pouco estudo. Mas esses são exceções
raríssimas. Hoje, quanto menor o grau de formação,
mais difícil é a caminhada em busca de sucesso.
Com um mercado cada vez mais competitivo, a importância da
formação profissional se torna ainda maior. No entanto,
para quem já está no mercado, conciliar trabalho com
estudos não é nada fácil. Por isso, as
instituições de ensino têm buscado formas de
atender à demanda dos profissionais que querem se aprimorar ao
passo que constroem suas carreiras.
Com foco nesse tipo de público, a Universidade Anhembi Morumbi,
em São Paulo, lançou um novo formato de curso: a
Graduação Executiva. Os profissionais que não
tiveram oportunidade de cursar uma faculdade podem, agora, ingressar no
ensino superior sem comprometer a rotina no mercado de trabalho. Na
Graduação Executiva, é possível montar um
plano de curso flexível, levando em conta a disponibilidade de
tempo e a capacidade financeira.
O aluno da Graduação Executiva pode fazer o curso por
disciplinas, determinando a quantidade a ser cursada em cada
período, que pode exigir uma frequência de 5 vezes na
semana, no caso de quem opta por cursar todas as disciplinas, ou 3 a 4,
para quem prefere cursar apenas algumas.
A Graduação Executiva da Anhembi Morumbi é voltada
especialmente para quem já está no mercado de trabalho,
é exclusiva para maiores de 24 anos e está em
conformidade com a legislação do Ministério da
Educação – MEC.
Fonte: www.administradores.com.br